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"A influência das Relações de Poder na Sociedade Contemporânea"

e suas implicações para o mundo jurídico.

Relação e poder estão presentes em todos os aspectos da vida em sociedade, em geral


são fontes de conflitos entre as pessoas. Dentro da família, no trabalho, na política. O
uso do poder pode levar ao desenvolvimento da humanidade ou seu retrocesso.

As relações de poder estão presentes em todos os relacionamentos humanos, seja ele


individual ou coletivo. Só existe relação de poder a partir do momento que envolve mais
de uma pessoa, e cada um de nós temos autonomia, propriedade sobre si mesmo. E
como nós temos de viver em harmonia minimamente é necessário que o poder se
estabeleça, no ponto de vista da organização da vida ou como risco para essa
organização.

Se não for seguido esta direção da harmonia, a convivência costuma gerar conflitos.
Conflito é parte essencial à convivência, diferente de confronto. Confronto é a tentativa
de anular a outra pessoa, e do ponto de vista mais sério, o conflito é positivo quando ele
leva uma melhoria da condição da convivência. O confronto deste ponto de vista, vai ser
sempre negativo, pois ele leva à busca de anulação da outra pessoa ou das outras idéia,
ou seja, não dá espaço para a outra pessoa se expressar, conviver.

No conflito, se busca convencer, e no confronto, se busca vencer. E deste ponto de vista,


o conflito faz parte da vida, mas em nenhum momento, ele deve se transformar em
confronto. No confronto sempre há perdas, e no conflito, mudanças.

Baseando a história da humanidade como uma situação processual, entre o novo e o


velho, no qual o novo já está contido no anterior, podemos ver que com isso a gente
avança, se tornando uma mudança de estado. Quando é entendido que isso muda para
melhor, esses conflitos de idéias e posturas, eles podem conduzir a uma melhoria da
existência. Mas quando eles se transformam em confronto, nos levam a um retrocesso.

Se nós aceitarmos que a história se constrói de forma dialogada, esse conflito entre
quem detém o poder e quem é submetido à ele, poderia resultar em um método benéfico
pra sociedade.
A tarefa do poder é servir e não se servir. Através deste ponto de vista, o diálogo, o
movimento de reciprocidade dos conflitos, ele tem que ser poder a serviço da vida. Se
ele se torna a anulação, ele é um poder que se serve a si mesmo, se tornando negativo.

Na parte política, entendida como a vida do cidadão, da sociedade, a convivência é um


objetivo que muitas vezes nós não temos isso como um ponto de partida. Muitas vezes o
consenso é obtido e outras vezes não se tem o consenso. O consenso seria sempre uma
coisa apreciável, mas ele não é sempre possível.

No atual modelo de democracia representativa, elegemos legisladores e governantes de


tempos em tempos. Durante este intervalo não exercemos qualquer poder sobre os
eleitos. Ele pode ser considerado governo do povo no ponto de vista formal. Uma parte
das pessoas, algumas dizem até que ele perde um pouco da vigilância sobre o poder que
ofereceu. Na democracia representativa, significa que um indivíduo oferece seu poder
individual para outra pessoa, mas, transferência de poder não significa abrir mão da
responsabilidade. Quando é transferido o poder, essa responsabilidade não deixa de ser
aberta. A responsabilidade continua sendo do individuo, do cidadão.

Como é citado no vídeo, Maquiavel percebeu que um governante, se necessário, deveria


ate ser cruel e fraudulento para obter e manter o poder. Diante da onda de corrupção do
país, desde o inicio da história, podemos questionar se Maquiavel estava certo.De
qualquer maneira, Maquiavel não estava certo, pois ele trabalhava na sociedade pré-
moderna. Do ponto de vista de Maquiavel, para obter um poder, tudo era válido. No
Brasil, por exemplo, a novidade não é a corrupção, mas sim a apuração

Temos hoje uma grande taxa de apuração que começa desnudar essa corrupção. A
corrupção é inerente á capacidade de existir conjunto humano. Faz parte da nossa
liberdade. Agora uma coisa é dizer que ela faz parte da vida, outra coisa é achá-la
natural. Corrupção não é natural e sim um desvio da função de um governante, de um
legislativo, de um funcionário, de qualquer coisa. A corrupção ela é um apodrecimento
das condições de convívio leal e honesto.

Nas relações de trabalhos contemporâneas, identificamos a existência do assedio moral,


que é uma espécie de abuso de poder pelo patrão em relação ao empregado, levando as
vezes à humilhação do empregado. Esse caso entra em questão e pode ser questionado
se o mesmo impedido pela legislação ou a sua eliminação depende do estabelecimento
de novos padrões éticos na sociedade.

De um lado vem uma legislação interna, um código de conduta que veda a idéia de
assedio moral. De outro lado, um mecanismo de acolhimento a denuncia quanto a isso
dentro da justiça do trabalho. Por isso o assedio moral e qualquer forma e violência, ele
precisa contar com a parceria entre mecanismos da empresa que rejeitem a aceitação no
código de conduta e a justiça do trabalho que seja um local de acolhimento da denúncia.
O assedio moral e tem que ser punido pela justiça e rejeitado no mundo do trabalho.

No âmbito do serviço público, padece aquilo que é chamado de síndrome do possível,


segundo Mario Sérgio Cortella. É preciso saber distinguir o possível do melhor. Quando
pensamos no poder, seja ele qual for, é necessário que a gente seja capaz de servir,
assim fazendo o melhor, e não o possível.

A finalidade do poder é servir. O poder arrogante não pode cumprir essa finalidade, pois
a arrogância é a exclusão do serviço, assim, o poder tem que ser humilde. Desse ponto
de vista, a arrogância é uma maneira de obter distância do outro, de achar que a outra
pessoa é de menor valor, como se fosse menos humano. Assim a arrogância se torna m
vicio, e não uma virtude.

Quando um líder tem duvida, é sinal de inteligência. Uma pessoa que nao tem duvidas,
não cresce, não renova e não inova, apenas repete. No mundo em que evolui a cada dia
mais, é preciso ter duvidas para acompanhar essa evolução e criar conhecimento.

No aspecto do trabalho em equipe ,a competência de uma pessoa termina quando acaba


a da outra Num grupo, numa área ou num setor, se um integrante perde a competência,
o outro acaba perdendo também. A regra básica de hoje são duas: quem sabe reparte e
quem não sabe, procura. Exige o poder docente, o poder de relação, o poder político,
como sendo uma forma de partilha e não de exclusão. O poder não é soberania, é
autonomia.

Concluindo, pode-se identificar que o poder se encontra por toda parte. O poder não é
só do Estado ou da soberania. O poder são as ações sobre as ações. O poder provoca
ações tanto no campo do direito, quanto no campo da verdade.

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