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Próteses e Órteses Aplicadas à

Fisioterapia

Profª Alice Nogueira

Fisioterapeuta Staff da Correto Clínica Próteses e Órteses, clínica da Össur no Rio de Janeiro RJ Brasil.

Contextualização da

prescrição de Próteses e Órteses

Contextualização

prescrição de Próteses e Órteses

Das 13,2 milhões de pessoas que declararam apresentar

algum tipo de deficiência motora no Brasil, 470 mil foram vítimas de amputações, segundo dados do último

Censo divulgado pelo (IBGE), em 2010.

Contextualização

prescrição de Próteses e Órteses

A estimativa é de que a incidência média anual de amputações seja de 13,9 por 100 mil habitantes. 53,8 % fora do mercado de trabalho. 46,4% ganham menos de

1 SM ou não tem renda. MS, portaria 6661

(02/12/2010) reconhece a competência do Fisioterapeuta na prescrição de OPM.

Programa Viver Sem Limite

Contextualização

O Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência -

Viver sem Limite, foi lançado no dia 17 de novembro de 2011 (Decreto Nº 7.612), pela presidente Dilma Rousseff, ressaltando o compromisso do Brasil com as prerrogativas

da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência

da Organização das Nações Unidas (ONU), ratificada pelo nosso país com equivalência de emenda constitucional.

Objetivando implementar novas iniciativas e intensificar ações que, atualmente, já são desenvolvidas pelo governo em benefício das pessoas com deficiência.

Bases do programa

Inclusão Social

Bases do programa Inclusão Social

Bases do programa

Acessibilidade

Bases do programa Acessibilidade

Bases do programa

Crédito

Bases do programa Crédito

Bases do programa

Saúde

Bases do programa Saúde
Bases do programa Saúde
Bases do programa Saúde

Bases do programa

Saúde

Bases do programa Saúde
Bases do programa Saúde
Bases do programa Saúde

Construção de Terminologias

em Saúde

Construção de Terminologias

em Saúde

Inicialmente para nomenclaturas de doenças

Uniformização de termos, objetivando melhoria da comunicação e da obtenção de informação, melhora dos processos na área de saúde e da relação custo benefício

CID(Código Internacional de Doenças)

DCB(Denominação Comum Brasileira)

CIF(Classificação Internacional de Funcionalidade)

Panorama

O olhar mais atento para o portador de deficiência no Brasil propiciou o reconhecimento da:

Enorme demanda para prescrição de OPM;

Necessidade do aprofundamento de estudos epidemiológicos e padronização da terminologia relativa à função, órteses, próteses e adaptações.

Prescrição de Órteses, Próteses e

Meios Auxiliares de Locomoção

Prótese

Peça ou dispositivo artificial utilizado para

substituir um órgão ou membro ou parte

dele.

de Locomoção • Prótese Peça ou dispositivo artificial utilizado para substituir um órgão ou membro ou

Prescrição de Órteses, Próteses e

Meios Auxiliares de Locomoção

Órtese Dispositivo ortopédico para uso externo destinado a alinhar, prevenir ou corrigir deformidades. Também para imobilizar ou melhorar a função de partes móveis do corpo.

a alinhar, prevenir ou corrigir deformidades. Também para imobilizar ou melhorar a função de partes móveis

Prescrição de Órteses, Próteses e

Meios Auxiliares de Locomoção

Ortoprótese

Aparelho que combina as funções de uma

órtese e uma prótese. Indicada para malformações congénitas nos membros.

Substitui a parte do membro que não se

desenvolveu, permitindo ao paciente recuperar a função do membro que se encontrava limitada.

parte do membro que não se desenvolveu, permitindo ao paciente recuperar a função do membro que

Prescrição de Órteses, Próteses e

Meios Auxiliares de Locomoção

Meios Auxiliares de Locomoção

Muletas, bengalas e andadores destinam-

se a oferecer alívio do peso corporal e

sustentação, para manutenção do equilíbrio e prevenção de quedas.

se a oferecer alívio do peso corporal e sustentação, para manutenção do equilíbrio e prevenção de

Meios Auxiliares de Locomoção

Adequação:

Customização se necessário

Ajuste:

Referências para medidas

Treinamento:

Planos, desníveis, quedas

Conservação

Ponteiras e junções

Meios Auxiliares de Marcha

Referências para o ajuste de muletas canadenses:

Cotovelos semifletidos

Apoio da mão no nível do trocânter maior do fêmur

o ajuste de muletas canadenses: • Cotovelos semifletidos • Apoio da mão no nível do trocânter

Cadeiras de Rodas

Essencial para bilaterais, obesos e idosos

Propulsão

Personalização quando necessário

Ergonomia:

Altura,

Largura

e

Profundidade

do

assento,

altura

do apoio de braços e de pés

necessário • Ergonomia: Altura, Largura e Profundidade do assento, altura do apoio de braços e de

Deficiência e Incapacidade

Deficiência e Incapacidade

Definições e Conceitos

Pessoas com deficiência

Apresenta, em caráter permanente, perdas ou anormalidades na esfera psicológica, fisiológicas ou anatômica gerando incapacidade. Pode ser classificada em

sensorial, intelectual, física(inclui-se a

amputação) ou mista.

Deficiência e Incapacidade

Definições e Conceitos

Pessoas com Incapacidade

Impossibilidade de desempenhar papéis sociais típicos de adultos independentes. Relaciona-se fortemente fatores culturais e sociais.

Prescrição de Próteses

Classificação das Próteses

Tipos de Próteses:

Cosmética

Pré-Próteses

Artesanais, Stubbies

Funcionais

MI: Endoesquelética, Exoesquelética MS: Mecânica, Miolétrica, Biônica

Stubbies

Stubbies
Stubbies
Stubbies

Componentes de uma

Prótese Funcional para MI

Encaixe ou soquete: Interface coto-prótese

Sistema de suspensão: mantém o acoplamento da prótese

Conectores: Tubo, Grapa, Shuttle- lock

Articulação: Relaciona-se ao nível de amputação

Componentes terminais: pé, mão e gancho.

Confecção da Prótese

Materiais comumente utilizados

Resina acrílica para laminação

Reforço em fibra de carbono

Plásticos e borrachas

(polipropileno,termoline, poliforme, silicone)

Aço inoxidável, titânio

Prótese Transfemoral (TF)

Componentes do Encaixe

Encaixe em resina

(TF) Componentes do Encaixe • Encaixe em resina Quadrilateral Contenção Isquiática Teste, provisório ou

Quadrilateral Contenção Isquiática

Teste, provisório ou definitivo

Prótese TF

Sistemas de Suspensão

Válvula de vedação

Válvula de expulsão

Liner com anel móvel

Liner com 5 anéis

Liner com pino

Suspensão adicional com cinto ou banda silesiana

Liner / Sistema de Suspensão

Liner / Sistema de Suspensão
Liner / Sistema de Suspensão

Prótese TF

Componentes Joelhos

Trava manual: Idosos

Uniaxial, fricção constante: segurança, velocidade não varia e exige bom controle do quadril.

Unixial, freio de carga: trava com a descarga do peso

do corpo se adapta a terrenos irregulares, ideal para a 1ª prótese.

Prótese TF

Componentes Joelhos

Policêntrico: cotos longos e desarticulados de joelho, variação de velocidade.

Pneumático/Hidráulico: marcha com cadência

variada. Microprocessador: Permite descarga de peso em flexão.

Tipos de Construções de Joelhos

Tipos de Construções de Joelhos

Tipos de Construções de Joelhos

Tipos de Construções de Joelhos

Tipos de Construções de Joelhos

Tipos de Construções de Joelhos
Tipos de Construções de Joelhos

Prótese Transtibial (TT)

Componentes Encaixe e Suspensão

Prótese Transtibial (TT) Componentes Encaixe e Suspensão

Técnicas utilizadas para a confecção

do encaixe TT

Os três tipos de encaixes para próteses TT mais utilizados são:

PTB, KBM e PTS

PTB: A descarga de peso é feita sobre o tendão patelar. O bordo proximal do encaixe termina a nível do centro do

joelho. A suspensão da prótese é feita através de uma

correia supracondiliana, que envolve a perna de forma circular pouco acima do joelho.

Técnicas utilizadas para a confecção

do encaixe TT

KBM :A descarga de peso é feita sobre o tendão patelar, como no encaixe tipo PTB. Os encaixes diferenciam-se na forma do

bordo proximal. A patela encontra-se totalmente livre, e o bordo possui duas orelhas que envolvem os côndilos medial e lateral. O encaixe exerce pressão acima do côndilo medial, e a

diminuição da medida médio-lateral garante uma boa

suspensão da prótese, sem a necessidade de uma correia. Atualmente é a mais usada por proporcionar melhor resultado

em todos os aspectos.

Técnicas utilizadas para a confecção

do encaixe TT

KBM:

Técnicas utilizadas para a confecção do encaixe TT • KBM:

Técnicas utilizadas para a confecção

do encaixe TT

PTS: A diferença é o envolvimento total da patela, isto é, o

bordo ventral superior termina acima da patela, exercendo

pressão sobre o quadríceps. Além da suspensão supracondiliana cria-se mais um ponto de fixação

do encaixe entre o quadríceps e a musculatura de flexão.

Este sistema de encaixe é indicado para cotos extremamente curtos, mas tem desvantagens do aspecto cosmético. O bordo ventral superior fica extremamente saliente ao sentar-se, isto é, na posição fletida.

Prótese Transtibial (TT) Componentes Suspensão

Válvula de vedação

Válvula de expulsão

Liner com anel móvel

Liner com 5 anéis

Liner com pino

Próteses TF e TT

Componentes Pés

Diferentes tipos, adequados a diferentes níveis de atividade:

SACH: leve, simples e barato; sem partes móveis; níveis gerais

de atividade.

Articulado uniaxial: permite plantiflexão e dorsiflexão e

ajuste do grau de mobilidade e resistência; auxílio à

estabilidade do joelho

Articulado Monoaxial: Três planos de movimento, acomodação a terrenos irregulares.

Próteses TF e TT

Componentes Pés

Dinâmico: calcanhar flexível, permitindo flexibilidade nos três

planos; indicado para deambuladores comunitários, alguns

permitem pequenas variações na altura do salto

Resposta dinâmica: Em fibra de carbono, permite deformação

significativa à carga; indicado para deambuladores

comunitários irrestritos e alguma atividade de impacto

Especiais para corrida: sem calcanhar, seguem padrões

específicos, não servem para uso diário

Próteses TF e TT

Componentes Pés

Pé Sach Solid Ankle Cushion Heel

Próteses TF e TT Componentes Pés • Pé Sach S olid A nkle C ushion H

Próteses TF e TT

Componentes Pés

Pé Articulado

Próteses TF e TT Componentes Pés • Pé Articulado

Próteses TF e TT

Componentes Pés

Dinâmico

A possibilidade de rápida pantiflexão

Pés • Dinâmico A possibilidade de rápida pantiflexão reduz o movimento de flexão e proporciona estabilidade

reduz o movimento de flexão e proporciona estabilidade de joelho.

Alguns modelos permitem ajuste de altura

do salto de até 5cm.

Pés Protéticos de Resposta Dinâmica

Pés Protéticos de Resposta Dinâmica

Pés Protéticos de Resposta Dinâmica

Pés Protéticos de Resposta Dinâmica

Evolução dos Pés Protéticos

Pés de Corrida

Evolução dos Pés Protéticos Pés de Corrida

Evolução dos Pés Protéticos

Pés de Corrida

Evolução dos Pés Protéticos Pés de Corrida

Próteses para amputação de MS

Amputados de membro superior são geralmente treinados na Terapia Ocupacional, onde também são elaboradas adaptações para serem utilizados no coto.

atua no fortalecimento muscular e

O

fisioterapeuta

correção postural.

O protesista habilitado fará o treinamento para o uso das próteses biônicas.

As próteses mecânicas costumam ter dois dispositivos

terminais: o gancho, para atividades mais pesadas ou que exigem destreza e a mão, mais cosmética, para atividades

sociais.

Composição de Próteses

para Membro Superior

Composição de Próteses para Membro Superior Sistema de suspensão ( Cinto / Pressão ) TU Encaixe

Sistema de suspensão ( Cinto / Pressão )

TU
TU
Próteses para Membro Superior Sistema de suspensão ( Cinto / Pressão ) TU Encaixe Cotovelo Mão
Próteses para Membro Superior Sistema de suspensão ( Cinto / Pressão ) TU Encaixe Cotovelo Mão

Encaixe

Próteses para Membro Superior Sistema de suspensão ( Cinto / Pressão ) TU Encaixe Cotovelo Mão

Cotovelo

Próteses para Membro Superior Sistema de suspensão ( Cinto / Pressão ) TU Encaixe Cotovelo Mão

Mão

Cobertura cosmética

TR

Próteses para o MS

Mecânica com gancho

Próteses para o MS Mecânica com gancho

Próteses para o MS

TO - Treino de escrita com gancho

Próteses para o MS TO - Treino de escrita com gancho

Próteses Biônicas para MS I-Limb Quantum

Próteses Biônicas para MS I-Limb Quantum

Principais causas da amputação

O Paciente Amputado

Principais causas da amputação

Incluem doença, trauma, complicação pós cirúrgica e defeitos

congênitos;

Traumato-ortopédica: esmagamento, avulsão traumática,

infecção, PAF;

O Paciente Amputado

Principais causas da amputação

Doença vascular periférica: diabetes, trombose, entre outras;

Tumor: TCG, Osteosarcoma, entre outros;

Má formação: deficiência femoral focal, entre outras.

Amputações em números

USA

1,5 milhão de amputados

185.000 amputações/ano (80% por DVP), mais de 65% acima de 50 anos

6.000 amputados de MS

40.000 Veteranos de guerra

Amputações em números

Outros países ocidentais desenvolvidos

Média de 17 amputações/ 100mil habitantes

Espanha: 5 mil amputações/ ano

Amputações em Números no Brasil

HC - SP

Aumento de 50% entre 2011 e 2012

80% de amputações são traumáticas no local do acidente

80% em acidentes com motos

40% conseguem voltar a um nível funcional bom e 30% a um nível funcional muito ruim

Amputações em Números no Brasil

ABBR - RJ

Amputações em Números no Brasil ABBR - RJ

Amputações em Números

ABBR - RJ

Amputações em Números ABBR - RJ

Amputações em Números

ABBR - RJ

Amputações em Números ABBR - RJ

Protetização

Contra Indicações Gerais

Idade muito avançada

Grave disfunção cardíaca ou respiratória

Neuropatias comprometendo severamente a sensibilidade,

o equilíbrio, a mobilidade e a coordenação

Transtornos cognitivo- comportamentais

Sequelas graves do MI oposto

Amputações do MI

Níveis clássicos de amputação

Amputações do MI

• Falângicas • Transmetartarsais • Desarticulações: interfalângicas, falângicos- metatarsais, Lisfranc,
• Falângicas
• Transmetartarsais
• Desarticulações: interfalângicas, falângicos- metatarsais,
Lisfranc, Chopart e Syme

Níveis clássicos de amputação

Amputações do MI

Níveis clássicos de amputação

• Transtibiais • Desarticulação do Joelho • Transfemural • Desarticulação do quadril
Transtibiais
Desarticulação do Joelho
Transfemural
Desarticulação do quadril

Técnicas Cirúrgicas TT

Técnicas Cirúrgicas TT • Secção Óssea em face anterior da tíbia de 15 graus. (Evitar compressão

Secção Óssea em face anterior da tíbia de 15 graus.

(Evitar compressão dos tecidos)

Fíbula seccionada de 1 à 1,5 cm acima da tíbia;

Tratamento ósseo de arestas e saliências

Técnicas Cirúrgicas TT

•

Musculatura posterior é rebatida anteriormente; formação de coxim

Mioplastia e miodese

Melhoram o controle do coto, propiocepção, circulação

local e diminui dor fantasma

Técnicas Cirúrgicas TF

• Mioplastia: âncora grupos de músculos opostos. • tensão muscular • Myodesis: âncora músculo ao
• Mioplastia: âncora
grupos de músculos
opostos.
tensão muscular
Myodesis: âncora
músculo ao periósteo
g
ou osso.
Adutor Magno
âncora músculo ao periósteo g ou osso. Adutor Magno Por vezes, dificuldade em criar ( manter

Por vezes, dificuldade em criar

( manter sempre que possível )

Amputações do MS

Níveis clássicos de amputação

Amputações do MS

Níveis clássicos de amputação

Desarticulação de Ombro

Desarticulação de Cotovelo

Desarticulação de Punho

Desarticulação

Metacarpofalangeana

Trans Umeral

Trans Radial

Falanges

Amputações do MS

Níveis clássicos de amputação

Desarticulação de ombro

Amputações do MS Níveis clássicos de amputação Desarticulação de ombro

Amputações do MS

Níveis clássicos de amputação

Desarticulação de Cotovelo

Amputações do MS Níveis clássicos de amputação Desarticulação de Cotovelo

Amputações do MS

Níveis clássicos de amputação

Desarticulação de punho

Amputações do MS Níveis clássicos de amputação Desarticulação de punho

Amputações do MS

Níveis clássicos de amputação

Desarticulação de Metacarpos

Amputações do MS Níveis clássicos de amputação Desarticulação de Metacarpos

Amputações do MS

Níveis clássicos de amputação

Amputação Trans-Umeral

Amputações do MS Níveis clássicos de amputação Amputação Trans-Umeral

Amputações do MS

Níveis clássicos de amputação

Amputação Trans-Radial

Amputações do MS Níveis clássicos de amputação Amputação Trans-Radial

Amputações do MS

Níveis clássicos de amputação

Amputação quarto-dianteiro:

Escápula + Clavícula + Úmero

Amputações do MS Níveis clássicos de amputação Amputação quarto-dianteiro: Escápula + Clavícula + Úmero

A cirurgia de Amputação

Representa o fracasso do tratamento médico?

Frustrante? Pouco nobre?

A amputação cria um novo meio de contato do corpo com o meio exterior.

Cada articulação preservada é um ônus mecânico a menos para o paciente.

Seleção do nível ideal ou nível biológico: viabilidade tecidual, potencial para protetização, idade.

Incisão, miodese, tratamento do tecido ósseo, nervos.

O paciente amputado

Abordagem Fisioterapêutica

Avaliação do Paciente

Exame inicial do Amputado

Exame do coto de amputação: edema, forma, cicatriz, sensibilidde, mobilidade articular, flexibilidade e força

muscular.

Exame das demais extremidades.

Avaliação da função cardiovascular e ventilatória conforme necessidade.

Avaliação do Paciente

Exame inicial do Amputado

Avaliação das repercussões de doenças/tratamento.

Avaliação Postural conforme a indicação.

Outras avaliações: funcional e psicossocial.

Instrumentos de avaliação

do amputado

Eficiência: tempos e recursos;

Consistência e confiabilidade;

Objetividade;

Diferenciar claramente diferentes níveis de prescrição;

Medir a capacidade do paciente sem a prótese e predizer sua

habilidade para deambular com ela.

Instrumentos de avaliação

do amputado

Sistema de Classificação do Nível de Mobilidade

0- Não deambulador; 1- Deambulador domiciliar; 2- Deambulador comunitário limitado; 3- Deambulador comunitário ilimitado; 4- Deambulador comunitário ilimitado com altas exigências.

Sistema de Classificação

Níveis de mobilidade

Não deambulador:

Paciente sem habilidade ou potencial para transpor algumas

barreiras ambientais como meio-fio, degraus ou superfícies com desníveis.

Deambulador domiciliar:

Habilidade ou potencial para deambular em cadência variável.

Típico deambulador comunitário que consegue transpor as

barreiras ambientais.

Sistema de Classificação

Níveis de mobilidade

Deambulador comunitário limitado:

Possui habilidade ou potencial para transpor algumas barreiras ambientais como meio-fio, degraus ou superfícies com

desníveis.

Deambulador comunitário ilimitado:

Habilidade ou potencial para deambular em cadência varíavel.

Típico do deambulador comunitário que consegue transpor as barreiras ambientais.

Sistema de Classificação

Níveis de mobilidade

Deambulador Comunitário Ilimitado com altas exigências:

Tem capacidade ou potencial de se locomover com a prótese, exigindo mais que as habilidades básicas da deambulação, sem limite de tempo ou distância e exibindo altos níveis de impacto. Ex: criança, adulto, jovem, atleta.

Outros Instrumentos

de Avaliação

Amputee Activity Survey

Questionário de 20 itens, descreve o nível de atividade diário do paciente. Score tem alta correlação com a velocidade da marcha.

Six Minute Walk

Fácil

velocidade da marcha

de

realizar,

moderada

correlação

com

o

equilíbrio

e

Outros Instrumentos

de Avaliação

Amputee Mobily Predictor

Avalia a função com e sem a prótese. Proporciona informação

objetiva quanto `a capacidade para deambular

Alguns exemplos

de prescrição

Prótese endoesquelética em titânio para amputação TF,

encaixe de contenção isquiática com contato total, joelho

monocêntrico com freio e pé articulado

Prótese endoesquelética em titânio para amputação TT, encaixe KBM de contato total com pé de adaptação dinâmica

Prótese endoesquelética em aço para amputação TT, encaixe PTS, pé de adaptação dinâmica, suspensão por liner de silicone.

O paciente amputado

Programa de tratamento

O Paciente Amputado

Programa de Tratamento

Estrutura:

Pré- Protetização;

Adaptação à prótese, treino de marcha, adequações;

Educação contínua do paciente;

Alta do programa com seguimento regular.

O paciente Amputado e seu

programa de Tratamento

Programa pré protetização:

Modelagem do coto;

Fortalecimento do coto e Global;

Combate as deformidades;

Treino de equilíbrio e independência com muletas;

Condicionamento cardiovascular;

Adequação do ambiente (pré e também pós protetização).

Pré-Protetização

Enfaixamento Coto TF

Combate ao edema e modelagem do coto;

Adaptação Gradual;

Técnica: centrípeto com maior tensão distal;

Favorece adequação do encaixe.

Programa pré-protetização

Fortalecimento

Grupo musculares chave: mobilização da prótese,

estabilidade corporal, combate às posturas viciosas.

Flexibilidade também é importante.

Exercícios de Fortalecimento TF

CONTRAÇÃO ESTÁTICA DO GLÚTEO • Deitar • Manter os membros esticados e retos • Contrair

CONTRAÇÃO ESTÁTICA DO GLÚTEO

Deitar

Manter os membros esticados e

retos

Contrair o glúteo tão forte quanto

consiga

Resistir por 5 segundos

Repetir algumas vezes

OBS: realizar com a outra perna

também

CONTRAÇÃO ESTÁTICA DO GLÚTEO • Deitar sem apoios nas costas • Dobrar a joelho até
CONTRAÇÃO ESTÁTICA DO GLÚTEO • Deitar sem apoios nas costas • Dobrar a joelho até

CONTRAÇÃO ESTÁTICA DO GLÚTEO

Deitar sem apoios nas costas

Dobrar a joelho até o peito

segurando com as mãos

Empurre o coto para baixo

pressionando a superfície

Resistir por 30-60 segundos

Soltar

Repetir algumas vezes

EXERCÍCIO DE “PONTE”

EXERCÍCIO DE “PONTE” • Deitar com os braços esticados ao longo do corpo • Coloque um
EXERCÍCIO DE “PONTE” • Deitar com os braços esticados ao longo do corpo • Coloque um

Deitar com os braços esticados ao

longo do corpo

Coloque um rolo rígido abaixo da

sua coxa ( coto )

Contrair o Abdômen

Empurrar o rolo para baixo

levantando o quadril da superfície

Manter por 5seg

Descer lentamente

Repetir algumas vezes

FLEXÃO E EXTENSÃO DO QUADRIL • Deitar de lado • Apoiar a cabeça sobre o
FLEXÃO E EXTENSÃO DO QUADRIL • Deitar de lado • Apoiar a cabeça sobre o
FLEXÃO E EXTENSÃO DO QUADRIL • Deitar de lado • Apoiar a cabeça sobre o

FLEXÃO E EXTENSÃO DO QUADRIL

Deitar de lado

Apoiar a cabeça sobre o braço

Dobrar a perna que está embaixo

Erguer a perna de cima (pouco)

Dobrar o quadril até a altura do

peito dobrando o joelho

Esticar o quadril esticando o joelho

para trás

Repetir algumas vezes

• ELEVAÇÃO LATERAL DO COTO • Deitar de lado • Apoiar a cabeça sobre o
•

ELEVAÇÃO LATERAL DO COTO

Deitar de lado

Apoiar a cabeça sobre o braço

Dobrar a perna que está

a cabeça sobre o braço • Dobrar a perna que está embaixo • Elevar laretalmente o

embaixo

Elevar laretalmente o coto com

o joelho esticado

Descer devagar

Repetir algumas vezes

ESTICANDO O COTO PARA TRÁS • Deitar de barriga para baixo • Posicionar os braços
ESTICANDO O COTO PARA TRÁS • Deitar de barriga para baixo • Posicionar os braços
ESTICANDO O COTO PARA TRÁS • Deitar de barriga para baixo • Posicionar os braços

ESTICANDO O COTO PARA TRÁS

Deitar de barriga para baixo

Posicionar os braços em posição

confortável

Esticar ambas as pernas

Elevar o coto

Descer devagar

Repetir algumas vezes

Exercícios de Fortalecimento TT

ISOMETRIA DE QUADRÍCEPS • Esticar o coto sob uma superfície reta • Empurre a parte
ISOMETRIA DE QUADRÍCEPS • Esticar o coto sob uma superfície reta • Empurre a parte

ISOMETRIA DE QUADRÍCEPS

Esticar o coto sob uma superfície

reta

Empurre a parte de trás do seu joelho contra a superfície

Faça a contração da musculatura

da coxa

Mantenha a contração por 5seg

Repetir algumas vezes

ELEVAÇÃO DA PERNA RETA • Esticar o coto sob uma superfície reta • Contrair a
ELEVAÇÃO DA PERNA RETA • Esticar o coto sob uma superfície reta • Contrair a

ELEVAÇÃO DA PERNA RETA

Esticar o coto sob uma superfície reta

Contrair a musculatura da coxa

deixando o joelho reto

Elevar o coto

Mantenha por 5 segundos

Descer devagar

Repetir algumas vezes

ESTICANDO O JOELHO • Colocar um rolo abaixo da articulação do joelho • Contrair o
ESTICANDO O JOELHO • Colocar um rolo abaixo da articulação do joelho • Contrair o

ESTICANDO O JOELHO

Colocar um rolo abaixo da articulação do joelho

Contrair o músculo da coxa para deixar o joelho reto

Mantenha por 5 segundos

Dobrar lentamente

Repetir algumas vezes

FECHAR A PERNA CONTRA RESISTÊNCIA • Sentar com as pernas retas à sua frente •
FECHAR A PERNA CONTRA RESISTÊNCIA • Sentar com as pernas retas à sua frente •

FECHAR A PERNA CONTRA RESISTÊNCIA

Sentar com as pernas retas à sua

frente

Colocar um rolo entre as pernas

Contrair o músculo do coto para

apertar o rolo entre as pernas

Mantenha por 5 segundos

Soltar

Repetir algumas vezes

ESTICANDO O JOELHO NA POSIÇÃO SENTADA • Sentar na beirada de uma superfície • Contrair
ESTICANDO O JOELHO NA POSIÇÃO SENTADA • Sentar na beirada de uma superfície • Contrair

ESTICANDO O JOELHO NA POSIÇÃO SENTADA

Sentar na beirada de uma

superfície

Contrair o músculo da coxa

para esticar o joelho

Mantenha por 5 segundos

Dobrar lentamente

Repetir algumas vezes

CONTRAÇÃO ESTÁTICA DO GLÚTEO retos • Deitar • Manter os membros esticados e • Contrair
CONTRAÇÃO ESTÁTICA DO GLÚTEO retos • Deitar • Manter os membros esticados e • Contrair

CONTRAÇÃO ESTÁTICA DO GLÚTEO

retos

Deitar

Manter os membros esticados e

Contrair o glúteo tão forte quanto

consiga

Resistir por 5 segundos

Repetir algumas vezes

OBS: realizar com a outra perna

também

CONTRAÇÃO ESTÁTICA DO GLÚTEO • Deitar sem apoios nas costas • Dobrar a joelho até
CONTRAÇÃO ESTÁTICA DO GLÚTEO • Deitar sem apoios nas costas • Dobrar a joelho até

CONTRAÇÃO ESTÁTICA DO GLÚTEO

Deitar sem apoios nas costas

Dobrar a joelho até o peito

segurando com as mãos

Empurre o coto para baixo

pressionando a superfície

Resistir por 30-60 segundos

Soltar

Repetir algumas vezes

EXERCÍCIO DE “PONTE” • Deitar com os braços esticados ao longo do corpo • Coloque
EXERCÍCIO DE “PONTE” • Deitar com os braços esticados ao longo do corpo • Coloque

EXERCÍCIO DE “PONTE”

Deitar com os braços esticados ao

longo do corpo

Coloque um rolo rígido abaixo da

sua coxa ( coto )

Contrair o Abdômen

Empurrar o rolo para baixo

levantando o quadril da superfície

Manter por 5seg

Descer lentamente

Repetir algumas vezes

FLEXÃO E EXTENSÃO DO QUADRIL • Deitar de lado • Apoiar a cabeça sobre o
FLEXÃO E EXTENSÃO DO QUADRIL • Deitar de lado • Apoiar a cabeça sobre o

FLEXÃO E EXTENSÃO DO QUADRIL

Deitar de lado

Apoiar a cabeça sobre o braço

Dobrar a perna que está embaixo

Erguer a perna de cima (pouco)

Dobrar o quadril até a altura do

peito dobrando o joelho

Esticar o quadril esticando o joelh

para trás

Repetir algumas vezes

ELEVAÇÃO LATERAL DO COTO • Deitar de lado • Apoiar a cabeça sobre o braço
ELEVAÇÃO LATERAL DO COTO • Deitar de lado • Apoiar a cabeça sobre o braço

ELEVAÇÃO LATERAL DO COTO

Deitar de lado

Apoiar a cabeça sobre o braço

Dobrar a perna que está embaixo

Elevar laretalmente o coto com o

joelho esticado

Descer devagar

Repetir algumas vezes

• DOBRANDO O JOELHO DEITADO • Deitar de barriga para baixo • Posicionar os braços
•

DOBRANDO O JOELHO DEITADO

Deitar de barriga para baixo

Posicionar os braços em posição

confortável

Esticar ambas as pernas

Dobrar o joelho do coto

Descer devagar

Repetir algumas vezes

Tratamento do Amputado

Treinamento com a prótese

Exame do paciente com a prótese;

Alinhamento nos diferentes planos;

Iniciando o treino com a Prótese;

Como colocar e tirar a prótese;

Como controlar a prótese;

Cuidados com a prótese;

Como guardar e higienizar;

Função e adequação do ambiente.

Treino de Transferência

Treino de Transferência

de Peso com a Prótese TF

Transferências sentado/ PO;

Transferências de peso com/ sem apoio;

Controle de oscilação e apoio com a prótese;

Simetria dos passos;

Manejo de obstáculos, rampas e degraus;

Definição do meio auxiliar de marcha;

Aprender a cair e levantar;

Treino funcional com a prótese.

Rolamento de peso parcial (suporte com duas mãos)

Rolamento de peso parcial (suporte com duas mãos)

Rolamento de peso parcial (suporte com uma mão)

Rolamento de peso parcial (suporte com uma mão)

Rolamento de peso parcial

(suporte com o dedo)

Rolamento de peso parcial (suporte com o dedo)

Rolamento de peso parcial

(sem suporte)

Rolamento de peso parcial (sem suporte)

Troca de peso parcial

(suporte de duas mãos)

Troca de peso parcial (suporte de duas mãos)

Troca de peso parcial (suporte com uma mão)

Troca de peso parcial (suporte com uma mão)

Troca de peso parcial (sem suporte)

Troca de peso parcial (sem suporte)

Troca de peso parcial

(suporte com duas mãos)

Troca de peso parcial (suporte com duas mãos)

Troca de peso parcial (suporte com uma mão)

Troca de peso parcial (suporte com uma mão)

Troca de peso parcial (sem suporte)

Troca de peso parcial (sem suporte)

Rotação Pélvica

Rotação Pélvica

Barra Paralela (suporte com duas mãos)

Barra Paralela (suporte com duas mãos)

Troca de peso total (suporte com uma mão)

Troca de peso total (suporte com uma mão)

Troca de peso total (sem suporte)

Troca de peso total (sem suporte)

Calcanhar parado (com ou sem suporte)

Calcanhar parado (com ou sem suporte)

Com bola na mão (com ou sem suporte)

Com bola na mão (com ou sem suporte)

Na prancha (com ou sem suporte)

Na prancha (com ou sem suporte)

Passagem de obstáculo (com ou sem suporte)

Passagem de obstáculo (com ou sem suporte)

Chutando (com ou sem suporte)

Chutando (com ou sem suporte)

Com bola na mão (sem suporte)

Com bola na mão (sem suporte)

Treino de Transferência TT

Em pé

Paciente fica de pé, dividindo o seu

peso entre o lado da prótese e o

lado bom. Use um espelho para controle visual.

pé Paciente fica de pé, dividindo o seu peso entre o lado da prótese e o

De lado a lado

De lado a lado Mudar o peso lentamente para o lado protético. Ajudará se o paciente

Mudar o peso lentamente para o lado protético. Ajudará se o paciente contrair os músculos do glúteo e contrair os músculos do seu membro residual(coto) para se

estabilizar. Em seguida, deslize o

peso voltando lentamente para o lado do bom e repita.

Para frente e para trás

Em pé, dividir o peso uniformemente entre o lado da prótese e o lado bom. Mudar o peso lentamente para frente e para trás, controlando o equilíbrio e sentindo a prótese dianteira quando se desloca para frente. Certifique-se da

contração dos músculos em torno do

membro residual e pelve para estabilizar.

se desloca para frente. Certifique-se da contração dos músculos em torno do membro residual e pelve

Na prancha

Testar o equilíbrio em cima da prancha.

Ter cuidado em verificar se o paciente está pisando dentro da mesma, corretamente.

o equilíbrio em cima da prancha. Ter cuidado em verificar se o paciente está pisando dentro

Passadas

Marcar 3 pontos diferentes no chão:

para um pequeno passo, um passo

médio e um passo grande. O paciente

carrega ativamente seu peso no lado da prótese e faça um avanço com o membro contralateral.

um passo grande. O paciente carrega ativamente seu peso no lado da prótese e faça um

Plataforma

Distribuição do peso para a perna da prótese, contraindo a musculatura do

coto dentro do encaixe, levando o

membro contralateral ao apoio da plataforma, tendo o cuidado com o movimento da pelve para mantê-la Reta sem realizar a torção ou rotação da pelve, para o fortalecimento da musculatura do joelho e quadril.

mantê-la Reta sem realizar a torção ou rotação da pelve, para o fortalecimento da musculatura do

Movimento com bola de tênis

O paciente muda o seu peso corporal lentamente para seu lado prostético,

contraindo o coto dentro do encaixe.

Com a bola de tênis debaixo do pé contralateral, orienta para que ele realize pequenos círculos com a bola,

alternando com movimentos cruzados rápidos.

contralateral, orienta para que ele realize pequenos círculos com a bola, alternando com movimentos cruzados rápidos.

Faixa elástica

O paciente coloca o seu peso na

perna boa dentro da faixa elástica em torno de seu pé protético. Movendo sua prótese para o lado com um

movimento lento e controlado,

certificando-se de manter o pé protético reto.

Movendo sua prótese para o lado com um movimento lento e controlado, certificando-se de manter o

Passo com obstáculo

Coloque obstáculos (copos de plástico ou brinquedos) no chão a distâncias iguais e pede para o

paciente passar sobre eles. Fazendo a flexão do joelho até que esteja em linha com seu quadril, repetindo a

cada passo.

paciente passar sobre eles. Fazendo a flexão do joelho até que esteja em linha com seu

Exercício extra

Passos laterais atravessando o pé da prótese sobre o pé contralateral. Contraindo os músculo do coto e quadril para se manter estável.

o pé da prótese sobre o pé contralateral. Contraindo os músculo do coto e quadril para

Observação contínua

Modificações e Riscos

Maturação do coto;

Flutuações de peso;

Deteriozação da função por piora da doença de base;

Encaixe provisório é menos resistente.

Análise de Marcha

do Amputado TT e TF

Amputado Transtibial

Exame de Marcha

Verificar:

Alinhamento do tronco; Nivelamento de bacia e joelhos;

Alinhamento e estabilidade estática e dinâmica em AP, PA e em

perfil;

Alinhamento do pé; Simetria dos passos, distribuição do peso;

Uso de meio auxiliar? Dissociação de cintura.

Problemas mais Frequentes

Pistonamento do coto no encaixe;

Flexão abrupta do joelho no início do apoio;

Pressão excessiva na região anterior do coto;

Hálux não toca o chão;

Calcanhar não toca o chão;

Hiperextensão do joelho no início do apoio;

Sensação de aclive ao final do apoio;

Prótese parece mais baixa, mas pelve nivelada.

Causas Frequentes Dos Problemas

Pistonamento do coto no encaixe;

Encaixe frouxo(Maturação? Perda de Peso?)

Flexão abrupta no início do apoio; Calcanhar muito macio Pé muito anteriorizado

Hálux não toca ao solo.

Calcanhar muito rígido

Dorsiflexão exessiva.

Problemas e suas Causas

Mais Frequentes

Pressão excessiva do coto (Anterodistal); Calcanhar muito rígido

Pé muito dorsifletido

Calcanhar não toca o chão;

Pé muito plantifletido

Hiperextensão do joelho no início do apoio. Plantiflexão excessiva

Problemas e suas Causas

Mais Frequentes

Sensação de aclive no final do apoio;

Pé muito dorsifletido Pé muito anteriorizado

Prótese parece mais baixa, mas pelve nivelada.

Pé muito dorsifletido

Amputado Transfemoral

Exame de Marcha

Verificar

Alinhamento do tronco

Nivelamento da bacia e joelhos

Alinhamento, estabilidade e controle do joelho e da pelve em AP, PA e perfil

Alinhamento do pé

Simetria dos passos

Uso de meio auxiliar? Dissociação de cinturas?

Problemas mais Frequentes

Excessiva inclinação lateral ou anterior do tronco;

Marcha em abdução ou em circundução;

Instabilidade do joelho durante o apoio;

Rotação do pé durante o contato do calcanhar ou durante a

oscilação com a prótese;

Ausência de dissociação com MMSS.

Problemas Mais Comuns

na Marcha do Amputado TF (1)

Inclinação lateral do tronco;

Prótese muito curta

Fraqueza do glúteo médio, dor

Em abdução.

Parede medial alta ou mal modelada

Alinhamento com abdução excessiva

Suspensão inadequada

Fricção excessiva do joelho

Problemas Mais Comuns

na Marcha do Amputado TF (2)

Marcha em circundução;

Prótese alta

Fricção excessiva no joelho

Instabilidade do joelho durante o apoio.

Prótese muito longa, calcanhar rígido

Pé muito dorsifletido, encaixe anteriorizado em relação ao pé

Problemas Mais Comuns

na Marcha do Amputado TF (3)

Rotação do pé;

Pé mal posicionado, encaixe largo, suspensão inadequada,

pé muito rígido

Ausência da dissociação.

Mau controle muscular

Alta do Programa

de Reabilitação

Metas alcançadas;

Função a mais segura e independente possível;

Reinserção social;

Assegurar rotina de acompanhamento para controle clínico;

Vínculo permanente com a clínica.

Reabilitação e Esporte

A oportunidade da prática desportiva é também de extrema eficácia para a promoção da qualidade de vida do amputado, é a oportunidade de testar os limites e potencialidades, prevenir as enfermidades secundárias a sua deficiência e promover a

reintegração social do indivíduo.

Próteses Presente e Futuro

Próteses Presente e Futuro

Próteses Presente e Futuro • Evolução de materiais; • Evolução dos sistemas; • Adequação ao estilo

Evolução de materiais;

Evolução dos sistemas;

Adequação ao estilo de vida do usuário.

e Futuro • Evolução de materiais; • Evolução dos sistemas; • Adequação ao estilo de vida

Próteses Presente e Futuro

Próteses Presente e Futuro

Novas tecnologias

Biônica

Novas tecnologias Biônica

Evolução dos Sistemas

Próteses com IA

Tecnologia sensorial sofisticada que imita mecano receptores do corpo;

Formas patenteadas de IA processam a informação dos sensores e instigam resposta apropriada;

A IA transmite corrente constante de sinais que instruem tecnologia de alta precisão a agir.

Novas tecnologias

Bio e Micromecatrônica

Biomecatrônica é a ciência que estuda a fusão de dispositivos mecânicos com músculos, o esqueleto e o

sistema nervoso humano para auxiliar ou melhorar o

controle motor comprometido por trauma, doença ou malformação.

A Micromecatrônica inclui sofisticada tecnologia que inclui componentes que não são apenas menores, mas compostos de materiais com propriedades antes desconhecidas.

Órteses

Órteses para MI Órteses para MS

Órtese para Coluna Vertebral

Órtese para o Membro Inferior

Órtese para o pé: calçados e modificações para calçados;

Órteses curtas ou longas;

Órteses associadas para órteses de tronco.

Órtese para MI

Calçados

Finalidades: Proteção, distribuição de forças para redução de pressão, base para órteses

Partes componentes:

Gáspea: Pala, lombada

Sola: empenamento para os dedos

Salto: distribuição AP de carga(2,5 cm)

Reforço: biqueira, enfranque, contraforte

Forma: Couro, gesso, modelo em computador

Imagem salto de Thomas

Barra de balanço

Imagem salto de Thomas Barra de balanço

Calçados para o Pé Diabético

Calçados para o Pé Diabético
Calçados para o Pé Diabético

Calçados- Modificações Internas

Compensação de dismetria de MMII;

Proteção de áreas sensíveis ou deformadas;

Correção do alinhamento;

Palmilhas

ou deformadas;  Correção do alinhamento;  Palmilhas Confeccionadas em silicone, borracha, metal revestido ,

Confeccionadas em silicone, borracha, metal

revestido , fibra de carbono.

Palmilhas Personalizadas

Pedilen

Palmilhas Personalizadas P e d i l e n Podoscópio

Podoscópio

Palmilhas Personalizadas P e d i l e n Podoscópio

Calçados- Modificações Externas

Calço de calcanhar: Realinhamento do pé;

Salto de Thomas: Prolonga-se para diante, no lado medial,

para apoio ao arco longitudinal;

Coxim de calcanhar: salto de material elástico para absorção do impacto(para órteses com TNZ rígido);

Barra de balanço: tira afixada à sola, proximal ao metatarso.

Órteses - Pé AFOs

Órteses - Pé AFOs • Partes:  Base ou placa para o pé  Controle do

Partes:

Base ou placa para o pé Controle do TNZ: estribo, mola de auxílio

à dorsiflexão (laminar, estribo), retentores

Controle do pé: Tiras para controle valgo/ varo

Estrutura superior: Barra Vertical, cinta

para perna

AFO com auxílio à dorsiflexão

AFO com auxílio à dorsiflexão

AFO Articulada

AFO Articulada

Órtese para o joelho

CTI Brace Maior estabilidade AP e ML ao redor do joelho. Tais como: ACL, MCL, LCL, PCL, instabilidades rotativas e combinadas, para todos os níveis de atividade.

redor do joelho. Tais como: ACL, MCL, LCL, PCL, instabilidades rotativas e combinadas, para todos os

Walkaide FES

Walkaide FES
Walkaide FES

Órteses de Joelho - Pé KAFO

Componentes citados nas AFOs;

Controle do joelho: travas (lingueta,

anel), cápsula para o joellho;

Controle superior: Correias para coxa;

Déficit muscular afetando extensores do

joelho e dorsiflexores do pé.

• Controle superior: Correias para coxa; • Déficit muscular afetando extensores do joelho e dorsiflexores do

Órteses de quadril - Joelho - Pé

HKAFO

Órteses de quadril - Joelho - Pé HKAFO • Componentes citados nas KAFOS; • Cinta ou

Componentes citados nas KAFOS;

Cinta ou correia pélvica, em metal

acolchoado, ajustada ao tronco entre o

trocante maior e a crista ilíaca;

Articulação do quadril: Dobradiça controla os movimentos do quadril, destrave na flexão com anel.

Órtese de Tronco Quadril -

Joelho - Pé THKAFO

Pesada e desconfortável;

Opção de dispositivos alternativos para uso bilateral

objetivando a ortostase e benefícios a ela relacionados:

Parapódio (Pediatria) Parawalker ($$).

THKAFO Objetivando a Ortostase

Parawalker

THKAFO – Objetivando a Ortostase Parawalker Parapódio

Parapódio

THKAFO – Objetivando a Ortostase Parawalker Parapódio

Órtese para ganho de

extensão do joelho

Órtese para ganho de extensão do joelho

Órteses para coluna vertebral ou

Órteses de Tronco

Utilizadas como no tratamento de fraturas não cirúrgicas, escoliose e como coadjuvante no tratamento de instabilidade ou de dor de origem vertebral. Incluem:

Cintas

Órteses Rígidas

Órteses De Tronco Rígidas

Órtese OLS (Knight);

Controle da flexão, extensão e lateralização lombro-

sacra. Uso em fraturas osteoporóticas, lombalgias e

espondilolistese

Órtese OTLS (Taylor);

Controle da flexão- extensão tóraco-lombo-sacra

Órtese OTL (Jewet).

Hiperextensão e parte posterior rígida

Taylor A estrutura do colete somado ao painel fixador regulável abdominal, oferece flexibilidade ideal para

Taylor

A estrutura do colete somado ao painel fixador regulável

abdominal, oferece flexibilidade

ideal para aumentar o suporte abdominal, ajustando-se para uma melhor conformidade no formato, tamanho e curva lordótica sem necessidade de moldagem.

Knight Também usado em conjunto com órtese para pacientes com fraqueza de tronco e membros

Knight

Também usado em conjunto

com

órtese

para

pacientes

com

fraqueza

de

tronco

e

membros

inferiores

quando

verificado

caso

de

ortostatismo

e

deambulação.

Jewett É indicado para pacientes com postura cifótica ou portadores de fraturas da coluna torácica,

Jewett

É indicado para pacientes com

postura cifótica ou portadores de fraturas da coluna torácica, na recuperação e tratamento de fratura

de compressão, osteoporose, artrite

vertebral e osteocondrite.

Órteses de Tronco Rígidas

Órteses para escoliose;

Milwauke, Boston, Wilmington, Charleston

Mais eficazes em colunas imaturas e curvaturas

moderadas. Uso protocolo 23 hs, tempo parcial, noturna com hipercorreção

Milwaukee

Milwaukee Órtese utilizada no tratamento conservador da cifoescoliose torácica idiopática ou juvenil, principalmente

Órtese utilizada no tratamento conservador da cifoescoliose torácica idiopática ou juvenil, principalmente com ápice da curva entre T6 e T8 sendo considerada a órtese padrão no tratamento da

escoliose. Indicações: Correção de

deformidades como escolioses, hipercifoses e lordoses. Má postura dos ombros. Possuem almofadas

axilares, torácicas e lombares.

Boston

Boston

Wilmington

Wilmington

Charleston

Charleston

Órteses para coluna cervical

Indicado para imobilização objetivando proteção e /ou analgesia

Tipos:

Colar Cervical em espuma rígido ( Minerva)

Halovest

Minerva Construído sobre molde de gesso, que se obtêm estando o paciente sentado e em algumas ocasiões

sobre tração cervical. É composto de

2 partes, que alinhadas devem manter o pescoço em posição

neutra. Limita a flexo-extensão

cervical com apoio no mento, occipíto e tórax. Indicações:

Cervicobraquialgias, pós operatório

de coluna cervical, tratamento de

Indicações: Cervicobraquialgias, pós operatório de coluna cervical, tratamento de fraturas e luxações de coluna.

fraturas e luxações de coluna.

Halo invasivo

Halo invasivo Órtese padrão-ouro na imobilização da coluna cervical, imobilizando todos os movimentos, inclusive a

Órtese padrão-ouro na imobilização da coluna cervical, imobilizando todos os

movimentos, inclusive a transição

occipitocervical. São indicados no tratamento de algumas fraturas

do atlas, do odontoide

(especialmente no tipo II), fraturas do áxis e fraturas combinadas de C1 e C2.

Halo não - invasivo

Halo não - invasivo Permite imobilização perfeita e controle semelhante a um halo padrão, mas sem

Permite imobilização perfeita e

controle semelhante a um halo

padrão, mas sem qualquer invasão ou o ajuste agressivo. Ele vem em dois

tamanhos, mas pode ser adaptado a

qualquer necessidade de agir. A cabeça está bem presa às almofadas na testa e região occipital.

Órtese para Membro Superior

Pré fabricada ou sob medida, elaboradas em neoprene, couro, materiais elásticos, plástico

termo moldável, geralmente confeccionadas por

TO;

Estabilizadoras, corretivas, protetoras, funcionais;

Adaptações para as AVD (TO).

Órteses para MS

Órteses para MS
Órteses para MS

Órteses para MS

Órteses para MS
Órteses para MS

Órteses para MS

Órtese abdutor curto do polegar

Órteses para MS Órtese abdutor curto do polegar

Órtese

Coadjuvante no tratamento pós cirúrgico e protagonismo no conservador

Complementar à cinesioterapia: Provém estabilidade, proteção dos tecidos, manutenção do alinhamento e da

flexibilidade e combate a aderências cicatriciais

Quando confeccionadas em material termo moldável permitem ajustes finos, individualizados de acordo com o progresso do paciente

OBRIGADA!

Profª Alice Nogueira