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tireoidectomia

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SBCCP - Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Na cirurgia de tireóide é necessário um jejum de pelo menos 8 horas. Cirurgia. Tipo de anestesia. A anestesia geral é a utilizada pela grande maioria dos ... www.sbccp.org.br/publico_perg_resp_tiroide.php - 85k -

Doenças da tireóide Autor: Dr. Renato de Castro Capuzzo Conceitos 1) O que é a tireóide e onde se localiza no corpo humano? A glândula tireóide é um órgão do sistema endócrino do corpo humano. Ela se localiza na porção central e inferior do pescoço, logo abaixo do “Pomo de Adão”, que é uma cartilagem da laringe. Toda vez que ocorre o movimento de deglutição, ela se movimenta para cima e para baixo junto com a laringe. Veja auto-exame de tireóide 2) Para que serve a glândula tireóide? A tireóide é produtora dos hormônios tireoidianos (T3 e T4), que são responsáveis pelo controle de diversas partes do metabolismo dos órgãos do corpo humano. Sua atividade (produção e liberação dos hormônios) é controlada pela hipófise, através de uma substância chamada TSH (hormônio estimulante da tireóide). 3) Quais as doenças que podem acometer a glândula tireóide? A tireóide pode sofrer de doenças que acometam sua forma (aumento difuso ou nodular), sua função (hipertiroidismo ou hipotireidismo), ou ambas. Os nódulos de tireóide podem ser únicos ou múltiplos, benignos ou malignos, produtores de hormônio ou não. A grande maioria dos nódulos tireoidianos são benignos e não produzem hormônios. Para informações sobre nódulos malignos veja câncer de tireóide. Geralmente a presença dos nódulos não interfere na produção global de hormônios pela glândula, mas alguns nódulos podem produzir hormônios em excesso, independente do controle da hipófise. Devido à presença dos nódulos a glândula pode adquirir grandes dimensões, causando sintomas compressivos cervicais (falta de ar ou dificuldade para engolir). Porém, nem todas as tireóides aumentadas têm nódulos, uma vez que a glândula pode estar difusamente aumentada (em geral devido à deficiência de Iodo ou a doenças auto-imunes). Para informações sobre alterações na função da glândula, ver hipotireoidismo e hipertireoidismo. 4) O que é bócio? Qual a sua freqüência na população?

Bócio é definido como um aumento da glândula tireóide. Este aumento pode ser devido à nódulos, doenças inflamatórias (tireoidites) ou aumento difusos da glândula. A freqüência de bócio multinodular chega a 30% da população mundial. Em 1990, mais de 650 milhões de pessoas no planeta eram afetadas por bócio, principalmente devido à carência de Iodo em algumas regiões centrais da África e da China. No Brasil, em 1955, 20,7% das crianças em idade escolar apresentavam bócio endêmico. Este número caiu para 14,1% em 1974 devido à medidas de acréscimo de Iodo ao sal de cozinha.

5) Por que aparecem os nódulos na Tireóide? As causas dos nódulos da tireóide tem sido amplamente estudadadas e debatidas. Os fatores mais claramente relacionados com a formação de nódulos são a carência de Iodo na dieta e o hipotireoidismo (elevação do TSH). Há, sem dúvida, uma maior predisposição de se desenvolver nódulos tireoidianos com o aumento da idade. Alguns estudos mostram que o consumo de Iodo em excesso leva ao aparecimento do bócio, assim como a gravidez aumenta as chances de aparecimento de nódulos. Todos os nódulos da tireóide devem ser avaliados para se afastar a possiblidade de serem Câncer de Tireóide . 6) A glândula tireóide faz engordar ou emagrecer? A crença de que quem tem doença de tireóide engorda ou emagrece deve ser esclarecida. De maneira geral, portadores de hipotireoidismo tendem a ganhar peso, e portadores de hipertireoidismo tendem a perdê-lo, devido às alterações das taxas de metabolismo corpóreo que essas doenças causam. Porém, há diversos graus de alterações da produção de hormônios, que nem sempre refletem no peso do indivíduo. Pacientes com hipotireoidismo discreto podem não perder peso, e pacientes com hipertireoidismo podem ter grande aumento do apetite, vindo até a ganhar peso. Além disso, desde que não haja interferência na produção de hormônios, a presença de nódulos não causa alterações de peso. E quando o hipotireoidismo ou o hipertireoidismo estiverem tratados, o peso tende a se estabilizar. Assim, indivíduos submetidos a tireoidectomias não necessariamente irão ganhar peso, uma vez que terão controle hormonal adequado com o acompanhamento médico. Ainda assim, apesar de que a obesidade é uma doença muito freqüente na população, e nem sempre está relacionada a problemas de tireóide, indivíduos que têm grandes ganhos ou grandes perdas de peso devem procurar atendimento médico especializado, não só para

investigação de doenças tireoidianas, como também para tratamento desta condição mórbida. 7) As doenças da Tireóide afetam a voz? Raramente. O hipotireoidismo é uma condição clínica que pode levar em alguns casos a rouquidão e alterações no timbre da voz (voz mais grossa). O câncer de tireóide, principalmente nos estágios iniciais, dificilmente leva a rouquidão. Somente casos avançados costumam levar a alterações na função das cordas vocais.

8) As doenças da tireóide causam dor no pescoço? A grande maioria das doenças tireoidianas não causam dor, mas algumas condições podem causar. A tireoidite subaguda (chamada de DeQuervain) é uma doença relativamente incomum que pode, em seus estágios iniciais, causar dor cervical na região da tireóide, e a tireoidite aguda (infecção bacteriana da tireóide, doença raríssima) também causa dor. Nódulos que apresentem rápido crescimento (em geral devido a sangramento intranodular) podem apresentar dor localizada. O câncer de tireóide não costuma causar dor, apenas em estádios mais avançados. A tireoidite de Hashimoto, que é a doença tireoidiana mais comum e causa hipotireoidismo, não causa dor, pois, apesar de ser um processo inflamatório da glândula, é extremamente lento e crônico. De qualquer forma, as dores oriundas da glândula tireóide costumam ser localizadas na região da glândula, e são muito menos freqüentes do que outras doenças que causam dor no pescoço (como doenças de coluna ou aumento inflamatório de linfonodos cervicais). 8) Quais são os exames para avaliar os problemas da tireóide? Os exames que freqüentemente são pedidos para avaliar os distúrbios da glândula tireóide são: Dosagem de hormônios tireoidianos e TSH: Normalmente são solicitados o TSH e o T4 livre, que serão os hormônios que mais influenciarão nas decisões clínicas. Eles avaliam a função da glândula tireóide sendo que o TSH elevado indica hipotireoidismo e o TSH diminuído indica hipertireoidismo. Em algumas situações são solicitados o T4 total, T3 total e o T3 livre. Dosagem de anticorpos tireoidianos: São solicitados para avaliar a presença de algumas doenças autoimunes da tireóide como a

tireoidite de Hashimoto, a tireoidite subaguda e a Doença de Graves (hipertireoidismo). São eles o anticorpo anti peroxidase (Ac TPO), anticorpo anti-tireoglobulina (AC TG) e Anticorpo anti receptor de TSH (TRAB). Ultrasson de tireóide: É extremamente importante para avaliar a presença de nódulos tireoidianos, principalmente os não palpáveis. Informações como tamanho, localização dentro da glândula e características dos nódulos norteiam a decisões cirúrgicas assim como servem para o acompanhamento clínico dos mesmos. O Doppler associado ao ultrasson fornece informações sobre a vascularização dos nódulos , que podem aumentar as suspeitas de malignidade. Biópsia por punção aspirativa com agulha fina (PAAF): Exame fundamental para se tomar a decisão de se realizar a cirurgia de tireóide, pois é o mais sensível para detectar malignidade. O exame consiste em colher células dos nódulos tieoidianos através de uma punção com agulha orientada ou não por ultra-sonografia. Basicamente, os resultados podem ser benignos (bócio colóide, bócio adenomatoso, tireoidite crônica linfocitária, cisto colóide), malignos (carcinoma papilífero, carcinoma medular ou anaplásico) ou suspeitos (padrão folicular, padrão folicular com células oncocíticas ou Hürthle, padrão papilífero). Tanto os resultados malignos como os resultados suspeitos normalmente são indicativos de cirurgia por suspeita de ser um câncer de tireóide. Em muitas situações, somente a ressecção e posterior análise anátomo-patológica do nódulo é que vai determinar se o nódulo é de fato maligno ou não. Cintilografia de tireóide: É um exame menos solicitado hoje em dia. Ele avalia aspectos funcionais da glândula e costuma classificar os nódulos em quente, frios ou mornos. Antigamente os nódulos frios eram tidos como suspeitos de câncer. Esta classificação é pouco útil atualmente para avaliar malignidade já que a punção por agulha fina é um exame muito mais sensível e especifico. Raio X cervical: este exame serve para avaliar se a tireóide esta causando compressão e desvio das estruturas cervicais como a traquéia. Tireóides de tamanho aumentado podem comprimir a traquéia ou ter crescimentopara o tórax (bócios mergulhantes). Tomografia Computadorizada e Ressonância Nuclear Magnética: Não são solicitados de rotina. São úteis em bócios volumosos e mergulhantes, e para avaliar possíveis invasões de estruturas adjacentes em casos de câncer de tireóide avançados. Neste último, é preferido a ressonância nuclear a tomografia pelo fato da primeira não utilizar contraste iodado, o que pode retardar o tratamento com Iodo radiaotivo pós-operatório de cirurgia de câncer de tireoide. 9) Por que se faz a cirurgia da tireóide?

As principais razões para se realizar a tireoidectomia são: Suspeita de malignidade: Apesar de não ser freqüente, o nódulo de tireóide pode ser um câncer de tireóide. Quando o médico suspeita de malignidade pela palpação dos nódulos tireóidianos ou pelo exame de punção aspirativa por agulha fina (PAAF), somente a cirurgia pode dar a certeza se o nódulo é maligno ou não. Compressão cervical , desvio de traquéia ou bócios mergulhantes: Tireóide muito aumentada ou com nódulos que levam a sintomas de compressão de estruturas cervicais, causando dificuldades para engolir e respirar são também motivos que levam a cirurgia. Tireóides que cresceram em direção ao tórax, ou bócios mergulhantes, também devem ser operadas. Hipertireoidismo refratário a tratamento clínico: Indica-se tireoidectomia quando o paciente não tolera o tratamento com remédios ou este não está sendo suficientemente eficaz para controlar o hipertireoidismo, principalmente quando a tireóide for muito aumentada ou com nódulos. Estético: Embora não seja uma indicação comum, nódulos que levam a um desconforto estético podem justificar uma cirurgia de tireóide. 10) Posso viver sem a glândula tireóide após sua retirada cirúrgica? Sim. Os hormônios produzidos pela glândula podem ser substituídos pelos análogos sintéticos presentes em alguns medicamentos. Todo hormônio que era produzido pela glândula, deverá ser tomado através de comprimidos, sem que haja qualquer prejuízo para a saúde do indivíduo. Hipotireoidismo 1) O que é hipotireoidismo? O hipotireoidismo é a situação em que há uma quantidade insuficiente de hormônios tireoidianos circulantes no organismo. Isto leva a alteração no metabolismo dos diversos órgãos do corpo levando a sintomas clínicos e alterações laboratoriais. 2) Quais os sintomas do hipotireoidismo? O hipotireoidismo pode causar sintomas em diversos órgãos do corpo humano iniciando com sintomas gerais como cansaço, ganho de peso, depressão, intolerância ao frio e dificuldade de concentração. Os pacientes apresentam diminuição na freqüência dos batimentos cardíacos, pele seca, depressão, unhas e cabelos quebradiços e dores articulares. Ocorre também obstipação intestinal (prisão de ventre), fadiga muscular, alterações menstruais e inchaço nas pernas e no rosto e elevação dos níveis de colesterol. Lembre-se, os sintomas do hipotireoidismo não são específicos da doença e podem se apresentar por outros motivos. Cabe ao medico

avaliar cada um de seus sintomas e interpretar se são decorrentes da falta do hormônio ou não. 3) Quais as causas de hipotireoidismo? A causa mais comum de hipotireoidismo é a Tireoidite Crônica de Hashimoto, uma doença em que o organismo produz anticorpos contra a própria glândula tireóide, levando a uma redução de sua função e conseqüente diminuição da produção de hormônios. Os tratamentos da glândula tireóide como a cirurgia de tireoidectomia, o Iodo radioativo ou radioterapia cervical podem levar ao hipotireoidismo. O hipotireoidismo congênito pode ser decorrente da ausência de glândula tireóide ao nascer ou por mau funcionamento da mesma. O uso de alguns medicamentos assim como o excesso de ingestão de Iodo na dieta pode levar ao hipotireoidismo, que são causas potencialmente reversíveis. 4) Como se trata o hipotireoidismo? O hipotireoidismo é tratado através da reposição do hormônio tireoidiano, que é a levotiroxina. Progressivamente os sintomas irão desaparecer com o uso contínuo do medicamento. Esta melhora é lenta e gradual e mesmo com o desaparecimento dos sintomas, a reposição hormonal não deve ser interrompida, senão o hipotireoidismo retornará. A reposição com a levotiroxina não atua na causa do hipotireoidismo, já que é mais simples corrigir o efeito da falta de produção hormonal do que estimular a glândula a produzi-los novamente. 5) Como faço para saber se tenho hipotireoidismo? O diagnóstico de hipotireoidismo é confirmado laboratorialmente através da dosagem do TSH no sangue do paciente. A dosagem ultrasensível de TSH possibilita avaliar precocemente se a produção de hormônios pela tireóide é insuficiente para o organismo. Valores acima do limite superior da normalidade são considerados de hipotireoidismo. 6) O hipotireoidismo é comum? O hipotireoidismo é extremamente comum e estima-se que acometa cerca de 5 milhões de brasileiros. Muitas pessoas não sabem que apresentam a doença porque seus sintomas são confundidos com cansaço, desânimo e sintomas de stress. Uma pesquisa mostra que a incidência de hipotireoidismo entre as mulheres brasileiras é a mais alta do mundo, chegando a 12,3%,

sendo que apenas um sexto sabe de sua doença O hipotireoidismo pode ser encontrado em homens e mulheres. Sua incidência aumenta com a idade, sendo sete vezes mais freqüentes nas mulheres, principalmente após os 50 anos. 7) O tratamento do hipotireoidismo é para o resto da vida? Como o hipotireoidismo é decorrente de uma situação quase sempre irreversível da diminuição da produção de hormônios pela tireóide, normalmente, a reposição hormonal é necessária por toda a vida. Hipertireoidismo 1) O que é hipertireoidismo? É uma condição clínica causada pelo excesso de hormônios tireoidianos circulantes, devido a um aumento da produção ou da liberação destes. 2) Quais os sintomas do hipertireoidismo? São: hiperatividade, alteração de humor (irritabilidade), sudorese e intolerância ao calor, palpitações, fadiga, fraqueza, perda de peso e aumento do apetite (ganho de peso é raro), aumento da freqüência das evacuações, alterações da menstruação (em geral, interrupção). O médico ainda pode notar sinais, como: taquicardia, arritmias cardíacas, tremor fino, pele quente e úmida, alopécia, retração palpebral, entre outros. Especificamente para a doença de Graves, a causa mais comum de hipertireoidismo, ainda há bócio difuso (aumento da glândula como um todo), exoftalmopatia (“olhos saltados”) e alterações cutâneas. 3) Quais as causas de hipertireoidismo? A principal causa de hipertireoidismo é a Doença de Graves, uma patologia que acomete a tireóide, em que há produção de anticorpos que atacam a glândula simulando o hormônio TSH, um estimulador do funcionamento da tireóide. Esta é a causa de 3 em cada 4 casos de hipertireoidismo. Há também o bócio nodular tóxico, que apresenta nódulos tireoidianos (único ou múltiplos) que produzem hormônios independentemente do controle do organismo (nódulos quentes). Esta doença geralmente acomete pacientes mais idosos, mas pode ocorrer em todas as idades.. 4) Qual a freqüência de aparecimento da Doença de Graves ?

Esta doenca é relativamente comum e acomete 2% das mulheres e 0,2% dos homens. Ela geralmente ocorre em mulheres em idade reprodutiva. 5) Quais os tratamentos para hipertireoidismo? Os tratamentos disponíveis para a doença de Graves são: Drogas antireoidianas: medicamentos como Propiltiuracil e Metimazol são utilizados para o controle do hipertireoidismo, pois atuam na glândula diminuindo a produção hormonal . Este é o tratamento inicial e o objetiva que o paciente apresente remissão da doença com o tratamento. Terapia com Iodo radioativo: é administrada uma pequena dose de Iodo radioativo que provoca uma reação de lesão celular tireoidiana levando a diminuição do hipertireoidismo. É o método de escolha nos Estados Unidos. Cirurgia: é um método extremamente eficiente de resolução do hipertireoidismo, porém é cada vez menos usado. Tem espaço nos bócios muito volumosos, na doença de Graves com nódulos e na falha dos tratamentos anteriores. Nos bócios multinodulares tóxicos costuma-se indicar o tratamento cirúrgico ou Iodo radioativo. 6) Por que tratar o hipertireoidismo é difícil e muitos pacientes abandonam o tratamento? O tratamento medicamentoso para o hipertireoidismo pode necessitar a administração de muitos comprimidos por dia e por tempo prolongado, pois os efeitos do hormônio tireoidiano são duradouros e necessitam muitas vezes vários meses de tratamento para se obter o controle da doença. Muitos pacientes abandonam o tratamento por dificuldade de tolerar o uso de tantos medicamentos e seus efeitos colaterais. 7) Qual a melhor opção de tratamento? Diversos fatores vão nortear a decisão de seu médico sobre o tipo de tratamento que melhor se adapta a cada paciente. O método inicial de tratamento é o medicamentoso, e a terapia com iodo radioativo é em geral a opção mais utilizada como tratamento definitivo. Pacientes crianças, adolescentes, com bócios muito volumosos ou com nódulos são mais tendentes ao tratamento cirúrgico. 8) A cirurgia para o hipertireoidismo requer algum preparo?

Sim. A condição ideal para se realizar o tratamento cirúrgico do hipertireoidismo e quando se obtém o controle dos níveis hormonais com o uso de medicação antitireoidiana e beta-bloqueadores. Esta situação pode requerer meses de preparo. Além disso, alguns cirurgiões administram altas doses de Iodo(Lugol) previamente à cirurgia com o intuito de facilitar o procedimento, pois a glândula tornase menos sangrante e mais fácil de manipular. Câncer de Tireóide 1)Como o câncer de tireóide normalmente se apresenta? A típica apresentação do câncer de tireóide é paciente feminino de 30 a 50 anos com um nódulo palpável cervical que representa um nódulo tireoidiano ou um linfonodo cervical. A freqüência em mulheres é duas vezes maior que nos homens. Quando o diagnóstico é feito, os nódulos tireoidianos são habitualmente de 1 a 4 centímetros e apresentam metástases linfonodais em um terço, mas raras vezes metástases a distância são encontradas. É pouco freqüente o câncer de tireóide estar causando rouquidão ao ser descoberto. 2) Quais são os tipos de câncer de tireóide? Quais são os mais comuns? Os principais tipos de câncer de tireóide serão listados e os dois primeiros tipos são classificados como carcinomas bem diferenciados de tireóide : Carcinoma papilífero: o mais freqüente e normalmente de boa evolução. Ocorre em 75 a 80% dos casos. Carcinoma folicular: apresenta em geral boa evolução, ocorrendo de 10 a 15 % dos casos. Está incluído um subtipo que é o carcinoma de células de Hürthle, com freqüência de 3%. Carcinoma Medular: apresenta pior evolução e menor chance de cura. Mais raro, ocorre em 3,5% dos casos. Carcinoma Indiferenciado ou anaplásico: Quase sempre é fatal mas felizmente muito raro, acometendo até 1,5%. 3) O câncer de tireóide é comum? O câncer de tireóide não é um câncer comum, ele representa 1 a 2% de todos os cânceres. Todavia é o tipo de câncer endócrino mais comum e é um dos poucos tipos de câncer que tem aumentado sua incidência com o tempo. Em parte, este fenômeno é explicado pelo aumento do diagnostico precoce através de exames de tireóide por outros motivos.

Estima-se que 18 em cada 100.000 mulheres desenvolvem câncer de tireóide no Brasil anualmente. A proporção de incidência entre homens e mulheres é 1 : 3. 4) Como se trata o câncer de tireóide? Basicamente o tratamento é cirúrgico e consiste em realizar a tireoidectomia total. A cirurgia retira a glândula tireóide e resseca gânglios linfáticos adjacentes acometidos pelo tumor, o que se chama de esvaziamento cervical. No pós-operatório faz-se a supressão hormonal, que consiste em repor o hormônio tireoidiano com uma dose um pouco superior a necessária, com o intuito de diminuir a produção pela hipófise do TSH, um hormônio que estimula o crescimento do câncer de tireóide. O objetivo é deixar os níveis de TSH em um valor inferior ao nível normal. 5) Quais as complicações da cirurgia de tireóide? Veja Orientações para os pacientes que farão cirurgia de tireóide 6) A radioterapia e a quimioterapia são usadas para o câncer de tireóide? Raramente. O câncer de tireóide normalmente é pouco responsivo a estes tratamentos, mas algumas vezes são indicados em tumores avançados de tireóide. 7) Como é o tratamento com Iodo radioativo? Quando o médico indica o tratamento com Iodo radioativo este só acontece após a cirurgia de tireoidectomia total. É necessário que o paciente esteja em hipotireoidismo e portanto só ocorrerá após cerca de 30 dias que o paciente está sem reposição hormonal tireoidiana. Há também uma rigorosa dieta a ser seguida e também é necessário evitar contato com qualquer substância que contenha Iodo em sua composição. Para o tratamento é necessário internação hospitalar de 3 dias em regime de isolamento porque apos a ingestão da dose de iodo radioativo, são necessárias medidas para evitar a contaminação ambiental e de pessoas próximas, pois a radiação é eliminada pela pele, urina e fezes. Felizmente este tratamento apresenta poucos efeitos colaterais e em geral são bem tolerados. Sensações como alteração do paladar e inflamação nas glândulas salivares podem ocorrer. 8) As chances de cura são boas? Sim, cânceres de tireóide em estágios iniciais tem chance de cura maiores que 90%. Diversos estudos revelam que pacientes submetidos a tratamento de câncer bem diferenciado de tireóide tem

até 95% de chance de estar vivos após 20 anos. Os pacientes que não apresentam boa evolução normalmente recorrem precocemente. Pacientes com metástases cervicais não tem uma chance maior de morrer pela doença. 9) Quais são os fatores que influenciam na evolução do câncer de tireóide? Os fatores que influenciam negativamente na evolução do câncer bem diferenciado de tireóide são: Pacientes com mais de 45 anos Tumores maiores de 4 cm Presença de metástases a distância Presença de tumor que invade as estruturas adjacentes e não é totalmente ressecado Alguns tipos mais agressivos de tumor. 10) O câncer de tireóide normalmente volta? Ele pode ser fatal? Até um terço dos cânceres bem diferenciados de tireóide recidivam e retornam principalmente em gânglios (linfonodos) cervicais. Pode se passar até 20 anos para o câncer de tireóide reaparecer, por isso é necessário seu seguimento a longo prazo. Este seguimento envolve o exame físico cervical e exames laboratoriais como tireoglobulina (marcador tumoral), TSH, ultra-sonografia cervical, cintilografia de corpo inteiro, Raio X e Ressonância Magnética. O câncer de tireoide pode ser fatal e normalmente isto ocorre quando os fatores da questão anterior ocorrem. Estima-se nos EUA, cerca de 1490 pessoas morreram de câncer de tireóide em 2005. 11) Vou ter vida normal após o tratamento do câncer de tireóide? Sim. Conforme já dissemos, as chances de cura são ótimas. Só será necessário a reposição hormonal sempre acompanhada pelo médico Endocrinologista ou Cirurgião de Cabeça e Pescoço. Esta reposição não traz limitações para as atividades cotidianas e apresenta poucos efeitos colaterais. 12) Como posso saber se tenho câncer de tireóide? Procure um médico Endocrinologista ou Cirurgião de Cabeça e Pecoço que avaliarão sua tireóide pela palpação e exame de ultrasonografia para checar se você não apresenta nódulos tireoidianos.Se estes forem encontrados, pode ser necessário realizar um exame de punção aspirativa por agulha fina, que é a melhor forma de triar se um nódulo é maligno ou não. 13) O câncer de tireóide é hereditário ? Qual a sua causa?

Aproximadamente 5 a 10% dos casos de câncer de tireóide tem história semelhante na família. O carcinoma medular de tireóide pode esta associado a uma síndrome genética com forte componente hereditário familiar, chamado Neoplasias Endócrinas Múltiplas (NEM) . A principal associação de câncer de tireóide esta em pacientes que recebram radiação em suas glândulas tireóides. No desastre de Chernobyl e após a bomba de Hiroshima, apresentaram anos depois, uma incidência muito aumentada de câncer de tireóide nestes locais, principalmente em crianças. ORIENTAÇÕES AOS PACIENTES QUE FARÃO CIRURGIA DE TIREÓIDE Introdução A cirurgia para a retirada de toda a glândula tireóide ou parte dela, é denominada tireoidectomia. O tipo de cirurgia, ou seja, tireoidectomia total ou parcial, irá depender de diversos fatores que o médico irá discutir com seu paciente. De uma forma geral, a cirurgia de tireóide evolui bem, com raras complicações, mas alguns detalhes devem ser esclarecidos aos pacientes. Pré operatório Riscos Toda cirurgia envolve risco de complicações. Apesar da cirurgia de tireóide ter índice um muito baixo de complicações, aqui serão relatadas as mais importantes que o paciente deverá saber: Alterações da Voz Um a cada 10 pacientes que são operados da glândula tireóide apresentam alguma alteração temporária na voz, enquanto que 1 em cada 250 pode evoluir com alterações definitivas.Isto ocorre devido a proximidade da glândula com os nervos responsáveis pelos movimentos das cordas vocais. Estas mudanças na voz podem ser rouquidão, dificuldade em alcançar notas agudas ou cansaço ao falar que normalmente regridem em algumas semanas, mas que podem perdurar por vários meses. A recuperação vocal é melhorada com fonoterapia através da orientação de uma fonoaudióloga. Hematoma

É uma complicação temida pelos cirurgiões pois pode por em risco a vida do paciente. Apesar da grande preocupação do médico para que não haja sangramento no pós operatório, pode ocorrer um acúmulo de sangue no local operado(hematoma), podendo levar a dor e dificuldade de respirar. Esta é uma condição que tem de ser avaliada imediatamente pelo cirurgião, que pode decidir reoperar em caráter de urgência Hipocalcemia Junto a glândula tireóide, existem as glândulas paratireóides, que em geral são em numero de 4. Elas são responsáveis pela produção de um hormônio (PTH) que regula o nível de cálcio no sangue. Após uma tireoidectomia, pode haver uma diminuição temporária ou definitiva da função destas glândulas levando a queda dos níveis de cálcio no sangue(hipocalcemia). Felizmente, é muito raro ocorrer uma deficiência definitiva na função que é chamada de hipoparatireoidismo definitivo e quase sempre estão associados com a tireoidectomia total. O paciente pode apresentar como sintomas formigamentos nas mãos, nos pés, ao redor dos lábios e nas orelhas que podem evoluir para câimbras. O tratamento consiste em receber grandes doses de cálcio e vitamina D. Raramente estes sintomas ocorrem em tireoidectomias parciais. Cicatriz Todo corte sobre a pele produz cicatriz. Contudo, dificilmente as cicatrizes de tireoidectomia produzem cicatrizes com mau resultado estético, pelo contrário, são normalmente discretas. O tamanho da incisão cirúrgica varia de 3 a 15 cm, dependendo do tamanho da tireóide, aspectos anatômicos do paciente, tipo de cirurgia e da experiência do cirurgião em realizar incisões pequenas. As cicatrizes hipertróficas, popularmente chamadas de quelóides, são cicatrizes mais grossas, endurecidas e avermelhadas. Fatores como predisposição racial (japoneses), localização no corpo (tórax), complicações na ferida cirúrgica (infecções) e aspectos técnicos cirúrgicos estão implicados neste tipo de complicação. A exposição solar deve ser evitada diretamente sobre a cicatriz por um período de até 4 meses após a cirurgia. Isto pode ser conseguido com o uso de de protetores solares (Mínimo FPS 30) e visam um melhor resultado estético da cicatriz. O que levar para o Hospital: Artigos de higiene pessoal

Exames pré-operatórios vistos no consultório incluindo: Ultrassom da tireóide Laudo citológico da punção aspirativa por agulha fina Avaliação cardiológica Raio X de tórax Exames de sangue Não tomar AAS Evitar tomar qualquer medicação que contenha ácido acetil salicílico por 10 dias antes da cirurgia. Remédios como AAS, Aspirina, Buferin ou Melhoral, por exemplo, não devem ser tomados. O uso destes remédios aumenta muito o risco de sangramento durante a cirurgia e no pós operatório. Jejum Na cirurgia de tireóide é necessário um jejum de pelo menos 8 horas. Cirurgia Tipo de anestesia A anestesia geral é a utilizada pela grande maioria dos médicos. Poucos serviços utilizam a anestesia local e não foi demonstrado nenhum benefício em relação a anestesia geral, que é mais segura e confortável para o paciente.

Tempo de Internação Hospitalar É claro que diversos fatores como tipo de cirurgia, complicações clínicas do paciente e evolução pós-operatória influenciam no tempo de internação. Se não houver nenhum problema, a média de internação é de 1 dia, ou seja, o paciente recebe alta no dia seguinte a cirurgia. Dreno O local que foi operado produz uma secreção sanguinolenta que é drenado por um mecanismo de aspiração à vácuo, o dreno. Este dreno normalmente está localizado abaixo da incisão cirúrgica e permanece até o momento que o paciente for de alta.

Quando o dreno é retirado, é normal que fique saindo um pouco de secreção sanguinolenta pelo orifício do dreno, que vai diminuindo progressivamente até o orifício fechar sozinho, o que dura por volta de 2 dias. Enquanto isso um curativo com gaze e micropore deve ocluir o local, e deve ser trocado quando fica sujo de sangue, no mínimo 1 vez ao dia. A partir do momento que não há mais saída de secreção, o local pode ficar descoberto. Curativo A incisão de tireoidectomia fica coberta por um curativo de micropore. Este curativo é formado por vários pedaços dispostos em paralelo e tem uma tripla função: proteger a incisão de bactérias e sujeiras servir como pontos falsos auxiliando no resultado estético da cicatriz proteger do sol, que é um dos grandes inimigos de uma boa cicatrização. O paciente sai do hospital com este curativo, que só sera trocado no retorno de cirurgia, em consultório , após 1 semana. Durante este período, quando o paciente for tomar banho, pode molhar o curativo, devendo secar com uma toalha ou secador de cabelo após o banho. Pós operatório Náuseas e vômitos Alguns pacientes que passam por uma anestesia geral, podem sentir náuseas ou vômitos depois da cirurgia. Normalmente estes sintomas ocorrem no dia da cirurgia e tendem a mehorar bastante no dia seguinte, após uma noite de sono. Medicações para náuseas e vômitos, ou anti-heméticos, são prescritos de rotina para que o paciente não sinta estes desagradáveis sintomas. Dor A tireoidectomia é uma cirurgia que apresenta um pós-operatório pouco doloroso, porém é comum sentir uma sensação de garganta inflamada por até uma semana após a cirurgia. A cada dia que passa espera-se uma melhora gradual. Tosse Os pacientes freqüentemente apresentam tosse no período pósoperatório devido a manipulação da traquéia e por inflamação das

cordas vocais pela intubação durante a anestesia geral. Este sintoma tende a regredir espontaneamente e medidas como inalação e xaropes podem aliviar os sintomas. Retorno ao consultório O retorno ao consultório para reavaliação pós-operatória ocorre de 7 a 10 dias. Pontos Os pontos normalmente são retiradas 7 a 10 após a cirurgia. Alimentação Não há restrições alimentares específicas para a cirurgia de tireóide. O paciente pode sentir um pouco de dor ao engolir no dia da operação, recomendando-se uma dieta leve. No dia seguinte , este incômodo é bem menor e normalmente está liberada uma dieta geral, respeitando-se as restrições de antes da cirurgia, como dieta para diabéticos e hipertensos. Restrições A principal restrição no pós operatório é quanto ao esforço físico. Deve-se evitar atividades como carregar peso, ginástica, correr ou atividades domésticas onde haja utilização de força. Este cuidado visa diminuir o aparecimento de inchaço e possível sangramento no leito cirúrgico. Isto não quer dizer que haja necessidade de repouso no leito. É permitir andar, subir escadas, desde que com moderação. O paciente pode movimentar o pescoço já nos primeiros dias depois da cirurgia, mas deve evitar traumas na região. Medicações Antiinflamatórios: São normalmente prescritos por 3 a 7 dias no pósoperatório. Evitam que o paciente sinta dor. Podem causar incômodos como queimação no estômago. Analgésicos: Apesar da cirurgia evoluir com pouca dor, estes medicamentos complementam o controle da dor que os antiinflamatórios propiciam. Cálcio: Seu médico orientará o uso de cálcio, principalmente após cirurgia de tireoidectomia total. Ele é prescrito para evitar ou tratar os sintomas desagradáveis da hipocalcemia, como formigamentos e câimbras. São utilizados quase sempre temporariamente, e serão

retirados conforme a função das glândulas paratireóides se restabelecerem. Reposição Hormonal: Não há pressa para se iniciar a reposição de hormônios tireoidianos pois o nível de levotiroxina demora a cair da circulação sanguínea. Estes hormônios poderão ser administrados imediatamente ou alguns dias depois da cirurgia.

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Hospital > Especialidades Médicas > Orientações Cirúrgicas > Préoperatório Pré-operatório Cirurgia de Cabeça e Pescoço A cirurgia para a retirada de toda a glândula tireóide ou parte dela, é denominada tireoidectomia. O tipo de cirurgia, ou seja, tireoidectomia total ou parcial, irá depender de diversos fatores que o médico irá discutir com seu paciente. De forma geral, a cirurgia de tireóide evolui bem, com raras complicações, mas alguns detalhes devem ser esclarecidos aos pacientes. Riscos Toda cirurgia envolve risco de complicações. Apesar de a cirurgia de tireóide ter índice muito baixo de complicações, aqui serão relatadas as mais importantes que o paciente deverá saber. Alterações da voz Um em cada 10 pacientes que são operados da glândula tireóide apresenta alguma alteração temporária na voz, enquanto que um em cada 250 pode evoluir com alterações definitivas. Isso ocorre por causa da proximidade da glândula com os nervos responsáveis pelos movimentos das cordas vocais. Tais mudanças na voz podem ser rouquidão, dificuldade em alcançar notas agudas ou cansaço ao falar que normalmente regridem em algumas semanas, mas que podem perdurar por vários meses. A recuperação vocal é melhorada com fonoterapia por meio da orientação de uma fonoaudióloga.

Hematoma É uma complicação temida pelos cirurgiões, pois pode por em risco a vida do paciente. Apesar da grande preocupação do médico para que não haja sangramento no pós-operatório, pode ocorrer um acúmulo de sangue no local operado (hematoma), podendo levar à dor e à dificuldade de respirar. Essa é uma condição que tem de ser avaliada imediatamente pelo cirurgião, que poderá decidir se irá re-operar em caráter de urgência. Hipocalcemia Junto à glândula tireóide, existem as glândulas paratireóides, que em geral são quatro. Elas são responsáveis pela produção de um hormônio (PTH) que regula o nível de cálcio no sangue. Após uma tireoidectomia, pode haver uma diminuição temporária ou definitiva da função dessas glândulas levando à queda dos níveis de cálcio no sangue (hipocalcemia). Felizmente, é muito raro ocorrer uma deficiência permanente na função que é chamada de hipoparatireoidismo definitivo e quase sempre estão associados com a tireoidectomia total. O paciente pode apresentar sintomas como formigamentos nas mãos, nos pés, ao redor dos lábios e nas orelhas que podem evoluir para câimbras. O tratamento consiste em receber grandes doses de cálcio e vitamina D. Raramente esses sintomas ocorrem em tireoidectomias parciais. Cicatriz Todo corte sobre a pele produz cicatriz. Contudo, dificilmente as cicatrizes de tireoidectomia produzem cicatrizes com mau resultado estético; ao contrário, são normalmente discretas. O tamanho da incisão cirúrgica varia de 3 a 15 cm, dependendo do tamanho da tireóide, aspectos anatômicos do paciente, tipo de cirurgia e da experiência do cirurgião em realizar incisões pequenas. As cicatrizes hipertróficas, popularmente chamadas de quelóides, são mais grossas, endurecidas e avermelhadas. Fatores como predisposição racial (japoneses), localização no corpo (tórax), complicações na ferida cirúrgica (infecções) e aspectos técnicos cirúrgicos estão implicados nesse tipo de complicação. A exposição solar deve ser evitada diretamente sobre a cicatriz por um período de até quatro meses após a cirurgia. Isso pode ser conseguido com o uso de protetores solares (mínimo FPS 30) e visam a um melhor resultado estético da cicatriz. O que levar para o hospital: Artigos de higiene pessoal; exames pré-operatórios vistos no consultório incluindo: ultra-som da tireóide; laudo citológico da punção aspirativa por agulha fina; avaliação cardiológica;

raios X de tórax; exames de sangue. Não tomar AAS Evitar tomar qualquer medicação que contenha ácido acetilsalicílico por 10 dias antes da cirurgia. Remédios como AAS, Aspirina, Buferin ou Melhoral, por exemplo, não devem ser tomados. O uso destes remédios aumenta muito o risco de sangra 1.

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Isso porque, ao fazer a tireoidectomia total, o cirurgião remove todos os focos ... A tireoidectomia total tem índices de recorrência e de mortalidade muito ... www.endocrino.org.br/folhasbem/materia.php?id=3 - 13k
Edição nº 001 - Dezembro / 2002

Cirurgião indica tireoidectomia total O cirurgião Lenine Garcia Brandão, do Hospital das Clínicas de São Paulo, participou do debate sobre as dificuldades no tratamento do câncer da tireóide, que aconteceu no terceiro dia do Congresso. Leia a entrevista que o Dr. Lenine concedeu à Folha da SBEM Online: Folha da SBEM - Pelo que o senhor colocou na palestra, para qualquer lesão, seja pequena ou grande, a indicação é de tireoidectomia total. O senhor não vê outra solução, mesmo nos pequenos nódulos? Dr. Lenine - Existem grupos sérios e importantes que fazem tireoidectomia parcial. Porém, a grande maioria dos grupos cirúrgicos fazem a tireoidectomia total. Isso porque, ao fazer a tireoidectomia total, o cirurgião remove todos os focos de multicentricidade tumoral; dá-se a chance para que o paciente seja tratado com iodo radioativo; se ele por acaso tiver alguma metástase, dá-se a chance para que seja feito esse diagnóstico mais precoce. A tireoidectomia total tem índices de recorrência e de mortalidade muito menor do que a parcial. E para quem tem experiência, o índice de morbidade da cirurgia total é até menor do que o índice de morbidade da tireoidectomia parcial. Folha da SBEM - Temos visto alguns casos de hipoparatireoidismo permanente. Quais os problemas ligados à cirurgia que o senhor vê nesses casos? Dr. Lenine - Tanto na tireoidectomia total quanto na parcial, feita por um cirurgião bastante experiente, o índice de hipoparatireoidismo permanente é baixo, por volta de um por cento. Agora deve estar ligado a questões de técnica cirúrgica, de anatomia, ou de tamanho e extensão da cirurgia propriamente dita. As paratireóides podem estar firmemente aderentes à cápsula da tireóide, elas podem ser muito mobilizadas durante o ato cirúrgico. Nós não vemos acontecer com um cirurgião experiente essa história de retirar as paratireóides num ato cirúrgico.

Folha da SBEM - Qual a posição do cirurgião no momento atual com relação a cirurgia? Está realmente fechada essa questão quanto à tireoidectomia total? Dr. Lenine - Essa questão não está fechada, pois existem grupos que sempre fazem tireoidectomia parcial em lesões abaixo de dois centímetros. Mas há muitos trabalhos na literatura médica mostrando lesões pequenas com alto potencial de invasibilidade, inclusive com metástases à distância. Em nosso grupo no Hospital das Clínicas sempre foi feita a tireoidectomia total e os resultados são extremamente favoráveis. Então nós não abrimos mão desse tipo de cirurgia, pelos resultados obtidos em benefício dos pacientes. E nós pegamos pacientes que vêm de outros serviços, onde foram feitas cirurgias parciais, com complicações importantes. 1.

Remoção da glândula tireóide
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Remoção da glândula tireóide Informações gerais Recuperação Riscos Figuras Nomes alternativos: tireoidectomia parcial, tireoidectomia, tireoidectomia total Definição: É a cirurgia para a remoção total ou parcial da glândula tireóide. Descrição: É feita uma incisão na parte frontal do pescoço enquanto o paciente está sob anestesia profunda e sem dor (anestesia geral). A glândula tireóide é então removida. Até 90% da glândula pode ser removida embora essa porcentagem possa variar de acordo com as condições. Indicações: A glândula tireóide é uma parte do sistema endócrino (hormonal) e desempenha um papel importante na regulação do metabolismo corporal. Algumas doenças afetam a glândula tireóide por meio da redução da produção de seus hormônios (hipotireoidismo), ao passo que outras causam uma superprodução desses hormônios (hipertireoidismo). As desordens da tireóide são mais comuns em crianças maiores e adolescentes (principalmente em garotas) do que em bebês. Na maioria das vezes são situações em que é possível fazer o tratamento com medicamentos, mas ocasionalmente pode haver a necessidade de cirurgia. A tireoidectomia pode ser recomendada para: aumento da função da tireóide (hipertireoidismo; tireotoxicose) diminuição da função da tireóide (hipotireoidismo) com uma dilatação da glândula (hipertrofia) câncer de tireóide primário dilatação da tireóide (bócio atóxico)

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COMPLICAÇÕES DE TIREOIDECTOMIAS
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COMPLICAÇÕES DE TIREOIDECTOMIAS COMPLICATIONS OF THYROIDECTOMY ALBERTO R. FERRAZ1 CLÁUDIO ROBERTO CERNEA2 VERGILIUS J. FURTADO DE ARAÚJO FILHO3 REGIS TURCANO4 Palavras-chave: Tireoidectomia, complicações Key words: Thyroidectomy, complications Submetido: 06/08/2003 Aprovado: 23/08/2003 Endereço para correspondência: Alberto R. Ferraz Av. Brig. Luis Antonio, 2367 Cj. 203 - 01401-000 Fone (11) 288-5788 - São Paulo - SP 1 - Professor Titular e Chefe da DCCP HC - FMUSP 2 - Livre Docente da DCCP HC - FMUSP 3 - Médico da DCCP HC - FMUSP 4 - Médico Preceptor da DCCP HC - FMUSP RESUMO Os autores reviram as principais complicações das tireoidectomias. Foi dado ênfase à alterações da mobilidade das cordas vocais e no hipoparatireoidismo. ABSTRACT The authours review the main complications of thy roidectomy. Impairment of vocal cords mobility and hypoparathyroidism were the most significant complications. INTRODUÇÃO Desde o século XIX após a descrição de Kocher para a tireoidectomia notou-se uma queda considerável na morbidade e principalmente na mortalidade observada no procedimento, chegando a níveis considerados baixos. A partir de então a literatura médica tem recebido contribuições de Serviços de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, distribuídos por todos os continentes, que atestam resultados relativamente semelhantes

quanto as complicações específicas do procedimento, sobretudo com referência à lesão do nervo laríngeo recorrente, hipoparatireoidismo e hipotireoidismo. Desta forma, a experiência do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo ( HC – FMUSP), com uma casuística de mais de 10000 tireoidectomias em 46 anos, foi analisada e seus resultados foram semelhantes ao esperado, como será apresentado. O procedimento cirúrgico da tireóide envolve uma equipe de cirurgiões habilitados ao procedimento, bem como anestesista, centro cirúrgico e equipe de enfermagem, cada qual capacitado para a realização da tireoidectomia, além da identificação e tratamento de suas complicações. Assim sendo tal procedimento é realizado por cervicotomia, seguida de abertura por planos e identificação da tireóide, segue-se então a identificação com preservação do nervo laríngeo recorrente e das paratireóides ipsilaterais ao lobo a ser retirado, ou bilateralmente em caso de tireoidectomia total. Neste tempo faz-se a retirada do lobo tireoidiano e em continuidade o istmo, através da ligadura e secção dos pedículos vasculares. A próxima etapa é a revisão da hemostasia, acompanhada ou não de drenagem da loja tireoidiana e fechamento por planos até a sutura da pele. As complicações as quais o paciente será exposto diviREVISTA BRASILEIRA DE CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO - VOL. 32 / Nº 3 / JUL./AGO./SET. 2003 32 dem-se em comuns a qualquer tratamento médico, como reações medicamentosas por exemplo, e específicas a procedimento cirúrgico (como hematoma, cicatriz hipertrófica, seroma, infecção, choque etc), ou ainda relacionadas à tireoidectomia(lesão do nervo laríngeo recorrente, hipoparatireoidismo e hipotireoidismo), que será alvo deste estudo. As principais lesões nervosas são do nervo laríngeo recorrente e do ramo externo do nervo laríngeo superior. O primeiro, ramo do nervo vago, recorre do mediastino pelo sulco traqueo-esofágico em sentido cranial, estabelecendo íntima relação com as glândulas paratireóides, a artéria tireóidea inferior e com a face posterior do lobo tireoidiano até a inserção junto ao ligamento de Berry na musculatura cricotireoidea, onde inervará grande parte da musculatura intrínseca do laringe. Algumas variações anatômicas, a relação com as estruturas citadas e alterações patológicas de qualquer destas estruturas ( como invasão carcinogênica de tecidos e órgãos) poderá contribuir com a lesão propositada ou acidental deste órgão, acarretando paresia ou paralisia da prega vocal ipsilateral. Outra estrutura exposta ao procedimento é o ramo externo do nervo laríngeo superior, que tem relação com os vasos do pedículo superior do lobo tireoidiano e inerva o músculo cricotireóideo, envolvido com a emissão de sons agudos (principalmente em mulheres). As glândulas paratireóides freqüentemente em número de 4, mas podendo existir 3 a 9 glândulas na mesma pessoa, possuem aproximadamente 6 milímetros de diâmetro e podem

localizar-se na superfície tireóidea, intra-tireoidea ou em algum ponto entre os nervos laríngeos recorrentes. No entanto, sua vascularização é precária e vulnerável à manipulação cirúrgica, podendo evoluir com hipofunção do órgão temporariamente, ou definitivamente(se persistir por mais de 6 meses no pós operatório) caso haja retirada desta glândula, ou ainda devida a simples manipulação cirúrgica do órgão. Nestes casos, o hipoparatireoidismo causa a hipocalcemia, que é a complicação mais freqüente da tireoidectomia. Temos ainda a possibilidade de hipotireoidismo relacionado à quantidade de parênquima restante e a sua capacidade funcional, obviamente esperado em todos os casos de tireoidectomia total. Os prontuários dos pacientes submetidos a tireoidectomia nos últimos seis anos, no Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do HC – FMUSP, foram analisados retrospectivamente quanto aos seguintes aspectos: idade e sexo dos doentes, diagnóstico clínico, indicação cirúrgica, tipo da tireoidectomia, anatomopatologia e complicações. Nos últimos seis anos, de 1997 a março de 2003, foram realizadas 816 tireoidectomias. Esta série foi composta por 664 mulheres e 82 homens (relação de 7,2 1: 1) com idades variando entre nove e 86 anos (média de 45 anos). Com relação aos tipos de tireoidectomia, a conduta adotada na Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (DCCP HC-FMUSP) as divide em: Tireoidectomia Total (TT), Tireoidectomia Subtotal (TST), Tireoidectomia Subtotal Funcional para os portadores de Doença de Basedow-Graves (TSTF), Lobectomia Total (LT), Tireoidectomia Atípica (TA – tumorectomias, biópsias, tireoidectomia ampliada e aquelas associadas a outros procedimentos, tais como laringectomia), e outras (O – incluindo istmectomias, nodulectomias e lobectomias subtotais). As principais complicações analisadas nesta casuística foram a paresia e paralisia unilateral de prega vocal, a paralisia bilateral de pregas vocais, o hipoparatireoidismo transitório (aquele com sintomas até 6 meses após a operação), o hipoparatireoidismo persistente e o hipotireoidismo. A análise estatística foi realizada com os testes qui-quadrado e de Fisher com nível de significância estatística de p<0,05. COMPLICAÇÕES Em nosso Serviço observamos que a principal indicação de tireoidectomia nos operados nos últimos seis anos foi a suspeita de malignidade, em 59% dos casos, seguida da compressão de estruturas adjacentes em 16%. A suspeita de malignidade deveu-se essencialmente ao emprego da punçãobiópsia aspirativa com agulha fina (PBAAF) e do exame citológico do aspirado. O exame foi empregado em 79,6% de todos os operados de 1997 a 2003. A maior parte das operações realizadas nesta série foi bilateral, tanto por neoplasia maligna quanto por doenças benignas da tireóide com comprometimento de ambos os lobos da glândula. Assim, nos últimos seis anos, mais da metade dos pacientes submetidos

a tireoidectomia em nosso Serviço tinham suspeita de malignidade como uma das indicações do procedimento, e 38,7 % de todos os casos tiveram confirmação anatomopatológica de neoplasia maligna. Na Tabela 1 estão relacionadas as complicações observadas nos diferentes grupos de pacientes distribuídos conforme o tipo de cirurgia . Tanto a paresia unilateral como a paralisia bilateral de pregas vocais foram significativamente mais freqüentes no grupo de pacientes submetidos a TA do que no grupo de pacientes submetidos a TT. Ainda que a paresia unilateral tenha ocorrido com maior freqüência em pacientes submetidos a procedimento bilaterais, a paralisia unilateral foi bastante rara nestes pacientes e semelhante ao encontrado (Bhattacharyya e Fried). Da mesma forma, a incidência de paralisia bilateral de pregas vocais foi muito rara nestas séries, com exceção dos pacientes submetidos a procedimentos atípicos e ampliados, justificado pela indicação oncológica de radicalidade, devido a composição de um grupo com tumores, na maioria das vezes, avançado. A incidência de hipoparatireoidismo foi baixa, semelhante aos dados históricos desta instituição (Ferraz e Brandão), mesmo em pacientes submetidos a procedimentos bilaterais. Estes valores estiveram abaixo dos apresentados em vários Trabalhos semelhantes (Rosato e colaboradores), podendo ser justificado pela investigação em nosso Serviço apenas nos casos com hipocalcemia sintomática. Consideramos como procedimento padrão o reimplante de paratireóides caso haja remoção, ou desvascularização significativa da mesma. REVISTA BRASILEIRA DE CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO - VOL. 32 / Nº 3 / JUL./AGO./SET. 2003 33 Analisando o hipotireoidismo pós-operatório nos diferentes grupos, observou-se incidência significativamente superior desta complicação nos últimos seis anos nos pacientes submetidos a LT (p < 0,0001), quando comparado à estatística prévia do mesmo grupo. A lobectomia total (lobectomia + istmectomia) apresentou incidência inferior de hipoparatireoidismo transitório e persistente, bem como de hipotireoidismo e paralisia bilateral de pregas vocais, como era de se esperar. Quanto às lesões do ramo externo do nervo laríngeo superior, outro estudo prospectivo realizado em nosso Serviço (Cernea e colaboradores) mostrou, em subgrupo restrito a 76 pacientes desta série, que a incidência de lesão deste ramo nervoso variou entre 3% e 12%, sendo possível a sua prevenção apenas por meio da identificação e dissecção do mesmo com o auxílio de neuro-estimulador durante a tireoidectomia, no entanto, sabe-se que tal complicação tem seus níveis diminuídos quanto é realizado ligadura do pedículo vascular superior próximo à tireóide. DISCUSSÃO Desde os importantes trabalhos de Kocher, as operações sobre a glândula tireóide se tornaram procedimentos bastante

seguros. A identificação rotineira com preservação dos nervos laríngeos inferiores e das paratireóides, ainda que as custas do reimplante destas, possibilitou índices de morbidade e mortalidade pequenos. Estas séries de pacientes apresentaram taxas de complicação compatíveis com a literatura, em especial considerandose uma instituição assistencial universitária. A lesão unilateral do nervo laringeo recorrente, em geral, não traz sintomas de risco para o paciente, exceto pela alteração de voz, porém a lesão bilateral, apesar de rara, pode ocasionar insuficiência respiratória podendo ser necessária uma traqueostomia. Nos primeiros dias ou semanas não é possível dizer se a disfonia causada pela paralisia da prega vocal trata-se de paresia ou paralisia. Caso haja paralisia a mesma pode ser tratada clinicamente, com fonoterapia, ou necessitar de procedimentos cirúrgicos, sobretudo em situações de insuficiência respiratória ou disfonia importante. Apesar de ser a complicação mais freqüente o hipoparatireoidismo está relacionado muitas vezes à fragilidade das glândulas paratireóides e na maioria reversível espontaneamente em algumas semanas ou meses, devendo ser tratado apenas com aumento da oferta de cálcio e calcitriol. Em alguns casos, 1 a 2% dos pacientes conforme a literatura, os sintomas de hipocalcemia, relacionado ao hipoparatireoidismo será definitivo. Os casos de hemorragia ou hematoma com repercussão clínica para o paciente podem ser evitados com técnicas de hemostasia e uso de dreno. Em caso de falha destes métodos um hematoma poderá causar sintomas compressivos de via aérea e, portanto, indicar a necessidade de nova abordagem cirúrgica. A tireoidectomia é procedimento seguro com risco de complicações baixos, quando realizado com técnica adequada. As complicações são clinicamente identificadas e na maioria das vezes tratadas sem danos para o paciente. Tabela 1 - Complicações das tireoidectomias DCCP HCFMUSP Complicação LT TST TT Paresia unilateral PV 6,3 % 5,6 % 9,6 % Paralisia unilateral. PV 0,8 % 2,2 % 1,5 % Hipoparatireoidismo transitório 0,5 % 4,1 % 11 % Hipoparatireoidismo definitivo 0 1,2 % 1,6 % Hipotireoidismo 14,8 % 17 % 100 % LT = lobectomia total TST = tireoidectomia subtotal TT = tireoidectomia total REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Kocher ET. Indikationen und resultaten bei kropfoperation. In : Kocher ET. Chirurgische operationslehre. Jena, Gustav Fisher, 1907; 649-685. 2. Lahey FH, Hoover WB. Injuries to the recurrent laryngeal nerve in thyroid surgery. Ann Surg 1948, 108 : 545-62. 3. Foster RS. Morbidity and mortality after thyroidectomy. Surg Gynecol Obstetr 1978, 146 : 423-9. 4. Ferraz AR, Toledo AC. Aspectos técnicos no tratamento do

bócio multinodular. Rev Hosp Clin Fac Med S Paulo 1979, 34 : 88-90. 5. Ferraz AR, Brandão LG. Bócio simples. In: Brandão LG, Ferraz AR. Cirurgia de Cabeça e Pescoço. São Paulo, Roca 1989, 569-81. 6. Thompson NW, Harness JK. Complications of total thyroidectomy for carcinoma. Surg Gynecol Obstetr 1970, 131 : 861-8. 7. Rao RS, Jog VB, Baluja CA, Damle SR. Risk of hypoparathyroidism after surgery for carcinoma of the thyroid. Head Neck 1990, 12 : 321-5. 8. Cernea CR, Ferraz AR, Furlani J et al. Identification of the external branch of the superior laryngeal nerve during thyroidectomy. Am J Surg 1992, 164 : 634-9. 9. Bhattacharyya N, Fried MP. Assessment of the morbidity and complications of total thyroidectomy. Arch Otolaryngol Head Neck Surg 2002, 128 : 389-922. 10. Rosato L, Avenia N, De Palma M, Gulino G, Nasi PG, Pezzullo L. Complications of total thyroidectomy: incidence, prevention and treatment. Chir Ital. 2002, 54(5): 635-42, Set-Oct; 1.

Site quase completo: GLÂNDULA TIREÓIDE - DR. PEDRO ARAUJO - CIRURGIA GERAL
A cirurgia para a retirada de toda a glândula tireóide, ou parte dela, é denominada tireoidectomia. O tipo de cirurgia, ou seja, tireoidectomia total ou ... pedroaraujo.site.med.br/index.asp?PageName=CIRURGIA-20DA-20GLC2NDULA-20TIRE-D3IDE - 43k -

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Capítulo 145 - Distúrbios da Tireóide - Merck Sharp & Dohme
Cada tipo de tratamento apresenta vantagens e desvantagens. A tireóide necessita de uma pequena quantidade de iodo para funcionar adequadamente. ... www.msd-brazil.com/msdbrazil/patients/manual_Merck/mm_sec13_145.html 60k A tireóide é uma pequena glândula que mede aproximadamente 5 cm de diâmetro localizada no pescoço, sob a pele, abaixo do pomo de Adão. Os dois lobos (metades) da tireóide estão conectadas em sua parte central (istmo), o que confere à glândula a forma da letra “H” ou de uma gravata borboleta. Normalmente, ela não pode ser visualizada e é dificilmente palpada. No entanto, quando ela aumenta de volume, o médico poderá palpá-la facilmente e uma protuberância proeminente (bócio) pode aparecer abaixo ou lateralmente ao pomo de Adão. A tireóide secreta os hormônios tireoidianos, os quais controlam a velocidade com que as funções químicas do organismo ocorrem (taxa metabólica). Os hormônios tireoidianos influenciam a taxa metabólica de duas maneiras: através da estimulação de quase todos os tecidos do corpo para que eles produzam proteínas e através do aumento da quantidade de oxigênio utilizado pelas células. Quando as células trabalham mais intensamente, os órgãos do corpo trabalham mais rapidamente. Para produzir os hormônios tireoidianos, a tireóide necessita de iodo, um elemento existente nos alimentos e na água. A tireóide capta o iodo e o processa para produzir os hormônios tireoidianos.

À medida que os hormônios tireoidianos são utilizados, parte do iodo neles contido retorna à tireóide e é reciclado para produzir mais hormônios tireoidianos. O corpo possui um mecanismo complexo de ajuste da concentração dos hormônios tireoidianos. Em primeiro lugar, o hipotálamo (localizado no cérebro, logo acima da hipófise), secreta o hormônio liberador de tireotropina, que faz com que a hipófise produza o hormônio estimulante da tireóide. Como o nome sugere, o hormônio estimulante da tireóide estimula a tireóide a produzir hormônios tireoidianos. Quando a quantidade de hormônios tireoidianos circulantes no sangue atinge uma determinada concentração, a hipófise reduz a produção do hormônio estimulante da tireóide e vice-versa. Trata-se de um mecanismo de controle por retroalimentação (feedback) negativa. Os hormônios tireoidianos são encontrados sob duas formas. A tiroxina (T4), a qual é a forma produzida na glândula tireóide, tem apenas um efeito discreto (quando o tem) sobre o aumento da taxa metabólica do organismo. No fígado e em outros órgãos, ela é convertida na forma metabolicamente ativa, a triiodotironina (T3). Esta conversão produz aproximadamente 80% da forma ativa do hormônio. Os 20% restantes são produzidos e secretados pela própria tireóide. Muitos fatores controlam a conversão de T4 em T3 no fígado e em outros órgãos, inclusive as necessidades do organismo a cada momento. A maior parte de T4 e T3 encontra-se firmemente ligada a determinadas proteínas do sangue e os hormônios somente são ativos quando não se encontram ligados a essas proteínas. Desse modo notável, o corpo mantém a quantidade correta de hormônios tireoidianos necessária para a manutenção de uma taxa metabólica estável. Para que a tireóide funcione normalmente, muitos fatores devem atuar em conjunto e adequadamente: o hipotálamo, a hipófise, as proteínas ligadoras dos hormônios tireoidianos do sangue e a conversão de T4 para T3 (no fígado e em outros tecidos). Exames laboratoriais Para se determinar o quão bem a tireóide está funcionando, os médicos utilizam vários exames laboratoriais. Um dos mais comuns é a dosagem da concentração de hormônio estimulante da tireóide no sangue. Como esse hormônio estimula a tireóide, a concentração encontra-se alta quando a glândula está hipoativa (e, conseqüentemente, necessita de uma maior estimulação) e baixa quando ela está hiperativa (e, conseqüentemente, necessita de uma menor estimulação). Quando a hipófise não está funcionando normalmente (embora isto raramente ocorra), a concentração de hormônio estimulante da tireóide isoladamente não reflete de modo acurado a função da tireóide e o médico então mensura a concentração de T4 livre. Geralmente, a mensuração da concentração de hormônio estimulante da tireóide e a de T4 circulante no sangue são suficientes. No entanto, a concentração da globulina ligadora da tiroxina também pode ser mensurada, pois a concentração anormal desta proteína pode acarretar uma interpretação errônea da concentração total de hormônios tireoidianos. Os indivíduos com nefropatia (doença renal), com determinados distúrbios genéticos, com algumas doenças ou aqueles que fazem uso de esteróides anabolizantes apresentam concentrações mais baixas da globulina ligadora da tiroxina. Localização da Glândula Tiróide

Por outro lado, a concentração dessa globulina pode estar aumentada em mulheres grávidas ou que fazem uso de contraceptivos orais ou outras formas de estrogênios, em indivíduos que apresentam estágios iniciais de hepatite ou outras doenças. Alguns exames podem ser realizados na própria glândula. Por exemplo, quando o médico detecta um aumento da tireóide, ele pode solicitar a realização de uma ultrassonografia. Este procedimento utiliza ondas sonoras para determinar se o tumor é sólido ou se o seu conteúdo é líquido. A cintilografia da tireóide utiliza o iodo ou o tecnécio radioativo e um dispositivo para produzir uma imagem da glândula que revelará qualquer alteração física. A cintilografia da tireóide também pode auxiliar o médico a determinar se a função de uma área encontra-se normal, hiperativa ou hipoativa em comparação com o restante da glândula. Em raras ocasiões, quando o médico não tem certeza se o problema está localizado na tireóide ou na hipófise, testes de estimulação funcional podem ser solicitados. Um desses testes consiste na injeção intravenosa do hormônio liberador da tirotropina e, em seguida, na realização de exames de sangue para mensurar a resposta da hipófise. Sintomas das Doenças da Tireóide
Hipertireoidismo (excesso de hormônios tireoidianos) Aumento da freqüência cardíaca Hipertensão arterial Pele úmida e aumento da sudorese Agitação e tremores Nervosismo Aumento do apetite e perda de peso Insônia Evacuações freqüentes e diarréia Fraqueza Espessamento e elevação da pele sobre a face anterior das pernas Olhos protuberantes, avermelhados, edemaciados Sensibilidade dos olhos à luz Olhar fixo constante Confusão mental Hipotireoidismo (falta de hormônios tireoidianos) Pulso lento Voz rouca Fala lenta Face edemaciada Queda das sobrancelhas Pálpebras caídas Intolerância ao frio Constipação Ganho de peso Cabelos ressecados, grossos, escassos Pele áspera, espessa, escamosa, seca; pele espessada e elevada sobre a face anterior das pernas Síndrome do túnel do carpo Confusão mental Depressão Demência

Tem falando das doenças

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HOSPITAL PORTUGUÊS DA BAHIA - Sucesso e segurança são marcas da ...
Principais tipos de cirurgia de tireóide. Tireoidectomia parcial – quando uma parte da tireóide é removida; Tireoidectomia sub-total funcional – quando ... www.hportugues.com.br/noticias/outras_edicoes/Folder.2003-0308.../docimagebig.2006-04-

Sucesso e segurança são marcas da cirurgia de tireóide / abril de 2006

De todos os nódulos da tireóide, 5 a 20% são malignos, sendo o tipo mais comum o carcinoma papilífero ou papilar.

A incidência de nódulos da tireóide na população adulta é significativa, sendo mais freqüentes entre as mulheres. No Brasil, estima-se em aproximadamente seis casos novos de câncer de tireóide para cada grupo de 100 mil habitantes, anualmente. O tratamento para a doença é um procedimento denominado tireoidectomia, cirurgia com alto índice de sucesso e cura. Com o crescimento dos exames de ultra-sonografia, houve um aumento no número de nódulos diagnosticados em todo o mundo, devido ao fato de que esse é um exame de baixo custo, não invasivo e acessível à maioria das pessoas. Com isso, acredita-se que muito provavelmente o que aconteceu foi o aumento do número de casos diagnosticados, e não do aumento da doença na população em geral. O prognóstico do câncer de tireóide é muito bom: em torno de 90% dos pacientes podem ser curados com o tratamento instituído e que tem como primeiro e mais importante passo a realização de uma tireoidectomia total (retirada completa da glândula tireóide). Esse procedimento é usado há mais de um século nos casos de câncer da glândula ou de suspeita da doença com muito sucesso e baixas taxas de complicações cirúrgicas. Nos últimos anos, com o refinamento dos instrumentos cirúrgicos, têm sido incorporadas algumas novidades tecnológicas, que têm proporcionado muito sucesso e baixas taxas de complicações cirúrgicas: videocirurgias, bisturi harmônico, as mini incisões e o monitoramento eletrônico do nervo laringeo recorrente, conhecido como nervo da voz. O bisturi harmônico trata-se de um tipo especial de bisturi elétrico que, comparado ao bisturi elétrico convencional, é um instrumento de fácil manuseio que está associado à diminuição do tempo de cirurgia e da necessidade de utilização de fio cirúrgico. As técnicas de vídeo-cirurgia também estão sendo utilizadas para as tireoidectomias, diminuindo o tamanho das incisões e, por conseguinte, proporcionando melhora no resultado estético da cicatriz. É importante chamar a atenção de que, por enquanto, as técnicas minimamente invasivas, como as vídeocirurgias, ainda não são aceitas como padrão para os casos suspeitos ou diagnosticados como câncer da tireóide. Considerados procedimentos seguros, com taxa de complicações muito baixa – quando feitas por cirurgiões especialistas - as tireoidectomias têm duração entre

© Real Sociedade Portuguesa de Beneficência Dezesseis de Setembro

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CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM CIRURGIA
assistencia de enfermagem no pré e pós-operatório da tireóide, Google, Page 1. cuidados de enfermagem pos abdomem plastia, Google, Page 1 ... www.scribd.com/doc/2360840/CUIDADOS-DE-ENFERMAGEM-EM-CIRURGIA - 992k mas n copia

Comparação entre anestesia geral e locorregional para tireoidectomia
Formato do arquivo: PDF/Adobe Acrobat - Ver em HTML Durante muito tempo as tireoidectomias foram realizadas. sob anestesia geral (AG ), mesmo em pacientes mais graves nos. quais a anestesia geral representava ... www.saesp.org.br/eventos/prog.../Comparação%20entre%20anestesia%20ger al%20e%20... - Páginas Semelhantes
Marco A B Souza Jorge T Neto

Comparação entre anestesia geral e locorregional para tireoidectomia
Introdução Durante muito tempo as tireoidectomias foram realizadas sob anestesia geral (AG), mesmo em pacientes mais graves nos quais a anestesia geral representava um maior risco. Anestesia local para tireoidectomias tem sido descrita desde o início do século 20, sendo seu pioneiro o inglês Sir Thomas Peel Dunhill, que realizou uma cirurgia para bócio tóxico com anestesia local (AL) em 1907. A necessidade de procedimentos com menos riscos para os pacientes mais complicados fez com que as tireoidectomias usando AL voltassem a ganhar notoriedade. Em 2002 Abdullah descreveu 65 casos de tireoidectomias com AL como uma alternativa eficaz à AG, com baixa morbidade e menor custo. Método Utilizando o banco de dados do Hospital das Clínicas e Hospital Materno-Infantil, ambos da Faculdade de Medicina de Marília, foram selecionadas as tireoidectomias parciais ou totais – num total de 215 – realizadas nos anos de 2004 e 2005. Todos os pacientes operados com anestesia locorregional foram sedados com diazepam 3 a 10 mg, meperidina 100 mg IM e prometazina 50 mg IM. Um cateter de O2 nasal foi usado de rotina. Após a sedação realizou-se o bloqueio do plexo cervical superficial, junto à borda posterior do músculo esternocleidomastoídeo bilateralmente utilizando 7 a 10 mL de ropivacaína (ROPI) a 0,5%; na altura da fúrcula esternal foi utilizado 5 mL da mesma solução. Para bloqueio dos ramos da inervação intercostal;

Departamento de Cirurgia, Disciplina de Anestesiologia, Faculdade de Medicina de Marília

entre a cartilagem cricóide e tireóide injeta 2 mL ropi 0,5% para bloquear o nervo pré-laríngeo; entre o pólo superior da tireóide e a laringe foi injetado um volume pequeno e balanceado; logo abaixo da glândula tireóide injeta-se um pequeno volume para um bloqueio dos ramos pré-traqueais. Resultados Das 215 tireoidectomias, 160 (74,4%) foram realizadas com anestesia locorregional e sedação. Outras 55 (25,6%) foram feitas sob anestesia geral, entre elas 4 eram crianças entre 3 a 10 anos e 2 iniciaram com AL e foram convertidas para AG. O tempo médio de internação pós-operatória em horas foi de 64,20 ± 50,54 com AG e 13,33 ± 6,69 com AL e sedação. O tempo cirúrgico praticamente não diferiu com as diferentes técnicas: 2,3 ± 0,8 com AG e 2,5 ± 0,7 com AL e sedação. Conclusões A anestesia locorregional sob sedação é uma técnica que exige experiência e mostrou-se segura e eficaz. Não foi observada alteração no tempo cirúrgico com essa técnica, porém houve aumento no tempo de internação dos pacientes, em média de dois dias, quando utilizada a anestesia geral. Referências
1. Spanknebel K, Chabot JA, Digiorgi M, et al. Thyroidectomy using local anesthesia: a reporto f 1,025 cases over 16 years. J Am Coll Surg, 2005;201(3):375-85. 2. Aunac S, Carlier M, Singelyn F, et al. The analgesic efficacy of bilateral combined superficial and deep cervical plexus block administered before thyroid surgery under general anesthesia. Anesth Analg, 2002;95(3):746-50, table of contents. 3. Spanknebel K, Chabot JA, DiGiorgi M, et al. Thyroidectomy using monitored local or conventional general anesthesia: an analysis of outpatient surgery, outcome and cost in 1,194 consecutive cases. World J Surg, 2006;30(5):813-24. Endereço para correspondência Marco Aurélio Beloto de Souza Av. Monte Carmelo, 800, Fragata CEP 17519-030 – Marília (SP) E-mail: taqueda@gmail.com

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CAUSA NÃO HABITUAL DE INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA EM PÓS-OPERATÓRIO ...
Discussão - De um modo geral, os pacientes submetidos a anestesia apresentam risco de IR no PO, tendo causas diversas. Especificamente nas tireoidectomias ... www.semesp.com.br/article.php?recid=33 - 13k

CAUSA NÃO HABITUAL DE INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA EM PÓS-OPERATÓRIO DE TIREOIDECTOMIA. RELATO DE CASO Por André C Silva*, Marcílio J C Cardoso, Sandro de O Mendes, João S Almeida Jr - CET do Hospital da Beneficência Portuguesa de São Paulo Rua Potenji, 188 – Saúde - 04139-020 São Paulo-SP

Introdução – É de extrema importância profissional conhecer as possíveis causas de insuficiência respiratória (IR) do pósoperatório (PO). Este caso reflete a necessidade de estrutura adequada em sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) para promoção de terapêutica eficiente. Relato de caso – Paciente do sexo feminino, 53 anos, 47 kg, estado físico ASA I, em programação cirúrgica de tireoidectomia total com esvaziamento cervical bilateral por carcinoma papilífero. Foi monitorizada com PANI, cardioscopia, SpO2 e capnografia. Após venoclise, foi administrado anestesia geral total endovenosa com propofol, remifentanil e atracúrio, sendo submetida a intubação oro-traqueal sem traumatismos. Decorrido tempo cirúrgico habitual sem intercorrências, mostrou-se a todo o tempo com sinais vitais dentro da normalidade. Desintubada e em condições de transporte, foi encaminhada para SRPA , local em que elevou o nível de consciência e permaneceu assintomática. Na terceira hora de recuperação apresentava 8 pontos do escore de Aldrete, tendo perdido 2 pontos para circulação: a pressão arterial que se mantinha na faixa da normalidade, subitamente declinou para níveis importantes, refratária à infusão de líquidos. Observando-se gradativa dificuldade respiratória, queda dos níveis da saturação de O2 e estertores creptantes difusos, foi instalado O2 suplementar, com posterior intubação oro-traqueal por piora do quadro. A necessidade de assegurar a hemodinâmica foi a indicação para cateterização de artéria radial e para acesso venoso profundo. A instabilidade do caso foi o bastante para encaminhá-la para UTI recebendo drogas vaso ativas. No terceiro pós-operatório apresentava melhora hemodinâmica e ventilatória destituindo-se a ventilação mecânica e medicações vaso ativas. Os exames complementares realizados nesse período evidenciaram ECG com retificação do segmento ST e inversão de onda T em parede lateral, elevação de troponina T, CPK , CK-Mb, DHL, D-dímero. Os demais exames mostraram-se normais. Discussão - De um modo geral, os pacientes submetidos a anestesia apresentam risco de IR no PO, tendo causas diversas. Especificamente nas tireoidectomias as causas mais lembradas são hipocalcemia (24-48 horas de PO), lesões nervosas, traqueomalácia, hematomas e edema agudo de pulmão ex vaccum. Os pacientes merecem sempre ser recuperado em ambiente equipado e com pessoal treinado para eventuais complicações habituais ou não. Referências – 01. Colle GG & Cullen DJ - Airway Problems in the Postanesthesia Care Unit. em: Roberts JT - Clinical Management of the Airway. Philadelphia, WB Saunders. 1994,449.

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APNEIA-NA-SALA-RECUPERAÇÃO-POS-ANESTESICA-RELATOCASO
RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 50 anos, 60 kg, estado físico ASA I, submetida à tireoidectomia sob anestesia geral induzida com propofol

(140 ... biblioteca.universia.net/ficha.do?id=271282 - 32k Apnéia na sala de recuperação pós-anestésica: relato de caso Rezende,Joel Massari Location: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S003470942003000300008 JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A depressão respiratória é uma complicação que pode ocorrer no pós-operatório quando se utilizam opióides na anestesia. O objetivo deste relato é discutir um caso de apnéia em paciente que chegou consciente à sala de recuperação pós-anestésica (SRPA), após ter sido submetido à tireoidectomia sob anestesia geral com propofol, fentanil e isoflurano. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 50 anos, 60 kg, estado físico ASA I, submetida à tireoidectomia sob anestesia geral induzida com propofol (140 mg), fentanil (350 µg), atracúrio (30 mg) e mantida com isoflurano, duas doses subseqüentes em bolus de atracúrio (10 mg cada) e ventilação controlada mecânica. No final da cirurgia, após antagonização do bloqueio neuromuscular, a paciente foi extubada, obedeceu aos comandos para respirar e colaborou na passagem à maca, sendo transportada para a SRPA, aonde chegou consciente. Minutos após, apresentou apnéia, cianose e inconsciência. Foi realizada ventilação manual com oxigênio a 100% seguida de injeção de naloxona (0,2 mg) por via venosa, havendo retorno da ventilação espontânea e da consciência. CONCLUSÕES: Os cuidados ventilatórios no pós-operatório, durante o transporte, admissão à SRPA e permanência nessa unidade, devem ser contínuos em pacientes que receberam opióides, mesmo demonstrando estar conscientes ao deixarem a sala cirúrgica. 1.

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Comparação da anestesia geral e bloqueio do plexo cervical superficial em tireoidectomias parciais. Rui Celso Martins MamedeI; Helder RafulII ... www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-72992008000100016&script=sci_arttext 55k -

Revista Brasileira de Otorrinolaringologia
Print ISSN 0034-7299

Rev. Bras. Otorrinolaringol. vol.74 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2008
doi: 10.1590/S0034-72992008000100016

ARTIGO ORIGINAL

Comparação da anestesia geral e bloqueio do plexo cervical superficial em tireoidectomias parciais

Rui Celso Martins MamedeI; Helder RafulII
I

Professor Associado do Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço (chefe do serviço de cirurgia de cabeça e pescoço do HCFMRP-USP) II MD. Pós-graduando do Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço do HCFMRPUSP Endereço para correspondência

RESUMO Tireoidectomia sob efeito de bloqueio do plexo cervical superficial (BPCS) tem sofrido resistência. OBJETIVO: Comparar variáveis cirúrgicas e anestésicas, custos do tratamento e grau de satisfação de pacientes submetidos à hemitireoidectomia sob efeito de anestesia geral e BPCS. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Foram 21 pacientes submetidos à anestesia geral (AG) e outro tanto ao BPCS. Após sedação, no grupo com BPCS, usou-se marcaína com vasoconstritor, e quando necessário, lidocaína a 2% com vasoconstritor. Sedação intra-operatória com diazepam endovenoso e metoprolol para controle da PA e FC eram administradas quando necessário. Usou-se anestesia geral (AG) segundo padronização do serviço. RESULTADOS: Foram significantes (p<0,05, teste t de Student) para o tempo de cirurgia (ag111,4:bpcs125,5 min), tempo de anestesia (ag154,1:bpcs488,6 min), tempo de permanência na sala cirúrgica (ag15:bpcs1 min), custos do tratamento (ag203,2:bpcs87,4 R$), presença de bradicardia (ag0:bpcs23,8%) e lesão laringotraqueal (ag51:bpcs0%). Como resultados não significativos tiveram: tempo de internação (ag17,3:bpcs15,1 hora); volume de sangramento (ag41,9:bpcs47,6 gr), tamanho da peça operatória (ag52,1:bpcs93,69 cm3) e grau de satisfação dos pacientes (ag3,8:bpcs3,9). CONCLUSÃO: Embora com incidência maior de bradicardia (23,8%), o bloqueio permitiu ressecar tumorações de até 348 cm3 com menor custo e sem apresentar lesões laringotraqueais, presentes em 51% dos pacientes submetidos à AG. Palavras-chave: anestesia, cirurgia ambulatorial, tireoidectomia.

INTRODUÇÃO
Não há consenso sobre o método anestésico ideal para diminuir o risco de lesão ou de morte1,2. Há preferência pela anestesia geral pelo cirurgião pelo fato de o paciente dormir durante todo procedimento. No entanto, Galbeman et al.3, ao compararem cirurgias realizadas com A.G. e B.P.C., observaram haver indícios de vantagens no grupo operado com anestesia local. Hoje, uma vez dominada a técnica cirúrgica que possibilite riscos mínimos ao se realizar tireoidectomias, pesquisadores tentam determinar qual técnica anestésica é a ideal para este tipo de intervenção, ou seja, a mais segura, mais eficaz, de melhor qualidade (indolor), de mais baixo custo e desprovida de complicações. Estudos existem fazendo esta comparação, porém, as divergências são enormes.

OBJETIVOS
O objetivo deste estudo foi comparar parâmetros cirúrgicos e anestésicos, custos do tratamento e grau de satisfação de pacientes submetidos a hemitireoidectomias sob o efeito de duas diferentes técnicas anestésicas (Anestesia Geral e Bloqueio do Plexo Cervical Superficial).

CASUÍSTICA E MÉTODOS
Fizeram parte deste estudo 42 pacientes que se submeteram à hemitireoidectomia por um mesmo cirurgião, 21 sob Anestesia Geral (AG) e 21 sob Bloqueio do Plexo Cervical Superficial (BPCS), segundo a ordem de internação no hospital da Santa Casa de Marília, cuja aprovação do comitê de Ética recebeu o número 242/2002. Foram excluídos pacientes: com indicação de tireoidectomia total; com tumoração cujo tamanho extrapolava o segmento cervical; com classificação ASA maior que II; com alergia às drogas utilizadas ou com dificuldade de comunicação (surdomudo). Foram analisados: sexo, idade (anos), peso (Kg), altura (m), tempo de cirurgia e de anestesia, tempo de permanência hospitalar, na sala de cirurgia e na recuperação anestésica, sangramento intra e extra-operatório, tamanho da ressecção, complicações, grau de satisfação dos pacientes, número de dias de permanência com o dreno e necessidade de analgesia no pós-operatório imediato e parâmetros vitais: PA, FC e oximetria. O tempo de anestesia para os do grupo BPCS foi do momento em que se injetava o anestésico no ponto de ERB até a sensibilidade cutânea começar a se recuperar. Essa recuperação

era detectada deslizando um chumaço de algodão sobre a pele cervical. O marco inicial daqueles submetidos à AG era considerado como o momento da injeção de drogas para a indução anestésica e o seu final, o momento em que a cânula endotraqueal era retirada. O tempo cirúrgico, para ambos os grupos, foi medido a partir do momento em que se iniciava a incisão na pele até o término do curativo. Para o grupo submetido à AG, usamos como critério para alta da sala de cirurgia a concentração alveolar mínima do anestésico que devia estar entre 0,15 e 0,5. Já o grupo submetido ao BPCS, e, portanto, sob o efeito de sedação, utilizou-se como critério de alta a escala de Aldrete e Kroulik. Consideramos como critério para alta hospitalar, para ambos os grupos, a condição de o paciente ganhar autonomia de se alimentar e deambular. O sangramento intra-operatório foi avaliado através da pesagem de gases e compressas usadas no ato cirúrgico. Não se fez uso de aspiração durante os atos cirúrgicos. Para analisar os custos do tratamento, levamos em conta o valor da diária hospitalar (R$ 83,00) multiplicada pela porcentagem correspondente ao número de horas que o paciente permaneceu em cada setor, somado ao custo das drogas utilizadas nesse período. O custo das drogas se baseou nos valores citados no Guia Farmacêutico Brasíndice (2005) e para efeito de cálculo, o valor era proporcional à quantia utilizada. Através de laringotraqueoscopia realizada no primeiro dia do pós-operatório avaliamos a presença de lesão laringotraqueal decorrente da colocação do laringoscópio ou da sonda anestésica. Todos os pacientes realizaram, no pós-operatório, visitas ambulatoriais diárias, com o intuito de averiguar o estado da ferida operatória e anotar o volume de secreção que passou pelo dreno de Porto-vac, 3.2mm deixado por abertura na ferida operatória. O dreno era retirado quando havia débito menor ou igual a 5ml. O grau de satisfação dos pacientes foi quantificado através da indicação de uma nota de 1 a 4 para a cirurgia, além da aceitação em se submeter à nova cirurgia com aquela anestesia. Para analgesia no pós-operatório usamos dipirona endovenosa, quando solicitado pelo paciente. Este fato era anotado em seu prontuário para quantificar a intensidade de dor. Os pacientes ingeriam um comprimido de diazepam de 10 mg, uma hora antes da cirurgia. GRUPO I - BLOQUEIO DO PLEXO CERVICAL SUPERFICIAL (BPCS): Após venóclise na fossa cubital de um dos braços,

injetou-se, por via intramuscular, 50mg de prometazina e uma ampola de meperidina, para promover sedação. Injetou-se, bupivacaína a 0,5% com vasoconstrictor, na dosagem de 7 a 9ml, de cada lado do pescoço. Cuidou-se para que a dosagem máxima administrada não ultrapassasse 1 a 2mg/Kg, dosagem esta considerada tóxica. O anestésico era injetado logo abaixo da fáscia cervical superficial, na borda posterior do músculo esternocleidomastoideo, pouco acima do seu ponto médio, ou seja, acima do cruzamento com a veia jugular superficial (ponto de Erb). Antes de iniciar a cirurgia, procedia-se à injeção de lidocaína a 2% com adrenalina (10-15ml) no subcutâneo onde seria realizada a incisão e nos planos profundos (periglandular), para diminuir o sangramento. Complementação anestésica era administrada quando houvesse necessidade. Cuidou-se para que não se ultrapassasse a dose considerada tóxica, ou seja, 5 a 7mg/Kg de lidocaína. Quando necessário usava metoprolol na dosagem de 1mg, em bolus endovenoso, a cada 5 minutos para controle da taquicardia e/ou hipertensão. Para se obter sedação, associava-se diazepam endovenoso na dosagem de 2mg. No intra-operatório usamos cateter de oxigênio a 2 litros/minuto para enriquecer o ar inspirado e tentar garantir adequado nível oximétrico (> 90%), que era monitorado por oxímetro digital. À equipe de anestesia coube a função de monitorar os parâmetros vitais do paciente e de administrar drogas sedativas e betabloqueador. Uma ampola de 10ml de Bromoprida endovenosa associada a 10 ml de glicose a 25% era usada no pré-operatório com o intuito de neutralizar o efeito emetogênico da meperidina, e evitar crises de hipoglicemia na cirurgia. GRUPO II - ANESTESIA GERAL (A.G.): Os pacientes foram submetidos à anestesia geral com intubação orotraqueal pelos anestesistas, segundo a rotina do serviço de anestesia da Santa Casa de Misericórdia de Marília. Usou-se os seguintes constituintes: ar, oxigênio, óxido nitroso, etomidato, eflurano, fentanil, pancuron, droperidol, prostigmine e atropina. Análise Estatística A análise estatística usada foi o teste t de Student para grupos independentes, a homogeneidade das variâncias foi testada por meio do teste F e pelo método de Smith. O estudo da associação se fez por meio do teste exato de Fisher. Adotou-se para todos os testes o nível de significância de 5% de probabilidade para a rejeição da hipótese de nulidade.

RESULTADOS

Ao se comparar os grupos segundo as variáveis: idade, peso corporal e altura, o resultado não foi significante. Pela Tabela 1, observa-se que a permanência hospitalar e o custo da diária não foram estatisticamente significantes, porém encontrou-se significância ao se comparar os custos das drogas e do tratamento, tendo sido maior para a AG.

O tempo cirúrgico médio foi estatisticamente significante, pois houve uma demora de 14,1 minutos para se operar um paciente com BPCS (125,5 min) do que com AG (111,4 min). O tempo anestésico médio com BPCS (488,6 min) foi também significantemente maior do que quando se usou AG (154,1 min). Não houve diferença estatisticamente significante quanto ao número de dias em que se manteve o dreno (ag3,2:bpcs3,1 dia), a perda de sangue (ag41,9:bpcs 47,6 g), bem como quanto ao tamanho da peça extirpada (ag52,1:bpcs93,69 cm3). Ao analisar os dados hemodinâmicos, distribuídos na Tabela 2, pode-se notar que não houve significância estatística nos parâmetros pressórico médio e freqüência cardíaca médio.

Não houve diferença estatisticamente significante quanto à presença de complicações entre os diferentes grupos, pois se observou 49 complicações no grupo submetido à AG e 57 nos com BPCS. As complicações que se mostraram estatisticamente significantes foram: a bradicardia, mais freqüente nos pacientes submetidos ao BPCS e o trauma laringotraqueal na AG (Tabela 3).

Não houve diferenças entre as proporções de indivíduos satisfeitos nos grupos operados com AG e BPCS. A média do grau de satisfação (valores de 1- 4) foi: 3,8 para AG e 3,9 para BPCS. As proporções de indivíduos que fariam novamente a cirurgia utilizando a mesma técnica anestésica também não diferem estatisticamente nos grupos operados com AG e BPCS. O número de indivíduos que ingeriram dipirona no pósoperatório imediato foi similar nos grupos Bloqueio e Geral (16 em cada grupo).

DISCUSSÃO
A população analisada era constituída por 42 indivíduos de ambos os sexos, sendo 38 do feminino, numa proporção de 9,5 mulheres:1 homem. A idade dos pacientes da amostra variou entre 16 a 72 anos de idade, com média de 47,5 anos. Esses pacientes foram submetidos a hemitireoidectomia por patologias as mais diversas, igualmente distribuídas pelos dois grupos.

O custo da diária hospitalar ficou atrelado ao número de horas de permanência intra-hospitalar e estas foram semelhantes para ambos os grupos (ag17,3:bpcs15,1 hs). Assim, o valor médio da diária do grupo submetido à AG de R$ 59,40 não foi estatisticamente diferente dos R$ 52,70 do grupo submetido a BPCS. Alguns cuidados, tais como fazer avaliação clínica externa, admissão do paciente no mesmo dia da cirurgia e possuir protocolos muito bem estabelecidos para o período pósoperatório são medidas que, seguramente, levam a diminuir os custos por reduzir o tempo de internação. Outros autores, como Prasad e Shanmugam4, também concordam que a diminuição no período de internação reduz os custos, porém, eles acreditam que este período esteja atrelado à técnica anestésica empregada, alegando que o paciente operado através de BPCS se alimenta e deambula mais precocemente que o paciente submetido ao mesmo procedimento com anestesia geral, o que não foi verificado com nossos pacientes. Ao se comparar o custo das drogas utilizadas, verifica-se que houve significância estatística, pois, na média, o custo do tratamento ficou maior (4,1 vezes) quando se empregou AG (R$ 143,90) do que quando se empregou BPCS (R$ 34,70). Assim, o custo total do tratamento foi R$ 203,20 para AG e R$ 87,40 para BPCS, havendo diferença estatisticamente significante. Ao compararmos o tempo cirúrgico para se realizar as hemitireoidectomias com AG (111,4 minutos) e com BPCS (125,5 minutos), obtivemos diferença estatisticamente significante. Concordamos com Chaikof et al.5 que dizem ser a técnica e a habilidade, somado ao conhecimento da anatomia os fatores a interferir no tempo operatório. Esses autores vão além, e dizem que o sucesso se obtém quando prática e sistemática se somam aos quesitos anteriormente citados. A cirurgia mais rapidamente executada foi no grupo de pacientes submetidos à AG com o tempo de 85 minutos, e a mais demorada foi com BPCS, demorando 175 minutos. O tempo de permanência em sala cirúrgica foi a mesma para os dois grupos, pois enquanto o tempo cirúrgico foi maior com BPCS, o tempo de reversão anestésica o foi para AG. Não se mostrou significante o tempo de internação, pois se com AG esse tempo foi de 17,3 horas, com BPCS foi de 15,1 horas e também quanto ao tamanho da peça cirúrgica. A esse respeito, deve-se lembrar que a maior foi retirada com BPCS, e ela mediu 348 cm3. O término do efeito anestésico é difícil de ser determinado para o BPCS, como também para a AG, uma vez que a recuperação da sensibilidade da pele da região cervical é muito lenta, por isso, optamos por detectar o momento em que a sensibilidade começa a retornar. Para a AG consideramos o momento da extubação, porém, isto não significa que o paciente não continue sob efeito da anestesia. A respeito da posição defendida por Dieudonne et al.6, Aunac et al.7 e Lubenow et al.8 de que o fato de se praticar anestesia no segmento cervical leva à menor necessidade de dipirona no pósoperatório imediato, implicando em menor estresse pósoperatório. Portanto, qualidade superior do BPCS sobre AG não

pode ser confirmada neste estudo, pois o mesmo número de indivíduos nos dois grupos solicitou analgésico. A resultado semelhante chegou Herbland et al.9 ao realizar BPCS com ropivacaína a 0,75%, antes ou após tireoidectomias totais em pacientes submetidos à anestesia geral, ao verificar que o bloqueio não diminuiu a necessidade de analgésico no pósoperatório. Neste estudo, observamos que o valor médio da pressão arterial sistólica máxima no intra-operatório foi semelhante para os grupos estudados e ela se situou próximo ao limite superior da normalidade. (140mmHg). Individualmente observamos 10 pacientes do grupo AG e 13 do BPCS que apresentaram pico hipertensivo maior que 140mmHg. Destes, 2 do grupo AG e 3 do grupo BPCS apresentaram pico hipertensivo maior ou igual a 180mmHg, sendo que o que apresentou o maior pico, entre os dois grupos, estava sendo submetido a BPCS, e a pressão chegou a 250mmHg. O pico hipertensivo de 180mmHg, observado em 2 pacientes (pertencentes ao grupo de hipertensos controlados) submetidos a AG ocorreu no momento que precedia a cirurgia, porém evoluíram com níveis pressóricos dentro da normalidade, durante todo ato. Esse pico hipertensivo deve ter ocorrido devido à liberação de substâncias adrenégicas, em decorrência do estresse que antecede a cirurgia, pois os mesmos estavam normotensos no momento da internação. Este fato é conhecido, pois pacientes hipertensos quando submetidos a estímulos nocivos apresentam hiperatividade simpática. Dos 3 pacientes do grupo do BPCS que apresentaram pico maior ou igual a 180mmHg, dois necessitaram de beta bloqueador (metoprolol) e sedativo (diazepam) para o controle da pressão arterial, porém, o terceiro foi controlado somente com aumento no nível de sedação (diazepam). Aquele com maior pico hipertensivo (250mmHg), manteve-se hipertenso durante toda a cirurgia (>140 e <180mmHg), apesar da grande quantidade de sedativo (diazepam) e beta-bloqueador (metoprolol) utilizado. Não foram constatadas complicações cardiovasculares nestes pacientes. Portanto, sobre este aspecto não notamos diferenças ao se utilizar os dois tipos de anestesias, embora Galbeman et al.3 referem que o nível pressórico intra-operatório quando se emprega o BPCS é maior do que quando se emprega AG. As médias das pressões diastólicas máximas para ambas as técnicas, foram semelhantes, pois no grupo submetido à AG esta foi de 85,2mmHg, e no grupo do BPCS foi de 88,8mmHg, valores dentro da normalidade. Individualmente, 22 pacientes, dos quais 11 do grupo AG, apresentaram picos hipertensivos diastólicos maior que 90mmHg, porém sem exceder 110mmHg. Se formos considerar os dados obtidos desta amostra, podemos afirmar que tanto os pacientes do grupo submetido à BPCS quanto do AG apresentaram riscos cardíacos semelhantes. Ao se comparar os grupos, quanto à média da pressão sistólica mínima, segundo o teste t, tivemos resultado não significante (p>0,05), permitindo nos juntar a Mangano10 e afirmar que tanto o grupo submetido à AG quanto à BPCS, tem a mesma chance de apresentar picos hipotensivos sistólicos. Esses picos hipotensivos ocorreram em 3 pacientes do grupo submetido à

AG, e 1 do BPCS. Todos 4 tiveram um pico de 80mmHg sem causa aparente e, evoluíram sem complicações. De acordo com nosso estudo, tanto os pacientes submetidos à AG quanto àqueles submetidos à BPCS apresentaram a mesma média de variação pressórica no intra-operatório (Difps = diferença de pressão sistólica), ou seja, apresentaram risco de morbidade cardíaca perioperatória semelhantes, por isso, não podemos dizer que o BPCS seja mais seguro que a AG. A freqüência cardíaca de entrada na sala de cirurgia, freqüências cardíaca mínima e máxima foram estatisticamente semelhantes para ambos os grupos. Na média a freqüência cardíaca máxima não excedeu a 100bpm, sendo 91,3bpm para o grupo submetido à AG e 97,4bpm para o submetido a BPCS. Não tivemos complicações em ambos os grupos que pudessem ser atribuídas à taquicardia. Segundo Mangano10 e Braz11, manter freqüência cardíaca adequada diminui o consumo de oxigênio pelo miocárdio, diminuindo com isso o risco de infarto. Em nosso estudo, usamos como estratégia o emprego de beta-bloqueador no intra-operatório para controle da taquicardia, com sucesso. Não consideramos a taquicardia como complicação, pois a sua presença não esteve relacionada com a injeção de anestésico intravascular por dois motivos: não foram coincidentes com o momento da injeção do anestésico e porque seguimos o princípio técnico de aspirar antes de injetar o anestésico, para termos certeza de que a agulha não estava no espaço intravascular, orientação técnica defendida por Harris e Benveniste12 e Rodrigues Jr. et al.13. Um dos cuidados tomados, neste estudo, para evitar a toxicidade foi o emprego de anestésico com vasoconstritor. Essa associação minimiza a chance de toxicidade por diminuir os níveis plasmáticos dos mesmos. Os pacientes apresentaram, na média, volumes de sangramentos intra-operatório semelhantes, pois o sangramento no grupo da AG variou de 5 a 167 gramas, com média de 41,9 gramas e no grupo do BPCS, variou de 5 a 146 gramas, sendo de 46,7 gramas, a média. O mesmo ocorreu com o volume de sangramento pelo dreno, pois os pacientes permaneceram 3,2 dias com dreno ao se submeterem à AG e 3,1 com BPCS. Acreditamos que a técnica cirúrgica, tipo de instrumental, tipo e volume da tumoração, presença de patologias sistêmicas e o conhecimento da anatomia cervical explicam o maior ou menor sangramento, e ele independe da técnica anestésica utilizada. Ao se realizar laringobroncoscopia no primeiro dia do pósoperatório, nos pacientes submetidos à AG, observamos lesões traumáticas em 11 dos 21 deste grupo (51%). Apesar de discretas, estas podem ser o início de lesões mais graves, como estenose do órgão. Um dos motivos para haver a conversão anestésica ocorre quando o paciente não consegue manter a oxigenação adequada

do sangue, implicando na qualidade e efetividade do método anestésico. Somente 1 paciente do grupo submetido a BPCS apresentou oximetria abaixo de 90%, ou seja 87%. Este episódio durou aproximadamente 10 minutos e se reverteu ao aumentar a oferta de oxigênio, retornando então à cirurgia. Acreditamos que a sedação seja outro fator que interfira no nível de oximetria e portanto, concordamos com Prasad e Shanmugam4 ao afirmarem que uma anestesia compreensivelmente administrada, envolvendo também a sedação, é uma mistura de arte e ciência, nas quais a proporção de cada uma é difícil de ser calculada e é dependente do envolvimento individual. Acrescenta-se ainda a susceptibilidade de cada paciente, pois pacientes com características semelhantes responderam diferentemente às mesmas doses do mesmo sedativo. Portanto, pensamos não haver uma fórmula que possa manter todos os pacientes no mesmo plano de sedação. Quanto ao grau de satisfação expressado pelos pacientes, pudemos verificar que não houve diferenças estatisticamente significante entre os dois grupos. A grande maioria dos pacientes (18 de cada grupo) se sentiu extremamente satisfeito, atribuindo nota máxima. Somente 1 do AG atribuiu nota 2 e o motivo alegado foi ter sentido muita dor. Somos concordantes com a posição assumida por Chaikof et al.5, Lo Gerfo14 e Prasad e Shanmugam4 ao afirmarem que para se proceder a BPC, o conhecimento anatômico aliado à capacidade técnica proporcionará uma cirurgia isenta de dor, e portanto, com boa impressão ao paciente. A grande maioria, 20 dos 21 pacientes da AG, e 19 dos 21 da BPCS, aceitaria se submeter novamente à hemitireoidectomia usando a mesma forma de anestesia. Para o único paciente do grupo submetido à AG que se negou a realizá-la novamente o fez porque alegou ter sentido muita dor no pós-operatório imediato, além de sensação desagradável durante a indução anestésica. Ambos os pacientes do grupo submetido à BPCS, e que se recusaram à reintervenção, alegaram serem muito tensos e por isso acreditavam que a anestesia geral lhes proporcionariam maior relaxamento e amnésia completa (citado também por Prasad e Shanmugam4). Diante dos resultados desse estudo, concordamos com Prasad e Shanmugam4 e Telford, Stoneham e Pandit15 ao defenderem o uso do BPCS, por considerá-lo capaz de gerar anestesia com menor custo, produzir poucas complicações e quando presentes, de baixo risco, e propiciar satisfação ao paciente. Concordamos também com Chaikof et al.5 de que a técnica anestésica associada à cirúrgica seja imprescindível para que se consiga intervenções maiores. É possível que até mesmo grandes cirurgias (laringectomias, esvaziamentos cervicais) possam ser realizadas com anestesia por BPCS, desde que se acrescentem os conceitos de Prasad e Shanmugam4, quando afirmam que o conhecimento anatômico detalhado do pescoço torna a anestesia mais efetiva, levando a um relaxamento muscular adequado e que, associado à sedação e à delicadeza em manipular os instrumentais cirúrgicos e os tecidos orgânicos,

possibilita cirurgia em espaços profundos. Para que tal fato ocorra, Chaikof et al.5 dizem ser necessário que se associem prática e sistemática. Acreditamos, no entanto, que outros estudos devam ocorrer com amostra de maior tamanho e em diferentes localizações geográficas, onde os aspectos sócioculturais são diferentes.

CONCLUSÃO
Os resultados permitiram chegar às seguintes conclusões: - o tempo cirúrgico foi maior com BPCS; - o tempo para reversão em sala cirúrgica foi maior com AG; - tempo anestésico foi maior com BPCS e não implicou em redução no uso de analgésico no pós-operatório imediato; - houve trauma laringotraqueal em 51% dos AG e bradicardia em 23,8% do BPC; - houve menor custo do tratamento com BPCS.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Tel/Fax: (0xx16) 3602-2353 E-mail: rcmmamed@fmrp.usp.br Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gestão de Publicações) da RBORL em 13 de setembro de 2006. cod. 3393. Artigo aceito em 16 de outubro de 2007.

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Endocrinologia/Glândulas
Câncer de Tireóide-tipos
26/03/2005

A cada ano surgem cerca de 11.000 novos casos de câncer da tireóide nos Estados Unidos. O sexo feminino é mais freqüentemente atingido, na taxa de 3 mulheres para 1 homem. O câncer da tireóide pode ocorrer em qualquer faixa etária, porém, é mais freqüente abaixo dos 25 e acima dos 65 anos de idade. A maioria dos pacientes que apresentam nódulos na tireóide não apresentam sintomas. É importante ressaltar que cerca de 10% da população tem nódulos tireoidianos, e que a grande maioria são benignos. Somente cerca de 5 a 10% dos nódulos da tireóide são malignos. Nas fases iniciais, geralmente não surge sintomas como rouquidão, dor no pescoço, aumento dos linfonodos cervicais, dificuldade para engolir ou respirar. Os nódulos que aparecem como hipofuncionantes na cintigrafia da tireóide tem mais chances de serem malignos, apesar de que a grandiosa maioria destes são BENIGNOS.

Tipos de Câncer da Tireóide
São 4 os tipos mais freqüentes de tumores malignos da tireóide.
• • • •

Papilífero e papilífero/folicular ~ 75% Folicular e de células de Hurthle ~ 15% Medular ~ 7% Anaplásico ou indiferenciado~ 3%

Prognóstico
A grande maioria dos tumores malignos da tireóide são de baixa malignidade, portanto, curáveis.Nos pacientes jovens que tenham desenvolvido tanto adenocarcinoma papilífero quanto folicular, quando adequadamente tratados, tem cura em cerca 95% das vezes. O tratamento cirúrgico é um pouco controverso quanto a sua extensão devendo diversos fatores serem considerados. Em regra geral é realizado tireoidectomia total para evitar recidivas e facilitar o acompanhamento pós operatórios. Muitos serviços preferem, em especial nos carcinomas papilíferos, a retirada do lobo comprometido, istmo e grande parte do lobo contra-lateral. Com isso diminuiria o índice das complicações operatórias. Carcinoma Medular da tireóide é significativamente menos comum, porem, com muito pior prognóstico.Precocemente desenvolve metástases para linfonodos cervicais e requer cirurgia mais agressiva que os citados anteriormente. O tratamento cirúrgico preconizado consiste em tireoidectomia total com esvaziamento ganglionar bilateral e anterior. Carcinoma Anaplásico ou indiferenciado, é o mais agressivo das linhagens tumorais malignas da tireóide. Seu prognóstico é sombrio, pois

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Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007
Cirurgia de tireóide
Hoje tivemos no Hospital de Base de Rio Preto a primeira cirurgia de nódulo de tireóide com anestesia por acupuntura feita por uma equipe totalmente brasileira. Em 2001 o Dr. João Armando Padovani já havia realizado uma, porém anestesiada pelo Dr. Amado Rivas Aguillera de Cuba.

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