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Cromatografia Em Coluna

Cromatografia Em Coluna

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texto que descreve um mpouco acerca da tecnica de cromatografia em coluna
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CROMATOGRAFIA EM COLUNA A cromatografia em coluna costuma ser citada como o mais antigo procedimento cromatográfico.

Foi descrito pela primeira vez pelo botânico russo M. S. Tswett, que o utilizou para o isolamento dos pigmentos existentes nas folhas verdes dos vegetais. Consiste em uma coluna de vidro, metal ou plástico, preenchida com um adsorvente adequado. O adsorvente pode ser colocado na coluna diretamente (seco) ou suspendido em um solvente adequado (geralmente o próprio eluente a ser usado no processo de separação). Os principais adsorventes normalmente utilizados são a sílica gel, a alumina, o carbonato de cálcio, o óxido de magnésio, o carvão ativado, a sacarose e o amido, entre outros. A substância a ser separada ou analisada é colocada na coluna pela parte superior e o eluente é vertido após, em quantidade suficiente para promover a separação. A coluna pode ser um simples tubo de vidro, aberto em ambas as extremidades, ou semelhante a uma bureta. Em alguns casos aplica-se vácuo pela parte inferior da coluna ou uma ligeira sobrepressão pela parte superior da mesma. Quando a amostra a ser cromatografada possui cor, pode-se visualizar as diferentes zonas coloridas descendo pela coluna, que são recolhidas, separadamente, pela extremidade inferior. Quando a amostra não possui cor, recolhem-se várias frações iguais de eluente, testando-as quanto à presença ou não de substâncias dissolvidas através do uso de reveladores adequados (luz UV, reveladores químicos, etc.). Um exemplo de aplicação da cromatografia em coluna é a separação dos pigmentos do espinafre.

A cromatografia (do grego χρώμα:chroma, cor e γραφειν:"grafein", grafia) envolve uma
série de processos de separação de misturas. A cromatografia acontece pela passagem de uma mistura através de duas fases: uma estacionária (fixa) e outra móvel. A grande variabilidade de combinações entre a fase móvel e estacionária faz com que a cromatografia tenha uma série de técnicas diferenciadas.

Teoria da cromatografia
Cromatografia é uma técnica de separação de misturas e identificação de seus componentes. Esta separação depende da diferença entre o comportamento dos analitos entre a fase móvel e a fase estacionária. A interação dos componentes da mistura com estas duas fases é influenciada por diferentes forças intermoleculares, incluindo iônica, bipolar, apolar, e específicos efeitos de afinidade e solubilidade.

Analogia
Uma analogia que é as vezes útil é a suposição da mistura de abelhas e moscas passando sobre uma flor. As abelhas serão atraídas pela flor e serão separadas das moscas por esta atração. Se observarmos esta passagem sobre a flor, as moscas irão passar antes seguidas pelas abelhas. Nesta anologia, as abelhas e as moscas são os analitos, as flores representariam a fase estacionária e o ar onde as duas espécies passam seria a fase móvel. A chave da separação está na diferença de afinidade entre o analito, a fase móvel e a fase estacionária. O observador seria representado pelo detector usado em uma série de formas de cromatografia. Todavia os valores determinados podem sofrer mudanças. Pode se ter dois tipos a fase estacionaria e a fase de absorção do procedimento citado.

História
Foi o botânico russo, Mikhail Semenovich Tswett quem inventou a primeira técnica cromatografica em 1900 durante suas pesquisas sobre a clorofila. Ele usou uma coluna de absorção líquida contendo carbonato de cálcio para separar pigmentos de folhas de plantas. O método foi descrito em 30 de dezembro de 1901 no 11o Congresso de Médicos e Naturalistas em São Petersburgo. A primeira publicação feita foi em 1903. Ele usou pela primeira vez o termo cromatografia em uma publicação em 1906 no jornal de botânica alemão, Berichte der Deutschen Botanischen Gesellschaft. Em 1907, demonstrou sua cromatografia para a Sociedade Botânica Alemã. Em 1952, Archer John Porter Martin e Richard Laurence Millington Synge ganharam o Prêmio Nobel de Química pela invenção da cromatografia de partição.[1] Desde então, a tecnologia tem avançado rapidamente. [editar]Termos

usados na cromatografia

Analito é a substância a ser analisada posteriormente, após a separação com o processo de cromatografia.

[editar]Classificação [editar]De

das técnicas cromatográficas

acordo com o sistema cromatográfico

Em Coluna

      
[editar]De

Cromatografia líquida Cromatografia gasosa Cromatografia supercrítica

Planar Centrífuga (Chromatotron) Cromatografia em camada delgada (CCD) Cromatografia em papel (CP)

acordo com a fase móvel

Utilização de gás

      
[editar]De

Cromatografia gasosa (CG) Cromatografia gasosa de alta resolução (CGAR)

Utilização de líquido Cromatografia líquida clássica (CLC) Cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE)

Utilização de gás pressurizado Cromatografia supercrítica (CSC)

acordo com a fase estacionária

 

Líquida Sólida

Quimicamente ligadas

[editar]De

acordo com o modo de separação

   

Por adsorção Por partição Por troca iônica Por afinidade

[editar]Principais

técnicas cromatográficas
de adsorção

[editar]Cromatografia

Neste processo, o de mais ampla utilização, duas substâncias são ligadas por uma interface onde não ocorre solubilização. A faseestacionária é sólida e a fase móvel pode ser líquida ou gasosa. Baseia-se nas atrações eletrostáticas ou dipolares da superfície da fase estacionária pelas moléculas da substância a separar. [editar]Cromatografia

de partição

A fase estacionária é líquida. Este processo é baseado na diferente solubilidade dos componentes da mistura nas duas fases líquidas. [editar]Cromatografia

planar

Na cromatografia planar, também chamada de camada fina, ou TLC ("Thin Layer Chromatography"), a fase estacionária, por exemplo alumina ou sílica, é suportada sobre uma placa plana ou nos poros de um papel. Nesse caso, a fase móvel desloca-se através da fase estacionária, sólida e adsorvente, por ação da capilaridade ou sob a influência da gravidade. Útil em separação de compostos polares. Encontra-se bastante difundida devido à sua facilidade experimental e ao seu baixo custo. [editar]Cromatografia em papel (CP)

Fases da Cromatografia em Camada Delgada.

Ou PC, do inglês "paper chromatography". É uma técnica de partição, utiliza dois líquidos, ou misturas de líquidos, um atuando como fase móvel (eluente) e outro, suportado sobre papel, atuando como fase estacionária. Ocorre a retenção das substâncias devido às diferentes afinidades para com as fases estacionária e móvel. Utiliza-se papel normal ou papel de filtro (mais utilizado) como suporte da fase estacionária. Exemplificando: a mistura é aplicada no papel e mergulhada na mistura das fases líquida e estacionária. A tira de papel de suporte é colocada em um cuba contendo o eluente. Esta fase móvel (solvente) sobe por capilaridade e arrasta a substância pela qual tem mais afinidade, separando-a das substâncias com maior afinidade pela fase estacionária. Como a maioria das substâncias separadas são incolores, utiliza-se um revelador. As manchas podem ser reveladas por meio de luz UV, vapores de iodo, soluções de cloreto férrico e tiocianoferrato de potássio, fluorescências, radioatividade, etc. [editar]Cromatografia

em coluna

Cromatografia em Coluna.

É a técnica de separação cuja fase estacionária acontece dentro de um tubo. Utiliza-se uma coluna de vidro aberta na parte superior e munida de uma torneira na extremidade inferior, por onde sai o líquido (eluído). Dentro da coluna encontra-se a fase estacionária constituída por um enchimento sólido no caso da cromatografia de adsorção, ou por uma fase líquida no caso da cromatografia de partição. A fase móvel é líquida em ambos os casos.A ordem das substâncias dependerá da sua polaridade. [editar]Cromatografia

de leito móvel

A cromatografia de leito móvel verdadeiro (True moving bed, TMB) é uma forma de transformar a cromatografia de leito fixo num processo contínuo em contracorrente, e desta forma maximizar as taxas de transferência de massa entre fases. Nesta técnica, o absorvente move-se no sentido oposto ao do eluente com uma velocidade compreendida entre as velocidades de migração dos dois componentes.

Referências
1. ↑ Nobelprize.org: The Nobel Prize in Chemistry 1952

[editar]Ligações

externas

Química Nova Na Escola número 7, maio de 1998 (http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/uploads/K8/IY/K8IYg8H9w8MzVTIEuoauRA/atual.pdf)

Cromatografia em Coluna (C)

Bruna Ferreira Silva. Larissa Carvalho Silva.

Orientador: Prof. Dr. Luciano Morais Lião. Acadêmicos: Eli Silveira Ales Júnior. Goiânia, de maio de 2009.

Será abordada neste relatório a aula de Cromatografia em Coluna tendo como adsorvente sílica em gel; aula realizada no dia 27 de abril de 2009 sob a orientação do Prof. Dr. Luciano Morais Lião.

Introdução:

Cromatografia é uma técnica utilizada para analisar, identificar ou separar os componentes de uma mistura. A cromatografia é definida como a separação de dois ou mais compostos diferentes por distribuição entre fases, uma das quais é estacionária e a outra móvel. Introduzida pelo pesquisador russo Michael Tswett em 1906, quando separou clorofila de uma mistura de pigmentos de plantas, através de uma coluna cheia de carbonato de cálcio em pó, fazendo a lavagem com éter de petróleo. Conforme a amostra descia pela coluna, apareciam bandas separadas e cores distintas. Palavra de origem grega, onde “cromo” significa cor e “grafia” significa escrita, ou seja “escrita em cores”. Mas a cromatografia pode separar os componentes sem nenhum aparecimento de cor.

A cromatografia é preliminarmente uma ferramenta analítica para a separação de misturas, combinada com análises qualitativas e quantitativas das substâncias separadas. É uma poderosa e muito usada técnica de separação dos componentes de uma amostra.

Os componentes das amostras são distribuídos entre duas fases, uma das quais permanece estacionária, enquanto a outra elui entre os interstícios ou sobre a superfície da fase estacionária. O movimento da fase móvel resulta numa migração diferencial dos componentes da amostra. O mecanismo envolvido nesta migração diferencial vai depender do tipo da fase móvel e estacionária utilizado. Pela escolha apropriada da fase fixa e da fase móvel, além de outras variáveis, pode-se fazer com que os componentes da mistura sejam arrastados ordenadamente. Aqueles que interagem pouco com a fase fixa são arrastados facilmente e aqueles com maior interação ficam mais retidos.

Os componentes da mistura adsorvem-se com as partículas de sólido devido a interação de diversas forças intermoleculares. O composto terá uma maior ou menor adsorção, dependendo das forças de interação, que variam na seguinte ordem: formação de sais > coordenação > pontes de hidrogênio > dipolo-dipolo > Van der Waals.

Dependendo da natureza das duas fases envolvidas tem-se diversos tipos de cromatografia:

- sólido-líquido (coluna, camada fina, papel);

- líquido-líquido;

- gás-líquido.

Os métodos cromatográficos possuem uma faixa de aplicação ilimitada. Podem ser usadas para separação de moléculas menores, como H2 e D2, até as maiores, como proteínas etc. Quantidades na ordem de picogramas podem ser separadas e detectadas por cromatografia gasosa combinada com espectrometria de massa, e quantidades em multigramas podem ser separados e isolados por métodos de coluna preparativa.

A cromatografia em coluna é uma técnica de partição entre duas fases, sólida e líquida, baseada na capacidade de adsorção e solubilidade. O sólido deve ser um material insolúvel na fase líquida associada, sendo que os mais

utilizados são a sílica gel (SiO2) e alumina (Al2O3), geralmente na forma de pó. A mistura a ser separada é colocada na coluna com um eluente menos polar e vai-se aumentando gradativamente a polaridade do eluente e conseqüentemente o seu poder de arraste de substâncias mais polares. Uma seqüência de eluentes normalmente utilizada é a seguinte: éter de petróleo, hexano, éter etílico, tetracloreto de carbono, acetato de etila, etanol, metanol, água e ácido acético.

O fluxo de solvente deve ser contínuo. Os diferentes componentes da mistura mover-seão com velocidade distintas dependendo de sua afinidade relativa pelo adsorvente(grupos polares interagem melhor com o adsorvente) e também pelo eluente. Assim, a capacidade de um determinado eluente em arrastar um composto adsorvido na coluna depende quase diretamente da polaridade do solvente com relação ao composto.

À medida que os compostos da mistura são separados, bandas ou zonas móveis começam a ser formadas; cada banda contendo somente um composto. Em geral, os compostos apolares passam através da coluna com uma velocidade maior do que os compostos polares, porque os primeiros têm menor afinidade com a fase estacionária. Se o adsorvente escolhido interagir fortemente com todos os compostos da mistura, ela não se moverá. Por outro lado, se for escolhido um solvente muito polar, todos os solutos podem ser eluídos sem serem separados. Por uma escolha cuidadosa das condições, praticamente qualquer mistura pode ser separada

Outros adsorventes sólidos para cromatografia de coluna em ordem crescente de capacidade de retenção de compostos polares são: papel, amido, açucares, sulfato de cálcio, sílica gel, óxido de magnésio, alumina e carvão ativo. Ainda, a alumina usada comercialmente pode ser ácida, básica ou neutra. A alumina ácida é útil na separação de ácidos carboxílicos e aminoácidos; a básica é utilizada para a separação de aminas.

Materiais e Métodos:

Materiais Coluna cromatográfica, algodão, funil, béquer, pipeta, sílica-gel em pó, éter de petróleo, acetona, amostra (maceramento de folha em acetona resultando em uma mistura de cor verde).

Métodos Em uma coluna cromatográfica contendo um pequeno algodão na ponta mediu-se 5 cm de sílica-gel em pó e transferiu-se a sílica para um béquer. Por ser conhecida a polaridade dos solventes que serão utilizados, a sílica foi misturada em éter de petróleo, que é menos polar que a acetona e será o primeiro solvente a ser utilizado no procedimento de separação. Com a ajuda de um funil, a sílica foi colocada na coluna cromatográfica e o excesso de éter de petróleo foi retirado. Utilizando uma pipeta colocou-se a amostra dentro da coluna de forma a não criar rachaduras. Abriu-se novamente a ponta da coluna até que a amostra estivesse toda em contato com a sílica (sem haver líquido sobrando sobre o final da coluna).

Lentamente adicionou-se o éter de petróleo até a visualização de duas fases distintas. A fase amarela foi descendo enquanto a verde permanecia no topo da coluna. Após observar essa separação das fases encheu-se a coluna com éter de petróleo e colheu-se toda a fase amarela da amostra em um béquer, restando somente a fase verde no topo da coluna. Removeu-se também o restante de éter de petróleo que restou na coluna.

Ao início da eluição com acetona a coluna criou rachaduras em seu interior e para removêlas colocou-se algodão umedecido com clorofórmio por fora da coluna, cobrindo todos os pontos de rachadura. O clorofórmio esfria o ar presente na coluna facilitando sua retirada (diferença de pressão – a pressão da coluna sobre a rachadura é maior). Após a coluna voltar a ficar uniforme continuou-se a adição de acetona até a coleta de toda banda verde em outro béquer.

Resultados e Discussão:

O método de cromatografia de coluna permitiu a separação de duas bandas visíveis do extrato de folhas, a banda amarela que é uma mistura de carotenos e a banda verde que é uma mistura de clorofilas, devido à interação de cada banda com o solvente. A banda amarela interagiu com o éter de petróleo, pois ela é mais apolar do que a banda verde. A banda verde interagiu com a acetona, pois ela era mais polar.

Os aspectos que alteram a eficiência de uma coluna cromatográfica são o empacotamento da sílica-gel que compõe a coluna e a aplicação da mistura sobre a coluna. O empacotamento deve ser o mais uniforme possível, sem a presença de bolhas e rachaduras no interior da coluna, pois estas atrapalham a separação das bandas. A aplicação da mistura sobre a coluna deve ser pequena para que as bandas possam se separar completamente antes que a coluna termine.

Conclusão:

A separação de misturas contendo substâncias com diferentes polaridades através da cromatografia de coluna é eficiente, pois é possível separar completamente essas substâncias devido à sua interação com o solvente utilizado. Elas devem ser analisadas posteriormente para que haja certeza de que existe somente aquele determinado composto da mistura. Isso pode ser feito através da cromatografia de camada delgada.

Bibliografia:

Disponível em: <http://ubeExperimental 164.pop.com.br/repositorio/48/meusite/qorganica
ECO-QUÍMICA, Portal de Química e Meio Ambiente – Química Fácil – Química Orgânica experimental/cromatografia.htm>. Acessado em 30/04/2009.

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