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FACULDADE UNA - BETIM

TRABALHO DE

TEORIA DA CONSTITUIÇÃO

AS CONSTITUIÇÕES BRASILEIRAS

Constituição de 1891

BETIM-MG

2016

ALINE RAQUEL

FERNANDA TRINDADE

JOEL FLAVIO

KAROLYNE KRISTINA

RAMON BARROSO

RENATA PEIXOTO

RENATO GOUVEIA

WALISSON JARDIM

AS CONSTITUIÇÕES BRASILEIRAS

Trabalho apresentado como requisito da disciplina de Teoria da constituição do 2ºPeriodo do Curso de Direito da Instituição de ensino superior UNA Betim MG. Orientador: Prof. Daniel Vieira Sarapu.

BETIM-MG

2015

Sumário

1 INTRODUÇÃO

4

2 CONTEXTO HISTÓRICO DE SURGIMENTO DA CONSTITUIÇÃO DE 1891

4

3 PRINCIPAIS CARACTERISTICAS DA CONSTITUIÇÃO DA ÉPOCA

5

4 PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS JURÍDICOS

5

5 COMPARAÇÃO DAS MODIFICAÇÕES ENTRE AS CONSTITUIÇÕES

6

6 CONSIDERAÇOES FINAIS

21

REFERÊNCIAS

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1

INTRODUÇÃO

A Constituição de 1891 foi à segunda constituição do país, e a primeira republicana do Brasil. Sua proclamação foi em 15 de novembro de 1889, Tendo sua promulgação em 24 de fevereiro de 1891, nesse momento houve o rompimento com a monarquia e foi instalado a Republica Federativa do Brasil com o governo provisório de Marechal Teodoro da Fonseca e que a seu convite o jurista Rui Barbosa, com ideias baseadas no direito Note Americano elaborou o texto final da constituição, passando então a forma de Governo Republicana, a forma de Estado Federativa e o sistema de Governo Presidencialismo.

2 CONTEXTO HISTÓRICO DE SURGIMENTO DA CONSTITUIÇÃO DE 1891.

Fruto de um movimento politico e militar insatisfeito com o regime monárquico foi o grande incentivo para a derrubada do império de Dom Pedro II, o então militar e politico marechal Deodoro da Fonseca com vasta experiência em expedições e revoluções como a revolução praieira em 1848, expedição á região platina em 1864, a guerra do Paraguai entre outras, e sob seu comando liderou ao movimento que culminou no golpe de Estado que iniciou em 15 de novembro de 1889 no gabinete de Ouro Preto, fez com que assumisse o a presidência da republica (como presidente provisório) ate 25 de fevereiro de 1891 um dia após a promulgação da nova constituição da republica do Brasil e quando foi eleito presidente da republica pelo congresso nacional vencendo seu oponente Prudente de Moraes. O seu governo foi marcado por muitas crises politicas, econômicas e jurídicos causando grandes conflitos com o congresso nacional devido às reformas implantadas, isso causou revolta por parte do almirante Custódio José de Melo em 23 de novembro de 1891, “ameaçado” renunciou ao cargo que foi assumido pelo vice-presidente marechal Floriano Peixoto no mesmo dia, a queda do império de Dom Pedro ll se deu por vários motivos, desgaste pelos 49 anos de exercício absolutista, priorizar os interesses particulares, a preocupação em estar na imprensa e em viagens a cuidar do futuro do pais, chegando a ser taxado de Pedro banana, após a perda do poder se recolheu ao exilio em Paris onde morreu em 5 de dezembro de 1891.

3

PRINCIPAIS CARACTERISTICAS DA CONSTITUIÇÃO DA ÉPOCA

A nova constituição discutida e aprovada pelo congresso constituinte extinguiu certas instituições que regia na monarquia como o quarto poder, o poder moderador, que era exercido pelo monarca na época por Dom Pedro ll, esse poder controlava os demais e dava ao monarca poderes absolutos, consolidando então a tripartição de poderes, Executivo, Legislativos e Judiciário até nos dias atuais; Ocorreu na época também a separação do Estado com igreja católica, união essa que vinha desde 1824 com o reinado de Dom Pedro l, obrigatoriamente era a única religião oficial do pais, com a nova constituição em 1891 o Brasil se tornou um pais laico; Foi abolido o conselho de Estado, um espécie de conselheiro do monarca,(costumes herdado da Europa) com a função de auxiliar, conciliar conflitos e intermediar relações politicas de interesses da coroa, também o senado que era vitalício pois os membros eram indicados pelo próprio monarca; Com anova constituição que foi adotado o sistema de governo presidencialista pelo voto direto o chefe do poder executivo tinha no seu mandato de quatro anos e não podendo ser reeleito, estabeleceu também o voto universal masculino, isto é, homens alfabetizados e maiores de 21 anos os demais eram excluídos, mulheres, menores de 21 anos, analfabetos, soldados, padres e mendigos, a criação do habeas corpus como um dos direitos fundamentais e o controle de constitucionalidade época que foi pela via difusa inspirado também no modelo Norte Americano.

4 PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS JURÍDICOS.

A nova constituição de 1891 diferentemente a de 1824 que foi outorgada pelo imperador, essa foi promulgada ou seja, passou por todos os tramites legais, ela trouxe em seu texto reformas radicais se opondo ao regime antigo, baseada em seu texto os Estados tornou-se federativos com certas autonomias e independentes criando leis próprias ,e em respeito à nova constituição, os direitos e privilégios hereditários sobre os títulos de nobreza foram extintos, o poder moderador do monarca que vetava leis e projetos do legislativo agora sem o quarto poder se formava uma instituição parlamentar independente com amplos poderes de criações de leis, e por foça das leis constitucionais trouxe certa democracia o que antes não era possível com o regime monárquico , a começar pela igualdade de todos os cidadãos, antes o que o cidadão era ou não obrigado a fazer por simples vontade do rei agora esse dispositivo só teria efeito em virtude de lei, as conquistas decorrente da nova constituição como a liberdade

de associações, o livre exercício de profissões e a obrigatoriedade de ensino leigo nas escolas publicas, o surgimento do controle difuso de constitucionalidade, onde qualquer juiz podia declarar uma lei inconstitucional, outro acontecimento e por sua vez foi ponto de grandes debates era com relação ao voto aberto que causava grandes represálias contra aos aliados e eleitores dos partidos vencidos, o acontecimento e talvez o mais importante da época fosse à abolição da pena capital, se estabeleceria a partir dali uma nova era de liberdades e garantia de direitos individuais antes nunca firmados no Brasil.

5 COMPARAÇÃO DAS MODIFICAÇÕES ENTRE AS CONSTITUIÇÕES

Aluna: Aline Raquel Ventura da Silva

O artigo analisado da Constituição da República Federativa dos Estados Unidos do Brasil de 1891 foi o artigo 47. O Presidente e o Vice-Presidente da República serão eleitos por sufrágio direto da Nação e maioria absoluta de votos.

§ 1º - A eleição terá lugar no dia 1º de março do último ano do período presidencial,

procedendo-se na Capital federal e nas Capitais dos Estados a apuração dos votos recebidos nas respectivas circunscrições. O Congresso fará a apuração na sua primeira sessão do mesmo ano, com qualquer número de membros presentes.

§ 2º - Se nenhum dos votados houver alcançado maioria absoluta, o Congresso elegerá,

por maioria dos votos presentes, um, dentre os que tiverem alcançado as duas votações mais elevadas na eleição direta. Em caso de empate considerar-se-á eleito o mais velho.

§ 3º - O processo da eleição e da apuração será regulado por lei ordinária.

§ 4º - São inelegíveis, para os cargos de Presidente e Vice-Presidente os parentes

consanguíneos e afins, nos 1º e 2º graus, do Presidente ou Vice-Presidente, que se achar em

exercício no momento da eleição ou que o tenha deixado até seis meses antes.

Em relação às mudanças desse presente artigo analisado, A primeira se refere ao dia em que ocorrem as eleições, no artigo 47 de 1891 §1º As eleições ocorrem dia 1º de março do último ano do período presidencial, já no artigo. 77 da Constituição de 1988 A eleição do presidente e vice-presidente da República realizar-se-á, simultaneamente, no primeiro

domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de outubro, em segundo turno

se houver, do ano anterior ao do termino presidencial vigente. O § 2º se distingue pelo fato de que na Constituição de 1891 não tem a possibilidade de ocorrer segundo turno nas eleições, em caso de empate é eleito imediatamente o candidato mais velho, Já na constituição de 1988

de acordo com seu § 3º do artigo 77, se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na

primeira votação, ocorre nova eleição em até vinte dias após a primeira, só se elege o candidato mais velho se ocorrer o mesmo depois da segunda eleição, Em relação aos dois últimos parágrafos não possui na constituição de 1988 mudanças relacionadas a eles. É importante ressaltar que na nossa constituição atual possui previsão de reeleição, mas na constituição de 1891 essa possibilidade não existe.

Aluna: Fernanda Alves de Sousa Trindade

Constituição da Republica Federativa dos Estados Unidos do Brasil (De 24 de fevereiro de 1891),no seu artigo70diz: São eleitores os cidadãos maiores de 21 anos que se alistarem na forma da lei.

§ 1º - Não podem alistar-se eleitores para as eleições federais ou para as dos Estados:

1º) os mendigos;

2º) os analfabetos;

3º) as praças de pré , excetuados os alunos das escolas militares de ensino superior;

4º) os religiosos de ordens monásticas, companhias, congregações ou comunidades de

qualquer denominação, sujeitas a voto de obediência, regra ou estatuto que importe a renúncia

da liberdade Individual.

§ 2º - São inelegíveis os cidadãos não alistáveis.

A constituição de 1988 diz: Art.14 A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e

pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:

I - plebiscito;

II - referendo;

§ 1º O alistamento eleitoral e o voto são:

I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;

II - facultativos para:

a) os analfabetos;

b) os maiores de setenta anos;

c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.

§ 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos.

Ao analisar os dois artigo percebesse consideráveis mudanças à primeira é que o voto era exclusivo para homens que possuíam certo nível de renda, na constituição de 1981em seu artigo 70 diz que apenas são eleitores os maiores de 21 anos ,não podendo participar de eleições estaduais ou federais, mendigos ,analfabetos e militares exceto o caso de militares em ensino superior, os padres ou qualquer congregação ou comunidade religiosa sujeita a voto de obediência.

A nossa constituição de 1988 em seu artigo 14 diz que a soberania popular é exercida pelo voto direto e secreto com valor igual para todos e nos termos da lei. Sendo obrigatório somente para maiores de dezoito anos, facultativo para analfabetos ,maiores de 70 e menores de 18 anos.

Como diz no começo do artigo 14 da nossa constituição o voto é direto e secreto e igual para todos dando poder do voto para mulheres, militares, e padres, analfabetos o que não acontecia na constituição de 1891,além do mais o voto só era permitido para maiores de 21 anos.

Através do voto os cidadãos manifestam suas escolhas, exprimem suas vontades políticas e sociais. Hoje o processo eleitoral é organizado e pela justiça eleitoral, que é composta pelo Tribunal Superior Eleitoral. (TSE),cuja sede é em Brasília, pelos tribunais regionais Eleitorais (TRE),sendo um em cada estado, território ou distrito, pelos juízes eleitorais que estabelecem competências de cada órgão. A expressão sufrágio (voto) é uma ferramenta para as eleições de representantes políticos e tomada de decisões ,em espaços em que há a consulta da população como nos casos de plebiscitos. Só com a constituição de 1988 que a população pode escolher de fato seus representantes diretos através do voto que é muito importante.

Aluno : Joel Flavio da Luz

Constituição da República Federativa dos Estados Unidos do Brasil de 1891, no seu artigo 56. O supremo tribunal federal compor-se-á de quinze juízes, nomeados na forma do artigo, 48, nº 12 dentre os cidadãos de notável saber e reputação, elegíveis para o Senado, (artigo 48, nº 12. nomear os membros do Supremo Tribunal Federal e os Ministros Diplomáticos, sujeito a nomeação à aprovação do Senado).

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, no seu artigo 101. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros escolhido dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, notável saber jurídico e reputação ilibada.

Paragrafo único. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovado a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal.

Em análise aos artigos citados houve algumas mudanças com relação ao corpo integrante de Ministros da Justiça, na Constituição de 1891 em seu artigo 56, o primeiro ponto é que o Supremo Tribunal Federal era composto por quinze Ministros, já na Constituição de 1988 em seu artigo 101 caput é composto por onze Ministros, essa redução na quantidade de Ministros ocorreu após uma Emenda Constitucional de 1969. O segundo ponto adotado pela Constituição de 1988, foi o quesito etário, para ocupar o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal é necessário ter a idade mínima de trinta e cinco e no máximo sessenta e cinco anos de idade.

Os demais requisitos se mantiveram, como a nomeação é feita pelo Presidente da República, ser brasileiro nato, com aprovação absoluta do Senado Federal, reputação ilibada e notável saber jurídico. Esse último foi de grande polêmica na época, em princípio esse "notável saber" de que fala na Constituição de 1891 poderia ser adquirido por qualquer pessoa pois não explicava se era um saber jurídico, esse ponto foi tão polêmico que por uma interpretação literal do dispositivo e interesses obviamente políticos deu condições para que, o então Presidente da República da época Marechal Florino Peixoto conseguisse empossar como Ministro do Supremo Tribunal Federal por força de um decreto em 23 de outubro de 1893 o médico Cândido Barata Ribeiro que exerceu o cargo por aproximadamente um ano. Em contra partida e essa pela maioria dos juristas e pelo próprio Supremo Tribunal Federal em uma interpretação mais apurada do mesmo dispositivo, concluíram então que, para ocupar

o cargo de Ministro da Justiça além de todos os requisitos expressos na lei, esse "notável saber" teria que ser necessariamente jurídico no seu sentido literal da palavra, não poderia um cidadão ocupar um cargo com atribuições jurídicas de suas funções não sendo jurista. Percebe-se então que, o texto Constitucional é de uma linguagem razoavelmente clara, porém a forma interpretativa de seu texto pode direciona-lo para caminhos bem distintos.

Aluna: Karolyne Kristina de Oliveira Silveira

Na primeira Constituição republicana de 1891, em seu artigo 68, faz alusão aos Municípios, que assim prescreve:

“Art. 68 – Os Estados organizar-se-ão de forma que fique assegurada a autonomia dos municípios em tudo que respeite seu peculiar interesse”.

Tal dispositivo possui uma linguagem relativamente vaga, onde fica evidente a imperfeição da redação do referido artigo. Quando o artigo 68 da Constituição de 1891 diz que o Município terá autonomia está assegurando que ele terá governo próprio, essa interpretação culminou em diversas discussões como, por exemplo, a hipótese de o Estado estabelecer a nomeação dos Intendentes ou Prefeitos. Mas ao que tange ao “peculiar interesse”, onde se refere a um âmbito de competência, que nos leva a concluir que a autonomia municipal deve- se caracterizar pela existência de um governo escolhido pelos próprios munícipes.

Na Constituição ora vigente, a autonomia municipal reflete expressamente na política, na eleição de Prefeitos e Vereadores (artigo 29, CF 88), e na descentralização no qual se obtém o reconhecimento de competências exclusivas municipais (artigo 30, CF 88).

Assim conclui-se que a autonomia político-administrativa municipal obteve reconhecimento desde a primeira Constituição, e, conforme as mudanças constitucionais essa autonomia e organização municipal foram sendo gradualmente sistematizada.

ALUNO : Ramon Vieira Barroso

Constituição da República Federativa dos Estados Unidos do Brasil de 1891, que no sua ``seção 1 do Poder Legislativo, capitulo IV Disposições Gerais´´ que tem inicio no artigo 34 trata das competências privativamente ao Congresso Nacional da nova republica e sua organização, e discriminam os seguintes textos:

Art. 34 - Compete privativamente ao Congresso Nacional:

1º) orçar a receita, fixar a despesa federal anualmente e tomar as contas da receita e despesa de cada exercício financeiro;

2º) autorizar o Poder Executivo a contrair empréstimos a fazer operações de crédito;

3º) legislar sobre a dívida pública e estabelecer os meios para o seu pagamento;

4º) regular a arrecadação e a distribuição das rendas federais;

5º) regular o comércio internacional, bem como o dos Estados entre si e com o Distrito Federal, alfandegar portos, criar ou suprimir entrepostos;

6º) legislar sobre a navegação dos rios que banhem mais de um Estado, ou se estendam a territórios estrangeiros;

7º) determinar o peso, o valor, a inscrição, o tipo e a denominação das moedas;

8º) criar bancos de emissão, legislar sobre ela e tributá-la;

9º) fixar o padrão dos pesos e medidas;

10º) resolver definitivamente sobre os limites dos Estados entre si, os do Distrito Federal e os do território nacional com as nações limítrofes;

11º) autorizar o governo a declarar guerra, se não tiver lugar ou malograr-se o recurso do arbitramento, e a fazer a paz;

12º) resolver definitivamente sobre os tratados e convenções com as nações estrangeiras;

13º) mudar a capital da União;

14º) conceder subsídios aos Estados na hipótese do art. 5º;

Art. 5º - Incumbe a cada Estado prover, a expensas próprias, as necessidades de seu Governo e administração; a União, porém, prestará socorros ao Estado que, em caso de calamidade pública, os solicitar.” (Art.5º CRFEUB, 1891).

15º) legislar sobre o serviço dos correios e telégrafos federais;

16º) adotar o regime conveniente à segurança das fronteiras;

17º) fixar anualmente as forças de terra e mar;

18º) legislar sobre a organização do Exército e da Armada;

19º) conceder ou negar passagens a forças estrangeiras pelo território do País, para operações militares;

20º) mobilizar e utilizar a guarda nacional ou milícia cívica, nos casos previstos pela Constituição;

21º) declarar em estado de sítio um ou mais pontos do território nacional, na emergência de agressão por forças estrangeiras ou de comoção interna, e aprovar ou suspender o sítio que houver sido declarado pelo Poder Executivo, ou seus agentes responsáveis, na ausência do Congresso;

22º) regular as condições e o processo da eleição para os cargos federais, em todo o Pais;

23º) Legislar sobre o direito civil, comercial e criminal da República e o processual da Justiça Federal;

24º) estabelecer leis uniformes sobre a naturalização;

25º) criar e suprimir empregos públicos federais fixar-lhes as atribuições, estimular-lhes os vencimentos;

26º) organizar a Justiça Federal, nos termos dos art. 55 e seguintes da Seção III;

27º) conceder anistia;

28º)

comutar

e

perdoar

as

funcionários federais;

penas

impostas,

por

crimes

de

responsabilidade,

aos

29º) legislar sobre terras e minas de propriedade da União;

30º) legislar sobre a organização municipal do Distrito Federal bem como sobre a polícia, o ensino superior e os demais serviços que na capital forem reservados para o Governo da União;

31º) submeter à legislação especial os pontos do território da República necessários para a fundação de arsenais ou outros estabelecimentos e instituições de conveniência Federal;

32º) regular os casos de extradição entre os Estados;

33º) decretar as leis e resoluções necessárias ao exercício dos poderes que pertencem à União;

34º) decretar as leis orgânicas para a execução completa da Constituição;

35º) prorrogar e adiar suas sessões.

Texto da CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:

I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional;

II - autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que

forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, ressalvado os casos previstos em lei complementar;

III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País,

quando a ausência exceder a quinze dias;

IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou

suspender qualquer uma dessas medidas;

V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar

ou dos limites de delegação legislativa;

VI - mudar temporariamente sua sede;

VII - fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores, observado o que

dispõem os art. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; (Redação dada pela Emenda

Constitucional nº 19, de 1998).

VIII - fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado, observado o que dispõem os art. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998).

IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os

relatórios sobre a execução dos planos de governo;

X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder

Executivo, incluídos os da administração indireta;

XI - zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição

normativa dos outros Poderes;

XII - apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e

televisão;

XIII

- escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União;

XIV - aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares;

XV - autorizar referendo e convocar plebiscito;

XVI - autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos

e a pesquisa e lavra de riquezas minerais;

XVII - aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares.

Em uma breve comparação entre as competências e organizações específicas ao Congresso Nacional previsto no Art.49 da CRFB de 1988 podemos observar como ouve mudanças na lei

e como foram acrescentados alguns itens em substituição a outros, previstos na constituição

de 1891 como, por exemplo, a convocação de um plebiscito que foi introduzido, e o mesmo não existia na antiga legislação, e também como algumas coisas inerentes a época foi retirada para que a nova legislação pudesse estar de acordo com os ‘novos tempos’, tornando o texto mais abrangente, e demonstrando como estas modificações são importantes e mostram como

o processo de atualização da constituição esta sempre em vigor, pois a mesma se trata de um documento vivo e que passa por constantes mudanças, através das emendas constitucionais buscando estar sempre de acordo com a sociedade e o momento atual da mesma.

Aluna: Renata Peixoto Maia

TÍTULO IV DOS CIDADÃOS BRASILEIROS

SEÇÃO 1 DAS QUALIDADES DO CIDADÃO BRASILEIRO

Art. 69 - São cidadãos brasileiros:

1º) os nascidos no Brasil, ainda que de pai estrangeiro, não, residindo este a serviço de sua

nação;

2º) os filhos de pai brasileiro e os ilegítimos de mãe brasileira, nascidos em país estrangeiro,

se estabelecerem domicílio na República; 3º) os filhos de pai brasileiro, que estiver em outro país ao serviço da República, embora nela não venham domiciliar-se;

4º) os estrangeiros, que achando-se no Brasil aos 15 de novembro de 1889, não declararem, dentro em seis meses depois de entrar em vigor a Constituição, o ânimo de conservar a nacionalidade de origem; 5º) os estrangeiros que possuírem bens imóveis no Brasil e forem casados com brasileiros ou tiverem filhos brasileiros contanto que residam no Brasil, salvo se manifestarem a intenção de não mudar de nacionalidade; 6º) os estrangeiros por outro modo naturalizados.

COMPARAÇÃO COM O ARTIGO 12 DA CONSTITUIÇÃO DE 1988

CAPÍTULO III

DA NACIONALIDADE

Art. 12. São brasileiros:

I - natos:

a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde

que estes não estejam a serviço de seu país;

b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles

esteja a serviço da República Federativa do Brasil;

c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam

registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 54, de 2007)

II - naturalizados:

a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de

países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral;

b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil

há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira.(Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)

§ 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em

favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos

previstos nesta Constituição.(Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de

1994)

§ 2º A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos previstos nesta Constituição.

§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos:

I - de Presidente e Vice-Presidente da República;

II - de Presidente da Câmara dos Deputados;

III - de Presidente do Senado Federal;

IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;

V - da carreira diplomática;

VI - de oficial das Forças Armadas.

VII - de Ministro de Estado da Defesa (Incluído pela Emenda Constitucional nº 23, de

1999)

§ 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que:

I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional;

- Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)

nacionalidade,

II

adquirir

outra

salvo

nos

casos:

(Redação

dada

pela

Emenda

a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)

b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis; (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)

Ao longo destes anos aconteceram emendas e inclusões de artigos na constituição de 1988.A constituição de 88,permitiu a aquisição da nacionalidade brasileira por indivíduos que não cumpriram com o direito de solo e não são descendentes de brasileiros nascidos no exterior, determinando assim a aquisição derivada da nacionalidade ou a naturalização. A constituição do Brasil cuida de favorecer a naturalização dos imigrantes que se fixaram nos pais há mais de quinze anos e tenha idoneidade moral entre outros requisitos. Brasileiros natos e naturalizados, cada um têm seus conceitos e obrigações, alguns direitos são reservados apenas aos brasileiros natos, mencionados no art. 12 do paragrafo 3º,I a VII . Mas também é previsto pela constituição de 88 a perda da nacionalidade brasileira mencionada no art. 12 paragrafo 4º,I,II-a,b. A nacionalidade é fundamental para que o individuo possa reclamar seus direitos fundamentais e de cidadania.

Aluno: Renato Gouveia

Constituição da República Federativa dos Estados Unidos do Brasil de 1891, que no sua ``seção 1 do Poder Legislativo, capitulo II Da Câmara dos Deputados´´ que tem inicio no artigo 28 e 29 tratam do poder executivo da nova republica e sua organização, e discriminam os seguintes textos:

Art. 28 - A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo eleitos pelos Estados

e pelo Distrito Federal, mediante o sufrágio direto, garantida a representação da minoria.

§ 1º - o número dos Deputados será fixado por lei em proporção que não excederá de um por setenta mil habitantes, não devendo esse número ser inferior a quatro por Estado.

§ 2º - Para esse fim mandará o Governo federal proceder, desde já, ao recenseamento da população da República, o qual será revisto decenalmente.

Art. 29 - Compete à Câmara a iniciativa do adiamento da sessão legislativa e de todas as leis de impostos, das leis de fixação das forças de terra e mar, da discussão dos projetos oferecidos pelo Poder Executivo e a declaração da procedência, ou improcedência da acusação contra o Presidente da República, nos termos do art. 53, e contra os Ministros de Estado nos crimes conexos com os do Presidente da República.

Na nossa constituição 88 as competências da Câmara dos Deputados estão prevista no Art.51

Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados:

I - autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado;

II - proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando não apresentadas ao

Congresso Nacional dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa;

III - elaborar seu regimento interno;

IV - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

V - eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII.

Pode-se observar as mudanças no texto e em algumas competências da Câmara que foram modificadas, dentre elas podemos ressaltar como era a composição da mesma e como esta parte do texto deixou de ser competência desta parte e abordada em outra da constituição, ainda podemos observar no Art. 51 da constituição de 1988 que a câmara elaborar seu próprio regimento interno, parte esta que não havia previsão legal no texto, pode se observar ainda como o texto se tornou abrangente no Art.51, I que fala sobre a instauração de processo contra o Presidente da República seu Vice e os Ministros de Estado e que antes composto no art. 29.

ALUNO : Walisson Junio Muniz jardim

Constituição da República Federativa dos Estados Unidos do Brasil de 1891, que no sua ``seção 1 do Poder Legislativo, capitulo 1 Disposições Gerais´´ que tem inicio no artigo 16 aos 18 tratam do poder executivo da nova republica e sua organização, e discriminam os seguintes textos:

Art. 16 - O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República.

§ 1º - O Congresso Nacional compõe-se de dois ramos: a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.

§ 2º - A eleição para Senadores e Deputados far-se-á simultaneamente em todo o País.

§ 3º - Ninguém pode ser, ao mesmo tempo, Deputado e Senador.

Art. 17 - O Congresso reunir-se-á na Capital federal, independentemente de convocação, a 3 de maio de cada ano, se a lei não designar outro dia, e funcionará quatro meses da data da abertura, podendo ser prorrogado, adiado ou convocado extraordinariamente.

§ 1º - Só ao Congresso compete deliberar sobre a prorrogação e adiamento de suas sessões.

§ 2º - Cada Legislatura durará três anos.

§ 3º - O Governo do Estado em cuja representação se der vaga, por qualquer causa, inclusive renúncia, mandará imediatamente proceder à nova eleição. Art. 18 - A Câmara dos Deputados e o Senado Federal trabalharão separadamente e, quando

não se resolver o contrário, por maioria de votos, em sessões públicas. As deliberações serão tomadas por maioria de votos, achando-se presente, em cada uma, maioria absoluta de seus membros. Parágrafo único - A cada uma das Câmaras compete:

- verificar e reconhecer os poderes de seus membros;

- eleger a sua mesa;

- organizar o seu regimento interno;

- regular o serviço de sua polícia interna;

- e nomear os empregados de sua Secretaria.(CRFB/1891)

O texto da constituição de 1981 com relação ao pode executivo é bem limitado, enquanto o

texto da constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é muito mais abrangente em todos os aspectos da regulamentação do poder legislativo, estando em nossa constituição em

vigor no "Titulo IV Da Organização dos Poderes, Capitulo 1, do Poder Legislativo, Do Congresso nacional", que contempla nos artigos 44 ao 47 essa atribuições do sistema legislativo, que de fato sofreu quase que mudanças totais ao texto

Art. 44. O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Parágrafo único. Cada legislatura terá a duração de quatro anos.

Art. 45. A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, pelo sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal.

§ 1º O número total de Deputados, bem como a representação por Estado e pelo Distrito

Federal, será estabelecido por lei complementar, proporcionalmente à população, procedendo-

se

aos ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhuma daquelas unidades

da

Federação tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados.

§ 2º Cada Território elegerá quatro Deputados.

Art. 46. O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o princípio majoritário.

§ 1º Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores, com mandato de oito

anos.

§ 2º A representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de quatro em quatro anos, alternadamente, por um e dois terços.

§ 3º Cada Senador será eleito com dois suplentes.

Art. 47. Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos, presente a maioria absoluta de seus membros. (CRFB/1988)

A constituição de 1891 em seu artigo 16 diz se que o congresso nacional era exercido pelo

legislativo e pela sanção do presidente, e em seus parágrafos 1º, 2º e 3º falam da composição do Legislativo Senado e Câmara de deputados do sistema de eleição dos mesmos e que não poderão acumular cargos, já em nossa atual constituição o que discrimina isso esta no artigo 45 que determina a forma de representação proporcional e por estado ou território e do distrito

federal, que no paragrafo 1º descrimina a quantidade de deputados por numero de habitantes, e no paragrafo 2º que cada território terá 4 deputados. No artigo 17 da antiga constituição temos texto sobre a organização das reuniões e a duração dos mandatos que naquele tempo era de três anos, já em nossa constituição atual esta previsto em seu artigo 44 paragrafo único que os deputados terão mandato de 4 anos, e no artigo 46 paragrafo 1º o dos senadores que é de 8 anos e quantos por estado. O artigo 18 da antiga CRFB/1891 trata das disposições de

reconhecimentos e decisões que eram tomadas separadamente por maioria de votos por cada casa que na CFRB/1988 que teve a incursão de instituição de comissões especiais e também de deliberações por maioria simples em suas casas legislativas congresso federal e senado federal.

6 CONSIDERAÇOES FINAIS

Certos que a constituição de 1891 foi um marco importante na historia do Brasil, pois se tratava do rompimento do Estado absolutista da monarquia abrindo precedentes de conquistas democráticas, pois uma das funções dessa constituição foi estabelecer ou ao menos iniciar um modelo de Estado democrático de direito, amparado nas leis expressas em seu texto nascia um novo pais, mesmo por que na época se fez presente o poder constituinte criando um novo modelo e sistema de governo com um pouco mais de participação e aceitação popular uma vez que ela trazia alguns princípios básicos de direitos e liberdades individuais antes nunca desfrutados por qualquer cidadão comum e que esses princípios e medidas adotadas por ela abriu caminho para o modelo que persiste ate os dias atuais do Brasil.

REFERÊNCIAS

http://www.cpdoc.fgv.br/nav_historia/htm/anos20/ev_crisepol_1891.htm (Acesso:

30/05/2016)

http://www.sergiosakall.com.br/americano/brasil-constituizao1891.htm (Acesso: 30/05/2016)

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm (Acesso: 30/05/2016)