Você está na página 1de 13

UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

ANDRÉ CALCAGNITI PADILHA

Avaliação da aprendizagem de números no Ensino Fundamental:


resolvendo e elaborando novos problemas

Araras - SP
2018
UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

A aplicação dos conteúdos da disciplina de Matemática do Ensino


Fundamental no cotidiano dos educandos

Relatório Técnico - Cientifico apresentado na


disciplina de Projeto Integrador para o curso de
Licenciatura em Ciências Naturais e Matemática
da Fundação Universidade Virtual do Estado de
São Paulo (UNIVESP).

Araras - SP
2018
PADILHA, André Calcagniti. A aplicação dos conteúdos da disciplina de
Matemática do Ensino Fundamental no cotidiano dos educandos. 00f. Relatório
Técnico-Científico (Licenciatura em Ciências Naturais e Matemática) – Universidade
Virtual do Estado de São Paulo. Polo Araras, 2018.

RESUMO

Este Projeto Integrador tem o objetivo de analisar a avalição de aprendizagem de


números no Ensino Fundamental, através da elaboração e resolução de novos
problemas relacionados ao cotidiano dos estudantes. Através de metodologias de
pesquisa de campo e Design Thinking, serão elaboradas propostas para novas
aplicações (pedagógicas e metodológicas) do conteúdo da disciplina, relacionando-o
à realidade dos alunos.

PALAVRAS-CHAVE: Projeto; Cotidiano; Realidade; Design Thinking.


PADILHA, André Calcagniti. The application of the contents of the subject
Mathematics of Elementary Education in the daily life of the students.
00f.Technical-Scientific Report (Licenciatura em Ciências Naturais e Matemática) –
Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Polo Araras, 2018.

ABSTRACT

This Integrator Project aims to analyze the evaluation of numbers learning in


Elementary School, through the elaboration and resolution of new problems related to
students' daily lives. Through methodologies of field research and Design Thinking,
proposals will be developed for new applications (pedagogical and methodological) of
the content of the subject, relating it to the students' reality.

KEYWORDS: Project; Daily; Reality; Design Thinking.


LISTA DE ILUSTRAÇÕES

FIGURA 1– BRAINSTORM..........................................................................................18
FIGURA 2 - MAPA MENTAL PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM MATEMÁTICA.........................19
FIGURA 3 - GRÁFICO GAMA GT................................................................................22
FIGURA 4 - VISTA AÉREA DA SQS 308......................................................................24
FIGURA 5 – RUNTASTIC............................................................................................25
FIGURA 6 – GEOGEBRA............................................................................................25
FIGURA 7 – TED.....................................................................................................26
FIGURA 8 – TRANSFERIDOR.....................................................................................26
FIGURA 9 – SPEEDCLOCK........................................................................................26
FIGURA 10 - USO DE TECNOLOGIAS NA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS...........................28
LISTAS DE TABELAS

TABELA 1 - ALGUNS PROBLEMAS IDENTIFICADOS.................................................... 17


TABELA 2 - ALGUMAS POTENCIALIDADES A SEREM EXPLORADAS.............................. 17
TABELA 3 - PROPOSTA DE PLANO DE AÇÃO..............................................................19
TABELA 4 - ALUNOS QUE POSSUEM CELULAR SMARTPHONE......................................29
TABELA 5 - O CELULAR COMO ACRÉSCIMO NO APRENDIZADO.................................... 29
TABELA 6 - USO DO CELULAR EM AULA DE MATEMÁTICA............................................30
TABELA 7 - CONHECIMENTO OU USO DE APLICATIVO................................................ 30
SUMÁRIO
(Fonte: Arial ou Times 12; títulos em negrito/ subtítulo sem negrito)

1. INTRODUÇÃO..........................................................................................................7
1.1 Problema e objetivos.............................................................................................. 8
1.2 Justificativa............................................................................................................. 9
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..............................................................................11
3. MATERIAL E MÉTODOS EMPREGADOS............................................................16
4. ANÁLISES E DISCUSSÕES DE RESULTADOS..................................................21
4.1 Protótipo Inicial..................................................................................................... 21
4.2 Fishbowl............................................................................................................... 22
4.3 Protótipo Final...................................................................................................... 23
4.4 Feedback sobre o protótipo final.......................................................................... 28
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................... 32
REFERÊNCIAS.......................................................................................................... 34
ANEXOS.....................................................................................................................35
APÊNDICES...............................................................................................................36
1. INTRODUÇÃO

A definição de Matemática é que esta é a ciência do raciocínio lógico e do


pensamento abstrato, que estuda quantidades, medidas, espaços, estruturas,
variações e estatísticas (Courant, 2000). A matemática é utilizada em diversas áreas
de conhecimento, como engenharia, física, química, biologia, entre outras.
Durante os anos do Ensino Fundamental, os alunos são expostos aos mais
diversos temas da Matemática, e os currículos escolares desenvolvidos em muitos
países trazem aspectos em comum e inéditos: alfabetização matemática, não
linearidade do currículo, aprendizagem com significado, resolução de problemas e
linguagem matemática. É notável, no entanto, que nos últimos trinta anos o Brasil
tenha passado por diversas reformas em seu currículo escolar para o ensino de
matemática (Nacarato,2017).
O grande desafio dos educadores e professores da disciplina na atualidade é
como aplicar os conteúdos e assuntos da matemática e relacioná-los ao cotidiano dos
alunos. Este Projeto Integrador tem como objetivo a abordagem deste tema,
realizando pesquisas de campo com instituições e alunos do Ensino Fundamental,
observando como é realizado o ensino de Matemática e como os educadores fazem
as relações dos conteúdos com as aplicações atuais e futuras do cotidiano e
realidade dos alunos.

1.1 Problema e objetivos

Ao analisar propostas curriculares de diversos estados brasileiros, podemos


destacar diversos pontos positivos e alguns pontos negativos (Carvalho,2000):
• tratamento e análise de dados por meio de gráficos;
• noções de estatística e probabilidade;
• a percepção de que a matemática é uma linguagem;
• a importância do raciocínio combinatório;
• a percepção que a Matemática escolar tem como função preparar o
cidadão para atuar na sociedade em que vive.
Como aspectos negativos, Carvalho destaca a preferência em detalhar os
conteúdos e algoritmos nas operações, ao invés dos conceitos, e a pouca “oferta” de
sugestões metodológicas aos professores. Identificou também a ausência de
orientações ao tratamento de habilidades fundamentais para o desenvolvimento do
pensamento matemático (como exemplo, cita o cálculo mental, estimativas e
aproximações).
Partindo desses pressupostos, esse estudo tem como objetivo, através de
ferramentas como o Design Thinking e Pesquisa de Campo, conhecer com mais
critério esses pontos negativos, identificando a realidade do ensino de Matemática em
instituições de ensino do Ensino Fundamental, do ponto de vista dos educadores e
professores e dos alunos e, utilizando as forças positivas do estudo de Carvalho,
transformar as “fraquezas” identificadas em oportunidades de melhoria no ensino de
matemática, trazendo uma conexão entre os conteúdos e os objetos e realidade dos
alunos.

1.2. Justificativa

A proposta deste Projeto Integrador é embasada no fato de que um futuro


professor de Matemática esteeja exposto a reflexões sobre conteúdos a serem
ensinados nos níveis Fundamental e Médio de ensino; conheça a realidade escolar e
seu contexto; esteja em contato com pesquisas na área de Educação Matemática que
abordam dificuldades identificadas no aprendizado de conteúdos básicos; analise
conteúdos e novos enfoques para os programas das escolas; e discuta as
potencialidades das ferramentas tecnológicas para a aprendizagem da Matemática,
elaborando atividades de ensino nesses ambientes diferenciados.
Além disso, o tema apresentado é algo latente em nossas instituições de
ensino; o estudo do tema permitirá a elaboração de uma proposta de orientação para
práticas metodológicas para a resolução do problema.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Toda disciplina ministrada possui suas crenças; são concepções, visões e


preferências que fazem parte do conhecimento dos professores e alunos. Essas
crenças possuem construção histórica e devem ser trabalhadas de forma inter-
relacionada, pois são base de formação do perfil aluno / professor (Thompson, 1997).
Em um estudo de Chácon (2003), podemos considerar três perspectivas de
crenças específicas sobre a matemática: a matemática como ferramenta (visão
utilitarista); como corpo estático e unificado de conhecimento (visão platonista) e
como um campo de criação humana, um campo aberto e de verdades provisórias.
Chácon também categoriza a forma de ensino e aprendizagem da matemática em
três modelos: o modo prescritivo de ensinar, com ênfase em regras e procedimentos;
ensino com ênfase nos conceitos e na lógica dos procedimentos matemáticos; e o
ensino voltado à resolução de problemas, aos processos gerativos da matemática.
Observamos que, em nossos currículos escolares, existe uma mescla entre as
três perspectivas de crenças e dos modelos de ensino/aprendizagem. No entanto,
identificamos uma maior predominância dos primeiros modelos (o utilitarista), em que
a matemática é vista como uma caixa de ferramentas. Além disso, vemos pouca
utilização do terceiro modelo, que o professor age como um mediador, organizando o
ambiente de aprendizagem do aluno, e este sendo ativo e tendo papel de construtor
do seu próprio conhecimento. Nisto conseguimos diagnosticar o nosso tema-
problema: como será visto adiante na seção “Protótipo”, a grande maioria dos alunos
consegue identificar que a matemática é importante e tem muita utilização em seu
cotidiano, mas tem dificuldades em exemplificar isso. O aluno ainda exerce um papel
passivo no aprendizado da matemática, estando sujeito à resolução de problemas
através de regras e procedimentos preestabelecidos, e encontramos dificuldades
(tanto dos professores quanto dos alunos) em realizar aplicações matemáticas em
assuntos do cotidiano e da realidade. Apesar de saber utilizar as tais regras e
procedimentos padrões, os alunos possuem grande dificuldade em interpretar e
solucionar situações problema - resumidamente, possuem dificuldade na linguagem
matemática (Nacarato,2017).
Constata-se também que, quando situações problemas são abordadas, os
educadores se utilizam da pseudorrealidade (Skovsmose, 2007). Utilizam exemplos
de compras, taxas de câmbio, aceleração, entre outros, que não têm relação direta
com o cotidiano e vida dos estudantes. Não há problemas na utilização desses
conceitos, porém os professores devem criar contextos que “ampliem o vocabulário
matemático” dos alunos.
Tais abordagens teóricas reforçam a nossa situação problema: a dificuldade
dos alunos e professores em desenvolver a capacidade de abstrair o contexto,
apreendendo relações e significados, para aplicá-los em outras situações e que, além de
resolver problemas, consiga elaborá-los através de diferentes perspectivas.
Através de ferramentas de resolução de problemas e de pesquisa, identificaremos
em uma instituição de Ensino Fundamental (com alunos do nono ano) as realidades de
ensino e aprendizagem, os principais métodos utilizados pelos educadores, as
dificuldades em contextualizar situações problemas com o cotidiano/realidade e a
percepção de como a matemática é utilizada no dia-a-dia.

2.1. Aplicação das disciplinas estudadas no Projeto Integrador

Como este Projeto Integrador é especificamente voltado ao ensino da


Matemática no Ensino Fundamental, muitas das disciplinas já abordadas na
licenciatura encaixam-se e tem relação direta com o conteúdo deste estudo. Desde as
matérias mais “técnicas”, como Introdução à Matemática, Estatística, Cálculo, e
matérias mais “pedagógicas”, como Processos Didáticos, Teorias do Currículo,
Avaliação Educacional e da Aprendizagem e Educação Mediada por Tecnologias.

3. MATERIAL E MÉTODOS EMPREGADOS

Para investigação e análise de nossa situação problema, utilizaremos o


método de pesquisa de campo. A pesquisa de campo é uma das etapas da
metodologia científica de pesquisa que corresponde à observação, coleta, análise e
interpretação de fatos e fenômenos que ocorrem dentro de um determinado nicho,
cenário e ambiente natural de vivência.
Nossa situação problema trata-se de um estudo de caso, que é um
instrumento pedagógico que apresenta um problema mal estruturado, que é um
problema que não tem solução pré-definida, exigindo empenho de uma equipe para
identificar o problema, analisar evidências, desenvolver argumentos lógicos, avaliar e
propor soluções.
Para nosso estudo de caso, realizaremos a pesquisa de campo na Escola
Estadual José Ometto, na cidade de Araras. As abordagens serão realizadas com
alunos e professores do nono ano do Ensino Fundamental, em uma sala de 24
alunos, com idade de 13 a 15 anos. Realizaremos entrevistas e pesquisas com
perguntas direcionadas aos alunos e professores, relacionadas aos métodos de
ensino e aprendizagem da disciplina, e como os alunos entendem que a matemática
pode ser aplicada em sua vida cotidiana e em suas atividades e profissões futuras.
Além da aplicação das entrevistas e pesquisas, acompanharemos
presencialmente algumas aulas em sala, para presenciar quais metodologias e como
o professor aborda os conteúdos da disciplina para os educandos.

4. PROTÓTIPO

Após a realização das pesquisas em campo, realizaremos o protótipo para a


resolução do problema através da ferramenta de Design Thinking. Esta ferramenta é
um método prático-criativo de solução de problemas ou questões, com vistas a um
resultado futuro. É uma forma de pensar baseada ou focada em soluções, com um
objetivo inicial, em vez de começar com um determinado problema.
Após identificação das possíveis soluções do problema, estas serão
apresentadas aos professores e responsáveis pela instituição, para uma possível
aplicação de imediata no ambiente de sala de aula. O objetivo é verificar a eficácia da
solução proposta na realidade escolar, confrontando com os argumentos
apresentados na base e pesquisas teóricas realizadas.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Através do presente estudo, conseguimos atestar (através das pesquisas

bibliográficas) que a dificuldade em aplicar os conceitos matemáticos ensinados no

Ensino Fundamental é presente em todo o cenário escolar brasileiro. As pesquisas de

campo nos permitirão conhecer mais a fundo a realidade de uma instituição de ensino

público, e as principais técnicas e métodos utilizados por um docente da disciplina.

Aplicando a ferramenta de Design Thinking, elaboramos soluções para o

problema, com a intenção de aplicá-las no ambiente de sala, para verificar a eficácia

das propostas e, se necessário, realizar adequações para a elaboração do protótipo

final.
REFERÊNCIAS

BOYER, C. B.; UTA, C. M.. História da Matemática [Trad. Helena Castro]. 3 ed. São
Paulo: Blucher, 2012.
D’AMBRÓSIO, U.. Educação Matemática: da teoria à prática. 23. ed. Campinas:
Papirus, 2012.
KUBO, O.; BOTOMÉ, S.. Ensino e aprendizagem: uma interação entre dois
processos comportamentais. Interação, v.5, p.123-32, 2001.
HART-DAVIS, A.. O Livro da Ciência. 2. ed. São Paulo: Globo, 2016.
PILETTI, C.. Didática geral. São Paulo: Ática, 1995.
RIBEIRO, J. L. P.. Áreas e Proporções nas Superquadras de Brasília Usando o
Google Maps. Revista do Professor de Matemática. Rio de Janeiro, n. 92, p. 12-15,
jan-abr. 2017.
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14724: Informação e
documentação. Trabalhos Acadêmicos - Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.
SEVERINO, A. J.. Metodologia do trabalho científico. 22. ed. rev. e ampl. São
Paulo: Cortez, 2002.

 COURANT, Richard; ROBBINS, Herbert. O que é Matemática?. Ciência Moderna, 2000. ISBN
8573930217.
 Amostra


A matemática nos anos iniciais do ensino
fundamental - Tecendo fios do ensinar e do
aprender