Trabalho de Citologia ± Assunto: Técnicas de Preparação Citológica ± 1º anos

Realizar um trabalho sobre:

Técnicas de preparação citológica para observação no microscópio óptico, dando ênfase ao objetivo e importância de cada técnica (esfregaço, esmagamento, corte manual, inclusão e corte com o micrótomo).

E as técnicas de preparação citológica para observação no microscópio eletrônico (de transmissão e de varredura), destacando suas diferenças e o objetivo e importância de cada técnica utilizada

técnicas citológicas (microscopia)
Processos utilizados na preparação de material para observação ao microscópio. Na microscopia ótica podem-se utilizar dois tipos de preparações: as temporárias ou extemporâneas, usadas para a observação imediata do material, e as definitivas, preparações que podem ser guardadas e observadas várias vezes. A preparação do material a observar ao microscópio engloba várias técnicas. Iniciase com a colheita do material, que deve ocorrer em condições em que o objeto de estudo não seja danificado. A fixação, inclusão, corte, coloração e montagem são algumas das técnicas utilizadas na preparação do material para observação em microscopia ótica. Na microscopia eletrónica, são utilizadas técnicas de inclusão, corte, fixação e contraste para a preparação do material a observar.

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TÉCNICAS CITOLÓGICAS
INTRODUÇÃO: Entende-se por técnicas citológicas o conjunto de operações a que é preciso submeter o material biológico para ficar em condições de ser observado ao microscópio. Estas técnicas podem ser divididas em dois grandes grupos de preparações: para microscopia óptica e para microscopia electrónica.

Microscopia óptica

São variados os métodos de preparação de material citológico para ser observado ao microscópio óptico. Podemos considerar 3 grandes tipos de preparações: I. Preparações a fresco ou extemporâneas II. Preparações definitivas sem inclusão III. Preparações definitivas com inclusão (inclusão é uma das etapas da técnica, que consiste em colocar a peça citológica num bloco constituído por uma substância protectora e de suporte, que permita efectuar facilmente o corte)

I - Preparações a fresco
É um tipo de preparação que pode ser utilizada a qualquer momento, porque permite uma observação rápida e imediata. Também é designada por preparação extemporânea. A este tipo de preparação se devem as primeiras descobertas científicas, pois permite a observação de peças ou microorganismos em condições de vida, apesar de ser por um curto período. Habitualmente, uma preparação é constituída por uma lâmina de vidro na qual se coloca o material biológico a observar, sobrepondo-se a este uma lamela de vidro. Por vezes usam-se outros tipos de lâminas na observação de preparações a fresco, como as lâminas escavadas, que têm no centro uma cavidade. O material fica, assim, rodeado de maior quantidade de líquido e ao mesmo tempo não há compressão da lamela sobre as estruturas a observar. Observação in vivo e in vitro A observação in vivo corresponde ao estudo das células no seu próprio meio. É um método muito utilizado para o estudo dos seres vivos de pequenas dime nsões (protozoários e bactérias). A observação in vitro permite o estudo das células vivas, sendo estas previamente retiradas do meio natural em que vivem e colocadas em soluções com composição química bem definida, de forma a que se processe sem qualquer alteração o metabolismo celular. A ± Líquidos fisiológicos Quando há a preocupação de se observar todas as manifestações vitais do material em estudo, procura-se rodear a peça de líquidos favoráveis à sua vivência, cuja osmolaridade deve igualar aquela em que o ser vivo habitualmente vive. Esses líquidos ou meios denominam se fisiológicos ou isotónicos e os mais usados são: Líquido fisiológico (artificial) ± Solução aquosa de cloreto de sódio a 9 /1000, para células de

em concentrações da ordem de 1/10. azul brilhante de cresilo.000 a 1/50. vermelho do Congo. solúvel em água destilada com cor vermelho-violácea. B ± Coloração vital Quando há necessidade de pôr em evidência certas estruturas celulares. tais como: azul de metileno. vermelho neutro. tem de haver uma precaução se queremos que o protoplasma não morra. Por exemplo. verde Janus. o . Com as colorações vitais não só observamos as células e microorganismos como também granulações de secreção. Para isso são usadas soluções muito diluídas de corantes vitais. etc. Água do mar ou do rio ± natural e filtrada ou artificial. Estes corantes reveladores de reacções químicas são chamados metacromáticos.000. seguida de centrifugação. azur I. o que se utiliza em técnicas de histoquímica. azur II. Muitos corantes coram certas estruturas celulares de uma cor diferente da sua. Além da isotonia. visa fornecer às células os elementos minerais existentes nos meios em que vivem e cuja iria prejudicar o seu metabolismo e estrutura.mamíferos e a 7/1000 para células de animais poiquilotérmicos. o nucléolo e cromossomas. Porém. procede-se à sua coloração. Por exemplo: o vermelho neutro. Líquido fisiológico do tecido sanguíneo (plasma sanguíneo) ± obtido por coagulação do sangue. grânulos. Líquido de Ringer ± geralmente utilizado para exame de células de vertebrados poiquilotérmicos e invertebrados. Esta solução pode apresentar diferentes composições quantitativas. por exemplo. vira para vermelhocereja sob a influência de vestígios de ácidos e para amarelo-acastanhado ou alaranjado pela acção das bases.. castanho de Bismark. vacúolos digestivos. organelos citoplasmáticos e ainda partes do núcleo como. nomeadamente quando são utilizadas em células de animais homeotérmicos (mamíferos e aves) ou poiquilotérmicos. Os corantes são substâncias que aumentam o contraste e permitem distinguir regiões com igual índice de refracção. azul do Nilo. adição anticoagulante. centrifugação e colheita do sobrenadante ± plasma sanguíneo. Alguns corantes vitais podem mesmo indicar o grupo químico a que pertence um determinado elemento da célula.

Submergindo um pedaço de tecido num líquido fixador.: bactérias) ou húmido (fervura).Sudão III cora as granulações de gordura nas células vivas. tanto quanto possível. tetróxido de ósmio. preparações efémeras que não se podem conservar. De um modo geral. dentro de horas. Limitações do exame a fresco ‡ Só se aplica a materiais suficientemente transparentes ‡ A nutrição das células não é suficiente e. acetona. para impedir a actividade e a proliferação das bactérias.Preparações definitivas Fixadores São substâncias ou agentes que induzem precipitação (cloreto de mercúrio e ácido pícrico) ou coagulação (aldeído fórmico. ácido pícrico. são métodos grosseiros e violentos que alteram profundamente a estrutura das células. mantendo-lhes. A rapidez da fixação depende da barreira proteica que se origina na periferia do tecido. Misturas de fixadores mais usados em microscopia óptica ‡ Líquido de Bouin (ácido pícrico + formol + ácido acético) ‡ Líquido de Carnoy (etanol + clorofórmio + ácido acético) . a morte da célula não ocorre instantaneamente. cloreto de mercúrio. ex. Dessecação à temperatura ambiente ± em que há uma rápida evaporação da água das células e dos líquidos intersticiais. ácido acético. acabando por morrer. assim. as células começam a mostrar sinais de degenerescência. formaldeído. ‡ As observações têm. tetróxido de ósmio e glutaraldeído) das proteínas. ácido tricloroacético. Estes agentes são utilizados em técnicas citológicas para inibir a actividade enzimática da célula. O fixador penetra na peça por difusão. ácido clorídrico. ácido sulfúrico. II e III . etanol. Tipos de fixadores Agentes físicos usados como agentes fixadores: Pelo calor seco (chama. etc. portanto. tornando-as insolúveis. para endurecer as células de modo a que resistam melhor às etapas seguintes da técnica citológica e para aumentar a afinidade das estruturas celulares pelos corantes citológicos. Agentes químicos usados como agentes fixadores: Metanol. tornando-as assim mais facilmente coráveis. a sua morfologia e estrutura. de tal maneira que a maioria das células periféricas fixa mais rapidamente e melhor do que as centrais. uma duração muito limitada sendo.

‡ Líquido de Fleming (trióxido de crómio + tetróxido de ósmio + ácido acético + água destilada) Coloração Consiste em corar a totalidade da peça ou algumas partes específicas. Corantes artificiais ± Azul de metileno. vermelho do Congo ‡ Básicos ± vermelho neutro. azul de toluidina. pelo contrário. uma ruptura em certos pontos da membrana (apenas no caso das células animais). Quando se utiliza uma solução hipotónica (menos concentrada). Tipos de corantes artificiais: ‡ Ácidos ± eosina. Uma solução isotónica é aquela cuja concentração é igual à do meio no qual as células vivem. Carmin (extraído do ovário da fêmea de um hemíptero). Sudão. a água migra do interior das células para . devem ser utilizadas soluções isotónicas na observação de células a fresco. dando-lhes tonalidades diferentes. fucsina ácida.Hematoxilina (extraída de uma leguminosa). Usam-se soluções de corantes naturais ou artificiais.9). as células podem mesmo sofrer lise celular. azul de metileno ‡ Neutros ± eosinato de azur de metileno Consoante a afinidade de determinadas estruturas das células ou tecidos para com um dado tipo de corantes as estruturas podem ser designadas por: ‡ Acidófilas ± se coram com um corante ácido (citoplasma) ‡ Basófilas ± se coram com um corante básico (cromatina) Protocolo a efectuar na 6ª aula prática laboratorial (1ª parte) I . Se. Corantes naturais . que podem apresentar um pH ácido (pH = 0 ± 6. etc. vermelho neutro. aumentando o seu tamanho e provocando turgidez celular. turgidez celular.1 ± 14). plasmólise e desplasmólise Para que a morfologia das células permaneça intacta. se utilizar uma solução hipertónica. verde de metilo. anil (extraído de uma leguminosa). Os corantes são geralmente constituídos por misturas de sais. Se esta solução for muito hipotónica.Observação de fenómenos de isotonia. neutro (pH = 7. lise celular.0) ou alcalino (pH = 7. Os diversos métodos de coloração assentam na afinidade particular que certos elementos ou estruturas possuem em relação a determinados corantes que sobre eles se fixam electivamente. Azur I e II. a água do meio difunde para o interior das células.

libertando a hemoglobina e ficando . 4. hipotónica). A célula aumenta de volume devido a uma endosmose.5% (sol. 4.Observação em eritrócitos humanos in vitro 1. Repetir o procedimento utilizando NaCl 0. Após ter verificado este fenómeno de isotonização. com uma pinça. verifica-se uma exosmose e dá-se o fenómeno de plasmólise. Repetir 2 e 3 utilizando uma solução de NaCl 1. cebola) 1. v. Lentamente. colocar o dedo para baixo e garroteá-lo com a outra mão. 3. verificando-se o fenómeno de turgidez celular (Fig. puxar um pedaço de uma escama delgada e transparente do interior do bolbo. pelo mesmo processo de difusão. fazer a colheita de uma gota de sangue. Focar primeiro com as obj. observar também com a obj. retirar a solução de sacarose e fazer penetrar água (sol. de modo a aumentar a quantidade de sangue na polpa do dedo. Utilizando uma lanceta estéril. Em seguida.Eritrócitos na presença de diferentes concentrações de NaCl. Os glóbulos vermelhos tornam-se globosos e eriçados ± plasmólise (Fig. a qual sem perda de tempo. I B . 6.6%. hipertónica). I A . 11) Fig. deixar secar ao ar agitando o dedo.9% (soro fisiológico).4%. 2. Verifica-se uma endosmose e dá-se o fenómeno de desplasmólise. de NaCl 0. 5. de 40x. originando células desidratadas e de menor tamanho. Deitar uma gota de água sobre a lâmina e colocar nela um fragmento da escama de cebola. se coloca entre lâmina e lamela numa gota de sol. Observar com a obj. Com uma solução de NaCl 0. 3. 11 . 2. Limpar a polpa do dedo indicador com algodão embebido em álcool.o meio extracelular. mas a pressão exercida no interior da célula não é suficiente para a fazer rebentar. de 40x. Cortar uma cebola e. de 4x e de 10x e observar com a obj. Cobrir com uma lamela. que se dizem plasmolisadas. 11). 5. fazer penetrar por difusão uma solução de sacarose 1 M (solução hipertónica) com o auxílio de papel de filtro e de uma pipeta (não esquecer que a imagem final obtida no microscópio é invertida). de 10x que não se verificam alterações nas células e seleccionar o campo de observação mais favorável. a quantidade de água que penetra no interior da célula exerce uma pressão que faz romper a membrana celular.Observação em células epidérmicas de Allium cepa (n.

Preparações definitivas com inclusão (técnica usual de microscopia óptica) Etapas: 1. é necessário terminar a desidratação com 2 banhos de xilol para substituir o etanol por este solvente da parafina. 100°I..) Contudo. (O meio que a rodeia apresenta-se com uma tonalidade avermelhada. devido à presença do citosqueleto submembranar. Colheita ± Cortar em pequenos pedaços.a célula mais pálida e transparente. Nota: Na célula vegetal não se verifica a lise celular pelo facto de possuir uma parede celular que. efectua-se uma descalcificação . com vários factores. O fenómeno de lise celular em glóbulos vermelhos designa -se por hemólise (Fig. não só confere protecção à célula. xilol I e xilol II). a célula mantém a sua forma circular.Depois da colheita. Vulgarmente. as peças são preservadas indefinidamente). que é insolúvel em água mas solúvel em certos compostos orgânicos. que é responsável pela forma dos glóbulos. alguns dias ou semanas (em formol. o material biológico a fixar. usa-se 30 a 60 minutos em cada passo. nos ossos e no exosqueleto de muitos animais. 11). como faz com que ela suporte pressões elevadas. por exemplo. que permita efectuar facilmente o corte. designada vulgarmente por fantasma. 100°II. Se necessário. Fixação . a peça deve rapidamente ser colocada no fixador para se evitar a autólise e aí permanecer durante algumas horas e.é a dissolução dos sais de cálcio que se encontram. com o auxílio de material de dissecção. 50°. 3. Como nos passos seguintes se utiliza a parafina. 70°.Consiste em substituir a água das células e dos espaços extracelulares de um tecido por um solvente miscível com o solvente do meio de inclusão. 90°. que consiste em colocar a peça citológica num bloco constituído por uma substância protectora e de suporte. 6ª aula prática laboratorial (II ± parte) III . de igual modo.Preparações definitivas com inclusão Inclusão é uma das etapas da técnica. Em MO compreende uma passagem pela série ascendente dos álcoois (por ex. . em certos casos. cujo tempo de passagem varia. 2. Desidratação . 95°.

As secções são coladas numa lâmina de vidro lavada e desengordurada. a peça histológica é imersa em parafina pura. A parafina à temperatura ambiente solidifica e a peça fica assim totalmente incluída na parafina.Os cortes são transferidos de tina em tina. percorrendo a série descendente dos álcoois até ao álcool a 50°. são colocados em água destilada durante 5 minutos. os moldes de Leuckart. Na maior parte dos casos utiliza-se o corte com 7 a 8 m de espessura. 10.e extracelulares com parafina. nos quais se introduz a peça histológica e. Impregnação . Inclusão . ao qual é atribuído um número para posterior identificação. 6. . uma etiqueta. Colagem .4. as lâminas são mergulhadas numa tina de ranhuras com xilol. Secagem . Desparafinação . que se enchem com parafina líquida. De seguida.Nesta etapa é habitual efectuar-se o registo do material processado. Rehidratação . de um modo geral. Para se incluir a peça histológica num bloco de parafina utilizam-se moldes especiais. por últim o.Como os corantes são. utilizando-se água albuminada como cola. A colagem efectua-se numa platina aquecida entre 40° e 50°C. Por fim. hidrossolúveis. de acordo com a natureza do tecido e do estudo que se pretende realizar. efectuando-se dois banhos de 1 a 2 horas cada. 5. o corte. à mesma temperatura. durante 3 minutos em cada passo.De seguida as lâminas são colocadas na estufa a 40°C durante 1 a 2 dias para completarem a secagem. durante 10 minutos. 7. Para este efeito.É efectuado por meio de uma faca de aço ou de uma lâmina colocada num aparelho especial chamado micrótomo de Minot. Para isso. se for caso disso) até se proceder à etapa seguinte. inicia-se a impregnação com um banho de 1 a 2 horas de duração numa mistura de xilol/parafina (1:1) à temperatura de 55°C (a parafina só fica líquida a esta temperatura). O passo inicial consiste em retirar a parafina. 9. Nesta etapa procede-se à separação do molde e o bloco fica em condições depermanecer armazenado (até por anos. 8. no qual se regula a espessura do corte. Corte . as secções têm de sofrer uma sequência de tratamentos que culmina na sua hidratação.A impregnação consiste em impregnar os espaços intra.

durante 24 horas.11. Usa-se geralmente verniz ou betume. o que significa conferir transparência. As preparações devem ser guardadas ao abrigo da humidade e da luz. 12. para que o meio de montagem endureça. Por fim. com xilol durante 3 minutos. os cortes são cobertos com uma gota do meio de montagem (resina) podendo ser bálsamo do Canadá ou DPX e. Se o corante for alcoólico deve-se proceder à rehidratação até ao grau da escala do álcool correspondente à riqueza alcoólica do corante. que consiste em cobrir os bordos da lamela com um meio totalmente impermeável ao ar. Desidratação . A lutagem é uma etapa muitas vezes não efectuada.Depois de o material estar bem rehidratado.Após a diafanização. O índice de refracção do meio de montagem tem de ser igual ao do vidro. logo os cortes têm de ser desidratados (série ascendente dos álcoois) até ao álcool a 100°. por fim. os cortes são diafanizados. . estes têm de sofrer um determinado tratamento que lhes permita serem conservados indefinidamente. Geralmente. Numa das aulas práticas serão executadas as etapas 7 a 14. Montagem . procede-se à coloração por meio de corantes aquosos. seguindo-se uma lavagem durante cerca de 5 minutos. 13. coloca-se num dos lados uma etiqueta. Segue-se uma lavagem em água corrente durante cerca 5 minutos. Esta substância é hidrofóbica. Secagem. coloca -se uma lamela. durante 1 minuto em cada passagem. As etapas da técnica usual da MO irão ser observadas e explicadas através de um filme. 14. o que se consegue através da adição de uma resina transparente. Depois coram-se nas mesmas condições com a eosina (de cor avermelhada) durante 2 a 3 minutos. Para finalizar. na qual se identifica o material. utiliza-se a associação de dois corantes aquosos: as lâminas contendo os cortes são colocadas em tinas de ranhuras contendo hemalúmen (de cor azul arroxeada) durante 10 a 15 minutos. a fixação e a coloração utilizadas. Coloração . Lutagem e Etiquetagem ± Para a preparação histológica secar mais rapidamente é colocada na estufa a 40°C.Uma vez corados os cortes.

na determinação da fase do ciclo estral de cadelas. É uma técnica muito utilizada em sala de necrópsia para confirmação diagnóstica de suspeitas levantadas à macroscopia. Há três grandes modalidades de obtenção de material para exame citológico: Citologia Esfoliativa: Consiste em remover as células mais superficiais da lesão através de esfoliação (raspagem). habronemoses. uma vez que as técnicas de obtenção do material são muito simpl es. através do contado da superfície em questão com a de uma lâmina de microscopia. Citologia por Decalque ("imprint"): Tal modalidade também baseia -se na remoção de células superficiais de uma lesão ou da superfície de corte de um órgão. demonstrando grau de invasividade e avaliação de margens cirúrgicas. sendo indicada para avaliação do processo de maturação (diferenciação) de epitélios. Esta técnica é usada. por exemplo. com resposta rápida. nem sempre o parecer é definitivo.CITOLOGIA CLÍNICA O exame citológico é uma das grandes ferramentas para auxiliar o médico veterinário no diagnóstico. etc. A citologia oferece inúmeras vantagens. prognóstico e na tomada de decisões frente a casos clínicos. pois tal exame avalia somente as características de células isoladas ou em blocos. porém como toda técnica. ao passo que o exame histopatológico permite avaliar a arquitetura do tecido como um todo. para exemplificar: obtenção de amostra somente do componente inflamatório de uma neoplasia infectada por bactérias. A grande maioria dos exames citológicos deve ser confirmada por exame histopatológico. a inter-relação entre células. de baixo custo e muitas vezes proporciona resposta diagnóstica rápida. devido à possibilidade do material colhido ser pouco representativo e também há restrições quanto à avaliação prognóstica. de processos inflamatórios uterinos. para caracterização de tipos de exsudatos ou para visualização de agentes infecciosos ou mesmo parasitários. ou seja. .

etc.. pois a sobreposição impossibilita a coloração e visualização adequada do material. Técnica de obtenção de material por Citologia Aspirativa com agulha fina: .. Uma técnica de colheita inadequada pode impedir a conclusão do caso. ulcerativa. b) produza extensões delgadas. Este s dados são muitas vezes fundamentais para determinação de diagnósticos diferenciais ou para comentários relativos aos possíveis diagnósticos. c) No caso de extensões que serão coradas por corantes hematológicos.especialmente no caso de suspeitas de tumores.. pois isto causa degeneração celular inviabilizando o resultado. pois a amostra colhida deve necessariamente possuir células características da lesão em questão. etc. evitando sobreposi ção de várias camadas de células. A citologia aspirativa por agulha fina é. auxilia sobejamente o sucesso diagnóstico e permite correlacionar achados citológicos com a lesão macroscópica. por movimentação ao ar (abane).7 mm ou 22G). Devemos seguir algumas regras básicas para obtenção de bons resultados através da citologia: Histórico detalhado: Estas informações são muito importantes. Técnica de colheita: Este é um dos passos mais importantes para realização da citologia diagnóstica e freqüentemente desconhe cido. Descrição da lesão: Uma boa descrição da lesão.Citologia Aspirativa por Agulha Fina: Neste método há remoção das células da lesão pela avulsão promovida através da utilização de uma agulh a fina (30 mm x 0. como localização precisa do processo e tipo de lesão (nodular. Não guarde as lâminas úmidas. pois indicam o tempo de instalação do processo. pois as células neoplásicas são muito frágeis. Com esta técnica podemos obter células de vários planos do tecido. o mais rápido possível. sem dúvida. como foi o início da lesão. desidrate o material. mais interessante que as técnicas anteriores. Extensões adequadas: No exame citológico as extensões devem ser feitas seguindo -se os seguites cuidados: a) não comprima o material .). pois recolhe material muito mais representativo de lesões profundas.

e) Porta lâminas. Preparo do paciente: Tratando-se de lesões palpáveis não há necessidade de preparos especiais para o paciente. D. b) Seringa plástica descartável de 10 a 2 0 ml.7 mm ou 22 G. Obtenção do material: A. Mantenha o êmbolo da seringa na posição ZERO. F. G. onde os anestésicos locais não surtem efeito e como a técnica para obtenção do material é relativamente rápida. Promova uma forte pressão negativa no interior da seringa e mantenha a. Fixe a lesão com os dedos indicador e médio. estes poderão ser removidos durante a limpeza do local. E. d) Lâminas para microscopia limpas e desengorduradas com álcool. B. Lembre-se que a antissepsia é um processo requerido na citologia aspirativa e deve ser ponderado na citologia por esfoliação. C. geralmente uma contenção física eficaz traz ótimos resultados.Material Necessário: a) Anti-séptico. f) Ficha de solicitação de exames. c) Agulhas 30 mm x 0. sendo a antissepsia o único procedimento necessário. A dor pode ocorrer nos processos inflamatórios agudos. Acople a agulha à seringa. Realize a contenção física do paciente de maneira adequada e promova a antissepsia. Em muitos casos de suspeita de neoplasias ou processos inflamatórios crônicos não há necessidade de sedação uma vez que os pacientes freqüentemente não demonstram qualquer incômodo durante ou após o procedimento. pois se deseja se visualizar o tipo de exsudato ou agente infe ccioso. Introduza a agulha na lesão. Promova com a agulha movimentos de "vai e vem" na lesão e em .

Com o orifício do bisel da agulha voltad o para lâmina de microscopia. Preencha a seringa de ar e acople novamente a agulha. empurre o êmbolo depositando o conteúdo contido na agulha contra esta. Retire a seringa e agulha da lesão. Solte o êmbolo da seringa desfazendo a pressão negativa. H. . Desacople a agulha da seringa. ATENÇÃO: Sangue no canhão da agulha ou na seringa não deve ser encarado como sinônimo de boa colheita. descarte esta agulha e recomece o procedimento escolhendo outro ponto para punção. Faça isto na porção central ou em um dos quartos da lâmina. L. CUIDADO: Se por acaso. J. I. mantendo a pressão negativa.diversos planos diferentes. a agulha sair da lesão. K. pois elementos sangüíneos podem diluir as células que representam o processo.

Promova a extensão encostando uma lâmina extensora a 45º. Home / Laboratório / Serviços / Informações / Downloads / Links / Cadast ro / Contato/ Informativo . A presença de sangue no material causa diluição da amostra. N. muitas vezes tornando o exame inconclusivo. M. Não estenda o material até o final da lâmina.ATENÇÃO: O material contido na agulha é suficiente para o diagnóstico.

sangue ou fluido com papel absorvente. Fazer mais de uma lâmina. que mais tarde pode ser submetida a uma coloraçã o para evidenciar alguns constituintes desse material a ser visualizado. usado para realizar amostragens de contaminações radioat ivas em superficies de áreas ou locais onde se manipularam fontes radioativas. Esfregaço é uma leve camada de matéria orgânica sobre uma lâmina de vidro. várias vezes em locais diferentes da lâmina. Ser rápido em todos os passos (é fundamental) Secar imediatamente (secador. corar e examinar.Esfregaço Origem: Wikipédia. é levado para um detector de radiação. e após r ealizado em uma área de aproximadamente 100 cm2. se a lesão for . Tocar a lâmina com o tecido a ser examinado. Suabe (³swab´) Técnica: umedecer o suabe com soro fisiológico (ou não. Esfregaço é um material que pode ser papel filtro ou não tecido. onde o nível de contaminação presente é considerado com sendo em média 10% da contaminação presente na área amostrada. para exame microscópico. Impressão Técnica: remover o excesso de secreção. agitação). A técnica do esfregaço que é utilizada para material que se encontra formado por células isoladas. obtém apenas as células superficiais e pode exibir elevada contaminação bacteriana e celular. 2. e que por algum motivo ou devido a suas grandes dimensões. O esgregaço é utilizado como uma medida indireta. a enciclopédia livre. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o. Indicações: É indicada para lesões ulceradas e tecidos obtidos de cirurgias e necropsias. Esta consiste em espalhar uma gota do material biológico a observar sobre uma lâmina de vidro formando uma fina película para uma melhor observação ao microscópio. Desvantagens: a amostra obtida é pouco celular (relativamente). Vantagens: técnica fácil e que necessita de equipamento mínimo. Técnicas de colheita de material para exame citopatológico 1. como por exemplo as células da mucosa bucal. Este artigo sobre Biologia é um esboço. não podem ser medidas diretamente com detector de radiação.

existe risco de hemorragia local e existe risco de induzir metástases (teoricamente ± ainda não foi comprovado) Técnica: utilizar seringa de 10 ml com agulha 30 x 7. Espalhar o material na lâmina pela técnica do esfregaço ou do deslizamento. corar e examinar Indicações: É indicada para lesões externas de pele e mucosas e tecidos excisados (lesões firmes). Raspar a lesão com a lâmina do bisturi perpendicular à lesão até obter material suficiente. Esfregar o suabe sobre a região a ser examinada. corar e examinar. imediatamente após espalhar o material obtido sobre a lâmina de vidro.Colocar 2 ml de ar na seringa. secar imediatamente.muito úmida). rapidamente e em várias direções. 1. remover a agulha do tecido e expelir o conteúdo na lâmina. 2. várias vezes (10-12) no interior da lesão. 3. Indicações: É indicado para superfícies epiteliais. órgão ou tecido que possa ser atingido por uma agulha introduzida desde a superfície.Espalhar o material.Introduzir a agulha na lesão. é mais difícil que outras técnicas e existe grande contaminação bacteriana e celular 4. Secar imediatamente. a amostra seja fixada com fixador citológico ou com álcool 70 ± 90%. . Nota 1 : a rapidez em todos os passos é ESSENCIAL Nota 2: para coloração citológica Papanicolau ( uma das melhores colorações citológicas) é necessário que. Rolar (não esfregar) o suabe sobre a lâmina. puxar e segurar o êmbolo e movimentar a agulha para frente e para a traz. são colhidas células de vários locais da lesão (maior representatividade). 3-Soltar o êmbolo. Raspagem Técnica: remover o excesso de sangue e fluido. enquanto se mantém a pressão negativa na seringa e sem removê-la do tecido. permite colheita asséptica (para microbiologia) e é praticamente indolor Desvantagens: necessita maior contenção (física ou química) do paciente. corar e examinar. 4. Biópsia aspirativa por agulha fina Indicações: Indicada para qualquer tipo de lesão. Vantagens: obtenção de grande quantidade de células (maior probabilidade de diagnóstico preciso) Desvantagens: obtenção somente de células superficiais. tratos fistulosos e onde as outras técnicas não se aplicam. Secar imediatamente. Vantagens: não há contaminação superficial.

3. O material a ser examinado espalha -se uniformemente pela lâmina. Espalhar o material pela técnica do deslizamento. Colocar uma segunda lâmina sobre a primeira contendo o material. Coloca-se uma segunda lâmina em ângulo de 45° sobre o materi al expelido na primeira lâmina e desliza a lâmina inclinada sobre a outra rapidamente. Espalhar o material colhido pela técnica do esfregaço.Técnica do deslizamento das lâminas: colocar uma segunda lâmina longitudinal ou transversalmente sobre a primeira.Técnica do esfregaço: exatamente igual ao esfregaço sangüíneo. centrifugar) e pode coagular (usar seringa com anticoagulante). Afastar uma lâmina da outra em direções contrárias (resultam duas amostras). muitas vezes os dedos estão sujos de manusear o próprio paciente. Técnicas para espalhar (fazer a extensão) o material colhido nas lâminas: Pontos muito importantes a considerar: o maior interessado no resultado do exame é o clínico. bastam pequenos toques com o dedo sobre a lâmina para comprimi -los. 5. Dessa maneira o clínico/proprietário terão maior prazo de tempo para enviar o material ao laboratório. Uma lâmina mal feita é irreparável e pode impossibilitar o diagnóstico. Caso existam grumos. A limpeza das lâminas é muito importante (cuidado com lâminas engorduradas!). Não comprimir ao espalhar o material (só o peso da lâmina é o suficiente). Vantagens: é muito representativa. A rapidez é ESSENCIAL (os artefatos ocorrem muito rapidamente). 4. corar e examinar. Sempre manusear as lâminas pelas bordas (evitar marcas de dedos ± células epiteliais). Usar pressão suficiente para desfazer os grumos. Indicações: É indicado para coleções de fluidos em cavidades naturais ou neoformadas. Desvantagens: pode ser muito pobre em células (neste caso.Outras formas (alça.Muito importante: após fixado com álcool ou o fixador citológico o material contido na lâmina dura até cinco dias sem coloração. Aspirados de fluidos cavitários Técnica: a colheita do líquido não requer técnica especial. Secar. agulha e suabe): Utilizando alça de microbiologia (ou qualquer outro instrumento similar): o material é espalhado com . O material a ser examinado concentra -se nas bordas do esfregaço 2.Técnica do esmagamento: usada apenas para material que contenha grumos (secreções de tratos fistulosos com infecção por certos fungos ou certas bactérias). 1.

Novo Azul de Metileno: muito fácil de utilizar.vet.movimentos circulares. mas o suficiente para avaliar critérios de malignidade.br/html/recom-02. Coram bem microorganismos e o citoplasma. mas é a rainha das colorações para citologia. Necessita fixação com álcool 70 a 90% ou fixador citológico !!!! 3. Cora bem grânulos de mastócitos Voltar ao Topo da Página http://www.wikipedia. guardar e usar. mas cora muito bem o núcleo e permite avaliar detalhes nucleares. Cora mal o citoplasma. A distribuição do material é proporcional em toda a lâmina.org/wiki/Esfrega%C3%A7o PRÁTICA DA UTILIZAÇÃO DO MICRÓTOMO Alexandre Pereira 1 . Aline Helena Araujo Machado 2 .htm http://pt. MayGrumwald-Giemsa (MGG) ): são baratas. Ótima para avaliar critérios de malignidade. Particularidades: Panóptico Diff-Quick: não cora bem grânulos de mastócitos (problema) May-Grunwald-Giemsa: é a melhor delas (é um pouco mais complicada) TODAS necessitam fixação ao ar (rápida!!!) 2. Papanicolaou: é demorada e complicada. Utilizando a própria agulha de biopsia: utilizar a extremidade ou a lateral da agulha e arrastar o material do centro para a periferia. Ótima coloração de núcleos e citoplasma. fáceis de preparar. Wright. Fernanda Maria Prado Braga 3 . Gabriela de Barros Ferreira 4 . Diff-Quick. Permite enxergar os núcleos mesmo em grumos grandes de células.werner. Colorações tipo Romanowsky (Panóptico. Coram mal os núcleos. Utilizando o Suabe: rolar o suabe sobre a lâmina Técnicas de coloração para exame citológico 1.

12244-000 Fone: +55 12 3947 9999.br.br.com.br. Resumo . Introdução . kakacoliveira@bol. Brasil.com. bibigabi02@yahoo. Área do Conhecimento: Ciências biológicas. zângaro@univap. cortes histológicos.br. histologia. fefelelezinha@ig. Renato Amaro Zângaro 6 .O projeto visa o conhecimento da prática da microtomia.br Palavras-chave: micrótomo.com. citologia. alineharaujo@aol. Brasil. mtadeu@univap. Karina Carvalho de Oliveira 5 . O conhecimento prático da utilização do micrótomo é importante para identificar as falhas que comumente ocorrem na obtenção dos cortes histológicos. Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP). Marcos Tadeu Tavares Pacheco 7 . ocorrem cortes com exata precisão. que consiste basicamente em obter cortes sucessivos dos blocos de parafina contendo fragmentos de órgão. Fax: +55 12 3947 9999 6-7 Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IP&D).br.. 1-5 Faculdade de Ciências da Saúde (FCS) Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP). 12244-000 Fone: +55 12 3947 9999.com. Quando o micrótomo está regulado e com todas as etapas de histologia realizadas de forma adequada. Fax: +55 12 3947 9999 alexhh@bol.com.

Micrótomo é um aparelho destinado a cortar blocos de tecido. Os micrótomos tem um mecanismo pelo qual se pode controlar a espessura dos cortes a serem obtido. Com raras exceções. É extremamente importante na microtomia que a faca esteja muito bem afiada. Os cortes poderão ter espessura mínima de 1 µm. de congelação e criostático. melhor os resultados. . Há micrótomos para cortes de blocos de parafina. quanto mais fino o corte. Existe também a opção de utilizar para a microtomia lâminas descartáveis em vez de facas. Os cortes assim obtidos são dispostos em lâminas de vidro. Em geral trabalha-se com cortes entre 5 µm e 7 µm. são cortados com 5 µm de espessura. Micrótomo de Parafina (Rotativo) É um aparelho destinado a cortar blocos de tecido incluídos em parafina ou celoidina. A Microtomia consiste basicamente em obter cortes sucessivos dos blocos de parafina contendo fragmentos de órgão. Ocasionalmente algumas técnicas exigem cortes entre 10 µm à 15 µm. sendo que na prática diária.

em etapa posterior cortá-los em fatias finas para depois .Aplicações A correta observação do material biológico. que são as seguintes: Fixação É o processo empregado com a finalidade de se evitar que as células sejam destruídas por suas próprias enzimas ou pela ação das enzimas de bactérias decompositoras. Estes procedimentos denominam-s e técnicas histológicas. implica uma série de procedimentos técnicos prévios. e têm como principal função desnaturar as proteínas e insolubilizálas. Inclusão e corteVIII Encontro Latino Americano de Iniciação Cientifica e IV Encontro Latino Americano de Pós-Graduação ± Universidade do Vale do Paraíba 180 Denomina-se inclusão ao procedimento que tem como finalidade impregnar os tecidos com uma substância de consistência firme que permita. em microscopia fotodinâmica. As substâncias que executam o processo de fixação são denominadas fixadores. de modo a tornarem o tecido a ser estudado mais rígido e com as suas características estruturais preservadas.

Desidratação A desidratação visa à substituição da água ou do solvente aquoso do fixador por um solvente não polar. possibilitando assim a sua visualização no microscópio. A coloração tem por finalidade aumentar o contraste entre os diferentes elementos constituintes do tecido. por um solvente que seja. diafanização e impregnação. Coloração e Montagem O xilol é substituído por parafina fundida a 60°C.corá-los. Diafanização A clarificação tem como objetivo remover o álcool. que substituíra a água no interior dos tecidos. ao mesmo tempo miscível com álcool e com a parafina. Impregnação. a quase totalidade das inclusões é feita em parafina. A inclusão conta de várias etapas: desidratação. Objetivo . Pelo fato de ser mais simples e dar bons resultados. A maioria dos corantes comporta-se como base ou ácido.

Metodologia Coletou-se uma amostra do material a ser analisado. Micrótomo. . Logo após. A seguir. Microscópio. Após a fixação do material.Conhecer a prática da utilização do micrótomo. onde foram aparados para a fixação. Realizou-se o processo de inclusão em parafina e após um certo tempo obtevese blocos de parafina. Banho-Maria. esses blocos foram colocados no micrótomo e obteve-se cortes histológicos sucessivos. Materiais Inclusora. Foram-se obtidos fragmentos do tecido colhido. Parafina. esses cortes foram colocados em banho-maria a 37°C e distendidos em lâminas para secagem. Amostra tecidual (fígado de rato). o mesmo foi submetido a um processo de desidratação crescente de álcool. a identificação de suas limitações e realizar cortes histológicos.

A espessura de corte e o tipo de coloração varia conforme o tipo de tecido e para qual finalidade ele está sendo analisado. Conclusão Podemos concluir que quando o micrótomo está regulado e com todas as etapas de histologia realizadas de forma . Utilizamos como material de análise fígado de rato onde foi submetido a cortes com espessuras que variam de 3 µm à 5 µm. onde o tamanho ideal para corte neste tipo de tecido é de 3 µm devido sua característica de coloração. O material submeteu-se a coloração por hematoxilina. onde a amostra foi submetida à hidratação em concentrações decrescente de álcool. o material está pronto para ser analisado. Após desidratação em concentrações crescente de álcool. Resultados Num total de 100 secções obtivemos 10 lâminas que apresentaram resultados satisfatórios para sua posterior observação microscópica.Retirou-se a parafina do material com o auxílio do Xilol.

ocorrem cortes com exata precisão.univap.pdf . O micrótomo é útil para obtenção dos cortes histológicos. com http://www. algumas limitações são encontradas no desenvolvimento desta técnica que atribuímos ao aparelho. Das 100 secções realizadas 10 lâminas foram preparadas onde seus cortes variaram de 3 µm à 5 µm . a parafina.adequada.inicepg. porém.br/cd/INIC_2004/trabalhos/inic/pdf/IC2-28.

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