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• Se baseia nos costumes, fatos sociais e as

MATERIAL
próprias forças sociais criadoras do direito.

• Se baseia nos documentos jurídicos e coleções


coletivas do passado que continuam a influir
HISTÓRICA nas legislações do presente.

• Se baseiam nas leis, costumes, jurisprudências


FORMAIS
e doutrina
Os procedimentos de produção
da norma jurídica, ou seja, os
elementos motivadores da
criação das prescrições de
convívio.
LEI

COSTUMES

JURISPRUDÊNCIA
Não, pois o Estado ele pode
desenvolver aspectos de sua
política econômica por
intermédio de práticas não
contidas nas leis econômicas.
EXEMPLO
Sim, pois a interpretação dada
por um Tribunal sobre
determinada Lei pode
influenciar diretamente o
planejamento da atividade
econômica.
Lei nº
CF
8.884/94

Lei nº
8.137/90
REGRA: Competência
Concorrente.

Art. 24, I da Constituição Federal.


Busca criar uma estrutura para
que o sistema econômico
funcione com eficiência,
verificando e solucionando
problemas da atividade
econômica e criando
fundamentos que sustentem a
escolha a ser realizada.
ANÁLISE
ECONÔMICA

MACROECONÔMICA MICROECONÔMICA
MACROECONOMIA
Cuida de todos os setores da
economia em conjunto,
extrapolando a preocupação
individual dos agentes
econômicos.
PRINCIPAIS OBJETIVOS DA
MACROECONÔMIA

Estabilidade
Econômica
Ex. arrecadação de
Cuida dos gastos e
INSTRUMENTO tributos,
receitas
FISCAL progressividade do
governamentais
IR.

Ex. controle da
produção de moeda
INSTRUMENTO
Cuida da moeda por meio da taxa de
MONETÁRIO
juros, e da limitação
de crédito.

Ex. fixação do
Cuida do valor da
câmbio (pode
INSTRUMENTO moeda nacional
influenciar
CAMBIAL perante as moedas
exportações, se
estrangeiras.
estiver elevado)
MICROECONOMIA
Cuida das secções do sistema
produtivo, ou seja, de mercados
e setores específicos.
Sei foco é a definição de preços
e quantidades ofertadas e
consumidas de um determinado
bem individualizado.
Ação
destinada a O intuito de
produzir, satisfazer Atividade
distribuir ou determinadas Econômica
consumir necessidades
riquezas
Compreende como um conjunto
coerente de instituições
jurídicas sociais, de
conformidade com as quais se
realiza o modo de produção e a
forma de repartição do produto
econômico.
CAPITALISMO

Livre Iniciativa
SOCIALISMO

A iniciativa é pública e o direito


de propriedade é substituído
pela propriedade coletiva dos
meios de produção.
REGRA: Capitalismo

Art. 170 da Constituição Federal.


PRINCÍPIOS
EXPLÍCITOS PRINCÍPIOS
IMPLICITOS
PRINCÍPIOS EXPLICITOS
I - soberania nacional;
II - propriedade privada;
III - função social da propriedade;
IV - livre concorrência;
V - defesa do consumidor;
VI - defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento
diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e
serviços e de seus processos de elaboração e prestação;
VII - redução das desigualdades regionais e sociais;
VIII - busca do pleno emprego;
IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte
constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e
administração no País.
I. SOBERANIA NACIONAL

Quando se fala em soberania, não se deve


pensar em uma liberdade irrestrita de
decisões, de organização, de determinação
de seus próprios interesses, mas apensas
de um certo grau de liberdade para decidir
diante do cenário constituído naquele
determinado momento.
II. PROPRIEDADE PRIVADA

Assegura aos agentes a liberdade de


exploração e organização, bem como a
possibilidade de apropriação privada dos
meios de produção, garantindo a livre
iniciativa de empreendimentos privados.
III. FUNÇÃO SOCIAL DA
PROPRIEDADE

Limita-se a autonomia privada sobre os


bens, ou seja, os interesses particulares
são limitados pelos direitos da sociedade.
IV. LIVRE CONCORRÊNCIA

Visa assegurar o livre acesso e


permanência de competidores no mercado,
por meio de certa intervenção do Estado na
liberdade de iniciativa dos agentes
econômicos, pois, do contrário, haveria o
domínio de alguns agentes,
comprometendo, inclusive, a existência
desse mercado.
V. DEFESA DO CONSUMIDOR

Tal dispositivo visa proteger o consumidor,


hipossuficiente, o qual se encontra em
posição de inferioridade em relação ao
chamado fornecedor, buscando-se o
equilíbrio contratual.
VI. DEFESA DO MEIO
AMBIENTE

Tem a finalidade de disciplinar a utilização


de recursos naturais, de forma racional bem
como os fatores de produção, além de
priorizar a redução da poluição e seus
impactos no meio ambiente.
VII. REDUÇÃO DAS
DESIGUALDADES REGIONAIS
E SOCIAIS
A riqueza produzida no país não pode ficar
concentrada em determinadas regiões, mas
beneficiar a população brasileira no geral,
de modo a se buscar uma justiça
distributiva e proporcional. Inclusive, a
Constituição Federal prevê mecanismos
tributários e orçamentários para tentar
diminuir as diferenças.
VIII. BUSCA DO PLENO
EMPREGO

Tem o objetivo de proporcionar trabalho a


todos que estejam em condições de
exercer atividade produtiva.
IX. TRATAMENTO FAVORECIDO
ÀS EMPRESAS NACIONAIS DE
PEQUENO PORTE

Tem o objetivo de proteger as entidades


que não têm condições de competir
diretamente com as grandes empresas e,
assim, tenta-se pôr em prática a liberdade
de concorrência e de iniciativa.
PRINCÍPIOS IMPLÍCITOS

I – Liberdade econômica;
II – Subsidiariedade;
III – Igualdade econômica;
IV – Desenvolvimento econômico;
V – Democracia Econômica;
VI – Boa-fé econômica.
I. LIBERDADE ECONÔMICA

Abrange a liberdade da empresa para atuar


no mercado, bem como a liberdade de
concorrência.
II. SUBSIDIARIEDADE

Consiste a atuação do Estado no mercado


se dar em um papel secundário, em caráter
excepcional.
III. IGUALDADE ECONÔMICA

Busca nivelar os agentes que atuam na


ordem econômica, possibilitando que
àqueles que não detém parcela significativa
no mercado, também possam participar.
IV. DESENVOLVIMENTO
ECONÔMICO

Busca a redução das desigualdades


regionais e sociais, visando uma igualdade
real.
V. DEMOCRACIA ECONÔMICA

Guarda relação com as políticas públicas,


que deverão garantir liberdade de iniciativa,
dando chances iguais de acesso à todos
que se encontrem na mesma situação
fática e jurídica.
VI. BOA-FÉ ECONÔMICA

Aplica-se os princípios da publicidade e da


transparência nas relações entre os sujeitos
econômicos, possibilitando que os
consumidores tenham uma informação
clara e precisa sobre os produtos.
“Tratamento jurídico disciplinado
pela Constituição para a condução
da vida econômica da Nação,
limitado e delineado pelas formas
estabelecidas pela própria Lei Maior
para legitimar a intervenção do
Estado no domínio privado
econômico”.

Leonardo Vizeu Figueiredo


•Parcela da ordem
de fato, inerente ao
AMPLA mundo de ser

•Parcela da ordem
de direito, inerente
ESTRITA ao mundo do
dever-ser.
ORDEM
ECONÔMICA CONSTITUIÇÃO
ECONÔMICA
É de regular a atividade econômica
considerando o estágio de
desenvolvimento do país,
justamente para dirigir os esforços
do Estado e também dos
particulares a satisfação das
necessidades mais presentes da
população.
Fabiano Del Masso
CONSTITUIÇÃO DE 1824
Possuía um viés liberal, buscando
garantir a liberdade de mercado e o
direito absoluto à propriedade
individual.
As normas tinham um sentido
negativo, exigindo um “não fazer” do
estado e não existia uma
sistematização de regras econômicas.
CONSTITUIÇÃO DE 1891
Manteve a ideologia liberal da Constituição
de 1824, entretanto, agora em regime
Republicano Federativo.

Os direitos à liberdade, segurança individual,


ao exercício profissional e à propriedade em
sua plenitude, inclusive a propriedade
intelectual, eram garantidos, com exceção
da desapropriação por necessidade ou
utilidade pública.
CONSTITUIÇÃO DE 1934

Foi a primeira Constituição a dedicar um


capítulo à ordem econômica e social.

Esse período foi marcado pelo fracasso das


ideias liberais e pela preocupação com o
interesse coletivo, de modo que a
propriedade estaria garantida, desde que
não ferisse o interesse social.
CONSTITUIÇÃO DE 1937
Primeira Constituição a se referir de modo
expresso à intervenção do estado no
domínio econômico.

Foi apelidada de “polaca” (termo que se


refere à constituição polonesa), em razão
das suas influências autoritárias,
principalmente devido à forma de imposição
e aos poderes autoritários concedidos ao
Presidente.
CONSTITUIÇÃO DE 1946
Marcada pela retomada da democracia e
pelo fim do totalitarismo imposto pelo Estado
Novo.

Buscou unir a intervenção do estado no


domínio econômico com ideais sociais (novo
liberalismo). Estava presente a subordinação
do exercício dos direitos individuais ao
interesse da coletividade.
CONSTITUIÇÃO DE 1988
Retirou a ordem econômica do título da ordem
social (título VIII) e passou a tratá-la dentro do
título VII, que cuida da ordem financeira e
contém quatro capítulos:

I- Dos princípios gerais da atividade econômica.


II- Da política urbana.
III- Da política agrícola e fundiária e de reforma
agrária.
IV- Do sistema financeiro nacional
A Constituição Federal de 1988 traz um
sistema econômico capitalista, garantindo a
liberdade de iniciativa e a propriedade
privada, ambas podendo ser delineadas pelo
Estado.
Em regra, a intervenção do estado na ordem
econômica é indireta, por meio de regulação
e/ou normatização. Excepcionalmente,
poderá haver a intervenção direta, nas
hipóteses taxativamente previstas no art.
170 da Constituição Federal.
“Art. 170. A ordem econômica,
fundada na valorização do
trabalho humano e na livre
iniciativa, tem por fim assegurar a
todos existência digna, conforme
os ditames da justiça social,
observados os seguintes princípios
(...)
VALORIZAÇÃO
DO TRABALHO
HUMANO

FUNDAMENTOS

LIVRE INICIATIVA

EXISTÊNCIA DIGNA

OBJETIVOS

JUSTIÇA SOCIAL
VALORIZAÇÃO DO
TRABALHO HUMANO
Significa que o Poder Público deve
garantir que o indivíduo tenha uma
existência digna, com o produto da
remuneração de seu labor.
O Estado deve também buscar
garantir que todos tenham acesso ao
mercado de trabalho.
LIVRE INICIATIVA
Liberdade de empreender, de exercer
qualquer forma de atividade
econômica.
O Estado com fundamento na defesa
da coletividade, pode restringir o
exercício da atividade econômica,
impondo os requisitos mínimos
necessários para tal exercício.
• Assegura a liberdade
POSITIVA econômica a
qualquer cidadão.

• Proíbe que o Estado


intervenha
NEGATIVA restringindo a livre
iniciativa se não
houver previsão legal.
EXISTÊNCIA DIGNA

Consiste em oportunizar a todos


condições mínimas de sobrevivência,
direcionando a atividade econômica
para a irradiação da pobreza e o fim
das desigualdades sociais.
JUSTIÇA SOCIAL

Busca garantir que todos tenham


acesso indiscriminadamente aos bens
necessários à satisfação de suas
necessidades básicas (educação,
saúde, cultura).
É de cuidar da intervenção do
estado no domínio
econômico.
São os parâmetros normativos
criados pelo Estado de Direito
no delineamento das práticas
econômicas.
Coibir Condutas

Preservar as formas
de fiscalização,
DELINEAMENTOS regulação e
participação do
Estado na atividade
econômica

Instituir políticas
específicas
Preocupa-se com a organização
dos fatores de produção
(capital, trabalho, tecnologia)
para produzir bens, visando à
satisfação de necessidades.
Toda a ação destinada a produzir,
distribuir ou consumir riquezas,
e dessa forma satisfazer
determinadas necessidades, ou
seja, representa o esforço humano
para a produção de bens e
serviços, cujo seu objetivo final vai
ser a satisfação ilimitadas das
necessidades.
Ação
destinada a
Satisfação
produzir,
ilimitada de
distribuir ou
necessidades
consumar
riquezas

Atividade
Econômica
AGENTES OU
SUJEITOS
ECONÔMICOS
É o sujeito que desenvolve
atividade econômica, ou atua no
mercado.
Quem pode ser
considerado agente
econômico?
Grupos
Empresas
Econômicos

Próprio
Estados
Individuo
E porque eles podem
ser considerados
agentes ou sujeitos
econômicos?
•Os recursos disponíveis.
GASTAR

•Bens e serviços.
PRODUZIR

•Como agir economicamente


ESCOLHER
Um conjunto de regras
ordenadoras da economia em
sua dinâmica de produção,
circulação, distribuição e
consumo”.
Fabiano Del Masso
O ramo do Direito que tem por
objeto a resolução de um
assunto sob o ponto de
vista jurídico, ou seja, o
tratamento jurídico da política
econômica e por sujeito, o
agente que dela participe”.
Washington Peluso Albino de Souza
O direito econômico é
reconhecido como um ramo
autônomo do Direito.
Competência Concorrente.

Previsão: art. 24, I da


Constituição Federal.
Consiste na possibilidade do
Estado interferir na atividade
econômica para ordenar o
mercado, nos moldes
previamente definidos em sua
própria ordem econômica.