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Geometria Analítica Espacial - Apostila

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CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos

CEFET-SP Uned Cubatão Curso: Turma: Matéria: Aluno: Matrícula: Curso Superior de Tecnologia em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos SAI – 171 Geometria Analítica Flávio Alves Monteiro 051017

Geometria Analítica Espacial

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CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos

Geometria Analítica Espacial

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CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos

GEOMETRIA ANALÍTICA
Conceito de vetor Definição 1 Um, segmento orientado é um par ordenado (A, B) de pontos do espaço. A é dito origem, B extremidade do segmento orientado. Os segmentos orientados da forma (A, A) são ditos nulos. Se A ≠ B, (A, B) é diferente de (B, A). Definição 2  Dizemos que os segmentos orientados (A, B) e (C, D) têm o mesmo comprimento se os segmentos geométricos AB e CD têm o mesmo comprimento.

Suponha (A, B) e (C, D) não nulos. Então dizemos que (A, B) e (C, D) têm mesma direção se AB // CD (AB // CD inclui o caso em que as retas suportes coincidem) . Nesse caso dizemos que (A, B) e (C, D) são paralelos.

 .Suponha que (A, B) e (C, D) têm mesma direção. a) Se as retas AB e CD são distintas, dizemos que (A, B) e (C, D) têm mesmo sentido se a intersecção entre os segmentos AC e BD for vazia. Caso AB ∩ CD ≠ φ , dizemos que (A, B) e (C, D) têm sentido contrário. b) Se as retas AB e CD coincidem, tome (A', B') tal que A' não pertença à reta AB e (A', B') tenha mesma direção, e mesmo sentido que (A, B). Então dizemos que (A, B) e (C, D) têm mesmo sentido se (A', B' ) e (C, D) têm mesmo sentido. Se não, dizemos que (A, B) e (C, D) têm sentido contrario.
Geometria Analítica Espacial 3

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Definição 3 . Os segmentos orientados (A,B) e (C,D) são equipolentes, e indica-se (A,B) ∼ (C,D), se um dos casos seguintes ocorrer: a) b) ambos são nulos; nenhum é nulo, e têm mesmo comprimento, mesma direção e mesmo sentido.

Proposição 1: A relação de equipolência goza das seguintes propriedades: a) (A , B) ∼ (A , B) (reflexiva)

b) (A ,B) ∼ (C , D) ⇒ (C,D) ∼ (A,B)

(simétrica)

c) (A,B) ∼ (C,D) e (C,D) ∼ (E ,F) ⇒(A ,B)∼ (E,F)

(transitiva)

Observação: (Uma relação que goza das propriedades a), b) e c) se chama de relação de equivalência. Definição 4
 Um vetor é uma classe de equipolência de segmentos orientados de E3. Se

(A,B) é um segmento orientado, o vetor correspondente (ou seja, o vetor cujo representante é (A,B)) será indicado por AB . Usam-se também letras latinas minúsculas encimadas por uma seta ( a , b , x etc.), não se fazendo desse modo referência ao representante.

→ → →

Chamaremos vetor nulo ao vetor cujo representante é um segmento orientado

nulo (A,A) e indica-se o vetor nulo por 0 .
 Os vetores x e y não-nulos são paralelos ( x // y ) se um representante de x Geometria Analítica Espacial

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O vetor oposto do vetor AB é indicado também por . w ∈ V3 A2) PROPRIEDADE COMUTATIVA → → → → → → → → → → u + v = → → v + u → ∀ u .x . Consideramos o vetor nulo paralelo a qualquer vetor. v . já que seus representantes (A. y têm  Chamaremos norma (ou módulo. x e → → → y têm mesmo sentido se um representante de x e um representante de mesmo sentido. Se x // → → → y . ∀ u . dizemos que o vetor x é unitário. o vetor oposto de um vetor x é indicado por . Observação → → → → O vetor BA é chamado vetor oposto do vetor AB e eles só diferem no sentido (se A≠ B).A) têm mesma direção. mesmo comprimento e sentido contrário. → → Os pontos A e C determinam o vetor soma dos vetores u e v → → Propriedades da adição A1) PROPRIEDADE ASSOCIATIVA ( u + v ) + w = u + ( v + w ). v ∈ V3 5 → → Geometria Analítica Espacial .B) e (B. ou comprimento) de um vetor ao comprimento de qualquer um de seus representantes. → → → → → → OPERAÇÕES COM VETORES ADIÇÃO DE VETORES Sejam os vetores u e v representados pelos segmentos orientados AB e BC.AB . indica-se a norma de x por x  Se x = 1. .CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos é paralelo a um representante de → y (e portanto a todos).

ao vetor u + ( . A4) ELEMENTO OPOSTO → → Dado um vetor u qualquer. e se representa por d = u .u . → → → → → ∀ u ∈ V3 → → → → → = AB + BB = AB = u .u ) = AB + BA = AA = 0 → → → →  Diferença de vetores Chama-se diferença de dois vetores u e v . Dados dois vetores u e v . que se indica por .CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos A3) ELEMENTO NEUTRO Existe um só vetor nulo 0 tal que para todo vetor u se tem: → → → u + 0 u + 0 → = 0 + u = u.v ) . representados pelos segmentos orientados AB e AC.v é representada pelo segmento orientado CB (a outra diagonal) → → → Geometria Analítica Espacial 6 .v . → → → u + ( -u ) = -u + u = 0 → → → → → → u + ( . respectivamente. existe um vetor que somado a u dá como resultado o vetor nulo: trata-se do vetor oposto de u . e construído o paralelogramo ABCD verifica-se que a soma s = u → → → → → → → → → → → → + v é representada pelo segmento orientado AD (uma das diagonais) e pela diferença d = u .

concluí-se que v = v u isto é. ∀ α . ∀ v ∈ V3 Geometria Analítica Espacial 7 . v = v. isto é k v = 0 . chama-se produto do número real k pelo vetor v o vetor → → → → → p = k v . → → → → → → → → → → → → → → (distributiva ∀ α . temos: M1) α ( u + v ) = α u + α v . o vetor v é o produto de seu módulo pelo → → vetor unitário de mesma direção e mesmo sentido de v Propriedades da multiplicação de número por vetor. v ∈ V3 em relação à adição de vetores) M2) ( α + β ) v = α v + β v . o produto é o vetor 0 . ∀ v ∈ V3 → ∀ v ∈ V3 → → → → M4) α ( β v ) = (α β ) v = β ( α v ) . sempre existe k ∈ R tal que u = k v . M3) 1. ∀ u . b) Dados dois vetores u e v .CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos  Multiplicação por um número real Dado um vetor v ≠ 0 e um número real k ≠ 0. → → Observações: a) Se k = 0 ou v = 0 . β ∈ R . Se u e v são vetores quaisquer e α e β são números reais. ∀ α ∈ R . e contrário ao de v se k < 0. ele é unitário → →→ → u = v v → v v → = → =1 Daí. colineares. tal que: → → a) módulo: p = k v = → k → v b) direção: a mesma de v c) sentido: o mesmo de v se k > 0 .β ∈R . → → → → → → → → → Exemplo: se u = → −2 → 5 v → ⇒ →= v 2 −5 → u c) O versor de um vetor v ≠ 0 é o vetor unitário u = → → 1 → → v v ou → u = v v → → De fato.

decorre Logo u = v → → → → PQ → = u → e PQ → = v → P3 ( P + u ) + v = P + ( u + v ) ∀ u .v = P + ( −v ) Propriedades dessa operação: P1 P + 0 = P → → → → → → ∀ P ∈ E3 P + PP = P P2 → → → → P+ u = P + v ⇒ u + v Seja Q = P + u = P + v por def. Assim: ∀ P ∈ E3 . significa α v α v 1 →  Soma de ponto com vetor Cada ponto P ∈ E3 e cada vetor v ∈ V3 associa um único ponto Q de E3 indicado por P + v e chamado soma de P com v . temos: B = P ( u + v ) Geometria Analítica Espacial 8 . temos: → → → → → → → + AB = u + v mas. com α ≠ 3 → → 0.CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos Observação Se α ∈ R e v ∈ V . portanto temos PB = u + v → → → Pela definição de soma de ponto com vetor.v indica a soma do ponto P com o vetor oposto do vetor v Assim: P . decorre que PA = u PA → → → → e AB = v somando. v ∈ V3 ∀ P ∈ E3 Sejam A = P + u → → → → → → → e B = A + v ( logo B = (P + u ) + v ) → → → → → por def. PA + AB = PB . ∀ v ∈ V3 : → P+ u =Q ⇔ → → → → P Q → = u → donde P + P Q → =Q Observação: A notação P .

. a3 ... O vetor nulo é combinação linear de qualquer vetor pois: 0 = 0 +. v → 3 → ....v)+ v =P → → → → P3 → → → P1 → → ( P .CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos e portanto: (P + u ) + v = P + ( u + v ) → → → → P4 A+ v = B+ v → → ⇒ A=B → → → → → → P3 A + v = B + v ⇒ (A + v ) . onde p é qualquer número natural... Exemplo: No triângulo ABC..v ⇒ ⇒ A+(v . M é o ponto médio de BC.+ an v → n em que a1 ..v ) ] + v ⇒ P + [ ..an são números reais.v = (B + v ) .v 1 → → 2 . Escrever o vetor AM como combinação linear de AB e AC Geometria Analítica Espacial 9 → → → ....... a2 . a2 . an que figuram na combinação linear podem ser nulos ou não..v + v ] = P + 0 ⇒ P Dependência Linear Dados n vetores vetores a qualquer vetor da forma: a v 1 v ..v ) ⇒ A+ 0 =B+ 0 ⇒ A=B P3 → → → → → → P1 P5 (P...v ) + v = [P + ( ....v )= B+(v .. 1 + v a2 → n chama-se combinação linear dos n → 2 v + .. Observe que os números a1 . + 0 → v → p v → 1 +0 v → 2 + .. a3 . maior do que zero.

respectivamente. A P N B M 1 C 1 Como o quadrilátero APMN é um paralelogramo. Pelo teorema de Pitágoras → P e N são pontos médios dos lados AB e AC. Geometria Analítica Espacial 10 . temos: AM = AP + AN → → → e 1 → 2 AB AP = 2 AB → → e AN = 2 AC → → portanto: AM = → + 1 → 2 AC Condições para que um vetor possa ser dado como combinação linear de outros vetores.  Proposição 1 (para dois vetores) Dados um vetor v . paralelas aos lados AB e AC. não nulo.CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos A B Solução: M C Traçar pelo ponto M. b) Se o vetor u também também não for nulo. e um vetor u . basta fazer m = 0. sendo m > 0 se u e v têm mesmo sentido e m < 0 se u e v têm sentidos contrários. teremos: → →  u  =  m v  ⇒ u  =  m   v  → → → → → → → → ⇒m = ± u v → . então existe um único número real m tal que u = m v → → → → → → → a) Se o vetor u for nulo. tais que u // v .

basta fazer m = 0 e achar n conveniente. → → → → → → Solução: Como u e v têm sentidos contrários. então existem e são únicos os números n e m . dando um vetor em função do outro. → → → d) Se o vetor w não for nulo e não for paralelo a nenhum dos dois vetores. 4u = 7 v ∴ → → → → → u v u = 7 −4 → v e v = → −7 → 4 u  Quando a combinação linear existe. o conjunto formado por dois vetores paralelos é linearmente dependente. a) Se o vetor w for nulo. tais que w = m u + n v . basta fazer m = 0 e n = 0. b) Se o vetor w for paralelo a u . v e w sejam coplanares. LI. exemplo: Sejam dados os vetores u e v . isto é. todos os vetores paralelos a v são múltiplos de v . paralelos e de sentidos contrários tais que → → → u =4 e → v = 7. ( LD ). Escreva u em função de v e v em função de u .  Proposição 2 ( para 3 vetores ) Dados os vetores u e v . tomemos os três vetores aplicados em um mesmo ponto A e seja AP = w B Geometria Analítica Espacial → → P 11 . e o vetor w tais que u . basta fazer n = 0 e achar m conveniente. o número que multiplicando um deles dá o outro será um número negativo.  → Um vetor não nulo v forma uma base para o conjunto de todos os vetores que → → possuem a mesma direção de v .CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos “Dois vetores são paralelos se e somente se um deles é igual ao outro multiplicado por um número real” . c) → → → → → → → → → → → → → Se o vetor w for paralelo a v . dizemos que existe uma dependência linear entre eles e.

CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos → v w → A → u C → → Traçando-se por P paralelas a u e a paralelogramo ∴ AP = AB + AC → → → v forma-se o quadrilátero ABPC Como AC // u . Exemplo: Dados os vetores u . → → → → → • Pela definição da operação adição de dois vetores pode-se afirmar que “ w = m u + n v então u . θ = 600 C w → → → → → → → → → → → → → → u =2. v e w são coplanares” → → → → pois w. Assim. Existe um número real n tal que AB = n v → → → → → → → → e. e sendo Obter w como combinação linear de u e v . como na figura. P v θ A → → θ → u B Por P traça-se // a u e a v . v =3e w = 6. AB = 3 u → → → → e AC = 2 v . conseqüentemente w . “Três vetores são coplanares se e somente se um deles é igual a uma combinação linear dos outros dois”. v e w . ABPC é um paralelogramo sendo que o triângulo ABP é eqüilátero. sendo portanto coplanares e. u e v também são coplanares. existe um número real m tal que AC = m u e como AB // v . → mu e → n v possuem → representantes que são lados de um triângulo. logo: 12 Geometria Analítica Espacial . portanto: w = m u + n v .

LI . todo vetor w . c) Se o vetor r for paralelo a v . v e → → → → → → → w . n e p tais que r = m u + n v + p w → a) Se o vetor r for nulo. coplanar com u e v . basta fazer m = 0 e n = 0 e encontrar o p → → conveniente. pode ser sempre escrito como combinação linear de u e v . sendo dois deles LI. d) Se o vetor r for paralelo a w . • Dois vetores LI formam uma base para o conjunto de todos os vetores coplanares com eles isto é. dando um vetor em função dos outros dois pode-se dizer que existe uma dependência linear entre eles ou seja. o outro poderá ser expresso como combinação linear dos dois primeiros. b) Se o vetor r for paralelo a u . o conjunto formado por três vetores coplanares é LD. mas → for coplanar a u e v . basta fazer p = 0 e encontrar m e n convenientes. nem paralelo a nenhum dos outros três vetores. • O conjunto formado por três vetores não coplanares é LI.  Proposição 3 ( para 4 vetores ) Dados u . e o vetor r qualquer. e) Se o vetor r não for nulo. n = 0 e p = 0.CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos AP = AB + AC w = 3u + 2 v → → → → → → • Dados três vetores coplanares. basta fazer n = 0 e p = 0 e encontrar o m → → conveniente. basta fazer m = 0 . então existem e são únicos os → → → → → → números reais m . → → Geometria Analítica Espacial 13 . LI . • Como essa combinação linear sempre existe. basta fazer m = 0 e p = 0 e encontrar o n → → conveniente.

g) Se o vetor r não for nulo. AE // w existe um número real p tal que AE = p w → → → → → → → → → → → → → → → → ∴ r = mu + nv + pw E P w → → → → → → → r u A v → D C B três” – Os vetores são LD. nem paralelo a nenhum dos outros três vetores. assim. Exemplo: “ Dados quatro vetores no espaço. Portanto: AP = AB + BC + CP Como AB // u existe um número real m tal que AB = m u . mas → → → for coplanar a w e u . mas → for coplanar a v e w . nem → → → coplanar com dois deles. sempre um deles é combinação linear dos outros Geometria Analítica Espacial 14 . h) Se o vetor r não for nulo. tomemos os quatro vetores aplicados em um mesmo ponto A . AD // v existe um número real n tal que AD = n v . a v e a w obtemos. um paralelogramo. nem paralelo a nenhum dos outros três vetores. → → → → → Seja AP = r . nem paralelo a nenhum dos outros três vetores.CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos f) Se o vetor r não for nulo. Traçando por P paralelas a u . basta fazer n = 0 e encontrar m e p convenientes. basta fazer m = 0 e encontrar n e p convenientes.

n e p tais que r = m u + n v + p w . Exemplos: Fixada uma base E = ( → → → 3 → → → → → → → → → e e e 1 . v . se ( u . existem números reais m. → v = 2.CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos Dados os vetores u . n v e p w são componentes do vetor r . v e w . = 3. Como esses números são únicos. ) ) Verificar se são LI ou LD os vetores: Geometria Analítica Espacial 15 . Solução: E P w → → w → → r → r → u → v u A v → D C → → → B Tracemos por P. → r =6 3 e sabendo que r forma ângulos iguais com u . n. ou → → seja. v e w . v e w . v e w . p). os vetores m u . 2 . w . associamos a cada vetor de V3 uma única trinca de números reais ( m. v . um cubo de aresta 6 logo: AB = 6 u → → AD = 3 v → → AE = 2 w → → portanto r = 6 u + 3 v + 2 w → → → → Base Chama-se base de V3 a qualquer trinca ordenada de vetores LI. obter → → → → → → → r como combinação linear de u . Obtemos. ortogonais dois a dois. Assim. w ) é uma base de V3 então qualquer vetor r de V3 é gerado por → → → → → → → → u . w ) . paralelas a u . v . sendo w → → → → → → u = 1. Esses números são chamados de coordenadas de vetor r em relação à base ( u . assim.

3) w = ( 4. 1 2 ) .1 . 2. .fator de proporcionalidade: 2 = 7 7 2 → = 1 1 2 são proporcionais ∴ ( u .1. v ) é LD → → u=2 v 2) Verificar se são LI ou LD os vetores: → u = (1. 2 ) 16 Geometria Analítica Espacial . 1) e v = ( 1 1 2 → . w ) é LI → 1 3) Sejam: f f f =2 = = . -3. 1) 1 2 → → → ≠ 2 1 ≠ 3 1 → eles não são proporcionais ∴ ( u . 7 2 . 1. 3) e v = ( 2. -1. e → Mostre que ( Resolução: Tem-se: f → 1 → 2 f 3 ) é LI e portanto base de V3 f f f -1 → 1 = (2 . 2) → v = ( 0. v . 2 ) → → 2 2 0 3 = ( 1. e 1 → 1 → 2 e → 3 → 2 → 2 e e - → +2 e → 3 → 3 e f → 1 +2 . 1. . 11) → 1 0 4 -1 1 -3 2 3 11 → → → = 0 resulta que ( u . 7. 0 ) = (1. v ) é LI 1 2 → → b) u = (1.CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos a) u = (1. 0.

f → 3 ) é LI 4) Calcule as coordenadas do vetor v = ( 1. 1 )E na base F do exercício anterior.CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos 1 1 -1 0 2 2 = -4 ≠ 0 logo ( f → 1 . 1. Resolução: Sabemos que: → f f → 1 =2 = = e 1 → 1 → 2 e → → 2 → 2 e e - → +2 e → 3 f → 3 e → 1 +2 e 3 Resolvendo as equações acima com relação a e e e 1 → . → 3 temos: f f 2 → 2 = =2 f → 3 - e → 2 ∴ ∴ e f → → 2 = =2 f → 3 - f f → 2 → 1 e → 1 e → 2 1 e → 1 -( → 3 - f → 2 ) ∴ f → 1 + f → 3 - f → 2 = e → 1 ∴ e e → 3 → 1 = ∴ 1 2 f 3 → 1 → 1 1 2 f → 2 + → 3 1 2 f 1 2 → 3 f f → 2 → 3 = 1 2 e → 1 +2 f → - e = 2 e ∴ f → 3 - 1 2 ( 1 2 f → 1 - 1 2 + f → 3 )= ∴ e → 3 e e → → 1 = = - 1 2 f f → 2 → 1 - 1 2 f → 2 + 1 2 f → 3 2 + f → 3 Geometria Analítica Espacial 17 . → 2 . f → 2 .

.4 . → 2 . ) é uma base de V3. as coordenadas de v na base F são: 4 . a . portanto: f → 1 - 5 4 f → 2 + 7 4 f → 3 donde → v = ( 4 . . a 3 ). 1 )E . e → 3 e e Essa tripla ( a . 1. 4 ) isto é. a 1 → 1 2 3 ) de escalares é única. todo vetor de V3 é gerado por → e e 1 . para todo v ∈ V3. → Escolhida uma base E de V3 fica associada univocamente a cada vetor v uma tripla ordenada de escalares ( Geometria Analítica Espacial a. a 1 2 . Essa tripla é denominada tripla de 18 .a 1 2 3 . → 3 ) LI de vetores de → → 2 V3. Se ( → e e e 1 . 2 .a .4 . temos v = v = 1 4 → e → 1 e → 2 e → e. existem escalares 3 → a. e e . 4 1 5 7 → 1 5 7 BASE Chama-se base V3 a qualquer tripla ordenada E = ( → → → 3 e e e 1 → . tais que v = ae 1 → 1 + a e 2 → 2 + a e 3 → 2 → 3 . isto é.CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos e → → → 3 = - 1 4 f → 1 + 1 4 f + → 2 + + 1 4 f 3 → 3 como v = ( 1.

a 2 + → b 3 ) Para o procedimento acima é essencial que u e v estejam referidos a uma mesma base. a 1 3 . evitando perda de tempo. A notação utilizada para indicar que → a.λ a 3) .a . a 3 são coordenadas (nessa ordem) do vetor v em relação à base E é v =( a .a 1 2 → ) 3 E ou → v =( a . a + b . a) Adição: Se u = ( → u+ v → a . 2 .λ a 1 2 . Observe que é importante a ordem dos escalares → 2 → a a a . a . 1 . então a .CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos coordenadas do vetor v em relação à base E. trata-se de uma tripla ordenada ∴ 3 → v = ae 1 2 → 1 + a 2 e + a e 3 → → 3 . 1 . a . 2 . b) Multiplicação por escalar: λ u = (λ De fato: Geometria Analítica Espacial 19 → → Se u = ( → a. a . b =(a + b .a 1 2 ) É conveniente que as operações entre vetores sejam feitas diretamente com coordenadas. b . a ) e v = (b .a 1 2 3 ) e λ é um escalar. 1 . 2 ) 3 ) 3 ⇒ u = ⇒ → → ae 1 1 → 1 + + a e 2 2 → 2 + a e 3 3 → 3 v = ( b b b 1 v = b e + → 1 b e +( → 2 + b e ) 3 → 3 Logo: → u+ v =( → a b e + ) 1 1 1 → 1 + ( a 2 b e ) 2 3 → 2 a 3 + b e → 3 ou seja: → u+ v =( → a +b . a 2 + b . a + b ) → 1 2 3 1 2 3 ) então 1 1 2 2 3 3 De fato: → u = ( → a a a .

y . z1 ) . Proposição 1: Os vetores u = ( e somente se 1 1 → → x . 0. B) de u tal que o segmento AB é ortogonal a r [ a π ].λ a 3) Observação: u = 0 ⇔ u = ( 0.y 3 3 . y . 2 → 1 1 2 2 w =( → x. y . usando os mesmos conceitos para os segmentos orientados que representam o vetor.CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos → u =( a a a . z1 . admitirem representantes perpendiculares. ou. z 2 Proposição 2: u = ( x .λ a 1 2 . z 2 ) são LD se 2 2 2 x . 2 + )⇒ u = 3 → 3 → ae 1 → 1 + a e 2 → 2 + a e 3 → 3 ⇒λ u = λ ( → a 1 e → 1 + a e 2 1 → 2 a e 3 )= → 2 = (λ a )e → 1 + (λ → a )e 2 → + (λ a )e 3 → 3 ⇒ λ u = (λ → a . y . Definição:  u = 0 é ortogonal à reta r [ ao plano π ] se existe um representante → → → (A. 0 ) Vamos reexaminar em termos de coordenadas o conceito de dependência e independência linear. 1 . caso contrário. são proporcionais a x . Proposição 3: Geometria Analítica Espacial 20 . v = ( x .  Os vetores u e → → v são ortogonais se um deles é nulo. y . z1 ) e 1 1 → → v =( x .  Para ortogonalidade usaremos o símbolo ⊥ . O vetor nulo é considerado ortogonal a toda reta r e a todo plano π . y . z 3 ) são LI se e somente se x y z1 1 1 x y z2 x y z3 2 2 ≠ 0 3 3 O conceito de ortogonalidade de vetor com setas e planos se define de modo natural. z 2 ) .

2 .CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos Os vetores u e v são ortogonais se e somente se Demonstração: → → → → → u + → v 2 = → u 2 + → v 2 . ) é base ortonormal. → 2 . 0+ u + v → → → → → → u + v → → v → u 0 Definição: Uma base E = ( → 1 → 2 0+ u → e e 1 → . 0 + u + v . u ⊥ v se e somente se os pontos 0. são vértices de um triângulo retângulo. e 0 e → → → 2 e → 1 Proposição 4: Se E = ( → 3 → e e e 1 → . e → 3 ) é ortonormal se e e 1 → . e u = x 3 → e → 1 +y e → 2 + z e então u = √ x2 + y2 + z2 Ângulo entre vetores – Produto Escalar Geometria Analítica Espacial 21 . 0 + u . → 2 . e → 3 são unitários ( e = e = e → 3 → 3 = 1) e dois a dois ortogonais. Tomando um ponto ) qualquer.

2) Sendo a base ortonormal a norma de qualquer vetor pode ser calculada w = ( a.CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos Seja os vetores não nulos u e v . Tomemos um ponto 0 ∈ E3 e. e P’. y . → → → → → → j . c ) ⇒ → → w = √ a2 + b2 + c2 Aplicando a lei dos co-senos ao triângulo POQ resulta: P → → → → → → u Q P 2 = u 2 + v 2 –2 u + v cos θ (1) θ 0 → v Q 22 Geometria Analítica Espacial . Q ∈ E3 tais que u = OP . → v = OQ obteríamos que a medida em radianos [graus] de P’Ô’Q’. Seja θ a medida em radianos (graus) do ângulo POQ satisfazendo 0 ≤ θ ≤ π [ 0 ≤ θ ≤ 1800 ] P → P’ → u u θ 0 → θ v Q 0 → v Q’ → → Se tivéssemos tomado outro ponto 0’ ∈ E3 em lugar de 0. z1 ) e 1 1 → v =( x . ainda seria θ → (como na figura) Definição 1 O número θ se chama medida em radianos [graus] do ângulo u e v . sejam P. y . b. Para encontrar uma expressão que forneça θ em termos de u e v fixa-se uma base ortonormal ( i . v = → → → → → O Q → . Q’ com u = OP . z2 ) 2 2 Observação: 1) Uma base no espaço é ortonormal se os vetores forem unitários e dois a dois forem ortogonais. k ) e sejam u = ( → → x .

z 1 - z) = =(x -x ) 2 2 2 1 2 +( y -y 1 2 )2 +( z -z 1 2 )2 = x 2 1 + y 2 1 + z1 + x2 + 2 y 2 + z 2 . resulta que se u ≠ 0 ou v ≠ 0 então: cos θ = Geometria Analítica Espacial → u • v → 23 . Se u ou v são nulos. Definição 2: Chama-se produto escalar dos vetores u e v ao número u • v dado por: 0 → → → → → → → se u = 0 ou v = 0 → → → → u • v → → u → v cos θ → se u ≠ 0 ou v ≠ 0 → → → → → sendo θ a medida do ângulo entre u e v . pois o primeiro membro não depende.CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos Q P → 2 = O P → - O Q → 2 = → u 2 + → v 2 = (x 1 - x 2 2 . a expressão do 2º membro é nula. pois → u x 2 1 + y 2 1 + z1 2 e v =√ x 2 2 + y 2 + z2 2 2 A expressão ( 2 ) nos mostra que x x + y y + z1 z 2 não depende da base 1 2 1 2 ortonormal fixada.  Desde que as coordenadas usadas se referirem a uma base ortonormal podemos escrever: u • v = → → x x + y y + z1 z 2 1 2 1 2 → → → →  Da definição. y 1 - y 2 .2( 2 2 x 1 x + y y + z1 z 2 ) 2 1 2 Substituindo em ( 1 ). resulta → u → v cos θ = x x + y y + z1 z 2 1 2 1 2 → (2) =√ expressão esta que nos permite calcular cos θ .

u • u = 0 ⇔ u = 0 proposição 2 → → → → → → → u ⊥ v ⇔ u • v =0 Demonstração Se u ou v é nulo. Se π ) Observação: “ uma condição necessária e suficiente para que uma tripla ( vetores de V3 seja uma base ortonormal é que → 1 → 2 → 3 → → → π → → → u • v = 0 ⇔ cos θ = 0 ⇔ θ = 2 ⇔ u ⊥ v ( lembre-se que 0 ≤ θ ≤ e . e ) de e e → 1 • e e → 1 = e e • → 2 • e e = → 2 = e e → 3 • e e → 3 =1 e → 1 • → 2 = → 1 • → 3 = → 2 • → 3 =0 resumindo: e → i e → j 1. se i = j 24 Geometria Analítica Espacial . v . tem-se: 1) u • ( v + w ) = → → → → → → → u • v + u • w → → → → → 2) u • ( λ v ) = (λ u ) • v = λ ( u • v ) 3) u • v = v • u → → → → → → → → → 4) u • u ≥ 0 . é imediato.CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos → u → v  Observe que decorre da própria definição que: pois → → u = √u •u = → → u • u = → x x 1 → 1 + y y 1 → 1 + z z 1 1 x 2 1 + y 2 1 + z 2 1 = → u 2 proposição 1 Quaisquer que sejam u . e . w de V3 e qualquer que seja λ real.

200) e → v = ( -10. 1 + (-3) . 0. 0) Resolução: → u • v = (1. 1. = √ 12 + 12 + 12 → = -1 1 3 3 ∴ cos θ = u • v v → = = -1 3 39 → u → ∴ θ = ARC COS ( −1 39 ) → 2) Ache a medida em graus do ângulo entre os vetores u = (1. 0. 1. se i ≠ j Atenção:  Evite o erro seguinte: sendo u • v = u • w .w)= 0 ⇔ u ⊥ (v - w) → Exemplos: É fixada uma base ortonormal 1) Ache a medida em radianos do ângulo entre os vetores u = (2. 1. ISTO É FALSO → → → → → → → → → → → → → → u • v = u • w ⇔ u • v . 1. Resolução: → → → u • v = (2. 0 = 0 → → → Logo: u ⊥ v .CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos 0. . 1 + 0 . 1 = -1 → → u = ( 2. 200) • ( -10. 0) = 1 . 1) = 2 .u • w = 0 ⇔ u •(v . 1 + 200 . cancelar u e concluir que → → → → → → v = w .-3) e v = (1. 10. e θ = 900 (em graus) 3) Demonstre a desigualdade de Schwarz: → → → → u • v ≤ u v Geometria Analítica Espacial 25 . (-10) + 10 .0. 10. 1).−) 3 = √ 22 + 02 + (-3)2 = 1 3 → v = (1 1 1) . -3) • (1.

3 ) Solução: Geometria Analítica Espacial 26 → → → → . se │ cos θ │≤ 1 4) O ângulo entre a e b mede 1200 .a Xb → → →→ a b cos 1200 = 4 . → → → Como o produto escalar entre u e v é positivo. -2.2 (b X b ) ⇒ → → → → → → → → → → → → → ⇒u X v = Mas. 5) Qual o valor de m para que os vetores sejam ortogonais? a) u = (m. é imediato. 4 ) e s = ( m. -1. 2) b) r = ( m. u X v = 16 – 2 . Sendo → → → → → → → → a = 4. pois ambos os membros se anulam.CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos Resolução: Se u ou v é nulo. 3 . 2. 9 – ( -6) = 4. a X b = → → → → → → → a 2 –2 → b 2 . 3) e v = ( 2. caso contrário. então a desigualdade de Schwarz resulta imediatamente de cos θ = → → → → → → → u • v → e │ cos θ │≤ 1 → → u v Observe que a igualdade vale se e somente se um dos dois vetores é nulo ou. o ângulo entre u e v é agudo. 3. reto ou obtuso? Solução: → u X v = (a + b ) X (a . u = a + b e → → → v = a . −1 2 = -6 Assim. concluímos que o ângulo entre u e → v é agudo.2 b .2 a X b + b X a . Se u ≠ 0 e v ≠ 0 . → b = 3.2 b ) = a X a .

1. 8 ) b) r = ( 4. 2 ) e v = ( 1. -1. ou seja. 0) ⇒ cos α = cos β = a → ( a . 3 ) = m2 –6 + 12 = ⇒ m2 + 6 = 0 ⇒ ⇒ não existe m real.8) 4 3. b. 3) X (1. b. 0. 6) Calcular o ângulo entre os vetores: a) u = (1. -1. 1. temos: → → z → → v = (a. Assim.2) X (1. 2. para um mesmo valor de m real. 3 ) X ( 2. c ) → γ v → v X (1.CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos a) u X v = ( m. c ) → v b v 0 α x y v → Geometria Analítica Espacial 27 . -1 ) → = 9 27 ⇒ θ = arc cos 0 26 1 3 ≅ 710 b) cos θ = (4. 9 → → → → → → → e s = ( 1. -1 ) = 26 . os vetores nunca são ortogonais. 2 ) = 2m –2 + 6 = 0 ⇒ m = -2 b) r X s = ( m.− .2. 3 ) Solução: a) cos θ (1. c) = a i + b j + ck → então: cos α = cos β = ( a. -2. r e s são ortogonais. b. -1. 2. 1. = zero ⇒ θ = 900 3 Os ângulos que um vetor forma com os eixos coordenados são chamados de ANGULOS DIRETORES. → → j e k. 3. 0) ⇒ X (0. Eles são assim chamados porque fornecem a direção do vetor (e também o sentido) Como os eixos coordenados possuem a mesma direção e sentido dos vetores i . 4 ) X ( m. 3 → → isto é. -4. Ângulos diretores .

1) ⇒ cos γ = c → v Os co-senos dos ângulos diretores α . → v ) ⇒ v v → ou u = ( cos α . vem: → → → → → u = → v v a b c → → =( → v . cos β . o módulo de um versor é igual a 1.CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos cos γ = ( a. b. cos β . Designando o versor de v por u . 450 e 600. → v . 2) ⇒ α = arc cos ⇒ β = arc cos ⇒ γ = arc cos 1 3 −2 3 ⇒ α ≅ 710 ⇒ β ≅ 1320 −2 3 2 3 2 3 ⇒ γ ≅ 480 2) Os ângulos diretores de um vetor são α .  α . cos γ ) Portanto. -2. c ). 0. b. Solução: Substituindo na igualdade: Geometria Analítica Espacial cos2 α + cos2 β + cos2 γ =1 28 . PROPRIEDADES: são chamados de COSSENOS a) Seja o vetor v = ( a. cos γ = cos logo: √ cos2 α + cos2 β + cos2 γ Exemplos: 1) Achar os ângulos diretores do vetor v = i -2 Solução: cos α = cos β = cos γ = 1 3 → → → → √ cos2 α + cos2 β + cos2 γ =1 = 1 ⇒ cos2 α + cos2 β + cos2 γ → j + 2 k = (1. c ) → v X (0. β e γ DIRETORES. assim temos:  α . Determinar α . cos β . as componentes do versor de um vetor são os cossenos diretores deste vetor. cos γ = 1 cos mas. b) Como o versor de v é um vetor unitário.

existe m ∈ ℜ tal que c = m v De ( ii ) . basta observarmos que: ( i ) c // v → → → → → e ( ii ) u .c → → u. a decomposição de um vetor em dois vetores. Veja a figura a seguir: → u → u → u. → Para encontrarmos o vetor c . ou ainda. v não nulo.c ) X v = 0 ⇒ ( u . → → → → → → → → → → → → → → u X v -m( v X v)=0 ⇒ → → → → → = u X v .c → → u → v → c → c = 0 → → c O vetor c é chamado de vetor-componente ou vetor-projeção de u na direção de → → → v .m v ) X v = 0 ⇒ ⇒u X v =m( v X v) ⇒ m= u X v → → v X v isto é. temos: cos2 α + cos2 450 + cos2 600 = 1  2  2  2    cos2 α + + 1 4 1 2   2 =1 1 4 cos2 α = 1 - 2 4 - ⇒ cos2 α = ⇒ cos α = ± 1 4 ⇒ cos α = ± 1 2 logo: α = 600 ou α = 1200 Vetor – componente Um problema de muita aplicação na Física Geral é o de achar o vetor-componente ou vetor-projeção de um vetor dado em uma direção dada. conhecidos u e v .CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos β por 450 e γ por 600.c ⊥ v → → → → → De ( i ) . vem. Temos assim o vetor c → → v 2 c = u X v → → . v → ⇒ 29 Geometria Analítica Espacial . vem: (u .

2. Solução: Veja a figura → → → u d → → → v Decompor um vetor u é encontrar vetores que somados dão. onde v = ( 1.c . 4. sendo → → → → → c paralelo a v e d ortogonal a v .2. → (1. u = c + v sendo c o vetor-componente de u na direção de v e o → → → → → → vetor d o vetor-diferença entre u e c . 9) – (2. 9 ) X c =6. (1.2) 3 → ⇒ c = (2. 4. são as componentes ortogonais do vetor → → → u .2. e θ o ângulo por eles → → → formado. como → → c resultante o vetor u → → → → → → Neste caso.2) 3 → ] . Deve-se calcular o vetor w que representa a projeção de u sobre v . 9 ) em dois vetores c e d . -3. -7. Assim. com u ≠ 0 e v ≠ 0. 2).CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos → v X v → → → ⇒ c = ( u X → → → v v → ). isto é: d = u . -3. 2. 4) = 2 i +4 j + 4k → → → d = u .c = (6. na → segunda indicação da fórmula do vetor-componente c . Observe a figura: → u → u Geometria Analítica Espacial 30 . 4) = (4. tendo c a direção de v ( ii ) O módulo do vetor-componente ou vetor-projeção c será dado por → → c = → → u X v v → que é o módulo da expressão que está dentro dos colchetes. -3. v v → Exemplo: Decompor o vetor u = ( 6. do exemplo acima. 5) = 4 i -7 j + 5 k → Observações: → → ( i ) Os vetores c e d . Projeção de um Vetor → → → → Sejam os vetores u e v .2) 3 → → → → (1. temos: → c = [ ( 6.

proj. sendo → p paralelo e → q ortogonal a u Solução: → → a) Em relação a B.3. 0 ) Solução:  →→   uXv  → → Utilizando a fórmula proj. 1 ) e v = ( 3.0)  1  2 −3 +0  1 → u =  2  ( 1. 2 + ( -6) (-2) + 0 . → u =  →→  v  vXv  v   obtem –se: proj.6 → → a) Obtenha a projeção ortogonal de v sobre u → → → → → → → → j b) Determine → → p e → q tais que v = → → p + → q . 0 ) = ( .− . 0) =  1 + 1 + 0  (1. ou → → → → → v u=  u    → X   v  →  v   → → v u = w ) é: v v →  →→   uXv  → proj. -2. 1 = 18 → Geometria Analítica Espacial 31 . → u =  →→  v  vXv  v   → Exemplos: → → 1) Determinar o vetor projeção de u = ( 2. -1. u = ( 2. 0 ). k ). sejam u = 2 i -2 j + k e v = 3 i .4 ) sobre v = ( 1. 2 .2 . o vetor projeção de u sobre v ( proj.2 ( 1.CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos θ w → → → v w → θ → v Como w e v têm a mesma direção. 0) 1 1     v →  ( 2. k∈ℜ Então: w =  k v ou → → →  = k w → 1 → uv X → → 1 → uv X → → 2 v = → v v ∴ k = → v logo: w = → → →     →  → u v  → X   2  → v v        Portanto.− . u 2 = 22 + (-2)2 + 12 = 9 e v X u = 3 .3. → → Logo. proj.− . -1. -6.0) X (1.4) X (1. -1.0)  (1. j . 0 ) = . →   u =  (1. -1. -1. segue-se que: → → w =k v. 0 )   v → → →  2 −3 1 1 2) Dada a base ortonormal B = ( i .

2 ) → b) O vetor Portanto → → p é a projeção ortogonal calculada em ( a ). 0. 6 ) ^ ( 3.a c d f → . 7 ) = 0 0 0 2 1 7 → = 0i +0 → → → j + 0k = 0 → → i → j k d) ( 2. -4. 1 ) = ( 4. 0 ) – ( 4. 2) = ( -1. -6. 1. e → → q é a diferença v - → → p . o 2º lado da igualdade corresponde à expansão do determinante. 5 ) = 1 1 1 3 → 1 5 → = 2i -4 → → → j + 2k → i j k c) ( 0. -2. -4. definimos produto vetorial dos vetores → → → → → u e v como sendo o vetor dado pelo determinante formal: → → i → j → k → u ^ v = → a d e b f c = e b f c . k → onde. 1 ) = 1 3 5 1 1 1 → = -2 i + 4 → → → j -2 k → i → j k b) ( 1.CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos vu X → → 2 Logo. 1. 1. 0 ) ^ ( 2. Exemplo: → → i j → k a) ( 1. -2 ) PRODUTO VETORIAL Definição: Dados os vetores u = a i + b j + c k e → → → → v = d i + e j + f k . 6. i . 5 ) ^ ( 1. pela regra de Laplace. 9 ) = 2 4 6 3 6 9 = 0i +0 → → j + 0k = 0 → → Geometria Analítica Espacial 32 . 4. → j + a d e b . proj. q = v - p = ( 3. 1 ) ^ ( 1. -2. através da primeira linha. 3. 3. → → u v = → → u u = 1 8 9 ( 2.

w ∈ V3 Distributiva P4. Direção: → u e v são LI. v ∈ V3 e m ∈ ℜ Associativa com um número real P5. → então o produto vetorial deles será um vetor não nulo. u X u = 0 ( o determinante possui duas linhas iguais) P2. ( u ^ v ) = ( m u ) ^ v = u ^ ( m v ) ∀ u . u ^ v ≠ 0 então ( u ^ v ) é ortogonal a u e a v .v ^ u ∀ u .CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos Propriedades: P1. v ∈ V3 → → → → → → → → → → → → → → → Anti-comutativa → → → → P3. v  . isto é. então o produto vetorial deles será o vetor nulo. sen θ θ o ângulo entre u e v → → → → → → → → → → → → → → → → ∀ u . a) Se u = 0 ou v = 0 ⇒ u ^ v = 0 . 2) Se dois vetores. m . v ≠ 0 e → → → → → → P9. paralelos ou pelo menos um deles nulo. b) Se u ≠ 0 ou v ≠ 0 . u ^ v = 0 ⇒ u // v → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → P6. Se u e v são LI. P7. isto é. u ^ v  = u . 33 → → → Geometria Analítica Espacial . Módulo: o módulo de u ^ v será numericamente igual ao produto dos módulos de → → → → → → → u e de v multiplicado pelo seno do ângulo entre u e v . u ^ v = . o ângulo entre suas direções não é zero. u ^ ( v + w ) = u ^ v + u ^ w ∀ u . v 2 – ( u X v ) Identidade de Lagrange P8. isto é. v ∈ V3 com u ≠ 0 . Se u e v são L I é habitual afirmar-se que os vetores u . tal que: a direção de u ^ v será perpendicular a um plano que contenha representantes de u e v . Observação: → → → → 1) Se dois vetores são LD. v . u ^ v 2 = u 2 . ao mesmo tempo. v e u ^ v possuem orientação positiva ou dextrógira (regra da mão direita).

4 ) Assim. 0. → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → v . 4 ). isto é. nessas condições. . Vetor ortogonal a dois vetores LI Dados dois vetores paralelos ou pelo menos um deles nulo então o produto vetorial será o vetor nulo. 2 3 . o sentido de u ^ v será para cima. 4 ). ( 2.4. Exemplo: Sejam dados os vetores u = ( 2. Esta é a principal aplicação física ou geométrica do produto vetorial. o conjunto será formado pelos vetores m ( u ^ v ). 2 3 ). seja horizontal e que o ângulo entre eles seja percorrido no sentido anti-horário. m ∈ ℜ }. temos o conjunto: { m . Um vetor unitário pode ser o versor do vetor ( 2. Dados dois vetores LI o produto vetorial deles será um vetor não nulo ortogonal aos dois vetores operados. então todos vetores que forem ortogonais a u e a v serão paralelos a u ^ v . -1 ). 4. Solução: Como o vetor u ^ v tem direção perpendicular a u e a v . Observação importante: Geometria Analítica Espacial 34 ( 2. 1 ) e v = ( 2. quando vamos de u para v . -2. ao mesmo tempo. Ache o conjunto dos vetores ortogonais a u e a pertencente a esse conjunto. Encontre um vetor unitário i → j → k → u ^ v = → 2 -2 2 0 -1 1 = ( 2. que contém representantes de u e v .4) 6 = ( 1 3 .CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos Sentido: Supondo que o plano. 4. Assim. 4.

daí. → v . então w é paralelo ao vetor → → → → → u ^ v .CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos Se conhecemos um vetor w ortogonal a u e a v . → → A área S do paralelogramo ABCD é dada por: S = b . sen θ → → . Assim. o módulo de u ^ v é igual a → → → → → u . c . respectivamente. temos: h = c . dizemos que a área do paralelogramo é numericamente igual ao módulo do vetor produto vetorial de vetores cujos representantes sejam os lados não paralelos desse paralelogramo. logo S é numericamente igual ao módulo de u ^ v  isto é: SABCD = u ^ v  . sen θ . Por outro lado. Mas. Observação: O módulo ou comprimento de um vetor é uma medida linear enquanto que área é uma medida em unidades quadradas. onde b é o comprimento de AB e h é o comprimento de CH. isto é: → w ⊥ u e → → w ⊥ v → → ⇒ w // ( u ^ v ) → → → Área do paralelogramo Consideremos o paralelogramo ABCD. Em unidades : Se o Geometria Analítica Espacial 35 . S = b . no triângulo retângulo ACH. h. sen θ . cujos lados AB e AC são representantes dos vetores u e v . onde c é o comprimento de AC.

8. 3 ). Seja o triângulo ABC da figura. C = ( 4. -1. onde A = ( 2. 2 ) Solução: É preciso encontrar os vetores cujos representantes são os lados do triângulo ABC. B – A = ( 6. Assim. tiver módulo 15 cm então a área do correspondente paralelogramo será Exemplo: Calcular a área do paralelogramo cujos vértices são A = ( 4. 1. Área do triângulo A diagonal de um paralelogramo divide-o em dois triângulos iguais (simétricos em relação A C B D a essa diagonal). -3 ) e C = ( 2.CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos vetor. resultado do produto vetorial. 1. ( B – A ) ^ ( C – A )  C A B 36 . B = ( 8. 5 ). a área de um triângulo é sempre igual à metade da área do paralelogramo A B de modo que um dos lados do triângulo seja a diagonal do paralelogramo. -6 ) e C – A = ( 0. A área S do triângulo será dada por: S= Exemplo: Calcular a área do triângulo ABC. -1 ) A área do triângulo será: Geometria Analítica Espacial 1 2 . 8. → → C i j → D k S = u ^ v = → → 2 -1 0 1 0 -1 =  1. 0. 2. 2. 2 ) ( ⇒ S = 3 unidades quadradas. B = ( 6. 4 ). 0 ) = u e C – A = ( 0. Solução: Sejam B – A = ( 2. 0. 4 ) e D = ( 6. 5). 1. -1 ) = v Assim: → → 15 cm2. 2. 2.

i + 3 j + 3 k e → → → → w = -4 i -3 j + 2 k . o valor de → → → u . v = . Produto Misto Dados os vetores u = x1 i + y1 j + z1 k . v = x2 i + y2 j + z2 k e → → → → w = x3 i + y3 j + z3 k .  B – A ) ^ ( C – A ) ( = 6 0 8 2 -6 -1 = 1 2 . então. w ) = -1 3 3 -4 -3 2 Geometria Analítica Espacial .y1 x2 z2 x3 z3 y1 x2 y3 y2 z3 z1 z2 + z1 x2 y2 x3 y3 Exemplo: → → → → → → → → Calcular o produto misto dos vetores u = 2 i + 3 j + 5 k . 2 → → → 3 5 = 27 37 ( u . 12 ) ( = 1 2 . v .CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos → i → j → k S= 1 2 . v . tomados nessa ordem. v . ( v X w ) é dado por: ( u . 14 ⇒ S = 7 unidades quadradas. poderíamos ter escolhido os lados AB e BC ou. os lados AC e BC. chama-se produto misto dos vetores u . v . Assim. Indica-se o produto misto por ( u → → . 6. v e w ao número real u . w ) = x1 y2 z2 y3 z3 ou x1 (u .  4.j x2 z2 + k x2 y2 x3 y3 z3 y3 z3 x3 z3 x3 y3 e levando em consideração a definição de produto escalar de dois vetores. w ) = x3 → → → → → → → v X w = → → → → . no exemplo acima. w ). Observação: O cálculo da área do triângulo não depende dos lados escolhidos. ( v X w ). Tendo em vista que: → → → → → → → → → → → → → → → → i → j → k x2 y2 z2 = i y2 z2 .

u . se dois deles são colineares. Propriedades do Produto Misto/ 1) ( u . ( v X w ) = (u X v ) . u ) = ( w. v . que os sinais . → → → → → → → → → → p ) = → → → → (u . v . v ) Entretanto. w ) = 0 se um dos vetores é nulo. w ) = 0 Geometria Analítica Espacial 38 → → → .CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos Observação: Produto escalar de dois vetores é número real.( v . ou se os três são coplanares. w + → → → p ) = (u . w → → → → 3) 4) (u . 2) O produto misto independe da ordem circular dos vetores. m v . Observação: Resulta desta propriedade. v . w = ( 2. 4 ) . 0 ) Solução: Os três vetores são coplanares se: ( u . v . denominada propriedade cíclica. m w ) = (u . w ) + (u . v . v . u . v . w ) → Observação: O produto vetorial e o produto misto não são definidos no ℜ 2 Exemplos: 1) Verificar se são coplanares os seguintes vetores: → → → u = ( 3. w ) = ( m u . Produto vetorial de dois vetores é vetor. isto é: (u . w ) = m (u . v . -1. v . w ) = ( v . w ) = . v = ( 1. v . isto é: (u . 0 –1 ) . o produto misto muda de sinal quando se trocam as posições de dois vetores consecutivos. e X permutam entre si no produto misto de três vetores: → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → u . -1. w. w ) Esta propriedade do produto misto é uma conseqüência da propriedade dos determinantes relativamente à circulação de linhas e à troca de duas colunas.

-1. -2. deve-se ter: ( AB . Solução: Os quatro pontos dados são coplanares se forem coplanares os vetores AB . -3 ) estão no mesmo plano. AC . → → → e. 4 ). v e w sejam coplanares. 2 ) e D ( -2. os pontos dados são coplanares. AD ) = 0 → → → B ( -1. v . 4 ) sejam coplanares? Solução: Para que u . 2. w = ( 0. Interpretação Geométrica do Módulo do Produto Misto Geometria Analítica Espacial 39 . AC . e. → → 2) Qual deve ser o valor de m para que os vetores u = ( m. (u . C ( 0. 1. 0. AC e AD . os vetores não são coplanares. -1 ) . 3 ) . -2 ). para tanto. 2. ou: -4m + 6m –8 + 2 = 0 ⇒ 2m –6 = 0 ⇒ 2m = 6 ⇒ m = 3 3) Verificar se os pontos A ( 1. -2 ( AB . deve-se ter: ( u .CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos 3 mas. 2. AD ) = -3 → → -2 -1 -1 -6 0 -7 -2 = 0 → Logo. w ) = 2 → → → -1 1 -1 0 4 -1 0 = -5 ≠ 0 Logo. w ) = 0 Isto é: m 1 0 2 -1 -2 -1 3 4 = 0 → → → → → → → v = ( 1. v .

u . ao volume do paralelepípedo de arestas determinadas pelos vetores u = AD .  v X w  e sendo θ → → → → o ângulo entre os vetores u e → v X w .CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos Geometricamente. ( v X w ) é igual. a altura do paralelepípedo é dada por: h = u  cosθ  ( É necessário considerar o valor absoluto  cosθ  pois θ pode ser um ângulo . vem: V = u a  θ cos Mas. obtuso) Logo. → → → → → → → v = AB e w → → Sabe-se que o volume V de um paralelepípedo é V = (área da base X altura) ou: V = Ab X h → → mas. a = u a  θ cos Geometria Analítica Espacial 40 → → → → → → → → → → → → (1) . o produto misto u . = AC . o volume do paralelepípedo é: V = v X w u  θ cos Fazendo v X w = a . lembrando que o vetor → v X w é perpendicular à base. em módulo.

( → → Exemplos: Geometria Analítica Espacial 41 . v . as arestas do paralelepípedo são determinadas pelos vetores AB . AC . temos: V = u . Como todo prisma triangular equivale a três pirâmides (que no caso são tetraedros) de base e altura equivalentes à base e à altura do prisma. em conseqüência:  u . a = u a  θ cos → → → → (2) Comparando ( 1 ) e ( 2 ). ( v X w ) =  u . AD e. C e D quatro pontos do espaço. e três a três não colineares. não situados num mesmo plano. B. AC . w ) ( Volume do tetraedro Todo paralelepípedo é equivalente a dois prismas triangulares iguais. o volume do tetraedro ABCD é AD )  → → → → V= 1 6  AB . portanto. Sendo A. o volume de cada uma destas pirâmides é 1 6 → → → → → → → → do volume do paralelepípedo.CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos E. a  Logo: V = u .

AC = ( 3. 3. AD ) ( → → → → mas: AB = ( 6. w ) 24 ( = x (u . AC . 2 ) e D ( 3. -2.v. Solução: O volume do paralelepípedo é dado por: V =  u . chama-se duplo produto vetorial dos vetores e w ao vetor u X ( v X w ). 2. C ( 4. 1. ( deve-se ter:  u . no caso presente. v = ( 3. 2). (unidades de volume). 4. v . v e w seja 24 u. v . 4. AD = ( 2. v . -1 ). portanto: x = 4 ou x = . AC . v.CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos 1) Dados os vetores u = ( x. 3 ) Solução: O volume do tetraedro é dado por: V = → → → → → → → → → → → → → → → → → mas. v = x2 i + y2 j + z2 k → → → → w = x3 i + y3 j + z3 k . w ) e. 1 ). implica duas hipóteses: x + 20 = 24 ou -x –20 = 24 B ( 7.44 2) Calcular o volume do tetraedro cujos vértices são: A ( 1. 0 5 3 1 -2 1 -1 = x + 20 1 6  AB . 1. v → 42 . 0 ) . 24 = 4 u. 1 ) e w = ( 1. 1 ) . 2. 3 ). calcular o valor de x para que o volume do paralelepípedo determinado por u . o volume do tetraedro é: Duplo Produto Vetorial . 5. Geometria Analítica Espacial → → → → → → → → → → → → e → u . Dados os vetores u = x1 i + y1 j + z1 k . w) = 1 logo:  + 20  24 x = pela definição de módulo. 6. AD ) = 2 → 2 3 1 2 4 2 V= 1 6 1 = 24 Portanto. 2 ) e: → → 6 ( AB .

k } com i paralelelo a → → v . e k paralelo a v X w → → → → → De acordo com a figura. w) v . pode-se escrever: = ai → → w = bi + → → u = xi + Por outro lado: v → → → cj → (2) + zk → → yj → → i j k 0 0 v X w = a Geometria Analítica Espacial → → = ac k → 43 .(u . → j coplanar com v e w . em geral → u X ( v X w) ≠ (u X v ) X w → → → → → Decomposição do duplo Produto Vetorial O duplo produto vetorial pode ser decomposto na diferença de dois vetores com coeficientes escalares: → → u X (v X w) = (u . o vetor u X ( v X w ) é coplanar com v e w . isto é: → u X (v X w) = mv + nw → → → → (1) → → Para determinar m e n. escolhe-se a base ortonormal { i . → j .CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos Observação: Tendo em vista que o produto vetorial não é associativo. v ) w → → → → → → → → → → → → Com efeito.

de acordo com a definição de produto escalar e tendo em vista as igualdades → → e ax = u .ax mas. v = 3 x 2 – 2 x ( .ax ( bi + cj ) tendo em vista as igualdades em ( 2 ): → u X ( v X w ) = ( bx + cy ) v . v → → → → substituindo m e n em ( 1 ).2 j . v )w → → → → Esta forma pode ser escrita sob a forma de determinante: → u X (v X w) = → → → v w → → → → u . v → e n=. temos: m = bx + cy ( 2 ).w → exemplo: Se u = 3 i .27 → logo: → u X (v X w) = → → → v w → = → v w → Geometria Analítica Espacial 44 . w = 3 x 1 – 2 x 3 – 6 x 4 = . w → → → → → → n = .acx j + abx i .ax w → → → → (3) comparando as igualdades ( 1 ) e ( 3 ).1) – 6 x 0 = 8 → → → → → → → → j e w = i +3 → → → j + 4 k . temos: → u .( u . w logo: m= u .CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos b e c → 0 i → j → k → u X (v X w) = → → x 0 0 y ac → z = acy i .abx i → → → → → → → → → → → u X ( v X w ) = ai ( bx + cy ) .v u .acx → → j ou: → u X ( v X w ) = acy i . v = 2 i → → u .u . temos: bx + cy = u . w)v . temos: u X (v X w) = ( u .6 k .

v =1x2–3x1+4x0=-1 → → → → logo: w X( u X v) = → → → → u → v = → u → v w.32 k = .50 i .j ) w X ( u X v ) = -3 i + 2 j + 6 k + 54 i . u = 1 x 3 – 3 x 2 – 4 x 6 = .j ) – 8 ( i + 3 j + 4 k ) u X ( v X w ) = .w → → 8 → .8 i . w .v → u .3 j .27 j = 51 i .2 j .42 i + 21 j .21 → → u X ( v X w ) = .(3 i .v → → → -27 → → -1 → → → w X ( u X v ) = -1 u + 27 v = .u → → → → → w.21 (2 i .24 j .21 v .6 k ) + 27 (2 i .25 j + 6 k → → → → → → → → → → → → comparando → u X (v X w) e → → → w X ( u X v ) . verifica-se que : w X( u X v) → → → → → → u X (v X w) ≠ → → Geometria Analítica Espacial 45 .CEFET-SP Uned Cubatão Tecnólogo em Automação e Controle de Processos Industriais Contínuos → → u .32 k → → → → → → → → → → → → → → → → → por outro lado.8 w = .27 w .

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