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MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO I

Capítulo 1 – Introdução

O Método Científico

É um conceito abstrato que remete não para uma técnica particular mas sim para uma corrente de fazer
investigação (à elaboração de questões, à lógica e aos métodos utilizados).

Os dois aspectos importantes do método científico são:

1. Atitude Céptica (que os cientistas adoptam face às explicações sobre o comportamento e


processos mentais)
2. Método Empírico
2.1. Observação (dos comportamentos)
2.1.1. Directamente observáveis
2.1.2. Indirectamente observáveis (testes, questionários)
2.2. Experimentação (na qual há controlo da situação observada)
2.2.1. Quantidade (amostragem, replicações)
2.2.2. Qualidade (método)

Ciência em Contexto

Contexto Histórico – os meios existentes interferem ciência: o método empírico e a revolução informática
foram dois aspectos que possibilitaram aumentar o espaço da psicologia científica;

Contexto Social e Cultural – Existe a influencia do espírito social e culturas da época em que são
produzidos, podendo os investigadores serem susceptiveis ao etnocentrismo.

Etnocentrismo – ver e interpretar os comportamentos à luz dos nossos valores/pontos de vista, não
reconhecendo igual valor ao que é diferente. Pode influenciar as àreas de pesquisa hipóteses colocadas,
os resultados e as explicações, advindo e/ou levando a preconceitos. É necessário estar consciente da
influência cultural.

Contexto Moral – devem-se seguir determinadas normas, como não fabricar dados, não plagiar, nem
selecionar as descobertas da investigação.

Pensar como um investigador

O investigador deve ser céptico a respeito das afirmações, não confundindo pseudo-ciência com ciência. E
ter em conta que a evidência mais forte para uma afirmação sobre o comportamento vem da evidência
convergente resultante de muitos estudos. Esta evidência depende da força da descrição, predição,
evidencia da causa, e replicação do comportamento.

Perspectiva Multi-Método na investigação em psicologia

Existem vários métodos de investigação dentro do método científico que respondem a questões diferentes.
O uso combinado de várias técnicas ajuda a obter uma compreensão mais completa e credível do
comportamento complexo e dos processos mentais, assim como ajuda a superar as falhas associadas a um
método particular.
Capítulo 2 – O método científico

O Método Científico

Como foi dito, é o modo com os investigadores adquirem conhecimentos sobre os comportamentos e os
processos mentais. Não é uma técnica particular mas sim uma perspectiva global para a construção do
conhecimento. Engloba os seguintes factores:

1. Abordagem Global – deve ser empírica e não intuitiva: as decisões são baseadas na observações
directa e na experimentação;
2. Observação – deve ser sistemática e controlada, e não ocasional: o controlo é fundamental e é
melhor quando se realiza um estudo experimental. Deve-se investigar um factor de cada vez. Este
estudo tem pelo menos uma variável independente (factor que é manipulado/controlado pelo
investigador, de modo a determinar o seu efeito no comportamento, com um mínimo de 2 níveis) e
uma variável dependente (a medida do comportamento que é usada para avaliar o efeito da VI);
3. Relatório – deve ser objectivo e não enviesado e subjectivo: as observações e inferências são
separadas e existe acordo inter-observadores;
4. Conceitos – devem ser claros e não ambíguos: devem definir especificamente o que se entende por
cada conceito, usando contructos.
Constructo – conceito/ideia usado nas teorias psicológicas. É produzido, definido,
quantificado, observado, comparado e medido através de um procedimento específico
designado operacionalização/definição operacional. Tem como vantagens permitir a
comunicação clara e objectiva. O maior problema é o número ilimitado de definições
operacionais para cada conceito particular.
5. Instrumentos – devem ser exactos e não imprecisos.
6. Mensuração – é o processo de transformar conceitos abstratos em indicadores observáveis. É
usado para medir e avaliar constructos para os quais não existem padrões ou instrumentos
consensuais. Devem ser válidos/exactos (diferença entre o que um instrumento diz e o que é a
realidade), e fiáveis/precisos (consistência da medida). Uma medida pode ser fiável mas não válida.
7. Hipóteses – devem ser testáveis. Para isso, têm de ter as seguintes 3 características: os constructos
estão adequadamente definidos (com clareza); a hipótese não é circular e o próprio
acontecimento não é usado como explicação do acontecimento; e a hipótese não recorre a ideias
ou forças que não são reconhecidas pela ciência, podendo ser medida;
8. Atitude – deve ser critica e céptica e não crente e receptiva: o comportamentos e processos
mentais são complexos e o ser humano comete erros;

Objectivos do Método Científico

1. Estudo descritivo – os investigadores definem/classificam os acontecimentos e as relações entre


estes descrevendo o comportamento e processos mentais. Há a simples observação e não a
manipulação. É nomotética (médias de amostras de grande dimensão, procurando sublinhar as
semelhanças entre os indivíduos) em vez de idiográfica e quantitativa (resumos estatísticos) em vez
de qualitativa;
2. Estudo Preditivo – os investigadores predizem os comportamentos e processos mentais, depois de
identificarem correlações entre variáveis, ou seja, estas variam em conjunto/ao mesmo tempo.
Pode-se calcular estatisticamente esta correlação. Não há relação de causualidade, pois uma não é
a causa de outra;
3. Estudo Explicativo – os investigadores chegam a uma relação de causa-efeito (inferência causal)
através da manipulação de variáveis numa experiencia controlada. Esta relação tem de ter
covariação dos acontecimentos, precedência (relação de ordem temporal) e controlo (com
eliminação das possíveis causas alternativas). Um efeito de interferência (confounding) ocorre
quando é permitido que duas Vis, que podem potencialmente produzir efeito, variem
simultaneamente. É um tipo de Investigação Básica, em que os psicólogos fazem investigação
procurando o conhecimento pelo próprio conhecimento.
Generalização – os investigadores não estão interessados apenas na amostra de
pessoas que testaram, mas pretendem generalizar os resultados para diferentes
populações, condições e contextos para além dos estudados.
4. Estudo Aplicativo – respondem a problemas reais num contexto real. É investigação aplicada pois
os psicólogos realizam investigação para mudar a vida das pessoas.

Capítulo 3 – Questões de Ética na Realização de Investigação Psicológica

Em qualquer investigação, tem-se de ter em conta factores éticos. Em 1º lugar deve-se pensar na relação
risco/benefício do projecto para os participantes e a sociedade. Se há risco (físico, psicológico ou social)
então os investigadores têm de assegurar que os participantes não estão sujeitos a risco mais do que
mínimo (o prejuízo que os participantes experimentam não é superior ao que possam experimentar no seu
dia a dia). Caso haja, então é necessário consentimento informado escrito.

Alguns dos problemas éticos são ao nível da:


Confidencialidade – retirar todos os detalhes que possam identificar o sujeito;
Privacidade – que tem três dimensões: (1) sensibilidade da informação, (2) contexto da informação e (3)
método de disseminação da informação;
Decepção – ocorre quando se omite informação aos participantes. Embora vantajosa para não influenciar
os comportamentos, vai prejudicar os investigadores a longo prazo.
Só é justificada quando: o estudo é muito importante, não existe outra forma de estudar o
comportamento, e a decepção não influenciaria a decisão de participar na investigação. No entanto, após a
investigação, o investigador é obrigado a fazer o debriefing, justificando a decepção.
Divulgação/apresentação – é importante dar crédito e reconhecer a autoria dos outros, nunca plagiando.

Capítulo 4 - Observação

A observação é um método científico de fazer investigação utilizado quando se quer observar


comportamentos e não se pode perguntar. O principal problema é ao nível das amostragens, pois é
necessário ter-se uma amostra representativa, seja a nível de indivíduos, de comportamentos e de
contextos/condições.

Validade Externa – tem a ver com o facto da amostra representar bem a população e por isso se poder
generalizar. Este grau vai depender da correlação e margem de erro das variáveis.

Amostragem de Comportamento

1. Amostragem temporal (são escolhidos intervalos de tempo para realizar as observações. Não é
utilizada em acontecimentos raros)
1.1. Sistemática (as observações são feitas de forma regular)
1.2. Aleatória (os tempos de observação são identificados de forma aleatória)
2. Amostragem de situações (os investigadores escolhem diferentes contextos, circunstâncias e
condições para as suas observações)

Métodos de Observação
1. Observação sem Intervenção / Observação naturalista – observação em contextos naturais sem
tentativa de intervir ou alterar a situação. Tem como objectivo descrever o comportamento como
ocorre naturalmente e examinar relações entre as variáveis que ocorrem naturalmente.

2. Observação com Intervenção (o investigador não observa apenas: é um actor social)


2.1. Observação participativa – o observador é um participante activo no contexto natural que
observa;
2.1.1. Sem disfarce – as pessoas no contexto sabem que estão a ser observadas;
2.1.2. Com disfarce – as pessoas não sabem que estão a ser observadas.
Este método ajuda a controlar a reactividade (ocorre quando as pessoas alteram o seu
comportamento habitual porque sabem que estão a ser observadas.
2.2. Observação estruturada – o investigador estrutura uma situação específica para observar o
comportamento das pessoas. Utiliza-se quando é demasiado difícil observar o comportamento
naturalmente. Usa cúmplices para criara situação.
2.3. Experimentação de campo – o investigador manipula uma VI em contexto natural e observa o
comportamento (VD)

Métodos de registo do comportamento –vai determinar como é que os resultados do estudo serão
medidos, resumidos, analisados e comunicados.

1. Registo compreensivo do comportamento / Registo Qualitativo – os investigadores utilizam


registos de narrativas quando querem uma reprodução completa do comportamento das pessoas

2. Comportamentos selecionados / Registo Quantitativo – os investigadores escolhem o


comportamento que querem observar e ignoram outros comportamentos. Depois, decidem como
irão medir o comportamento.

Escalas de Medida

1. Nominal – classifica comportamentos, acontecimentos e características em diferentes categorias


2. Ordinal – escala de medida na qual os acontecimentos e os comportamentos podem ser ordenados
por ordens;
3. Intervalar – escala de medida que permite ao investigador especificar a distância entre duas
observações numa dada dimensão;
4. Razão – iguais às intervalares, mas o valor zero tem significado e as razões/proporções podem ser
utilizadas;

Analisar os Dados de observação – vai depender do registo e da escala de medida

1. Analise qualitativa: utiliza-se este método quando não é possível definir previamente os
comportamentos a ser estudados. Tem como vantagem ver sequencias de comportamentos
evidentes e descobri-los. Envolve três etapas: (1) codificar os dados a partir do registo da narrativa;
(2) apresentar os dados; (3) tirar e verificar conclusões.
Como desvantagem, este método possibilita várias interpretações, logo mais riscos de
enviesamento, podendo estar a circular as hipóteses. É necessários confirmar com terceiros a
veracidade, ou replicar a experiência inúmeras vezes.
2. Análise Quantitativa: é utilizada quando os investigadores seleccionam comportamentos para
medir. Medições nominais utilizam a frequência relativa; intervalares ou de razão utilizam as
médias e desvios-padrão.
O maior problema deste método tem a ver com a fiabilidade (consistência). Esta é tanto maior
quanto mais o acordo inter-observadores. Este acordo vai ser influenciado pela operacionalização
dos comportamentos (válida e fiável/precisa), que não deve ser susceptível de interpretação, e das
características dos observadores.

Pensar de forma crítica sobre a observação em investigação

Os problemas associados à observação têm a ver com dois factores:

1. Reactividade – influencia do observador sobre o comportamento do sujeito, que quer agir


segundo o que considera serem as espectativas. É controlada através das características do pedido
e pela adaptação/familiarização dos participantes à presença do observador;
2. Enviesamento do observador –que têm frequentemente certas espectativas sobre um
comportamento, podendo limitar-se a olhar para comportamentos que confirmam as suas
hipóteses. Controla-se este problema pela utilização de um observador-cego.

Capítulo 5 – Inquéritos

Os inquéritos utilizam-se quando o que se quer estudar não é directamente observável e se pretende
descrever as opiniões, atitudes, percepções, pensamentos, emoções de alguém. É feito sobre a forma de
questionários e entrevistas.

Investigação correlacional – vai medir, comparar e relacionar as variáveis que ocorrem naturalmente,
sem manipulação. Estas correlações podem ser positivas ou negativas;

Obter uma amostra

Os investigadores procuram poder generalizar os resultados obtidos numa determinada amostra, daí a
selecção desta ter de ser representativa.

População – conjunto de todos os casos de interesse;


Quadro de Amostragem – lista dos membros de uma população;
Amostra – subconjunto da população que é utilizado para a representar;
Elemento – cada membro da população;

Enviesamento

Diz-se que uma amostra está enviesada quando as suas características diferem sistematicamente. O
enviesamento pode ser de:

1. Selecção – ocorre quando os procedimentos do investigador relativamente à selecção da amostra


resultam na sub ou sobre-representação da população;
2. Resposta – ocorre quando os indivíduos selecionados para a amostra inicial não completam e
devolvem o inquérito;
3. Investigador – quando este orienta a amostra segundo os seus objectivos;

Tipos de amostragem – procedimentos utilizados para obter uma amostra


1. Amostragem não probabilística – não se garante que cada membro da população tenha a mesma
probabilidade de ser incluído na amostra, utilizando-se amostras de conveniência;
2. Amostragem probabilística – todos os membros de uma população têm a mesma probabilidade de
serem selecionados para o inquérito
2.1. Amostra aleatória simples – é necessário ter uma lista dos membros da população;
2.2. Amostra aleatória estratificada – a população é dividida em sub-populações designadas
“estratos”, aumentando a probabilidade da amostra representar a população;

Métodos de Inquérito

1. Inquéritos por correio – podem surgir vieses de resposta e a amostra final não ser representativa
da população, e problemas de interpretação de questões;
2. Entrevistas pessoais – podem surgir vieses do entrevistador quando este regista apenas parte da
resposta. Embora dispendiosas, há mais controlo;
3. Entrevistas por telefone – surgem vieses de selecção (apenas pessoas com telefone são
selecionada) vieses de resposta ( as pessoas podem recusar responder) e vieses do entrevistador;
4. Inquéritos por internet – vieses de selecção, e de resposta, e há falta de controlo sobre o ambiente
em que a investigação é realizada;

Delineamentos de Investigação – método de investigação que o psicólogo escolhe para melhor


responder à sua questão de investigação

1. Delineamento transversal – seleciona-se a amostra de uma ou mais populações num determinado


momento. As respostas são utilizadas para descrever e fazer predições sobre a população no
presente, não podendo avaliar mudanças ao longo do tempo;
2. Delineamento de amostras independentes sucessivas – uma série de inquéritos transversais ao
longo do tempo. As amostras são usadas para descrever a população em cada momento no tempo,
podendo haver comparação, menos quando são utilizadas diferentes amostras/populações;
3. Delineamentos longitudinais – a mesma amostra de indivíduos completa o inquérito em diferentes
ocasiões no tempo, permitindo aos investigador avaliar como os indivíduos mudam ao longo do
tempo. Não responde ao porquê de mudarem, e há o problema de perda/atrito quando as pessoas
abandonam/não completam o estudo;

Medidas na Investigação correlacional: questionários

Os questionários são formas de inquéritos para obter informação sobre diferentes variáveis (demográficas,
preferências, atitutes). Estas medidas devem de ser fiáveis e válidas.

Fiabilidade – refere-se à consistência/precisão da medição ao longo do tempo. Esta fiabilidade aumenta-se


pela existência de mais itens (indicadores observáveis do conceito a ser estudado), que representará
melhor a variabilidade dos indivíduos, dando instruções claras e boas condições de realização do
questionário (não haver distracções). Assim, as medidas fiáveis providenciam uma maior confiança
relativamente a medir consistentemente um conceito numa amostra.

Validade – refere-se à veracidade da medida. Uma medida é válida quando mede o que pretende medir.
Reporta-se à confiança de que os indicadores do questionário têm mesmo a ver com o constructo/conceito
que se pretende estudar.
A validade de construto pode ser convergente (indica em que medida duas medidas do mesmo constructo
estão correlacionadas, ou seja, variam em conjunto), ou discriminante (indica em que medida duas
medidas de construtos diferentes não estão correlacionadas, ou seja, não variam conjuntamente).
Construção de um questionário

Faz-se quando não existe um questionário fiável e válido. A fiabilidade e validade devem ser estudados no
inicio da construção do questionário e no final, com a sua aplicação. Os itens devem ser extremistas e
claros. As questões podem ser em funil (começar com as perguntas gerais, e depois as mais específicas) ou
de filtro (as questões orientam os inquiridos para as questões do inquérito que se lhes aplicam
directamente).

Pensamento crítico sobre a investigação por inquérito

Enviesamento de questionários – enquanto investigadores devemos criar as melhores condições para as


pessoas responderem com sinceridade (confiança, anonimato). Os grandes problemas nas investigações
por inquérito são a reactividade (as pessoas frequentemente não dão respostas verdadeiras porque sabem
que a informação está a ser registada. Esta é tanto maior quanto mais o conteúdo é socialmente
categorizado), e a desejabilidade social (o participante não responde de acordo com as suas
crenças/sentimentos, mas sim de acordo com o que é socialmente aceitável/norma social).

Correlação vs. Causualidade – estudar a relação entre variáveis não implica a causualidade delas. Pode até
haver uma 3ª variável que associe/correlacione as variáveis estudadas. Quando assim é, chama-se uma
relação falsa.

Capítulo 6 – Medidas discretas do comportamento

Métodos discretos de observação – os investigadores estudam o comportamento das pessoas a partir da


evidência do seu comportamento no passado. Não existe reactividade porque a pessoa não reage à
observação: os dados já foram anteriormente produzidos.
Juntamente com a observação directa e os inquéritos, as medidas discretas contribuem para a abordagem
multi-método.

Métodos discretos de observação

1. Traços físicos – são reminiscências, fragmentos e resultados/produtos do comportamento passado.


São obtidas indirectamente – as pessoas não estão presentes quando os dados são recolhidos;
1.1. Traços de uso/utilização – evidência que permanece do uso/utilização ou não de um item;
1.1.1. Traços de uso natural – são obtidos sem intervenção do investigador;
1.1.2. Traços de uso controlado – são obtidos com algum grau de intervenção ou
manipulação pelo investigador;
1.2. Produtos – criações, construções, ou outros artefactos realizados anteriormente (ex:
programas televisivos);

Os vieses dos traços físicos podem ocorrer devido à forma como são criados os traços físicos ou ao modo
como estes sobrevivem.

2. Dados de Arquivo – são documentos que descrevem as actividades dos indivíduos, governos e
outros grupos. Estes podem ser registos correntes ou registos de acontecimentos específicos. Estes
dados são utilizados para testar a validade externa dos resultados laboratoriais e testar as
hipóteses sobre o comportamento passado. Tratamentos naturais são eventos que ocorrem
naturalmente e influenciam a sociedade e os indivíduos.

Análise de conteúdo – refere-se ao processo de fazer inferências a partir da codificação objectiva de


dados de arquivo

1. A análise quantitativa refere-se à classificação de acontecimentos e comportamentos em


categorias para obter a frequência de ocorrência.
2. A análise qualitativa refere-se a julgamentos subjectivos sobre o conteúdo de dados de
arquivo.

Dados de Arquivo: problemas e limitações

1. Depósito selectivo – ocorre quando alguma informação é selecionada para ser incluída nos registos
de arquivo, mas outra informação não o é;
2. Sobrevivência selectiva – ocorre quando a informação é perdida ou falta na fonte de arquivo;

Uma relação espúria existe quando a evidência indica falsamente que duas ou mais variáveis estão
relacionadas. Pode ocorrer devido a problemas estatísticos, análises inadequadas ou coincidências.

Questões de ética e medidas discretas

Estas medidas contribuem para o conhecimento e compreensão do comportamento, envolvendo pouco


risco para os participantes, havendo uma proporção favorável de risco/benefício.