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Secretaria da Educação

SP FAZ ESCOLA
CADERNO DO ALUNO

6 o ANO
ENSINO FUNDAMENTAL

VOLUME 1
VERSÃO ESTENDIDA
Atenção: esta é uma versão preliminar do
material de apoio ao Currículo Paulista que ainda
poderá ser revista e aprimorada.
Governo do Estado de São Paulo

Governador
João Doria

Vice-Governador
Rodrigo Garcia

Secretário da Educação
Rossieli Soares da Silva

Secretário Executivo
Haroldo Corrêa Rocha

Chefe de Gabinete
Renilda Peres de Lima

Coordenador da Coordenadoria Pedagógica


Caetano Pansani Siqueira

Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação


Leandro José Franco Damy
CARO (A) ALUNO (A)

Você está recebendo conjuntos de atividades ligadas a diversas Áreas de Conhecimento.


Essas atividades são uma pequena parcela do vasto campo de saberes ao qual estamos
inseridos e pretendem proporcionar algumas experiências ligadas a habilidades que envolvem
as práticas sociais que nos rodeiam.
Lembre-se de que é importante acompanhar as explicações de seus professores, trocar
ideias, fazer perguntas, fazer anotações, não guardar dúvidas, ajudar e pedir ajuda aos colegas,
organizar-se para fazer as atividades e manter-se sempre em dia com os estudos.
Isso significa que é necessário interagir, ler, observar, escutar, analisar, comparar, experi-
mentar, refletir, calcular, tomar decisões. Essas e outras ações fazem parte de nosso cotidiano.
Um longo caminho já foi percorrido e esse material é mais uma ferramenta para auxiliá-lo
em sua jornada.

Bons Estudos!

Coordenadoria Pedagógica
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

Atenção: esta é uma versão preliminar do


material de apoio ao Currículo Paulista que ainda
poderá ser revista e aprimorada.
SUMÁRIO

CIÊNCIAS
Ciências .................................................................................................... 7
CIÊNCIAS HUMANAS
Geografia ............................................................................................... 39
História ................................................................................................... 84
LINGUAGENS
Arte ...................................................................................................... 118
Língua Portuguesa ............................................................................... 134
Língua Estrangeira Moderna ............................................................... 172
Educação Física.................................................................................... 186
MATEMÁTICA
TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
PROJETO DE VIDA
Ciências
CIÊNCIAS 7

CIÊNCIAS

PARA INÍCIO DE CONVERSA


Caro estudante, antes de adentrarmos nos objetos de conhecimento correspondentes ao
6º ano do Currículo Paulista, iniciaremos nossos estudos na disciplina de Ciências conversando
um pouco sobre O que faz um cientista e o que é ciência.
Você já parou para pensar sobre esse assunto?1
A partir das orientações de seu(sua) professor(a), reúna-se com seus colegas de turma em
uma roda de diálogo e conversem sobre as seguintes questões:

O que é ciência?
O que faz um cientista?
Como é a rotina de trabalho de um cientista?
Como é a vida de um cientista fora do ambiente de trabalho?
Qual é a importância da ciência para nosso cotidiano?
O que motiva um cientista a desenvolver seu trabalho?

Registre em seu caderno as ideias prévias sobre o que pensaram e guarde estas anotações
para o momento em que poderão socializar os registros e percepções que tiveram.
O(A) professor(a) conduzirá o desenvolvimento dessa atividade, orientando-os para que
possam compreender a importância de refletirem sobre as questões propostas como início de
nossa conversa sobre ciência.

SENSIBILIZAÇÃO À TEMÁTICA:
MATÉRIA E ENERGIA

Iniciaremos o nosso estudo sobre matéria e energia assistindo ao


vídeo “De onde vem o sapato?”2. Depois de assistir ao vídeo, responda
https://pixabay.com (em seu caderno) às seguintes questões:

1 Adaptado de Instituto Ayrton Senna. Orientação para Planos de Aula-Ciências. Educação Integral em Tempo Par-
cial para o Ensino Fundamental Anos Finais, 2018.
2 BRASIL. Ministério da Educação. TV Escola. De onde vem o sapato? 2002. Disponível em : <https://api.tvescola.
org.br/tve/video/de-onde-vem-de-onde-vem-o-sapato>. Acesso em: 21 out 2019.
8 CADERNO DO ALUNO

a) Quantos materiais estão envolvidos na produção do sapato?


b) De onde vêm esses materiais?
c) Os materiais sofrem transformações? Quais?
d) As etapas da produção trazem algum impacto ao ambiente e para a saúde das pessoas?

Nesse momento, o(a) professor(a) irá propor uma roda de conversa para que você discuta
com seus colegas as questões sobre o vídeo e socialize os registros que você fez. Se achar ne-
cessário, registre a explicação do(a) professor(a) em seu caderno:

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1 – MISTURAS


HOMOGÊNEAS E HETEROGÊNEAS

Unidade Temática: Matéria e Energia


Habilidade: (EF06CI01) Classificar como homogênea ou heterogênea a mistura de dois ou mais
materiais, a partir da observação e da comparação das características e propriedades de diferentes
materiais, por meio da execução de experimentos simples como a mistura de água e sal, água e
areia, dentre outros.
Objeto de Conhecimento: Misturas homogêneas e heterogêneas.

SENSIBILIZAÇÃO

Dando continuidade à temática Matéria e Energia, nesta aula estudaremos sobre as mistu-
ras e sua classificação em homogênea ou heterogênea. Para isso, teremos um momento para
dialogar sobre os conceitos e também um momento de colocar a mão na massa numa atividade
experimetal proposta.
Então, para iniciar nosso estudo, pense nas questões propostas, registre suas respostas em
seu caderno e reserve-as, pois ao final da Situação de Aprendizagem iremos retomá-las.

Quando juntamos dois materiais ou duas substâncias num recipiente,


o que você acha que poderá acontecer?
Você sabe o que é uma mistura?
Todas as misturas são iguais?
Onde podemos encontrar, no nosso dia a dia, exemplos de misturas?
CIÊNCIAS 9

APROFUNDANDO CONHECIMENTOS
Responda em seu caderno:

1. Analise o rótulo retirado de uma


garrafa de água, reproduzido
na imagem a seguir, e respon-
da: a água mineral é uma mistu-
ra? Justifique sua resposta.

Créditos de Diego Pacheco

2. O ar que respiramos é uma mis-


tura? Justifique sua resposta

Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/c%C3%A9u-
-nuvens-atmosfera-ar-oxig%C3%AAnio-1441936

3. Pesquise as diferenças entre


água mineral e água destilada e
para que elas são utilizadas.

Imagem de Silvana R. Tonon

No nosso dia a dia, nos deparamos o tempo todo com diversos tipos de misturas, por
exemplo na alimentação, desde o café da manhã até a última refeição do dia. Pense: você já se
alimentou de alguma coisa que não fosse mistura? E dê exemplos para socializar com seus cole-
gas de turma
10 CADERNO DO ALUNO

ANALISANDO OS RÓTULOS
Para a atividade a seguir, faça recortes de rótulos de alimentos ou bulas de medicamentos
e cole no espaço abaixo. Circule os ingredientes ou substâncias que aparecem nesses rótulos e
bulas, destacando-os.

Atenção: peça as bulas dos medicamentos a um adulto e explique que serão utilizadas nesta atividade.

Ainda sobre os rótulos, perceba que, ao fazermos a leitura das informações que eles apre-
sentam, não há somente uma substância na composição do produto, mas várias que se mistu-
ram para a sua produção. Por exemplo, quando fazemos um bolo, juntamos e “misturamos”
todos os ingredientes necessários para o seu preparo.
Afinal, o que são misturas?
Dê exemplos de produtos feitos em casa que você considera serem misturas.

MISTURAS HOMOGÊNEAS E HETEROGÊNEAS

ATIVIDADE INVESTIGATIVA: “MISTURANDO AS COISAS”3

Depois de discutir e registrar essas e outras questões e a partir das orientações de seu(sua)
professor(a), organize-se em grupos para a realização de uma atividade prática que evidenciará
as questões propostas inicialmente.
Você precisará registrar as observações e conclusões enquanto estiver fazendo o experi-
mento com diversas substâncias.
Prestem atenção e verifiquem se as substâncias misturam ou não misturam!

Mão na massa

Materiais
• 6 copos transparentes com água (50 ou 100 ml)
• sal de cozinha
• açúcar
• amido de milho
• óleo Créditos: Diego Pacheco
• clipes de metal (pequenos)
• pedaços de cortiça
• palitos de picolé

3 Adaptado de Instituto Ayrton Senna. Orientação para Planos de Aula-Ciências. Educação Integral em Tempo Par-
cial para o Ensino Fundamental Anos Finais, 2018.
CIÊNCIAS 11

Procedimentos
Identifique todos os copos com números: use um número para cada copo;
Preencha com água cerca de 50% do volume de todos os copos;
Em cada um dos copos será colocado um dos outros itens disponíveis, por exemplo:
Copo 1: sal
Copo 2: açúcar
Copo 3: amido de milho
Copo 4: cortiça
Copo 5: óleo
Copo 6: clipes de metal
Com o auxílio do palito de picolé, mexa as misturas e observe se houve alguma alteração.
Registre no quadro abaixo as observações e os resultados obtidos:

COPO OBSERVAÇÕES

Analise com seus colegas as observações e registros realizados.

INTERPRETANDO OS RESULTADOS

Após a coleta das informações, organize-se para a socialização dos registros e responda
aos questionamentos a seguir em seu caderno:

1. O que foi observado em cada um dos copos?

2. Quais das substâncias se misturam na água?

3. Em que essas misturas diferem?

4. Os materiais misturados na água ficam no fundo do copo ou na superfície da água?

5. Quais dos copos contêm misturas?

6. Por que algumas substâncias misturam-se na água e outras não?


12 CADERNO DO ALUNO

APROFUNDANDO CONHECIMENTOS

1. Para ampliar nossos conhecimentos, façamos uma breve pesquisa sobre:

a) matéria: ___________________________________________________________________
b) substância: ________________________________________________________________
c) dissolução de substâncias: ___________________________________________________
d) mistura homogênea: ________________________________________________________
e) mistura heterogênea: _______________________________________________________
f) solução: ___________________________________________________________________
g) densidade: ________________________________________________________________

2. Diante do que você observou na atividade prática e do que pesquisou, analise e classifique
as imagens abaixo em mistura homogênea ou mistura heterogênea:

a) Mistura de água + óleo = ___________________________________

b) Mistura de água + sal = ____________________________________


CIÊNCIAS 13

c) Mistura de água + óleo + arroz = ____________________________

d) Café = ___________________________________________________

Imagens de Silvana R. Tonon

3. Ao observar as imagens acima, qual das misturas apresentaram mais de uma fase?

ATENÇÃO
Em uma solução, o elemento que estiver em maior quantidade é denominado solvente. Já os demais
componentes da mistura são denominados solutos.
É importante observar que a água consegue dissolver muitas substâncias. Porém há outras que ela
dissolve pouco e há também as que ela não é capaz de dissolver. Mesmo assim, a água é muitas vezes
chamada de solvente universal.

SISTEMATIZAÇÃO

Você deve ter percebido que estamos estudamos as mudanças que ocorrem com os mate-
riais, se esses materiais se misturam ou não e sua classificação em misturas homogêneas ou he-
terogêneas.
Para tanto, propomos que você realize a atividade a seguir, como forma de fazer uma breve
revisão do que aprendeu:
14 CADERNO DO ALUNO

1. Pesquise, entre as misturas que você conhece do seu cotidiano, quais são consideradas mis-
turas homogêneas e misturas heterogêneas. Organize suas respostas no quadro a seguir:

Misturas homogêneas Misturas heterogêneas

2. As imagens a seguir representam as etapas da elaboração de um bolo. Você consegue iden-


tificar misturas homogêneas ou heterogêneas em alguma dessas imagens? Responda em
seu caderno

a) b) c)

Imagem de S. Hermann Imagem de Tatyana Kazakova Imagem de Sandro Porto


& F. Richter por Pixabay por Pixabay por Pixabay

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2 – TRANSFORMAÇÕES


QUÍMICAS

Unidade Temática: Matéria e Energia


Habilidade: (EF06CI02) Observar, identificar e registrar evidências de transformações químicas
decorrentes da mistura de diversos materiais, ocorridas tanto na realização de experimentos quanto
em situações do cotidiano, como a mistura de ingredientes para fazer um bolo, mistura de vinagre
com bicarbonato de sódio, como também pelo conhecimento, por meio de publicação eletrônica ou
impressa, de situações relacionadas ao sistema de produção.
Objeto de Conhecimento: Transformações químicas.
CIÊNCIAS 15

SENSIBILIZAÇÃO

A partir das imagens apresentadas a seguir, observe e registre o que você percebeu. De-
pois, responda às questões propostas:

Imagem de Silvana R. Tonon

Imagem de Tamás Molnár


por Pixabay

Imagem de klbz por Pixabay

Imagem de Christos
Giakkas por Pixabay
16 CADERNO DO ALUNO

O que pode ter acontecido com os materiais apresentados nos exemplos das imagens
anteriores?
Podemos afirmar que todos passaram por transformações? Que tipo de transformação
aconteceu?
Dê outros exemplos de transformações que você já tenha observado no seu dia a dia.

VAMOS INVESTIGAR UM POUCO MAIS?

ATIVIDADE INVESTIGATIVA: “OBSERVANDO A FORMAÇÃO DA FERRUGEM”4

Para o desenvolvimento da habilidade proposta, a partir das orientações de seu(sua)


professor(a), organize-se em grupos para a realização de uma atividade prática. Você precisará
registrar as observações e conclusões enquanto estiver fazendo o experimento.

Materiais:
Algodão (1 chumaço), óleo (1 colher), 2 pregos novos (sem ferrugem), 3 copos (é neces-
sário que um deles esteja seco) e água.
Procedimento:
1. Unte um dos pregos com óleo e coloque-o no copo seco (copo 1);
2. Umedeça o algodão com água e deposite-o no fundo de outro copo (copo 2);
3. No terceiro copo, coloque um pouco de água e acrescente o último prego (copo 3);
4. Guarde esse material e volte a observá-lo depois de três dias.
Registre no quadro a seguir as observações e os resultados obtidos.

Observações
Copo
Antes Depois

Analise com seus colegas as observações e os registros realizados.

4 Adaptado de Instituto Ayrton Senna. Orientação para Planos de Aula-Ciências. Educação Integral em Tempo Par-
cial para o Ensino Fundamental Anos Finais, 2018.
CIÊNCIAS 17

INTERPRETANDO OS RESULTADOS

A partir dos registros de sua observação, registre suas conclusões no quadro abaixo:

Houve Quais são as evidências de que


Copo Qual? (ou quais?)
transformação? houve transformação?

Verifique com seu(sua) professor(a) de que maneira você e seu grupo irão socializar as con-
clusões a que chegaram após as observações da atividade prática.

APROFUNDANDO CONHECIMENTOS

Pesquise em livros didáticos ou na internet o conceito de OXIDAÇÃO. Procure outros


exemplos de objetos que tenham sofrido oxidação.
Aproveite para investigar como ocorre a transformação de outros materiais nos processos
ilustrados nas imagens abaixo, registrando as evidências que permitem verificar que houve uma
transformação:

Fabricação do vidro

https://pixabay.com/ptphotos/garrafa-
vidro-decora%C3%A7%C3%A3o-2545872/
18 CADERNO DO ALUNO

Queima da vela

https://pixabay.com/pt/
photos/vela-chama-luz-fogo
-escuro-queima-1618667/

AMPLIANDO O QUE JÁ SABEMOS

Leia o texto a seguir a partir das orientações de seu(sua) professor(a).

Transformações na natureza

Na natureza ocorrem diversos tipos de tranformações químicas, dentre elas a dos alimentos. Quando
deixamos um alimento em ambiente aberto por vários dias, percebemos uma mudança gradativa de
cor, cheiro e sabor, descrevendo-os como “estragados”.
O cozimento e a digestão dos alimentos e as queimadas que observamos nas florestas e matas também
são exemplos de transformações químicas que ocorrem com a matéria.
Essas transformações caracterizam-se pela mudança na constituição do material, ou seja, pela alteração
da composição química das substâncias iniciais, que se transformam em outras.
Há outro tipo de transformação na natureza que não altera a constituição dos materiais: as transformações
físicas. Algumas transformações físicas são consideradas reversíveis, ou seja, podem ser desfeitas – por
exemplo, o gelo ao passar do estado sólido para o líquido, processo comum de derretimento. Porém,
há transformações físicas irreversíveis, como quando amassamos uma folha de papel.
(Texto elaborado especialmente para o São Paulo Faz Escola)

Com base no texto, responda às seguintes questões:

1. “Quando deixamos em ambiente aberto por vários dias, percebemos uma mudança grada-
tiva de cor, cheiro e sabor nos alimentos, descrevendo-os como ‘estragados’.”
A partir dessa afirmação, dê exemplos de alimentos que você já visualizou em casa e que
passaram por esse processo de transformação química. Você poderá fazer os registros atra-
vés da escrita, de desenhos ou de colagem de recortes de panfletos, jornais e revistas.

2. Qual é o nome dado ao processo de transformação sofrido pelos alimentos ao estragarem?


CIÊNCIAS 19

3. Qual é a importância para a natureza desse tipo de processo de transformação química?

4. Pesquise o que poderá ocorrer com a nossa saúde caso venhamos a ingerir um alimento que
se encontra nesse processo de deterioração.

5. Procure saber o que é uma COMPOSTAGEM e para que é utilizada.

Outra evidência de transformação química é quando há desprendimento de gases. Depen-


dendo do tipo da reação química, poderá ocorrer liberação de gases prejudiciais a saúde. É
importante ficar atento a esse tipo de situação, pois pode haver até mesmo risco de morte.

ATIVIDADE INVESTIGATIVA: “EVIDENCIANDO OUTRAS REAÇÕES QUÍMICAS”

Podemos evidenciar a liberação de gases a partir de um pequeno experimento utilizando:


• bicarbonato de sódio (três colheres de sopa);
• vinagre (100 ml);
• uma garrafa plástica;
• um balão de borracha.
Procedimento:
Coloque o vinagre no interior da garrafa plástica.
Coloque o bicarbonato de sódio dentro do balão, abrindo bem a sua boca ou com
auxílio de um funil
Encaixe a ponta do balão na garrafa e, na sequência, despeje seu conteúdo dentro dela.
Observe a reação.

Registre suas observações.


Elabore uma explicação para a transformação química observada.

SISTEMATIZAÇÃO

As transformações químicas também podem ser chamadas de reações químicas, nas quais
percebemos mudanças na composição inicial do material, originando um novo material.
No caso de um prego, a ferrugem que aparece na sua superfície é a evidência de que ocor-
reu uma transformação química com o ferro. Outras evidências de transformações químicas tam-
bém podem ser observadas no nosso dia a dia, como a alteração de cor e sabor dos alimentos
(processo da decomposição ou cozimento) e o desprendimento de gases, como já vimos duran-
te o desenvolvimento das atividades.
20 CADERNO DO ALUNO

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3 – SEPARAÇÃO DE


MISTURAS

Unidade Temática: Matéria e Energia


Habilidade: (EF06CI03) Selecionar métodos adequados para a separação de diferentes sistemas
heterogêneos a partir da investigação e identificação de processos de separação de materiais de uso
cotidiano, bem como pesquisar sobre procedimentos específicos tais como a produção de sal de
cozinha e a destilação do petróleo.
Objeto de Conhecimento: Separação de misturas.

SENSIBILIZAÇÃO

Imagem de Silvana R. Tonon

O que está ocorrendo na imagem acima? __________________________________________

Qual é o nome dado a esse processo? ____________________________________________

Esse processo separa o pó do café do líquido que bebemos. Descreva em seu caderno
outros tipos de processos que separam substâncias que você conhece ou já viu acontecer em casa.

MÉTODOS DE SEPARAÇÃO DE MISTURAS

As imagens a seguir apresentam situações do nosso cotidiano nas quais são utilizados pro-
cessos de separação de misturas. Descreva cada procedimento representado e sua finalidade:
CIÊNCIAS 21

a)

Imagens de Cássia Principe


b)

c)

d)

https://br.freepik.com/fotos-premium/
peneiracao-de-farinha_2025726.htm
22 CADERNO DO ALUNO

Além dos processos representados nas figuras anteriores, existem outros métodos de se-
paração de misturas. Complete o quadro abaixo indicando o método de separação de misturas
ou sua descrição. Ao final, faça um desenho ou cole uma imagem em seu caderno que repre-
sente cada processo.

Nome Situação problema /conceito

Pode-se usar as mãos ou uma pinça para separar os componentes


1 sólidos da mistura.

2. Peneiração

Processo que retém as partículas sólidas, por meio de filtro, permitindo


3 o escoamento da fase líquida ou a retenção de partículas de uma fase
gasosa.
Este processo possibilita separar misturas heterogenêas de sólidos
e líquidos ou ainda líquido e líquido, nas quais um dos materiais se
4
deposita no fundo do recipiente. Sua ocorrência se dá em razão da
diferença de densidade entre os componentes da mistura.

5. Separação magnética

6. Centrifugação

Processo espontâneo que ocorre de maneira lenta e gradual. O líquido


7 que faz parte da mistura sólido-líquido muda de estado físico e se separa
do sólido.

8. Destilação simples

DESTILAÇÃO FRACIONADA

Realize uma pesquisa, utilizando recursos como livros didáticos e a internet, sobre o pro-
cesso de destilação fracionada empregado na separação dos componentes do petróleo.
Esta atividade sobre destilação fracionada permitirá que você exercite os conhecimentos
aprendidos sobre métodos de separação de misturas e as condições em que eles devem ser
realizados.
Registre os resultados da sua pesquisa no caderno e converse com o(a) professor(a) para sa-
ber como as informações que você e seus colegas reuniram serão socializadas com toda a turma.
CIÊNCIAS 23

Depois da realização da pesquisa, preencha as lacunas do texto a seguir com os termos


adequados: destilação fracionada, fracionamento, separação, componentes, filtração, mis-
turado, evaporação, decantação, substâncias e densa.

O petróleo é uma mistura oleosa, menos ____________ que a água, formado por
diversas _______________. O petróleo bruto é extraído do subsolo da crosta terrestre e
pode estar _______________ com água salgada, areia e argila. A _______________ pode
ser utilizada para separar o petróleo da água salgada, e a _______________ para separar
a areia e a argila. Se for conveniente, pode se utilizar o processo de __________________
para a obtenção do sal marinho a partir da água do mar. Após esse tratamento, o petró-
leo é submetido a um ______________ para ______________ de seus _______________,
por destilação fracionada. As principais frações obtidas na _________________ do petró-
leo são: fração gasosa, na qual se encontra o gás de cozinha; fração da gasolina e da
benzina; fração do óleo diesel e óleos lubrificantes, além de resíduos como vaselina,
asfalto e piche.

Utilizando o resultado da sua pesquisa, o livro didático, a internet ou outras fontes de pesqui-
sas, encontre a temperatura de ebulição necessária para a extração dos produtos derivados de
petróleo. Para orientar esta atividade, segue o esquema (modelo) de uma refinaria de petróleo:

Imagem de Diego Pachego elaborado especialmente para o São Paulo Faz Escola
24 CADERNO DO ALUNO

SAIBA MAIS...
Com a orientação do seu(sua) professor(a), faça a leitura do texto a seguir, para
ampliar seu conhecimento sobre os produtos derivados do petróleo, obtidos a par-
tir da destilação fracionada.

Fracionamento sem igual!!

Quando a caldeira é ligada, tem início a transformação do petróleo, que passa a dar origem a centenas
de derivados. O processo de separação dos produtos ocorre em pontos específicos de ebulição e o
petróleo aquecido sofre mudanças físicas, saindo do estado líquido para o estado gasoso, percorrendo a
tubulação da torre de destilação, onde o vapor se condensa permitindo a extração dos derivados.
Exemplos de derivados de petróleo:
Gás e plástico – O GLP, o gás liquefeito de petróleo, também conhecido como o gás de cozinha e
muitos tipos diferentes de plásticos.
Borracha sintética – Substitui o látex e é mais resistente, sendo usada em diversos produtos,
principalmente em pneus.
Goma base – Matéria-prima do chiclete.
Gasolina – A gasolina é um dos combustíveis derivados do petróleo e tem um alto valor comercial.
Querosene – O querosene é o combustível preferido para impulsionar aviões a jato.
Cosméticos – Produtos como xampus, condicionadores, tintas para cabelos, cremes perfumados,
batons, entre outros, devem sua existência aos derivados deste óleo negro.

Texto elaborado especialmente para o São Paulo Faz Escola

ATIVIDADE INVESTIGATIVA: “FABRICANDO UMA COLA NATURAL”

Agora que você já conhece diversos produtos derivados do petróleo, vamos produzir um
produto de menor impacto ambiental, ou seja, que não necessite de um subproduto extraído do
petróleo em sua fabricação.
A cola feita do leite, um adesivo natural, foi bastante utilizada no passado para colar papel,
fixar objetos e principalmente madeira.
Para preparar sua cola de leite, siga as orientações a seguir.

Material:
• 180 ml de leite, de preferência desnatado.
• 50 ml de vinagre branco, de preferência.
• 2 colheres de sopa de bicarbonato de sódio.
• 1 filtro de café (papel e suporte).
• 3 copos de 200 ml limpos.
CIÊNCIAS 25

Procedimentos:

Coloque 2/3 de leite em um copo e complete o volume com 1/3 de vinagre. Com o au-
xílio de uma colher, misture lentamente para não derrubar o conteúdo. Observe as transfor-
mações ocorridas e faça suas anotações.

Deixe em repouso por aproximadamente 5 minutos e observe se houve alguma altera-


ção. Registre abaixo.

Coloque o filtro de café dentro do suporte. Filtre o conteúdo da mistura de leite com vinagre.
Neste momento você terá que ter paciência, pois é um pouco demorado (aproximadamente 15
mintutos). Observe atentamente o processo e escreva o que você observou.

Após o término da filtração, você irá obter uma massa branca no filtro de papel. Reserve
esta mistura. O líquido resultante do filtrado deve ser descartado, mas primeiro anote suas
observações.

Utilize um novo copo para depositar a massa branca, adicione o bicarbonato de sódio e
misture bem até desaparecer toda a espuma. Observe as transformações ocorridas e não se
esqueça de registrar.

Parabéns, sua cola orgânica está pronta! Vamos aos testes: faça algumas colagens e es-
pere secar.

INTERPRETANDO OS RESULTADOS

A partir dos registros de sua observação e do que aprendeu no desenvolvimento das ativi-
dades, responda às questões a seguir em seu caderno:

a) A mistura (leite) apresentou alterações quando você adicionou o vinagre? Comente sua
observação.
b) Você precisou utilizar algum processo de separação de mistura para obtenção da massa
branca? Qual ou quais?
c) Houve transformação da matéria? Justifique.

TRATAMENTO DE ÁGUA

Você conhece as etapas do processo de tratamento da água? Faça uma pesquisa utilizando
o livro didático, a internet ou outras fontes para conhecer todo o caminho que a água percorre
em uma Estação de Tratamento de Água. Registre as informações no caderno e converse com
seu(sua) professor(a) para organizar uma roda de conversa sobre o que você e seus colegas
aprenderam nesta pesquisa.
26 CADERNO DO ALUNO

ATIVIDADE INVESTIGATIVA: “ETAPAS DO TRATAMENTO DA ÁGUA”

Nesta atividade, com o auxílio do(a) professor(a), sua turma vai simular duas etapas do tra-
tamento de água: a decantação/sedimentação e a filtração.

Material
• um balde com capacidade de aproximadamente 4 litros;
• aproximadamente 1 quilo de terra comum, armazenada em uma caixa de leite, jarra
ou garrafa;
• um bastão de madeira (por exemplo, um pedaço de cabo de vassoura);
• três garrafas PET de refrigerante com tampa, com capacidade para, pelo menos, 2
litros de água;
• uma concha ou caneca para tirar água;
• três funis improvisados (serve a metade superior de uma garrafa PET, com algodão
tapando o gargalo);
• um filtro de papel ou um filtro construído com areia, cascalho grosso e cascalho fino;
• uma garrafa plástica cortada pela metade.

Procedimentos

a) Ao iniciar o experimento, é preciso preparar a água barrenta no balde, misturando bem


a água e a terra com o bastão.
b) Depois de misturar bem, usando a concha ou a caneca, separe a água barrenta em três reci-
pientes transparentes iguais (as garrafas PET de refrigerante de 2 litros).
c) Identifique as garrafas (recipientes) com os números 1, 2 e 3.
Deixe a garrafa 1 (com água barrenta) ficar em absoluto repouso por um dia.
Reserve também as garrafas 2 e 3, pois elas serão usadas para comparação com a garra-
fa 1 após o descanso de um dia.

d) No dia seguinte, de acordo com os desenhos e com os materiais disponíveis (filtro de


papel ou filtro construído), mexa bem o conteúdo da garrafa 3 e depois despeje a água
barrenta sobre o filtro. Observe como a água sai. É importante coletar a água filtrada num
outro recipiente transparente e bem limpo, que pode ser a garrafa plástica cortada pela
metade.
CIÊNCIAS 27

e) Pegue a garrafa 1, sem agitá-la, para com-


cascalho
grosso
parar com a água filtrada. Mexa bem o con-
cascalho
teúdo da garrafa 2 e também compare com
filtro de
fino
as demais águas (água “repousada” ou de-
areia
cantada da garrafa 1 e água filtrada). Regis-
papel

algodão

funil
tre suas observações.

Atividade adaptada de: Água hoje e sempre: consumo


sustentável. Secretaria da Educação, Coordenadoria de
ÁGUA FILTRAÇÃO FILTRAÇÃO Estudos e Normas Pedagógicas. São Paulo: SEE/CENP,
BARRENTA
2004

INTERPRETANDO OS RESULTADOS

É importante que você registre em seu caderno o que observou durante o experimento:

1. Demonstre, a partir de um desenho colorido, a água barrenta nas seguintes situações:

a) Água com terra do início da atividade.


b) Água da garrafa 1, após ficar alguns minutos parada.
c) Água da garrafa 3, depois do processo de filtração.

2. Procure saber o significado das palavras “límpido” e “potável”.

3. Qual das garrafas que continha água (decantada, garrafa 1, ou filtrada, garrafa 3) pode ser
considerada límpida? E qual pode ser considerada potável? Responda em seu caderno.
28 CADERNO DO ALUNO

APRENDA JOGANDO!

Agora que você já conheceu os métodos de separação de misturas, que tal usar este co-
nhecimento para se divertir?
Nas páginas a seguir temos algumas cartas com situações do cotidiano que necessitam da
empregabilidade de um dos diversos métodos de separação de misturas que estudamos.
Uma sugestão de jogo é a seguinte:

1. Individualmente, leia cada carta e, a partir do seu conhecimento, selecione um ou mais mé-
todos de separação de misturas que podem ser utilizados em cada situação proposta. Anote
as respostas no seu caderno. Você também pode fazer uma breve pesquisa que ajude a se-
lecionar o método mais adequado para cada caso.

2. Em duplas, sorteie uma carta e leia a situação apresentada na carta para o seu colega e ano-
te a resposta dada por ele em uma folha. Em seguida, seu colega faz o mesmo processo e
anota sua resposta na mesma folha. Ao final, utilizando suas anotações, confira todas as res-
postas e veja quem acertou o maior número de perguntas.

Esta é apenas uma sugestão. Converse com seus colegas e professor(a) e pensem em outas
maneiras de organizar as regras de um jogo utilizando estas cartas e, principalmente, aprenden-
do a selecionar métodos de separação de misturas adequados a cada situação.

A areia que seria utilizada na


construção de uma escola Quando fazemos um Quando se lava roupa
ficou exposta à chuva e mo- café em nossa casa. na máquina de lavar, verifca-
lhou. Que processo pode -se a utilização de um pro-
ser utilizado para separar Estamos utilizando um pro- cesso de separação de mis-
esta mistura de água com cesso de separação de mis- turas para separar parte da
areia. turas. Qual é o nome deste água que está na roupa.
processo? Como é chamado este pro-
cesso.

Quando deixamos Utilizamos muitos ma- Uma piscina está suja


em repouso um copo con- teriais que se originam a com pequenos cascalhos de
tendo suco de maracujá, ve- partir do petróleo, que é um madeira e terra resultante
mos que ocorre uma sepa- composto de diferentes fra- de uma reforma os dois pro-
ração de fases. Que nome é ções. Como são separadas cessos de separação de
dado a este tipo de separa- as diferentes frações do pe- misturas, que podem ser
ção. tróleo. utilizados para limpá-la?
CIÊNCIAS 29

Durante a constru- Em uma quitanda as Uma das formas em-


ção de casa ou prédio é co- frutas estão misturadas pregadas para a separação
mum ver trabalhadores utili- como os legumes. Qual pro- de sucatas é a utilização de
zando um processo para cesso de separação de mis- um grande imã, que atrai
separar os grãos de areia, turas podemos indicado para si os matérias que con-
que possuem diferentes ta- para separá-las? tem ferro. Que nome rece-
manhos. Que processo é be este método de separa-
este? ção?

Existe uma processo


que é utilizado para separar
componentes de diferentes
densidades de uma mistura
por meio de uma corrente
de ar. Como se chama?

Na salina, local onde Para que a reciclagem Benício recebeu um


é feito a extração de sal, do lixo seja eficiente os ma- frasco contendo água e ál-
também pode ser realizado teriais encaminhados a coo- cool. Sabendo que essas
um processo para obtenção perativa devem ser separa- duas subtâncias possuem
de água potável, a partir da dos manualmente pelos temperaturas de ebulição
água do mar. Como é deno- trabalhadores, este proces- diferentes, que processo ele
minado esse processo? so é chamado? deve usar pra separá-los?

Em uma madeireira Em uma estação de Em muitas casas se


foi acidentalmente mistura- tratamento de água são uti- utilizam aparelhos com a fi-
do limalha de ferro a serra- lizadas diversas grades para nalidade de purificar água
gem que será utilizada para impedir que folhas, galhos e que será consumida pelas
cama de oviário, qual pro- outras sujeiras maiores se- pessoas, a fim de retirar dela
cesso de separação pode jam captadas junto com a possíveis impurezas que es-
ser empregado para se ob- água. Como é o nome detse tejam presentes. Qual é o
ter a separação? processo de separação? nome dado ao processo
que ocorre neste aparelho?
30 CADERNO DO ALUNO

SISTEMATIZAÇÃO

Para sistematizarmos os conhecimentos já construídos até aqui, iremos assistir ao vídeo


“De onde vem o sal?”, da TV Escola5. Nesse vídeo você poderá compreender de que maneira
o sal de cozinha é produzido. Aproveite o espaço abaixo e escreva o que você entendeu sobre
o processo de produção do sal.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 – MATERIAIS SINTÉTICOS

Unidade Temática: Matéria e Energia


Habilidade: (EF06CI04) Associar a produção de medicamentos e outros materiais sintéticos
ao desenvolvimento científico e tecnológico, reconhecendo benefícios e avaliando impactos
socioambientais.
Objeto de Conhecimento: Materiais sintéticos..

SENSIBILIZAÇÃO

Na Situação de Aprendizagem 1, você assistiu ao vídeo “De


onde vem o sapato?” e logo respondeu a alguns questionamentos.
Mas, afinal, de onde vem o sapato?
Ao observarmos nossos calçados e de nossos colegas, que ma-
teriais são utilizados no seu processo de fabricação?
É possível substituir materiais naturais, como o couro, para a pro-
dução de calçados e bolsas? Pesquise sobre outros materiais, como
os sintéticos que atualmente estão substituindo os materiais naturais.
Descreva sua pesquisa em seu caderno.

MATERIAIS SINTÉTICOS

Realize a leitura do texto a seguir, a partir das orientações do(a) professor(a), e em seguida
reflita sobre o conteúdo apresentado e socialize o que você entendeu.

5 BRASIL. Ministério da Educação. TV Escola. De onde vem o sal? 2002. Disponível em: <https://api.tvescola.org.br/
tve/video/de-onde-vem-de-onde-vem-o-sal>. Acesso em: 4 fev. 2019.
CIÊNCIAS 31

O que são materiais sintéticos?

São considerados Materiais Sintéticos o que não é extraído da


natureza, sendo produzido pelo homem de maneira artificial. Os
plásticos, o vidro, o nylon, o acrílico e até mesmo medicamentos são
exemplos hoje de materiais produzidos sinteticamente.
A maioria dos medicamentos são elaborados sinteticamente. São
produtos sintetizados em laboratório e que foram estudados
cientificamente por muito tempo. Passaram por testes para
https://pixabay.com/pt/
verificação de sua eficácia e efeitos adversos ou colaterais.
Com o avanço da ciência e da tecnologia, cada vez mais somos beneficiados com o surgimento de
novos materiais, novos medicamentos que previnem diversas doenças. Mas, por outro lado, temos o
ambiente sendo alterado drasticamente pelo excesso de resíduos gerados por esse mesmo
desenvolvimento da ciência e da tecnologia.
O problema está relacionado ao descarte inadequado dos
medicamentos, no qual as pessoas jogam no lixo comum ou no vaso
sanitário os medicamentos vencidos, como: hormônios, antibióticos,
antialérgicos entre outros. Esta ação afeta o meio ambiente e contamina
o solo, os rios e os lagos, o que acaba impactando até mesmo na nossa
saúde.
Então, podemos concluir que tudo o que é produzido, mesmo sendo de
forma positiva, pode gerar resíduos ao ambiente. Os plásticos, por
exemplo, são materiais sintéticos elaborados a partir de derivados do
petróleo. O uso desses materiais traz vantagens pelo fato de serem
Créditos de Silvana R. Tonon baratos, resistentes e práticos, porém representa hoje um grave
problema ambiental. Ainda temos muito que avançar com relação à
produção desse material, pois a grande maioria não é biodegradável.
Os materiais não biodegradáveis não sofrem ação dos decompositores, e portanto, se acumulam no
meio ambiente, levando muitos anos para se desfazer.
Porém, foi descoberto na Amazônia uma espécie de fungo que se alimenta de plástico, o cogumelo
Pestalotiopsis microspora, já testado para auxiliar no processo de degradação do plástico poliuretano
(utilizado na fabricação de espumas, solado de sapato, lycra etc.) em aterros sanitários.
É muito comum no nosso dia a dia o uso de plásticos, sendo para acondicionar alimentos, armazenar
líquidos e objetos, assim como para a produção de muitos outros produtos e utensílios em geral. Há
algumas alternativas para o reuso e reciclagem desses materiais, mas se, após o descarte, ele não tiver
um destino adequado, irá se tornar um sério problema ao ambiente.

(Texto elaborado e adaptado de diversas fontes para o São Paulo Faz Escola)

A partir das discussões e das reflexões realizadas, após a leitura do texto sobre mate-
riais sintéticos e diante das imagens apresentadas a seguir, responda aos questionamentos
propostos:
32 CADERNO DO ALUNO

1 - https://pixabay.com/pt/illustrations/ 2 - https://pxhere.com/es/pho- 3 - Imagem de Silvana R. Tonon


terra-globo-ambiente-1709250/ to/550986 (cesto de lixo)

O que essas imagens nos retratam? Que leitura podemos fazer a partir dos contextos apre-
sentados? Descreva com suas palavras.

1. _______________________________________________________________________________

2. _______________________________________________________________________________

3. _______________________________________________________________________________

Responda em seu caderno:

Diante das imagens apresentadas, que ações podemos propor para que possamos colabo-
rar para a diminuição dos problemas ambientais gerados pela produção dos materiais? Pense
junto com seus colegas e depois socialize para todos.

Sugestão de atividade para realizar com a comunidade escolar.

Elabore uma campanha na escola com o objetivo de conscientizar a comunidade sobre o descarte
correto de plásticos e medicamentos em desuso e/ou vencidos. Você pode pesquisar se no seu bairro
ou na sua cidade já existem iniciativas como esta e propor um trabalho conjunto.

CIÊNCIA, TECNOLOGIA, SOCIEDADE E AMBIENTE – CTSA

Após a leitura e as explicações dadas pelo seu(sua) professor(a), reflita sobre as informa-
ções apresentadas no texto e responda em seu caderno às questões:
CIÊNCIAS 33

Plástico: vilão ou prodígio?

O desenvolvimento da ciência e da tecnologia possibilitou o surgimento de novos materiais e produtos


para a sociedade, ocasionando a praticidade na vida do ser humano.
Na segunda metade do século XlX, muitos animais foram mortos e tiveram seus dentes caninos, cascos
e chifres transformados em pentes, fivelas, botões, bola de bilhar, entre outros produtos. O elefante,
por causa do seu marfim, quase foi dizimado.
Com o crescimento da exploração do petróleo, surge a indústria petroquímica e a “Era dos Plásticos”.
O plástico é um produto derivado de um recurso não renovável, o petróleo, e extremamente importante
por apresentar inúmeras qualidades, como: durabilidade, resistência ao calor, leveza, flexibilidade,
resistência à corrosão e baixo custo.
Com a finalidade de substituir outros materiais que já estavam se tornando escassos na natureza, como
o marfim, o plástico surge como uma alternativa para suprir as necessidades do cotidiano e logo
tornou-se indispensável para o desenvolvimento de alguns segmentos:
Saúde: usado em seringas de plásticos, catéteres, bolsas de soro, próteses e tantos outros materiais
que não eram descartados. Percebe-se o quanto seu uso impactou na prevenção da contaminação.
Setor automotivo: usado na fabricação de tanque de combustível mais resistente e seguro e para-
choque com maior capacidade de absorção de impacto e menos corrosivo.
Setor eletroeletrônico: possibilitou mobilidades e garantiu acessibilidade com aparelhos mais leves,
mais práticos e mais eficientes.
Setor têxtil: usado em vestuário resistente com criação ilimitada.
Setor de alimentos: utilizado em embalagens que protegem os alimentos no transporte até o seu
consumo, prolongando a vida útil do alimento, evitando a contaminação e o desperdício.
O ponto de atenção quanto ao uso do plástico em tantos setores está na sua durabilidade, que se
tornou um problema muito grande quando pensamos em seu descarte. A degradação completa de
alguns tipos de plástico pode levar mais de 500 anos, o que é uma agressão para o meio ambiente.
A solução sustentável para este problema pode estar na utilização do plástico biodegradável, produzido
com materiais naturais, como milho, beterraba, mandioca, arroz, trigo, urucum, babaçu etc., além de
óleos de sementes de linhaça, palma, soja, entre outros. Os fragmentos destes produtos naturais,
quando em contato com o solo, são consumidos por microrganismos como fonte de alimento e energia,
em um período muito menor se comparado ao do plástico convencional.
Este amigo do ambiente, o plástico biodegradável, vem sendo pesquisando em grande escala, e
muitos produtos já estão sendo comercializados. Devido a essa nova tecnologia, alguns ainda
necessitam de ajustes, como as sacolinhas dos supermercados.
Alguns exemplos de plástico biodegradável:
Plástico PLA (plástico de poliácido láctico) – obtido através da fermentação realizada por bactérias,
utilizando como substrato o amido (carboidratos): milho, beterraba e mandioca. Pode ser utilizado na
produção de sacolas plásticas, tampas de garrafa, talheres e outros objetos.
Cogumelo – sintetizado com as raízes (hifas) que se desenvolvem sobre as folhas mortas, húmus e
outros detritos, originando materiais de diferentes texturas, flexibilidade e boa durabilidade. A
desvantagem de seu uso é o custo elevado.
34 CADERNO DO ALUNO

Plástico do leite – feito a partir da caseína, proteína presente no leite, protege o alimento da ação
antioxidante e pode ser dissolvido junto com o alimento em água quente.
(Texto elaborado e adaptado de diversas fontes para o São Paulo Faz Escola)

Por que é necessário para a sociedade o desenvolvimento de novos materiais?


Em sua opinião, a produção dos plásticos apresenta um avanço científico e tecnológico?
Comente.
Quais são os problemas ambientais que enfrentamos hoje devido ao descarte incorreto
dos plásticos?
Em relação às propriedades apresentadas pelos plásticos, comente a importância de sua
empregabilidade na construção civil.
Antes da “Era dos Plásticos”, existiam problemas ambientais? Comente.

COMPLEMENTANDO O QUE VOCÊ APRENDEU

PRODUÇÃO DO PAPEL

Pesquise em diversas fontes, como livros didáticos e internet, como ocorre o processo de
produção do papel. Depois, registre as informações em seu caderno, na forma escrita ou por
meio de desenhos.

APROFUNDANDO CONHECIMENTOS

A partir das orientações de seu(sua) professor(a), leia o texto a seguir, reflita sobre o con-
texto e em seguida responda às questões propostas em seu caderno:

A reciclagem de papel é um processo que traz muitos ganhos para o meio ambiente. Vamos conferir
algumas dessas vantagens.

1. Quando a pasta de celulose é produzida com papel reciclado, e não com madeira, diminui-se a
quantidade de materiais tóxicos utilizados nesse processo. Assim, há menos resíduos poluentes e, é
claro, reduz-se a poluição dos rios e do ar.
2. Quando se aproveita o papel na produção de papel reciclado, muitas árvore são poupadas, isto é,
deixam de ser cortadas.
3. Quando se fabrica papel reciclado, gasta-se muito menos água. Gasta-se também a metade da
energia que se utiliza para produzir papel a partir da madeira de árvores.
Confira o que se economiza quando se recicla uma tonelada (mil quilos) de papel: 4200 quilowatts-hora
(kWh) de energia, 17 árvores e 26495 litros de água.
Sua cidade já conta com programas de coleta seletiva de lixo? Veja como você pode colaborar que a
reciclagem de papéis seja um sucesso!
CIÊNCIAS 35

1. Separe todo o papel para ser enviado ao serviço de reciclagem, mas apenas aqueles que são
recicláveis.

São recicláveis:
Jornais e revistas; folhas de caderno; formulários de computador; caixas de papelão; aparas de
papel; fotocópias; envelopes; rascunhos; cartazes velhos; papel de fax.
Não são recicláveis:
Etiquetas adesivas; papel-carbono e celofane; fita-crepe; papel higiênico; papéis metalizados;
papéis parafinados; papéis plastificados; guardanapos; pontas de cigarro; fotografias.

2. Ao acondicionar o papel para descarte, não o armazene em saco plástico e não amarre o recipiente
com arame ou fita.
3. Ao depositar o papel no local de recebimento, não se esqueça de conferir: papel no lugar de papel.

Elaborado especialmente para o São Paulo Faz Escola.

1. Quais são os tipos de papel que não podem ser reciclados?

2. Que atitudes você deve tomar para economizar papel novo e, consequentemente, diminuir
a derrubada de árvores e os riscos de poluição ambiental?

3. Quais são as vantagens que a reciclagem do papel traz para o meio ambiente?

Sugestão de atividade para realizar com a comunidade escolar.

Organize um debate ou uma roda de conversa com a comunidade escolar para discutir maneiras de
economizar recursos materiais e promover ações de coleta seletiva na sua escola.

Saiba mais...
Documentário Lixo extraordinário
O lixo urbano é um dos grandes desafios a serem
resolvidos pela humanidade no século XXI. A sociedade contemporânea consome
mais e mais produtos descartáveis que geram resíduos de diferentes matérias-pri-
mas. Os resíduos produzidos por esse consumo representam um grande problema.
Mas será que a ideia de lixo é a mesma para todos?
Convidamos você a assistir ao filme Lixo Extraordinário, um documentário que
mostra o trabalho de um artista plástico em um aterro sanitário. Por dois anos o
artista Vik Muniz trabalhou com catadores do Jardim Gramacho (em Duque de Ca-
xias, no Rio de Janeiro) para produzir retratos dos catadores utilizando os materiais
encontrados no próprio aterro.
36 CADERNO DO ALUNO

Após assistir a esse importante documentário, responda às seguintes questões:

1. O que chamou a sua atenção nesse documentário?


2. Que resíduos domiciliares podem ser tóxicos? Por quê?
3. Como o lixo aparece no documentário?
4. Quais são os problemas de não se descartar o lixo adequadamente?
Ciências Humanas
GEOGRAFIA 39

GEOGRAFIA

Caro(a) estudante,
Na Educação Básica, a Geografia permite ao estudante ler e interpretar o espaço geográfico
por meio das formas, dos processos, das dinâmicas e dos fenômenos, bem como entender as
relações entre as sociedades e a natureza em um mundo complexo e em constante transformação.
No 6º ano, o ensino de Geografia mobiliza competências e habilidades por meio de diferentes
linguagens, de princípios e dos conceitos estruturantes espaço geográfico, paisagem, lugar e
educação cartográfica, além de categorias que contemplam a natureza, a sociedade, o tempo, a
cultura, o trabalho, entre outros, considerando as suas diversas escalas.
O Material de Apoio ao Currículo Paulista do Ensino Fundamental Anos Finais – 6º ano
tem como objetivo contribuir para o seu processo de aprendizagem, de forma a possibilitar a
retomada e aprofundamento de diversos conhecimentos geográficos adquiridos nos Anos Iniciais
(1º ao 5º ano), ampliar a sua leitura de mundo, o desenvolvimento do raciocínio geográfico e o
pensamento espacial a partir do seu lugar de vivência.
Neste volume 1 apresentamos 04 Situações de Aprendizagem: SA 1 – Paisagens: Mudanças
e Permanências; SA 2 – Diferentes Grupos Sociais na Produção da Paisagem; SA 3 – As Cidades e
as Questões Socioambientais; e SA 4 – Os Setores da Economia e as Cadeias Produtivas que visam
colaborar para o desenvolvimento de competências e habilidades previstas no Currículo Paulista.
É importante destacar que essas Situações de Aprendizagem apresentam alinhamento com os
demais componentes da área de Ciências Humanas, como História, componentes de outras
áreas de conhecimento, como Ciências e Língua Portuguesa, temas transversais, como Educação
Ambiental, Educação em Direitos Humanos e Educação para Redução de Riscos e Desastres, e os
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.
As atividades foram elaboradas com base nas habilidades, temas e conteúdos das
Unidades Temáticas “O Sujeito e seu Lugar no Mundo”, que tem como foco o aprofundamento
das noções de pertencimento e identidade a partir do lugar de vivência, com destaque para
a formação do cidadão crítico, democrático e solidário; “Mundo do Trabalho”, que tem como
foco a reflexão sobre atividades e funções socioeconômicas e o impacto das novas tecnologias,
especialmente no processos de produção no espaço agrário e industrial; e “Natureza, Ambientes
e Qualidade de Vida”, que tem como foco a articulação entre a geografia física e a geografia
humana, com destaque para a discussão dos processos físico-naturais do planeta Terra e a relação
entre natureza e atividades antrópicas, nos contextos urbano e rural.
Este material de apoio foi elaborado colaborativamente pela Equipe Curricular de Geografia
da Coordenadoria Pedagógica (COPED) e pelos Professores Coordenadores dos Núcleos Peda-
gógicos das Diretorias Regionais de Ensino da Secretaria de Estado da Educação, com apoio do
Programa de Apoio à Implementação da Base Nacional Comum/São Paulo (ProBNCC/SP). Ressal-
tamos que, com o apoio do(a) professor(a) e de outros materiais disponíveis na escola – tais como
mapas, livros didáticos, aplicativos, entre outros –, as atividades podem ser adaptadas e ajustadas
de acordo com a realidade da sua turma e da escola.
Bons estudos!
40 CADERNO DO ALUNO

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1 – PAISAGENS:


MUDANÇAS E PERMANÊNCIAS
Para iniciarmos as atividades propostas, é fundamental a retomada dos principais con-
ceitos geográficos, como paisagem, lugar e espaço geográfico. A Situação de Aprendizagem
1 tem como objetivo mobilizar seus conhecimentos para auxiliá-lo(a) a descrever elementos
da paisagem, comparar as modificações e usos de lugares em diferentes tempos, além de
elaborar hipóteses para explicar as mudanças e permanências em uma dada paisagem. Des-
sa forma, o estudo da Geografia constitui-se em uma busca do lugar de cada indivíduo no
mundo, valorizando a sua individualidade e, ao mesmo tempo, situando-o em uma categoria
mais ampla de sujeito social: a de cidadão ativo, democrático e solidário diante das transfor-
mações contemporâneas.

Unidade Temática: Sujeito e seu lugar no mundo.


Objeto do Conhecimento: Identidade sociocultural.
Habilidades do Currículo Paulista de Geografia: (EF06GE01) Descrever elementos
constitutivos das paisagens e comparar as modificações nos lugares de vivência e
os usos desses lugares em diferentes tempos; (EF06GE15*) Elaborar hipóteses para
explicar as mudanças e permanências ocorridas em uma dada paisagem em diferentes
lugares e tempos.

ATIVIDADE 1 – DESENHO, POEMA E SELEÇÃO DE IMAGENS


DE PAISAGENS

Vamos dialogar?
Você sabe o que é uma paisagem? Nós fazemos parte de uma paisagem? O que é uma
paisagem natural? Como podemos descrever uma paisagem artificial? Que tipos de elementos
compõem uma paisagem urbana e uma rural? Que tipos de mudanças você observa nas paisa-
gens da sua cidade? Você sabe a diferença entre paisagem, lugar e espaço geográfico? Com-
partilhe suas ideias e percepções com os(as) colegas, fique atento(a) às contribuições do(a)
professor(a) e registre seus aprendizados no caderno.
Em seguida, elabore um desenho no seu caderno de uma paisagem que você conhece.
Pode ser aquela que você observa pela janela da escola, da casa em que mora, uma referência
extraída de um livro, ou, ainda, uma paisagem que tenha um significado especial, como de um
sítio, de um parque e/ou praça. Lembre-se de incluir no seu desenho o maior número possível
de elementos naturais, sociais e culturais da paisagem.

Com base no seu desenho, responda às questões A e B.

a) Identifique, no seu desenho, os elementos naturais da paisagem e explique como esses


elementos podem sofrer interferência antrópica ao longo do tempo.
b) É possível definir há quanto tempo os elementos sociais e culturais estão na paisagem?
Quais forças podem tê-los produzido ou modificado?
GEOGRAFIA 41

Leia o poema “Grafando o Tempo” e responda às questões C, D e E.

Grafando o Tempo
Imagino as paisagens de antigamente
Os olhos encantam e afinam
Pintam florestas e colinas
O mapa era muito diferente
Hoje as pedras que planteiam as ruas
Esconde a terra fértil
As paisagens mudam por sua vez
E transformam o mundo em que habitamos
Os interesses proclamam, bradam
Olhem as cidades!
Tão desiguais
De um lado pobre e outro rico
Moradas e fachadas que encantam
Nunca possuem uma só roupagem.
Sob essa face de curiosidade vã, oh cidade,
Pela fome que te devora
Estão as marcas essenciais do tempo
Que não viram passar a Odisseia
Não passearam pelos rios,
Nem brincaram de ciranda no canto do rocio.

Poema “Grafando o tempo”, elaborado especialmente para o Material de Apoio ao Currí-


culo Paulista. Autoria: Luiz Claudio Tonchis (poeta, professor e diretor de escola na rede estadual
paulista) e ilustrado por Sami Ribeiro, 2019.

c) É possível identificar no poema qual(is) tipo(s) de paisagem é (são) descrita(s) pelo au-
tor? Justifique sua resposta.
d) Com base nos versos “As paisagens mudam por sua vez/E transformam o mundo em
que habitamos/Os interesses proclamam, bradam/Olhem as cidades! Tão desiguais”,
reflita e registre como podemos reconhecer as desigualdades sociais, econômicas e
culturais por meio das diferentes paisagens.
e) Para aprofundar os seus conhecimentos, descreva como são as paisagens em diferentes
lugares e espaços da sua cidade, quais elementos estão presentes nas paisagens obser-
vadas e quais podem ser relacionados com as desigualdades sociais, econômicas e cul-
turais.

Para concluir esta sequência de atividades, propomos que a questão F seja realizada em duplas.
f) A partir das orientações do(a) professor(a), siga o passo a passo:
Pesquisem e selecionem exemplos de imagens relacionadas a paisagens de diferentes lu-
gares e com diversidade de elementos naturais e sociais. Nesta pesquisa, utilizem revistas,
jornais e/ou imagens disponíveis na internet, se possível.
42 CADERNO DO ALUNO

Em seguida, agrupem as imagens de acordo com as semelhanças existentes, para que,


coletivamente, possam analisar e descrever os seus elementos naturais e/ou sociais e cul-
turais de cada paisagem. Nesse momento, fiquem atentos(as), às contribuições do(a)
professor(a) no que se refere ao processo de leitura e análise das paisagens selecionadas.
Colem as imagens selecionadas em uma cartolina, de forma a facilitar a visualização das
paisagens e a socialização com os(as) colegas.
Converse com o(a) colega e registrem no caderno de classe as conclusões da dupla refe-
rentes ao estudo, descrição e análise das diferentes paisagens encontradas e selecionadas
em diferentes materiais de apoio.
Diante das impressões resultantes dessa análise, respondam às seguintes questões propostas:

Todas as paisagens são iguais? Justifique sua resposta.


As paisagens analisadas são muito diferentes das paisagens que você conhece no seu dia
a dia? Justifique sua resposta.
Considerando as imagens selecionadas, é possível identificar uma paisagem ambiental-
mente degradada e uma paisagem que apresente elementos que revelem desigualdades so-
ciais, econômicas e/ou culturais? Justifique sua resposta.

ATIVIDADE 2A – PRODUÇÃO TEXTUAL, LEITURA


E ANÁLISE DE FOTOGRAFIA

Segundo o geógrafo Milton Santos1, a paisagem pode ser entendida como: “um conjunto
heterogêneo de formas naturais e artificiais; é formada por fração de ambas, seja quanto ao ta-
manho, volume, cor, utilidade ou por qualquer outro critério. A paisagem é sempre heterogê-
nea. Uma paisagem é uma escrita sobre a outra, é um conjunto de objetos que têm idades dife-
rentes, é uma herança de muitos diferentes momentos. [...]”. Desse modo, a paisagem
geográfica não é formada apenas por volumes (montanhas, cidades, vegetação etc.), mas tam-
bém de cores, movimentos, odores, sons, manifestações culturais e heranças.
Considerando o pensamento do autor, elabore um texto com o título “A  paisa-
gem não apenas se vê, mas se sente, se ouve e se cheira”, ou outro que achar mais adequado.
O importante é que seja feita uma descrição da paisagem que você observa no trajeto da sua
casa até a escola. Perceba as cores nas suas diferentes nuances, as pessoas presentes nesse
trajeto, os odores ao passar por certos lugares, os sons, as mudanças efetuadas pelo tempo,
pela natureza e/ou pelo ser humano. Para compor o seu texto, além das suas observações,
considere também os relatos de colegas que realizem o mesmo deslocamento. Registre as
ideias principais no seu caderno.
Em seguida, finalize o texto no caderno ou em uma folha avulsa e participe de uma roda de
diálogo para compartilhar o seu relato com os(as) colegas e com o(a) professor(a).

1 Fonte: SANTOS, Milton. Metamorfoses do Espaço Habitado: Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Geogra-
fia. Hucitec. São Paulo, 1997.
GEOGRAFIA 43

ATIVIDADE 2B – PLANOS DE PAISAGEM

No processo de observação, leitura e análise de uma paisagem, consideramos seus ele-


mentos, que podem ser naturais e/ou sociais e culturais, dos mais próximos aos mais distantes.
Nesta atividade, destacamos na fotografia quatro planos de uma paisagem da cidade de Ati-
baia/SP, para facilitar a leitura e a análise dos seus elementos. Observe a paisagem mostrada na
fotografia e, em seguida, preencha o quadro a seguir com os resultados da sua análise.

4º plano

3º plano

2º plano

1º plano

Imagem 1 – Atibaia-SP.2

Planos Descrição da paisagem


1º plano
2º plano
3º plano
4º plano

Em seguida, para explorar um pouco mais o estudo dessa paisagem, responda no seu ca-
derno, às questões A, B, C, D, E e F:
a) Indique qual(is) plano(s) apresenta(m) maior número de elementos naturais. Justifique
sua resposta.
b) Aponte em que plano se observa maior interferência antrópica. Justifique sua resposta.
c) Explique o tipo de relevo observado no 3º plano.

2 Imagem 1 – Atibaia/SP. Fonte: Commons Wikimedia. Disponível em: <https://ceb.wikipedia.org/wiki/Atibaia_


(munisipyo)#/media/Payl:Atibaiabourbon.JPG>. Acesso em: 2 set. 2019.
44 CADERNO DO ALUNO

d) Que tipo de paisagem é representada na imagem 1? Justifique sua resposta.


e) Como entender as paisagens que ali se configuram?
f) A paisagem da imagem 1 é semelhante com o lugar onde você vive? Justifique sua resposta.

ATIVIDADE 3 – DESAFIO EM GRUPO: PAINEL COLETIVO –


COMPARANDO LUGARES E TEMPOS

A definição de lugar está cada vez mais complexa, visto que pode ser entendido como o
espaço que se torna próximo do indivíduo, constituindo-se como o lugar do pertencimento, da
identidade, dos encontros e das experiências, entre outras formas de entendimento. O lugar
deve ser estudado numa articulação com outros espaços, enfatizando a sua conexão com o glo-
bal. Ao longo de sua vida, você já teve ter conhecido e/ou ouvido falar de diferentes lugares,
pois além da nossa moradia, do nosso bairro e de nossa escola, há uma grande diversidade de
lugares, com características e funções variadas. Sendo assim, como reconhecer nos lugares os
resultados materializados de nossas vivências?
Com base nos seus conhecimentos e no diálogo com o(a) professor(a) e colegas da turma,
defina o que é lugar e dê exemplos de lugares que você conhece e/ou já ouviu falar na TV, na
internet e/ou em conversas com familiares e amigos(as). Registre as principais ideias no seu
caderno.
Para analisar os fatos, os fenômenos, as dinâmicas, as relações e as mudanças que ocorrem
no espaço geográfico em diferentes lugares e tempos, é fundamental reconhecer e conhecer os
grupos sociais que atuam e interagem nos lugares e os fatores relacionados às modificações e
permanências de uma dada paisagem. Nesse sentido, temos um desafio para você e os(as) co-
legas da turma, proposto a seguir:

1º passo – Formação dos Grupos


Com base nas orientações do(a) professor(a), a turma será dividida em grupos.

2º passo – Para Começo de Conversa


Como era a sua cidade, bairro e rua há 50 anos?
Cada grupo tem autonomia para sugerir outras questões disparadoras para complementar a
atividade, de acordo com a realidade da turma e da escola.

3º passo – Pesquisa em Documentos Históricos


Pesquisem em museus, em sites da internet e/ou nos arquivos pessoais de seus familiares, res-
ponsáveis e amigos(as) exemplos de fotografias, depoimentos, reportagens, entre outros, sobre
a cidade, o bairro e a rua onde você mora em diferentes tempos. Essa investigação em docu-
mentos históricos contribuirá para ampliar os conhecimentos do grupo.

4º passo – Entrevista – O Passado da Minha Cidade


Nesta etapa, cada grupo, com o apoio do(a) professor(a), tem a tarefa de criar um roteiro de
entrevista, a fim de coletar informações e dados de 50 anos atrás sobre a cidade, o bairro e a rua.
Para isso, recomendamos que identifique um(a) morador(a) antigo(a) que possa contribuir para
GEOGRAFIA 45

a pesquisa. Cada grupo deverá registrar os resultados da entrevista em filipetas, que serão ex-
postas no painel coletivo, no final da atividade.

5º passo – Desenho – Minha Cidade, Meu Bairro, Minha Rua


Elaborem coletivamente um desenho em uma cartolina referente às descobertas, percepções,
hipóteses e conhecimentos do grupo sobre a cidade, o bairro e a rua de 50 anos atrás. Reserve
o desenho do grupo, que posteriormente, integrará um painel coletivo.

6º passo – Registros Fotográficos da Cidade, Bairro e Rua na Atualidade


De acordo com a disponibilidade de cada grupo, sugerimos a realização de alguns registros
fotográficos da cidade, do bairro e da rua na atualidade. É importante exercitar a percepção
sobre o lugar de vivência e captar imagens que possam contribuir para revelar as dinâmicas e as
relações que acontecem no cotidiano.

7º passo – Diálogo e Produção Textual


Nos grupos, cada participante deverá expor suas principais percepções, hipóteses e conhe-
cimentos adquiridos. Em seguida, o grupo deverá sistematizar as contribuições e elaborar
um texto para apresentar para toda a turma, em uma roda de diálogo. Lembrem-se de des-
tacar as particularidades, diferenças e semelhanças apontadas pelos(as) integrantes do gru-
po e, sobretudo, de mencionar as principais modificações e permanências ocorridas nas
paisagens da cidade, do bairro e da rua nos últimos 50 anos.

8º passo – Painel Coletivo


Juntamente com os demais grupos, e
sob a mediação do(a) professor(a), par-
ticipe da elaboração de um painel com
o objetivo de apresentar as principais
as permanências e as mudanças cons-
tatadas em diferentes lugares da sua
cidade nas últimas décadas. Lembre-se
de que esse painel poderá ser exposto
para toda a comunidade escolar, de
Elaborado especialmente para o Material de Apoio
forma a ampliar a divulgação da pes- ao Currículo Paulista.
quisa sobre as transformações ocorri-
das. Na confecção do painel, sugerimos que considerem o formato proposto a seguir e
criem coletivamente um título referente à temática trabalhada.
Para concluir esta sequência de atividades, responda individualmente no seu caderno às ques-
tões A, B e C:

a) As suas percepções, hipóteses e conhecimentos sobre sua cidade, bairro e rua continu-
am as mesmas? Quais foram as principais descobertas? Justifique suas respostas.
b) Em linhas gerais, relate as principais transformações ocorridas na sua rua, bairro e/ou cidade.
c) Destaque nos balões os principais aprendizados.
46 CADERNO DO ALUNO

Como é minha cidade hoje? Como era minha cidade há 50 anos?


........................................................ ........................................................
........................................................ ........................................................
........................................................ ........................................................
........................................................ ........................................................

ATIVIDADE 4 – ANÁLISE DE IMAGENS – MUDANÇAS


E PERMANÊNCIAS NA PAISAGEM
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Estado de São
Paulo possui 645 municípios e população estimada em 45.919.049 habitantes, em 20193. Nesta
atividade, selecionamos algumas fotografias dos municípios de Penápolis e São Paulo (capital),
que contam respectivamente com uma população estimada em 63.0474 e 12.176.8665 habitan-
tes, em 2019. Observe e analise as imagens 1 e 2, relacionadas à área central de Penápolis, e
posteriormente as imagens 3 e 4, relacionadas à área central de São Paulo. Em seguida, respon-
da no seu caderno às questões A, B, C, D e E.

Imagem 1 – Rua São Francisco – Penápolis/SP (1920)6 Imagem 2 – Rua São Francisco – Penápolis/SP (2019)7

3 Fonte: Cidades – IBGE. Disponível em: <https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/panorama>. Acesso em: 23 out. 2019.
4 Fonte: Cidades – IBGE. Disponível em: <https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/penapolis/panorama>. Acesso
em: 23 set. 2019.
5 Fonte: Cidades - IBGE. Disponível em: <https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/sao-paulo/panorama>. Acesso
em: 23 set. 2019.
6 Imagem 1 – Rua São Francisco, Penápolis-SP. Fonte: Museu Histórico e Pedagógico “Memorialista Glaucia Maria
de Castilho Muçouçah Brandão” - Museu Histórico de Penápolis.
7 Imagem 2 – Rua São Francisco, Penápolis-SP. Foto: Elizete Buranello Perez - 2019.
GEOGRAFIA 47

Imagem 3 – Largo São Bento Imagem 4 – Largo São Bento


São Paulo/SP (1920)8 São Paulo/SP (2016)9

a) Identifique os elementos constitutivos das paisagens apresentadas nas imagens 1 e 2.


b) Explique as mudanças e permanências observadas nas paisagens das imagens 1 e 2,
entre 1920 e 2019.
c) Identifique os elementos constitutivos das paisagens apresentadas nas imagens 3 e 4.
d) Explique as mudanças e permanências observadas nas paisagens das imagens 3 e 4 e
aponte as principais transformações ocorridas entre 1920 e 2016.
e) Compare as imagens 2 e 4 e aponte qual paisagem apresenta maior interferência antró-
pica. Justifique sua resposta.

ATIVIDADE 5 – HORA DE CHECAR OS CONHECIMENTOS


a) Observe e analise as imagens 1 e 2.

Imagem 1 – Praça da República, Imagem 2 – Praça da República,


São Paulo/SP (Final do século XIX)10 São Paulo/SP – (2019)11

8 Imagem 3 – Largo São Bento, São Paulo/SP. Fonte: Arquivo Estado de São Paulo. Disponível em: <http://www.
arquivoestado.sp.gov.br/site/acervo/repositorio_digital/guilherme_gaensly>. Acesso em: 16 set. 2019.
9 Imagem 4 – Largo São Bento, São Paulo/SP. Fonte: Commons Wikimedia. Disponível em: <https://commons.
wikimedia.org/wiki/File:Largo_de_S%C3%A3o_Bento_03.jpg>. Acesso em: 23 set. 2019.
10 Imagem 1 – Praça da República, São Paulo/SP (Final do século XIX). Fonte: Arquivo Estado de São Paulo.
Disponível em: <http://www.arquivoestado.sp.gov.br/site/acervo/repositorio_digital/guilherme_gaensly>.
Acesso em: 23 set. 2019.
11 Imagem 2 – Praça da República, São Paulo/SP (2019). Fonte: Commons Wikimedia. Disponível em: <https://
commons.wikimedia.org/wiki/File:Webysther_20190304125633_-_Pra%C3%A7a_da_Rep%C3%BAblica.jpg>.
Acesso em: 23 set. 2019
48 CADERNO DO ALUNO

Em seguida, leia os textos 1 e 2 a seguir.

Texto 1
A Praça da República, originalmente conhecida como Largo dos Curros, é um dos mais tradicionais
logradouros da cidade de São Paulo. Localizada no centro da cidade, a praça é visitada diariamente
por turistas e habitantes. A grande frequência é explicada pela proximidade com avenidas
importantes, como a Ipiranga e a São João, ruas comerciais, como a Sete de Abril e a Barão de
Itapetininga, além de alguns dos principais pontos turísticos da metrópole, como o Theatro Municipal,
o Viaduto do Chá e o Edifício Copan. Conhecida antigamente como Largo dos Curros, era ali que os
paulistanos do século XIX assistiam a  rodeios  e  touradas. Nessa época, como era uma área
desvalorizada e afastada da região central, a cidade mantinha no local um hospício e um hospital
para portadores de  varíola.  Posteriormente, foi chamada de Largo da Palha, Praça das Milícias e
Largo 7 de Abril. Com a Proclamação da República, em 1889, a praça passou a se chamar 15 de
Novembro e, finalmente, Praça da República.
Texto adaptado especialmente para o Material de Apoio ao Currículo Paulista.
Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Pra%C3%A7a_da_Rep%C3%BAblica_(S%C3%A3o_Paulo)>.
Acesso em: 23 set. 2019.

Texto 2
A Praça da República, no centro de São Paulo, é um dos pontos mais visitados por turistas e moradores
da cidade. Isso se deve à sua localização, próxima a avenidas de grande movimento, como a Av.
Ipiranga e a Av. São Luís, e ruas comercias, como a Vinte e Quatro de Maio, Sete de Abril e Barão de
Itapetininga. Abriga edifícios históricos, como a Escola Normal Caetano de Campos (tombado pelo
Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico, Condephaat, em
1978), que em seus anos de operação recebeu grandes personalidades nacionais e, hoje, é o prédio
onde funciona a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Na praça encontra-se também um
dos projetos do renomado arquiteto Oscar Niemeyer: o  Edifício Eiffel, inaugurado em 1956, que
possui duas abas laterais e cerca de 54 apartamentos, todos com dois andares. [...] Aos domingos,
desde 1956, acontece a popular Feira da Praça da República, voltada principalmente para as artes,
que começou como uma pequena feira de selos e hoje conta com mais de 600 barracas dos mais
diversos produtos, incluindo artesanato vindo do Norte e Nordeste do Brasil e de países vizinhos,
como o Peru, artigos de decoração, esculturas, roupas, brinquedos, bijuterias, além de comidas
típicas, massas, lanches e doces em sua praça de alimentação.
Fonte: Cidade de São Paulo/SPTuris.
Disponível em: <http://cidadedesaopaulo.com/v2/atrativos/praca-da-republica/?lang=pt>.
Acesso em: 23 out. 2019.
GEOGRAFIA 49

Com base nas imagens 1 e 2 e nos textos 1 e 2, assinale V para as afirmações verdadeiras e
F para as falsas.
( ) As imagens representam lugares diferentes.
( ) A imagem 1 mostra maior interferência da ação humana na transformação da paisa-
gem.
( ) A imagem 2 apresenta um maior número de elementos.
( ) A paisagem da imagem 2 não representa grandes transformações.
( ) Na imagem 1 só existem elementos naturais.
( ) A praça da República originalmente era conhecida como Largo dos Curros.
( ) Atualmente não há muita frequência de pessoas na praça da República.
( ) Próximo à praça podemos destacar alguns pontos turísticos como o Theatro Munici-
pal e o Viaduto do Chá.
( ) Comparando as imagens 1 e 2, podemos afirmar que a área verde em destaque na
imagem 2 sempre existiu.
( ) A “Praça da República” recebeu diversas denominações no decorrer do tempo.

b) Localize, no quadro abaixo, palavras referentes a elementos naturais e culturais, antrópi-


cos e/ou sociais encontrados nas duas imagens da Praça da República. Relacione-as no
espaço ao lado.

H D T U S A T M O N T A N H A S Elementos Elementos
W A N I M A I S Y E C A G R O X naturais: Culturais:
P A R Q U E S A S S S C E Á O C
R M I R R U Q P P C U O S R P A
E N O S H C S O O A Y N F V L C
D B S O T C I N U S T S X O K H
I V Ç F W S R T T A R T J R J O
O C L T S U K E T S P R T E H E
S X K L O J A S R D L U E S G I
E Z J G D S S Y E S A Ç Z Y F R
R E S T R A D A S A N O H Z D A
C A R R O S A M E F T E R I S S
M O Y S S X L A G O A S J F A Y
P R A Ç A S L R G O S Ç C M X M
U P R P A A T O E A U O S P X A
F L O R E S T A S G J K M A R Y
50 CADERNO DO ALUNO

ATIVIDADE 6 – AUTOAVALIAÇÃO – SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1

Temas e Realizei todas as Relate a ideia principal Relate os principais


conteúdos atividades propostas? de cada tema. aprendizados e
Se não, por quê? conhecimentos.

Elementos
constitutivos das
paisagens

Mudanças e
permanências
nas paisagens

SAIBA MAIS

“One year in 2 minutes” – O vídeo “Um ano em 2 minutos” apresen-


ta imagens capturadas durante o dia no ano de 2010 em um parque
em Oslo, na Noruega. Fonte: YouTube.
Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=KkY3JGDqMT8>.
Acesso em: 10 set. 2019.
Coleção Estudos Cariocas – O Rio de Janeiro e a sua orla: história,
projetos e identidade carioca – A publicação virtual de estudos e
pesquisas sobre o município do Rio de Janeiro apresenta as mudan-
ças nas paisagens da cidade. Ao ter acesso às imagens, você desco-
brirá as modificações nos lugares em tempos diferentes. Fonte: Pre-
feitura da Cidade do Rio de Janeiro.
Disponível em:
<http://portalgeo.rio.rj.gov.br/estudoscariocas/download/2418_O%
20Rio%20de%20Janeiro%20e%20sua%20orla.pdf>.
Acesso em: 10 set. 2019.
Arquivo Público do Estado de São Paulo – APESP – O portal dispo-
nibiliza em seu Repositório Digital documentos, álbuns, fotografias,
periódicos, livros, jornais, revistas, mapas, entre outros.
Disponível em:
<http://www.arquivoestado.sp.gov.br/site/acervo/repositorio_digi-
tal>. Acesso em: 10 set. 2019.
GEOGRAFIA 51

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2 – DIFERENTES GRUPOS


SOCIAIS NA PRODUÇÃO DA PAISAGEM
Com o objetivo de dar continuidade ao estudo das paisagens, as atividades da Situação de
Aprendizagem 2 propõem um aprofundamento sobre a produção e as modificações das paisa-
gens, dos lugares e do espaço geográfico a partir das ações de diferentes sociedades, com
destaque para os povos originários e comunidades tradicionais (em especial aos povos indíge-
nas e quilombolas) no continente americano.

Unidade Temática: Sujeito e seu lugar no mundo.


Objeto do Conhecimento: Identidade sociocultural.
Habilidades do Currículo Paulista de Geografia: (EF06GE02) Analisar e comparar
modificações de paisagens por diferentes tipos de sociedades, com destaque para os povos
originários e comunidades tradicionais em diferentes lugares; (EF06GE14*) Analisar o papel
de grupos sociais com destaque para quilombolas, indígenas, entre outros, na produção da
paisagem, do lugar e do espaço geográfico em diferentes tempos.

ATIVIDADE 1 – ANÁLISE DE TEXTO E IMAGEM – POVOS ORIGINÁRIOS


NO CONTINENTE AMERICANO

Na introdução desta Situação de Aprendizagem, propomos a leitura do texto 1 e a análise


das imagens 1 e 2 sobre os povos Pré-colombianos Incas e Uros, que vivem às margens de lagos
e rios do Peru e da Bolívia, principalmente no Titicaca, no continente americano.

Texto 1
Os Incas construíram um Império na América do Sul, que se espalhou por partes do que hoje formam
o Peru, o Equador, a Bolívia, a Argentina e o Chile e teve duração de aproximadamente 1200 anos.
Seu fim se deu com a invasão dos conquistadores espanhóis e a execução do Imperador Inca
Atahualpa, em 1533. Esse povo originário do continente americano possuía uma agricultura bem
desenvolvida. Os Incas cultivavam cerca de setecentas espécies vegetais, cujo plantio era feito
através da técnica de terraceamento, no qual eram utilizados diferentes níveis de altitudes do
território, criando terraços dispostos em graus. Os Uros são um povo pré-colombiano que ainda
hoje constrói ilhas flutuantes artificiais no lago Titicaca, localizado entre o Peru e a Bolívia. A
princípio, esse povo construiu essas ilhas para viver com maior segurança e evitar o domínio de
outros povos, como os Incas. As ilhas são feitas com totoras, um tipo de junco fibroso utilizado
também como remédio e alimento.
Elaborado especialmente para o Material de Apoio do Currículo Paulista.
52 CADERNO DO ALUNO

Imagem 1 – Terraços utilizados pelos Incas para Imagem 2 – Ilhas flutuantes construídas pelos Uros.
agricultura. Machu Picchu, Peru. Foto: Sergio Luiz Lago Titicaca, Peru. Foto: Sergio Luiz Damiati. (2008).
Damiati (2008).

Em seguida, responda às questões A, B, C, D e E. Registre as anotações no seu caderno.


a) Assinale nos textos as palavras, termos e/ou expressões desconhecidas, dialogue com
os(as) colegas e com o(a) professor(a) e, caso necessário, utilize um dicionário para bus-
car os significados.
b) Relate as ideias principais do texto 1.
c) Descreva as imagens 1 e 2.
d) Você conhece os motivos que levaram os Uros a construírem suas moradias em forma de
ilhas flutuantes? Justifique sua resposta.
e) O que motivou o povo Inca a utilizar os terraços para a agricultura? Justifique sua resposta.

ATIVIDADE 2A – BRAINSTORMING (TEMPESTADE DE IDEIAS) – POVOS


ORIGINÁRIOS NO BRASIL
Você já deve ter ouvido falar, nos anos anteriores da
sua vida escolar, que “o Brasil foi descoberto em 1500” pe-
los europeus, por meio dos portugueses, e desde então se
iniciou o processo de ocupação e colonização das terras
brasileiras. Entretanto, as terras brasileiras já eram ocupa-
das pelos povos indígenas. Estima-se que, na época da
chegada dos europeus, houvesse mais de 1.000 povos, so-
mando entre 2 e 4 milhões de pessoas. Atualmente encon-
tramos no território brasileiro 255 povos, falantes de mais
de 150 línguas diferentes.12 Desde 1500 até a década de IMAGEM 1 – Desembarque de Pedro
1970, a população indígena brasileira decresceu acentua- Álvares Cabral em Porto Seguro em 150014.
damente e muitos povos foram extintos.13 14

12 Fonte: Povos Indígenas no Brasil/Instituto Socioambiental. Disponível em: <https://pib.socioambiental.org/pt/


Quem_s%C3%A3o>. Acesso em: 23 out. 2019.
13 Fonte: Fundação Nacional do Índio – Funai. Disponível em: <http://www.funai.gov.br/index.php/indios-no-
brasil/quem-sao>. Acesso em: 23 out. 2019.
14 Imagem 1 – Desembarque de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro, 1500. Fonte: Commons Wikimedia. Oscar
Pereira da Silva (1865-1939)/ Museu Histórico Nacional. Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/wiki/
File:Desembarque_de_Pedro_%C3%81lvares_Cabral_em_Porto_Seguro_em_1500_by_Oscar_Pereira_da_
Silva_(1865%E2%80%931939).jpg>. Acesso em: 2 set. 2019.
GEOGRAFIA 53

O que você sabe dizer a respeito? O que já leu e ouviu sobre esse tema? Você concorda com
essa versão construída historicamente? Como definir os povos originários? Como viviam os
povos indígenas? Quais foram as principais mudanças ocorridas a partir da “chegada” dos
portugueses? Quais foram as contribuições dos povos indígenas para a formação da socieda-
de brasileira?

A partir das orientações do(a) professor(a) participe do brainstorming (tempestade de


ideias). Compartilhe suas ideias, percepções e aprendizados com os(as) colegas e registre as
principais ideias e aprendizados no caderno.

Leitura complementar

[...] Com base nas evidências encontradas na vegetação, no solo e na pesquisa de campo dos
arqueólogos, os cientistas estimam o tamanho da população nativa da Amazônia em 1492. As
estimativas variam: trabalhos mais recentes calculam uma população mínima de oito a dez milhões de
pessoas; as mais conservadoras vão de um a três milhões de pessoas e se baseiam em informações
sobre os modos de vida das populações indígenas dos últimos 200 anos, quando já haviam se reduzido
muito em razão da chegada dos europeus. [...] Esses milhões de pessoas se dividiam em diferentes
sociedades. Alguns grupos eram nômades ou seminômades que dependiam da caça e do extrativismo.
Mas também havia muitas aldeias grandes, construídas por populações sedentárias, que podiam
comportar milhares de habitantes, conforme afirmam documentos históricos datados do século XVI ao
começo do século XX. [...] A hipótese do grupo é que as aldeias antigas foram cobertas pela floresta
depois que a circulação de doenças trazidas à América pelos europeus, como a gripe, o sarampo e a
varíola, dizimou grande parte da população indígena a partir do século XVI. [...].
Fonte: Jornal da USP (por Núcleo de Divulgação Científica da USP). Texto adaptado especialmente para o
Material de Apoio do Currículo Paulista. Disponível em: <https://jornal.usp.br/ciencias/amazonia-alterada/>.
Acesso em: 23 out. 2019.

ATIVIDADE 2B – ANÁLISE DE IMAGENS E TEXTOS – POVOS


ORIGINÁRIOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS E AS
MODIFICAÇÕES DAS PAISAGENS

A geógrafa Helena Copetti Callai15 destaca que “os laços locais são significativamente
culturais, demonstram a vida, as formas de fazer as coisas, de tratar da natureza, de construir
os espaços”. Partindo dessa afirmação, analise as imagens 1 e 2, que apresentam exemplos
de paisagens produzidas por diferentes tipos de sociedades, com destaque para os povos
originários e comunidades tradicionais (indígenas e quilombolas) presentes no território
brasileiro.

15 Fonte: CALLAI, H. C.; KAERCHER, A. N.; CASTROGIOVANNI, A. C. Ensino de Geografia – Práticas e Textualizações
no Cotidiano. 11ª edição. Porto Alegre: Editora Mediação, 2014.
54 CADERNO DO ALUNO

Imagem 1 – Parque Indígena do Xingu16 Imagem 2 – Quilombolas, em Ubatuba


(litoral norte de São Paulo)17.

Em seguida, leia os textos 1 e 2 para ampliar seu repertório acerca da definição de povos
originários e comunidades tradicionais (PCTs) e da atuação de diferentes grupos sociais na pro-
dução da paisagem e nas transformações dos lugares e do espaço geográfico.

Texto 1

Como são definidos e quem são os povos e comunidades tradicionais (PCTs)?


De acordo com o estabelecido pelo Decreto nº 6.040, de 07 de fevereiro de 200718, os PCTs são:
Grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias
de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua
reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e
práticas gerados e transmitidos pela tradição. Há uma grande sociodiversidade entre os PCTs do
Brasil; entre eles estão os Povos Indígenas, Quilombolas, Seringueiros, Castanheiros, Quebradeiras
de coco-de-babaçu, Comunidades de Fundo de Pasto, Faxinalenses, Pescadores Artesanais,
Marisqueiras, Ribeirinhos, Varjeiros, Caiçaras, Praieiros,  Sertanejos, Jangadeiros, Ciganos, Açorianos,
Campeiros, Varzanteiros, Pantaneiros, Geraizeiros, Veredeiros, Caatingueiros, Retireiros do Araguaia,
entre outros.
Fonte: Ministério do Meio Ambiente – FAQs – Desenvolvimento Rural – Povos e Comunidades Tradicionais.
Disponível em: <https://www.mma.gov.br/perguntasfrequentes.html?catid=16>. Acesso em: 22 out. 2019.

16 Imagem 1 – Parque Indígena do Xingu. Fonte: Commons Wikimédia. Disponível em: <https://commons.wikimedia.
org/wiki/File:Parque_Ind%C3%ADgena_do_Xingu.jpg>. Acesso em: 2 set. 2019.
17 Imagem 2 – Quilombolas, em Ubatuba (litoral norte de São Paulo). Fonte: USP/Imagens (Foto: Marcos Santos/USP
Imagens). Disponível em: <http://www.imagens.usp.br/?p=12974>. Acesso em: 2 set. 2019.
18 Fonte: Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais – Presidência
da República Casa Civil. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/
d6040.htm>. Acesso em: 23 out. 2019.
GEOGRAFIA 55

Texto 2
Imagina-se que a maior parte dos indígenas está na Amazônia, mas está, de fato, nas regiões Nordeste
e Sudeste. Os povos indígenas somam, segundo o Censo IBGE 2010, 896.917 pessoas. Destes, 324.834
vivem em cidades e 572.083 em áreas rurais, o que corresponde aproximadamente a 0,47% da
população total do país. A maior parte dessa população distribui-se por milhares de aldeias, situadas
no interior de 723 Terras Indígenas, de norte a sul do território nacional.
Fonte: Povos Indígenas no Brasil/Instituto Socioambiental.
Disponível em: <https://pib.socioambiental.org/pt/Quem_s%C3%A3o>. Acesso em: 22 out. 2019.

Texto 3
As comunidades quilombolas são grupos étnicos – predominantemente constituídos pela população
negra rural ou urbana –, que se autodefinem a partir das relações específicas com a terra, o parentesco,
o território, a ancestralidade, as tradições e práticas culturais próprias. Estima-se que em todo o País
existam mais de três mil comunidades quilombolas.
Fonte: Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.
Disponível em: <http://www.incra.gov.br/quilombola>. Acesso em: 22 out. 2019.

Em seguida, responda no seu caderno às questões A, B, C, D, E e F.

a) Compare as imagens 1 e 2. Há diferenças entre as paisagens? Justifique sua resposta.


b) Pesquise o significado de palavras, expressões e termos desconhecidos contidos nos
textos 1, 2 e 3.
c) Como esses povos e comunidades contribuíram para essa diversidade paisagística em
diferentes lugares?
d) As comunidades quilombolas não vivem isoladas e sofrem a influência da globalização
e da urbanização. O contato com a modernidade, o acesso a modernas tecnologias, a
proximidade com outros valores pode comprometer a própria identidade do quilombo.
Você concorda com essas afirmações? Por quê?
e) Com relação ao seu lugar de vivência, é possível identificar contribuições dos povos e
comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas entre outros) na produção e transfor-
mação das paisagens? Justifique sua resposta.
f) Escolha um exemplo de comunidade tradicional citada no texto 1 e pesquise as suas
características e localização no território brasileiro. Registre as informações no caderno.

ATIVIDADE 3 – DESAFIO!
O desafio agora é pesquisar sobre os povos originários em diferentes lugares do mundo. Na
primeira etapa, identifique um exemplo de povo originário de cada continente, descreva as suas
principais características dos povos originários selecionados no caderno. Recomendamos repro-
duzir o quadro a seguir no caderno para facilitar o preenchimento e sistematização da pesquisa.
56 CADERNO DO ALUNO

Continente País Povos originários Principais características

Africano

Americano

Asiático

Europeu

Oceania

Em seguida, com o auxílio de um Atlas Geográfico Escolar disponível na escola e/ou de um


Planisfério Político (disponível no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE):
<https://7a12.ibge.gov.br/images/7a12/mapas/mundo/planisferio_pol.pdf>. Acesso em: 23
out. 2019), localize e destaque no mapa-múndi os países de origem dos povos indicados na ta-
bela. Lembre-se de inserir um título e produzir uma legenda para o mapa.

Título

Mapa-Múndi19

Legenda

19 Imagem 1. Mapa-Múndi. Fonte: Commons Wikimedia. Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/wiki/


File:A_large_blank_world_map_with_oceans_marked_in_blue.svg>. Acesso em: 2 set. 2019.
GEOGRAFIA 57

ATIVIDADE 4A – ANÁLISE DE TEXTO E IMAGENS: GRUPOS SOCIAIS


NA PRODUÇÃO DA PAISAGEM

No mundo há diferentes sociedades, cada uma com as particularidades, modos de viver,


hábitos, costumes, tradições e formas de se relacionar com os lugares e com a natureza. Cada
sociedade atua na transformação da paisagem e no espaço geográfico imprimindo as suas mar-
cas e contribuições ao longo do tempo. Nesta atividade, leia o texto e analise as imagens 1 e 2
para ampliar o seu repertório sobre o papel dos diferentes grupos sociais na produção da paisa-
gem, com destaque aos povos indígenas e quilombolas.

Texto “Arqueólogos reconstituem trajetórias e costumes dos povos


Jê no Sul do Brasil”

Um projeto de estudo arqueológico que envolve oito universidades do Brasil e do exterior, capitaneado
pela USP [...], pode ser considerado como um dos mais dinâmicos e ousados da arqueologia brasileira
sobre os povos Jê, que habitaram territórios de Santa Catarina, no Sul do Brasil, nos últimos 2 mil anos.
[...] O projeto Paisagens Jê do Sul do Brasil: Ecologia, história e poder numa paisagem transicional no
Holoceno Tardio tem como um dos principais objetivos compreender a interação entre os povos Jê e
os diferentes ecossistemas em que eles viveram. “Um dos grandes pontos de investigação do nosso
projeto é saber o quanto estes povos auxiliaram a expandir a área e a densidade da floresta de araucária
por volta de 1.000 anos atrás, construindo uma paisagem que hoje é entendida como natural, mas que
pode ser resultado da ação humana”, descreve [o arqueólogo Rafael] Corteletti. [...] As escavações e
datações vêm sendo realizadas em quatro áreas intensivas de pesquisas em Santa Catarina: na região
costeira de Laguna, Jaguaruna; na região da encosta da Mata Atlântica, em Rio Fortuna; e nas regiões
de Urubici e Campo Belo do Sul, no planalto das araucárias. [...] Os proto-Jê do sul do Brasil são
amplamente identificados por uma cultura material compartilhada, conhecida como tradição Taquara-
Itararé, englobando cerâmica, pedra lascada e polida, e arte rupestre, e por diferentes tipos de sítios
arqueológicos com arquitetura em terra – como as aldeias de casas subterrâneas, os montículos, as
plataformas, as praças de cerimônias funerárias (danceiros)  –, além de sítios com manchas de terra
preta e grutas com sepultamento. [...] A partir da análise dos resíduos microscópicos de alimento (grãos
de amido e fitólitos) incrustrados nas paredes dos potes cerâmicos recolhidos na escavação do Sítio
Bonin (Urubici), os arqueólogos já sabem que em torno de 700 anos atrás esses povos cultivavam
mandioca, feijão e, possivelmente, cará, além de milho e abóbora. Estes resultados mostram que os
proto-Jê do sul do Brasil tiveram uma economia de subsistência baseada em uma ampla gama de
alimentos de origem animal e vegetal (por intermédio da caça, pesca e coleta) e produziam alimentos
mais de um século antes da conquista europeia.

Fonte: Jornal da USP (por Antonio Carlos Quinto) – Texto adaptado especialmente para o Material de Apoio do
Currículo Paulista. Disponível em: <https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-exatas-e-da-terra/arqueologos-
reconstituem-trajetorias-e-costumes-dos-povos-je-no-sul-do-brasil/>. Acesso em: 23 out. 2019.
58 CADERNO DO ALUNO

Imagem 1 – Aldeia Caxinauá, no Acre20 Imagem 2 – Aldeia Tapeba – Caucaia,


Fortaleza/CE21

Imagem 3 – Habitação de Negros. Rugendas – Imagem 4 – Comunidade quilombola


Bahia, 1ª metade do século XIX.22 de Curiaú, Amapá, Brasil.23

A partir da análise do texto e das imagens, responda no seu caderno às questões A, B e C.

a) Como são as moradias dos povos e comunidades retratadas nas imagens 1, 2, 3 e 4?


Essas imagens são do mesmo período? Explique sua resposta.
b) Compare as duas aldeias: Caxinauá, no Acre, e Tapeba, no Ceará. Em seguida, indique
as diferenças e semelhanças entre elas.

20 Imagem 1 – Aldeia Caxinauá, no Acre. Fonte: Commons Wikimedia. (Agência de Notícias do Acre). Disponível em:
<https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Aldeia_Caxinau%C3%A1_no_Acre.jpg>. Acesso em: 30 set. 2019.
21 Imagem 2 – Aldeia Tapeba – Caucaia, Fortaleza/CE. Fonte: Commons Wikimedia. Disponível em: <https://upload.
wikimedia.org/wikipedia/commons/5/59/Tapeba_001.jpg>. Acesso em: 3 set. 2019.
22 Imagem 3 – Habitação de Negros. Rugendas – Bahia, 1ª metade do século XIX. Fonte: Commons Wikimedia. Dispo-
nível em: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/33/Habita%C3%A7%C3%A3o_de_Negros._
Rugendas.jpg>. Acesso em: 9 set. 2019.
23 Imagem 4 – Comunidade quilombola de Curiaú, Amapá, Brasil. Fonte: Commons Wikimedia (Agência Brasil/
Crédito: Wilson Dias). Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Quilombolas_amapa.jpg>.
Acesso em: 3 set. 2019.
GEOGRAFIA 59

c) As imagens 3 e 4 apresentam exemplos de comunidades quilombolas. Compare as ima-


gens e indique quais modificações ocorreram nas paisagens desses quilombos.
d) Para aprofundar os seus conhecimentos, pesquise os quilombos existentes em território
brasileiro. Em seguida, selecione 4 grupos de quilombos e indique no mapa as respec-
tivas localizações desses grupos. Lembre-se de inserir um título e criar uma legenda
para o mapa. Para apoiar o desenvolvimento da atividade, recomendamos a utilização
de um Atlas Geográfico Escolar disponível na escola e/ou o acesso ao Mapa Político da
América do Sul, disponível no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE): <https://mapas.ibge.gov.br/escolares/publico-infantil/mundo.html>. Acesso
em: 23 out. 2019.

Título Legenda

IMAGEM 5 – Mapa Político – Brasil.

Elaborado especialmente para o Material de Apoio ao Currículo Paulista.

ATIVIDADE 4B – PESQUISA EM GRUPO


Em grupo, pesquisem sobre os povos indígenas presentes no território paulista. Você po-
derá encontrar essas informações em livros didáticos e em diferentes sites na internet. No cader-
no, complemente a pesquisa com informações, dados e imagens que julgar pertinentes para
contextualizar a pesquisa. Cada grupo deverá escolher 10 aldeias indígenas para preenchimento
do quadro a seguir. Recomendamos reproduzir o quadro a seguir no caderno, para facilitar o
preenchimento e sistematização da pesquisa.
60 CADERNO DO ALUNO

Características Gerais
Aldeias Povo Indígena População Município Principais
(etnia) contribuições

1.

Para contribuir com o desenvolvimento da pesquisa, indicamos


o site Comissão Pró-Índio de São Paulo, que atua junto com ín-
dios e quilombolas para garantir seus direitos territoriais, culturais
e políticos, procurando contribuir para o fortalecimento da demo-
cracia e o reconhecimento dos direitos das minorias étnicas. Dis-
ponível em: <http://cpisp.org.br/indios-em-sao-paulo/terras-indigenas/terras-
indigenas-em-sao-paulo/>. Acesso em: 9 set. 2019. (Ou pelo QR Code ao lado.)

Em seguida, destaque no mapa a localização das aldeias indígenas pesquisadas.

OBSERVAÇÃO: Recomendamos o acesso ao site do IBGE, que disponibiliza uma


série de mapas estaduais, entre eles o Mapa Político do Estado de São Paulo, dis-
ponível em: <https://mapas.ibge.gov.br/politico-administrativo/estaduais>. Acesso
em: 9 set. 2019.

Imagem 6 – Mapa Divisão político-administrativa de São Paulo24

24 Imagem 6 – Mapa Divisão político-administrativa de São Paulo. Fonte: Biblioteca Virtual (São Paulo). Disponível
em: <http://www.bibliotecavirtual.sp.gov.br/temas/sao-paulo/sao-paulo-aspectos-territoriais.php>. Acesso
em: 30 set. 2019.
GEOGRAFIA 61

ATIVIDADE 5 – HORA DE CHECAR OS CONHECIMENTOS


– CONSTRUÇÃO DE UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS – HQ
Para ampliar os seus conhecimentos, propomos a construção de uma história em quadri-
nhos em uma folha avulsa e/ou no seu caderno. Siga as orientações do(a) professor(a):

• Selecione um exemplo de povo originário ou comunidade tradicional para a produção


da sua história em quadrinhos;

• Antes de desenhar, reflita sobre a história desse povo ou comunidade tradicional e


selecione o que você deseja mostrar e como fará isso;

• Destaque as transformações ocorridas na paisagem por meio das influências desse


povo ou comunidade tradicional em diferentes tempos;

• De acordo com o tema escolhido para a sua história em quadrinhos, produza as


imagens, os balões de fala, os textos, entre outros pontos que estruturam uma HQ;

• Lembre-se de que a sua história em quadrinhos deve ser sucinta, com começo, meio e fim.

• Compartilhe a sua produção com os(as) colegas da turma por meio de uma apresentação.

ATIVIDADE 6 – AUTOAVALIAÇÃO – SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2

O que eu aprendi com De que forma contribuí


Temas e conteúdos Quais atividades
o desenvolvimento para que todos(as)
foram realizadas?
das atividades? aprendessem mais?

Modificações de
paisagens pelos
povos originários e
comunidades tradicionais

Quilombolas e indígenas
na produção da
paisagem
62 CADERNO DO ALUNO

SAIBA MAIS
Fundação Nacional do Índio – FUNAI. Portal da Fundação Nacional do
Índio disponibiliza uma série de documentos, publicações, informações e
dados sobre os povos indígenas no Brasil. Disponível em: <http://www.
funai.gov.br/>. Acesso em: 10 set. 2019. Neste portal há informações
sobre diversos povos indígenas brasileiros, entre eles os Homãpani Asha-
ninka, que vivem na Amazônia peruana e brasileira e pertencem ao tronco
linguístico ARAWAK. No link a seguir é possível consultar músicas do CD
Comunidade Indígena Ashaninka. Disponível em: <http://www.funai.
gov.br/index.php/indios-no-brasil/sons-indigenas/1154-homapani-
ashaninka>. Acesso em: 23 out. 2019.
Mirim – Povos Indígenas no Brasil. O projeto integra o site Povos Indíge-
nas no Brasil do O Instituto Socioambiental (ISA). É uma Organização da
Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e tem como objetivo contri-
buir para a disponibilização de materiais voltados para pesquisas escola-
res sobre os povos indígenas. Disponível em: <https://mirim.org/como-
-vivem/brincadeiras>. Acesso em: 30 set. 2019.
Narrativas Quilombolas e Caderno de Atividades. O livro publicado
pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC-SP) apre-
senta informações, dados e relatos referentes à vida dos povos Quilom-
bolas de 13 comunidades localizadas no Estado de São Paulo. Disponí-
veis em: <https://www.educacao.sp.gov.br/noticia/material-didatico-
narrativas-quilombolas-e-apresentado-para-rede/>. Acesso em: 23
set. 2019.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3 – AS CIDADES


E AS QUESTÕES SOCIOAMBIENTAIS
Para dar continuidade aos estudos, embarcamos em mais uma situação de aprendizagem
que tem como objetivo mobilizar seus conhecimentos para explicar as interações entre as dife-
rentes sociedades e a natureza; identificar como a urbanização, a industrialização e a agropecuá-
ria transformam as paisagens, os lugares e o espaço geográfico, como também relacionar a ur-
banização com as questões socioambientais e, consequentemente, com os desastres.

Unidades Temáticas: Mundo do Trabalho e Natureza, ambientes e qualidade de vida.


Objetos do Conhecimento: Transformação das paisagens naturais e antrópicas e
Biodiversidade e ciclo hidrológico.
Habilidades do Currículo Paulista de Geografia: (EF06GE07) Explicar as mudanças na
interação entre diferentes sociedades e a natureza, o surgimento das cidades e as formas
distintas de organização socioespacial; (EF06GE06) Identificar e analisar as características
das paisagens transformadas pela ação antrópica a partir dos processos de urbanização,
industrialização e desenvolvimento da agropecuária em diferentes lugares; (EF06GE19*)
Relacionar o processo de urbanização com as problemáticas socioambientais e identificar
os fatores de vulnerabilidade, riscos e desastres em diferentes lugares; (EF06GE29*)
Relacionar as características do processo de urbanização com a ocorrência de desastres
socioambientais (inundações, enchentes, rompimento de barragens, deslizamentos de
encostas, incêndios, erosão, entre outros) em diferentes lugares.
GEOGRAFIA 63

ATIVIDADE 1A – DIÁLOGO E LEITURA E ANÁLISE


DE TEXTO E IMAGEM
Vamos dialogar?
Nesta atividade, dialogue com os(as) colegas e o(a) professor(a) a respeito das interações
entre as diferentes sociedades com a natureza, a partir das seguintes questões: Como o ser hu-
mano interage com a natureza? Quais são as diferentes formas de organização das sociedades
no espaço geográfico? Você reside no campo ou na cidade? Qual é a relação entre os habitantes
da cidade onde você vive e a natureza? Quais questões socioambientais podemos elencar como
prioritárias para resolver coletivamente? Como tornar as cidades mais sustentáveis, justas e resi-
lientes? Registre no seu caderno as ideias principais.
Em seguida, leia o texto e analise a imagem para responder às questões A, B, C, D e E no
seu caderno.

Natureza e Sociedade
Com o surgimento das primeiras civilizações,
recorrente da constituição das primeiras socie-
dades, nota-se uma intensa relação entre sociedade
e natureza. Essa relação diz respeito a como as
ações humanas transformam o meio natural e
utilizam-se deste para o seu desenvolvimento. Além
disto, diz respeito também à forma pela qual as
composições naturais – clima, relevo, seres vivos e
recursos naturais – interferem nas dinâmicas sociais
e culturais. Com o tempo, as sociedades tornaram-
se cada vez mais desenvolvidas e, consequen-
temente, produziram transformações cada vez mais
avançadas em seus sistemas de técnicas, gerando
Imagem 1 – Machu Picchu, Peru.
um maior poder de construção e transformação Foto: Sergio Luiz Damiati (2008)
do espaço geográfico e os consequentes impactos
sobre a natureza. Portanto, a influência da ação humana sobre a dinâmica natural tornou-se gradativamente
mais complexa. Essa influência acontece de muitas formas e perspectivas, como é o caso das consequências
geradas pelo desmatamento, retirada dos recursos do solo, alteração das formas de relevo para o cultivo
(como as técnicas de terraceamento desenvolvidas pelos incas), entre outros.
Elaborado especialmente para o Material de Apoio do Currículo Paulista.

a) Identifique as palavras, termos e/ou expressões desconhecidas no texto. Pesquise seus


significados em livros e dicionários disponíveis na escola e/ou em sites da internet.
b) Destaque as ideias principais do texto.
c) Com base nos seus conhecimentos, defina os conceitos de natureza e sociedade.
d) Explique o fragmento do texto: “Com o tempo, as sociedades tornaram-se cada vez
mais desenvolvidas e, consequentemente, produziram transformações cada vez mais
avançadas em seus sistemas de técnicas, gerando um maior poder de construção e
transformação do espaço geográfico e os consequentes impactos sobre a natureza”.
e) Destaque parte(s) do texto que estabelece(m) relação com a imagem 1.
f) Descreva a imagem de Machu Picchu, no Peru.
64 CADERNO DO ALUNO

ATIVIDADE 1B – HORA DO VÍDEO: ANÁLISE DOS DIFERENTES


MODOS DE VIDA

Para ampliar seus conhecimentos sobre a


construção do espaço geográfico nas dife- – Por que não somos mais
nômades?
rentes sociedades, com o apoio do(a) – O que é ser uma pessoa
sedentária nos dias de hoje?
professor(a), sugerimos que assistam ao ví-
– Qual a diferença entre
deo “Veja como vivem o povo nômade no nomadismo e sedentarização?

deserto do Saara” (4 min), disponível em: – Descreva a imagem ao lado.

<https://www.youtube.com/watch?v=p Imagem 2 – Povo


NtY2Md9ej8>. Acesso em: 18 set. 2019. Nômade – Tibete25

Organizados em duplas, dialoguem sobre o modo de vida dos povos nômades do Saara na
África e em outros lugares. Em seguida, observe e analise a imagem 2, e dialogue com os(as)
colegas sobre as propostas a seguir.25

ATIVIDADE 2A – LEITURA E ANÁLISE DE IMAGENS – AMPLIANDO


SABERES
Com base nos seus conhecimentos, nas orientações do(a) professor(a), nas informações
contidas no texto e na imagem, responda às questões A, B, C e D propostas no seu caderno.

Os seres humanos começaram a


abandonar a vida nômade quando do-
minaram técnicas de agricultura e a cria-
ção de animais. Isso favoreceu a fixação
em lugares permanentemente, criando
os primeiros núcleos de povoamento. Imagem 1 – Proximidades da
cidade de Luxor, às margens
Elaborado especialmente para o Material de do Rio Nilo – Egito.
Apoio do Currículo Paulista. Foto: Sergio Luiz Damiati (2019)

a) A agricultura foi importante para a sedentarização? Justifique sua resposta.


b) Em qual fragmento do texto podemos identificar as evidências do surgimento das cidades?
c) Explique o surgimento da cidade em que você vive. Amplie a busca por informações nos
depoimentos de pessoas, museus, livros, fotos e outros, conforme iniciado na Situação
de Aprendizagem 1 deste material. Retome as suas descobertas sobre a cidade.
d) Com relação à imagem 1, você sabe como surgiu a cidade de Luxor, no Egito? Pesquise
em sites da internet e em livros didáticos disponíveis na escola.

25 Imagem 2 – Povo Nômade – Tibete. Fonte: Pixabay. Disponível em: <https://pixabay.com/pt/photos/tibete-n%


C3%B4mades-natureza-873825/>. Acesso em: 9 maio 2019.
GEOGRAFIA 65

ATIVIDADE 2B – DEFININDO CONCEITOS


As diferentes sociedades, para satisfazer as necessidades que elas mesmas criam, atu-
am sobre a natureza e modificam seu espaço geográfico. As intervenções no meio ambien-
te ocorrem por meio do trabalho e da desigual apropriação da natureza, e isso têm acarre-
tado diversos impactos socioambientais e, consequentemente, desastres em diferentes
lugares. Nas atividades anteriores, você e os(as) colegas conheceram um pouco mais sobre
nomadismo, sedentarismo, o surgimento das cidades e seu papel nas transformações das
paisagens e lugares. Agora, reflita e dialogue sobre: “O trabalho é uma das principais for-
mas pelas quais o ser humano se relaciona com a natureza?”. Para evidenciar o trabalho e
seu papel na transformação da paisagem com a ocupação humana e a produção do espaço
geográfico, preencha o quadro abaixo, com elaboração de desenhos e/ou colagem e suas
respectivas definições. Busque essas definições em livros didáticos e diferentes sites da
internet, sob a mediação do(a) professor(a).

Aldeia Município Cidade

Definição

Desenho e/ou colagem

Para concluir, explique no seu caderno quais são as semelhanças e as diferenças entre al-
deia, município e cidade.

ATIVIDADE 2C – PESQUISA NOS PRINCIPAIS PORTAIS DE


INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS E ESTATÍSTICAS
Você sabe quais são o maior e o menor município do Brasil, em relação as áreas territo-
riais? Pesquise em sites na internet e identifique esses municípios e os dados quanto à área
por km2 e a Unidade Federativa a qual pertence. Posteriormente, pesquise a formação terri-
torial, a concentração de elementos naturais, sociais e culturais desses dois municípios. Para
relacionar o assunto ao seu cotidiano, pesquise informações referentes ao seu município e
amplie seus conhecimentos. Registre as suas percepções, aprendizados e conhecimentos no
seu caderno.
66 CADERNO DO ALUNO

Para apoiar o desenvolvimento desta atividade, recomendamos o acesso ao site


IBGE Cidades@ <https://cidades.ibge.gov.br/>. Acesso em: 24 out. 2019. Ele
pode ser definido como um sistema agregador de informações do IBGE sobre os
municípios e estados do Brasil. Você encontrará as pesquisas do IBGE, infográficos
e mapas. Além disso pode comparar os indicadores entre municípios e estados.
Além de apresentar informações sobre a história da sua cidade, veja fotos do local.
Há desde fotos históricas, de pontos turísticos e até mesmo de locais menos conhe-
cidos dos municípios. As fotos disponíveis pertencem ao Acervo Fotográfico da
biblioteca do IBGE. Recomenda-se também o site do  Atlas do Desenvolvimento
Humano no Brasil, que é uma plataforma de consulta ao Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal (IDHM) de 5.565 municípios brasileiros, 27 Unidades da Federa-
ção (UF), 21 Regiões Metropolitanas (RM) e 3 Regiões Integradas de Desenvolvi-
mento (RIDE) e suas respectivas Unidades de Desenvolvimento Humano (UDH). O
Atlas traz, além do IDHM, mais de 200 indicadores de demografia, educação, ren-
da, trabalho, habitação e vulnerabilidade, com dados extraídos dos Censos Demo-
gráficos de 1991, 2000 e 2010, disponível em: <http://www.atlasbrasil.org.
br/2013/pt/o_atlas/o_atlas_/>. Acesso em: 24 out. 2019.

ATIVIDADE 3A – REFLEXÃO E PROBLEMATIZAÇÃO


Reflita e dialogue sobre a seguinte questão: Como as cidades estão constituídas nas paisagens?
Após troca de informações, em duplas, elabore em uma cartolina e/ou em outro material
disponível em sua escola o modelo do quadro abaixo. Desenhe e/ou faça uma colagem de ima-
gens de cidades de acordo com as orientações do(a) professor(a).

Cidade às margens
Cidade à margem de um rio Cidade em áreas férteis
de uma ferrovia

Cidades em cruzamentos
Cidade nos vales Cidades à beira-mar
de rodovias

Após a elaboração dos desenhos e/ou colagem, explique no seu caderno os fatores rela-
cionados aos elementos e às cidades. A sua cidade possui características semelhantes aos dos
desenhos e/ou da colagem no seu caderno?
Para entender um pouco mais sobre as relações sociais e a influência das cidades nas trans-
formações das paisagens, analise as imagens 2 e 3 das cidades paulistas, Águas de Lindoia e
Campinas, e leia os textos 1 e 2.
GEOGRAFIA 67

Imagem 2 – Águas de Lindoia/SP26 Imagem 3 – Campinas/SP27

Texto 1
O grande dinamismo do Município de
Campinas tem lhe assegurado uma
posição de destaque em relação às
cidades do seu entorno, no atendimento
de um conjunto de demandas regionais
relacionadas às atividades comerciais,
de serviços e de abastecimento, tanto
diversificadas, quanto especializadas.
O município apresenta também papel
relevante no contexto regional pela
concentração de polos industriais e de
alta tecnologia, predominantemente
ao longo dos principais eixos rodoviários
de ligação intermunicipal, agregando
um conjunto de atividades tradicio-
nalmente encontradas apenas nas
grandes capitais do país. Campinas é
considerada a principal referência na Imagem 3 – Mapa de vocações das áreas rurais de Campinas.
oferta de equipamentos e serviços de
saúde, sendo polarizador da região no atendimento de saúde de alta complexidade. A implantação de
grandes empreendimentos de comércios e serviços, como shopping centers e hipermercados,
concentrados ao norte do município, em especial ao longo da Rodovia D. Pedro I contribui também
para reforçar o seu papel polarizador no âmbito regional. [...] A área rural do Município de Campinas
vem apresentando, ao longo do tempo, profundas alterações. A agricultura foi deixando de ser a única
atividade econômica dessa região, que passou a incorporar outros usos e ocupações. O espaço rural
adquiriu uma nova configuração, congregando além de propriedades rurais produtivas, atividades
comerciais e de serviços.
Fonte: Plano Diretor Estratégico – Prefeitura de Campinas – Caderno de Subsídios – Janeiro/2017 – Material em
elaboração. Disponível em: <https://planodiretor.campinas.sp.gov.br/timeline/timeline/41_nova_versao_
caderno_subsidios_janeiro_17/Caderno_com_anexos.pdf>. Acesso em: 24 out. 2019.

26 Imagem 2 – Águas de Lindoia. Fonte: Commons Wikimedia. Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/


wiki/File:%C3%81guas_de_Lind%C3%B3ia_05.jpg>. Acesso em: 17 set. 2019.
27 Imagem 3 – Campinas –SP. Fonte: Commons Wikimedia. Disponível em: <https://upload.wikimedia.org/wikipe-
dia/commons/a/a4/Campinas_Poster.jpg>. Acesso em: 17 set. 2019.
68 CADERNO DO ALUNO

Texto 2
As regiões termais no estado de São Paulo vinham chamando a atenção no início do século XX e
posteriormente se consolidaram como cidades turísticas importantes. Águas da Prata, Águas de São
Pedro e Águas de Lindoia, ainda não emancipadas politicamente, apareceram no início do século XX
como grandes expoentes para o lazer e turismo do Estado (Franco, 2005). Atrelada com as repercutidas
águas minerais e suas potencialidades curativas, vinha o belo relevo e o clima temperado e seco, que
traziam calma aos visitantes que buscavam cura e repouso nestas respectivas regiões termais. As
estâncias hidrominerais paulistas surgiram posteriormente às mineiras; Araxá e Poços de Caldas já
possuíam importância termal no século XIX, porém, rapidamente o estado de São Paulo e destacando-
se Águas de Lindoia conseguiram se tornar pontos afamados do território nacional.
Segundo nossa análise, a qualidade de sua água termal e os 14 resultados obtidos no campo medicinal
foram preponderantes para que Águas de Lindoia, especificamente, atraísse ainda mais curiosos e
investidores imobiliários e, consequentemente, tivesse um crescimento urbano acelerado na primeira
metade do século XX. A evolução do tecido urbano foi observada a partir das fotografias da cidade, do
qual percebemos as transformações ao longo das décadas, fruto, principalmente, do reflexo econômico
obtido com o turismo termal.
Fonte: Revisão do Plano Diretor de Águas de Lindoia/SP – Diagnóstico Urbanístico – 03/09/2019. Disponível em:
<https://www.aguasdelindoia.sp.gov.br/planodiretor/>. Acesso em: 24 out. 2019.

As cidades de Campinas e Águas de Lindoia apresentam características populacionais,


econômicas, políticas, culturais, ambientais e territoriais diferentes, devido às diversas variáveis
relacionadas ao processo de urbanização e as suas próprias dinâmicas. Nesta etapa da Situação
de Aprendizagem, é fundamental refletir e dialogar sobre as questões socioambientais, como a
questão do acesso à água, resíduos, saneamento básico, arborização, mobilidade, riscos e de-
sastres, mudanças climáticas entre outros pontos importantes para a construção de cidades
sustentáveis e resilientes, e os impactos decorrentes do desenvolvimento de atividades econô-
micas. Nesse sentido, responda às questões propostas no caderno.

Podemos afirmar que as interações entre a sociedade e a natureza se dão da mesma maneira?
Quais fatores estão relacionados ao surgimento e desenvolvimento dessas cidades? As duas
cidades ao longo do tempo apresentaram o mesmo ritmo de crescimento? As paisagens dessas
cidades foram significativamente alteradas ao longo do tempo? Como deve ser o cotidiano das
pessoas nessas duas cidades? Quais problemas socioambientais estão relacionados com o cres-
cimento urbano dessas cidades?

Para finalizar, com o apoio do(a) professor(a), participe de uma dinâmica conhecida como
“Nuvem de Palavras”, com as suas percepções, ideias e conhecimentos sobre o tema.
GEOGRAFIA 69

ATIVIDADE 4A – TRANSFORMANDO A APRENDIZAGEM EM AÇÃO


SALA DE AULA INVERTIDA
a) Para analisar as transformações das paisagens a partir dos processos de urbanização, in-
dustrialização, agricultura e agropecuária, propomos uma atividade em grupos, denomina-
da sala de aula invertida. Siga as etapas propostas de acordo com as orientações do(a)
professor(a).
1ª Etapa – Na sua casa (se possível), acesse pela internet videoaulas, reportagens, pod-
casts entre outros, relacionados aos conceitos “Urbanização, Industrialização, Agricultura
e Agropecuária”.

2ª Etapa – Registre no caderno as principais dúvidas sobre cada conceito.

3ª Etapa – Apresente ao(à) professor(a) e colegas em sala de aula as suas dúvidas e com-
plemente as suas anotações.

4ª Etapa – Em sala de aula o(a) professor(a) vai explorar o assunto quanto às transforma-
ções das paisagens a partir dos processos de urbanização, industrialização, agricultura e
agropecuária, com desenvolvimento de um debate a partir das questões disparadoras: A
urbanização transforma a paisagem? Como a indústria alterou a história da humanidade?
Como a pecuária causa impactos socioambientais?

5ª Etapa – Continue a sua pesquisa, ampliando os seus conhecimentos a partir do seu lugar
de vivência. Busque em reportagens, entrevistas e fotografias informações e dados sobre
como a urbanização, a industrialização, a agricultura e a agropecuária atuam na transforma-
ção das paisagens e do espaço geográfico na cidade e/ou região.

Para contribuir para o desenvolvimento da atividade, leia o texto de apoio.

Com a concentração das indústrias, a exploração dos recursos naturais se intensificou, causando grandes
impactos socioambientais, como o desmatamento e a poluição do solo, das águas, do ar e a sonora. Além
disso, as indústrias contribuíram para aumentar a poluição do ar, sendo as principais responsáveis pela
emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Nota-se que a indústria de petróleo é uma das mais
poluidoras do mundo. Mas existem outras indústrias bastante poluidoras além das petrolíferas, como a
indústria têxtil. Você sabia que a produção de viscose, uma fibra artificial feita de celulose, exige a derrubada
de 70 milhões de árvores todos os anos? Diante do exposto, sabemos que solucionar os problemas causados
pela industrialização tem sido um grande desafio para os governos, para a sociedade civil e para as empresas.
Embora a fiscalização e punição de agentes poluidores tenham intensificado nos últimos anos e muitas leis
ambientais já tenham sido criadas, ainda há muito o que fazer para preservar o meio ambiente.
Elaborado especialmente para o Material de Apoio ao Currículo Paulista.

Registre os aprendizados, percepções e conhecimentos no seu caderno. Em seguida, elabore


uma carta, em seu caderno e/ou folha avulsa, direcionada ao poder público, empresários e/ou popu-
lação em geral da sua cidade. Dê ênfase aos problemas socioambientais decorrentes do processo de
urbanização, industrialização, agricultura e/ou agropecuária da sua cidade e/ou região. Explore bons
argumentos, sugestões de resolução de problemas, informações e dados oriundos da sua pesquisa.
70 CADERNO DO ALUNO

ATIVIDADE 4B – LEITURA E ANÁLISE DE IMAGENS E TEXTO


b) Para o desenvolvimento da atividade, analise as imagens 1, 2 e 3 e leia o texto.

Imagem 1 – Rebanho bovino28 Imagem 2 – Máquinas no campo29 Imagem 3 – Drones na agricultura30

O setor agropecuário vem se destacando na economia brasileira nas últimas décadas por seu expressivo
aumento em produtividade e sua crescente importância para a manutenção do equilíbrio da balança
comercial do país. Com a modernização da agricultura e o aumento do uso intensivo de máquinas e
insumos, elevaram-se os níveis de produtividade da terra e do trabalho, contribuindo também para o
crescimento da indústria associada ao setor (Gasques et al., 2010). Estima-se que a produção do
agronegócio brasileiro, que inclui toda a produção resultante das atividades agropecuárias e das
indústrias a montante e a jusante desse processo produtivo, responda atualmente por 22,7% do Produto
Interno Bruto (PIB) brasileiro (Cepea, 2011).
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Disponível em: <http://repositorio.ipea.gov.br/
bitstream/11058/1050/1/TD_1782.pdf>. Acesso em: 3 maio 2019.

Com base nos seus conhecimentos e nas informações extraídas do texto e das imagens 1,
2 e 3, responda às questões propostas no seu caderno.

• Pesquise em dicionários disponíveis na escola e/ou em sites na internet as palavras e/ou


expressões desconhecidas apresentadas no texto e registre o significado.

• Descreva as imagens 1, 2 e 3 e, posteriormente, comente os tipos de relações de trabalho


relacionados aos setores retratados.

28 Imagem 1 – Rebanho bovino. Fonte: Pixabay. Disponível em: <https://pixabay.com/pt/photos/campo-agricultu-


ra-agroneg%C3%B3cio-2635626/>. Acesso em: 15 out. 2019.
29 Imagem 2 – Máquinas no campo. Fonte: Pixabay. Disponível em: <https://pixabay.com/pt/photos/tractor-mistu-
rador-de-gr%C3%A3o-rurais-385681/>. Acesso em: 15 out. 2019.
30 Imagem 3 – Drones na agricultura. Fonte: Pixabay. Disponível em: <https://pixabay.com/pt/photos/dji-dji-agri-
cultura-agricultura-4208863/>. Acesso em: 15 out. 2019.
GEOGRAFIA 71

• Por meio de uma consulta ao livro didático disponível na escola, e com a orientação
do(a) professor(a), indique os possíveis problemas socioambientais decorrentes das
atividades apresentadas pelas imagens 1 e 2.

• As atividades apresentadas nas imagens 1, 2 e 3 são comuns no seu município e/ou


região? Justifique a sua resposta.

ATIVIDADE 4C – EXIBIÇÃO DE VÍDEOS: CIDADES SUSTENTÁVEIS


E PERCEPÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS

Com o apoio do(a) professor(a), assista aos vídeos indicados. As informações e os dados
apresentados nestes vídeos contribuirá para a resolução da próxima atividade, que tem como
foco o estudo das questões socioambientais, tratando inclusive de riscos e desastres que po-
dem ocorrer em diferentes lugares. Ao assistir aos vídeos, anote as evidências e aprendizados.

– Cidades Sustentáveis – IBGE Explica. Qual é o percentual da população


brasileira que vive em áreas urbanas? Quais problemas as altas taxas de
densidade demográfica e o crescimento desordenado acarretam? O que
faz uma cidade ser considerada sustentável? O que é a nova agenda urbana
e quais são suas metas? Assista ao vídeo e encontre a resposta para estas
e outras perguntas, fundamentais para entender a importância do tema e o
papel auxiliar do IBGE no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável (ODS). Fonte: IBGE. Disponível em: <https://www.youtube.
com/watch?v=am2WOYu4iFc> (5 min). Acesso em: 14 maio 2019.

– Riscos Ambientais por Victor Marchezini. O vídeo fala sobre a percep-


ção de riscos ambientais dentro do projeto Cemaden Educação. Fonte:
Cemaden Educação. Disponível em: <https://www.youtube.com/
watch?v=ecg-EMfR5aM> (13 min). Acesso em: 13 maio 2019.

Registre as ideias principais dos dois vídeos no seu caderno.

ATIVIDADE 4D – ESTAÇÕES DE APRENDIZAGEM


Considerando as transformações dos espaços urbanos e rurais, surgiram vários pro-
blemas socioambientais que influenciaram o cotidiano das populações, em diferentes luga-
res. Para aprofundar os conhecimentos sobre essa temática, a sala organizada em sete gru-
pos distribuídos por “estações” (formada por mesas agrupadas) realizará a leitura e análise
dos textos disponibilizados pelo(a) professor(a). Sob a mediação do(a) professor(a), siga as
orientações, de acordo com as estações e os problemas socioambientais estabelecidos
para cada grupo.
72 CADERNO DO ALUNO

Problemas
Tipo de Produção Estações
socioambientais

Elaboração de uma PARÓDIA Amarela


Poluição dos rios
Sugestão: usar os rios, regiões, lugares do seu município. (Grupo 1)
Elaboração de SLOGANS, com propostas para a redução de Verde
Incêndios
incêndios. (Grupo 2)
Azul
Elaboração de texto do gênero “VOCÊ SABIA”, sobre inundações. Inundações
(Grupo 3)

Criação de NOTÍCIAS, de acordo com as informações do clima/


Rosa
tempo em jornais impressos ou televisivos que trate sobre as Enchentes
(Grupo 4)
enchentes.

Elaboração de uma CARTA AO LEITOR endereçada ao gestor


Rompimento de Laranja
da cidade, tratando sobre a problemática do rompimento de
barragens (Grupo 5)
barragens.

Roxa
Elaboração de uma MAQUETE. Erosão
(Grupo 6)
Deslizamentos de Cinza
Elaboração de um HQ sobre deslizamentos em encostas.
encostas (Grupo 7)

Ao término das atividades, as produções serão trocadas entre as estações, para preenchi-
mento do quadro a seguir.

Analisando as produções dos outros grupos, destaque os


Produções dos pontos positivos e negativos quanto:
Quem avalia
estudantes
a) à estrutura do trabalho b) à importância do tema

PARÓDIA (grupo 2)

SLOGANS (grupo 3)

“VOCÊ SABIA” (grupo 4)

NOTÍCIAS (grupo 5)

CARTA AO
(grupo 6)
LEITOR

MAQUETE (grupo 7)

HQ (grupo 1)

Registre os aprendizados no desenvolvimento desta atividade no seu caderno.


GEOGRAFIA 73

ATIVIDADE 4E – AGENDA 2030 – 17 OBJETIVOS DE


DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS)

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) compõem a Agenda 2030 criada


pela Organização das Nações Unidas (ONU) para orientar governos, empresas, orga-
nizações sociais, escolas e pessoas a agirem de forma colaborativa e, entre outros,
colocar o mundo em um caminho mais sustentável31. Para conhecer as ações e metas
de cada ODS, acesse o site da ONU, disponível em: <https://nacoesunidas.org/
pos2015/agenda2030/>. Acesso em: 24 out. 2019. (Ou acesse o QR Code ao lado.)

DESAFIO!
Agora que você já conhece os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que com-
põem a Agenda 2030, lançamos o seguinte desafio: em grupos, criem símbolos
inovadores para cada um dos 17 ODS. Considere como inspiração a realidade de
seu município para construir esses emblemas. Registre a produção do seu grupo
em uma cartolina ou elabore um produto educomunicativo, e posteriormente, di-
vulgue para toda a escola. Se possível, amplie a divulgação por meio das redes
sociais da escola com a #ODS NA ESCOLA-SP. Lembre-se de dialogar com os(as)
colegas, de forma que o trabalho seja criativo e colaborativo.

Na sequência da atividade, indicamos o ODS 11 – “Cidades e comunidades sustentáveis”


para o aprofundamento dos conteúdos e temas trabalhados nesta situação de aprendizagem.
Antes de iniciar a atividade, com o apoio do(a) professor(a), assista aos seguintes vídeos:

1. Compreendendo as dimensões do desenvolvimento sustentável – Agenda 2030 da


ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável não são apenas itens de uma lista.
Representam uma abordagem holística para a compreensão e a resolução de problemas
da atualidade. Fonte: ONU Brasil. Disponível em: <https://www.youtube.com/
watch?v=pZ2RsinirlA>. Acesso em: 24 out. 2019.
2. Vídeo do IBGE que trata dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=GCml3wU2g7g>. Acesso em: 18 set. 2019.

Registre no seu caderno os principais aprendizados e percepções sobre a temática apre-


sentada nos vídeos. Em seguida, siga o roteiro da atividade “Percepções sobre a minha cidade
e as possibilidades para a construção de uma cidade sustentável”:

1º passo – Anote o deslocamento diário que você faz pela cidade e a forma como o faz. Registre
os trajetos que você realiza por meio de caminhadas, de bicicleta, de carro, entre outras possi-
bilidades.
2º passo – Elabore um croqui simples esboçando os principais trajetos, especialmente entre a sua
residência e a escola. Nesse momento, vale também fazer registros fotográficos (se possível).

31 Fonte: Indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - IBGE. Disponível em: <https://ods.ibge.gov.br/>.
Acesso em: 19 ago. 2019.
74 CADERNO DO ALUNO

3º passo – Se possível, converse com familiares, vizinhos, moradores, comerciantes etc. para
colher mais informações sobre os trajetos que eles realizam no cotidiano. Compare com os seus
trajetos e os tipos de transporte utilizados.

4º passo – Reflita sobre as seguintes questões: Quais são os locais que você mais frequenta?
Você viu áreas verdes por onde passou, como praças e/ou parques? Você viu algum rio, nas-
cente, lagoa e/ou córrego? Esse corpo d’água estava limpo ou poluído? Tem lixo/resíduos nas
ruas da sua cidade? Quais riscos socioambientais você observa? Ocorrem desastres na sua
cidade?

5º passo – Em uma roda de conversa organizada pelo(a) professor(a), compartilhe com a sala
seus registros e descobertas e levante as possíveis alterações que ocorreram com o passar dos
anos nos lugares observados. Dialogue com os(as) colegas sobre os possíveis impactos socio-
ambientais provocados pelo processo de urbanização.

6º passo – Registre o que cada um pode fazer, individualmente e em grupo, para maximizar os
impactos positivos, minimizar os negativos e contribuir para tornar as cidades e os assentamen-
tos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.

7º passo – Se possível, crie um blog e/ou página na rede social da escola com as principais evi-
dências para disseminar as ideias para outros grupos.

8º passo – Para encerrar esta atividade, verifique com o(a) professor(a) a possibilidade da reali-
zação de um estudo do meio nos arredores da escola, para que os grupos possam observar e
coletar informações e dados sobre a comunidade escolar e aprofundar os estudos sobre o espa-
ço geográfico e as principais transformações. O estudo do meio visa estimular a pesquisa e
contribuir para a construção de significados para os(as) estudante(s) acerca dos arredores da sua
escola, residência e de lugares de vivência do seu município e/ou região.

ATIVIDADE 5 – HORA DE CHECAR OS CONHECIMENTOS


Nesta atividade, analise as imagens 1, 2 e 3 referentes às cidades de São Paulo, São Vicen-
te e Piracicaba. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), São Paulo
tem população estimada em 12.252.023 habitantes, em 201932, enquanto São Vicente tem
365.798 habitantes33 e Piracicaba tem 404.14234 habitantes.

32 Fonte: Cidades – IBGE. Disponível em: <https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/sao-paulo/panorama>.


Acesso em: 23 out. 2019.
33 Fonte: Cidades – IBGE. Disponível em: <https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/sao-vicente/panorama>.
Acesso em: 23 out. 2019.
34 Fonte: Cidades – IBGE. Disponível em: <https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/piracicaba/panorama>.
Acesso em: 23 out. 2019.
GEOGRAFIA 75

Imagem 1 – São Paulo 35

Imagem 2 – Imagem 2 – São Vicente36 Imagem 4 – Imagem 3 – Piracicaba37

IMAGEM 4
Espaço reservado para
inserção de uma imagem
da sua cidade

35 Imagem 1 – São Paulo – SP – Fonte: Pixabay. Disponível em: <https://pixabay.com/pt/photos/s%C3%A3o-paulo-


edif%C3%ADcios-panor%C3%A2mica-1194935/>. Acesso em: 23 set. 2019.
36 São Vicente – SP – Fonte: Commons Wikimedia. Disponível em: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/
commons/8/8f/S%C3%A3o_Vicente_Chairlift_2019_140.jpg>. Acesso em: 13 set. 2019.
37 Piracicaba - SP. Fonte: Commons Wikimedia. Disponível em: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/
commons/e/ee/Piracicaba-SP.jpg>. Acesso em: 13 set. 2019.
76 CADERNO DO ALUNO

Em duplas, elaborem um roteiro de análise das imagens 1, 2 e 3 e 4 (da sua cidade) para
apresentar para os(as) colegas da turma, explorando os problemas socioambientais relacionais
ao espaço urbano. Lembre-se de que até aqui vocês já possuem repertório sobre os conceitos
de paisagem, lugar e espaço geográfico, sendo que as pesquisas e os diálogos realizados até o
momento foram importantes para ampliar os conhecimentos. Registre no espaço disponível a
seguir pelo menos 5 questões para apresentar para o(a) professor(a), mediador(a) da atividade
em sala de aula.
Essas cidades apresentam questões socioambientais complexas e que interferem direta-
mente na vida das populações. O que será que essas cidades estão fazendo para se tornarem
mais sustentáveis e resilientes? Pesquise os problemas socioambientais que essas cidades estão
enfrentamento no cotidiano e compare com a sua cidade. Para finalizar, proponha ações de in-
tervenção para amenizar e/ou resolver os principais problemas socioambientais.

SAIBA MAIS
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para Crianças. Para
sensibilizar estudantes e a comunidade escolar sobre a importância
da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS), a UNESCO
no Brasil, em parceria com o Ministério da Educação e o Ministério do
Meio Ambiente, produziu vídeos para apresentar os Objetivos de De-
senvolvimento Sustentável (ODS) e algumas das suas metas que inte-
gram a temática da EDS. Os ODS apresentados nos vídeos estão ali-
nhados às políticas nacionais de educação ambiental. Fonte: Unesco
Brasil. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/unesco-e-gover-
no-brasileiro-lancam-videos-para-auxiliar-educadores-a-falar-so-
bre-desenvolvimento-sustentavel/> e <https://www.youtube.com/
playlist?list=PLuaYSS3ezmQAuqmz2En-BlEqb5bX2fUvM>. Acesso
em: 15 maio 2019.
Cemaden Educação Rede de escolas e comunidades na prevenção
de desastres. O site da instituição apresenta informações sobre pro-
jetos desenvolvidos em diversas escolas brasileiras sobre o tema Re-
dução de Riscos e Desastres. Fonte: Cemaden Educação. Disponível
em: <https://www.cemaden.gov.br/cemaden-educacao/>. Acesso
em: 15 maio 2019.
O que são Cidades Resilientes? Os 10 essenciais para a construção
de uma cidade resiliente. Disponível em: <https://resiliente.campi-
nas.sp.gov.br/o-que-s%C3%A3o-cidades-resilientes>. Acesso em:
13 maio 2019.
GEOGRAFIA 77

ATIVIDADE 6 – AUTOAVALIAÇÃO – SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3

Realizei todas as Quais foram


Temas e conteúdos
atividades propostas? O que eu aprendi? minhas principais
Sim, não, por quê? dificuldades?

Natureza e Sociedade

Cidades, questões
socioambientais e ODS

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 – OS SETORES DA


ECONOMIA E AS CADEIAS PRODUTIVAS
Para finalizar o volume 1 do Material de Apoio ao Currículo Paulista, a Situação de Apren-
dizagem 4 apresenta possibilidades para o aprofundamento dos estudos acerca dos setores da
economia, as características dos setores primário, secundário e terciário e as transformações no
espaço geográfico, por meio da análise das cadeias produtivas, em especial no Brasil e no Esta-
do de São Paulo.

Unidade Temática: Mundo do trabalho


Objeto do Conhecimento: Transformação das paisagens naturais e antrópicas
Habilidade do Currículo Paulista de Geografia: (EF06GE18*) Caracterizar as atividades
primárias, secundárias e terciárias e analisar as transformações espaciais, econômicas,
culturais, políticas e ambientais em diferentes lugares.

ATIVIDADE 1 – VAMOS DIALOGAR?


Você já observou que a maioria dos adultos possui uma profissão? Que profissão você pre-
tende escolher no futuro?
As profissões estão associadas a um tipo de atividade produtiva, portanto, para entender-
mos as atividades desempenhadas pelos adultos, é preciso compreender que elas estão dividi-
das em três principais setores: o primário, o secundário e o terciário, que sofrem diversas trans-
formações no decorrer do tempo. O que você sabe sobre esse assunto? Registre as suas
percepções e conhecimentos no caderno.
78 CADERNO DO ALUNO

ATIVIDADE 2A – PESQUISA: SETORES DA ECONOMIA


a) Em grupos, pesquise a respeito dos setores da economia, utilizando livros didáticos
disponíveis em sua escola ou em sites de internet. Preencha o quadro com uma síntese
das características de cada setor, tendo como referência o desenvolvimento das ativida-
des presentes na sua cidade, região e país.

Setor Primário

Setor Secundário

Setor Terciário

b) A partir do resultado da pesquisa, cite no seu caderno exemplos de atividades econô-


micas desempenhadas em cada setor da economia.
c) Identifique no seu caderno os setores retratados nas imagens 1, 2 e 3.

Imagem 1 – Cabeleireiro38 Imagem 2 – Indústria39 Imagem 3 – Plantação de feijão40

Setor: Setor: Setor:

d) Marque com um X a(s) alternativa(s) que representa(m) o setor primário da economia:


( ) pesca ( ) produção de alumínio ( ) venda de carros ( ) plantação da cana-de-açúcar
( ) fabricação de papel.

38 Imagem 1 – Cabeleireiro. Fonte: Pixabay. Disponível em: <https://pixabay.com/pt/vectors/cabelo-cabeleireiro-


silhueta-3647341/>. Acesso em: 11 set. 2019.
39 Imagem 2 – Indústria. Fonte: Pixabay. Disponível em: https://pixabay.com/pt/photos/ind%C3%BAstria-planta-
industrial-525119/. Acesso em: 11 set. 2019.
40 Imagem 3 – Plantação de feijão. Fonte: Pixabay. Disponível em: <https://pixabay.com/pt/photos/planta%
C3%A7%C3%A3o-de-feij%C3%A3o-agricultura-254075/>. Acesso em: 11 set. 2019.
GEOGRAFIA 79

ATIVIDADE 3 – CADEIAS PRODUTIVAS


a) As atividades econômicas estão agrupadas em três setores: primário, secundário e ter-
ciário. Esses setores são interdependentes, ou seja, dependem uns dos outros. E com
relação à expressão “cadeia produtiva”? Relate suas observações no seu caderno. É
importante que você compreenda que uma cadeia produtiva se refere a uma série de
atividades econômicas relacionadas à produção, circulação, consumo e descarte e/ou
logística reversa. O esquema a seguir exemplifica as principais etapas dessa relação.
Descarte
Produção
Industrialização Distribuição Consumo Final e/ou logística
Agrícola
reversa

Observe e analise as sequências de imagens de duas Cadeias Produtivas presentes no Es-


tado de São Paulo.
1ª Cadeia Produtriva da Cana-de-açúcar

Plantação de Usina São Martinho –


Transporte43 Açúcar44
cana-de-açúcar41 Pradópolis, SP.42

1 2 3 4
Cana-de-açúcar
Quando o português Martim Afonso de Souza construiu o primeiro engenho brasileiro de cana-de-açúcar no litoral
paulista, ele não tinha como imaginar o setor produtivo complexo que se construiria em São Paulo para processar
essa planta.
Passados quase 500 anos, o território paulista no Brasil é hoje o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, sendo que
São Paulo responde de 55% a 60% da área plantada no país. As plantações paulistas têm alta produtividade por hectare.
Isso se deve à qualidade do solo e, também, às condições climáticas favoráveis. O Estado de São Paulo é o maior pro-
dutor mundial de etanol, contribuindo para que o Brasil seja o segundo maior produtor de etanol do mundo, atrás
apenas dos EUA. São Paulo também é um grande produtor de açúcar. Em 2016, nas usinas paulistas foram produzi-
das 24,3 milhões de toneladas de açúcar, que correspondem a 14% do total produzido no mundo. Isso coloca o estado
à frente de produtores como Índia (13%), União Europeia (10%), Tailândia (6%), China (6%) e Estados Unidos (5%).
Fonte: INVESTE SÃO PAULO – Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade. (Texto Adaptado).
Disponível em: <https://www.investe.sp.gov.br/setores-de-negocios/agronegocios/cana-de-acucar/>.
Acesso em: 14 set. 2019.

41 Imagem 1 - Plantação de Cana de açúcar. Fonte: Pixabay. Disponível em: <https://pixabay.com/pt/photos/


cana-de-a%C3%A7%C3%BAcar-infloresc%C3%AAncia-flores-253203/>. Acesso em: 12 set. 2019.
42 Imagem 2 – Usina São Martinho – Pradópolis, SP. Fonte: Commons Wikimedia. Disponível em: <https://com-
mons.wikimedia.org/wiki/File:Usina_S%C3%A3o_Martinho,_F%C3%A1brica_de_A%C3%A7ucar_e_Eta-
nol_-_Prad%C3%B3polis.jpg>. Acesso em: 12 set. 2019.
43 Imagem 3 – Transporte. Fonte: Commons Wikimedia. Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/wiki/
File:Rodoviabrasil.jpg>. Acesso em: 16 set. 2019.
44 Imagem 4 – Açúcar. Foto: Elizete Buranello Perez – 2019.
80 CADERNO DO ALUNO

2ª Cadeia Produtiva do Café

Plantação de café45 Torrefação de café46 Transporte47 Café48

5 6 7 8

A partir das imagens, responda às questões propostas no seu caderno.

• Identifique a relação entre as etapas em cada cadeia produtiva apresentada na sequência


de imagens 1 a 4 e 5 a 8.
• Além dos transportes apresentados nas imagens, que outros transportes podem ser
utilizados nas cadeias produtivas?
• Considerando a importância de cada etapa de uma cadeia produtiva, aponte os fatores
que influenciam nas transformações econômicas de um país.
• Quais impactos socioambientais ocorrem em decorrência dos processos oriundos dessas
cadeias produtivas?
• Quais ações de intervenção você propõe para amenizar esses impactos socioambientais
decorrentes dessas cadeias?

b) Pesquise em sites da internet e/ou nos livros didáticos disponíveis na escola as regiões
produtoras de café no Brasil e especialmente no Estado de São Paulo. Posteriormente,
analise o Mapa 1 “Cana-de-açúcar” e elabore o Mapa 2 “Café”, com base nas informa-
ções e dados pesquisados e nas orientações do(a) professor(a).

45 Imagem 5 – Plantação de Café. Fonte: Pixabay. Disponível em: <https://pixabay.com/pt/photos/caf%C3%A9-


p%C3%A9-de-caf%C3%A9-fruto-do-caf%C3%A9-345648/>. Acesso em: 13 set. 2019.
46 Imagem 6 – Torrefação de Café. Fonte: Pixabay. Disponível em: <https://pixabay.com/pt/photos/caf%C3%A9-
feij%C3%A3o-gr%C3%A3os-de-caf%C3%A9-cafe%C3%ADna-4143384/>. Acesso em: 13 set. 2019.
47 Imagem 7 – Transporte. Fonte: Pixabay. Disponível em: <https://pixabay.com/photos/auto-highway-road-travel-
transport-3491753/>. Acesso em: 16 set. 2019.
48 Imagem 8 – Café. Fonte: Pixabay. Disponível em: <https://pixabay.com/pt/photos/caf%C3%A9-x%C3%ADcara-
de-caf%C3%A9-copa-bebida-2714970/>. Acesso em: 24 set. 2019.
GEOGRAFIA 81

Cana-de-açúcar Café

Mapa 1 – Brasil – Cana-de-açúcar49 Mapa 2 – Brasil50

c) Após a elaboração do mapa 2, compare a ocorrência da cana-de-açúcar e de café nos


estados brasileiros, em especial no Estado de São Paulo, e registre os resultados no seu
caderno.

ATIVIDADE 4 – CADEIAS PRODUTIVAS NO ESTADO DE SÃO PAULO


Com relação às cadeias produtivas, quais outras você conhece?
Em grupo, realize um levantamento sobre as principais cadeias produtivas do Estado de
São Paulo. Para isso, siga as orientações a seguir:

• Organização da turma em 8 grupos.


• Cada grupo escolhe um tipo de cadeia produtiva a ser pesquisada.
• Pesquisa de informações e dados sobre as diferentes etapas da cadeia produtiva
escolhida em livros didáticos disponíveis na escola e/ou em sites da internet.
• Durante a pesquisa os grupos trocam ideias e compartilham conhecimentos.
• Cada grupo prepara uma apresentação oral e em formato de vídeo para compartilhar os
resultados com os(as) colegas.

49 Mapa 1 – Brasil – Cana-de-açúcar. Fonte: IBGE. Disponível em: <https://portaldemapas.ibge.gov.br/portal.


php#mapa37>. Acesso em: 17 set. 2019.
50 Mapa 2 – Brasil. Fonte: Pixabay. Disponível em: <https://pixabay.com/vectors/brazil-geography-map-states-
153881/>. Acesso: 16 set. 2019.
82 CADERNO DO ALUNO

ATIVIDADE 5 – PRODUÇÃO DE CADEIA PRODUTIVA

a) Durante o desenvolvimento da Situação de Aprendizagem 4 você teve a oportunidade


de reconhecer e ampliar o seu repertório sobre as atividades econômicas dos setores da
economia. Para concluir essa sequência de atividades, selecione cinco objetos e/ou pro-
dutos utilizados no seu cotidiano. Em seguida, elabore uma lista das atividades envolvi-
das na produção de cada objeto e/ou produto, desde a sua coleta, transformação na
indústria, distribuição, consumo final e descarte adequado e/ou logística reversa. Utilize
o exemplo do quadro a seguir para facilitar a sistematização no caderno.

Descarte
Objeto/Produto Indústria Distribuição Consumo final adequado e/ou
logística reversa

b) A partir da elaboração das cadeias produtivas, escolha um exemplo e represente-o por


meio de recortes ou ilustrações no caderno.

c) Estabeleça a relação entre o setor da economia e a atividade correspondente.

1 – Setor primário 2 – Setor secundário 3 – Setor terciário


( ) serviços ( ) extrativismo ( ) indústria ( ) agricultura ( ) comércio ( ) pesca

ATIVIDADE 6 – AUTOAVALIAÇÃO – SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4

Realizei todas as Quais foram


Temas e conteúdos
atividades propostas? O que eu aprendi? minhas principais
Sim? Não? Por quê? dificuldades?

Setores da Economia

Cadeias produtivas
GEOGRAFIA 83

SAIBA MAIS
Cadeia produtiva do leite. Fonte: Nova Escola. Disponível em: <https://
nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/dKmveZrRwQjKc
PxjfHB8GkUCSYNzuZGzZ84gVBCfDcHpdqKYDkpnVGVFnMzY/
geo4-04und01-contextualizacao-infografico-cadeia-produutiva-do-
leite.png>. Acesso em: 17 set. 2019.
Cadeias produtivas – Os programas que a Coordenadoria de Assis-
tência Técnica Integral (CATI) da Secretaria de Agricultura e Abasteci-
mento do Estado de São Paulo desenvolve tem como objetivo forta-
lecer o setor agrícola, focando nas principais cadeias produtivas do
Estado de São Paulo: aquicultura, bovinocultura de corte, bovinocul-
tura de leite, cafeicultura, fruticultura, heveicultura e olericultura. Dis-
ponível em: <http://www.cati.agricultura.sp.gov.br/portal/projetos-
e-programas/cadeias-produtivas>. Acesso em: 17 set. 2019.
Cadeias produtivas – O Portal do Instituto de Economia Agrícola da
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
apresenta informações sobre as principais cadeias produtivas (Algo-
dão, Cana-de-açúcar, Amendoim, Café, Milho, Soja, Leite, Citricultu-
ra) presentes no Estado de São Paulo. Disponível em: <http://www.
iea.sp.gov.br/out/cadeias.html>. Acesso em: 17 set. 2019.
84 CADERNO DO ALUNO

HISTÓRIA
Prezado(a) estudante,

Este volume foi formulado com o objetivo de indicar possíveis caminhos para o desenvol-
vimento das habilidades propostas pelo Currículo Paulista, bem como proporcionar um ambien-
te favorável para a construção das Competências Específicas do componente curricular de His-
tória no Ensino Fundamental.
Cada Situação de Aprendizagem foi elaborada para que você, estudante, possa assumir o
papel de protagonista e refletir sobre a sociedade atual, a partir dos processos históricos e dos
procedimentos de identificação, comparação, contextualização, interpretação e análise.
Esse movimento proposto nas Situações de Aprendizagem, conjuntamente à mediação do
professor, pode contribuir para o desenvolvimento da “atitude historiadora”, seguindo o expos-
to através do Currículo Paulista:

O termo “atitude historiadora”, no Currículo Paulista, refere-se ao movi-


mento que professores e estudantes devem realizar para se posicionarem
como sujeitos frente ao processo de ensino e aprendizagem, fazendo uso
da comparação, contextualização e interpretação das fontes, refletindo
historicamente sobre a sociedade na qual vivem, analisando e propondo
soluções. (CURRÍCULO PAULISTA, p. 455)

Você faz parte da História, e desenvolver a atitude historiadora nas aulas é de extrema im-
portância para sua formação como cidadão crítico e participativo. Aprender história é parte do
caminho para percebermos a importância do respeito às diversidades sociais e para a constru-
ção de um mundo melhor.
Dessa forma, esperamos que você desenvolva ainda mais suas habilidades e a sua atitude
historiadora.
Bons estudos!

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1 – O TEMPO,


A HISTÓRIA E O TRABALHO DO HISTORIADOR
Na Situação de Aprendizagem 1, serão abordados os diferentes tipos de tempos (cronoló-
gicos, da natureza e histórico), ou seja, as suas formas de medição e organização, realizados pela
humanidade em diversas épocas e que são construídas culturalmente, de acordo com a socie-
dade e seu contexto histórico.
HISTÓRIA 85

ATIVIDADE 1

1.1. Leia o texto e observe as imagens da sequência.

Introdução: A história e o tempo


“O que é tempo? Se ninguém perguntar eu sei,
se quero explicar a quem me perguntar, já não sei.”
Santo Agostinho – As Confissões – Tradução livre.

Para início de conversa, vamos pensar juntos no TEMPO!


Você tem horários para tudo? Que horas você entra na escola? Que
horas sai dela e chega em casa? Você costuma comemorar datas
importantes com sua família? Gosta de feriados? Prefere o verão ou
o inverno?
Todas as atividades realizadas por nós, seres humanos, estão Fonte: <https://cdn.pixabay.com/
relacionadas ao tempo. Hoje em dia é muito comum estarmos “sem photo/2012/04/14/12/57/clocks-
3383_ 960_ 720.png>. Acesso
tempo”, ou afirmarmos que o tempo passa muito rápido, que o mundo em: 3 out. 2019.
está acelerado. Mas já percebeu que, quando fazemos algo, do qual
gostamos, o tempo passa rápido e, quando fazemos algo de que não
gostamos, o tempo se demora.
Todas essas formas de falar do tempo estão relacionadas à História e a como vamos estudá-la. Para
isso, precisamos refletir sobre os vários tipos de tempos.

Fonte: Elaborado especialmente para o Material de Apoio ao Currículo Paulista

IMAGEM 1 IMAGEM 2

Fonte: <https://cdn.pixabay.com/photo/2015/06/08/14/45/ Fonte: <https://cdn.pixabay.com/photo/2016/02/05/20/59/


woman-801697_960_720.jpg>. construction-1181982_960_720.jpg>.
Acesso em: 3 out. 2019. Acesso em: 3 out. 2019.
86 CADERNO DO ALUNO

IMAGEM 3 IMAGEM 4

Fonte: <https://cdn.pixabay.com/photo/2017/12/08/11/53/ Fonte: <https://cdn.pixabay.com/photo/2017/08/25/19/28/


event-party-3005668_960_720.jpg>. mar-2681141_960_720.jpg>.
Acesso em: 3 out. 2019. Acesso em: 3 out. 2019.

a) Agora reflita com seus colegas: será que nessas imagens as pessoas estão sentindo o tem-
po passar na mesma velocidade? Explique sua hipótese no seu caderno.

ATIVIDADE 2

2.1. Leia com atenção o poema a seguir e faça no seu caderno o que se pede.

Aniversário

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,


Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…
Para, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos
HISTÓRIA 87

Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!..
CAMPOS, Álvaro de. Por: PESSOA, Fernando. Aniversário.
Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/jp000011.pdf>
Acesso em: 10 set. 2019.

a) Grife as palavras cujo significado você não sabe. Em seguida, com a ajuda do dicionário,
registre seus significados.
b) A palavra “tempo” poderia ser substituída por outra sem alterar o sentido do poema?
Justifique sua resposta.
c) Pensando na sua vida, reescreva abaixo a estrofe1 do poema que mais tem a ver com
você e a sua história.
d) Por que a estrofe escolhida por você o faz lembrar coisas da sua vida?

ATIVIDADE 3

3.1. Leia o texto e observe as imagens para realizar as atividades propostas.

Noções do tempo
Até aqui você deve ter percebido que todos nós temos uma relação direta com o tempo, pois ele faz
parte de nossas vidas: seja dos eventos que já aconteceram, que estão acontecendo e os que
acontecerão. Sejam estes eventos dos indivíduos, como a hora de ir para a escola, hora de estudar,
hora de brincar, hora de almoçar, ou eventos maiores, que dizem respeito à sociedade como um todo.
Entre as noções sobre o tempo, podemos destacar: o tempo da natureza, o tempo cronológico e o
tempo histórico.
O tempo da natureza refere-se à marcação de eventos naturais. Já o tempo cronológico é aquele que
a humanidade desenvolveu para estabelecer medidas, por exemplo: a duração do dia, a duração do
ano etc.
O tempo histórico é pensado a partir das experiências vivenciadas pela humanidade, que vão sofrendo
alterações ao longo de diferentes épocas.
É para entendermos esta relação da vida humana que estudamos História, pois compete a ela investigar
as experiências humanas ao longo do tempo. Agora que sabemos que tudo está ligado aos estudos
históricos, podemos nos perguntar: qual é o tempo que a história estuda?

Fonte: Elaborado especialmente para o Material de Apoio ao Currículo Paulista

1 Estrofe: Conjunto de dois ou mais versos que organizam a estrutura de poemas ou de letras de músicas.
88 CADERNO DO ALUNO

IMAGEM 1 IMAGEM 2

Descrição: Quatro árvores que representam as quatro estações


do ano. Descrição: Relógio de sol.
Fonte: <https://cdn.pixabay.com/photo/2013/07/13/11/45/ Fonte: <https://cdn.pixabay.com/photo/2016/10/21/21/29/
seasons-158601_960_720.png>. sun-dial-1759241_960_720.jpg>.
Acesso em: 3 out. 2019. Acesso em: 3 out. 2019.
IMAGEM 3 IMAGEM 4

Descrição: Imagem representando as fases da vida: Descrição: Ampulheta.


Fonte: <https://cdn.pixabay.com/photo/2016/03/29/10/55/ Fonte: <https://cdn.pixabay.com/photo/2015/11/03/09/08/
stage-of-life-1287959_960_720.png>. hourglass-1020126_960_720.jpg>.
Acesso em: 3 out. 2019. Acesso em: 3 out. 2019.
IMAGEM 5 IMAGEM 6

Descrição: Mostra as fases do crescimento de uma planta. Descrição: Representação do domínio do cultivo de plantas e
da criação de animais

Fonte: Elaborado para o material de apoio ao Currículo Fonte: Elaborado para o material de Apoio ao Currículo
Paulista por Eliana Tumolo, da Diretoria de Ensino Região Sul 2. Paulista por Eliana Tumolo, da Diretoria de Ensino Região Sul 2.

a) A partir da leitura do texto e das imagens acima, reflita e identifique a qual tempo cada
imagem corresponde:
HISTÓRIA 89

Tempo cronológico: __________________________________________________________


Tempo da natureza: __________________________________________________________
Tempo histórico: _____________________________________________________________

b) Escreva no seu caderno cinco instrumentos que você utiliza para contar e controlar o
seu tempo. Você pode relacioná-los com as imagens acima. 

ATIVIDADE 4

4.1. Leia o texto e observe a linha do tempo abaixo para realizar as atividades no seu caderno.

Datação em história e a periodização tradicional


Calendário é um sistema que permite medir e representar o passar do tempo. Existem diversos tipos
de calendário, que variam de acordo com as necessidades de cada sociedade. Por serem construídos
dentro de uma cultura, os calendários podem ter elementos como a divisão cronológica do ano em
meses, semanas e dias, ou indicar também as fases da lua, festas religiosas e civis etc.
É importante ressaltar que, mesmo nos países em que há um calendário oficial com origem religiosa,
não significa que todos os cidadãos compartilhem daquela crença, mas sim que se trata de uma
convenção social.
O Brasil adota como oficial o Calendário Cristão ou Gregoriano, desenvolvido pelo Papa Gregório XIII
em 1582. Desde então passou a ser utilizado pela Espanha, por Portugal e por suas respectivas colônias,
e foi dessa forma que chegou até nós.
A maioria das sociedades ocidentais utiliza as datações em a.C. (antes de Cristo) para caracterizar
épocas anteriores ao nascimento de Jesus e d.C. para épocas posteriores a este acontecimento.
Entretanto, pesquisas históricas contemporâneas têm utilizado outras terminologias, como a.E.C.
(Antes da Era Comum) e E.C. (Era Comum). A utilização desse novo termo garante o respeito a todas
as crenças religiosas.
Fonte: Elaborado especialmente para o Material de Apoio ao Currículo Paulista

IDADE MÉDIA IDADE CONTEMPORÂNEA


BEFORE

PRÉ - HISTÓRIA DA QUEDA DO IMPÉRIO


ROMANO DO OCIDENTE, EM
476 E.C. ATÉ A TOMADA DA TEVE O INÍCIO EM 1789, COM
E F F EC T I V E WAYS

DO SURGIMENTO DOS
TEMPO

PRIMEIROS SERES HUMANOS CAPITAL DO IMPÉRIO A REVOLUÇÃO FRANCESA,


ATÉ POR VOLTA DE 4000 E.C., BIZANTINO, ESTENDENDO-SE ATÉ OS DIAS
COM A INVENÇÃO DA CONSTANTINOPLA, EM 1453. ATUAIS.
ESCRITA.
EXAMS
S T U DYDOING

IDADE ANTIGA IDADE MODERNA


IDADE ANTIGA, OU
O F LINHA

ANTIGUIDADE, É O MOMENTO O INÍCIO DA IDADE MODERNA


DE SURGIMENTO DAS TEM COMO MARCO A
PRIMEIRAS CIVILIZAÇÕES E TOMADA DA CIDADE DE
SOCIEDADES.
CONSTANTINOPLA, PELOS
O PERÍODO COMPREENDIDO
TURCOS-OTOMANOS EM 1453,
ENTRE A SURGIMENTO DA
E ENCERRA-SE COM A QUEDA
ESCRITA, POR VOLTA DE 4000
DA BASTILHA, EM 1789.
A. E.C., ATÉ O ANO DE 476
E.C., DATA DA QUEDA DO
IMPÉRIO ROMANO DO
OCIDENTE.

Fonte: Elaborada pela Profª Priscila Lourenço Soares Santos, especialmente para o Material de Apoio ao Currículo Paulista.
90 CADERNO DO ALUNO

a) A divisão histórica mais utilizada no ocidente é o quadripartismo europeu, que é a di-


visão do tempo histórico em quatro partes: Antiga, Média, Moderna e Contemporânea.
Essa divisão da História, somada à noção de linearidade (proveniente da percepção do
tempo cristão) é muito criticada pelos historiadores da atualidade. Pesquise em livros
didáticos, na internet, entre outros recursos, as razões dessa divisão ser criticada.
b) Procure em um dicionário ou em outro recurso o significado das palavras desconheci-
das, e registre-as abaixo.
c) Crie uma linha do tempo ilustrada da sua vida, conforme as instruções que se seguem:

Instruções para criação da linha do tempo de sua vida:


1º Utilize seu caderno de desenho ou uma folha sulfite para a realização da atividade;
2º Inicie sua linha do tempo na data de seu nascimento;
3º A última data que você irá colocar em sua linha do tempo é a data de hoje;
4º Entre o dia de seu nascimento até o dia de hoje, coloque o máximo de acontecimentos
marcantes que você conseguir se lembrar. Assim a sua linha do tempo ficará bastante
completa.

ATIVIDADE 5
5.1. De acordo com o conhecimento que você adquiriu até aqui, é possível perceber que tudo
o que temos atualmente foi construído pela humanidade ao longo do tempo. Com o calen-
dário não seria diferente, já que foram criados de acordo com as necessidades de cada
sociedade, podendo se apresentar como cíclicos ou lineares2.
Com base nas pesquisas e leituras feitas até aqui, analise as imagens abaixo e, em sequência,
realize as atividades no seu caderno.

IMAGEM 1 IMAGEM 2

Descrição: Calendário asteca.


Fonte: <https://cdn.pixabay.com/photo/2016/11/21/20/03/
Fonte: <https://www.flickr.com/photos/k6mmc/2176537668 calendar-1847346_960_720.png>. Acesso em: 27 ago. 2019.
/in/photostream/>.Acesso em: 27 ago. 2019.

2 Um calendário cíclico se organiza com início, meio e fim, acontece de forma periódica e se repete. O tempo cíclico
pode ser observado em fenômenos da natureza, tais como as estações do ano ou o desenvolvimento de uma árvore.
Já um calendário linear é cumulativo, ou seja, “não possui um fim”, seria algo que está organizado em uma linha reta. É
o caso do nosso próprio calendário, pois estamos no século XXI e os próximos serão XXII, XXIII, e assim sucessivamente.
HISTÓRIA 91

a) Após a análise realizada, registre no seu caderno as diferenças existentes entre as ima-
gens. Em sequência, aponte qual imagem representa o calendário cíclico e qual repre-
senta o linear. Não se esqueça de justificar a sua resposta.
b) Uma das finalidades do calendário é estabelecer uma rotina, reservando um tempo
específico para as atividades diárias.

Sabendo disso, entreviste um adulto, que pode ser um professor de outra matéria ou outra
pessoa de seu convívio, e preencha abaixo a agenda de atividades da semana do entrevistado.
Após o preenchimento da atividade, compare com seus colegas a sensação de tempo que as
pessoas entrevistadas apresentaram com a agenda preenchida.

Agenda da Semana – de ___/___/_____ a ___/___/_____

Dia Lista de atividades do dia

Domingo

Segunda-feira

Terça-feira

Quarta-feira

Quinta-feira

Sexta-feira

Sábado

c) Em seu caderno, pesquise três tipos de calendário: o chinês, o muçulmano e o japonês.


Registre com imagens (recortadas ou desenhadas) estes calendários e, embaixo de
cada um, coloque uma breve descrição.

ATIVIDADE 6
6.1. Os historiadores utilizam algarismos romanos para representar os séculos. Para compreen-
dermos melhor essas representações, observe as tabelas abaixo e siga as orientações para
realizar as atividades:

Conheça alguns números romanos

I 1 VI 6 XX 20 LX 60
II 2 VII 7 XXX 30 LXX 70
III 3 VIII 8 XL 40 LXXX 80
IV 4 IX 9 XLV 45 XC 90
V 5 X 10 L 50 C 100
92 CADERNO DO ALUNO

Como datar os séculos em algarismos romanos.


Para identificarmos um século a partir de uma data qualquer, podemos utilizar operações
simples de matemática. Observe os dois exemplos abaixo:
Exemplo 1: Se o ano terminar em dois zeros, o século corresponderá ao(s) primeiro(s)
algarismo (s) à esquerda desses zeros.
Ano 300: Século III
Ano 1800: Século XVIII
Ano 2000: Século XX
Exemplo 2: Se o ano não terminar em dois zeros, desconsidere a unidade de dezena e
adicione 1 aos primeiros algarismos da esquerda, veja:
Ano 425 4+1=5 Século V
Ano 1830 18 + 1 = 19 Século XIX
Ano 1998 19 + 1 = 20 Século XX
Fonte: Elaborado especialmente para o Material de Apoio ao Currículo Paulista

a) Escreva quando inicia e termina os séculos abaixo:

I – Século XIV: Começa em 1301 e termina em 1400

II – Século XV: _______________________________________________________________

III – Século XVIII: _____________________________________________________________

IV – Século XIX: ______________________________________________________________

V – Século XX: _______________________________________________________________

b) De acordo com o ano, indique o século ao lado, em algarismo romano.

555 333 999 1901

111 499 1500 1964

1333 699 1789 1989

1555 1599 1822 2002

1999 1763 1889 Ano atual

ATIVIDADE 7
7.1. Para realizar esta atividade, você deverá se reunir em grupos e utilizar o seu caderno par-
criar uma charge ou um “meme”. Como tema, aborde uma das questões estudadas nesta
Situação de Aprendizagem.
HISTÓRIA 93

Concluída a atividade, apresente o resultado aos colegas de sala. Em seguida, organizem


um painel com as produções realizadas.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2 – A IMPORTÂNCIA DAS


FONTES HISTÓRICAS PARA OS SERES HUMANOS
Na Situação de Aprendizagem 2, estudaremos sobre os diversos tipos de fontes históricas.
Espera-se que você, estudante, possa identificar as formas de registros em diferentes épocas e
sociedades, bem como entender a importância da análise crítica destas fontes para a produção
do saber histórico e para o trabalho do historiador.

ATIVIDADE 1
1.1. Leia o texto e registre no seu caderno o que se pede.

O trabalho do historiador e as fontes históricas


Para pesquisarem os seres humanos e sua relação com o tempo histórico, os historiadores utilizam as
chamadas fontes históricas, que são vestígios deixados pelo homem ao longo do tempo. Como um
detetive, para obter informações de determinada época e sociedade, o historiador analisa as fontes,
através de perguntas.

Fonte: Elaborado especialmente para o Material de Apoio ao Currículo Paulista

a) Pesquise em seu livro didático, na internet ou em outros meios físicos e digitais, as ca-
racterísticas de cada uma das seguintes fontes históricas: escritas, sonoras, visuais, orais
e materiais.

Depois, faça os registros no seu caderno.

ATIVIDADE 2
2.1. – Leia o texto, observe com atenção as imagens abaixo e realize a atividade proposta.

A importância das fontes históricas para a construção das identidades

As fontes históricas nos permitem conhecer, através de sua observação e análise, a história de uma pessoa,
grupo social ou um acontecimento de um determinado período. Para obter informações de determinada
época e acontecimento histórico, a análise das fontes deve ser criteriosa, e o historiador deve se valer de
diferentes tipologias que serão confrontadas entre si. De acordo com o que estudamos, podemos observar
que as fontes históricas podem ser escritas, sonoras, visuais, orais, audiovisuais e materiais.

Fonte: Elaborado especialmente para o Material de Apoio ao Currículo Paulista


94 CADERNO DO ALUNO

IMAGEM 1 IMAGEM 2 IMAGEM 3

Descrição: Arte rupestre. Descrição: Pirâmide do Egito.


Descrição: Livros.
Fonte: <https://cdn.pixabay.com/photo F o n t e : < h t t p s : / / c d n . p i x a b a y.
F o n t e : < h t t p s : / / c d n . p i x a b a y.
/2012/09/01/21/33/petroglyph-55507_ com/photo/2017/05/10/18/16/
com/photo/2018/06/01/13/54/
960_720.jpg>. pyramid-2301471_960_720.jpg>.
spine-3446452_960_720.jpg>.
Acesso em: 10 set. 2019. Acesso em: 10 set. 2019.
Acesso em: 10 set. 2019.

IMAGEM 4 IMAGEM 5 IMAGEM 6

Descrição: Máscara do século XVI, Descrição: Obra de arte Guernica, do Descrição: Fotografia.
Nigéria, Edo, Corte de Benin. Máscara pintor espanhol Pablo Picasso. Retrata o
feita em marfim. bombardeio à cidade de Guernica durante F o n t e : < h t t p s : / / c d n . p i x a b a y.
a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), com/photo/2016/07/07/19/55/
Fonte: <https://upload.wikimedia. conforme características do cubismo. photography-150 3121_960_720.jpg>.
org/wikipedia/commons/d/d3/
Queen_Mother_Pendant_Mask-_ Fonte: <https://pixabay.com/pt/ Acesso em: 10 set. 2019.
Iyoba_MET_DP231460.jpg>. photos/euskadi-guernica-guernikara-
picasso -3554980/>. Acesso em: 10 set.
Acesso em: 10 set. 2019. 2019.
Acervo do Metropolitan Museum of Art.
HISTÓRIA 95

IMAGEM 7 IMAGEM 8

Descrição: Manuscrito. Descrição: Mulheres da aldeia xinguana Kuikuro durante o


preparo de alimentos.
Fonte: <https://cdn.pixabay.com/photo/2014/11/26/23/43/
manuscript-547042 _960_720.jpg>. Acesso em: 10 set. 2019. Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/
commons/7/7a/Mulheres_cuidando_da_
alimenta%C3%A7%C3%A3o.jpg>. Acesso em: 10 set. 2019.

a) Com base na sua observação, na leitura do texto e nos conhecimentos construídos em sala
de aula, identifique a qual tipo de fonte histórica correspondem as imagens acima.

I) Arte rupestre: _______________________________________________________________


II) Pirâmides do Egito: _________________________________________________________
III) Livros: _____________________________________________________________________
IV) Máscara do século XVI: ______________________________________________________
V) Obras de arte: ______________________________________________________________
VI Fotografias: ________________________________________________________________
VII) Manuscrito: ________________________________________________________________
VIII) Mulheres da aldeia xinguana Kuikuro durante o preparo de alimentos: _____________

_______________________________________________________________________________

2.2. Agora, nós seremos os historiadores e, ao realizarmos uma investigação, vamos pensar nas
fontes históricas da nossa vida, ou seja, as fontes que contam nossa história. Preparado
para mais este desafio?
Traga na próxima aula cópias de algumas fontes históricas que representam sua vida em
diferentes momentos, como: fotografias, certidão de nascimento ou RG, cartas etc. Você deve
trazê-las coladas em seu caderno.
Durante a aula, troque de caderno com algum colega da sala. Com o material trocado,
analise as informações coletadas, produzindo uma descrição sobre o seu colega. Lembre-se de
especificar a qual tipologia a fonte do material pertence.
Depois de realizada a atividade, toda a turma se colocará em um círculo e compartilhará a
descrição, da fonte, que conta sobre parte da vida dos colegas. A pergunta que deve nortear a
discussão é: Foi difícil analisar uma fonte histórica? Por quê?
96 CADERNO DO ALUNO

ATIVIDADE 3
3.1. Analise as fontes históricas abaixo: o poema “A canção do africano”, de Castro Alves, a
imagem de Debret e a canção de Dorival Caymmi.

Fonte 1 Minha terra é lá bem longe, Todos dançam no terreiro;


A canção do africano Das bandas de onde o sol A gente lá não se vende
Lá na úmida senzala, vem; Como aqui, só por dinheiro”.
Esta terra é mais bonita,
Sentado na estreita sala,
Mas à outra eu quero bem!
Junto ao braseiro, no chão, O escravo calou a fala,
Entoa o escravo o seu canto, Porque na úmida sala
“O sol faz lá tudo em fogo,
E ao cantar correm-lhe em pranto O fogo estava a apagar;
Faz em brasa toda a areia;
Saudades do seu torrão... E a escrava acabou seu canto,
Ninguém sabe como é belo
Ver de tarde a papa-ceia! Pra não acordar com o pranto
De um lado, uma negra escrava O seu filhinho a sonhar!
Os olhos no filho crava, “Aquelas terras tão grandes,
Que tem no colo a embalar... ALVES, Castro. Os escravos,
Tão compridas como o mar,
1883. Disponível em: <http://
E à meia voz lá responde Com suas poucas palmeiras www.dominiopublico.
Ao canto, e o filhinho esconde, Dão vontade de pensar ... gov.br/download/texto/
jp000009.pdf>. Acesso em:
Talvez pra não o escutar! “ “Lá todos vivem felizes, 09 out. 2019.

Fonte 2
DEBRET, Jean-Baptiste.
Escravidão no Brasil.
Fonte:<https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d2/Slavery_in_
Brazil%2C_by_Jean-Baptiste_Debret_%281768-1848%29.jpg>.
Acesso em 23 ago. 2019.

Fonte 3
Se possível, escute a canção “Retirantes”, composição de Dorival Caym-
mi, interpretada por Rogério Machado.
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=UigXfOK1Lts>.
Acesso em 08 out. 2019.

Nesta Situação de Aprendizagem, estudamos que as fontes históricas possuem caracterís-


ticas de acordo com o contexto em que foram produzidas. Todas as fontes acima tratam de um
HISTÓRIA 97

mesmo assunto, entretanto elas são de épocas e tipos diferentes. A partir deste comentário e de
acordo com sua análise, responda no seu caderno:

a) Qual é o assunto de que as fontes acima tratam?


b) Considerando que as fontes possuem diferentes linguagens (visual, oral, escrita, audio-
visual, material e imaterial), descreva a qual campo pertence cada uma das fontes.
c) Anote no quadro abaixo uma fonte a qual você se recorde que foi trabalhado nas aulas
de História em anos anteriores, bem como registre o tema ao qual ela se referia.
Não se esqueça de apontar a qual tipologia a fonte pertence: visual, oral, escrita, audio-
visual, material e imaterial.

Tipologia:

d) Qual é a importância de saber interpretar diferentes tipos de fontes (visual, oral, escrita,
audiovisual, material e imaterial) para o entendimento da História?

ATIVIDADE 4
4.1. Vamos Jogar – Jogo de trilha
Acesse o QR Code ao lado para jogar.
Leia as regras e jogue em grupo de acordo com as orientações do(a)
seu(sua) professor(a). Regras do jogo disponível em: <https://docs.goo-
gle.com/document/d/1_Jau86Cf4hsF3LA2xgvuIczlXiYLG91HnQk9pe-
DK0P0/edit>>. Acesso em: 20 out. 2019.

ATIVIDADE 5

5.1. No QR Code ou no link abaixo, você encontrará um roteiro para desenvolver com base no
filme Narradores de Javé. Abra o arquivo e siga o passo a passo indicado no roteiro.

Luz, câmera e ação...História!!!


Filme: Narradores de Javé
Direção: Eliane Caffé
Duração: 100 min
Disponível em: <https://docs.google.
com/document/d/1AdY2qucL3baXpPjJk-
6CRez1pnp681AH9k4QNVAARpY/edit> (Acesso
em 20 out. 2019.
98 CADERNO DO ALUNO

ATIVIDADE 6

6.1. Analise a fonte 1 e, responda às questões abaixo no seu caderno.

FONTE1
a) Você conhece este documento?
b) Ele é uma fonte histórica?
c) O que você entende por “fonte histórica”?
d) Qual o nome do documento?
e) Para que serve o documento? Qual a sua fina-
lidade?
f) Quais outros dados podemos reconhecer no
documento?
g) É possível ter informações de outras pessoas
por esse documento? Quais?

Disponível em: <https://upload.wikimedia.org/wikipe-


dia/commons/8/85/Certid%C3%A3o_de_Nascimen-
to_-_Dr._Romildo_Borges_Mendes.jpeg>. Acesso em:
24 jun. 2019.

ATIVIDADE 7
7.1. Retomando a ideia de que fontes históricas são todos os vestígios produzidos pelos seres
humanos ao longo do tempo e que possuem diferentes tipologias (visual, oral, escrita, au-
diovisual, material e imaterial), em seu caderno, coloque ao menos três tipos de fontes que
possuem relação direta com o momento atual. Embaixo de cada uma delas, crie uma le-
genda apresentando a sua tipologia e a sua interpretação sobre a fonte.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3 – SURGIMENTO


DOS SERES HUMANOS
Nesta Situação de Aprendizagem, serão desenvolvidas as hipóteses a respeito da origem
do ser humano. Assim sendo, espera-se que você estudante identifique e analise as diversas
explicações sobre o surgimento da humanidade.
HISTÓRIA 99

ATIVIDADE 1
1.1. Observe a imagem e responda às questões.

IMAGEM 1

Fonte: https://pixabay.com/pt/illustrations/cria%C3%A7%C3%A3o-do-homem-dedo-deus-1159966/.
Acesso em: 22 ago. 2019.

a) Você conhece essa imagem? Quem seriam os personagens retratados?


b) A imagem acima é uma representação da origem do homem. Você conhece outras ex-
plicações?

ATIVIDADE 2
2.1. Leia o trecho abaixo e realize as atividades propostas.

Cada sociedade e povo tem sua própria maneira de explicar a origem da vida e do ser humano.
A curiosidade impulsionou o desenvolvimento de uma série de teorias para explicar a origem da vida,
fossem elas mitológicas, religiosas ou científicas. Dentre os exemplos dessas explicações temos as
seguintes narrativas: greco-romana, judaico-cristã, nórdica, iorubá, islâmica, hinduísta, budista,
babilônica, asteca, egípcia, tupi-guarani, a teoria da evolução, entre outros.
Fonte: Elaborado especialmente para o Material de Apoio ao Currículo Paulista

a) Você sabe o que é mito e mitologia? Pesquise e registre no seu caderno o significado
dessas palavras, apontando as diferenças entre os dois termos.

2.2. Vamos criar um lapbook sobre História, com narrativas do surgimento do ser humano!
Basta utilizar a imaginação e sua atitude historiadora.

Relembrando: Lapbook é uma pasta que imita um livro, podendo ser confeccionada em cartolina ou
em papéis coloridos. É importante conter desenhos, figuras ou atividades pesquisadas.
100 CADERNO DO ALUNO

Para a realização desta atividade, siga as orientações do(a) seu(sua) professor(a).

Passo a Passo:
1º. Forme um grupo.
2º. Escolha um dos temas a seguir. Depois desenvolva sua pesquisa sobre a teoria de ori-
gem da vida de acordo com a cultura escolhida:

Tupi-Guarani Greco-romana
Asteca Judaico-Cristã
Navajo Islâmica
Iorubá Hinduísta
Babilônica Budista
Nórdica Evolucionista
Egípcia
3º. Socialize as pesquisas realizadas, organizando com seus colegas uma roda de conversa
para apresentar as hipóteses sobre o tema, comparando os pontos vista de diferentes
culturas e tradições. Anote em seu caderno o que você aprendeu.
4º. Monte o seu lapbook com o resultado da pesquisa e da interação com a turma.
5º. Conforme a orientação do(a) seu(sua) professor(a) deixe o lapbook exposto.

SAIBA MAIS: ATITUDE HISTORIADORA

Para realizar a pesquisa, planeje e organize cada passo de seu projeto


Planejamento e organização
para facilitar a investigação e a elaboração.
Escolha um objeto/tema de Selecione o tema do seu interesse e dentro do objeto que você
pesquisa pretende pesquisar
Identificação, seleção, A partir do tema, identifique as fontes e selecione as mais adequadas,
comparação de acordo com a pergunta que pretende responder.
Investigar as fontes selecionadas, interpretando cada detalhe para a
Interpretação e análise
construção de suas hipóteses.

Conclusão Anote os resultados obtidos e apresente-os conforme for solicitado.

PARA SABER MAIS, ACESSE:


O Museu Arqueológico Nacional é o maior museu da Grécia e um dos mais impor-
tantes do mundo. Para saber mais sobre ele acesse a página <https://www.namu-
seum.gr/en/>. Acesso em: 20 set. 2019.
O Acervo África é um espaço de pesquisa e exposição que colabora para a expan-
são do entendimento público sobre a cultura africana e para apreciação como lega-
do fundante para a experiência brasileira. Disponível em: <http://www.museuafro-
brasil.org.br/o-museu>. Acesso em: 20 set. 2019.
HISTÓRIA 101

Descrição: imagem representando Darwin como um macaco, explicando


suas ideias a uma senhora com vestes do século XIX. A charge ironiza o
cientista em virtude de suas teorias evolucionistas.
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/wiki/Charles_Darwin#/
media/File:Darwin_sexual_caricature.gif>. Acesso em: 10 out. 2019.

Vimos que existem inúmeras explicações para a origem da espécie humana. No caso dos cientistas, muitas
teorias foram desenvolvidas ao longo dos séculos. Dentre essas hipóteses, podemos citar o
evolucionismo, cuja projeção foi feita pelo pesquisador Charles Darwin. Segundo essa teoria, as
espécies passariam por alterações provocadas por influência da interação dessas com o meio ambiente
e entre si, adquirindo características específicas dentro de cada reino, filo, classe, ordem, família,
gênero e espécie, no decorrer de longos períodos. Esta teoria foi publicada por Darwin na obra A
Origem das Espécies, em 1859.
Fonte: Elaborado especialmente para o Material de Apoio ao Currículo Paulista

2.3. Faça uma pesquisa sobre as teorias científicas que explicam a origem dos seres humanos e
sobre os cientistas que as divulgaram. No seu caderno, enumere as características de cada
uma delas e as críticas que sofreram. Não se esqueça de acrescentar as seguintes teorias:
transmutação de espécies; seleção natural e pangênese.

PARA SABER MAIS, ASSISTA:


Vídeo: Teoria de Darwin, da série “Mentes Brilhantes”. Esse ví-
deo é um documentário que explica de maneira lúdica as teorias
da evolução das espécies e da seleção natural de Charles Da-
rwin.
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=I_pr9mG-
TfmM>. Acesso em: 24 set. 2019.
102 CADERNO DO ALUNO

2.4. Jornal mural.


Com auxílio do(a) seu(sua) professor(a), e em grupo, organize um Jornal Mural sobre as
diferentes formas de explicar a origem dos seres humanos. Você deve apresentar as principais
características dessas explicações, local de veiculação e, se for o caso, o nome dos cientistas
envolvidos. Você pode utilizar colagens e desenhos. Seja criativo e bom trabalho!

VOCÊ SABIA?
Um Jornal Mural tem a função de apresentar informações e promover a interação
entre leitor e o jornal. Este jornal pode ser feito por meio de folhas de papel Kraft ou
cartolinas e fixados na sala ou em local apropriado. Pode apresentar textos, infográ-
ficos, imagens, ilustrações, charges etc. Outra forma de construir um jornal mural é
por meio de ferramentas on-line.
Para saber mais, você pode acessar o seguinte link: <https://pt-br.padlet.com/>.
Acesso em: 31 out. 2019.

ATIVIDADE 3

3.1. Descoberta Arqueológica.


Nos Alpes de Ötztal, entre a Áustria e a Itália, arqueólogos encontraram um fóssil humano
congelado, de aproximadamente 5,2 mil anos, que não havia sido sepultado. Foi apelidado
de Ötzi.
Estudante, levando em consideração a leitura das imagens e a análise da tabela sobre o
“homem do gelo” e das demais informações sobre escavações arqueológicas obtidas no
vídeo, siga os passos abaixo e faça o que se pede no caderno.

Passo a passo composto por 4 etapas:

1º Assista ao vídeo disponível no QR Code para compreender como ocorre


uma escavação arqueológica. O vídeo é um registro da escavação arque-
ológica na Lapa do Santo, região metropolitana de Belo Horizonte, que
aconteceu em maio de 2018. Disponível em: <https://www.youtube.
com/watch?v=hoK5yVqco4k>. Acesso em: 31 out. 2019.
2º Imagine que o conjunto de imagens e as informações da tabela a seguir são parte do
resultado de uma escavação em um sítio arqueológico, da qual você participou como
arqueólogo. Os achados foram feitos no Vale de Ötztal, na Áustria.
HISTÓRIA 103

IMAGEM 1 IMAGEM 2 IMAGEM 3

Descrição: Foto de um fóssil de um homem Descrição: Reconstrução da roupa de Descrição: Fotografia do Vale de Ötztal,
adulto mumificado (tronco e cabeça). Ötzi, confeccionada em couro de cervo. na Áustria, onde foi encontrado o
Fonte: <https://upload.wikimedia. Fonte: <https://upload.wikimedia.org/ “homem de gelo”, Ötzi.
org/wikipedia/commons/e/ee/Otzi- wikipedia/commons/5/51/Archeoparc_-_ Fonte: <https://pt.wikipedia.org/wiki/
Quinson.jpg>. Museum_%C3%96tzi_Kleidung.jpg>. Ficheiro:Oetzi_Memorial.jpg>.
Acesso em: 20 out. 2019. Acesso em: 20 out. 2019. Acesso em: 20 out. 2019.

IMAGEM 4 IMAGEM 5 IMAGEM 6

Descrição: Machado artesanal. Descrição: Sapato de couro e palha. Descrição: Sacolas de couro trançado.
Fonte: <https://de.wikipedia.org/wiki/ Fonte: <https://upload.wikimedia.org/ Fonte: <https://commons.wikimedia.
Datei:ReconstructedOetziAxe.jpg>. wikipedia/commons/5/53/%C3%96tzi_ org/wiki/File:%C3%96tzi-Dolchscheide
shoe_%28replica%29%2C_bearskin_ ,Herstellung.jpg>.
Acesso em: 20 out. 2019. with_deerskin_upper%2C_internal_
cage_of_twined_linden_bark%2C_ Acesso em: 20 out. 2019.
padded_grass_insulation_-_Bata_Shoe_
Museum_-_DSC00004.JPG>.
Acesso em: 20 out. 2019.
104 CADERNO DO ALUNO

DESCRIÇÃO: Homem, aproximadamente 40 anos, 1,70m de altura e 50 kg. Barba e cabelo


castanho-escuros.

OBJETOS 1. Machadinha com cabo;


ENCONTRADOS 2. Arco e flechas inacabados;
COM ÖTZI 3. Pontas de flecha sem uso;
4. Punhal de sílex (pedra), trançado com corda e cabo de madeira;
5. Bainha para guardar o punhal;
6. Sacola de couro;
7. Cacos de cerâmica;
8. Bordo, bétula e cogumelos;
9. Buril de sílex;
10. Madeira para fazer fogo, carvão;
11. Sementes de trigo, ameixa seca.

VESTIMENTAS 1. Túnica de manga comprida e cinto prendendo calça, roupas de couro de


DE ÖTZI cervo;
2. Sapato com feno em seu interior e preso com tiras de couro;
3. Capuz de pele de urso;
4. Capa de palha e couro;
5. Colar com pingente redondo de mármore polido;

SINAIS NO CORPO 1. Lábios com marcas de cortes já cicatrizados;


2. Cicatrizes nas mãos e nos pés (possivelmente de mordida de animais);
3. Costelas com sinais de que já tiveram fraturas;
4. Tatuagens: pulso, tornozelo e costas.

3º Observe as informações com atenção e faça anotações sobre as suas primeiras impres-
sões. Agora, para analisar o conjunto das fontes, você deve desenvolver algumas per-
guntas e tentar respondê-las no seu caderno – ou seja, você vai criar suas hipóteses so-
bre as fontes. Para isso crie cinco itens levantando possibilidades de como esse homem
vivia. Exemplo: Ötzi já conhecia a tecelagem, pois sabia trançar fios de palha e couro.
4º Anote quais foram as suas considerações finais e apresente sua descoberta e investiga-
ção para a sala. Ao final da apresentação faça o registro dos elementos que os seus co-
legas observaram e que você não havia notado.

PARA SABER MAIS, ACESSE:


Museu Iceman, sobre o fóssil Ötzi.
Disponível em: <http://www.iceman.it/en/the-iceman/>. Acesso em: 20 out. 2019.
HISTÓRIA 105

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 – POVOAMENTO


DA AMÉRICA
Nesta Situação de Aprendizagem, você estudará sobre as teorias de povoamento da Amé-
rica e do Brasil e suas possíveis rotas. O objetivo é que você estudante, identifique os desloca-
mentos dos seres humanos e o processo de sedentarização, compreendendo as modificações
na natureza realizada pelas diversas sociedades.

ATIVIDADE 1

1.1. Em uma roda de conversa organizada pelo(a) seu(sua) professor(a), discuta com seus cole-
gas sobre as seguintes questões e faça os registros no seu caderno.

a) Quais são os meios de transporte que existem atualmente? Esses transportes sempre
existiram e eram iguais aos de hoje?
b) Como será que os primeiros humanos se locomoviam?
c) Como vocês imaginam que teria sido a chegada do homem ao continente americano?
d) Utilizando o seu conhecimento, registre no seu caderno o que são continentes e quais
são eles?

ATIVIDADE 2

2.1 Leia as informações abaixo com atenção:

Existem diversas teorias sobre a chegada dos humanos ao atual continente americano. Entre elas estão:
• Teoria do Estreito de Bering – Essa hipótese diz que o homem teria vindo da Ásia através do Estreito
de Bering, que se encontrava congelado devido às baixas temperaturas e serviu como ponte entre os
continentes, tornando possível a passagem dos grupos humanos.
• Teoria da rota costeira – Afirma que os homens americanos teriam vindo da Ásia em pequenos
barcos, navegando próximo à costa até chegarem à América.
• Teoria do povoamento pelas ilhas do Oceano Pacífico – De acordo com essa teoria, acredita-se que
os homens da Ásia teriam realizado uma travessia pelo Oceano Pacífico, navegando de ilha em ilha
em pequenas embarcações até chegarem à América do Sul.
• Teoria da Migração Atlântica – Esta hipótese afirma que alguns habitantes da Europa teriam
navegado pelo oceano Atlântico em barcos feitos de couro e chegado ao norte do continente
americano.
Fonte: Elaborado especialmente para o Material de Apoio ao Currículo Paulista
106 CADERNO DO ALUNO

a) Com o auxílio do seu livro didático ou de outros meios, pesquise mais sobre cada uma
das teorias acima, atentando-se para a viabilidade de cada uma delas. Depois, escolha
uma hipótese e crie uma justificativa apontando o motivo que levou você considerar
que foi assim que ocorreu o povoamento da América. Anote tudo no seu caderno.
b) Rotas das primeiras migrações humanas.

Para desenvolver esta atividade, siga os passos e utilize o Mapa-Múndi Mudo.


Passo a Passo:
1º Com o auxílio de um livro didático ou de um Atlas Histórico ou Geográfico, localize no mapa
a África, a América, a Ásia, a Europa, a Oceania e os Oceanos Atlântico, Índico e Pacífico.
2º Crie uma legenda para identificar os continentes, os oceanos e as rotas de migração.
3º Escreva os nomes dos continentes e dos oceanos.
4º Desenhe as setas com as possíveis rotas do povoamento da América.

MAPA-MÚNDI MUDO

Fonte: <https://mapas.ibge.gov.br/escolares/mapas-mudos.html>. Acesso em: 23 ago. 2019.

Escreva a legenda:
HISTÓRIA 107

PARA SABER MAIS:


DNA antigo liga povo de Luzia à cultura Clóvis
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=gBI96LSsrgk>. Acesso em:
31 out. 2019.
Principais causas de doenças dos primeiros brasileiros
(Vídeo que fala como arqueólogos conseguem entender sobre hábitos dos primei-
ros habitantes do atual território brasileiro.)
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=vQEvAM2a2eo>. Acesso
em: 31 out. 2019.
Série completa – Escavações na Lapa do Santo
Disponível em: <https://www.youtube.com/playlist?list=PLAudUnJeNg4vwv5H
eYz9D9vzZ_RlAa_Tn>. Acesso em: 31 out. 2019.
Como os Homo sapiens se espalharam pelo mundo
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=oBLYb636tFA>. Acesso
em: 31 out. 2019.

ATIVIDADE 3

3.1. Leia o texto, observe as imagens e responda as questões abaixo:

Os pesquisadores e suas fontes


Como vimos na Situação de Aprendizagem 2, as fontes históricas são fundamentais para o estudo do
passado. Quando buscamos informações sobre como os primeiros seres humanos se relacionavam
entre si e com a natureza, os pesquisadores se valem, sobretudo, das fontes materiais, dentre as quais
podemos citar: fósseis, pinturas rupestres e objetos, a exemplo da cerâmica. Além dos historiadores,
outros pesquisadores também analisam essas fontes para poder montar as partes desse “quebra-
cabeça” da narrativa da origem humana. Desse modo, em um mesmo sítio arqueológico é possível
encontrar inúmeros pesquisadores, além dos tradicionais arqueólogos, trabalhando a partir dos
mesmos vestígios. Como exemplo de um espaço repleto de possibilidades de estudo sobre o passado
dos povos originários do Brasil, temos os sambaquis. 
Outro elemento importante na interpretação das fontes históricas é o desenvolvimento tecnológico,
que amplia as possibilidades de interpretação sobre os mesmos vestígios do passado, que de tempos
em tempos são ressignificados e conferem novos contornos para a nossa história.
Fonte: Elaborado especialmente para o Material de Apoio ao Currículo Paulista
108 CADERNO DO ALUNO

IMAGEM 1 IMAGEM 2

Descrição: Pintura rupestre. Descrição: Pintura rupestre.


Fonte: <https://cdn.pixabay.com/photo/2017/09/16/10/59/ Fonte: <https://cdn.pixabay.com/photo/2018/08/01/17/54/
rock-art-2755159_960_720.jpg>. anasazi-3577735_960_720.jpg>.
Acesso em 26/09/2019. Acesso em 26/09/2019

IMAGEM 3 IMAGEM 4

Descrição: Fóssil de Crocodilo. Descrição: Arte rupestre.


Fonte: <https://cdn.pixabay.com/photo/2015/02/13/12/16/ Fonte: <https://cdn.pixabay.com/photo/2014/06/23/11/03/
fossil-635079_960_720.jpg>. rock-art-375225_960_720.jpg>.
Acesso em: 26 set. 2019. Acesso em: 26 set. 2019.
HISTÓRIA 109

IMAGEM 5 IMAGEM 6

Descrição: Foto de escavação arqueológica; Lapa do Santo.


Descrição: Arte rupestre.
Visão geral 2011 – MAE-USP.
Fonte: <https://cdn.pixabay.com/photo/2016/12/04/05/51/
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Lapa_
rock-art-1881106_960_720.jpg>.
do_Santo_-_Overview_2011_-_Inside_view_003.jpg>.
Acesso em: 26 set. 2019.
Acesso em: 20 set. 2019.

a) Organizem-se em grupos, conforme a orientação do(a) seu(sua) professor(a). Depois,


cada grupo terá como base uma das imagens apresentadas acima para responder no
caderno às questões que se seguem:

• Você já viu essas imagens em livros, fotografias ou filmes?


• Que tipo de atividade vocês acreditam que essas imagens estão mostrando?
• Que outras informações vocês podem obter observando essas imagens?
• O que são sítios arqueológicos? O que podemos encontrar nesses lugares?

Após a análise das imagens, apresentem oralmente as respostas aos colegas da classe.

ATIVIDADE 4

4.1. Leia o texto e responda:

Sítios arqueológicos do Brasil


Os sítios arqueológicos existem em todas as partes do mundo e são locais onde é possível encontrar
indícios de atividades humanas, que simbolizam e representam determinado momento histórico da
região, tais como: pinturas rupestres, construções antigas, túmulos e artefatos. O Parque Nacional
Serra da Capivara (Patrimônio Mundial da UNESCO), além de ser um importante sítio arqueológico
brasileiro, é também o maior em área do continente americano.
Fonte: Elaborado especialmente para o Material de Apoio ao Currículo Paulista
110 CADERNO DO ALUNO

a) A partir do quadro abaixo, localize no mapa os estados brasileiros e seus respectivos


parques e sítios arqueológicos. Não se esqueça de criar uma legenda para a atividade.

MAPA DO BRASIL

Fonte: <https://mapas.ibge.gov.br/escolares/mapas-mudos.html>.
Acesso em: 04 out. 2019. (Editado.)

Parques arqueológicos no Brasil:


1) Parque Nacional da Serra da Capivara — São Raimundo Nonato (Piauí)
2) Parque Nacional do Catimbau — Buíque, Tupanatinga e Ibimirim (Pernambuco)
3) Parque Arqueológico do Solstício — Calçoene (Amapá)
4) Sítio Arqueológico Pedra Pintada — Pacaraima (Roraima)
5) Sítio Arqueológico São João Batista — Entre-Ijuís (Rio Grande do Sul)
6) Sítio Arqueológico do Lajedo de Soledade — Apodi (Rio Grande do Norte)
7) Sítio Arqueológico Lapa Vermelha — Pedro Leopoldo (Minas Gerais)
8) Sítio Arqueológico de Miracatu — Moraes (São Paulo)
HISTÓRIA 111

ATIVIDADE 5

5.1. Como vimos, a teoria do Estreito de Bering afirma que os primeiros homens teriam chega-
do na América através desse estreito. No entanto, as pesquisas da arqueóloga brasileira
Niède Guidon identificaram a presença humana no local há 100 mil anos, o que mudou a
visão da pré-história americana e fez que a teoria de Bering fosse questionada.

A partir dessa informação, faça uma pesquisa em grupo sobre os arqueólogos brasileiros
Niède Guidon e Walter Neves e, após a pesquisa, produza um vídeo ou animação com o celular/
computador ou faça uma produção artística (teatro, música, desenhos) para explicar quais foram
as descobertas desses arqueólogos e a sua importância. Verifique com seu(sua) professor(a)
como e quando os trabalhos serão apresentados.

PARA SABER MAIS:


• Museu Universitário (MAE) – Possui um grande acervo de Arqueologia e Etnolo-
gia. Desenvolve pesquisa nas duas áreas e também na Museologia e atua na di-
vulgação científica por meio de exposições e atividades educativas. Disponível
em: <http://mae.usp.br/>. Acesso em: 20 set. 2019.
• Museu do Homem Americano – Foi criado para divulgar a importância do patri-
mônio cultural deixado pelos povos pré-históricos da região. A exposição perma-
nente apresenta a evolução dos hominídeos e as teorias de povoamento da Amé-
rica. Disponível em: <http://fumdham.org.br/cpt_home/
museu-do-homem-americano/>. Acesso em: 20 set. 2019.
• FUNARI, Pedro Paulo; TOLEDO, Vera; TEGA, Glória. Arqueologia: uma atividade
muito divertida. Disponível em: <https://www.academia.edu/14009298/Arque-
ologia_uma_atividade_divertida>. Acesso em: 20 set. 2019.
• Arqueologia no Brasil
Síntese sobre o trabalho arqueológico no Brasil de TENÓRIO,
Júnior. Arqueologia brasileira. 2014 (06m54s). Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=BWbGfHEb8Dc>. Aces-
so em: 24 set. 2019.

ATIVIDADE 6

6.1. Leia o texto e responda:


O desenvolvimento técnico dos primeiros seres humanos
Os pesquisadores que estudaram o modo de vida dos primeiros seres humanos encontraram vários
vestígios que demonstram os hábitos e as habilidades das sociedades humanas. Entre elas estão: o
controle do fogo, a invenção das primeiras tecnologias, as expressões artísticas, o desenvolvimento da
linguagem e os ritos religiosos. Todas essas transformações provocaram mudanças na natureza, na
paisagem e nas formas de relacionamento social.
112 CADERNO DO ALUNO

No período paleolítico, os primeiros humanos consumiam alimentos que encontravam na natureza.


Aos poucos desenvolveram instrumentos de caça e pesca, como arcos, flechas, lâminas, anzóis, lanças
e arpões. Viviam em acampamentos provisórios, a céu aberto ou no interior das cavernas. Com o
tempo começaram a construir moradias simples de madeiras, peles e ossos. Esses povos eram
nômades, ou seja, não moravam em lugar fixo – mudavam de local em busca de alimentos e/ou para
fugir de ameaças naturais. Nesse período, uma das maiores conquistas dos grupos humanos foi a
descoberta do controle do fogo.
Uma das principais inovações do período Neolítico foi a agricultura (cultivo de plantas) e o
pastoreio (criação de animais/pecuária). Houve também um grande avanço nas técnicas de
fabricação de instrumentos: produziram enxadas, foices e machados com pedras polidas. Com as
novas atividades de produção, alguns grupos passaram a morar por mais tempo no mesmo lugar,
e isso ficou conhecido como processo de sedentarização. Com o domínio das técnicas de
agricultura e pastoreio, muitos povos começaram a armazenar alimentos e passaram a se organizar
em aldeias. Outras inovações técnicas do período Neolítico foram: cerâmica, tecelagem e
moradias mais duradouras feitas de madeiras, barros, folhagens secas e pedras. É preciso ressaltar
que esse processo aconteceu em determinadas populações que deram origem a civilizações como
aquela que ocupou o continente americano, lembrando que ainda hoje há populações nômades e/
ou caçadoras e coletoras, sem que isso seja indicativo de desenvolvimento social, técnico ou
cultural, considerado “atrasado” ou “primitivo”.
Fonte: Elaborado especialmente para o Material de Apoio ao Currículo Paulista

a) Procure no caça-palavras os caracteres grifados no texto, que representam alguns as-


pectos da história dos primeiros humanos.

T O W W V E E T M P E H I N H J P H E L I R
A Y A F W S D T E E A G M E E R A M I E A A
T N G P P E O S E S G O E S H A S R R D E W
N E O A S N E E I E R E T H U N T R N A O N
P O W F B X W D E A I H E E F P O N F F N A
A L D E I A S E E N E I E P P N R A J O T T
L I E E R D I N A T U R E Z A O E E I R R Y
E T L T E A O T Ç T L E L N H M I E M S O H
O I E S T S M A A S T T A E X A O N F D L I
L E D N T M N R F T U I G U O D N E R B E T
I O E N Y T L I N N R N E A G E I S H U D S
T Q I R U Y I Z G E A U M N E S D A E L O A
I A R S A V N A P E L E D U P N E L E P F O
E O E M Y I B Ç R A L I M E N T O S G U O M
O F E O T E T A E M A E H A D O S T D S G N
H N T R A E I O E F R O M L T S E X I O O F

b) Depois de ler o texto e de completar o caça-palavras, escreva as características dos


períodos Paleolítico e Neolítico:
HISTÓRIA 113

Paleolítico Neolítico

Registros das
atividades diárias

Instrumentos de
trabalho e defesa

Intervenção no
meio ambiente

ATIVIDADE 7
7.1. Leia o texto abaixo e faça o que se pede.

O primeiros habitantes do Brasil


No Brasil existem diversos sítios arqueológicos pré-coloniais3 em todas as regiões e Estados. Nesses
sítios foram encontrados diversos vestígios produzidos por diferentes grupos humanos, tais como: arte
rupestre, edificações, pontas de flechas, fragmentos de utensílios domésticos, esqueletos humanos e
de animais, entre outros.
O arqueólogo brasileiro Walter Neves analisou um crânio encontrado no município de Lagoa Santa, em
Minas Gerais, e identificou que se tratava do fóssil mais antigo de toda a América até o momento. O
crânio é de uma mulher que viveu há cerca de 11.500 anos e foi batizada de Luzia. Ao analisarem a
peça, perceberam que suas características se assemelhavam às dos nativos da África. De acordo com
pesquisadores, o povo de Lagoa Santa viveu na América 3 mil anos antes dos indígenas e eram
caçadores e coletores.
Fonte: Elaborado especialmente para o Material de Apoio ao Currículo Paulista

a) Vamos criar uma aula invertida sobre os primeiros habitantes do Brasil? Basta utilizar a
imaginação e sua atitude historiadora.

Aula invertida: o objetivo desta atividade


é que você, estudante, compreenda como os
primeiros habitantes do atual território brasi-
leiro viviam.
Feita a pesquisa, prepare uma apresentação
para a turma. Na apresentação, conforme as
perguntas e questionamentos dos seus cole-
Adaptado do Pixabay gas, aprofunde seus estudos e produza um
texto em uma folha à parte ou no seu cader-
no, conforme as orientações do seu professor.

3 Período anterior à chegada dos colonizadores.


114 CADERNO DO ALUNO

Para a realização desta aula, siga as orientações:


1º Escolha um dos temas a seguir: Povos Sambaqui – Povos Umbu – Povos Humaitá.
2º Para elaborar sua “aula”, pesquise o tema escolhido, procurando as seguintes informações:
como eram organizadas as sociedades, o tipo de alimentação, mora-
dias, manifestações religiosas e outras curiosidades que encontrarem.
3º Divida o tema em tópicos ou em ideias principais. Cada pedaço/
tópico pode corresponder a uma parte da pesquisa realizada.
4º Para realizar sua pesquisa, você pode utilizar: internet, livros, revis-
https://pixabay.com/pt/ tas etc. Explore sua atitude historiadora com a investigação do
pt/illustrations/verde- tema escolhido.
-grama-prato-eco-ecológi-
co-1968590/. Acesso em 5º Você pode construir um esquema para colocar na lousa e servir de
14/10/2019. guia para sua apresentação. Se preferir, elabore-o usando meios
digitais.
6º Faça sua apresentação para a turma.
7º A partir dos questionamentos de seus colegas, se necessário, aprofunde sua pesqui-
sa, e consolide a aprendizagem produzindo um texto sobre o tema de sua aula.

VOCÊ SABIA QUE EXISTE UM JOGO SOBRE OS SAMBAQUIS?


Jogo “Sambaquis: Uma História Antes do Brasil” é uma proposta que tem como ob-
jetivo a divulgação de uma parte do passado histórico e arqueológico do atual terri-
tório brasileiro que não é comumente encontrada em mídias digitais: nesse caso, em
jogos eletrônicos. Utilizando a interatividade em tempo real, o usuário fica livre para
experienciar a vida cotidiana dos sambaquieiros a partir do contato direto com obje-
tos e personagens espalhados pela paisagem. Neste momento o jogo só está dispo-
nível para computador e exige uma configuração mínima do equipamento para que
o jogo funcione (confira a configuração antes de instalar). Para acessar o jogo, entre
no site: <http://www.arise.mae.usp.br/sambaquis/>. Acesso em: 07 out. 2019.
Caso você utilize o jogo dos Sambaquis, durante sua aventura preste atenção no
seguinte aspecto: como é o cotidiano da sociedade sambaquieira? Atente, por
exemplo, para detalhes como: preparo fúnebre, produção artefatual, coleta de ali-
mentos, atividade de pesca, atividade de caça, coleta de moluscos etc.
HISTÓRIA 115

7.2. Existem diversos artefatos arqueológicos dos antigos povos. Um grupo de pesquisa4 criou
um aplicativo (app) que permite ao usuário visualizar alguns artefatos desses povos em
Realidade Aumentada. Se possível, baixe esse aplicativo em um celular. Seguem os links da
página do programa:

Link da página do programa: <http://www.arise.mae.usp.br/arqueolo-


gia-ra/>. Acesso em: 31 out. 2019.
Link para todos os QR Codes em Realidade Aumentada: <https://bit.
ly/2obaK4L>. Acesso em: 31 out. 2019.

Baixe o APP
Arqueologia – RA

VOCÊ SABIA que QR Code, ou código QR, é a sigla de “Quick Response”, que sig-
nifica “resposta rápida”? Possui esse nome pois com ele é possível obter informa-
ções rapidamente, podendo ser facilmente escaneado por qualquer celular moder-
no. Existem na internet diversos aplicativos específicos para a leitura de QR Codes,
e quase todos os celulares modernos podem instalá-los e utilizá-los para ler os links.

ATIVIDADE 8

8.1. Leia a afirmação abaixo e faça o que se pede:

Revolução agrícola e surgimento das aldeias


O desenvolvimento da agricultura e da pecuária marcou o fim do período Paleolítico e o início do
período Neolítico. Vários estudiosos chamam a passagem do nomadismo para o sedentarismo de
Revolução Agrícola.
Fonte: Elaborado especialmente para o Material de Apoio ao Currículo Paulista

4 Grupo de Pesquisa CNPq - Arqueologia Interativa e Simulações Eletrônicas (ARISE), do Museu de Arqueologia e
Etnologia da USP, e o GRUPEP, da UNISUL (www.unisul.br).
116 CADERNO DO ALUNO

a) A partir de seus estudos sobre a evolução dos primeiros humanos, construa um mapa con-
ceitual conforme o modelo abaixo. Dentro dos retângulos, escreva algumas características
do modo de vida das pessoas antes e depois da Revolução Agrícola.

Revolução Agrícola

ATIVIDADE 9

9.1. Vamos criar uma história em quadrinhos (HQ) sobre o deslocamento dos primeiros
seres humanos do planeta Terra, narrando o cotidiano do grupo e a relação deles com a
natureza, desde o Paleolítico até o Neolítico. Para isso:

• Escolha o cenário;
• Escolha os personagens;  
• Pense em um conflito;   
• Imagine uma sequência para a narrativa; 
• Escreva um título para sua HQ;
• Construam as cenas da história e, se houver, os diálogos.
Lembre-se de incluir aspectos sobre alimentação, moradia, ferramentas de trabalho, paisa-
gem e vestimentas, que devem estar presentes na sua HQ para caracterizar o período.
Linguagens
118 CADERNO DO ALUNO

ARTE

CADERNO DO ESTUDANTE 6º ANO

MÚSICA

Caro(a) estudante,
A música está presente na vida de todos os jovens, e gêneros como o rap, o funk, o pop e
o rock estão entre os mais apreciados, seja por identificação, ou pelo gosto musical. Porém, este
é o momento para investigar, conhecer e estudar outros gêneros musicais que podem ainda não
fazer parte de seu cotidiano.
Este material foi preparado para facilitar o estudo e ampliar seu conhecimento e repertório
musical. Por meio dele, você terá contato com as diferentes linguagens: oral, escrita, imagética
e sonora. Elas vão ajudá-lo a desenvolver as habilidades necessárias para que você conheça, a si
mesmo e o mundo em que vive, utilizando-se de experimentação, improvisação e investigação
para conhecer e valorizar a cultura.
Neste primeiro volume do Caderno do Estudante, você aprenderá sobre música tradicional
e folclórica local, paulista e brasileira; diferentes meios, equipamentos e espaços culturais de
circulação musical; a importância de músicos e grupos musicais; paisagem sonora; práticas de
composição; timbres; registro musical; instrumentos musicais convencionais e não convencio-
nais; e como as práticas artísticas se relacionam com as diferentes dimensões da vida social,
cultural, política, histórica, econômica, estética e ética.

Esperamos que você desenvolva ainda mais suas habilidades musicais e aproveite muito o
seu contato com a Arte!

Bons estudos!

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM I
Nesta primeira Situação de Aprendizagem, se faz necessário que sejam esclarecidas as di-
ferenças entre música tradicional e música folclórica. Para isso, seu professor organizará uma
roda de conversa para saber o que você e sua turma sabem sobre esse assunto.
ARTE 119

ATIVIDADE 1 – SONDAGEM

Participe ativamente da roda de conversa, expondo suas ideias e conhecimentos, ouvindo


e respeitando as opiniões de seus colegas. Em seguida, conforme as orientações do seu profes-
sor, responda às questões abaixo:
1. Na sua opinião, para que serve a música?
2. A música tem uma função específica?
3. Relacione uma música com uma situação no tempo e no espaço.
4. Com que frequência você ouve música?
5. O que é um gênero musical?
6. Quais gêneros musicais você conhece?
7. O que você entende por Música Tradicional?
8. O que você entende por Música Folclórica?
9. O que diferencia a Música Tradicional da Música Folclórica?
10. Você conhece alguma Música Folclórica? Qual?
11. Você conhece alguma Música Tradicional? Qual?
12. Conhece algum músico ou grupo importante da sua cidade ou região? Qual?
13. Conhece músicos ou grupos de importância nacional? Quais?
14. Em quais espaços acontecem apresentações musicais?
15. O que você entende por “Dimensão da vida”?

ATIVIDADE 2 – APRECIAÇÃO

Durante a atividade anterior, ao falar sobre músicas folclóricas, pode ser que elas tenham sido
citadas e associadas a personagens de lendas e mitos. O folclore brasileiro é bastante extenso, e por
isso, como forma de analisar a relação que existe entre a música e esses personagens, serão apresen-
tadas duas versões de cada música. Paralelamente a isso, a ideia é tentar identificar diferentes gêne-
ros musicais a partir da forma particular, abordada pelos músicos, das tradições de diversas regiões
do Brasil. Ao final, há algumas questões que você deverá responder. Anote também, outras observa-
ções que julgar importante.

a. “UIRAPURU” – Waldemar Henrique


A primeira versão caminha pela forma de apresentação mais tradicional: a lírica. A segunda
apresenta um coral cênico acompanhado de orquestra.
Página oficial da cantora Andreia Lira1 – Gênero lírico. ”Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=Y7kI_Xa1qAo. Acesso em: 11 set. 2019.”

1 Cantora lìrica e popular.


120 CADERNO DO ALUNO

Página oficial do Projeto Guri2 – Gênero coral. ”Disponível em:


https://www.youtube.com/watch?v=px_btpTlblI. Acesso em: 11 set. 2019.”

b. “O VIRA”
A primeira versão é uma animação contemporânea focando uma linguagem estética volta-
da ao público infantil, produzida pelo grupo Palavra Cantada3. A segunda é interpretada pela
cantora Fortuna4 e apresenta a dramaturgia de um espetáculo teatral.
Página oficial do grupo Palavra Cantada – Gênero infantil. ”Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=nDN403JeYiI. Acesso em: 11 set. 2019.”
Página Fortuna Oficial – Gênero teatro musical. ”Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=mJ1qi-zhcSw. Acesso em 11 set. 2019.”

c. “A CUCA TE PEGA”
A primeira versão é do seriado O Sítio do Picapau Amarelo, exibido na TV aberta, de 1977
a 1986. A segunda, produzida em 2001 para um remake do mesmo seriado, ganhou uma nova
versão, interpretada pela cantora de rock nacional Cássia Eller5 (1962- 2001), visando um público
diferente.
YouTube – Gênero videoclipe. ”Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=TqYM4n3I6l8&list=PL9rTsZORmQg0TCbNHWYH
6xMfUJOGa96b7. Acesso em: 11 set. 2019.”
Página oficial cantora Cássia Eller – Gênero Rock. ”Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=hE5lOZL8Fno. Acesso em: 11 set. 2019.”

d. CHICO MINEIRO
“Chico Mineiro”. Canção composta em 1958, que não trata de uma lenda ou mito, mas rela-
ta um acontecimento inesperado ocorrido em uma festa folclórica: a Festa do Divino. A primeira
versão é dos compositores Tonico e Tinoco, e a segunda apresenta um gênero diferente: o rap.
Tonico e Tinoco – Gênero Música sertaneja. ”Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=HgjHzDozAko. Acesso em: 17 set. 2019.”
Vulcão TV – Gênero rap.” Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=-dZtkVbqBhw. Acesso em: 17 set. 2019.”

2 ONG que atua no estado de São Paulo, com crianças de 6 a 18 anos, oferecendo no contra turno cursos de inicia-
ção musical, canto coral, entre outros. Esse Projeto é mantido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do
Estado de São Paulo.
3 Palavra Cantada é uma dupla, formada em 1994, que produz músicas para o público infantil, composta por Paulo
Tatit e Sandra Peres.
4 Fortuna é cantora, compositora e pesquisadora, estabelece pontes entre sua música e diversas religiões e culturas
do mundo.
5 Cássia Eller foi uma cantora, com uma trajetória bastante eclética.
ARTE 121

Para saber mais:


Viola Paulista presente em diversas manifestações culturais.”Disponível em:
https://tvescola.org.br/programas/programa/viola-paulista/. Acesso em: 17
set. 2019.”

1. Quais gêneros musicais você identificou?


2. O que muda quando artistas de estilos diferentes apresentam versões de uma mesma música?
3. Qual é o motivo dessas músicas serem apresentadas de forma diferente?
4. Você já ouviu alguma dessas músicas com uma apresentação diferente?
5. Você identificou outras linguagens artísticas além da música nesses vídeos?
6. De que país são essas produções musicais?
7. Considerando cada uma das versões que você ouviu, em qual dimensão da vida ela se encaixa?
8. Com relação aos diferentes gêneros apreciados, é possível distinguir os diferentes usos e
funções da música tradicional e da música folclórica local, paulista e brasileira? Explique.
9. Aponte qual é a importância de músicos, grupos e coletivos no desenvolvimento de dife-
rentes gêneros musicais tradicionais e folclóricos

Agora, haverá uma plenária para que você possa apresentar uma conclusão sobre o que
e como aprendeu sobre os diferentes gêneros musicais presentes na música tradicional e fol-
clórica, bem como, de que forma cada uma delas se relaciona com as diferentes dimensões da
vida social, cultural, política, histórica, econômica, estética e ética.

ATIVIDADE 3 – AÇÃO EXPRESSIVA

Após apreciar as músicas da atividade anterior, chegou o momento de fazer uma pesquisa
e socializar as informações! Aguarde orientação do seu professor.

1. Pesquisa Individual:
A sua família tem alguma tradição que envolva música? Sua cidade tem alguma tradição
musical popular? Com a orientação do professor, pesquise junto aos familiares e pessoas conhe-
cidas, elementos de tradições familiares que envolviam música e locais específicos onde essas
músicas eram apresentadas. Essa pesquisa permitirá ampliar seu conhecimento sobre o papel
de músicos que contribuíram para o desenvolvimento musical de sua cidade e região. Depen-
dendo das suas raízes familiares ou mesmo da sua região, os moradores mais antigos podem
conhecer outras histórias populares ou folclóricas que tem ingredientes musicais muito interes-
santes que podem colaborar com sua pesquisa. O registro da coleta das informações, pode ser
feito por meio de relatórios escritos, áudio ou audiovisual.
122 CADERNO DO ALUNO

2. Pesquisa em grupos:

a) Pesquise em livros, revistas, internet, etc., quais são os usos e funções de diferentes
gêneros da música tradicional e da música folclórica local, paulista e brasileira. Também
procurem informações sobre contextos de produção e circulação dessas músicas. Vocês
poderão registrar essa pesquisa, elaborando um quadro, relacionando essas prátics
musicais às diferentes dimensões da vida social, cultural, política, histórica, econômica,
estética e ética.
b) Pesquise em livros, revistas, internet, etc., a importância de músicos, grupos e coleti-
vos que contribuíram para o desenvolvimento de diferentes gêneros da música tradi-
cional e da música folclórica local, paulista e brasileira. Registrem essa pesquisa por
meio de relatório.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM II
Nessa situação de aprendizagem você terá a oportunidade de conhecer, investigar e refletir
criticamente sobre diferentes meios, equipamentos culturais e espaços de circulação desses gê-
neros musicais, da música tradicional e folclórica local, paulista e brasileira, e suas relações com
as diferentes dimensões da vida. Para isso, será necessário retomar as anotações que você fez.
Enquanto o professor explica os gêneros musicais e as dimensões de vida social, cultural,
política, histórica, econômica, estética e ética, questione e ofereça suas contribuições e opiniões.

ATIVIDADE 1 – SONDAGEM
É fato que a música nos acompanha por toda a vida. Ela está presente nos brinquedos,
danças e brincadeiras, dentro do carro e no transporte público, nas festas, cerimônias (casamen-
to, religiosas, solenidades etc.), no elevador, no caminhão do gás, no canto dos pássaros. Ouvi-
mos quando estamos felizes, tristes, com sono, para acordar, nos exercitando, comendo, limpan-
do a casa, estudando, enfim, em praticamente todos os momentos possíveis.
Um mesmo local pode ser utilizado de muitas formas: como lugar de aprendizagem, cerimô-
nia, comemoração, ensaios, reflexão ou apresentação musical, por exemplo. Hoje, a rua faz parte
dos meios e equipamentos de escuta, apresentação, apreciação e circulação musical, sendo que, as
razões e funções para o uso desse espaço depende da necessidade e intenção de quem os utiliza.
O professor vai organizar uma conversa com a turma, apresentar a temática e fazer pergun-
tas. A medida que a conversa for acontecendo, escreva algumas palavras-chave para estruturar
seu registro. Você também pode fazer perguntas. Ao final do debate, responda:

1. Em que medida a música está presente na sua vida?


2. Você lembra onde estava quando ouviu música pela primeira vez?
3. Onde você estava quando ouviu música pela última vez?
4. Onde normalmente você ouve música?
ARTE 123

5. Existe um lugar específico para se ouvir música?


6. Você já assistiu uma apresentação musical “ao vivo”? Onde?
7. Você conhece algum músico ou grupo que se apresenta na rua? Qual?
8. Você sabe o que é uma banda marcial? Onde você acha que ela pode se apresentar?
9. Você se lembra de ter participado de algum tipo de festa, cerimônia ou manifestação cul-
tural em que a música estivesse presente? Onde?
10. Você utiliza a internet para ouvir música? Quais plataformas?
11. Existe um tipo de música “certa” para cada lugar e ocasião?
12. Quais os diferentes meios, equipamentos culturais e espaços de circulação musical você
conhece?
13. Costuma frequentar programas de auditório?
14. Costuma frequentar teatro, sala de concertos?
15. Costuma apreciar shows musicais em estádios, praças, ruas etc.?

ATIVIDADE 2 – APRECIAÇÃO

Nesta atividade, o professor apresentará e comentará imagens e vídeos. Observe atenta-


mente os diferentes meios e espaços de circulação de música. Durante a apreciação você pode
conversar sobre elas.

1 - Apresentação de músicos de rua – Pixabay 6 - Palco montado num parque – Pixabay


124 CADERNO DO ALUNO

2 - Rádio e CD Player automotivo - Pixabay 7 - Banda Marcial se apresentando na rua - Pixabay

3 - Celular com fones - Pixabay 8 - Apresentação de tambores (Taikô) num teatro


Foto: Governo do Estado de São Paulo

4 - Sala de concerto – Pixabay 9 - Apresentação do Coral Sharsheret em auditório -


Foto: Governo do Estado de São Paulo
ARTE 125

5 - Internet - Plataforma de compartilhamento - Pixabay 10 - Apresentação musical de alunos, no pátio da EE


Edir Helen Sgavioli Facciolo, no município de Boracéia -
Foto: Governo do Estado de São Paulo.

Links:
Sinfonia nº 9 de Beethoven. ”Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=3lNaajK3Scc. Acesso em: 2 out. 2019.”
Tema de Guerra nas Estrelas - Star Wars. ”Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=9K0LJpO9mc8. Acesso em 2/10/2019.”
Coral Kingdom cantando Stand by me. ”Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=5anyibzrI6k. Acesso em 2/10/2019.”
Mercado Municipal de Torres Vedras. ”Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=VF5FimQ9ft4. Acesso em 2/10/2019.”

Finalizada a apreciação, responda aos questionamentos:


1. É possível relacionar as imagens com o que foi conversado na atividade anterior?
2. Você já viu ou tinha visto um “flashmob”?
3. Você conhece algum dos meios e espaços de circulação de música mostrados nas imagens?
4. Há algum meio ou espaço de circulação de música que você não conhecia?
5. Conhece meios e espaços de circulação de música diferentes dos mostrados nas imagens?
6. Na sua opinião, em quais situações a circulação da música é mais comum?
7. É possível imaginar os sons que existem nas imagens? Conte o que imaginou.

ATIVIDADE 3 – AÇÃO EXPRESSIVA

A proposta para esta atividade é a elaboração de uma pesquisa junto à comunidade e fami-
liares, sobre como a música está relacionada às diferentes dimensões da vida social, cultural,
política, histórica, econômica, estética e ética. Também investigar diferentes meios, equipamen-
tos culturais e espaçõs de circulação musical existentes na sua região. O professor apresentará as
dimensões e alguns questionamentos sobre elas. Aguarde orientações sobre a sistematização, a
126 CADERNO DO ALUNO

organização das informações coletadas durante a pesquisa, o formato e a data das apresenta-
ções. Você pode usar a tecnologia para a coleta e apresentação dos resultados da pesquisa.
Finalizada a pesquisa, responda às seguintes questões:
1. Em que ambientes sua família e comunidade rotineiramente têm contato com a música?
2. O ambiente altera a relação com a música? (Ouvir música alta, por exemplo.)
3. Qual é o gênero ou estilo de música mais apreciado pelos entrevistados?
4. Quais músicas estrangeiras são ouvidas por eles?
5. Qual é o país de origem dessas músicas? Por que os entrevistados gostam dessas músicas?
6. Quais músicas ficaram marcadas na história? Caso o entrevistado não consiga se lembrar
de nenhuma, dê os exemplos citados pelo professor.
7. De que forma os entrevistados se mantém atualizados sobre a produção musical atual?
(Internet, rádio, TV etc.)
8. Quais as músicas preferidas por eles e por quê? Se lembraram de alguma música que trouxe
boa lembrança, alegria ou saudades?
9. Foram citadas músicas que fazem referências inadequadas a pessoas ou grupos, e/ou que
engrandecem pessoas, profissões etc.?
10. Quais diferentes meios, equipamentos culturais e espaços de circulação musical você des-
cobriu na sua região?
11. Quais os mais citados durante a pesquisa?
12. Quais desses espaços você costuma frequentar?

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM III


Nesta situação de aprendizagem serão abordados procedimentos e técnicas de registro
musical. Para isso, o professor trará informações e conversará com todos, sobre: notação musi-
cal, partitura convencional, partitura criativa ou não convencional, parâmetros do som, figuras
rítmicas, pulso ou pulsação, ritmo, compasso, figuras de som, figuras de silêncio e outras figuras.

ATIVIDADE 1 – SONDAGEM

Esta atividade tem como foco o levantamento dos conhecimentos que você tem a respeito
de registro musical. Para isso, o professor conduzirá uma conversa. Vá anotando as palavras-
-chave que forem aparecendo, para organizar seus registros.
Finalizada a conversa, responda às questões:

1. Você toca algum instrumento?


2. Você sabe o que é uma partitura convencional ou tradicional? E uma não convencional ou
criativa?
3. Você conhece os símbolos utilizados para escrever música?
ARTE 127

4. Como é possível registrar e/ou escrever um som?


5. O que é uma nota musical? Quantas e quais são?
6. O que é uma pausa? Quantas são?
7. Como identificar uma nota ou pausa escritas numa partitura convencional?
8. O som tem cor, forma, tamanho? Como se representa isso?
9. Como identificar uma nota ou pausa escritas numa partitura convencional?
10. Como identificar um som ou silêncio escritos numa partitura não convencional?

ATIVIDADE 2 – APRECIAÇÃO

Esta é uma atividade de apreciação imagética e sonora, observe atentamente as imagens


de uma partitura convencional e uma não convencional. Os procedimentos de leitura de cada
uma delas é bastante semelhante, porém a partitura convencional utiliza símbolos preestabele-
cidos e de conhecimento geral, enquanto a partitura não convencional depende de uma legen-
da que informe o significado de cada símbolo.
O professor apresentará informações sobre a leitura das imagens e do vídeo, com exem-
plos de partitura convencional e não convencional (partituras criativas).
• Partitura convencional da canção “Cai Cai Balão” – Domínio Público

A partir das informações oferecidas pelo professor, o que é possível identificar nesta partitura?

• Partitura não convencional elaborada por Marília Marcondes Torres, especialmente


para o Currículo Paulista.
128 CADERNO DO ALUNO

Partitura Não Convencional – TUC TUC


Som da Boca
Som da Perna
Silêncio

A partir das informações oferecidas pelo professor, o que é possível identificar nesta partitura?

ATIVIDADE 3 – AÇÃO EXPRESSIVA


Esta atividade propõe a elaboração, registro em áudio e audiovisual de uma partitura não con-
vencional e a apresentação e socialização das produções. Organize um grupo com seus colegas e
elaborem coletivamente uma partitura não convencional. Vocês podem utilizar formas geométricas,
cores, desenhos ou figuras, para representar os sons e os silêncios, utilizar sons corporais ou qualquer
fonte sonora para produzir e apresentar as sonoridades (instrumentos não convencionais, objetos,
paredes, móveis, etc.). Vocês podem decidir, o que significa se um elemento for desenhado num
tamanho bem maior que outros; se o som deve ter uma duração de tempo maior ou um volume mais
alto. Outras regras de leitura podem ser criadas por vocês, mas devem constar da legenda.
Segue um exemplo para ilustrar como pode ser o registro de uma composição de uma
partitura não convencional.

LEGENDA:

Bater o pé no chão Silêncio Bater palma Estalar dedos

Fonte: Elaborado pela professora Elisangela V. Prismit, especialmente para o Currículo Paulista.
ARTE 129

Apresentem a versão do grupo para a composição musical, mesmo que a leitura de uma
partitura criativa seja mais livre, é necessário observar uma regra de leitura para ajudar a organizar
a execução da mesma. A leitura deve ocorrer sempre iniciando da esquerda para a direita, e de
cima para baixo (da mesma forma que se lê um texto em português).
Agora vem um desafio. Troquem as partituras para que o outro grupo faça sua leitura e
apresentação. Atenção: ao trocar as folhas de grupos, elas deverão ir sem a legenda, de forma
que o outro grupo tenha uma leitura livre da composição original e atribua as sonoridades que
acreditam corresponder a cada elemento da pauta.
Terminada esta primeira etapa da atividade, o professor vai conversar sobre como registrar es-
tas composições em gravações de áudio e audiovisual. É importante para manter preservada a com-
posição original, mesmo que cada grupo a tenha interpretado de forma diferente. O fato de seguir
um registro configura uma ordem na execução de uma composição musical, seja ela qual for.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM IV
Nesta situação de aprendizagem exploraremos paisagens sonoras, voz e sons corporais, ins-
trumentos não convencionais, timbres, características de fontes e materiais sonoros, improvisação
e composição. Será necessário recorrer ao conhecimento construído nas situações de aprendiza-
gem anteriores para aprofundar um pouco mais alguns conceitos e elementos musicais.

ATIVIDADE 1 – SONDAGEM
O professor vai organizar uma conversa e apresentar informações sobre os temas citados na
apresentação da situação de aprendizagem. É importante que você participe e contribua demons-
trando o que sabe sobre eles, além de ouvir com atenção e respeito o que todos têm a dizer.
Depois da conversa, responda a algumas perguntas:
1. Você já ouviu falar de timbre?
2. O que você entende por sons corporais?
3. Você conhece algum tipo de instrumento musical?
4. Você já ouviu falar em instrumentos não convencionais?
5. Já ouviu músicas produzidas com instrumentos não convencionais? Como eram esses ins-
trumentos e os seus sons?
6. Quantos tipos de voz podemos perceber numa apresentação musical?
7. Você consegue classificar diferentes tipos de voz?
8. O que você entende por material sonoro?
9. Como é possível classificar diferentes características de fontes e materiais sonoros?
10. Você sabe o que significa paisagem sonora?
11. O que é ruído?
130 CADERNO DO ALUNO

ATIVIDADE 2 – APRECIAÇÃO

Esta atividade tem a finalidade de ampliar a percepção e o conhecimento sobre a diversi-


dade de elementos e materiais sonoros, instrumentos musicais não convencionais, percussão
corporal e diversidade vocal. Durante a apreciação dos vídeos, registre dúvidas ou curiosidades.
Ao longo dela, o professor pontuará e reforçará conceitos importantes. Fique atento!
Ao finalizar esta atividade, registre os pontos mais importantes sobre:
• Parâmetros sonoros
• Percussão e som corporal
• Classificação e extensão vocal
• Ambiente sonoro
• Instrumentos não convencionais

ATIVIDADE 3 – AÇÃO EXPRESSIVA I

Nesta atividade será trabalhado o conceito de paisagem sonora. Para isso, o professor apre-
sentará algumas informações e conduzirá a turma, para os espaços da escola (pátio, jardim, quadra
ou outro ambiente disponível predeterminado). O desafio é permanecer em silêncio absoluto e
registrar todos os sons percebidos na ficha abaixo, de acordo com os critérios propostos nela.

FICHA DE REGISTRO
Sons da Natureza
Próximos
Distantes
Sons Humanos
Próximos
Distantes
Sons Mecânicos

Próximos

Distantes

Já em sala de aula, o professor organizará as apresentações dos sons que cada um anotou
em suas fichas. Ao final das apresentações, responda:

1. Você observou se todos perceberam os mesmos sons?


2. Alguém percebeu algum som que não foi citado?
3. Por que esta atividade de percepção auditiva é importante para entender o conceito de
“paisagem sonora”?
ARTE 131

ATIVIDADE 4 – AÇÃO EXPRESSIVA II

Para essa atividade foi anteriormente solicitado trazer para a sala de aula alguns objetos de
casa: panelas e tampas, copos de diferentes formas e tamanhos, talheres feitos de diferentes
tipos de material (metais, madeira, acrílico), latas, garrafas vazias ou qualquer outro objeto que
possa emitir sons interessantes.
Inicialmente, o professor fará a demonstração de um “vidrofone”, organizará os materiais
para a experimentação dos vários sons que serão produzidos por vocês, ao manusear os obje-
tos, explorando a altura e o timbre de cada um deles.
Terminada a experimentação, em grupos produzam uma pequena improvisação de acom-
panhamento rítmico, de uma música escolhida a partir do acervo que possuem em seus celula-
res. Atenção! Evitem músicas com palavras de baixo calão, apologia à violência, sexo, discrimi-
nação, uso de drogas, etc. Mostre a música ao professor e verifique se ele pode ajudar.
Tratando-se de uma improvisação, será normal que aconteçam descompassos, atropelos e risa-
das, porém, preste atenção e respeite os colegas.
Enquanto um grupo se apresenta, os outros permanecerão em silêncio para não causar
interferências. A plateia vai realizar anotações sobre o que está sendo apresentado para argu-
mentar na roda de conversa final.

ATIVIDADE 5 – AÇÃO EXPRESSIVA III

Esta atividade tem como objetivo explorar instrumentos musicais não convencionais e sons
corporais. O professor apresentará alguns vídeos e organizará uma conversa sobre como é pos-
sível produzir músicas a partir de qualquer coisa.
A criatividade dos autores, resultou em produções musicais muito interessantes. Por meio
dos links abaixo, você poderá rever os vídeos sempre que precisar.
• Hermeto Pascoal compôs uma música, que utiliza brinquedos como instrumentos musi-
cais inusitados. O primeiro vídeo mostra o processo de experimentação e criação. O se-
gundo mostra a apresentação da composição.
Bonecos – Hermeto Pascoal & Big Band. ”Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=TADsmnHxPyQ. Acesso em: 11 set. 2019.”
O Tema dos Bonecos – Hermeto Pascoal & Big Band. ”Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=Q9l6cQMFcdg. Acesso em: 11 set. 2019.”
• O músico Siri apresenta uma música que é produzida com objetos domésticos e água.
Percussão N’água – Siri. ”Disponível em:
http://curriculomais.educacao.sp.gov.br/siri-percussao-nagua/. Acesso em: 11 set. 2019.”
• O Grupo Barbatuques utiliza sons produzidos pelo corpo.
Samba Lelê – Barbatuques | Tum Pá. ”Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=_Tz7KROhuAw. Acesso em: 11 set. 2019.”
132 CADERNO DO ALUNO

• A banda Pato Fu realiza releituras de composições famosas utilizando instrumentos tra-


dicionais e brinquedos.
Pato Fu – Primavera. ”Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=6xTXnh1sNo0. Acesso em: 11 set. 2019.”
Pato Fu – Palco. ”Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=GxvpA_OW-cM. Acesso em: 11 set. 2019.”

Depois de assistir aos vídeos, participe da conversa e apresente suas opiniões a respeito de
cada um e o que achou mais interessante.
Em seguida forme um grupo, elabore um projeto de releitura musical utilizando sons cor-
porais e instrumentos não convencionais produzidos com materiais recicláveis, e/ou objetos do
cotidiano. A escolha da música é um passo importante, pois a sonoridade da composição origi-
nal irá colaborar na escolha dos instrumentos que serão construídos.
Finalizada a escolha da música e construções dos instrumentos, é momento de ensaiar e
organizar a socialização e apresentação dos projetos. É interessante registrar as apresentações
por meio de fotos e vídeos.

ATIVIDADE 6 – AÇÃO EXPRESSIVA IV

A intenção desta atividade é que você aprenda a cantar junto com outras pessoas e se
sinta seguro para organizar e participar de uma apresentação para toda a escola.
Agora que você já experimentou a produção de sons corporais e a criação de instrumentos
não convencionais, chegou a hora de experimentar a voz. O canto coral é o objeto de conheci-
mento a ser explorado neste momento.
Por volta de 900 a.C., com os reis Davi e Salomão, desenvolveu-se um modelo de entoação dos
salmos que se tornou modelo para a música religiosa de culto. O papa Gregório Magno (590-604) foi
o grande responsável pela organização do canto litúrgico cristão (daí o nome “canto gregoriano”)
estabelecido na Schola Cantorum, na qual se ensinava e se aprimorava o canto religioso – sempre a
capella, em uníssono. No decorrer dos séculos, muita coisa mudou. A prática do canto coral difun-
diu-se como atividade lúdica, de lazer e de acompanhamento de variadas ações e momentos da vida
cotidiana. Há corais amadores e profissionais de alto nível musical, infantis, juvenis e adultos. Entre os
grupos juvenis mais famosos há os Meninos Cantores de Viena e os Canarinhos de Petrópolis.
Acompanhar a letra de uma música, primeiro ouvindo e depois cantando, certamente abri-
rá novos momentos de aprendizagem para todos. Cantar com o apoio do playback pode ser
importante para aprender a cantar, manter o ritmo e respeitar as pausas. Cantar à capela, sem o
apoio do playback, é um desafio que deve ser testado, pois assim a afinação se desenvolve e se
internaliza na memória dos cantores.
Para a apresentação de um coral, existem muitas possibilidades. São elas:
Cânone – forma de estruturação musical polifônica baseada na imitação rigorosa de uma
melodia. Num coral, depois de ser enunciada pela primeira voz, a melodia é repetida por outras
vozes, com entradas sucessivas em diferentes momentos.
ARTE 133

Uníssono – forma de estruturação musical monofônica. Num coral, é quando várias pesso-
as cantam juntas, no mesmo tom.
Assista atentamente aos vídeos apresentados pelo professor, pois eles vão dar suporte
para a sua participação no coral.
Primeira voz + Segunda voz | Exercícios práticos. ”Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=wIPunQcQjyA. Acesso em: 11 set. 2019.”
Sancte Deus – Thomas Tallis. ”Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=bpA5GzqLh9k. Acesso em: 23 out. 2019.”
A Paz – Palco (Gilberto Gil) – Coral ASV. ”Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=0VnNPO6LRxo. Acesso em: 23 out. 2019.”
Após assistirem os vídeos, haverá uma conversa com a turma e algumas questões para
responder:
1. Conhece as músicas? Já as ouviu antes? Onde?
2. Em que idioma foram cantadas?
3. Percebeu diferenças nas apresentações? Quais?
4. É possível diferenciar as vozes?
5. Qual parece mais fácil? Por quê?

O desafio agora é organizar a apresentação do coral seguindo do roteiro de trabalho:


• Aquecimento Vocal: antes de começar a cantar, é necessário fazer alguns exercícios com a
voz para aquecer as cordas vocais, chamados vocalises. Eles são exercícios vocais que consistem
em cantar uma ou mais vogais, que ajudam na colocação da voz e na afinação. Assista aos vídeos:
Aquecimento Vocal – Vocalize nº 01 – Vi i i i i i i i i (são 9 is). “Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=BlImJgaf5Iw. Acesso em: 2 out. 2019.”
Aquecimento Vocal – Vocalize nº 02 – A E I O U A U O I E A. ”Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=hQmqW8wVXWk. Acesso em: 2 out. 2019.”
Aquecimento Vocal – Vocalize n º 05 – PLA PLE PLI. ”Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=zdYKZyz8LA0. Acesso em: 2 out. 2019.”
• Escolha das músicas: inicie junto aos integrantes do coral, a escolha das músicas, bus-
cando no seu repertório, nas preferências musicais do grupo, na internet, etc. Anote as
músicas que foram escolhidas.
• Acompanhamento 1: Instrumento musical: verifique em seu grupo se há alguém que
toca algum instrumento musical (violão, guitarra, bateria, percussão, contrabaixo, sopros,
etc.) e consegue ler cifras, partituras ou tocar “de ouvido”. Esta experiência ajudará a
todos perceber que há diferença entre um suporte instrumental ao vivo para o coro e
uma gravação. A gravação, por mais bem feita e elaborada que seja, não tem os recursos
de um acompanhamento ao vivo.
• Acompanhamento 2: Playback: poderá ser utilizado como outra opção; com a orienta-
ção do professor, os ensaios podem ir por este caminho.
• Finalização: após estas etapas, o momento é de ensaiar e organizar a apresentação.
134 CADERNO DO ALUNO

LÍNGUA PORTUGUESA

Olá!

As Situações de Aprendizagem que você desenvolverá neste material pretendem tra-


balhar habilidades relacionadas às práticas de:

leitura;
oralidade;
produção textual;
análise linguística/semiótica.

Essas práticas, por sua vez, estão articuladas a alguns campos de atuação social:

da vida pública;
das práticas de estudo e de pesquisa;
da arte e da literatura;
do jornalístico/midiático.

Utilize este material como parte de seus estudos, associando-o a outros que venham
a complementar sua jornada no campo do conhecimento.

Equipe Pedagógica de Língua Portuguesa

Desenho de Lívia Maria dos Santos Amaral, 12 anos, 6º ano


E.E. Comendador Antônio Figueiredo Navas, Lins, SP
LÍNGUA PORTUGUESA 135

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1 – QUEM CONTA CONTOS


AUMENTA PONTOS
Na Situação de Aprendizagem 1 (SA1), você estudará os gêneros textuais conto, fábula e
história em quadrinhos (HQ). A partir desses gêneros, serão trabalhadas atividades de oralidade,
leitura, análise linguística e produção textual, com base nas habilidades de aprendizagem des-
critas no quadro a seguir:

EF69LP56 EF69LP46 EF06LP03


Fazer uso consciente e Participar de práticas Relacionar palavras e
reflexivo da norma- de compartilhamento EF67LP32 expressões, em textos
-padrão em situações de leitura / recepção de
EF06LP05A de diferentes gêneros
de fala e escrita em obras literárias / Escrever palavras com
(escritos, orais e
textos de diferentes Identificar os efeitos de manifestações correção ortográfica,
multimodais), pelo
gêneros, levando em sentido dos modos artísticas, tecendo, obedecendo às
critério de aproximação
consideração o verbais. quando possível, convenções da língua
de significado
contexto, situação de comentários de ordem escrita.
(sinonímia) e os efeitos
produção e as estética e afetiva. de sentido provocados
características de
no texto.
gênero.

EF69LP53
Ler em voz alta textos
literários diversos bem
como leituras orais EF06LP05B
capituladas de livros
(compartilhadas ou não EF67LP23B
com o professor); Formular EF67LP23A EF67LP33
contar / recontar perguntas Utilizar diferentes Respeitar os Pontuar
histórias, tanto da
tradição oral quanto da
coerentes e
adequadas em
gêneros textuais, turnos de fala, na
participação em
adequadamente textos
de diferentes gêneros
tradição literária escrita, momentos considerando a conversações e (ponto, ponto de
expressando a oportunos em em discussões ou exclamação, ponto de
compreensão e situações de aula, intenção atividades interrogação,
interpretação do texto, apresentação oral, coletivas. reticências).
por meio de uma leitura seminário etc. comunicativa, o
ou fala expressiva e
fluente, gravando essa
estilo e a finalidade.
leitura ou esse conto /
reconto, para análise
posterior.

EF69LP34 EF67LP11
EF06LP36
Grifar as partes essen- EF69LP07A Utilizar, ao produzir
Utilizar, ao produzir
ciais do texto, tendo textos em diferentes
Utilizar estratégias de texto, recursos de
em vista os objetivos gêneros, conhecimen-
planejamento, coesão referencial
de leitura, como forma tos linguísticos e
elaboração, revisão, (léxica pronominal) e
de possibilitar uma gramaticais: tempos
edição, reescrita / sequencial e outros
maior compreensão verbais, concordância
redesign e avaliação recursos expressivos
do texto, a sistematiza- nominal e verbal,
de textos. adequados ao gênero
ção de conteúdos e regras ortográficas,
textual.
informações. pontuação etc.

Práticas de Linguagem
Leitura
Oralidade
Produção de Texto
Análise Linguística / Semiótica
136 CADERNO DO ALUNO

ATIVIDADE 1 – “CONTO OU NÃO CONTO?”: LEITURA COMPARTILHADA

CONTO OU NÃO CONTO?


Abel Sidney

– ...eu nem te conto!


– Conta, vai, conta!
– Está bem! Mas você promete não contar para mais
ninguém?
– Prometo. Juro que não conto! Se eu contar quero
morrer sequinha na mesma hora...
– Não precisa exagerar! O que vou contar não é nada
assim tão sério. Não precisa jurar.
– Está bem...

Depois de muitos anos, ainda me lembro em detalhes sobre o que eu e minha prima con-
versamos. Éramos muito pequenas e eu passava as férias em sua casa. Nunca brincamos tanto,
quanto naqueles dias!
Lembro-me do segredo que ela prometeu me contar.
– Olha, eu vou contar, mas é segredo! Não conte para ninguém. Se você contar eu vou
ficar de mal.
– Eu não vou contar, já disse!
O segredo não era nada sério, coisa mesmo de criança naquela idade. E ela acabou contando...
– Minha mãe saiu para fazer compras e eu fiz um bolo. Eu quebrei dois ovos, misturei com
a farinha de trigo e o açúcar. Não deu nada certo. Com medo, eu arrumei tudo, joguei o bolo
fora e até hoje minha mãe não sabe de nada...
– Meu Deus, sua doida! Você teve coragem de fazer uma coisa dessas?!
– Tive. Se a minha mãe descobrir, eu não quero nem imaginar o que ela fará comigo!! Pos-
so ficar uma semana de castigo. Ou até mais...
A minha língua coçou. Um segredo daqueles não poderia ficar guardado. Na primeira
oportunidade em que eu fiquei sozinha, procurei minha tia, que estava preparando o almoço.
– Tia, preciso contar uma coisa pra senhora.
– Pois conte, que estou ouvindo. Não posso te dar mais
atenção, senão o almoço não sai...
– É que eu tenho um segredo pra te contar e não sei se
devo...
– O segredo é seu ou dos outros?
– Dos outros... Quer dizer, da prima!
– E por que você quer contar os segredos alheios?
– Bem, eu pensei que a senhora quisesse saber o que
aconteceu...
LÍNGUA PORTUGUESA 137

– Ah, minha filha, deixa eu te fazer apenas uma pergunta:


a dona do segredo te autorizou a contá-lo?
– Na verdade, não!
– E por qual motivo você me contaria, então?
– É que... Bem, o que ela fez não é muito certo...
– E você vai dedurar a sua prima? Se for alguma coisa mui-
to grave ela ficará de castigo. E você não terá com quem brin-
car. Você já pensou nisso?
– Não...
– Pois pense. E depois volte aqui para conversarmos...
Eu não sabia onde enfiar a cara, de tanta vergonha. E para que ninguém descobrisse os
meus pensamentos, me escondi na casinha do fundo do quintal. Na hora do almoço, saí de
lá, pois a fome, nessas horas, é uma sensata conselheira. E minha tia, com muito cuidado,
voltou a tratar do assunto.
– Eu preciso contar uma coisa pra vocês... Minha avó,
quando eu era pequena, me ensinou uma coisa que nunca mais
me esqueci.
E hoje, ouvindo uma notícia no rádio, lembrei-me dela.
Ela dizia que nós temos uma boca e dois ouvidos; por isso, nós
temos que mais ouvir do que falar. E mais: nem tudo o que ou-
vimos, devemos passar adiante, pois quem conta um conto,
aumenta um ponto. E se o que se conta é um segredo, pior
ainda. Por isso, nessas horas em que a nossa língua coça, o
melhor é lembrar que em boca fechada não entra mosquito...
E contou também histórias de outras gentes: mexeriqueiros, dedos-duros, fofoqueiros, en-
fim, a turma do leva-e-traz...
Naquela tarde, ainda preocupada que lessem os meus pensamentos, fiquei murchinha,
daqui para ali, inventando o que fazer...
Só no dia seguinte, quando minha prima decidiu contar para mim outro dos seus segredos,
foi que eu tomei coragem de me sentar ao seu lado, bem quietinha. Disse ela:
– Sabe, o outro segredo é mais sério que o primeiro...
E fez suspense – disse, repentinamente, que estava com sede e foi buscar água na cozinha...
Depois de retornar, bebeu a água bem devagarinho, até recomeçar:
– Olha, eu tenho um grande defeito. Às vezes eu me escondo na cozinha, para ouvir a con-
versa de minha mãe com as outras pessoas. E por acaso eu estava ontem, tranquilamente sen-
tada no meu cantinho secreto, quando alguém chegou para conversar com ela. Como esta
pessoa é minha conhecida (e eu gosto muito dela), não posso contar o que aconteceu por lá... É
uma pena! Eu só posso dizer que essa pessoa é uma língua de trapo, uma linguaruda...
Nunca rimos tanto!
Eu, na verdade, não sabia se me sentia agradecida ou envergonhada...
E passados tantos anos, ainda hoje nós fazemos questão de relembrar este episódio.
138 CADERNO DO ALUNO

Nossos filhos compreendem, então, porque somos tão ami-


gas e cúmplices. E olha que eles nem imaginam o que ocorreu
anos depois, quando éramos jovens e começamos paquerar, sem
saber, o mesmo cara...
Bem, mas isto é segredo e eu não posso contar!

SIDNEY, Abel. Conto ou não conto?. Ilustrações de Rosana Almendares.


Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObra-
Form.do?select_action=&co_obra=105130. Acesso em: 04 out. 2019.

ATIVIDADE 2 – LÍNGUA E LINGUAGEM: O GÊNERO TEXTUAL CONTO

1. O texto Conto ou não conto?, de Abel Sidney , inicia-se com um diálogo entre duas
personagens.

a) Quem são essas personagens? Em que parágrafo elas se apresentam? Destaque no texto.
b) Logo no início do texto, para resgatar lembranças, o narrador se manifesta em primeira
ou em terceira pessoa? Transcreva um trecho que ilustre sua resposta e destaque pala-
vras e expressões que comprovem o foco narrativo.

Lembre-se:
No foco narrativo No foco narrativo em primeira pessoa, predominam palavras e ex-
pressões da língua, como pronomes e verbos, que marcam a presença do narrador-
-personagem, isto é, aquele que participa da história e se manifesta como “eu”/ “nós”.
No foco narrativo em terceira pessoa, o narrador é observador, não participa da
história como personagem. Ele narra os acontecimentos a partir da observação
(“de fora” da história). Nesse caso, predominam marcas linguísticas de terceira pes-
soa, por exemplo “ele”/ “eles”.

2. Releia o trecho a seguir e identifique a fala de cada personagem. Utilize a seguinte legen-
da, para destacar passagens do texto.

Personagem 1 Personagem 2


– ...eu nem te conto!

– Conta, vai, conta!

– Está bem! Mas você promete não contar para mais ninguém?

– Prometo. Juro que não conto! Se eu contar quero morrer sequinha na mesma hora...

– Não precisa exagerar! O que vou contar não é nada assim tão sério. Não precisa jurar.

– Está bem...
LÍNGUA PORTUGUESA 139

a) Que recursos expressivos do texto (pontuação e outros) possibilitaram a identificação


de cada personagem?
b) Observe as características de fala das personagens. No diálogo, predomina a lingua-
gem formal ou a linguagem coloquial (informal, do dia a dia)? Justifique sua resposta.
c) A partir do que você observou nas questões a e b, no trecho reproduzido acima ocorre
discurso direto ou discurso indireto? Justifique sua resposta.

Lembre-se:
No discurso direto, o narrador procura reproduzir a fala das personagens, com mar-
cas específicas de pontuação (travessão, aspas, interrogação, exclamação, reticên-
cias). Ao mesmo tempo, o discurso direto pode revelar a identidade cultural e social
das personagens que participam da história, por meio de expressões próprias de
grupos sociais e de comunidades linguísticas.

Os pronomes “dela” e “ela” substituem e referenciam/retomam o substantivo “avó”, no texto. São,


portanto, recursos linguísticos essenciais na construção da coesão e da coerência textual.

d) Você já ouviu a expressão “morrer sequinha”? Que sentidos essa expressão pode ter
no contexto do conto lido? E em outros contextos?

3. Releia o excerto a seguir:


“- Eu preciso contar uma coisa pra vocês... Minha avó, quando eu era pequena,
me ensinou uma coisa que nunca mais me esqueci. E hoje, ouvindo uma notícia no
rádio, lembrei-me dela. Ela dizia que nós temos uma boca e dois ouvidos; por isso,
nós temos que mais ouvir do que falar. E mais: nem tudo o que ouvimos, devemos
passar adiante, pois quem conta um conto, aumenta um ponto. E se o que se con-
ta é um segredo, pior ainda. Por isso, nessas horas em que a nossa língua coça, o
melhor é lembrar que em boca fechada não entra mosquito...”.

a) No trecho, predomina o foco narrativo em primeira pessoa ou o foco narrativo em


terceira pessoa? Destaque, com cores diferentes, as marcas linguísticas que indicam o
foco narrativo. Faça uma legenda.
b) No trecho, a quem se referem os pronomes “dela” e “ela”, em destaque? Logo, qual é
a função desses pronomes no texto?

4. Para contar uma história, o narrador, em geral, situa as ações e os acontecimentos no tem-
po e no espaço. No conto lido, onde se passa a história? Quando os fatos ocorreram? Re-
leia o texto, identifique e transcreva, no quadro abaixo, marcadores temporais e marcado-
res espaciais.
140 CADERNO DO ALUNO

Marcadores temporais Marcadores espaciais

5. Durante o desenvolvimento da história, ocorreram várias ações das personagens. Ao narrar


essas ações, o enunciador as situa, predominantemente,
a) no presente.
b) no pretérito.
c) no futuro.
Exemplifique com passagens do texto.

6. Reflita e comente:
Por que no conto e em outros gêneros narrativos, como a fábula e alguns tipos de crônica,
predominam os tempos verbais do pretérito?

ATIVIDADE 3 – DO CONTO AOS QUADRINHOS: TEXTO E CONTEXTO

Imagine que você foi convidado a produzir uma tirinha baseada no texto “Conto ou não
conto?”, de Abel Sidney. As cenas a seguir representam alguns episódios. Procure lembrar-se do
percurso da história ou volte ao texto e recupere a sequência de fatos. Lembre-se de que os
gêneros textuais organizam-se de diferentes maneiras. Para transformar um gênero textual em
outro é, portanto, necessário fazer as devidas adequações de linguagem.

Crianças costumam ter segredos. O que


elas fazem com eles?
LÍNGUA PORTUGUESA 141

A língua coça. Um segredo desses não


pode ficar guardado. Então...

SIDNEY, Abel. Conto ou não conto?. Ilustrações de Rosana Almendares.


Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ea000337.pdf. Acesso em: 12 set. 2019.
142 CADERNO DO ALUNO

Depois da produção, converse com seus colegas sobre os resultados. Considerem que as
histórias sequenciadas em quadrinhos apresentam também características narrativas, porém
organizam-se com outros recursos, verbais e não verbais.
a) Quais são as principais diferenças entre a linguagem de um conto e a linguagem de uma HQ?
b) Na HQ que você produziu, é possível identificar a presença de um narrador? Ele se mani-
festa da mesma forma como em um conto? Comente.
c) Que tempo verbal predomina em uma HQ? Por quê?
d) Na HQ, há relações entre os recursos expressivos verbais e não verbais? Essas relações são
importantes para a construção dos sentidos do texto? Comente.

Sugestões de quadrinhos e vídeos:


Turma da Mônica. Disponível em: http://turmadamonica.uol.com.br/quadrinhos/.
Acesso em: 08 out. 2019.
Turma da Mônica Oficial. Disponível em: https://www.youtube.com/channel/
UCV4XcEqBswMCryorV_gNENw. Acesso em: 08 out. 2019.

ATIVIDADE 4 – ENTRE CONTOS E FÁBULAS


Convenciona-se dizer que a fábula é um gênero textual que apresenta uma narrativa relati-
vamente curta, em prosa ou em verso. As personagens são, em geral, animais (e outros seres
inumanos), que se apresentam com atitudes e características humanas. As fábulas costumam
veicular ensinamentos e valores éticos e morais, os quais se depreendem da história e podem,
por vezes, aparecer como “moral”, explícita no final do texto ou diluída no percurso da narrativa.
Leia a fábula a seguir, de Esopo.

O Vento e o Sol

O Vento e o Sol estavam disputando quem era o mais forte. De repente, eles
viram um velho homem caminhando e o Sol disse ao Vento: “Eu vejo uma
maneira de decidir nossa disputa. Aquele que fizer o homem tirar o casaco será
considerado o mais forte. Você começa, Vento”. E se retirou atrás de uma nuvem.
O Vento, furiosamente, começou a soprar tão forte quanto possível sobre o
velho homem. Mas quanto mais ele soprava, mais o homem enrolava-se no
casaco. Em desespero, o Vento reconheceu que deveria desistir.
Então o Sol apareceu e brilhou com todo seu esplendor. O homem, que
antes se protegia do vento frio, começou a sentir muito calor e
logo tirou o casaco.
A bondade e a amabilidade são sempre mais fortes que a
fúria e a violência.

ESOPO. The Wind and the Sun. In: Planet PDF. Aesop’s Fables.
Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/
pp000002.pdf, p. 64. Acesso em: 03 out. 2019. Ilustrações, tradução e
adaptação para o português de Madalena Borges.
LÍNGUA PORTUGUESA 143

Depois de ler o texto, responda às questões propostas.

1. Tanto no título da fábula quanto no “corpo” do texto, as palavras “Vento” e “Sol” estão
escritas com letra inicial maiúscula, porque
a) o autor errou ao escrevê-las.
b) o autor cometeu erros de digitação.
c) são personagens da fábula.
d) são fenômenos da natureza.

2. Observe a seguinte passagem da fábula:


“O Vento e o Sol estavam disputando quem era o mais forte. De repente, eles viram
um velho homem caminhando, e o Sol disse ao Vento: “Eu vejo uma maneira de de-
cidir nossa disputa [...]”.
As informações sobre o Vento e o Sol revelam que as personagens
a) apresentam-se como fenômenos naturais, na fábula.
b) apresentam características de animais que participam da fábula.
c) não podem ser considerados personagens da fábula.
d) são seres inumanos que, na fábula, têm comportamentos humanos.

No estudo do conto, foi possível analisar como a linguagem pode, em alguns tex-
tos, aparecer em sentido figurado, conotativo. Quando isso acontece, manifestam-
-se as figuras de linguagem, em que palavras e expressões são organizadas para
produzir sentidos conotativos, por exemplo, de:
• Comparação implícita: O velho homem é um leão (comparação explícita = O
velho homem é forte e majestoso como um leão). Essa figura é a metáfora.
• Atribuição de características e atitudes humanas a coisas e seres inumanos:
“O Vento e o Sol estavam disputando quem era o mais forte. De repente, eles
viram um velho homem caminhando e o Sol disse ao Vento [...]”. Essa figura é a
personificação ou prosopopeia.
• Oposição de sentidos: A bondade e a amabilidade são sempre mais fortes
que a fúria e a violência. Essa figura é a antítese.
• Relação parte/todo, continente/conteúdo etc.: Gosto de ler Esopo (= Gosto
de ler fábulas de Esopo). Essa figura é a metonímia.

3. Com base nas questões anteriores, conclua: em relação às personagens, a figura de lin-
guagem presente na fábula é
a) antítese.
b) metonímia.
c) onomatopeia.
d) personificação.
144 CADERNO DO ALUNO

4. A moral da fábula O Sol e o Vento é “A bondade e a amabilidade são sempre mais fortes
que a fúria e a violência”. Os pares de palavras “bondade/amabilidade” e “fúria/violência”
produzem, no enunciado, efeitos de sentido de
a) antítese.
b) metonímia.
c) onomatopeia.
d) personificação.

5. Como conclusão dessa atividade, proponha outra moral para a fábula, porém com o cuida-
do de preservar o mesmo sentido.

ATIVIDADE 5 – QUEM REESCREVE UM CONTO AUMENTA UM PONTO

Volte ao texto lido na Atividade 1 – “Conto ou não conto?” – e proponha um final diferente
para ele. Continue a história a partir do seguinte ponto:

“[...]
E fez suspense – disse, repentinamente, que estava com sede e foi buscar
água na cozinha...”

Planeje o que e como irá escrever. Escreva a primeira versão do texto e convide um colega
para fazerem, juntos, a revisão textual. O que pode ser melhorado no texto? O que não pode
faltar no texto para que haja coerência entre as ideias?

6. Avalie os resultados da produção.

Precisa
Aspectos Sim
Melhorar

O final proposto apresenta as ideias de maneira clara,


objetiva e coerente?

O leitor consegue compreender como a história terminou?

A linguagem é adequada ao gênero conto?

O texto apresenta escrita ortográfica adequada?

Os sinais de pontuação são utilizados adequadamente?


LÍNGUA PORTUGUESA 145

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2 – POR DENTRO


DOS ACONTECIMENTOS

Na Situação de Aprendizagem 2 (SA 2), você estudará os gêneros textuais do campo jornalís-
tico-midiático (notícia, reportagem, fotorreportagem, podcast), a fim de identificar e analisar as
características e os modos de organização desses gêneros, bem como a maneira como cada um
deles veicula a informação. Além disso, você elementos que fazem parte do funcionamento da
língua portuguesa, os quais o auxiliarão na compreensão e na produção de textos. No quadro a
seguir, são apresentadas as habilidades de aprendizagem que serão trabalhadas:

EF67LP15 – Identificar a EF06LP12 – Utilizar,


proibição imposta ou o ao produzir textos
direito garantido, bem em diferentes EF06LP11
como as circunstâncias de gêneros, recursos – Utilizar, ao
EF69LP03B EF69LP03A sua aplicação, em artigos de coesão produzir textos em
Identificar, em relativos a normas, referencial (nomes e EF69LP16A diferentes gêneros,
Identificar, em pronomes), recursos
notícias, o fato regimentos escolares, Analisar as formas conhecimentos
reportagens semânticos de
central, suas regimentos e estatutos da de composição dos linguísticos e
fotorreporta- sinonímia, antonímia
principais sociedade civil, gêneros textuais gramaticais:
gens, o fato e homonímia e
circunstâncias regulamentações para o do campo tempos verbais,
retratado. mecanismos de
e eventuais mercado publicitário, jornalístico. concordância nomi-
decorrências. Código de Defesa do representação de nal e verbal, regras
Consumidor, Código diferentes vozes ortográficas,
Nacional de Trânsito, ECA, (discurso direto e pontuação etc.
Constituição, dentre indireto).
outros.

EF06LP02
EF69LP15
Conhecer as Apresentar
EF69LP56
Fazer uso consciente e
EF67LP23B – Formular
EF67LP23A características dos argumentos e
contra-
reflexivo da norma-
perguntas coerentes e Respeitar os
turnos de fala, na
diferentes gêneros argumentos
padrão em situações de
fala e escrita em textos
adequadas em coerentes,
momentos oportunos participação em
conversações e
jornalísticos (escritos, respeitando os
de diferentes gêneros,
levando em
em situações de aula,
apresentação oral, em discussões ou orais e multimodais) turnos de fala, na
participação em
consideração o
atividades contexto, situação de
seminário etc.
coletivas. e a relação com a discussões sobre
produção e as
temas
situação controversos e/ou
características do
gênero.
polêmicos.
comunicativa, o
estilo e a finalidade
EF67LP36 dos gêneros em uso.
– Utilizar, ao
produzir texto,
Práticas recursos de EF69LP16B
de Linguagem coesão EF69LP07A – Utilizar EF67LP10A – Produzir Utilizar as
referencial estratégias de notícia impressa e para formas de
Leitura (léxica e planejamento, TV, rádio e internet composição dos
Oralidade pronominal) e elaboração, revisão, tendo em vista gêneros textuais
sequencial e edição, reescrita/ características do do campo
Produção outros recursos redesign e avaliação de gênero, o estabeleci- jornalístico.
de Texto expressivos textos. mento adequado de
Análise adequados ao coesão, os recursos de
Linguística / gênero textual. mídias disponíveis.
Semiótica
146 CADERNO DO ALUNO

ATIVIDADE 1 – GÊNEROS TEXTUAIS DO JORNALISMO


1. O que você sabe sobre os textos que circulam no campo jornalístico?
2. Que gêneros textuais jornalísticos você conhece?
3. Por quais meios de comunicação circulam os textos da esfera jornalística?
4. Em sua cidade, há jornais impressos? Você tem acesso a eles? Quais deles você costuma ler?
5. Quando você lê jornais impressos, que gêneros textuais costuma encontrar neles? Notícia?
Reportagem? Charge? Cartum? Crônica? Quais são os assuntos de sua preferência?
6. Você tem hábito de ler notícias em jornais digitais? Em qual site?

Sugestões de acesso à leitura de gêneros jornalísticos e midiáticos:


Folha de S. Paulo (Folhinha). Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/folhinha/>.
Acesso em: 8 out. 2019.
Revista Ciência Hoje das Crianças. Disponível em: <http://chc.org.br/>. Acesso em: 8 out. 2019.
Revista Superinteressante. Disponível em <https://super.abril.com.br/>.
Acesso em: 8 out. 2019.

ATIVIDADE 2 – DE OLHO NA INFORMAÇÃO

Durante aulas de Língua Portuguesa, os alunos da Escola Estadual “Claro Castanho” participa-
ram de atividades de leitura e produção de textos jornalísticos. Para finalizar as atividades, os alunos
Edvaldo e Gislaine produziram a notícia a seguir. Antes de lê-la, recorde com a turma: O que é uma
notícia? Como ela precisa ser organizada? O que não pode faltar em uma notícia?

BULLYING NA ESCOLA
Notícia falsa adoece aluna do ensino fundamental
Por Edvaldo Ceraze e Gislaine Cardoso,
da redação do Jornal Escola – 19 set. 2019.

Nesta manhã, a aluna do 6º ano Ana Paula Silva, de uma escola


pública desta cidade, passou por avaliação psicológica no Cen-
tro de Assistência Social após sofrer constrangimentos causados
Estudante se isola durante o intervalo
por notícias falsas veiculadas nas redes sociais e em aplicativos das aulas (Foto de Fabrício Proença)
de celulares. Os aparelhos celulares são frequentemente utiliza-
dos pelos colegas de Ana Paula. Em busca de soluções para a situação, a Assistência ao Adolescente da
cidade foi acionada pela direção da unidade escolar. Também foram convocados os responsáveis pelos
menores que fizeram a notícia circular nas dependências da escola. Esses alunos, acompanhados pelos
pais, terão que assumir responsabilidades perante o Regimento Escolar e a legislação específica vigente.
Redação do Jornal Escola, em 19 set. 2019.
LÍNGUA PORTUGUESA 147

Uma notícia tem como função principal divulgar um acontecimento no meio jorna-
lístico. O conteúdo dela, em geral, retrata fatos políticos, sociais, econômicos, cul-
turais, entre outros assuntos significativos para a sociedade. Além disso, a organiza-
ção de uma notícia requer não só informações sobre o fato como também onde e
quando ocorreu (lugar e tempo) e quem participou dele. O fato é, geralmente, re-
latado com tempos verbais do pretérito (processo verbal do passado), mas o pre-
sente também pode ser usado.
Todo acontecimento que, de alguma forma, tem relevância e repercussão, é poten-
cialmente objeto de investigação jornalística.

A partir da leitura da notícia, responda:

a) Qual teria sido a notícia falsa veiculada a respeito da aluna Ana Paula?
b) Por qual meio de comunicação a notícia falsa pode ter sido veiculada, já que muitos
alunos tiveram acesso a ela?
c) Em sua opinião, após o episódio de bullying, a aluna Ana Paula deve continuar estudan-
do na mesma escola? Justifique sua resposta.
d) Quando você recebe uma informação sobre algo ou alguém, você a repassa, mesmo
sabendo que pode ser prejudicial? Comente.
e) Como devemos analisar os fatos antes de divulgá-los a outras pessoas? O que é preciso
considerar antes repassar uma informação?

ATIVIDADE 3 – LÍNGUA E LINGUAGEM: A NOTÍCIA

a) Observe a foto que acompanha a notícia. Ela se relaciona de modo coerente com o fato
noticiado? Comente.
b) De acordo com a notícia, qual foi o fato principal que levou Ana Paula a adoecer?
c) É possível situar no tempo e no espaço o acontecimento retratado na notícia? Compro-
ve com elementos do texto.
d) Sintetize o conteúdo da notícia no quadro abaixo.

O QUE OCORREU? QUEM PARTICIPOU? QUANDO OCORREU? ONDE OCORREU?


148 CADERNO DO ALUNO

ATIVIDADE 4 – EM TORNO DA NOTÍCIA: PRÁTICA DE (RE)ESCRITA

O texto 1 – “Bullying na escola” – não traz informações suficientes para que o leitor com-
preenda bem os fatos. Resolva essa situação. Em seu caderno, reescreva a notícia, inserindo as
informações necessárias. Sugestões:
• Acrescente um parágrafo com explicações a respeito do bullying que a estudante Ana
Paula sofreu;
• Ao final do texto, acrescente outro parágrafo, com explicações sobre como o fato pode-
ria ter sido evitado.

Avalie o produto final, com base no quadro a seguir:

Precisa
Aspectos Sim
Melhorar
O texto apresenta as ideias de
maneira clara e objetiva?
O leitor consegue situar os fatos
no tempo e no espaço?
Os fatos são apresentados em
progressão temática coerente?
A linguagem é adequada ao
gênero textual?
Os sinais de pontuação são
utilizados adequadamente?

ATIVIDADE 5 – BULLYING É DA MINHA CONTA?: LEITURA


COMPARTILHADA

BULLYING É DA MINHA CONTA!

Bullying consiste em uma violência física e/ou psicológica, que


pode se manifestar de diferentes maneiras e influenciar as relações
interpessoais, com a disseminação de mentiras ou boatos, por um
agressor cuja intenção é atacar uma mesma pessoa repetidamente.
Quem pratica o bullying possui um comportamento prejudicial
e agressivo; geralmente, não consegue posicionar-se pelo diálogo e
atinge as pessoas com depreciações e humilhações. A vítima agredi-
da passa por situações de hostilidade, fica retraída e sofre em dema-
sia. Tudo isso pode ocasionar graves consequências, como depres-
são, ansiedade e dificuldade de socialização.
LÍNGUA PORTUGUESA 149

No cenário da prática de bullying, o espectador é a “terceira personagem”. Trata-se da


pessoa que, normalmente, adota uma atitude passiva, talvez por receio de se expor, por falta de
iniciativa de se posicionar e/ou por medo de também ser alvo de ataques. O espectador é uma
testemunha que não sai em defesa da vítima nem se junta aos agressores. Com essa postura,
contribui para a continuidade do conflito.
O bullying também pode ser cometido por meio das tecnologias de comunicação. Tal prá-
tica, mais comum do que se imagina, é descrita como cyberbullying e ocorre quando agressão
e violência são feitas em meio virtual e se tornam ainda mais cruéis, pois o constrangimento
torna-se abrangente através das redes sociais e de diversos aplicativos de comunicação instan-
tânea. Isso faz com que a vítima não se sinta mais segura em lugar nenhum, em momento algum.
Em parceria com as redes sociais, a SaferNet lançou em abril de 2019 a campanha #ÉDa-
MinhaConta, com o objetivo de promover reflexões acerca do assunto e de inibir a prática do
cyberbullying. A campanha teve origem no Dia da Internet Segura, realizado no Brasil, em 05 de
fevereiro do mesmo ano, a partir do encontro de um grupo de jovens. Os materiais da campa-
nha #ÉDaMinhaConta foram criados para abordar o tema, promover reflexões e atitudes, como:
a) o que fazer ao identificar alguém que é alvo de bullying; b) ser uma vítima de bullying, e c) ser
acusado de praticar bullying.
De acordo com Carla de Paiva, gerente de Relações Institucionais, “o objetivo é criar uma
reflexão, estimulando a empatia e o respeito às diferenças”. Para participar, basta entrar nas re-
des sociais, postar e compartilhar as histórias sobre o tema. Também é possível utilizar as peças
publicitárias criadas para o evento, como os adesivos GIF exclusivos de #ÉDaMinhaConta.
Juliana James, gerente de relacionamentos internos, informou que se alguém postar algo
que o leitor considera ser ofensivo ou intimidador, o fato pode ser denunciado na/à própria rede
social. “Trabalhamos para combater o bullying em todas as suas formas, tanto pessoalmente
quanto online, e reforçamos que não há lugar para isso em nossa plataforma”.
A ONG (Organização Não Governamental) SaferNet é uma referência na defesa dos direi-
tos humanos na Internet no Brasil. Atua na educação e orientação de crianças, adolescentes,
jovens, pais e educadores sobre o uso responsável e seguro da Internet. A organização mantém
um serviço gratuito para esclarecer dúvidas, ensinar formas seguras de uso da rede e também
orientar sobre casos de violência online, como humilhação, intimidação, chantagem ou compar-
tilhamento não autorizado de imagens íntimas. O canal está disponível em dois endereços:
www.helpline.org.br e www.canaldeajuda.org.br.
Vale lembrar que bullying e cyberbullying não são brincadeiras. Só existe brincadeira quan-
do todos os envolvidos se divertem, sem que sejam prejudicados de alguma forma.

Para ler mais sobre a ONG SaferNet, visite: <https://new.safernet.org.br/content/conheca-campa-


nha-acabar-com-o-bullying-edaminhaconta> (acesso em: 18 set. 2019).

Para conhecer a legislação federal contra a prática de bullyng, acesse <http://www.planalto.gov.br/


ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13185.htm> (acesso em: 08 out. 2019).
150 CADERNO DO ALUNO

ATIVIDADE 6 – LÍNGUA E LINGUAGEM: O GÊNERO TEXTUAL


REPORTAGEM

Diferentemente da notícia, a reportagem contém mais informações, já que apresenta causas ou des-
dobramentos do fato noticiado. O jornalista tem certa liberdade para criar interpretações sobre o
tema, incluir fontes de informação e expandir a pesquisa.
Para elaborar uma reportagem, o jornalista pode fazer apuração do fato no local onde ocorre (pesqui-
sa de campo), em contato direto com o cenário, as personagens envolvidas e outros aspectos ligados
ao tema.
O texto da reportagem reúne mais informações que o texto da notícia - quanto mais detalhes, melhor.
Além disso, outros recursos, como fotos, ilustrações e gráficos, podem ser utilizados na reportagem.

Após leitura compartilhada e análise do texto, responda:

1. Qual a finalidade e a intencionalidade do texto “Bullying é da minha conta!”?

a) organizar projetos escolares contra a prática de bullying.


b) descrever situações da prática de bullying entre estudantes.
c) informar o leitor e conscientizar sobre as consequências da prática de bullying.
d) promover o diálogo entre estudantes para o combate ao bullying.
2. De acordo com o texto, o que a prática de bullying desencadeia nas vítimas?
3. Pela leitura do texto, é possível inferir que os três “agentes” envolvidos em uma situação
de bullying/cyberbullying são:

a) agressor, apoiador e vítima.


b) vítima, agressor e julgador.
c) vítima, apoiador e julgador.
d) agressor, vítima e espectador.
4. Observe o emprego de aspas no trecho em destaque:

[...] De acordo com Carla de Paiva, gerente de Relações Institucionais, “o objetivo é criar
uma reflexão, estimulando a empatia e o respeito às diferenças”.

Qual é a função das aspas no trecho sublinhado? Há outras maneiras de escrever esse tre-
cho? Proponha uma delas.
5. Com base na reportagem, qual é a principal diferença entre bullying e ciberbullying?
6. De acordo com a reportagem, quem idealizou a campanha #ÉDaMinhaConta? Onde e por
que meios essa campanha se propagou? Quem pode participar?
7. O que é # (hashtag)? Quando e onde o símbolo pode ser utilizado? Você já fez uso dela
alguma vez? Em que situação?
LÍNGUA PORTUGUESA 151

8. Apresente sua opinião: A proposta da ONG SaferNet é importante para a sociedade? Por
quê?
9. Há Organizações Não Governamentais (ONG) que atuam na sua cidade ou região? Indique
o nome e o que elas fazem.

Agora, reflita e preencha a tabela abaixo, considerando características comuns e caracte-


rísticas diferentes entre os gêneros notícia e reportagem. Anote sim ou não para a presença ou
ausência dessas características.

Organização e conteúdo da linguagem Notícia Reportagem

Apresenta título.

Apresenta subtítulo.

Retrata um fato.

Situa o leitor em relação ao tempo, ao espaço e às


personagens.
Apresenta verbos no pretérito (de forma predomi-
nante).

Organiza-se com clareza e objetividade.

Pertence ao universo do jornalismo.

Apresenta o fato sem muitos detalhes.

Apresenta o fato com mais detalhes.

ATIVIDADE 7 – LÍNGUA, LINGUAGEM, SENTIDO: PRÁTICA DE ANÁLISE


LINGUÍSTICA

1. Observe o trecho a seguir:

“Trabalhamos para combater o bullying em todas as suas formas, tanto pessoalmente


quanto online, e reforçamos que não há lugar para isso em nossa plataforma”.

a) Que sentido a palavra “suas” acrescenta à palavra “formas”?

Assim, a palavra “suas” acompanha e modifica ou substitui a palavra “formas”?

b) Que sentido a palavra “nossa” acrescenta à palavra “plataforma”?


152 CADERNO DO ALUNO

Logo, a função da palavra “nossa” é acompanhar e modificar ou substituir a palavra “pla-


taforma”?

c) Qual é o sentido e a função da palavra “isso” no trecho lido?

Os termos destacados acima exemplificam essa classe gramatical. Os termos analisados acima são
pronomes. Pronomes acompanham ou substituem outras palavras, geralmente substantivos.

ATIVIDADE 8 – PODCAST E NOTÍCIA: DIÁLOGOS

1. Conversa inicial:

a) Você costuma ouvir rádio? O que você ouve: notícias, músicas, programas esportivos?
b) Em que tipo de aparelho você ouve suas músicas preferidas?
c) Você já ouviu um podcast?
d) Confira alguns podcasts, acessando o link: <https://coisadecrianca.com.br/>.

Podcasts são textos de áudio transmitidos pela internet, por aplicativos de música ou emissoras de
rádio (quando noticiosos).
Para ampliar conhecimentos e saber como produzir um podcast, visite: < https://blog.hotmart.com/
pt-br/como-criar-um-podcast/> (acesso em: 08 out. 2019).

e) O que é podcast noticioso? Levante hipóteses.

2. Agora, em grupo, você e seus colegas vão produzir um roteiro para gravação de uma notí-
cia de áudio: um podcast noticioso.

Como fazer?

• Escolham o tema que irão noticiar. Considerem um assunto de relevância para seu bair-
ro ou sua comunidade.
• Pensem em um nome para o programa de notícia.
• Qual será o estilo da produção? Vocês utilizarão uma linguagem formal ou informal?
• Selecionem o material informativo sobre o fato que será noticiado. Isso pode ser feito
por meio de pesquisa local, entrevista, entre outros.
• Façam o planejamento, isto é, o roteiro. O roteiro consiste em descrever toda a
sequência do programa, como as falas, a trilha sonora e as vinhetas. Vejam a pro-
posta de roteiro:
LÍNGUA PORTUGUESA 153

Escolha um trecho de música ou


Trilha da abertura ou vinheta Tempo em segundos
efeito sonoro

Apresentação do programa e
Transcreva a fala de entrada Tempo em segundos
dos “jornalistas”

Título da notícia Transcreva o título da notícia Tempo em segundos

Transcreva o texto da notícia:


Texto da notícia (quem, o quê, onde, quando, Tempo em segundos
como e por quê)

Fechamento Encerramento da notícia Tempo em segundos

Trilha de encerramento Música ou efeito sonoro Tempo em segundos

• Redijam todo texto da notícia. Lembrem-se de que ele será narrado.


• Depois de tudo planejado, roteirizado e redigido, é hora da ação! Prestem atenção na
entonação, na leitura fluente da notícia e na entrada dos recursos sonoros. A apresen-
tação deve ter em torno de 1 a 3 minutos.
• Esta atividade poderá também ser dramatizada (simulem que estão em um estúdio de
gravação).
• A turma poderá, inclusive, produzir podcasts publicitários, para divulgar produtos e
serviços.
• A turma poderá incluir podcasts publicitários, para divulgar eventos da sua escola (gin-
canas, jogos interclasse, palestras etc.).
• Compartilhem o podcast em aplicativos de mensagem.
154 CADERNO DO ALUNO

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3 – VARIEDADES


LINGUÍSTICAS: E EU COM ISSO?

Na Situação de Aprendizagem 3 (SA 3), você estudará diferentes gêneros textuais. No qua-
dro a seguir, conheça as habilidades de aprendizagem que serão trabalhadas.

EF67LP16 – Explorar e
analisar espaços de
reclamação de direitos e
de envio de solicitações
EF67LP17 – Analisar, a
(ouvidorias, SAC, canais
partir do contexto de
EF67LP02A ligados a órgãos
produção, a forma de EF69LP16A
públicos, plataformas do
organização das cartas Analisar o espaço EF69LP16B – Utilizar as
consumidor, plataformas Analisar as formas de
de solicitação e de reservado ao leitor nos formas de composição
de reclamação), composição dos
reclamação (marcas jornais, revistas dos gêneros textuais do
reconhecendo-os como gêneros textuais do
linguísticas relacionadas (impresso e on-line) campo jornalístico.
espaços para fazer campo jornalístico.
à argumentação, sites noticiosos etc. reivindicações e se
explicação ou relato de
engajar na busca de
fatos).
soluções para problemas
pessoais, dos outros e
coletivos.

EF69LP55
Reconhecer em EF69LP15 EF06LP12 – Utilizar, ao
produzir textos em dife-
Apresentar
EF67LP23B
EF67LP23A textos de diferentes argumentos e
rentes gêneros,
recursos de coesão
Formular perguntas
Respeitar os
turnos de fala, na
gêneros as contra-argumen-
tos coerentes,
referencial (nomes e
pronomes), recursos
coerentes e adequadas
em momentos
participação em variedades da respeitando os semânticos de
conversações e turnos de fala, na
oportunos em situações
de aula, apresentação
em discussões ou língua falada, o participação em
sinonímia, antonímia e
homonímia e mecanis-
oral, seminário etc.
atividades
coletivas.
conceito de norma- discussões sobre
temas controver-
mos de representação
de diferentes vozes
padrão e o sos e/ou (discurso direto e
polêmicos. indireto).
preconceito
linguístico.

EF06LP03 – Relacionar
EF69LP07B palavras e expressões,
EF69LP07A – Utilizar
em textos de diferentes
estratégias de Produzir textos em dife- gêneros (escritos, orais
planejamento, rentes gêneros, e multimodais), pelo
elaboração, revisão, considerando sua critério de aproximação
edição, reescrita/ adequação ao contexto de significado
redesign e avaliação de de produção e (sinonímia) e os efeitos
textos. circulação. de sentido provocados
no texto.

Práticas de Linguagem
Leitura
Oralidade
Produção de Texto
Análise Linguística / Semiótica
LÍNGUA PORTUGUESA 155

ATIVIDADE 1 – VARIEDADES DA LÍNGUA: DIFERENTES FALANTES,


DIFERENTES FALARES

Imagine que a cor de cada balão simbolize as diferentes maneiras de falar das pessoas. O
que essa diversidade de cores sugere?

UMA LÍNGUA E SEUS FALANTES


A Língua Portuguesa é a língua oficial do Brasil, isto é, a língua que nos identifica como
povo da nação brasileira. É também o “código” que utilizamos em situações de comunicação e
interação oral e escrita.
O Brasil é um país de grande extensão territorial e diversidade cultural. Embora tenhamos
uma língua oficial escrita, única para todos os brasileiros, há diferentes grupos linguísticos que
se identificam pela diversidade de modos de falar. As diferenças da língua falada podem ser
observadas no sotaque, no vocabulário, na organização sintática de sentenças, no estilo, entre
outros aspectos que, em muitas situações, possibilitam a identificação da origem sociocultural e
geográfica dos falantes. Há também os estrangeirismos (empréstimos linguísticos) e os neolo-
gismos (palavras novas).
Muitos fatores interferem no processo de variação linguística, entre eles a ocupação do
espaço geográfico por diferentes grupos, as mudanças históricas da língua, em geral, na forma
e nos sentidos, o avanço tecnológico, a formação de comunidades e estilos.
Pense nisto:
• Há diferenças de sotaque entre falantes das regiões brasileiras?
• As gírias do tempo de nossos pais e avós são as mesmas utilizadas hoje?
• Expressões como “mano”, “cara”, “brother” têm o mesmo significado?
• Expressões como bullying e cyberbullying, vistas na Situação de Aprendizagem 2, sem-
pre fizeram parte de nosso repertório linguístico?
156 CADERNO DO ALUNO

• Expressões como shopping center, outdoor, internet fazem parte do dia a dia dos brasi-
leiros. Será que elas teriam a mesma “força” comunicativa se fossem utilizadas em por-
tuguês?
• A palavra “você” sempre teve essa forma escrita?
Portanto, quando se fala em variedades linguísticas, é preciso considerar as diversas possi-
bilidades de mudanças de uma língua e as diferenças que tais mudanças condicionam: históri-
cas, geográficas, socioculturais, estilísticas.
Observe o texto a seguir:

SABE NADA
TADINHA!

AI QUI BUNITIM FIUFIU


PASSARIM SABE CANTÁ FIFIU
AI QUI BUNITIM FIUFIU

POR QUÊ?
ALGUM PROBLEMA
VIM DEVOLVER COM O PASSARIM?
O PASSARINHO! ELE É TÃO BUNITIM!
ELE NÃO SABE FALAR!

1. Por que a personagem do primeiro quadrinho quer devolver o pássaro?


2. Observe a fala da garota, no segundo quadrinho.

a) Duas palavras ocorrem no diminutivo. Quais são elas?


b) Por que as palavras “passarinho” e “bonitinho” foram escritas como “passarim” e “bu-
nitim”, no segundo quadrinho?
c) A fala da garota, no segundo quadrinho, indica que

( ) a personagem não sabe falar língua portuguesa adequadamente.


( ) a personagem usa uma variante linguística de estilo.
( ) o autor reproduziu equivocadamente a fala da personagem.

d) O emprego do diminutivo é bastante comum em alguns grupos linguísticos, seja para


indicar tamanho, seja para produzir efeitos de sentido de afetividade ou ironia. No tex-
to em análise, o emprego do diminutivo tem o mesmo sentido na fala do homem e na
fala da garota? Comente.

3. As histórias sequenciadas em quadrinhos compõem-se de recursos expressivos verbais e


não verbais. No texto em análise, além da relação entre as imagens caricaturais e a fala das
personagens, outro recurso gráfico-visual é responsável pela produção de sentidos do tex-
to – os balões. Como eles aparecem? O que representam?
LÍNGUA PORTUGUESA 157

Charges, cartuns, histórias em quadrinhos são gêneros textuais que produzem diferentes efeitos de
humor. Nem sempre provocam riso, mas podem trazer, em geral, ironia, sarcasmo, crítica, reflexão etc.
Tudo isso é feito de maneira caricatural. A caricatura é um recurso que constrói uma paródia da reali-
dade. Embora se manifeste predominantemente no desenho, ela faz parte do todo do texto, isto é, na
articulação entre os recursos expressivos verbais e não verbais.

4. No texto lido, o efeito de humor ocorre porque o passarinho

a) não sabe falar.


b) só sabe cantar.
c) fala como a garota.
d) só sabe assoviar.

ATIVIDADE 2 – PRECONCEITO LINGUÍSTICO: O QUE É?

As pessoas falam de maneiras diferentes, mas isso não significa que um jeito de falar é melhor que
outro. Criticar a maneira como uma pessoa fala é um ato de preconceito (preconceito linguístico) tão
reprovável quanto qualquer outro.

1. Há muitos mitos em torno das variedades linguísticas, os quais revelam atitudes preconcei-
tuosas e prejudiciais aos indivíduos. Alguns deles são apresentados a seguir. O que você
pensa sobre eles? Converse com a turma a respeito.

• Todos os brasileiros falam a língua portuguesa da mesma maneira.


• Aprender língua portuguesa é difícil.
• O brasileiro não sabe falar língua portuguesa.
• As pessoas que não vão à escola falam errado.
• Falamos da mesma maneira que escrevemos.
158 CADERNO DO ALUNO

ATIVIDADE 3 – DA ORALIDADE PARA A ESCRITA: NORMAS


LINGUÍSTICAS

1. Observe o texto a seguir e converse com a turma a respeito de como o assunto está re-
digido.

a) Onde esse gênero textual costuma circular? Qual é a principal função desse tipo de
enunciado?
b) Do ponto de vista da organização das ideias, o enunciado é compreensível? Comente.
c) Do ponto de vista da ortografia convencional, quais palavras podem causar estra-
nhamento?

ATIVIDADE 4 – (RE)TEXTUALIZAÇÃO

Vimos, anteriormente, que é preciso respeitar as variedades linguísticas e não as depreciar.

Valorizar o uso da língua em diferentes situações comunicativas, não significa introjetar um “falar certo
ou errado”, mas reconhecer, respeitar e saber valorizar as variedades linguísticas de grupos e indiví-
duos. Trata-se também de adequar os usos da língua às diversas situações e aos gêneros textuais orais
e escritos.

No entanto, há situações em que é preciso garantir o uso da norma-padrão.


No espaço abaixo, reescreva o texto do anúncio, de modo a adequar à norma convencio-
nal de escrita. Verifique a melhor maneira de organizar as informações, para que cheguem ao
interlocutor-enunciador com clareza e objetividade.
LÍNGUA PORTUGUESA 159

ATIVIDADE 5 – DE ANÚNCIO EM ANÚNCIO...

Observe o anúncio publicitário a seguir.

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546 avaliações
160 CADERNO DO ALUNO

AVALIAÇÕES DO PRODUTO

Maria Clara – BH - No dia 15/08/19,


comprei uma bicicleta com previsão de entrega
para 25/08, depois de muita reclamação no chat,
18 de setembro de 2019 foi despachada no dia 28/08 por transportadora.
Hoje 18/09 ainda não foi entregue, vou desistir da
compra e ingressar com ação por danos morais,
pois, essa empresa não respeita seus clientes.

João Gonçalves – RJ - Produto muito


11 de agosto de 2019 bom e de boa qualidade. É confortável e muito
resistente.

Vinícius Campos – RS - Um bom custo x


29 de julho de 2019 benefício. Possui freios a disco. A entrega foi rápida
e o atendimento da loja foi bom também. Uso ela
para ir trabalhar e para passeios com minha filha.

Eraldo Silva – MG - Gostei da bicicleta,


11 de junho de 2019 é bonita! Um ponto negativo é que achei o banco
e os pneus finos demais, parece que vai quebrar.

1. Onde esse tipo de anúncio é, geralmente, encontrado?


2. O anúncio organiza-se em partes articuladas. Identifique-as e indique qual é a função/fina-
lidade de cada uma delas.
3. O que representam as estrelas que aparecem no anúncio? Por que algumas são amarelas e
outras são brancas?
4. Há algum consumidor que não gostou da compra da bicicleta? Por quê? Quem avaliou o
produto de maneira positiva?
5. Na parte destinada à avaliação do cliente, a escrita está adequada à situação comunicati-
va? Levante hipóteses.
6. Analise a avaliação de Maria Clara, de Belo Horizonte. Com base no tema da postagem,
pode-se dizer que a cliente usou adequadamente o “espaço” da página? Você faria o mes-
mo? Comente.

ATIVIDADE 6 – SAC - RECLAME AQUI!

Uma cliente da loja virtual “Compre mais barato”, insatisfeita com os serviços da empresa,
escreveu uma carta de reclamação SAC – Serviço de Atendimento ao Cliente. Direcionou a carta
ao chefe de vendas. O resultado está reproduzido a seguir. Leia o texto e analise os procedimen-
tos de escrita utilizados pela cliente.
LÍNGUA PORTUGUESA 161

1. Coloque-se no lugar do leitor da carta. O conteúdo é claro? Comente.


2. Considerando a situação de comunicação; o interlocutor; a finalidade do gênero textual, o
registro escrito da carta é adequado? Você a escreveria de outra maneira? Justifique sua
resposta.
3. Observe a expressão em destaque na sentença reformulada: “Comprei, na loja de vocês,
no mês passado, uma bicicleta ‘maneira’, vermelha”.

a) Que palavra nomeia o objeto adquirido na compra?


b) Que palavra(s) que caracteriza(m) objeto adquirido na compra?
c) Que palavra determina/define o objeto adquirido na compra?

Como é possível observar, as palavras da língua, quando se relacionam na organização dos


enunciados, exercem diferentes funções – as funções morfossintáticas. Com base nessas fun-
ções, as palavras são descritas em classes. Em “uma bicicleta ‘maneira’ vermelha”, o substantivo
bicicleta tem a função de nomear o objeto. As demais palavras acompanham o substantivo,
definindo-o e modificando seu sentido.

Pertencem à classe dos substantivos as palavras que nomeiam “coisas”.


bicicleta = substantivo
Pertencem à classe dos adjetivos as palavras que caracterizam/qualificam “coisas”.
maneira, vermelha = adjetivos
Pertencem à classe dos artigos definidos as palavras que determinam/definem “coisas”
uma = artigo
162 CADERNO DO ALUNO

ATIVIDADE 7 – ENTRE SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS E ORNITORRINCOS

Observe o seguinte enunciado:

“Minha bike é vermelha. Vermelha é minha cor favorita”.

Nos exemplos anteriores, a palavra “vermelha”, ao acompanhar e caracterizar a palavra


“bicicleta”, definiu-se como adjetivo. E neste exemplo? A palavra “vermelha” é substantivo ou
adjetivo? Em que situação ela tem função de adjetivo (caracteriza)? Em que situação tem função
de substantivo (nomeia)?

O ORNITORRINCO, O ADJETIVO E O SUBSTANTIVO: UMA ANALOGIA

O ornitorrinco é um animal peculiar. Embora seja descrito


como um mamífero semiaquático, apresenta características físi-
cas de ave, já que possui um bico semelhante ao dos patos.
Além disso, para “complicar”, é um mamífero ovíparo. Assim
como os animais são categorizados pelos zoólogos em espécies
bem definidas, alguns gramáticos tentam categorizar e classifi-
car as palavras em grupos fechados, bem definidos. Mas isso é
muito difícil! Em analogia com o ornitorrinco, algumas palavras da língua, como substantivos e
adjetivos, podem exercer mais de uma função. Tudo depende do contexto de uso dessas pala-
vras. Como se viu acima, a palavra “vermelha” ora funciona como substantivo, ora como adjeti-
vo. Portanto, classificar palavras não é o mais importante. O mais importante é compreender
como elas participam da organização e dos sentidos dos textos.

ATIVIDADE 8 – ANUNCIAR É PRECISO

Há diferentes modos de anunciar produtos e serviços. Analisamos dois deles nas ativida-
des anteriores. Vimos também que é necessário adequar os usos da língua às situações comu-
nicativas e aos gêneros de discurso. Como se organiza, então, a linguagem dos anúncios
classificados?
LÍNGUA PORTUGUESA 163

CLASSIFICADOS

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164 CADERNO DO ALUNO

1. Qual é a principal finalidade dos anúncios classificados?


2. Pela observação da página “Classificados”, é possível dizer por que o gênero é definido
como “anúncio classificado”?
3. Que informações são necessárias para divulgar um produto ou serviço na seção “Classifi-
cados”?
4. Essas informações são apresentadas de maneira mais objetiva ou menos objetiva? Por
quê?
5. Observe os verbos que ocorrem nos anúncios lidos, organizados em três grupos:

Grupo A Grupo B Grupo C

alugo contrata contrata-se

vendo precisa-se de

vendo ou troco aluga-se

ofereço

a) Quanto ao tempo verbal, os verbos estão no presente, no pretérito ou no futuro? Por


que esse tempo verbal é a melhor escolha para o gênero “Classificados”?
b) Os processos verbais realizam-se em três modos: indicativo, subjuntivo e imperativo.
Em linhas gerais, produzem os seguintes efeitos de sentido nos textos. Leia as defini-
ções a seguir:

• Modo Indicativo: expressa algo que seguramente acontece, aconteceu ou acontecerá. É o modo
da certeza.
• Modo Subjuntivo: expressa a incerteza, a possibilidade de algo vir a acontecer. É o modo da
dúvida.
• Modo Imperativo: expressa ordem, convite, conselho. Tem a finalidade de levar o interlocutor a
cumprir/executar o processo verbal. É o modo da persuasão.

c) Com base nessas definições, que modo verbal predomina nos anúncios classificados?

ATIVIDADE 9 – ANUNCIAR NÃO É BRINCADEIRA: CLASSIFICADOS

Em duplas, organizem um mural de anúncios classificados de troca de produtos e suges-


tões, na sala de aula ou em outro local da escola. Aproveitem para realizar trocas de livros, gibis,
LÍNGUA PORTUGUESA 165

CDs, figurinhas, sugerir leituras e filmes, entre outras atividades culturais e escolares. Para isso,
é fundamental rever aspectos da linguagem do gênero, pensar no interlocutor e verificar o que
é necessário para que o anúncio classificado cumpra sua função, de modo adequado e direcio-
nado ao público-alvo.
Concluída a atividade, avaliem os resultados.

Aspectos de linguagem Satisfatório Precisa melhorar

Produto divulgado.

Objetivo do anúncio.

Dados para contato.

Adequação de linguagem ao público-alvo.

Concisão, clareza, objetividade.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 – É O FIM DA PICADA!

Na Situação de Aprendizagem 4 (SA 4), serão estudados outros gêneros textuais do campo
jornalístico-midiático. O principal objetivo é identificar e analisar as características e os modos
de organização de tais gêneros bem como a maneira em que cada um deles veicula a informa-
ção. É importante observar como os textos dialogam e se aproximam por meio dos temas e dos
recursos de linguagem (relações intertextuais e interdiscursivas).
166 CADERNO DO ALUNO

EF69LP56 – Fazer
uso consciente e EF06LP02 – Conhecer EF06LP03 – Relacionar
reflexivo da norma- as características dos palavras e expressões,
-padrão em situações EF67LP02A diferentes gêneros em textos de diferentes
EF69LP16B
de fala e escrita em Analisar o espaço jornalísticos (escritos, gêneros (escritos, orais
textos de diferentes orais e multimodais) e a Utilizar as formas de e multimodais), pelo
reservado ao leitor nos
gêneros, levando em relação com a situação composição dos critério de aproximação
jornais, revistas
consideração o comunicativa, o estilo e gêneros textuais do de significado
(impressos e on-line)
contexto, situação de a finalidade dos campo jornalístico. (sinonímia) e os efeitos
sites noticiosos etc.
produção e as gêneros em uso. de sentido provocados
características do no texto.
gênero.

EF69LP53 – Ler em
voz alta textos literários
diversos bem como EF69LP07B
leituras orais capitula-
das de livros (comparti- Produzir textos em
lhadas ou não com o
professor); contar/
EF67LP23A
diferentes gêneros, EF69LP55 – Reconhe-
recontar histórias, tanto Respeitar os EF69LP03B cer em textos de
da tradição oral quanto turnos de fala, na considerando sua Identificar, em diferentes gêneros as
participação em
da tradição literária
escrita, expressando a conversações e adequação ao reportagens e variedades da língua
falada, o conceito de
fotorreportagens,
compreensão e em discussões ou
atividades
contexto de o fato retratado. norma-padrão e o de
interpretação do texto, preconceito linguístico.
por meio de uma leitura coletivas. produção e
ou fala expressiva e
fluente, gravando essa
circulação.
leitura ou esse conto/
reconto, para análise
posterior.

EF06LP11 – Utilizar, ao
EF06LP05B EF67LP36 – Utilizar, ao produzir textos em
EF69LP07A – Utilizar diferentes gêneros,
Utilizar diferentes estratégias de produzir texto, recursos
de coesão referencial conhecimentos
gêneros textuais, planejamento, linguísticos e gramati-
considerando a elaboração, revisão, (léxica pronominal) e
sequencial e outros cais: tempos verbais,
intenção comunicativa, edição, reescrita/ concordância nominal e
o estilo e a finalidade. redesign e avaliação de recursos expressivos
adequados ao gênero verbal, regras ortográfi-
textos. cas, pontuação etc.
textual.

ATIVIDADE 1 – É O FIM DA PICADA: LEITURA COMPARTILHADA

Leia os textos seguir.

Texto 1
É O FIM DA PICADA: REINO AMEAÇADO

Não é de hoje que as abelhas vêm sumindo do meio ambiente; aliás, estão desaparecendo
lentamente. Os apicultores reclamam desse sumiço e a preocupação faz todo sentido. Só no
ano de 2019, em três meses, mais de 500 milhões de abelhas foram encontradas mortas em
quatro estados brasileiros: São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
LÍNGUA PORTUGUESA 167

É fato que a abelha é muito importante, não apenas por produzir mel, mas também polini-
zar flores, como a flor do maracujá, que é polinizado pela espécie chamada Mamangaba. Exis-
tem milhares de espécies de abelhas na natureza, responsáveis pela polinização, portanto, são
essenciais para o meio ambiente. No nosso país, cerca de 60% das plantas cultivadas para a
alimentação humana e animal dependem da abelha.
Geralmente, os perigos para os pequenos insetos ocorrem devido
à urbanização, ao desmatamento e às queimadas, pois o habitat natural
do inseto é destruído. Além disso, a poluição, as mudanças climáticas e
uso de agrotóxicos nas proximidades das colmeias também são fatores
prejudiciais às abelhas. Não bastasse tudo isso, há uma doença chamada
Síndrome do Colapso da Colônia, em que as abelhas simplesmente
abandonam suas casas, o que é um mistério para os cientistas.
Várias organizações vêm trabalhando em campanhas para informar as pessoas quanto à
importância das abelhas e da luta contra o uso de agrotóxicos. É fundamental que todos saibam
cuidar dessas maravilhosas criaturas, para que elas continuem a exercer seu reinado na natureza.

Texto 2
DIA MUNDIAL DAS ABELHAS

Roseli Ota

Você sabia que dia 20 de maio é o dia Mundial das Abelhas? A data foi
criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2018, para lembrar a im-
portância da polinização ao equilíbrio dos ecossistemas e ao desenvolvimento
sustentável. Além de serem fonte de mel e de outros produtos, as abelhas ga-
rantem o sustento de apicultores e muitas outras famílias que dependem da po-
linização em suas plantações.

Texto 3
COMENTÁRIO DE INTERNET

Lucineia Campos - Fernandópolis / SP

Que triste notícia! As abelhas estão sofrendo com a ação do homem porque o uso de agro-
tóxico agride muito o meio ambiente e os mais frágeis são atingidos. As abelhas são essenciais
para a vida, mas não reconhecemos o seu valor. Além de nos dar a lição de como conviver em
sociedade e produzir sem danificar nada no planeta, elas estão morrendo pois não somos capa-
zes de respeitá-las.
567 0
168 CADERNO DO ALUNO

Depois de ler os textos 1, 2 e 3, analise cada um deles para responder às questões propostas.

1. Os três textos dialogam? O que os aproxima? Quais são as semelhanças entre eles?
2. Embora os três textos apresentem semelhanças temáticas, eles têm a mesma finalidade
comunicativa e a mesma função social? Comente.
3. De acordo com o texto 1, por que a abelha é tão importante para o meio ambiente? E por
que elas estão morrendo?
4. A frase “É o fim da picada”, é um dito popular. Qual é o seu sentido? Em relação ao texto 1,
o sentido é o mesmo?
5. No texto 1, “É o fim da picada: reino ameaçado”, o substantivo “abelha” é retomado ou
modificado por diferentes palavras. Sublinhe no texto e aponte no quadro abaixo quais são
essas palavras.

6. Observe o enunciado do comentário da internet: “As abelhas são essenciais para a vida,
mas não reconhecemos o seu valor. Além de nos dar a lição de como conviver em socieda-
de e produzir sem danificar nada no planeta, elas estão morrendo, pois não somos capazes
de respeitá-las.”As palavras mas e pois estabelecem conexões entre as partes do enuncia-
do. Elas introduzem, respectivamente, a ideia de

a) oposição e adição.
b) oposição e conclusão.
c) explicação e oposição.
d) oposição e explicação.

7. Em “[...] pois não somos capazes de respeitá-las”, o pronome “-las” refere-se

a) à sociedade.
b) à vida.
c) às abelhas.
d) o planeta.

8. Com base nos textos 1, 2 e 3, quais são as principais consequências do desaparecimento


das abelhas?
LÍNGUA PORTUGUESA 169

9. Selecione um dos problemas que prejudica a sobrevivências das abelhas e proponha uma
possível solução. Socialize as ideias com seus colegas de classe.

10. Você sabe que produtos são feitos à base de mel? Faça uma pesquisa e compartilhe com
seus colegas.

PARA SABER MAIS, visite: <https://www.infoescola.com/zootecnia/apicultura/>.


Acesso em: 11 out. 2019.

ATIVIDADE 2 – CULINÁRIA EM AÇÃO

RECEITA – PÃO DE MEL


Ingredientes
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de açúcar
1/2 xícara (chá) de chocolate em pó
1 colher (sobremesa) de bicarbonato
1 colher (café) de cravo em pó
1 colher (café) de canela em pó
1 e 1/2 xícaras (chá) de leite morno
1/2 xícara (chá) de mel
1 barra de chocolate ao leite

Modo de preparo
1. Coloque em uma vasilha todos os ingredientes secos peneirados.
2. Acrescente o mel e o leite morno.
3. Misture tudo com uma colher; não use a batedeira.
4. Unte as forminhas próprias para pão de mel ou use uma forma de bolo.
5. Leve ao forno preaquecido (200° C), por aproximadamente 20 minutos.
6. Retire do forno, deixe esfriar e desenforme.
7. Corte ao meio e recheie com beijinho, brigadeiro mole ou doce de leite.
8. Derreta o chocolate ao leite por 1 minuto, no micro-ondas ou em banho-maria.
9. Banhe os pães de mel, coloque-os para secar em papel alumínio ou papel manteiga.

1. Qual é a finalidade do gênero textual receita culinária? Em que situações é utilizado?


2. Observe que o texto é organizado em duas partes articuladas. Por que isso ocorre?
170 CADERNO DO ALUNO

3. Analise os verbos no quadro abaixo:

coloque – acrescente – misture – unte – leve –


retire - corte - derreta – banhe

a) Vimos, anteriormente, que os processos verbais situam-se em três modos - indicativo,


subjuntivo e imperativo -, e produzem diferentes efeitos de sentido. No quadro em
análise, como se manifestam os verbos?
b) Que efeitos de sentido esses verbos produzem?

4. Retextualização: atividade em grupos

Jurema leu a receita de pão de mel e adorou a


ideia! Partiu para o supermercado, comprou os ingre-
dientes e colocou a mão na massa. Quando os pães de
mel ficaram prontos, ela tirou uma foto e enviou para sua
irmã Sofia, que, na mesma hora, pediu explicações so-
bre a receita. No intuito de ajudar, Jurema começou a
digitar a receita em um aplicativo de celular. Como esta-
va muito atarefada, não concluiu o texto. Portanto, ajude
Jurema a completar o texto, para enviá-lo a Sofia. Ob-
serve o estilo de linguagem que Jurema utilizou.

Sofia, eu separei os seguintes ingredientes: __________________________________________


____________________

Depois, coloquei em uma vasilha todos os ingredientes secos peneirados. Acrescentei o


mel e o leite morno. _______________________________________________________________
_____________

5. Quais foram as alterações de linguagem feitas na atividade 4, em comparação à receita lida


anteriormente? Analise e comente.

ATIVIDADE 3 – SUA VOZ TEM VEZ!

Para concluir essa atividade, produza, em duplas ou em grupos, um anúncio publicitário,


afim de divulgar um produto feito com mel, de acordo com o que você pesquisou na Atividade
1, questão 10. Considere que o anúncio poderá circular em uma página da internet, em rádio, TV
ou em mídia impressa. Portanto, retome o estudo desenvolvido na Situação de Aprendizagem 2
e amplie as possibilidades de elaboração do anúncio. Não se esqueça de adequar a linguagem
ao gênero proposto. Vocês podem utilizar diferentes recursos midiáticos verbais e não verbais.
LÍNGUA PORTUGUESA 171

Após a conclusão da atividade, sugira à turma a divulgação das produções.


Avalie os resultados, com base nos seguintes indicadores:

Aspectos de linguagem Satisfatório Precisa melhorar

Produto divulgado e objetivos do anúncio.

Adequação de linguagem ao público-alvo.

Identificação e características do produto.

Utilização e articulação de recursos verbais e não


verbais.

Estratégias de persuasão.

Uso intencional de recursos expressivos.

Slogan (concisão, musicalidade, efeitos persuasivos)


172 CADERNO DO ALUNO

LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA

STUDENT’S LEARNING GUIDE – 2020


By the end of the lesson(s), you will be better able to:

Culture/Content/Cognition (Learning Outcomes)


• Identify members of a family.
• Recognize pets considered members of a family.
• Relate information about the same topic.
• Indicate members of your family and their relationship.
• Produce oral conversation using sentence frames.
• Compile statistical data.
• Describe, classify, and compare animal & habitat characteristics within sentence frames
orally and in writing;
• Produce words and simple sentences related to animals and habitats in a presentation
orally and in writing;
Communication
Language of learning: Language for Learning: Language through
(Key Vocabulary) (Functions & Structures) Learning
• Family members: father, • _____ is my _____ (Incidental & Revisited
brother, sister, grandmother, (Recycled) Language
• _____ are my _____
grandfather, cousin During the Lesson)
• How many____ do you
• Family/family tree • dad
have?
• Animals: birds, reptiles, • mom
• I have a _____
mammals, wild animal, pet • grandma
• He/She has a _____
• Habitats: jungle, forest, • grandpa
savannah, ocean • Bears _____ • house
• Bird, bear, dog, cat, fish, • _____ have _____ • stepmom
ostrich, bat, lion, mouse, snake, • _____ eat _____ • stepdad
frog, parrot, penguin • _____ go _____ in _____ • aunt
• Food: fish, fruit, meat • The _____ have feathers • uncle
• Coverings: fur, scale, feather and the _____ has _____ • nephew
• Rescue • The_____don’t have_____ • niece
• Names of animals from English • Food: nuts, seed,
• _____ make good pets.
speaking countries: South seaweed, riverweed
Africa, Canada, Australia, Alaska • _____ don’t make good
pets
LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA 173

Instruments for Assessment


(how you will measure if outcomes met)
• If you successfully identify who the members of the family are.
• If you successfully relate information presented in texts about the same topic.
• If you successfully represent visual data.
• If you successfully produce oral conversations based on a simple framework as model.
• If you successfully complete your journal.
• If you successfully complete your chart (Activity 15b).
• If you successfully talk with your partner using the discussion cards about animal
characteristics.
• If you successfully build organizers about people and animals.
• If you successfully make the diorama.
Adapted from a Lesson Plan Template from Arizona State University (2019)

ACTIVITY 1

a) Read the texts.

In 1993 UNESCO declared May 15th as the International Day of Families. [...] “the
United Nations still recognizes the family as the basic unit of society.”
With the purpose of examining the role of families in the modern world and pro-
moting more peaceful and inclusive societies. In 2018, The UN’s theme for this special
day was “Families and Inclusive Societies”.

We celebrate Family Day on December 8 in Brazil. The day is a moment to hon-


or and remember the importance of the family (institution). The family helps in the
education, culture, moral and ethic formation of a person. Family is not just a mother,
father, brother, or sister, but also all those who love, care and protect.

b) Now, write on your notebook:

1) What are the texts about?


2) When is Family Day celebrated in Brazil?
3) In the text, circle the words that are similar in form to Portuguese.
4) Now, using a dictionary, search the words you circled in the last activity and see if its
meaning is the same as in Portuguese.
174 CADERNO DO ALUNO

ACTIVITY 2

a) Listen to your teacher’s reading of the text below. Complete the gaps with the words from
the box.

name big family sisters brother

Jack: Hey, Beth.


Do you have a big or small __________?
Beth: I have a big family.
Jack: How many brothers and ___________ do you have?
Beth: I have one brother and two sisters.
And you, how many brothers and sisters do you have?
Jack: I don’t have sisters. I have one ___________, one dog and two cats.
I have a __________ family too.
Beth: Oh, I have pets too!
I have a bird. Her _____________ is Tina.

b) Now, it is your turn! In groups, talk about your family with your colleagues following the
model:

I have one sister. I have one dog.


I have two sisters. I have one bird.
Student A: I don’t have sisters. Student A: I have two cats.
How many brothers I have one brother Do you have any I have two dogs
and one sister. and one cat.
do you have? pets?

Student B: Student B:
I have one brother. I have one bird.
I don’t have I don’t have
any brothers. any pets.
LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA 175

ACTIVITY 3

a) In the following picture you can see the board Cecília made with pictures of her family. Talk
about the pictures with your classmates.

Images from: https://pixabay.com/pt/

b) Now, write on your notebook:

1) How many brothers and sisters does she have?


2) In this picture, you can see she chose pictures of people and animals. Which animals
does she have?
3) How many animals does she have on her board?
4) Why did she put her animal pictures on the board?

ACTIVITY 4

a) Observe the way someone represents his/her family:

Tina Cecília Jéssica


Cat Me Sister

Roberto Marta
Father Mother

Arnaldo Fátima Gregório Rosa


Grandfather Grandmother Grandfather Grandmother
176 CADERNO DO ALUNO

b) Is this way of showing our family different from the one in the previous exercise? Why?
c) What kind of information do you find in this family tree?
d) How many brothers/sisters does Cecília have?
e) Which pets does Cecília have?

ACTIVITY 5

a) Build your own family tree using the model in activity 4. You can also write down pets if you
have any.
b) In small groups, ask the following question to your friends and put an “X” on the chart
based on your friends’ answers.

Question: Who lives with you?


Answer: I live with my Mother, father, brother and grandmother.

Friend´s name Mother Father Brother Sister Grandma Grampa

c) In small groups, ask a friend if he/she has pets and complete the table.
Question: Do you have any pets?
Answer: Yes, I do. I have two dogs
No, I don’t.
Question: What are their names?

Pets
Friend’s name Number of pets Species Name(s) of the pet(s)
yes/no

d) Make a chart showing the number of pets from the last activity. Which pet is more common?
Example:
LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA 177

PETS
6

5
5
Cats
4
Dogs
3
3 Birds

2
2 Others

1
1

ACTIVITY 6
a) Read the following text.

Image from: https://pixabay.com/pt/

I am Pedro.
I want to introduce my family to you.
Carlos is my father.
Catarina is my mother.
Carlos and Catarina are my parents.
Sara is my sister and Bruno is my little brother.
My family is very happy.

b) In your notebook, write a text about your family. You can follow Pedro´s example.
c) Now, introduce your family to your friends using your notes.
178 CADERNO DO ALUNO

ACTIVITY 7

a) Match the name of each animal to its picture.

BAT

COW

ELEPHANT

BEAR

SNAKE

FISH

LION

PARROT

MOUSE

FROG

Images from: https://pixabay.com/pt/

ACTIVITY 8

a) In pairs, write simple sentences, by following the model:


(Write 10 examples).
Example:
Parrots fly.
Fish swim.

b) Student A writes the first 5 sentences.


c) Student B writes the second 5 sentences.
d) Then cut the words and add them to a bag.
e) Finally, sort and recreate the sentences with the correct matches.
LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA 179

ACTIVITY 9

a) Complete the chart matching the animal to its type of covering.

( ) Snake ( ) Giraffe

( ) Macaw ( ) Polar bear

A – FUR
( ) Tiger ( ) Ostrich B – SCALES
C – FEATHERS

( ) Fish ( ) Lizard

( ) Owl ( ) Zebra

Images from: https://pixabay.com/pt/

b) Now, write in your notebook the characteristic of each animal in the chart. Follow the exam-
ple:
Lizards have scales.
Parrots have feathers.

c) Research, draw and write where each animal lives. Look at the model.

Giraffes live in savannahs.


Image from: https://pixabay.com/pt/
180 CADERNO DO ALUNO

ACTIVITY 10

a) Now, in pairs, make a chart like the example.

Animal Movement Food Covering Habitat Sentences


(fly, swim, jump, (Meat, fruit, (Fur, scales, (Jungle, forest,
Slither) seeds) feathers) savannah)

Drawning How do these What do What covers Where do


animals move? animals eat? the animal’s animals live?
bodies?
Parrots fly fruit feathers jungle Parrots fly and eat fruit.
Parrots have feathers.
Parrots live in the jungle.

b) Now, use the information in the chart to make sentences in your Parrots fly and eat fruit.
notebook. Follow the example: Parrots have feathers.
Parrots live in the jungle.

ACTIVITY 11

a) In pairs, talk with your partner using the discussion cards about animal characteristics.

Student A:
Student A:
What animals can fly?
Where do lions live?
What animals can swim?

Student B: Student B:
Lions live in savannahs. Birds can fly.
Sharks can swim.
LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA 181

Student A: Student A:
What animals have fur?
What is your favorite
What animals have animal?
scales?

Student B: Student B:
Lions have fur. My favorite animal is
Cows have fur. the tiger.

b) Read the text.

Images from: https://pixabay.com/pt/

Habitats
A habitat is the place where an animal or plant usually lives. The two main habitats are ter-
restrial (on land) and aquatic (in water). Terrestrial habitats are tropical forests, deserts and moun-
tains. Aquatic habitats can be rivers, lakes, oceans, and seas. Some plants and animals, like fish,
live only in the water. Others, like lions, live only on land.
Many animals that live in cold habitats have long, thick fur.

c) White on your notebook. What is the text about?


d) Complete the visual organizer with the types of habitat according to the text:

HABITAT

TERRESTRIAL AQUATIC
182 CADERNO DO ALUNO

ACTIVITY 12

a) Match each description to each image:

1. Some animals fly in the air. They have wings. Wings


let animals fly. Wings come in many shapes and sizes.
• Birds have feathers. Feathers help birds fly and keep
them warm and dry.

2. Aquatic animals are those who live in the water. Some


aquatic animals live in fresh water and others live in
• salt water. Both can breathe under the water. Some of
them have scales.

3. Animals in cold places have special body parts to stay


• warm. Penguins have special feathers that keep them
dry and warm. Bears have fur.

b) Complete the table with some characteristics of each kind of animal and its habitat.

Animals of the air Aquatic animals Animals in cold places


LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA 183

ACTIVITY 13

a) Take a look at the pictures. Which animals are these? What do they have in common? Name
them.

b) How do these animals move in the air?


c) What are the differences among them?
d) Which part of its body helps it to fly?

ACTIVITY 14

a) Guessing Game:

1. In groups. Write the name of an animal on a slip of paper, giving it one or two characteristics;
2. Put the papers in a bag, or box;
3. Each student will pick up a slip of paper and give it to their friends without looking;
4. The group will give tips to that student and he/she will try to guess the animal.

Use the key vocabulary to make sentences like the examples:


This animal is fast. It has scales and swims.
This animal lives in the water/ in the forest/in the savannah.
184 CADERNO DO ALUNO

ACTIVITY 15

a) Look at the picture, this is Mishka, it is someone’s pet, but it needs to be rescued.

Image from: https://pixabay.com/pt/

MISHKA (SIBERIAN/BENGAL)
“Initially, she was thought to be a male; her name was Gus and she was brought to us when
previous owners learned she was actually a female”

b) In pairs, research animals from other countries like South Africa, Alaska, Canada, Australia.
After that, fill in the chart considering the animal and country.

Country Pet Not Pet Temperament Size Food Habitat


Russia ----------- Siberian Tiger Fierce Male: 3.5 meters Carnivore: Coniferous
Lonely long, 1.2 meters antelopes, forests like
high and 300 elk, wild boar, the taigas
pounds reindeer and
deer., etc.
South Africa

Canada

Australia

Alaska
LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA 185

c) Discuss with your partner why some animals make better pets than others and write on your
notebook using “Make or don’t make”. For this discussion think about the following items:
temperament, size or needs of the animal, responsibilities for taking care of them, habitats
and food.
Example: Dogs make good pets because they are loyal.
Lions don’t make good pets because they are wild.

ACTIVITY 16

FINAL PRODUCT

a) Imagine you are a veterinarian and you are attending a conference for animal protection.
• Create a brochure, draw your animal, label the parts of the animal giving information
about it, its characteristics and habitat.
• Write simple sentences describing where the animal lives, what it eats and how it moves.
• Finally, prepare a Diorama, that is a very realistic three-dimensional artistic presentation.
Follow the instructions below. Then present to your friends and expose at your school.

DIORAMA:

4th Grade Science Fair Animal Dioramas CA Frost Elementary School March 22, 2016 17. By Steven Depolo. In:
https://www.flickr.com/photos/stevendepolo/26670260972

Instructions to prepare a Diorama:

1. Choose an animal;
2. Make a model in clay;
3. In a shoe box, create its habitat;
4. Present it and say what the animal needs to in order to survive.
186 CADERNO DO ALUNO

EDUCAÇÃO FÍSICA

Caro estudante, ao longo dos Anos Iniciais (1o a 5o ano) você experimentou inúmeras for-
mas de brincar, correr, saltar, arremessar, jogar, lutar etc., permitindo assim vivenciar muitas pos-
sibilidades de movimentação. Mais do que vivenciá-los, foram propostos momentos em que
você refletisse sobre suas características e como elas se manifestam no dia a dia.
Neste bimestre vamos abordar a Unidade Temática dos Esportes. Isso significa que iremos
experimentar o esporte de invasão handebol, o esporte de marca atletismo e sua versão para-
límpica. Precisamos ter em vista certos objetivos dentro dessas vivências como: experimentar e
fruir esportes de marca e invasão valorizando o trabalho coletivo e o protagonismo, praticar um
ou mais esportes de marca e invasão oferecido pela escola, usando habilidades técnico-táticas
básicas e respeitando as regras, planejar e utilizar estratégias para solucionar os desafios técni-
cos e táticos, tanto nos esportes de marca, e invasão, como nas modalidades esportivas escolhi-
das para praticar.
Estudante, é importante que você participe e realize todas as atividades propostas por seu
(sua) professor (a), pois só com sua participação ativa, você poderá aprender.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1 – HANDEBOL E SUAS


CARACTERÍSTICAS

ATIVIDADE 1 – HANDEBOL, QUE MODALIDADE É ESSA?

Nesta situação de aprendizagem você será apresentado ao handebol, descobrirá como ele
foi criado e entenderá por que essa modalidade tem uma grande aceitação no ambiente escolar.
Para iniciar nossas descobertas, faça uma reflexão das questões abaixo:

Você já jogou handebol? Conhece alguém que joga?


Já assistiu a uma partida de handebol? Quais regras você conhece?

Vamos experimentar agora esse esporte?


Sim!
EDUCAÇÃO FÍSICA 187

ATIVIDADE 2 – VAMOS CONHECER MAIS?


Agora, que tal pesquisar sobre a modalidade? Individualmente, procure levantar o maior
número de informações possíveis sobre o handebol:
Pesquise sobre:

1 – O handebol no mundo e no Brasil.


2 – Regras.
3 – Principais títulos das Seleções Masculina e Feminina Brasileiras.

Realize a pesquisa e leve-a para a próxima aula, pois as informações coletadas serão neces-
sárias para as próximas atividades.

ATIVIDADE 3 – COMO SURGIU O HANDEBOL

Seu(sua) professor(a) organizará vocês em grupos para que compartilhem o que descobri-
ram sobre o handebol. Participe ativamente das discussões e, ao final, elabore um texto com seu
grupo para que seja compartilhado com a turma.

Para finalizar, leia o texto abaixo:

O HANDEBOL

Criado pelo alemão KARLS SCHELENZ em meados de 1919, tornou-se uma modalidade
esportiva oficial em 1920 e em 1936 foi incluído pelo Comitê Olímpico Internacional na Olimpí-
ada de 1938.
O handebol chegou ao Brasil em meados de 1930, sendo difundido na cidade de São Pau-
lo por imigrantes alemães. Em 1940, com a criação da Federação Paulista de Handebol, o espor-
te começou a ganhar muitos praticantes e grande aceitação nas escolas.
Dentre suas características principais destacam-se os aspectos técnicos e táticos das situa-
ções de ataque e defesa, individuais e coletivas, além de não necessitar de implementos muito
elaborados, apenas uma área livre (quadra), bola e traves/balizas.
Jogado com sete jogadores de cada lado, onde a circulação da bola é feita com o uso das
mãos, como o próprio nome diz (hand = mão / ball = bola), trata-se de uma modalidade extre-
mamente dinâmica e desafiadora; seu objetivo principal é de acumular o maior número possível
de gols. Tem como princípios de:
ATAQUE: posse de bola, progressão da equipe e bola em direção ao alvo, finalização ao
alvo.
DEFESA: recuperação da posse de bola, contenção da bola, proteção do alvo.
Embora amplamente difundido em escolas e clubes, o handebol quase não aparece na
188 CADERNO DO ALUNO

televisão e em outras mídias. Recentemente bons resultados das seleções brasileiras de hande-
bol masculino e feminino têm favorecido a aceitação e a admiração da modalidade pela popu-
lação brasileira.
Texto: SANTOS; PAZIAN, 2019

ATIVIDADE 4 – RECONHECENDO A QUADRA

Vamos descobrir como é a quadra de handebol? Ao final das atividades propostas por seu
professor, desenhe a quadra de handebol em seu caderno, como no exemplo abaixo:

Quadra da escola e marcações

Quadra oficial e marcações

Agora observe as imagens do trabalho anterior (quadra da escola e quadra oficial) e respon-
da às questões abaixo em seu caderno:

a) Qual é a dimensão da quadra oficial? (comprimento/largura)

b) Qual é a diferença do comprimento e da largura da quadra da escola e da quadra ofi-


cial?

c) A linha com formato de semicírculo tracejada está a quantos metros da baliza na quadra
da escola?
EDUCAÇÃO FÍSICA 189

ATIVIDADE 5 – PRINCIPAIS REGRAS


Agora é o momento de refletir sobre as principais regras e condutas no jogo de handebol.
Lembre-se de que, seguindo as regras, trabalhando em equipe e respeitando a arbitra-
gem, praticar esporte fica ainda mais legal.
Em seu caderno, responda às questões abaixo:

1. Durante a partida, um jogador comete uma ação agressiva contra o rosto do adversário e
acaba sendo desqualificado. Essa ação de desqualificação é correta?

2. Durante a troca de bola, o jogador agarra um adversário no corpo ou pelo uniforme e,


mesmo permanecendo livre para continuar o jogo, a ação é considerada uma conduta an-
tidesportiva. É correta essa interpretação da arbitragem?

3. Durante a partida é marcado um tiro de 7 metros. Sendo assim, onde devem ficar os joga-
dores de defesa? No centro da quadra, nas laterais, ou deverão estar fora da linha dos 9
metros?

4. Todos da sua equipe participaram efetivamente do jogo? Se não, o que poderá ser feito
para que todos participem?

Em seu caderno, copie os quadros e relacione a coluna A à coluna B:


COLUNA A COLUNA B
Todos os jogadores com exceção do goleiro de uma equipe
1. Goleiro devem vestir uniformes idênticos.
Pode tocar a bola com qualquer parte do corpo, sempre
2. Vestimenta que estiver numa tentativa de defesa, dentro de sua área de
gol.

3. No manejo de bola não é Composta de dois árbitros, um cronometrista e um


permitido secretário (súmula).
Lançar, agarrar, parar, empurrar ou golpear a bola usando as
4. No manejo de bola é
mãos (abertas ou fechadas), braços, cabeça, tronco, coxas e
permitido
joelhos.
5. Equipe de arbitragem Tocar a bola com o pé ou a perna abaixo do joelho.

ATIVIDADE 6 – GESTOS DE ARBITRAGEM


Agora, realize uma pesquisa sobre os principais gestos utilizados pelos(as) árbitros(as). Para
ilustrar, faça um desenho, uma fotografia, cole uma imagem ou utilize outra estratégia para re-
presentar o gesto utilizado. Você poderá realizar essa atividade no caderno, cartolina ou folha de
sulfite, como segue o exemplo a seguir:
190 CADERNO DO ALUNO

Veja o modelo abaixo:

(Exemplo) GOL FALTA DE ATAQUE TIRO LATERAL

SEGURAR OU EMPURRAR GOLPEAR TIRO DE META

ATIVIDADE 7 – SISTEMAS TÁTICOS – ATAQUE/DEFESA


Assim como em outras modalidades esportivas, o handebol possui sistemas táticos de ata-
que e defesa, que visam possibilitar diferentes estratégias de jogo em busca da vitória. Lem-
brem a maneira como você e seus colegas se organizaram na quadra para atacar ou defender.
Dentre as organizações mais conhecidas do handebol estão: 5x1, 6x0, 3x3 e 4x2, que po-
dem ser usados em situações de ataque e defesa. Vale ressaltar que a dinâmica do jogo está
diretamente relacionada com os tipos de esquemas utilizados, e cabe ao professor/treinador e
estudantes/atletas, durante as partidas, definir a melhor formação para ataque e defesa.
Observe as imagens abaixo, lembre-se das vivências realizadas, reflita e indique correta-
mente os esquemas táticos ilustrados em seu caderno associando a letra correspondente aos
desenhos abaixo ao tipo de sistema tático. Não se esqueça de anotar se está na situação ofen-
siva ou defensiva.
Ofensivos:

(Imagem: Esquemas táticos ofensivos do handebol – SANTOS; PAZIAN, 2019.)

a) _____________________ b) _____________________ c) _____________________ 


EDUCAÇÃO FÍSICA 191

Defensivos:

(Imagem: Esquemas táticos defensivos do handebol – SANTOS; PAZIAN, 2019.)

a) _____________________ b) _____________________ c) _____________________ 

ATIVIDADE 8 – REPENSANDO O HANDEBOL

Você vivenciou várias atividades de handebol. Relembre as experiências e elenque suas


principais dificuldades ao aprender mais sobre essa modalidade. Busque uma solução para cada
dificuldade que você encontrou. Anote no seu caderno as dificuldades e as soluções que criou:

ATIVIDADE 9 – O TIME É MEU. E AGORA?

Depois de experimentar o handebol, pesquisar sobre suas regras e vivenciar alguns esque-
mas táticos, chegou a hora de testar seus conhecimentos. Pensando como treinador(a) do time
de handebol da sua turma, faça duas escalações/formações diferentes das ilustradas na ativida-
de 7 para resolver as situações-problema apontadas a seguir. Lembre-se de utilizar tudo que
você já aprendeu e pesquisou.
Utilize o modelo do quadro abaixo e desenho-o no seu caderno. Não esqueça de explicar
a formação estratégica e de desenhar os jogadores em suas posições.
192 CADERNO DO ALUNO

a) Seu time está vencendo de 25 x 24 e visando não tomar gols no último minuto de jogo.
Faça uma formação de DEFESA para garantir a vitória, lembrando que a principal fun-
ção da defesa é evitar o arremesso do adversário e recuperar a posse de bola.
b) Faltam dois minutos para encerrar a partida e seu time está perdendo de 20 x 19. Faça
uma formação de ATAQUE para virar o jogo e garantir a vitória, lembrando que, além
de fazer os gols, seu time não pode descuidar e tomar gols do time adversário.

ATIVIDADE 10 – ORGANIZANDO IDEIAS

Escreva no seu caderno as principais características do handebol que o classifica como


esporte de invasão.

ATIVIDADE 11 – PARA FINALIZAR

Agora, que tal colocar todos os seus conhecimentos em prática? Sugere-se que vocês rea-
lizem uma competição na turma e/ou com outras turmas, podendo ser organizado um pequeno
festival da modalidade. Vocês podem pesquisar também algumas variações do handebol, como
o handbeach (handebol de areia), handebol em cadeiras de rodas, com sete e quatro jogadores
etc. Será divertido e desafiador jogar a modalidade com diferentes abordagens. Converse com
seus colegas e com o(a) professor(a).

Curiosidade:
Provavelmente você já deve ter observado ou visto em fotos que a trave/baliza no handebol é quadrada.
Saberia dizer o motivo? Tem alguma sugestão de como realizar o jogo sem este equipamento? Será
que é proibido usar a trave cilíndrica?
Converse com seu(sua) professor(a) e colegas sobre o assunto e sobre como isso pode influenciar o
jogo. Se sobrar tempo, que tal construir um cartaz com essas informações e colocar no mural da escola?
É provável que muitos alunos desconheçam essa particularidade do handebol.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2 – O UNIVERSO DO


ATLETISMO

Você sabia que o atletismo é a prática esportiva mais antiga já praticada pelo ser humano?
Para sobreviver na Pré-história, o homem já praticava diversos movimentos como correr, saltar,
lançar e arremessar. Podemos destacar que foi por meio dessas possibilidades de se movimen-
tar que o ser humano desenvolveu várias habilidades no decorrer da História.
Neste caderno, você terá a oportunidade de conhecer, experimentar e vivenciar diferentes
atividades e provas do atletismo. Vamos começar? Será que você conhece algumas dessas pro-
EDUCAÇÃO FÍSICA 193

vas? Já realizou alguma prova de corrida, salto ou arremesso? Já assistiu a uma competição? Em
caso positivo, guarde suas ideias para realizar as atividades abaixo!

O atletismo é um Esporte de Marca, ou seja, faz parte do grupo de modalidades que se caracterizam
por comparar os resultados registrados em segundos, metros ou quilos (exemplos: patinação de
velocidade, todas as provas do atletismo, remo, ciclismo, levantamento de peso, entre outros).

ATIVIDADE 1 – O QUE VOCÊ CONHECE DO ATLETISMO


Correr, arremessar, lançar e saltar faz parte da infância e do cotidiano do ser humano. Ago-
ra que você já sabe que a modalidade “atletismo” faz parte dos Esportes de Marca, em seu ca-
derno, redija um curto texto sobre o que você sabe desse assunto. A fim de auxiliá-los nessa
questão, propomos abaixo algumas perguntas para nortear sua escrita. Caso você não tenha
tanto conhecimento sobre esse esporte, use sua criatividade para elaborar este fragmento.

Para começar, que tal conversar mais um pouco sobre o que você sabe sobre o atletismo?

• Você já praticou alguma prova de atletismo? Onde?


• Você já assistiu alguma competição de atletismo?
• Onde podemos praticar provas de atletismo?
• Você pode explicar por que o atletismo é conhecido como esporte base?
• Você sabe dizer quais são as provas realizadas no atletismo? Como elas são divididas?
• Você poderia explicar quais são os benefícios que podemos obter praticando a corrida?

Após esta atividade, compartilhe sua produção com seus colegas e com o(a) professor(a).

ATIVIDADE 2 – VAMOS PESQUISAR?

Após participar das atividades práticas das corridas, procure em revistas, jornais e ou na
internet imagens e/ou textos curtos sobre:

A importância das corridas no cotidiano;

Os benefícios da atividade de corrida para o bem estar;

Provas de Salto e de Corridas do Atletismo;

Atletas brasileiros e internacionais do Atletismo (saltos e corridas).

Compartilhe com seus colegas os materiais encontrados na pesquisa.


194 CADERNO DO ALUNO

ATIVIDADE 3 – CONHECENDO A HISTÓRIA DO ATLETISMO

Vamos conhecer um pouco da história do atletismo. Para isso, leia o texto abaixo:
HISTÓRIA DO ATLETISMO
O atletismo é uma das práticas esportivas mais antigas do mundo, pois sua prática corres-
ponde às habilidades básicas, ou seja, movimentos naturais do homem, que eram desenvolvidas
para sua sobrevivência, como: correr, saltar, arremessar e lançar. No entanto, sua primeira prática
reconhecida como atividade física surge na Grécia antiga, durante os jogos Olímpicos por volta
do ano de 776 a.C. Assim, o atletismo se define como um conjunto de atividades físicas, relacio-
nadas à resistência física do homem.
Apesar disso, no Brasil, o atletismo tem sua primeira aparição durante o ano de 1910, tendo
a primeira prova de competição oficial apenas no ano de 1914, realizada no Clube Espéria, na
cidade de São Paulo. A prova teve competições em 12 eventos e a cidade de São Paulo ficou
conhecida como a primeira a realizar competições de atletismo no país.
Em 1921, o Clube Atlético Paulistano inaugurou o primeiro estádio para a prática do atle-
tismo no Brasil. No entanto, apenas em 1977 foi criada a Confederação Brasileira do Atletismo,
órgão que regula as normas ligadas à prática desse esporte em provas oficiais e competições.
Atualmente, o atletismo é desenvolvido com provas de corridas, saltos, arremesso e lança-
mentos em diferentes ambientes, tais como campo e pista.
Dias; Pazian; Santos, 2019.
Ao final da leitura, anote as informações mais importantes contidas no texto.

ATIVIDADE 4 – CORRER, SALTAR... COMO?

Em grupo, compartilhe a sua pesquisa com seus colegas, fale sobre os principais benefícios
da corrida, sobre as provas de corrida e saltos e sobre os atletas brasileiros deste esporte. Conte
suas descobertas e ouça as de seus colegas, para verificarem o que descobriram em comum.

ATIVIDADE 5 – VAMOS CORRER E SALTAR? VOCÊ ESTÁ PREPARADO?


Vamos experimentar algumas atividades que envolvem as corridas e saltos do atletismo?
Para isso, seu(sua) professor(a) irá orientá-los durante os procedimentos para a realização das
atividades. Você experimentará as seguintes atividades abaixo:

Corrida de resistência de
Corrida com obstáculos Saltos em distância
5 minutos

Após experimentar algumas atividades de corrida e salto, descreva no seu caderno algu-
mas dificuldades que encontrou para realizar as atividades. Para cada dificuldade levantada,
proponha uma nova atividade, outra maneira de fazer ou a utilização de outros materiais para
auxiliar na sua aprendizagem.
EDUCAÇÃO FÍSICA 195

ATIVIDADE 6 – PROVAS DE CAMPO: O QUE PODE SER LANÇADO E O


QUE PODE SER ARREMESSADO?

As provas de campo são disputadas na parte da pista de atletismo em que existe um campo reservado
para os saltos, lançamentos e arremessos.
O disco, o dardo e o martelo são os implementos utilizados em competições de lançamento. Já o peso
é o único implemento que é utilizado em competições de arremesso. Nas competições, o objetivo dos
atletas é lançar ou arremessar os implementos o mais longe possível, dentro do espaço delimitado, na
tentativa de superar os demais competidores.

Agora, com a ajuda do seu(sua) professor(a), pesquise as principais regras utilizadas em


cada prova de campo e anote no seu caderno, como no exemplo abaixo:

Peso
Disco
Dardo
Martelo

O resultado do trabalho deverá ser apresentado aos colegas. Para isso, você pode utilizar
imagens, vídeos, filmes, fotos, reportagens e até mesmo desenhar um esquema que represente
sua pesquisa.

ATIVIDADE 7 – VAMOS CRIAR?

Vamos construir alguns implementos? Com seu(sua) professor(a), pense em como utilizar
materiais alternativos para essa produção. Pesquise em sites e tutoriais.

Como fazer um implemento adaptado: Barreiras:


https://www.youtube.com/watch?v=ZOk3S_EsoeU [4’24”]
Como fazer um implemento adaptado: Peso:
https://www.youtube.com/watch?v=o7KuUJsu1a4 [4’31”]
Como fazer um implemento adaptado: Disco: Para saber mais,
https://www.youtube.com/watch?v=GFUvk5_xyLw [3’31”] acesse os links
Como fazer um implemento adaptado: Martelo: abaixo para auxiliá-
https://www.youtube.com/watch?v=gCVkpsnphMA [5’40 los na construção
“] dos implementos.
Como fazer um implemento adaptado: Dardo:
https://www.youtube.com/watch?v=nRvCSN7VHfI [2”53”]
196 CADERNO DO ALUNO

Com a ajuda do seu(sua) professor(a), separe a turma em grupos e faça a produção. Você
deverá registrar o passo a passo da sua produção e os materiais utilizados seguindo o exemplo
abaixo, anote o passo a passo no seu caderno. Se possível, faça também registros fotográficos
de suas produções. Você está preparado? Vamos começar!

Implemento Material alternativo


Peso
Disco
Dardo
Martelo

Após as produções, converse com seu(sua) professor(a) para experimentar todos os mate-
riais construídos. Verifique quais foram os procedimentos de produção mais adequados e quais
ajustes podem ser feitos para aprimorá-los.

ATIVIDADE 8 – TESTANDO E EXPERIMENTANDO!

Após as experimentações, agora é o momento de vocês analisarem os espaços da escola


para realizar as provas de atletismo. Mas, antes, vamos conhecer o local onde ocorrem as provas
do atletismo:

Imagem: Pista de Atletismo. PAZIAN; SANTOS, 2019.

Observando a imagem, visualize na sua escola quais são os melhores espaços para realizar cada
prova e anote no seu caderno. Lembre-se de pensar na sua segurança e na de seus colegas.
EDUCAÇÃO FÍSICA 197

ATIVIDADE 9 – POR QUE ESPORTE DE MARCA?

Você experimentou diferentes atividades que envolviam as provas de atletismos. Relembre


as características de cada uma e explique por que o atletismo é classificado como um esporte
de marca. Em seu caderno, elabore um texto com as principais características das provas de
atletismo, relacionando-as aos esportes de marca.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3 – SERÁ QUE TODAS AS


PESSOAS PODEM CORRER, SALTAR, ARREMESSAR E LANÇAR?
Você já vivenciou o atletismo. Que tal agora experimentar, vivenciar e criar novas possibilidades?
Vamos juntos descobrir como praticar o atletismo de maneira adaptada? Vale lembrar que,
quando falamos de esporte paralímpico, o Brasil tem se mostrado um supercampeão, conquis-
tando 308 medalhas, dentre elas 124 de ouro, no último Parapan-Americano, em Lima, em 2019.
Especificamente no atletismo, o Brasil conquistou 82 medalhas, dentre elas 33 de ouro, 26 de
prata e 23 de bronze. Estudante, é muito importante que durante as atividades propostas pelo
seu professor e por esse caderno, você consiga vivenciar um ou mais esportes paralímpicos,
respeitando as diferenças individuais e valorizando a importância dessa prática.
O Atletismo Paralímpico é praticado por atletas com deficiência física, visual e/ou intelec-
tual. Há provas de corrida, saltos, lançamentos e arremessos, tanto no feminino quanto no mas-
culino. Os competidores são divididos em grupos de acordo com o grau de deficiência consta-
tado pela classificação funcional. Nas corridas, os atletas com grau maior de deficiência visual
podem ser acompanhados por guias, ligados a eles por uma corda. Já entre as pessoas com
deficiência física, há corridas com o uso de próteses ou em cadeiras de rodas. No Brasil, a mo-
dalidade é administrada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Figura 1 – Educação Escolar Inclusiva

Fonte: EE Miguel Pires Godinho. Município Piedade/SP.


198 CADERNO DO ALUNO

ATIVIDADE 1 – VAMOS TESTAR SEUS CONHECIMENTOS

Discuta com seus colegas as questões abaixo:


Você já conhecia o Atletismo Paralímpico? Assistiu alguma competição?
Na sua escola ou comunidade você conhece alguém que tenha algum tipo de deficiência?
Se sim, qual?
Como os estudantes com deficiência podem ser incluídos nas aulas de Educação Física?
Para saber mais e facilitar seu estudo sobre o Atletismo Paralímpico, converse com seu(sua)
professor(a), pesquise o tema em sites ou converse com algum praticante.
Utilize vídeos do Comitê Paralímpico Brasileiro e outras fontes para auxiliar sua pesquisa.
Não se esqueça de registrar sua pesquisa no caderno e socializar com seus colegas.

ATIVIDADE 2 – AMPLIANDO NOSSO CONHECIMENTO – O GUIA E O


ATLETA COM DEFICIÊNCIA VISUAL

Você sabia...
... que o atleta-guia tem uma relação muito importante com o atleta que possui
uma deficiência visual? Pois bem, o atleta-guia tem a finalidade de ser os olhos
desses atletas durante as provas. O procedimento mais
usado é a corda guia que liga ambos pelas mãos, bra-
ços ou, em casos especiais, pela cintura. O guia deve
apenas orientar a direção da corrida do atleta, não po- Atenção para a sua
dendo empurrar e puxar. segurança!

Vamos experimentar a corrida com guia?

Após a vivência desta atividade, reflita com seus colegas sobre as questões a seguir, ano-
tando as respostas no caderno.
Em qual momento você sentiu mais dificuldade em realizar esta atividade? Explique.
Como foi a participação da sua turma? Houve colaboração?
Você sentiu que houve curiosidade para aprender?
Todos os alunos se respeitaram durante o percurso da atividade?
Você sentiu confiança no seu guia?
Você acredita que seu guia respeitou suas limitações?
Houve respeito e tolerância entre os colegas? Em caso negativo, justifique.
EDUCAÇÃO FÍSICA 199

ATIVIDADE 3 – FESTIVAL DE ATLETISMO

Depois de estudar bastante sobre as provas de Pista e Campo do Atletismo Convencional


e Paralímpico, ter experimentado atividades práticas e produzido materiais, que tal colocar no-
vos conhecimentos em ação?
Vamos simular uma competição oficial?
Com ajuda do professor(a) e envolvendo todos os colegas de classe, planeje uma compe-
tição que envolva as provas de Campo e Pista do Atletismo, incluindo o Paralímpico. Lembre-se
de que, para a competição ser um sucesso, todos precisam se envolver. Diferentes papéis deve-
rão ser determinados, e este também será o momento de incluir a todos. Por exemplo, se um
colega não gosta de saltar ou correr, ele poderá ser responsável por marcar o tempo das provas,
ou produzir um cartaz de divulgação do evento.
Converse com seu (sua) professor(a) sobre a melhor maneira para realizar essa competição.
Caso sua cidade tenha pista oficial de atletismo, vocês podem tentar realizar o evento nesse
local ou adaptar a escola para atendê-lo. Quanto às atividades, seu grupo terá que elaborar pelo
menos duas.
Retome as propostas que vocês fizeram para as dificuldades que encontraram na realiza-
ção das atividades de salto e corridas do Objeto de Conhecimento Atletismo. Utilize essas pro-
postas para elaborar as atividades – crie pelo menos duas. Utilize os locais que vocês investiga-
ram na escola para a realização das provas. Faça a atividade no caderno de acordo com o quadro
abaixo:

Prova de Local onde Sugestões do grupo Atividade 1:


atletismo: acontecerá: de acordo com as
propostas da Atividade
5.

Atividade 2:

ATIVIDADE 4 – AUTOAVALIAÇÃO

Após planejar e experimentar a Competição de Atletismo, faça no cardeno uma autoava-


liação de sua participação e envolvimento no evento e uma avaliação dos demais colegas de
turma e da organização, conforme modelo a seguir:
200 CADERNO DO ALUNO

Precisa
Nº Reflexão Ótimo Bom
melhorar
O que você achou do planejamento e da organização do
01
festival?
Como foi sua participação no planejamento e na organização
02
do festival?
Como foi a participação da sua turma nas provas?
03

As regras das atividades foram cumpridas?


04

Você observou se houve segurança na realização das provas?


05

Em sua opinião, as atividades propostas tiveram relação com as


06
provas do atletismo?
Na sua avaliação geral, o que você achou do festival?
07

A seguir, anote no caderno algumas sugestões para o próximo festival e discuta com seus
colegas, com o auxílio de seu(sua) professor(a), possíveis sugestões para ampliar seu conheci-
mento no próximo festival. Reflita se o evento proporcionou conscientização da comunidade
escolar referente à importância da prática de esportes paralímpicos na escola.

REFERÊNCIAS
ATLETISMO. Disponível em: <http://curriculomais.educacao.sp.gov.br/atletismo-2/>. Acesso em: 11
set. 2019.
Comitê Olímpico Brasileiro. Disponível em: <http://www.cpb.org.br/>. Acesso em: 30 jan. 2019.
Comitê Paralímpico Brasileiro. Disponível em: <http://www.cpb.org.br/>. Acesso em: 11 set. 2019.
Confederação Brasileira de Atletismo. Disponível em: <http://www.cbat.org.br/novo/>. Acesso em: 11
set. 2019.
Confederação Brasileira de Handebol. Disponível em: <https://cbhb.org.br/v1>. Acesso em: 11 set.
2019.
Federação Paulista de Atletismo. Disponível em: <http://www.atletismofpa.org.br/>. Acesso em: 11
set. 2019.
Federação Paulista de Handebol. Disponível em: <http://fphand.com.br/home/>. Acesso em: 11 set.
2019.
GUIA DE TRANSIÇÃO de Educação Física – Secretaria da Educação de São Paulo, 2019.
HISTÓRIA. Beach Handball. Disponível em: <https://beachhand.wordpress.com/home/historia/>.
Acesso em: 11 set. 2019.
KRAHENBÜHL, Tathy. HCR – Handebol em cadeira de rodas: uma apresentação da modalidade. Pedago-
gia do Handebol. Disponível em: <https://pedagogiadohandebol.com.br/2009/03/04/hcr-
-%E2%80%93-handebol-em-cadeira-de-rodas-uma-apresentacao-da-modalidade/>. Acesso
em: 11 set. 2019.
PROVAS de atletismo do Parapan de Lima 2019 chegam ao fim com 33 ouros brasileiros. Comitê Paralím-
EDUCAÇÃO FÍSICA 201

pico Brasileiro. Disponível em: <http://www.cpb.org.br/noticia/detalhe/2523/provas-de-atle-


tismo-do-parapan-de-lima-2019-chegam-ao-fim-com-33-ouros-brasileiros>. Acesso em: 11 set.
2019.
REGRAS DO ATLETISMO. Disponível em: <http://curriculomais.educacao.sp.gov.br/regras-do-jogo-
-atletismo-2/>. Acesso em: 11 set. 2019.
VÍDEO: Atletismo: Women’s 100m - T11 Final | Rio 2016 Paralympic Games. Disponível em: <https://www.
youtube.com/watch?v=lJJTntp3UZk>. Acesso em: 11 set. 2019.
202 CADERNO DO ALUNO
Matemática
204 CADERNO DO ALUNO

MATEMÁTICA
Prezado(a) Estudante,
É com muito prazer que estamos apresentando a você o material de apoio ao Currículo
Paulista de Matemática.
Esse material foi planejado e pensado para você! É isso mesmo, pensamos muito em você,
ao escrever cada linha deste material. Aliás pensamos em você e no seu professor, pois juntos
com certeza vocês poderão trilhar um longo caminho de sucesso. Entendemos que você é mui-
to capaz de aprender muitas coisas, em particular Matemática, não é mesmo?
Também sabemos que você está passando por uma fase importante, está crescendo, e
muitas perguntas e curiosidades estão permeando esse momento, e que futuramente terá uma
profissão ou seu próprio negócio. E tudo isso, de alguma forma, terá uma valiosa contribuição
da escola, e nós também estamos cuidando para que isso aconteça.
Esse material foi elaborado por professores que atuam no ensino da rede pública. Por esse
motivo, os textos e os encaminhamentos são dirigidos diretamente para que você atue e seja o
personagem principal do que idealizamos, sem a pretensão de que você resolva todos os desa-
fios aqui propostos, mas com a certeza de que seu empenho será um ponto fundamental para
sua vida; a persistência poderá lhe trazer muitas surpresas agradáveis.
O professor com certeza será muito importante e fundamental, pois ele conduzirá as aulas,
escolhendo as melhores e mais adequadas formas de desenvolver as atividades aqui propostas.
Assim, neste volume, você terá contato com seis Situações de Aprendizagem desenvolvi-
das por meio de atividades que serão conduzidas por seu professor, mas nas quais você atuará
de forma ativa e produtiva. A cada Situação de Aprendizagem, iniciaremos lhe contando o que
está previsto para sua aprendizagem; as atividades foram pensadas para que você seja ativo e
possa desenvolvê-las com foco e determinação. Deixamos também um ícone indicando ativida-
des para casa, para que você possa organizar seus estudos fora do ambiente escolar.
É importante dizer que o professor também poderá ampliar as oportunidades para o seu
desenvolvimento, apresentando outras propostas, pois este material não pretende esgotar
todas as possibilidades de ensino, mas sim contribuir para que você e todos os seus colegas de
fato possam fazer a diferença na sociedade, cuidando de si e contribuindo para a qualidade
daqueles que estão sempre perto de você.
Os autores
MATEMÁTICA 205

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1
Olá
Vamos conhecer um pouco das civilizações que contribuíram para a
organização dos sistemas de numeração, os símbolos que utilizavam e os
procedimentos para realizar os cálculos.
Bons estudos !

OS NÚMEROS E A HISTÓRIA

AS CIVILIZAÇÕES E OS SISTEMAS DE NUMERAÇÃO


As primeiras grandes civilizações se desenvolveram próximas às margens dos rios. Algumas
delas tinham conhecimento em Matemática e provavelmente muitas desenvolveram seus pró-
prios sistemas de numeração. As civilizações que mais contribuíram para o desenvolvimento da
Matemática foram: egípcia, babilônia, romana, chinesa, maia e hindu. Vamos tratar dessas civili-
zações e suas contribuições para o sistema de numeração.

Babilônica: entre
Romana: entre 3500 a.C. e 500 a.C.
500 a.C. e 500 d.C.
Chinesa: cerca
de 5000 a.C.
https://pixabay.com/pt/vectors/mapa-do-mundo-continentes-
%C3%A1frica-151576/.Adaptado. Acesso em 23.10.2019.

OCEANO
PACÍFICO

OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
OCEANO ÍNDICO
ATLÂNTICO

Hindu: a partir
Egípcia: entre 4500 a.C. de 2500 a.C.
Maia: cerca de e 300 a.C.
500 a.C.

Os sistemas variavam de civilização para civilização, apresentando diferenças em alguns


aspectos principais quanto à base e quanto à estrutura.
206 CADERNO DO ALUNO

ATIVIDADE 1 – SISTEMA DE NUMERAÇÃO EGÍPCIO

Historicamente, o rio Nilo teve uma grande influência na civilização egípcia, pois era uma
região rodeada de desertos, com clima quente e seco. A região próxima ao rio Nilo recebia água
do rio durante todo o ano, e no período de chuvas o rio transbordava, inundando as terras.
Quando a enchente passava, ficavam as camadas de limo fertilizante, que favoreciam a agricul-
tura. Os egípcios utilizavam a água para irrigar as plantações. As dificuldades que enfrentavam
com as questões da terra provavelmente favoreceram o desenvolvimento dos conhecimentos
matemáticos. Por volta de 3000 a.C., os egípcios criaram um sistema de numeração, utilizando
os seguintes símbolos:

Valor Significado Símbolo

1 Bastão

10 Calcanhar

100 Rolo de corda

1 000 Flor de lótus

10 000 Dedo dobrado

100 000 Peixe

1 000 000 Homem ajoelhado (deus do sem-fim)

Cada símbolo representa um número. Agora observe como eram utilizados esses símbolos
para a escrita dos números.

Regras de combinação desses símbolos


38 38

162 162

1.1 Analise as combinações acima e escreva os números 58 e 126, utilizando o sistema de nu-
meração egípcio. Escreva sobre as características do sistema de numeração egípcio.
MATEMÁTICA 207

ATIVIDADE 2 – SISTEMA DE NUMERAÇÃO BABILÔNICO

Na localização atual do Iraque, em 2000 a.C. existia a Mesopotâmia. Lá viviam vários gru-
pos que travavam constantes guerras pelo domínio da região, os chamados babilônios. Os sím-
bolos numéricos eram gravados em tábuas de argila e, para manter sua durabilidade, elas eram
cozidas após os registros serem gravados. A base de contagem era 60 e eram utilizados apenas
dois símbolos para a representação dos números; o zero não era representado.

ILUSTRAÇÃO: MALKO MIRANDA DOS SANTOS


Uma grande contribuição dos babilônios foi a base 60,
utilizada na medida do tempo:
1 hora = 60 minutos
1 minuto = 60 segundos

Valor Significado Símbolo

1 Cravo (unidade)

10 Asna (dezena)

Regras de combinação desses símbolos

17

59

2.1 Analise as combinações acima e escreva os números 17 e 23 utilizando o sistema de nume-


ração babilônico. Escreva sobre as características do sistema de numeração babilônio.

ATIVIDADE 3 – SISTEMA DE NUMERAÇÃO ROMANO

Foi na Península Itálica, atual Itália, que se desenvolveu a civilização romana. Os romanos
deram várias contribuições culturais: a língua (o latim), o sistema de leis (o Direito Romano); o
sistema de numeração romano, entre outros.
ILUSTRAÇÃO: MALKO MIRANDA DOS SANTOS

Devido à importância histórica da civilização romana, os numerais


romanos são utilizados até hoje, como em alguns modelos de relógio
analógico (não digital), na indicação de séculos, em capítulos de
livros e em nome de reis e papas.
208 CADERNO DO ALUNO

Símbolo I V X L C D M
Valor 1 5 10 50 100 500 1 000

Regras de combinação desses símbolos

56 328 474
LVI CCCXXVIII CDLXXIV

215 1671 2984


CCXV MDCLXXI MMCMLXXXIV

3.1 Analise as combinações acima e escreva os números 178 e 2345 utilizando o sistema de
numeração romano:
Escreva sobre as características do sistema de numeração romano.

ATIVIDADE 4 – SISTEMA DE NUMERAÇÃO CHINÊS

Entre os rios Huang-Ho (Amarelo) e Yang Tsé-kiang (Azul), desenvolveu-se uma das mais
antigas civilizações, a chinesa. Esse povo se ocupava com o estudo da Astronomia e da
Matemática.

Você sabia
ILUSTRAÇÃO: MALKO MIRANDA DOS SANTOS

Outras contribuições dos chineses foram: a pólvora, que...

a bússola, o papel, a seda e a porcelana. Também


desenvolveram a acupuntura, muito utilizada nos
dias atuais.

Símbolo

Valor 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 100

Regras de combinação desses símbolos

57

215
MATEMÁTICA 209

Analise as combinações acima e escreva os números 48 e 342 utilizando o sistema de


numeração chinês.
Escreva sobre as características do sistema de numeração chinesa:

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2
Olá
Nessa Situação de Aprendizagem, vamos estudar o sistema de numeração
decimal, sua estrutura e os nove algarismos que nos possibilitam escrever núme-
ros de qualquer ordem.
Bons estudos !

ATIVIDADE 1 – SISTEMA DE NUMERAÇÃO DECIMAL

O ato de contar sempre esteve na natureza humana. Quando o ser humano passou a se
dedicar à agricultura e à domesticação de animais, surgiram provavelmente as primeiras noções
de quantidade, medidas e formas de representá-las.
Meu rebanho de ovelhas aumentou! Preciso Para cada ovelha associo uma pedrinha: 1,2,3
organizar uma forma de contar quantas ovelhas ovelhas, 3 pedrinhas!
retornam depois que ficam soltas no campo.

Coloco nessa cova as pedrinhas conforme a A cada dez pedrinhas troco por uma pedra maior,
quantidade de ovelhas. colocando essa nova pedra na outra cova à esquerda.
Assim consigo controlar a quantidade de ovelhas!

Ilustração: Malko Miranda

1.1 De acordo com a ideia apresentada no texto, responda:

a) Se o pastor contasse 50 ovelhas, quantos agrupamentos de 10 pedrinhas teria?


210 CADERNO DO ALUNO

b) Se o pastor contasse 245 ovelhas, como ele poderia agrupar as pedrinhas?


c) Se contasse 96 ovelhas, quantos seriam os agrupamentos de 10 pedrinhas?

ILUSTRAÇÃO: MALKO MIRANDA DOS SANTOS


Ao longo da história das civilizações, o conhecimento matemático
tem a sua origem a partir das necessidades humanas. Assim se deu
o desenvolvimento da ideia de número. Ao fazer a contagem, con-
tavam-se objetos, pessoas, animais, e isso acontecia repetidas ve-
zes, por milhares de anos. Esse tipo de número é chamado de núme-
ro natural. Talvez o termo “natural” tenha sido atribuído a esses
números pelo fato de serem utilizados para contar objetos reais, aqueles que exis-
tem na natureza.

O conjunto de todos os números naturais é representado pelo símbolo :


ℕ = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, ...}.

O que você observa na formação desse conjunto numérico?

ATIVIDADE 2 – O QUADRO DE VALOR POSICIONAL

O quadro de valor posicional nos ajuda a identificar as ordens e as classes dos números,
assim podemos compreender sua ordem de grandeza. A cada três ordens forma-se uma classe.
Cada algarismo, em uma escrita numérica, corresponde a uma ordem, que pode ser a unidade,
a dezena ou a centena, e que a cada três ordens forma uma classe: a das unidades simples, dos
milhares, dos milhões e assim por diante.
Abaixo, veja como o número 5.462.901 está registrado no quadro de valor posicional.

Classes
Milhões Milhares Unidades simples
Centenas

Centenas

Centenas
Unidades

Unidades

Unidades
Dezenas

Dezenas

Dezenas

Ordens

5 4 6 2 9 0 1

2.1 Quantas classes e ordens tem esse número? Escreva-o por extenso.
2.2 Agora escreva um número com 9 ordens e que tenha 3 algarismos repetidos.
2.3 Compare esse número com o do quadro acima. Ele é maior ou menor? Por quê?
2.4 Faça um quadro de valor posicional e registre os números 20.356.787; 1.983.006; 500.987.021
e 60.029.
MATEMÁTICA 211

Milhões Milhares Unidades

Centenas Dezenas Unidades Centenas Dezenas Unidades Centenas Dezenas Unidades

Agora, leia e escreva por extenso os números da tabela anterior:


2.5 Ao realizar agrupamentos de acordo com o Sistema de Numeração Decimal, é possível
representar a decomposição de um número, como:
1592 = 1 x 1000 + 5 x 100 + 9 x 10 + 2. Em seu caderno, faça a decomposição dos números:
598, 962, 75895.
2.6 Escreva os números a partir da decomposição:

a) ___________ = 2 x 100 + 3 x 10 + 7
b) ___________ = 3 x 1000 + 7 x 100 + 2 x 10 + 5
c) ___________ = 9 x 10000 + 8 x 1000 + 5 x 100 + 2 x 10

ATIVIDADE 3 – EXPLORANDO OS NÚMEROS

3.1 Use os números a seguir, sem repetí-los, e forme números conforme solicitado.
0, 8, 2, 9, 1, 3:

a) Escreva o maior número natural.


b) Escreva o menor número natural.

3.2 Com os números 0, 1, 3, 4, 5, 8, você deve formar os números com todos os algarismos,
sem repeti-los.

a) Qual é o maior número que pode ser formado com todos os al-
garismos? E o menor?
b) Escolha um algarismo, escreva cinco números que podem ser
formados começando por ele e depois coloque-os em ordem
crescente.
212 CADERNO DO ALUNO

ATIVIDADE 4 – PARA ALÉM DOS MILHARES...

NOTÍCIAS DO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE


O IBGE divulgou as estimativas das populações residentes em alguns municípios brasilei-
ros, com data de referência em 1º de julho de 2019. Estima-se que o Brasil, para 2019, tenha
aproximadamente 210,5 milhões de habitantes. O quadro abaixo apresenta a população das
capitais das regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

Região Sudeste Região Centro-Oeste


Capital População Capital População
São Paulo 12.252.023 Campo Grande 895.982
Vitória 362.097 Cuiabá 612.547
Rio de Janeiro 6.718.903 Goiânia 1.516.113
Belo Horizonte 2.512.070 Brasília 3.015.268

Fonte: IBGE, 2019. Acesso em 14.10.2019

4.1 Dessas capitais, qual possui a maior população? E a menor?


4.2 Escreva por extenso o número de habitantes das duas capitais mais populosas de cada
região, identificando-as.
4.3 Qual das duas regiões tem a maior população?
4.4 Qual é o total da população das capitais Rio de Janeiro, Vitória e Belo Horizonte? Compa-
re com o número de habitantes de São Paulo.

ATIVIDADE 5 – DOS NATURAIS AOS RACIONAIS

Você aprendeu que o nosso sistema de numeração é decimal, pois sua base de contagem
é 10.
Sempre que multiplicarmos um número por 10, cada algarismo passa a ocupar a ordem
imediatamente superior.

4 7 x 10 = 4 7 0
D U C D U

Quando dividimos um número por 10, cada algarismo passa a ocupar a ordem imediata-
mente inferior.
4 7 : 10 = 4, 7
D U U Décimo
Existem as ordens menores que a unidade, são chamadas de ordens decimais: décimo,
centésimo, milésimo, décimo de milésimo, centésimo, milionésimo e assim por diante.
MATEMÁTICA 213

É possível utilizar o quadro posicional de valor para organizar a escrita dos números
racionais, representados na forma decimal.
Os números decimais são compostos de duas partes: a parte inteira (ordens inteiras) e a
parte decimal (ordens decimais).

5.1 Em seu caderno, faça o quadro de valor posicional e registre os números 34,5; 28,79;
456,789; 34,21; 324,506:

PARTE INTEIRA PARTE DECIMAL


C D U C D U Décimos Centésimos Milésimos
milhar milhar milhar

5.2 Agora escreva por extenso os números do quadro de valor posicional.


5.3 Organize-os em ordem crescente e indique o maior e o menor número que foi dado.

1,4 42,53 21,8 0,19 54 2,03 148 56,22

5.4 Explique qual critério você utilizou para organizar os números na ordem crescente.

1) Considere o número 122,49. Observe o valor posicional de cada um dos


algarismos:
• O que é valor posicional?
• Qual é o valor posicional do algarismo 2? E do 4? E do 9?

2. Represente os números abaixo no quadro de valor posicional

2,49 157,98 5,7 2,5 2,257 1234,987 7,908

QUADRO DE VALOR POSICIONAL

PARTE INTEIRA PARTE DECIMAL


C D U C D U Décimos Centésimos Milésimos
milhar milhar milhar
214 CADERNO DO ALUNO

3. Agora escreva como se lê cada um desses números:


2,49 ___________________________________ .
5,7 ____________________________________ .
12,09 __________________________________ .
2,5 ____________________________________ .
2,257 __________________________________ .
45,90 __________________________________ .
7,908 __________________________________ .

4. Observe os números a seguir:

1,4 42,53 21,8 0,19 54, 2,03 148 0,007 23,895 24,560

• Organize os números dados em ordem crescente. Indique o maior e o menor número.


• Explique como você fez para comparar esses números.

ATIVIDADE 6 – LINHA DO TEMPO

COPA DO MUNDO
A Copa do Mundo de Futebol é um torneio mundial organizado pela Federação Interna-
cional de Futebol (FIFA). Este torneio foi disputado pela primeira vez no Uruguai, entre os dias
13 e 30 de julho de 1930. O Brasil foi campeão da Copa do Mundo FIFA nos anos de 1958, 1962,
1970, 1994 e 2002, e sede deste torneio em 1950 e 2014.
A linha do tempo abaixo representa o período de 1998 a 2030 com destaque nos anos em
que ocorreu ou ocorrerá a Copa do Mundo FIFA.

Observe a linha do tempo e responda:

6.1 Na linha do tempo não estão registrados todos os anos. Indique quais estão faltando. Qual
é o intervalo entre as Copa do Mundo?
MATEMÁTICA 215

Utilizamos a linha do tempo para organizar os fatos históricos, por


exemplo. Com essa organização, é possível observar a sequência
dos fatos, como você viu na atividade anterior. Em geral, utiliza-
mos as datas cronológicas e históricas conforme a ordem dos
acontecimentos para elaborar uma linha do tempo.
Para construir a linha do tempo, é necessário colocar os números
em ordem crescente. Vamos estudar sobre essa organização, co-
nhecendo a reta numérica.

ATIVIDADE 7 – A RETA NUMÉRICA E OS NÚMEROS NATURAIS

Podemos utilizar a reta numérica para representar os números naturais.

0 1 2 3 4 5 6 7 8

Zero – indica a origem da reta numérica. Fazemos as marcações para indicar a posição do
número, de forma que, entre as marcações, tenha o mesmo intervalo.
A seta na reta numérica indica que a sequência dos números naturais é infinita.
Na reta numérica a seguir, o número 2532 é representado pelo ponto que tem a letra C. A
letra D corresponde ao número 2535.

A B C D E F G H

7.1 Qual é a letra correspondente ao número 2544?


7.2 Quais são os números correspondentes às letras A e B?

ATIVIDADE 8 – REPRESENTAÇÃO DECIMAL NA RETA NUMÉRICA

Na sala de aula, a professora solicitou aos alunos que utilizassem a régua para medir o
comprimento de alguns objetos. Quatro alunos escolheram medir o comprimento do lápis. Um
dos alunos, ao medir o lápis, utilizou uma régua, conforme a figura abaixo. Qual foi a medida
encontrada pelo aluno?
216 CADERNO DO ALUNO

Os demais alunos também utilizaram uma régua para medir. Veja as medidas encontradas:

21,6 cm 15,8 cm 21,9 cm 10,8 cm

Esses são os números racionais, na representação decimal. Podemos comparar as medidas


encontradas e descobrir qual lápis é o maior.
Vamos comparar essas medidas:
15,8 e 10,8: dos dois valores, 15,8 é o maior, pois a parte inteira de 15,8 é maior do que a
parte inteira de 10,8. Indicamos essa comparação por 15,8 > 10,8.
21,6 e 21,9: 21,9 é maior do que 21,6. Nesse caso, a parte inteira é igual, então comparamos
os décimos, assim 21,9 > 21,6.
ILUSTRAÇÃO: MALKO MIRANDA DOS SANTOS

Quando comparamos dois números decimais, primeiro compa-


ramos a parte inteira; maior será aquele em que a parte inteira
for maior. Caso as partes inteiras sejam iguais, comparamos a
parte decimal: iniciamos pelos décimos, depois os centésimos,
depois os milésimos, e assim por diante.

Observe que temos alguns números representados na reta numérica a seguir:

0 1 2 3 4
B 1,7 A 3,5

8.1 Em quantas partes iguais está dividido o intervalo de 0 a 1?


8.2 Quais números estão representados pelas letras A e B?
8.3 Quais números, de acordo com as marcações, estão compreendidos entre 3 e 4?
8.4 Quais números, de acordo com as marcações, estão compreendidos entre 0 e 1?

1. Escreva a seguir quais são os números indicados na régua.


MATEMÁTICA 217

2. Identifique os números representados pelas letras A, B, C e D na reta numérica a seguir e


escreva nos quadrinhos cada um deles.

A B C D

0 1 2 3 4 5

3. Um marceneiro precisa de parafusos que atravessem um tampo de mesa de 2,5 centíme-


tros de espessura para afixá-lo em uma base. Ele comprou parafusos com medidas como o
da figura abaixo. Qual é a medida dos parafusos que ele comprou? É possível utilizar esses
parafusos para realizar o seu trabalho? Justifique.

0 1 2 3 4 cm

4. Em uma maratona com revezamento, em que as provas são disputadas por grupos com-
postos de quatro atletas, cada um percorre 3,5 km. O total do percurso da maratona é de
14 km. Desenhe uma reta e marque nela os locais em que ocorrem as trocas dos atletas.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3
Olá
Vamos colocar em prática os cálculos que aprendemos para resolver pro-
blemas, analisar as expressões numéricas e resolvê-las.
Bons estudos!

ATIVIDADE 1 – SITUAÇÕES-PROBLEMA

1.1 O seu Joaquim é dono de uma lanchonete e fez suas com-


pras no supermercado de sua cidade, que sempre faz pro-
moções com diferentes produtos. Neste mês, era o suco em
garrafa. Na compra de um pacote com 24 garrafas, ganhava-se um pacote com 6. Ele comprou
57 pacotes. Quantos pacotes ele ganhou nessa promoção? Quantas garrafas de suco no total
ele levou para a lanchonete?
218 CADERNO DO ALUNO

1.2 Em um clube, um conjunto de mesas é composto de uma mesa e quatro cadeiras e estão
organizados conforme a figura abaixo. Quantos conjuntos de mesas e cadeiras tem a área de
alimentação do clube? Descreva como você resolveu esse problema.

1.3 Se todas as mesas estiverem com todos os lugares ocupados, quantas pessoas estarão na
lanchonete? Explique como resolveu.
1.4 Nesta atividade, você resolveu vários tipos de problema. Agora é a sua vez de elaborar um
problema a partir das situações anteriores resolvidas por você. Troque com seu colega para
resolverem. Atenção: o problema deverá conter enunciado, uma pergunta e a resolução.
Em seguida discuta a resolução.

ATIVIDADE 2 – EXPRESSÕES NUMÉRICAS

A professora Clarice do 6º ano B propôs o seguinte problema: “Em seu aniversário, Luiz
ganhou de sua mãe uma nota de 50 reais e de seu pai seis notas de 10 reais. Quanto ele ganhou?

André resolveu Carlos resolveu da seguinte forma: Ana resolveu da seguinte forma:
da seguinte maneira: 50 + (6 x 10) 50 + 6 x 10
50 + 60 = 110 reais. 50 + 60 = 110 reais. 56 x 10 = 560 reais.

2.1 Compare os resultados. Quem acertou a quantia que Luiz ganhou? Justifique os três pro-
cedimentos realizados pelos alunos.
MATEMÁTICA 219

ILUSTRAÇÃO: MALKO MIRANDA DOS SANTOS


Para resolver uma expressão numérica, é preciso obedecer as regras das
operações: primeiro a multiplicação ou a divisão, na ordem que aparecem
e depois a adição ou a subtração, também na ordem que aparecem.
Nas expressões numéricas em que aparecem os sinais de associação,
resolvem-se primeiro os parênteses ( ), em seguida os colchetes [ ] e
por último as chaves { }.

2.2 Ricardo, Rodrigo e Ronaldo são irmãos, moram juntos e dividem igualmente as despesas
da casa. Ricardo trabalha como vendedor, ganha R$ 3000,00 fixos mais um quarto de seu
salário em comissão mensal. Rodrigo é pintor recebe R$ 4230,00 reais por mês. Ronaldo é
auxiliar administrativo e o seu salário mensal corresponde à terça parte do salário de Rodri-
go. A despesa total da casa é a quinta parte da soma dos salários dos três irmãos. Qual é o
valor total das despesas da casa? Quanto cada um irá pagar?
2.3 Nas expressões numéricas abaixo, coloque parênteses, se necessário, para que as igualda-
des sejam verdadeiras:

a) 30 + 20 x 2 = 100
b) 30 x 5 – 80 = 70
c) 120 x 100 – 80 = 2400
d) 12 – 5 ÷ 7 = 1
ILUSTRAÇÃO: MALKO MIRANDA DOS SANTOS

e) 28 – 3 x 3 + 1 = 20
f) 100 + 20 x 20 = 500

2.4 Resolva as expressões numéricas:

a) 230 + 72 6 =
b) (50 – 35) 3 + 6 x 5 =
c) (17 – 5) x (17 + 5) – 15 =
d) [30 + (15 – 6)] x 3 – 10 =
e) 100 + [(35 – 5) + 30] 6 =
f) 62 – {16 – [7 – (6 – 4) + 1]}=

2.5 Desafio: Calcule o valor da expressão antes e depois do sinal de igual marcando V (verda-
deiro) ou F (falso):

a) ( ) 35 + 86 = 86 + 35
b) ( ) 158 + 79 = 160 + 80 + 3
c) ( ) 94 – 43 = 96 – 45
220 CADERNO DO ALUNO

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4
Olá
Nessa Situação de Aprendizagem, vamos aprender a construir fluxogramas, trabalhando
com múltiplos e divisores.Muita atenção!
Bons estudos!

ATIVIDADE 1 – FLUXOGRAMA

O fluxograma é um tipo de diagrama gráfico que tem como função apresentar as etapas
de um processo de forma resumida. Para construir um fluxograma, são necessárias algumas fi-
guras geométricas com as respectivas funções a seguir:

Retângulo de cantos arredondados: Losango: indica uma Retângulo: indica a ação ou Seta: indica o
representa os pontos iniciais e finais. decisão a ser tomada e função do processo. É um sentido das
Pode conter a palavra “Início” ou qual direção o fluxo do símbolo amplamente usado sequências das
“Fim” dentro da forma. processo seguirá. em fluxogramas. etapas.

Uma loja de peças recebe os pedidos dos clientes por telefone, mas atende também na loja.
Para o atendimento telefônico, o atendente responsável pelos pedidos não pode esquecer nenhuma
informação. Para isso, a loja construiu um fluxo de ações para os atendentes, conforme abaixo:

Atendimento telefônico
(início)

Não
Cliente
cadastrado? Cadastrar o cliente

Sim

Registrar o pedido
das peças

Forma de
Boleto bancário Cartão de crédito
pagamento
Sim Sim
Sim

À vista

Fim do atendimento
MATEMÁTICA 221

Agora você deve fazer um fluxograma para o atendimento ao cliente na loja.

1.1 Uma empresa que fabrica trufas guarda toda a produção de um dia dentro de uma cesta
na geladeira. Ao final de uma semana de produção, inicia o processo para embalar os bom-
bons em embalagens de duas unidades cada. Para que os funcionários responsáveis pelo
processo não se esquecessem de nenhum bombom, elaborou-se um esquema referente
aos procedimentos em um fluxograma. Quando a quantidade de bombons na cesta é um
número par, o funcionário conclui que os bombons estão prontos para serem embalados.
Quando a quantidade na cesta é um número ímpar, o funcionário retira um bombom da
cesta e conclui que o restante está pronto para ser embalado.

Data da
produção

Número de bombons
produzidos

Funcionário conclui que a


Número de
quantidade de bombons na
bombons é
cesta é um número ímpar.
par?

Não

Sim Retira-se um
bombom da cesta.

Funcionário conclui que a


quantidade de bombons na
cesta é um número par.

Os bombons estão
prontos para serem
embalados (fim).

1.2 O que o funcionário deveria fazer quando o número de bombons não era um número par?
1.3 Agora você deve fazer um fluxograma para atendimento ao cliente na loja que irá vender
os bombons.
222 CADERNO DO ALUNO

ATIVIDADE 2 – MÚLTIPLOS DE UM NÚMERO NATURAL

A Professora Carmem propôs para a sua turma que pensassem numa sequência com os
dez primeiros números naturais múltiplos do número da chamada de alguns dos estudantes da
classe, começando pelo próprio número.
Como exemplo, apresentou a sequência dos múltiplos do número de chamada de Ana (2)
e de Amélia:
Ana (2) = {2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20}.
Amélia (3) = {3, 6, 9, 12, 15, 18, 21, 24, 27, 30}

2.1 Que cálculos a Professora Carmem fez para obter os números da sequência?
2.2 Por que o número 15 não aparece na sequência dos múltiplos do número de chamada de
Ana?
2.3 Observe as sequências dos múltiplos do número de chamada de Ana e de Amélia. Quais
números se repetem nas duas sequências? Dentre os números que se repetem, qual é o
menor? Comente.
2.4 Encontre os múltiplos comuns dos números: a) 3 e 4 b) 4 e 8 c) 3, 6 e 9
2.5 Qual é o mínimo múltiplo comum entre os números: a) 3 e 4 b) 4 e 8 c) 3, 6 e 9

ATIVIDADE 3 – DIVISORES DE UM NÚMERO NATURAL

Na sequência, a Professora Carmem propôs aos seus alunos que verificassem quantos são
os divisores de um determinado número. Assim escolheu um aluno da lista e perguntou se o seu
número de chamada era divisor de 26.

3.1 A primeira a responder foi Amélia, número 3 da lista. Ela respondeu que seu número era
divisor de 26. Sua resposta estava correta?
3.2 Célia, número 13 da chamada, disse que seu número era divisor de 26. Está correto?

ATIVIDADE 4 – CRITÉRIOS DE DIVISIBILIDADE

Encontre os divisores dos números 12, 14, 15 e 20, em seguida verifique se há divisores
comuns. Quais critérios de divisibilidade em cada caso?

4.1 Quando um número é divisível por 2? E por 3? E por 5?


MATEMÁTICA 223

ATIVIDADE 5 – NÚMEROS PRIMOS E COMPOSTOS.

A tabela apresenta a produção de peças de uma empresa. Deverão ser embaladas em paco-
tes que comportam 2, 3, 4, 5, 6, 7, 9 ou 10 peças de forma que não sobre nenhuma.
Assinale na tabela a seguir as opções para embalar as peças em cada dia.

Produção de peças
Tamanhos de embalagens que podem ser
Quantidade de utilizadas sem sobras para embalar as peças
Dia
peças produzidas
2 3 4 5 6 7 9 10
3 38
4 43
5 28
6 40
7 39
10 34
11 35
12 39
13 43
14 45

5.1 No dia 6, quais opções de embalagem a fábrica tem para que não sobre nenhuma peça
sem embalar? Indique o tamanho das embalagens.
5.2 Em quais dias a empresa tem somente uma opção para embalar? Qual é o tamanho dessa
embalagem?
5.3 Em todos os dias será possível embalar as peças sem que sobre nenhuma? Explique.
5.4 Em quais dias a empresa utilizará embalagens dos tamanhos 5 e 10? Explique.

ATIVIDADE 6 – OS NÚMEROS PRIMOS

O nome “primo” vem do latim e significa “primeiro”. Um número primo só é divisível por
1 e por ele mesmo. É o caso do número 43. Os números que têm mais de dois divisores são
chamados números compostos.
224 CADERNO DO ALUNO

6.1 Na tabela abaixo, pinte apenas os números primos. Em seguida escreva-os em seu caderno.

2 3 4 5 6 7 8 9 10

11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

31 32 33 34 35 36 37 38 39 40

41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 5
Olá
As medidas de capacidade, de massa, de volume, estão por toda parte.
Vamos estudar sobre como a utilizamos no nosso dia a dia.
Bons estudos !

ATIVIDADE 1 – CURIOSIDADES: ANIMAIS MAIS PESADOS DO MUNDO

O rinoceronte-branco é a maior das cinco espécies existentes


de rinocerontes. Em média, ele pesa um pouco mais que um
hipopótamo, apesar de haver uma considerável sobreposição
de massa corporal entre essas duas espécies. Tem corpo
maciço e cabeça grande, pescoço curto e grosso. O
comprimento total da espécie é de 3,7 a 4 m nos machos,
que pesam 3.600 kg em média, e de 3,4 a 3,65 m nas fêmeas,
relativamente mais leves, com 1.700 kg. A altura no ombro
varia de 1,70 m a 1,86 m no macho e de 1,60 m a 1,77 m na
https://pt.wikipedia.org/wiki/
fêmea. O tamanho máximo que a espécie é capaz de atingir Ficheiro:Rinoceronte_blanco_(Cerato-
não é definitivamente conhecido; espécimes de até 3.600 kg therium_simum),_Santuario_de_Rinoce-
já foram registrados, mas sabe-se que o maior espécime rontes_Khama,_Botsuana,_2018-08-02,_
DD_08.jpg
tinha cerca de 4.530 kg.
ILUSTRAÇÃO: MALKO MIRANDA DOS SANTOS

Lembre os alunos da diferença entre os conceitos de peso e massa,


que, embora sejam distintos, muitas vezes, no cotidiano, são utiliza-
dos como sinônimos.
MATEMÁTICA 225

1.1 Quais são as grandezas envolvidas nas informações apresentadas?


1.2 Qual é o comprimento aproximado de um rinoceronte-branco? E a altura de seu ombro?
1.3 Qual é a massa aproximada de um rinoceronte-branco macho? E de uma fêmea?
1.4 A fim de auxiliar na escolha da quantidade de ração necessária para o desenvolvimento de
um cão filhote, os pacotes de ração trazem informações importantes, como as apresenta-
das na tabela:

Quantidade diária
Peso do cão (kg)
Até 80 dias De 80 até 180 dias De 180 meses até 1 ano
De 2,2 a 4,3 kg De 77 a 128 g/dia De 68 a 112 g/dia De 58 a 96 g/dia
De 4,3 a 6,7 kg De 128 a 179 g/dia De 112 a 156 g/dia De 96 a 134 g/dia
De 6,7 a 12,5 kg De 179 a 285 g/dia De 156 a 249 g/dia De 134 a 214 g/dia
De 12,5 a 23 kg De 285 a 450 g/dia De 249 a 394 g/dia De 214 a 338 g/dia
De 23 a 29,3 kg De 450 a 540 g/dia De 394 a 473 g/dia De 338 a 405 g/dia

A quantidade de ração deve ser escolhida de acordo com a massa e a idade do cachorro. Uma
pessoa comprou um pacote de 3,5 kg de ração para seu cachorro, que tem 3,6 kg e 75 dias e que
consome 100 g por dia. Quantos dias será possível alimentá-lo?

1.5 André foi ao supermercado para sua mãe e comprou alguns produtos: 1 embalagem de
manteiga de 250 g, 1 pote de sorvete de 2 kg, 2 kg de tomates, 1 pacote de arroz de 5 kg
e 1 lata de leite em pó de 750 g.

a) Quantos quilogramas de alimentos ela comprou? Qual dos produtos possui a menor
massa?
b) Se André possui duas sacolas para carregar sua compra, qual é a melhor maneira de
colocar os produtos de forma que a massa das duas fiquem iguais?

ATIVIDADE 2 – O LITRO NO COTIDIANO


2.1 Rafaela decidiu fazer um piquenique com suas amigas na chácara de sua avó Ana. A pedi-
do de Rafaela, sua mãe comprou 4 litros de água de coco. Se a mãe de Rafaela usar copos
com capacidade para 250 ml, quantos copos de água de coco poderão ser servidos?

Vamos conversar sobre as unidades de medida de capacidade: litro (l) e mililitro (ml). As
unidades litro e mililitro costumam aparecer em embalagens de leite, refrigerante, água etc. São
chamadas de medidas de capacidade, e nesses casos elas indicam a quantidade de líquido que
há dentro da embalagem, o litro para embalagens maiores e o mililitro para as menores. O litro
equivale a 1000 ml, no caso das embalagens de leite, por exemplo. Mas temos ainda embala-
gens de 500 ml, 900 ml, 600 ml e 350 ml, entre outras. Com base na leitura, responda:
226 CADERNO DO ALUNO

2.1 Em meio litro há quantos mililitros? E em 2000 mililitros? Em 1500 mililitros?


2.2 Quantos mililitros há em uma garrafa de refrigerante de 2 litros e meio?
2.3 Quantos copos de 200 ml eu consigo encher com 1 litro de leite?
2.4 Dois litros e meio de água de coco são suficientes para encher 6 copos de 300 ml cada?
Justifique a sua resposta.

1 Transporte de cargas
Uma empresa de transporte de cargas possui 3 tipos de caminhões: um de pequeno
porte, um de médio porte e um de grande porte. Para organizar as saídas dos cami-
nhões, a empresa estipulou que cada um saísse para transportar suas cargas em
períodos diferentes. Assim, o caminhão de pequeno porte sai a cada dois dias, o caminhão de
médio porte sai a cada 3 dias e o caminhão de grande porte sai para sua entrega a cada 5 dias.
É possível determinar quantas vezes cada um dos caminhões saiu para transportar suas
cargas em um mês de 30 dias?

a) Considere que todos os caminhões saíram para transportar suas cargas no primeiro dia
do mês. Determine o total de vezes que cada um dos caminhões saiu neste mês.
b) Considere que hoje todos os caminhões saíram juntos para transportarem suas cargas.
Daqui a quantos dias sairão juntos novamente?
c) Considerando os estudos sobre múltiplos de um número, elaborem, em duplas, uma situa-
ção-problema e depois troque com outra dupla para que resolvam a questão elaborada.

2 Cortando madeiras
Uma marcenaria vende três tipos diferentes de madeira – Pinho, Cerejeira e Mogno – para os
marceneiros confeccionarem seus móveis, em tábuas medindo 120 cm, 300 cm e 540 cm, respec-
tivamente. Além disso, permite que seus clientes façam pedidos da madeira cortada em peda-
ços que tenham medidas inteiras.

a) Quais são as possibilidades de pedidos para a madeira do tipo Pinho?


b) É possível fazer um pedido de Cerejeira cortada em pedaços de 40 cm?
c) Um marceneiro fez um pedido de uma tábua de Pinho e uma de Mogno, ambas corta-
das em pedaços de 30 cm. Quantos pedaços de madeira a marcenaria deve entregar?
d) Um cliente comprou uma tábua de cada um dos três tipos de madeira e solicitou que
fossem cortadas em tamanhos iguais sem que houvesse sobra de material. Analisando
o pedido, a marcenaria identificou que poderia atender esse pedido de diferentes ma-
neiras e ficou em dúvida sobre qual delas atenderia ao cliente. Quais foram as possibi-
lidades identificadas pela marcenaria?
e) Considerando os estudos sobre divisores de um número, em duplas, elaborem uma situa-
ção-problema e depois troque com outra dupla para que resolvam a questão elaborada.
MATEMÁTICA 227

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 6
Olá
Calcular ou estimar o tempo que levamos para fazer algo ou chegar em
algum lugar é o tema dessa Situação de Aprendizagem.
Bons estudos !

ATIVIDADE 1 – COMO O TEMPO PASSA

1.1 Indique nos relógios os horários da tabela.

Relógio Horário Relógio Horário


1 9:55 3 10:45
2 11:30 4 17:29

Relógio 1 Relógio 2

ILUSTRAÇÃO: MALKO MIRANDA


Relógio 3 Relógio 4

1.2 Observe os ponteiros dos relógios, responda às perguntas relacionadas aos cálculos com
horas.
a) O relógio 1 marca o início das atividades físicas
de uma pessoa que fará uma aula de natação e
outra de ginástica, cada uma com duração de
50 minutos. Qual será o horário de término das
atividades?
b) Ana tem consulta com o dentista às 13 horas.
Ela saiu de casa conforme o horário marcado Relógio 1 Relógio 2
no relógio 2. Quanto tempo falta para Ana
chegar pontualmente ao dentista?
228 CADERNO DO ALUNO

TESTANDO SEU CONHECIMENTO

(SARESP-2014) – Se colocados em ordem crescente os números decimais 0,05 – 0,5 – 0,003 –


0,057 – 0,35, têm-se:

(A) 0,05 – 0,5 – 0,003 – 0,057 – 0,35. (B) 0,003 – 0,05 – 0,057 – 0,35 – 0,5.
(C) 0,003 – 0,05 – 0,057 – 0,5 – 0,35. (D) 0,5 – 0,35 – 0,057 – 0,05 – 0,003.

(SAEB) – Em uma loja de informática, Paulo comprou: um computador no valor de 2.200 reais,
uma impressora por 800 reais e três cartuchos que custam 90 reais cada um. Os objetos foram
pagos em 5 vezes iguais. O valor de cada parcela, em reais, foi igual a:

(A) 414. (B) 494. (C) 600. (D) 654.

(SARESP-2013) – Para o acabamento de um tapete de retalho, Miriam precisa de uma tira de


tecido de pelo menos 6 metros.
Ela mediu 4 tiras de tecido, obtendo diferentes medidas: 45 cm; 1,25 m; 2 m e 64 cm. Assim, para
terminar o tapete, Miriam precisa de mais uma tira de:

(A) 1,66 m. (B) 2,36 m. (C) 3,02 m. (D) 4,34 m.

(SARESP-2010) – Milton vai preparar uma vitamina de leite com banana. Precisa de 250 mililitros
de leite e uma banana para fazer um copo de vitamina. Para que Milton prepare 8 copos de
vitamina, ele precisará de quantos litros de leite?

(A) 2. (B) 4. (C) 6. (D) 8.


Tecnologia e Inovação
TECNOLOGIA E INOVAÇÃO 231

CARO(A) ESTUDANTE,
Seja bem-vindo(a) ao componente de novos tempos são marcados pela possibilidade de
Tecnologia e Inovação. Neste volume, vamos lhe aprendermos uns com os outros, inclusive por
explicar como ele se relaciona com todos os outros meio das tecnologias digitais.
conteúdos que você aprende e vivencia em seu Vale lembrar que usar essas tecnologias não
cotidiano escolar. significa necessariamente compreender a fundo
As tecnologias já fazem parte da nossa vida, como elas funcionam. A ideia não é que você se
mesmo quando não notamos sua presença no torne um especialista em computadores - a não
cotidiano. Com elas, você pode se locomover ser que este seja seu sonho, claro! Ao invés disso,
usando uma bicicleta compartilhada ou checando você vai sair dessa jornada com um olhar mais
um mapa online. Também pode conversar com crítico para as tecnologias que o(a) rodeiam, para,
alguém, sem sair do lugar, por, chat, WhatsApp, entre por exemplo, identificar se uma notícia que está
outros. E se falarmos em eletrodomésticos? Como lendo é verdadeira ou falsa.
deliciosos bolos seriam produzidos sem uma Este volume vai, assim, apresentar o
batedeira ou um liquidificador? Neste caso, uma componente de Tecnologia e Inovação. Ele se
colher, um garfo ou um batedor são meios para organiza segundo 3 eixos:
quem gosta de se aventurar na cozinha, e também
– Tecnologias Digitais da Informação
são tecnologias. e Comunicação
Resumindo, a tecnologia é a aplicação prática
– Letramento Digital
de conhecimentos técnicos e científicos para
– Pensamento Computacional
facilitar um trabalho, executar uma tarefa ou
solucionar um problema.
Sabemos que são muitas novidades e
nomes diferentes. Fique tranquilo(a) porque,
E o que esperamos que você aprenda sobre
com o auxílio do(a) seu(sua) professor(a), você
Tecnologia e Inovação na escola?
terá a oportunidade de conhecer e se aprofundar
Na verdade, você já deve saber pelo menos nesses eixos vivenciando e experimentando
um pouco sobre tecnologia e suas funcionalidades. muitas atividades. Nossa aventura, está apenas
No dia-a-dia, você provavelmente usa ou já usou começando. Vamos lá!
aplicativos, programas ou redes sociais, por exemplo.
No entanto, é possível potencializar esse Carregando...
uso! Transformar todas essas ferramentas em
caminhos para você aprender mais e trocar saberes
e experiências com outras pessoas. Afinal, esses
232 CADERNO DO ALUNO

REDE DE CONEXÕES
Atividade 1 - Essa é uma atividade que marca o início do novo componente e também
busca levantar as suas expectativas. Antes de iniciarmos, pense – em uma palavra – o que espera
aprender com as aulas de Tecnologia e Inovação.

Registre aqui a palavra.

Agora é o momento de conversarmos sobre as suas expectativas e de seus colegas, organizados


em uma roda de conversa. O(a) professor(a) dará as instruções necessárias para essa atividade

Atividade 2: Cadeia de expectativas


Depois da conversa, vamos montar uma rede de conexões? Siga as orientações do(a)
professor(a).

Atividade 01 – Rede de conexões/Caderno do Professor – imagem/Wagner Silva


TECNOLOGIA E INOVAÇÃO 233

Atividade 3 - Gostou da atividade da Rede de Conexões? Percebeu como todos nós


vivemos em rede, em contato com outras pessoas ou grupos de maneira plugada ou desplugada?

Saiba mais
Uma atividade plugada é aquela que está conectada a um aparelho
digital, à internet, a uma tomada etc. Já a desplugada é o contrário,
e conta com recursos como papel, tesoura etc.

Na atividade anterior, fizemos uma rede de conexão de nossa sala de aula. Agora propomos
que você reflita e registre no desenho abaixo outras conexões que você mais utiliza. Caso precise
de mais espaços, desenhe mais nuvens.

EU

Atividade 01 – Rede de conexões/Caderno do Aluno – imagem/Wagner Silva

Atividade 04 - Para essa atividade, você precisará destacar o símbolo do Wifi que você
encontra nos anexos, ao final do Caderno. Você irá retornar à atividade 1 e anotar a sua
expectativa para o componente de Tecnologia e Inovação atrás do ícone. Na sequência,
montaremos um varal, seguindo as orientações do(a) professor(a). Durante o ano, você poderá
revisitar este varal para verificar se as suas expectativas seguem sendo as mesmas e se estão
sendo atingidas.
234 CADERNO DO ALUNO

MUNDO DIGITAL
Nesta atividade, vamos aprender um pouco mais sobre palavras que têm tudo a ver com o
Mundo Digital. Novos termos tecnológicos surgem constantemente, mudando a forma de
dialogar na rede e influenciando as atividades cotidianas.
Por exemplo, já pesquisou alguma vez o que significa “www” (world wide web)?
Atividade 1
Pesquise e registre as suas descobertas sobre o significado de “www”.
Faça seu registro:

Atividade 2
Você conhece as expressões abaixo? Já ouviu falar delas? Converse com o(a) colega ao
lado sobre o conhecimento de vocês sobre esses assuntos e, se necessário, consulte a internet
utilizando um dispositivo móvel, como o celular.

Inteligência Internet das


Fake News
Artificial Coisas

Bitcoin e
Algoritmo Hashtag
Criptomoedas

Agora, siga as orientações do(a) seu(sua) professor(a) para realizar a atividade.

Elaboração/Criação de cartões com cada verbete


Você sabe o que significa “verbete”?
Verbete é a definição que você encontra em um dicionário, por exemplo, para explicar o
significado de uma palavra. Sendo assim, trata-se de um texto que conta o que quer dizer
determinado termo ou expressão.
Destaque os cartões que você encontra nos anexos, ao final deste Caderno. Preencha a
frente deles com essas expressões. Na parte de trás de cada um deles, faça um desenho/texto
representando o significado de cada expressão.

Exposição da atividade:
Chegou a hora de montarmos um varal para pendurar os cartões, que pode ser em formato
de móbile, por exemplo. Também é possível realizar uma exposição virtual, publicando fotos das
suas produções nas redes sociais e na internet, utilizando a hashtag: #InovaEducação. Aproveite
para conhecer, por meio da hashtag, o que estudantes de outras escolas estão criando!
TECNOLOGIA E INOVAÇÃO 235

CONHECENDO A RELAÇÃO DE TODOS COM A TECNOLOGIA


Como vimos, a tecnologia está presente em alguns momentos da sua vida. Nesse sentido,
propomos que reflita, de acordo com a sua realidade tecnológica, sobre as seguintes questões:

Atividade 1: Tecnologia é…

1. O que você entende por Tecnologia?


2. O que você compreende por Inovação?
3. Quais experiências ou conhecimentos você já possui sobre Tecnologia e Inovação?
4. Quais tecnologias você carrega com você e utiliza no seu dia-a-dia?
5. Essas tecnologias são digitais ou não?

Nuvem de palavras.
Recorte 5 pedaços de uma cartolina ou papel. Escreva em cada pedaço uma das suas
respostas. De acordo com a orientação do(a) professor(a), socialize o que escreveu e participe da
montagem colaborativa de uma Nuvem de Palavras!

Você sabia
Existem ferramentas online e gratuitas que permitem criar nuvens de palavras. A
Nuvem de Palavra, em geral, agrupa as respostas parecidas a uma pergunta.
Aquilo que aparecer mais vezes, fica com um tamanho de letra maior. Você pode
encontrá-las por meio de uma simples busca online. Que tal fazer o teste?
Assim, é possível realizar a atividade acima de duas formas: uma é plugada com o
auxílio de meios e ferramentas digitais, e outra desplugada, que conta com o uso
de ferramentas que não são digitais, como a cartolina e a caneta.

ÁRVORE DE TECNOLOGIA
Agora que você ouviu atentamente ao(à) professor(a) sobre cada eixo (Tecnologias Digitais
da Informação e Comunicação, Letramento Digital e Pensamento Computacional), você e seus
colegas construirão a Árvore da Tecnologia, que é composta por: raízes, um tronco, um caule,
três galhos e uma copa.
Cada um desses elementos tem um significado relacionado a um eixo do componente,
conforme o(a) professor(a) explicará para você durante a montagem da árvore. Por isso, não
deixe de ouvir atentamente a explicação do(a) professor(a) para a realização dessa atividade.

Para essa atividade serão necessários os seguintes materiais:


• Papel, por exemplo craft, para raízes, tronco e caules;
• Papel cartolina (colorido) para a copa.
236 CADERNO DO ALUNO

Crie uma árvore bem bonita, representando o componente de Tecnologia e Inovação na


escola. Visualize abaixo inspirações para montagem da árvore:

Após a finalização da atividade, chegou a hora de expor a árvore na escola, de maneira


desplugada, em murais, por exemplo, ou tirando fotos dela e colocando nas redes sociais com
a hashtag #ArvoreTecnologia, de maneira plugada.

ELABORANDO UMA NARRATIVA DIGITAL


Vamos aqui retomar a atividade anterior e a relação que temos com a tecnologia para
produzir uma narrativa digital.

Saiba mais
A narrativa digital é uma história que você conecta usando algum formato digital.
Pode ser por meio de um áudio, de um conjunto de tweets ou fotos online.

Nesta construção vamos retomar os pontos estudados na atividade anterior, observando e


fazendo um resgate da Árvore de Tecnologia, para responder às questões a seguir:

Atividade 1 - Produzindo uma narrativa


Olhando para a “Árvore da Tecnologia”, responda:

1. De que modo a tecnologia que você utiliza pode contribuir para um cotidiano melhor?
2. Como a tecnologia pode impactar, de maneira positiva e de maneira negativa, a sua
aprendizagem?
3. Como a tecnologia pode te influenciar a querer seguir estudando?
TECNOLOGIA E INOVAÇÃO 237

REPRESENTANDO A NARRATIVA DIGITAL


Na atividade anterior, vimos o que é a narrativa digital e refletimos sobre o papel da
tecnologia na nossa vida. Agora vamos colocar a mão na massa e realizar uma narrativa digital
em formato de jingle, em que contaremos uma história curta de como a tecnologia pode
contribuir para um cotidiano melhor.

Saiba mais
Jingle é o termo em inglês para se referir a uma música curta, com refrão fácil de
lembrar, que passa uma mensagem publicitária sobre um produto, serviço ou ideia.

A atividade poderá ser realizada de duas maneiras, escolha a melhor opção para a sua turma:

Opção 1
A atividade será realizada de maneira colaborativa e plugada. Para realizá-la, utilize o seu
celular e registre o jingle usando o gravador. Esses arquivos de áudio poderão ser publicados na
internet, em um podcast ou em um blog da escola. Se quiser, você pode usar aplicativos de
edição de áudio para aprimorar o seu produto. Basta pesquisar na internet ou na loja de
aplicativos do seu celular!

Saiba mais
Podcast é um arquivo de áudio digital que é transmitido pela internet. Ele pode
tratar de diversos temas - música, notícias, literatura etc. O importante é que
passe informações para os ouvintes.
Blog é um site que vai acumulando postagens com determinada periodicidade,
diária, por exemplo, sobre certos temas.

Opção 2
A outra maneira de desenvolver essa atividade é de maneira desplugada, realizando um
rápido show de talentos em que os estudantes apresentam seu jingle para a turma. Use a
criatividade e a inventividade para surpreender nessa atividade.

ALDEIA CRIATIVA
Nessa atividade, vamos desenvolver uma Aldeia criativa, resgatando os três eixos envolvidos
no nosso novo componente Tecnologia e Inovação.
Conforme a orientação do(a) professor(a), a ideia é construir uma aldeia para cada eixo,
com materiais de baixa tecnologia. Com o auxílio do(a) professor(a), a turma será dividida em
três grupos e cada grupo será responsável pela construção de uma aldeia.
238 CADERNO DO ALUNO

Materiais necessários:
Para construção da Aldeia, sugerimos a adoção de práticas que favoreçam a aprendizagem criativa e a
utlização de materiais recicláveis e acessíveis, tais como:
Materiais recicláveis: papelão, folhas de sulfite, palitos de churrasco, canudinhos, barbante, caixas de
sapato e pratos de plástico;
Materiais elétricos: com fontes de energia (baterias), motores e leds;
Materiais de papelaria: tinta, canetinha, clipes, cola colorida, cola quente, papéis diversos e o que
mais servir para a alegoria.

Aldeia 1 - Desafios relacionados ao Pensamento Computacional:


Usando os materiais, evidencie que o Pensamento Computacional nem sempre está ligado
à programação, mas estimula um jeito de pensar e resolver problemas de forma eficiente.
Aldeia 2 - Desafios relacionados às TDIC:
Usando os materiais, evidencie o que são as TDIC e quais elementos constituem essas
tecnologias e suas variações, considerando sempre os exemplos já levantados em aula.
Aldeia 3 - Desafios relacionados ao Letramento Digital:
Para a execução dessa Aldeia, é preciso demonstrar que o Letramento Digital está ligado
à maneira como utilizamos as TDIC, as ferramentas e os ambientes digitais, considerando uma
atitude ética, crítica e reflexiva, e ampliando sua participação social.
Atenção: Para realizar essa atividade, você terá 25 minutos. Use a criatividade, a inventividade
e o trabalho em equipe para conseguir cumprir a proposta.

Momento de socialização
Agora, visite a aldeia de seus colegas e deixe comentários sobre os pontos que colaboram
com a construção dos eixos do nosso componente. Você também pode complementar o
trabalho com pontos que o grupo não tenha indicado. Utilize os balões que estão nos anexos,
ao final deste Caderno para registrar suas ideias. Depois, realizem uma pequena socialização
sobre os comentários de cada grupo.
Em casa, insira suas principais ideias a respeito da atividade de hoje, no espaço abaixo.

Qual o maior aprendizado do dia?

MEMES
Você já deve ter percebido o quanto este componente pode ser divertido e o quanto
podemos usar tecnologia e inovação para resolver problemas, certo?
Queremos iniciar a aula de hoje, perguntando: você gosta de RAP? Samba? Rock?
Sertanejo? MPB? Qual o seu ritmo ou estilo musical favorito? Na atividade de hoje, vamos criar
memes para algumas canções.
TECNOLOGIA E INOVAÇÃO 239

Com o apoio do(a) professor(a), a sala será dividida em grupos e vocês farão a seleção de
algumas canções das quais são fãs. Juntos, escolham uma música com a qual vão trabalhar!
Para essa atividade, busque sites ou aplicativos que podem ser usados para criar memes,
ou realize essa atividade de maneira desplugada em folhas, cartazes ou cartões. Escolha o que
fizer mais sentido para a sua turma.

Saiba Mais
Meme é uma imagem, vídeo, GIF que trata de algum tema
com humor e se espalha pela Internet.

É importante que seu meme relacione a música escolhida com alguma das questões
tecnológicas abaixo, além do gosto musical.

• Redes Sociais;
• Youtubers;
• Compartilhamentos;
• Fake News;
• Games;
• Meios de comunicação.

Por isso, antes de realizar a atividade, é necessário conversar sobre esses pontos com os
colegas e sanar as dúvidas.

Atenção: Para essa atividade, você terá 25 minutos. O trabalho em equipe e a colaboração
são as chaves para o sucesso neste desafio.

Momento de socialização
Agora, apresente aos colegas o produto final da atividade de seu grupo.
Em casa, registre as principais ideias do aprendizado de hoje, no espaço abaixo.

Qual o aprendizado do dia?


240 CADERNO DO ALUNO

PROGRAMA-SE
Olá, prontos(as) para mais? Já que estamos falando em caminhos, que tal realizar uma atividade
na qual você terá que encontrar “objetos” com a localização pré-estabelecida pelo(a) professor(a),
em um quadrante de 6x6 parecido com o do esquema abaixo, que poderá ser reproduzido na
lousa e/ou no chão com giz?

Saída Pensamento
computacional

Tecnologias Digitais Jogos


da Informação e
comunicação
Letramento
digital

Entrada

Para realizar a atividade vocês receberão as seguintes comandas (elas podem ser
encontradas e recortadas no anexo deste Caderno):
Andar ____ passos.
Virar à esquerda.
Virar à direita.
Pegar o objeto

Ganhará a equipe que utilizar o menor número de comandas e conseguir passar pelos três
eixos do componente Tecnologia e Inovação. Ah, cuidado com as pistas falsas! Você não deve
passar por essas caixas.

Chegamos ao fim deste caderno e este é um momento importante para realizar uma
reflexão. Vimos como a tecnologia e a inovação podem caminhar juntas, realizamos atividades
que fizeram repensar o papel das ferramentas digitais no nosso cotidiano, conhecemos novas
palavras, realizamos atividades mão na massa e navegamos por atividades plugadas e
desplugadas. Em casa, reflita sobre esses aprendizados. No próximo bimestre, retomaremos
esses pontos.
TECNOLOGIA E INOVAÇÃO 241

ANEXOS
BALÕES DE FALA PARA COMENTÁRIOS NA ALDEIA

CARTÕES DE COMANDOS SÍMBOLO DE WIFI

PEGAR O OBJETO VIRAR À ESQUERDA

ANDAR __ PASSOS VIRAR À DIREITA

CARTÕES PARA VERBETES


Projeto de Vida
PROJETO DE VIDA 245

PARA COMEÇAR
Caro(a) estudante, protagonista é ocupar o principal papel na sua vida!
Você está no 6º ano, início de uma nova É quando você escuta as pessoas ao seu redor e,
etapa do Ensino Fundamental. Quanta novidade, depois, consegue tomar a decisão do que fazer
não é mesmo? Você agora tem mais professores, sozinho(a), reunindo tudo que aprendeu. Dá para ser
novos colegas e disciplinas que ainda não conhecia. protagonista na escola, em casa, no bairro, em uma
Junto com tudo isso, você encontra novas partida de futebol etc.
possibilidades! E é para te acompanhar nestas E, por falar em escola, estudar é o principal
descobertas e sonhos que este Caderno está aqui. caminho para a realização de seus sonhos. O que
Durante os próximos meses, você poderá contar acontece durante as aulas, nos intervalos, quando
com este material para registrar todas as ideias, você conversa com seus colegas, com seus
planos, dúvidas e objetivos que tiver. Você vai, professores e muito mais, contribui para que você
neste caminho, se preparar para agir com cada vez aprenda coisas diferentes e importantes para seu
mais responsabilidade, autonomia e para “correr futuro e presente. Em várias atividades, você será
atrás” daquilo que considera importante. convidado(a) a prestar atenção nisto: como o que
Projeto de Vida (PV) é um espaço reservado acontece na escola lhe ajuda a chegar mais perto
para tudo isso. É verdade que é mais uma das do que sonha.
disciplinas novas que você tem. Por isso, fique Antes de partirmos para as atividades, um
tranquilo(a): haverá tempo para entender sobre o lembrete importante: PV não é só sobre o futuro. É
que se trata. No Acolhimento, você já deve ter sobre o agora. Tem a ver com a maneira como
descoberto um pouco e, nos próximos dias, saberá você toma as suas decisões e faz os seus planos
muito mais. Resumindo, PV, neste ano, será um para atingir o que espera para seu futuro. Dessa
espaço para acolher e apoiar você nesse momento forma, este Caderno pretende apoiar e
de mudança de etapa do Ensino Fundamental. complementar as aulas de Projeto de Vida. Além
No primeiro bimestre, além de entender disso, em alguns momentos, vai te ajudar a
mais sobre PV, você vai poder conhecer melhor perceber que o que você aprende em outras aulas
seus professores, colegas e descobrir bastante tem a ver com o seu Projeto de Vida.
sobre a sua escola. Além disso, vai começar a Vamos começar? Para isso, há um primeiro
aprender como organizar seus estudos. A todo passo importante: criar o seu Diário de Práticas e
momento, a ideia é que você tome decisões a Vivências.
partir dos seus sonhos. Em breve, vamos falar
sobre eles.
Para que tudo corra bem, é preciso que você
se comprometa a estar envolvido(a) nas atividades e
participe de forma protagonista. Você conhece essa Coordenadoria Pedagógica
palavra? É um bom começo para falar de PV. Ser Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
246 CADERNO DO ALUNO

ORIENTAÇÕES PARA CRIAÇÃO E PREENCHIMENTO


DO DIÁRIO DE PRÁTICAS E VIVÊNCIAS
Neste Caderno que você tem em mãos, existem espaços para ler orientações, anotar
respostas, ideias e outras coisas que forem criadas ao longo das aulas de PV. Quando terminar o
bimestre, no entanto, é hora de se preparar para receber o Caderno para os próximos meses.

Um lembrete importante: guarde este Caderno sempre com você.


Ele é parte da sua jornada!

Ainda não falamos sobre isso, mas você já deve imaginar que Projeto de Vida não é algo que
se encerra no final de um bimestre ou até de um ano escolar. Ele continua acontecendo mesmo
quando você termina o Ensino Médio. Afinal, estamos falando dos sonhos, das metas e do futuro.
Por isso, além dos Cadernos de cada bimestre, que tal criar um companheiro que esteja
com você ao longo de toda a sua vida? Trata-se do Diário de Práticas e Vivências.
Se você já teve um diário, sabe mais ou menos como funciona. É aquele livro ou caderno
onde você escreve sobre o que de mais importante acontece na sua vida. Em geral, é um caderno
com a sua cara. Em algumas épocas, você pode sentir vontade de anotar coisas nele todos os
dias. Em outras, uma vez por semana. Tudo depende do momento que você estiver vivendo.
O Diário de Práticas e Vivências fará esse papel para tudo que você experimentar e que
estiver relacionado ao seu Projeto de Vida. Você pode fazer anotações nele durante as aulas
(de PV ou qualquer outra), em intervalos ou até na sua própria casa. Fique à vontade para rechear
ele de planos, recortes, fotos, desenhos etc!
Então, para começar, vamos montar este Diário? Você pode usar:
• Um caderno,um fichário ou um punhado de folhas sulfite;
• Revistas e jornais;
• Tesouras;
• Cola;
• Fotos;
• Canetas;
• Lápis coloridos;
• Fita crepe;
• O que mais se relacionar com os seus sonhos!

Agora, o exercício é deixar o Diário com a sua cara! Faça desenhos, colagens e escritos que
te representem, que se conectem com os seus sonhos. Quando terminar, escreva o seu nome na
primeira página. Coloque a data também. Você vai gostar de lembrar quando criou seu primeiro
diário. Primeiro, aliás, porque como o Projeto de Vida está sempre em construção, certamente
você precisará fazer novas versões no futuro. Por isso, é fundamental que volte a ele sempre para
relembrar seus passos, suas vitórias e seus desafios.
PROJETO DE VIDA 247

Com o Diário pronto, troque ele com um(a) colega. Escreva uma mensagem curta nas
primeiras páginas com desejos daquilo que você gostaria que ele(a) conquistasse por meio dos
seus sonhos. Pegue de novo o seu material e veja o que está escrito.
Lembre-se de sempre colocar a data em que você realizou as atividades e/ou registros.
Traga sempre esse material com você.
Abuse de sua criatividade. Construa um diário com sua cara!

Situação de Aprendizagem:
PROJETO DE VIDA: O TRAÇADO ENTRE O “SER” E O “QUERER SER”

Competências socioemocionais em foco: empatia e confiança

De acordo com as explicações do seu(sua) professor(a), você deve ter percebido que
Projeto de Vida é o principal projeto que uma pessoa pode ter. Você deve ter notado também
que seu passado, presente e futuro se encontram na construção desta empreitada! E, o mais
importante, deve ter reparado o quanto você é imprescindível nesse processo, pois sem a sua
presença nenhum dos seus sonhos sequer existiria. É por este motivo que este material é
dirigido a você! Dessa forma, as atividades aqui contidas pretendem ser mais do que um
conjunto de orientações para você se guiar em sua vida. Por meio delas você vai poder colocar
no papel suas ideias e seus sonhos, refletir e buscar qual é o melhor caminho para fazê-los
acontecer. Bem como vai pensar sobre o que você espera conquistar durante o Ensino
Fundamental. Tratam-se, portanto, de pequenos tijolos com os quais você poderá construir
um conhecimento sobre si mesmo(a). Sabendo disso, depois das discussões mediadas pelo(a)
seu(sua) professor(a), desenhe uma casa no seu Diário de Práticas e Vivências. Divida ela em
vários tijolos. Em cada um deles, coloque respostas para as seguintes perguntas:

• Qual importância você quer dar à construção do seu Projeto de Vida?


• O que você ganha criando um Projeto de Vida?

Seguindo as orientações da(a) seu(sua) professor(a), em roda de conversa, é importante que


você fale sobre como se sente em relação ao desenho da sua casa. Caso fique à vontade, mostre
a sua criação para os seus colegas. Você pode ainda dizer o quanto entendeu das explicações
do(a) professor(a) sobre o que é o componente curricular Projeto de Vida e o quanto se sente:

1. Acolhido(a) na sua escola


2. Motivado(a) para construir o seu Projeto de Vida por meio das orientações, das aulas e
do(a) seu(sua) professor(a).
248 CADERNO DO ALUNO

Situação de Aprendizagem:
DESAFIO DOS SUPERPODERES!
Competências socioemocionais em foco: empatia, respeito, tolerância ao estresse,
autoconfiança, tolerância à frustação e organização.

MISSÃO 1: DESCOBRINDO “SUPERPODERES”

Provavelmente, em algum momento de sua vida, você já imaginou como seria se tivesse
superpoderes. Ser invisível, ter a força de um gigante, correr mais rápido que o vento ou
conseguir ler mentes são poderes que vemos nos filmes de super-heróis. Se você pudesse
escolher ter superpoderes, quais teria?
Saindo do mundo da imaginação dos super-heróis, saiba que você tem os seus próprios
poderes. Isso quer dizer que você tem qualidades e valores que o(a) tornam único(a) e especial.
Ninguém no mundo é igual a você! Para pensar e compreender quais são os seus poderes, é
preciso pensar sobre si mesmo(a).
Para descobrir mais sobre suas qualidades, faça este rápido exercício. Em 5 minutos,
preencha a tabela a seguir. Se precisar copie o quadro no seu Diário e adicione mais linhas.

Eu sou bom(boa) em Eu preciso aprender a Eu tenho medo de Eu me animo quando Eu não gosto de

Como foi? Converse com um(a) colega sobre o que foi mais fácil e o que foi mais difícil.
O que você acaba de fazer é um exercício de autoconhecimento. Assim como conhecemos
outras pessoas – nossos familiares, amigos e professores – também temos que conhecer a nós
mesmos! E isso nunca acaba. Por incrível que pareça, estamos sempre descobrindo coisas sobre
como somos, como nos sentimos quando alguma situação específica acontece etc.
Para terminar esta missão, considerando o que indicou na tabela anterior, pense em 3
superpoderes que você já tem! Vale de tudo: saber guardar um segredo, conseguir manter seu
armário organizado, manter a calma quando alguma coisa te chateia etc.
Anote seus superpoderes no seu Diário de Práticas e Vivências.

MISSÃO 2: NOMEANDO COMPETÊNCIAS

Agora que você está se conhecendo melhor, é hora de falar das competências
socioemocionais que são como “poderes” para apoiá-lo(a) nos desafios do dia a dia,
conforme seu(sua) professor(a) explicou. Elas dizem respeito a como pensamos, sentimos,
decidimos e agimos. Essas competências nos ajudam a aprender a superar obstáculos no
dia a dia e a não desistir diante do primeiro problema. E desenvolver tudo isso na escola é
uma grande chance!
PROJETO DE VIDA 249

Atenção, estudante!
Competências socioemocionais não são superpoderes. Este é só um jeito de começarmos a discussão
sobre o assunto, que vai durar até o final do Ensino Médio. E só para lembrar, as competências
socioemocionais podem ser desenvolvidas de forma intencional e com o apoio da escola.

Você já reparou que, às vezes, conseguimos contar histórias em que usamos alguma
destas competências, mas não encontramos a palavra exata para dizer o seu nome? Por
exemplo, como chamar aquilo que nos fez ter coragem para conversar pela primeira vez
com um(a) outro(a) estudante que não conhecíamos no começo do ano? Ou, como se referir
ao que não deixou você desistir de tentar passar de fase no videogame, mesmo depois de
ter perdido muitas vezes seguidas?
Para lhe ajudar nesta missão, o(a) seu(sua) professor(a) vai espalhar pela sala tarjetas de
cores diferentes. Nas tarjetas de uma cor, você encontrará o nome de competências. Nas de
outra cor, estão as descrições dessas palavras. A sua tarefa e a de seus(suas) colegas é fazer a
conexão entre os nomes das competências e suas explicações.
Assim que formarem todos os pares de tarjetas e discutirem com seu(sua) professor(a),
criem um mural em um lugar bem visível na sala. Como o(a) professor(a) contou para vocês, ao
longo deste ano, a ideia é que desenvolvam mais cada um desses “poderes”!
Aqui, neste Caderno, você sempre vai encontrar, no início das atividades, quais são as
competências que serão desenvolvidas a cada encontro. Assim, você pode ir se conhecendo
melhor e aprendendo sempre mais!

MISSÃO 3: IDENTIFICANDO MINHAS COMPETÊNCIAS

Agora que você já entendeu o que é se conhecer, é hora de partir para ação! A missão 3
é um verdadeiro exercício de olhar para si mesmo(a) e buscar exemplos de como você age no
seu dia a dia!

HORA DA REFLEXÃO! COMO PENSO, SINTO, AJO E DECIDO?

Confira o “Caderno de Respostas” que está ao final deste material e siga as orientações
do(a) professor(a)!

Obs: este exercício que você acaba de fazer tem como objetivo lhe ajudar a se
conhecer mais, assim como permitir que o(a) seu(sua) professor(a) acompanhe
o seu desenvolvimento. Não é uma avaliação com respostas certas
ou erradas ou a qual será atribuída uma nota.
250 CADERNO DO ALUNO

MISSÃO 4: ONDE ESTAMOS E PARA ONDE QUEREMOS IR!

Até agora, você:

(1) Refletiu sobre o seu desenvolvimento nas competências socioemocionais;


(2) Conversou sobre suas respostas com seu(sua) professor(a) e colegas;
(3) Escolheu, juntamente com a turma, as duas competências socioemocionais que são o
desafio de desenvolvimento coletivo.

HORA DA AÇÃO! CONSTRUINDO UM PLANO DE DESENVOLVIMENTO PESSOAL.

Para seguir em frente neste desafio, que é um verdadeiro “jogo da vida”, escreva em seu
Diário de Práticas e Vivências um plano de desenvolvimento pessoal para conseguir trabalhar as
competências escolhidas como desafio pela turma.
Passo 1: Indique, pelo menos, um(a) colega da turma que pode apoiar você no desenvolvimento
de cada uma dessas duas competências. Converse com esse(a) colega para pedir o apoio dele(a)!
Passo 2: Planeje, pelo menos, uma ação que você deverá praticar para conseguir
desenvolver cada uma das duas competências.

Lembre-se de manter o seu Diário de Práticas e Vivências sempre atualizado!


Registre nele suas ideias, percepções, experiências, desejos, vitórias... Faça dele o
seu melhor amigo!

Situação de Aprendizagem:
QUE LUGARES EU OCUPO?
Competências socioemocionais em foco: empatia, respeito, curiosidade
para aprender e assertividade

Você já prestou atenção nos diversos lugares dos quais faz parte? A escola é um deles. Mas
também tem a sua casa, a casa de seus vizinhos, um parque no qual você costuma ir, e até
mesmo a sua cidade e país! O tempo todo estamos passando por lugares dos quais fazemos
parte e onde conhecemos, conversamos, cruzamos, acreditamos, concordamos, trabalhamos,
jogamos bola com pessoas que, de maneira mais ou menos profunda, estão conectadas a nós.

Minha jornada pelo mundo

1. Seguindo as orientações do(a) seu(sua) professor(a), leia e responda as pistas que seguem
abaixo e discuta suas ideias com os seus colegas de grupo, para posteriormente
apresentá-las para a turma.
PROJETO DE VIDA 251

Grupo 1 – Pista: Espaço não são só as paredes, móveis, portão ou outros elementos
físicos que fazem parte dele. O espaço também é feito dos sentimentos
que costumamos sentir dentro dele e a relação que cultivamos com quem
também o frequenta. O que isso tem a ver com você e com os espaços
que frequenta?
Grupo 2 – Pista: Todo ano as geleiras da Antártida derretem 55 bilhões de litros d’água. O
que isto tem a ver com você e com o espaço em que vive?
Grupo 3 – Pista: Na sua cidade, há pessoas que, apesar de quererem trabalhar, não
conseguem encontrar um emprego. O que isso tem a ver com você e com o
espaço em que vive?
Grupo 4 – Pista: A internet nunca esteve tão presente na vida das pessoas. Contudo, o seu uso
pode impactar positivamente ou não a vida das pessoas, por exemplo, aproximando
quem vive distante ou gerando um distanciamento com pessoas do convívio diário.
O que isso tem a ver com você e o espaço em que vive?
Grupo 5 – Pista: Um rapaz no metrô levantou do seu banco para que um outro mais velho
pudesse se sentar. O que isso tem a ver com você e o espaço em que vive?

Situação de Aprendizagem:
O MUNDO CHAMADO ESCOLA AO QUAL PERTENÇO

Competências socioemocionais em foco: empatia, confiança, organização e assertividade

Sabe aquela pessoa que faz você se sentir bem? Alguém que te inspira ou te passa a sensação
de que pode confiar seus segredos. Companhias com quem você sente que pode ser exatamente
como é e contar os seus sonhos. Além das pessoas, já percebeu que existem espaços que nos
deixam mais confortáveis e nos acolhem? Lugares que despertam sentimentos bons. Nesta
atividade, vamos pensar sobre pessoas e lugares na escola que têm esse poder. Vamos lá?

Seguindo as orientações do(a) seu(sua) professor(a), e com o seu Diário de Práticas e


Vivências em mãos:

1. Reflita sobre o que você considera mais importante para se sentir bem na escola. Pense na
sua relação com as pessoas e com os espaços.
2. Você agora têm mais professores do que no ano anterior, certo? Por isso, deve estar
conhecendo novos educadores. Descreva como você gostaria de ser tratado por todos os
educadores da escola e porque isso é importante para você.
3. E os novos colegas? Pense em algum(a) outro(a) estudante que conheceu neste ano e com
quem viveu algum momento legal.
4. De acordo com as questões anteriores, é possível identificar uma pessoa da escola que
tratou você ou seus colegas de uma forma que você achou bacana? Quem é essa pessoa e
qual a situação na qual isso ocorreu?
252 CADERNO DO ALUNO

5. Qual espaço da escola você mais gosta? Justifique a sua resposta.


6. Como sua sala de aula está organizada? Você teria uma nova sugestão para organizar a
sala? Os materiais, as carteiras, pense até nos lugares reservados para guardar os livros.
A partir das suas respostas e, em conjunto com um grupo de colegas, crie uma pequena
peça para dramatizar alguma situação em que vocês se sentiram bem tratados por uma pessoa
e/ou em um espaço da escola.
Depois de se prepararem, apresentem para turma. Então, conversem sobre as encenações.

Situação de Aprendizagem:
SOBRE CRIAR, APRENDER E VIVER: UMA ESCOLA PARA TODOS
Competências socioemocionais em foco: entusiasmo e autoconfiança

Nesta atividade você vai refletir ainda mais sobre sua relação com a escola e as pessoas
que fazem parte dela. É hora de pensar como estas pessoas e lugares podem lhe apoiar na
realização dos seus sonhos! Imagine educadores e colegas que podem dar conselhos e que são
inspiradores. Quanto aos espaços, você consegue imaginar aqueles que mais lhe estimulam na
hora de se preparar para buscar seus projetos futuros? Podem ser os livros na Sala de Leitura, as
traves que ficam na quadra etc.

1. Assim, seguindo as orientações do(a) seu(sua) professor(a), individualmente, se concentre no


seu sonho. Ele segue sendo o mesmo sobre o qual falou no Acolhimento ou já se transformou?
Se ele está diferente, você consegue identificar o que te fez mudar de ideia?

Lembre-se: o nosso Projeto de Vida está em constante construção!

Caso você se sinta à vontade, pode escrever ou desenhar o que pensou no seu no seu Diário
de Práticas e Vivências. E, caso queira, pode comentar algo da sua reflexão com os seus
colegas de turma.
2. Agora que você está seguro(a) sobre o sonho que tem, lembrando que não tem problema
se você sentir que é preciso mudá-lo depois, desde que ele seja o que você realmente
deseja, responda no seu Diário de Práticas e Vivências:

a. Você consegue imaginar o quanto estará feliz quando conseguir realizar seu sonho?
Escreva um pouco sobre isso.
b. O que você acha que poderia ajuda-lo(a) na realização do seu sonho? Pode ser uma
pessoa com quem você gostaria de conversar, um filme que pode lhe inspirar, um curso,
um lugar para visitar, um grupo do qual queira fazer parte etc. Justifique sua resposta.

Agora, pensando na sua escola:

c. Como você acredita que ela poderia lhe apoiar na realização do seu sonho? Tem
algum(a) professor(a) com quem você gostaria de falar sobre isso? Quais disciplinas se
PROJETO DE VIDA 253

conectam com seu sonho? Você escolheu uma Eletiva que aprofunda temas ligados
ao que você deseja? Há livros na escola que você gostaria de ler? Justifique a sua
resposta e comente com os seus colegas.
d. Após as explicações do(a) seu(sua) professor(a) sobre como a escola pode apoiá-lo(a) na
realização do seu sonho, e de acordo com o seu entendimento, descreva como você
pretende aproveitar tudo o que ela oferece. Você pode fazer isso optando por escrever
ou desenhar.

Situação de Aprendizagem:
O MUNDO É UMA GRANDE ALDEIA E EU NÃO ESTOU SOZINHO

Competências socioemocionais em foco: empatia e respeito

Na maior parte do nosso dia, não estamos sozinhos. Na escola, por exemplo, estamos
cercados por dezenas de colegas e profissionais. No nosso bairro, temos vizinhos. Em casa,
aqueles com quem moramos. Quanta gente! Por isso, precisamos aprender a nos integrar e
fazer parte de um todo. Você já pode ter percebido que, às vezes, é preciso aproximar-se com
cuidado, atenção e firmeza; em outras, o importante é comunicar-se com clareza, objetividade
e sinceridade; há ainda momentos em que o essencial é compreender os seus próprios
sentimentos e os dos demais. Viver em grupo passa por aprender a concordar e discordar sem
romper nem agredir; a ceder em prol do coletivo etc. Assim sendo, esta atividade convida
você a reconhecer as possibilidades de interação com quem te cerca. Como falamos, nós
pertencemos a vários grupos.

1. Reunido em grupo com os seus colegas, pensem e descrevam algumas situações de suas
vidas ou de outras pessoas em que é/ou foi importante considerar ou perceber a existência
do outro, seja em momentos de ajuda inesperada, de cooperação ou de conflito pelo qual
tenham passado. Elejam uma das situações e, em uma frase, a descrevam na primeira linha
de uma folha de papel.
2. Cada grupo deve passar a sua folha para outro. Então, cada grupo lê a frase que consta no
papel que acabaram de receber. Em seguida, dobrem a parte escrita de forma que ela não
possa mais ser lida.
3. Escrevam uma única frase criativa que dê continuidade àquela que acabaram de ler, que
reforce uma ação de cuidado com quem está ao nosso redor e, mais uma vez, passem o
papel a diante.
4. Seu grupo receberá outra folha na qual poderá ler apenas a última frase. Mais uma vez,
criem uma linha para dar continuidade ao que podem ler, indicando ações em que
perceberam a existência dos outros, e escondam, usando uma dobradura, a frase anterior.
Enviem para os próximos colegas.
5. Depois de pelo menos cinco rodadas, desdobrem os papéis e leiam as histórias que vocês
escreveram.
6. Discutam sobre as criações.
254 CADERNO DO ALUNO

Situação de Aprendizagem:
ESTUDAR...POR QUÊ?
Competências socioemocionais em foco: entusiasmo, autoconfiança,
responsabilidade, curiosidade para aprender, foco e assertividade

Nesta atividade, você vai entender as razões pelas quais é importante estudar para a
realização do seu sonho. Tendo clareza sobre isso, você terá mais condições de aproveitar todas
as oportunidades que a escola oferece para o seu desenvolvimento e crescimento. Dessa forma,
seguindo as orientações do(a) seu(sua) professor(a), discuta com os seus colegas a seguinte
questão:

1. Por que estudar?

Agora, individualmente responda:

2. Qual a sua maior motivação? O que você se sente mais animado(a) para estudar?
3. Estudar não possui relação com quantos fatos e fórmulas uma pessoa consegue decorar,
mas se relaciona à capacidade de ler, escrever, pensar e decifrar o mundo ao seu redor.
Estudar é a “injeção” necessária para alçar voo rumo à realização do seu sonho. Com ajuda
do(a) seu(sua) professor(a), discuta com o seus colegas as seguintes afirmações:

“O estudo é conquistar um objetivo depois de muito ter se preparado”


“O estudo é toda a estrada até o ponto de chegada”.

Situação de Aprendizagem:
TUDO COMEÇA A MUDAR QUANDO SOU EU QUEM DECIDO

Competências socioemocionais em foco: determinação, curiosidade


para aprender, responsabilidade, autoconfiança e imaginação criativa

Sabendo que você é uma pessoa capaz de grandes feitos para a realização do seu sonho:

1. Identifique alguns desafios que você terá que enfrentar para realizá-lo. Com ajuda do(a)
seu(sua) professor(a), escreva um texto ou faça um desenho que contemple essas suas
reflexões:
2. Agora, olhando para o seu desenho, ou relendo o seu texto, responda:

A. Quais são os desafios que dependem apenas de você para serem superados?
B. Existe alguma característica sua que ajuda a enfrentar algum dos desafios que você
descreveu anteriormente? Qual?
C. Forme uma dupla e converse com seu(sua) colega sobre os seus desafios. Troquem
pelo menos 3 dicas de como cada um(uma) poderia superá-los.
PROJETO DE VIDA 255

Situação de Aprendizagem:
EU E OS MEUS TALENTOS NO PALCO DA VIDA
Competências socioemocionais em foco: empatia, curiosidade
para aprender, autoconfiança e organização

1. Você acaba de discutir com seu(sua) professor(a) e seus colegas sobre o que é talento.
Agora, é proposto que você converse com os seus colegas sobre as questões que seguem
abaixo, para que possam investigar melhor quais são os seus talentos:

A. O que você aprende sem precisar de muito esforço? Vale tudo! Desde um esporte no
qual você costuma se sair bem, até contar piadas ou desenhar.
B. O que você tem paixão por fazer e acredita que faz muito bem?
C. Há alguma coisa que outras pessoas pedem para você ensinar a elas? Ou pedem a
sua ajuda para aprender?
D. Há alguma coisa que você sempre faz e que as pessoas costumam elogiar bastante?

2. Depois de responder às questões anteriores e falar sobre seus talentos com os seus colegas,
é esperado que você tenha identificado o que você sabe fazer, quais são os seus talentos
(ou pelo menos se aproximado deles). Assim sendo, descreva no seu Diário de Práticas e
Vivências o que você descobriu.
3. A partir do que você mencionou na questão acima, que tal buscar exercitar e ampliar os seus
talentos para que eles se desenvolvam mais e sejam sempre transformadores para você e
para outras pessoas? Assim sendo, junto com os seus colegas, pensem em algo que possam
fazer na escola a partir dos seus talentos. A ideia é organizar uma “Semana de Talentos”.

A. Para isso, primeiro, descreva no seu Diário de Práticas e Vivências como você pode
usar o seu talento.
B. Agora, descreva como você pode colocá-lo a serviço das pessoas da escola.

4. Para a organização da “Semana de Talentos”, juntamente com os seus colegas e com a


ajuda do(a) seu(sua) professor(a), é preciso seguir algumas orientações:

1. Criar oficinas/apresentações rápidas de talentos a serem ofertadas no intervalo


escolar, em períodos curtos, com duração máxima de 20 minutos cada.
Ex: Se você é bom(boa) em fazer dobraduras, pode ensinar outros colegas a fazê-las. Caso
goste de cantar, que tal pensar em uma apresentação?

2. Fazer levantamento prévio e organizar os materiais necessários para as oficinas/


apresentações, de acordo com a disponibilidade de recursos da escola.
Ex: No caso da oficina de dobraduras, você precisará de papéis.

3. Estruturar uma programação semanal das oficinas/apresentações de acordo com os


dias da semana e tipo de atividade.
256 CADERNO DO ALUNO

Ex:

Responsável Oficina/apresentação Data Horário Local

Marta Dobradura 14/03 09h Pátio

4. Divulgar a semana de talentos e as oficinas/apresentações que irão acontecer durante


o período para toda a escola.
Ex: Vocês podem criar cartazes, usar redes sociais etc.

5. Organizada a semana de talentos, é só vivenciá-la e depois contar no seu Diário de


Práticas e Vivências como foi e o que você descobriu mais sobre você e seus colegas:

Situação de Aprendizagem:
É PRECISO SABER SOBRE O SABER
Competências socioemocionais em foco: foco, organização, determinação,
imaginação criativa, curiosidade para aprender, persistência e autoconfiança

Na atividade anterior: EU E OS MEUS TALENTOS NO PALCO DA VIDA, você refletiu


sobre os seus talentos e é bem provável que tenha identificado não apenas coisas que sabe
fazer, mas também outras que gostaria de aprender melhor. Esta atividade convida você a
estabelecer novas relações entre o que sabe e o que precisa aprender. Afinal, como já falamos,
Projeto de Vida tem tudo a ver com seguir sempre aprendendo mais!

1. Seguindo as orientações do(a) seu(sua) professor(a) faça um levantamento das coisas que
você gostaria de saber mais. Provavelmente, você descobriu muitas delas ao longo da
“Semana dos Talentos”.
2. Indique uma forma de desenvolver cada uma delas. Ao lado, anote um prazo para buscar
o caminho identificado.

O que quero aprender O que posso fazer para Quando farei essa ação
aprender

Se precisar, reproduza o quadro no seu Diário de Práticas e Vivências e adicione mais linhas.
PROJETO DE VIDA 257

Situação de Aprendizagem:
TODOS NÓS APRENDEMOS? ONDE APRENDEMOS?

Competências socioemocionais em foco: persistência, foco e imaginação criativa

Chegando até aqui, é provável que você tenha descoberto várias coisas novas. Isso é
prova do quanto você é capaz de aprender com tudo que desperta a sua curiosidade. Isso
se dá também porque aprender é inerente ao ser humano, motivo pelo qual, desde o seu
nascimento, aprender faz parte da sua vida. Contudo, existem muitas formas de aprender
algo. Você mesmo(a) deve ter preferências de conhecimento, devido aos diferentes interesses
que tem. Sobre isso, imagine que quanto mais você descobrir sobre como gosta e aprende
bem, mais poderá apostar nestes caminhos! Por exemplo, se você sabe que aprende melhor
quando lê livros, pode apostar nesta estratégia para se apropriar de novos conhecimentos.
Por outro lado, se o melhor para você é ouvir uma explicação, pode buscar mais oportunidades
de escuta. É sobre isso que essa atividade vai tratar.

IMPORTANTE: não se aprende só na escola; se aprende com a família, amigos,


pessoas da comunidade onde você vive, a televisão, a internet, os livros e,
também, com os conhecimentos da escola, que tem um papel muito importante
na nossa vida.

Preencha individualmente a planilha abaixo e, depois, em trio com os seus colegas,


conversem sobre o que você registrou.

O QUE APRENDI
Com a minha Com os meus Com o que vi na Com os livros Com meus
família colegas TV ou internet que li professores

Se precisar, reproduza o quadro no seu Diário de Práticas e Vivências e adicione mais linhas.

Situação de Aprendizagem:
ORA, ORA...ATÉ AS FORMIGAS SE ORGANIZAM
Competências socioemocionais em foco: organização, persistência, determinação,
responsabilidade, tolerância a estresse, tolerância a frustração

Na atividade: DESAFIO DOS SUPERPODERES você descobriu muitas coisas sobre você e,
principalmente, tornou-se mais consciente do que precisa focar para aprender mais. Dando
258 CADERNO DO ALUNO

sequência agora, é preciso explorar o que você sabe sobre o seu perfil como estudante para a
criação de uma rotina de estudos de acordo com as suas necessidades de aprendizagem.

1. Para início de conversa, com os seus colegas e seu(sua) professor(a), sobre o seu perfil
como estudante, responda:

a. O que você acredita que precisa aprender para realizar o seu sonho?
b. Quanto tempo você dedica diariamente para estudar o que precisa aprender?
c. Como você percebe que costuma aprender melhor certo conteúdo? Ou seja, você
acha que aprende melhor quando utiliza algum material de apoio, como livros,
dicionário, internet etc?
d. De tudo o que você está vivendo na escola desde o primeiro dia de aula, o que mais
te deixa empolgado(a)? Pense naquilo que você fica feliz só de imaginar que vai
acontecer quando estiver na escola. Pode ser uma disciplina que você adora, um
conteúdo específico de alguma delas que despertou seu interesse uma atividade que
foi marcante etc.
e. De tudo o que você está vivendo na escola desde o início das aulas, o que mais lhe dá
arrepio? Lembre-se do que acontece na escola e que dá aquele frio na barriga!
f. Em qual atividade da escola você tem alguma dificuldade, mas consegue ter forças
para se superar sem precisar da ajuda de outras pessoas?
g. E qual é aquela atividade em que você sente dificuldade para aprender e não
consegue, sozinho(a), superar os seus limites?
h. Você pede ajuda aos(às) colegas quando percebe que está difícil aprender alguma
coisa? Quando eles(as) ajudam, você aprende melhor?
i. Você prefere estudar sozinho(a), gosta de estudar com um(a) colega ou de fazer parte
de um grupo de estudos?
j. Pensando nas várias áreas de conhecimento e nas disciplinas, quais são aquelas que
você está aprendendo bem e as que você não tem aprendido o tanto que gostaria?

2. Após responder as questões anteriores, escreva sobre como você enxerga que é o seu
perfil como estudante. Para facilitar na organização das suas ideias, preencha o quadro a
seguir:

BUSCANDO SABER O MEU PERFIL COMO ESTUDANTE

O que torna minha vida de estudante mais O que torna minha vida de estudante mais
feliz e tranquila? difícil?

Se precisar, reproduza o quadro no seu Diário de Práticas e Vivências e adicione mais linhas.
PROJETO DE VIDA 259

MEU PERFIL COMO ESTUDANTE

Como gosto de aprender:

O que aprendo melhor:

O que preciso desenvolver mais:

3. Ainda investigando o seu perfil como estudante, imagine que você está fazendo uma
viagem de barco e precisa de uma carta náutica para guiar o seu caminho. Uma carta
náutica é um mapa de navegação que orienta você a “chegar lá”. Além da carta náutica,
você vai necessitar também de um guia prático para informar os possíveis obstáculos que
você terá que enfrentar. As únicas coisas que você possui são um farol, que é o seu ponto
de referência para facilitar a sua viagem, e o seu barco, que deve ser entendido como o
processo de aprendizagem. Dessa forma, você sairá para navegar pelo mar, que representa
todo o seu conhecimento adquirido. Sobre isso, comece a descrever quais serão os seus
rumos de acordo com o seu sonho e o que precisa enfrentar ao longo da viagem para
realizá-lo. Depois, faça uma descrição detalhada do mar, ou seja, dos conhecimentos
que você possui, e que deixarão a sua navegação mais segura.

Meus rumos (meus sonhos) …

Meu mar (conhecimentos que já tenho) …

Inspirado(a) pela imagem a seguir, transforme a sua resposta em um mapa no seu Diário de
Práticas e Vivências.

Tom Patterson, www.shadedrelief.com


260 CADERNO DO ALUNO

4. Com base em todas as informações a que você chegou sobre o seu perfil como estudante,
com ajuda do(a) seu(sua) professor(a), elabore a sua rotina de estudos. É importante
destacar que o ponto de partida para a criação da sua rotina são seus interesses e
necessidades de aprendizagem.

O que quero/ Em quais Como vou Prefiro Em que Posso ajudar


preciso aulas aprender? aprender tempos? outros com
aprender aprendo (lendo, sozinho ou (durante esse assunto?
sobre isso? por vídeo, em grupo? a aula, em
internet, casa, nos
conversando intervalos
com um etc)
professor etc)
Caderno de Respostas
DIÁLOGOS SOCIOEMOCIONAIS – CADERNO DE RESPOSTAS1

Nome da escola: Professor(a): Turma:

Seu nome: Data de Nasc.: _____/_____/_____

INSTRUÇÕES pois dentes saudáveis e limpos ajudam a comer melhor e a desfrutar


Abaixo, você verá um exemplo prático para ajudá-lo(a) a enten- da nossa comida. Além disso, evita infecções, nos auxilia a nos man-
CADERNO DE RESPOSTAS

der como responder as atividades propostas, por meio das rubricas ter saudáveis e as pessoas gostam de um belo sorriso!
que representam os degraus de desenvolvimento de determinada Agora, vamos analisar esta rubrica:
competência. Para que seja realmente fácil de entender, este exemplo Comece com a leitura do degrau 1: Este nível descreve garotas e
NÃO é sobre uma rubrica competência socioemocional, mas sim sobre garotos que ainda não desenvolveram a habilidade de cuidar de seus
uma competência simples do nosso dia-a-dia: cuidar dos nossos den- dentes: "Eu nunca escovo meus dentes". Em seguida, leia o degrau 4,
tes ou o quão bem você pode cuidar dos seus dentes todos os dias. que é o nível mais alto e descreve garotas e garotos que escovam seus
Leia o seguinte texto que descreve a competência e sua importância: dentes e usam fio dental pelo menos duas vezes ao dia. Logo após, leia
Cuidar dos seus dentes envolve aprender uma série de com- os degraus 2 e 3: muitas pessoas escovam os dentes uma vez ao dia,
portamentos e práticas específicas: como usar uma escova de dentes sendo assim, elas estariam no degrau 2; já o degrau 3 representa aque-
limpa e pasta de dentes, reservar um tempo para escová-los todos os les que escovam os dentes duas vezes ao dia, mas sem fio dental, e é
dias e aprender a usar o fio dental. Esta competência é importante, por esse motivo que nesse caso, o degrau 3 vem antes do degrau 4.

Entre os degraus 1 e 2 Entre os degraus 2 e 3 Entre os degraus 3 e 4 Eu escovo meus dentes


Eu nunca escovo meus (Mais do que o degrau Eu escovo meus dentes (Mais do que o degrau Eu escovo meus dentes (Mais do que o degrau e uso fio dental pelo
dentes 1, mas não chega uma vez ao dia. 2, mas não chega ao duas vezes ao dia. 3, mas não chega menos duas vezes
ao degrau 2) degrau 3) ao degrau 4) ao dia.

Degrau 1 Degrau 1-2 Degrau 2 Degrau 2-3 Degrau 3 Degrau 3-4 Degrau 4

Além desses 4 degraus, alguns garotos e garotas estão em situações alto porque esses garotos e garotas não escovam seus dentes todos os dias.
intermediárias entre as apresentadas nos degraus 1,2,3 e 4. Por exemplo, Portanto, essa situação indica uma posição entre os degraus 1 e 2, ou seja,
pense em quem escova seus dentes algumas vezes, mas não todos os dias. mais do que 1, mas não chega ao degrau 2.
O degrau 1 não seria o mais adequado, pois elas/eles escovam seus dentes Da mesma forma, onde poderiam se encaixar na rubrica as
com mais frequência do que "nunca". No entanto, o degrau 2 seria muito garotas e garotos que escovam seus dentes duas vezes ao dia, mas

1 Este instrumento foi desenvolvido pelo Instituto Ayrton Senna (IAS) com base em evidências científicas, sendo testado e validado psicometricamente neste formato, incluindo as
263

instruções e as rubricas. O IAS não se responsabiliza pelo uso inadequado ou alteração de qualquer de suas partes, que poderá acarretar na perda desta validade psicométrica.

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usam fio dental só uma vez ao dia? Neste caso, o degrau 4 seria Agora é sua oportunidade de praticar usando a rubrica! Aqui
muito alto (inclui usar fio dental duas vezes ao dia), mas o degrau 3 está um exemplo de um garoto, Carlos. Assinale abaixo o degrau que
seria muito baixo (não inclui nenhum uso de fio dental). Nessa situ-
ação, o que melhor os/as representa é o degrau 3-4, que está entre
melhor representa a situação de Carlos preenchendo completamente
o espaço compreendido pelo círculo correspondente à sua resposta:
264
os degraus 3 e 4. a. Carlos escova seus dentes uma vez por dia, mas às vezes ele
Verificando se você entendeu como usar a rubrica. escova duas vezes ou até três vezes.

Entre os degraus 1 e 2 Entre os degraus 2 e 3 Entre os degraus 3 e 4 Carlos escova seus


Carlos escova seus
Carlos nunca escova (Mais do que o Carlos escova seus (Mais do que o (Mais do que o dentes e usa fio dental
dentes duas vezes
seus dentes degrau 1, mas não dentes uma vez ao dia. degrau 2, mas não degrau 3, mas não pelo menos duas vezes
ao dia.
chega ao degrau 2) chega ao degrau 3) chega ao degrau 4) ao dia.

Degrau 1 Degrau 1-2 Degrau 2 Degrau 2-3 Degrau 3 Degrau 3-4 Degrau 4

Agora, pode checar sua resposta: que está, não onde você ou outros gostariam que você estivesse. Leia
Degrau 2-3 o degrau 1 novamente e, em seguida, o degrau 4. Depois, leia os
Resposta adequada para Carlos: A resposta cor-
degraus 2 e 3. Desses 4, selecione os dois que você acha que mais
reta, no caso de Carlos, é o degrau 2-3 (entre os degraus 2 e 3), uma
tem a ver com você. Agora decida, você acha que é melhor represen-
vez que ele não chega a escovar seus dentes duas vezes ao dia, mas
tado por um deles (por exemplo, degrau 3), ou pelo nível intermedi-
às vezes o faz.
ário entre eles (como o degrau 3-4, por exemplo)? Assinale abaixo a
Experimente você mesmo.
opção que você escolheu preenchendo completamente o espaço
Agora pense onde VOCÊ se encaixaria na rubrica. É importante
compreendido pelo círculo correspondente à sua resposta:
que você responda de acordo com o degrau em que você considera

Entre os degraus 1 e 2 Entre os degraus 2 e 3 Entre os degraus 3 e 4 Eu escovo meus dentes


Eu nunca escovo meus (Mais do que o degrau Eu escovo meus dentes (Mais do que o degrau Eu escovo meus dentes (Mais do que o degrau e uso fio dental pelo
dentes. 1, mas não chega ao uma vez ao dia. 2, mas não chega ao duas vezes ao dia. 3, mas não chega ao menos duas vezes
degrau 2) degrau 3) degrau 4) ao dia.

Degrau 1 Degrau 1-2 Degrau 2 Degrau 2-3 Degrau 3 Degrau 3-4 Degrau 4

Agora, se você tiver alguma dúvida sobre como responder as rubricas, pergunte ao aplicador. Se não houver dúvidas, AGUARDE AS
INSTRUÇÕES ANTES DE CONTINUAR RESPONDENDO.
CADERNO DO ALUNO

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Respeito é tratar outras pessoas, mais velhas e mais jovens, alguém com respeito, evitamos ferir seus sentimentos e interfe-
com bondade, consideração, lealdade e tolerância — ou seja, a forma rir negativamente em seus objetivos e planos. Ele é uma via de
como gostamos de ser tratados. Significa mostrar o devido respeito mão dupla: se tratamos os outros com respeito, será mais pro-
aos sentimentos, desejos, direitos, crenças ou tradições dos outros. vável sermos tratados do mesmo modo também. Respeito mú -
Existem muitas maneiras de desrespeitar alguém, como não ouvir, di- tuo torna muito mais fácil a convivência e nos mantém longe de
zer coisas maldosas e ofensivas, gritar, intimidar ou ferir. Às vezes, o conflitos e problemas!
respeito nos obriga a controlar impulsos agressivos ou egoístas, por- 2. Rubrica: De uma forma geral, como você autoavalia seu
que não queremos ferir os direitos ou sentimentos de outra pessoa. Respeito? Leia a seguir as descrições de cada degrau de de-
1. Por que isso é importante? Respeito é uma habilidade impor- senvolvimento desta habilidade:
tante porque nos ajuda a conviver com os outros. Se tratamos
CADERNO DE RESPOSTAS

Geralmente, consigo respeitar Respeito os outros e trato bem


Me envolvo facilmente em Tento evitar discussões e
os outros e tratá-los como eu as pessoas. Sou educado (a) e
discussões e posso acabar Entre os degraus ofender os outros, mas Entre os degraus Entre os degraus
gostaria de ser tratado(a). respeitoso (a), mesmo quando
desafiando ou ofendendo 1e2 algumas vezes é difícil me 2e3 3e4
Evito entrar em discussões ou sou desafiado (a) ou quando
os outros. segurar para não xingá-los.
ofender os outros. os outros se comportam mal.

Degrau 1 Degrau 1-2 Degrau 2 Degrau 2-3 Degrau 3 Degrau 3-4 Degrau 4

3. Agora, assinale abaixo a opção de degrau que melhor te ser preenchida na caixa “Aplicação 1”, caso seja a primeira vez
representa, preenchendo completamente o espaço compre- que você responde, na “Aplicação 2”, caso seja a segunda vez,
endido pelo círculo correspondente à sua resposta. Ela deve e assim sucessivamente.

APLICAÇÃO 1 APLICAÇÃO 2 APLICAÇÃO 3 APLICAÇÃO 4


(1º bimestre) (2º bimestre) (3º bimestre) (4º bimestre)

Data da Aplicação: ______/______/______ Data da Aplicação: ______/______/______ Data da Aplicação: ______/______/______ Data da Aplicação: ______/______/______

DEGRAU
DEGRAU
DEGRAU
DEGRAU

1 1-2 2 2-3 3 3-4 4 1 1-2 2 2-3 3 3-4 4 1 1-2 2 2-3 3 3-4 4 1 1-2 2 2-3 3 3-4 4
4. Por que você se avaliou neste degrau? 4. Por que você se avaliou neste degrau? 4. Por que você se avaliou neste degrau? 4. Por que você se avaliou neste degrau?
Explique melhor e dê exemplos: Explique melhor e dê exemplos: Explique melhor e dê exemplos: Explique melhor e dê exemplos:
__________________________________ __________________________________ __________________________________ __________________________________
__________________________________ __________________________________ __________________________________ __________________________________
__________________________________ __________________________________ __________________________________ __________________________________
__________________________________ __________________________________ __________________________________ __________________________________
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__________________________________ __________________________________ __________________________________ __________________________________


__________________________________ __________________________________ __________________________________ __________________________________

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Tolerância à frustração é a habilidade de desenvolver de raiva porque não podemos fazer ou ter o que queremos.
estratégias eficazes para regular o sentimento de raiva e irritação, Ela nos ajuda a permanecer em equilíbrio, relaxados e apro-
mantendo a tranquilidade e serenidade perante as frustrações, veitar! 266
evitando assim o mau humor, fácil perturbação ou instabilidade. 2. Rubrica: De uma forma geral, como você autoavalia sua Tole-
1. Por que isso é importante? Sem tolerância à frustração, ten- rância à frustração? Leia a seguir as descrições de cada de-
demos a nos sentir irritados e chateados, ou mesmo explodir grau de desenvolvimento desta habilidade:

Quando fico irritado(a), Quando fico irritado(a),


Lido bem com situações
Quando fico irritado(a), entendo como me sinto, encontro uma maneira de
Entre os degraus Entre os degraus Entre os degraus irritantes. Consigo controlar
perco rapidamente a mas ainda tenho controlar meus sentimentos e
1e2 2e3 3e4 minhas emoções e manter a
paciência e fico bravo(a). dificuldade de controlar reações sozinho(a) ou com
calma.
minhas emoções. ajuda dos outros.

Degrau 1 Degrau 1-2 Degrau 2 Degrau 2-3 Degrau 3 Degrau 3-4 Degrau 4

1
3. Agora, assinale abaixo a opção de degrau que melhor te ser preenchida na caixa “Aplicação 1”, caso seja a primeira vez
representa, preenchendo completamente o espaço compre- que você responde, na “Aplicação 2”, caso seja a segunda vez,
endido pelo círculo correspondente à sua resposta. Ela deve e assim sucessivamente.

APLICAÇÃO 1 APLICAÇÃO 2 APLICAÇÃO 3 APLICAÇÃO 4


(1º bimestre) (2º bimestre) (3º bimestre) (4º bimestre)

Data da Aplicação: ______/______/______ Data da Aplicação: ______/______/______ Data da Aplicação: ______/______/______ Data da Aplicação: ______/______/______

DEGRAU
DEGRAU
DEGRAU
DEGRAU

1 1-2 2 2-3 3 3-4 4 1 1-2 2 2-3 3 3-4 4 1 1-2 2 2-3 3 3-4 4 1 1-2 2 2-3 3 3-4 4
4. Por que você se avaliou neste degrau? 4. Por que você se avaliou neste degrau? 4. Por que você se avaliou neste degrau? 4. Por que você se avaliou neste degrau?
Explique melhor e dê exemplos: Explique melhor e dê exemplos: Explique melhor e dê exemplos: Explique melhor e dê exemplos:
__________________________________ __________________________________ __________________________________ __________________________________
__________________________________ __________________________________ __________________________________ __________________________________
__________________________________ __________________________________ __________________________________ __________________________________
__________________________________ __________________________________ __________________________________ __________________________________
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Empatia é usar nossa compreensão da realidade, da vida e assim somos mais gentis e atenciosos com os outros. É como
habilidades, para entender as necessidades e sentimentos dos ou- cuidar de nosso jardim, a empatia nos ajuda também a culti-
tros, agir com bondade e investir em nossos relacionamentos, aju- var o relacionamento com nossos familiares e amigos.
dando e prestando apoio e assistência. 2. Rubrica: De uma forma geral, como você autoavalia sua
1. Por que isso é importante? Quando temos empatia, pode- Empatia? Leia a seguir as descrições de cada degrau de de-
mos entender as necessidades e sentimentos de outras pes- senvolvimento desta habilidade:
soas e dar apoio de acordo com o que elas precisam. Agindo

Quando alguém está


Acho difícil entender as Consigo entender bem os
CADERNO DE RESPOSTAS

Tento ajudar quando chateado (a), eu me coloco no


necessidades e sentimentos e necessidades
alguém está chateado (a), lugar da pessoa para ver como
sentimentos dos outros. Entre os degraus Entre os degraus Entre os degraus dos outros. Ouço
mas não sei muito bem o posso ajudá-la. Tento checar
Tenho dificuldade em 1e2 2e3 3e4 atentamente e os ajudo a
que fazer ou como reagir para confirmar se entendi
perceber quando alguém descobrir o que estão
nessas situações. bem seus sentimentos e
está chateado (a). sentindo ou pensando.
necessidades.

Degrau 1 Degrau 1-2 Degrau 2 Degrau 2-3 Degrau 3 Degrau 3-4 Degrau 4

3. Agora, assinale abaixo a opção de degrau que melhor te ser preenchida na caixa “Aplicação 1”, caso seja a primeira vez
representa, preenchendo completamente o espaço compre- que você responde, na “Aplicação 2”, caso seja a segunda vez,
endido pelo círculo correspondente à sua resposta. Ela deve e assim sucessivamente.

APLICAÇÃO 1 APLICAÇÃO 2 APLICAÇÃO 3 APLICAÇÃO 4


(1º bimestre) (2º bimestre) (3º bimestre) (4º bimestre)

Data da Aplicação: ______/______/______ Data da Aplicação: ______/______/______ Data da Aplicação: ______/______/______ Data da Aplicação: ______/______/______

DEGRAU
DEGRAU
DEGRAU
DEGRAU

1 1-2 2 2-3 3 3-4 4 1 1-2 2 2-3 3 3-4 4 1 1-2 2 2-3 3 3-4 4 1 1-2 2 2-3 3 3-4 4
4. Por que você se avaliou neste degrau? 4. Por que você se avaliou neste degrau? 4. Por que você se avaliou neste degrau? 4. Por que você se avaliou neste degrau?
Explique melhor e dê exemplos: Explique melhor e dê exemplos: Explique melhor e dê exemplos: Explique melhor e dê exemplos:
__________________________________ __________________________________ __________________________________ __________________________________
__________________________________ __________________________________ __________________________________ __________________________________
__________________________________ __________________________________ __________________________________ __________________________________
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Organização é ser ordeiro, eficiente, apresentável e pontual. A nossas vidas rapidamente se tornam confusas e caóticas, pode-
organização se aplica aos nossos pertences pessoais e aos da escola, mos nos perder trabalhando em uma atividade ou levar muito
bem como ao planejamento de nossos horários, atividades e objetivos tempo procurando por toda parte coisas que precisamos!
Quando somos organizados, é muito fácil fazer um plano e tra-
268
futuros. Coordenar nossa vida e planos de forma organizada e mantê-los
assim requer o uso cuidadoso de tempo, atenção e estrutura. balhar com eficiência em diferentes atividades!
1. Por que isso é importante? Organização é uma habilidade 2. Rubrica: De uma forma geral, como você autoavalia sua
importante porque nos ajuda em nossas atividades diárias, a Organização? Leia a seguir as descrições de cada degrau de
fazer um plano e segui-lo para atingir nossos objetivos. Sem ela desenvolvimento desta habilidade:

Acho muito difícil me Algumas vezes, tenho Consigo organizar e Sou bom em planejar e organizar o
organizar e planejar o que dificuldades de organizar o planejar o que tenho que tenho que fazer. Dedico tempo
tenho que fazer. Algumas Entre os degraus que tenho que fazer. Entre os degraus que fazer. Em geral, Entre os degraus para ter certeza de que minhas
vezes, esqueço coisas. 1e2 Começo a me organizar, 2e3 consigo manter minhas 3e4 coisas estão em ordem em casa e na
Preciso da ajuda dos mas rapidamente fica tudo coisas em ordem em escola. Faço as coisas com cuidado,
outros para arrumá-las. bagunçado novamente. casa e na escola. prestando atenção aos detalhes.

Degrau 1 Degrau 1-2 Degrau 2 Degrau 2-3 Degrau 3 Degrau 3-4 Degrau 4

3. Agora, assinale abaixo a opção de degrau que melhor te ser preenchida na caixa “Aplicação 1”, caso seja a primeira vez
representa, preenchendo completamente o espaço compre- que você responde, na “Aplicação 2”, caso seja a segunda vez,
endido pelo círculo correspondente à sua resposta. Ela deve e assim sucessivamente.

APLICAÇÃO 1 APLICAÇÃO 2 APLICAÇÃO 3 APLICAÇÃO 4


(1º bimestre) (2º bimestre) (3º bimestre) (4º bimestre)

Data da Aplicação: ______/______/______ Data da Aplicação: ______/______/______ Data da Aplicação: ______/______/______ Data da Aplicação: ______/______/______

DEGRAU
DEGRAU
DEGRAU
DEGRAU

1 1-2 2 2-3 3 3-4 4 1 1-2 2 2-3 3 3-4 4 1 1-2 2 2-3 3 3-4 4 1 1-2 2 2-3 3 3-4 4
4. Por que você se avaliou neste degrau? 4. Por que você se avaliou neste degrau? 4. Por que você se avaliou neste degrau? 4. Por que você se avaliou neste degrau?
Explique melhor e dê exemplos: Explique melhor e dê exemplos: Explique melhor e dê exemplos: Explique melhor e dê exemplos:
__________________________________ __________________________________ __________________________________ __________________________________
__________________________________ __________________________________ __________________________________ __________________________________
__________________________________ __________________________________ __________________________________ __________________________________
__________________________________ __________________________________ __________________________________ __________________________________
__________________________________ __________________________________ __________________________________ __________________________________
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Tolerância ao estresse. Medo, ansiedade e preocupação livres de preocupação excessiva e somos capazes de resolver nossos
são reações normais que todos nós experimentamos quando temos problemas calmamente.
de enfrentar situações difíceis ou desafiadoras, como fazer uma prova 1. Por que isso é importante? É uma habilidade importante porque
ou apresentar uma ideia para outras pessoas que podem ser críticas nos ajuda a encontrar o caminho para manter a calma em situa-
e não gostarem dela. Essa habilidade diz respeito a quão efetivamen- ções difíceis. Se ficarmos estressados, podemos nos sentir muito
te podemos administrar nossos sentimentos negativos nessas situa- nervosos e preocupados, perder o controle das nossas emoções e
ções. Em vez de se sentir oprimido ou "entrar em pânico" e simples- até mesmo parar de fazer o que queremos fazer. Tolerância ao
mente fugir daquela situação, precisamos aceitar que estresse e estresse nos ajuda a ficar relaxado quando precisamos!
ansiedade são parte da vida e que realmente não podemos evitar. Em
2. Rubrica: De uma forma geral, como você autoavalia sua Tole-
vez disso, podemos aprender maneiras de lidar com ele de forma
CADERNO DE RESPOSTAS

rância ao estresse? Leia a seguir as descrições de cada degrau


construtiva e positiva. Quando fazemos isso, vivemos relativamente
de desenvolvimento desta habilidade:

Em uma situação difícil ou Em uma situação difícil ou Em uma situação difícil ou Mesmo em uma situação difícil
estressante, fico muito estressante, fico nervoso(a) e estressante, consigo encontrar ou estressante, consigo ficar
Entre os degraus Entre os degraus Entre os degraus
preocupado(a) e não sei o que estressado(a). Levo bastante uma maneira de não me calmo(a). Consigo lidar bem com
1e2 2e3 3e4
fazer. Acho difícil lidar com meu tempo até conseguir me preocupar muito. Geralmente, o estresse, sem ficar
estresse. Não consigo me acalmar. acalmar. consigo me acalmar. preocupado(a).

Degrau 1 Degrau 1-2 Degrau 2 Degrau 2-3 Degrau 3 Degrau 3-4 Degrau 4

3. Agora, assinale abaixo a opção de degrau que melhor te ser preenchida na caixa “Aplicação 1”, caso seja a primeira vez
representa, preenchendo completamente o espaço compre- que você responde, na “Aplicação 2”, caso seja a segunda vez,
endido pelo círculo correspondente à sua resposta. Ela deve e assim sucessivamente.

APLICAÇÃO 1 APLICAÇÃO 2 APLICAÇÃO 3 APLICAÇÃO 4


(1º bimestre) (2º bimestre) (3º bimestre) (4º bimestre)

Data da Aplicação: ______/______/______ Data da Aplicação: ______/______/______ Data da Aplicação: ______/______/______ Data da Aplicação: ______/______/______

DEGRAU
DEGRAU
DEGRAU
DEGRAU

1 1-2 2 2-3 3 3-4 4 1 1-2 2 2-3 3 3-4 4 1 1-2 2 2-3 3 3-4 4 1 1-2 2 2-3 3 3-4 4
4. Por que você se avaliou neste degrau? 4. Por que você se avaliou neste degrau? 4. Por que você se avaliou neste degrau? 4. Por que você se avaliou neste degrau?
Explique melhor e dê exemplos: Explique melhor e dê exemplos: Explique melhor e dê exemplos: Explique melhor e dê exemplos:
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Autoconfiança é um sentimento de força interior — é sen- 1. Por que isso é importante? Autoconfiança é uma habilidade
tir-se bem com o que somos, com a vida que vivemos e manter ex- importante porque nos ajuda a nos amar e a fazer as coisas
pectativas otimistas sobre o futuro. É a voz interior que diz "sim, eu acontecerem! Sem ela podemos nos sentir mal com nós mes-
mos e não conseguimos impedir pensamentos negativos. A
270
posso", mesmo se, no exato momento, as coisas pareçam difíceis
ou não estejam indo tão bem. Quando encaramos a vida com auto- autoconfiança nos dá poder para nos sentirmos bem, mesmo
confiança, não temos que nos preocupar e reclamar o tempo todo se as coisas não acontecerem do jeito que esperávamos. Faz-
sobre nossas falhas, decepções ou contratempos. Em vez disso, te- -nos sentir bem e que é possível melhorar!
mos pensamentos positivos, desejamos ter sucesso naquilo que fa- 2. Rubrica: De uma forma geral, como você autoavalia sua Au-
zemos e adotamos a mentalidade do "eu posso". toconfiança? Leia a seguir as descrições de cada degrau de
desenvolvimento desta habilidade:

Me sinto bem comigo mesmo(a).


Geralmente me sinto mal Não me sinto bem comigo Na maioria das vezes me sinto Olho para o lado positivo da vida.
comigo mesmo(a). Muitas vezes, mesmo(a). Tento evitar pensar bem comigo mesmo(a). Coisas ruins podem acontecer, mas
Entre os degraus Entre os degraus Entre os degraus
as coisas parecem não dar certo negativamente sobre mim Geralmente encontro maneiras me sinto confiante de que posso fazer
1e2 2e3 3e4 que deem certo. Aprendo lições com
para mim. Não consigo impedir mesmo(a) e procuro maneiras de fazer as coisas darem certo e
as experiências negativas. Eu sou
esses pensamentos negativos. de fazer as coisas darem certo. ser mais otimista. otimista!

Degrau 1 Degrau 1-2 Degrau 2 Degrau 2-3 Degrau 3 Degrau 3-4 Degrau 4

3. Agora, assinale abaixo a opção de degrau que melhor te ser preenchida na caixa “Aplicação 1”, caso seja a primeira vez
representa, preenchendo completamente o espaço compre- que você responde, na “Aplicação 2”, caso seja a segunda vez,
endido pelo círculo correspondente à sua resposta. Ela deve e assim sucessivamente.

APLICAÇÃO 1 APLICAÇÃO 2 APLICAÇÃO 3 APLICAÇÃO 4


(1º bimestre) (2º bimestre) (3º bimestre) (4º bimestre)

Data da Aplicação: ______/______/______ Data da Aplicação: ______/______/______ Data da Aplicação: ______/______/______ Data da Aplicação: ______/______/______

DEGRAU
DEGRAU
DEGRAU
DEGRAU

1 1-2 2 2-3 3 3-4 4 1 1-2 2 2-3 3 3-4 4 1 1-2 2 2-3 3 3-4 4 1 1-2 2 2-3 3 3-4 4
4. Por que você se avaliou neste degrau? 4. Por que você se avaliou neste degrau? 4. Por que você se avaliou neste degrau? 4. Por que você se avaliou neste degrau?
Explique melhor e dê exemplos: Explique melhor e dê exemplos: Explique melhor e dê exemplos: Explique melhor e dê exemplos:
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CADERNO DO ALUNO

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OBJETIVOS. 5. Agora que você já se autoavaliou e também já melhor, ou com seus objetivos e metas de vida, ou seja, aquelas compe-
conversou com seu(sua) professor(a) e com seus colegas sobre suas com- tências que vocês acham que podem ajudá-los mais a alcançar seus ob-
petências, assinale abaixo uma ou duas competências escolhidas para jetivos. Lembrem-se de assinalar apenas uma ou duas competências e
serem acompanhadas mais de perto e melhoradas, porque elas têm de revisitar periodicamente, ao longo do período letivo, as suas res-
mais a ver com situações nas quais você gostaria de se sentir ou reagir postas a respeito delas para acompanhar seu desenvolvimento:

Iniciativa Social Por que você escolheu essas competências?

Autoconfiança ____________________________________________________________
CADERNO DE RESPOSTAS

Entusiasmo ____________________________________________________________

Tolerância à frustração ____________________________________________________________

Assertividade ____________________________________________________________

Tolerância ao estresse ____________________________________________________________


____________________________________________________________
Foco
____________________________________________________________
Empatia
____________________________________________________________
Interesse artístico
____________________________________________________________
Responsabilidade
____________________________________________________________
Imaginação criativa
____________________________________________________________
Respeito
____________________________________________________________
Organização
____________________________________________________________
Curiosidade para aprender ____________________________________________________________
Confiança ____________________________________________________________
Persistência ____________________________________________________________
Determinação ____________________________________________________________

Este instrumento foi desenvolvido pelo Instituto Ayrton Senna (IAS) com base em evidências científicas, sendo testado e validado psicometricamente neste formato, incluindo as
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instruções e as rubricas. O IAS não se responsabiliza pelo uso inadequado ou alteração de qualquer de suas partes, que poderá acarretar na perda desta validade psicométrica.

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