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DIREITO

TRIBUTÁRIO
Tributos Federais

Livro Eletrônico
DIREITO TRIBUTÁRIO
Tributos Federais
Prof. George Firmino

SUMÁRIO
Tributos de Competência da União.................................................................3
1. Imposto de Importação (II)......................................................................8
2. Imposto de Exportação (IE).................................................................... 19
3. Imposto de Renda (IR)........................................................................... 24
4. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)........................................... 45
5. Imposto sobre Operações de Crédito, Seguro ou Relativas a Títulos ou
Valores Mobiliários (IOF)............................................................................ 56
6. Imposto Territorial Rural (ITR)................................................................. 60
7. Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF)..................................................... 63
8. Demais Impostos................................................................................... 63
9. Empréstimos Compulsórios..................................................................... 64
10. Contribuições Especiais......................................................................... 68
Resumo.................................................................................................... 77
Questões de Concurso................................................................................ 83
Gabarito................................................................................................. 110
Gabarito Comentado................................................................................ 112

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TRIBUTOS DE COMPETÊNCIA DA UNIÃO

Olá, caro(a) aluno(a)!

Estamos de volta para iniciarmos os estudos dos impostos em espécie. Nesta

aula, veremos os tributos de competência da União.

Nessa aula, especificamente, em virtude das questões do CESPE sobre os pre-

sentes temas terem sido aplicadas em sua maioria em concursos de Contador ou

versando sobre detalhes mais específicos da legislação, para não prejudicarmos a

abordagem necessária, complementaremos nosso bloco de exercícios com ques-

tões de outras bancas examinadoras (ESAF e FCC), de modo a permitir uma pre-

paração mais completa.

Introdução

Estudamos que, nos termos do art. 146, III, a, da Constituição Federal, cabe à

lei complementar estabelecer normas gerais em matéria tributária, especialmente

sobre a definição dos fatos geradores, base de cálculo e os contribuintes dos im-

postos previstos na própria Constituição.

Vimos ainda que o CTN cumpre esse papel, pois, apesar de ser formalmente

uma lei ordinária, foi recepcionado pela CF/88 com força de lei complementar em

relação aos dispositivos que versam sobre normas gerais em matéria tributária.

Porém, há que se observar que o CTN não traz normas gerais para todos os

impostos previstos na Constituição Federal. Vimos o exemplo do IPVA, cuja compe-

tência foi atribuída aos Estados e DF após a edição do CTN. Desse modo, o Código

não prevê em seus dispositivos a disciplina para esse imposto.

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Cumpre verificarmos, ainda, que, apesar de apresentar a disciplina para outros

impostos, o CTN não é a única lei de normas gerais para todos. Podemos citar como

exemplo o ICMS, cuja disciplina é prevista na Lei Complementar n. 87/1996, a fa-

mosa Lei Kandir. Outro exemplo é o ISS que tem normas gerais estabelecidas na

Lei Complementar n. 116/2003.

Analisados esses aspectos, nosso direcionamento no estudo dos impostos terá

como foco primeiramente a disciplina constitucional, complementada pela lei de

normas gerais de cada imposto, estando a grande maioria concentrada no Código

Tributário Nacional.

Sendo assim, o nosso objetivo aqui é ver todo o regramento constitucional de

cada um dos impostos e detalhar o fato gerador, a base de cálculo e os contribuin-

tes, bem como, sendo o caso, a jurisprudência aplicável.

Devemos destacar que é comum, ao estudar legislação tributária, concentrar-

mos nossa atenção nos regulamentos dos impostos. Os regulamentos são decretos

expedidos pelo chefe do Poder Executivo que visam dar fiel cumprimento à lei ins-

tituidora do tributo, detalhando os pontos que a lei permitiu regulamentar.

No caso do imposto de renda, por exemplo, a regulamentação se dá pelo De-

creto n. 3.000, de 26 de março de 1999, o famoso RIR/1999 ou Regulamento do

Imposto de Renda.

Normalmente o decreto traz todo o detalhamento do imposto que regulamenta.

Não obstante, não podemos nos esquecer de um detalhe muito importante: o de-

creto não pode ultrapassar os limites da lei, vale dizer, não pode ser contrário aos

seus mandamentos, eis que se trata de ato infralegal e que se destina a regulamen-

tar seus detalhes, sem que lhe seja contrário.

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Nesse sentido, desde a outorga da competência tributária até a regulamentação

do tributo, há que ser observada a hierarquia das normas para que a exigência seja

válida. Vejamos a hierarquia a ser observada na tributação:

Verifica-se que cada norma não pode extrapolar os limites estabelecidos naque-

las que estão acima. Nesse sentido, a lei de normas gerais deve, obviamente, obe-

diência à Constituição Federal; a lei instituidora do tributo não pode criar a exação

sem a observância dos preceitos da lei de normas gerais; o decreto regulamentador

do tributo não pode dizer mais do que a lei instituidora, não pode criar direitos e

obrigações, pois é um ato infralegal.

Com efeito, concluímos que, ainda que os regulamentos (decretos) dos im-

postos, por exemplo, em grande parte dos casos tragam toda a disciplina legal, o

fundamento da instituição do tributo inicia na Constituição Federal até chegar à lei

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que cria o tributo. A partir daí, cabe ao decreto regulamentar os preceitos da lei,

esmiuçando os seus detalhes, sem que lhe seja possível ser contrário à lei.

Feitas essas considerações, passemos ao estudo isolado de cada um dos impos-

tos e contribuições.

Impostos e Contribuições da União

Estabelece a Constituição Federal que:

Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:


I – Importação de produtos estrangeiros;
II – Exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados;
III – Renda e proventos de qualquer natureza;
IV – Produtos industrializados;
V – Operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários;
VI – Propriedade territorial rural;
VII – Grandes fortunas, nos termos de lei complementar.
Art. 154. A União poderá instituir:
I  – Mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que
sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos dis-
criminados nesta Constituição;
II – Na iminência ou no caso de guerra externa, impostos extraordinários, compreendi-
dos ou não em sua competência tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente,
cessadas as causas de sua criação.
Voltando um pouco nos dispositivos constitucionais, temos que:
Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compul-
sórios:
I – Para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de
guerra externa ou sua iminência;
II – No caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacio-
nal, observado o disposto no art. 150, III, “b”.
Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será
vinculada à despesa que fundamentou sua instituição.
Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de interven-
ção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas,
como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts.
146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às
contribuições a que alude o dispositivo.

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§ 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição, cobrada de


seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário de que
trata o art. 40, cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores titulares
de cargos efetivos da União.

Assim, podemos resumir que:

*É importante lembrar que, não obstante a competência privativa da União para

instituir contribuições especiais, essa regra comporta duas exceções. Os demais

entes devem cobrar a contribuição previdenciária dos seus servidores, e os Muni-

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cípios e DF podem instituir a contribuição para o custeio do serviço de iluminação

pública (COSIP).

No que diz respeito aos impostos, é importante notar que, a fim de impossibili-

tar a invasão de competência, o critério adotado pela Constituição Federal foi a di-

visão do poder fiscal de acordo com a base econômica sobre a qual eles incidem.

Sendo assim, a Lei de Normas Gerais, apesar de ter a competência para definir

o fato gerador e a base de cálculo dos impostos, não pode ignorar as respectivas

bases econômicas previstas na Constituição Federal.

1. Imposto de Importação (II)

1.1. Importação: Doutrina x Legislação

A competência para a instituição do imposto de importação está definida no art.

153, I, da CF/88. Devemos observar que a Constituição Federal se refere generi-

camente a “produtos estrangeiros”, silenciando quanto à amplitude desse conceito.

Por esse motivo, muitos doutrinadores entendem que apenas poderá ser considera-

do estrangeiro aquele produto que ingressar no território nacional para ser incor-

porado à nossa economia.

Assim, estariam excluídos do conceito de produto estrangeiro aqueles produtos

que não fossem destinados a uso ou consumo no território nacional. Estaria afas-

tada, portanto, a incidência sobre os produtos em trânsito para outro país, sobre

os veículos de viajantes ou sobre uma obra de arte que ingressou no Brasil para

exposição, por exemplo.

Defendem esses doutrinadores que a entrada de bens no território nacional nes-

sas circunstâncias não configura importação em sentido jurídico.

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Apesar de tais considerações doutrinárias, há que se observar o fato gerador do

imposto previsto no art. 19 do Código Tributário Nacional:

Art. 19. O imposto, de competência da União, sobre a importação de produtos estran-


geiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional.

Como visto, o CTN faz menção a produtos estrangeiros sem definir a que tí-

tulo deve ocorrer este ingresso para que ocorra a incidência do imposto.

Logo, devemos guardar a literalidade do art.19 do CTN. Porém, não devemos

desconsiderar o entendimento doutrinário, pois pode ser exigido em prova.

A controvérsia surge por conta das diversas formas de ingresso de produtos no

território nacional, podendo a admissão ser temporária ou definitiva.

Na admissão temporária, o produto ingressa no território nacional, mas não

será incorporado à nossa economia, vale dizer, não será aqui consumido, devendo

deixar o país após esgotado o prazo previsto. É o caso da obra de arte que citamos.

O entendimento ficará bastante claro quando imaginarmos o grande evento es-

portivo que ocorreu em nosso país: as Olimpíadas. Todas as delegações dos países

participantes trouxeram inúmeros materiais que foram utilizados pelos seus atletas

e equipe técnica nos treinos. Esses materiais ingressaram no país por prazo certo

e não foram incorporados à economia nacional.

O tema é disciplinado na Instrução Normativa RFB n. 1.361/2013:

Art. 3º O regime aduaneiro especial de admissão temporária é o que permite a importa-


ção de bens que devam permanecer no País durante prazo fixado, com suspensão total
do pagamento de tributos incidentes na importação, ou com suspensão parcial, no caso
de utilização econômica, na forma e nas condições previstas nesta Instrução Normativa.

Podemos perceber que a própria IN confirma que, mesmo na admissão tempo-

rária, ocorre a importação. Sendo assim, não há como negar a ocorrência do fato

gerador do imposto de importação também nesses casos.

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O que a legislação permite é que os produtos ingressem no país com a sus-

pensão do pagamento dos tributos. A suspensão está normalmente ligada a

uma condição que, se for totalmente cumprida, confirma a dispensa do pagamen-

to. Seria o caso da obra de arte que permaneceu em exposição e depois deixou o

país. Cumprida a condição, ou seja, a saída do país após o prazo estabelecido, não

haverá a cobrança dos tributos.

Por outro lado, se a condição for descumprida (se a obra de arte fosse vendida

no país, por exemplo), a suspensão perderia o efeito e os tributos seriam imedia-

tamente exigidos.

Note que, diferentemente do que defende a doutrina, a legislação não afasta a

ocorrência do fato gerador na admissão temporária. Permitir a suspensão do paga-

mento não se confunde com não incidência.

Assim, para a legislação, pouco importa o título pelo qual o produto ingressou

no território nacional. Havendo a entrada no país, estará configurado o fato gerador

do imposto de importação, ainda que o tributo não seja exigido por força de regi-

mes especiais de admissão.

Contudo, volto a destacar: guardemos o entendimento doutrinário que pode ser

exigido em prova.

1.2. Fato Gerador

De volta à análise do art. 19 do CTN, estudemos o fato gerador do imposto de

importação.
Art. 19. O imposto, de competência da União, sobre a importação de produtos estran-
geiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional.

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O ponto mais importante a ser observado é que o fato gerador do imposto não

é a aquisição, a remessa, a assinatura do contrato firmado com a empresa no ex-

terior ou qualquer outra operação envolvendo os produtos estrangeiros. O fato ge-

rador do II é pura e simplesmente a entrada do produto estrangeiro no território

nacional.

Isso revela um aspecto importante que precisa ser identificado: o momento

em que se reputa ocorrido o fato gerador. Sendo esse a entrada do produto no ter-

ritório nacional, em algumas situações pode haver grande dificuldade para precisar

o momento em que o evento ocorreu.

Esclarecendo... Imagine um navio cargueiro que partiu da China com destino ao

Brasil trazendo inúmeros equipamentos eletrônicos importados por uma empresa

brasileira. Partindo do território chinês, esse cargueiro atravessou o oceano, pas-

sando por águas internacionais, para, então, adentrar em águas brasileiras.

Mas em que momento isso ocorreu? É praticamente impossível precisar. Será que

a Receita Federal iria ter centenas de auditores-fiscais de prontidão no limite do

nosso mar territorial para fiscalizar o momento de ocorrência do imposto de impor-

tação dos milhares de navios que chegam aos nossos portos? Obviamente que não.

Por isso, a lei instituidora do imposto de importação se valeu de um mecanismo

para facilitar a identificação do momento da ocorrência do fato gerador e a conse-

quente apuração do imposto. O Decreto-Lei n. 37/1966 assim define:


Art. 23. Quando se tratar de mercadoria despachada para consumo, considera-se ocor-
rido o fato gerador na data do registro, na repartição aduaneira, da declaração a que se
refere o artigo 44.

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Assim, em condições normais, considera-se ocorrido o fato gerador do imposto

de importação na data do registro da Declaração de Importação no SISCO-

MEX (Sistema Integrado de Comércio Exterior).

O Decreto-Lei n. 37 é de 1966, o mesmo ano da publicação do CTN, quando

ainda não existia a figura da lei complementar como espécie normativa. A partir da

Constituição de 1967, o CTN, como já estudamos, adquiriu status de lei comple-

mentar.

A partir daí, surgiu uma controvérsia: o disposto no art. 23 do DL 37/1966 seria

incompatível com o art. 19 do CTN? Sendo incompatível, poderia o DL revogar o

dispositivo do CTN após ele ter adquirido status de lei complementar?

Decidindo sobre a matéria, o extinto Tribunal Federal de Recursos editou a Su-

mula n. 4:

Súmula 4 do TFR
É compatível com o art. 19 do Código Tributário Nacional a disposição do art. 23 do De-
creto-Lei n. 37, de 18.11.1966.

O STF e o STJ têm entendido no mesmo sentido:

PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO.


MOMENTO DO FATO GERADOR. VARIAÇÃO CAMBIAL. 1. O fato gerador, para o imposto
de importação, consuma-se na data do registro da declaração de importação. 2. É ce-
diço na jurisprudência da Corte que “No caso de importação de mercadoria despachada
para consumo, o fato gerador, para o imposto de importação, consuma-se na data do
registro da declaração de importação.” (STJ, RESP 313.117-PE, Rel. Min. HUMBERTO
GOMES DE BARROS, DJU 17.11.03).

Vejamos uma questão sobre o tema:

1. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL/2005)

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I – A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias entradas em terri-

tório nacional é definida pela norma vigente no momento em que se efetivou

o registro da declaração apresentada pelo importador à repartição alfande-

gária competente?

II – O fato gerador do imposto de importação é a data da celebração, no Brasil

ou no exterior, do contrato de compra e venda relativo aos produtos impor-

tados, ou, se conhecido, o instante em que são embarcadas as mercadorias

adquiridas no estrangeiro?

III – Quando se tratar de mercadoria despachada para consumo, a norma legal

considera como ocorrido o fato gerador do imposto de importação não na

data do ingresso nas águas territoriais brasileiras, mas na do registro, na

repartição aduaneira, da declaração de importação.

a) Sim, sim, sim.

b) Sim, não, sim.

c) Não, sim, não.

d) Não, sim, sim.

e) Não, não, sim.

Letra b.

O fato gerador do imposto de importação é a entrada no território nacional de mer-

cadoria estrangeira. No entanto, fica difícil saber qual foi o momento exato da en-

trada da mercadoria no país, caso não tenha ingressado pelas fronteiras terrestres.

Assim, o Decreto-Lei n. 37/1965 define que quando se tratar de mercadoria despa-

chada para consumo, considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro, na

repartição aduaneira, da declaração de importação.

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Item I – Certo. A alíquota aplicável é aquela vigente na data do fato gerador.

Como o fato gerador reputa-se ocorrido na data do registro da declaração de im-

portação, temos que a alíquota aplicável será a dessa data. Item correto.

Item II – Errado. Como vimos, a data do fato gerador é aquela em que for regis-

trada a declaração de importação. Nesse sentido, já decidiu o STF:

Por último, há a questão concernente ao fato gerador, e também não vejo, na espécie,
um ato complexo. Penso que o fato gerador, como está no Código Tributário Nacional,
é a entrada da mercadoria no território brasileiro ou, relativamente à mercadoria que
deva ser consumida, a data que deflagra o fato gerador é a do registro da documentação
própria a essa importação.
O ato burocrático de buscar-se no setor competente da Administração Pública documen-
to hábil a viabilizar a importação não implica o surgimento do fato gerador. Gostaria de
perceber a reação dos contribuintes se se partisse para esse enfoque, exigindo-se o
pagamento do tributo – e o tributo não é inerente à compra e venda – na aquisição da
mercadoria sob a nomenclatura, isso sob a nomenclatura “imposto de importação” ou
quando da liberação da guia para importação. (Voto do Min. Marco Aurélio, no julgamen-
to do RE 225.602-8/CE, em 25/11/98)

Item III – Certo. Em face ao exposto, temos por certo o item.

1.3. Base de Cálculo

A base de cálculo do imposto de importação é definida no art. 20 do CTN:

Art. 20. A base de cálculo do imposto é:


I – Quando a alíquota seja específica, a unidade de medida adotada pela lei tributária;
II – Quando a alíquota seja ad valorem, o preço normal que o produto, ou seu similar,
alcançaria, ao tempo da importação, em uma venda em condições de livre concorrência,
para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no País;
III – Quando se trate de produto apreendido ou abandonado, levado a leilão, o preço
da arrematação.

Alíquota específica é aquela expressa em valor fixo a ser aplicada à unidade

de medida prevista na legislação para cada tipo de produto. Poderíamos ter, por

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exemplo, uma alíquota específica de R$0,30 por cada tonelada de minério de ferro

importado. Ou, ainda, R$1,50 por cada par de sapato importado.

Perceba que na alíquota específica pouco importa o valor dos produtos, o que

vale é a unidade de medida adotada.

Já a alíquota ad valorem é aquela que estamos mais acostumados a ver, em

forma de percentual a ser aplicado sobre a base de cálculo. Seria o caso de uma

importação de produtos eletrônicos sujeitos a uma alíquota de 50%, por exemplo.

Logo, na alíquota ad valorem, a base de cálculo é o valor aduaneiro (VA) do

produto que, nos termos da legislação corresponde ao preço normal que o produto ou

seu similar alcançaria ao tempo da importação, em uma venda em condições normais.

Para facilitar o livre-comércio, os países firmaram em 1947 o Acordo Geral So-

bre Tarifas Aduaneiras e Comércio, o GATT. O Acordo incorporou outros acordos,

que passaram a ser obrigatórios para os membros da Organização Mundial do Co-

mércio, a OMC.

Em 1994, o GATT incorporou o Acordo de Valoração Aduaneira, que tem por ob-

jetivo estabelecer regras para a uniformizar a determinação do valor aduaneiro dos

produtos, que é justamente a base de cálculo do imposto de importação.

Dos métodos de valoração previstos pelo Acordo de Valoração Aduaneira, o

primeiro é o valor da transação. Isso significa que, a princípio, o valor que irá

compor a base de cálculo do imposto de importação é o valor efetivamente pago

pelo importador.

Acontece que nem sempre os valores declarados à repartição fiscal são aqueles

realmente praticados. Por este motivo, o próprio Acordo prevê outras formas de

apurar o valor aduaneiro.

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Esse é o sentido do CTN trazer como base de cálculo o preço normal que o pro-

duto ou seu similar alcançaria ao tempo da importação, em uma venda em condi-

ções normais.

Nesse sentido já decidiu o STJ:

TRATADO DO GATT. VALORAÇAO ADUANEIRA. VALOR CONSTANTE DA FATURA COMER-


CIAL. DESCONSIDERAÇAO. ALEGAÇAO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇAO.
1. O Tratado do GATT, no seu art. VIII, estabelece regras para a valoração aduaneira de
mercadorias importadas, para efeito de se calcular o valor do Imposto de Importação e
do IPI vinculado à importação.
2. O primeiro método de valoração leva em conta o valor da fatura comercial, que se
presume seja o valor real da operação de importação. Não obstante, sempre que as
informações ou documentos do contribuinte não mereçam fé, pode a autoridade com-
petente proceder à valoração aduaneira por outros métodos, igualmente listados no
Tratado do GATT, desde que comprove que o preço final da transação não corresponde
ao valor real da mercadoria ou bem adquirido no exterior. (STJ, 2ª T., REsp 1187730/SP,
Rel. Min. Castro Meira, maio/2010)

O último caso previsto no CTN é quando ocorrer abandono ou apreensão de

produto estrangeiro e esse produto for levado a leilão pela Administração. Nessa

situação, a base de cálculo será o valor da arrematação, pouco importando por

quanto esse produto foi adquirido originariamente (base de cálculo pelo preço nor-

mal ou valor aduaneiro) por quem a abandonou ou o teve apreendido.

Temos, portanto, as seguintes possibilidades para a base de cálculo do imposto

de importação:

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1.4. Contribuintes

O contribuinte do imposto de importação será aquele que promover a entrada

no país de produto estrangeiro, ou seja, promover a ocorrência do fato gerador.

Assim prevê o CTN:

Art. 22. Contribuinte do imposto é:


I – o importador ou quem a lei a ele equiparar;
II – o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados.

Podemos perceber que o importador é o contribuinte para os casos de impor-

tação regular, ou seja, nos casos em que houver o desembaraço aduaneiro.

Também será contribuinte do imposto o equiparado a importador, vale dizer,

aquela pessoa, física ou jurídica que, não tendo promovido de forma direta a entra-

da de produto estrangeiro no país, seja equiparado pela legislação.

O DL 37/1966 equipara a importador o destinatário de remessa postal inter-

nacional. Por isso, ainda que o destinatário daquela remessa não tenha promovido

a importação de forma direta, será contribuinte do II. Nesse caso, o destinatário no

Brasil, poderia até nem saber que o produto foi enviado.

Exemplo:

assim, se você tem um parente no exterior e no dia do seu aniversário ele te faz

uma surpresa e envia um iPad de última geração, ao chegar no país você receberá

uma notificação para recolher o imposto de importação para que o produto seja

liberado.

Por fim, temos como contribuinte do imposto de importação o arrematante de

produtos apreendidos ou abandonados. Essa previsão do CTN é aplicável nos ca-

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sos em que a importação não ocorreu de forma regular, resultando na aplicação de

pena de perdimento das mercadorias, ou quando a pessoa que promoveu a entrada

dos produtos no território nacional abandona os produtos.

Constatado o abandono ou aplicada a pena de perdimento dos bens, esses se-

rão levados a leilão pela autoridade aduaneira. Nessa hipótese, os adquirentes

desses produtos serão contribuintes, devendo recolher o imposto por ocasião da

arrematação, que, como vimos, terá por base de cálculo valor dessa arrematação.

1.5. Caráter Extrafiscal do Imposto

Já estudamos que os tributos podem ser fiscais ou extrafiscais a depender do

objetivo da sua instituição.

O II é imposto preponderantemente extrafiscal, pois seu objetivo maior não

é arrecadar para abastecer os cofres públicos, mas regular o consumo e proteger

a economia nacional.

E é justamente pelo seu caráter extrafiscal, que o imposto de importação cons-

titui exceção aos princípios da legalidade, da anterioridade e da anterioridade no-

nagesimal.

É nesse sentido a determinação do art. 21 do Código Tributário Nacional:

Art. 21. O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, al-
terar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto, a fim de ajustá-lo aos objetivos da
política cambial e do comércio exterior.

Assim, a alteração de alíquotas do imposto de importação tem efeitos imedia-

tos, não havendo obrigatoriedade de obedecer à anterioridade nem à anterioridade

nonagesimal, por força de dispensa prevista no próprio texto constitucional.

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2. Imposto de Exportação (IE)

2.1. Exportação: “Interna” x Externa

A competência para a instituição do imposto de exportação está definida no art.

153, II, da CF/88. Não podemos deixar de perceber certo exagero do constituinte

ao conferir a competência para a União instituir imposto sobre “exportação, para o

exterior”.

Porém, esse aparente exagero do constituinte originário não deixa de ter certo

fundamento. Ricardo Lobo Torres1 ensina que sob a égide da Constituição de 1891,

os Estados-membros tributavam a chamada “exportação interestadual”.

E essa expressão ainda pode ser encontrada na legislação em vigor. O Decreto-

-Lei n. 288/1967 prevê a “exportação” de mercadorias de origem nacional para a

Zona Franca de Manaus.

Sendo assim, a Constituição deixou claro que, para fins de tributação, a compe-

tência da União apenas se refere às exportações para o exterior.

2.2. Fato Gerador

O Código Tributário Nacional, confirmando a base econômica prevista na Cons-

tituição Federal define:

Art. 23. O imposto, de competência da União, sobre a exportação, para o estrangeiro,


de produtos nacionais ou nacionalizados tem como fato gerador a saída destes do ter-
ritório nacional.

1
TORRES, Ricardo Lobo. Curso de Direito Financeiro e Tributário. 16ª ed. 2009, p. 375

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Assim como ocorre no imposto de importação, o fato gerador do imposto de

exportação é relacionado aos limites do território nacional. Sendo assim, o fato

gerador do IE não é a venda, a assinatura do contrato ou qualquer outra operação

envolvendo os produtos, mas a saída destes do território nacional.

Da mesma forma que o II, para a doutrina o que vale para caracterizar a ocor-

rência do fato gerador é a saída a título definitivo. Senão, vejamos a lição de

Fátima Fernandes Rodrigues:

Interessa é que esteja saindo em virtude de exportação, isto é, para o fim de integrar-
-se à economia interna de outro país. (Comentário ao Código Tributário Nacional vol. I,
coord. Ives Gandra da Silva Martins, ed. Saraiva, 1998, p. 182)

Outro ponto muito importante do fato gerador do imposto de exportação é o

tipo de produto que sofrerá a incidência. Nos termos do CTN, o fato gerador abran-

ge a saída de produtos nacionais ou nacionalizados.

Produtos nacionais são simplesmente aqueles produzidos no próprio país,

como as sandálias da marca “Havaianas”, por exemplo, que têm boa parte da sua

produção destinada à exportação.

Produtos nacionalizados são aqueles que, embora não tenham sido produ-

zidos no Brasil, foram incorporados à economia nacional, por meio de importação

regular submetida ao desembaraço aduaneiro.

O Regulamento Aduaneiro, Decreto n. 6.759/2009, define em seu art. 212 que é

considerada nacionalizada a mercadoria estrangeira importada a título definitivo.

Vamos fixar o fato gerador do IE por meio do esquema abaixo:

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Em relação ao aspecto temporal da hipótese de incidência, tendo em vista a

dificuldade de identificação do momento exato em que a mercadoria deixa o país,

assim como vimos no imposto de importação, a legislação prevê um marco tempo-

ral que permite a caracterização da ocorrência do fato gerador do imposto.

O Decreto-Lei n. 1.578/1977 estabelece em seu art. 1º, § 1º, que considera-se

ocorrido o fato gerador no momento da expedição da Guia de Exportação ou

documento equivalente. Disciplinando o tema em termos mais atuais, o Regula-

mento Aduaneiro assim dispõe:

Art. 213. Parágrafo único. Para efeito de cálculo do imposto, considera-se ocorrido o


fato gerador na data de registro do registro de exportação no Sistema Integrado de
Comércio Exterior (SISCOMEX).

Logo, traduzindo o DL 1.587/1977, não é qualquer registro no SICOMEX que

se equipara à expedição da Guia de Exportação, mas, tão somente, o Registro de

Exportação. Esse é o entendimento já firmado pelo STF:

IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO. FATO GERADOR: REGISTRO NO SISTEMA INTEGRADO DE


COMÉRCIO EXTERIOR – SISCOMEX.... 2. Não é qualquer registro no SISCOMEX que
corresponde à expedição do documento equivalente à guia de exportação prevista no §
1º, in fine, do art. 1º do Decreto-Lei n. 1.578/77, como determinante da ocorrência do
fato gerador do tributo. Somente o Registro de Exportação corresponde e se equipara
à Guia de Exportação.” (STF, 2ª T., AI 578372/SC, Rel. Min. ELLEN GRACIE, fev/2010)

2.3. Base de Cálculo

O Código Tributário Nacional estabelece a base de cálculo do imposto de expor-

tação nos seguintes termos:

Art. 24. A base de cálculo do imposto é:


I – Quando a alíquota seja específica, a unidade de medida adotada pela lei tributária;
II – Quando a alíquota seja ad valorem, o preço normal que o produto, ou seu similar,
alcançaria, ao tempo da exportação, em uma venda em condições de livre concorrência.

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Parágrafo único. Para os efeitos do inciso II, considera-se a entrega como efetuada no
porto ou lugar da saída do produto, deduzidos os tributos diretamente incidentes sobre
a operação de exportação e, nas vendas efetuadas a prazo superior aos correntes no
mercado internacional o custo do financiamento.

Percebe-se que o CTN praticamente repete as disposições aplicáveis ao imposto

de importação no que diz respeito à base de cálculo, excluindo apenas a hipótese

de arrematação, eis que o abandono e a apreensão de produtos não são inerentes à

exportação, salvo situações excepcionais em que seja detectada alguma atividade

ilícita.

O parágrafo único do art. 23 do CTN traz uma importante definição para o aca-

so de alíquotas ad valorem. Significa que o valor normal para fins de apuração do

imposto de exportação é o preço FOB.

FOB é um termo do comércio internacional (Incoterm) que significa Free On Bo-

ard, ou seja, é o valor que o exportador arcou para entregar o produto no porto ou

lugar de saída, de onde deixará país. A partir dessa entrega, os demais custos se-

rão suportados pelo adquirente no exterior, tais como seguros e frete, por exemplo.

Sendo assim, a base do imposto de exportação é composta pelo valor dos pro-

dutos acrescidos dos custos que o exportador suportou para transportá-los ao local

da exportação. A partir desse momento, os demais encargos incidentes não irão

compor a base de cálculo do imposto. Logo, temos:

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2.4. Contribuintes

Os contribuintes do imposto de exportação são definidos no art. 27 do Código

Tributário Nacional:

Art. 27. Contribuinte do imposto é o exportador ou quem a lei a ele equiparar.

Temos como contribuinte por excelência o exportador, eis que promove o fato

gerador do imposto diretamente. Porém, a lei pode equiparar outras pessoas a

exportador, para fins de cobrança do imposto.

Devemos perceber que não há qualquer menção ao tipo de pessoa ou catego-

rias de contribuintes. Nessa linha, qualquer um que promover a exportação, seja

pessoa física ou jurídica, pratique o ato de exportar com habitualidade ou não, será

contribuinte do imposto.

Essa é a inteligência do Decreto-Lei n. 1.578/1977:

Art. 5º O contribuinte do imposto é o exportador, assim considerado qualquer pessoa


que promova a saída do produto do território nacional.

2.5. Caráter Extrafiscal do Imposto

Assim como o imposto de importação, o imposto de exportação é preponde-

rantemente extrafiscal, já que seu objetivo principal não é arrecadar, mas regu-

lar a economia nacional.

Ademais, o imposto de exportação é imposto excepcional. O que isso signifi-

ca? Que a regra é a não incidência do imposto na maioria dos produtos exportados.

O Decreto-Lei n. 1.578/1977 dispõe sem seu art. 1º, § 3º, que:

§ 3º O Poder Executivo relacionará os produtos sujeitos ao imposto.

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Desse modo, o imposto de exportação incidirá apenas na saída dos produtos

que constarem expressamente na relação estabelecida por ato do Poder Executi-

vo. A intenção do legislador é promover o saldo positivo na balança comercial, fa-

vorecendo as exportações por meio de incentivos e desoneração fiscal. Prova disso

são as imunidades que já estudamos.

Também devido ao seu caráter extrafiscal, o imposto de exportação constitui

exceção aos princípios da legalidade, da anterioridade e da anterioridade nonage-

simal.

É nesse sentido a determinação do art. 26 do Código Tributário Nacional:

Art. 21. O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, al-
terar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto, a fim de ajustá-lo aos objetivos da
política cambial e do comércio exterior.

Assim, a alteração de alíquotas do imposto de exportação tem efeitos imedia-

tos, não havendo obrigatoriedade de obedecer à anterioridade nem à anterioridade

nonagesimal, por força de dispensa prevista no próprio texto constitucional.

Por fim, o DL 1.578/1977 estabelece (art. 8º) que, no que couber, aplicar-se-á,

subsidiariamente, ao imposto de exportação a legislação relativa ao imposto de

importação.

3. Imposto de Renda (IR)

3.1. Critérios Orientadores

A competência para a instituição do imposto de renda está disposta no art. 153,

III, da Constituição Federal.

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Segundo o art. 153, § 2º, I, da CF/88, o imposto sobre a renda será informado

pelos critérios da generalidade, da universalidade e da progressividade, na

forma da lei.

Generalidade é um critério que diz respeito ao sujeito passivo, ou seja, ao

contribuinte do imposto. Significa que todos estão sujeitos à incidência do imposto,

bastando que promovam ato que enseje a ocorrência do fato gerador.

Na lição de Renato Renck, a generalidade abrange todos os contribuintes, não

admitindo qualquer tributação especial.

A generalidade, a nosso ver, compreende com mais evidência os contribuintes, critério


pessoal, que são os sujeitos passivos da relação tributária. Assim, todos os contribuin-
tes devem ser tratados de uma só forma, o que, aliás, já decorre do próprio princípio
da igualdade. Com este fundamento pode-se afirmar que a renda deve ser reconhecida
com a observância do critério da generalidade, em que não se admitem classes de con-
tribuintes. Todos, indistintamente, são contribuintes, potenciais ou de fato, do imposto.
(Renato Romeu Renck, Imposto de Renda da Pessoa Jurídica/Critérios constitucionais de
apuração da base de cálculo. Liv. Do Advogado, 2001, p. 160)

Universalidade diz respeito à base de cálculo. Significa que o imposto de ren-

da incide sobre todas as rendas e proventos auferidos pelo contribuinte.

Prosseguindo na lição do referido autor, a base calculada, além de ser informada

pela generalidade, terá de ter natureza universal. Ser universal é ser total. Logo, de

nada adianta apurar a base impositiva dividindo-a em espécies de renda quando,

no final, se deve apurar o valor informado pela universalidade. Desta forma, para

que a renda seja informada pelo critério da universalidade, os elementos integra-

dos no processo de sua produção devem estar dispostos de forma tal que atendam

a este critério. Ou seja, todos devem ser submetidos à tributação de forma abso-

lutamente igual. Não há receita diferente de outra, como não há despesa diferente

de outra. (Renato Romeu Renck, Imposto de Renda da Pessoa Jurídica/Critérios

constitucionais de apuração da base de cálculo. Liv. Do Advogado, 2001, p. 161)

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Há que se observar, entretanto, que não devemos interpretar de forma literal

essas considerações, eis que a orientação pelo critério da universalidade não im-

pede a concessão de isenções nem a discriminação entre despesas dedutíveis e

indedutíveis, por exemplo. Assim esclarece Luiz Difini:

Universalidade significa incidir o tributo sobre todos os fatos descritos na hipótese de


incidência (no caso do imposto de renda, incidir indistintamente sobre diversas espé-
cies de rendimento). Tais princípios não impedem, todavia, a concessão de isenções
objetivas ou subjetivas. Impedem é a exclusão apriorística de determinada categoria de
pessoas ou rendimentos do rol dos sujeitos passivos ou dos fatos tributáveis. (DIFINI,
Luiz Felipe Silveira. Manual de Direito Tributário. Saraiva, 2—3, p. 77)

A progressividade é aplicada quando as alíquotas aumentam à medida que

aumenta também a base de cálculo. Dessa forma, se tributa de maneira mais gra-

vosa quanto maior a manifestação de riqueza do contribuinte, conferindo caráter

pessoal. É o que ocorre com o imposto sobre a renda.

Exemplificando...

Imaginemos que um Município qualquer tribute a prestação de determinado ser-

viço à alíquota de 5%. Suponha duas prestações de serviços, uma no valor de

R$10.000,00 e outra no valor de R$25.000,00. No primeiro caso, o valor do ISS

devido é de R$500,00 (5% de 10.000). Já o segundo contribuinte pagará R$1.250,00

(5% de 25.000). No entanto, apesar de valores diferentes, os dois contribuintes

pagam o mesmo percentual de imposto: 5%, ou seja, foram tributados de forma

proporcional.

Já o imposto de renda, apresenta alíquotas progressivas à medida que aumenta

a base de cálculo. Imagine duas pessoas físicas, sem dependentes ou despesas a

deduzir, a primeira com rendimento anual de R$30.000 e a segunda de R$50.000.

Temos a seguinte tabela do imposto para o exercício 2017:

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Base de cálculo anual em R$ Alíquota % Parcela a deduzir do imposto em R$


Até 22.847,76 - -
De 22.847,77 até 33.919,80 7,5 1.713,58
De 33.919,81 até 45.012,60 15 4.257,57
De 45.012,61 até 55.976,16 22,5 7.633,51
Acima de 55.976,16 27,5 10.432,32

De acordo com a tabela, o primeiro contribuinte estará na segunda faixa de renda,

cuja alíquota é de 7,5%, com a dedução de R$1.713,58:

30.000 x 7,5% = 2.250 – 1.713,58 = imposto devido R$ 536,42

O segundo contribuinte está na penúltima faixa, cuja alíquota é de 22,5%, com

dedução de 7.633,51:

50.000 x 22,5% = 11.250 – 7.633,51 = imposto devido R$ 3.616,49

Perceba que o primeiro contribuinte pagou efetivamente 1,79% sobre o seu rendi-

mento (536,42 ÷ 30.000). Já o segundo pagou 7,23% (3.616,49 ÷ 50.000).

Isso ocorre porque, nos tributos progressivos, para bases de cálculos maiores, se

paga progressivamente mais e não apenas proporcionalmente mais, diferente do

ISS, no qual a proporção é sempre a mesma (5%).

Nas provas da ESAF, geralmente, os critérios orientadores são cobrados junta-

mente com o princípio da capacidade contributiva, que acabamos de estudar. Se-

não, vejamos:

1. (ESAF/TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL/2003) Assinale as proposições abaixo

com F para falsa ou V para verdadeira e, a seguir, indique a opção que contém a

sequência correta.

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 (  ) O critério da progressividade do imposto de renda está sintonizado com a ca-

pacidade econômica do contribuinte e observa o caráter pessoal previsto na

Constituição.

 (  ) O princípio constitucional da anterioridade significa que a lei tributária não se

aplica aos fatos geradores anteriores à sua publicação.

 (  ) Em atendimento às normas constitucionais relativas aos impostos de compe-

tência da União, para fins de incidência do imposto de renda, devem ser dedu-

zidos da renda recebida todos os valores pagos, necessários à sua percepção,

atendendo-se, assim, o princípio da não-cumulatividade.

a) V, F, V

b) V, V, F

c) F, V, V

d) V, F, F

e) F, F, V

Letra d.

Item I – Certo. O princípio da capacidade contributiva está previsto no art. 145, §

1º, da CF/88. De acordo com este princípio, sempre que possível, os impostos terão

caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuin-

te, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a

esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o

patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. A progres-

sividade é aplicada quando as alíquotas aumentam à medida que aumenta também

a base de cálculo. Desse modo, se tributa de forma mais gravosa quanto maior a

manifestação de riqueza do contribuinte, conferindo caráter pessoal. É o que ocorre

com o imposto sobre a renda.

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Item II – Errado. Esta definição corresponde ao princípio da irretroatividade e não

ao da anterioridade.

Item III – Errado. Estudamos na Contabilidade que, na apuração do resultado do

exercício, as empresas deduzem das receitas auferidas aquelas despesas vincula-

das à percepção dos rendimentos, chegando-se ao lucro (base de cálculo do im-

posto de renda) ou prejuízo. No entanto, esta dedução não guarda relação com o

princípio da não cumulatividade. Segundo este princípio, deve ser compensado o

que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores.

A não cumulatividade aplica-se, obrigatoriamente, ao ICMS e ao IPI e, a depender

do regime, ao PIS e à COFINS. No entanto, não tem aplicação ao imposto de renda.

3.2. Fato Gerador

O Código Tributário Nacional, em cumprimento ao estabelecido no art. 153, III,

da CF/88, define o fato gerador do imposto de renda no seu art. 43, nos seguintes

termos:

Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer


natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica:
I – De renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de
ambos;
II – De proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais
não compreendidos no inciso anterior.

Na definição do CTN, o imposto tem como fato gerador a aquisição da disponi-

bilidade jurídica ou econômica de renda ou de proventos.

RENDA é o acréscimo patrimonial proveniente do trabalho, do capital ou

da combinação de ambos. Assim, o salário recebido pelo trabalhador no final do

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mês representa renda, uma vez que aquele acréscimo patrimonial teve origem no

trabalho. Da mesma forma, quando alguém aplica uma quantia em um fundo de in-

vestimento ou em ações e obtém rendimentos com essas aplicações, auferiu renda,

pois constitui acréscimo patrimonial que teve origem no capital investido.

Já a definição de PROVENTO é obtida por exclusão, ou seja, representa qual-

quer outro acréscimo patrimonial que não se enquadre no conceito de renda.

Dessa forma, quando um apostador ganha sozinho na Mega-Sena acumulada, ob-

teve um provento. A mesma classificação se dá ao valor recebido mensalmente por

um aposentado.

Podemos, então, perceber que renda e provento distinguem quanto à origem.

Enquanto renda é algo obtido em função do trabalho ou do capital, o provento é

obtido mediante qualquer outra ocorrência que não tenha origem no trabalho ou

no capital.

Por outro lado, vale notar que renda e provento, como elementos integrantes do

fato gerador do imposto, se assemelham no que diz respeito ao acréscimo patri-

monial. O próprio CTN, ao definir provento, o conceitua como acréscimos patrimo-

niais não compreendidos no conceito de renda.

Com fundamento no exposto acima, é possível esquematizar da seguinte forma:

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O § 1º, do art.43 do CTN complementa que a incidência do imposto independe


da denominação da receita, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da
fonte, da origem e da forma de percepção.
Ao definir que a tributação do imposto de renda independe da denominação dos
rendimentos, o CTN está fazendo menção à base de cálculo.
Acabamos de estudar que para que ocorra o fato gerador do imposto de renda
deve haver efetivo acréscimo patrimonial. Assim, simples ingressos que não repre-
sentem um aumento no patrimônio do contribuinte não podem ser tratados como
renda ou provento. Essa é a posição do STF.
No entanto, a fim de evitar que sejam criadas inúmeras rubricas denominadas
“ajuda de custo”, “indenizações” etc., no intuito de excluí-las da tributação, o CTN
estabeleceu que a tributação independe da denominação.
Com isso, a denominação é irrelevante para qualificar um rendimento como
tributável. Basta que represente efetivo acréscimo patrimonial. Esse raciocínio é
reforçado pelo entendimento do STJ:

IMPOSTO DE RENDA... 2. Não é o nomen juris, mas a natureza jurídica da verba que de-
finirá a incidência tributária ou não. O fato gerador de incidência tributária sobre renda
e proventos, conforme dispõe o art. 43 do CTN, é tudo que tipificar acréscimo ao patri-
mônio material do contribuinte. (STJ, Primeira Seção, EREsp 976.082/RN, Rel. Ministro
MAURO CAMPBELL MARQUES, ago/2008).

Nessa linha, o RIR confirma o princípio constitucional da universalidade, que


diz respeito à base de cálculo. Significa que o imposto de renda incide sobre
todas as rendas e proventos auferidos pelo contribuinte, independente da deno-
minação conferida àquele rendimento.
Conclui o CTN, quanto ao fato gerador, que, na hipótese de receita ou de rendi-
mento oriundos do exterior, a lei estabelecerá as condições e o momento em que
se dará sua disponibilidade, para fins de incidência do imposto. Essa é a definição
do art. 43, § 2º.

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3.3. Disponibilidade Jurídica x Disponibilidade Econômica

O art. 43 do CTN estabelece que o imposto de renda incidirá sobre a disponi-

bilidade econômica ou jurídica da renda. Mas o que podemos entender como

disponibilidade econômica e disponibilidade jurídica?

Primeiramente, devemos entender que o Código Tributário Nacional, ao estabe-

lecer os dois institutos como possíveis fatos geradores do imposto de renda, não os

definiu como sinônimos, mas como possibilidades distintas, independentes. Assim,

entende a doutrina. Senão, vejamos:

É preciso notar desde logo que o Código não colocou as duas palavras – “econômica” e
“jurídica” – como termos sinônimos e substituíveis um pelo outro, nem os mencionou
como complementares, até porque não aludiu à “disponibilidade econômica e jurídica”,
mas, sim, à “disponibilidade econômica ou jurídica”, isto é, como disponibilidades alter-
nativas, de maneira a que uma ou outra possa gerar a incidência do imposto de renda.
(OLIVEIRA, Ricardo Mariz de. Fundamentos do Imposto de Renda. Quarter Latin, 2008,
p. 289)

Na esteira desse entendimento, a doutrina dominante define de maneira clara

esses institutos. Vejamos a conceituação do renomado jurista Hugo de Brito Ma-

chado:

Entende-se por disponibilidade econômica a possibilidade de dispor, possibilidade de


fato, material, direta, da riqueza. Possibilidade de direito e de fato, que se caracteriza
pela posse livre e desembaraçada da riqueza. Configura-se pelo efetivo recebimento da
renda ou dos proventos. Como assevera Gomes de Sousa, na linguagem de todos os au-
tores que tratam do assunto, ‘disponibilidade econômica corresponde a rendimento (ou
provento) realizado, isto é, dinheiro em caixa” (MACHADO, Hugo de Brito. Comentário
ao Código Tributário Nacional. 2ª ed, Atlas, 2007, p. 448)

Vale destacar que para a doutrina dominante disponibilidade econômica é sinô-

nimo de disponibilidade financeira, ou seja, ocorre quando há o recebimento

de fato do valor classificado como renda.

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Já a disponibilidade jurídica, nos dizeres de Hugo de Brito Machado “configura-

-se, em princípio, pelo crédito da renda ou dos proventos. Enquanto a disponibi-

lidade econômica corresponde ao rendimento realizado, a disponibilidade jurídica

corresponde ao rendimento (ou provento) adquirido, isto é, ao qual o beneficiário

tem título jurídico que lhe permite obter a respectiva realização em dinheiro (p. ex.,

o juro ou dividendo creditados).”

Observa-se que, na visão da doutrina, a disponibilidade jurídica se assemelha

ao conceito contábil da receita pelo regime de competência, ou seja, aquela re-

gistrada na contabilidade pelo princípio da competência, segundo o qual as receitas

devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem inde-

pendente de recebimento.

Nessa linha, podemos assim esquematizar o entendimento doutrinário:

Jurisprudência

Não obstante esta conceituação doutrinária, que vem sendo amplamente adota-

da, é importante conhecermos o entendimento firmado pelo STJ, no ano de 2008,

que conferiu interpretação diversa ao art. 43 do CTN. Vejamos o que decidiu a Cor-

te no julgamento do REsp 983.134/RS:

DISPONIBILIDADE ECONÔMICA E JURÍDICA DA RENDA.


1. O art. 43 do CTN, sobretudo o seu § 2º, determina que o imposto de renda incidirá
sobre a disponibilidade econômica ou jurídica da renda e que a lei fixará o momento em
que se torna disponível no Brasil a renda oriunda de investimento estrangeiro.
[...]

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4. Não se deve confundir disponibilidade econômica com disponibilidade financeira da


renda ou dos proventos de qualquer natureza. Enquanto esta última se refere à ime-
diata “utilidade” da renda, a segunda está atrelada ao simples acréscimo patrimonial,
independentemente da existência de recursos financeiros.
5. Não é necessário que a renda se torne efetivamente disponível (disponibilidade finan-
ceira) para que se considere ocorrido o fato gerador do imposto de renda, limitando-se
a lei a exigir a verificação do acréscimo patrimonial (disponibilidade econômica).” (STJ,
2ª T., REsp 983.134/RS, Rel. Min. CASTRO MEIRA, abr./08).

O STJ tem mantido o entendimento esposado acima, conforme se observa no

AgRg nos EDcl no REsp 1232796 RS 2011/0018036-7, Min. Humberto Martins, DJE

09/02/2012.

Podemos perceber que o entendimento firmado pelo STJ diverge daquele defen-

dido pela doutrina, no que diz respeito à nomenclatura dos institutos. Temos, pois,

que para o STJ:

“E, se cair na prova, o que devo marcar?”

A primeira classificação tem sido amplamente adotada e é mais provável que

venha a ser exigida. No entanto, é bom conhecer este julgado do STJ, pois, se a

questão expressamente o exigir, você não terá problemas.

3.4. Base de Cálculo


O Código Tributário Nacional define a base de cálculo do imposto de renda sem

seu art. 44:

Art. 44. A base de cálculo do imposto é o montante, real, arbitrado ou presumido, da


renda ou dos proventos tributáveis.

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Vale destacar, de início, que o imposto de renda é uma exação que atinge tanto

as pessoas físicas como jurídicas. Nesse sentido, devemos observar que os con-

ceitos para a base de cálculo não são inteiramente coincidentes. Para as pessoas

físicas, a base de cálculo será o rendimento. Para as pessoas jurídicas, o lucro.

3.4.1. Base de Cálculo na Tributação das Pessoas Físicas

A base de cálculo do imposto de renda das pessoas físicas vai depender do regi-

me pelo qual o contribuinte optou. Nessa linha, temos uma base de cálculo para o

regime das deduções legais e outra para o regime do desconto simplificado.

O imposto de renda, como bem sabemos, deve tributar o efetivo acréscimo

patrimonial, ou seja, o valor dos rendimentos que superar as despesas. É mais ou

menos como se fosse o conceito de lucro das empresas, só que aplicável às pessoas

físicas.

A legislação do imposto elenca uma série de despesas que podem ser utilizadas

no cálculo do imposto, deduzindo os respectivos valores da base de cálculo do con-

tribuinte. Essa é a regra geral, que representa o conceito de renda: apura-se a base

de cálculo pelo total dos rendimentos tributáveis menos as despesas autorizadas

pela legislação.

Assim, na opção pelas deduções legais, a base de cálculo é a diferença entre os

rendimentos tributáveis e as despesas dedutíveis.

Ocorre que a própria legislação permite ao contribuinte outra opção: substituir

todas as despesas dedutíveis por um desconto fixo na base de cálculo, no percen-

tual de 20% dos rendimentos tributáveis. Trata-se do denominado desconto sim-

plificado.

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O contribuinte que fizer a opção pelo desconto simplificado não precisará lançar

as despesas em sua declaração, bastando informar o total dos rendimentos tribu-

táveis que o desconto será automático.

Isso significa que, ainda que o contribuinte apresente várias despesas em sua

declaração, essas não serão consideradas no cálculo do imposto. O desconto sim-

plificado substitui todas elas.

3.4.2. Base de Cálculo na Tributação das Pessoas Jurídicas

Para as pessoas jurídicas, há três possibilidades de apuração da base de cálculo:

com base no lucro real, presumido ou arbitrado.

3.4.2.1. Lucro Real

O lucro real representa a regra geral de apuração da base de cálculo do IRPJ.

Seu conceito é estabelecido no Regulamento do Imposto de Renda, art. 247. Cor-

responde ao lucro líquido do período de apuração ajustado pelas adições, exclusões

ou compensações prescritas ou autorizadas pelo próprio RIR.

Ainda na dicção do Regulamento, a determinação do lucro real será precedida

da apuração do lucro líquido de cada período de apuração com observância das dis-

posições das leis comerciais. Esse conceito de lucro líquido é definido no art. 248:

Art. 248. O lucro líquido do período de apuração é a soma algébrica do lucro operacio-


nal (Capítulo V), dos resultados não operacionais (Capítulo VII), e das participações, e
deverá ser determinado com observância dos preceitos da lei comercial (Decreto-Lei n.
1.598, de 1977, art. 6º, § 1º, Lei n. 7.450, de 1985, art. 18, e Lei n. 9.249, de 1995,
art. 4º).

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Nesse sentido, temos que o lucro real é obtido a partir do lucro apurado na

contabilidade e posteriormente ajustado de acordo com os elementos definidos na

legislação.

Adições

As adições representam receitas que não foram consideradas na determinação

do lucro contábil, mas que, pela legislação do imposto de renda, deverá compor a

base de cálculo, ou despesas deduzidas e não permitidas pela legislação. Em outras

palavras, são as despesas deduzidas na apuração do lucro contábil, mas não per-

mitidas pela legislação tributária e os rendimentos tributáveis não contabilizados

no resultado.

De acordo com o Regulamento do Imposto de Renda, temos:

Art. 249. Na determinação do lucro real, serão adicionados ao lucro líquido do período


de apuração:
I – os custos, despesas, encargos, perdas, provisões, participações e quaisquer outros
valores deduzidos na apuração do lucro líquido que, de acordo com este Decreto, não
sejam dedutíveis na determinação do lucro real;
II  – os resultados, rendimentos, receitas e quaisquer outros valores não incluídos na
apuração do lucro líquido que, de acordo com este Decreto, devam ser computados na
determinação do lucro real.

Exclusões

As exclusões representam o inverso das adições, ou seja, são os valores consi-

derados na apuração do lucro contábil, mas que pela legislação do imposto não irão

compor a base de cálculo. Assim, as exclusões compreendem os valores de despe-

sas dedutíveis não abatidas na apuração do lucro contábil e os rendimentos utiliza-

dos que são tratados pela legislação como não tributáveis. Segundo o RIR/1999:

Art. 250. Na determinação do lucro real, poderão ser excluídos do lucro líquido do pe-
ríodo de apuração:

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I – os valores cuja dedução seja autorizada por este Decreto e que não tenham sido
computados na apuração do lucro líquido do período de apuração;
II – os resultados, rendimentos, receitas e quaisquer outros valores incluídos na apura-
ção do lucro líquido que, de acordo com este Decreto, não sejam computados no lucro
real;

Compensações

As compensações nada mais são que exclusões referentes a prejuízos fiscais

de períodos anteriores. Desse modo, o contribuinte que tiver prejuízo em período

anterior poderá compensar com o lucro ajustado auferido, limitado a 30% deste.

Exemplificando...

Imagine, por exemplo, que a empresa possui prejuízos fiscais de R$100.000,00 de

períodos anteriores e apresentou um lucro ajustado pelas adições e exclusões de

R$200.000,00. Neste caso, o lucro auferido poderia ser compensado até R$60.000,00

(30% de R$200.000,00). Sendo assim, o lucro real seria de R$140.000,00 e a

empresa teria um prejuízo de R$40.000,00 a compensar em exercícios futuros.

Pela literalidade do regulamento, temos que é possível compensar:

Art. 250.
III – o prejuízo fiscal apurado em períodos de apuração anteriores, limitada a compen-
sação a trinta por cento do lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões previstas
neste Decreto, desde que a pessoa jurídica mantenha os livros e documentos, exigidos
pela legislação fiscal, comprobatórios do prejuízo fiscal utilizado para compensação,
observado o disposto nos arts. 509 a 515.

De forma esquematizada, temos os seguintes ajustes ao lucro líquido para a

determinação do lucro real:

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O Regulamento do Imposto de Renda define de forma taxativa as pessoas ju-

rídicas que estão obrigadas a esta sistemática. Não se enquadrando em nenhuma

das hipóteses previstas, o contribuinte poderá optar pela tributação com base no

lucro presumido. Vejamos as situações em que haverá obrigatoriedade de tributa-

ção pelo lucro real:

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3.4.2.2. Lucro Presumido

O lucro presumido é uma forma simplificada para determinação da base de cál-

culo do imposto de renda.

Nesta modalidade de tributação, o contribuinte irá apurar a base de cálculo,

mediante a aplicação de percentuais definidos na legislação para cada tipo de ati-

vidade, que irão incidir sobre a receita bruta respectiva.

A lógica dessa forma de tributação é que, para cada tipo de atividade (comércio,

serviços etc.), há uma estimativa de qual percentual da receita bruta representa

lucro. Por exemplo, para o comércio de mercadorias, presume-se que o lucro repre-

senta 8% da receita bruta.

Ocorre que o lucro presumido acaba desconfigurando, de certa forma, a rela-

ção tributária, uma vez que pode haver pagamento do imposto sem a ocorrência

do fato gerador previsto no CTN, qual seja, o acréscimo patrimonial decorrente de

renda ou provento.

Isso acontece porque o contribuinte, ao optar pelo lucro presumido, está abrin-

do mão de apurar o lucro real, mediante o confronto das receitas e despesas, em

troca de sofrer uma tributação com menos formalidades e exigências se comparada

com a apuração do lucro real.

Imagine uma situação em que determinada empresa vendeu R$100.000,00 em

mercadorias, cujo custo das mercadorias vendidas (CMV) foi de R$90.000,00.

Pelo lucro real, a empresa teria um lucro de R$10.000,00. Essa seria a base de

cálculo do imposto de renda. Pelo lucro presumido, as despesas não seriam levadas

em consideração. A tributação ocorre pela aplicação do percentual de presunção,

de acordo com a atividade que originou aquela receita. Comércio tem o percentual

definido em 8%. Assim, teríamos:

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Receita Bruta = R$100.000,00

Presunção = 8%

Base de cálculo = R$100.000,00 x 8% = R$8.000,00

Perceba que para esta empresa é mais vantajoso optar pelo lucro presumido.

Agora imagine que, além do CMV, a empresa tivesse despesas dedutíveis de

R$15.000,00.

Pelo lucro real, não haveria imposto, já que a empresa apresentaria um prejuízo

de R$5.000,00. Contudo, pelo lucro presumido, a base de cálculo seria os mesmos

R$8.000,00, pois independe das despesas. A tributação leva em conta exclusiva-

mente a receita bruta.

3.4.2.3. Lucro Arbitrado

O lucro arbitrado é uma forma peculiar de apuração da base de cálculo do im-

posto de renda. Este sistema, dependendo de certas condições, é alternativo ao

lucro real ou presumido, os quais são os sistemas padrão.

Normalmente, o lucro arbitrado destina-se às empresas que não possuem es-

crituração contábil ou fiscal, ou incorrem em outra situação especificada nas hipó-

teses de arbitramento.

Vale notar que, dentre as modalidades permitidas para a apuração do Imposto

de Renda das Pessoas Jurídicas, o arbitramento feito de ofício é o recurso da fisca-

lização da Receita Federal quando se vê impossibilitada de aceitar ou de apurar o

lucro real da pessoa jurídica.

Por isso, o Conselho Administrativo de Recurso Fiscais, última instância do con-

tencioso administrativo no âmbito federal, tem reiteradamente decidido que essa

modalidade de tributação é excepcional e deve ser aplicada somente quando esgo-

tadas, de fato, as possibilidades de apuração do lucro real da pessoa jurídica.

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O lucro arbitrado corresponde ao lucro presumido majorado em 20%, nos ter-

mos do art. 532 do RIR/1999.

3.5. Contribuintes

O Código Tributário Nacional define os contribuintes do imposto de renda no seu

art. 45:

Art. 45. Contribuinte do imposto é o titular da disponibilidade a que se refere o artigo


43, sem prejuízo de atribuir a lei essa condição ao possuidor, a qualquer título, dos bens
produtores de renda ou dos proventos tributáveis.
Parágrafo único. A lei pode atribuir à fonte pagadora da renda ou dos proventos tributá-
veis a condição de responsável pelo imposto cuja retenção e recolhimento lhe caibam.

O CTN é bastante direto e simples ao afirmar que o contribuinte o imposto é o

titular da disponibilidade jurídica ou econômica de renda ou provento.

De modo idêntico ao estudo da base de cálculo, faz-se necessário analisar os

contribuintes em separado: pessoas físicas e pessoas jurídicas.

3.5.1. Contribuintes Pessoas Físicas

O Regulamento do Imposto de Renda define como contribuintes pessoas físicas

domiciliadas ou residentes no Brasil e também pessoas domiciliadas ou residentes

no exterior.

São contribuintes do IRPF todos os residentes ou domiciliados no Brasil que aqui

percebam rendimentos, até mesmo se este for originário de fonte no exterior, inde-

pendente de nacionalidade, sexo, idade ou até mesmo capacidade civil.

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Assim, se um jogador italiano for contratado por um time de futebol no Brasil,

seu rendimento estará sujeito ao IRPF. Da mesma forma, se ele for patrocinado

por uma empresa italiana que o pague mensalmente para usar seus produtos, terá

esses rendimentos tributados pelo IRPF.

Situação diferente ocorre com os não residentes no país. Para esses, vale o dis-

posto no art. 3º do RIR:

Art. 3º A renda e os proventos de qualquer natureza percebidos no País por residentes


ou domiciliados no exterior ou a eles equiparados, conforme o disposto nos arts. 22, §
1º, e 682, estão sujeitos ao imposto de acordo com as disposições do Livro III.

Observa-se que os não residentes apenas serão contribuintes se auferirem ren-

dimentos no Brasil, ou seja, para os rendimentos oriundos no exterior, valerá a

legislação tributária do país onde estiver situada a fonte pagadora.

Logo, temos:

3.5.2. Contribuintes Pessoas Jurídicas

O Regulamento do Imposto de Renda, em seu art. 146, disciplina a previsão do

CTN, dispondo que são contribuintes do IRPJ as pessoas jurídicas e as empresas

individuais.

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Art. 146. São contribuintes do imposto e terão seus lucros apurados de acordo com
este Decreto:
I – as pessoas jurídicas (Capítulo I);
II – as empresas individuais (Capítulo II).

No entanto, o conceito de pessoa jurídica é muito amplo e poderia gerar dúvidas

quanto ao enquadramento de muitas atividades.

Por esta razão, o próprio RIR cuida de estabelecer as definições de pessoa jurí-

dica, para fins de tributação do imposto de renda. Preceitua que são pessoas jurí-

dicas para efeito de aplicação das disposições do Regulamento as pessoas jurídicas

de direito privado domiciliadas no país, sejam quais forem seus fins, nacionalidade

ou participantes no capital.

Podemos, então, concluir que são consideradas pessoas jurídicas para fins de

incidência do IRPJ:

Além das pessoas jurídicas, são também contribuintes do IRPJ as empresas

individuais, eis que o art. 150 do Regulamento as equipara a pessoas jurídicas

para os efeitos do imposto de renda.

Podemos observar que são também contribuintes do IRPJ:

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4. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)

4.1. Princípios Específicos

A competência para a instituição do IPI está disposta o art. 153, IV, da Consti-

tuição Federal.

A própria Constituição determina a aplicação de princípios específicos ao IPI, a

saber: seletividade e não cumulatividade.

4.1.1. Seletividade (art. 153, § 3º, I)

De acordo com o art. 153, § 3º, I, da CF/88, o IPI será seletivo em função da

essencialidade do produto.

Seletividade significa aplicar alíquotas diferentes para diferentes produtos, a

depender da essencialidade de cada um. Para itens de primeira necessidade, alí-

quotas menores. Para os mais supérfluos, alíquotas mais expressivas.

Exatamente para conferir efetividade ao caráter extrafiscal do IPI, a Carta Mag-

na estabelece para o legislador ordinário a observância da seletividade. Isso signifi-

ca que as alíquotas poderão variar em função da essencialidade do produto. Dessa

forma, os itens de primeira necessidade terão alíquotas menores, ao passo que os

menos essenciais serão tributados de maneira mais gravosa.

4.1.2. Não Cumulatividade (art. 153, § 3º, I)

Outra determinação constitucional direcionada ao IPI é a não cumulatividade,

que consiste em uma técnica para evitar o ônus tributário muito elevado naqueles

tributos que incidem em várias etapas. Assim, exclui-se do tributo devido em cada

etapa o montante pago nas etapas anteriores, evitando a oneração do efeito cas-

cata (imposto sobre imposto), conforme estudamos na aula anterior.

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4.2. Fato Gerador

O Código Tributário Nacional define o fato gerador do IPI em seu art. 46:

Art. 46. O imposto, de competência da União, sobre produtos industrializados tem


como fato gerador:
I – o seu desembaraço aduaneiro, quando de procedência estrangeira;
II – a sua saída dos estabelecimentos a que se refere o parágrafo único do artigo 51;
III – a sua arrematação, quando apreendido ou abandonado e levado a leilão.
Parágrafo único. Para os efeitos deste imposto, considera-se industrializado o produto
que tenha sido submetido a qualquer operação que lhe modifique a natureza ou a fina-
lidade, ou o aperfeiçoe para o consumo.

Podemos perceber que a lei de normas gerais traçou três hipóteses de incidên-

cia para o imposto sobre produtos industrializados:

O Regulamento do IPI, em seu art. 2º, prevê que o imposto incide sobre produ-

tos nacionais ou estrangeiros. Já o campo de incidência, de acordo com o parágrafo

único do mesmo artigo, corresponde a todos os produtos com alíquota, ainda que

esta seja zero. Lembre-se que o IPI é tributo com caráter extrafiscal e, portanto,

a redução da alíquota a zero significa que o governo estará regulando algum setor

econômico ou estimulando algum comportamento nos contribuintes, a fim de de-

senvolver a economia do país.

Vejamos o teor do RIPI:

Art. 2º O imposto incide sobre produtos industrializados, nacionais e estrangeiros, obe-


decidas as especificações constantes da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos
Industrializados – TIPI.

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Parágrafo único. O campo de incidência do imposto abrange todos os produtos com


alíquota, ainda que zero, relacionados na TIPI, observadas as disposições contidas nas
respectivas notas complementares, excluídos aqueles a que corresponde a notação “NT”
(não-tributado)”

Assim, a notação NT deixa o produto fora do campo de incidência do imposto.

Vamos, então, esquematizar o art. 2º para não restar dúvida:

O campo de incidência do IPI está delimitado pela linha tracejada.

4.3. Base de cálculo

O Código Tributário Nacional define a base de cálculo do IPI em seu art. 47:

Art. 47. A base de cálculo do imposto é:


I – no caso do inciso I do artigo anterior, o preço normal, como definido no inciso II do
artigo 20, acrescido do montante:
a) do imposto sobre a importação;
b) das taxas exigidas para entrada do produto no País;
c) dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou dele exigíveis;
II – no caso do inciso II do artigo anterior:
a) o valor da operação de que decorrer a saída da mercadoria;
b) na falta do valor a que se refere a alínea anterior, o preço corrente da mercadoria, ou
sua similar, no mercado atacadista da praça do remetente;
III – no caso do inciso III do artigo anterior, o preço da arrematação.

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Vamos analisar cada uma das possibilidades da base de cálculo previstas no

CTN, que variam de acordo com o tipo de operação.

No caso do desembaraço aduaneiro, a base de cálculo será o valor normal de-

finido no art. 20 do CTN (base de cálculo do imposto de importação), acrescido do

próprio imposto de importação, das taxas exigidas na importação e dos encargos

cambiais. Já temos aqui uma informação muito importante: o imposto de importa-

ção compõe a base de cálculo do IPI.

Logo, é importante observamos o que dispõe o art. 20 do CTN acerca do valor

normal, base de cálculo do II, ou seja, o preço normal que o produto, ou seu si-

milar, alcançaria, ao tempo da importação, em uma venda em condições de livre

concorrência, para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no país.

Já no caso da saída de produtos dos estabelecimentos industriais ou equipara-

dos a industriais, a base de cálculo será o valor da operação de saída.

É importante observar que podem ocorrer operações de saída sem que seja

possível identificar com precisão o valor. Seria o caso, por exemplo de uma saída

gratuita.

Nessa situação, há que se observar a determinação do inciso II, alínea b, que

remete para o preço corrente da mercadoria, ou sua similar, no mercado atacadista

da praça do remetente.

No caso de produtos arrematados em leilão, a regra segue o mesmo do imposto

de importação: a base de cálculo será o valor da arrematação.

Assim, pela disciplina do CTN, que determina a base de cálculo de acordo com

o tipo de operação, temos:

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4.4. Contribuintes

O art. 51 do Código Tributário Nacional define que:

Art. 51. Contribuinte do imposto é:


I – O importador ou quem a lei a ele equiparar;
II – O industrial ou quem a lei a ele equiparar;
III – O comerciante de produtos sujeitos ao imposto, que os forneça aos contribuintes
definidos no inciso anterior;
IV – O arrematante de produtos apreendidos ou abandonados, levados a leilão.
Parágrafo único. Para os efeitos deste imposto, considera-se contribuinte autônomo
qualquer estabelecimento de importador, industrial, comerciante ou arrematante.

A definição de estabelecimento industrial vem estampada no art. 8º do RIPI,

nos seguintes termos:

Art. 8º Estabelecimento industrial é o que executa qualquer das operações referidas no


art. 4º, de que resulte produto tributado, ainda que de alíquota zero ou isento.

Verifica-se que o estabelecimento é considerado industrial, para fins de determi-

nação do sujeito passivo do IPI, quando executar qualquer uma das operações de

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industrialização previstas no RIPI, ou seja, transformação, beneficiamento, mon-

tagem, acondicionamento, reacondicionamento, renovação ou recondicionamento.

Devemos notar, ainda, que é considerado estabelecimento industrial aquele que

promova a saída de produtos mesmo se isentos ou de alíquota zero. Em outras

palavras, se uma montadora de veículos fabricar um veículo adaptado para porta-

dores de necessidades especiais, produto que é atingido pela isenção, ainda assim

será considerado contribuinte do imposto.

Então, meu(minha) amigo(a), guarde bem: a existência de produto que em re-

gra é tributado, ainda que isento ou beneficiado com alíquota zero, é fundamental

para a caracterização do estabelecimento industrial. Conforme já estudamos, o

campo de incidência do IPI abrange todos os produtos com alíquota na TIPI (Tabela

de Incidência do IPI), ainda que zero.

Conforme acabamos de ver, o estabelecimento industrial realiza uma das ope-

rações que configurem industrialização.

Entretanto, a legislação prevê para aquele que, embora não realize qualquer

operação de industrialização, a condição de contribuinte do IPI. É o caso do esta-

belecimento equiparado a industrial.

Esses estabelecimentos, embora não realizem a operação de industrialização,

guardam relação pessoal e direta com a situação que constitui fato gerador do IPI,

qual seja, promover a saída dos produtos industrializados.

Apesar de o importador não realizar qualquer operação de industrialização, a

legislação tributária o equipara a um estabelecimento industrial, exigindo-lhe o IPI

nas operações de importação que realizar, bem como na posterior saída do produto.

A incidência do IPI na importação revela um aspecto bastante interessante e

muito discutido ainda.

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Se não houver essa incidência na importação, certamente os produtos estran-

geiros estariam sendo beneficiados em detrimento dos produtos nacionais, que

acabariam sofrendo uma carga tributária mais elevada (claro que estamos descon-

siderando a incidência do imposto de importação).

Por esta razão, a legislação não faz distinção se o importador é pessoa física ou

jurídica. Se houver a entrada no território nacional de um produto industrializado,

haverá a incidência do IPI. Como vimos, o art. 24, I do RIPI, cuja redação advém

da Lei n. 4.502/1964, assim determina: “equiparam-se a estabelecimento produ-

tor, para todos os efeitos desta lei os importadores...”

Jurisprudência

Por outro lado, o STF vinha decidindo reiteradamente que o IPI não deveria in-

cidir na importação efetuada por pessoa física, defendendo o entendimento de que,

havendo a incidência nessa ocasião, a não cumulatividade não estaria sendo obser-

vada, o que seria uma ofensa à determinação constitucional de sua observância ao

IPI em todas as operações. Vejamos como entendia a Corte Suprema:

IPI. IMPORTAÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. PESSOA FÍSICA. USO PRÓPRIO. 1. Não


incide o IPI em importação de veículo automotor, para uso próprio, por pessoa física.
Aplicabilidade do princípio da não-cumulatividade. Precedente. Agravo regimental a que
se nega provimento. (STF, 2ª T., AgRRE 501.773/SP, Rel. Min. Eros Grau, jun/2008)

Por outro lado, já havia posicionamento doutrinário entendendo pela incidência

do IPI. A Corte Suprema seguiu a mesma linha de raciocínio defendida abaixo, ve-

jamos:

Considerando-se que sobre o produto industrializado no Brasil incide o IPI admitir a não
incidência do imposto para o produto produzido no exterior e importado por consumidor
brasileiro resultaria em uma gravíssima discriminação inversa... compreende-se, assim,
não só a legitimidade da incidência do IPI nas importações de produtos industrializados

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mas também a sua necessidade, como forma de impedir a discriminação inversa con-
tra os produtores nacionais. (TROIANELLI, Gabriel Lacerda. A não-incidência de IPI na
importação de bem mediante ‘leasing’ sem opção de compra. RDDT 154, jul/08, p. 40)

Essa discussão sobre a incidência do IPI na importação efetuada por pessoas

físicas tende a se pacificar em virtude de nova decisão do STF sobre a importação

de veículos por pessoa física, mudando o entendimento da Corte.

Por maioria, o STF entendeu que incide o IPI na importação de automóveis

por pessoas físicas para uso próprio. A decisão foi tomada no julgamento do RE

723.651, com repercussão geral reconhecida, no qual um contribuinte questionou

decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que manteve a cobrança do tri-

buto.

Segundo o entendimento adotado pela maioria dos ministros, a cobrança do

IPI não afronta o princípio da não cumulatividade nem implica bitributação. A ma-

nutenção de sua incidência, por outro lado, preserva o princípio da isonomia, uma

vez que promove igualdade de condições tributárias entre o fabricante nacional, já

sujeito ao imposto em território nacional, e o fornecedor estrangeiro.

4.5. Extrafiscalidade do IPI

O IPI, apesar de apresentar atualmente uma arrecadação bastante expressiva,

foi criado como predominantemente extrafiscal. Por esta razão, figura como exce-

ção à aplicação de alguns princípios constitucionais, em função da necessidade de

alguma ação mais eficaz do Poder Executivo, o que requer, por exemplo, os efeitos

imediatos das alterações promovidas.

Assim, o IPI configura exceção à aplicação dos princípios da legalidade e da an-

terioridade.

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Contudo, deve obediência ao princípio da anterioridade nonagesimal. Por isso,

sua majoração apenas terá efeitos após decorridos 90 dias da publicação da lei.

Vejamos uma questão bastante interessante sobre esse aspecto.

2. (ESAF/ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL/2009) “A re-

dução do Imposto sobre Produtos Industrializados − IPI para geladeiras, fogões,

máquinas de lavar e tanquinhos, produtos da linha branca, que encerraria no pró-

ximo dia 31, foi prorrogada por mais três meses. A partir de 10 de novembro entra

em vigor uma nova tabela cujas alíquotas passam a ser estabelecidas com base na

eficiência energética dos produtos, de acordo com a classificação do Programa Bra-

sileiro de Etiquetagem, coordenado pelo Inmetro. O anúncio foi feito nesta quinta-

-feira pelo ministro da Fazenda Guido Mantega. “Nós estamos desonerando mais os

produtos que consomem menos energia”, explicou. A medida vale até 31 de janeiro

de 2010. Segundo ele, as geladeiras, que antes do IPI baixo tinham uma alíquota

de 15%, e recuou para 5%, poderão manter essa mesma alíquota reduzida, mas

somente para os produtos da chamada classe “A”, ou seja, com menor consumo de

energia. As geladeiras da classe “B” passarão a ter uma alíquota de 10% e o res-

tante voltará a ter um IPI de 15%.” (Extraído do site www.fazenda.gov.br, notícia

de 29.10.2009).

Na notícia acima, identificamos um importante aspecto do IPI – Imposto sobre

Produtos Industrializados. Assinale, entre as opções que se seguem, aquela que

explica e justifica tal aspecto, isto é, somente aquele que a notícia mencionada

destacou.

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a) Por meio da seletividade, pode-se tributar com alíquotas diferenciadas produtos

de acordo com o seu grau de essencialidade.

b) A notícia demonstra a aplicabilidade do princípio constitucional da capacidade

tributária, pois estabelece alíquotas diferenciadas para as diversas categorias de

geladeiras existentes no mercado.

c) O IPI constitui uma exceção à regra geral da legalidade, já que o Poder Execu-

tivo pode, a qualquer momento, baixar ou restabelecer as suas alíquotas.

d) A não-cumulatividade, outra característica do IPI, visa impedir que as incidên-

cias sucessivas nas diversas operações da cadeia econômica de um produto im-

pliquem um ônus tributário muito elevado, decorrente da múltipla tributação da

mesma base econômica.

e) A extrafiscalidade consiste na possibilidade de, por meio de alíquotas diferen-

ciadas, estimular-se determinado comportamento por parte da indústria e, conse-

quentemente, dos consumidores.

Letra e.

Esta é uma questão em que o examinador busca verificar o conhecimento das

características inerentes ao IPI. No caso em questão, podemos observar que as

alterações ocorridas no imposto (redução das alíquotas) não visam ao aumento

da arrecadação, mas ao estímulo do consumo de determinados bens, aqueles que

consomem menos energia elétrica.

Trata-se, portanto, do caráter extrafiscal do tributo. Nesse aspecto o tributo é uti-

lizado como forma de regular algum setor econômico ou social.

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4.6. Bens de Capital

Em primeiro lugar, devemos aprender o que se entende por bens de capital.

Bem de capital é aquele que tem por finalidade produzir outros bens, como má-

quinas e equipamentos, por exemplo. Os bens de capital não são incorporados ao

produto final, apenas o produzem.

Sendo o IPI um imposto que incide sobre os produtos industrializados, ou seja,

aquele decorrente de uma das modalidades de industrialização, é natural que para

que ocorra o fato gerador do IPI, o contribuinte, em regra, deve possuir máquinas

e equipamentos para que possa produzir.

Com base na premissa de que só haverá fato gerador do IPI se houver aquisição

de bens de capital (para produzir outros bens, dentre eles os produtos sujeitos ao

IPI), a EC n. 42/2003 inseriu o inciso IV ao § 3º, do art. 153 da CF). Vejamos:

§ 3º. O imposto previsto no inciso IV (IPI):


[...]
IV – terá reduzido seu impacto sobre a aquisição de bens de capital pelo contribuinte do
imposto, na forma da lei.

Devemos observar que o próprio dispositivo constitucional remete ao legislador

ordinário a definição da forma em que o impacto da tributação será reduzido. Daí,

podemos depreender que a aplicabilidade desse preceito constitucional depende de

lei, e lei em sentido estrito.

Por esta razão, não poderíamos dizer que a redução das alíquotas por ato do

Executivo seria uma ação de redução de impacto em obediência ao dispositivo

constitucional em comento. Entretanto, a previsão legal para que o Executivo possa

reduzir as alíquotas por ato próprio seria uma dessas ações.

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Assim, ainda que de forma indireta, a redução das alíquotas por ato do Poder

Executivo pode ser uma ação de redução do impacto do IPI sobre a aquisição de

bens de capital. Outras medidas podem ser adotadas a fim de atender à determi-

nação constitucional.

5. Imposto sobre Operações de Crédito, Seguro ou Relativas a


Títulos ou Valores Mobiliários (IOF)

5.1. Extrafiscalidade

A competência para a instituição do IOF está disposta o art. 153, V, da Consti-

tuição Federal.

O imposto é preponderantemente extrafiscal e, por isso, constitui exceção aos

princípios da legalidade, da anterioridade anual e nonagesimal.

5.2. Fato Gerador

O IOF tem seu fato gerador definido no art. 63 do Código Tributário Nacional:

Art. 63. O imposto, de competência da União, sobre operações de crédito, câmbio e se-


guro, e sobre operações relativas a títulos e valores mobiliários tem como fato gerador:
I – quanto às operações de crédito, a sua efetivação pela entrega total ou parcial do
montante ou do valor que constitua o objeto da obrigação, ou sua colocação à disposi-
ção do interessado;
II – quanto às operações de câmbio, a sua efetivação pela entrega de moeda nacional
ou estrangeira, ou de documento que a represente, ou sua colocação à disposição do
interessado em montante equivalente à moeda estrangeira ou nacional entregue ou
posta à disposição por este;
III – quanto às operações de seguro, a sua efetivação pela emissão da apólice ou do
documento equivalente, ou recebimento do prêmio, na forma da lei aplicável;
IV – quanto às operações relativas a títulos e valores mobiliários, a emissão, transmis-
são, pagamento ou resgate destes, na forma da lei aplicável.

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Podemos perceber que apesar de termos quatro possibilidades para o fato ge-

rador do IOF, o entendimento é bastante simples.

Nas operações de crédito, ocorre o fato gerador quando o empréstimo ou

financiamento é concretizado pela disponibilização do valor ou do bem para o

contratante.

Nas operações de câmbio, ocorre da mesma forma. O fato gerador se concre-

tiza com a entrega ao interessado do montante em moeda objeto do câmbio.

Nas operações de seguro, o fato gerador resta caracterizado com a emissão

da apólice ou pelo recebimento do prêmio. Bastante atenção, pois o prêmio do

seguro é o valor pago pelo contratante (segurado). Assim, quando alguém contra-

ta um seguro para o seu veículo, o valor cobrado pela seguradora é chamado de

prêmio. Não se confunde com o valor recebido pelo segurado em caso de sinistro.

Assim, com o pagamento do prêmio (no momento da contratação) ou com a

emissão da apólice ocorre o fato gerador do IOF.

Nas operações que envolvem títulos e valores mobiliários, ocorre o fato

gerador do IOF na emissão do título, na sua transmissão, no pagamento ou no

resgate dos valores.

Há alguns anos havia a incidência do IOF sobre os rendimentos obtidos em ca-

derneta de poupança. O STF após vários julgamentos a respeito do tema, fixou seu

entendimento na Súmula n. 664:

Súmula 664 do STF


É inconstitucional o inciso V do art. 1º da Lei n. 8.033/1990, que instituiu a
incidência do imposto nas operações de crédito, câmbio e seguros – IOF sobre
saques efetuados em caderneta de poupança.

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5.3. Base de Cálculo

A base de cálculo do IOF é definida no art. 64 do CTN, nos seguintes termos:

Art. 64. A base de cálculo do imposto é:


I – quanto às operações de crédito, o montante da obrigação, compreendendo o prin-
cipal e os juros;
II – quanto às operações de câmbio, o respectivo montante em moeda nacional, rece-
bido, entregue ou posto à disposição;
III – quanto às operações de seguro, o montante do prêmio;
IV – quanto às operações relativas a títulos e valores mobiliários:
a) na emissão, o valor nominal mais o ágio, se houver;
b) na transmissão, o preço ou o valor nominal, ou o valor da cotação em Bolsa, como
determinar a lei;
c) no pagamento ou resgate, o preço.

A base de cálculo do IOF corresponde, em regra, ao montante da operação

de crédito, câmbio, seguro ou relativa a títulos e valores mobiliários, podendo ser

usado o valor da cotação em bolsa, nos casos de transmissão de títulos ou valores

mobiliários.

5.4. O IOF e o Ouro como Ativo Financeiro ou Instrumento


Cambial

O ouro normalmente é tratado como mercadoria, comercializado para diversas

aplicações, tais como joias, relógios etc. Entretanto, o ouro também é utilizado

como moeda (ativo financeiro ou instrumento cambial).

O tratamento que deve ser conferido ao ouro, quando definido em lei como ativo

financeiro ou instrumento cambial, está previsto no art. 153, § 5º, da Constituição

Federal.

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Segundo o dispositivo constitucional, quando definido em lei como ativo finan-

ceiro ou instrumento cambial, o ouro sujeita-se exclusivamente à incidência do

imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre operações relativas

a títulos e valores mobiliários, devido na operação de origem.

Estabelece ainda que a alíquota mínima do IOF será de 1%, assegurada a

transferência de 30% do montante da arrecadação para o Estado, o Distrito Federal

ou o Território, conforme a origem, e de 70% do montante da arrecadação para o

Município de origem.

Assim, o valor arrecadado com o IOF incidente sobre o ouro ativo financeiro ou

instrumento cambial é completamente repassado aos Estados, DF e Municípios.

Bastante atenção em questões de prova, pois as bancas costumam elaborar

assertivas informando que a alíquota máxima é de 1%. O correto é que essa é a

alíquota mínima, nas operações com ouro ativo financeiro.

5.5. Contribuintes

O Código Tributário Nacional define em seu art. 66:

Art. 66. Contribuinte do imposto é qualquer das partes na operação tributada, como


dispuser a lei.

Logo, não apenas a pessoa que contrata a operação pode ser definida pela

lei como contribuinte. A instituição financeira, a seguradora e a empresa de

câmbio também poderão ser sujeitos passivos da obrigação tributária.

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6. Imposto Territorial Rural (ITR)

6.1. Extrafiscalidade e Progressividade

A competência para a instituição do ITR está disposta o art. 153, VI, da Cons-

tituição Federal.

No § 4º do mesmo artigo, a Constituição Federal estabelece que o ITR será pro-

gressivo. Conforme já estudamos, a progressividade ocorre quando as alíquotas

aumentam à medida que a base de cálculo aumenta, revelando intima ligação com

a capacidade contributiva.

Acontece que a progressividade do ITR revela relação com a extrafiscalidade,

eis que a elevação das alíquotas se dá em função da não utilização do solo, ou seja,

quanto mais improdutivo for o imóvel.

Apesar de apresentar esse viés extrafiscal quanto à produtividade da terra, o

ITR não figura como exceção a nenhum dos princípios constitucionais.

6.2. Fato Gerador

O CTN em seu art. 29 define o fato gerador do ITR:

Art. 29. O imposto, de competência da União, sobre a propriedade territorial rural tem


como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza,
como definido na lei civil, localização fora da zona urbana do Município.

O ITR incide sobre a propriedade territorial. Significa que não atinge as constru-

ções e benfeitorias, atingindo tão somente o terreno. Isso é confirmado pelo CTN

ao definir que o fato gerador é a propriedade, ou domínio útil ou a posse de imóvel

por natureza.

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Devemos destacar ainda a imunidade conferida às pequenas glebas rurais, so-

bre as quais não ocorre o fato gerador do imposto.

O Decreto 4.382/2002, Regulamento do ITR, define pequena gleba rural para

fins de gozo da imunidade:

Art. 3º
§ 1º. Pequena gleba rural é o imóvel com área igual ou inferior a:
I – cem hectares, se localizado em município compreendido na Amazônia Ocidental ou
no Pantanal mato-grossense e sul-mato-grossense;
II – cinquenta hectares, se localizado em município compreendido no Polígono das Se-
cas ou na Amazônia Oriental.
III – trinta hectares, se localizado em qualquer outro município.

Assim, o imóvel com área inferior a 30 hectares é considerado pequena gleba

rural para fins de imunidade ao ITR, seja qual for sua localização.

O regulamento estabelece ainda, em seu art. 2, § 1º, que o ITR incide sobre a pro-

priedade rural declarada de utilidade ou necessidade pública, ou interesse social,

inclusive para fins de reforma agrária. Atenção, pois as bancas costumam ex-

cluir os imóveis declarados de interesse social para fins de reforma agrária, o que

estaria incorreto.

Por fim, há que se observar que, para fins de incidência do ITR, se faz neces-

sário identificar se o imóvel é rural ou urbano. Nesse último caso, não haveria a

incidência do ITR mas do IPTU, que estudaremos em detalhes na próxima aula.

Veremos as características para que o imóvel seja considerado urbano. Os crité-

rios são referentes à localização, cujos elementos são descritos no art. 32 do CTN.

Desse modo, os imóveis que atendam aos requisitos previstos no Código serão

considerados urbanos e sujeitos, portanto, ao IPTU.

Por exclusão, teríamos os imóveis rurais, ou seja, aqueles que não atendem aos

requisitos do art. 32 do CTN. Entretanto, devemos atentar para o disposto no art.

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15 do Decreto-Lei n. 15/1967. Segundo o dispositivo, incide o ITR sobre o imóvel

que, comprovadamente, seja utilizado em exploração extrativa vegetal, agrícola,

pecuária ou agroindustrial.

Logo, para fins de incidência do ITR, há que se observar tanto o aspecto geo-

gráfico, identificando os imóveis rurais por exclusão do conceito de imóvel urbano,

como pela destinação do imóvel, sendo considerados rurais aqueles que sejam uti-

lizados em atividades consideradas rurais.

6.3. Base de Cálculo

O CTN define a base de cálculo do ITR em seu art. 30, nos seguintes termos:

Art. 30. A base do cálculo do imposto é o valor fundiário.

O conceito de valor fundiário (terra nua) está expresso no art. 32 do Regula-

mento do ITR:

Art. 32. O Valor da Terra Nua – VTN é o valor de mercado do imóvel, excluídos os va-
lores de mercado relativos a:
I – construções, instalações e benfeitorias;
II – culturas permanentes e temporárias;
III – pastagens cultivadas e melhoradas;
IV – florestas plantadas

Essa previsão do Regulamento confirma o fato gerador que acabamos de es-

tudar, ou seja, o imposto incide apenas sobre o valor da terra, não considerando

construções ou a existência de outros elementos, ainda que naturais, que tenham

sofrido a influência do homem, como é o caso das plantações.

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6.4. Contribuintes

Os contribuintes do ITR estão definidos no art. 31 do CTN:

Art. 31. Contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular de seu domínio


útil, ou o seu possuidor a qualquer título.

Há muitas críticas doutrinárias em relação à definição de titulares de outros di-

reitos sobre o imóvel que não seja simplesmente a posse.

O argumento é de que o imposto tributa a manifestação de riqueza do contri-

buinte. Assim, atribuir a condição de contribuinte a terceiros que não manifestem

riqueza não seria razoável. O STJ tem se manifestado favorável a essa tese.

Em se tratando de prova de concurso, entretanto, devemos considerar válida a

disposição do CTN.

7. Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF)

Apesar da competência para instituir impostos sobre grandes fortunas, prevista

no art. 153, VII, da Constituição Federal, a União nunca se valeu dessa prerrogativa

e até hoje o imposto não foi instituído.

Há que se observar que, ao se valer dessa competência, a União deverá editar

lei complementar para instituir o imposto.

8. Demais Impostos

Conforme já estudamos na aula anterior, além dos impostos discriminados aci-

ma, a União detém a competência para instituir novos impostos, com fundamento

na sua competência residual, e impostos extraordinários de guerra.

Esses impostos foram detalhados na aula anterior.

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9. Empréstimos Compulsórios

A Constituição Federal prevê, em seu art. 148:

Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compul-


sórios:
I – Para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de
guerra externa ou sua iminência;
II – No caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacio-
nal, observado o disposto no art. 150, III, b.
Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será
vinculada à despesa que fundamentou sua instituição.

9.1. “Empréstimo” É Tributo?

Além da própria Constituição Federal tratar como “empréstimo”, o CTN, em

complemento, dispõe em seu art. 15, parágrafo único, que a lei fixará obrigatoria-

mente o prazo do empréstimo e as condições de seu resgate, observando, no que

for aplicável, o disposto no próprio Código.

Por se tratar de algo temporário e restituível, certa controvérsia surgiu acerca

da natureza tributária dos empréstimos compulsórios. Uma parcela da doutrina

defendia que por se tratar de algo restituível, com fundamento no art. 81 do CTN,

estaria afastada a natureza tributária dos empréstimos compulsórios.

No entanto, devemos lembrar que, para ser considerado tributo, a prestação

deve atender às exigências do art. 3º do CTN. Analisando as características do

empréstimo compulsório, constatamos que ele atende ao disposto no art. 3º do

Código Tributário Nacional, sendo considerado, portanto, tributo.

Com o advento da CF/88 e após decisões do STF defendendo a natureza tribu-

tária dos empréstimos compulsórios, essa teoria doutrinária perdeu força.

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9.2. Situações Autorizadoras x Fato Gerador

De início, vale uma observação muito importante. A CF/88 estabelece a compe-

tência para a União, exclusivamente, instituir empréstimos compulsórios nos casos

de calamidade pública, guerra externa ou sua iminência e investimento público de

caráter urgente. Entretanto, não são estes os fatos geradores do empréstimo com-

pulsório. Essas são as circunstâncias que, uma vez ocorrendo, autorizam a União

a editar lei criando tal espécie tributária.

A Constituição Federal nada diz quanto aos possíveis fatos geradores, de modo

que a União iria defini-los na própria lei instituidora do tributo.

9.3. Veículo Normativo para a Instituição

Além de ser de competência exclusiva da União, os empréstimos compulsórios

somente podem ser instituídos mediante lei complementar. Por conseguinte, leis

ordinárias ou medidas provisórias não são instrumentos válidos para a criação do

empréstimo compulsório.

9.4. Destino da Arrecadação

Com efeito, o próprio texto constitucional definiu o empréstimo compulsório

como um tributo de arrecadação vinculada, ao estabelecer que os recursos ar-

recadados deverão ser aplicados na despesa que autorizou a sua instituição.

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9.5. Princípio da Anterioridade

Outro ponto que merece destaque é o final do inciso II do art. 148. Vamos en-

tendê-lo.

Ao definir que a União pode instituir empréstimos compulsórios no caso de in-

vestimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, determina

que seja observado o princípio da anterioridade. Assim, uma vez instituído o tributo

para atender a essa finalidade, não poderia ser cobrado de imediato.

O texto constitucional nada determina no caso da instituição para atender as

despesas decorrentes de calamidade pública, guerra externa ou sua iminên-

cia. Assim, em uma interpretação a contrario sensu, temos que a instituição de

empréstimos compulsórios nessa situação, tem efeitos imediatos, não devendo

obediência à anterioridade.

Vamos resumir as características do empréstimo compulsório e em seguida re-

solver uma questão sobre o assunto.

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Em questões de concursos públicos, geralmente se cobram as características

gerais do empréstimo compulsório ou a discussão acerca da sua natureza tributá-

ria, como comentamos acima. Vejamos:

3. (ESAF/ANALISTA JURÍDICO/SEFAZ-CE/2007) Sobre os empréstimos compulsó-

rios, espécie de tributo da competência da União, é incorreto afirmar-se que

a) podem ser instituídos para atender a despesas extraordinárias decorrentes de

calamidade pública.

b) podem ser instituídos para o custeio de investimento público de caráter urgente.

c) depende a sua instituição, em alguns casos, da edição de lei complementar.

d) a aplicação dos recursos provenientes da sua arrecadação será integralmente

vinculada à despesa que tenha fundamentado a sua instituição.

e) poderão, ou não, sujeitar-se ao princípio constitucional da anterioridade (con-

forme a hipótese que tenha motivado a sua instituição).

Letra c.

Questão que cobra o conhecimento das características dos empréstimos compulsó-

rios, definidos no art. 148 da CF.

Os empréstimos compulsórios, além da competência exclusiva da União, necessi-

tam a edição de lei complementar em QUALQUER HIPÓTESE.

As letras a, b e d correspondem à literalidade do texto constitucional.

Na letra e, os empréstimos compulsórios, quando instituídos para cobrir as des-

pesas com investimento público urgente e de relevante interesse nacional devem

obediência ao princípio da anterioridade. Porém, nos casos de calamidade pública,

guerra externa ou sua iminência, a observância ao princípio é dispensada.

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10. Contribuições Especiais

Há situações em que o Estado atua em atenção a um determinado grupo de con-

tribuintes. Não se trata de uma ação genérica, a toda coletividade, a ser custeada

mediante a imposição de impostos. Também não configura uma ação específica e

divisível que enseje a cobrança de taxa, mas ações com finalidades determinadas,

estabelecidas na própria Constituição Federal como situações a serem custeadas

mediante uma forma específica de tributação: a contribuição.

Vejamos o que diz a CF/88 em seu art. 149:

Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de interven-


ção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas,
como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts.
146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às
contribuições a que alude o dispositivo.

Observamos que a CF autoriza a União, e somente ela, a instituir as seguintes

contribuições:

• contribuições sociais;

• contribuições de intervenção no domínio econômico (CIDE); e

• contribuições de interesse das categorias profissionais ou econômicas.

Nessa linha, a partir do disposto no caput do art. 149, podemos assinalar duas

observações importantes. A primeira diz respeito à competência exclusiva da

União para instituir as contribuições. Essa é a regra geral, que, conforme estuda-

mos na aula anterior, comporta duas exceções: a contribuição previdenciária

dos servidores públicos e a COSIP.

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A segunda observação vale para explicar que não cabe chamar as contribuições
previstas no art. 149 de “contribuições sociais”, como gênero, uma vez que a pró-
pria Constituição as classifica no mesmo nível das contribuições interventivas e das
de interesse das categorias. Por isso, convém denominar essas contribuições de
“especiais”.
Perceba, até pela denominação das espécies de contribuição, que a CF/88 lhes
confere uma finalidade específica, ou seja, elas devem ser criadas para atender
uma finalidade, voltada para um grupo específico de contribuintes. Por exemplo, as
contribuições de interesse das categorias profissionais ou econômicas devem ser
direcionadas em prol destas categorias. Daí a importância de se avaliar o destino
da arrecadação dessas contribuições, pois isso é um requisito constitucional para
a sua validade.
Por este motivo, a lei que instituir determinada contribuição deve, além de pre-
ver a finalidade específica deste tributo, conferir um destino à sua arrecadação de
forma a se atingir a finalidade prevista. Do contrário, perderia a sua validade.

10.1. Contribuições Sociais

No julgamento do RE 138.284/CE, o STF desdobra a classificação das contri-


buições sociais em três subespécies, de acordo com o voto do Relator, Min. Carlos
Veloso:
O citado artigo 149 institui três tipos de contribuições:
a) contribuições sociais,
b) de intervenção,
c) corporativas.
As primeiras, as contribuições sociais, desdobram-se, por sua vez, em
a.1) contribuições de seguridade social,
a.2) outras de seguridade social e
a.3) contribuições sociais gerais.”

Vejamos cada uma delas.

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10.1.1. Contribuições para a Seguridade Social

As contribuições para a Seguridade Social devem ser instituídas a fim de cobrir

os gastos com a previdência social, assistência social e saúde, uma vez que estes

são os componentes da seguridade, nos termos do art. 194 da CF.

O financiamento da Seguridade é suportado por toda a sociedade, o que revela

o seu caráter solidário. Isso significa que as contribuições que estudaremos a se-

guir podem ser pagas por pessoas físicas ou jurídicas, ainda que não sejam bene-

ficiários da Seguridade Social. Todos suportam o custo do sistema.

Leandro Paulsen, em lição lapidar, resume o caráter solidário do financiamento

da Seguridade:

De fato, o art. 195 da Constituição, ao trazer normas especiais aplicáveis às contribui-


ções de seguridade social, destaca a obrigação de todos em face da dimensão, relevân-
cia e prioridade da ação do Poder Público quanto à saúde, à assistência e à previdência.
Ao dizer do financiamento da seguridade social por toda a sociedade, o art. 195 revela
o seu caráter solidário... Com isso, podem as pessoas físicas e jurídicas ser chamadas
ao custeio independentemente de terem ou não relação direta com os segurados ou
de serem ou não destinatárias de benefícios. Os incisos do art. 195, aliás, bem reve-
lam essa referibilidade ampla, mormente em face da EC n. 42/03, pois não apenas os
trabalhadores e demais segurados (inciso II) são chamados ao custeio do sistema de
seguridade, mas também as empresas (inciso I) e os importadores (inciso IV), além
de estar prevista a contribuição sobre o concurso de prognósticos (inciso III). A referi-
bilidade ampla expressamente estabelecida pelo art. 195 da Constituição autoriza que
toda a sociedade seja chamada ao seu custeio. (PAULSEN, Leandro. Direito Tributário:
Constituição e Código Tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 15ª ed. Livraria
do Advogado, 2013, p. 475)

No art. 195, a Constituição estabelece as bases de onde poderão ser cobradas

as contribuições para a Seguridade. São elas:

Contribuição do empregador, da empresa e da entidade a ela equipara-

da, incidente sobre: a redação original do art. 195, I, remetia a obrigatoriedade

apenas ao empregador. Porém, após reiteradas decisões do STF reconhecendo a

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incidência também sobre as demais empresas não empregadoras, a EC n. 20 alte-


rou o dispositivo para a redação atual. Assim, a contribuição é paga pelos empre-
gadores e por aqueles equiparados por lei.
Vejamos o entendimento do STF:

Esta Corte firmou o entendimento de que o termo ‘empregadores’, contido no art. 195,
I, em sua redação original, não pode ser interpretado estritamente, pois as contribui-
ções para a seguridade social assentam na solidariedade geral, conforme o caput do
mencionado artigo. Por isso, a nova redação do inciso I do art. 195, conforme a EC
20/1998, apenas explicitou o que o constituinte originário já previa. (RE 585.181-AgR-
-segundo, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 31-8-2010, Segunda Turma, DJE
de 8-10-2010.)

A folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou credita-


dos, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem
vínculo empregatício: temos aqui a contribuição previdenciária a cargo da em-
presa ou contribuição previdenciária patronal (CPP).
Além da contribuição de cada trabalhador na qualidade de segurado, a empresa
ou empregador deverão contribuir obrigatoriamente para o regime de previdência.

A Receita ou o Faturamento
Trata-se aqui do PIS e da COFINS, contribuições de grande relevância na arre-
cadação federal, eis que incidem diretamente sobre a receita bruta das empresas.
Inicialmente o texto constitucional previa tal contribuição apenas sobre o fatu-
ramento, o que afastava sua incidência sobre receitas não decorrentes da atividade
principal da empresa, como receitas não operacionais.
Por este motivo, a Lei n. 9.718/1998 teve seu art. 3º, § 1º, declarado inconsti-
tucional, por exceder o conceito constitucional de receita, ao instituir a contribuição
sobre a receita bruta, assim considerada a totalidade das receitas auferidas pela
empresa.

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Para o STF, a contribuição não poderia alargar a base prevista no texto consti-

tucional. Nessa linha, a COFINS apenas poderia tributar a receita correspondente à

venda de mercadorias e serviços.

Com a Emenda Constitucional n. 20/1998, o tema foi pacificado, pois a CF pas-

sou a permitir a incidência das contribuições sobre a receita ou o faturamento.

A contribuição para o PIS e a COFINS apresentam uma legislação complexa que

envolve dois regimes de tributação (cumulativo e não cumulativo) e sempre ense-

jaram muitas discussões judiciais, especialmente devido às controvérsias acerca do

enquadramento dos valores no conceito legal de faturamento.

Uma das grandes discussões era sobre a incidência do PIS e da COFINS sobre

o total do faturamento, englobando aí o ICMS destacado na nota fiscal. O ICMS é

tributo cobrado “por dentro”, ou seja, ele compõe a sua própria base de cálculo, e

quando uma empresa aufere a receita, destaca daquele valor a quantia referente

ao imposto para repasse à fazenda estadual.

Por conseguinte, não representa faturamento da empresa, mas valores do Es-

tado, cujo recolhimento é de responsabilidade do contribuinte. E é justamente aí

que reside a controvérsia: se o ICMS não representa faturamento da empresa, mas

valores que pertencem ao fisco estadual, como podem incidir PIS e COFINS?

Por maioria de votos, o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que o ICMS

não integra a base de cálculo das contribuições (PIS e COFINS). Ao finalizar o julga-

mento do Recurso Extraordinário (RE574706), com repercussão geral reconhecida,

os ministros entenderam que o valor arrecadado a título de ICMS não se incorpora

ao patrimônio do contribuinte e, dessa forma, não pode integrar a base de cálculo

dessas contribuições, que são destinadas ao financiamento da seguridade social.

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O Lucro

Tem-se aqui a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), que irá onerar

o lucro das empresas juntamente com o imposto de renda. Trata-se, pois, de hipó-

tese de bis in idem, expressamente permitida na própria Constituição Federal.

Apesar de aparentemente termos a incidência sobre uma mesma base econômi-

ca (o lucro), a base de cálculo da CSLL não é idêntica ao do IRPJ, havendo distinção

entre alguns ajustes previstos na legislação específica de cada tributo.

Contribuição do trabalhador e demais segurados da previdência social:

trata-se da contribuição para a seguridade social, na qualidade de segurado.

O trabalhador e demais segurados contribuirão para o regime de previdência, de

modo que estejam resguardados em caso de infortúnio, além de compor o fundo

que irá garantir a sua aposentadoria.

Contribuição sobre a receita de concursos de prognósticos: concursos

de prognósticos são as loterias e os jogos autorizados. Quando do recebimento do

prêmio, o apostador recebe o valor líquido, após a retenção da contribuição.

Contribuição do importador de bens ou serviços do exterior: tem-se aqui

o PIS e a COFINS importação, contribuições instituídas pela Lei n. 10.865/2004.

Tais contribuições incidem sobre a importação de produtos e serviços do ex-

terior, alcançado, portanto, tanto mercadorias, como quaisquer outros bens, seja

qual for a sua destinação.

A CF prevê, ainda, a aplicação do princípio da capacidade contributiva a

essas contribuições, ao estabelecer que as contribuições sociais previstas no inciso

I do caput poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas, em razão da

atividade econômica, da utilização intensiva de mão de obra, do porte da empresa

ou da condição estrutural do mercado de trabalho.

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10.1.2. Demais Contribuições Sociais

O § 4º, do art. 195 define que a lei poderá instituir outras fontes destinadas a

garantir a manutenção ou expansão da Seguridade Social. Prevê aqui a competên-

cia da União para instituir a demais contribuições sociais. Trata-se da competência

residual para instituir novas contribuições, tema que estudamos na aula anterior.

10.1.3. Contribuições Sociais Gerais

De acordo com o STF, as contribuições sociais gerais são aquelas destinadas

à atuação da União na área social, não contempladas no conceito de Seguridade

Social, como o salário educação e as contribuições para os serviços sociais autôno-

mos, conforme disposto no art. 240, da CF:

Art. 240. Ficam ressalvadas do disposto no art. 195 as atuais contribuições compulsó-


rias dos empregadores sobre a folha de salários, destinadas às entidades privadas de
serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical.

10.2. Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE)

O Estado, muitas vezes, precisa regular algum setor econômico e, quando assim

o faz, geralmente atua de duas formas: fiscalização ou atividades de fomento,

como o desenvolvimento de pesquisas em favor deste setor.

É justamente para cobrir o custo destas atividades que a União, exclusivamen-

te, pode instituir a contribuição de intervenção no domínio econômico, que recai,

na maioria das vezes, sobre aqueles que compõem o setor atingido. Entretanto,

o STF tem entendido que a contribuição pode ter a sua base imponível alargada,

atingindo mesmo aqueles que se encontram fora do setor que sofreu a intervenção

da União.

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10.3. Contribuições de Interesse das Categorias Profissionais ou Eco-


nômicas
A CF define as contribuições corporativas como tributo no art. 149. No entanto,
a própria Lei Maior faz menção a outra contribuição no seu art. 8º, IV, definindo que
a assembleia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profis-
sional, será descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da repre-
sentação sindical respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei.
Temos aqui que fazer uma distinção entre as duas contribuições.
A contribuição prevista no art. 8º é aquela paga mensalmente pelos filiados
de um determinado sindicato. Essa, portanto, é uma prestação voluntária, já que,
conforme previsão do inciso V do mesmo artigo, ninguém será obrigado a filiar-se
ou a manter-se filiado a sindicato.
Já a contribuição prevista no art. 149 é tributo, uma vez que atende a todos os
requisitos do art. 3º do CTN. Trata-se de contribuição revertida em favor do sindica-
to da categoria ou destinada aos órgãos de fiscalização das categorias profissionais.
Na esteira desse entendimento, o STF editou a Súmula n. 666.

Súmula 666 do STF


A contribuição confederativa de que trata o art. 8º, IV da Constituição só é exi-
gível dos filiados do sindicato respectivo.

Por fim, devemos observar o mandamento constitucional do art. 149 acerca da


incidência das contribuições:

Art. 149.
§ 2º As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico de que trata o
caput deste artigo:
I – Não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação;
II – Incidirão também sobre a importação de produtos estrangeiros ou serviços;
III – Poderão ter alíquotas:
a) ad valorem, tendo por base o faturamento, a receita bruta ou o valor da operação e,
no caso de importação, o valor aduaneiro;
b) específica, tendo por base a unidade de medida adotada.

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Conforme já estudamos ao abordar o imposto de importação, alíquota ad valo-

rem é aquela que incide na forma de percentual sobre a base de cálculo. É a mais

comum, aquela que utilizamos para calcular o ICMS, por exemplo, 17% sobre o

valor da operação. Já a alíquota específica é aquela que apresenta valores fixos por

unidade de medida de determinada mercadoria. Por exemplo, R$0,35/quilo.

Assim, de acordo com a disciplina constitucional em conjugação com a classifica-

ção delineada pelo STF, temos a seguinte composição das contribuições especiais:

Concluímos, aqui, a abordagem teórica da nossa aula e, por fim, teremos a nos-

sa bateria de questões, que serão apresentadas em forma de lista para você resol-

vê-las como um teste. Após a conclusão, verifique seu rendimento pelo gabarito e

proceda à correção pelos comentários apresentados.

Antes, porém, teremos o resumo esquematizado da aula, com os pontos

mais importantes para sua revisão.

Tudo pronto? Então, vamos lá!

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RESUMO

Principais pontos abordados na AULA 4

Imposto de Importação

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Imposto de Importação

Imposto de Renda

Renda x Proventos

Base de Cálculo do IRPJ

Ajustes no Lucro Real

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Contribuintes do Imposto de Renda

Pessoas físicas:

Pessoas jurídicas:

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IPI

Fato gerador:

Campo de incidência:

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Base de Cálculo

Empréstimos Compulsórios

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Contribuições Especiais

Concluímos, aqui, nosso estudo sobre os tributos da União.

Aguardo você na próxima aula, em que estudaremos os impostos estaduais e

municipais, assuntos de extrema importância para o concurso.

Grande abraço,

Prof. George Firmino

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QUESTÕES DE CONCURSO

1. (ESAF/ANALISTA DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO/MPOG/2015) Sobre os tri-

butos de competência da União, é correto afirmar que

a) compete à União instituir imposto sobre a renda e os proventos de qualquer

natureza das autarquias e fundações públicas estaduais.

b) compete exclusivamente à União instituir contribuições de natureza tributária.

c) compete à União instituir legislativamente contribuições de interesse de catego-

rias econômicas, inclusive a contribuição sindical.

d) compete exclusivamente à União instituir contribuição de melhoria relativamen-

te a obras públicas levadas a efeito por autarquia municipal com o emprego de

recursos públicos federais a ela descentralizadas para o desenvolvimento dos res-

pectivos projetos de engenharia e arquitetura.

e) compete exclusivamente à União, mediante a edição de legislação complemen-

tar, exercer competência tributária residual instituindo taxas não previstas no texto

constitucional.

2. (CESPE/CONTADOR/FUB/2015) Julgue o item subsequente, com relação à legis-

lação aplicável aos tributos federais.

O IR e o IPI são exemplos de impostos de competência federal.

3. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL/2009)) Com relação

ao imposto sobre importação de produtos estrangeiros, assinale a opção incorreta.

a) Somente se deve considerar entrada e importada aquela mercadoria estrangei-

ra que ingressa no território nacional para uso comercial ou industrial e consumo,

não aquela em trânsito, destinada a outro país.

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b) A Constituição Federal outorga à União a competência para instituí-lo, vale dizer,

concede a este ente político a possibilidade de instituir imposto sobre a entrada

no território nacional, para incorporação à economia interna, de bem destinado ou

não ao comércio, produzido pela natureza ou pela ação humana, fora do território

nacional.

c) A simples entrada em território nacional de um quadro para exposição temporá-

ria num museu ou de uma máquina para exposição em feira, destinados a retornar

ao país de origem, não configuram importação, e, por conseguinte não constituem

fato gerador.

d) Terá suas alíquotas graduadas de acordo com o grau de essencialidade do pro-

duto, de modo a se tributar com alíquotas mais elevadas os produtos considerados

supérfluos, e com alíquotas inferiores os produtos tidos como essenciais.

e) Possui caráter nitidamente extrafiscal, tanto que a Constituição Federal facul-

ta ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei,

alterar suas alíquotas, já que sua arrecadação não possui objetivo exclusivo de

abastecer os cofres públicos, mas também a conjugação de outros interesses que

interferem no direcionamento da atividade impositiva – políticos, sociais e econô-

micos, por exemplo.

4. (FCC/AUDITOR/SEGEP-MA/2016) A empresa de Marcelo está considerando a

hipótese de importar cestas de natal do exterior, para revendê-las por ocasião

das festas de fim de ano. Se ela efetivamente realizar essas importações, terá de

recolher todos os tributos incidentes sobre a mercadoria importada. Não havendo

disposição de lei em contrário, e considerando que essa importação será feita em

dólares americanos, o valor tributário dessa transação, em reais, de acordo com o

CTN, será apurado mediante

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a) a aplicação da alíquota do imposto correspondente, diretamente sobre o valor

tributário expresso em dólares americanos, tratando-se de incidência de imposto

federal ou estadual que deva ser pago pelo importador, em moeda conversível.

b) sua conversão em moeda nacional, ao câmbio do dia da notificação da efeti-

vação do lançamento tributário, apenas quando se tratar de impostos estaduais e

municipais.

c) sua conversão em moeda nacional, ao câmbio do dia da ocorrência do fato ge-

rador da obrigação, salvo disposição de lei em contrário.

d) a aplicação da alíquota do tributo correspondente, diretamente sobre o valor

tributário expresso em moeda estrangeira, tratando-se de incidência de tributo fe-

deral que deva ser pago pelo importador em moeda conversível.

e) sua conversão em moeda nacional, ao câmbio do dia da efetivação do lança-

mento tributário.

5. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL/2009) Com relação

ao imposto sobre importação de produtos estrangeiros, assinale a opção incorreta.

a) Somente se deve considerar entrada e importada aquela mercadoria estrangei-

ra que ingressa no território nacional para uso comercial ou industrial e consumo,

não aquela em trânsito, destinada a outro país.

b) A Constituição Federal outorga à União a competência para instituí-lo, vale dizer,

concede a este ente político a possibilidade de instituir imposto sobre a entrada no

território nacional, para incorporação à economia interna, de bem destinado ou não ao

comércio, produzido pela natureza ou pela ação humana, fora do território nacional.

c) A simples entrada em território nacional de um quadro para exposição temporá-

ria num museu ou de uma máquina para exposição em feira, destinados a retornar

ao país de origem, não configuram importação, e, por conseguinte não constituem

fato gerador.

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d) Terá suas alíquotas graduadas de acordo com o grau de essencialidade do pro-

duto, de modo a se tributar com alíquotas mais elevadas os produtos considerados

supérfluos, e com alíquotas inferiores os produtos tidos como essenciais.

e) Possui caráter nitidamente extrafiscal, tanto que a Constituição Federal facul-

ta ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei,

alterar suas alíquotas, já que sua arrecadação não possui objetivo exclusivo de

abastecer os cofres públicos, mas também a conjugação de outros interesses que

interferem no direcionamento da atividade impositiva – políticos, sociais e econô-

micos, por exemplo.

6. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL/2005)

I – A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias entradas em terri-

tório nacional é definida pela norma vigente no momento em que se efetivou

o registro da declaração apresentada pelo importador à repartição alfande-

gária competente?

II – O fato gerador do imposto de importação é a data da celebração, no Brasil

ou no exterior, do contrato de compra e venda relativo aos produtos impor-

tados, ou, se conhecido, o instante em que são embarcadas as mercadorias

adquiridas no estrangeiro?

III – Quando se tratar de mercadoria despachada para consumo, a norma legal

considera como ocorrido o fato gerador do imposto de importação não na

data do ingresso nas águas territoriais brasileiras, mas na do registro, na

repartição aduaneira, da declaração de importação.

a) Sim, sim, sim.

b) Sim, não, sim.

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c) Não, sim, não.

d) Não, sim, sim.

e) Não, não, sim.

7. (CESPE/ANALISTA/STJ/2015) Em referência às noções básicas de tributos e de

seu tratamento contábil, julgue o item a seguir.

Se a alíquota do imposto sobre importação for majorada no mês de janeiro, o au-

mento somente poderá começar a ser cobrado no exercício financeiro subsequente.

8. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL/2005) Segundo a legislação pró-


pria, considera-se estrangeira (o) e, salvo disposição em contrário, pode, sobre

ela(e), incidir o imposto de importação (salvo se por outra razão seja verificada sua

não-incidência):

a) mercadoria restituída pelo importador estrangeiro, por motivo de modificações

na sistemática de importação por parte do país importador.

b) mercadoria enviada em consignação e não vendida no exterior no prazo autori-

zado, quando retorna ao País.

c) produto devolvido do exterior por motivo de defeito técnico, para reparo ou

substituição.

d) mercadoria nacional que retornar ao País.

e) produto estrangeiro em trânsito aduaneiro de passagem acidentalmente des-

truído no País.

9. (ESAF/AJUDANTE DE DESPACHANTE ADUANEIRO/RFB/2012) Sobre o imposto

de exportação, é correto afirmar que:

a) são isentas do imposto de exportação as vendas de café para o exterior.

b) para efeito de cálculo do imposto, considera-se ocorrido o fato gerador na data

da saída da mercadoria do território aduaneiro.

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c) o imposto de exportação incide somente sobre mercadoria nacionalizada desti-

nada ao exterior.

d) o imposto de exportação tem como fato gerador o desembaraço aduaneiro da

mercadoria exportada.

e) em caso de elevação, a alíquota do imposto de exportação não poderá ser su-

perior a cinquenta por cento.

10. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL/2002) Quanto ao imposto de

exportação (IE), avalie o acerto das afirmações adiante e marque com V as verda-

deiras e com F as falsas; em seguida, marque a opção correta.

() O imposto incide sobre mercadoria nacional ou nacionalizada destinada ao exte-

rior.

() Pelas regras vigentes, o imposto é excepcional, pois somente os produtos rela-

cionados estão a ele sujeitos.

() O preço, a vista, da mercadoria, FOB ou colocada na fronteira, é indicativo do

preço normal, que é a base de cálculo do imposto.

a) V, V, V

b) V, V, F

c) V, F, F

d) F, F, F

e) F, V, F

11. (ESAF/ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL/2012) São

contribuintes do Imposto de Renda da Pessoa Física

a) as pessoas físicas domiciliadas ou residentes no Brasil, titulares de disponibili-

dade econômica ou jurídica de renda ou proventos de qualquer natureza.

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b) as pessoas físicas domiciliadas ou residentes no Brasil, e aquelas que mesmo

sem serem residentes no País, sejam titulares de disponibilidade econômica ou ju-

rídica de renda ou proventos de qualquer natureza percebidos no exterior.

c) as pessoas físicas brasileiras domiciliadas ou residentes no Brasil, titulares de

disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou proventos de qualquer natureza.

d) as pessoas físicas domiciliadas ou residentes no Brasil, titulares de disponibili-

dade econômica ou jurídica de renda ou proventos de qualquer natureza que per-

cebam os rendimentos somente de fontes situadas no País.

e) as pessoas físicas brasileiras domiciliadas ou residentes no Brasil, titulares de

disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou proventos de qualquer natureza,

que percebam rendimentos, independentemente da localização da fonte.

12. (ESAF/ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL/2012) Cons-

titui rendimento para fins do Imposto sobre a Renda, exceto,

a) todo o produto do capital.

b) o provento de qualquer natureza.

c) o acréscimo patrimonial não correspondente aos rendimentos declarados.

d) a pensão e os alimentos percebidos em mercadoria.

e) todo produto do trabalho.

13. (CESPE/CONTADOR/FUB/2015)

base de cálculo (R$) alíquota (%) parcela a deduzir do IR (R$)


até 1.903,98 – -
de 1.903,99 até 2.826,65 7,5 142,80
de 2.826,66 até 3.751,05 15 354,80
de 3.751,06 até 4.664,68 22,5 636,13
acima de 4.664,68 27,5 869,36

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A tabela apresenta a incidência mensal do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF),

com vigência a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015. Com base nessa

tabela, julgue o item seguinte.

Sobre a base de cálculo mensal de R$ 1.900,00 de um determinado servidor, a FUB

não deverá reter qualquer valor a título de IRPF.

14. (CESPE/CONTADOR/FUB/2015)

base de cálculo (R$) alíquota (%) parcela a deduzir do IR (R$)


até 1.903,98 – -
de 1.903,99 até 2.826,65 7,5 142,80
de 2.826,66 até 3.751,05 15 354,80
de 3.751,06 até 4.664,68 22,5 636,13
acima de 4.664,68 27,5 869,36

A tabela apresenta a incidência mensal do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF),

com vigência a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015. Com base nessa

tabela, julgue o item seguinte.

A tabela do IRPF é um exemplo de tributação com alíquotas fixas.

14. (FCC/ANALISTA/TRT 3ª REGIÃO/2016) Sobre o Imposto de Renda Retido na

Fonte − IRRF é correto afirmar que

a) o contribuinte é o empregador que paga o salário e que tem o dever legal de

fazer a retenção na fonte.

b) o empregador é responsável tributário subsidiário, pois caso o empregado não

faça o pagamento do imposto devido será ele o devedor.

c) são devedores solidários o empregador e o empregado.

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d) o empregador é o responsável tributário pelo pagamento do Imposto de Renda,

em substituição ao empregado, pessoa que pratica o fato gerador de auferir renda.

e) a atribuição de responsabilidade tributária à fonte pagadora dos proventos tri-

butáveis deve ser feita por ato normativo da Receita Federal.

15. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL/2005) Para os efeitos do impos-

to de renda, o ___________ percebido na alienação de bens imóveis considera-se

___________. Já a importância paga a título de aluguel, remetida, creditada, em-

pregada ou entregue ao contribuinte, produzido por bens imóveis é denominada

_________. Um (a) _________, na linguagem tributária, é o valor percebido inde-

pendentemente de ser produzido pelo capital ou o trabalho do contribuinte.

a) rendimento; rendimento de capital; ganho imobiliário; sinecura

b) provento; rendimento imobiliário; provento predial; provento

c) rendimento; rendimento de capital; ganho imobiliário; prebenda

d) ganho; ganho de capital; rendimento de capital; sinecura

e) ganho; ganho de capital; rendimento de capital; provento

16. (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL/PFN/2015) Sobre o Imposto so-

bre a Renda das Pessoas Jurídicas – IRPJ, assinale a opção correta.

a) Considera-se lucro real a soma do lucro operacional e das participações.

b) Considera-se lucro real a soma dos resultados não operacionais e das participações.

c) Considera-se lucro real o lucro líquido apurado num exercício financeiro.

d) O lucro real não pode ser obtido por arbitramento.

e) O lucro arbitrado é uma forma de tributação simplificada para determinação da

base de cálculo do imposto de renda das pessoas jurídicas que não estiverem obri-

gadas, no ano calendário, à apuração do lucro real.

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17. (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL/PFN/2015) São isentos ou não

se sujeitam ao imposto sobre a renda os seguintes rendimentos originários do tra-

balho e assemelhados, exceto:

a) até 50% (cinquenta por cento) dos rendimentos de transporte de passageiros.

b) 75% (setenta e cinco por cento) dos rendimentos do trabalho assalariado re-

cebidos, em moeda estrangeira, por servidores de autarquias ou repartições do

Governo brasileiro no exterior.

c) até 90% (noventa por cento) dos rendimentos de transporte de carga e serviços

com trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados.

d) salário-família.

e) rendimentos pagos a pessoa física não residente no Brasil, por autarquias ou

repartições do Governo brasileiro situadas fora do território nacional e que corres-

pondam a serviços prestados a esses órgãos.

18. (CESPE/CONTADOR/MPOG/2015) Com base no disposto na IN n. º 971/2009,

da Receita Federal do Brasil, julgue o item subsequente, relativo a normas gerais

de tributação previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais destinadas

à previdência social e as destinadas a outras entidades ou fundos, administradas

pela Receita Federal.

Para fins de prestação de informações sobre imposto de renda junto ao fisco, as

missões diplomáticas e as repartições consulares de carreiras estrangeiras se equi-

param a empresas.

19. (CESPE/CONTADOR/FUB/2015) A respeito das obrigações tributárias acessó-

rias, julgue o item seguinte. Nesse sentido, considere que a sigla DIRF, sempre que

utilizada, refere-se a declaração do imposto sobre a renda retido na fonte.

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Considere que determinado órgão público efetue o pagamento de aluguel, ou ar-

rendamento a pessoa jurídica domiciliada no exterior, sem realizar a retenção do

imposto de renda na fonte. Nessa situação, a apresentação da DIRF, por parte des-

sa pessoa jurídica, é dispensada.

20. (CESPE/ANALISTA/ANTAQ/2014) Acerca dos impostos, taxas e contribuições,

julgue os próximos itens.

Os rendimentos auferidos em aplicações financeiras e em rendimento de poupança

de pessoa jurídica, sob o regime de apuração do lucro real, deverão ser acrescidos

à base de cálculo do imposto de renda sobre pessoa jurídica (IRPJ) e da contribui-

ção social sobre o lucro líquido (CSLL).

21. (FCC/ANALISTA/TERESINA/PI/2016) A respeito do imposto sobre produtos in-

dustrializados é INCORRETO afirmar que

a) se inclui dentre os impostos de competência da União.

b) será seletivo, em função da essencialidade do produto.

c) terá reduzido seu impacto sobre a aquisição de bens de capital pelo contribuinte

do imposto, na forma da lei.

d) será não cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação com

o montante cobrado nas anteriores.

e) incidirá sobre produtos industrializados destinados ao exterior.

22. (FCC/JUIZ/TJ-SC/2016) Wagner, pequeno empresário, domiciliado na cidade

de Mafra/SC, desejando ampliar seus negócios, pensou em transformar seu esta-

belecimento comercial em estabelecimento industrial. Sua preocupação era ter de

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pagar um imposto que até então lhe era desconhecido: o IPI. Para melhor conhecer

esse imposto, conversou com alguns amigos que também eram proprietários de

indústria e cada um deles lhe passou as informações que tinham sobre esse impos-

to. Disseram-lhe, por exemplo, que a competência para instituir esse imposto está

prevista na Constituição Federal e que, de acordo com o texto constitucional, o IPI

I – É imposto não-cumulativo, compensando-se o que é devido em cada opera-

ção com o montante cobrado nas anteriores, pelo mesmo ou outro Estado ou

pelo Distrito Federal.

II – Tem seu impacto reduzido sobre a aquisição de bens de capital pelo contri-

buinte do imposto, na forma estabelecida em Regulamento.

III – Pode ter suas alíquotas interestaduais alteradas por meio de Resolução do

Senado Federal.

IV – É imposto seletivo, em função da essencialidade do produto, mas não o é em

função do porte do estabelecimento industrial que promove seu fato gerador.

Está correto o que se afirma em

a) IV, apenas.

b) I, apenas.

c) I, II, III e IV.

d) I e III, apenas.

e) II e IV, apenas.

23. (FCC/CONTADOR/SP/2010) Sobre o Imposto sobre Produtos Industrializados

(IPI), é correto afirmar que

a) o imposto é cumulativo.

b) tem como fato gerador a venda de produtos industriais por estabelecimento

comercial.

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c) não incide sobre a importação de produtos industrializados.

d) a base de cálculo do imposto na importação de produtos estrangeiros é o valor

CIF da importação.

e) o imposto é seletivo em função da essencialidade dos produtos.

24. (FCC/AUDITOR/TCE/AM/2007) Lei federal que fixa alíquotas aplicáveis ao Im-

posto sobre Produtos Industrializados (IPI) estabeleceu que a alíquota referente a

navios produzidos no Estado do Rio de Janeiro é de 1%, e a dos produzidos no resto

do país, 8%. Tal disposição vulnera, especificamente, o princípio constitucional da

a) não discriminação entre procedência e destino do produto.

b) seletividade do imposto sobre produtos industrializados.

c) liberdade de trânsito.

d) uniformidade geográfica da tributação.

e) não-cumulatividade.

25. (CESPE/ANALISTA/MPU/2015) Julgue o item subsequente, relativos aos tribu-

tos e às suas respectivas competências. A União pode elevar a alíquota do IPI sem

depender da aprovação do Congresso Nacional, mas essa elevação não poderá ser

implementada antes de noventa dias de sua decretação.

26. (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL/PFN/2015) Não é fato gerador

do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI:

a) o conserto, a restauração e o recondicionamento de produtos usados para co-

mércio.

b) a confecção de vestuário, por encomenda direta do consumidor ou usuário, em

oficina do confeccionador.

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c) a operação efetuada fora do estabelecimento industrial.

d) o reparo de produtos com defeito de fabricação, mediante substituição de par-

tes e peças, mesmo quando a operação for remunerada.

e) o preparo de produto, por encomenda direta do consumidor ou usuário, desde

que na residência do preparador.

27. (ESAF/ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL/2012) Avalie

os itens a seguir e assinale a opção correta.

I – O desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira é fato ge-

rador do Imposto sobre Produtos Industrializados, considerando-se ocorrido

o referido desembaraço quando a mercadoria consta como tendo sido impor-

tada e o extravio ou avaria venham a ser apurados pela autoridade fiscal,

inclusive na hipótese de mercadoria sob regime suspensivo de tributação.

II – Considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto sobre Produtos Industria-

lizados na saída de armazém-geral ou outro depositário do estabelecimento

industrial ou equiparado a industrial depositante, quanto aos produtos entre-

gues diretamente a outro estabelecimento.

III – Considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto sobre Produtos Industria-

lizados na saída do estabelecimento industrial diretamente para estabeleci-

mento da mesma firma ou de terceiro, por ordem do encomendante, quanto

aos produtos mandados industrializar por encomenda.

a) Somente o item I está correto.

b) O item I e o item II estão corretos.

c) Os itens I, II e III estão corretos.

d) Os itens II e III estão corretos.

e) Os itens I e III estão corretos.

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28. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL/2014) São imunes

da incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados, exceto:

a) o ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial.

b) os livros, jornais e periódicos e o papel destinado à sua impressão.

c) os produtos industrializados destinados ao exterior.

d) as aeronaves de uso militar vendidas à União.

e) a energia elétrica, derivados do petróleo, combustíveis e minerais do País.

29. (FCC/TÉCNICO/TRF 4ª REGIÃO/2014) Acerca do Imposto sobre Produtos In-

dustrializados,

a) por ter natureza extrafiscal, é exceção à legalidade, irretroatividade, anteriori-

dades anual e nonagesimal.

b) pode ser instituído ou majorado por ato do Poder Executivo, sendo exceção à

regra da legalidade.

c) é instituído por lei, mas tem as alíquotas incidentes sobre cada produto indus-

trializado fixadas por ato do Poder Executivo, mais especificamente Decreto.

d) é exceção à anterioridade nonagesimal, mas deve obediência à anterioridade

anual.

e) é exceção à anterioridade anual e nonagesimal.

30. (FCC/PROMOTOR/MP-PE/2014) O Presidente da República, através de Decreto,

elevou a alíquota do IPI incidente sobre carro zero. É correto afirmar que este ato

a) é legal, porque somente a lei pode prever a possibilidade de majoração de alí-

quota por ato do Poder Executivo.

b) é inconstitucional, porque esta majoração sempre depende de lei, não podendo

ser praticado por ato do Poder Executivo que não tenha força de lei.

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c) é ilegal, porque para se elevar a alíquota do IPI é necessário lei ou, pelo menos,

medida provisória.

d) é constitucional, desde que esta elevação de alíquota tenha ocorrido dentro de

condições e limites estabelecidos em lei.

e) é constitucional, pois a Constituição autoriza majoração do IPI por ato do Poder

Executivo, sem necessidade de se observar qualquer limite ou condição legal.

31. (CESPE/DEFENSOR/DPU/ 2015) A respeito das limitações ao poder de tributar

e da competência tributária, julgue o item que se segue.

A União tem competência para instituir o imposto territorial rural, o qual terá como

fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, como

definido na lei civil, localizado fora da zona urbana do município, todavia não poderá

esse imposto incidir sobre pequenas glebas rurais exploradas pelo proprietário que

não possua outro imóvel, tratando-se, nesse caso, de uma imunidade específica.

32. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL/2002) Relativamente ao Im-

posto Territorial Rural (ITR), avalie o acerto das afirmações adiante e marque com

V as verdadeiras e com F as falsas; em seguida, marque a opção correta.

 (  ) Como regra, o ITR incide inclusive sobre o imóvel declarado de interesse social

para fins de reforma agrária.

 (  ) Segundo a interpretação legal, imóvel rural de área inferior a 30 hectares,

independentemente do local onde se encontre, é considerada pequena pro-

priedade, imune ao imposto.

 (  ) O “posseiro” do imóvel é estranho à relação jurídica relativa ao ITR, pois o

contribuinte do imposto é o titular do domínio útil ou o proprietário.

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a) V, V, V.

b) V, V, F.

c) V, F, F.

d) F, F, F.

e) F, V, F.

33. (CESPE/ANALISTA/MPU/2015) Julgue o item subsequente, relativos aos tribu-

tos e às suas respectivas competências.

A arrecadação do imposto sobre propriedade territorial rural pertencerá inteira-

mente ao município quando este optar por fiscalizá-lo e cobrá-lo, hipótese em que

o município não poderá abrir mão de sua arrecadação integral, vedado qualquer

tipo de renúncia fiscal.

34. (FCC/AUDITOR/SEGEP-MA/2016) De acordo com a Constituição Federal, o Im-

posto Territorial Rural é um tributo de competência da União, mas 50% do produto

de sua arrecadação pertence aos Municípios. Caso, porém, um Município brasileiro

opte por fiscalizá-lo e cobrá-lo, na forma da lei, sem reduzir o seu montante e sem

adotar qualquer outra forma de renúncia fiscal, caberá a esse Município a integra-

lidade do produto de sua arrecadação.

Ciente disso, em dezembro de 2015, um Município brasileiro celebrou convênio com

a União, por intermédio da Secretaria da Receita Federal, que lhe delegou as atri-

buições de fiscalização (inclusive a de lançamento dos créditos tributários) e de co-

brança do ITR, abrindo mão, também, de eventual competência supletiva da União

para fiscalizá-lo e cobrá-lo, enquanto o referido Município mantivesse observância

de todas as regras legais e de todas as cláusulas do referido convênio.

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Com base no CTN, o sujeito ativo da obrigação tributária principal, relativa ao ITR

incidente sobre as propriedades territoriais rurais localizadas nesse Município, será

a) tanto a União, como o Município, em solidariedade ativa, relativamente a todos

os créditos tributários constituídos nesse Município.

b) apenas o Município.

c) aquele que for indicado como sujeito ativo no convênio firmado entre a União e

o Município.

d) apenas a União.

e) a União, em relação a 50% dos créditos tributários constituídos nesse Município,

e será o Município em relação aos outros 50%.

35. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL/2009) Analise os

itens a seguir, classificando-os como verdadeiros (V) ou falsos (F). Em seguida,

escolha a opção adequada às suas respostas:

I – as operações de câmbio constituem fato gerador do IOF – imposto sobre

operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mo-

biliários;

II – o câmbio traz um comércio de dinheiro, no qual este se torne mercadoria e,

como tal, tem custo e preço;

III – operações de câmbio são negócios jurídicos de compra e venda de moeda

estrangeira ou nacional, ou, ainda, os negócios jurídicos consistentes na en-

trega de uma determinada moeda a alguém em contrapartida de outra mo-

eda recebida.

a) Somente o item I está correto.

b) Estão corretos somente os itens I e II.

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c) Estão corretos somente os itens I e III.

d) Todos os itens estão corretos.

e) Todos os itens estão errados.

36. (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL/2003) Nos termos do Código

Tributário Nacional, constitui base de cálculo do imposto, de competência da União,

sobre operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre operações relativas a títulos

e valores mobiliários, entre outras hipóteses:

a) Quanto às operações de seguro, o montante do valor contratado que a segura-

dora deverá pagar ao segurado na hipótese de ocorrência de sinistro.

b) Quanto às operações relativas a títulos e valores mobiliários, na emissão, o va-

lor nominal do título menos o deságio, se houver.

c) Quanto às operações relativas a títulos e valores mobiliários, na transmissão,

o preço ou o valor nominal, ou o valor da cotação em Bolsa, conforme determinar

decreto do Poder Executivo.

d) Quanto às operações de câmbio, o respectivo montante em moeda nacional,

recebido, entregue ou posto à disposição.

e) Quanto às operações de crédito, o montante da obrigação, exclusive os juros.

37. (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL/PFN/2015) São contribuintes do

Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos e

Valores Mobiliários (IOF):

a) o mutuante, nas operações de crédito.

b) os alienantes de títulos e valores mobiliários.

c) os titulares dos contratos, nas operações relativas a contratos derivativos.

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d) os titulares de conta-corrente, nas hipóteses de lançamento e transmissão de

valores.

e) as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo

Banco Central do Brasil, nas operações relativas a aquisição, resgate, cessão ou

repactuação de títulos e valores mobiliários em que o valor do pagamento para a

liquidação seja superior a 95% (noventa e cinco por cento) do valor inicial da ope-

ração.

38. (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL/2003) Estabelece a Constituição

Federal que ao ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento

cambial, é aplicável o seguinte tratamento quanto à sua tributação e à transferên-

cia da correspondente arrecadação:

a) sem prejuízo da incidência de outros impostos discriminados na Constituição,

sujeita-se à incidência do imposto, de competência da União, sobre a renda e pro-

ventos de qualquer natureza, relativamente aos ganhos obtidos em operações tri-

butáveis, assegurada a transferência de vinte e três e meio por cento do produto

da arrecadação do tributo para os Estados e o Distrito Federal e de igual percentual

para os Municípios.

b) sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto, de competência da União,

sobre operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre operações relativas a títulos

e valores mobiliários, devido na operação de origem, e a alíquota mínima do tributo

será de um por cento, assegurada a transferência de trinta por cento do montante

da arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou o Território, conforme a origem,

e de setenta por cento do montante da arrecadação para o Município de origem.

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c) sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto, de competência da União,

sobre operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre operações relativas a títulos e

valores mobiliários, devido na operação de origem, e a alíquota máxima do tributo

será de um por cento, assegurada a transferência de trinta por cento do montante

da arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou o Território, conforme a origem,

e de setenta por cento do montante da arrecadação para o Município de origem.

d) sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto, de competência da União, so-

bre operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre operações relativas a títulos e va-

lores mobiliários, devido na operação de destino, não podendo a alíquota mínima ser

inferior a um por cento, assegurada a transferência de trinta por cento do montante

da arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou o Território, conforme o destino,

e de setenta por cento do montante da arrecadação para o Município de destino.

e) sujeita-se à incidência dos impostos discriminados na Constituição, de compe-

tência da União, dos Estados e do Distrito Federal, observados os corresponden-

tes fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes definidos em normas infra-

constitucionais apropriadas, assegurada a transferência, nos termos e percentuais

estabelecidos na Constituição, de parte do produto da arrecadação dos impostos

federais para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios e, de parte do produto

da arrecadação do correspondente imposto estadual, para os Municípios.

39. (ESAF/FISCAL DE RENDAS/PREF. RIO DE JANEIRO/2010) Sobre os tributos de

competência da União, é incorreto afirmar que:

a) relativamente ao imposto sobre produtos industrializados, é facultado ao Poder

Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em decreto, alterar as

respectivas alíquotas.

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b) o imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza será informado pelos

critérios de generalidade, universalidade e progressividade, na forma da lei.

c) o imposto sobre propriedade territorial rural não incidirá sobre pequenas glebas

rurais, definidas em lei, quando as explore o proprietário que não possua outro

imóvel.

d) compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais e de intervenção

no domínio econômico.

e) compete à União instituir contribuição, cobrada de seus servidores, para o cus-

teio, em benefício destes, do regime previdenciário próprio a eles.

40. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) A respeito das contribuições so-

ciais, é correto afirmar que:

a) a contribuição do empregador incide só sobre a folha de salários.

b) a contribuição da empresa pode ser feita em função do tipo de produto que ela

vende.

c) o trabalhador não contribui para a Seguridade Social.

d) os concursos de prognósticos não estão sujeitos à incidência de contribuições

sociais.

e) pode haver incidência de contribuição social sobre a importação de bens do ex-

terior.

41. (FCC/ANALISTA PROCESSUAL/PGE/BA/2013) A Constituição Federal dispõe,

acerca das Contribuições Sociais, que

a) somente podem ser instituídas por lei complementar.

b) têm por finalidade única custear a previdência social.

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c) a contribuição de intervenção no domínio econômico tem por fato gerador a re-

gulação da economia e por finalidade gerar recursos para a seguridade social.

d) a contribuição social do empregador não tem natureza tributária, sendo um en-

cargo trabalhista de natureza salarial.

e) a contribuição social para a seguridade social tem por finalidade gerar recursos

para a saúde, previdência e assistência social, sendo tributo de receita vinculada.

42. (FCC/ANALISTA PROCESSUAL/PGE-BA/2013) Considerando as contribuições, é

correto afirmar:

a) É inconstitucional vincular o produto da arrecadação às contribuições sociais.

b) É a destinação do produto da arrecadação que preserva a natureza constitucio-

nal das contribuições sociais.

c) Contribuição social que tenha por fato gerador o lucro é inconstitucional, pois

lucro está inserido no conceito de renda, fato gerador do imposto de renda.

d) Só é possível existirem contribuições de intervenção no domínio econômico com

finalidades distintas, se tiverem a mesma hipótese de incidência e base de cálculo.

e) A contribuição de melhoria, enquanto contribuição social, deve necessariamente

ter receita vinculada, qual seja, a obra pública que justificou sua instituição.

43. (CESPE/ANALISTA/SEDF/2017) Relativamente aos tributos retidos na fonte

pela administração pública federal, julgue o item subsequente.

É obrigatória a retenção da contribuição ao INSS quando do pagamento por ser-

viços contratados por empreitada para preparação de dados para processamento

eletrônico, excetuados os relativos a vigilância ou segurança por meio de monito-

ramento eletrônico.

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44. (CESPE/ANALISTA/STJ/2015) Com relação às retenções na fonte realizadas

pela administração pública federal, julgue o item subsequente.

A contribuição para o financiamento da seguridade social não incide sobre os recur-

sos recebidos pelas empresas públicas e pelas sociedades de economia mista, oriun-

dos dos orçamentos da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

45. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL/2009) Segundo o

art. 195, caput, da Constituição Federal, a seguridade social será financiada por

toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos

provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Mu-

nicípios, e das contribuições sociais que enumera. Sobre estas, é incorreto afirmar

que:

a) ao afirmar que o financiamento da seguridade social se dará por toda a socie-

dade, revela-se o caráter solidário de tal financiamento. Todavia, as pessoas físicas

e jurídicas somente podem ser chamadas ao custeio em razão da relevância social

da seguridade se tiverem relação direta com os segurados ou se forem, necessa-

riamente, destinatárias de benefícios.

b) a solidariedade não autoriza a cobrança de tributo sem lei, não autoriza exigên-

cia de quem não tenha sido indicado por lei como sujeito passivo de obrigação tri-

butária, e não autoriza que seja desconsiderada a legalidade estrita que condiciona

o exercício válido da competência relativamente a quaisquer tributos.

c) as contribuições de seguridade social, sendo tributos, submetem-se às normas

referentes às limitações do poder de tributar, contidas no art. 150 da Constituição

Federal, com exceção da anterioridade geral, em face da norma especial contida no

art. 195, § 6º (anterioridade nonagesimal), especialmente concebida para o condi-

cionamento da instituição de contribuições de seguridade social.

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d) para a instituição de contribuições ordinárias (nominadas) de seguridade social,

quais sejam, as já previstas nos incisos I a IV do art. 195 da Constituição, basta a

via legislativa da lei ordinária, consoante o entendimento pacificado do Supremo

Tribunal Federal.

e) as entidades beneficentes de assistência social gozam de imunidade das contri-

buições para a seguridade social.

46. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) Além das inúmeras contribuições

sociais instituídas no texto da Constituição Federal, há possibilidade de instituição

de novas espécies de contribuição social? Assinale a assertiva que responde incor-

retamente à pergunta formulada.

a) Pode haver contribuição social com o mesmo fato gerador de outra já existente.

b) O rol de contribuições sociais não é taxativo.

c) Há previsão constitucional de competência residual.

d) A diversidade da base de financiamento permite outras contribuições sociais.

e) A União pode instituir outras contribuições sociais.

47. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) A respeito da base de cálculo e

contribuintes das contribuições sociais, analise as assertivas abaixo, assinalando a

incorreta.

a) Remuneração paga, devida ou creditada aos segurados e demais pessoas físicas

a seu serviço, mesmo sem vínculo empregatício – EMPRESA.

b) Receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em

todo território nacional – PRODUTOR RURAL PESSOA JURÍDICA.

c) Incidentes sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção

rural – SEGURADO ESPECIAL.

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d) Salário de contribuição dos empregados domésticos a seu serviço –EMPREGA-

DORES DOMÉSTICOS.

e) Incidentes sobre seu salário de contribuição – TRABALHADORES.

48. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL/2009) Sobre a Contribuição So-

cial para o Lucro Líquido (CSLL), instituída pela Lei n. 7.689/88, julgue os itens

abaixo, classificando-os como verdadeiros (V) ou falsos (F). Em seguida, escolha a

opção adequada às suas respostas:

I – A sua base de cálculo é a mesma do imposto de renda das pessoas físicas,

sendo que as deduções e compensações admissíveis para a apuração de um

correspondem àquelas admitidas para fins de apuração da base de cálculo

do outro;

II – A sua base de cálculo é o valor do resultado do exercício antes da provisão

para o imposto de renda;

III – A CSLL poderá incidir sobre o resultado presumido ou arbitrado, quando tal

seja o regime de apuração a que a pessoa jurídica se submete relativamente

ao imposto de renda.

a) Estão corretos os itens I e II.

b) Estão corretos os itens I e III.

c) Estão corretos os itens II e III.

d) Todos os itens estão corretos.

e) Todos os itens estão errados.

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49. (CESPE/ANALISTA/MPU/2015) Com referência a IRRF, contribuição previden-

ciária (INSS), ICMS e ISS, julgue o seguinte item. As contribuições sociais sobre

a folha de pagamentos das empresas se converteram, a partir da Emenda Cons-

titucional n. 20/1998, em contribuições destinadas exclusivamente ao custeio dos

benefícios do regime geral da previdência social, não incidindo sobre essa receita a

desvinculação de receitas da União.

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GABARITO

1. c 24. e 47. a

2. C 25. d 48. b

3. d 26. C 49. c

4. c 27. b 50. C

5. d 28. c

6. b 29. d

7. E 30. c

8. d 31. d

9. a 32. C

10. a 33. b

11. a 34. C

12. d 35. b

13. c 36. d

37. d
14. E
38. c
15. d
39. b
16. e
40. a
17. d
41. e
18. a
42. e
19. E
43. b
20. E
44. C
21. E
45. e
22. e
46. a
23. a

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GABARITO COMENTADO

1. (ESAF/ANALISTA DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO/MPOG/2015) Sobre os tri-

butos de competência da União, é correto afirmar que

a) compete à União instituir imposto sobre a renda e os proventos de qualquer

natureza das autarquias e fundações públicas estaduais.

b) compete exclusivamente à União instituir contribuições de natureza tributária.

c) compete à União instituir legislativamente contribuições de interesse de catego-

rias econômicas, inclusive a contribuição sindical.

d) compete exclusivamente à União instituir contribuição de melhoria relativamen-

te a obras públicas levadas a efeito por autarquia municipal com o emprego de

recursos públicos federais a ela descentralizadas para o desenvolvimento dos res-

pectivos projetos de engenharia e arquitetura.

e) compete exclusivamente à União, mediante a edição de legislação complemen-

tar, exercer competência tributária residual instituindo taxas não previstas no texto

constitucional.

Letra c.

Competência tributária prevista no art. 149 da Constituição Federal.

a) Errada. Embora seja competente para instituir e cobrar o imposto de renda, a

União não poderia fazê-lo sobre as autarquias e fundações públicas estaduais, por

força da imunidade recíproca.

b) Errada. A alternativa fala genericamente em contribuições, o que nos remete

ao conceito de contribuições especiais. Para essas, apesar da regra ser a compe-

tência exclusiva da União, há exceções para o caso de contribuições previdenciárias

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dos servidores públicos e a contribuição para o custeio do serviço de iluminação

pública. Porém, falar de forma genérica, poderia conduzir o candidato à ideia de

contribuição de melhoria, apesar de se tratar de espécie tributária distinta.

d) Errada. A competência para instituir a contribuição de melhoria é do ente fede-

rado que realizar a obra pública. Se a obra foi executada por ente municipal, ainda

que com utilização de recursos da União, a competência seria do Município.

e) Errada. A Constituição Federal traz a possibilidade de instituição de impostos e

contribuições residuais, de competência exclusiva da União a ser exercida median-

te lei complementar. Porém, silencia quanto à competência residual para as taxas.

Sendo assim, não havendo exigência expressa para lei complementar, qualquer

taxa será instituída por meio de lei complementar.

2. (CESPE/CONTADOR/FUB/2015) Julgue o item subsequente, com relação à legis-

lação aplicável aos tributos federais.

O IR e o IPI são exemplos de impostos de competência federal.

Certo.

Esta é uma questão simples e direta que exige apenas o conhecimento acerca da

competência tributária da União para instituir seus impostos.

Tanto o IPI como o IR são impostos federais.

3. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL/2009)) Com relação

ao imposto sobre importação de produtos estrangeiros, assinale a opção incorreta.

a) Somente se deve considerar entrada e importada aquela mercadoria estrangei-

ra que ingressa no território nacional para uso comercial ou industrial e consumo,

não aquela em trânsito, destinada a outro país.

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b) A Constituição Federal outorga à União a competência para instituí-lo, vale dizer,

concede a este ente político a possibilidade de instituir imposto sobre a entrada

no território nacional, para incorporação à economia interna, de bem destinado ou

não ao comércio, produzido pela natureza ou pela ação humana, fora do território

nacional.

c) A simples entrada em território nacional de um quadro para exposição temporá-

ria num museu ou de uma máquina para exposição em feira, destinados a retornar

ao país de origem, não configuram importação, e, por conseguinte não constituem

fato gerador.

d) Terá suas alíquotas graduadas de acordo com o grau de essencialidade do pro-

duto, de modo a se tributar com alíquotas mais elevadas os produtos considerados

supérfluos, e com alíquotas inferiores os produtos tidos como essenciais.

e) Possui caráter nitidamente extrafiscal, tanto que a Constituição Federal facul-

ta ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei,

alterar suas alíquotas, já que sua arrecadação não possui objetivo exclusivo de

abastecer os cofres públicos, mas também a conjugação de outros interesses que

interferem no direcionamento da atividade impositiva – políticos, sociais e econô-

micos, por exemplo.

Letra d.

Apesar de ser um imposto eminentemente extrafiscal, a Constituição Federal não

impõe ao imposto de importação a obrigatoriedade de se aplicar a seletividade em

função da essencialidade dos produtos. Tal determinação vale apenas para o IPI.

Para efeito de cobrança do imposto de importação, só se considera ocorrido o fato

gerador com o registro da declaração de importação, para aquelas mercadorias que

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serão incorporadas à economia nacional, vale dizer, quando importadas definitiva-

mente. Há regimes de admissão de mercadorias no país de forma não definitiva,

entre eles citamos o transito aduaneiro e a admissão temporária.

O art. 306 do Regulamento Aduaneiro define que o regime aduaneiro especial de

admissão temporária é o que permite a importação de bens que devam permane-

cer no País durante prazo fixado, com suspensão total do pagamento de tributos,

ou com suspensão parcial, no caso de utilização econômica. Nesse sentido, a Se-

cretaria da Receita Federal editou a Instrução Normativa SRF n. 285/2003

Resultam como certas, portanto, as letras a, b e c.

A letra e está certa O próprio enunciado é autoexplicativo e corresponde à defini-

ção de tributo extrafiscal.

4. (FCC/AUDITOR/SEGEP-MA/2016) A empresa de Marcelo está considerando a

hipótese de importar cestas de natal do exterior, para revendê-las por ocasião

das festas de fim de ano. Se ela efetivamente realizar essas importações, terá de

recolher todos os tributos incidentes sobre a mercadoria importada. Não havendo

disposição de lei em contrário, e considerando que essa importação será feita em

dólares americanos, o valor tributário dessa transação, em reais, de acordo com o

CTN, será apurado mediante

a) a aplicação da alíquota do imposto correspondente, diretamente sobre o valor

tributário expresso em dólares americanos, tratando-se de incidência de imposto

federal ou estadual que deva ser pago pelo importador, em moeda conversível.

b) sua conversão em moeda nacional, ao câmbio do dia da notificação da efeti-

vação do lançamento tributário, apenas quando se tratar de impostos estaduais e

municipais.

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c) sua conversão em moeda nacional, ao câmbio do dia da ocorrência do fato ge-

rador da obrigação, salvo disposição de lei em contrário.

d) a aplicação da alíquota do tributo correspondente, diretamente sobre o valor

tributário expresso em moeda estrangeira, tratando-se de incidência de tributo fe-

deral que deva ser pago pelo importador em moeda conversível.

e) sua conversão em moeda nacional, ao câmbio do dia da efetivação do lança-

mento tributário.

Letra c.

Nos termos do CTN, ocorrendo a importação de mercadorias em moeda estrangei-

ra, para os cálculos dos tributos incidentes na operação, há que se efetuar a con-

versão para a moeda nacional:

Art. 143. Salvo disposição de lei em contrário, quando o valor tributário esteja expresso
em moeda estrangeira, no lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional ao
câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da obrigação.

5. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL/2009) Com relação

ao imposto sobre importação de produtos estrangeiros, assinale a opção incorreta.

a) Somente se deve considerar entrada e importada aquela mercadoria estrangei-

ra que ingressa no território nacional para uso comercial ou industrial e consumo,

não aquela em trânsito, destinada a outro país.

b) A Constituição Federal outorga à União a competência para instituí-lo, vale dizer,

concede a este ente político a possibilidade de instituir imposto sobre a entrada

no território nacional, para incorporação à economia interna, de bem destinado ou

não ao comércio, produzido pela natureza ou pela ação humana, fora do território

nacional.

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c) A simples entrada em território nacional de um quadro para exposição temporá-

ria num museu ou de uma máquina para exposição em feira, destinados a retornar

ao país de origem, não configuram importação, e, por conseguinte não constituem

fato gerador.

d) Terá suas alíquotas graduadas de acordo com o grau de essencialidade do pro-

duto, de modo a se tributar com alíquotas mais elevadas os produtos considerados

supérfluos, e com alíquotas inferiores os produtos tidos como essenciais.

e) Possui caráter nitidamente extrafiscal, tanto que a Constituição Federal facul-

ta ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei,

alterar suas alíquotas, já que sua arrecadação não possui objetivo exclusivo de

abastecer os cofres públicos, mas também a conjugação de outros interesses que

interferem no direcionamento da atividade impositiva – políticos, sociais e econô-

micos, por exemplo.

Letra d.

Apesar de ser um imposto eminentemente extrafiscal, a Constituição Federal não

impõe ao imposto de importação a obrigatoriedade de se aplicar a seletividade em

função da essencialidade dos produtos. Tal determinação vale apenas para o IPI.

6. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL/2005)

I – A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias entradas em terri-

tório nacional é definida pela norma vigente no momento em que se efetivou

o registro da declaração apresentada pelo importador à repartição alfande-

gária competente?

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II – O fato gerador do imposto de importação é a data da celebração, no Brasil

ou no exterior, do contrato de compra e venda relativo aos produtos impor-

tados, ou, se conhecido, o instante em que são embarcadas as mercadorias

adquiridas no estrangeiro?

III – Quando se tratar de mercadoria despachada para consumo, a norma legal

considera como ocorrido o fato gerador do imposto de importação não na

data do ingresso nas águas territoriais brasileiras, mas na do registro, na

repartição aduaneira, da declaração de importação.

a) Sim, sim, sim.

b) Sim, não, sim.

c) Não, sim, não.

d) Não, sim, sim.

e) Não, não, sim.

Letra b.

O fato gerador do imposto de importação é a entrada no território nacional de mer-

cadoria estrangeira. No entanto, é difícil identificar o momento exato da entrada da

mercadoria no país, caso não tenha ingressado pelas fronteiras terrestres. Assim,

o Decreto-Lei n. 37/1965 define que quando se tratar de mercadoria despachada

para consumo, considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro, na repar-

tição aduaneira, da declaração de importação.

Item I – A alíquota aplicável é aquela vigente na data do fato gerador. Como o fato

gerador reputa-se ocorrido na data do registro da declaração de importação, temos

que a alíquota aplicável será a dessa data.

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Item II – A data do fato gerador é aquela em que for registrada a declaração de

importação. Nesse sentido, já decidiu o STF:

Por último, há a concernente ao fato gerador, e também não vejo, na espécie, um ato
complexo. Penso que o fato gerador, como está no Código Tributário Nacional, é a en-
trada da mercadoria no território brasileiro ou, relativamente à mercadoria que deva ser
consumida, a data que deflagra o fato gerador é a do registro da documentação própria
a essa importação.
O ato burocrático de buscar-se no setor competente da Administração Pública documen-
to hábil a viabilizar a importação não implica o surgimento do fato gerador. Gostaria de
perceber a reação dos contribuintes se se partisse para esse enfoque, exigindo-se o
pagamento do tributo – e o tributo não é inerente à compra e venda – na aquisição da
mercadoria sob a nomenclatura, isso sob a nomenclatura “imposto de importação” ou
quando da liberação da guia para importação. (Voto do Min. Marco Aurélio, no julgamen-
to do RE 225.602-8/CE, em 25/11/98)

Item III – Em face ao exposto, deve-se responder afirmativamente.

7. (CESPE/ANALISTA/STJ/2015) Em referência às noções básicas de tributos e de

seu tratamento contábil, julgue o item a seguir.

Se a alíquota do imposto sobre importação for majorada no mês de janeiro, o au-

mento somente poderá começar a ser cobrado no exercício financeiro subsequente.

Errado.

O imposto de importação, por ser eminentemente extrafiscal, figura como exceção

aos princípios da anterioridade anual e nonagesimal. Assim, a majoração de suas

alíquotas surte efeitos imediatos.

8. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL/2005) Segundo a legislação pró-

pria, considera-se estrangeira (o) e, salvo disposição em contrário, pode, sobre

ela(e), incidir o imposto de importação (salvo se por outra razão seja verificada sua

não-incidência):

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a) mercadoria restituída pelo importador estrangeiro, por motivo de modificações

na sistemática de importação por parte do país importador.

b) mercadoria enviada em consignação e não vendida no exterior no prazo autori-

zado, quando retorna ao País.

c) produto devolvido do exterior por motivo de defeito técnico, para reparo ou

substituição.

d) mercadoria nacional que retornar ao País.

e) produto estrangeiro em trânsito aduaneiro de passagem acidentalmente des-

truído no País.

Letra d.

O art. 70 do Regulamento Aduaneiro define:

Art. 70. Considera-se estrangeira, para fins de incidência do imposto, a mercadoria


nacional ou nacionalizada exportada, que retorne ao País, salvo se (Decreto-lei n. 37,
de 1966, art. 1º, § 1º, com a redação dada pelo Decreto-lei n. 2.472, de 1988, art. 1º):
I – Enviada em consignação e não vendida no prazo autorizado;
II – Devolvida por motivo de defeito técnico, para reparo ou para substituição;
III – Por motivo de modificações na sistemática de importação por parte do país impor-
tador;
IV – Por motivo de guerra ou de calamidade pública; ou
V – Por outros fatores alheios à vontade do exportador.

Na letra d, não houve menção a qualquer das exceções previstas no artigo 70, logo

está certa.

9. (ESAF/AJUDANTE DE DESPACHANTE ADUANEIRO/RFB/2012) Sobre o imposto

de exportação, é correto afirmar que:

a) são isentas do imposto de exportação as vendas de café para o exterior.

b) para efeito de cálculo do imposto, considera-se ocorrido o fato gerador na data

da saída da mercadoria do território aduaneiro.

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c) o imposto de exportação incide somente sobre mercadoria nacionalizada desti-

nada ao exterior.

d) o imposto de exportação tem como fato gerador o desembaraço aduaneiro da

mercadoria exportada.

e) em caso de elevação, a alíquota do imposto de exportação não poderá ser su-

perior a cinquenta por cento.

Letra a.

Essa isenção visa ao estímulo das exportações de café e está prevista no art. 218

do Regulamento Aduaneiro.

b) Errada. Nos termos do art. 213, parágrafo único, do Regulamento Aduaneiro,

considera-se ocorrido o fato gerador do IE no momento do registro da exportação

no SISCOMEX.

c) Errada. O imposto incide sobre mercadoria nacional ou nacionalizada destinada

ao exterior.

d) Errada. O fato gerador do imposto de exportação é saída da mercadoria do

território nacional.

e) Errada. O imposto de exportação é eminentemente extrafiscal e suas alíquotas

podem ser elevadas no intuito de desestimular as exportações de algum produto,

a fim de garantir o abastecimento nacional, por exemplo.

Sendo assim, a legislação prevê como padrão a alíquota de 30%, podendo chegar

a 150%. Assim, dispõe o Decreto-Lei n. 1.578/1977:

Art. 3º A alíquota do imposto é de trinta por cento, facultado ao Poder Executivo reduzi-
-la ou aumentá-la, para atender aos objetivos da política cambial e do comércio exterior.
Parágrafo único. Em caso de elevação, a alíquota do imposto não poderá ser superior a
cinco vezes o percentual fixado neste artigo.

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10. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL/2002.2) Quanto ao imposto de

exportação (IE), avalie o acerto das afirmações adiante e marque com V as verda-

deiras e com F as falsas; em seguida, marque a opção correta.

 (  ) O imposto incide sobre mercadoria nacional ou nacionalizada destinada ao

exterior.

 (  ) Pelas regras vigentes, o imposto é excepcional, pois somente os produtos re-

lacionados estão a ele sujeitos.

 (  ) O preço, a vista, da mercadoria, FOB ou colocada na fronteira, é indicativo do

preço normal, que é a base de cálculo do imposto.

a) V, V, V

b) V, V, F

c) V, F, F

d) F, F, F

e) F, V, F

Letra a.

Item I – Certo. O CTN, em seu art. 23, define o fato gerador do IE:

O imposto, de competência da União, sobre a exportação, para o estrangeiro, de pro-


dutos nacionais ou nacionalizados tem como fato gerador a saída destes do território
nacional.

Item II – Certo. O imposto de exportação é típico imposto extrafiscal. Sua função

não é arrecadar, mas controlar a saída de produtos do país. Em regra, o país esti-

mula as exportações, pois desenvolvem a produção nacional e favorecem a balança

comercial. Apenas em situações excepcionais, a União cobra o imposto, geralmente

quando se pretende assegurar o abastecimento do mercado nacional de determina-

dos produtos em época de escassez, por exemplo.

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Item III – Certo. Segundo o Decreto n. 4.543/2002 (Regulamento Aduaneiro vi-

gente à época da prova), art. 214, a base de cálculo do imposto é o preço normal

que a mercadoria, ou sua similar, alcançaria. No art. 2º, § 1º, do Decreto-Lei n.

1.578/1977, é definido que o preço à vista do produto, FOB ou posto na fronteira,

é indicativo do preço normal.

FOB é um termo do comércio internacional (Incoterm) que significa Free On Board,

ou seja, é o valor que o exportador arcou para entregar o produto no porto ou lugar

de saída, de onde deixará o país. A partir dessa entrega, os demais custos serão

suportados pelo adquirente no exterior, tais como seguros, por exemplo.

Sendo assim, a base do imposto de exportação é composta pelo valor dos produtos

acrescidos dos custos que o exportador suportou para transportá-los ao local da

exportação. A partir desse momento, os demais encargos incidentes não irão com-

por a base de cálculo do imposto.

11. (ESAF/ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL/2012) São

contribuintes do Imposto de Renda da Pessoa Física

a) as pessoas físicas domiciliadas ou residentes no Brasil, titulares de disponibili-

dade econômica ou jurídica de renda ou proventos de qualquer natureza.

b) as pessoas físicas domiciliadas ou residentes no Brasil, e aquelas que mesmo

sem serem residentes no País, sejam titulares de disponibilidade econômica ou ju-

rídica de renda ou proventos de qualquer natureza percebidos no exterior.

c) as pessoas físicas brasileiras domiciliadas ou residentes no Brasil, titulares de

disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou proventos de qualquer natureza.

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d) as pessoas físicas domiciliadas ou residentes no Brasil, titulares de disponibili-

dade econômica ou jurídica de renda ou proventos de qualquer natureza que per-

cebam os rendimentos somente de fontes situadas no País.

e) as pessoas físicas brasileiras domiciliadas ou residentes no Brasil, titulares de

disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou proventos de qualquer natureza,

que percebam rendimentos, independentemente da localização da fonte.

Letra a.

Esta é a definição do Regulamento do Imposto de Renda. Os residentes ou domici-

liados no Brasil são contribuintes do IRPF tanto para os rendimentos auferidos no

país, como para aqueles auferidos no exterior.

b) Errada. Os não residentes apenas serão considerados contribuintes para os

rendimentos auferidos no Brasil.

c) Errada. Apesar de não haver erro na afirmação, ela está incompleta. Não são

apenas as pessoas físicas brasileiras que são contribuintes do imposto de renda.

Também serão contribuintes os estrangeiros residentes no Brasil. A condição de

contribuinte não é revelada pela nacionalidade da pessoa física.

d) Errada. Como vimos, os residentes ou domiciliados no Brasil são contribuintes

do IRPF tanto para os rendimentos auferidos no país, como para aqueles auferidos

no exterior.

e) Errada. A banca seguiu a literalidade do RIR. Não se pode dizer que a assertiva

está errada, pois as pessoas citadas são contribuintes do IRPF. A banca considerou

errada por entender que a alternativa restringiu os contribuintes às pessoas físicas

brasileiras.

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12. (ESAF/ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL/2012) Cons-

titui rendimento para fins do Imposto sobre a Renda, exceto,

a) todo o produto do capital.

b) o provento de qualquer natureza.

c) o acréscimo patrimonial não correspondente aos rendimentos declarados.

d) a pensão e os alimentos percebidos em mercadoria.

e) todo produto do trabalho.

Letra d.

A questão pede que se assinale algo que não se enquadra no conceito de rendi-

mento. Esse conceito tem sede legal e está previsto no art. 37 do Regulamento do

Imposto de Renda:

Art. 37. Constituem rendimento bruto todo o produto do capital, do trabalho ou da


combinação de ambos, os alimentos e pensões percebidos em dinheiro, os proventos de
qualquer natureza, assim também entendidos os acréscimos patrimoniais não corres-
pondentes aos rendimentos declarados (Lei n. 5.172, de 1966, art. 43, incisos I e II, e
Lei n. 7.713, de 1988, art. 3º, § 1º).

É possível verificar que o art. 37 confirma o fato gerador do imposto de renda previs-

to no art. 43 do CTN. Logo, tanto renda como proventos representam rendimento.

RENDA é o acréscimo patrimonial proveniente do trabalho, do capital ou da

combinação de ambos. Assim, o salário recebido pelo trabalhador no final do

mês representa renda, uma vez que aquele acréscimo patrimonial teve origem no

trabalho. Da mesma forma, quando alguém aplica uma quantia em um fundo de in-

vestimento ou em ações e obtém rendimentos com essas aplicações, auferiu renda,

pois constitui acréscimo patrimonial que teve origem no capital investido.

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Já a definição de PROVENTO é obtida por exclusão, ou seja, representa qualquer

outro acréscimo patrimonial que não se enquadre no conceito de renda. Dessa

forma, quando um apostador ganha sozinho na loteria acumulada, obtém um pro-

vento. A mesma classificação se dá ao valor recebido mensalmente por um apo-

sentado.

d) Errada. A pensão e os alimentos somente constituirão rendimento quando fo-

rem recebidos em dinheiro.

a) Certa. O produto do capital representa renda e, portanto, rendimento.

b) Certa. Os proventos também representam rendimento.

c) Certa. Ainda que não declarado, o acrescimento patrimonial constitui rendimen-

to. Caso contrário, seria um convite à omissão desenfreada dos contribuintes.

e) Certa. Nos termos do art. 37 do RIR, constitui rendimento todo o produto do

capital, do trabalho ou da combinação de ambos.

13. (CESPE/CONTADOR/FUB/2015)

base de cálculo (R$) alíquota (%) parcela a deduzir do IR (R$)


até 1.903,98 – -
de 1.903,99 até 2.826,65 7,5 142,80
de 2.826,66 até 3.751,05 15 354,80
de 3.751,06 até 4.664,68 22,5 636,13
acima de 4.664,68 27,5 869,36

A tabela apresenta a incidência mensal do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF),

com vigência a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015. Com base nessa

tabela, julgue o item seguinte.

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Sobre a base de cálculo mensal de R$ 1.900,00 de um determinado servidor, a FUB

não deverá reter qualquer valor a título de IRPF.

Certo.

Por ser progressivo, o imposto de renda das pessoas físicas tem sua tributação com

base na tabela que aumenta suas alíquotas à medida que os rendimentos são mais

elevados.

A primeira faixa da tabela corresponde à alíquota zero (popularmente chamada de

faixa de isenção). Os contribuintes que receberem rendimentos até esse valor não

terão imposto a pagar e, por conseguinte, também não haverá retenção na fonte.

14. (CESPE/CONTADOR/FUB/2015)

base de cálculo (R$) alíquota (%) parcela a deduzir do IR (R$)


até 1.903,98 – -
de 1.903,99 até 2.826,65 7,5 142,80
de 2.826,66 até 3.751,05 15 354,80
de 3.751,06 até 4.664,68 22,5 636,13
acima de 4.664,68 27,5 869,36

A tabela apresenta a incidência mensal do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF),

com vigência a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015. Com base nessa

tabela, julgue o item seguinte.

A tabela do IRPF é um exemplo de tributação com alíquotas fixas.

Errado.

Conforme comentamos na anterior, a tributação do imposto de renda é progressi-

va, ou seja, não se trata de aplicação de alíquota fixa, mas de alíquotas que variam

em função do aumento na base de cálculo.

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15. (FCC/ANALISTA/TRT 3ª REGIÃO/2016) Sobre o Imposto de Renda Retido na

Fonte − IRRF é correto afirmar que

a) o contribuinte é o empregador que paga o salário e que tem o dever legal de

fazer a retenção na fonte.

b) o empregador é responsável tributário subsidiário, pois caso o empregado não

faça o pagamento do imposto devido será ele o devedor.

c) são devedores solidários o empregador e o empregado.

d) o empregador é o responsável tributário pelo pagamento do Imposto de Renda,

em substituição ao empregado, pessoa que pratica o fato gerador de auferir renda.

e) a atribuição de responsabilidade tributária à fonte pagadora dos proventos tri-

butáveis deve ser feita por ato normativo da Receita Federal.

Letra d.

Estudaremos mais à frente as figuras do contribuinte e do responsável, as duas

espécies de sujeito passivo da relação jurídico tributária.

Por ora, precisamos identificar o contribuinte do imposto de renda, que é a aquela

pessoa que auferiu os rendimentos. No caso da questão, o empregado é o contri-

buinte por auferir seu salário.

O empregador atua como responsável, uma vez que a legislação o obriga a efetuar

a retenção do imposto na fonte.

16. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL/2005) Para os efeitos do impos-

to de renda, o ___________ percebido na alienação de bens imóveis considera-se

___________. Já a importância paga a título de aluguel, remetida, creditada, em-

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pregada ou entregue ao contribuinte, produzido por bens imóveis é denominada


_________. Um (a) _________, na linguagem tributária, é o valor percebido inde-
pendentemente de ser produzido pelo capital ou o trabalho do contribuinte.
a) rendimento; rendimento de capital; ganho imobiliário; sinecura
b) provento; rendimento imobiliário; provento predial; provento
c) rendimento; rendimento de capital; ganho imobiliário; prebenda
d) ganho; ganho de capital; rendimento de capital; sinecura
e) ganho; ganho de capital; rendimento de capital; provento

Letra e.
A questão nos remete ao conceito de renda e de proventos.
Podemos verificar que a última lacuna deve ser preenchida com algo que não seja
fruto do trabalho nem do capital, o que nos leva a concluir que estamos diante de
provento.
Dessa forma, já conseguiríamos eliminar três alternativas, restando apenas as le-
tras b e a e. Entretanto, vejamos as demais lacunas.
A primeira e a segunda lacunas fazem menção ao valor recebido na alienação de
bens imóveis. Ora, se o valor foi recebido em função da venda de algo que compu-
nha o patrimônio, estamos diante de renda e não de proventos. Afinal, capital não
significa apenas dinheiro (Michaelis – Moderno Dicionário da Língua Portuguesa):

ca.pi.tal
sm (lat capitale) 1 Posses, quer em dinheiro, quer em propriedades, possuídas ou em-
pregadas em uma empresa comercial ou industrial por um indivíduo, firma, corporação
etc.(...)

A alienação de imóveis com lucro, ou seja, por um valor maior que o custo de aqui-
sição, representa o que a legislação do imposto de renda denomina de ganho de
capital. Como o próprio nome diz, podemos perceber que estamos diante de renda
e não de proventos.

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Resta, portanto, como preenchimento das duas primeiras lacunas, as expressões

“ganho” e “ganho de capital”, respectivamente.

A terceira lacuna requer o conceito do rendimento de aluguel. Perceba-se que

também estamos diante de renda e não de provento. A diferença entre ganho e

rendimento reside no fato de que no ganho houve alienação do bem. Já o rendi-

mento, apenas a remuneração pelo emprego do capital.

17. (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL/PFN/2015) Sobre o Imposto so-

bre a Renda das Pessoas Jurídicas – IRPJ, assinale a opção correta.

a) Considera-se lucro real a soma do lucro operacional e das participações.

b) Considera-se lucro real a soma dos resultados não operacionais e das participa-

ções.

c) Considera-se lucro real o lucro líquido apurado num exercício financeiro.

d) O lucro real não pode ser obtido por arbitramento.

e) O lucro arbitrado é uma forma de tributação simplificada para determinação da

base de cálculo do imposto de renda das pessoas jurídicas que não estiverem obri-

gadas, no ano calendário, à apuração do lucro real.

Letra d.

O lucro real representa a regra geral de apuração da base de cálculo do

IRPJ. Seu conceito é estabelecido no Regulamento do Imposto de Renda,

art. 247. Corresponde ao lucro líquido do período de apuração ajustado pelas

adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pelo próprio

RIR.

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Ainda na dicção do Regulamento, a determinação do lucro real será prece-

dida da apuração do lucro líquido de cada período de apuração com obser-

vância das disposições das leis comerciais. Esse conceito de lucro líquido

é definido no art. 248:

Art. 248. O lucro líquido do período de apuração é a soma algébrica do lucro operacio-


nal (Capítulo V), dos resultados não operacionais (Capítulo VII), e das participações, e
deverá ser determinado com observância dos preceitos da lei comercial (Decreto-Lei n.
1.598, de 1977, art. 6º, § 1º, Lei n. 7.450, de 1985, art. 18, e Lei n. 9.249, de 1995,
art. 4º).

Nesse sentido, o lucro real é obtido a partir do lucro apurado na contabilidade e,

posteriormente, ajustado de acordo com os elementos definidos na legislação.

Já o lucro arbitrado é uma forma peculiar de apuração da base de cálculo do impos-

to de renda. Este sistema, dependendo de certas condições, é alternativo ao lucro

real ou presumido, os quais são os sistemas padrão.

Normalmente, o lucro arbitrado destina-se às empresas que não possuem escritu-

ração contábil ou fiscal, ou incorrem em outra situação especificada nas hipóteses

de arbitramento.

18. (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL/PFN/2015) São isentos ou não

se sujeitam ao imposto sobre a renda os seguintes rendimentos originários do tra-

balho e assemelhados, exceto:

a) até 50% (cinquenta por cento) dos rendimentos de transporte de passageiros.

b) 75% (setenta e cinco por cento) dos rendimentos do trabalho assalariado re-

cebidos, em moeda estrangeira, por servidores de autarquias ou repartições do

Governo brasileiro no exterior.

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c) até 90% (noventa por cento) dos rendimentos de transporte de carga e serviços

com trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados.

d) salário-família.

e) rendimentos pagos a pessoa física não residente no Brasil, por autarquias ou

repartições do Governo brasileiro situadas fora do território nacional e que corres-

pondam a serviços prestados a esses órgãos.

Letra a.

No caso de transporte de passageiros, de acordo com o disposto no art. 47, II, do

Regulamento do Imposto de Renda, a base de cálculo será de 60% do total recebi-

do, ou seja, 40% representa parcela isenta, a ser considerada como custo para se

auferir o rendimento do serviço.

b) Certa. Dispõe o art. 44 do regulamento do Imposto de Renda que no caso de

rendimentos do trabalho assalariado recebidos, em moeda estrangeira, por ausen-

tes no exterior a serviço do País, de autarquias ou repartições do governo brasilei-

ro, situadas no exterior, consideram-se tributável vinte e cinco por cento do total

recebido. Assim, 75% seria parcela isenta.

c) Certa. Para conseguir auferir o rendimento decorrente do transporte de carga, o

contribuinte deve arcar com algumas despesas, tais como: manutenção do veículo,

combustível etc.

Por isso, a legislação do imposto de renda considera que apenas 10% resulta em

acréscimo patrimonial e, por conseguinte, valor tributável. Os 90% restantes re-

presentam despesas.

d) Certa. O salário-família é isento do imposto de renda, conforme dispõe o art.

39, XLI, do Regulamento do Imposto de Renda.

e) Certa. Essa isenção está prevista no art. 687 do Regulamento do Imposto de

Renda.

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19. (CESPE/CONTADOR/MPOG/2015) Com base no disposto na IN n. º 971/2009,

da Receita Federal do Brasil, julgue o item subsequente, relativo a normas gerais

de tributação previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais destinadas

à previdência social e as destinadas a outras entidades ou fundos, administradas

pela Receita Federal.

Para fins de prestação de informações sobre imposto de renda junto ao fisco, as

missões diplomáticas e as repartições consulares de carreiras estrangeiras se equi-

param a empresas.

Errado.

Como o próprio enunciado da esclarece, a Instrução Normativa 971 trata das con-

tribuições previdenciárias. O art. 3º, § 4º, IV, da referida IN, equipara as missões

diplomáticas e repartições consulares a empresas, para fins de cumprimentos de

obrigações previdenciárias.

O erro do item está em afirmar que essa obrigação se estende ao imposto de renda.

20. (CESPE/CONTADOR/FUB/2015) A respeito das obrigações tributárias acessó-

rias, julgue o item seguinte. Nesse sentido, considere que a sigla DIRF, sempre que

utilizada, refere-se a declaração do imposto sobre a renda retido na fonte.

Considere que determinado órgão público efetue o pagamento de aluguel, ou ar-

rendamento a pessoa jurídica domiciliada no exterior, sem realizar a retenção do

imposto de renda na fonte. Nessa situação, a apresentação da DIRF, por parte des-

sa pessoa jurídica, é dispensada.

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Errado.

A DIRF é uma declaração que constitui obrigação acessória no que diz respeito ao

imposto de renda. A obrigação de transmitir a DIRF é da fonte pagadora, ou seja,

do responsável que efetuou a retenção na fonte e não do contribuinte.

No caso da questão, ainda que o titular do rendimento esteja domiciliado no exte-

rior, a obrigação de efetuar a retenção e, consequentemente, transmitir a DIRF, é

da fonte pagadora aqui no Brasil.

21. (CESPE/ANALISTA/ANTAQ/2014) Acerca dos impostos, taxas e contribuições,

julgue os próximos itens.

Os rendimentos auferidos em aplicações financeiras e em rendimento de poupança

de pessoa jurídica, sob o regime de apuração do lucro real, deverão ser acrescidos

à base de cálculo do imposto de renda sobre pessoa jurídica (IRPJ) e da contribui-

ção social sobre o lucro líquido (CSLL).

Errado.

O lucro real, base de cálculo do imposto de renda das pessoas jurídicas, é obtido a

partir do lucro contábil e deve ser ajustado pelas adições, exclusões e compensa-

ções previstos na legislação.

Quando os rendimentos já estão computados no lucro contábil, não devem ser adi-

cionados para obtenção do lucro real. Nesse caso, o máximo que poderíamos ter

seria uma exclusão, caso se trate de rendimento isento.

22. (FCC/ANALISTA/TERESINA/PI/2016) A respeito do imposto sobre produtos in-

dustrializados é INCORRETO afirmar que

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a) se inclui dentre os impostos de competência da União.

b) será seletivo, em função da essencialidade do produto.

c) terá reduzido seu impacto sobre a aquisição de bens de capital pelo contribuinte

do imposto, na forma da lei.

d) será não cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação com

o montante cobrado nas anteriores.

e) incidirá sobre produtos industrializados destinados ao exterior.

Letra e.

Os produtos destinados ao exterior não sofrem a incidência do IPI, visto que há

imunidade prevista no art. 155, § 3º, III, da Constituição Federal.

a) Certa. O IPI é imposto de competência da União, conforme previsto na Consti-

tuição Federal, art. 153, IV.

b) Certa. A Constituição determina a aplicação da seletividade ao IPI no art. 155,

§ 3º, I.

c) Certa. A redução do impacto do IPI na aquisição de bens de capital (bens que

serão utilizados na produção de outros bens), está prevista no art. 155, § 3º, IV,

da CF.

d) Certa. A não cumulatividade na tributação do IPI é determinada no art. 155, §

3 II, da Constituição.

23. (FCC/JUIZ/TJ-SC/2016) Wagner, pequeno empresário, domiciliado na cidade

de Mafra/SC, desejando ampliar seus negócios, pensou em transformar seu esta-

belecimento comercial em estabelecimento industrial. Sua preocupação era ter de

pagar um imposto que até então lhe era desconhecido: o IPI. Para melhor conhecer

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esse imposto, conversou com alguns amigos que também eram proprietários de

indústria e cada um deles lhe passou as informações que tinham sobre esse impos-

to. Disseram-lhe, por exemplo, que a competência para instituir esse imposto está

prevista na Constituição Federal e que, de acordo com o texto constitucional, o IPI

I – É imposto não-cumulativo, compensando-se o que é devido em cada opera-

ção com o montante cobrado nas anteriores, pelo mesmo ou outro Estado ou

pelo Distrito Federal.

II – Tem seu impacto reduzido sobre a aquisição de bens de capital pelo contri-

buinte do imposto, na forma estabelecida em Regulamento.

III – Pode ter suas alíquotas interestaduais alteradas por meio de Resolução do

Senado Federal.

IV – É imposto seletivo, em função da essencialidade do produto, mas não o é em

função do porte do estabelecimento industrial que promove seu fato gerador.

Está correto o que se afirma em

a) IV, apenas.

b) I, apenas.

c) I, II, III e IV.

d) I e III, apenas.

e) II e IV, apenas.

Letra a.

Assim como a anterior, essa se responde pela aplicação direta do § 3º, do art. 155,

da Constituição Federal:

§ 3º O imposto previsto no inciso IV:


I – será seletivo, em função da essencialidade do produto;

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II – será não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação com o
montante cobrado nas anteriores;
III – não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao exterior.
IV – terá reduzido seu impacto sobre a aquisição de bens de capital pelo contribuinte do
imposto, na forma da lei.

Item I – Errado. O IPI é imposto de competência da União. Logo, não é cobrado

pelos Estados ou DF. Essa definição se enquadraria apenas para o ICMS.

Item II – Errado. A redução do impacto na aquisição de bens de capital deve

ocorrer mediante lei.

Item III – Errado. Por ser imposto federal, o IPI não tem alíquotas interestadu-

ais. Sua alíquota é uniforme em todo o território nacional, podendo variar apenas

em função do produto, em observância à seletividade.

Item IV – Certo. A seletividade, de observância obrigatória para o IPI, visualiza

apenas o produto e sua essencialidade, pouco importando quem é o contribuinte.

É, pois, critério objetivo da tributação e não subjetivo.

24. (FCC/CONTADOR/SP/2010) Sobre o Imposto sobre Produtos Industrializados

(IPI), é correto afirmar que

a) o imposto é cumulativo.

b) tem como fato gerador a venda de produtos industriais por estabelecimento

comercial.

c) não incide sobre a importação de produtos industrializados.

d) a base de cálculo do imposto na importação de produtos estrangeiros é o valor

CIF da importação.

e) o imposto é seletivo em função da essencialidade dos produtos.

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Letra e.

Determina a Constituição Federal, em seu art. 153, § 3º, I, que o IPI será seletivo,

em função da essencialidade do produto. Seletividade significa aplicar alíquotas di-

ferentes para diferentes produtos, a depender da essencialidade de cada um. Para

itens de primeira necessidade, alíquotas menores. Para os mais supérfluos, alíquo-

tas mais expressivas.

a) Errada. A disciplina constitucional do IPI é no sentido de que o imposto deverá

atender à não cumulatividade, compensando-se o que for devido em cada operação

com o montante cobrado nas anteriores.

b) Errada. De acordo com o CTN, o fato gerador do IPI é, em regra, a saída (de

estabelecimento industrial ou equiparado) e não a venda de produtos industrializa-

dos de estabelecimento comercial.

c) Errada. Nos termos do art. 46, I, do CTN, constitui fato gerador do IPI o desem-

baraço aduaneiro de produtos industrializados, quando de procedência estrangeira.

A exportação é que está fora do campo de incidência, pois há imunidade para estas

operações.

d) Errada. CIF (Cost, Insurance and Freight) significa que o preço cobrado engloba

o valor das mercadorias, do seguro e do frete. Assim, o valor CIF compõe a base

de cálculo do imposto de importação. No entanto, para o IPI, o próprio valor do

imposto de importação compõe a base de cálculo. Nesse sentido, o art. 47 do CTN

estabelece que a base de cálculo do IPI na importação é o preço normal, acrescido

do montante do imposto sobre a importação, das taxas exigidas para entrada do

produto no país e dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou

dele exigíveis.

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25. (FCC/AUDITOR/TCE/AM/2007) Lei federal que fixa alíquotas aplicáveis ao Im-

posto sobre Produtos Industrializados (IPI) estabeleceu que a alíquota referente a

navios produzidos no Estado do Rio de Janeiro é de 1%, e a dos produzidos no resto

do país, 8%. Tal disposição vulnera, especificamente, o princípio constitucional da

a) não discriminação entre procedência e destino do produto.

b) seletividade do imposto sobre produtos industrializados.

c) liberdade de trânsito.

d) uniformidade geográfica da tributação.

e) não-cumulatividade.

Letra d.

A Constituição Federal estabelece a competência tributária dos entes políticos e

delimita o exercício dessa competência através de limitações ao poder de tributar,

dentre as quais estão os princípios constitucionais tributários.

No caso específico da questão, observa-se que a instituição de alíquotas diferen-

ciadas para o Estado do Rio de Janeiro ofende o princípio disposto no art. 151, I,

da CF/88, segundo o qual é vedado à União instituir tributo que não seja uniforme

em todo o território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação

a Estado, ao Distrito Federal ou a Município, em detrimento de outro. Trata-se do

princípio da uniformidade geográfica da tributação.

O mesmo dispositivo, porém, permite a concessão de incentivos fiscais destinados

a promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes

regiões do país, o que poderia permitir a concessão de incentivos fiscais para de-

terminado Estado.

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Ocorre que conferir um tratamento diferenciado ao Estado do Rio de Janeiro em

nada iria promover o equilíbrio do desenvolvimento, já que os menos favorecidos

normalmente estão localizados no Norte e no Nordeste do país.

26. (CESPE/ANALISTA/MPU/2015) Julgue o item subsequente, relativos aos tribu-

tos e às suas respectivas competências. A União pode elevar a alíquota do IPI sem

depender da aprovação do Congresso Nacional, mas essa elevação não poderá ser

implementada antes de noventa dias de sua decretação.

Certo.

Devido ao seu caráter extrafiscal, a alteração das alíquotas do IPI é exceção ao

princípio da legalidade, podendo ser feita por ato do Poder Executivo, sem a parti-

cipação do Congresso Nacional.

Pelo mesmo motivo, o IPI representa exceção ao princípio da anterioridade.

Porém, dentre os tributos extrafiscais, o IPI é o único que não figura como exceção

à anterioridade nonagesimal. Sendo assim, a majoração das alíquotas deve obser-

var o prazo de 90 dias para cobrança.

27. (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL/PFN/2015) Não é fato gerador

do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI:

a) o conserto, a restauração e o recondicionamento de produtos usados para co-

mércio.

b) a confecção de vestuário, por encomenda direta do consumidor ou usuário, em

oficina do confeccionador.

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c) a operação efetuada fora do estabelecimento industrial.

d) o reparo de produtos com defeito de fabricação, mediante substituição de par-

tes e peças, mesmo quando a operação for remunerada.

e) o preparo de produto, por encomenda direta do consumidor ou usuário, desde

que na residência do preparador.

Letra b.

O conceito de industrialização foi estampado no art. 4º do Regulamento do

Imposto sobre Produtos Industrializados:

Art. 4º Caracteriza industrialização qualquer operação que modifique a natureza, o fun-


cionamento, o acabamento, a apresentação ou a finalidade do produto, ou o aperfeiçoe
para consumo, tal como:
I – a que, exercida sobre matérias-primas ou produtos intermediários, importe na ob-
tenção de espécie nova (transformação);
II – a que importe em modificar, aperfeiçoar ou, de qualquer forma, alterar o funciona-
mento, a utilização, o acabamento ou a aparência do produto (beneficiamento);
III – a que consista na reunião de produtos, peças ou partes e de que resulte um novo
produto ou unidade autônoma, ainda que sob a mesma classificação fiscal (montagem);
IV – a que importe em alterar a apresentação do produto, pela colocação da embalagem,
ainda que em substituição da original, salvo quando a embalagem colocada se destine
apenas ao transporte da mercadoria (acondicionamento ou reacondicionamento); ou
V – a que, exercida sobre produto usado ou parte remanescente de produto deteriorado
ou inutilizado, renove ou restaure o produto para utilização (renovação ou recondicio-
namento).

Por outro lado, o próprio regulamento se apressa em definir algumas ope-

rações que, embora se enquadrem em uma das modalidades de industriali-

zação ou delas se aproxime, estão excluídas do conceito de industrialização.

É o que o RIPI chama de exclusões, ou seja, tais operações são excluídas do

conceito de industrialização. Sendo assim os produtos resultantes não serão con-

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siderados industrializados para fins de incidência do imposto. Trata-se de uma lista

um pouco extensa, de modo que a exceção acaba sendo maior que a regra. Senão,

vejamos:

Art. 5º Não se considera industrialização:


I – o preparo de produtos alimentares, não acondicionados em embalagem de apresen-
tação:
a) na residência do preparador ou em restaurantes, bares, sorveterias, confeitarias,
padarias, quitandas e semelhantes, desde que os produtos se destinem a venda direta
a consumidor; ou
b) em cozinhas industriais, quando destinados a venda direta a pessoas jurídicas e a
outras entidades, para consumo de seus funcionários, empregados ou dirigentes;
II – o preparo de refrigerantes, à base de extrato concentrado, por meio de máquinas,
automáticas ou não, em restaurantes, bares e estabelecimentos similares, para venda
direta a consumidor;
III – a confecção ou preparo de produto de artesanato, definido no art. 7º;
IV  – a confecção de vestuário, por encomenda direta do consumidor ou usuário, em
oficina ou na residência do confeccionador;
V – o preparo de produto, por encomenda direta do consumidor ou usuário, na residên-
cia do preparador ou em oficina, desde que, em qualquer caso, seja preponderante o
trabalho profissional;
VI  – a manipulação em farmácia, para venda direta a consumidor, de medicamentos
oficinais e magistrais, mediante receita médica;
VII  – a moagem de café torrado, realizada por estabelecimento comercial varejista
como atividade acessória;
VIII – a operação efetuada fora do estabelecimento industrial, consistente na reunião de
produtos, peças ou partes e de que resulte:
a) edificação (casas, edifícios, pontes, hangares, galpões e semelhantes, e suas cober-
turas);
b) instalação de oleodutos, usinas hidrelétricas, torres de refrigeração, estações e cen-
trais telefônicas ou outros sistemas de telecomunicação e telefonia, estações, usinas e
redes de distribuição de energia elétrica e semelhantes; ou
c) fixação de unidades ou complexos industriais ao solo;
IX – a montagem de óculos, mediante receita médica, e;
X – o acondicionamento de produtos classificados nos Capítulos 16 a 22 da TIPI, ad-
quiridos de terceiros, em embalagens confeccionadas sob a forma de cestas de natal e
semelhantes;
XI – o conserto, a restauração e o recondicionamento de produtos usados, nos casos
em que se destinem ao uso da própria empresa executora ou quando essas operações
sejam executadas por encomenda de terceiros não estabelecidos com o comércio de tais
produtos, bem como o preparo, pelo consertador, restaurador ou recondicionador, de
partes ou peças empregadas exclusiva e especificamente naquelas operações;

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XII – o reparo de produtos com defeito de fabricação, inclusive mediante substituição de


partes e peças, quando a operação for executada gratuitamente, ainda que por conces-
sionários ou representantes, em virtude de garantia dada pelo fabricante;
XIII – a restauração de sacos usados, executada por processo rudimentar, ainda que
com emprego de máquinas de costura;
XIV – a mistura de tintas entre si, ou com concentrados de pigmentos, sob encomenda
do consumidor ou usuário, realizada em estabelecimento comercial varejista, efetuada
por máquina automática ou manual, desde que fabricante e varejista não sejam empre-
sas interdependentes, controladora, controlada ou coligadas; e
XV – a operação de que resultem os produtos relacionados na Subposição 2401.20 da
TIPI, quando exercida por produtor rural pessoa física.
Parágrafo único. O disposto no inciso VIII não exclui a incidência do imposto sobre os
produtos, partes ou peças utilizados nas operações nele referidas.

O art. 7º complementa:

Art. 7º Para os efeitos do art. 5º:


I – no caso do seu inciso III, produto de artesanato é o proveniente de trabalho manual
realizado por pessoa natural, nas seguintes condições:
a) quando o trabalho não contar com o auxílio ou a participação de terceiros assalaria-
dos; e
b) quando o produto for vendido a consumidor, diretamente ou por intermédio de enti-
dade de que o artesão faça parte ou seja assistido;
II – nos casos dos seus incisos IV e V:
a) oficina é o estabelecimento que empregar, no máximo, cinco operários e, quando
utilizar força motriz não dispuser de potência superior a cinco quilowatts; e
b) trabalho preponderante é o que contribuir no preparo do produto, para formação de
seu valor, a título de mão de obra, no mínimo com sessenta por cento.

28. (ESAF/ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL/2012) Avalie

os itens a seguir e assinale a opção correta.

I – O desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira é fato ge-

rador do Imposto sobre Produtos Industrializados, considerando-se ocorrido

o referido desembaraço quando a mercadoria consta como tendo sido impor-

tada e o extravio ou avaria venham a ser apurados pela autoridade fiscal,

inclusive na hipótese de mercadoria sob regime suspensivo de tributação.

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II – Considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto sobre Produtos Industria-

lizados na saída de armazém-geral ou outro depositário do estabelecimento

industrial ou equiparado a industrial depositante, quanto aos produtos entre-

gues diretamente a outro estabelecimento.

III – Considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto sobre Produtos Industria-

lizados na saída do estabelecimento industrial diretamente para estabeleci-

mento da mesma firma ou de terceiro, por ordem do encomendante, quanto

aos produtos mandados industrializar por encomenda.

a) Somente o item I está correto.

b) O item I e o item II estão corretos.

c) Os itens I, II e III estão corretos.

d) Os itens II e III estão corretos.

e) Os itens I e III estão corretos.

Letra c.

A questão versa sobre o aspecto temporal da incidência do IPI, ou seja, em que

momento se considera ocorrido o fato gerador.

Item I – Certo. O art. 35, I, do RIPI define o desembaraço aduaneiro como fato

gerador do imposto. O parágrafo único do mesmo artigo estabelece que conside-

rar-se-á ocorrido o respectivo desembaraço aduaneiro da mercadoria que constar

como tendo sido importada e cujo extravio ou avaria venham a ser apurados pela

autoridade fiscal, inclusive na hipótese de mercadoria sob regime suspensivo de

tributação.

Item II – Certo. Assim dispõe o art. 36, II do RIPI.

Item III – Certo. Literalidade do art. 36, IV do RIPI.

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29. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL/2014) São imunes

da incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados, exceto:

a) o ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial.

b) os livros, jornais e periódicos e o papel destinado à sua impressão.

c) os produtos industrializados destinados ao exterior.

d) as aeronaves de uso militar vendidas à União.

e) a energia elétrica, derivados do petróleo, combustíveis e minerais do País.

Letra d.

São imunes à incidência do imposto:

• os livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão (Constitui-

ção Federal, art. 150, inciso VI, alínea “d”);

• os produtos industrializados destinados ao exterior (Constituição Federal, art.

153, § 3º, inciso III);

• o ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial

(Constituição Federal, art. 153, § 5º); e

• a energia elétrica, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País

(Constituição Federal, art. 155, § 3º).

• as aeronaves de uso militar vendidas à União são isentas do IPI, conforme

prevê o Regulamento do IPI em seu art. 54, VI. Trata-se, pois, de dispensa

legal do pagamento e não imunidade, eis que esta decorre diretamente da

Constituição Federal.

30. (FCC/TÉCNICO/TRF 4ª REGIÃO/2014) Acerca do Imposto sobre Produtos In-

dustrializados,

a) por ter natureza extrafiscal, é exceção à legalidade, irretroatividade, anteriori-

dades anual e nonagesimal.

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b) pode ser instituído ou majorado por ato do Poder Executivo, sendo exceção à

regra da legalidade.

c) é instituído por lei, mas tem as alíquotas incidentes sobre cada produto indus-

trializado fixadas por ato do Poder Executivo, mais especificamente Decreto.

d) é exceção à anterioridade nonagesimal, mas deve obediência à anterioridade

anual.

e) é exceção à anterioridade anual e nonagesimal.

Letra c.

a) Errada. Devido ao seu caráter extrafiscal, a alteração das alíquotas do IPI é

exceção ao princípio da legalidade, podendo ser feita por ato do Poder Executivo,

sem a participação do Congresso Nacional. Pelo mesmo motivo, o IPI representa

exceção ao princípio da anterioridade. Porém, dentre os tributos extrafiscais, o IPI

é o único que não figura como exceção à anterioridade nonagesimal. Sendo assim,

a majoração das alíquotas deve observar o prazo de 90 dias para cobrança.

b) Errada. Embora seja possível sua majoração por ato do Executivo, a instituição

do IPI deve ser feita por lei.

d) Errada. O IPI somente é exceção à anterioridade anual, conforme visto na al-

ternativa A.

e) Errada. O IPI somente é exceção à anterioridade anual, conforme visto na al-

ternativa A.

31. (FCC/PROMOTOR/MP-PE/2014) O Presidente da República, através de Decreto,

elevou a alíquota do IPI incidente sobre carro zero. É correto afirmar que este ato

a) é legal, porque somente a lei pode prever a possibilidade de majoração de alí-

quota por ato do Poder Executivo.

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b) é inconstitucional, porque esta majoração sempre depende de lei, não podendo

ser praticado por ato do Poder Executivo que não tenha força de lei.

c) é ilegal, porque para se elevar a alíquota do IPI é necessário lei ou, pelo menos,

medida provisória.

d) é constitucional, desde que esta elevação de alíquota tenha ocorrido dentro de

condições e limites estabelecidos em lei.

e) é constitucional, pois a Constituição autoriza majoração do IPI por ato do Poder

Executivo, sem necessidade de se observar qualquer limite ou condição legal.

Letra d.

Conforme estudamos, a Constituição Federal permite que o IPI figure como exce-

ção ao princípio da legalidade, podendo ter suas alíquotas modificadas por Decreto.

Ocorre que, para que o Decreto seja válido, ele deve atender aos limites legais, não

podendo extrapolar.

32. (CESPE/DEFENSOR/DPU/ 2015) A respeito das limitações ao poder de tributar

e da competência tributária, julgue o item que se segue.

A União tem competência para instituir o imposto territorial rural, o qual terá como

fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, como

definido na lei civil, localizado fora da zona urbana do município, todavia não poderá

esse imposto incidir sobre pequenas glebas rurais exploradas pelo proprietário que

não possua outro imóvel, tratando-se, nesse caso, de uma imunidade específica.

Certo.

A União detém a competência para instituição do ITR. Porém, há imunidade espe-

cífica para as pequenas glebas rurais prevista no art. 153, § 4º, II.

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33. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL/2002) Relativamente ao Im-

posto Territorial Rural (ITR), avalie o acerto das afirmações adiante e marque com

V as verdadeiras e com F as falsas; em seguida, marque a opção correta.

 (  ) Como regra, o ITR incide inclusive sobre o imóvel declarado de interesse social

para fins de reforma agrária.

 (  ) Segundo a interpretação legal, imóvel rural de área inferior a 30 hectares,

independentemente do local onde se encontre, é considerada pequena pro-

priedade, imune ao imposto.

 (  ) O “posseiro” do imóvel é estranho à relação jurídica relativa ao ITR, pois o

contribuinte do imposto é o titular do domínio útil ou o proprietário.

a) V, V, V.

b) V, V, F.

c) V, F, F.

d) F, F, F.

e) F, V, F.

Letra b.

Item I – Certo. O Decreto 4.382/2002 (Regulamento do ITR) estabelece em seu

art. 2º, § 1º, que o ITR incide sobre a propriedade rural declarada de utilidade ou

necessidade pública, ou interesse social, inclusive para fins de reforma agrária.

Item II – Certo. O art. 153, § 4º, II, confere imunidade às pequenas glebas ru-

rais, definidas em lei. O RITR define pequena gleba rural para fins de gozo da imu-

nidade:

Art. 3º. § 1º. Pequena gleba rural é o imóvel com área igual ou inferior a (Lei n. 9.393,
de 1996, art. 2º, parágrafo único):

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I – cem Hectares, se localizado em município compreendido na Amazônia Ocidental ou


no Pantanal mato-grossense e sul-mato-grossense;
II – Cinquenta hectares, se localizado em município compreendido no Polígono das Se-
cas ou na Amazônia Oriental;
III – trinta hectares, se localizado em qualquer outro município.

Assim, o imóvel com área inferior a 30 hectares é considerado pequena gleba rural

para fins de imunidade ao ITR, seja qual for sua localização. Item verdadeiro.

Item III – Errado. Determina o RITR:

Art. 5º Contribuinte do ITR é o proprietário de imóvel rural, o titular de seu domínio


útil ou o seu possuidor a qualquer título (Lei n. 5.172, de 1966, art. 31; Lei n. 9.393,
de 1996, art. 4º).

34. (CESPE/ANALISTA/MPU/2015) Julgue o item subsequente, relativos aos tribu-

tos e às suas respectivas competências.

A arrecadação do imposto sobre propriedade territorial rural pertencerá inteira-

mente ao município quando este optar por fiscalizá-lo e cobrá-lo, hipótese em que

o município não poderá abrir mão de sua arrecadação integral, vedado qualquer

tipo de renúncia fiscal.

Certo.

O ITR, imposto de competência da União, terá sua receita destinada à própria

União, com posterior entrega de 50% aos municípios.

Porém, a Constituição prevê a possibilidade de delegação da capacidade tributária

ativa aos municípios, hipótese em que o ente municipal ficará com todo o recurso

arrecadado, desde que não implique redução do imposto ou qualquer outra forma

de renúncia fiscal (art. 153, § 4º, III).

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35. (FCC/AUDITOR/SEGEP-MA/2016) De acordo com a Constituição Federal, o Im-

posto Territorial Rural é um tributo de competência da União, mas 50% do produto

de sua arrecadação pertence aos Municípios. Caso, porém, um Município brasileiro

opte por fiscalizá-lo e cobrá-lo, na forma da lei, sem reduzir o seu montante e sem

adotar qualquer outra forma de renúncia fiscal, caberá a esse Município a integra-

lidade do produto de sua arrecadação.

Ciente disso, em dezembro de 2015, um Município brasileiro celebrou convênio com

a União, por intermédio da Secretaria da Receita Federal, que lhe delegou as atri-

buições de fiscalização (inclusive a de lançamento dos créditos tributários) e de co-

brança do ITR, abrindo mão, também, de eventual competência supletiva da União

para fiscalizá-lo e cobrá-lo, enquanto o referido Município mantivesse observância

de todas as regras legais e de todas as cláusulas do referido convênio.

Com base no CTN, o sujeito ativo da obrigação tributária principal, relativa ao ITR

incidente sobre as propriedades territoriais rurais localizadas nesse Município, será

a) tanto a União, como o Município, em solidariedade ativa, relativamente a todos

os créditos tributários constituídos nesse Município.

b) apenas o Município.

c) aquele que for indicado como sujeito ativo no convênio firmado entre a União e

o Município.

d) apenas a União.

e) a União, em relação a 50% dos créditos tributários constituídos nesse Município,

e será o Município em relação aos outros 50%.

Letra b.

Essa questão é bem interessante.

Conforme vimos na anterior, em regra, a arrecadação do ITR é da União que, por

força de determinação constitucional, deverá destinar 50% aos municípios.

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Ocorre que a própria Constituição prevê a hipótese de delegação da capacidade tri-

butária ativa, situação em que o município que firmar convênio com a União ficará

com a totalidade dos recursos arrecadados.

Contudo, há que se destacar que, mesmo nessa situação, a União continua sendo

a titular da competência tributária. Já a capacidade tributária ativa seria integral do

município enquanto vigente o convênio.

36. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL/2009) Analise os

itens a seguir, classificando-os como verdadeiros (V) ou falsos (F). Em seguida,

escolha a opção adequada às suas respostas:

I – as operações de câmbio constituem fato gerador do IOF – imposto sobre

operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mo-

biliários;

II – o câmbio traz um comércio de dinheiro, no qual este se torne mercadoria e,

como tal, tem custo e preço;

III – operações de câmbio são negócios jurídicos de compra e venda de moeda

estrangeira ou nacional, ou, ainda, os negócios jurídicos consistentes na en-

trega de uma determinada moeda a alguém em contrapartida de outra mo-

eda recebida.

a) Somente o item I está correto.

b) Estão corretos somente os itens I e II.

c) Estão corretos somente os itens I e III.

d) Todos os itens estão corretos.

e) Todos os itens estão errados.

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Letra d.

O IOF tem seu fato gerador definido no art. 63 do Código Tributário Nacional:

Art. 63. O imposto, de competência da União, sobre operações de crédito, câmbio e se-


guro, e sobre operações relativas a títulos e valores mobiliários tem como fato gerador:
I – quanto às operações de crédito, a sua efetivação pela entrega total ou parcial do
montante ou do valor que constitua o objeto da obrigação, ou sua colocação à disposi-
ção do interessado;
II – quanto às operações de câmbio, a sua efetivação pela entrega de moeda nacional
ou estrangeira, ou de documento que a represente, ou sua colocação à disposição do
interessado em montante equivalente à moeda estrangeira ou nacional entregue ou
posta à disposição por este;
III – quanto às operações de seguro, a sua efetivação pela emissão da apólice ou do
documento equivalente, ou recebimento do prêmio, na forma da lei aplicável;
IV – quanto às operações relativas a títulos e valores mobiliários, a emissão, transmis-
são, pagamento ou resgate destes, na forma da lei aplicável.

Item I – Certo. Logicamente, as operações de câmbio constituem fato gerador do IOF.

Itens II e III – Certos. O inciso II do art. 63, acima transcrito, responde aos

itens. O câmbio é um negócio jurídico de compra e venda de moeda, a qual se re-

veste da qualidade de mercadoria, apresentando custo e preço. Itens verdadeiros.

37. (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL/2003) Nos termos do Código

Tributário Nacional, constitui base de cálculo do imposto, de competência da União,

sobre operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre operações relativas a títulos

e valores mobiliários, entre outras hipóteses:

a) Quanto às operações de seguro, o montante do valor contratado que a segura-

dora deverá pagar ao segurado na hipótese de ocorrência de sinistro.

b) Quanto às operações relativas a títulos e valores mobiliários, na emissão, o va-

lor nominal do título menos o deságio, se houver.

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c) Quanto às operações relativas a títulos e valores mobiliários, na transmissão,

o preço ou o valor nominal, ou o valor da cotação em Bolsa, conforme determinar

decreto do Poder Executivo.

d) Quanto às operações de câmbio, o respectivo montante em moeda nacional,

recebido, entregue ou posto à disposição.

e) Quanto às operações de crédito, o montante da obrigação, exclusive os juros.

Letra d.

As bases de cálculo do IOF são definidas no art. 64 do CTN, nos seguintes termos:

Art. 64. A base de cálculo do imposto é:


I – Quanto às operações de crédito, o montante da obrigação, compreendendo o prin-
cipal e os juros;
II – Quanto às operações de câmbio, o respectivo montante em moeda nacional, rece-
bido, entregue ou posto à disposição;
III – Quanto às operações de seguro, o montante do prêmio;
IV – Quanto às operações relativas a títulos e valores mobiliários:
a) na emissão, o valor nominal mais o ágio, se houver;
b) na transmissão, o preço ou o valor nominal, ou o valor da cotação em Bolsa, como
determinar a lei;
c) no pagamento ou resgate, o preço.

Assim, nas operações de câmbio, a base de cálculo é o respectivo montante em

moeda nacional, recebido, entregue ou posto à disposição.

38. (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL/PFN/2015) São contribuintes do

Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos e

Valores Mobiliários (IOF):

a) o mutuante, nas operações de crédito.

b) os alienantes de títulos e valores mobiliários.

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c) os titulares dos contratos, nas operações relativas a contratos derivativos.

d) os titulares de conta-corrente, nas hipóteses de lançamento e transmissão de

valores.

e) as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo

Banco Central do Brasil, nas operações relativas a aquisição, resgate, cessão ou

repactuação de títulos e valores mobiliários em que o valor do pagamento para a

liquidação seja superior a 95% (noventa e cinco por cento) do valor inicial da ope-

ração.

Letra c.

O Código Tributário Nacional define em seu art. 66:

Art. 66. Contribuinte do imposto é qualquer das partes na operação tributada, como


dispuser a lei.

Logo, não apenas a pessoa que contrata a operação pode ser definida pela lei como

contribuinte. A instituição financeira, a seguradora e a empresa de câmbio também

poderão ser sujeitos passivos da obrigação tributária.

Em regra, são contribuintes do IOF as pessoas físicas e as pessoas jurídicas que

efetuarem operações de crédito, câmbio e seguro ou relativas a títulos ou valores

mobiliários. A cobrança e o recolhimento do imposto são efetuados pelo responsá-

vel tributário: a pessoa jurídica que conceder o crédito; as instituições autorizadas

a operar em câmbio; as seguradoras ou as instituições financeiras a quem estas

encarregarem da cobrança do prêmio de seguro; as instituições autorizadas a ope-

rar na compra e venda de títulos ou valores mobiliários.

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39. (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL/2003) Estabelece a Constituição

Federal que ao ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento

cambial, é aplicável o seguinte tratamento quanto à sua tributação e à transferên-

cia da correspondente arrecadação:

a) sem prejuízo da incidência de outros impostos discriminados na Constituição,

sujeita-se à incidência do imposto, de competência da União, sobre a renda e pro-

ventos de qualquer natureza, relativamente aos ganhos obtidos em operações tri-

butáveis, assegurada a transferência de vinte e três e meio por cento do produto

da arrecadação do tributo para os Estados e o Distrito Federal e de igual percentual

para os Municípios.

b) sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto, de competência da União,

sobre operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre operações relativas a títulos

e valores mobiliários, devido na operação de origem, e a alíquota mínima do tributo

será de um por cento, assegurada a transferência de trinta por cento do montante

da arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou o Território, conforme a origem,

e de setenta por cento do montante da arrecadação para o Município de origem.

c) sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto, de competência da União,

sobre operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre operações relativas a títulos e

valores mobiliários, devido na operação de origem, e a alíquota máxima do tributo

será de um por cento, assegurada a transferência de trinta por cento do montante

da arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou o Território, conforme a origem,

e de setenta por cento do montante da arrecadação para o Município de origem.

d) sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto, de competência da União,

sobre operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre operações relativas a títulos

e valores mobiliários, devido na operação de destino, não podendo a alíquota míni-

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ma ser inferior a um por cento, assegurada a transferência de trinta por cento do

montante da arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou o Território, conforme

o destino, e de setenta por cento do montante da arrecadação para o Município de

destino.

e) sujeita-se à incidência dos impostos discriminados na Constituição, de compe-

tência da União, dos Estados e do Distrito Federal, observados os corresponden-

tes fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes definidos em normas infra-

constitucionais apropriadas, assegurada a transferência, nos termos e percentuais

estabelecidos na Constituição, de parte do produto da arrecadação dos impostos

federais para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios e, de parte do produto

da arrecadação do correspondente imposto estadual, para os Municípios.

Letra b.

O ouro, normalmente, é tratado como mercadoria, comercializado para diversas

aplicações, tais como joias, relógios etc. Entretanto, também é utilizado como mo-

eda (ativo financeiro ou instrumento cambial).

O tratamento que deve ser conferido ao ouro, quando definido em lei como ativo

financeiro ou instrumento cambial, está previsto no art. 153, § 5º, da Constituição

Federal. Segundo o dispositivo constitucional, quando definido em lei como ativo

financeiro ou instrumento cambial, o ouro sujeita-se exclusivamente à incidência

do imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre operações relati-

vas a títulos e valores mobiliários, devido na operação de origem.

Estabelece ainda que a alíquota mínima do IOF será de 1%, assegurada a trans-

ferência de 30% do montante da arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou

o Território, conforme a origem, e de 70% do montante da arrecadação para o Mu-

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nicípio de origem. Assim, temos que o valor arrecadado com o IOF incidente sobre

o ouro ativo financeiro ou instrumento cambial é completamente repassado aos

Estados, DF e Municípios.

Essas disposições exigem bastante atenção em questões de prova, pois as bancas

costumam elaborar assertivas informando que a alíquota máxima é de 1%. O cor-

reto é que essa é a alíquota mínima, nas operações com ouro ativo financeiro.

Pode ocorrer também a inversão dos percentuais destinados aos Estados e Municí-

pios, ou, ainda, confundir o candidato misturando origem e destino.

b) Certa. Literalidade do § 5º, do art. 153, da CF/88.

a) Errada. O único imposto que incide sobre o ouro ativo financeiro é o IOF.

c) Errada. O erro está em afirmar que a alíquota de 1% é máxima. O correto é no

mínimo 1%.

d) Errada. O erro da alternativa está em afirmar que a distribuição da arrecadação

aos Estados e Municípios é conforme o destino. A tributação ocorre apenas na ori-

gem e é pela origem que se processa a distribuição do valor arrecadado.

e) Errada. Conforme exposto, apenas o IOF incide sobre o ouro ativo financeiro

ou instrumento cambial.

40. (ESAF/FISCAL DE RENDAS/PREF. RIO DE JANEIRO/2010) Sobre os tributos de

competência da União, é incorreto afirmar que:

a) relativamente ao imposto sobre produtos industrializados, é facultado ao Poder

Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em decreto, alterar as

respectivas alíquotas.

b) o imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza será informado pelos

critérios de generalidade, universalidade e progressividade, na forma da lei.

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c) o imposto sobre propriedade territorial rural não incidirá sobre pequenas glebas

rurais, definidas em lei, quando as explore o proprietário que não possua outro

imóvel.

d) compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais e de intervenção

no domínio econômico.

e) compete à União instituir contribuição, cobrada de seus servidores, para o cus-

teio, em benefício destes, do regime previdenciário próprio a eles.

Letra a.

A Constituição preceitua em seu art. 153, § 1º, que é facultado ao Poder Executivo,

atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas do

imposto sobre produtos industrializados. Dessa forma, não pode um ato infralegal,

como um Decreto, por exemplo, estabelecer estes limites.

b) Certa. Segundo o art. 153, § 2º, I, da CF/88, o imposto sobre a renda será

informado pelos critérios da generalidade, da universalidade e da progressividade,

na forma da lei. Generalidade diz respeito às pessoas (contribuintes). Significa que,

auferindo rendimentos, todos estão sujeitos à incidência do imposto. Universalida-

de diz respeito aos rendimentos. Significa que todos os rendimentos auferidos pelo

contribuinte estão sujeitos à tributação, independente da denominação jurídica

desses rendimentos. A progressividade é aplicada quando as alíquotas aumentam

à medida que aumenta também a base de cálculo.

c) Certa. O art. 153, § 4º, II, confere imunidade às pequenas glebas rurais, defi-

nidas em lei. O RITR define pequena gleba rural para fins de gozo da imunidade:

Art. 3º. § 1º. Pequena gleba rural é o imóvel com área igual ou inferior a (Lei n. 9.393,
de 1996, art. 2º, parágrafo único):
I – cem hectares, se localizado em município compreendido na Amazônia Ocidental ou
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II – cinquenta hectares, se localizado em município compreendido no Polígono das Se-


cas ou na Amazônia Oriental;
III – trinta hectares, se localizado em qualquer outro município.

d) Certa. A assertiva reproduz a literalidade do caput do art. 149, da CF/88, e

por isso foi considerada correta pela ESAF. No entanto, ressalvamos que o § 1º

do mesmo artigo prevê a possibilidade de os Estados, DF e Municípios instituírem

contribuição cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do

regime previdenciário próprio.

e) Certa. Tanto a União como os Estados, DF e Municípios podem instituir contri-

buições sociais previdenciárias, cobradas dos seus próprios servidores. Observe-se

que a ressalva constitucional para os Estados, DF e Municípios é para os regimes

próprios de previdência. A União continua detendo a competência para cobrar dos

servidores federais.

41. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) A respeito das contribuições so-

ciais, é correto afirmar que:

a) a contribuição do empregador incide só sobre a folha de salários.

b) a contribuição da empresa pode ser feita em função do tipo de produto que ela

vende.

c) o trabalhador não contribui para a Seguridade Social.

d) os concursos de prognósticos não estão sujeitos à incidência de contribuições

sociais.

e) pode haver incidência de contribuição social sobre a importação de bens do ex-

terior.

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Letra e.

No art. 195, a Constituição estabelece as bases de onde poderão ser cobradas as

contribuições para a Seguridade. São elas:

1. Do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada, incidente

sobre:

1.1.1.1. A folha de salários das pessoas físicas que lhe prestem serviços

• Contribuição previdenciária a cargo da empresa ou contribuição previdenciá-

ria patronal (CPP).

1.2. A receita ou o faturamento

• PIS e COFINS.

1.3. O lucro

• Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

2. Do trabalhador e demais segurados da previdência social

Contribuição para a seguridade social, na qualidade de segurado.

3. Sobre a receita de concursos de prognósticos

Concursos de prognósticos são as loterias e os jogos autorizados.

4. Do importador de bens ou serviços do exterior

PIS e COFINS importação.

42. (FCC/ANALISTA PROCESSUAL/PGE/BA/2013) A Constituição Federal dispõe,

acerca das Contribuições Sociais, que

a) somente podem ser instituídas por lei complementar.

b) têm por finalidade única custear a previdência social.

c) a contribuição de intervenção no domínio econômico tem por fato gerador a re-

gulação da economia e por finalidade gerar recursos para a seguridade social.

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d) a contribuição social do empregador não tem natureza tributária, sendo um en-


cargo trabalhista de natureza salarial.
e) a contribuição social para a seguridade social tem por finalidade gerar recursos
para a saúde, previdência e assistência social, sendo tributo de receita vinculada.

Letra e.
As contribuições sociais para a seguridade têm seus recursos destinados à sua ma-
nutenção, compreendendo seus três pilares: assistência, previdência e saúde.
a) Errada. As contribuições sociais são instituídas por lei ordinária. Não há exigên-
cia constitucional de lei complementar para instituir tal tributo. Apenas as contri-
buições residuais necessitariam ser veiculadas em lei complementar.
b) Errada. As contribuições sociais têm destinações diversas, não se limitando à
previdência social.
c) Errada. A contribuição de intervenção no domínio econômico (CIDE) tem por
finalidade custear as próprias atividades de intervenção do Estado.
A título ilustrativo, vejamos o dispositivo da Lei n. 10.336/01, que institui a CIDE
Combustíveis:

Art. 1º Fica instituída a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente


sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e
seus derivados, e álcool etílico combustível (Cide), a que se refere os arts. 149 e 177
da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional no 33, de 11
de dezembro de 2001.
§ 1º O produto da arrecadação da Cide será destinado, na forma da lei orçamentária, ao:
I – Pagamento de subsídios a preços ou transporte de álcool combustível, de gás natural
e seus derivados e de derivados de petróleo;
II – Financiamento de projetos ambientais relacionados com a indústria do petróleo e
do gás; e
III – Financiamento de programas de infraestrutura de transportes.

d) Errada. A contribuição do empregador é uma contribuição social para custeio

da seguridade social. É, portanto, tributo.

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43. (FCC/ANALISTA PROCESSUAL/PGE-BA/2013) Considerando as contribuições, é

correto afirmar:

a) É inconstitucional vincular o produto da arrecadação às contribuições sociais.

b) É a destinação do produto da arrecadação que preserva a natureza constitucio-

nal das contribuições sociais.

c) Contribuição social que tenha por fato gerador o lucro é inconstitucional, pois

lucro está inserido no conceito de renda, fato gerador do imposto de renda.

d) Só é possível existirem contribuições de intervenção no domínio econômico com

finalidades distintas, se tiverem a mesma hipótese de incidência e base de cálculo.

e) A contribuição de melhoria, enquanto contribuição social, deve necessariamente

ter receita vinculada, qual seja, a obra pública que justificou sua instituição.

Letra b.

Com o advento da CF/88, o art. 4º do CTN deixou de ser aplicável em sua inteireza

às contribuições sociais e aos empréstimos compulsórios, eis que a destinação legal

do produto da arrecadação é requisito de validade dessas espécies tributárias.

a) Errada. As contribuições sociais têm sua natureza jurídica determinada justa-

mente a partir da análise da destinação legal do produto da sua arrecadação. Esse

é o fundamento constitucional para a sua validade.

c) Errada. O art. 195 da Constituição Federal prevê a instituição da contribuição

sobre o lucro (CSLL). Estamos diante de um caso de bis in idem permitido pela

Constituição, já que concede à União a possibilidade de tributar o lucro por meio de

um imposto (IRPJ) e de uma contribuição (CSLL).

d) Errada. Se as finalidades são distintas, obviamente as contribuições de inter-

venção terão hipótese de incidência e base de cálculo distintas.

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e) Errada. A contribuição de melhoria é espécie tributária independente, não sen-

do classificada como contribuição social. Além disso, apesar de ser tributo vincu-

lado, já que seu fato gerador está relacionado a uma contraprestação estatal, a

contribuição de melhoria é tributo de arrecadação não vinculada, vale dizer, o ente

político que cobrar a contribuição poderá aplicar os recursos arrecadados onde lhe

for mais conveniente e oportuno.

44. (CESPE/ANALISTA/SEDF/2017) Relativamente aos tributos retidos na fonte

pela administração pública federal, julgue o item subsequente.

É obrigatória a retenção da contribuição ao INSS quando do pagamento por ser-

viços contratados por empreitada para preparação de dados para processamento

eletrônico, excetuados os relativos a vigilância ou segurança por meio de monito-

ramento eletrônico.

Certo.

Esta é uma questão muito específica do CESPE relativa à obrigatoriedade da reten-

ção nos serviços de empreitada. A resposta está no art. 117 da Instrução Norma-

tiva 971:

Art. 117. Estarão sujeitos à retenção, se contratados mediante cessão de mão de obra


ou empreitada, observado o disposto no art. 149, os serviços de:
I – limpeza, conservação ou zeladoria, que se constituam em varrição, lavagem, ence-
ramento ou em outros serviços destinados a manter a higiene, o asseio ou a conserva-
ção de praias, jardins, rodovias, monumentos, edificações, instalações, dependências,
logradouros, vias públicas, pátios ou de áreas de uso comum;
II – vigilância ou segurança, que tenham por finalidade a garantia da integridade física
de pessoas ou a preservação de bens patrimoniais;
III – construção civil, que envolvam a construção, a demolição, a reforma ou o acrésci-
mo de edificações ou de qualquer benfeitoria agregada ao solo ou ao subsolo ou obras
complementares que se integrem a esse conjunto, tais como a reparação de jardins ou

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de passeios, a colocação de grades ou de instrumentos de recreação, de urbanização ou


de sinalização de rodovias ou de vias públicas;
IV – natureza rural, que se constituam em desmatamento, lenhamento, aração ou gra-
deamento, capina, colocação ou reparação de cercas, irrigação, adubação, controle de
pragas ou de ervas daninhas, plantio, colheita, lavagem, limpeza, manejo de animais,
tosquia, inseminação, castração, marcação, ordenhamento e embalagem ou extração
de produtos de origem animal ou vegetal;
V – digitação, que compreendam a inserção de dados em meio informatizado por ope-
ração de teclados ou de similares;
VI – preparação de dados para processamento, executados com vistas a viabilizar ou
a facilitar o processamento de informações, tais como o escaneamento manual ou a
leitura ótica.
Parágrafo único. Os serviços de vigilância ou segurança prestados por meio de monito-
ramento eletrônico não estão sujeitos à retenção.

45. (CESPE/ANALISTA/STJ/2015) Com relação às retenções na fonte realizadas

pela administração pública federal, julgue o item subsequente.

A contribuição para o financiamento da seguridade social não incide sobre os recur-

sos recebidos pelas empresas públicas e pelas sociedades de economia mista, oriun-

dos dos orçamentos da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Errado.

Nos termos da Lei n. 8.212, que trata das contribuições sociais, a Seguridade So-

cial será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos

do art. 195 da Constituição Federal e desta lei, mediante recursos provenientes da

União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de contribuições sociais.

Ainda complementa que são consideradas empresas: a firma individual ou socieda-

de que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos

ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta,

indireta e fundacional.

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46. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL/2009) Segundo o art.

195, caput, da Constituição Federal, a seguridade social será financiada por toda a

sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos prove-

nientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,

e das contribuições sociais que enumera. Sobre estas, é incorreto afirmar que:

a) ao afirmar que o financiamento da seguridade social se dará por toda a socie-

dade, revela-se o caráter solidário de tal financiamento. Todavia, as pessoas físicas

e jurídicas somente podem ser chamadas ao custeio em razão da relevância social

da seguridade se tiverem relação direta com os segurados ou se forem, necessa-

riamente, destinatárias de benefícios.

b) a solidariedade não autoriza a cobrança de tributo sem lei, não autoriza exigên-

cia de quem não tenha sido indicado por lei como sujeito passivo de obrigação tri-

butária, e não autoriza que seja desconsiderada a legalidade estrita que condiciona

o exercício válido da competência relativamente a quaisquer tributos.

c) as contribuições de seguridade social, sendo tributos, submetem-se às normas

referentes às limitações do poder de tributar, contidas no art. 150 da Constituição

Federal, com exceção da anterioridade geral, em face da norma especial contida no

art. 195, § 6º (anterioridade nonagesimal), especialmente concebida para o condi-

cionamento da instituição de contribuições de seguridade social.

d) para a instituição de contribuições ordinárias (nominadas) de seguridade social,

quais sejam, as já previstas nos incisos I a IV do art. 195 da Constituição, basta a

via legislativa da lei ordinária, consoante o entendimento pacificado do Supremo

Tribunal Federal.

e) as entidades beneficentes de assistência social gozam de imunidade das contri-

buições para a seguridade social.

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Letra a.

Ao afirmar que o financiamento da Seguridade Social se dará por toda a socieda-

de, é revelado o caráter solidário de tal financiamento. No entanto, a solidariedade

ocorre de forma indireta, ou seja, contribui-se para o interesse da coletividade

mesmo que não se utilize das prestações. Era o que ocorria com a extinta CPMF,

que, a princípio, deveria ter seus valores revertidos, entre outras aplicações, para

financiamento da saúde. Grande parcela dos contribuintes da CPMF, entretanto,

não utilizava o Sistema Único de Saúde – SUS.

b) Certa. Apesar do caráter solidário, o financiamento da Seguridade Social não

pode ofender os princípios constitucionais tributários, entre eles a legalidade, nem

o art. 3º do CTN.

c) Certa. Ao se enquadrar na definição do art. 3º do CTN, as contribuições sociais

correspondem a uma espécie tributária e, por isso, valem todas as limitações pre-

vistas na CF, com as devidas exceções previstas na própria Constituição.

d) Certa. A exigência constitucional de lei complementar é para as contribuições

que venham a ser criadas no exercício da competência residual da União. Para

aquelas já previstas nos incisos I a IV do art. 195, basta a lei ordinária. Assim en-

tende o STF:

Reserva constitucional de lei complementar. Incidência nos casos taxativamente indi-


cados na constituição. Contribuição de seguridade social devida por servidores públicos
federais em atividade. Instituição mediante lei ordinária. Possibilidade. (ADI 2.010-MC,
Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 30-9-1999, Plenário, DJ de 12-4-2002.) No
mesmo sentido: ADC 8-MC, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 13-10-1999, Ple-
nário, DJ de 4-4-2003.

e) Certa. Apesar de a CF/88 trazer o termo “isentas”, trata-se de imunidade. Mui-

tas vezes a CF utiliza os termos não incidência e isenção para definir o que, na

verdade, é imunidade, por se tratar de uma limitação da competência prevista no

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próprio texto constitucional. Prevê o art. 195, § 7º, que são isentas de contribuição

para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que aten-

dam às exigências estabelecidas em lei.

47. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) Além das inúmeras contribuições

sociais instituídas no texto da Constituição Federal, há possibilidade de instituição

de novas espécies de contribuição social? Assinale a assertiva que responde incor-

retamente à pergunta formulada.

a) Pode haver contribuição social com o mesmo fato gerador de outra já existente.

b) O rol de contribuições sociais não é taxativo.

c) Há previsão constitucional de competência residual.

d) A diversidade da base de financiamento permite outras contribuições sociais.

e) A União pode instituir outras contribuições sociais.

Letra a.

O STF firmou o seguinte entendimento, ao julgar o RE 228.321-RS:

Quando o § 4º, do art. 195, da C.F., manda obedecer a regra da competência residual da
União – art. 154, I – não estabelece que as contribuições não devam ter fato gerador ou
base de cálculo de impostos. As contribuições, criadas na forma do § 4º, do art. 195, da
C.F., não devem ter, isto sim, fato gerador e base de cálculo próprios das contribuições
já existentes.

Em relação às outras assertivas, O § 4º, do art. 195 define que a lei poderá insti-

tuir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da Seguridade

Social. Prevê aqui a competência da União para instituir as demais contribuições

sociais.

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48. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) A respeito da base de cálculo e

contribuintes das contribuições sociais, analise as assertivas abaixo, assinalando a

incorreta.

a) Remuneração paga, devida ou creditada aos segurados e demais pessoas físicas

a seu serviço, mesmo sem vínculo empregatício – EMPRESA.

b) Receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em

todo território nacional – PRODUTOR RURAL PESSOA JURÍDICA.

c) Incidentes sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção

rural – SEGURADO ESPECIAL.

d) Salário de contribuição dos empregados domésticos a seu serviço –EMPREGA-

DORES DOMÉSTICOS.

e) Incidentes sobre seu salário de contribuição – TRABALHADORES.

Letra b.

A Lei n. 8.212/1991, em seu art. 22, § 6º define que a receita bruta decorrente dos

espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional é base cál-

culo da contribuição social devida pela associação desportiva que mantém equipe

de futebol profissional.

49. (ESAF/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL/2009) Sobre a Contribuição So-

cial para o Lucro Líquido (CSLL), instituída pela Lei n. 7.689/88, julgue os itens

abaixo, classificando-os como verdadeiros (V) ou falsos (F). Em seguida, escolha a

opção adequada às suas respostas:

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I – A sua base de cálculo é a mesma do imposto de renda das pessoas físicas,

sendo que as deduções e compensações admissíveis para a apuração de um

correspondem àquelas admitidas para fins de apuração da base de cálculo

do outro;

II – A sua base de cálculo é o valor do resultado do exercício antes da provisão

para o imposto de renda;

III – A CSLL poderá incidir sobre o resultado presumido ou arbitrado, quando tal

seja o regime de apuração a que a pessoa jurídica se submete relativamente

ao imposto de renda.

a) Estão corretos os itens I e II.

b) Estão corretos os itens I e III.

c) Estão corretos os itens II e III.

d) Todos os itens estão corretos.

e) Todos os itens estão errados.

Letra c.

Item I – Errado. A CSLL é contribuição devida pelas pessoas jurídicas e incide

sobre o lucro. Assim não há que se falar em mesma base de cálculo do imposto de

renda das pessoas físicas.

Item II – Certo. De acordo com o art. 2º da Lei n. 7.689/1988, a base de cálculo

da CSLL é o valor do resultado do exercício, antes da provisão para o imposto de

renda.

Item III – Certo. A CSLL, como o próprio nome diz, incide sobre o lucro das em-

presas. Esse lucro é determinado pelo regime de tributação do imposto de renda ao

qual a empresa se submete, podendo ser real, presumido ou arbitrado.

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50. (CESPE/ANALISTA/MPU/2015) Com referência a IRRF, contribuição previdenci-

ária (INSS), ICMS e ISS, julgue o seguinte item.

As contribuições sociais sobre a folha de pagamentos das empresas se converte-

ram, a partir da Emenda Constitucional n. 20/1998, em contribuições destinadas

exclusivamente ao custeio dos benefícios do regime geral da previdência social, não

incidindo sobre essa receita a desvinculação de receitas da União.

Certo.

A partir da EC n. 20/1998, a contribuição incidente sobre a folha de salários passou

a ser destinada especificamente para a previdência social.

De acordo com o ADCT, art. 76 e seguintes, as contribuições previdenciárias estão

excetuadas da desvinculação de receitas da União.

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