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Todorov, Tzvetan. As estruturas narrativas. São Paulo: Perspectiva, 2006.

 MODELO: abstração com fins aplicativos.


 Análise estrutural: parte-se da forma e do arranjo dos signos para avançar em
direção à sua significação
o Descrição dos fenômenos seguida de interpretação (“ao atingir o plano da
significação, o crítico já terá desvendado uma série de estruturas formais em
que se apoiarão suas interpretações, evitando que elas se diluam no
impressionismo e no subjetivismo”).
 Sobre a originalidade da obra e sua especificidade: “[...] a obra literária não é jamais
‘original’, ela participa de uma rede de relações entre ela mesma e as outras obras
do mesmo autor, da mesma época, do mesmo gênero” (p. 19).

I – Preliminares
1. A herança metodológica do formalismo
 Estruturalismo linguístico: origem – Circulo literário linguístico de Praga: estudos
literários na Rússia (1915-1930)
 Princípios de base da doutrina formalista:
o O texto literário como um sistema imanente (ponto de partida)
o Estabelecimento de relações entre seus elementos
o A literatura é um sistema de signos, um código, análogo aos outros sistemas
significativos;
o Se distingue das outras artes, pois constrói-se com a ajuda de uma estrutura,
isto é, a língua; é, pois, um sistema conotativo (significativo em segundo
grau);
o A literatura utiliza códigos sociais, mas Todorov afirma que a análise
deles não compete a um estudo literário. No entanto, acreditamos que
tais códigos também oferecem as chaves de interpretação e de
significação dos textos literários, sendo, pois, necessários no trabalho
que aqui nos impomos.
 Comparação entre elementos – diferença
 Definição de um elemento pelas possibilidades de sua distribuição
 “A significação de cada forma é funcional, uma mesma forma pode ter diversas
funções”
 Defendendo que o estudo das formas permite penetrar nas relações funcionais: “[...]
em literatura, a ligação entre forma e função não é ocasional, nem arbitrária, já que
a forma é igualmente significativa – num outro sistema, o da língua” (p. 39).
 “Como notou Vinogradov: “Conhecer o estilo individual do escritor,
independentemente de toda tradição, isoladamente, e na sua totalidade, enquanto
sistema de meios lingüísticos, cuja organização estética é preciso definir — deve
preceder toda procura histórica (e comparativa)” (1923, p. 286).” (p. 40)

2. Linguagem e literatura