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Introdução

O trabalho explora sobre a produção de Op Art, utilizando meios digitais e sua colocação na
visão cotidiana. A expressão que pode ser traduzida por arte óptica vem do termo da língua
inglesa: “Op” de “óptica”, que refere-se às propriedades da física óptica e “Art” significa arte. Seu
reconhecimento como movimento artístico, começou em 1965, após uma exposição realizada no
MoMA, em Nova York, antes disto ela não era considerada arte: os críticos a entendiam apenas
como estudos e experiências gráficas que envolviam ilusão de óptica.

O movimento Op Art surgiu em uma época, em que as tecnologias digitas não estavam
disponíveis e todo trabalho era feito à mão. Atualmente vivemos uma nova realidade:
ferramentas digitais estão disponíveis para a produção artística e a manufatura é basicamente
cerebral. Com o incremento da tecnologia na execução de peças, ficou mais fácil produzir Op
Art?

Conceito

Linhas, figuras geométricas, cores e confusão. A arte conta uma história empolgante sobre
tentativas repetidas de representar recursos que são crucial para a compreensão do nosso
ambiente e que, ao mesmo tempo, vai além do inerente natureza bidimensional de uma
superfície de pintura: profundidade e movimento. No século XX, Op artistas como Bridget Riley
começaram a experimentar padrões simples em preto e branco que não representam o
movimento de uma maneira artística, mas na verdade criam vívidas ilusões dinâmicas em
imagens estáticas.

Os artistas envolvidos com essa vertente realizam pesquisas que privilegiam efeitos óticos, em
função de um método ancorado na interação entre ilusão e superfície plana, entre visão e
compreensão. Dialogando diretamente com o mundo da indústria e da mídia (publicidade,
moda, design, cinema e televisão), os trabalhos da op art enfatizam a percepção a partir do
movimento do olho sobre a superfície da tela.

“Vivenciar a presença de uma obra de arte

é mais importante do que compreende-la.”

Victor Vasarely

O olhar, convocado a transitar entre a figura e o fundo, a passear pelos efeitos de sombra e luz
produzidos pelos jogos entre o preto e o branco ou pelos contrastes tonais, é fisgado pelas
artimanhas visuais e ilusionismos. Diferentemente de outros segmentos artísticos a Op Art não é
vista como reflexão sobre a vida, mas uma ação sobre a vida.

Importâncias

A história deste movimento passa por um longo processo: começa na antiguidade, no bojo das
teorias da geometria e prossegue pela influência dos desenhos decorativos da cultura islâmica. O
hungâro Victor Vasarely, pintor e designer, conheceu tais desenhos e os aplicou em suas obras
para produzir efeitos de ilusão de ótica.

Vasarely e a Op Art sofreram uma grande influência da escola alemã Bauhaus. Esta escola
nasceu na cidade de Weimar, fundada pelo arquiteto Walter Gropius, escola que se tornaria o
maior fenômeno da arquitetura e design do século XX. Bauhaus foi a primeira escola de design
no mundo e disseminou o que hoje parece natural: a combinação de beleza e funcionalidade. O
foco da escola estava dirigido para a produção industrial de objetos com qualidade artística,
produzidos em série. O surgimento da Bauhaus coincide com a plenitude dos movimentos de
arte moderna; enfoca as influências dessas diferentes correntes estéticas na produção em
design gráfico.

O design moderno toma Op Art como uma grande influência em seu processo criativo. Observa-
se a utilização do estilo em diversos produtos quais todos veem diariamente. Logotipos,
estamparias, ou apenas um objeto artístico, a Op Art vem deixando seu intenso diálogo com a
indústria e as mídias.

Objetivo

A psicologia da boa forma e leis da gestalt advinda do design, é a disciplina que contribuiu com
os conceitos da percepção da forma, através da Op Art é possível entender e analisar os efeitos
visuais presentes : para se compreender as partes, é preciso, antes, compreender o todo.

[...] uma arte suscetível de mutações de seus elementos com possibilidade de configurações
diversas, limitadas pelas modificações recíprocas dos elementos e do espectador. Vinca Mazini

Dentro das bases conceituais, a geometria ocupa lugar de destaque assumindo um papel
fundamental no desenvolvimento Op Art: ela, na verdade, é a alma do movimento. Seus
componentes básicos estão presentes nos movimentos de arte mais recentes.

O trabalho a ser apresentado usa-se do princípio de Gestalt e apresenta uma arte feita com o
intuito diferente do que surgiu a Op Art. O processo criativo com a utilização de softwares
modernos (Adobe Illustrator e Adobe Photoshop), assim, feito de forma digital obdecendo ao
estilo do século XX e colocando-o como uma forma criativa, acessível e principalmente ágil de se
utilizar da Op Art.

As etapas de produção foram apresentadas passo a passo em forma de tutorial, que facilidade o
entendimento do processo. Foram construídos sólidos geométricos, sobre os quais seriam
projetados desenhos compostos de pontos e linhas. Os desenhos são padrões formando
mosaicos que produzem os efeitos de ilusão de ótica, próprios da Op Art. O uso de softwares são
os utensílios usados na concretização do trabalho.

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Referências Bibliográficas

http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3645/op-art

Looking at Op Art from a computational viewpoint. Egham, Surrey