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INSTITUTO FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

Diretoria de Educação e Tecnologia da Construção Civil - DIETCON


Curso Superior de Tecnologia em Construção de Edifícios
Disciplina: Construção Civil e o Meio Ambiente
Professor: Aldan Nóbrega Borges

SANEAMENTO AMBIENTAL
(Saúde, saneamento e o meio ambiente)

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Natal, setembro de 2009
INSTITUTO FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
Diretoria de Educação e Tecnologia da Construção Civil - DIETCON
Curso Superior de Tecnologia em Construção de Edifícios

SANEAMENTO AMBIENTAL
(Saúde, saneamento e o meio ambiente)

Heitor de Medeiros
Jailma Oliveira de Souza
Robson Silva de Melo
Silvano Hébert
Turma: 4.102.1M

____________
Natal, setembro de 2009
Construção Civil e o Meio Ambiente | SANEAMENTO AMBIENTAL

APRESENTAÇÃO

A questão do saneamento sempre foi um assunto abordado no decorrer da


história, porém nos últimos tempos com o grande índice de poluição que o planeta
vem sofrendo e devido ao mau uso dos recursos naturais a questão do saneamento
ambiental tem sido mais valorizada uma vez que se atitudes e comportamentos não
forem mudados, inevitavelmente o planeta não suportará a pressão destrutiva que
vem sofrendo no decorrer de anos de descaso. Com essa preocupação, foi solicitada
aos alunos do curso de Tecnologia em Construção de Edifícios, como exigência da
disciplina Construção civil e meio ambiente ministrada pelo professor Aldan Nóbrega
Borges, uma pesquisa abordando questões sobre: saúde, saneamento, meio
ambiente, saneamento ambiental, salubridade ambiental, sistemas ambientais (água,
ar e solo), educação e gestão ambiental e a Lei de crimes ambientais.
Assim sendo, o presente trabalho foi elaborado tendo como base o manual de
Saneamento da Funasa, mais precisamente o conteúdo constante no seu capítulo I
que trata do saneamento ambiental, mas, também, foram utilizados conteúdos
provenientes de pesquisas feitas em outros livros e na internet.

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Construção Civil e o Meio Ambiente | SANEAMENTO AMBIENTAL

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO ..................................................................................................................................... 3

1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 5

1.1 O SANEAMENTO NA HISTÓRIA .................................................................................................................... 5

2. DESENVOLVIMENTO ...................................................................................................................... 8

2.1 SANEAMENTO AMBIENTAL ........................................................................................................................ 8


1.2 CONCEITOS ............................................................................................................................................ 9
2.3 OS SISTEMAS AMBIENTAIS ....................................................................................................................... 10

3. EDUCAÇÃO E GESTÃO AMBIENTAL .............................................................................................. 13

3.1 EDUCAÇÃO AMBIENTAL .......................................................................................................................... 13


3.2 GESTÃO AMBIENTAL .............................................................................................................................. 14
3.3 LEI DE CRIMES AMBIENTAIS ..................................................................................................................... 15

4. CONCLUSÃO ................................................................................................................................ 16

BIBLIOGRAFIA ...................................................................................................................................... 16

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1. INTRODUÇÃO

Mesmo com tantos progressos na área de saneamento cerca de 1 bilhão de


pessoas em todo o mundo ainda não tem acesso a água de qualidade e num futuro
não muito distante este número irá aumentar consideravelmente, as doenças ligadas
à água insalubre e a falta de um saneamento e higiene eficiente matam milhares de
pessoas todo ano e muitas mais morrerão se o descaso com o meio ambiente
continuar.
No Brasil cerca de 40% da população urbana não é assistida com coleta de
esgoto e 10% não tem acesso a água encanada, outra parcela da população que tem
água encanada não conta com um abastecimento regular e nem de água potável.
Quase 75% de todo o esgoto sanitário coletado nas cidades é despejado "in natura",
poluindo os cursos de água. Tais deficiências se concentram principalmente nos
bolsões de pobreza das grandes cidades e nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.
Uma transformação desse quadro desolador é possível, mas é preciso vontade
pessoal e política daqueles que conduzem os rumos de seus países e da história, é
preciso que a população se sinta co-responsável por esse processo de transformação
com ações que contribuam para uma cidade mais limpa e um meio ambiente mais
saudável e cobrem de seus dirigentes as ações concretas, ainda dá tempo.

1.1 O saneamento na história

A história do saneamento e sua associação à saúde é mais antiga do que


muita gente imagina, as descobertas cientificas mostram que o saneamento
desenvolveu-se no decorrer do tempo seguindo a evolução das diferentes civilizações,
em alguns momentos regredindo e em outros renascendo com o aparecimento de
outras sociedades. Com o passar do tempo e devido aos poucos meios de
comunicação existentes, ocorreu uma descontinuidade na evolução dos processos de
saneamento o que ocasionou certo abandono e esquecimento, durante séculos, das
conquistas já alcançadas. Além disso, como o conhecimento era privilégio de uma
parcela reduzida da população, os progressos conquistados não chegaram ao
conhecimento do povo em geral e só foram ser retomados tempos depois devido a
necessidade de uma melhor qualidade de vida.

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No quadro demonstrativo que segue é possível visualizar alguns


acontecimentos da evolução e do retrocesso histórico do saneamento.

 IDADE ANTIGA

- construção de sistema de irrigação de terraços (sumérios);


- controle do fluxo de água do rio Nilo (projeção dos níveis de água durante os
períodos anuais), sistema de irrigação, construção de diques, utilização de tubos de
cobre na pirâmide do faraó Keóps (Egito);
- construção de galerias de esgoto em Nippur (Índia);
- ruas com canais de esgoto cobertos por tijolos, banheiras e privadas com
lançamento de dejetos para os canais (Vale do Indo);
- acondicionamento de água em vasos de cobre, exposição ao sol, filtragem
com utilização de carvão ou cascalho, imersão de barra de ferro aquecida (sânscrito
de 2000 a.C);
- construção de sistema de esgoto em Nimrud (Assírios);
- preocupação com a qualidade da água (Platão – 427-347 a.C)
- correlação entre as águas provenientes da chuva e o lençol subterrâneo
(Aristóteles – 384-322 a.C);
- preocupações com medidas sanitárias e as relações entre o ambiente e a
saúde (Tratado de Hipócrates – sec. III a.C);
- construção de banhos públicos, termas, aquedutos e sistema de esgoto com
tubulações feitas de tijolos em forma de túneis (Roma);

 IDADE MÉDIA

- a água passa a ser vista como elemento vital para o desenvolvimento


econômico;
- abastecimento de água através de captação direta do rio;
- a prática de não tomar banho apresenta-se como um retrocesso sanitário e
trás prejuízos a saúde;
- construção de fossos em torno das muralhas das cidades;
- em muitos lugares as fezes e a urina eram lançadas em vias públicas;
- o consumo de água passa a ser controlado pelo governo;

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- a água utilizada é retirada de fontes artificiais, neste período muitas pessoas


ganham dinheiro trabalhando como carregadores de água para as famílias mais
abastadas;
- escavação de poços nos interiores das casas, porém a proximidade de fossas
e áreas de criação de animais contaminava estas águas;
- avanço de doenças e epidemias como: peste negra, cólera, lepra e tifo;

 IDADE MODERNA

- percepção da relação entre doenças e ocupação profissional (Paracelso –


1493-1543);
- desenvolvimento da metodologia de medição do escoamento e das vazões e
o estabelecimento de que as chuvas formam os rios, fontes e água subterrânea;
- distribuição de água através de canalizações;

 DA IDADE CONTENPORÂNEA

- multa e prisão para quem poluísse as águas com drogas ou outros produtos
que provocassem envenenamento ou morte dos peixes (França – 1829);
- implantação da administração e legislação para gerenciar o saneamento e
outras atividades públicas;
- introdução de sistema de esgoto com transferência de águas servidas para os
cursos de água (Inglaterra – 1833);
- crescimento da população nas cidades devido a chegada da população da
zona rural, esse inchamento aumentou os índices de doenças;
- surgimento da chamada medicina urbana com o saneamento cidades,
arejamento das construções e escolha de lugares apropriados para construção de
hospitais e cemitérios (França);
- renascimento da relação entre saneamento público e saúde (Edwin Chadwick
– 1842);
- utilização de medicina preventiva para combater as doenças de forma mais
eficaz;
- Estudos sobre epidemiologia iniciam período de análise sobre as condições
de saúde e doença dos grupos humanos (John Snow, - 1854);

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- com os avanços no estudo da microbiologia aumenta a compreensão do


processo saúde-doença, surge a política sanitária com o intuito de controlar os focos
de contaminação nos centros urbanos;
- surgimento das campanhas de vacinação para prevenção das doenças e sua
cura;

2. DESENVOLVIMENTO

2.1 Saneamento Ambiental

A Organização das Nações Unidas (ONU), formada por quase todos os países
do mundo, vem realizando reuniões para discutir sobre temas importantes para a
humanidade e um desses assuntos é “o meio ambiente”.
Dois desses eventos foram de importância fundamental para o balizamento da
questão ambiental no mundo:

Conferência de Estocolmo

Realizada em 1972, teve como objetivo conscientizar os países sobre a


importância de se promover:

- Limpeza do ar nos grandes centros urbanos;


- Limpeza dos rios nas bacias hidrográficas mais povoadas;
- Combate à poluição marinha.
A partir daí a questão ambiental tornou-se uma preocupação global e passou a
fazer parte das negociações internacionais.

Conferência do Rio de Janeiro

Sobre a Conferência do Rio, em 1992, o objetivo principal foi discutir as


conclusões e propostas do relatório “Nosso Futuro Comum” produzido em 1987 pela
Comissão Mundial sobre Meio Ambiente.

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No relatório destaca-se o conceito de desenvolvimento sustentável, definido


como “aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a
possibilidade das gerações futuras de atenderem às suas próprias necessidades”.

A partir daí a questão ambiental tornou-se uma preocupação global e passou a


fazer parte das negociações internacionais.
Cuidar da natureza é um assunto que diz respeito a todos nós, e o melhor
caminho é fazer o uso correto e equilibrado do patrimônio natural que possuímos, que
está se perdendo pelo consumo excessivo de alguns e pelo desperdício de outros.
Logo, o saneamento ambiental deve focalizar a integração mundial para o
desenvolvimento sustentável, garantindo a sobrevivência da biodiversidade e questões
prioritárias como o bem-estar da população e a preservação ambiental.

1.2 Conceitos

Saneamento ambiental
É o conjunto de ações socioeconômicas que tem por objetivo alcançar
salubridade ambiental, através de abastecimento de água potável, coleta e disposição
sanitária de resíduos e demais serviços e obras que tem por finalidade proteger e
melhorar as condições de vida urbana e rural.

Meio ambiente
Definido segundo a política nacional do meio ambiente como “o conjunto de
condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que
permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”.

Salubridade ambiental
É o estado de higidez em que vive a população urbana e rural.

Os grandes problemas ambientais ultrapassam as fronteiras territoriais e


devem ser tratados de forma global, pois afetam a vida de todos no Planeta.

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2.3 Os sistemas ambientais

A poluição do meio ambiente é assunto de interesse público em todas as


partes do mundo. Não apenas os países desenvolvidos vêm sendo afetados pelos
problemas ambientais, como também os países em desenvolvimento. Isso decorre de
um rápido crescimento econômico associado à exploração de recursos naturais.
A seguir passaremos a tratar destes assuntos segundo sua subdivisão no
ambiente (água, ar e solo), embora devamos admitir que esta é uma divisão
puramente didática, pois, na Natureza, não existe a separação absoluta entre esses
elementos. Eles formam um todo inseparável em que qualquer alteração de um reflete
no outro.

Água

A água é um elemento fundamental à vida, todos os seres vivos necessitam


para a sua sobrevivência. Na história o homem sempre se preocupou com o problema
da obtenção da qualidade da água e em quantidade para o seu consumo, sabendo
distinguir desde cedo à diferença entre uma água limpa, sem cor e odor, de outra que
não tivesse estas características.
Á primeira vista, o abastecimento de água parece inesgotável, mas, se
consideramos que 97% (noventa e sete por cento) é salgada, não utilizável para
agricultura e consumo, e apenas 3% (três por cento) é doce distribuídos em geleiras,
rios, lagos e subterrâneas entre outros, esta visão muda completamente.
Com o aumento das aglomerações humanas e com a respectiva elevação do
consumo da água, o homem passou a executar grandes obras destinadas à captação,
transporte e armazenamento, desenvolvendo técnicas de tratamento interferindo no
ciclo hidrológico e gerando um ciclo artificial.
A captação para o abastecimento público pode ser através de águas
subterrâneas e/ou superficiais que após o tratamento é distribuída para as residências
ou indústrias. Os esgotos gerados por esses abastecimentos são coletados e
transportados para um tratamento anterior à sua disposição final, promovendo uma
recuperação parcial da qualidade da água original.
Portanto, esse processo de captação e devolução da água resulta numa
reutilização indireta por parte de algumas cidades. Assim, o ciclo artificial da água e
integrado ao ciclo hidrológico natural como: captação da água superficial, tratamento e

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distribuição; coleta, tratamento e disposição em corpos receptores dos esgotos


gerados; purificação natural do corpo receptor, entre outras.
Com o rápido crescimento nos processos de urbanização e industrialização,
vieram também os problemas no abastecimento de água, como: instalações público ou
individual em mau estado, com deficiências nos projetos ou sem adequada
manutenção; deficiência nos sistemas de desinfecção de água destinada ao consumo
humano; contaminação das águas subterrâneas e superficiais por causa da deficiência
na infra-estrutura do sistema de esgotamento sanitário.
Para abordar esses problemas o Programa Marco de Atenção ao Meio
Ambiente (Opas), propõe medidas de controle e vigilância a serem seguidas por
sistemas locais de saúde que permitam o uso correto da água com, por exemplo:
estabelecer um controle das instalações e uma vigilância contínua da qualidade das
águas de abastecimento, estabelecer um controle periódico dos lançamentos nos
corpos d’água e fossas, estabelecer um sistema de desinfecção de água nos
domicílios, etc.

Para controlar a poluição das águas devemos implantar uma coleta e


tratamento de esgotos sanitários e industriais que tenha utilidade funcional, controlar
os focos de erosão e recuperar rios objetivando o retorno ao seu equilíbrio dinâmico.
Resta ao Brasil encarar os problemas da poluição ambiental já existente e futura e
combater esses problemas.

Ar

O ar é uma das necessidades vitais para o ser humano, sendo constituído por
uma mistura de gases: oxigênio (20,95%), nitrogênio (78,08%), dióxido de carbono
(0,03%) e ainda ozônio, hidrogênio e gases nobres como o neônio, o hélio e o
criptônio. Contém ainda vapor d‘água e partículas de matérias derivadas de fontes
naturais e de atividades humanas.
As principais causas da poluição atmosférica são de origens naturais (vulcões,
queimadas, etc), antropológicas (indústrias, transportes, destruição da vegetação, etc)
e em conseqüências dos fenômenos de combustão.
O controle da poluição do ar visa evitar que as substâncias nocivas atinjam o
homem e lhe provoquem danos. Neste estudo os problemas da poluição do ar são
caracterizados em quatro etapas, tais como:

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Planejamento territorial - onde estabelece critérios para implantação de


atividades industriais em áreas determinadas, limitar o número de fontes em função
dos padrões, de emissão e qualidade do ar, implantar áreas de proteção sanitárias,
etc;

Eliminação e minimização de poluentes - alterar processos visando menor


emissão de poluentes, adequar a manutenção e operação de equipamentos e dos
processos, definir disposições adequadas (layout) e manter os edifícios industriais;

Concentração dos poluentes na fonte, para tratamento antes do lançamento -


usando sistemas de exaustão local como meio para juntar os poluentes que, após
tratados, serão que, após tratados, serão;

Instalação de equipamentos de controle de poluentes - instalar equipamentos


que visem à remoção dos poluentes antes que os mesmos sejam lançados na
atmosfera.

Solo

Solo é a formação natural que se desenvolve na porção superficial da crosta


terrestre, resultado da interação dos processos físicos, químicos e biológicos sobre as
rochas. O lançamento inadequado de resíduos industriais sejam sólidos ou líquidos no
meio ambiente, associado ao manejo inadequado da agricultura, são alguns dos
exemplos de agressões que o solo experimenta.
Os principais processos poluidores dos solos resultam de fenômenos naturais
(terremotos, vendavais e inundações) ou antropológicos (urbanização e ocupação dos
solos, atividades agrícolas e disposição de resíduos sólidos e líquidos). Já a
contaminação pode ser de origem orgânica ou inorgânica (lixos urbanos, substâncias
químicas, pesticidas usados na agricultura e etc).
O controle da poluição e contaminação dos solos se dá por técnicas, que visam
à minimização dos riscos ambientais cuja aplicação dependerá da seleção dos locais e
das técnicas mais apropriadas para o desenvolvimento das atividades humanas
considerando região e vegetação, implantação de sistemas de prevenção à erosão,
minimização dos resíduos industriais, disposição final de resíduos urbanos (coleta,
reciclagem e tratamento) e execução de sistemas de disposição final de resíduos,
considerando critérios de proteção dos solos.

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Portanto, compreende-se que o solo é aparte mais externa do globo a qual está
em contato com as massas solidas, liquidas e gasosas. E que não é somente um
agregado de matérias orgânicas e minerais, mas um conjunto de fenômenos naturais
organizados que proporcionam um equilíbrio dinâmico no nosso planeta.

3. EDUCAÇÃO E GESTÃO AMBIENTAL

3.1 Educação Ambiental

A educação ambiental é o processo de aprendizado que visa à interação do


homem com o seu ambiente natural. E um instrumento de formação de uma
consciência pelo conhecimento e reflexão sobre a realidade ambiental.
Nesse processo se busca desenvolver a consciência ambiental para o
desenvolvimento de atitudes e condutas que favoreçam o exercício da cidadania, a
preservação do ambiente e a promoção da saúde e do bem-estar.
A Educação Ambiental é fundamental nos projetos de saneamento, pois
transmite à população o conhecimento dos benefícios trazidos por este, além de
conscientizá-la sobre a importância da mudança de comportamento, tendo como
objetivo à preservação do meio ambiente e qualidade de vida da população. Para que
tais objetivos sejam alcançados serão precisos a implementação de programas de
ações com ampla participação pública, pela veiculação de campanhas educativas e de
mobilização comunitária, capacitação de agentes multiplicadores, promoção e
articulação entre os setores públicos, privados e comunitários.
Portanto, a educação ambiental que tem por objetivo informar e sensibilizar as
pessoas sobre os problemas e possíveis soluções, existentes em sua comunidade,
buscando transformá-las em indivíduos que participem das decisões sobre seus
futuros, torna-se instrumento indispensável no processo de desenvolvimento
sustentável, exercendo, desse modo, o direito à cidadania.

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3.2 Gestão Ambiental

- Impacto Ambiental
É a alteração no meio ou em um de seus componentes por determinada ação
ou atividades que afetam direta ou indiretamente:
• a saúde, a segurança e o bem-estar da população;
• as atividades sociais e econômicas;
• a biota;
• as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente;
• a qualidade dos recursos ambientais.

O Estudo de Impacto Ambiental é um procedimento administrativo de


prevenção e de monitoramento dos danos ambientais e foi introduzido no Brasil pela
Lei no 6.803/80 (lei de zoneamento industrial nas áreas críticas de poluição), que
apresenta duas grandes orientações: deve oferecer alternativas e deve apontar as
razões de confiabilidade da solução a ser adotada.

A introdução desse Estudo e respectivo Relatório de Impacto Ambiental


(EIA/Rima) devem ser feito por vários profissionais, de diferentes áreas, trabalhando
em conjunto. Esta visão multidisciplinar é rica, para que o estudo seja feito de forma
completa e de maneira competente, de modo a sanar todas as dúvidas e problemas
existentes. O Rima reflete todas as conclusões apresentadas no EIA e deve ser
elaborado de forma objetiva e possível de se compreender, ilustrado por mapas,
quadros, gráficos, enfim, por todos os recursos de comunicação visual. Alem disso
Deve também respeitar o sigilo industrial (se este for solicitado) e pode ser acessível
ao público. Para isso, deve constar no relatório:

1 - Objetivos e justificativas do projeto e sua relação com políticas setoriais e


planos governamentais.
2 - Descrição e alternativas tecnológicas do projeto (matéria prima, fontes de
energia, resíduos etc.).
3 - Síntese dos diagnósticos ambientais da área de influência do projeto.
4 - Descrição dos prováveis impactos ambientais da implantação da atividade e
dos métodos, técnicas e critérios usados para sua identificação.

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5 - Caracterizar a futura qualidade ambiental da área, comparando as


diferentes situações da implementação do projeto, bem como a possibilidade da não
realização do mesmo.
6 - Descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras em relação aos
impactos negativos e o grau de alteração esperado.
7 - Programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos.
8 - Conclusão e comentários gerais.

3.3 Lei de Crimes Ambientais

A Lei nº 9.605/1998 – Lei de Crimes Ambientais – está em vigor e prevê


punição civil, administrativa e criminal contra os crimes ambientais. As penas criminais
mais duras estão em vigor, prevendo até seis anos de prisão para os agressores do
meio ambiente. As multas mais pesadas são aplicadas para punir o desmatamento em
zona de preservação permanente. Mas também há multa onerosa para o
derramamento de óleo, poluição com resíduos perigosos, utilização irregular de
agrotóxico e produção, exportação e importação de produtos que causam problemas à
camada de ozônio.

A lei é rigorosa com as pessoas jurídicas acusadas de crime ambiental,


prevendo, além da multa, suspensão parcial ou total das atividades, interdição
temporária do estabelecimento, obra ou atividade, e a proibição de fazer empréstimos
e contratos com o poder público. Por outro lado, o texto suprimiu da legislação anterior
o trecho que previa a figura do crime inafiançável para o abate de animais silvestres:
um veto presidencial definiu que não será punido quem matar para saciar a fome.

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4. CONCLUSÃO

Como foi possível verificar no decorrer da elaboração do trabalho, a questão do


saneamento ambiental é de suma importância para os profissionais da área de
construção civil, não se trata apenas de acumular conhecimentos e sim de adquirir
capacidades para desempenhar um trabalho profissional que respeite o meio
ambiente. Afinal preservar e conservar o meio ambiente se traduz na garantia de
sobrevivência da própria espécie humana e, nesse sentido, a natureza não pode se
adequar às leis criadas pelo homem, ao contrário, o direito deve ser formulado em
respeito às limitações naturais, submetendo as atividades econômicas às exigências
naturais.

BIBLIOGRAFIA

Brasil. Fundação Nacional de Saúde, Manual de saneamento. 4. ed. ver. –


Brasília: Fundação Nacional de Saúde, 2006.

DIRETORIA DE SISTEMAS REGIONAIS - DSR,


< www.al.sp.gov.br/web/instituto/palestras/historia_Saneamento.pdf > :
acessado em 25 de setembro de 2009.

BARALDI, Raquel Ramos Soares


< http://educar.sc.usp.br/biologia/textos/impacto.htm > : acessado em 02 de
outubro de 2009.

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