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CENTRO DE ENSINO SUPERIOR RIOGRANDENSE

DISCIPLINA: RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS II


SEMESTRE DA DISCIPLINA: 2018/01
CURSO: ENGENHARIA CIVIL
PROF. Ricardo Ficanha

ASSUNTOS AULA 03/04/2018


1. DEFORMAÇÃO POR TORÇÃO DE UM EIXO CIRCULAR ............... 1
2. A Fórmula da torção ...........................................................2
2.1. Eixo Maciço ..................................................................................................................4
2.2. Eixo Tubular ..................................................................................................................4
2.3. Tensão de Torção Máxima Absoluta.............................................................................4

3. APLICAÇÕES .....................................................................5

1. DEFORMAÇÃO POR TORÇÃO DE UM EIXO CIRCULAR

Torque é
um momento que
atende a torcer
um elemento em
torno de seu eixo
longitudinal. O
efeito do torque é
uma preocupação
primária em
projetos de eixos
ou eixos de Figura 1
acionamento utilizados em veículos e estruturas diversas. A Figura 1 ilustra
o que ocorre a um eixo com uma das extremidades fixas e um torque aplicado
em torno de seu eixo longitudinal.

A Figura 2 ilustra o aumento do ângulo


de torção om o afastamento da
extremidade fixa.

A relação de distância e ângulos em


função do torque aplicado ao eixo e da
distância x da extremidade fixa geram
relações que podem ser relacionadas
com o comportamento do material e
permitem definir os níveis de tensão e
deformação torcional que o eixo
Figura 2 apresenta. Os detalhes estão
apresentados na Figura 3.

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Figura 3

2. A Fórmula da torção

Quanto um torque externo é aplicado a um eixo ele cria um torque


interno correspondente no interior do eixo. A equação que relaciona este
equilíbrio será apresentada abaixo.

Se o material for linear elástico, então a lei de Hooke se aplica, τ


, e, por consequência, uma variação linear na deformação por
cisalhamento, resulta em uma variação linear na tensão de cisalhamento
correspondente ao longo de qualquer linha radial na seção transversal.

Assim, equação pode ser escrita:

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A equação acima expressa a distribuição da tensão de cisalhamento


em função da posição radial ρ do elemento; em outras palavras, define a
distribuição da tensão na seção transversal em termos da geometria do eixo.
Usando uma equação, aplicaremos agora a condição que exige que o torque
produzido pela distribuição de tensão por toda a seção transversal seja
equivalente ao torque resultante T na seção, o que mantém.

O eixo em equilíbrio da
Figura 4, especificamente cada
elemento de área dA, localizado
em ρ, está sujeito a uma força
. O torque produzido por
essa força é . Portanto,
para toda a seção transversal
temos:

Figura 4
A integral nessa equação depende somente da geometria do eixo. Ela
representa o momento polar de inércia da área da seção trasnversal do eixo
calculada em torno da linha central longitudinal do eixo. Esse valor será
representado pelo símbolo J e, portanto, a Equação acima pode ser escrita
de uma forma compata conforme segue:

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A tensão de cisalhamento na distância intermediária ρ pode ser


determianda por:

2.1. Eixo Maciço

Se o eixo tiver uma seção transversal circular


maciça, o momento polar de Inércia J pode ser
determinado por meio de um elemento de área na forma
de um anel diferencial, de espessura dρ e circunferência
2ϖρ, para esse anel, dA=2ϖρ dρ, portanto:

Figura 5

Onde J é uma propriedade geométrica da área circular e é sempre


positivo. Para isso define-se com a seguinte equação:

2.2. Eixo Tubular

O momento polar de inércia de um eixo tubular é definido com a


equação a seguir.

2.3. Tensão de Torção Máxima Absoluta

Em qualquer seção transversal do eixo, a tensão máxima de


cisalhamento ocorre na superfície externa. Conduto, se o eixo for submetido
a uma série de torques externos, ou se o raio mudar, a tensão de torção
máxima no interior do eixo poderá ser diferente de uma seção para outra. Se
quisermos determinar a tensão de torção máxima absoluta, torna-se, então,
importante determinar a localização na qual a ração Tc/J é máxima. A esse
respeito, pode ser útil mostrar a variação de torque T interno ao longo de
cada seção.

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3. APLICAÇÕES

a. A distribuição de tensão em um eixo maciço foi representada em


gráfico ao longo de três linhas radiais arbitrárias, mo mostra a
figura abaixo. Determine o torque interno resultante na seção.

b. O eixo maciço de raio c é submetido a um torque T. Determine a


fração de T à qual resiste o material contino no interior da região
externa do eixo, que tem raio interno c/2 e raio externo c.

c. O eixo mostrado na Figura abaixo está apoiado em dois mancais e


sujeitos a três torques. Determine a tensão de cisalhamento
desenvolvida nos pontos A e B localizados na seção a-a.

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d. O tubo mostrado na figura abaixo tem diâmetro interno de 80mm


e diâmetro externo de 100mm. Se sua extremidde for apertada
contra o apoio em A usando-se uma chave em B, determine a
tensão de cisalhamento desenvolvida no material nas paredes
interna e externa ao longo da porção centrar do tubo quanto são
aplicadas forças de 80N à chave.

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