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Escola Secundaria Noroeste 2

Disciplina: Educação visual

Tema: Arte moçambicana e A vida de obra de Malangatane

Discentes:

Docente:

10ª classe Sala: Turma:

Maputo, Fevereiro de 2020


Índice
Introdução..........................................................................................................................1

Arte....................................................................................................................................2

Arte Moçambicana.........................................................................................................2

Vida e obra de Malangatana..........................................................................................3

Poesia.........................................................................................................................4

Prémios e distinções...................................................................................................5

Algumas Exposições Individuais...............................................................................5

Algumas Exposições Colectivas................................................................................6

Museus e Colecções...................................................................................................6

Obras..........................................................................................................................7

Conclusão..........................................................................................................................9

Referências Bibliográficas...............................................................................................10

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Introdução
Neste presente trabalho vamos falar da arte Moçambicana e da vida e obra de
Malangatane que foi o artista mais conhecido de Moçambique, o carismático pintor,
pastor, aprendiz, curandeiro e mainato Malangatana Valente Nguenha, falando do seu
historial no mundo das artes, das suas conquistas pelo mundo fora, dos seus vários
trabalhos na área cultural. E arte é a expressão do Homem através de diferentes
manifestações que representam ou interpretam um determinado fenómeno ou situações
reais, ou imaginarias, que incidem na sensibilidade humana.

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Arte
Ao longo da história da humanidade, sucederam-se vários estilos artísticos e, a
acompanhar, várias teorias procuram explicar o significado e a finalidade da arte ao
longo de séculos, as técnicas e os materiais de produção artística predominantes em
cada época histórica. Sendo assim, podemos concluir que Arte é a expressão do Homem
através de diferentes manifestações que representam ou interpretam um determinado
fenómeno ou situações reais, ou imaginárias, que incidem na sensibilidade humana.

Arte Moçambicana
A necessidade de sobrevivência levou o homem a usar a inteligência e as suas mãos
para transformar a natureza, criando instrumentos de trabalho, utensílios domésticos,
armas e posteriormente criou instrumentos de dança ritual, mascaras, esculturas e outras
[pecas que eram usadas na evocação dos deuses. Actualmente existe pouca literatura
acerca da história da arte moçambicana, apesar da sua vastidão e riqueza, sendo de
destacar as obras que têm, ao longo dos anos, o património artístico nacional, assim
sendo, a pintura, a escultura, a cerâmica e a cestaria são algumas das manifestações
artísticas que integram o universo cultural moçambicano.

Algumas contribuições que cada um de nós pode dar ao nível do património podem ser
Acções de sensibilização sobre o valor do património, ajudando a identificar elementos
do nosso património ainda desconhecidos participando na sua inventariação e em acções
de restauro e conservação.

Nos últimos tempos, a actuação do Homem, com o aumento do número de indústrias, o


aparecimento de meios de transporte motorizados e a guerra, tem vindo a afectar e a
alterações ou até mesmo a destruir este legado, pondo, desta forma, em perigo o
património.

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Vida e obra de Malangatana
O artista mais conhecido de Moçambique, o carismático Malangatana Valente
Ngwenya, foi nomeado Artista UNESCO para a Paz em 1997.

Nasceu a 6 de Junho de 1936 em Matalana, no distrito de Marracuene em Moçambique


e morreu aos 74 anos às 3:30, no dia 5 de Janeiro de 2011 em Portugal, vítima de
doença prolongada depois de vários dias internado. Foi um artista plástico e poeta
moçambicano. A sua morte foi lamentada por artistas, amigos, políticos e entidades
oficiais que sublinharam o carisma e humanidade do pintor, ao mesmo tempo que
assinalaram a grande perda para a cultura lusófona.

É conhecido internacionalmente pelo seu primeiro nome “Malangatana”, tendo


produzido trabalhos em vários suportes e meios, desde desenho, pintura, escultura,
cerâmica, murais, poesia e música.

Malangatana foi pastor de gado e aprendiz de nyamussoro (Médico Tradiocional),


ajudava a mãe na fazenda enquanto frequentava a Escola da Missão Suíça protestante,
onde aprendeu a ler e a escrever e, após o seu encerramento, a Escola da Missão
Católica, concluindo a terceira classe em 1948. Aos 12 anos de idade, mudou-se para
Lourenço Marques (actual Maputo) à procura de trabalho, tendo praticado vários ofícios
humildes e acabando por em 1953 arranjar trabalho como apanhador de bolas num
clube de ténis, o que lhe permitiu retomar os estudos, frequentando aulas nocturnas que
lhe despertaram o interesse pelas artes, onde teve como mestre o arquitecto Garizo do
Carmo. Um dos membros do clube de ténis, Augusto Cabral, ofereceu-lhe material de
pintura e ajudou-o a vender os seus primeiros trabalhos.

Em 1958, ingressou no Núcleo de Arte, uma organização artística local, recebendo o


apoio do pintor Zé Júlio. No ano seguinte, expôs a sua arte publicamente, pela primeira
vez, numa exposição colectiva, passando a artista profissional graças ao apoio oferecido
pelo arquitecto português Pancho Guedes, através da cedência de um espaço onde pôde
criar o seu atelier, e da aquisição mensal de dois quadros. Em 1961, aos 25 anos, fez a
sua primeira exposição individual no Banco Nacional Ultramarino. Em 1963, publicou
alguns dos seus poemas no jornal “Orfeu Negro” e foi incluído na «Antologia da Poesia
Moderna Africana».

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Nessa altura, é indiciado como membro da FRELIMO, ficando preso na cadeia da
Machava até ser absolvido a 23 de Março de 1966. A 4 de Janeiro de 1971, foi
novamente detido, a fim de esclarecer o simbolismo do quadro “25 de Setembro”,
exposto recentemente no Núcleo de Arte, o que pôs em risco a sua partida para
Portugal, onde obtivera uma bolsa da Fundação Gulbenkian para estudar gravura e
cerâmica.

Depois da independência de Moçambique, foi eleito deputado em 1990, pela


FRELIMO. Em 1998, foi eleito para a Assembleia Municipal de Maputo e reeleito em
2003. Participou em acções de alfabetização e na organização das aldeias comunais na
Província de Nampula. Foi um dos fundadores do “Movimento Moçambicano para a
Paz” e fez parte dos “Artistas do Mundo contra o Apartheid”.

Poesia

Malangatana, para além de artista plástico, também escreve poesia – o seu primeiro
livro, vinte e quatro poemas, uma colectânea de poemas de 1960, ilustrada com
desenhos da época, foi lançado em Março de 1996. Foi convidado especial a um festival
Mundial de poesia de Medellin (Colômbia), pintou um Mural naquela cidade.
Elaboração de uma escultura móvel, bem como de um painel muarl no pavilhão de
Moçambique para expo´98.

Tem murais pintados em vários pontos de Maputo e da cidade na beira (Moçambique),


na África do Sul, no Chile, na Colômbia, nos EUA, na Grã-Bretanha, na Suazilândia e
na Suécia.

Foi membro do júri do Primeiro Prémio UNESCO parar promoção das artes; membro
permanente do júri do “Heritage” do Zimbabwe; membro do júri da 2ª Bienal de
Havana; membro do júri da exposição Internacional da Arte Infantil de Moscovo;
membro do júri para os cartões de Boas-Festas UNICEF; membro do júri de vários
eventos plásticos em Moçambique; vice-Comissário Nacional para a área da cultura de
Moçambique para a Expo´98.

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Prémios e distinções

 Menção Honrosa “I Concurso de Artes Plásticas”, Lourenço Marques, 1959;


 1º Prémio de pintura, “Comemorações de Lourenço Marques”, 1962;
 2º Prémio de Pintura (Exaequo), “Comemorações de 24 de Julho”, Lourenço
Marques, 1968;
 Diploma e Medalha de Mérito da Academia Tomase, campanela de Artes e
Ciências, Itália, 1970;
 Medalha Nachingwea, pela sua contribuição para a cultura moçambicana, 1984;
 Medalha Círilo e Methodis, Bulgária, 1987;
 Prémio de Associação Internacional dos críticos de arte, Lisboa, 1990;
 Ordem do Cruzeiro do Sul, Brasil, 1990;
 Grande Oficial de Ordem do Infante D. Henrinque, Portugal, 1995;
 Em 2010, recebeu o título de “Doutor Honoris Causa” pela Universidade de
Évora e a condecoração, atribuída pelo governo francês, de “Comendador das
Artes e Letras”.

Algumas Exposições Individuais

1961 – Edifício das Associações Económicas, Lourenço Marques.

1985 – Atelier de António Inverno, Lisboa. Desenho na Galeria Almadanada, Almada.

1986 – II Bienal de Havana. Exposição retrospectiva, Museu Nacional de Arte – 25


anos do artista/50 anos de idade, Maputo. Exposição retrospectiva, Leipzig, Chiverine e
Berlim.

1987 – Exposição retrospectiva, Sófia. Exposição retrospectiva, Palais Palphy e AAIC,


Viena.

1989 – Grenwich Citizens Gallery, Londres. Exposição retrospectiva, Sociedade


Nacional de Belas- Artes, Lisboa. Worlds Maaimat 90, Jaensun, Finlândia.

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Algumas Exposições Colectivas

1961 – “Imagination 61”, Universidade do Cabo, África do Sul.

1985 – “10º Aniversário da República Popular de Moçambique”, Casa dos Bicos, Beira
e Núcleo de Arte, Maputo. “Artistas do Mundo contra o Apartheid”, Roissy-Ch. De
Gaule e La Maison de L’Etranger, Marselha. “Hommageaux Femmes”, Berlim.

1986 – Semana de Moçambique, Roma. Exposição colectiva de Paço D’Arcos.

1987 – Semana Cultural de Moçambique, Estocolmo.

1989 – Aniversário da OUA, Maputo. Aniversário da ONJ, Maputo. 5º Congresso do


Partido Frelimo, Maputo. “Amor e Arte”, Maputo. “Encontro de Escritores de Língua
Portuguesa”.

Museus e Colecções
Está representado em museus, galerias e colecções particulares em todo o Mundo. As
suas obras estão presentes no M’Bari de Oshogbo, Nigéria, no Museu de Arte
Contemporânea de Lisboa, no Museu Nacional de Luanda, na NationalG alleryof
Comtamporany Art de Nova Deli, na National Art Gallery de Harare, Centro de Arte
Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, na colecção do Partido Comunista
Português, no Museu Nacional de Arte de Moçambique e em inúmeros países, de Cabo
Verde à Nigéria, da Bulgária à Suíça, dos Estados Unidos ao Uruguai, Na Índia e no
Paquistão.

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Obras

Titulo: Death of
a man in
prison,

Ano: 1967

Tamanho:

48 * 56 cm.

Pintura: tinta de
óleo
Autor:
Malangatana
Valente Ngwenya

Fonte: http://www.artnet.com/artists/malangatana-valente-ngwenya/death-of-a-man-in-
prison-Bd3eyaWt5HicH9I_mF2_hQ2

Titulo: Juízo Final

Pintura: tinta de óleo

Autor: Malangatana
Valente Ngwenya

Fonte: http://www.artnet.com/artists/malangatana-valente-ngwenya

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Sem título

Autor:
Malangatana
Valente
Ngwenya

Sem ano

Fonte: http://www.artnet.com/artists/malangatana-valente-ngwenya

Titulo: Ideias de
rua

Autor:
Malangatana
Sem título Valente
Ngwenya
Autor:
Malangatan
a Valente
Ngwenya

Sem ano

Fonte: http://www.artnet.com/artists/malangatana-valente-ngwenya

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Conclusão
Concluímos que Malangatana Foi considerado ‘um dos primeiros pintores de África’,
‘um pintor natural, autêntico, verdadeiro e sincero’, um pintor em cujo trabalho ‘a
composição e a harmonia de cores aconteciam tão naturalmente como as histórias e as
visões’. Malangatana estava interessado em ‘mostrar as coisas dos antigos pois era
possível ser civilizado sem deixar o que era seu/nosso’. A sua primeira exposição
individual aconteceu em 1961. O seu nome passou a ser associado a uma expressão
moderna ‘puramente’ africana.

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Referências Bibliográficas
www.google.com/historia_da-Arte-mocambicana disponível em 19 de Fevereiro de
2020

www.mocambique-para-todos.blogspot.com/artemocambicana disponível em 19 de
Fevereiro de 2020

http://www.artnet.com/artists/malangatana-valente-ngwenya disponível em 19 de
Fevereiro de 2020

https://pt.wikipedia.org/wiki/Malangatana disponível em 19 de Fevereiro de 2020

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