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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO DAS CIÊNCIAS


MESTRANDA: FLÁVIA CRISTIANE

Convite à Filosofia – Marilena Chauí

Fichamento – Unidade 4 – Cap. 1 - A preocupação com o conhecimento

 Os primeiros filósofos se preocupavam com a origem e a ordem do mundo;


 Surgiu a ontologia: conhecimento ou saber sobre o Ser.
 Para eles o conhecimento era aquilo que estava disponível aos nossos sentidos e aos
nossos pensamentos;
 A realidade é racional, logo, como somos racionais podemos conhecê-la;

Heráclito, Parmênides e Demócrito

 Para Heráclito estamos em constante mudança;


 A realidade é a harmonia dos contrários, um se transformando no outro;
 Há diferença entre o conhecimento que os sentidos nos fornece e o que nosso
pensamento alcança;
 Parmênides acreditava que só podíamos pensar sobre aquilo que permanece sempre
idêntico a si mesmo (conhecer é alcançar o idêntico);
 Pensar é dizer o que o ser é em sua identidade profunda e permanente;
 Perceber e pensar são diferentes;
 Demócrito cria o atomismo;
 A realidade é constituída por átomos;
 Os seres surgem por composição dos átomos e morrem por separação dos átomos;
 A variedade de seres deve-se a diferentes formas de átomos;
 Somente o pensamento pode conhecer os átomos que são invisíveis.

Sócrates e os Sofistas

 Para os sofistas não podemos conhecer o Ser, mas podemos ter opiniões subjetivas
sobre a realidade;
 É através da linguagem que os homens conseguem persuadir sobre a verdade que é
uma questão de opinião;
 Para Sócrates a verdade só pode ser alcançada pelo pensamento;
 O conhecer é passar da aparência a essência, do individual ao universal.

Platão e Aristóteles

Introduzem a ideia que existem diferentes maneiras de se conhecer ou graus de


conhecimentos.

 Platão afirmou que o conhecimento passa por graus: crença, opinião, raciocínio e
intuição intelectual;
 Os dois primeiros graus são conhecimentos ilusórios;
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 A matemática é o primeiro exemplo de conhecimento puramente intelectual e


perfeito;
 O conhecimento matemático leva as ideias verdadeiras (a realidade);
 Conhecimento sensível difere do conhecimento intelectual, sendo o segundo um único
que alcança o Ser e a verdade;
 Aristóteles acreditava que nosso conhecimento era formado por acumulação das
informações;
 Há uma continuidade entre o conhecimento sensível e intelectual.

Princípios gerais

 Para os gregos a realidade é a natureza; os homens podem conhecê-la, pois fazem


parte dela;
 Surge a distinção dos campos do conhecimento (sintetizados por Aristóteles);
 Teoretico: podemos observar e pensar (sem agir);
 Prático: referente às ações humanas, ex.: economia;
 Técnico: referente à fabricação e ao trabalho humano que interfere na natureza.

Os filósofos modernos e a teoria do conhecimento

 Separaram fé e razão, considerando cada uma delas destinada a conhecimentos


diferentes e sem qualquer relação entre si;
 Consideravam que a alma pode conhecer o corpo pois os representa intelectualmente
por meio das ideias;
 A partir do século XVII a teoria do conhecimento torna-se uma disciplina central da
filosofia.

Bacon e Descartes

 De acordo com bacon existem quatro tipos de ídolos que impedem que alcancemos o
conhecimento;
 Ídolos da caverna: não alcançamos o conhecimento verdadeiro devido a limitações dos
nossos sentidos;
 Ídolos do fórum: formamos nossa opinião devido a convivência com os outros e da
nossa linguagem;
 Ídolos do teatro: tomamos como verdade o que nos é imposto através de leis.
 Ídolos da tribo: opiniões formadas devido à natureza humana;
 Para Descartes a origem de nosso erro em duas atitudes consideradas por ele como
infantis;
 Prevenção: facilidade de acreditar nas coisas sem verificar sua veracidade. São
formadas por preconceitos (colocados pelos pais, livros textos, autoridades)
 Precipitação: opiniões emitidas sem refletir sobre elas.
 Para Descartes o conhecimento sensível é a causa do erro e o conhecimento
verdadeiro é puramente intelectual.

Locke
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 Iniciador da teoria do conhecimento ao propor analisar cada uma das formas de


conhecimento que possuímos;
 Locke assim como Aristóteles acredita que o conhecimento se realiza por graus
contínuos, partindo da sensação as ideias.
 Platão e Descartes afasta o conhecimento sensível do conhecimento verdadeiro;
 Assim surge duas correntes: o Racionalismo e o Empirismo;
 Racionalismo: acredita que o conhecimento verdadeiro é alcançado pelo razão que
guia a própria experiência sensível;
 Empirismo: o conhecimento é adquirido através da experiência.

A consciência: o eu, a pessoa, o cidadão e o sujeito

O que se entende por consciência?

 Capacidade humana para conhecer, para saber que conhece e para saber o que sabe
que conhece;
 Psicologia: “Eu”, sentimento da nossa própria identidade, formada por nossas
vivencias;
 Ético: Pessoa, dotada de vontade livre e de responsabilidades;
 Político: Cidadão, portador de direito e deveres, membro de uma classe social;
 Sujeito do conhecimento – é universal, capacidade de conhecimento idêntica a todos
os seres humanos e com validade para todos os seres humanos em todos os tempos e
lugares.

Subjetividade e graus de consciência

 Passiva: percepção sobre nós e sobre o que se passa ao nosso redor;


 Vivida: percepção das coisas a partir de nossos sentimentos com relação a eles;
 Ativa: reconhece a diferença entre o interior e o exterior; entre si e os outros.