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DIAGNÓSTICO DE AVARIAS EM

MÁQUINAS POR ANÁLISE DE


VIBRAÇÕES
Assinatura Dinâmica

‹ Que relação existe entre as frequências encontradas no


espectro e as características da máquina
‹ Qual a amplitude de cada frequência e como se
relacionam umas com as outras
‹ Se existem frequências significativas, qual a sua
origem?
Desequilíbrio Dinâmico

‹ 1800 fora de fase


‹ 1X RPM sempre presente e normalmente domina o espectro
‹ A amplitude varia com o quadrado da velocidade
‹ Pode originar amplitudes elevadas tanto na direcção axial como na
radial
‹ A Equilibragem deve ser feita a dois planos
Desequilíbrio de Rotor em Consola

‹ 1X RPM presente tanto na direcção axial como na


radial
‹ Medições na direcção axial tendem a estar em fase, no
entanto, medições efectuadas na radial tendem a ser
instáveis
Diagnóstico de Desequilíbrio

900
‹ Componente a 1xRPM
domina o espectro.
‹ A vibração na direcção
radial é predominante. 900
‹ A fase mantêm-se estável

‹ A vibração aumenta com


o quadrado da
velocidade.
Excentricidade do rotor

‹ Vibração mais elevada a 1xRPM na direcção da linha de


eixos do rotor.
‹ Leituras de fase variam de 00 ou 1800
‹ A equilibragem pode originar a diminuição da
amplitude numa direcção mas pode causar o seu
aumento noutra direcção.
Desalinhamento Angular

‹ Caracterizado por uma vibração elevada na direcção axial


‹ Leituras de fase desfasadas de 180º ao longo do acoplamento
‹ Tipicamente as componentes 1xRPM e 2xRPM na direcção
axial são elevadas
‹ Geralmente as componentes 1, 2 ou 3X RPM dominam o
espectro de frequência
Desalinhamento Paralelo

1x 2x
4x
Radial

‹ Vibração elevada na direcção radial com leituras


de fase desfasadas de 1800
‹ Geralmente a componente 2X RPM tem maior
amplitude que 1X RPM
‹ Sintomas idênticos ao desalinhamento angular
Empeno do Veio

‹ Vibração elevada na direcção axial


‹ A componente 1X RPM é dominante se o empeno é
sensivelmente ao centro do veio
‹ A compoente 2X RPM é dominante se o empeno é junto aos
apoios
‹ 180º de diferença de leitura de fase na direcção axial
Rolamento desalinhado
((deficiente
deficiente montagem
montagem))

‹ Sintomas idênticos ao desalinhamento angular


‹ Tentativas de alinhamento ou equilibragem do rotor não
resolverão o problema
‹ Diferenças de 180º nas leituras de fase nos lados opostos
das chumaceiras
Desapertos/Folgas (A)
Desapertos/Folgas

‹ Originada por desapertos na estrutura


‹ Distorções na base originam problemas como a “Pata
Cocha”
‹ Leituras de fase entre os apoios da máquina na
direcção vertical revelam variações de 180º
Desapertos/Folgas (B)
Desapertos/Folgas

‹ Originado por parafusos soltos/desapertados


‹ Pode originar o apareciemnto das componentes 0.5, 1,
2 e 3X RPM
‹ Pode ter origem por fendas na estrutura
Desapertos/Folgas (C)
Desapertos/Folgas

‹A fase é instável
‹ Harmónicas da velocidade de rotação
‹ Pode ter como origem folgas excessivas dos rolamentos
Folgas

‹ Folgas originam o aparecimento de harmónicas da


velocidade de rotação
‹ Folgas excessivas nos rolamentos poderão originar o
agravamento do desequilíbrio e do desalinhamento
“Toques” no Rotor
Truncated waveform

‹O espectro è idêntico ao observado para folgas/desapertos


‹ Geralmente originam uma série de frequências que podem
excitar frequências naturais
‹ Pode originar o aparecimento de sub-harmónicas da
velocidade de rotação
Ressonância

‹A Ressonâncias ocorre quando a frequência


perturbadora coincide com uma frequência
natural do sistema
‹ Elevadas amplitudes de vibração ocorrem quando
um sistema se encontra em ressonância
Problemas nas Correias (A)

BELT FREQUENCY
HARMONICS

‹ A componente a 2xRPM é dominante


‹ As amplitudes são normalmente instáveis
Problemas nas Correias (B)
Desalinahmento das correias/polias

1X DRIVER
OR DRIVEN

‹ Polias desalinhadas originam vibrações elevadas a


1xRPM na direcção axial
‹ A amplitude mais elevada no motor será à velocidade
de rotação do veio mandado e viceversa
Problemas nas Correias (C)
Polias Excentricas

RADIAL
1X RPM OF
ECCENTRIC
PULLEY

‹ Polias excentricas ou desequilibradas originam


amplitudes elevadas a 1xRPM
Problemas nas Correias (D)
Ressonância em Correias

RADIAL

1X RPM

BELT RESONANCE

‹ Amplitudes de vibração elevadas se a frequência natural


das correias coincidir com a velocidade de rotação
‹ A frequência natural da correia pode ser alterada
modificando-se a tensão da correia
Forças Hidraulicas e
Aerodinamicas
BPF = BLADE PASS
FREQUENCY

‹ Quando a distância entre o impulsor e a parte estática


se altera, a amplitude da frequência de passagem das
pás é elevada

‹ Um rotor excentrico poderá originar que a amplitude


da frequência de passagem das pás seja excessiva
Forças Hidraulicas e
Aerodinamicas

Turbulência

‹ A turbulência pode ocorrer quando existem variações


de pressão ou de velocidade do ar nas condutas
‹ Vibrações aleatórias serão geradas nas baixas
frequências, possivelmente na gama de 50 a 2000
CPM
Forças Hidraulicas e
Aerodinamicas

Cavitação

‹ A cavitação origina o aparecimento de “relva” nas


altas frequências com a presença da frequência de
passagem da pás e harmónicas
‹ Normalmente indica insuficiente pressão de admissão
‹ Pode originar a erosão das pás do impulsor
‹ Origina um som parecido com “gravilha”
Batimento
WIDEBAND SPECTRUM

F1 F2

ZOOM
SPECTRUM

‹ O batimento é o resultado de duas frequências muito


próximas a entrarem e a sairem de fase
‹ Um espectro com pouca resolução mostrará um pico a
subir e a descer
‹ A diferença entre estes dois picos é a frequência de
batimento
Problemas Eléctricos

Excentricidade Estática

‹ Problemas no estator provocam amplitudes elevadas


a 2x Frequência da rede
‹ A excentricidade estática provocará um entre ferro
não uniforme, a vibração é direccional
‹ “Pata cocha” pode provocar a excentricidade do
estator
Frequências produzidas por Motores Eléctricos

• Frequência da rede ((FL)


FL) = 50Hz = 3000 rpm.

• Número de Polos (P
P))
• Frequência de passagem das barras
((Fb)
Fb) = nº barras Rotor x Rotor rpm
• Velocidade Sincrona (Ns Ns)) == 2xFL
P
• Frequência de deslizamento ( FSS )= Velocidade
sincrona - Rotor rpm
• Frequência de passagem dos Polos
FPP )= Freq. deslizamento x nº Polos
((F
Problemas Eléctricos

Motores Sincronos
(Folgas nas Laminas do Estator)

‹ Amplitudes elevadas à frequência de passagem das


laminas
‹ A frequência de passagem das laminas possui bandas
laterais a 1xRPM
Problemas Eléctricos

Problemas de
Alimentação
(Desaperto de Ligação)

‹ Provoca vibrações excessivas a 2x Frequência da rede


com bandas laterais a 1/3 da frequência da rede
‹ Níveis de vibração a 2x Frequência da rede podem
exceder os 25 mm/s
Problemas Eléctricos

Excentricidade
ExcentricidadeDinâmica
Dinâmica
((Entre Variável))
-ferro Variável
Entre-ferro

‹ Um rotor excentrico origina uma folga de entre- ferros


variável (rotativa) o que origina vibrações pulsantes
‹ Frequentemente requer medições de alta frequência para
separar os 100 Hz das harmónicas da velocidade de rotação
‹ Valores comuns para frequência de deslizamento entre 20 e 50
CPM
Problemas Eléctricos
Anomalias no Rotor

‹ 1X, 2X, 3X RPM com bandas laterais à frequência de


passagem dos pólos indicam anomalias nas barras do
rotor
‹ A frequência de passagem de barras do rotor (RBPF)
com bandas laterais a 100 Hz indicam folgas no rotor
Frequências de Engrenamento
1700 RPM

51 Dentes

31 Dentes
20 Dentes

8959 RPM -- Quantos dentes terá esta engrenagem?


n1xz1 = n2xz2
Engrenagens
Espectro Normal

2625 rpm
8 dentes GMF= 21k CPM

1500 rpm
14 dentes

‹O espectro normal mostra as componentes 1x e 2x da


frequência de engrenamento
‹ A frequência de engrenamento terá bandas laterais da
velocidade de rotação
‹ Todos os picos são de baixa amplitude e as frequências
naturais não estão presentes
Engrenagens
Carga

‹ As frequências de engrenamento podem variar de


amplitude mediante a carga aplicada
‹ Frequências de engrenamento com amplitudes
elevadas não indicam necessáriamente estarmos
perante uma anomalia
‹ As medições devem ser realizadas com o sistema em
carga máxima
Engrenagens
Desgaste dos Dentes

8 dentes GMF = 21k CPM


2625 rpm

14 dentes
1500 rpm

‹ Desgaste excessivo dos dentes excita as suas frequências naturais


com bandas laterais a 1xRPM da engrenagem com problemas
‹ As bandas laterais dão-nos uma melhor indicação do estado das
engrenagens do que a própria frequência de engrenamento
‹ As frequências de engrenamento podem não sofrer alterações de
amplitude quando se verifica o seu desgaste excessivo
Engrenagens
Excentricidade e Folgas entre engrenagens

‹ Amplitudes elevadas das bandas laterais da frequência


de engrenamento indicam problemas de
excentricidade ou folgas entre engrenagens
‹ Folgas entre engrenagens incorrectas podem excitar as
suas frequências naturais
Engrenagens
Desalinhamento

‹O desalinhamento de engrenagens excita as


componentes 2 e 3xRPM com bandas laterais à
velocidade de rotação
‹ As componentes 2 e 3xGMF possuem maior amplitude
que a frequência de engrenamento
‹ A Frequência máxima deve ser parametrizada para
apanhar pelo menos a componente 3x GMF
Engrenagens
Dentes Partidos

Onda no tempo

‹ Dentes partidos provocam um aumento da amplitude à


velocidade de rotação da engrenagem com defeito
‹ Este defeito é melhor detectado através da onda no
tempo
‹ O intervalo entre impactos corresponde à componente
1xRPM
Engrenagens
Repetição de dentes
fHt = (GMF)Na
(TGEAR)(TPINION)

‹A vibração é originada nas baixas frequências e por


esta razão pode passar despercebida
‹ Provoca o aparecimento de um ruído característico
‹ Estas falhas podem ser provocadas por uma deficiente
maquinação no fabrico da engrenagem ou
desalinhamento
D0
DB Nb Bd
(
D1 BPFI = 2 ( 1 + Pd COS XRPM

Nb 1 Bd COS
(
BPFO =
2 ( - Pd X RPM
((
2
(1 - ( P
B
P d COS XRPMd

BSF = 2Bd d

1 B (
(1-P COS X RPM
d

FTF = 2 d

F = frequência em CPM
N = número de esferas
ROLAMENTOS
1º Estágio

ZONE A ZONE B ZONE C ZONE D

gSE

‹ Nesteestágio de degradação apenas se detecta a


degradação do rolamento através de técnicas de
Envelope, Ultrasons e HFD(g)
‹ Banda de altas frequências regista ainda valores baixos
ROLAMENTOS
2º Estágio

ZONE A
ZONE B ZONE C ZONE D

gSE

‹ Começam a ser excitadas as frequências naturais dos


rolamentos
‹ Estas frequências ocorrem na gama de 30k-120k CPM
‹ Banda de altas frequêncais aumenta de amplitude
ROLAMENTOS
3º Estágio

ZONE A ZONE B ZONE C ZONE D

gSE

‹ Frequências de defeito dos rolamentos e suas harmónicas começam a


aparecer no espectro.
‹ O defeito no rolamento é agora visível
‹ Banda de altas frequências aumenta de amplitude
ROLAMENTOS
4º Estágio

ZONE A ZONE B ZONE C

gSE

High just prior


to failure

‹ As frequências de defeito dos rolamentos diminuem de amplitude e


são substituidas por “relva” em forma de ruído
‹ Nesta ultima fase a amplitude da componente a 1xRPM é afectada
‹ Medições nas altas frequências baixam em amplitude
Instabilidade da Pelicula de
Oleo (OIL WHIRL)

‹ Normalmente ocorre a 42 - 48 % da velocidade de rotação


‹ Amplitudes de vibração são geralmente severas
‹ Whirl is inherently unstable, since it increases centrifugal forces
therefore increasing whirl forces