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Curso: Direito.

Disciplina: Processo Civil II.


Período: 5º.
Professor: Luiz Ribeiro.
Assunto: Trabalho individual (manuscrito).
Tema: Responder as questões alinhadas abaixo.
Objetivo: Visitar e revisitar o conteúdo programático referente à disciplina
em questão.
Nota: 2,0 (dois pontos). Nota esta que será acrescida à nota da A-1 (primeira
avaliação), que vale 8,0 (oito) pontos, totalizando 10,0 (dez) pontos. A soma
das notas da prova, do trabalho e da bonificação não pode exceder a 10,0
(dez) pontos.
Data improrrogável de entrega do trabalho: 20/04/2018 (5AN) e 17/04/2018
(5BN). Nenhum trabalho será recebido após as referidas datas.

OBSERVAÇÕES:
As questões objeto do presente trabalho deverão ser respondidas
academicamente, ou seja, com base na legislação (NCPC), na doutrina e no
roteiro de aula. O trabalho é manuscrito, logo, as questões deverão ser
respondidas com caneta esferográfica (azul ou preta). Todas as questões
devem ser respondidas, inclusive aquelas com enunciados corretos. Os
trabalhos, incompletos ou com questões respondidas apenas com a
indicação do artigo do CPC, não serão recebidos. O questionário deve
acompanhar as respostas.

EXEMPLOS DE RESPOSTAS CORRETAS (ADMITIDAS):


01-designada a audiência de conciliação ou de mediação, a intimação do autor será feita
na pessoa de seu advogado.
Resposta: o enunciado está correto. A intimação do autor, designada a audiência de
mediação ou de conciliação, será feita na pessoa de seu advogado (artigo 334, § 3º, do
CPC).
02-o desinteresse pela audiência de conciliação ou de mediação, no caso de litisconsórcio,
pode ser manifestado apenas por um dos litisconsortes.
Resposta: o enunciado não está correto. O desinteresse pela audiência de conciliação ou
de mediação, no caso de litisconsórcio, deve ser manifestado por todos os litisconsortes
(artigo 334, § 6º, do CPC).

EXEMPLOS DE RESPOSTAS INCORRETAS (NÃO ADMITIDAS):


01-designada a audiência de conciliação ou de mediação, a intimação do autor será feita
na pessoa de seu advogado.
Resposta: o enunciado está correto, conforme o artigo 334, § 3º, do CPC.
02-o desinteresse pela audiência de conciliação ou de mediação, no caso de litisconsórcio,
pode ser manifestado apenas por um dos litisconsortes.
Resposta: o enunciado não está correto, conforme o artigo 334, § 6º, do CPC.
QUESTÕES:

01-o autor tem condições de saber quais são os fatos por ele alegados e que se tornarão
controvertidos, logo, na petição inicial deve especificar e justificar os meios de prova que
pretende utilizar no processo.

02-o legislador, no que tange ao fato e aos fundamentos jurídicos do pedido (causa de
pedir), não adotou a teoria da individualização, assim, é necessário consignar na petição
inicial a causa de pedir próxima e a causa de pedir remota.

03-a petição deve ser instruída com os documentos indispensáveis fundamentais,


entendidos como aqueles que a lei expressamente exige para que a ação possa ser
proposta.

04-a causa de pedir remota consiste no ato praticado pelo réu e que, segundo o
demandante, lesionou ou ameaça de lesão o direito de que é titular.

05-a falta ou deficiência da qualificação das partes, um dos requisitos da petição inicial,
importa necessariamente no indeferimento dela (petição inicial).

06-o desinteresse pela audiência de conciliação ou de mediação, no caso de litisconsórcio,


pode ser manifestado apenas por um dos litisconsortes.

07-a distinção entre cumulação simples e cumulação sucessiva de pedidos reside no fato
de que na primeira (cumulação simples) os pedidos formulados não dependem uns dos
outros e na segunda (cumulação sucessiva) os pedidos formulados dependem uns dos
outros.

08-designada a audiência de conciliação ou de mediação, a intimação do autor será feita


na pessoa de seu advogado.

09-o recurso cabível contra a sentença que indefere a petição inicial é o recurso de
apelação, desprovido de juízo de retratação, e, uma vez interposto, o réu será citado para
respondê-lo, ou seja, para apresentar contrarrazões à apelação.

10-a alteração da causa de pedir ou do pedido, havendo consentimento do réu, pode


ocorrer em qualquer fase do processo, desde que antes da prolação da sentença.

11-o juiz, ao despachar a petição inicial, não designará audiência de conciliação ou de


mediação quando a demanda não admitir autocomposição.

12-a tutela jurisdicional que se pleiteia do poder judiciário, através da petição inicial, é
retratada pelo pedido imediato e pelo pedido mediato.

13-o pedido deve ser determinado, entretanto, é lícito formular pedido genérico quando
não for possível determinar, desde logo, as consequências do ato ou do fato.

14-fica afastada, em razão da necessidade de observância do contraditório e da ampla


defesa, a possibilidade do juiz proferir sentença de mérito na fase postulatória do
procedimento comum.
15-a audiência de conciliação ou de mediação, por ser ato realizado com a finalidade de
se buscar solução consensual para a demanda, não pode ser realizada por meio
eletrônico.

16-o autor, salvo se tiver manifestado na petição inicial interesse pela realização da
audiência de mediação ou de conciliação, será intimado, na pessoa de seu advogado, para
a ela comparecer.

17-o desinteresse do réu pela realização da audiência de mediação ou de conciliação deve


ser manifestado na contestação.

18-a parte poderá constituir representante, por meio de procuração específica, com
poderes para negociar e transigir, para representá-la na audiência de conciliação ou de
mediação.

19-o não comparecimento injustificado de qualquer das partes à audiência de conciliação


ou de mediação é considerado ato atentatório à dignidade da justiça, sancionado com
multa de até dois por cento do valor da causa, multa que será revertida em favor da
parte adversa.

20-o juiz só determinará o saneamento (emenda ou complementação) da petição inicial


se ela carecer de qualquer dos requisitos previstos no artigo 319 do CPC ou não tiver
instruída com os documentos indispensáveis à propositura da ação (artigo 320 do CPC).

21-(improcedência liminar do pedido do autor) a prescrição e a decadência, em regra,


não serão reconhecidas pelo juiz sem que antes seja dada às partes oportunidade de
manifestar-se.

22-(improcedência liminar do pedido do autor) o reconhecimento da prescrição ou da


decadência, de ofício pelo juiz, está condicionado, pelo Novo CPC, à natureza dos
direitos em litígio ou à capacidade das partes.

23-o indeferimento da petição inicial é, em regra, materializado através de sentença e,


excepcionalmente, por meio de decisão interlocutória.

24-o pedido genérico só pode existir em relação ao pedido imediato, jamais no que tange
ao pedido mediato, visto que este deve ser sempre determinado.

25-cabe ao réu, na contestação, manifestar seu interesse na composição consensual e,


conseqüentemente, na realização da audiência de conciliação ou de mediação.

26-o recurso cabível contra a sentença de improcedência liminar do pedido do autor é o


recurso de apelação provido de juízo de retratação, e, se for mantida a sentença, o réu
será citado para respondê-lo, ou seja, para apresentar contrarrazões à apelação.

27-a audiência de conciliação ou de mediação será designada mesmo tendo o autor, na


petição inicial, manifestado desinteresse pela composição consensual.
28-no processo, que é relação jurídica de direito público, o vínculo das partes, segunda a
teoria angular, não é estabelecido entre si, mas entre elas e o juiz, portanto, não atingem
uma a outra diretamente no processo, mas sempre através das decisões do juiz.

29-fica afastada, em razão do princípio da legalidade, a possibilidade do autor indicar,


na petição inicial, outras informações do réu que não aquelas taxativamente indicadas
pelo CPC (artigo 319, II) para qualificação das partes.

30-a decisão do juiz que determina o saneamento da petição inicial deve ser
fundamentada e indicar com precisão o que deve ser corrigido ou complementado.

31-a ação é considerada proposta com o protocolo da petição inicial e passa


imediatamente a produzir efeitos em relação ao autor e ao réu.

32-na ação que tiver por objeto o cumprimento de obrigação em prestações sucessivas,
essas serão consideradas incluídas no pedido, independentemente de declaração expressa
do autor, e serão incluídas na condenação, enquanto durar a obrigação, se o devedor, no
curso do processo, deixar de pagá-las ou de consigná-las.

33-o juiz, se a petição inicial carecer de qualquer dos requisitos exigidos pela legislação
(artigo 319 do CPC) ou do endereço do advogado (artigo 106, § 1º, do CPC),
determinará o saneamento do vício no prazo de quinze dias, sob pena de seu
indeferimento.

34-o pedido deve ser certo, assim, não se compreende no principal os juros legais, a
correção monetária e as verbas da sucumbência.

35-o pedido imediato é conhecido como pedido processual e, por outro lado, o pedido
mediato é conhecido como pedido material.

36-o juiz, se verificar a prescrição ou a decadência, poderá julgar, independentemente da


citação do réu, liminarmente procedente o pedido do autor.

37-o conciliador ou o mediador atuará necessariamente na audiência de conciliação ou


de mediação, observado o disposto no NCPC.

38-tratando-se de obrigação indivisível, sendo vários os credores, qualquer um deles é


parte legítima para pedir a prestação.

39-no pedido subsidiário (ou em ordem subsidiária) o juiz só conhece do pedido


posterior quando não acolher o pedido anterior; e, por outro lado, na cumulação
sucessiva o acolhimento de um pedido pressupõe o acolhimento do pedido anterior.

40-quando, pela lei ou pelo contrato, a escolha couber ao devedor, o juiz lhe assegurará o
direito de cumprir a prestação de um ou de outro modo, ainda que o autor não tenha
formulado pedido alternativo.

41-a feitura do pedido principal, concedida a tutela de urgência cautelar requerida em


caráter antecedente, depende do adiantamento de novas custas processuais.
42-o pedido principal pode ser feito conjuntamente com o pedido de tutela cautelar, caso
em que esta (tutela cautelar) não perde o caráter antecedente.

43-a tutela de urgência cautelar de arresto impede a alienação dos bens atingidos, pois
retira a sua disponibilidade.

44-a parte responde pelo prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte
adversa se o juiz acolher a alegação de decadência ou prescrição da pretensão do autor.

45-(tutela de urgência cautelar requerida em caráter antecedente) o pedido principal


deverá ser realizado no prazo de 30 (trinta) dias, contado do deferimento da tutela
cautelar.

46-(tutela de urgência cautelar requerida em caráter antecedente) feito o pedido


principal, no prazo legal, o autor será intimado e o réu será citado e intimado para a
audiência de conciliação e de mediação.

47-o pedido principal, concedida e efetivada a tutela de urgência cautelar requerida em


caráter antecedente, será apresentado nos mesmos autos e independe do adiantamento
de novas custas processuais.

48-cabe ao autor, deferida ou indeferida a tutela de urgência cautelar requerida em


caráter antecedente, fazer o pedido principal no prazo de 30 (trinta) dias.

49-não sendo contestado o pedido, na tutela de urgência cautelar requerida em caráter


antecedente, observar-se-á o procedimento comum.

50-a tutela provisória de urgência pode ser concedida em caráter antecedente ou


incidental e, por outro lado, a tutela provisória da evidência só pode ser concedida em
caráter incidental.

51-efetivada a tutela cautelar, pleiteada em caráter antecedente, o pedido principal terá


que ser formulado pelo autor no prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de cessar sua
eficácia.

52-o juiz, caso entenda que o pedido de tutela cautelar requerida em caráter antecedente
tem natureza antecipada, observará o procedimento da tutela antecipada em caráter
antecedente.

53-a parte adversa, pleiteada a tutela de urgência em caráter incidental, será intimada
para responder no prazo de 05 (cinco) dias.

54-se por qualquer motivo cessar a eficácia da tutela cautelar, é vedado à parte renovar o
pedido, salvo sob novo fundamento.

55-salvo decisão judicial em contrário, a tutela provisória não conserva sua eficácia
durante o período de suspensão do processo.
56-a tutela provisória de urgência antecipada, ao contrário da tutela provisória da
evidência que só pode ser concedida incidentalmente, pode ser concedida de forma
antecedente ou de forma incidental, liminarmente ou após justificação prévia.

57-o juiz, para a concessão da tutela de urgência, deve exigir caução real ou fidejussória
idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer.

58-o indeferimento do pedido de tutela cautelar, com base em qualquer fundamento, não
obsta a que a parte formule o pedido principal e nem influi no julgamento desse.

59-a tutela provisória de urgência, de natureza cautelar ou antecipada, só pode ser


concedida se for possível a reversibilidade dos efeitos da decisão.

60-o direito de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada estabilizada, pela não
interposição de recurso, extingue-se após 2 (dois) anos, contados da data da decisão que
extinguiu o processo.

61-a tutela antecipada, concedida em caráter antecedente, torna-se estável se da decisão


que a conceder não for interposto o respectivo recurso, caso em que o processo será
extinto.

62-a tutela provisória de urgência, de natureza cautelar ou antecipada, só pode ser


concedida se for possível a reversibilidade dos efeitos da decisão.

63-salvo decisão judicial em contrário, a tutela provisória não conserva sua eficácia
durante o período de suspensão do processo.

64-concedida a tutela antecipada em caráter antecedente, o autor deverá aditar a petição


inicial, com a complementação de sua argumentação, a juntada de novos documentos e a
confirmação do pedido de tutela final, em 15 (quinze) dias ou outro prazo maior que o
juiz fixar.

65-a tutela da evidência nada mais é do que a tutela antecipada que dispensa a
demonstração do risco de dano para a sua concessão.

66-não concedida a tutela antecipada em caráter antecedente, o órgão jurisdicional


determinará que a petição inicial seja emendada em 15 (quinze) dias, sob pena de ser
indeferida e de o processo ser extinto sem resolução de mérito.

67-as alegações de fato não impugnadas na contestação, em razão do ônus da defesa


especificada, presumem-se verdadeiras, salvo se estiverem em contradição com a defesa,
considerada em seu conjunto.

68-as alegações de fato não impugnadas na contestação, em razão do ônus da defesa


especificada, presumem-se verdadeiras, salvo se relativas a direito ou fato superveniente.

69-se o réu não impugnar o valor da causa em preliminar da contestação poderá fazê-lo
em momento posterior do processo.
70-a incompetência, absoluta ou relativa, será alegada em preliminar de contestação e se
acolhida o processo é remetido ao juízo competente.

71-se o réu não alega, em preliminar da contestação a existência de convenção de


arbitragem, não pode, em razão do princípio da eventualidade ou da concentração,
alegar tal vício em momento posterior do processo.

72-se o réu não alega, em preliminar da contestação o defeito de representação do autor,


não pode, em razão do princípio da eventualidade ou da concentração, alegar tal vício
em momento posterior do processo.

73-o reconvindo, na reconvenção, é intimado na pessoa de seu advogado para, no prazo


de 15 (quinze) dias, apresentar contestação.

74-o direito indisponível não comporta confissão, logo, a revelia (ausência de


contestação), no caso de litígio versando sobre direito indisponível, não produz a
confissão ficta prevista no artigo 344 (presunção de veracidade das alegações de fato
feitas pelo autor).

75-a revelia, no caso de aplicação da presunção de veracidade das alegações de fato


formuladas pelo autor (artigo 344 do CPC), autoriza o juiz a julgar antecipadamente o
pedido, salvo se houver requerimento de prova, na forma do artigo 349 do CPC.

76-os prazos contra o revel que não tenha patrono nos autos fluirão da data de
publicação do ato decisório no órgão oficial.

77-a revelia não produz a confissão ficta prevista no artigo 344 (presunção de veracidade
das alegações de fato feitas pelo autor) se as alegações de fato formuladas pelo autor
forem inverossímeis.

78-a presunção de veracidade decorrente da revelia é absoluta, o que afasta a


possibilidade do juiz proferir sentença favorável ao réu.

79-se o réu não contestar a ação, será considerado revel e presumir-se-ão verdadeiras as
alegações de fato e de direito formuladas pelo autor.

80-o juiz, se o réu citado com hora certa não contestar ação e versar a causa sobre direito
disponível, aplicar-lhe-á o principal efeito da revelia (presunção veracidade das
alegações de fato feitas pelo autor).

81-no caso de pluralidade de réus, litisconsórcio simples, não se aplica a presunção de


veracidade das alegações de fato feitas pelo autor, se algum dos litisconsortes contestar a
ação, ainda que os fatos contestados não digam respeito a todos litisconsortes.

82-a extinção do processo com resolução do mérito pode ser total ou parcial, todavia, a
extinção do processo sem resolução do mérito só pode ser total.

83-a carta precatória, expedida para a produção de prova em outro juízo, só suspenderá
o julgamento da causa, quando tendo sido requerida antes da decisão de saneamento, a
prova nela solicitada for imprescindível.
84-o juiz, se a causa apresentar complexidade em matéria de fato ou de direito, deverá
designar audiência para que o saneamento seja feito em cooperação com as partes.

85-a decisão de saneamento e organização do processo torna-se estável se as partes, no


prazo de 05 (cinco) dias, não pedir esclarecimentos ou solicitar ajustes nela (decisão).

86-a inversão do ônus da prova pelo juiz, nos casos previstos em lei ou diante das
peculiaridades da causa relacionadas à impossibilidade ou à excessiva dificuldade de
cumprir o encargo (ônus da prova), consolidou no ordenamento jurídico brasileiro a
teoria da distribuição dinâmica do ônus da prova.

87-o autor tem direito à réplica, no prazo de 15 (quinze) dias, se o réu apresentar defesa
indireta de mérito ou defesa processual.

88-o juiz, verificando a existência de irregularidades ou de vícios sanáveis, determinará


sua correção em prazo nunca superior a 30 (trinta) dias.

89-a extinção parcial do processo, com ou sem resolução do mérito, é materializada


através de decisão interlocutória impugnável através de Agravo de Instrumento.

90-o juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou
parcelas deles mostrar-se incontroverso.

91-o juiz deverá dispensar a produção das provas requeridas pela parte cujo advogado
ou defensor público não tenha comparecido à audiência, aplicando-se a mesma regra ao
Ministério Público.

92-a audiência de instrução e julgamento poderá ser gravada diretamente por qualquer
das partes, desde que tenha autorização judicial.

93-as providências preliminares, que podem ou não serem determinadas pelo juiz depois
de expirado o prazo para resposta, dependem da postura do réu.

94-se o réu não contestar a ação, o juiz, verificando a inocorrência do efeito da revelia
previsto no artigo 344, ordenará que o autor especifique as provas que pretenda
produzir, se ainda não as tiver indicado.

95-a inversão legal do ônus da prova ocorre quando o réu apresenta defesa indireta de
mérito, todavia, se a defesa é direta de mérito, o ônus da prova é do autor.

96-a audiência (audiência de instrução e julgamento) é una e contínua, ou seja, o juiz, se


não for possível concluí-la no mesmo dia, marcará o seu prosseguimento para a data
mais próxima possível, logo, é incindível.

97-(audiência de instrução e julgamento) quando a causa apresentar questões complexas


de fato ou de direito, o debate oral poderá ser substituído por razões finais escritas, que
serão apresentadas pelo autor e pelo réu, bem como pelo Ministério Público, se for ocaso
de sua intervenção, no prazo comum de 15 (quinze) dias.
98-o juiz, mesmo levando em conta a complexidade da causa e dos fatos individualmente
considerados, não poderá limitar o número de testemunhas.

99-(audiência de instrução e julgamento) subscreverão o termo de audiência o juiz, os


advogados, o membro do Ministério Público, o escrivão ou chefe de secretaria e as partes
(autor e réu).

100-a inversão do ônus da prova, com base no CDC, pode ocorrer quando, a critério do
juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele (consumidor) hipossuficiente, segundo
regras ordinárias de experiência;

101-as questões de fato e de direito podem, com a homologação do juiz, serem


delimitadas consensualmente pelas partes.

102-o novo Código de Processo Civil, no que tange à valoração da prova, adotou o
critério da livre apreciação ou da convicção íntima.

103-a distribuição diversa do ônus da prova, por convenção, que só pode ser celebrada
no curso do processo, não pode envolver direito indisponível.

104-àquele que pretender justificar a existência de algum fato ou relação jurídica, para
simples documento e sem caráter contencioso, deve utilizar o procedimento da produção
antecipada de prova.

105-a produção antecipada de prova, cuja competência é do juízo do foro onde a prova
deve ser produzida ou do foro de domicilio do réu, previne a competência do juízo para
a ação que venha a ser proposta.

106-os autos do procedimento da produção antecipada de prova, proferida a sentença


homologatória, permanecerão em cartório durante 1 (um) mês para extração de cópias e
certidões, superado o referido prazo eles serão arquivados, sem prejuízo de
desarquivamento a pedido de qualquer interessado.

107-o notário, de ofício ou a requerimento do interessado, atesta ou documenta em ata a


existência ou o modo de existir de algum fato.

108-a ata notarial é documento público, dotado de fé pública, logo, a presunção de


veracidade que lhe acoberta é absoluta e não relativa.

109-o depoimento pessoal é colhido na audiência de instrução e julgamento, enquanto o


interrogatório pode ser realizado a qualquer tempo, no curso do processo.

110-a pena de confissão também será sempre aplicada quando a parte, no depoimento
pessoal, deixar de responder, sem motivo justificado, ao que lhe for perguntado ou
empregar evasivas.

111-o juiz, se a parte, devidamente intimada para o interrogatório, não comparecer à


audiência designada para esse fim, aplicar-lhe-á a pena de confissão.
112-no depoimento pessoal há pena de confissão, circunstância inexistente no
interrogatório judicial.

113-a confissão do incapaz só produz o efeito que dela se espera, ou seja, só é eficaz, se
for levada a efeito por seu representante legal.

114-nas ações versando sobre bens móveis ou direitos sobre móveis alheios, a confissão
de um cônjuge ou companheiro não valerá sem a do outro, salvo se o regime de
casamento for o de separação absoluta de bens.

115-a confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de
coação.

116-o óbito do confitente não impede o ajuizamento de ação de anulação de confissão


viciada (por erro de fato ou coação), visto que o direito de ajuizá-la transmite-se aos
seus herdeiros.

117-a confissão pode ser cindida quando o confitente lhe aduzir fatos novos, capazes de
constituir fundamento de defesa de direito material ou de reconvenção.

118-na exibição proposta pelo autor da ação principal contra terceiro, iniciando assim a
ação incidental de exibição, serão citados o réu da ação principal e o terceiro.

119-o terceiro, na exibição de documento ou de coisa, será intimado para responder no


prazo de 15 (quinze) dias.

120-a declaração constante de documento particular, escrito e assinado ou somente


assinado, de ciência de determinado fato, prova a ciência, mas não o fato em si,
incumbindo o ônus de prová-lo ao interessado em sua veracidade.

121-o documento público faz prova de sua própria regularidade formal, da regularidade
na sua obtenção e da veracidade de seu conteúdo.

122-só é considerado autor do documento particular aquele que o fez e assinou, ou por
conta de quem foi feito, estando assinado.

123-cessa a força probante do documento público quando for declarada judicialmente a


sua falsidade, logo, a presunção de veracidade nele contida é relativa.

124-predomina, na doutrina, o entendimento de que somente a falsidade material pode


ser objeto do incidente de falsidade de documento.

125-a falsidade de documento, uma vez argüida, será resolvida como questão incidental,
salvo se a parte requerer que o juiz a decida como questão principal.

126-incumbe o ônus da prova, quando se tratar de falsidade de documento ou de


preenchimento abusivo, à parte que produziu o documento.
127-a ausência de ressalva no documento viciado (emenda, borrão, cancelamento ou
entrelinha), mesmo que o aludido vício não esteja em ponto substancial, prejudica a
eficácia probatória do documento.

128-a falsidade ideológica consiste em formar documento não verdadeiro ou alterar


documento verdadeiro.

129-as declarações constantes em documento particular geram presunção absoluta de


veracidade em relação aos signatários.

130-sendo necessário, pode o juiz admitir o depoimento de testemunhas menores,


impedidas ou suspeitas, porém, seus depoimentos serão prestados independentemente de
compromisso e o juiz lhes atribuirá o valor que possam merecer.

131-a prova testemunhal, nos casos em que a lei exigir prova escrita da obrigação,
mesmo quando houver começo de prova por escrito, não é admissível.

132-é lícito à parte, nos contratos em geral, provar apenas com testemunhas os vícios de
consentimento.

133-a parte pode comprometer-se a levar à audiência a testemunha, independentemente


de intimação, presumindo-se, caso não compareça, que desistiu de sua inquirição.

134-as testemunhas são “os olhos e os ouvidos da justiça” (Mittermaier). A prova


testemunhal é a “prostituta das provas” (Bentham).

135-testemunhas referidas são aquelas que tiveram conhecimento do fato litigioso por
terceira pessoa, portanto, não presenciaram a sua ocorrência.

136-nos contratos simulados, desde que haja começo de prova por escrito, é lícito à parte
provar a divergência entre a vontade real e a vontade declarada com testemunhas.

137-o cego e o surdo, por lhes faltarem determinados sentidos, são incapazes para depor
como testemunhas.

138-caso tenha sido determinada a produção de prova testemunhal, na decisão de


saneamento e organização do processo, o juiz fixará prazo comum de 15 (quinze) dias
para que as partes apresentem rol de testemunhas.

139-a incapacidade, o impedimento ou a suspeição, na contradita de testemunha, pode


ser provado com documentos ou com testemunhas, até três, apresentas no ato e
inquiridas em separado.

140-o inimigo da parte ou seu amigo íntimo é impedido e não pode depor como
testemunha.

141-a parte, no prazo de 15 (quinze) dias, contados da intimação de sua nomeação, pode
argüir o impedimento ou a suspeição do perito.
142-o perito apresentará o laudo em cartório, no prazo fixado pelo juiz, pelo menos 20
(vinte) dias antes da audiência de instrução e julgamento.

143-o incidente de impedimento ou de suspeição do perito processa-se em separado e


sem suspensão da causa.

144-o perito ou o assistente técnico só estará obrigado a prestar esclarecimento sobre o


laudo pericial, quando intimado por meio eletrônico, com pelo menos 10 (dez) dias de
antecedência da audiência.

145-o juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinará a realização de nova


perícia quando a matéria não estiver suficientemente esclarecida, sendo que a segunda
perícia substitui a primeira.

146-inspeção judicial é o meio de prova pelo qual o juiz, direta e pessoalmente, examina
pessoas, lugares ou coisas a fim de esclarecer fatos que interessam à solução da
demanda.

Brasília, 11 de fevereiro de 2018.