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MÓDULO V

Operacionalização da
formação: do plano à ação

MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO
PLANO À AÇÃO

Súb-módulo
Competências e objetivos
operacionais

CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING

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Mod.DFRH.111/00

qualquer que seja o modo utilizado.111/00 .DFRH. sem prévia autorização dos autores.MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO Ficha Técnica Título: Autoria: Coordenação: Edição: Composição Gráfica: Direitos de Autor: este artigo não pode ser reproduzido. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 3 de 25 | P á g i n a Mod. no todo ou em parte.

...... 6 1...3..........……………………………………………………………………...............24 Bibliografia……………………………………………………………………………………………………...........17 4....Níveis de definição…………………………………………………………………………………6 1....................15 3...6 1............111/00 ......Definição de objetivos pedagógicos…………………………………………………………...............Competências e objetivos…………………………………………….............4.........10 Operacionalização de objetivos pedagógicos…………………………………………………………....14 3.......................... 6 Níveis de definição dos objetivos.....Os Objetivos são um Guia e uma Orientação para o Formando…………………………15 3...23 5......7 Unidade II………………………………………………………………………………………………………............Os Objetivos são Fator de Maior Objetividade nas Avaliações……………………….MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO ÍNDICE Introdução.23 5.....Caracterização das situações…………………………………………………………………….....................................Domínio Afetivo…………………………………………………………………………………18 4......2..1.............Domínio Cognitivo………………………………………………………………………………......14 3.........................2.Os Objetivos são um Instrumento de Orientação de Toda a Ação do Formador…….....3...17 4...........6...10 Unidade III………………………………………………………………………………………………………13 Funções dos objetivos……………………………………………………………………………………............5..........………………………...……………………….......……………………………………………………………………………………………………23 Das competências aos objetivos......2...............1........DFRH......13 3.13 3...............19 Unidade V…............2....Os Objetivos são Fatores de Clarificação de toda a Informação………………………......3..Conceito de Competência…………………………………………….........Domínio Psicomotor……………………………………………………………………………..........Os Objetivos são um Meio de Comunicação……………………………………………….1.21 CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 4 de 25 | P á g i n a Mod.......Os Objetivos são um Instrumento de Rentabilização da Formação……………………....1......16 Unidade IV………………………………………………………………………………………………………17 Taxonomias dos Objetivos………………………………………………………………………………........... 5 Unidade I …...

arriscamo-nos a encontrarmo-nos noutro lugar (sem o saber) ”. a mudança de comportamentos e consequente acompanhamento da evolução no mercado de trabalho. nenhum industrial constrói uma fábrica para se interrogar depois sobre o que aí irá fabricar. justifica a sua ação e a orienta. daí a necessidade de definirmos objetivos pedagógicos em contexto de formação/ensino. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 5 de 25 | P á g i n a Mod. também o formador deve estabelecer objetivos adequados para justificar e orientar a sua ação. Neste módulo iremos debruçar-nos sobre a importância da formulação correta de objetivos pedagógicos já que “quando não se sabe para onde se vai. de modo organizado e planeado.DFRH. assim.MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO INTRODUÇÃO O processo de formação. isto é. parte de uma intenção que. Mager. numa das suas célebres frases refere “se não estivermos certos do lugar para onde nos dirigimos. promovendo . seja ele no âmbito da Educação ou da formação pretende capacitar/dotar o indivíduo de uma bagagem de competências técnicas e psicossociais. Pelo contrário. escolhe utensílios ou fixa prazos sem ter tomado conhecimento das características do trabalho a fornecer. cada profissional. no sentido de aperfeiçoamento constante. não tem eficácia se não for orientado por objetivos. tal como o processo de formação. nunca se pode saber se lá chegou”.111/00 . se não fizer com que o formando adquira determinadas competências e evolua. ao mesmo tempo. Nenhum artesão inicia trabalhos. Assim sendo. O ensino.

Mager. Guilbert e Birzea. considerando a existência de 4 níveis de generalidade na formulação dos propósitos ou intenções de formação: Finalidades Objetivos da formação Metas Objetivos gerais Objetivos Pedagógicos Objetivos específicos CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 6 de 25 | P á g i n a Mod.MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO UNIDADE I Níveis de definição dos objetivos OBJETIVOS: No final da unidade.111/00 . objetivos gerais e objetivos específicos .1.2.Reconhecer a importância da definição de objetivos gerais e específicos. A conceção que iremos apresentar. metas. 1. pode estabelecer-se uma hierarquia na formulação dos objetivos.NÍVEIS DE DEFINIÇÃO Existem diferentes níveis na definição de propósitos ou intenções de formação. o Formando deverá: . porém podemos assentar em aspetos comuns de todas as perspetivas e defini-los como um conjunto de intenções que descrevem as modificações que desejamos provocar e expressam os resultados que se pretendem alcançar com a formação. cada nível é derivado do nível precedente e. cada autor tem a sua. é uma síntese das propostas de diferentes autores. nomeadamente.Distinguir finalidades.DEFINIÇÃO DE OBJETIVOS PEDAGÓGICOS: Existem várias definições de objetivos pedagógicos.DFRH. 1. deste modo.

competências que os indivíduos após a formação serão capazes de realizar. ………… (aqui a explicitação do valor). Normalmente. são definidos pelos gestores ou organizadores da formação. devendo ser formulados em termos de conhecimentos e competências amplas e complexas a adquirir. o formando deve ser capaz de compreender a importância de um estilo de vida saudável. as metas expressam de uma forma precisa os resultados esperados de um determinado programa ou ação de formação. por isso. Ao contrário das finalidades. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 7 de 25 | P á g i n a Mod. isto é. Exemplo: Esta ação de formação visa formar técnicos de ação educativa para o desempenho de atividades de animação em creches e jardins de infância. Objetivos específicos: Ao nível das formulações. o perfil de saída dos Formandos. Dão indicações sobre o que o formando deverá ser capaz de fazer. (aqui um valor).3. dos comportamentos esperados no final de uma ação de Formação ou de uma sequência de ensino aprendizagem teremos os objetivos específicos.CARACTERIZAÇÃO DAS SITUAÇÕES Finalidades: situam-se no mais alto nível de generalidade e constituem os grandes objetivos da formação. Definem as funções. Objetivos gerais: Ao nível das formulações dos resultados esperados / capacidades a adquirir com uma determinada ação de formação ou sequência de ensino-aprendizagem designaremos por objetivos gerais. Exemplos: No final da formação/módulo. fornecendo uma linha diretriz para a globalidade da formação Exemplo: Os cursos de Formação na área de ………………… visam o desenvolvimento de …………….111/00 . de ser interpretado de diversos modos ou de ser potencialmente desdobrável em diferentes séries de objetivos mais concretos” (Ribeiro). Metas/Fins: situam-se ao nível abaixo das finalidades. após o percurso formativo.DFRH. “É aquele que está definido em termos latos com uma certa ambiguidade e suscetível. isto é.MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO 1.

que os formandos deverão adquirir ao longo do processo de formação. é necessário pensar os objetivos gerais em função das situações pedagógicas concretas e desdobrá-los em diferentes séries de objetivos mais precisos: específicos e por vezes operacionais. em termos de comportamentos observáveis. uma orientação mais precisa sobre o que se pretende obter” (Ribeiro). Podemos concluir que a para uma correta elaboração dos objetivos pedagógicos. É imprescindível a formulação de objetivos em contexto de ensino e/ou formação pois. que integram as capacidades mais complexas visadas pelo objetivo geral. Resulta da decomposição de um objetivo geral em aspetos mais restritos. o simples facto de os formularmos obriga-nos a refletir seriamente sobre o que vai ser transmitido e quais os métodos e técnicas a utilizar. por isso.MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO Os objetivos específicos indicam de modo preciso os conhecimentos.DFRH. Exemplo: No final da formação o formando deve ser capaz de identificar comportamentos a adotar para um estilo de vida saudável. ou não.111/00 . ou seja. Os objetivos específicos servem para avaliar até que ponto os objetivos gerais foram. Deve ser formulado em termos operacionais. atingidos. em contexto de formação. as aptidões. “São aqueles que estão enunciados em termos suficientemente concretos para poderem ser entendidos do mesmo modo por diferentes pessoas e que fornecem. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 8 de 25 | P á g i n a Mod. e corresponde a capacidades mais elementares.

Expressam os resultados esperados. Objetivos específicos: No final da formação o formando deve ser capaz de: . Não são diretamente observáveis. . Para racionalização desta diversidade foram considerados 4 níveis de generalidades que se designam por: 1-FINALIDADES 2. Devem ser diretamente observáveis.111/00 . quer os resultados a alcançar com uma dada atividade pedagógica num tempo limitado e com um âmbito restrito. Objetivos Específicos: Visam capacidades a desenvolver.MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO Síntese: Objetivos Gerais: Visam as competências a adquirir.OBJETIVOS ESPECÍFICOS 9 de 25 | P á g i n a Mod.Ter uma posição correta ao microscópio.Colocar corretamente a preparação no microscópio.Iluminar convenientemente o microscópio. Visam capacidades mais complexas.Os objetivos de Formação podem ser formulados a vários níveis de generalidade.Regular a intensidade da luz IDEIAS A RETER: . estabelecendo quer as grandes intenções ou opções de uma ação de Formação. .METAS CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 3-OBJETIVOS GERAIS 4.DFRH. São sempre formulados em termos operacionais. Exemplo prático: Objetivo geral: No final da formação. Correspondem a capacidades mais elementares. Situam-se ao nível da realização das ações. . o formando deve ser capaz de utilizar adequadamente o microscópio. Expressam comportamentos esperados.

que um objetivo é operacional quando indica claramente e em termos de comportamentos diretamente observável ou mensurável.MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO Unidade II Operacionalização de objetivos pedagógicos OBJETIVOS: No final da unidade. como tal. Os objetivos operacionais derivam da explicitação dos objetivos específicos. A definição de objetivos não passa apenas pela definição geral e específica.etc.DFRH.) Estratégia de avaliação que permite verificar o comportamento Todo o objetivo operacional é específico mas nem todos os objetivos específicos são operacionais. já que nem todos são passíveis de serem observados. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 10 de 25 | P á g i n a Mod. então. devem incluir os seguintes elementos: Pessoa/s de quem se espera o comportamento. É essencial operacionalizar esses mesmos objetivos de modo a que sejam avaliados comportamentos concretos observáveis. Condições de realização do comportamento esperado.111/00 . rapidez.Redigir objetivos pedagógicos em termos operacionais.Definir objetivos operacionais . Comportamento esperado que traduz ou revela a aprendizagem pretendida. Diz-se. em que condições o fará (condições de realização) e porque critério será avaliado (critério de êxito). o Formando deverá: . o que o formando deverá fazer no final da formação (comportamento esperado). precisão. Nível de proficiência ou critério de sucesso ou êxito resultado que indica se o objetivo foi atingido e pode ser de qualidade (características observáveis mas não mensuráveis) ou de quantidade (tempo. São enunciados e formulados em termos de comportamentos concretos e.

podemos tomar contacto com diferentes verbos da ação visível.111/00 .qualidade). sem cometer erros (critério de êxito). EXEMPLOS DE VERBOS DE AÇÃO A USAR NA DEFINIÇÃO DE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 11 de 25 | P á g i n a Mod.DFRH.O participante (sujeito) deverá realizar (verbo operatório) sem recurso à máquina de calcular (condição de realização) dez operações aritméticas (comportamento esperado) no tempo máximo de 10 minutos (critério de êxito-quantidade) podendo cometer um erro (critério de êxito. Os verbos de ação a utilizar na definição de objetivos operacionais podem ser classificados quanto à ação e quanto ao domínio. domínio afetivo (saber ser) e domínio psicomotor (saber .saber). ambígua e ação não observável. 2. ambígua e não observável.fazer).No final da sessão os participantes deverão ser capazes de redigir objetivos operacionais (comportamento esperado) sem recurso a auxiliar (condições de realização). Quanto à ação podem ser de ação visível. Através do quadro a seguir apresentado.MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO Exemplos: 1. Relativamente ao domínio. podemos classifica-los em 3: domínio cognitivo (saber .

111/00 .O verbo a utilizar deve ser um verbo de ação que expresse um comportamento concreto.MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO IDEIAS A RETER: Um objetivo operacional corretamente definido deve conter os seguintes elementos: .DFRH.O sujeito da frase é sempre o formando. . CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 12 de 25 | P á g i n a Mod.

Os objetivos pedagógicos como intenções específicas de desenvolvimento (nos âmbitos cognitivo.OS OBJETIVOS SÃO FATORES DE CLARIFICAÇÃO DE TODA A FORMAÇÃO Não há Formação eficaz sem se ter uma ideia precisa do que se pretende que os Formandos fiquem a saber no final da Formação. Deste modo.Identificar as funções que desempenham os objetivos pedagógicos. definida em termos de conteúdos ou aquisição de conhecimentos genéricos e difusos. Só sabendo para onde se vai se tomará o caminho certo para lá chegar. o Formando deverá: .111/00 .1. afetivo e motor) permitem-nos questionar acerca do que se pretende que os formandos sejam capazes de fazer e/ou pensar. podemos dizer que são de estrema importância. depois de passarem por uma determinada sequência pedagógica. Através da definição de objetivos torna-se mais fácil eliminar a ambiguidade que tantas vezes rodeia uma ação de Formação. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 13 de 25 | P á g i n a Mod. destacando-se as seguintes funções: FUNÇÕES Clarificar Comunicar Formador Orientar Avaliar Rentabilizar Formandos 3. A definição prévia dos objetivos da Formação torna mais claro o que se pretende alcançar com as ações de Formação.MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO Unidade III Funções dos objetivos OBJETIVOS: No final da unidade.DFRH.

é também garantia de maior congruência. A existência de objetivos precisos assegura maior objetividade na ação de Formação. podem satisfazer apenas os seus gostos pessoais. e os clientes ou empregadores sabem com que aptidões podem contar por parte dos seus empregados. A definição dos objetivos vem permitir que as intenções da Formação apresentem um significado idêntico para todos. 3. futuros empregadores. 3. dos meios e dos instrumentos para o aperfeiçoamento da ação educativa. e os Formandos são obrigados a “adivinhar” o que se espera deles. estes sabem o que se espera deles. avaliadores. condução de sessões e avaliação dos resultados. A definição prévia dos objetivos.OS OBJETIVOS SÃO UM INSTRUMENTO DE ORIENTAÇÃO DA AÇÃO DO FORMADOR Os objetivos servem de critérios para a escolha dos métodos. Formadores. Com objetivos bem definidos.2. embora interessantes. podem ser distintas as intenções e as interpretações de Formandos e Formadores. das técnicas. diminuindo as probabilidades do Formador se dispersar por conteúdos ou atividades que.MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO A determinação precisa das capacidades que os Formandos devem adquirir ou desenvolver com uma determinada ação de Formação. entre os resultados desejados e os alcançados.3.OS OBJETIVOS SÃO UM MEIO DE COMUNICAÇÃO Os objetivos são instrumentos de comunicação que asseguram um entendimento mais fácil entre os vários intervenientes ou interessados na Formação: Formandos. Sabendo-se quais os objetivos a alcançar mais facilmente se saberá como alcançá-los. assegura uma maior clareza e objetividade de procedimentos do processo formativo.DFRH. sendo para o Formador como um guia no planeamento das atividades de aprendizagem. o Formador sabe o que pedir aos seus Formandos. os avaliadores sabem o que poderão exigir. e consequentemente evitar mal-entendidos resultantes da ambiguidade que caracteriza Formações mal definidas. para além de ser condição de maior clarificação dos procedimentos formativos. que os Formadores não conseguem fazer-se entender.111/00 . etc. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 14 de 25 | P á g i n a Mod. Perante uma situação de Formação. Acontece por vezes.

DFRH.OS OBJETIVOS SÃO UM GUIA E UMA ORIENTAÇÃO PARA O FORMANDO O conhecimento dos objetivos por parte do Formando é talvez um dos meios mais eficazes para o sucesso da aprendizagem. Saber com que finalidade se realizam as atividades de aprendizagem. Diz Mager “se comunicar a um aluno os objetivos da sua aprendizagem talvez não tenha que fazer mais nada”.MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO A definição dos objetivos também possibilita ao Formador determinar o grau de êxito das suas estratégias e comportamentos pedagógicos. Os objetivos são para o Formando um guia que lhe permite direcionar a sua atividade e organizar os seus esforços. 3. na medida em que obtém informação sobre se os Formandos alcançaram. 3. Saber em que direção se caminha é dar sentido a cada passo que se dá. Possuir um ponto de referência para avaliar e controlar os seus progressos. A experiência demonstra que a avaliação é percebida como o menos difícil e mais justa.5. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 15 de 25 | P á g i n a Mod. Podem ainda veicular um importante meio de avaliação e controlo da ação do Formador. Boa aceitação das mensagens. que os resultados alcançados por aqueles que conheciam os objetivos da sua aprendizagem. concluíram na maioria dos casos. Distinguir o essencial do acessório. quando os objetivos são comunicados aos Formandos em tempo útil e sem ambiguidade. sobre o efeito do conhecimento dos objetivos nos resultados obtidos pelos alunos. Alguns estudos desenvolvidos nesta área.111/00 .OS OBJETIVOS SÃO FATOR DE MAIOR OBJETIVIDADE NAS AVALIAÇÕES Uma das funções mais úteis dos objetivos é a de fornecer referências e critérios para a avaliação. eram muito superiores aos dos que não tinham qualquer informação a esse respeito. Na verdade o conhecimento dos objetivos permite ao Formando: Situar-se em relação ao fim a atingir. Facilitação da sua compreensão e assimilação. Tomar consciência do que lhe vai ser exigido. ou não. é fator de: Motivação para o trabalho. os objetivos previstos.4.

promovendo a sua motivação. Os objetivos introduzem na Formação uma componente de objetividade que garante um controlo da aprendizagem mais correto e mais justo. minimizando erros e desvios tradicionais. e uma mais elevada rentabilidade do sistema. determina a maior operacionalidade e consistência nas ações de Formação. de forma precisa. Orientação dos Formandos perante os seus esforços. e determina uma maior produtividade. IDEIAS A RETER: São inúmeras as vantagens em elaborar. Orientação.DFRH. resultantes da subjetividade do avaliador. vem equiparar a atividade formativa à atividade produtiva. operacionalização. e melhores resultados finais.111/00 . facilitando a sua aprendizagem. minimiza os efeitos da indefinição e subjetividade dos procedimentos desenvolvidos a vários níveis.MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO São bem conhecidas as dificuldades e até erros que envolvem a avaliação dos resultados da Formação. Objetividade e rigor na avaliação. Numa perspetiva globalizante pode dizer-se que os objetivos são fatores de: Clarificação das intenções de Formação. a maior parte deles consequência da falta de clarificação do que se pretende realmente avaliar. garantindo resultados mais palpáveis e de nível mais elevado. O conceito de produto a obter com a Formação. objetividade e eficácia do pensamento e ação dos Formadores. pois permite posteriores revisões e reformulações assegurando uma maior adequação e eficácia da formação.6. ou da falta de clarificação das situações a avaliar. A racionalização que a definição de objetivos introduz no sistema pedagógico. traduzida na obtenção de mais. objetivos pedagógicos. 3.OS OBJETIVOS SÃO UM INSTRUMENTO DE RENTABILIZAÇÃO DA FORMAÇÃO A definição de objetivos de Formação em termos de capacidades a adquirir. Comunicação e entendimento entre os vários intervenientes da Formação. Rentabilização das ações de Formação através da racionalização. determinando a sua compreensão. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 16 de 25 | P á g i n a Mod.

um som e assim por diante. No sentido de facilitar o estudo e a classificação dos objetivos pedagógicos.Compreensão: o indivíduo demonstra uma compreensão da informação. 4. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 17 de 25 | P á g i n a Mod. 2. a síntese e a avaliação. o Formando deverá: . o formador deverá utilizar as taxonomias para classificar e organizar os objetivos de aprendizagem em diferentes domínios e níveis taxonómicos. vários estudiosos conceberam as estruturas do desenvolvimento humano em três domínios (cognitivo. a compreensão. traduzindo-a para uma forma diferente ou reconhecendo-a sob forma traduzida. podem descrever-se do seguinte modo: 1. As categorias maiores da taxonomia de Bloom do domínio cognitivo. As taxonomias representam tentativas de clarificação e simplificação de um universo complexo que de outra forma seria difícil de compreender. Neste domínio estudam-se e hierarquizam-se essencialmente atividades intelectuais do formando.Domínio Cognitivo Inclui.DFRH. uma regra. um diagrama.111/00 . afetivo e psicomotor) designadas por taxonomias (Bloom. como sejam: o conhecimento. Deste modo.Hierarquizar os objetivos nos três domínios. Krathwohl e Harrow). às capacidades intelectuais.Conhecimento: o indivíduo consegue lembrar. A informação pode surgir sob a forma de um facto.1. segundo Bloom. a análise. os objetivos que dão relevo ao pensamento. definir reconhecer ou identificar informação específica apresentada durante o processo de ensino-aprendizagem.MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO Unidade IV Taxonomias dos objetivos OBJETIVOS: No final da unidade. a aplicação.

um texto.2. etc. Toma uma iniciativa.Aplicação: o indivíduo consegue aplicar a informação realizando atividades concretas. ler.Acolhimento/Atenção: o indivíduo apercebe-se e está atento a algo do meio ambiente. 4.MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO Pode ser avaliado. Este produto pode revelar-se sob várias formas – escrita.Avaliação: o indivíduo consegue usar um padrão de julgamento sobre o valor de algo: um concerto. 5 . para o domínio afetivo o critério é o grau de interiorização.Resposta: o indivíduo reage nitidamente ou porque obedece ou porque manifesta prazer pelo gosto pela palavra.Síntese: o indivíduo consegue recolher informações de várias fontes e criar um produto exclusivamente seu. desenhar.DFRH. oral. inclui os objetivos que realçam sentimentos e emoções. pelo gesto ou atitude. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 18 de 25 | P á g i n a Mod. manipular equipamentos etc. 4. apresentando um exemplo original. uma atividade.111/00 . dividir essa informação. Só é observável um certo despertar da atenção.Caracterização: o indivíduo age em conformidade com o valor e está firmemente envolvido na experiência. 1 . sumariando. Exemplo: Compreender o processo de avaliação da formação. pictórica. reconhecendo um exemplo. um plano de arquitetura. 3 .Domínio sócio-afetivo Segundo Krathwolh. Exemplo: Ajudar os colegas no trabalho de grupo. etc. 3. interesses e atitudes dos alunos. dando uma definição por palavras próprias.Organização: o indivíduo integrou um novo valor ao seu sistema de valores e atribui-lhe um lugar num sistema de prioridades.Valorização: o indivíduo mostra envolvimento e empenho em relação a uma nova experiência. 4 . 6. Estas atividades poderão ser. etc. 5. Enquanto para o domínio cognitivo o critério de hierarquização é o grau de abstração. nas partes que a constituem e especificar as relações entre estas partes. escrever.Análise: o indivíduo consegue reconhecer a organização e a estrutura de um conjunto de conhecimentos. 2.

Aquisição de uma Segunda Natureza: capacidade de aquisição de competências psicomotoras que não possuía antes. de forma coordenada. 1 – Imitação: é a capacidade que o indivíduo tem para executar um gesto ou uma tarefa. 5 .3. isto é.Domínio Psicomotor Este domínio. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 19 de 25 | P á g i n a Mod. meio e fim. 4 . Exemplo: Manipular adequadamente o material de laboratório. com princípio.Estruturação da Ação: capacidade de executar uma tarefa de forma estruturada e coerente.DFRH. 2– Manipulação: capacidade de manipular corretamente objetos. segundo Harrow inclui objetivos que dão primazia à coordenação e destreza motora. experiências e trabalhos manuais. vendo outros fazer. 3 – Precisão: capacidade de executar gestos e manipular objetos com precisão. Estes objetivos desenvolvem-se sobretudo em trabalhos práticos.MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO 4.111/00 .

MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO VERBOS OPERATÓRIOS EXEMPLOS A USAR NA DEFINIÇÃO DE OBJETIVOS A. DOMÍNIO AFETIVO (SABER – SER) ALTERAR DIAGNOSTICAR EXPLICAR ORGANIZAR REPRODUZIR ARGUMENTAR DIFERENCIAR FAZER PREPARAR RESOLVER ASSUMIR DISCORDAR IDENTIFICAR PRODUZIR SEGUIR CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 20 de 25 | P á g i n a Mod. DOMÍNIO COGNITIVO (SABER) APLICAR CONVERTER ESCOLHER INDICAR RELATAR AVALIAR DEFINIR ESPECIFICAR ISOLAR REPRODUZIR AVERIGUAR DESCREVER EXPOR LISTAR RESOLVER CALCULAR DIFERENCIAR EXPLICAR LOCALIZAR SELECIONAR CATEGORIZAR DISCRIMINAR EXTRAIR MARCAR TABULAR CITAR DISTINGUIR IDENTIFICAR REALÇAR TRADUZIR CLASSIFICAR DIVIDIR ILUSTRAR RECONHECER UTILIZAR B.DFRH. DOMÍNIO PSICOMOTOR (SABER – FAZER) ATUAR CONSTRUIR ESCREVER OBTER REPARAR ADAPTAR CONTROLAR EXECUTAR ORDENAR REUNIR AGARRAR DEMONSTRAR FAZER PESAR SELECIONAR AJUSTAR DESEMPENHAR GUARDAR PRATICAR TESTAR ASSEGURAR DESENHAR LEVANTAR PREPARAR TRAZER BAIXAR DESMONTAR MANTER REAJUSTAR USAR COLOCAR DIAGNOSTICAR MARCHAR RECUPERAR VOLTAR COMPLETAR DISPARAR MONTAR REMOVER C.111/00 .

MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO AUXILIAR DISCUTIR INDICAR RESPONDER SEPARAR COMPLETAR DISTINGUIR JUNTAR RECONHECER USAR CONCORDAR ENUMERAR LOCALIZAR RELATAR VERIFICAR DESCREVER ESCOLHER MODIFICAR RETORQUIR VALORIZAR CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 21 de 25 | P á g i n a Mod.DFRH.111/00 .

Os objetivos podem classificar-se em diferentes domínios e níveis taxonómicos: domínio cognitivo. Cada domínio está dividido em séries de categorias por ordem hierárquica. do mais simples para o mais complexo. em três domínios (cognitivo. afetivo e psicomotor). não invalida a intenção de simplificar um universo complexo e fornecer pontos de referência úteis aos professores e formadores na tarefa de condução do ensino e que constituem pistas potenciais para o desenvolvimento integral do aluno. Resposta. No entanto. objeto de críticas. umas mais pertinentes que outras. Síntese. Organização. visto nenhuma construir um instrumento perfeito de classificação. Aquisição de uma segunda natureza. Caracterização. Os objetivos do domínio cognitivo dividem-se em seis níveis: -Conhecimento. O domínio psicomotor surge-nos dividido nas seguintes categorias: -Imitação Manipulação. Análise. pois alguns objetivos incluirão elementos dos três domínios da taxonomia. Compreensão. Avaliação. Ideias a reter: As Taxonomias são instrumentos que auxiliam a classificação dos objetivos.111/00 . Cada taxonomia é.Bloom divide os objetivos do domínio afetivo em cinco categorias: -Acolhimento/Atenção. a Taxonomia de objetivos operacionais fornecem um esquema para a classificação de todos os possíveis objetivos de ensino.MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO Em resumo.DFRH. Estruturação da Ação. em geral. isto é. afetivo e psicomotor. A Taxonomia de B. Apesar da utilidade da taxonomia não nos devemos tornar escravos do sistema. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 22 de 25 | P á g i n a Mod. Aplicação. Valorização. Precisão.

Perrenoud (2001) esclarece esta questão citando Boterf (1994) que afirma que "a competência não reside nos recursos 23 de 25 | P á g i n a CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Mod. confundir conhecimento com competência nem. mais que a sua origem importa conhecer e compreender o significado do conceito de Competência: afinal o que é isto de ser competente? Como foi referido anteriormente.DFRH. por outro.quando é que este termo foi aplicado pela primeira vez e em que contexto? Deluiz (2001 in Nascimento) considera que este termo começou a ser usado na Europa a partir dos anos 80 num contexto de organização nos mercados e de flexibilização dos processos de produção e trabalho. poderíamos dar início a uma grande dissertação sobre as diferentes visões. por um lado. Perrenoud (2001) define competência como a "capacidade de agir com eficiência numa determinada situação problema e isto requer que o sujeito acione os seus recursos cognitivos. No entanto. muitas vezes não se tem verdadeira noção do significado deste conceito. um professor da Universidade de Genebra que associou o conceito de Competência à educação.MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO Unidade V Das competências aos objetivos Atualmente é frequente ouvir-se o termo competência nas mais diversas circunstâncias. Porém. ou seja os seus conhecimentos que foram sendo construídos durante a sua formação e experiência". não devemos. Porém. portanto. a visão que existe no senso comum e até a configuração assumida pelo termo competência no contexto profissional levam a que o conceito de competência receba diferentes significados. Tal facto leva a que o termo competência seja usado de forma imprecisa. Manfredi (1998 in Nascimento) defende que o conceito já existia desde os anos 70 e começou a ser usado pelos empresários nos discursos sobre mercado de trabalho.111/00 . aquilo que se procurará fazer é apresentar uma visão clara e objetiva daquilo que se entende por competência. considerar que estes dois conceitos andam de costa voltadas. recorrendo para isso à perspetiva de Perrenoud. Os diversos estudos académicos.1 O conceito de Competência A primeira grande dúvida relativa ao conceito de competência prende-se com a sua origem . vários estudos académicos se debruçaram sobre esta questão e. Por sua vez. por vezes contraditórios e nem sempre suficiente claros. Considerando esta definição. 5.

Por outras palavras.111/00 . poder-se-á afirmar que os objetivos definem quais as competências que devem ser evidenciadas. capacidades relacionais…)". a competência diz respeito à mobilização dos saberes que se encontram definidos pelos objetivos. contribuindo para a melhoria do seu desempenho. A formação profissional tem como objetivo transmitir saberes que devem ser mobilizados pelo formando em contexto profissional. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 24 de 25 | P á g i n a Mod. a formação profissional visa dotar os formandos de competências que possibilitem o melhor desempenho das suas funções. Ou seja. Na lógicas das competências os objetivos devem possuir um verbo operatório. De que forma se relacionam as competências com os objetivos? Os objetivos definem os conteúdos que devem ser adquiridos. sociais..2 Competências e Objetivos Conhecendo o conceito de Competência importa compreender a sua relação com a formação profissional e. muito particularmente com a definição de objetivos. Resumidamente. integrando os conhecimentos em todas as dimensões do ser. capacidades. Por sua vez. A competência pertence à ordem do "saber mobilizar". capacidades cognitivas. o comportamento que deve ser evidenciado e em que circunstâncias isso deve acontecer. pois a competência situa-se numa dimensão em que os saberes são mobilizados para a ação tomada de decisões concretas. referir que podemos falar de competências a diversos níveis sejam eles profissionais.DFRH. Para haver competência é preciso que esteja em jogo um reportório de recursos (conhecimento. poder-se-á dizer que a competência ultrapassa o saber.MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO (conhecimentos.. emocionais… 5.) a serem mobilizados. Por fim. Assim. mas na própria mobilização desses recursos. os objetivos operacionais apontam as competências a ser evidenciadas após a situação formativa..

Rio de Janeiro 1977.F. Horizontes Pedagógicos. “Formulação de Objetivos de Ensino”. M. Porto Alegre. Metodologia do Ensinop: Algumas notas. D´Halnaut. L e Torres. Ribeiro. Editora Globo. Paris1980 (2ª edição). 32-33. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 25 de 25 | P á g i n a Mod. & Landsheere. Maria de Lurdes Mateus. decidir na incerteza. EditionsE. Artmed Editora. M. Cortesão. Coleção Ser Professor. R. 296-318. (1990) Educação.F. Lisboa 1988. “Definição de Objetivos de Formação”.1992. 31-61. L. Avaliação Pedagógica I/Insucesso Escolar (3ªEd. MAGER. Fundação Calouste Gulbenkian. V. Jean-Marie De e outros. (2001) Ensinar: agir na urgência.MÓDULO: OPERACIONALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO: DO PLANO À AÇÃO BIBLIOGRAFIA Continue”. (1986). VIEIRA.).C. Nascimento. “Guia do Formador”...S.Dos fins aos objetivos. Coimbra: Livraria Almedina KETELE. Teoria das competências de Phillipe Perrenoud e prática docente no ensino superior em uma instituição pública: elementos para um estudo de caso Perrenoud. Porto Editora. G. Avaliação da aprendizagem. Definir os objetivos da Educação.111/00 .A. Serviço de Educação (1977). Lisboa: Moraes Editores. L. I.E. (1989)..F.DFRH. (1981). P.P. Lisboa: Texto Editora. Landsheere.