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Relatório Experimental da Prática de Saciação

MÉTODO

Sujeito

O experimento foi realizado com um rato albino da espécie Rattus norvegicus da


linhagem Wistar, macho, tinha aproximadamente 4 meses de vida, de alta sensibilidade,
pequeno e domesticável, limpo, e fácil de cuidar, proveniente do biotério da FSA, Faculdade
Santo Agostinho, privado por 40 hrs, antes de iniciar qualquer sessão experimental, o alimento
estava sempre disponível na gaiola viveiro.

EQUIPAMENTOS E MATERIAL

Os experimentadores dispuseram de um equipamento composto por uma Caixa


de Skinner ou Caixa de Condicionamento Operante, um controlador do bebedouro, contador e
cronômentro, e materiais de registro.

AMBIENTE EXPERIMENTAL

. Os experimentos foram realizados no Laboratório de Psicologia Experimental


da Faculdade Santo Agostinho, que consiste numa sala mediana, de formato retangular. O
ambiente possui duas portas laterais, além de quatro mesas grandes com vários equipamentos
disponíveis sobre estas; uma bancada azulejada com uma pia, e bancos para os
experimentadores. A iluminação e temperatura são artificiais, sendo a temperatura constante,
produzida por dois aparelhos condicionadores de ar. O laboratório tem 25 caixas, um bioterista,
a caixa experimental utilizada para o experimento foi á de numero 7, o rato recebeu apelido de
Freud, a caixa contém câmara experimental, barra, bebedouro, orifícios para saída da
estimulação auditiva e luminosa e orifícios para fixação de hastes. A unidade de controle possui
a chave de energia geral, controle de estímulos luminosos e de estímulos aversivos, controle de
estimulo sonoro, cronômetro digital (horas, segundos e minutos), contador de resposta com
zerador, e contador de reforços com botão zerador. Nessa sala, alunos, de ambos os sexos,
constantemente realizavam experimentos ou preparavam relatórios. Essa situação nem sempre
propiciava o silêncio necessário para a não-interferência nos experimentos.

PROCEDIMENTOS GERAIS
Antes do início dos exercícios experimentais era verificada a função da caixa em
detrimento do experimento bem como teste do bebedouro e adaptação da caixa para melhor
visualização dos experimentadores. O sujeito era trazido do biotério por um experimentador e
retirado da gaiola pelo bioterista que o transportava para a câmara experimental, caixa de
Skinner ou caixa de Condicionamento Operante, iniciando assim os exercícios. O sujeito
experimental, privado de água por aproximadamente 40 horas (em geral). Ao terminar a sessão,
o sujeito era levado de volta ao Biotério, onde a água ficava disponível por dez minutos. Após
esse tempo, o sujeito retornava à privação.

I.NÍVEL DE SACIAÇÃO (DESCRIÇÃO)

Esta atividade experimental consiste na verificação do número médio de


reforços necessários para saciar o seu sujeito experimental.

PROCEDIMENTOS ESPECÍFICOS

O experimento ocorreu na Faculdade Santo Agostinho, no dia 29 de novembro


de 2010, a sessão teve inicio às 20h45min às 21h15min horas, na caixa de numero 07 com rato
albino privado por 40 horas. Participaram do experimento os alunos Luciana Lima de Sousa e
Adélia Maria Dutra, os monitores e o bioterista, orientados pela professora Hadassa Lourenço
Pinheiro Santiago. O referido experimento foi realizado numa gaiola experimental análoga à
caixa desenvolvida por B. F. Skinner, sendo um instrumento de laboratório que realiza uma
série de funções, permitindo o estudo experimental do comportamento.

Verificou- se aparelhagem experimental e solicitamos o sujeito experimental ao


bioterista. A chave de controle do bebedouro foi acionada na posição automática, para que o
sujeito recebesse reforços contínuos, o cronometro ficava no modo min/seg. As respostas de
pressão á barra são aquelas que o sujeito toca na barra pressionando-a até que ela produza um
clic, e a água seja liberada; foram registradas com um traço (/). Foram registradas também as
respostas de contato com C, as quais ocorrem quando qualquer parte do corpo do animal toca
na barra, mas sem força suficiente para produzir o clic característico, não ocorrendo á liberação
de água. A sessão experimental foi finalizada quando decorreram 10 minutos consecutivos sem
nenhuma resposta de pressão á barra.

Antes de começar o exercício de Saciação, foi testado o funcionamento da


câmara experimental. A cuba d’água encontrava-se sobre a bancada e colocada em seu devido
lugar na câmara experimental. Um dos experimentadores pressionou a chave de controle para
posição Manual, e liberou o pescador para que mergulhasse o suficiente trazendo a gota d’água
em sua concha o experimentador verificou isso passando o dedo nessa o contador foi zerado.
Com a câmara ligada, o sujeito foi colocado na câmara experimental. Deu-se início à sessão.

Problema: Quantas gotas de água serão necessárias para a saciação do sujeito


experimental.

Hipótese: O comportamento do sujeito experimental mudará diante da pressão a


barra saciando assim sua sede, ou durante a prática o mesmo não se saciará e continuará se
reforçando pressionando a barra.

II. OBJETIVO

Observar como a água, deixa de funcionar, temporariamente, como um estimulo


reforçador para o animal, verificar o tempo e quantas gotas de água serão necessárias para a
saciação do seu sujeito experimental.

III. ANALISE DOS RESULTADOS

No experimento de nível de saciação, o objetivo foi verificar com quantas gotas


de água o sujeito experimental se saciaria. O experimento durou apenas trinta minutos, e o
sujeito pressionou a barra 86 vezes, ele mostrou-se saciado com as 86 gotas de água até o fim
da prática o animal não havia feito mais nenhuma RPB, aos dez minutos finais da prática ele já
estava saciado.

Os comportamentos de contato com a pressão á barra não foram muitos, em


comparação com as respostas de pressão á mesma. O sujeito tocou a barra sem pressioná-la seis
vezes, sendo que foi considerada como contato com á barra quando qualquer parte do corpo do
sujeito entrava em contato com a mesma.

O sujeito permaneceu durante dez minutos, apenas farejando á barra, andando


dentro da caixa, manteve apenas os comportamentos obtidos no seu nível operante, não houve
mais nenhum tipo de contato á barra, depois de saciado.

Segue abaixo o gráfico constando as curvas acumuladas das respostas de pressão


á barra e de contato com a mesma.
O gráfico mostra as respostas acumuladas de pressão e de contato á barra.
No eixo de Y, está às respostas acumuladas e no eixo de X o tempo em minutos. De
acordo com o gráfico do 1° ao 3° minuto houve uma freqüência constante, entre o 4°
ao 6° minuto houve uma aceleração positiva, já entre o 7° ao 9° minuto uma
aceleração negativa, do 10° ao 19° minuto houve freqüência nula.

Segue abaixo os cálculos das taxas de respostas de pressão á barra e as de


contato com a barra:

Taxa de respostas de pressão á barra

Tx de R = n° de R = 86 RPB/ 30 min = 2,86 respostas por minuto

Taxa de respostas de contato á barra

Tx de R = n° de R = 6 R´s de contato/ 30 min = 0,2 respostas por minuto

É interessante observar que o sujeito, nos dois primeiros minutos emitiu


um grande número de respostas, sendo: treze respostas de pressão á barra, mais
nenhuma de contato á barra, aos cinco minutos voltou á emitir treze respostas de
pressão á barra, e nenhum contato á barra, e aos seis minutos emitiu quatorze respostas
de pressão á barra, nos oito minutos diminuiu a pressão á barra, teve cinco respostas
de pressão á barra e emitiu uma resposta ao contato á barra.
A partir do sétimo minuto o sujeito começou a diminuir gradualmente a
emissão de comportamentos, dessa forma o comportamento de pressionar á barra
levou á diminuição das respostas, parece que água deixou de ser, temporariamente
reforçador positivo, ou simplesmente ele cansou devido ao esforço repetitivo de
pressionar á barra se saciando com 86 gotas de água, ao final da prática.

O sujeito experimental conseguiu chegar á um resultado exato de saciação,


chegando a se saciar com apenas 86 gotas. Ficou mais de dez minutos sem obter
nenhuma pressão á barra, ou contato com a mesma, apenas farejava, andava de um
lado para o outro, chegando assim ao final da prática, pois o sujeito já estava saciado.

O sujeito foi retirado da caixa experimental e recolocado em sua gaiola.


Depois foi levado de volta ao biotério por um dos experimentadores, onde ficará até o
próximo experimento.

O equipamento foi desligado, higienizado e os experimentadores lavaram


suas mãos ao final da prática, em seguida, o grupo experimental se retirou do
laboratório.

O gráfico abaixo mostra o resultado da prática de saciação das alunas


Beathryz Rodrigues e Valéria Moura, o desempenho do sujeito experimental das
mesmas.
O gráfico mostra as respostas acumuladas de pressão e de contato á barra.
No eixo de Y, estão ás respostas acumuladas e no eixo de X o tempo em minutos. Do
1° ao 12° minuto houve uma freqüência constante, no 13° minuto houve uma pequena
aceleração positiva, a partir do 14° minuto ao 18° minuto voltou a se ter uma
freqüência constante, mudando do 19° ao 22° minuto uma aceleração positiva, o
gráfico varia muito, de acordo com os minutos que sujeito experimental realizava um
comportamento, ao passar do 22° minuto o gráfico mostrou uma freqüência constante
novamente persistindo até o 28° minuto, já entre o 29° e 40° minuto notou-se uma
freqüência nula, com o passar dos minutos as repostas foram mudando chegando a ter
uma pequena aceleração negativa, entre o 43° ao 46° minuto, terminando o
experimento com uma aceleração negativa como consta no gráfico acima.
Faculdade Santo Agostinho
Curso: Formação de Psicólogo
Disciplina: Prática de laboratório em analise experimental do comportamento
Professora: Hadassa Lourenço
Turma: 01N3A

RELATÓRIO EXPERIMENTAL DA PRÁTICA DE SACIAÇÃO

Teresina – PI
2010
LUCIANA LIMA DE SOUSA BANDEIRA

RELATÓRIO EXPERIMENTAL DA PRÁTICA DE SACIAÇÃO

Teresina – PI
2011
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

RODRIGUES, M. B & MOURA, V. (2010) Determinação do nível de saciação de


um rato albino. Trabalho não publicado, Faculdade Santo Agostinho, Teresina.