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Oficina de Flauta Doce

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Oficina de Flauta doce como recurso para iniciação musical no instrumento: um relato de experiência

Beatriz de Macedo Oliveira UFU biaflauta@yahoo.com.br Ruth de Sousa Ferreira Silva UFU rutssilva@hotmail.com Resumo: A oficina de Flauta Doce foi uma atividade desenvolvida nas aulas de música no Projeto Semente. Dentre os locais de atuação do projeto, as aulas de música aconteceram em uma casa de apoio às crianças que estão sob proteção judicial por maus tratos, abuso sexual ou abandono. Os alunos que participaram das aulas de música no Projeto Semente possuíam idade entre oito a quinze anos. Essas aulas, inicialmente, tiveram um enfoque vocal com o objetivo de formar um grupo coral. Ao observar o interesse dos alunos em aprender um instrumento, e, ainda, por entender a necessidade de oportunizar aos alunos uma experiência com instrumentos, foi que oferecemos a oficina de Flauta Doce, que teve uma duração de três aulas e uma apresentação, em que foram apresentados os resultados e as atividades que foram preparadas. O objetivo da oficina foi fornecer uma noção do instrumento para os alunos, propiciando a técnica básica de digitação e emissão do som no instrumento, inclusive proporcionando uma performance instrumental em grupo com um repertório mínimo trabalhado durante o curso. Como metodologia foi adotado o modelo (T)EC(L)A de Keith Swanwick, integrado ao método de construção e aquisição de uma linguagem musical inicial, por meio da Flauta Doce, criado por Tereza Castro. A integração das atividades de ouvir, cantar, tocar, compor e interpretar a partir desses pressupostos metodológicos ofereceu às crianças um aprendizado significativo. Palavras chave: Flauta Doce, educação musical, modelo (T)EC(L)A de Keith Swanwick.

Introdução
O Projeto Semente é constituído por pessoas voluntárias que atuam alicerçadas no amor e ética, oferecendo à criança e ao adolescente a apropriação de valores que favoreçam o seu desenvolvimento integral e rendimento escolar. Esse projeto é oferecido em escolas e casas de recuperação, e são ministradas aulas de esporte, teatro e música. As aulas de música do Projeto Semente acontecem em uma casa de apoio às crianças que estão sob proteção judicial por maus tratos, abuso sexual ou abandono. Nos dois últimos anos, foram desenvolvidas, nessas aulas de música, atividades que incluem a prática vocal, iniciação a instrumentos rítmicos da bandinha, encenação, assim como as corporais, e aquelas que envolvem o trabalho em grupo. As aulas de música se iniciaram com os alunos cantando pequenas melodias, e, por meio dessas canções eles foram
XX Congresso Nacional da Associação Brasileira de Educação Musical
Educação Musical para o Brasil do Século XXI
Vitória, 07 a 10 de novembro de 2011

para se aprender música. 2010). tradução nossa). Esses princípios fundamentam a prática da educação musical por meio do modelo CLASP de Swanwick (1979. 2002. Por isso. 42. atentar para o discurso musical dos alunos e enfatizar a fluência. experimentar dentre outras formas de prática musical. executadas e compostas em sala de aula. p. um dos sentidos dessa palavra em português é "agregar". com o objetivo de fornecer uma noção do instrumento para os alunos. Swanwick (2003. de skill aquisition). dando-lhes espaço para manifestarem suas expressões. ligada à ideia de que o indivíduo precisa interagir com a música de diferentes maneiras: cantando. os diferentes contextos musicais. (SWANWICK. esta só terá importância se estiver relacionada às músicas ouvidas. apreciar. p. p. O sentido de se ensinar/aprender música está em considerar. O autor esclarece Além de ser uma sigla. de composition). a compreensão musical ficaria muito restrita. sob diversos ângulos. de performance). Para ter uma educação musical de qualidade. entendemos que. Essas três atividades. cantar. de forma a ficarem cientes das suas riquezas e possibilidades” (SWANWICK. A oficina de Flauta Doce foi uma proposta de iniciação musical programada para três aulas. que são compor (a letra C. 70). a notação musical não tem o peso das demais atividades. Entende-se que. considerados em uma situação de ensino. tocando. Proponho que há três atividades principais na música. “as pessoas precisam ter múltiplas oportunidades de encontro com a música. devem ser entremeadas pelo estudo da história da música (L. Nesse aspecto.aprendendo outros repertórios em tonalidades e estilos diversos. de audition) e tocar (P. apud SWANWICK. ensinar música de maneira realmente musical. O objetivo de fornecer uma noção da flauta doce remete-nos a uma prática musical a ser desenvolvida pelos alunos. No caso da notação musical. 2003. 70) apresenta três princípios que devem tomados conjuntamente: perceber a música como discurso. Pensando assim. na prática musical. a vivência musical abrange não só ouvir. é necessário que a vivência musical esteja sempre presente. que formam o CAP. foi oportuno estabelecer um relacionamento com os alunos. XX Congresso Nacional da Associação Brasileira de Educação Musical Educação Musical para o Brasil do Século XXI Vitória. Por isso. ouvindo e compondo. bem como tocar. ou seja. ao ensinar a flauta doce por meio de uma única atividade musical. 07 a 10 de novembro de 2011 . de literature studies) e pela aquisição de habilidades (S. ouvir música (A. Desta forma. Com o objetivo de ampliar essa vivência musical dos alunos é que se criou a oficina de Flauta Doce.

procurou-se propiciar a vivência corporal. introduzindo a criança em uma linguagem musical elementar. P. execução ou performance. (SWANWICK. XX Congresso Nacional da Associação Brasileira de Educação Musical Educação Musical para o Brasil do Século XXI Vitória. Essa divisão em duas turmas teve como objetivo melhorar a disciplina e possibilitar um melhor aproveitamento para garantir os resultados para a carga horária estipulada: 4 encontros com os alunos. 1 A tradução do modelo CLASP para modelo TECLA em português foi feita por Alda Oliveira e Liane Hentschke. como pressuposto metodológico. Estas categorias formam a base da educação musical. 2003. sendo que o último encontro foi uma performance em grupo como forma de apresentar os resultados alcançados e fornecer um mostra do trabalho desenvolvido. desenvolveu-se o curso com o objetivo de fornecer uma noção do instrumento Flauta Doce de forma socializante. e para o autor. o convívio social dos alunos. a audição e a criação com a Flauta Doce. e. que são: aquisição de (t)écnica. com a duração de 1 hora semanal. percebeu-se a necessidade de dividir os alunos em duas turmas com até oito alunos. apreciação ou “audição”.1.Em português. essa sigla foi traduzida por (T)EC(L)A1 em que se encontram cinco atividades de sala de aula. 70). O desenvolvimento da oficina de Flauta Doce 1. recorrendo a uma técnica e conhecimentos musicais básicos dentro da capacidade pessoal de cada criança. com isso. 1. Participou do projeto uma turma de 15 crianças entre 8 e 15 anos. Os participantes moram na instituição onde aconteceram as aulas. Foi pensando nesses aspectos que se desenvolveu a oficina de Flauta Doce com o grupo de crianças entre 8 e 15 anos de um abrigo em Uberlândia. Sobre os participantes A oficina de Flauta Doce foi desenvolvida em três aulas e uma apresentação final. Esse trabalho justifica-se por permitir aos alunos de diferentes faixas etárias uma socialização que se efetivará com a performance em grupo e identificação por meio de um fazer musical significativo que leve em conta a diversidade. Por meio do emprego do modelo (T)EC(L)A de Keith Swanwick. uns com os outros. Como objetivos específicos. 07 a 10 de novembro de 2011 . composição. naquele espaço. proporcionar uma performance instrumental em grupo com um repertório trabalhado durante o curso. Durante a oficina. estudos de (l)iteratura. significava a sua própria casa. devem ser trabalhadas integradas. promover o desenvolvimento da técnica básica de digitação e emissão do som na Flauta Doce mediante a execução de um repertório mínimo.

atentos à duração e à altura. No livro Música. em se tratando da iniciação a um instrumento ainda pouco explorado pelos alunos do projeto e também por entender que seria pertinente um trabalho mais direcionado a cada um. nenhum deles havia feito aulas de instrumento antes da implantação desse projeto. A improvisação também é uma forma de composição. Após essa atividade. Em seguida. 07 a 10 de novembro de 2011 . As aulas de Flauta Doce As aulas foram iniciadas com atividades de experimentação dos sons si e lá da Flauta Doce. para acompanhá-los em todas as fases do aprendizado de maneira mais próxima. 43). A distribuição dos alunos em duas turmas facilitou o atendimento das necessidades de cada aluno. alguns alunos dizerem: “Olha professor. uma célula com essas duas notas bases com o seu nome e dos colegas. cada aluno fez a separação métrica do som de seu nome sem a utilização da Flauta Doce. cada aluno improvisou. Esse tipo de atividade remete-nos a conhecimentos que as crianças trazem das suas vivências e com as quais fazem associações que o professor pode explorar de forma interdisciplinar. que perceberam que seus nomes poderiam ser entoados dentro desses sons. (Exemplo: Alessandra = A-les–san-dra). Em um primeiro momento. em que a forma de se ensinar está ligada com a criatividade presente no jogo imaginativo. dependendo de seus objetivos. os alunos entoaram o nome do outro. veja o que eu achei!” Após essa aula foi possível perceber como era importante para essas crianças serem reconhecidas pelo seu nome. como se estivessem chamando o colega. já que houve alguns alunos do Projeto Semente que não compareceram.__ -------. falando-o de forma mais cantada. os alunos foram relacionando estes sons com seus nomes. buscando trabalhar a altura e a duração.2. na flauta. 1. dois elementos constitutivos da música. Nessa atividade. essa atividade funciona como um jogo de descoberta dos sons. especialmente. p. Para Swanwick (2002. Além disso. composição implica qualquer forma de criação. e isso os estimulou a criar melodias usando essas notas. como se estivessem escondidos dentro do instrumento como numa caixa.Também se deve considerar o fato de que a atividade era de livre escolha dos participantes. pensamiento y educacion (2000). podendo incluir a experimentação com sons. Essa atividade de improvisação foi importante para a compreensão da altura e da duração. Essa atividade foi muito interessante para os alunos. seja com ou XX Congresso Nacional da Associação Brasileira de Educação Musical Educação Musical para o Brasil do Século XXI Vitória. daí. Swanwick estabelece a relação entre o ensino e os elementos lúdicos da arte e do jogo.__ ). No seu imaginário. identificando-o com o objeto musical produzido e com sua pessoa. (Exemplo: A-les–san-dra = ----.

cujas alturas foram diferenciadas mediante a posição em relação uma a outra. Essa atividade não se limita apenas ao treinamento de nomes das notas. cada som de Tereza Castro. Conforme Brito (1998 apud JOLY. veja cá a nota lá” Autora: Larissa Camargo Santos. e isso despertou-lhes o interesse e aguçou a percepção para XX Congresso Nacional da Associação Brasileira de Educação Musical Educação Musical para o Brasil do Século XXI Vitória. um a um. caminhar e tocar andando sobre os quadrados foi um jogo. como é o caso da improvisação. No caso dessa aula. como brincar de amarelinha. 07 a 10 de novembro de 2011 . Ao caminhar sobre os quadrados. Dando continuidade às aulas. FIGURA 1 – “Veja aqui a nota si. os alunos foram convidados. diferente da utilização de diferentes materiais musicais em que ocorre a invenção de sons com diferentes afinações e instrumentos de culturas diversas. para os alunos. a caminhar em passos longos e curtos sobre quadrados e retângulos coloridos. já que a composição é definida por ele como a produção de um objeto musical pela combinação de materiais sonoros de maneira expressiva.sem notação. numa espécie de grafia musical na qual a altura é diferenciada de forma vertical e a duração na posição horizontal. pois pode-se converter esse exercício em uma atividade de composição. lá e sol. como no método de Tereza Castro “Cada dedo cada som”. os alunos vivenciaram a duração e a altura com o corpo pelo caminhar e tocar conjugados. 116). embora tenha uma limitação. a improvisação foi dirigida por se limitar ao uso de certos elementos musicais. distinguindo-se pela cor e comprimento das tiras colocadas no chão. que. Fonte: Baseado no livro Cada dedo. p. 2003. usando as posições das notas si. refletimos que. há uma grande variedade de possibilidades para invenção por parte do aluno por ser um material de fácil compreensão e manipulação.

Essa sessão de escuta da sonoridade do instrumento foi explorada na aula em que foi mostrada a família da Flauta Doce. propiciando uma escuta variada. com ênfase em Educação Musical.os parâmetros do som. H. produção/criação infantil. empregando duas ou três notas musicais entoadas e executadas nos instrumentos. empregando os elementos e materiais 2 Maria Tereza Mendes de Castro é Bacharel em Música . tanto como na atividade anterior. foram trabalhadas seis músicas folclóricas. as crianças tiveram a oportunidade de assistir a uma performance do Grupo de Flauta Doce Tutti Flüte. estão também integradas ao aspecto da técnica e execução do modelo de Swanwick. cuja base teórica desenvolve-se na linha construtivista/interacionista XX Congresso Nacional da Associação Brasileira de Educação Musical Educação Musical para o Brasil do Século XXI Vitória. O aspecto da composição foi trabalhado ainda com uma atividade na qual os alunos puderam manipular os toquinhos coloridos do método de ensino de Flauta Doce de Tereza Castro (2004)2. Ouvir gravações é uma forma de apreciação e no caso das aulas de Flauta Doce desse projeto. 07 a 10 de novembro de 2011 . como playbacks com formas musicais diversas. Embora não fosse uma prioridade das aulas. Koellreutter. Tem experiência na área de Artes. Todas essas atividades em que os alunos tocaram músicas do folclore e também improvisaram sobre os seus nomes. Marco Antônio Guimarães e outros. isso foi feito ao mesmo tempo em que ocorriam os ensaios para o recital de final de curso. porém era um repertório mais conhecido pelas pessoas. Rufo Herrera. A integração de atividades lúdicas. formação de professores e estágio. Também foi executado um acompanhamento improvisado em algumas peças pela tecladista e outras. e cada aluno compôs a sua música. material musicalizador. o ato de ouvir pode estar ligado ao simples ato de se tocar uma sequência de notas e decidir pelo timbre. Nessa atividade os alunos estavam exercitando a audição ou apreciação.Conservatório Brasileiro de Música Centro Universitário (1993) e mestrado em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (1998). ou mesmo na tentativa de se compor uma música e buscar a sonoridade ideal no instrumento. atuando principalmente nos seguintes temas: ação mediada. Isso proporcionou diferentes experiências para os alunos. que interpretou músicas eruditas arranjadas para quarteto de Flauta Doce. utilizando essas notas com formas musicais diversas. desenvolve a capacidade da criança se expressar no processo de musicalização infantil.Flauta Doce . Na apresentação final. Foram selecionados acompanhamentos em CDs. os alunos demonstraram curiosidade em escutar uma peça executada na Flauta Doce pelo professor. também ao ensaiar uma música para apresentá-la. arranjos já escritos para aquelas referidas peças. J. realizando movimentos corporais com a audição e execução de uma música. Criou um processo de musicalização através da flauta doce. como forma de familiarizá-las com o instrumento e perceber suas potencialidades numa sessão de apreciação aberta ao público. mediadores. para Swanwick. Atualmente. musicalização infantil. Estudou com: Hélder Parente. Ao longo das três aulas. é professora Universidade Federal de Ouro Preto. pois.

incorporado. da afirmação da identidade. Todas essas atividades estavam relacionadas com a aquisição de técnica. O princípio da fluência foi evidente pela utilização do método de Tereza Castro (2004). oportunidade de experimentar sensações diversas de ordem física e emocional. ensaiado.conhecidos e explorados na aula. locus de exibição do que foi aprendido. É espaço de transformação. como na experiência feita com os quadrados no chão. que nos permitiu desenvolver noções de altura e duração com brincadeiras e músicas que aliavam as letras cantadas. Os aspectos relacionados à literatura foram trabalhados pela oferta de informações sobre o instrumento Flauta Doce no contexto histórico e conhecimento da sua família instrumental. sendo que o controle da manipulação do instrumento. na qual. Experiência ampla. É palco de um amplo jogo de espelhos. se encontra na Dissertação de mestrado: Uso de mediadores na construção/aquisição inicial da linguagem musical. Por fim. É concebida como auge do processo pedagógico. como posição das mãos. embora os alunos ainda não tivessem esse domínio do instrumento. tomando suas próprias decisões sobre as linhas melódicas e criando uma forma de expressão e registro. se percebe que essas atividades possibilitaram o exercício da alteridade. bem como de algumas definições musicais como altura e duração. que sempre ocorreram dentro da própria prática musical. porém foram introduzidas durante o jogo da improvisação com os nomes das crianças. lançado em junho de 2005. sociocultural. lugar de exibição da identidade e construção de autoimagens. tem como um dos objetivos principais a intervenção social por meio da música. a performance é central em projetos que. e as soluções que os alunos encontraram para compor com poucos elementos foram muito ricas. Parte deste trabalho se encontra no livro Cada Dedo Cada Som. espelhando-se em Hikiji (2006). 2006. o aspecto da performance foi trabalhada não só pela execução das peças em conjunto e individualmente na sala. articulação do som. havia a motivação para consegui-lo ou descobri-lo para participar do jogo. Os alunos conseguiram explorar de maneira variada o material fornecido usando os elementos musicais com os quais haviam trabalhado. Ela torna visíveis atores e instituição. p. 07 a 10 de novembro de 2011 . como também por meio da apresentação final das peças trabalhadas em aula. Houve um grande envolvimento dos alunos e os resultados alcançados foram muito expressivos. 151). deixou-se que os alunos usassem o material cada um a sua maneira. dosagem do sopro e digitação precisaram ser ensinadas antes da execução das peças. XX Congresso Nacional da Associação Brasileira de Educação Musical Educação Musical para o Brasil do Século XXI Vitória. Essa atividade correspondeu à finalização da experiência coletiva do fazer musical considerada em seu processo. Apesar de termos associado os elementos altura e duração aos tamanhos e cores dos toquinhos. tocar andando dentro dos ritmos e buscando recorrer à digitação correta no instrumento. como o Guri. (Hikiji.

visto que o mundo atual está carente desta expressão. exige-se experimentação dosando-se o sopro com certa suavidade conseguida com disciplina. A oficina de flauta doce. improvisação. de maneira que as aulas de música possam se tornar um caminho para construção positiva de realização pessoal. A utilização da Flauta Doce como instrumento na educação musical das crianças do Projeto Semente teve a vantagem de ser adequado para a iniciação.No Projeto Semente. A divisão das turmas se mostrou adequada. 2. Além disso.” (HIKIJI. a Flauta Doce é um instrumento simples. 155). e. 2006. O modelo (T)EC(L)A possibilitou o desenvolvimento das habilidades sem se prender aos aspectos técnicos e literários. O estímulo para transpor desafios na aprendizagem aproxima alunos e professor. pois permitiu um melhor acompanhamento do desenvolvimento individual dos alunos e que eles pudessem se ouvir melhor. comportamentos que necessitam ser trabalhados nas crianças de hoje. o aluno precisa descobrir o melhor som. para isso. composição e interpretação. mas deve ser compreendido. foi um excelente estímulo a perspectiva de uma apresentação em curto prazo.. Os alunos se sentiram motivados a continuar com o estudo do instrumento Flauta Doce após a conclusão da oficina de flauta doce. ao adotar como metodologias o modelo (T)EC(L)A de Swanwik e o trabalho desenvolvido por Tereza Castro. A integração das atividades realizadas a partir do modelo (T)EC(L)A de Swanwick teve um resultado satisfatório. Existem diferentes formas de iniciar em um instrumento. de construção e aquisição de uma linguagem musical. com a compreensão da música como produto cultural e histórico do qual a Flauta Doce faz parte como um dos instrumentos mais antigos fabricados pelo homem. a performance se deu após a terceira aula de instrumento. XX Congresso Nacional da Associação Brasileira de Educação Musical Educação Musical para o Brasil do Século XXI Vitória. as aulas tiveram como norte temas relacionados à apreciação significativa em música pela execução.. pois a possibilidade de tocar para uma plateia anima os aprendizes. 07 a 10 de novembro de 2011 . “Jovens que sabem tocar quatro ou cinco notas em um instrumento podem ser vistos ensaiando durante horas. pela facilidade de manuseio. transpondo um desafio e propiciando sua afirmação. discutindo as músicas e a técnica instrumental entre si. e. Desta forma. Considerações finais Na oficina de flauta doce os alunos tiveram a experiência de conhecer o instrumento. pois embora seja fácil soprá-lo. para isso. cada instrumento possui o seu método para trabalhar a iniciação musical. preço acessível e possibilidade de ensino em grupo. p. Para os alunos. pois as atividades musicais permitiram mostrar sua capacidade de produzir o belo. proporcionando um aprendizado significativo. obteve resultados favoráveis por fornecer um direcionamento para um processo de aprendizagem musical.

Ensino de Música: propostas para pensar e agir em sala.Referências JOLY. 2002. 07 a 10 de novembro de 2011 . Música. SWANWICK. Keith. HIKIJI. SWANWICK.abril. Tereza. London: Routledge. Editora moderna. Traducción por Manuel Olasagasti. pensamiento y educación. SWANWICK. 2006. Rose Satiko Gitirana. Tradução de Alda Oliveira e Cristina Tourinho. 113126. Belo Horizonte: 2004.. Luciana (Org. Educação e Educação Musical: conhecimentos para compreender a criança e suas relações com a música. In: HENTSCHKE. São Paulo. XX Congresso Nacional da Associação Brasileira de Educação Musical Educação Musical para o Brasil do Século XXI Vitória. 2003. 256 p. Disponível em: http://revistaescola. 2. Acesso em: 10/07/2011. São Paulo: Edusp. São Paulo: Moderna. Cada dedo cada som. Entrevista concedida a Ana Gonzaga. Keith. Ilza Zenker Leme. 2003. Mega Consulting. nov. Ensinando música musicalmente.shtml. CASTRO. Coleção TOC.com.). Madrid: Morata. São Paulo. Revista Nova Escola. 2000.br/arte/fundamentos/entrevista-keith-swanwick-sobre-ensinomusica-escolas-instrumento-musical-arte-apreciacao-composicao-529059. 2ª Ed. Keith. SWANWICK. A música e o risco: etnografia da performance de crianças e jovens. 2010. Liane. Keith. DEL BEN. p. Keith Swanwick fala sobre o ensino de música nas escolas. A basis for music education.

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