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1.

SBCCP - Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço


Na cirurgia de tireóide é necessário um jejum de pelo menos 8 horas. Cirurgia.
Tipo de anestesia. A anestesia geral é a utilizada pela grande maioria dos ...
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Doenças da tireóide

Autor: Dr. Renato de Castro Capuzzo

Conceitos

1) O que é a tireóide e onde se localiza no corpo humano?


A glândula tireóide é um órgão do sistema endócrino do corpo
humano. Ela se localiza na porção central e inferior do pescoço, logo
abaixo do “Pomo de Adão”, que é uma cartilagem da laringe. Toda vez
que ocorre o movimento de deglutição, ela se movimenta para cima e
para baixo junto com a laringe. Veja auto-exame de tireóide

2) Para que serve a glândula tireóide?


A tireóide é produtora dos hormônios tireoidianos (T3 e T4), que são
responsáveis pelo controle de diversas partes do metabolismo dos
órgãos do corpo humano. Sua atividade (produção e liberação dos
hormônios) é controlada pela hipófise, através de uma substância
chamada TSH (hormônio estimulante da tireóide).

3) Quais as doenças que podem acometer a glândula tireóide?


A tireóide pode sofrer de doenças que acometam sua forma
(aumento difuso ou nodular), sua função (hipertiroidismo ou
hipotireidismo), ou ambas.
Os nódulos de tireóide podem ser únicos ou múltiplos, benignos
ou malignos, produtores de hormônio ou não. A grande maioria dos
nódulos tireoidianos são benignos e não produzem hormônios. Para
informações sobre nódulos malignos veja câncer de tireóide.
Geralmente a presença dos nódulos não interfere na produção global
de hormônios pela glândula, mas alguns nódulos podem produzir
hormônios em excesso, independente do controle da hipófise. Devido
à presença dos nódulos a glândula pode adquirir grandes dimensões,
causando sintomas compressivos cervicais (falta de ar ou dificuldade
para engolir). Porém, nem todas as tireóides aumentadas têm
nódulos, uma vez que a glândula pode estar difusamente aumentada
(em geral devido à deficiência de Iodo ou a doenças auto-imunes).
Para informações sobre alterações na função da glândula, ver
hipotireoidismo e hipertireoidismo.

4) O que é bócio? Qual a sua freqüência na população?


Bócio é definido como um aumento da glândula tireóide. Este
aumento pode ser devido à nódulos, doenças inflamatórias (tireoidites)
ou aumento difusos da glândula.
A freqüência de bócio multinodular chega a 30% da população
mundial. Em 1990, mais de 650 milhões de pessoas no planeta eram
afetadas por bócio, principalmente devido à carência de Iodo em
algumas regiões centrais da África e da China. No Brasil, em 1955,
20,7% das crianças em idade escolar apresentavam bócio endêmico.
Este número caiu para 14,1% em 1974 devido à medidas de
acréscimo de Iodo ao sal de cozinha.

5) Por que aparecem os nódulos na Tireóide?


As causas dos nódulos da tireóide tem sido amplamente estudadadas
e debatidas. Os fatores mais claramente relacionados com a formação
de nódulos são a carência de Iodo na dieta e o hipotireoidismo
(elevação do TSH). Há, sem dúvida, uma maior predisposição de se
desenvolver nódulos tireoidianos com o aumento da idade. Alguns
estudos mostram que o consumo de Iodo em excesso leva ao
aparecimento do bócio, assim como a gravidez aumenta as chances
de aparecimento de nódulos.
Todos os nódulos da tireóide devem ser avaliados para se
afastar a possiblidade de serem Câncer de Tireóide .

6) A glândula tireóide faz engordar ou emagrecer?


A crença de que quem tem doença de tireóide engorda ou
emagrece deve ser esclarecida. De maneira geral, portadores de
hipotireoidismo tendem a ganhar peso, e portadores de
hipertireoidismo tendem a perdê-lo, devido às alterações das taxas de
metabolismo corpóreo que essas doenças causam. Porém, há
diversos graus de alterações da produção de hormônios, que nem
sempre refletem no peso do indivíduo. Pacientes com hipotireoidismo
discreto podem não perder peso, e pacientes com hipertireoidismo
podem ter grande aumento do apetite, vindo até a ganhar peso. Além
disso, desde que não haja interferência na produção de hormônios, a
presença de nódulos não causa alterações de peso. E quando o
hipotireoidismo ou o hipertireoidismo estiverem tratados, o peso tende
a se estabilizar. Assim, indivíduos submetidos a tireoidectomias não
necessariamente irão ganhar peso, uma vez que terão controle
hormonal adequado com o acompanhamento médico.
Ainda assim, apesar de que a obesidade é uma doença muito
freqüente na população, e nem sempre está relacionada a problemas
de tireóide, indivíduos que têm grandes ganhos ou grandes perdas de
peso devem procurar atendimento médico especializado, não só para
investigação de doenças tireoidianas, como também para tratamento
desta condição mórbida.

7) As doenças da Tireóide afetam a voz?


Raramente. O hipotireoidismo é uma condição clínica que pode levar
em alguns casos a rouquidão e alterações no timbre da voz (voz mais
grossa).
O câncer de tireóide, principalmente nos estágios iniciais, dificilmente
leva a rouquidão. Somente casos avançados costumam levar a
alterações na função das cordas vocais.

8) As doenças da tireóide causam dor no pescoço?


A grande maioria das doenças tireoidianas não causam dor, mas
algumas condições podem causar. A tireoidite subaguda (chamada de
DeQuervain) é uma doença relativamente incomum que pode, em
seus estágios iniciais, causar dor cervical na região da tireóide, e a
tireoidite aguda (infecção bacteriana da tireóide, doença raríssima)
também causa dor. Nódulos que apresentem rápido crescimento (em
geral devido a sangramento intranodular) podem apresentar dor
localizada.
O câncer de tireóide não costuma causar dor, apenas em
estádios mais avançados.
A tireoidite de Hashimoto, que é a doença tireoidiana mais
comum e causa hipotireoidismo, não causa dor, pois, apesar de ser
um processo inflamatório da glândula, é extremamente lento e crônico.
De qualquer forma, as dores oriundas da glândula tireóide
costumam ser localizadas na região da glândula, e são muito menos
freqüentes do que outras doenças que causam dor no pescoço (como
doenças de coluna ou aumento inflamatório de linfonodos cervicais).

8) Quais são os exames para avaliar os problemas da tireóide?


Os exames que freqüentemente são pedidos para avaliar os distúrbios
da glândula tireóide são:

Dosagem de hormônios tireoidianos e TSH: Normalmente são


solicitados o TSH e o T4 livre, que serão os hormônios que mais
influenciarão nas decisões clínicas. Eles avaliam a função da glândula
tireóide sendo que o TSH elevado indica hipotireoidismo e o TSH
diminuído indica hipertireoidismo. Em algumas situações são
solicitados o T4 total, T3 total e o T3 livre.
Dosagem de anticorpos tireoidianos: São solicitados para avaliar a
presença de algumas doenças autoimunes da tireóide como a
tireoidite de Hashimoto, a tireoidite subaguda e a Doença de Graves
(hipertireoidismo). São eles o anticorpo anti peroxidase (Ac TPO),
anticorpo anti-tireoglobulina (AC TG) e Anticorpo anti receptor de TSH
(TRAB).
Ultrasson de tireóide: É extremamente importante para avaliar a
presença de nódulos tireoidianos, principalmente os não palpáveis.
Informações como tamanho, localização dentro da glândula e
características dos nódulos norteiam a decisões cirúrgicas assim
como servem para o acompanhamento clínico dos mesmos. O
Doppler associado ao ultrasson fornece informações sobre a
vascularização dos nódulos , que podem aumentar as suspeitas de
malignidade.
Biópsia por punção aspirativa com agulha fina (PAAF): Exame
fundamental para se tomar a decisão de se realizar a cirurgia de
tireóide, pois é o mais sensível para detectar malignidade. O exame
consiste em colher células dos nódulos tieoidianos através de uma
punção com agulha orientada ou não por ultra-sonografia.
Basicamente, os resultados podem ser benignos (bócio colóide, bócio
adenomatoso, tireoidite crônica linfocitária, cisto colóide), malignos
(carcinoma papilífero, carcinoma medular ou anaplásico) ou suspeitos
(padrão folicular, padrão folicular com células oncocíticas ou Hürthle,
padrão papilífero). Tanto os resultados malignos como os resultados
suspeitos normalmente são indicativos de cirurgia por suspeita de ser
um câncer de tireóide. Em muitas situações, somente a ressecção e
posterior análise anátomo-patológica do nódulo é que vai determinar
se o nódulo é de fato maligno ou não.
Cintilografia de tireóide: É um exame menos solicitado hoje em dia.
Ele avalia aspectos funcionais da glândula e costuma classificar os
nódulos em quente, frios ou mornos. Antigamente os nódulos frios
eram tidos como suspeitos de câncer. Esta classificação é pouco útil
atualmente para avaliar malignidade já que a punção por agulha fina é
um exame muito mais sensível e especifico.
Raio X cervical: este exame serve para avaliar se a tireóide esta
causando compressão e desvio das estruturas cervicais como a
traquéia. Tireóides de tamanho aumentado podem comprimir a
traquéia ou ter crescimentopara o tórax (bócios mergulhantes).
Tomografia Computadorizada e Ressonância Nuclear Magnética: Não
são solicitados de rotina. São úteis em bócios volumosos e
mergulhantes, e para avaliar possíveis invasões de estruturas
adjacentes em casos de câncer de tireóide avançados. Neste último, é
preferido a ressonância nuclear a tomografia pelo fato da primeira não
utilizar contraste iodado, o que pode retardar o tratamento com Iodo
radiaotivo pós-operatório de cirurgia de câncer de tireoide.

9) Por que se faz a cirurgia da tireóide?


As principais razões para se realizar a tireoidectomia são: Suspeita de
malignidade: Apesar de não ser freqüente, o nódulo de tireóide pode
ser um câncer de tireóide. Quando o médico suspeita de malignidade
pela palpação dos nódulos tireóidianos ou pelo exame de punção
aspirativa por agulha fina (PAAF), somente a cirurgia pode dar a
certeza se o nódulo é maligno ou não. Compressão cervical , desvio
de traquéia ou bócios mergulhantes: Tireóide muito aumentada ou
com nódulos que levam a sintomas de compressão de estruturas
cervicais, causando dificuldades para engolir e respirar são também
motivos que levam a cirurgia. Tireóides que cresceram em direção ao
tórax, ou bócios mergulhantes, também devem ser operadas.
Hipertireoidismo refratário a tratamento clínico: Indica-se
tireoidectomia quando o paciente não tolera o tratamento com
remédios ou este não está sendo suficientemente eficaz para controlar
o hipertireoidismo, principalmente quando a tireóide for muito
aumentada ou com nódulos. Estético: Embora não seja uma indicação
comum, nódulos que levam a um desconforto estético podem justificar
uma cirurgia de tireóide. 10) Posso viver sem a glândula tireóide após
sua retirada cirúrgica?
Sim. Os hormônios produzidos pela glândula podem ser substituídos
pelos análogos sintéticos presentes em alguns medicamentos. Todo
hormônio que era produzido pela glândula, deverá ser tomado através
de comprimidos, sem que haja qualquer prejuízo para a saúde do
indivíduo.

Hipotireoidismo

1) O que é hipotireoidismo?
O hipotireoidismo é a situação em que há uma quantidade insuficiente
de hormônios tireoidianos circulantes no organismo. Isto leva a
alteração no metabolismo dos diversos órgãos do corpo levando a
sintomas clínicos e alterações laboratoriais.

2) Quais os sintomas do hipotireoidismo?


O hipotireoidismo pode causar sintomas em diversos órgãos do corpo
humano iniciando com sintomas gerais como cansaço, ganho de peso,
depressão, intolerância ao frio e dificuldade de concentração. Os
pacientes apresentam diminuição na freqüência dos batimentos
cardíacos, pele seca, depressão, unhas e cabelos quebradiços e
dores articulares. Ocorre também obstipação intestinal (prisão de
ventre), fadiga muscular, alterações menstruais e inchaço nas pernas
e no rosto e elevação dos níveis de colesterol.
Lembre-se, os sintomas do hipotireoidismo não são específicos da
doença e podem se apresentar por outros motivos. Cabe ao medico
avaliar cada um de seus sintomas e interpretar se são decorrentes da
falta do hormônio ou não.

3) Quais as causas de hipotireoidismo?


A causa mais comum de hipotireoidismo é a Tireoidite Crônica de
Hashimoto, uma doença em que o organismo produz anticorpos
contra a própria glândula tireóide, levando a uma redução de sua
função e conseqüente diminuição da produção de hormônios.

Os tratamentos da glândula tireóide como a cirurgia de


tireoidectomia, o Iodo radioativo ou radioterapia cervical podem levar
ao hipotireoidismo.
O hipotireoidismo congênito pode ser decorrente da ausência de
glândula tireóide ao nascer ou por mau funcionamento da mesma.
O uso de alguns medicamentos assim como o excesso de
ingestão de Iodo na dieta pode levar ao hipotireoidismo, que são
causas potencialmente reversíveis.

4) Como se trata o hipotireoidismo?


O hipotireoidismo é tratado através da reposição do hormônio
tireoidiano, que é a levotiroxina. Progressivamente os sintomas irão
desaparecer com o uso contínuo do medicamento. Esta melhora é
lenta e gradual e mesmo com o desaparecimento dos sintomas, a
reposição hormonal não deve ser interrompida, senão o
hipotireoidismo retornará.
A reposição com a levotiroxina não atua na causa do
hipotireoidismo, já que é mais simples corrigir o efeito da falta de
produção hormonal do que estimular a glândula a produzi-los
novamente.

5) Como faço para saber se tenho hipotireoidismo?


O diagnóstico de hipotireoidismo é confirmado laboratorialmente
através da dosagem do TSH no sangue do paciente. A dosagem ultra-
sensível de TSH possibilita avaliar precocemente se a produção de
hormônios pela tireóide é insuficiente para o organismo. Valores acima
do limite superior da normalidade são considerados de
hipotireoidismo.

6) O hipotireoidismo é comum?
O hipotireoidismo é extremamente comum e estima-se que acometa
cerca de 5 milhões de brasileiros. Muitas pessoas não sabem que
apresentam a doença porque seus sintomas são confundidos com
cansaço, desânimo e sintomas de stress.
Uma pesquisa mostra que a incidência de hipotireoidismo entre as
mulheres brasileiras é a mais alta do mundo, chegando a 12,3%,
sendo que apenas um sexto sabe de sua doença O hipotireoidismo
pode ser encontrado em homens e mulheres. Sua incidência aumenta
com a idade, sendo sete vezes mais freqüentes nas mulheres,
principalmente após os 50 anos.

7) O tratamento do hipotireoidismo é para o resto da vida?


Como o hipotireoidismo é decorrente de uma situação quase
sempre irreversível da diminuição da produção de hormônios pela
tireóide, normalmente, a reposição hormonal é necessária por toda a
vida.

Hipertireoidismo

1) O que é hipertireoidismo?
É uma condição clínica causada pelo excesso de hormônios
tireoidianos circulantes, devido a um aumento da produção ou da
liberação destes.

2) Quais os sintomas do hipertireoidismo?


São: hiperatividade, alteração de humor (irritabilidade), sudorese
e intolerância ao calor, palpitações, fadiga, fraqueza, perda de peso e
aumento do apetite (ganho de peso é raro), aumento da freqüência
das evacuações, alterações da menstruação (em geral, interrupção).
O médico ainda pode notar sinais, como: taquicardia, arritmias
cardíacas, tremor fino, pele quente e úmida, alopécia, retração
palpebral, entre outros.
Especificamente para a doença de Graves, a causa mais comum
de hipertireoidismo, ainda há bócio difuso (aumento da glândula como
um todo), exoftalmopatia (“olhos saltados”) e alterações cutâneas.

3) Quais as causas de hipertireoidismo?


A principal causa de hipertireoidismo é a Doença de Graves,
uma patologia que acomete a tireóide, em que há produção de
anticorpos que atacam a glândula simulando o hormônio TSH, um
estimulador do funcionamento da tireóide. Esta é a causa de 3 em
cada 4 casos de hipertireoidismo.
Há também o bócio nodular tóxico, que apresenta nódulos
tireoidianos (único ou múltiplos) que produzem hormônios
independentemente do controle do organismo (nódulos quentes). Esta
doença geralmente acomete pacientes mais idosos, mas pode ocorrer
em todas as idades..

4) Qual a freqüência de aparecimento da Doença de Graves ?


Esta doenca é relativamente comum e acomete 2% das
mulheres e 0,2% dos homens. Ela geralmente ocorre em mulheres em
idade reprodutiva.

5) Quais os tratamentos para hipertireoidismo?


Os tratamentos disponíveis para a doença de Graves são:

Drogas antireoidianas: medicamentos como Propiltiuracil e Metimazol


são utilizados para o controle do hipertireoidismo, pois atuam na
glândula diminuindo a produção hormonal . Este é o tratamento inicial
e o objetiva que o paciente apresente remissão da doença com o
tratamento.
Terapia com Iodo radioativo: é administrada uma pequena dose de
Iodo radioativo que provoca uma reação de lesão celular tireoidiana
levando a diminuição do hipertireoidismo. É o método de escolha nos
Estados Unidos.
Cirurgia: é um método extremamente eficiente de resolução do
hipertireoidismo, porém é cada vez menos usado. Tem espaço nos
bócios muito volumosos, na doença de Graves com nódulos e na falha
dos tratamentos anteriores.

Nos bócios multinodulares tóxicos costuma-se indicar o tratamento


cirúrgico ou Iodo radioativo.

6) Por que tratar o hipertireoidismo é difícil e muitos pacientes


abandonam o tratamento?
O tratamento medicamentoso para o hipertireoidismo pode
necessitar a administração de muitos comprimidos por dia e por tempo
prolongado, pois os efeitos do hormônio tireoidiano são duradouros e
necessitam muitas vezes vários meses de tratamento para se obter o
controle da doença. Muitos pacientes abandonam o tratamento por
dificuldade de tolerar o uso de tantos medicamentos e seus efeitos
colaterais.

7) Qual a melhor opção de tratamento?


Diversos fatores vão nortear a decisão de seu médico sobre o
tipo de tratamento que melhor se adapta a cada paciente. O método
inicial de tratamento é o medicamentoso, e a terapia com iodo
radioativo é em geral a opção mais utilizada como tratamento
definitivo. Pacientes crianças, adolescentes, com bócios muito
volumosos ou com nódulos são mais tendentes ao tratamento
cirúrgico.

8) A cirurgia para o hipertireoidismo requer algum preparo?


Sim. A condição ideal para se realizar o tratamento cirúrgico do
hipertireoidismo e quando se obtém o controle dos níveis hormonais
com o uso de medicação antitireoidiana e beta-bloqueadores. Esta
situação pode requerer meses de preparo. Além disso, alguns
cirurgiões administram altas doses de Iodo(Lugol) previamente à
cirurgia com o intuito de facilitar o procedimento, pois a glândula torna-
se menos sangrante e mais fácil de manipular.

Câncer de Tireóide

1)Como o câncer de tireóide normalmente se apresenta?


A típica apresentação do câncer de tireóide é paciente feminino de 30
a 50 anos com um nódulo palpável cervical que representa um nódulo
tireoidiano ou um linfonodo cervical. A freqüência em mulheres é duas
vezes maior que nos homens. Quando o diagnóstico é feito, os
nódulos tireoidianos são habitualmente de 1 a 4 centímetros e
apresentam metástases linfonodais em um terço, mas raras vezes
metástases a distância são encontradas. É pouco freqüente o câncer
de tireóide estar causando rouquidão ao ser descoberto.

2) Quais são os tipos de câncer de tireóide? Quais são os mais


comuns?
Os principais tipos de câncer de tireóide serão listados e os
dois primeiros tipos são classificados como carcinomas bem
diferenciados de tireóide :
Carcinoma papilífero: o mais freqüente e normalmente de boa
evolução. Ocorre em 75 a 80% dos casos.
Carcinoma folicular: apresenta em geral boa evolução, ocorrendo de
10 a 15 % dos casos. Está incluído um subtipo que é o carcinoma de
células de Hürthle, com freqüência de 3%.
Carcinoma Medular: apresenta pior evolução e menor chance de cura.
Mais raro, ocorre em 3,5% dos casos.
Carcinoma Indiferenciado ou anaplásico: Quase sempre é fatal mas
felizmente muito raro, acometendo até 1,5%.

3) O câncer de tireóide é comum?


O câncer de tireóide não é um câncer comum, ele representa 1 a
2% de todos os cânceres. Todavia é o tipo de câncer endócrino mais
comum e é um dos poucos tipos de câncer que tem aumentado sua
incidência com o tempo. Em parte, este fenômeno é explicado pelo
aumento do diagnostico precoce através de exames de tireóide por
outros motivos.
Estima-se que 18 em cada 100.000 mulheres desenvolvem
câncer de tireóide no Brasil anualmente. A proporção de incidência
entre homens e mulheres é 1 : 3.

4) Como se trata o câncer de tireóide?


Basicamente o tratamento é cirúrgico e consiste em realizar a
tireoidectomia total. A cirurgia retira a glândula tireóide e resseca
gânglios linfáticos adjacentes acometidos pelo tumor, o que se chama
de esvaziamento cervical. No pós-operatório faz-se a supressão
hormonal, que consiste em repor o hormônio tireoidiano com uma
dose um pouco superior a necessária, com o intuito de diminuir a
produção pela hipófise do TSH, um hormônio que estimula o
crescimento do câncer de tireóide. O objetivo é deixar os níveis de
TSH em um valor inferior ao nível normal.

5) Quais as complicações da cirurgia de tireóide?


Veja Orientações para os pacientes que farão cirurgia de tireóide

6) A radioterapia e a quimioterapia são usadas para o câncer de


tireóide?
Raramente. O câncer de tireóide normalmente é pouco
responsivo a estes tratamentos, mas algumas vezes são indicados em
tumores avançados de tireóide.

7) Como é o tratamento com Iodo radioativo?


Quando o médico indica o tratamento com Iodo radioativo este
só acontece após a cirurgia de tireoidectomia total. É necessário que o
paciente esteja em hipotireoidismo e portanto só ocorrerá após cerca
de 30 dias que o paciente está sem reposição hormonal tireoidiana.
Há também uma rigorosa dieta a ser seguida e também é necessário
evitar contato com qualquer substância que contenha Iodo em sua
composição.
Para o tratamento é necessário internação hospitalar de 3 dias
em regime de isolamento porque apos a ingestão da dose de iodo
radioativo, são necessárias medidas para evitar a contaminação
ambiental e de pessoas próximas, pois a radiação é eliminada pela
pele, urina e fezes.
Felizmente este tratamento apresenta poucos efeitos colaterais e
em geral são bem tolerados. Sensações como alteração do paladar e
inflamação nas glândulas salivares podem ocorrer.

8) As chances de cura são boas?


Sim, cânceres de tireóide em estágios iniciais tem chance de
cura maiores que 90%. Diversos estudos revelam que pacientes
submetidos a tratamento de câncer bem diferenciado de tireóide tem
até 95% de chance de estar vivos após 20 anos. Os pacientes que
não apresentam boa evolução normalmente recorrem precocemente.
Pacientes com metástases cervicais não tem uma chance maior de
morrer pela doença.

9) Quais são os fatores que influenciam na evolução do câncer de


tireóide?
Os fatores que influenciam negativamente na evolução do
câncer bem diferenciado de tireóide são:
Pacientes com mais de 45 anos
Tumores maiores de 4 cm
Presença de metástases a distância
Presença de tumor que invade as estruturas adjacentes e não é
totalmente ressecado
Alguns tipos mais agressivos de tumor.

10) O câncer de tireóide normalmente volta? Ele pode ser fatal?


Até um terço dos cânceres bem diferenciados de tireóide recidivam e
retornam principalmente em gânglios (linfonodos) cervicais. Pode se
passar até 20 anos para o câncer de tireóide reaparecer, por isso é
necessário seu seguimento a longo prazo. Este seguimento envolve o
exame físico cervical e exames laboratoriais como tireoglobulina
(marcador tumoral), TSH, ultra-sonografia cervical, cintilografia de
corpo inteiro, Raio X e Ressonância Magnética.
O câncer de tireoide pode ser fatal e normalmente isto ocorre quando
os fatores da questão anterior ocorrem.
Estima-se nos EUA, cerca de 1490 pessoas morreram de câncer de
tireóide em 2005.

11) Vou ter vida normal após o tratamento do câncer de tireóide?


Sim. Conforme já dissemos, as chances de cura são ótimas. Só
será necessário a reposição hormonal sempre acompanhada pelo
médico Endocrinologista ou Cirurgião de Cabeça e Pescoço. Esta
reposição não traz limitações para as atividades cotidianas e
apresenta poucos efeitos colaterais.

12) Como posso saber se tenho câncer de tireóide?


Procure um médico Endocrinologista ou Cirurgião de Cabeça e
Pecoço que avaliarão sua tireóide pela palpação e exame de ultra-
sonografia para checar se você não apresenta nódulos tireoidianos.Se
estes forem encontrados, pode ser necessário realizar um exame de
punção aspirativa por agulha fina, que é a melhor forma de triar se um
nódulo é maligno ou não.

13) O câncer de tireóide é hereditário ? Qual a sua causa?


Aproximadamente 5 a 10% dos casos de câncer de tireóide tem
história semelhante na família. O carcinoma medular de tireóide pode
esta associado a uma síndrome genética com forte componente
hereditário familiar, chamado Neoplasias Endócrinas Múltiplas (NEM) .
A principal associação de câncer de tireóide esta em pacientes que
recebram radiação em suas glândulas tireóides. No desastre de
Chernobyl e após a bomba de Hiroshima, apresentaram anos depois,
uma incidência muito aumentada de câncer de tireóide nestes locais,
principalmente em crianças.

ORIENTAÇÕES AOS PACIENTES QUE FARÃO CIRURGIA DE


TIREÓIDE

Introdução

A cirurgia para a retirada de toda a glândula tireóide ou parte dela, é


denominada tireoidectomia. O tipo de cirurgia, ou seja, tireoidectomia
total ou parcial, irá depender de diversos fatores que o médico irá
discutir com seu paciente.
De uma forma geral, a cirurgia de tireóide evolui bem, com raras
complicações, mas alguns detalhes devem ser esclarecidos aos
pacientes.

Pré operatório

Riscos

Toda cirurgia envolve risco de complicações. Apesar da cirurgia de


tireóide ter índice um muito baixo de complicações, aqui serão
relatadas as mais importantes que o paciente deverá saber:

Alterações da Voz
Um a cada 10 pacientes que são operados da glândula tireóide
apresentam alguma alteração temporária na voz, enquanto que 1 em
cada 250 pode evoluir com alterações definitivas.Isto ocorre devido a
proximidade da glândula com os nervos responsáveis pelos
movimentos das cordas vocais.
Estas mudanças na voz podem ser rouquidão, dificuldade em alcançar
notas agudas ou cansaço ao falar que normalmente regridem em
algumas semanas, mas que podem perdurar por vários meses. A
recuperação vocal é melhorada com fonoterapia através da orientação
de uma fonoaudióloga.

Hematoma
É uma complicação temida pelos cirurgiões pois pode por em risco a
vida do paciente.
Apesar da grande preocupação do médico para que não haja
sangramento no pós operatório, pode ocorrer um acúmulo de sangue
no local operado(hematoma), podendo levar a dor e dificuldade de
respirar. Esta é uma condição que tem de ser avaliada imediatamente
pelo cirurgião, que pode decidir reoperar em caráter de urgência

Hipocalcemia

Junto a glândula tireóide, existem as glândulas paratireóides, que em


geral são em numero de 4. Elas são responsáveis pela produção de
um hormônio (PTH) que regula o nível de cálcio no sangue.
Após uma tireoidectomia, pode haver uma diminuição temporária ou
definitiva da função destas glândulas levando a queda dos níveis de
cálcio no sangue(hipocalcemia). Felizmente, é muito raro ocorrer uma
deficiência definitiva na função que é chamada de hipoparatireoidismo
definitivo e quase sempre estão associados com a tireoidectomia total.
O paciente pode apresentar como sintomas formigamentos nas mãos,
nos pés, ao redor dos lábios e nas orelhas que podem evoluir para
câimbras. O tratamento consiste em receber grandes doses de cálcio
e vitamina D. Raramente estes sintomas ocorrem em tireoidectomias
parciais.

Cicatriz

Todo corte sobre a pele produz cicatriz. Contudo, dificilmente as


cicatrizes de tireoidectomia produzem cicatrizes com mau resultado
estético, pelo contrário, são normalmente discretas.
O tamanho da incisão cirúrgica varia de 3 a 15 cm, dependendo do
tamanho da tireóide, aspectos anatômicos do paciente, tipo de cirurgia
e da experiência do cirurgião em realizar incisões pequenas.
As cicatrizes hipertróficas, popularmente chamadas de quelóides, são
cicatrizes mais grossas, endurecidas e avermelhadas. Fatores como
predisposição racial (japoneses), localização no corpo (tórax),
complicações na ferida cirúrgica (infecções) e aspectos técnicos
cirúrgicos estão implicados neste tipo de complicação.
A exposição solar deve ser evitada diretamente sobre a cicatriz por um
período de até 4 meses após a cirurgia. Isto pode ser conseguido com
o uso de de protetores solares (Mínimo FPS 30) e visam um melhor
resultado estético da cicatriz.

O que levar para o Hospital:


Artigos de higiene pessoal
Exames pré-operatórios vistos no consultório incluindo:
Ultrassom da tireóide
Laudo citológico da punção aspirativa por agulha fina
Avaliação cardiológica
Raio X de tórax
Exames de sangue

Não tomar AAS

Evitar tomar qualquer medicação que contenha ácido acetil salicílico


por 10 dias antes da cirurgia. Remédios como AAS, Aspirina, Buferin
ou Melhoral, por exemplo, não devem ser tomados. O uso destes
remédios aumenta muito o risco de sangramento durante a cirurgia e
no pós operatório.

Jejum

Na cirurgia de tireóide é necessário um jejum de pelo menos 8 horas.

Cirurgia

Tipo de anestesia

A anestesia geral é a utilizada pela grande maioria dos médicos.


Poucos serviços utilizam a anestesia local e não foi demonstrado
nenhum benefício em relação a anestesia geral, que é mais segura e
confortável para o paciente.

Tempo de Internação Hospitalar

É claro que diversos fatores como tipo de cirurgia, complicações


clínicas do paciente e evolução pós-operatória influenciam no tempo
de internação. Se não houver nenhum problema, a média de
internação é de 1 dia, ou seja, o paciente recebe alta no dia seguinte a
cirurgia.

Dreno

O local que foi operado produz uma secreção sanguinolenta que é


drenado por um mecanismo de aspiração à vácuo, o dreno. Este
dreno normalmente está localizado abaixo da incisão cirúrgica e
permanece até o momento que o paciente for de alta.
Quando o dreno é retirado, é normal que fique saindo um pouco de
secreção sanguinolenta pelo orifício do dreno, que vai diminuindo
progressivamente até o orifício fechar sozinho, o que dura por volta
de 2 dias. Enquanto isso um curativo com gaze e micropore deve
ocluir o local, e deve ser trocado quando fica sujo de sangue, no
mínimo 1 vez ao dia. A partir do momento que não há mais saída de
secreção, o local pode ficar descoberto.

Curativo

A incisão de tireoidectomia fica coberta por um curativo de micropore.


Este curativo é formado por vários pedaços dispostos em paralelo e
tem uma tripla função:
proteger a incisão de bactérias e sujeiras
servir como pontos falsos auxiliando no resultado estético da cicatriz
proteger do sol, que é um dos grandes inimigos de uma boa
cicatrização.

O paciente sai do hospital com este curativo, que só sera trocado no


retorno de cirurgia, em consultório , após 1 semana.
Durante este período, quando o paciente for tomar banho, pode
molhar o curativo, devendo secar com uma toalha ou secador de
cabelo após o banho.

Pós operatório

Náuseas e vômitos

Alguns pacientes que passam por uma anestesia geral, podem


sentir náuseas ou vômitos depois da cirurgia. Normalmente estes
sintomas ocorrem no dia da cirurgia e tendem a mehorar bastante no
dia seguinte, após uma noite de sono.
Medicações para náuseas e vômitos, ou anti-heméticos, são
prescritos de rotina para que o paciente não sinta estes desagradáveis
sintomas.

Dor
A tireoidectomia é uma cirurgia que apresenta um pós-operatório
pouco doloroso, porém é comum sentir uma sensação de garganta
inflamada por até uma semana após a cirurgia. A cada dia que passa
espera-se uma melhora gradual.

Tosse
Os pacientes freqüentemente apresentam tosse no período pós-
operatório devido a manipulação da traquéia e por inflamação das
cordas vocais pela intubação durante a anestesia geral. Este sintoma
tende a regredir espontaneamente e medidas como inalação e
xaropes podem aliviar os sintomas.

Retorno ao consultório

O retorno ao consultório para reavaliação pós-operatória ocorre


de 7 a 10 dias.

Pontos

Os pontos normalmente são retiradas 7 a 10 após a cirurgia.

Alimentação

Não há restrições alimentares específicas para a cirurgia de tireóide.


O paciente pode sentir um pouco de dor ao engolir no dia da
operação, recomendando-se uma dieta leve. No dia seguinte , este
incômodo é bem menor e normalmente está liberada uma dieta geral,
respeitando-se as restrições de antes da cirurgia, como dieta para
diabéticos e hipertensos.

Restrições

A principal restrição no pós operatório é quanto ao esforço físico.


Deve-se evitar atividades como carregar peso, ginástica, correr ou
atividades domésticas onde haja utilização de força. Este cuidado visa
diminuir o aparecimento de inchaço e possível sangramento no leito
cirúrgico. Isto não quer dizer que haja necessidade de repouso no
leito. É permitir andar, subir escadas, desde que com moderação.
O paciente pode movimentar o pescoço já nos primeiros dias depois
da cirurgia, mas deve evitar traumas na região.

Medicações
Antiinflamatórios: São normalmente prescritos por 3 a 7 dias no pós-
operatório. Evitam que o paciente sinta dor. Podem causar incômodos
como queimação no estômago.
Analgésicos: Apesar da cirurgia evoluir com pouca dor, estes
medicamentos complementam o controle da dor que os
antiinflamatórios propiciam.
Cálcio: Seu médico orientará o uso de cálcio, principalmente após
cirurgia de tireoidectomia total. Ele é prescrito para evitar ou tratar os
sintomas desagradáveis da hipocalcemia, como formigamentos e
câimbras. São utilizados quase sempre temporariamente, e serão
retirados conforme a função das glândulas paratireóides se
restabelecerem.

Reposição Hormonal: Não há pressa para se iniciar a reposição de


hormônios tireoidianos pois o nível de levotiroxina demora a cair da
circulação sanguínea. Estes hormônios poderão ser administrados
imediatamente ou alguns dias depois da cirurgia.

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1. IBCC
O tipo de cirurgia, ou seja, tireoidectomia total ou parcial, irá depender de ...
Contudo, dificilmente as cicatrizes de tireoidectomia produzem cicatrizes ...
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&topicName=Pré...1&site... - 7k
Hospital > Especialidades Médicas > Orientações Cirúrgicas > Pré-
operatório
Pré-operatório
Cirurgia de Cabeça e Pescoço

A cirurgia para a retirada de toda a glândula tireóide ou parte dela, é


denominada tireoidectomia. O tipo de cirurgia, ou seja, tireoidectomia total
ou parcial, irá depender de diversos fatores que o médico irá discutir com
seu paciente.

De forma geral, a cirurgia de tireóide evolui bem, com raras complicações,


mas alguns detalhes devem ser esclarecidos aos pacientes.

Riscos
Toda cirurgia envolve risco de complicações. Apesar de a cirurgia de tireóide
ter índice muito baixo de complicações, aqui serão relatadas as mais
importantes que o paciente deverá saber.

Alterações da voz
Um em cada 10 pacientes que são operados da glândula tireóide apresenta
alguma alteração temporária na voz, enquanto que um em cada 250 pode
evoluir com alterações definitivas. Isso ocorre por causa da proximidade da
glândula com os nervos responsáveis pelos movimentos das cordas vocais.

Tais mudanças na voz podem ser rouquidão, dificuldade em alcançar notas


agudas ou cansaço ao falar que normalmente regridem em algumas
semanas, mas que podem perdurar por vários meses. A recuperação vocal é
melhorada com fonoterapia por meio da orientação de uma fonoaudióloga.
Hematoma
É uma complicação temida pelos cirurgiões, pois pode por em risco a vida
do paciente. Apesar da grande preocupação do médico para que não haja
sangramento no pós-operatório, pode ocorrer um acúmulo de sangue no
local operado (hematoma), podendo levar à dor e à dificuldade de respirar.
Essa é uma condição que tem de ser avaliada imediatamente pelo cirurgião,
que poderá decidir se irá re-operar em caráter de urgência.

Hipocalcemia
Junto à glândula tireóide, existem as glândulas paratireóides, que em geral
são quatro. Elas são responsáveis pela produção de um hormônio (PTH) que
regula o nível de cálcio no sangue.

Após uma tireoidectomia, pode haver uma diminuição temporária ou


definitiva da função dessas glândulas levando à queda dos níveis de cálcio
no sangue (hipocalcemia). Felizmente, é muito raro ocorrer uma deficiência
permanente na função que é chamada de hipoparatireoidismo definitivo e
quase sempre estão associados com a tireoidectomia total.
O paciente pode apresentar sintomas como formigamentos nas mãos, nos
pés, ao redor dos lábios e nas orelhas que podem evoluir para câimbras. O
tratamento consiste em receber grandes doses de cálcio e vitamina D.
Raramente esses sintomas ocorrem em tireoidectomias parciais.

Cicatriz
Todo corte sobre a pele produz cicatriz. Contudo, dificilmente as cicatrizes
de tireoidectomia produzem cicatrizes com mau resultado estético; ao
contrário, são normalmente discretas.

O tamanho da incisão cirúrgica varia de 3 a 15 cm, dependendo do tamanho


da tireóide, aspectos anatômicos do paciente, tipo de cirurgia e da
experiência do cirurgião em realizar incisões pequenas.

As cicatrizes hipertróficas, popularmente chamadas de quelóides, são mais


grossas, endurecidas e avermelhadas. Fatores como predisposição racial
(japoneses), localização no corpo (tórax), complicações na ferida cirúrgica
(infecções) e aspectos técnicos cirúrgicos estão implicados nesse tipo de
complicação.

A exposição solar deve ser evitada diretamente sobre a cicatriz por um


período de até quatro meses após a cirurgia. Isso pode ser conseguido com
o uso de protetores solares (mínimo FPS 30) e visam a um melhor resultado
estético da cicatriz.

O que levar para o hospital:

Artigos de higiene pessoal;

exames pré-operatórios vistos no consultório incluindo:

ultra-som da tireóide;

laudo citológico da punção aspirativa por agulha fina;

avaliação cardiológica;
raios X de tórax;

exames de sangue.

Não tomar AAS


Evitar tomar qualquer medicação que contenha ácido acetilsalicílico por 10
dias antes da cirurgia. Remédios como AAS, Aspirina, Buferin ou Melhoral,
por exemplo, não devem ser tomados. O uso destes remédios aumenta
muito o risco de sangra

1. SBEM Reporter
Isso porque, ao fazer a tireoidectomia total, o cirurgião remove todos os focos
... A tireoidectomia total tem índices de recorrência e de mortalidade muito ...
www.endocrino.org.br/folhasbem/materia.php?id=3 - 13k
Edição nº 001 - Dezembro / 2002
Cirurgião indica tireoidectomia total

O cirurgião Lenine Garcia Brandão, do Hospital das Clínicas de São Paulo,


participou do debate sobre as dificuldades no tratamento do câncer da
tireóide, que aconteceu no terceiro dia do Congresso. Leia a entrevista que o
Dr. Lenine concedeu à Folha da SBEM Online:

Folha da SBEM - Pelo que o senhor colocou na palestra, para qualquer lesão,
seja pequena ou grande, a indicação é de tireoidectomia total. O senhor não
vê outra solução, mesmo nos pequenos nódulos?

Dr. Lenine - Existem grupos sérios e importantes que fazem tireoidectomia


parcial. Porém, a grande maioria dos grupos cirúrgicos fazem a
tireoidectomia total. Isso porque, ao fazer a tireoidectomia total, o cirurgião
remove todos os focos de multicentricidade tumoral; dá-se a chance para
que o paciente seja tratado com iodo radioativo; se ele por acaso tiver
alguma metástase, dá-se a chance para que seja feito esse diagnóstico mais
precoce. A tireoidectomia total tem índices de recorrência e de mortalidade
muito menor do que a parcial. E para quem tem experiência, o índice de
morbidade da cirurgia total é até menor do que o índice de morbidade da
tireoidectomia parcial.

Folha da SBEM - Temos visto alguns casos de hipoparatireoidismo


permanente. Quais os problemas ligados à cirurgia que o senhor vê nesses
casos?

Dr. Lenine - Tanto na tireoidectomia total quanto na parcial, feita por um


cirurgião bastante experiente, o índice de hipoparatireoidismo permanente
é baixo, por volta de um por cento. Agora deve estar ligado a questões de
técnica cirúrgica, de anatomia, ou de tamanho e extensão da cirurgia
propriamente dita. As paratireóides podem estar firmemente aderentes à
cápsula da tireóide, elas podem ser muito mobilizadas durante o ato
cirúrgico. Nós não vemos acontecer com um cirurgião experiente essa
história de retirar as paratireóides num ato cirúrgico.
Folha da SBEM - Qual a posição do cirurgião no momento atual com relação
a cirurgia? Está realmente fechada essa questão quanto à tireoidectomia
total?

Dr. Lenine - Essa questão não está fechada, pois existem grupos que sempre
fazem tireoidectomia parcial em lesões abaixo de dois centímetros. Mas há
muitos trabalhos na literatura médica mostrando lesões pequenas com alto
potencial de invasibilidade, inclusive com metástases à distância. Em nosso
grupo no Hospital das Clínicas sempre foi feita a tireoidectomia total e os
resultados são extremamente favoráveis. Então nós não abrimos mão desse
tipo de cirurgia, pelos resultados obtidos em benefício dos pacientes. E nós
pegamos pacientes que vêm de outros serviços, onde foram feitas cirurgias
parciais, com complicações importantes.

1. Remoção da glândula tireóide


Nomes alternativos:. tireoidectomia parcial, tireoidectomia, tireoidectomia
total ... A tireoidectomia pode ser recomendada para: ...
adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/002933.htm - 22k

Remoção da glândula tireóide


Informações gerais Recuperação Riscos Figuras

Nomes alternativos:
tireoidectomia parcial, tireoidectomia, tireoidectomia total

Definição:
É a cirurgia para a remoção total ou parcial da glândula tireóide.

Descrição:
É feita uma incisão na parte frontal do pescoço enquanto o paciente está
sob anestesia profunda e sem dor (anestesia geral). A glândula tireóide é
então removida. Até 90% da glândula pode ser removida embora essa
porcentagem possa variar de acordo com as condições.

Indicações:
A glândula tireóide é uma parte do sistema endócrino (hormonal) e
desempenha um papel importante na regulação do metabolismo corporal.
Algumas doenças afetam a glândula tireóide por meio da redução da
produção de seus hormônios (hipotireoidismo), ao passo que outras causam
uma superprodução desses hormônios (hipertireoidismo). As desordens da
tireóide são mais comuns em crianças maiores e adolescentes
(principalmente em garotas) do que em bebês. Na maioria das vezes são
situações em que é possível fazer o tratamento com medicamentos, mas
ocasionalmente pode haver a necessidade de cirurgia.

A tireoidectomia pode ser recomendada para:

aumento da função da tireóide (hipertireoidismo; tireotoxicose)


diminuição da função da tireóide (hipotireoidismo) com uma dilatação da
glândula (hipertrofia)
câncer de tireóide primário
dilatação da tireóide (bócio atóxico)
As informações contidas neste documentos não devem ser utilizadas para
fins de diagnóstico ou tratamento de quaisquer doenças ou problemas de
saúde. Para o diagnóstico e tratamento de todo e qualquer problema de
saúde deve-se consultar sempre um médico qualificado (veja Isenção de
responsabilidades ). Copyright 2000 adam.com, Inc. A reprodução ou
distribuição das informações aqui apresentadas está expressamente
proibida.

1. ]

COMPLICAÇÕES DE TIREOIDECTOMIAS
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Com relação aos tipos de tireoidectomia, a conduta ado-. tada na Disciplina
de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hos-. pital das Clínicas da Faculdade de
...
sbccp.netpoint.com.br/ojs/index.php/revistabrasccp/article/view/64/60 - Páginas
Semelhantes

COMPLICAÇÕES DE TIREOIDECTOMIAS
COMPLICATIONS OF THYROIDECTOMY
ALBERTO R. FERRAZ1
CLÁUDIO ROBERTO CERNEA2
VERGILIUS J. FURTADO DE ARAÚJO FILHO3
REGIS TURCANO4
Palavras-chave: Tireoidectomia, complicações
Key words: Thyroidectomy, complications
Submetido: 06/08/2003
Aprovado: 23/08/2003
Endereço para correspondência:
Alberto R. Ferraz
Av. Brig. Luis Antonio, 2367
Cj. 203 - 01401-000
Fone (11) 288-5788 - São Paulo - SP
1 - Professor Titular e Chefe da DCCP HC - FMUSP
2 - Livre Docente da DCCP HC - FMUSP
3 - Médico da DCCP HC - FMUSP
4 - Médico Preceptor da DCCP HC - FMUSP
RESUMO
Os autores reviram as principais complicações das tireoidectomias.
Foi dado ênfase à alterações da mobilidade das
cordas vocais e no hipoparatireoidismo.
ABSTRACT
The authours review the main complications of thy
roidectomy. Impairment of vocal cords mobility and hypoparathyroidism
were the most significant complications.
INTRODUÇÃO
Desde o século XIX após a descrição de Kocher para a
tireoidectomia notou-se uma queda considerável na morbidade
e principalmente na mortalidade observada no procedimento,
chegando a níveis considerados baixos. A partir de
então a literatura médica tem recebido contribuições de Serviços
de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, distribuídos por todos
os continentes, que atestam resultados relativamente semelhantes
quanto as complicações específicas do procedimento,
sobretudo com referência à lesão do nervo laríngeo
recorrente, hipoparatireoidismo e hipotireoidismo. Desta forma,
a experiência do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço
do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo ( HC – FMUSP), com uma
casuística de mais de 10000 tireoidectomias em 46 anos, foi
analisada e seus resultados foram semelhantes ao esperado,
como será apresentado.
O procedimento cirúrgico da tireóide envolve uma equipe
de cirurgiões habilitados ao procedimento, bem como
anestesista, centro cirúrgico e equipe de enfermagem, cada
qual capacitado para a realização da tireoidectomia, além da
identificação e tratamento de suas complicações. Assim sendo
tal procedimento é realizado por cervicotomia, seguida
de abertura por planos e identificação da tireóide, segue-se
então a identificação com preservação do nervo laríngeo recorrente
e das paratireóides ipsilaterais ao lobo a ser retirado,
ou bilateralmente em caso de tireoidectomia total. Neste tempo
faz-se a retirada do lobo tireoidiano e em continuidade o
istmo, através da ligadura e secção dos pedículos vasculares.
A próxima etapa é a revisão da hemostasia, acompanhada ou
não de drenagem da loja tireoidiana e fechamento por planos
até a sutura da pele.
As complicações as quais o paciente será exposto diviREVISTA
BRASILEIRA DE CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO - VOL. 32 / Nº 3 /
JUL./AGO./SET. 2003 32
dem-se em comuns a qualquer tratamento médico, como reações
medicamentosas por exemplo, e específicas a procedimento
cirúrgico (como hematoma, cicatriz hipertrófica,
seroma, infecção, choque etc), ou ainda relacionadas à
tireoidectomia(lesão do nervo laríngeo recorrente, hipoparatireoidismo
e hipotireoidismo), que será alvo deste estudo.
As principais lesões nervosas são do nervo laríngeo recorrente
e do ramo externo do nervo laríngeo superior. O
primeiro, ramo do nervo vago, recorre do mediastino pelo
sulco traqueo-esofágico em sentido cranial, estabelecendo
íntima relação com as glândulas paratireóides, a artéria
tireóidea inferior e com a face posterior do lobo tireoidiano
até a inserção junto ao ligamento de Berry na musculatura
cricotireoidea, onde inervará grande parte da musculatura
intrínseca do laringe. Algumas variações anatômicas, a relação
com as estruturas citadas e alterações patológicas de
qualquer destas estruturas ( como invasão carcinogênica de
tecidos e órgãos) poderá contribuir com a lesão propositada
ou acidental deste órgão, acarretando paresia ou paralisia da
prega vocal ipsilateral. Outra estrutura exposta ao procedimento
é o ramo externo do nervo laríngeo superior, que tem
relação com os vasos do pedículo superior do lobo tireoidiano
e inerva o músculo cricotireóideo, envolvido com a emissão
de sons agudos (principalmente em mulheres).
As glândulas paratireóides freqüentemente em número
de 4, mas podendo existir 3 a 9 glândulas na mesma pessoa,
possuem aproximadamente 6 milímetros de diâmetro e podem
localizar-se na superfície tireóidea, intra-tireoidea ou
em algum ponto entre os nervos laríngeos recorrentes. No
entanto, sua vascularização é precária e vulnerável à manipulação
cirúrgica, podendo evoluir com hipofunção do órgão
temporariamente, ou definitivamente(se persistir por
mais de 6 meses no pós operatório) caso haja retirada desta
glândula, ou ainda devida a simples manipulação cirúrgica
do órgão. Nestes casos, o hipoparatireoidismo causa a hipocalcemia,
que é a complicação mais freqüente da tireoidectomia.
Temos ainda a possibilidade de hipotireoidismo relacionado
à quantidade de parênquima restante e a sua capacidade
funcional, obviamente esperado em todos os casos de
tireoidectomia total.
Os prontuários dos pacientes submetidos a tireoidectomia
nos últimos seis anos, no Serviço de Cirurgia de Cabeça e
Pescoço do HC – FMUSP, foram analisados retrospectivamente
quanto aos seguintes aspectos: idade e sexo dos doentes,
diagnóstico clínico, indicação cirúrgica, tipo da
tireoidectomia, anatomopatologia e complicações. Nos últimos
seis anos, de 1997 a março de 2003, foram realizadas
816 tireoidectomias. Esta série foi composta por 664 mulheres
e 82 homens (relação de 7,2 1: 1) com idades variando
entre nove e 86 anos (média de 45 anos).
Com relação aos tipos de tireoidectomia, a conduta adotada
na Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital
das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade
de São Paulo (DCCP HC-FMUSP) as divide em:
Tireoidectomia Total (TT), Tireoidectomia Subtotal (TST),
Tireoidectomia Subtotal Funcional para os portadores de
Doença de Basedow-Graves (TSTF), Lobectomia Total (LT),
Tireoidectomia Atípica (TA – tumorectomias, biópsias,
tireoidectomia ampliada e aquelas associadas a outros procedimentos,
tais como laringectomia), e outras (O – incluindo
istmectomias, nodulectomias e lobectomias subtotais).
As principais complicações analisadas nesta casuística foram
a paresia e paralisia unilateral de prega vocal, a paralisia
bilateral de pregas vocais, o hipoparatireoidismo transitório
(aquele com sintomas até 6 meses após a operação), o hipoparatireoidismo
persistente e o hipotireoidismo. A análise
estatística foi realizada com os testes qui-quadrado e de Fisher
com nível de significância estatística de p<0,05.
COMPLICAÇÕES
Em nosso Serviço observamos que a principal indicação
de tireoidectomia nos operados nos últimos seis anos foi a
suspeita de malignidade, em 59% dos casos, seguida da compressão
de estruturas adjacentes em 16%. A suspeita de malignidade
deveu-se essencialmente ao emprego da punçãobiópsia
aspirativa com agulha fina (PBAAF) e do exame
citológico do aspirado. O exame foi empregado em 79,6%
de todos os operados de 1997 a 2003. A maior parte das
operações realizadas nesta série foi bilateral, tanto por neoplasia
maligna quanto por doenças benignas da tireóide com
comprometimento de ambos os lobos da glândula. Assim,
nos últimos seis anos, mais da metade dos pacientes submetidos
a tireoidectomia em nosso Serviço tinham suspeita de
malignidade como uma das indicações do procedimento, e
38,7 % de todos os casos tiveram confirmação anatomopatológica
de neoplasia maligna.
Na Tabela 1 estão relacionadas as complicações observadas
nos diferentes grupos de pacientes distribuídos conforme
o tipo de cirurgia . Tanto a paresia unilateral como a
paralisia bilateral de pregas vocais foram significativamente
mais freqüentes no grupo de pacientes submetidos a TA do
que no grupo de pacientes submetidos a TT. Ainda que a
paresia unilateral tenha ocorrido com maior freqüência em
pacientes submetidos a procedimento bilaterais, a paralisia
unilateral foi bastante rara nestes pacientes e semelhante ao
encontrado (Bhattacharyya e Fried). Da mesma forma, a incidência
de paralisia bilateral de pregas vocais foi muito rara
nestas séries, com exceção dos pacientes submetidos a procedimentos
atípicos e ampliados, justificado pela indicação
oncológica de radicalidade, devido a composição de um grupo
com tumores, na maioria das vezes, avançado.
A incidência de hipoparatireoidismo foi baixa, semelhante
aos dados históricos desta instituição (Ferraz e Brandão),
mesmo em pacientes submetidos a procedimentos bilaterais.
Estes valores estiveram abaixo dos apresentados em vários
Trabalhos semelhantes (Rosato e colaboradores), podendo
ser justificado pela investigação em nosso Serviço apenas
nos casos com hipocalcemia sintomática. Consideramos
como procedimento padrão o reimplante de paratireóides
caso haja remoção, ou desvascularização significativa da
mesma.
REVISTA BRASILEIRA DE CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO - VOL. 32 / Nº 3 /
JUL./AGO./SET. 2003
33
Analisando o hipotireoidismo pós-operatório nos diferentes
grupos, observou-se incidência significativamente
superior desta complicação nos últimos seis anos nos pacientes
submetidos a LT (p < 0,0001), quando comparado à
estatística prévia do mesmo grupo.
A lobectomia total (lobectomia + istmectomia) apresentou
incidência inferior de hipoparatireoidismo transitório e
persistente, bem como de hipotireoidismo e paralisia bilateral
de pregas vocais, como era de se esperar.
Quanto às lesões do ramo externo do nervo laríngeo superior,
outro estudo prospectivo realizado em nosso Serviço
(Cernea e colaboradores) mostrou, em subgrupo restrito a
76 pacientes desta série, que a incidência de lesão deste ramo
nervoso variou entre 3% e 12%, sendo possível a sua prevenção
apenas por meio da identificação e dissecção do mesmo
com o auxílio de neuro-estimulador durante a tireoidectomia,
no entanto, sabe-se que tal complicação tem seus níveis diminuídos
quanto é realizado ligadura do pedículo vascular
superior próximo à tireóide.
DISCUSSÃO
Desde os importantes trabalhos de Kocher, as operações
sobre a glândula tireóide se tornaram procedimentos bastante
seguros. A identificação rotineira com preservação dos
nervos laríngeos inferiores e das paratireóides, ainda que as
custas do reimplante destas, possibilitou índices de morbidade
e mortalidade pequenos.
Estas séries de pacientes apresentaram taxas de complicação
compatíveis com a literatura, em especial considerando-
se uma instituição assistencial universitária.
A lesão unilateral do nervo laringeo recorrente, em geral,
não traz sintomas de risco para o paciente, exceto pela
alteração de voz, porém a lesão bilateral, apesar de rara,
pode ocasionar insuficiência respiratória podendo ser necessária
uma traqueostomia. Nos primeiros dias ou semanas
não é possível dizer se a disfonia causada pela paralisia da
prega vocal trata-se de paresia ou paralisia. Caso haja paralisia
a mesma pode ser tratada clinicamente, com fonoterapia,
ou necessitar de procedimentos cirúrgicos, sobretudo em
situações de insuficiência respiratória ou disfonia importante.
Apesar de ser a complicação mais freqüente o hipoparatireoidismo
está relacionado muitas vezes à fragilidade das
glândulas paratireóides e na maioria reversível espontaneamente
em algumas semanas ou meses, devendo ser tratado
apenas com aumento da oferta de cálcio e calcitriol. Em alguns
casos, 1 a 2% dos pacientes conforme a literatura, os
sintomas de hipocalcemia, relacionado ao hipoparatireoidismo
será definitivo.
Os casos de hemorragia ou hematoma com repercussão
clínica para o paciente podem ser evitados com técnicas de
hemostasia e uso de dreno. Em caso de falha destes métodos
um hematoma poderá causar sintomas compressivos de via
aérea e, portanto, indicar a necessidade de nova abordagem
cirúrgica.
A tireoidectomia é procedimento seguro com risco de
complicações baixos, quando realizado com técnica adequada.
As complicações são clinicamente identificadas e na
maioria das vezes tratadas sem danos para o paciente.
Tabela 1 - Complicações das tireoidectomias DCCP HCFMUSP
Complicação LT TST TT
Paresia unilateral PV 6,3 % 5,6 % 9,6 %
Paralisia unilateral. PV 0,8 % 2,2 % 1,5 %
Hipoparatireoidismo transitório 0,5 % 4,1 % 11 %
Hipoparatireoidismo definitivo 0 1,2 % 1,6 %
Hipotireoidismo 14,8 % 17 % 100 %
LT = lobectomia total
TST = tireoidectomia subtotal
TT = tireoidectomia total
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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In : Kocher ET. Chirurgische operationslehre. Jena, Gustav
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Pezzullo L. Complications of total thyroidectomy: incidence,
prevention and treatment. Chir Ital. 2002, 54(5): 635-42,
Set-Oct;

1. Site quase completo: GLÂNDULA TIREÓIDE - DR. PEDRO


ARAUJO - CIRURGIA GERAL
A cirurgia para a retirada de toda a glândula tireóide, ou parte dela, é
denominada tireoidectomia. O tipo de cirurgia, ou seja, tireoidectomia total
ou ...
pedroaraujo.site.med.br/index.asp?PageName=CIRURGIA-20DA-20GL-
C2NDULA-20TIRE-D3IDE - 43k -

1. Capítulo 145 - Distúrbios da Tireóide - Merck Sharp & Dohme


Cada tipo de tratamento apresenta vantagens e desvantagens. A tireóide
necessita de uma pequena quantidade de iodo para funcionar adequadamente.
...
www.msd-brazil.com/msdbrazil/patients/manual_Merck/mm_sec13_145.html -
60k -

A tireóide é uma pequena glândula que mede aproximadamente 5 cm de


diâmetro localizada no pescoço, sob a pele, abaixo do pomo de Adão. Os
dois lobos (metades) da tireóide estão conectadas em sua parte central
(istmo), o que confere à glândula a forma da letra “H” ou de uma gravata
borboleta. Normalmente, ela não pode ser visualizada e é dificilmente
palpada. No entanto, quando ela aumenta de volume, o médico poderá
palpá-la facilmente e uma protuberância proeminente (bócio) pode aparecer
abaixo ou lateralmente ao pomo de Adão. A tireóide secreta os hormônios
tireoidianos, os quais controlam a velocidade com que as funções químicas
do organismo ocorrem (taxa metabólica). Os hormônios tireoidianos
influenciam a taxa metabólica de duas maneiras: através da estimulação de
quase todos os tecidos do corpo para que eles produzam proteínas e
através do aumento da quantidade de oxigênio utilizado pelas células.
Quando as células trabalham mais intensamente, os órgãos do corpo
trabalham mais rapidamente. Para produzir os hormônios tireoidianos, a
tireóide necessita de iodo, um elemento existente nos alimentos e na água.
A tireóide capta o iodo e o processa para produzir os hormônios tireoidianos.
À medida que os hormônios tireoidianos são utilizados, parte do iodo neles
contido retorna à tireóide e é reciclado para produzir mais hormônios
tireoidianos. O corpo possui um mecanismo complexo de ajuste da
concentração dos hormônios tireoidianos. Em primeiro lugar, o hipotálamo
(localizado no cérebro, logo acima da hipófise), secreta o hormônio liberador
de tireotropina, que faz com que a hipófise produza o hormônio estimulante
da tireóide. Como o nome sugere, o hormônio estimulante da tireóide
estimula a tireóide a produzir hormônios tireoidianos. Quando a quantidade
de hormônios tireoidianos circulantes no sangue atinge uma determinada
concentração, a hipófise reduz a produção do hormônio estimulante da
tireóide e vice-versa. Trata-se de um mecanismo de controle por
retroalimentação (feedback) negativa. Os hormônios tireoidianos são
encontrados sob duas formas. A tiroxina (T4), a qual é a forma produzida na
glândula tireóide, tem apenas um efeito discreto (quando o tem) sobre o
aumento da taxa metabólica do organismo. No fígado e em outros órgãos,
ela é convertida na forma metabolicamente ativa, a triiodotironina (T3). Esta
conversão produz aproximadamente 80% da forma ativa do hormônio.

Os 20% restantes são produzidos e secretados pela própria tireóide. Muitos


fatores controlam a conversão de T4 em T3 no fígado e em outros órgãos,
inclusive as necessidades do organismo a cada momento. A maior parte de
T4 e T3 encontra-se firmemente ligada a determinadas proteínas do sangue
e os hormônios somente são ativos quando não se encontram ligados a
essas proteínas. Desse modo notável, o corpo mantém a quantidade correta
de hormônios tireoidianos necessária para a manutenção de uma taxa
metabólica estável. Para que a tireóide funcione normalmente, muitos
fatores devem atuar em conjunto e adequadamente: o hipotálamo, a
hipófise, as proteínas ligadoras dos hormônios tireoidianos do sangue e a
conversão de T4 para T3 (no fígado e em outros tecidos).

Exames laboratoriais

Para se determinar o quão bem a tireóide está funcionando, os médicos


utilizam vários exames laboratoriais. Um dos mais comuns é a dosagem da
concentração de hormônio estimulante da tireóide no sangue. Como esse
hormônio estimula a tireóide, a concentração encontra-se alta quando a
glândula está hipoativa (e, conseqüentemente, necessita de uma maior
estimulação) e baixa quando ela está hiperativa (e, conseqüentemente,
necessita de uma menor estimulação). Quando a hipófise não está
funcionando normalmente (embora isto raramente ocorra), a concentração
de hormônio estimulante da tireóide isoladamente não reflete de modo
acurado a função da tireóide e o médico então mensura a concentração de
T4 livre. Geralmente, a mensuração da concentração de hormônio
estimulante da tireóide e a de T4 circulante no sangue são suficientes. No
entanto, a concentração da globulina ligadora da tiroxina também pode ser
mensurada, pois a concentração anormal desta proteína pode acarretar
uma interpretação errônea da concentração total de hormônios tireoidianos.
Os indivíduos com nefropatia (doença renal), com determinados distúrbios
genéticos, com algumas doenças ou aqueles que fazem uso de esteróides
anabolizantes apresentam concentrações mais baixas da globulina ligadora
da tiroxina.

Localização da Glândula Tiróide


Por outro lado, a concentração dessa globulina pode estar aumentada em
mulheres grávidas ou que fazem uso de contraceptivos orais ou outras
formas de estrogênios, em indivíduos que apresentam estágios iniciais de
hepatite ou outras doenças. Alguns exames podem ser realizados na própria
glândula. Por exemplo, quando o médico detecta um aumento da tireóide,
ele pode solicitar a realização de uma ultrassonografia. Este procedimento
utiliza ondas sonoras para determinar se o tumor é sólido ou se o seu
conteúdo é líquido. A cintilografia da tireóide utiliza o iodo ou o tecnécio
radioativo e um dispositivo para produzir uma imagem da glândula que
revelará qualquer alteração física. A cintilografia da tireóide também pode
auxiliar o médico a determinar se a função de uma área encontra-se normal,
hiperativa ou hipoativa em comparação com o restante da glândula. Em
raras ocasiões, quando o médico não tem certeza se o problema está
localizado na tireóide ou na hipófise, testes de estimulação funcional podem
ser solicitados. Um desses testes consiste na injeção intravenosa do
hormônio liberador da tirotropina e, em seguida, na realização de exames
de sangue para mensurar a resposta da hipófise.

Sintomas das Doenças da Tireóide


Hipotireoidismo (falta
Hipertireoidismo (excesso
de hormônios
de hormônios tireoidianos)
tireoidianos)
Aumento da freqüência Pulso lento Voz
cardíaca Hipertensão rouca Fala lenta
arterial Pele úmida e Face edemaciada
aumento da sudorese Queda das
Agitação e tremores sobrancelhas
Nervosismo Aumento do Pálpebras caídas
apetite e perda de peso Intolerância ao frio
Insônia Evacuações Constipação Ganho
freqüentes e diarréia de peso Cabelos
Fraqueza Espessamento e ressecados, grossos,
elevação da pele sobre a escassos Pele
face anterior das pernas áspera, espessa,
Olhos protuberantes, escamosa, seca;
avermelhados, pele espessada e
edemaciados Sensibilidade elevada sobre a face
dos olhos à luz Olhar fixo anterior das pernas
constante Confusão mental Síndrome do túnel do
carpo Confusão
mental Depressão
Demência

Tem falando das doenças


1. HOSPITAL PORTUGUÊS DA BAHIA - Sucesso e segurança são
marcas da ...
Principais tipos de cirurgia de tireóide. Tireoidectomia parcial – quando uma
parte da tireóide é removida; Tireoidectomia sub-total funcional – quando ...
www.hportugues.com.br/noticias/outras_edicoes/Folder.2003-03-
08.../docimagebig.2006-04-
Sucesso e segurança são marcas da cirurgia de tireóide /
abril de 2006

De todos os nódulos da tireóide, 5 a 20%


são malignos, sendo o tipo mais comum o
carcinoma papilífero ou papilar.

A incidência de nódulos da tireóide na população adulta é significativa, sendo mais


freqüentes entre as mulheres.

No Brasil, estima-se em aproximadamente seis casos novos de câncer de tireóide


para cada grupo de 100 mil habitantes, anualmente. O tratamento para a doença é
um procedimento denominado tireoidectomia, cirurgia com alto índice de sucesso e
cura.

Com o crescimento dos exames de ultra-sonografia, houve um aumento no


número de nódulos diagnosticados em todo o mundo, devido ao fato de que esse é
um exame de baixo custo, não invasivo e acessível à maioria das pessoas. Com
isso, acredita-se que muito provavelmente o que aconteceu foi o aumento do
número de casos diagnosticados, e não do aumento da doença na população em
geral.

O prognóstico do câncer de tireóide é muito bom: em torno de 90% dos pacientes


podem ser curados com o tratamento instituído e que tem como primeiro e mais
importante passo a realização de uma tireoidectomia total (retirada completa da
glândula tireóide). Esse procedimento é usado há mais de um século nos casos de
câncer da glândula ou de suspeita da doença com muito sucesso e baixas taxas de
complicações cirúrgicas.

Nos últimos anos, com o refinamento dos instrumentos cirúrgicos, têm sido
incorporadas algumas novidades tecnológicas, que têm proporcionado muito
sucesso e baixas taxas de complicações cirúrgicas: videocirurgias, bisturi
harmônico, as mini incisões e o monitoramento eletrônico do nervo laringeo
recorrente, conhecido como nervo da voz. O bisturi harmônico trata-se de um tipo
especial de bisturi elétrico que, comparado ao bisturi elétrico convencional, é um
instrumento de fácil manuseio que está associado à diminuição do tempo de
cirurgia e da necessidade de utilização de fio cirúrgico.

As técnicas de vídeo-cirurgia também estão sendo utilizadas para as


tireoidectomias, diminuindo o tamanho das incisões e, por conseguinte,
proporcionando melhora no resultado estético da cicatriz. É importante chamar a
atenção de que, por enquanto, as técnicas minimamente invasivas, como as vídeo-
cirurgias, ainda não são aceitas como padrão para os casos suspeitos ou
diagnosticados como câncer da tireóide.

Considerados procedimentos seguros, com taxa de complicações muito baixa –


quando feitas por cirurgiões especialistas - as tireoidectomias têm duração entre
© Real Sociedade Portuguesa de Beneficência Dezesseis de Setembro

1. CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM CIRURGIA


assistencia de enfermagem no pré e pós-operatório da tireóide, Google,
Page 1. cuidados de enfermagem pos abdomem plastia, Google, Page 1 ...
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Comparação entre anestesia geral e locorregional para


tireoidectomia
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Durante muito tempo as tireoidectomias foram realizadas. sob anestesia
geral (AG ), mesmo em pacientes mais graves nos. quais a anestesia geral
representava ...
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Marco A B Souza
Jorge T Neto

Comparação entre anestesia


geral
e locorregional para
tireoidectomia
Departamento de Cirurgia, Disciplina de Anestesiologia, Faculdade de
Medicina de Marília
Introdução
Durante muito tempo as tireoidectomias foram realizadas
sob anestesia geral (AG), mesmo em pacientes mais graves nos
quais a anestesia geral representava um maior risco. Anestesia
local para tireoidectomias tem sido descrita desde o início do
século 20, sendo seu pioneiro o inglês Sir Thomas Peel Dunhill,
que realizou uma cirurgia para bócio tóxico com anestesia
local (AL) em 1907. A necessidade de procedimentos com
menos riscos para os pacientes mais complicados fez com que
as tireoidectomias usando AL voltassem a ganhar notoriedade.
Em 2002 Abdullah descreveu 65 casos de tireoidectomias com
AL como uma alternativa eficaz à AG, com baixa morbidade
e menor custo.
Método
Utilizando o banco de dados do Hospital das Clínicas e
Hospital Materno-Infantil, ambos da Faculdade de Medicina
de Marília, foram selecionadas as tireoidectomias parciais ou
totais – num total de 215 – realizadas nos anos de 2004 e 2005.
Todos os pacientes operados com anestesia locorregional foram
sedados com diazepam 3 a 10 mg, meperidina 100 mg IM e
prometazina 50 mg IM. Um cateter de O2 nasal foi usado de
rotina. Após a sedação realizou-se o bloqueio do plexo cervical
superficial, junto à borda posterior do músculo esternocleidomastoídeo
bilateralmente utilizando 7 a 10 mL de ropivacaína
(ROPI) a 0,5%; na altura da fúrcula esternal foi utilizado 5 mL
da mesma solução. Para bloqueio dos ramos da inervação intercostal;
entre a cartilagem cricóide e tireóide injeta 2 mL ropi
0,5% para bloquear o nervo pré-laríngeo; entre o pólo superior
da tireóide e a laringe foi injetado um volume pequeno e balanceado;
logo abaixo da glândula tireóide injeta-se um pequeno
volume para um bloqueio dos ramos pré-traqueais.
Resultados
Das 215 tireoidectomias, 160 (74,4%) foram realizadas
com anestesia locorregional e sedação. Outras 55 (25,6%)
foram feitas sob anestesia geral, entre elas 4 eram crianças
entre 3 a 10 anos e 2 iniciaram com AL e foram convertidas
para AG. O tempo médio de internação pós-operatória em
horas foi de 64,20 ± 50,54 com AG e 13,33 ± 6,69 com AL
e sedação. O tempo cirúrgico praticamente não diferiu com
as diferentes técnicas: 2,3 ± 0,8 com AG e 2,5 ± 0,7 com
AL e sedação.
Conclusões
A anestesia locorregional sob sedação é uma técnica que
exige experiência e mostrou-se segura e eficaz. Não foi observada
alteração no tempo cirúrgico com essa técnica, porém houve
aumento no tempo de internação dos pacientes, em média de
dois dias, quando utilizada a anestesia geral.
Referências
1. Spanknebel K, Chabot JA, Digiorgi M, et al. Thyroidectomy using local anesthesia: a
reporto f 1,025 cases over 16 years. J Am Coll Surg, 2005;201(3):375-85.
2. Aunac S, Carlier M, Singelyn F, et al. The analgesic efficacy of bilateral combined superficial
and deep cervical plexus block administered before thyroid surgery under general
anesthesia. Anesth Analg, 2002;95(3):746-50, table of contents.
3. Spanknebel K, Chabot JA, DiGiorgi M, et al. Thyroidectomy using monitored local or
conventional general anesthesia: an analysis of outpatient surgery, outcome and cost in
1,194 consecutive cases. World J Surg, 2006;30(5):813-24.
Endereço para correspondência
Marco Aurélio Beloto de Souza
Av. Monte Carmelo, 800, Fragata
CEP 17519-030 – Marília (SP)
E-mail: taqueda@gmail.com

1. CAUSA NÃO HABITUAL DE INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA EM PÓS-OPERATÓRIO ...


Discussão - De um modo geral, os pacientes submetidos a anestesia apresentam risco de IR no PO, tendo
causas diversas. Especificamente nas tireoidectomias ...
www.semesp.com.br/article.php?recid=33 - 13k
CAUSA NÃO HABITUAL DE INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA EM PÓS-OPERATÓRIO DE
TIREOIDECTOMIA. RELATO DE CASO

Por André C Silva*, Marcílio J C Cardoso, Sandro de O Mendes, João S Almeida Jr - CET do Hospital da Beneficência
Portuguesa de São Paulo Rua Potenji, 188 – Saúde - 04139-020 São Paulo-SP

Introdução – É de extrema importância profissional conhecer as possíveis causas de insuficiência respiratória (IR) do pós-
operatório (PO). Este caso reflete a necessidade de estrutura adequada em sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) para
promoção de terapêutica eficiente.

Relato de caso – Paciente do sexo feminino, 53 anos, 47 kg, estado físico ASA I, em programação cirúrgica de tireoidectomia
total com esvaziamento cervical bilateral por carcinoma papilífero. Foi monitorizada com PANI, cardioscopia, SpO2 e
capnografia. Após venoclise, foi administrado anestesia geral total endovenosa com propofol, remifentanil e atracúrio, sendo
submetida a intubação oro-traqueal sem traumatismos. Decorrido tempo cirúrgico habitual sem intercorrências, mostrou-se a
todo o tempo com sinais vitais dentro da normalidade. Desintubada e em condições de transporte, foi encaminhada para SRPA ,
local em que elevou o nível de consciência e permaneceu assintomática. Na terceira hora de recuperação apresentava 8 pontos
do escore de Aldrete, tendo perdido 2 pontos para circulação: a pressão arterial que se mantinha na faixa da normalidade,
subitamente declinou para níveis importantes, refratária à infusão de líquidos. Observando-se gradativa dificuldade respiratória,
queda dos níveis da saturação de O2 e estertores creptantes difusos, foi instalado O2 suplementar, com posterior intubação
oro-traqueal por piora do quadro. A necessidade de assegurar a hemodinâmica foi a indicação para cateterização de artéria
radial e para acesso venoso profundo. A instabilidade do caso foi o bastante para encaminhá-la para UTI recebendo drogas
vaso ativas. No terceiro pós-operatório apresentava melhora hemodinâmica e ventilatória destituindo-se a ventilação mecânica
e medicações vaso ativas. Os exames complementares realizados nesse período evidenciaram ECG com retificação do
segmento ST e inversão de onda T em parede lateral, elevação de troponina T, CPK , CK-Mb, DHL, D-dímero. Os demais
exames mostraram-se normais.

Discussão - De um modo geral, os pacientes submetidos a anestesia apresentam risco de IR no PO, tendo causas diversas.
Especificamente nas tireoidectomias as causas mais lembradas são hipocalcemia (24-48 horas de PO), lesões nervosas,
traqueomalácia, hematomas e edema agudo de pulmão ex vaccum. Os pacientes merecem sempre ser recuperado em
ambiente equipado e com pessoal treinado para eventuais complicações habituais ou não.

Referências – 01. Colle GG & Cullen DJ - Airway Problems in the Postanesthesia Care Unit. em: Roberts JT - Clinical
Management of the Airway. Philadelphia, WB Saunders. 1994,449.

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1.
2.
3. ] APNEIA-NA-SALA-RECUPERAÇÃO-POS-ANESTESICA-RELATO-
CASO
RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 50 anos, 60 kg, estado físico
ASA I, submetida à tireoidectomia sob anestesia geral induzida com propofol
(140 ...
biblioteca.universia.net/ficha.do?id=271282 - 32k -

Apnéia na sala de recuperação pós-anestésica: relato de caso


Rezende,Joel Massari
Location: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-
70942003000300008

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A depressão respiratória é uma complicação


que pode ocorrer no pós-operatório quando se utilizam opióides na
anestesia. O objetivo deste relato é discutir um caso de apnéia em paciente
que chegou consciente à sala de recuperação pós-anestésica (SRPA), após
ter sido submetido à tireoidectomia sob anestesia geral com propofol,
fentanil e isoflurano. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 50 anos,
60 kg, estado físico ASA I, submetida à tireoidectomia sob anestesia geral
induzida com propofol (140 mg), fentanil (350 µg), atracúrio (30 mg) e
mantida com isoflurano, duas doses subseqüentes em bolus de atracúrio
(10 mg cada) e ventilação controlada mecânica. No final da cirurgia, após
antagonização do bloqueio neuromuscular, a paciente foi extubada,
obedeceu aos comandos para respirar e colaborou na passagem à maca,
sendo transportada para a SRPA, aonde chegou consciente. Minutos após,
apresentou apnéia, cianose e inconsciência. Foi realizada ventilação manual
com oxigênio a 100% seguida de injeção de naloxona (0,2 mg) por via
venosa, havendo retorno da ventilação espontânea e da consciência.
CONCLUSÕES: Os cuidados ventilatórios no pós-operatório, durante o
transporte, admissão à SRPA e permanência nessa unidade, devem ser
contínuos em pacientes que receberam opióides, mesmo demonstrando
estar conscientes ao deixarem a sala cirúrgica.

1. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia - Comparison between ...


Comparação da anestesia geral e bloqueio do plexo cervical superficial em
tireoidectomias parciais. Rui Celso Martins MamedeI; Helder RafulII ...
www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-72992008000100016&script=sci_arttext -
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Revista Brasileira de Otorrinolaringologia


Print ISSN 0034-7299

Rev. Bras. Otorrinolaringol. vol.74 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2008

doi: 10.1590/S0034-72992008000100016

ARTIGO ORIGINAL

Comparação da anestesia geral e bloqueio


do plexo cervical superficial em
tireoidectomias parciais
Rui Celso Martins MamedeI; Helder RafulII

I
Professor Associado do Departamento de Oftalmologia,
Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço (chefe do
serviço de cirurgia de cabeça e pescoço do HCFMRP-USP)
II
MD. Pós-graduando do Departamento de Oftalmologia,
Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço do HCFMRP-
USP

Endereço para correspondência

RESUMO

Tireoidectomia sob efeito de bloqueio do plexo cervical


superficial (BPCS) tem sofrido resistência.
OBJETIVO: Comparar variáveis cirúrgicas e anestésicas, custos
do tratamento e grau de satisfação de pacientes submetidos à
hemitireoidectomia sob efeito de anestesia geral e BPCS.
CASUÍSTICA E MÉTODOS: Foram 21 pacientes submetidos à
anestesia geral (AG) e outro tanto ao BPCS. Após sedação, no
grupo com BPCS, usou-se marcaína com vasoconstritor, e
quando necessário, lidocaína a 2% com vasoconstritor. Sedação
intra-operatória com diazepam endovenoso e metoprolol para
controle da PA e FC eram administradas quando necessário.
Usou-se anestesia geral (AG) segundo padronização do serviço.
RESULTADOS: Foram significantes (p<0,05, teste t de
Student) para o tempo de cirurgia (ag111,4:bpcs125,5 min),
tempo de anestesia (ag154,1:bpcs488,6 min), tempo de
permanência na sala cirúrgica (ag15:bpcs1 min), custos do
tratamento (ag203,2:bpcs87,4 R$), presença de bradicardia
(ag0:bpcs23,8%) e lesão laringotraqueal (ag51:bpcs0%). Como
resultados não significativos tiveram: tempo de internação
(ag17,3:bpcs15,1 hora); volume de sangramento
(ag41,9:bpcs47,6 gr), tamanho da peça operatória
(ag52,1:bpcs93,69 cm3) e grau de satisfação dos pacientes
(ag3,8:bpcs3,9).
CONCLUSÃO: Embora com incidência maior de bradicardia
(23,8%), o bloqueio permitiu ressecar tumorações de até 348
cm3 com menor custo e sem apresentar lesões laringotraqueais,
presentes em 51% dos pacientes submetidos à AG.

Palavras-chave: anestesia, cirurgia ambulatorial,


tireoidectomia.
INTRODUÇÃO

Não há consenso sobre o método anestésico ideal para diminuir


o risco de lesão ou de morte1,2. Há preferência pela anestesia
geral pelo cirurgião pelo fato de o paciente dormir durante todo
procedimento. No entanto, Galbeman et al.3, ao compararem
cirurgias realizadas com A.G. e B.P.C., observaram haver
indícios de vantagens no grupo operado com anestesia local.

Hoje, uma vez dominada a técnica cirúrgica que possibilite


riscos mínimos ao se realizar tireoidectomias, pesquisadores
tentam determinar qual técnica anestésica é a ideal para este
tipo de intervenção, ou seja, a mais segura, mais eficaz, de
melhor qualidade (indolor), de mais baixo custo e desprovida de
complicações. Estudos existem fazendo esta comparação,
porém, as divergências são enormes.

OBJETIVOS

O objetivo deste estudo foi comparar parâmetros cirúrgicos e


anestésicos, custos do tratamento e grau de satisfação de
pacientes submetidos a hemitireoidectomias sob o efeito de
duas diferentes técnicas anestésicas (Anestesia Geral e Bloqueio
do Plexo Cervical Superficial).

CASUÍSTICA E MÉTODOS

Fizeram parte deste estudo 42 pacientes que se submeteram à


hemitireoidectomia por um mesmo cirurgião, 21 sob Anestesia
Geral (AG) e 21 sob Bloqueio do Plexo Cervical Superficial
(BPCS), segundo a ordem de internação no hospital da Santa
Casa de Marília, cuja aprovação do comitê de Ética recebeu o
número 242/2002.

Foram excluídos pacientes: com indicação de tireoidectomia


total; com tumoração cujo tamanho extrapolava o segmento
cervical; com classificação ASA maior que II; com alergia às
drogas utilizadas ou com dificuldade de comunicação (surdo-
mudo).

Foram analisados: sexo, idade (anos), peso (Kg), altura (m),


tempo de cirurgia e de anestesia, tempo de permanência
hospitalar, na sala de cirurgia e na recuperação anestésica,
sangramento intra e extra-operatório, tamanho da ressecção,
complicações, grau de satisfação dos pacientes, número de dias
de permanência com o dreno e necessidade de analgesia no
pós-operatório imediato e parâmetros vitais: PA, FC e oximetria.

O tempo de anestesia para os do grupo BPCS foi do momento


em que se injetava o anestésico no ponto de ERB até a
sensibilidade cutânea começar a se recuperar. Essa recuperação
era detectada deslizando um chumaço de algodão sobre a pele
cervical. O marco inicial daqueles submetidos à AG era
considerado como o momento da injeção de drogas para a
indução anestésica e o seu final, o momento em que a cânula
endotraqueal era retirada.

O tempo cirúrgico, para ambos os grupos, foi medido a partir do


momento em que se iniciava a incisão na pele até o término do
curativo.

Para o grupo submetido à AG, usamos como critério para alta da


sala de cirurgia a concentração alveolar mínima do anestésico
que devia estar entre 0,15 e 0,5. Já o grupo submetido ao
BPCS, e, portanto, sob o efeito de sedação, utilizou-se como
critério de alta a escala de Aldrete e Kroulik. Consideramos
como critério para alta hospitalar, para ambos os grupos, a
condição de o paciente ganhar autonomia de se alimentar e
deambular.

O sangramento intra-operatório foi avaliado através da pesagem


de gases e compressas usadas no ato cirúrgico. Não se fez uso
de aspiração durante os atos cirúrgicos.

Para analisar os custos do tratamento, levamos em conta o valor


da diária hospitalar (R$ 83,00) multiplicada pela porcentagem
correspondente ao número de horas que o paciente permaneceu
em cada setor, somado ao custo das drogas utilizadas nesse
período. O custo das drogas se baseou nos valores citados no
Guia Farmacêutico Brasíndice (2005) e para efeito de cálculo, o
valor era proporcional à quantia utilizada.

Através de laringotraqueoscopia realizada no primeiro dia do


pós-operatório avaliamos a presença de lesão laringotraqueal
decorrente da colocação do laringoscópio ou da sonda
anestésica.

Todos os pacientes realizaram, no pós-operatório, visitas


ambulatoriais diárias, com o intuito de averiguar o estado da
ferida operatória e anotar o volume de secreção que passou pelo
dreno de Porto-vac, 3.2mm deixado por abertura na ferida
operatória. O dreno era retirado quando havia débito menor ou
igual a 5ml.

O grau de satisfação dos pacientes foi quantificado através da


indicação de uma nota de 1 a 4 para a cirurgia, além da
aceitação em se submeter à nova cirurgia com aquela anestesia.

Para analgesia no pós-operatório usamos dipirona endovenosa,


quando solicitado pelo paciente. Este fato era anotado em seu
prontuário para quantificar a intensidade de dor.

Os pacientes ingeriam um comprimido de diazepam de 10 mg,


uma hora antes da cirurgia.

GRUPO I - BLOQUEIO DO PLEXO CERVICAL SUPERFICIAL


(BPCS): Após venóclise na fossa cubital de um dos braços,
injetou-se, por via intramuscular, 50mg de prometazina e uma
ampola de meperidina, para promover sedação. Injetou-se,
bupivacaína a 0,5% com vasoconstrictor, na dosagem de 7 a
9ml, de cada lado do pescoço. Cuidou-se para que a dosagem
máxima administrada não ultrapassasse 1 a 2mg/Kg, dosagem
esta considerada tóxica. O anestésico era injetado logo abaixo
da fáscia cervical superficial, na borda posterior do músculo
esternocleidomastoideo, pouco acima do seu ponto médio, ou
seja, acima do cruzamento com a veia jugular superficial (ponto
de Erb). Antes de iniciar a cirurgia, procedia-se à injeção de
lidocaína a 2% com adrenalina (10-15ml) no subcutâneo onde
seria realizada a incisão e nos planos profundos (peri-
glandular), para diminuir o sangramento. Complementação
anestésica era administrada quando houvesse necessidade.
Cuidou-se para que não se ultrapassasse a dose considerada
tóxica, ou seja, 5 a 7mg/Kg de lidocaína. Quando necessário
usava metoprolol na dosagem de 1mg, em bolus endovenoso, a
cada 5 minutos para controle da taquicardia e/ou hipertensão.
Para se obter sedação, associava-se diazepam endovenoso na
dosagem de 2mg.

No intra-operatório usamos cateter de oxigênio a 2 litros/minuto


para enriquecer o ar inspirado e tentar garantir adequado nível
oximétrico (> 90%), que era monitorado por oxímetro digital. À
equipe de anestesia coube a função de monitorar os parâmetros
vitais do paciente e de administrar drogas sedativas e beta-
bloqueador.

Uma ampola de 10ml de Bromoprida endovenosa associada a 10


ml de glicose a 25% era usada no pré-operatório com o intuito
de neutralizar o efeito emetogênico da meperidina, e evitar
crises de hipoglicemia na cirurgia.

GRUPO II - ANESTESIA GERAL (A.G.): Os pacientes foram


submetidos à anestesia geral com intubação orotraqueal pelos
anestesistas, segundo a rotina do serviço de anestesia da Santa
Casa de Misericórdia de Marília.

Usou-se os seguintes constituintes: ar, oxigênio, óxido nitroso,


etomidato, eflurano, fentanil, pancuron, droperidol, prostigmine
e atropina.

Análise Estatística

A análise estatística usada foi o teste t de Student para grupos


independentes, a homogeneidade das variâncias foi testada por
meio do teste F e pelo método de Smith. O estudo da
associação se fez por meio do teste exato de Fisher.

Adotou-se para todos os testes o nível de significância de 5% de


probabilidade para a rejeição da hipótese de nulidade.

RESULTADOS
Ao se comparar os grupos segundo as variáveis: idade, peso
corporal e altura, o resultado não foi significante. Pela Tabela 1,
observa-se que a permanência hospitalar e o custo da diária não
foram estatisticamente significantes, porém encontrou-se
significância ao se comparar os custos das drogas e do
tratamento, tendo sido maior para a AG.

O tempo cirúrgico médio foi estatisticamente significante, pois


houve uma demora de 14,1 minutos para se operar um paciente
com BPCS (125,5 min) do que com AG (111,4 min). O tempo
anestésico médio com BPCS (488,6 min) foi também
significantemente maior do que quando se usou AG (154,1
min).

Não houve diferença estatisticamente significante quanto ao


número de dias em que se manteve o dreno (ag3,2:bpcs3,1
dia), a perda de sangue (ag41,9:bpcs 47,6 g), bem como
quanto ao tamanho da peça extirpada (ag52,1:bpcs93,69 cm3).

Ao analisar os dados hemodinâmicos, distribuídos na Tabela 2,


pode-se notar que não houve significância estatística nos
parâmetros pressórico médio e freqüência cardíaca médio.
Não houve diferença estatisticamente significante quanto à
presença de complicações entre os diferentes grupos, pois se
observou 49 complicações no grupo submetido à AG e 57 nos
com BPCS. As complicações que se mostraram estatisticamente
significantes foram: a bradicardia, mais freqüente nos pacientes
submetidos ao BPCS e o trauma laringotraqueal na AG (Tabela
3).
Não houve diferenças entre as proporções de indivíduos
satisfeitos nos grupos operados com AG e BPCS. A média do
grau de satisfação (valores de 1- 4) foi: 3,8 para AG e 3,9 para
BPCS. As proporções de indivíduos que fariam novamente a
cirurgia utilizando a mesma técnica anestésica também não
diferem estatisticamente nos grupos operados com AG e BPCS.
O número de indivíduos que ingeriram dipirona no pós-
operatório imediato foi similar nos grupos Bloqueio e Geral (16
em cada grupo).

DISCUSSÃO

A população analisada era constituída por 42 indivíduos de


ambos os sexos, sendo 38 do feminino, numa proporção de 9,5
mulheres:1 homem. A idade dos pacientes da amostra variou
entre 16 a 72 anos de idade, com média de 47,5 anos. Esses
pacientes foram submetidos a hemitireoidectomia por patologias
as mais diversas, igualmente distribuídas pelos dois grupos.
O custo da diária hospitalar ficou atrelado ao número de horas
de permanência intra-hospitalar e estas foram semelhantes para
ambos os grupos (ag17,3:bpcs15,1 hs). Assim, o valor médio da
diária do grupo submetido à AG de R$ 59,40 não foi
estatisticamente diferente dos R$ 52,70 do grupo submetido a
BPCS. Alguns cuidados, tais como fazer avaliação clínica
externa, admissão do paciente no mesmo dia da cirurgia e
possuir protocolos muito bem estabelecidos para o período pós-
operatório são medidas que, seguramente, levam a diminuir os
custos por reduzir o tempo de internação. Outros autores, como
Prasad e Shanmugam4, também concordam que a diminuição no
período de internação reduz os custos, porém, eles acreditam
que este período esteja atrelado à técnica anestésica
empregada, alegando que o paciente operado através de BPCS
se alimenta e deambula mais precocemente que o paciente
submetido ao mesmo procedimento com anestesia geral, o que
não foi verificado com nossos pacientes.

Ao se comparar o custo das drogas utilizadas, verifica-se que


houve significância estatística, pois, na média, o custo do
tratamento ficou maior (4,1 vezes) quando se empregou AG (R$
143,90) do que quando se empregou BPCS (R$ 34,70). Assim, o
custo total do tratamento foi R$ 203,20 para AG e R$ 87,40
para BPCS, havendo diferença estatisticamente significante.

Ao compararmos o tempo cirúrgico para se realizar as


hemitireoidectomias com AG (111,4 minutos) e com BPCS
(125,5 minutos), obtivemos diferença estatisticamente
significante. Concordamos com Chaikof et al.5 que dizem ser a
técnica e a habilidade, somado ao conhecimento da anatomia os
fatores a interferir no tempo operatório. Esses autores vão
além, e dizem que o sucesso se obtém quando prática e
sistemática se somam aos quesitos anteriormente citados. A
cirurgia mais rapidamente executada foi no grupo de pacientes
submetidos à AG com o tempo de 85 minutos, e a mais
demorada foi com BPCS, demorando 175 minutos. O tempo de
permanência em sala cirúrgica foi a mesma para os dois grupos,
pois enquanto o tempo cirúrgico foi maior com BPCS, o tempo
de reversão anestésica o foi para AG. Não se mostrou
significante o tempo de internação, pois se com AG esse tempo
foi de 17,3 horas, com BPCS foi de 15,1 horas e também quanto
ao tamanho da peça cirúrgica. A esse respeito, deve-se lembrar
que a maior foi retirada com BPCS, e ela mediu 348 cm3.

O término do efeito anestésico é difícil de ser determinado para


o BPCS, como também para a AG, uma vez que a recuperação
da sensibilidade da pele da região cervical é muito lenta, por
isso, optamos por detectar o momento em que a sensibilidade
começa a retornar. Para a AG consideramos o momento da
extubação, porém, isto não significa que o paciente não
continue sob efeito da anestesia.

A respeito da posição defendida por Dieudonne et al.6, Aunac et


al.7 e Lubenow et al.8 de que o fato de se praticar anestesia no
segmento cervical leva à menor necessidade de dipirona no pós-
operatório imediato, implicando em menor estresse pós-
operatório. Portanto, qualidade superior do BPCS sobre AG não
pode ser confirmada neste estudo, pois o mesmo número de
indivíduos nos dois grupos solicitou analgésico. A resultado
semelhante chegou Herbland et al.9 ao realizar BPCS com
ropivacaína a 0,75%, antes ou após tireoidectomias totais em
pacientes submetidos à anestesia geral, ao verificar que o
bloqueio não diminuiu a necessidade de analgésico no pós-
operatório.

Neste estudo, observamos que o valor médio da pressão arterial


sistólica máxima no intra-operatório foi semelhante para os
grupos estudados e ela se situou próximo ao limite superior da
normalidade. (140mmHg). Individualmente observamos 10
pacientes do grupo AG e 13 do BPCS que apresentaram pico
hipertensivo maior que 140mmHg. Destes, 2 do grupo AG e 3
do grupo BPCS apresentaram pico hipertensivo maior ou igual a
180mmHg, sendo que o que apresentou o maior pico, entre os
dois grupos, estava sendo submetido a BPCS, e a pressão
chegou a 250mmHg. O pico hipertensivo de 180mmHg,
observado em 2 pacientes (pertencentes ao grupo de
hipertensos controlados) submetidos a AG ocorreu no momento
que precedia a cirurgia, porém evoluíram com níveis pressóricos
dentro da normalidade, durante todo ato. Esse pico hipertensivo
deve ter ocorrido devido à liberação de substâncias adrenégicas,
em decorrência do estresse que antecede a cirurgia, pois os
mesmos estavam normotensos no momento da internação. Este
fato é conhecido, pois pacientes hipertensos quando submetidos
a estímulos nocivos apresentam hiperatividade simpática. Dos 3
pacientes do grupo do BPCS que apresentaram pico maior ou
igual a 180mmHg, dois necessitaram de beta bloqueador
(metoprolol) e sedativo (diazepam) para o controle da pressão
arterial, porém, o terceiro foi controlado somente com aumento
no nível de sedação (diazepam). Aquele com maior pico
hipertensivo (250mmHg), manteve-se hipertenso durante toda a
cirurgia (>140 e <180mmHg), apesar da grande quantidade de
sedativo (diazepam) e beta-bloqueador (metoprolol) utilizado.
Não foram constatadas complicações cardiovasculares nestes
pacientes. Portanto, sobre este aspecto não notamos diferenças
ao se utilizar os dois tipos de anestesias, embora Galbeman et
al.3 referem que o nível pressórico intra-operatório quando se
emprega o BPCS é maior do que quando se emprega AG.

As médias das pressões diastólicas máximas para ambas as


técnicas, foram semelhantes, pois no grupo submetido à AG
esta foi de 85,2mmHg, e no grupo do BPCS foi de 88,8mmHg,
valores dentro da normalidade. Individualmente, 22 pacientes,
dos quais 11 do grupo AG, apresentaram picos hipertensivos
diastólicos maior que 90mmHg, porém sem exceder 110mmHg.
Se formos considerar os dados obtidos desta amostra, podemos
afirmar que tanto os pacientes do grupo submetido à BPCS
quanto do AG apresentaram riscos cardíacos semelhantes.

Ao se comparar os grupos, quanto à média da pressão sistólica


mínima, segundo o teste t, tivemos resultado não significante
(p>0,05), permitindo nos juntar a Mangano10 e afirmar que
tanto o grupo submetido à AG quanto à BPCS, tem a mesma
chance de apresentar picos hipotensivos sistólicos. Esses picos
hipotensivos ocorreram em 3 pacientes do grupo submetido à
AG, e 1 do BPCS. Todos 4 tiveram um pico de 80mmHg sem
causa aparente e, evoluíram sem complicações.

De acordo com nosso estudo, tanto os pacientes submetidos à


AG quanto àqueles submetidos à BPCS apresentaram a mesma
média de variação pressórica no intra-operatório (Difps =
diferença de pressão sistólica), ou seja, apresentaram risco de
morbidade cardíaca perioperatória semelhantes, por isso, não
podemos dizer que o BPCS seja mais seguro que a AG.

A freqüência cardíaca de entrada na sala de cirurgia, freqüências


cardíaca mínima e máxima foram estatisticamente semelhantes
para ambos os grupos. Na média a freqüência cardíaca máxima
não excedeu a 100bpm, sendo 91,3bpm para o grupo submetido
à AG e 97,4bpm para o submetido a BPCS. Não tivemos
complicações em ambos os grupos que pudessem ser atribuídas
à taquicardia. Segundo Mangano10 e Braz11, manter freqüência
cardíaca adequada diminui o consumo de oxigênio pelo
miocárdio, diminuindo com isso o risco de infarto. Em nosso
estudo, usamos como estratégia o emprego de beta-bloqueador
no intra-operatório para controle da taquicardia, com sucesso.

Não consideramos a taquicardia como complicação, pois a sua


presença não esteve relacionada com a injeção de anestésico
intravascular por dois motivos: não foram coincidentes com o
momento da injeção do anestésico e porque seguimos o
princípio técnico de aspirar antes de injetar o anestésico, para
termos certeza de que a agulha não estava no espaço
intravascular, orientação técnica defendida por Harris e
Benveniste12 e Rodrigues Jr. et al.13.

Um dos cuidados tomados, neste estudo, para evitar a


toxicidade foi o emprego de anestésico com vasoconstritor. Essa
associação minimiza a chance de toxicidade por diminuir os
níveis plasmáticos dos mesmos.

Os pacientes apresentaram, na média, volumes de


sangramentos intra-operatório semelhantes, pois o sangramento
no grupo da AG variou de 5 a 167 gramas, com média de 41,9
gramas e no grupo do BPCS, variou de 5 a 146 gramas, sendo
de 46,7 gramas, a média. O mesmo ocorreu com o volume de
sangramento pelo dreno, pois os pacientes permaneceram 3,2
dias com dreno ao se submeterem à AG e 3,1 com BPCS.
Acreditamos que a técnica cirúrgica, tipo de instrumental, tipo e
volume da tumoração, presença de patologias sistêmicas e o
conhecimento da anatomia cervical explicam o maior ou menor
sangramento, e ele independe da técnica anestésica utilizada.

Ao se realizar laringobroncoscopia no primeiro dia do pós-


operatório, nos pacientes submetidos à AG, observamos lesões
traumáticas em 11 dos 21 deste grupo (51%). Apesar de
discretas, estas podem ser o início de lesões mais graves, como
estenose do órgão.

Um dos motivos para haver a conversão anestésica ocorre


quando o paciente não consegue manter a oxigenação adequada
do sangue, implicando na qualidade e efetividade do método
anestésico. Somente 1 paciente do grupo submetido a BPCS
apresentou oximetria abaixo de 90%, ou seja 87%. Este
episódio durou aproximadamente 10 minutos e se reverteu ao
aumentar a oferta de oxigênio, retornando então à cirurgia.
Acreditamos que a sedação seja outro fator que interfira no
nível de oximetria e portanto, concordamos com Prasad e
Shanmugam4 ao afirmarem que uma anestesia
compreensivelmente administrada, envolvendo também a
sedação, é uma mistura de arte e ciência, nas quais a proporção
de cada uma é difícil de ser calculada e é dependente do
envolvimento individual. Acrescenta-se ainda a susceptibilidade
de cada paciente, pois pacientes com características
semelhantes responderam diferentemente às mesmas doses do
mesmo sedativo. Portanto, pensamos não haver uma fórmula
que possa manter todos os pacientes no mesmo plano de
sedação.

Quanto ao grau de satisfação expressado pelos pacientes,


pudemos verificar que não houve diferenças estatisticamente
significante entre os dois grupos. A grande maioria dos
pacientes (18 de cada grupo) se sentiu extremamente satisfeito,
atribuindo nota máxima. Somente 1 do AG atribuiu nota 2 e o
motivo alegado foi ter sentido muita dor. Somos concordantes
com a posição assumida por Chaikof et al.5, Lo Gerfo14 e Prasad
e Shanmugam4 ao afirmarem que para se proceder a BPC, o
conhecimento anatômico aliado à capacidade técnica
proporcionará uma cirurgia isenta de dor, e portanto, com boa
impressão ao paciente.

A grande maioria, 20 dos 21 pacientes da AG, e 19 dos 21 da


BPCS, aceitaria se submeter novamente à hemitireoidectomia
usando a mesma forma de anestesia. Para o único paciente do
grupo submetido à AG que se negou a realizá-la novamente o
fez porque alegou ter sentido muita dor no pós-operatório
imediato, além de sensação desagradável durante a indução
anestésica. Ambos os pacientes do grupo submetido à BPCS, e
que se recusaram à reintervenção, alegaram serem muito
tensos e por isso acreditavam que a anestesia geral lhes
proporcionariam maior relaxamento e amnésia completa (citado
também por Prasad e Shanmugam4).

Diante dos resultados desse estudo, concordamos com Prasad e


Shanmugam4 e Telford, Stoneham e Pandit15 ao defenderem o
uso do BPCS, por considerá-lo capaz de gerar anestesia com
menor custo, produzir poucas complicações e quando presentes,
de baixo risco, e propiciar satisfação ao paciente. Concordamos
também com Chaikof et al.5 de que a técnica anestésica
associada à cirúrgica seja imprescindível para que se consiga
intervenções maiores. É possível que até mesmo grandes
cirurgias (laringectomias, esvaziamentos cervicais) possam ser
realizadas com anestesia por BPCS, desde que se acrescentem
os conceitos de Prasad e Shanmugam4, quando afirmam que o
conhecimento anatômico detalhado do pescoço torna a
anestesia mais efetiva, levando a um relaxamento muscular
adequado e que, associado à sedação e à delicadeza em
manipular os instrumentais cirúrgicos e os tecidos orgânicos,
possibilita cirurgia em espaços profundos. Para que tal fato
ocorra, Chaikof et al.5 dizem ser necessário que se associem
prática e sistemática. Acreditamos, no entanto, que outros
estudos devam ocorrer com amostra de maior tamanho e em
diferentes localizações geográficas, onde os aspectos sócio-
culturais são diferentes.

CONCLUSÃO

Os resultados permitiram chegar às seguintes conclusões:

- o tempo cirúrgico foi maior com BPCS;

- o tempo para reversão em sala cirúrgica foi maior com AG;

- tempo anestésico foi maior com BPCS e não implicou em


redução no uso de analgésico no pós-operatório imediato;

- houve trauma laringotraqueal em 51% dos AG e bradicardia


em 23,8% do BPC;

- houve menor custo do tratamento com BPCS.

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superficial cervical plexus blocks. Br J Anaesth 2004;92(5):775-
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Endereço para correspondência:


Rui Celso Martins Mamede
Rua Nélio Guimarães 170 Alto da Boa Vista
14025-290 Ribeirão Preto - SP
Tel/Fax: (0xx16) 3602-2353
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Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gestão de


Publicações) da RBORL em 13 de setembro de 2006. cod. 3393.
Artigo aceito em 16 de outubro de 2007.

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto


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1. Endocrinologia/Glândulas - Câncer de Tireóide-tipos


Cirurgia/Anestesia · Clínica médica/Intensiva/UTI ... A cada ano surgem cerca
de 11.000 novos casos de câncer da tireóide nos Estados Unidos. ...
www.drashirleydecampos.com.br/noticias/15069 - 44k
Endocrinologia/Glândulas
Câncer de Tireóide-tipos
26/03/2005

A cada ano surgem cerca de 11.000 novos casos de câncer da tireóide nos Estados
Unidos. O sexo feminino é mais freqüentemente atingido, na taxa de 3 mulheres para 1
homem. O câncer da tireóide pode ocorrer em qualquer faixa etária, porém, é mais
freqüente abaixo dos 25 e acima dos 65 anos de idade. A maioria dos pacientes que
apresentam nódulos na tireóide não apresentam sintomas.

É importante ressaltar que cerca de 10% da população tem nódulos tireoidianos, e que a
grande maioria são benignos. Somente cerca de 5 a 10% dos nódulos da tireóide são
malignos.

Nas fases iniciais, geralmente não surge sintomas como rouquidão, dor no pescoço,
aumento dos linfonodos cervicais, dificuldade para engolir ou respirar. Os nódulos que
aparecem como hipofuncionantes na cintigrafia da tireóide tem mais chances de serem
malignos, apesar de que a grandiosa maioria destes são BENIGNOS.

Tipos de Câncer da Tireóide


São 4 os tipos mais freqüentes de tumores malignos da tireóide.

• Papilífero e papilífero/folicular ~ 75%


• Folicular e de células de Hurthle ~ 15%
• Medular ~ 7%
• Anaplásico ou indiferenciado~ 3%

Prognóstico
A grande maioria dos tumores malignos da tireóide são de baixa
malignidade, portanto, curáveis.Nos pacientes jovens que tenham
desenvolvido tanto adenocarcinoma papilífero quanto folicular, quando
adequadamente tratados, tem cura em cerca 95% das vezes. O tratamento
cirúrgico é um pouco controverso quanto a sua extensão devendo diversos
fatores serem considerados. Em regra geral é realizado tireoidectomia total
para evitar recidivas e facilitar o acompanhamento pós operatórios. Muitos
serviços preferem, em especial nos carcinomas papilíferos, a retirada do
lobo comprometido, istmo e grande parte do lobo contra-lateral. Com isso
diminuiria o índice das complicações operatórias.

Carcinoma Medular da tireóide é significativamente menos comum,


porem, com muito pior prognóstico.Precocemente desenvolve metástases
para linfonodos cervicais e requer cirurgia mais agressiva que os citados
anteriormente. O tratamento cirúrgico preconizado consiste em
tireoidectomia total com esvaziamento ganglionar bilateral e anterior.

Carcinoma Anaplásico ou indiferenciado, é o mais agressivo das


linhagens tumorais malignas da tireóide. Seu prognóstico é sombrio, pois
1. Artigo Original
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tireoidectomia total . A biópsia incisional ou excisional de linfonodos. cervicais,
seja feita com anestesia local ou mesmo anestesia ...
sbccp.netpoint.com.br/ojs/index.php/revistabrasccp/article/view/186/182 -
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desenvolvida por Kocher em 1880, é que os percalços da tireoidectomia
começaram ...
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1. reviver saude holistica: Cirurgia de tireóide


Hoje tivemos no Hospital de Base de Rio Preto a primeira cirurgia de nódulo de
tireóide com anestesia por acupuntura feita por uma equipe totalmente ...
reviversaudeholistica.blogspot.com/2007/12/cirurgia-de-tireide.html -

Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007


Cirurgia de tireóide
Hoje tivemos no Hospital de Base de Rio Preto a primeira cirurgia de nódulo de
tireóide com anestesia por acupuntura feita por uma equipe totalmente brasileira. Em
2001 o Dr. João Armando Padovani já havia realizado uma, porém anestesiada pelo Dr.
Amado Rivas Aguillera de Cuba.