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NP

Norma EN 287-1
2005
Portuguesa
Prova de qualificação de soldadores
Soldadura por fusão

o
Parte 1: Aços

ida nic
Epreuve de qualification des soudeurs

oib tró
Soudage par fusion
Partie 1: Aciers

pr lec
Qualification test of welders

ão o e
Fusion welding
Part 1: Steels
uç ent
pr um
re doc
od
IP de
© ão

ICS HOMOLOGAÇÃO
25.160.10 Termo de Homologação N.º 192/2005, de 2005-10-13
Q

A presente Norma resultou da revisão da NP EN 287-1:1996


s

DESCRITORES
Soldadores; soldadura; soldadura por fusão; soldadura por arco
es

eléctrico; juntas soldadas; aços; ensaios de aprovação; testes


(formação); sistemas de gestão da qualidade; certificação; ELABORAÇÃO
registos (documentos); condições de ensaio; amostras para CT 19 (ISQ)
pr

ensaio; dimensões; símbolos; definições; bibliografia


2ª EDIÇÃO
Im

Maio de 2006
CORRESPONDÊNCIA
Versão portuguesa da EN 287-1:2004
CÓDIGO DE PREÇO
X012

© IPQ reprodução proibida

Instituto Português da ualidade


Rua António Gião, 2
PT – 2829-513 CAPARICA PORTUGAL

Tel. (+ 351) 21 294 81 00 E-mail: ipq@mail.ipq.pt


Fax. (+ 351) 21 294 81 01 URL: www.ipq.pt
Im
pr
es
© ão s
IP de
Q
re doc
pr um

em branco
od
uç ent
ão o e
pr lec
oib tró
ida nic
o
NORMA EUROPEIA EN 287-1
EUROPÄISCHE NORM
NORME EUROPÉENNE
EUROPEAN STANDARD Março 2004

ICS: 25.160.10 Substitui a EN 287-1:1992


Descritores: Soldadura, soldadura por fusão, aços, soldadores, pessoal, qualificação, especificações,

o
inspecção, exames, aceitabilidade, certificados de qualidade

ida nic
Versão portuguesa
Prova de qualificação de soldadores

oib tró
Soldadura por fusão
Parte 1: Aços

pr lec
Prüfung von Schweißern Epreuve de qualification des Qualification test of welders
Schmelzschweißen soudeurs Fusion welding

ão o e
Teil 1: Stahl Soudage par fusion Part 1: Steels
Partie 1: Aciers
uç ent
pr um
re doc
od

A presente Norma é a versão portuguesa da Norma Europeia EN 287-1:2004, e tem o mesmo estatuto que
as versões oficiais. A tradução é da responsabilidade do Instituto Português da Qualidade.
IP de

Esta Norma Europeia foi ratificada pelo CEN em 2004-01-02.


Os membros do CEN são obrigados a submeter-se ao Regulamento Interno do CEN/CENELEC que define
as condições de adopção desta Norma Europeia, como norma nacional, sem qualquer modificação.
Podem ser obtidas listas actualizadas e referências bibliográficas relativas às normas nacionais
© ão

correspondentes junto do Secretariado Central ou de qualquer dos membros do CEN.


Q

A presente Norma Europeia existe nas três versões oficiais (alemão, francês e inglês). Uma versão noutra
s

língua, obtida pela tradução, sob responsabilidade de um membro do CEN, para a sua língua nacional, e
notificada ao Secretariado Central, tem o mesmo estatuto que as versões oficiais.
es

Os membros do CEN são os organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha,
Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia,
pr

Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Paises Baixos, Polónia,
Portugal, Reino Unido, República Checa, Súecia e Suíça.
Im

CEN
Comité Europeu de Normalização
Europäisches Komitee für Normung
Comité Européen de Normalisation
European Committee for Standardization

Secretariado Central: rue de Stassart 36, B-1050 Bruxelas

© 2004 Direitos de reprodução reservados aos membros do CEN

Ref. nº EN 287-1:2004 Pt
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EN 287-1
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Índice Página

o
Preâmbulo ................................................................................................................................................ 6

ida nic
Introdução ................................................................................................................................................ 7

1 Objectivo e campo de aplicação........................................................................................................... 8

oib tró
2 Referências normativas ........................................................................................................................ 8

pr lec
3 Termos e definições .............................................................................................................................. 9

ão o e
4 Símbolos e termos abreviados.............................................................................................................. 9

4.1 Generalidades ...................................................................................................................................... 9


uç ent
4.2 Números de referência dos processos de soldadura............................................................................. 9

4.3 Abreviaturas......................................................................................................................................... 10
pr um

5 Variáveis essenciais e domínio de validade da qualificação.............................................................. 11


re doc

5.1 Generalidades ...................................................................................................................................... 11


od

5.2 Processos de Soldadura ....................................................................................................................... 11

5.3 Forma/tipo do produto ......................................................................................................................... 12


IP de

5.4 Tipo de soldadura ................................................................................................................................ 13


© ão

5.5 Grupos de material............................................................................................................................... 13


Q

5.6 Consumíveis de soldadura ................................................................................................................... 14


s
es

5.7 Dimensões ........................................................................................................................................... 15


pr

5.8 Posições de soldadura .......................................................................................................................... 16


Im

5.9 Detalhes da soldadura .......................................................................................................................... 17

6 Exame e ensaios .................................................................................................................................... 18

6.1 Supervisão ........................................................................................................................................... 18

6.2 Formas, dimensões e número de corpos de prova ............................................................................... 18

6.3 Condições de soldadura ....................................................................................................................... 21

6.4 Métodos de ensaio ............................................................................................................................... 22

6.5 Corpo de prova e provetes ................................................................................................................... 23


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6.6 Registo dos ensaios .............................................................................................................................. 28

7 Critérios de aceitação para os corpos de prova .................................................................................. 28

o
ida nic
8 Contra-ensaios ....................................................................................................................................... 29

9 Período de validade ............................................................................................................................... 29

oib tró
9.1 Qualificação inicial............................................................................................................................... 29

pr lec
9.2 Confirmação da validade...................................................................................................................... 29

9.3 Prolongamento da qualificação ............................................................................................................ 29

ão o e
10 Certificado............................................................................................................................................ 30
uç ent
11 Designação............................................................................................................................................ 30

Anexo A (informativo) Certificado de qualificação da prova de soldador........................................... 32


pr um

Anexo B (informativo) Exemplos de designação..................................................................................... 33

Anexo C (informativo) Conhecimento tecnológico ................................................................................. 37


re doc
od

Anexo D (informativo) Variáveis a serem confirmadas e rastreadas para prolongamento ............... 41

Anexo ZA (informativo) Secções desta Norma Europeia relactivas a requisitos essenciais ou


IP de

outras disposições de Directivas EU ....................................................................................................... 42

Bibliografia ............................................................................................................................................... 43
© ão
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s
es
pr
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Preâmbulo
A presente Norma (EN 287-1:2004) foi elaborada pelo Comité Técnico CEN/TC 121, "Welding", cujo

o
secretariado é assegurado pela DIN.

ida nic
A esta Norma Europeia deve ser atribuído o estatuto de Norma Nacional, seja por publicação de um texto
idêntico, seja por adopção, o mais tardar em Setembro de 2004 e as normas nacionais divergentes devem ser
anuladas o mais tardar em Setembro de 2004.

oib tró
Esta Norma Europeia foi elaborada no âmbito de um mandato atribuído ao CEN pela Comissão Europeia e
pela Associação Europeia de Comércio Livre e vem apoiar os requisitos essenciais da(s) Directiva(s) da UE.

pr lec
Este documento substitui a EN 287-1:1992.
A EN 287 consiste nas seguintes partes, sob o título geral Prova de qualificação de soldadores - Soldadura

ão o e
por fusão:
— Parte 1: Aços
uç ent
— Parte 2: Alumínio e ligas de alumínio
Os Anexos A, B, C e D são informativos.
pr um

Este documento inclui uma Bibliografia.


De acordo com o Regulamento Interno do CEN/CENELEC, a presente Norma deve ser implementada pelos
os organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre,
re doc

Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia,
Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Paises Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido,
od

República Checa, Súecia e Suíça.


IP de
© ão
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s
es
pr
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Introdução
A habilidade de um soldador para cumprir instruções, verbais ou escritas, e a verificação das capacidades

o
pessoais são factores importantes para assegurar a qualidade do produto soldado.

ida nic
A verificação da capacidade de um soldador, de acordo com esta norma depende, das técnicas de soldadura e
das condições utilizadas, para as quais regras idênticas são respeitadas e corpos de prova padrão são usados.

oib tró
Esta norma baseia-se no princípio de que a prova qualifica o soldador não só para as condições usadas no
teste, mas também para todas as juntas que são consideradas mais fáceis de soldar, na presunção que o
soldador recebeu um treino particular e/ou tem experiência industrial no domínio de validade da sua

pr lec
qualificação.
A prova de qualificação pode ser utilizada para qualificar um procedimento de soldadura e um soldador,

ão o e
desde que, todos os requisitos relevantes, por ex. a dimensão do corpo de prova, sejam satisfeitos.
Qualificações de acordo com a EN 287-1 existentes à data de publicação desta norma deverão, no final do
seu período de validade, ser interpretadas de acordo com os requisitos desta norma.
uç ent
pr um
re doc
od
IP de
© ão
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es
pr
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1 Objectivo e campo de aplicação


Esta Norma Europeia define a prova de qualificação de soldadores para soldadura de aços por fusão.

o
Ela fornece um conjunto de regras técnicas para uma prova de qualificação de soldador sistemática e permite

ida nic
que tais qualificações sejam uniformemente aceites independentemente do tipo de produto, local e
examinador ou organismo de inspecção.

oib tró
Na qualificação de soldadores é dada ênfase na capacidade do soldador manipular manualmente o
eléctrodo/tocha de soldadura/maçarico de soldadura, para produzir uma soldadura de qualidade aceitável.

pr lec
Esta Norma Europeia inclui os processos de soldadura por fusão que são designados como manuais ou semi-
automáticos. Não são considerados os processos de soldadura totalmente mecanizados e automáticos
(ver EN 1418).

2 Referências normativas
ão o e
uç ent
A presente Norma inclui, por referência, datada ou não, disposições relativas a outras normas. Estas
referências normativas são citadas nos lugares apropriados do texto e as normas são listadas a seguir. Para
referências datadas, as emendas ou revisões subsequentes de qualquer uma destas normas só se aplicam à
presente Norma se nelas incorporadas por emenda ou revisão. Para as referências não datadas aplica-se a
pr um

última edição da norma referida (incluindo as emendas).


EN 910 Destructive tests on welds in metallic materials — Bend tests.
re doc

EN 970 Non-destructive examination of fusion welds — Visual examination.


od

EN 1320 Destructive tests on welds in metallic materials — Fracture test.


EN 1435 Non-destructive examination of welds — Radiographic examination of welded
IP de

joints.
EN ISO 4063 Welding and allied processes — Nomenclature of processes and reference
numbers (ISO 4063:1998).
© ão

EN ISO 5817 Welding — Fusion-welded joints in steel nickel titanium and their alloys (beam
Q

welding excluded) — Quality levels for imperfections (ISO 5817:2003).


s

EN ISO 6947 Welds — Working positions — Definitions of angles of slope and rotation
es

(ISO 6947:1993).
EN ISO 15607:2003 Specification and qualification of welding procedures for metallic materials —
pr

General rules (ISO 15607:2003).


CR ISO 15608*
Im

Welding — Guidelines for a metallic material grouping system


(ISO/TR 15608:2000).
prEN ISO 15609-1:2000* Specification and approval of welding procedures for metallic materials —
Welding procedure specification — Part 1: Arc welding (ISO/DIS
15609-1:2000).
EN ISO 15609-2:2001 Specification and qualification of welding procedures for metallic materials —
Welding procedure specification — Part 2: Gas welding (ISO 15609-2:2001).
ISO 857-1 Welding and allied processes — Vocabulary — Part 1: Metal welding processes.

*
Já se encontra editada a Norma respectiva.
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3 Termos e definições
Para os fins da presente Norma Europeia aplicam-se os termos e definições dados na EN ISO 15607:2003 e

o
os seguintes.

ida nic
3.1 soldador
Pessoa que segura e manipula manualmente o porta eléctrodo, a tocha de soldadura ou o maçarico.

oib tró
3.2 examinador

pr lec
Pessoa que foi designada para verificar a conformidade com a norma aplicável.
NOTA: Em certos casos, pode ser requerido um examinador independente externo.

ão o e
3.3 organismo de inspecção
Organismo que foi designado para verificar a conformidade com a norma aplicável.
uç ent
NOTA: Em certos casos, pode ser requeirdo um organismo de inspecção independente externo.

3.4 junta de suporte


pr um

Material colocado no lado oposto de uma preparação da junta com a finalidade de suportar o metal de
soldadura fundido.
re doc

3.5 passe de raiz


od

Em soldadura multi-camada, o(s) passe(s) da primeira camada depositada na raiz.

3.6 passe de enchimento


IP de

Em soldadura multi-camada, o(s) passe(s) depositados após o passe de raiz e antes do(s) passe(s) de capa.
© ão

3.7 passe de capa/vista


Em soldadura multi-camada, o(s) passe(s) visíveis na(s) face(s) de soldadura após o término da soldadura.
Q
s

3.8 espessura de metal depositado


es

Espessura do metal depositado excluindo qualquer reforço.


pr

4 Símbolos e termos abreviados


Im

4.1 Generalidades
Onde não forem utilizadas designações completas, as seguintes abreviaturas e números de referência devem
ser utilizados para preencher o certificado da prova de qualificação de soldador (ver Anexo A).

4.2 Números de referência dos processos de soldadura


Esta norma considera os seguintes processos de soldadura manuais ou semi-automáticos (os números de
referência dos processos de soldadura para representação simbólica estão listados na EN ISO 4063):
111 soldadura manual por arco com eléctrodo revestido;
114 soldadura por arco com fio fluxado sem protecção gasosa;
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121 soldadura por arco submerso com um único fio-électrodo;


125 soldadura por arco submerso com fio fluxado;
131 soldadura por arco com eléctrodo consumível sob atmosfera inerte (MIG);

o
135 soldadura por arco com eléctrodo consumível sob atmosfera activa (MAG);

ida nic
136 soldadura por arco sob atmosfera activa com fio fluxado;
141 soldadura por arco com eléctrodo não consumível sob atmosfera inerte (TIG);
15 soldadura por plasma;

oib tró
311 soldadura oxiacetilénica.
NOTA: Os princípios desta norma podem ser aplicados a outros processos de soldadura por fusão

pr lec
4.3 Abreviaturas

4.3.1 Para corpos de prova


a ão o e
espessura de garganta de projecto
uç ent
BW soldadura topo a topo
D diâmetro exterior do tubo
FW soldadura de ângulo
pr um

l1 comprimento do corpo de prova


l2 meia largura do corpo de prova
lf comprimento a examinar
P chapa
re doc

ReH tensão de cedência


od

s1 espessura de metal depositado para o processo de soldadura 1


s2 espessura de metal depositado para o processo de soldadura 2
t espessura do material do corpo de prova (espessura da chapa ou da parede)
IP de

t1 espessura do material do corpo de prova para o processo de soldadura 1


t2 espessura do material do corpo de prova para o processo de soldadura 2
T tubo1)
© ão

z Cateto de uma soldadura de ângulo


Q
s

4.3.2 Para consumíveis


es

nm sem metal de adição


A revestimento ácido
pr

B revestimento básico ou fio eléctrodo fluxado – básico


C revestimento celulósico
Im

M fio eléctrodo fluxado – de pó metálico ou alma metálica


P fio eléctrodo fluxado – rútilico, escória de solidificação rápida
R revestimento rutílico ou fio eléctrodo fluxado – rutílico, escória de solidificação lenta
RA revestimento rutílo-ácido
RB revestimento rutílo-básico
RC revestimento rutílo-celulósico
RR revestimento rutílo espesso
S fio sólido / vareta
V fio eléctrodo fluxado – rútilico ou básico / flurídico
W fio eléctrodo fluxado – básico / flurídico, escória de solidificação lenta

1)
A designação “tubo”, isolada ou em combinação, pode ser utilizada para designar “tubo”, “tubagem” ou “secção oca”.
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Y fio eléctrodo fluxado – básico / flurídico, escória de solidificação rápida


Z fio eléctrodo fluxado – outros tipos

o
ida nic
4.3.3 Para outros detalhes de soldadura
bs soldadura dos dois lados
lw soldadura à esquerda

oib tró
mb soldadura com junta de suporte
ml soldadura multi camada
nb soldadura sem junta de suporte

pr lec
rw soldadura à direita
sl soldadura mono camada
ss soldadura por um só lado

ão o e
4.3.4 Para ensaios de dobragem
uç ent
A alongamento mínimo requerido pela especificação do material
d diâmetro do mandril ou do rolo interno
ts espessura do provete de dobragem
pr um

5 Variáveis essenciais e domínio de validade da qualificação


re doc

5.1 Generalidades
od

A qualificação de soldadores é baseada em variáveis essenciais. Para cada variável essencial é definido um
domínio de validade da qualificação. Todos os corpos de prova devem ser soldados utilizando as variáveis
IP de

essenciais de forma independente, excepto para 5.7 e 5.8. Se o soldador tiver de soldar fora do domínio de
validade da sua qualificação é requerida uma nova prova de qualificação. As variáveis essenciais são:
− o processo de soldadura;
© ão


Q

a forma/tipo de produto (chapa e tubo);



s

o tipo de soldadura (soldadura topo a topo e soldadura de ângulo);


es

− o grupo de material;
− o consumível de soldadura;
pr

− as dimensões (espessura do material e o diâmetro exterior do tubo);


Im

− a posição de soldadura;
− os detalhes da soldadura (junta de suporte, soldadura por um só lado, soldadura por ambos os lados,
soldadura mono camada, soldadura multi camada, soldadura à esquerda, soldadura à direita).

5.2 Processos de Soldadura


Os processos de soldadura são definidos na ISO 857-1 e listados em 4.2.
Normalmente, cada prova de qualificação apenas qualifica um processo de soldadura. Uma alteração do
processo de soldadura requer uma nova prova de qualificação. A alteração de fio sólido S (processo de
soldadura 135) para fio fluxado de alma metálica M (processo de soldadura 136), ou vice versa constitui uma
excepção, não requerendo uma nova prova de qualificação (ver Quadro 3). No entanto, é permitido a um
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soldador qualificar-se em dois ou mais processos, soldando um único corpo de prova (junta multi-processo)
ou realizando duas ou mais provas de qualificação. Os domínios de validade da qualificação para cada
processo de soldadura utilizado e para juntas multi processo em soldadura topo a topo são dados no Quadro 1

o
(ver também o Quadro 4).

ida nic
Quadro 1 – Gama de espessuras para juntas topo a topo, mono processo e multi processo

oib tró
Gama de Espessura
Processo de soldadura utilizado para o corpo de prova
Junta mono Junta multi
processo processo

pr lec
de acordo com o
Quadro 4

ão o e
para o processo de acordo com o
de soldadura 1: Quadro 4
t = s1
uç ent
com t = s1 + s2
para o processo
Legenda: de soldadura 2:
pr um

1 Processo de Soldadura 1 (nb) t = s2


2 Processo de Soldadura 2 (mb)
re doc
od

de acordo com o
Quadro 4
de acordo com o
IP de

Quadro 4
para o processo
Legenda: de soldadura 1:
com t = t1 + t2
2 Processo de Soldadura 2 t = t1
© ão

3 Soldado com junta de suporte (mb)


Processo de
Q

4 Soldado sem junta de suporte (nb) para o processo


soldadura 1
de soldadura 2:
s

apenas para a
t = t2
es

soldadura da raiz
pr

Legenda:
Im

1 Processo de Soldadura 1

5.3 Forma/tipo do produto


A prova de qualificação deve ser realizada em chapa ou tubo. São aplicáveis os seguintes critérios:
a) as soldaduras em tubos de diâmetro exterior D > 25 mm cobrem as soldaduras em chapa;
b) as soldaduras em chapas cobrem soldaduras em tubo:
− de diâmetro exterior de tubo D ≥ 150 mm, para as posições de soldadura PA, PB e PC;
− de diâmetro exterior de tubo D ≥ 500 mm, para todas as posições de soldadura.
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5.4 Tipo de soldadura


A prova de qualificação deve ser realizada como uma soldadura topo a topo ou como uma soldadura de

o
ângulo. São aplicáveis os seguintes critérios:

ida nic
a) soldaduras topo a topo cobrem soldaduras topo a topo em qualquer tipo de junta excepto picagens (ver
também 5.4 c));

oib tró
b) nos casos onde a produção for principalmente constituída por soldaduras de ângulo, o soldador deve
também ser qualificado por uma prova de soldadura de ângulo apropriada; nos casos onde a produção for
principalmente constituída por soldaduras topo a topo, soldaduras topo a topo qualificam soldaduras de

pr lec
ângulo;
c) soldaduras topo a topo em tubos sem junta de suporte qualificam picagens com ângulo ≥ 60º e com o
mesmo domínio de validade, que é definido nos Quadros 1 a 8. Para uma soldadura de picagem, o

ão o e
domínio de validade é baseado no diâmetro exterior do tubo da picagem;
d) para os casos onde o tipo de soldadura não possa ser qualificado por meio de uma prova de soldadura
uç ent
topo a topo ou de ângulo, então um corpo de prova específico deverá ser utilizado para qualificar o
soldador, por ex. picagem.
pr um

5.5 Grupos de material

5.5.1 Grupos de aço do material de base


re doc

Por forma a reduzir o número de provas de qualificação, materiais com características de soldadura similares
od

são agrupados de acordo com a CR ISO 15608.


IP de

5.5.2 Domínio de validade da qualificação


A soldadura de qualquer metal de um grupo de material confere a qualificação ao soldador para a soldadura
de todos os materiais do mesmo grupo, bem como, de outros grupos de material conforme o Quadro 2.
© ão

Para soldar materiais de base fora do sistema de agrupamento é requerida uma prova de qualificação
Q

separada.
s

Qualificação de juntas de metais dissimilares: Quando são utilizados metais de adição dos grupos de material
es

8 ou 10 (ver Quadro 2), estão incluidas todas as combinações com os grupos de material 8 ou 10 a outros
grupos de material.
pr

Uma prova de qualificação efectuada num grupo de material forgado confere qualificação para materiais
vazados e para a combinação de material forgado e vazado do mesmo grupo de material.
Im
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Quadro 2 – Domínio de validade da qualificação para metal base

Domínio de validade da qualificação

o
Grupo de
material a do

ida nic
2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
corpo de 1.1 1.3 9.1 9.2+ 9.3
prova 1.2
1.4

oib tró
1.1, 1.2, 1.4 X – – – – – – – – – – – –
1.3 X X X X – – – – – X – – X

pr lec
2 X X X X – – – – – X – – X
3 X X X X – – – – – X – – X
4 X X X X X X X X – X – – X

ão o e
5 X X X X X X X X – X – – X
6 X X X X X X X X – X – – X
7 X X X X X X X X – X – – X
uç ent
8 – – – – – – – – X – X X –
9.1 X X X X – – – – – X – – X
9
9.2 + 9.3 X – – – – – – – – – X – –
pr um

10 – – – – – – – – X – X X –
11 X X – – – – – – – – – – X
a Grupo de material de acordo com a CR ISO 15608.
re doc

Legenda:
od

X indica os grupos de material para os quais o soldador está qualificado.


– indica os grupos de material para os quais o soldador não está qualificado.
IP de

5.6 Consumíveis de soldadura


Qualificação com metal de adição, por ex. com os processos de soldadura 141, 15 e 311, qualifica para
© ão

soldar sem metal de adição, mas não vice versa.


Q

Os domínios de validade da qualificação para os consumíveis de soldadura são dados no Quadro 3.


s
es
pr
Im
NP
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Quadro 3 – Domínio de validade da qualificação para os consumíveis de soldadura a

Processo de Consumíveis de Domínio de Validade da Qualificação

o
Soldadura soldadura utilizados
na prova b A, RA, RB, RC, RR, R B C

ida nic
A, RA, RB, RC, RR, R X – –
111 B X X –

oib tró
C – – X

pr lec
fio eléctrodo fio eléctrodo fio eléctrodo fluxado -
– – fio sólido (S)
fluxado (M) fluxado (B) (R, P, V, W, Y, Z)
131 fio sólido (S) X X – –

ão o e
135
136 fio eléctrodo fluxado (M) X X – –
141
uç ent
136 fio eléctrodo fluxado (B) – – X X
114 fio eléctrodo fluxado –
– – – X
136 (R, P, V, W, Y, Z)
pr um

a Abreviaturas ver 4.3.2.


b O tipo de consumíveis de soldadura utilizados na prova de qualificação de soldadores para a realização do passe de raiz sem junta
de suporte (ss nb) é o tipo de consumível qualificado para a realização do passe de raiz em produção.
re doc

Legenda:
X indica os consumíveis de soldadura para os quais o soldador está qualificado.
od

– indica os consumíveis de soldadura para os quais o soldador não está qualificado.


IP de

5.7 Dimensões
A prova de qualificação de soldador de juntas topo a topo baseia-se na espessura do material e no diâmetro
exterior do tubo. Os domínios de validade da qualificação estão especificados nos Quadros 4 e 5.
© ão

NOTA: Não é necessário medir com precisão a espessura do material ou o diâmetro exterior do tubo; mas deve ser aplicada a
Q

filosofia geral inerente os Quadros 4 e 5.


s

Para soldaduras de ângulo o domínio de validade da qualificação para a espessura do material está
es

especificada no Quadro 6.
No caso da soldadura de picagens os critérios para aplicar a espessura do material (Quadro 4) e o diâmetro
pr

exterior do tubo (Quadro 5), são os seguintes:


− picagem exterior (sobre o tubo): A espessura do material e o diâmetro exterior da picagem;
Im

− picagem interior (inserida no tubo) ou a passar: A espessura do material do tubo principal ou da casca e o
diâmetro exterior da picagem.
Para corpos de prova de diferentes diâmetros exteriores e espessuras de material, o soldador é qualificado para:
1) A espessura de material mais fino e mais espesso qualificados conforme o Quadro 4;
2) O diâmetro exterior menor e maior qualificados conforme o Quadro 5.
NP
EN 287-1
2005

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Quadro 4 – Domínio de validade da qualificação para a espessura do material e para a espessura do metal
depositado (multi-processo) do corpo de prova para soldaduras topo a topo

o
Dimensões em milímetros

ida nic
a
Espessura
Domínio de Validade da Qualificação
T
t<3 ta2×tb

oib tró
3 ≤ t ≤ 12 3a2×tc
t > 12 ≥5

pr lec
a
Para soldadura multi-processo, aplicar s1 e s2 da Quadro 1.
b Para soldadura oxiacetilénica (311): t a 1,5 × t

ão o e
c Para soldadura oxiacetilénica (311): 3 mm a 1,5 × t
uç ent
Quadro 5 – Domínio de validade da Qualificação para o diâmetro exterior do tubo a
Dimensões em milímetros
pr um

Diâmetro exterior de tubo do corpo de prova


Domínio de Validade dsa Qualificação
D
D ≤ 25 Da2×D
re doc

D > 25 ≥ 0,5 × D (25 mm min.)


od

a Para secções estruturais ocas, D é a dimensão do lado menor.


IP de

Quadro 6 – Domínio de validade da qualificação para a espessura do material do corpo


de prova para soldaduras de ângulo a
Dimensões em milímetros
© ão

Espessura de material do corpo de prova


Q

Domínio de Validade da Qualificação


t
s

t<3 ta3
es

t≥3 ≥3
a
pr

Ver também o Quadro 9.


Im

5.8 Posições de soldadura


O domínio de validade da qualificação para cada posição de soldadura é dado no Quadro 7. As posições de
soldadura e os símbolos referem-se à EN ISO 6947.
Os corpos de prova devem ser soldados de acordo com os ângulos nominais das posições de soldadura
especificadas na EN ISO 6947.
As posições de soldadura J-L045 e H-L045, para tubos, qualificam para todos os ângulos de tubo.
Soldar dois tubos com o mesmo diâmetro exterior, um na posição de soldadura PF e outro na posição de
soldadura PC, também cobre o domínio de validade da qualificação de um tubo soldado na posição de
soldadura H-L045.
NP
EN 287-1
2005

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Soldar dois tubos com o mesmo diâmetro exterior, um na posição de soldadura PG e outro na posição de
soldadura PC, também cobre o domínio de validade da qualificação de um tubo soldado na posição de
soldadura J-L045.

o
Diâmetros exteriores de tubo D ≥ 150 mm podem ser soldados em duas posições de soldadura (PF ou PG 2/3

ida nic
da circunferência, PC 1/3 da circunferência) usando apenas um corpo de prova.
Quadro 7 – Domínio de validade da qualificação para posições de soldadura

oib tró
Posição de Domínio de validade da qualificação a
soldadura do

pr lec
PA PB b PC PD b PE PF PF PG PG H-L045 J-L045
corpo de prova (Chapa) (Tubo) (Chapa) (Tubo)
PA X X – – – – – – – – –
PB b

ão o e
X X – – – – – – – – –
PC X X X – – – – – – – –
PD b X X X X X X – – – – –
uç ent
PE X X X X X X – – – – –
PF (Chapa) X X – – – X – – – – –
PF (Tubo) X X – X X X X – – – –
pr um

PG (Chapa) – – – – – – – X – – –
PG (Tubo) X X – X X – – X X – –
H-L045 X X X X X X X – – X –
re doc

J-L045 X X X X X – – X X – X
od

a Adicionalmente devem ser observados os requisitos de 5.3 e 5.4.


b As posições de soldadura PB e PD são usadas apenas para soldaduras de ângulo (ver 5.4 b)) e podem apenas qualificar soldaduras
de ângulo em outras posições de soldadura.
IP de

Legenda:
X indica as posições de soldadura para as quais o soldador está qualificado.
– indica as posições de soldadura para as quais o soldador não está qualificado.
© ão
Q

5.9 Detalhes da soldadura


s

Os domínios de validade da qualificação encontram-se indicados nos Quadros 8 e 9 em função dos detalhes da
soldadura.
es

Quando se solda com processo 311 a troca de soldadura à direita para soldadura à esquerda e vice-versa
pr

requer uma nova prova de qualificação.


Im
NP
EN 287-1
2005

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Quadro 8 – Domínio de validade da qualificação para detalhes da junta em soldaduras topo a topo
Domínio de validade da qualificação

o
Detalhes da soldadura do soldadura por um só lado / soldadura por um só lado / Soldadura por ambos
corpo de prova

ida nic
soldadura sem junta de soldadura com junta de suporte os lados
suporte (ss nb) (ss mb) (bs)
soldadura por um só lado /
soldadura sem junta de suporte X

oib tró
X X
(ss nb)
soldadura por um só lado /

pr lec
soldadura com junta de suporte – X X
(ss mb)
Soldadura por ambos os lados
– X X

ão o e
(bs)

Legenda:
X indica as soldadoras para as quais o soldador está qualificado.
uç ent
– indica as soldadoras para as quais o soldador não está qualificado.
pr um

Quadro 9 – Domínio de validade da qualificação para a técnica (mono ou multi camadas) em soldaduras de
ângulo
Corpo de prova a Domínio de validade da qualificação a
re doc

mono camada (sl) Multi-camada (ml)


od

mono camada (sl) X –


multi camada (ml) X X
a A espessura de garganta deve estar dentro da gama de 0,5 × t ≤ a ≤ 0,7 × t.
IP de

Legenda:
X indica a técnica (mono ou multi-camadas) para a qual o soldador está qualificado
indica a técnica (mono ou multi-camadas) para a qual o soldador não está

© ão

qualificado
Q

6 Exame e ensaios
s
es

6.1 Supervisão
pr

A soldadura dos corpos de prova deve ser testemunhada pelo examinador ou organismo de inspecção. Os
ensaios devem ser verificados pelo examinador ou pelo organismo de inspecção.
Im

Os corpos de prova devem ser marcados com a identificação do examinador e do soldador antes do ínicio da
soldadura. Adicionalmente devem ser marcadas nos corpos de prova a(s) posição(ões) de soldadura e a
posição das 12 horas no caso de soldaduras em tubo com eixo fixo.
O examinador ou organismo de inspecção pode interromper a prova se as condições de soldadura não
estiverem correctas ou se o soldador aparentar não possuir a capacidade de alcançar os requisitos, por ex.
reparações excessivas e/ou sistemáticas.

6.2 Formas, dimensões e número de corpos de prova


A forma e dimensão dos corpos de prova requerida (ver 5.7) é apresentada nas Figuras 1 a 4.
NP
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Para tubos é requerido um comprimento a examinar mínimo de 150 mm. No entanto, se o perímetro exterior
dos tubos for menor que 150 mm são requeridos corpos de prova adicionais até um máximo de três corpos de
prova.

o
ida nic
Dimensões em milímetros

oib tró
pr lec
ão o e
uç ent
Legenda:
pr um

t Espessura do material do corpo de prova


Figura 1 – Dimensões do corpo de prova para soldadura topo a topo em chapa
Dimensões em milímetros
re doc
od
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im

Legenda:
a espessura de garganta de projecto
t espessura do material do corpo de prova
z Cateto de uma soldadura de ângulo
Figura 2 – Dimensões do corpo de prova para soldadura de ângulo em chapa
NP
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Dimensões em milímetros

o
ida nic
oib tró
pr lec
ão o e
uç ent
Legenda:
D Diâmetro exterior do tubo
pr um

t Espessura do material do corpo de prova (espessura da parede)

Figura 3 – Dimensões do corpo de prova para soldadura topo a topo em tubo


re doc
od
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
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Dimensões em milímetros

o
ida nic
oib tró
pr lec
ão o e
uç ent
pr um
re doc
od
IP de
© ão
Q

t corresponde à menor espessura


s

0,5 × t ≤ a ≤ 0,7 × t
es

Legenda:
a Espessura de garganta de projecto
pr

D Diâmetro exterior do tubo


l1 Comprimento do corpo de prova
t Espessura do material do corpo de prova (espessura da chapa ou da parede)
Im

z Cateto de uma soldadura de ângulo


Figura 4 – Dimensões do corpo de prova para soldadura de ângulo em tubo

6.3 Condições de soldadura


A prova de qualificação de soldador deve respeitar uma EPSp ou EPS preparada de acordo com o
prEN ISO 15609-1 ou EN ISO 15609-2.
As seguintes condições de soldadura devem ser respeitadas:
− o tempo de execução da soldadura dos corpos de prova deve corresponder ao tempo de trabalho sob
condições normais de produção;
NP
EN 287-1
2005

p. 22 de 43

− os corpos de prova devem ter pelo menos uma paragem e um re-arranque no passe de raiz e no passe à
vista/capa identificados no comprimento a examinar a ser inspeccionado;

o
− quaisquer tratamentos térmicos após soldadura requeridos na EPSp ou EPS podem ser omitidos excepto

ida nic
se forem requeridos ensaios de dobragem;
− identificação do corpo de prova;

oib tró
− o soldador deve ser autorizado a remover imperfeições menores por rebarbagem/esmerilagem, excepto
nas superfícies após término da soldadura. Deve ser obtida a autorização do examinador ou organismo
de inspecção.

pr lec
6.4 Métodos de ensaio

ão o e
Cada corpo de prova após execução deve ser ensaiado em bruto de soldadura de acordo com o Quadro 10.
Se a soldadura for aceite por ensaio de inspecção visual o(s) ensaio(s) adicional(ais) de acordo com o Quadro
10 devem ser realizados.
uç ent
Quando for utilizada uma junta de suporte permanente na prova de qualificação, esta junta deve ser removida
antes de qualquer ensaio destrutivo.
pr um

O provete para ensaio macroscópico deve ser preparado e contrastado num dos lados por forma a revelar
claramente a soldadura. Não é requerido o polimento.
Quando for efectuado um ensaio radiográfico de soldaduras topo a topo, executadas pelos processos de
re doc

soldadura 131, 135, 136 (apenas de fio fluxado de alma metálica) e 311 (ver também o Quadro 10 nota b)
od

este ensaio deve ser complementado por dois ensaios de dobragem adicionais (uma dobragem de face e uma
de raiz ou duas dobragens laterais), ou dois ensaios de fractura (um de face e outro de raiz).
Quadro 10 – Métodos de ensaio
IP de

Soldadura topo a topo


Método de Ensaio Soldadura de ângulo e picagem
(em chapa ou tubo)
© ão

Ensaio de Inspecção visual de acordo


obrigatório obrigatório
com a EN 970
Q

Ensaio radiográfico de acordo com a


s

EN 1435 obrigatório a b d não obrigatório


es

Ensaio de dobragem de acordo com a abf


EN 910 obrigatório não aplicável
pr

Ensaio de fractura de acordo com a abf


EN 1320 obrigatório obrigatório c e
Im

a Ou o ensaio radiográfico ou o ensaio de dobragem ou o ensaio de fractura devem ser usados.


b Quando for usado o ensaio radiográfico, então os ensaios de dobragem ou de fractura são obrigatórios para os processos de
soldadura 131, 135, 136 (apenas de fio fluxado de alma metálica) e 311 (ver 6.4).
c Os ensaios de fractura poderão ser substituídos por um ensaio macroscópico de acordo com a EN 1321 no mínimo a duas
secções.
d O ensaio radiográfico poderá ser substituído por um ensaio de ultrassons de acordo com a EN 1714 para espessuras ≥ 8 mm
apenas aços ferríticos.
e Os ensaios de fractura em tubos poderão ser substituídos por ensaio radiográfico.
f Para diâmetro exterior de tubo D ≤ 25 mm, o ensaio de dobragem ou de fractura poderá ser substituído por um ensaio de tracção
do corpo de prova com entalhe (ver exemplo na Figura 8).
NP
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6.5 Corpo de prova e provetes

o
6.5.1 Generalidades

ida nic
Os detalhes do tipo, dimensões e preparação dos corpos de prova são dados de 6.5.2 a 6.5.4. Adicionalmente
são indicados os requisitos para os ensaios destrutivos.

oib tró
6.5.2 Soldadura topo a topo em chapa e tubo
Quando é usado o ensaio radiográfico, o comprimento a examinar da soldadura (ver Figuras 5a , 7a e 7b) do

pr lec
corpo de prova deve ser radiografado na condição de bruto de soldadura (a sobre epessura de metal
depositado não deve ser removida).

ão o e
Quando é usado o ensaio de fractura, o comprimento a examinar do corpo de prova deve ser cortado em
provetes de igual largura e todos eles ensaiados de modo a que a fractura seja obtida. O comprimento a
examinar de cada provete deve ser ≥ 40 mm. Todos os tipos de entalhe de acordo com a EN 1320 são
uç ent
permitidos.
Quando é usado o ensaio de dobragem transversal ou de dobragem lateral o diâmetro do mandril ou do rolo
interno deve ser 4 t e o ângulo de dobragem de 180º para metais de base com alongamento A ≥ 20 %. Para
pr um

metais base com alongamento A < 20 % aplica-se a equação seguinte:

100 × t s
re doc

d= − ts (1)
od

A
IP de

onde
© ão

d é o diâmetro do mandril ou do rolo interno, em mm


ts é a espessura do provete de dobragem, em mm
Q

A é o alongamento (à tracção) mínimo requerido pela especificação do material, em %


s

Quando forem realizados apenas ensaios de dobragem transversal, o comprimento a examinar deve ser
es

cortado em provetes de igual largura e todos eles devem ser ensaiados. Quando forem realizados apenas
ensaios de dobragem lateral, um mínimo de quatro provetes deve ser retirado, igualmente espaçados, no
pr

comprimento a examinar. Um destes ensaios laterais deve ser retirado da zona onde se encontra a paragem e
o re-arranque do cordão de soldadura. Os ensaios de dobragem devem ser de acordo com a EN 910.
Im

Para espessuras t > 12 mm, os ensaios de dobragem transversal podem ser substituídos por ensaios de
dobragem lateral.
Para tubos, o número de provetes adicionais para ensaio de fractura ou dobragem para os processos de
soldadura 131, 135, 136 (apenas de fio fluxado de alma metálica) ou 311, utilizando o ensaio radiográfico
depende da posição de soldadura. Para as posições de soldadura PA ou PC um ensaio de dobragem de raiz e
um ensaio de dobragem de face devem ser realizados (ver a Figura 7a). Para todas as restantes posições de
soldadura, dois ensaios de dobragem de raiz e dois ensaios de dobragem de face devem ser realizados (ver a
Figura 7b).
NP
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Dimensões em milímetros

o
ida nic
oib tró
pr lec
ão o e
uç ent
pr um

Legenda:
re doc

l1 comprimento do corpo de prova


l2 meia largura do corpo de prova
od

lf comprimento a examinar
a) Seccionamento num número par de provetes
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im

b) Comprimento a examinar do provete


NOTA: Adicionalmente, o provete pode ser entalhado longitudinalmente no centro da soldadura do lado em tensão por forma a se
alcancar a fractura na soldadura do provete.

Figura 5 – Preparação e ensaio de fractura de provetes para soldadura topo a topo em chapa
NP
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2005

p. 25 de 43

6.5.3 Soldadura de ângulo em chapa


Para ensaios de fractura (ver a Figura 6) o corpo de prova pode ser cordado, se necessário, em vários

o
provetes. Cada provete deve ser posicionado para fracturas de acordo com a EN1320 e inspecionado após

ida nic
fractura.
Quando for utilizada a inspecção macroscópica, pelo menos dois provetes devem ser retirados. Um destes
provetes deve ser retirado do local de paragem e re-arranque.

oib tró
Dimensões em milímetros

pr lec
ão o e
uç ent
pr um
re doc
od

Legenda:
lf comprimento a examinar
IP de

Figura 6 – Comprimento a examinar para ensaio de fractura para


soldadura de ângulo em chapa
© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
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Dimensões em milímetros

o
ida nic
oib tró
pr lec
Legenda:
ão o e
uç ent
lf comprimento a examinar
1 localização para um provete de fractura de raiz ou de dobragem transversal de raiz ou de dobragem lateral
2 localização para um provete de fractura de face ou de dobragem transversal de face ou de dobragem lateral
pr um

a) Seccionamento dos provetes adicionais de fractura ou dobragem


para as posições de soldadura PA e PC
re doc
od
IP de
© ão
Q
s
es
pr

Legenda:
Im

lf comprimento a examinar
1 localização para um provete de fractura de raiz ou de dobragem transversal de raiz ou de dobragem lateral
2 localização para um provete de fractura de face ou de dobragem transversal de face ou de dobragem lateral
3 localização para um provete de fractura de raiz ou de dobragem transversal de raiz ou de dobragem lateral
4 localização para um provete de fractura de face ou de dobragem transversal de face ou de dobragem lateral

b) Seccionamento dos provetes adicionais de fractura ou dobragem


para as posições de soldadura PF, PG, H-L045 e J-L045
NP
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o
ida nic
oib tró
pr lec
ão o e
uç ent
c) Examinar o comprimento da fractura do provete
NOTA: Adicionalmente, o provete pode ser entalhado longitudinalmente no centro da soldadura do lado em tensão por forma a se
alcancar a fractura na soldadura do provete.
pr um

Figura 7 – Preparação e localização de provetes para soldadura topo a topo em tubo


re doc

Para t ≥ 1,8 mm: d = 4,5 mm


Para t < 1,8 mm: d = 3,5 mm
od
IP de
© ão
Q
s
es
pr

Não são permitidos furos nos locais de paragem e re-arranque.


Im

NOTA: Os perfis de entalhe s e q são igualmente permitidos na direcção circunferencial, de acordo com a EN1320.

Figura 8 – Exemplo para ensaio de tracção entalhado para corpo de prova


com diametro exterior de tubo ≤ 25 mm

6.5.4 Soldadura de ângulo em tubo


Para ensaios de fractura o corpo de prova deve ser cortado em quatro ou mais provetes e fracturados (uma
possibilidade é apresentada na Figura 9).
NP
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o
ida nic
oib tró
pr lec
ão o e
uç ent
Figura 9 – Preparação e ensaio de fractura de provetes para soldadura de ângulo em tubo
Quando for utilizada a inspecção macroscópica, pelo menos dois provetes devem ser retirados. Um destes
provetes deve ser retirado do local de paragem e re-arranque.
pr um

6.6 Registo dos ensaios


re doc

Os resultados de todos os ensaios devem ser documentados.


od

7 Critérios de aceitação para os corpos de prova


Os corpos de prova devem ser avaliados de acordo com os requisitos de aceitação especificados para os tipos
IP de

de imperfeições relevantes.
Antes de qualquer ensaio devem ser verificadas as seguintes condições:
© ão

− toda a escória e projecções foram removidas;


Q

− não ocorreu rebarbagem/esmerilagem na face e na raiz da soldadura (de acordo com 6.3);
s

− a paragem e o re-arranque na passe de raiz e no passe de capa estão identificadas (de acordo com 6.3);
es

− o perfil e as dimensões.
pr

Os critérios de aceitação para as imperfeições encontradas pelos métodos de ensaio de acordo com esta
norma devem ser avaliados de acordo com a EN ISO 5817, excepto se especificado em contrário. Um
Im

soldador, é qualificado se as imperfeições estão dentro do nível de qualidade B da EN ISO 5817, excepto
para os seguintes tipos de imperfeições: excesso de metal depositado, convexidade excessiva, espessura de
garganta excessiva e penetração excessiva, para os quais o nível C deve ser aplicado.
Os provetes do ensaio de dobragem não devem apresentar qualquer falha isolada ≥ 3 mm em qualquer
direcção. Falhas que apareçam nos bordos do provete durante o ensaio devem ser ignoradas durante a
inspecção, excepto se for evidente que a fissuração ocorreu por falta de penetração, inclusão de escória ou
outra falha.
Se as imperfeições no corpo de prova do soldador excederem o máximo especificado permitido, então o
soldador reprova.
NP
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Deverá igualmente ser feita a referência aos critérios de aceitação para os ensaios não destrutivos
correspondentes. Deverão ser utilizados procedimentos específicos para todos os ensaios, destrutivos e não
destrutivos.

o
ida nic
NOTA: A correlação entre os níveis de qualidade da EN ISO 5817 e os níveis de aceitação dos diferentes métodos de ensaio não
destrutivo são dados na EN 12062.

oib tró
8 Contra-ensaios
Se qualquer ensaio não cumprir com os requisitos desta norma, ao soldador deve ser dada a oportunidade de

pr lec
repetir a prova de qualificação.
Se se estabelecer que a falha foi devida a causas metalúrgicas ou outras causas externas que não podem ser
directamente imputadas à falta de capacidade do soldador, um ensaio adicional é requerido por forma a

ão o e
determinar a qualidade e integridade do novo material de prova e/ou novas condições de prova.
uç ent
9 Período de validade

9.1 Qualificação inicial


pr um

A validade da qualificação do soldador inicia-se na data de soldadura do(s) corpo(s) de prova.


Isto é, desde que os ensaios requeridos tenham sido realizados e os resultados obtidos sejam aceitáveis.
re doc
od

9.2 Confirmação da validade


O certificado da prova de qualificação de soldador emitido é válido por um período de dois anos. Isto é,
desde que o coordenador de soldadura ou a pessoa responsável do empregador possam confirmar que o
IP de

soldador esteve a trabalhar dentro do domínio de validade inicial da qualificação. Isto, deve ser confirmado
todos os seis meses.
© ão

9.3 Prolongamento da qualificação


Q

Os certificados da prova de qualificação do soldador, de acordo com esta norma, podem ser prolongados a
s

cada dois anos, por um examinador ou organismo de inspecção.


es

Antes do prolongamento do certificado ocorrer a secção 9.2 necessita de ser satisfeita e também, as
seguintes, condições necessitam de ser confirmadas:
pr

a) Todos os registos e evidências utilizados para suportar o prolongamento são rastreáveis ao soldador e
Im

identificam a(s) EPS(s) que foi(foram) utilizado(s) em produção.


b) As evidências utilizadas para suportar o prolongamento devem ser de natureza volumétrica (ensaio
radiográfico ou ensaio por ultra-sons), ou ensaio destrutivo (fractura ou dobragens) feitas em duas
soldaduras durante os últimos seis meses. As evidências relativas ao prolongamento necessitam de ser
mantidas por um período mínimo de dois anos.
c) As soldaduras devem satisfazer os critérios de aceitação para as imperfeições como especificado na
secção 7.
d) Os resultados dos ensaios mencionados em 9.3 b) devem demonstrar que o soldador reproduziu as
condições da prova inicial, excepto para a espessura e diâmetro exterior do tubo.
NOTA: Ver o anexo D para exemplos das variáveis a serem confirmadas e rastreadas.
NP
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10 Certificado
Deve ser verificado que o soldador passou com sucesso a prova de qualificação. Todas as variáveis

o
essenciais devem ser registadas no certificado. Se o(s) corpo(s) de prova falhar(em) algum dos ensaios

ida nic
requiridos não será emitido certificado algum.
O certificado deve ser emitido sob responsabilidade exclusiva do examinador ou organismo de inspecção e
deve conter toda a informação detalhada no Anexo A. É recomendado o uso do formato deste Anexo A,

oib tró
como certificado da prova de qualificação de soldador. Se qualquer outro formato de certificado da prova de
qualificação de soldador for usado, esse deve conter a informação requirida no Anexo A.

pr lec
Em geral, para cada corpo de prova deve ser emitido um certificado de prova de qualificação de soldador
separado.

ão o e
Se mais de um corpo de prova for soldado, pode ser emitido um único certificado de prova de qualificação
de soldador que combine os domínios de validade da qualificação dos corpos de prova individuais. Neste
caso apenas é permitido alterar uma das seguintes variáveis essenciais, salvo para os casos indicados em 5.7.
uç ent
− tipo de soldadura;
− posição de soldadura;
pr um

− espessura de material.
Não é permitida a alteração de outras variáveis essenciais.
re doc

Deve ser assegurado que o certificado de prova de qualificação de soldador não conduz a ambiguidades.
Desta forma, é recomendada a emissão do certificado de prova de qualificação de soldador em pelo menos
od

uma das línguas Inglês, Francês ou Alemão em combinação com qualquer outra língua, se necessário.
O teste prático e a avaliação do conhecimento tecnológico (ver anexo A) deve ser designado por “Aceite” ou
IP de

“Não Avaliado/Ensaiado”.
Cada alteração das variáveis essenciais para a prova de qualificação, para além do domínio permitido requer
uma nova prova e um novo certificado de prova de qualificação de soldador.
© ão
Q

11 Designação
s

A designação da qualificação de um soldador deve cumprir com os seguintes items na ordem apresentada (o
es

sistema é organizado por forma a permitir a sua utilização em sistemas informatizados):


a) o número desta norma;
pr

b) as variáveis essenciais:
Im

1) processo de soldadura: veja-se 4.2, 5.2 e EN ISO 4063;


2) forma do produto: chapa (P), tubo (T), veja-se 4.3.1 e 5.3;
3) tipo de soldadura: soldadura topo a topo (BW), soldadura de ângulo (FW), veja-se 5.4;
4) grupo de material: veja-se 5.5;
5) consumíveis de soldadura: veja-se 5.6;
6) dimensões do corpo de prova: espessura de material t e diâmetro exterior do tubo D, veja-se 5.7;
7) posições de soldadura: veja-se 5.8 e EN ISO 6947;
8) detalhes da junta: veja-se 5.9.
NP
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O tipo de gás de protecção e de purga não devem ser incorporados na designação, mas devem ser incluídos
no certificado de prova de qualificação de soldador (ver prEN ISO 15609-1:2000, Anexo A, ou
EN ISO 15609-2:2001, Anexo A).

o
ida nic
Exemplos de designações são dados no Anexo B.

oib tró
pr lec
ão o e
uç ent
pr um
re doc
od
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
EN 287-1
2005

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Anexo A
(informativo)

o
ida nic
Certificado de qualificação da prova de soldador

oib tró
Designação(ões): ...................................................................................................
...................................................................................................
Nº referência da EPS: Nº de referência do examinador ou organismo de inspecção:

pr lec
Nome do soldador:
Identificação:

ão o e
Método de identificação: Fotografia
Data e local de nascimento: (se requerido)
Empregador:
uç ent
Código/Norma de qualificação:

Conhecimento técnológico: Aceite / Não Avaliado (Apagar como necessário)


pr um

Corpo de prova Domínio de Validade


Processo(s) de soldadura
Forma do produto (chapa ou tubo)
Tipo de soldadura
re doc

Grupo(s) de material
od

Consumível de soldadura (Designação)


Gás de protecção ------------------
Auxiliares (gás de purga) ------------------
IP de

Espessura do material (mm)


Diâmetro exterior do tubo (mm)
Posição de soldadura
© ão

Detalhes da soldadura
Q

Tipo de ensaios de qualificação Realizado e aceite Não ensaiado Nome do examinador ou


s

Inspecção visual organismo de inspecção:


es

Ensaio radiográfico Local, data e assinatura do


Ensaio de fractura examinador ou organismo de
inspecção:
pr

Ensaio de dobragem
Data de soldadura:
Ensaio de fractura em tracção
A qualificação é valida até:
Im

Ensaio macroscópico

Confirmação da validade pelo empregador/coordenador de soldadura para os seis meses subsequentes (ver 9.2)
Data Assinatura Título ou posição

Prolongamento para a qualificação pelo examinador ou organismo de inspecção para os dois anos subsequentes (ver 9.3)
Data Assinatura Título ou posição
NP
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2005

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Anexo B
(informativo)

o
ida nic
Exemplos de designação

oib tró
B.1 Exemplo 1
Qualificação de Soldador EN 287-1 135 P FW 1.2 S t10 PB ml

pr lec
Explicação Domínio de Validade
135 Processo de soldadura Soldadura MAG 135, 136 (M apenas)

ão o e
P Chapa — P
T: D ≥ 150 mm
FW Soldadura de ângulo — FW
uç ent
1.2 Grupo de material de Grupo de material 1.2: Tensão de cedência 1.1, 1.2, 1.4
acordo com CR ISO 15608 275N/mm2< ReH ≤ 360 N/mm2
S Consumível de soldadura Fio sólido S, M
pr um

t10 Espessura Espessura do material: 10 mm ≥ 3 mm


PB Posição de soldadura Posição Horizontal (junta de ângulo) PA, PB
ml Detalhes da soldadura Multi-camada sl, ml
re doc
od

B.2 Exemplo 2
Qualificação de Soldador EN 287-1 136 P BW 1.3 B t15 PE ss nb
IP de

Explicação Domínio de Validade


136 Processo de soldadura Soldadura por arco com fio fluxado com 136
© ão

protecção gasosa activa


Q

P Chapa — P
T: D ≥ 150 mm PA, PB,
s

PC
es

D ≥ 500 mm PF
BW Soldadura topo a topo — BW, FW (ver 5.4b))
pr

1.3 Grupo de material de Grupo de material 1.3: Aços de grão fino 1, 2, 3, 9.1, 11
acordo com CR ISO 15608 normalizados com tensão de cedência
Im

ReH > 360 N/mm2


B Consumível de soldadura Fio eléctrodo fluxado – básico. B, R, P, V, W, Y, Z
t15 Espessura Espessura do material: 15 mm ≥ 5 mm
PE Posição de soldadura Posição ao tecto (soldadura topo a topo) PA, PB, PC, PD, PE, PF
ss nb Detalhes da soldadura Soldadura por um só lado, sem suporte ss nb, ss mb, bs
Multi-camada para FW: sl, ml
NP
EN 287-1
2005

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B.3 Exemplo 3
Qualificação de Soldador EN 287-1 141 T BW 8 S t3.6 D60 PF ss nb

o
ida nic
Explicação Domínio de Validade
141 Processo de soldadura Soldadura TIG 141
T Tubo — T

oib tró
P
BW Soldadura topo a topo — BW, FW (ver 5.4 b))

pr lec
8 Grupo de material de Grupo de material 8: Aços inoxidáveis 8, 9.2, 9.3, 10
acordo com CR ISO 15608 austeníticos.
S Consumível de soldadura Vareta S

ão o e
t3.6 Espessura Espessura do material: 3,6 mm 3 mm a 7,2 mm
D60 Diâmetro exterior do tubo Diâmetro exterior de tubo: 60 mm ≥ 30 mm
do corpo de prova
uç ent
PF Posição da soldadura Topo a topo em tubo, tubo fixo, eixo PA, PB, PD, PE, PF
horizontal, executado na vertical ascendente
ss nb Detalhes da soldadura Soldadura por um só lado, sem suporte ss nb, ss mb, bs
pr um

Multi-camada para FW: sl, ml

B.4 Exemplo 4
re doc
od

Qualificação de Soldador EN 287-1 111 P BW 2 B t13 PA ss nb


EN 287-1 111 P FW 2 B t13 PB ml
IP de

Explicação Domínio de Validade


111 Processo de soldadura Soldadura por arco com eléctrodo revestido 111
P Chapa — P
© ão

T: D ≥ 150 mm
Q

BW Soldadura topo a topo — BW, FW (ver 5.4b)


s

FW Soldadura de ângulo
es

2 Grupo de material de Grupo de material 2: Aços de grão fino 1, 2, 3, 9.1, 11


acordo com CR ISO 15608 tratados termomecanicamente com tensão de
cedência ReH > 360 N/mm2
pr

B Consumível de soldadura Revestimento básico todos, excluindo C


Espessura Espessura do material: 13 mm ≥ 5 mm
Im

t13
PA Posição da soldadura Soldadura topo a topo: ao baixo PA, PB
PB Soldadura de ângulo: horizontal
ss nb Detalhes da soldadura Soldadura por um só lado, sem suporte ss nb, ss mb, bs
ml Multi-camada para FW: sl, ml
NP
EN 287-1
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B.5 Exemplo 5
Qualificação de Soldador EN 287-1 141/135 T BW 1.2 S t20(5/15) D200 PA ss nb

o
ida nic
Explicação Domínio de Validade
141 Processos de soldadura Soldadura TIG, passe de raiz (2 camadas) 141
135 Soldadura MAG, passes de enchimento 135, 136 (M apenas)

oib tró
T Tubo — T
P
BW Soldadura topo a topo — BW, FW (ver 5.4 b))

pr lec
1.2 Grupo de material de Grupo de material 1.2: Tensão de cedência 1.1, 1.2, 1.4
acordo com CR ISO 15608 275N/mm2< ReH ≤ 360 N/mm2

ão o e
S Consumível de soldadura 141: vareta 141: S
135: Fio sólido 135: S,
136: M apenas
uç ent
t20 Espessura 141: s1 = 5 mm 141: t = 3mm a 10 mm
135: s2 = 15 mm 135: t ≥ 5mm
141/135: t ≥ 5 mm
≥ 100 mm
pr um

D200 Diâmetro exterior do tubo Diâmetro exterior do tubo: 200 mm


do corpo de prova
PA Posição da soldadura Topo a topo em tubo a rodar, eixo horizontal PA, PB
re doc

ss nb Detalhes da soldadura Soldadura por um só lado, sem suporte 141: ss nb, ss mb, bs
135: ss mb, bs
od

(136: M)

Multi-camada para FW: sl, ml


IP de

B.6 Exemplo 6
© ão

Qualificação de Soldador EN 287-1 141 T BW 10 S t8 D100 H-L045 ss nb


Q

Qualificação de Soldador EN 287-1 141 T BW 10 S t1.2 D16 H-L045 ss nb


s

Explicação Domínio de Validade


es

141 Processo de soldadura Soldadura TIG 141


T Tubo — T
pr

P
BW Soldadura topo a topo — BW, FW (ver 5.4b))
Im

10 Grupo de material de Grupo de material 10: Aços inoxidáveis 8, 9.2, 9.3, 10


acordo com CR ISO 15608 austeno-ferríticos
S Consumível de soldadura Vareta S
t8.0 Espessura Espessura do material: 1,2 mm / 8 mm 1,2 mm a 16 mm
t1.2
D100 Diâmetro exterior do tubo Diâmetro exterior de tubo: 100 mm / 16 mm ≥ 16 mm
D16 do corpo de prova
H-L045 Posição da soldadura Soldadura topo a topo em tubo, tubo fixo, eixo todas, excluíndo PG e
inclinado (45º) J-L045
ss nb Detalhes da soldadura Soldadura por um só lado, sem suporte ss nb, ss mb, bs
Mono/multi-camada para FW: sl, ml
NP
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B.7 Exemplo 7
Qualificação de Soldador EN 287-1 141 T BW 5 S t5.0 D60 PF ss nb

o
Qualificação de Soldador EN 287-1 141 T BW 5 S t5.0 D60 PC ss nb

ida nic
Explicação Domínio de Validade
141 Processo de soldadura Soldadura TIG 141

oib tró
T Tubo — T
P

pr lec
BW Soldadura topo a topo — BW, FW (ver 5.4b))
5 Grupo de material de Grupo de material 5: Aços Cr-Mo sem vanádio 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 9.1, 11
acordo com CR ISO 15608 com C ≤ 0,35 %

ão o e
S Consumível de soldadura Vareta S
t5.0 Espessura Espessura do material: 5,0 mm 3 mm a 10 mm
≥ 30 mm
uç ent
D60 Diâmetro exterior do tubo Diâmetro exterior de tubo: 60 mm
do corpo de prova
Posição da soldadura Soldadura topo a topo em tubo, todas, excluíndo PG e
- eixo fixo horizontal, J-L045
pr um

PF
PC - eixo vertical
ss nb Detalhes da soldadura Soldadura por um só lado, sem suporte ss nb, ss mb, bs
Multi-camada para FW: sl, ml
re doc
od
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
EN 287-1
2005

p. 37 de 43

Anexo C
(informativo)

o
ida nic
Conhecimento tecnológico

oib tró
C.1 Generalidades

pr lec
A prova de conhecimentos tecnológicos é recomendada mas não é obrigatória.
No entanto, alguns países podem requerer que o soldador seja sujeito a uma prova de conhecimentos
tecnológicos. Se a prova de conhecimentos tecnológicos for realizada, deve ser registada no certificado de

ão o e
prova de qualificação do soldador.
Este anexo delinea o conhecimento tecnológico que um soldador deverá ter, por forma a assegurar que os
procedimentos são cumpridos e que as práticas comuns são aplicadas quando apropriado. O conhecimento
uç ent
tecnológico indicado neste anexo é apenas abordado ao nível mais básico.
Atendendo à diversidade de programas de formação dos vários países é apenas proposto normalizar
pr um

objectivos gerais ou categorias de conhecimento tecnológico. As questões a usar deverão ser definidas pelo
país, mas deverão incluir questões nas áreas cobertas pelo ponto C.2, apropriadas à prova de qualificação dos
soldadores.
re doc

As provas a usar para o conhecimento tecnológico do soldador podem ser realizadas por qualquer um dos
seguintes métodos ou combinações destes métodos:
od

a) testes escritos objectivos (escolha múltipla);


b) prova oral seguindo um conjunto de questões escritas;
IP de

c) prova em computador;
d) prova por demontração/observação seguindo um conjunto de critérios escritos;
© ão

A prova de conhecimento tecnológico é limitada aos assuntos relacionados com o processo de soldadura da
Q

prova de qualificação.
s
es

C.2 Requisitos
pr

C.2.1 Equipamento de soldadura


Im

C.2.1.1 Soldadura oxiacetilena


a) Identificação das garrafas;
b) Identificação e montagem dos componentes essenciais;
c) Selecção dos bicos e maçaricos de soldadura correctos.

C.2.1.2 Soldadura por arco


a) Identificação e montagem dos componentes essenciais e equipamento;
b) Tipo de corrente de soldadura;
c) Ligação correcta do cabo de massa.
NP
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C.2.2 Processo de soldadura2)

C.2.2.1 Soldadura oxiacetilénica (311)

o
ida nic
a) Pressão do gás;
b) Selecção do tipo de bico;

oib tró
c) Tipo de chama;
d) Efeito do sobreaquecimento.

pr lec
C.2.2.2 Soldadura manual por arco com eléctrodo revestido (111)
a) Manuseamento e secagem dos eléctrodos;

ão o e
b) Diferenças dos tipos de eléctrodos.

C.2.2.3 Soldadura por arco com fio fluxado sem protecção gasosa (114)
uç ent
a) Tipos e dimensões de eléctrodos;
b) Tipo, dimensão e manutenção dos bocais/bicos de contacto;
pr um

c) Selecção e limitações do modo de transferência de metal;


d) Protecção do arco de soldadura das correntes de ar.
re doc

C.2.2.4 Soldadura por arco com eléctrodo consumível sob protecção gasosa, soldadura TIG,
od

soldadura por plasma (131, 135, 136, 141, 15)


a) Tipos e dimensões de eléctrodos;
IP de

b) Identificação do gás de protecção e caudal;


c) Tipo, dimensão e manutenção dos bocais/bicos de contacto/porta eléctrodos;
© ão

d) Selecção e limitações do modo de transferência de metal;


Q

e) Protecção do arco de soldadura das correntes de ar.


s
es

C.2.2.5 Soldadura por arco submerso (121, 125)


a) Secagem, alimentação e correcta recuperação do fluxo;
pr

b) Alinhamento correcto e avanço da cabeça de soldadura.


Im

C.2.3 Metais de base


a) Identificação do material;
b) Métodos e controlo do pré-aquecimento;
c) Controlo da temperatura interpasse.

2)
Os números referem-se à EN ISO 4063.
NP
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C.2.4 Consumívieis de soldadura


a) Identificação dos consumíveis de soldadura;

o
b) Armazenagem, manuseamento e estado dos consumíveis de soldadura;

ida nic
c) Selecção da dimensão correcta;
d) Limpeza dos eléctrodos e fios de enchimento;

oib tró
e) Controlo da alimentação de fio;
f) Controlo e monitorização do caudal de gás e qualidade.

pr lec
C.2.5 Precuções de segurança

ão o e
C.2.5.1 Generalidades
a) Segurança na montagem das juntas e procedimentos para regular e desligar;
uç ent
b) Segurança no controlo de fumos e gases de soldadura;
c) Protecção individual;
pr um

d) Perigos de incêndio;
e) Soldaduras em espaços confinados;
re doc

f) Conscencialização para o ambiente de soldadura.


od

C.2.5.2 Soldadura oxiacetilénica


a) Segurança no armazenamento, manuseamento e uso de gases comprimidos;
IP de

b) Detecção de fugas nas mangueiras e acessórios;


c) Procedimento a ser cumprido em caso de retorno de chama.
© ão
Q

C.2.5.3 Todos os processos de soldadura por arco


s

a) Ambiente de risco acrescido de choque eléctrico;


es

b) Radiação do arco;
c) Efeitos do escorvamento acidental do arco.
pr

C.2.5.4 Soldadura por arco com gás de protecção


Im

a) Segurança no armazenamento, manuseamento e uso de gases comprimidos;


b) Detecção de fugas nas mangueiras e acessórios.

C.2.6 Sequencias/procedimentos de soldadura


Apreciação dos requisitos de proced7imentos de soldadura e a influência dos parâmetros de soldadura.

C.2.7 Preparação de junta e representação de soldadura


a) Conformidade da preparação da junta com a especificação de procedimento de soldadura (EPS);
NP
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b) Limpeza das faces de fusão.

o
C.2.8 Imperfeições de soldadura

ida nic
a) Identificação das imperfeições;
b) Causas;

oib tró
c) Prevenção e acções correctivas.

pr lec
C.2.9 Qualificação do soldador
O soldador deverá conhecer o domínio de validade da sua qualificação.

ão o e
uç ent
pr um
re doc
od
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
EN 287-1
2005

p. 41 de 43

Anexo D
(informativo)

o
ida nic
Variáveis a serem confirmadas e rastreadas para prolongamento

oib tró
Por forma a prolongar o certificado de prova de qualificação de soldador, deverá ser confirmado que o
soldador realizou soldaduras representativas da prova de qualificação original, no que diz respeito às

pr lec
variáveis dadas no Quadro D.1.

ão o e
Quadro D.1 – Variáveis a serem confirmadas e rastreadas para prolongamento
Variáveis a serem confirmadas
uç ent
Processo(s) de soldadura X
Forma do produto (tubo, chapa, X
picagem)
pr um

Tipo de soldadura X
Grupo de material X
re doc

Consumíveis de soldadura X
od

(designação)
Espessura de material a X
IP de

b
Diâmetro exterior de tubo X
Posição de soldadura X
© ão

Detalhes da soldadura X
Q

a
A espessura pode variar desde que esteja dentro do domínio de qualificação original.
s

O diâmetro exterior do tubo pode variar ± 50 % do corpo de prova inicial.


b
es
pr
Im
NP
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2005

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Anexo ZA
(informativo)

o
ida nic
Secções desta Norma Europeia relativas a requisitos essenciais ou outras
disposições de Directivas UE

oib tró
pr lec
Esta Norma Europeia foi elaborada no âmbito dum mandato atribuído ao CEN pela Comissão da União
Europeia e pela Associação Europeia do Comércio Livre, suportando os requisitos essecenciais da Directiva
EU 97/23/CE do Parlamento Europeu e do Conselho de 29 de Maio de 1997 na aproximação das leis dos

ão o e
Estados-Membros no que respeita aos equipamentos de pressão.
AVISO: Podem ser aplicáveis outros requisitos e outras Directivas UE ao(s) produto(s) abrangido(s) por esta
Norma.
uç ent
As seguintes secções da presente Norma, como detalhado no Quadro ZA.1, suportam requisitos essenciais da
Directiva 97/23/CE.
pr um

O cumprimento das secções desta Norma presume uma forma de conformidade com os requisitos essenciais
específicos da Directiva em questão e respectivos regulamentos da EFTA.
re doc

Quadro ZA.1 – Correspondência entre esta Norma Europeia e a Directiva 97/23/CE


od

Secções/sub-secções desta Norma Requisitos essenciais (REs) da Observações / Notas


Europeia Directiva 97/23/CE
Todas as secções Anexo I, 3.1.2 Uniões permamentes
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
EN 287-1
2005

p. 43 de 43

Bibliografia

o
ida nic
EN 499:1994, Welding consumables — Covered electrodes for manual metal arc welding of non alloy
and fine grain steels — Classification.
EN 758:1997, Welding consumables — Tubular cored electrodes for metal arc welding with and

oib tró
without a gas shield of non alloy and fine grain steels — Classification.
EN 1321:1996, Destructive tests on welds in metallic materials — Macroscopic and microscopic

pr lec
examination of welds.
EN 1418:1997, Welding personnel — Approval testing of welding operators for fusion welding and
resistance weld setters for fully mechanized and automatic welding of metallic materials.
EN 1714:1997,
EN 12062:1997, ão o e
Non-destructive examination of welds — Ultrasonic examination of welded joints.
Non-destructive examination of welds — General rules for metallic materials.
uç ent
EN 22553:1994, Welded, brazed and soldered joints — Symbolic representation on drawings.
pr um
re doc
od
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im