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TGP - JURISDIÇAO

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CURSO DE DIREITO DISCIPLINA: HERMENÊUTICA JURÍDICA E TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO

Alunos:

Adriana da Silva Getúlio Costa Gilvan Cabral Marcone Pessoa Sitna Paiva

Jurisdição
Trabalho complementar da disciplina Hermenêutica Jurídica e Teoria da Argumentação do curso de Direito, da turma 3NA.

Professora: Tânia Castelliano
João Pessoa, 25 de Agosto de 2010.

JURISDICERE/JURISDIÇÃO
(do latim juris, "direito", e dicere, "dizer") CONCEITO José de Albuquerque Rocha 1 nos ensina que “a jurisdição é a função de atuação terminal do direito exercida pelos órgãos do Poder Judiciário independentes e imparciais, compondo conflitos de interesses mediante a aplicação da lei através do devido processo legal”. Vicente Greco Filho2 a conceitua como “o poder, função e atividade de aplicar o direito a um fato concerto, pelos órgãos públicos destinados a tal, obtendo-se a justa composição da lide”. É poder, porque emana da soberania do Estado (Poder Judiciário); é função, porquanto consiste em uma obrigação estatal a sua realização, e é atividade, uma vez que atua por meio de uma sequência de atos processuais. Antônio Carlos de Araújo Cintra, Ada Pellegrini Grinover e Cândido Rangel Dinamarco3a definem como “uma das funções do Estado, mediante a qual este se substitui aos titulares dos interesses em conflitos para, imparcialmente, buscar a pacificação do conflito que os envolve com a justiça. Essa pacificação é feita mediante a atuação da vontade do direito objetivo que rege o caso apresentado em concreto para ser solucionado; e o Estado desempenha essa função sempre mediante o processo, seja expressando imperativamente o preceito (através de uma sentença de mérito), seja realizando no mundo das coisas o que o preceito estabelece (através da execução forçada)”. Para Sérgio Frederico Marques 4, “a jurisdição é a atividade estatal exercida por órgão que se superpõe aos titulares dos interesses em conflito, dentro do processo. Tanto isso é exato que é através do processo que o referido órgão fará aplicação da norma jurídica pertinente ao caso”. Sérgio Bermudes5, partindo das características da jurisdição, conceitua-a como “a função estatal de aplicação coercitiva do direito, mediante decisões de autoridade indiscutível, substitutivas da vontade
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Teoria geral do processo, p. 86. Direito processual civil brasileiro, p. 173. 3 Teoria geral do processo, p. 129. 4 Instituições do direito processual civil, vol. 1, p. 181 5 Introdução ao processo civil, p. 22-23

dos jurisdicionados, destinados a prevenir ou solucionar os conflitos sociais, ou a administrar interesses sociais relevantes”. Assim sendo, podemos definir jurisdição como a atividade estatal, exercida primordialmente pelo Poder Judiciário, pela qual se solucionam, tendo por instrumento o processo, os conflitos intersubjetivos de interesses que lhe são submetidos à apreciação. CARACTERÍSTICAS Para caracterizar a jurisdição, muitos critérios foram propostos pela doutrina tradicional, apoiada sempre em premissas exclusivamente jurídicas e despreocupada das de caráter sóciopolítico. Hoje a perspectiva é substancialmente outra, na medida em que a moderna processualística busca a legitimidade do seu sistema na utilidade que o processo e o exercício da jurisdição possam oferecer à nação e às suas instituições. Então, são características da jurisdição: Unidade A jurisdição é uma e indivisível, porquanto atributo da soberania estatal. Há em cada Estado uma única soberania logicamente, uma única jurisdição. Não sendo a soberania passível de fracionamento, haveremos de ter também uma jurisdição indivisível. Substitutividade A atividade do juiz substitui a atuação particular dos litigantes. Com efeito, quando as pessoas não obtêm uma solução extrajudicial para determinado litígio, podem levar o fato ao conhecimento do Poder Judiciário. Incumbe a este, substituindo a vontade das partes, dirimir o conflito, aplicar a solução para o caso concreto e, se for o caso, a pedido do vencedor, impor coercitivamente ao vencido a decisão. Definitividade As decisões judiciais de mérito, uma vez transitadas em julgado, ganham o cunho de definitividade e irrevogabilidade (res judicata). Essa característica difere a atividade administrativa da jurisdicional. Enquanto a decisão administrativa irrecorrível é passiva de anulação

pelo Poder Judiciário, as decisões judiciais de mérito, não mais passíveis de recursos, tornam-se definitivas (imutáveis). PRINCÍPIOS GERAIS Investidura A jurisdição somente poderá ser exercida, em qualquer pena do território nacional, por pessoas investidas na magistratura (juízes, desembargadores e ministros). Sem a investidura, não há como falar em jurisdição ou processo. Os atos processuais praticados por pessoas não investidas legitimamente na judicatura deverão ser declarados inexistentes ou nulos de pleno direito, já que a investidura é considerada pressuposto processual de existência do processo. O art. 1.º do CPC é taxativo: “A jurisdição civil, contenciosa e voluntária, é exercida pelos juízes, em todo o território nacional, conforme as disposições que este Código estabelece”. Juiz natural No Brasil não haverá juízo ou tribunal de exceção (art. 5.º, XXXVII, da CF). Cada pessoa tem o direito constitucional de ser submetida a um julgamento isento, imparcial e emanado de um magistrado não suspeito nem impedido e regularmente investido na função jurisdicional. Para que se tenha por respeitado o princípio do juiz natural, basicamente, há de verificar se o processo preenche três requisitos: a) Se foi conduzido por um magistrado regularmente investido na atividade jurisdicional; b) Se o órgão jurisdicional foi instituído antes da ocorrência do fato a ser apreciado pelo Poder Judiciário; e c) Se a autoridade judicial é competente, nos termos traçados pela Constituição Federal e pela lei. Aderência ao território

Cada magistrado exerce a sua atividade jurisdicional, dentro do território nacional, nos limites de sua competência. Está cada órgão judicial adstrito a um determinado território (circunscrição territorial). Os tribunais superiores (STF, STJ, TST, TSE e STM) têm jurisdição, sobre o território nacional e o Tribunal de Justiça de cada Estado, sobre o território desse Estado. Já os juízes estaduais exercem jurisdição dentro da área (comarca) traçada pela lei de organização judiciária do Estado (LOJE). Caso haja necessidade de praticar um ato processual fora dos limites da jurisdição, cabe ai juiz solicitar a cooperação de outros magistrados, seja por meio da expedição de carta precatória (cumprimento dentro do território nacional) ou rogatória (cumprimento no exterior). Destarte, a jurisdição somente pode ser exercida nos limites do território fixado ao órgão jurisdicional. Indelegabilidade A atividade jurisdicional é indelegável. O magistrado, ao ser investido na judicatura, não poderá atribuir a outros órgãos ou a outras pessoas funções que são inerentes a seu cargo, sim, exercê-las pessoalmente. A Constituição de 1967 já trazia expressamente em seu texto o princípio da indelegabilidade: “Salvo as exceções previstas nesta Constituição, é vetado a qualquer dos Poderes delegar atribuições; quem for investido na função de um deles não poderá exercer a de outro”. (art. 6º) A expedição de cartas precatórias, rogatórias e de ordem não constitui violação ao princípio da indelegabilidade. Os juízos deprecantes (que pede a colaboração) e deprecado (que vai praticar o ato processual solicitado) cumprem a sua função jurisdicional dentro dos limites de sua circunscrição territorial. Inafastabilidade Reza a Constituição Federal (art. 5.º, XXXV) que “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”. Nesse dispositivo constitucional reside o princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional. Qualquer que seja a lesão ou ameaça a direito poderá ser levada ao conhecimento do Poder Judiciário, que terá o poder, o dever e a função de aplicar uma solução para o caso concreto.

Registre-se que as condições da ação e os pressupostos processuais não consistem limitação ou violação ao princípio da inafastabilidade da jurisdição. São requisitos objetivos e genéricos que devem ser observados por todos, antes que o Estado possa exercer o mister de distribuir justiça. Indeclinabilidade A jurisdição é um dever o Estado. A atividade jurisdicional haverá de ser exercida pelo Poder Judiciário, quando legitimamente provocado, mesmo que não haja lei aplicável ao caso concreto, pois poderá fazer uso da analogia, dos costumes e dos princípios gerais do direito. O art. 126 do CPC não deixa dúvidas acerca da indeclinabilidade da jurisdição ao verberar que “o juiz não se exime de sentenciar ou despachar alegando lacuna ou obscuridade da lei. No julgamento da lide caber-lhe-á aplicar as normas legais; não as havendo, recorrerá à analogia, aos costumes e aos princípios gerais do direito”. Improrrogabilidade A jurisdição é improrrogável. Os limites do poder jurisdicional são taxativamente fixados pelo ordenamento jurídico. A Constituição Federal, por exemplo, traça (rol taxativo) a competência dos tribunais superiores (STF [art. 102] e STJ [art. 105]), dos tribunais regionais federais (art. 108) e dos juízes federais (art. 109). Não pode a lei alterar, restringindo ou ampliando, as hipóteses ali previstas. Inevitabilidade A jurisdição é inevitável. As partes, bem como o Ministério Público, não obtendo a solução extrajudicial para os litígios a que se deparam, via de regra, recorrem ao Poder Judiciário. Ao recorrer os órgãos judiciários, as partes não poderão escolher o magistrado que solucionará o litígio e aplicará a lei no caso concreto. Se tal fosse permitido, a certamente optaria em propor a demanda perante o juiz que tivesse entendimento próximo ou igual ao dela. Assim, onde houver mais de um órgão incumbido da atividade jurisdicional, o processo haverá de ser distribuído, mediante sorteio, para um determinado juízo, e, inevitavelmente, a ele a parte ficará vinculada.

Não fere o princípio da inevitabilidade a possibilidade de modificação de competência, nos casos estabelecidos em lei. PODERES Quando nos referimos a poderes, estamos, na realidade, fazendo menção aos atributos inerentes à jurisdição. São os seguintes: Poder de polícia As decisões do Poder Judiciário devem ser cumpridas, sob pena do uso, se preciso for, da força pública. Daí ser dito que a jurisdição é dotada de poder de polícia. Com efeito, quando o Código de Processo Civil (art. 125, III) assevera caber ao juiz prevenir ou reprimir qualquer ato contrário à dignidade da Justiça e o Código de Processo Penal (art. 251) determina caber ao magistrado prover à regularidade do processo e manter a ordem no curso dos respectivos atos, podendo, para tal fim, requisitar a força pública, é dado ao órgão jurisdicional o poder de polícia. É comum o uso do poder de polícia para dar cumprimento às ordens judiciais. A título de exemplos, temos: a) no âmbito cível e trabalhista: os mandatos de busca e apreensão, de penhora, arresto e seqüestro etc.; e b) na seara penal: as prisões cautelares (flagrante, preventiva e temporária) e definitivas (sentenças condenatórias transitadas em julgado); os mandatos de busca e apreensão etc. Poder de decisão É imanente ao Poder Judiciário a possibilidade de emitir decisões e determinar o seu cumprimento. Os atos decisórios oriundos desse poder consistem em acórdãos, sentenças, decisões interlocutórias e despachos. Poder de documentação Tem o Poder Judiciário não apenas o poder, mas, sobretudo o dever de documentar a prática dos atos processuais. De fato, nos termos do Código de Processo Civil (art. 169, caput) “os atos e termos do processo serão datilografados ou escritos com tinta escura e indelével, assinando-os as pessoas que neles intervirem.

Quando estas não puderem ou não quiserem firmá-los, o escrivão certificará, nos autos, a ocorrência”. Dessa forma, os diversos atos e termos do processo deverão ser documentados e inseridos nos autos do processo para que, na posteridade, se saiba o que foi praticado durante sua tramitação. Agregue-se que, com o evoluir das técnicas de registro, hodiernamente já se admite o uso de processamento eletrônico, com o armazenamento dos atos processuais de modo integralmente digital, em arquivo eletrônico inviolável (§2º, art. 169, CPC), bem como mediante o uso da taquigrafia, da estenotipia ou de outro método idôneo de documentação. (art. 170, CPC) ESPÉCIES Sabemos que a jurisdição é uma e indivisível. Didaticamente poderemos classificar os órgãos que a exercem mediante vários critérios, a saber: Quanto ao objeto (matéria) Quanto ao objeto ou matéria sobre a qual versa o litígio, podemos classificar a jurisdição em civil e penal. Jurisdição civil A jurisdição é intitulada civil quando tem por objeto a solução de litígios cíveis (litígios extrapenais). Todos os litígios, excetuando os criminais, estariam abarcados pela jurisdição civil. Jurisdição penal A jurisdição é criminal quando soluciona conflitos penais, ou seja, quando trata de litígios envolvendo a aplicação de normas de direito penal comum e especial no caso concreto. Incumbe à jurisdição penal a aplicação das sanções criminais (penas e medidas de segurança) em virtude da prática de crimes e contravenções penais. Quanto aos organismos judiciários que a exercem Jurisdição comum ou ordinária

No Brasil, a jurisdição comum ou ordinária quando exercida pelos órgãos judiciários não especializados. Abrange a justiça comum estadual (juízes e desembargadores) e federal (juízes e desembargadores federais). Tal jurisdição é tida como excepcional e utilizada por exclusão da especial (militar, eleitoral e trabalhista). Jurisdição especial A jurisdição especial é composta pelas Justiças da União. São elas: Justiça Eleitoral (CF, art. 118), Justiça do Trabalho (CF, art. 111) e a Justiça Militar (CF, art. 122). Quanto à posição hierárquica dos órgãos Quanto à posição hierárquica dos órgãos jurisdicionais, na estrutura organizacional do Poder Judiciário temos as jurisdições superior e inferior. Jurisdição superior Jurisdição superior é exercida pelos tribunais. Temos no ordenamento jurídico brasileiro:  Tribunais Superiores – Supremo Tribunal Federal (STF), Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Superior Tribunal Militar (STM), e;  Tribunais de Apelação – Tribunais de Justiça (TJ), Tribunais Regionais Federais (TRF), Tribunais Regionais Eleitorais (TER) e Tribunais Regionais do Trabalho (TRT). Jurisdição inferior A jurisdição inferior é aquela exercida pelos diversos órgãos de primeiro grau de jurisdição. É composta pelos juízes estaduais, federais, do trabalho, etc. DIVISÃO Costuma-se dividir a jurisdição civil, para efeito didático, em jurisdição contenciosa e jurisdição voluntária.

Jurisdição contenciosa A jurisdição, como gênero, apresenta a jurisdição contenciosa e a jurisdição voluntária como espécies, a última também denominada administrativa. Na primeira, vislumbramos a presença de conflito de interesses, estabelecidos entre partes, exigindo a intervenção do ente estatal para que seja dirimido. Na jurisdição voluntária não há litígio a ser dirimido, atuando o magistrado como uma espécie de administrador, permitindo a prática de um ato em decorrência do interesse público. Parte da doutrina, afirma que teríamos apenas uma espécie de jurisdição, como tal a contenciosa, não vislumbrando na voluntária as características necessárias para que seja qualificada como própria da função jurisdicional. A jurisdição contenciosa, marcada pela existência de litígio (conflito de interesses), revela a existência de processo judicial, envolvendo partes em pólos distintos (autor e réu), findando a protelação da sentença de mérito, desde que as condições da ação e os pressupostos processuais estejam presentes, excetuada a hipótese de extinção do processo sem a resolução do mérito (art. 267 do CPC). A sentença proferida nos processos de jurisdição contenciosa é traumática, ou seja, benéfica a uma das partes e prejudicial ao interesse da parte contrária. O CPC, na matéria relativa à jurisdição contenciosa, resguardou a sua incidência no comportamento situado entre os arts. 3.º e 1.102, reservando o intervalo compreendido entre os arts. 1.103 e 1.210 para o trato das questões próprias à jurisdição voluntária. Jurisdição voluntária Na jurisdição voluntária, como anteriormente, o magistrado se apresenta na condição de representante do Poder Judiciário, como verdadeiro administrador, levando-nos a concluir que a função jurisdicional na espécie voluntária aproxima-se de outra função estatal, como tal da executiva ou administrativa. Não obstante a similitude que há entre a jurisdição voluntária e a função executiva do Estado, verificamos que na primeira hipótese o magistrado permanece investido de independência jurídica, o que não ocorre com a função administrativa ou executiva, sujeita à “dependência hierárquica”. Alguns doutrinadores afirmam que na jurisdição voluntária, também denominada graciosa ou administrativa, não vislumbramos a

presença de partes, mas de interessados, nem de processo, mas tãosomente de procedimento, que se apresenta como um minus em relação ao primeiro. O CPC, a partir do art. 1.103, disciplina a aplicação da jurisprudência voluntária relativamente aos seguintes procedimentos: a) alienações jurídicas, nas hipóteses não exaustivas dos art. 1.237 (alienação de coisa perdida), 1.748, IV (alienação de bens móveis ou imóveis por parte do tutor), 1.750 (vendas de bens pertencentes a menores sob tutela), 1.774 (alienação de bens pertencentes a curatelados) e 2.019 (alienação de bens, na fase de partilha, insuscetíveis de divisão cômoda), todos do CC; b) separação consensual; c) abertura, registro e cumprimento de testamentos e codicilos; d) arrecadação de bens da herança jacente; e) declarações de ausência, com arrecadação do patrimônio; f) arrecadação de coisas vagas; g) interdição; h) suprimento de aprovação de estatuto de fundação; i) especialização da hipoteca legal; j) suprimento de outorga uxória; DISTINÇÃO ENTRE JURISDIÇÃO, LEGISLAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO O Estado desempenha três funções principais: a jurisdicional, a legiferante e a administrativa. A função jurisdicional consiste, como já estudado, na atividade destinada a compor, por meio da aplicação da lei, os conflitos intersubjetivos de interesses existentes na sociedade. A função legislativa ou legiferante, por sua vez, relaciona-se à elaboração de normas gerais e abstratas com o intuito de disciplinar as condutas humanas em sociedade. Já a função administrativa consiste na realização do bem comum, por intermédio dos órgãos integrantes da administração pública. Na clássica teoria da tripartição dos poderes estatais, incumbiria respectivamente, ao Poder Judiciário, Legislativo e Executivo as funções jurisdicional, legiferante e administrativa. Todavia, hodiernamente, o Poder Judiciário exerce com preponderância a atividade jurisdicional, mas também legisla

(elaboração dos regimentos internos dos tribunais) e administra (construção dos fóruns, contratação de magistrados e serventuários, por meio de concurso público e concessão de aposentadoria, disponibilidade, férias e esses agentes). O Poder Legislativo tem por função precípua a atividade legiferante. No entanto, às vezes, exerce a função jurisdicional (processo e julgamento do presidente da República nos crimes de responsabilidade) e a função administrativa (administração interna do parlamento). Por último, o Poder Executivo que, prioritariamente, exerce a atividade administrativa esporadicamente legisla (elaboração de decretos, regulamentos, portarias, instruções normativas) e julga (os processos administrativos são julgados pela administração, muito embora possam ser suscetíveis de revisão jurisdicional).

BIBLIOGRAFIA
 ALMEIDA, Roberto Moreira de. Teoria Geral do Processo: Penal, civil e trabalhista.-2. ed. –Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010.  CINTRA, Antônio Carlos de Araújo. Teoria Geral do Processo.-23. ed. Malheiros Editores Ltda.  MONTENEGRO FILHO, Misael. Teoria Geral do Processo e Processo do Conhecimento.-5. ed. -2. reimp. –São Paulo: Atlas, 2009.

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