Você está na página 1de 26

Tópico Especial

Bionator de Balters
Bionator of Balters

Resumo tais essenciais, tais como musculares, res-


O Bionator é um aparelho ortopédi- piratórias e fonéticas. O propósito do mé-
co funcional com ação de verdadeira gi- todo do Professor Balters corresponde à
nástica e treinamento muscular. Visa a esta definição citada por Muzy, que afirma
normalização funcional, a alteração que o desenvolvimento harmonioso dos
Cristina Ortolani-Faltin
postural da mandíbula em relação à arcos dentários é promovido pela estimu-
maxila, devolvendo ao aparelho esto- lação de todas as funções21,27,56.
matognático estímulos normais de cres- Balters considerou que a comprova-
cimento e desenvolvimento, dando-lhes ção da influência dos hábitos adquiridos
condições para normalização através de agindo como fatores etiológicos das ano-
forças próprias do organismo. malias dentofaciais, poderia ser feita me-
A Bionatorterapia preocupa-se, por- diante a observação do crescimento na-
tanto, com o equilíbrio das estruturas tural do corpo e sua capacidade de apre-
faciais aos dentes relacionados, para sentar compensações e um correto equilí-
que o equilíbrio final do aparelho mas- brio de suas partes, sem a utilização de
tigatório possa ser alcançado. forças mecanicamente ativas. Chamou a
isto de autocorreção dirigida e utilizava o
Introdução bionator dentro desta concepção integral
O bionator é um aparelho ortopédi- do corpo, ressaltando a importância do
co funcional que foi desenvolvido por estabelecimento do equilíbrio entre a mus-
Wilhelm Balters na década de 507,12. culatura mastigatória, labial, lingual e
A terapêutica ortopédica funcional é bucinadora; capacitadas a influir sobre o
aquela que se fixa com o propósito de crescimento dos maxilares e posiciona-
modificar a morfologia do aparelho den- mento dentário5,6,10,28. Enfatizou, ainda, a
tomaxilofacial para obter um complexo observância à manutenção da respiração
arquitetônico mais adaptado à função5,8,10. nasal, como sendo necessária ao correto
Ela age não apenas sobre a arcada den- equilíbrio desses músculos7,69,77.
tária, mas também em estruturas Para representar esquematicamente o
craniofaciais médias, e sobre funções vi- espaço bucal, Balters utilizou a forma de

Cristina Ortolani-Faltin
Kurt Faltin Junior

Unitermos: A
Especialista em Ortodontia - Universidade Paulista; Mestre e Doutora em Diagnóstico Bucal - FOUSP; Professora
Adjunta da Disciplina de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade Paulista; Professora Titular da
Bionator de Balters, Disciplina de Ortodontia da Faculdade de Fonoaudiologia da Universidade Paulista
Ortopedia Funcional dos
Maxilares. B
Pós-Graduado e Doutorado em Ortopedia Maxilar - Bonn, Alemanha; Professor Titular da Disciplina de Ortodontia e
Responsável pelos Cursos de Pós-Graduação (Especialização e Mestrado) da Universidade Paulista; Professor Convi-
dado da Universidade de ULM - Alemanha.

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 70


um ovo onde, em condições de nor- A função do bionator é obter o Tipos de bionatores
malidade, o polo maior estaria para espaço bucal ideal e corrigir a posi-
frente, tendo sua amplitude máxima ção e a função da língua, lábios e Existem três tipos de bionatores
na região dos primeiros molares. O bochechas mediante o estímulo de que se destinam à correção das dife-
espaço bucal é constituído pela cavi- forças fisiológicas. Desta maneira rentes anomalias esqueléticas e alte-
dade bucal, essencialmente formada torna-se possível levar ao pleno de- rações funcionais: o bionator base,
pela abóbada palatina. Após a erup- senvolvimento as forças de cresci- o invertido e o fechado. Algumas dis-
ção dos dentes e formação das arca- mento próprias do organismo9,29. funções podem exigir escudos de pro-
das dentárias, o espaço bucal apre- Para Balters, o equilíbrio da lín- teção no setor lateral e/ou frontal dos
senta limites que podem ser modifi- gua de um lado e dos lábios e boche- dentes.
cados. Assim, pode mudar de forma chas do outro é de grande importân- Os elementos do Bionator e suas
e se ampliar, através das modifica- cia para a harmonia das bases ósse- principais funções segundo a descri-
ções da posição mandibular e lin- as e arcadas dentárias. E conclui que, ção de Balters:
gual4,6,7,12,23,32. para o aparelho mastigatório se com- - plano de oclusão: é um plano de
O vedamento desse espaço é as- portar como uma unidade funcional, acrílico com orientação pararela ao
segurado, na parte anterior, pelos lá- é necessário, além do espaço funcio- plano de Camper. Ele vai orientar os
bios e, na posterior, pelo encontro do nal para a língua, um perfeito sela- dentes logo após a erupção;
dorso da língua com o palato mole48,73. mento anterior dos lábios e um sela- - alça palatina: colocada na base
Segundo o autor os dentes e os mento posterior do dorso da língua de acrílico, entre a língua e o palato.
maxilares são submissos às funções com o palato mole26,35,56. Serve para sustentação do corpo do
do espaço bucal, no que se refere ao O conhecimento de ciências bio- bionator e orienta o posicionamento
seu crescimento, alinhamento e rela- lógicas básicas, o respeito ao tipo da língua.
ções mútuas. Nas anomalias, o polo facial e à individualidade de cada pa- - alça vestibular: é formada por
maior do ovo está na região do palato ciente, o estudo dos mecanismos de duas partes:
mole ou mais posteriormente, interfe- controle do crecimento, o diagnósti- - alça labial: estimula o selamen-
rindo nas zonas reflexas da degluti- co detalhado de cada caso através to labial.
ção. A excitação constante ou ocasioa de documentação e análise avança- - alça bucinadora: continuação
a necessidade de deglutir frequente- das e auxiliadas pela computação são da alça labial ocupa o espaço en-
mente ou provoca uma abertura labi- princípios que necessitam ser respei- tre a arcada dentária e o músculo
al, a fim de separar a língua do palato tados no uso de qualquer terapia. O bucinador. Ela vai evitar a interfe-
mole, ocasionando, assim, uma pro- uso da Bionatorterapia no planeja- rência dos tecidos moles das bo-
pensão à respiração bucal. O polo mento de uma correção facial deve, chechas sobre as arcadas dentá-
menor do ovo estará voltado para portanto, ser obrigatoriamente fun- rias;
frente, dando à arcada dentária uma damentada num correto e minucioso - apoios verticais: asseguram uma
forma ponteaguda na região de inci- diagnóstico diferencial30. fixação permanente da oclusão fun-
sivos. Na região palatina anterior se
estabelece uma êxtase linfática e uma
irrigação sanguínea deficiente4,6,8,11,28.
Sendo assim, o princípio do tra-
tamento com o Bionator consiste em
provocar a inversão de polaridade do
ovo, levando à normalização do es-
paço bucal funcional, na modificação
da Curva de Spee e no reequilíbrio de
todo o sistema dentomaxilofacial21.
No tratamento das anomalias
dentofaciais, a meta é normalizar o
espaço bucal funcional e não apenas
corrigir a posição dentária e a rela-
ção maxilo-mandibular. Quando o
espaço bucal está alterado, encon-
tram-se também distúrbios na
mastigação deglutição, fonação e res-
piração10,15,18,54. FIGURA 1 - Tipos de Bionatores de Balters.

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 71


cional. Devem evitar os desvios da
mandíbula no plano vertical. Quando
reduzidos por meio de fresas, formam-
se áreas de deslizamento até que o
dente chegue ao plano de oclusão;
- apoios interproximais
interproximais: evitam
os desvios sagitais ântero-posterio-
res do Bionator.
BALTERS10,11 observou que a ori-
entação do crânio em indivíduos nor-
mais estava disposta de tal forma que
o plano oclusal e a linha ouvido-nariz
(Plano de Camper) eram paralelas.
Esta linha deve ser utilizada como re-
ferência para a construção do apare-
lho Bionator, para que a regulariza-
ção do plano oclusal aconteça auto-
maticamente durante o tratamento.
Balters descreveu os três tipos de
bionatores, como segue9,21,28,56: Bionator base e seus elementos:
1- BIONATOR BASE: utilizado
para o tratamento do retrognatismo PO - plano oclusal
mandibular. AP - alça palatina
Mordida de construção: Essencial
para o posicionamento mandibular e AV - alça vestibular
para obtenção do espaço bucal ideal.
Se a mordida incisiva de topo a topo 1 - apoios verticais
for possível, ela deve ser registrada na 2 - liberação total para crescimento vertical do processo alveolar
mordida de construção. Quando o tres-
passe horizontal é acentuado, utiliza- 3 - liberação para crescimento vertical do processo
se uma posição intermediária (3mm dentoalveolar até o plano oclusal
à 5mm de avanço). Após algum tem-
4 - apoios interproximais
po de uso do aparelho, um novo
bionator é feito, então com a mordida FIGURA 2 - O aparelho Bionator base de Balters e seus elementos.

FIGURA 3 - Transferência do Plano de Camper aos mode- FIGURA 4 - Utilização do transferidor do plano oclusal de
los para orientação do plano oclusal. Calteux e Bakker.

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 72


de topo a topo. A dimensão vertical
da mordida de construção, baseia-se
na altura de desoclusão posterior de-
corrente do contato de topo entre os
incisivos.
a - Base acrílica: a base acrílica é
mínima em extensão e espessura,
possibilitando o uso do aparelho o dia
inteiro. O acrílico estende-se lateral-
mente de distal dos caninos superio-
res até cerca de 2 a 3mm atrás dos
primeiros molares. No sentido verti-
cal se estende somente 2 a 3mm
abaixo da margem gengival dos den-
tes posteriores superiores e inferio-
res. Na região anterior inferior, o acrí-
lico se estende de distal de canino a
distal de canino, protegendo a arca-
da inferior da pressão lingual. O acrí-
lico, nesta região, não deve tocar
dentes e gengiva. A base acrílica não
se estende à região anterior superior,
portanto, não há proteção acrílica nos
dentes anteriores superiores.
b - Alça palatina: tem como objeti-
vo estimular a alteração de postura da
língua e estabilizar as partes laterais
da base acrílica. É confeccionada com
fio 1,2 mm e se insere na base acrílica
na região de mesial dos primeiros pré-
molares superiores. Tem a forma oval
voltada para distal e vai até a região
medial dos primeiros molares superi-
ores. A alça palatina está ligeiramen-
te afastada do palato e é passiva. Ela
nunca deverá ser ativada.
c - Alça vestibular: apresenta par-
tes bucinadoras bilaterais e a parte
labial. As partes bucinadoras, que são
posteriores, têm como finalidade afas-
tar os tecidos moles das bochechas.
A parte labial, que é anterior,tem como
finalidade excitar o selamento labial.
A alça vestibular é confeccionada com
fio 0.9 mm que se insere na base
acrílica, no plano de mordida posteri-
or, na região dos primeiros pré-mola-
res superiores, e apresenta um percur-
so superior posterior até a medial do
primeiro molar superior,retornando em
sentido anterior inferior até a região
dos primeiros pré-molares. Esta é a
parte bucinadora que deverá estar
afastada cerca de 3 mm dos dentes, BIONATOR BASE

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 73


impedindo a pressão das bochechas
e estimulando, desse modo, a expan-
são das arcadas atrésicas. Sofre, nes-
te local, uma dobra no sentido anteri-
or superior até a região do canino su-
perior onde sofre nova dobra no sen-
tido horizontal, contornando os den-
tes anteriores superiores na altura do
estômio, até a região do canino supe-
rior do lado oposto. A parte labial da
alça vestibular é passiva e está dis-
tante cerca de 1 mm dos incisivos su-
periores. Ela não pode ser ativada de
encontro com os incisivos.
2 - BIONATOR FECHADO: para a
correção das mordidas abertas com
ou sem alterações esqueléticas.
É idêntico ao bionator base, com
uma característica especial: a base
acrílica apresenta uma extensão na
região dos dentes anteriores superi-
ores. Esta extensão de acrílico tem a
finalidade de proteger também os
dentes anteriores superiores da pres-
são lingual anormal. O acrílico nas
regiões anteriores superior e inferior
não pode tocar dentes e gengiva. A
eliminação da interferência lingual, a
normalização da sua postura junto
ao palato e a excitação do selamento
labial permitem o fechamento da mor-
dida aberta anterior.
3 - BIONATOR INVERTIDO: para
corrigir o prognatismo mandibular.
a - Mordida de construção: é to-
mada na posição mais retrusiva, no
sentido ântero-posterior e no sentido
vertical, numa altura um pouco maior
que topo a topo para permitir a corre-
ção da mordida cruzada anterior.
b - Base acrílica: é idêntica à do
bionator base.
c - Alça palatina: é invertida, isto
é, se insere na região distal dos pri-
meiros molares superiores e apresen-
ta um trajeto anterior em forma oval.
Sua parte anterior fica na altura dos
primeiros pré-molares ou primeiros
molares decíduos. Ela é, portanto,
aberta no sentido posterior. A alça
palatina invertida tem por finalidade
alterar a postura da língua, excitan-
do a ação da ponta da língua no sen-
tido anterior posterior. BIONATOR FECHADO

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 74


d - Alça vestibular: apresenta as
partes bucinadoras idênticas as do
bionator base. No entanto, a parte
labial não sofre as dobras no sentido
superior e horizontal na região dos
dentes anteriores superiores. Seu tra-
jeto continua inferior, contornando os
dentes anteriores inferiores (não pode
ser ativada contra os dentes).
Os elementos do bionator não são
ativos e nem podem ser ativados. As
alterações morfológicas são consequên-
cia da normalização funcional.
O Bionator é um aparelho bima-
xilar de volume reduzido, podendo e
devendo ser usado em período inte-
gral, à exceção dos períodos de ali-
mentação, práticas esportivas onde
haja perigo de trauma bucal e situa-
ções onde a melhor dicção do paci-
ente seja requisitada. Durante as pri-
meiras semanas o tempo de uso é au-
mentado gradativamente, ou seja, 4
horas na primeira semana, 8 horas
na segunda, o dia todo na terceira e
na quarta semana, inclusive dormir
com o aparelho, totalizando aproxi-
madamente 20 horas de uso diário.
Em seu uso, os pacientes são orien-
tados quanto à necessidade de fecha-
mento labial, importante fator para
o reequilíbrio das musculaturas de
protração e retração mandibular e
para o correto posicionamento da lín-
gua junto ao palato.

Modificações
dentomaxilofaciais
resultantes do tratamento
com Bionator.

JANSON 38 em estudo realizado em


207 pacientes (134 tratados com
bionator e 73 não tratados, para
comparação) concluiu que há suces-
so clínico na área dentoalveolar e que
este é mais intenso antes da puber-
dade. As adaptações nas áreas
esqueletais também são mais efetivas
no período da pré puberdade.
PETROVIC e STUTZMANN 58 disse-
ram que o bionator exerce sua função
principalmente através dos movimen-
tos da mandíbula. Estes movimentos BIONATOR INVERTIDO

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 75


agem como um efeito estimulante que na sobremordida profunda traumá- queléticas nesta fase foram muito se-
proporciona crescimento da cartilagem tica e favoreceria a competência la- melhantes às dos grupos controle. Este
condilar. Os autores afirmaram, ain- bial. Seus benefícios não seriam só estudo, segundo os autores, demons-
da, que a intensificação da atividade estéticos, mas também na melhoria trou que as alterações esqueléticas,
do escudo retrodiscal é associada a um dos padrões de crescimento vertical principalmente na indução da acele-
aumento no fluxo de sangue e de linfa e horizontal do complexo dentofacial. ração do crescimento mandibular, fo-
e uma diminuição tanto da concen- DROSCHL25 enumerou as principais ram mais significativas que as altera-
tração catabólica celular como dos fa- metas a serem atingidas com o Biona- ções dentoalveolares,na correção da
tores de “feedback negativo“. Estas tor, segundo o seu idealizador Balters: Classe II.
mudanças explicam o crescimento · selamento labial e contato do STUTZMANN e PETROVIC 70 ,
suplementar da cartilagem condilar, dorso da língua com o palato; através de estudo realizado, chega-
ocasionado pelo bionator. · aumento do espaço bucal; ram à conclusão de que o Bionator é
SCHULHOF e ENGEL 68 analisa- · estabelecimento de uma boa re- basicamente um aparelho funcional
ram telerradiografias de 33 pacien- lação entre os incisivos superiores e cujo grau de efetividade depende, pri-
tes portadores de Classe II que fo- inferiores; meiramente, do avanço suplementar
ram tratados com bionator e compa- · avanço mandibular com conse- da mandíbula, que é maior nos ca-
raram os resultados com a previsão qüente aumento do espaço bucal e sos de crescimento rotacional ante-
de crescimento sem tratamento. Os melhora do posicionamento lingual; rior da mandíbula. Concluíram, tam-
resultados obtidos mostraram que o · obtenção como resultado de to- bém, que o Bionator é efetivo na
tratamento com o bionator estimu- das essas adaptações de um melhor indução de um crescimento suple-
lou maior crescimento que o espera- relacionamento entre as bases ósse- mentar na cartilagem condilar e re-
do. Os autores observaram os seguin- as e um melhor posicionamento da bordo posterior do ramo ascenden-
tes resultados com o uso do bionator: língua, das arcadas dentárias e dos te, isto é, um alongamento suplemen-
· eixo condilar: aumento maior tecidos moles peribucais. tar da mandíbula.
que o crescimento normal; CARELS e VAN DER LINDEN 20
· eixo do corpo: aumento maior BOLMGREN e MOSHIRI 17 estu- afirmaram que, com o uso do Biona-
que o crescimento normal; daram a influência do uso do Biona- tor, tem-se uma influência tanto no
· ângulo goníaco: não houve mu- tor durante o tratamento de pacientes complexo nasomaxilar como na man-
dança significativa; com má oclusão Classe II, divisão 1 díbula, no sentido sagital e vertical.
· eixo facial: constante; com deficiência ou retrognatismo man- Toda vez que o paciente usa o apare-
· incisivos inferiores: sem extrusão dibular. Para este estudo utilizaram um lho, uma força generalizada age no
com o crescimento; grupo de 20 pacientes tratados com o sentido anterior e inferior, na man-
· incisivos superiores: inclinados Bionator e complementados a seguir díbula; e posterior e superior, no com-
para palatino; com aparelhos ortodônticos fixos, sen- plexo maxilar.
· molares inferiores: pequena di- do verificados radiograficamente em MAMANDRAS e ALLEN 46 através
ferença do crescimento normal; uma e outra fase do tratamento. Este de telerradiografias iniciais e finais de
· molares superiores: permanecem grupo foi comparado com 2 grupos tratamento, analisaram os resultados
distal contra o crescimento. controle também de Classe II divisão alcançados com o uso do Bionator nos
1, sendo o primeiro de pacientes não pacientes portadores de má oclusão
Utilizando o Bionator no trata- tratados e o segundo de pacientes tra- Classe II, divisão 1 apresentando retrogna-
mento de pacientes com má oclusão tados exclusivamente com aparelhos tismo mandibular. Compararam 20 ca-
de Classe II, divisão 1 na dentição fixos. Os resultados demonstraram sos tratados com resultados mais ex-
mista tardia, TSAMTSOURIS e que o Bionator proporcionou uma pressivos, onde os avanços do ponto
VENDRENNE74 puderam concluir que retrusão e verticalização dos incisivos Pogônio após o tratamento foram de
as alterações favoráveis obtidas no superiores, um aumento do compri- 3,5 mm ou mais, com outros 20 casos
perfil facial e no padrão esquelético mento mandibular ( Co-Gn ), a nor- de menor expressão, onde os avanços
eram resultado da liberação do po- malização do relacionamento maxilo- do ponto Pogônio foram de 3 mm ou
tencial de crescimento da mandíbu- mandibular e um aumento da altura menos. A avaliação do crescimento total
la, que estava restringido até então dentária posterior responsável pelo da mandíbula ( Co-Gn) na compara-
pela função anormal da musculatura aumento do ângulo do plano mandi- ção entre os dois grupos mostrou que
orofacial. Para os autores, o uso deste bular. Na fase seguinte com aparelhos houve um incremento mais significati-
aparelho na dentição mista protege- fixos mostrou que aparentemente por vo no crescimento total da mandíbula
ria os incisivos de possíveis fraturas, causa do tratamento prévio com o Bi- naqueles pacientes que ao início do tra-
eliminaria a injúria da mucosa oral onator as alterações dentárias e es- tamento apresentavam o ponto

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 76


Pogônio mais próximo da linha per- zada através de um bloqueio com o Classe II com retrognatismo mandibu-
pendicular de referência; sugerindo que acrílico do plano de oclusão do apare- lar, usando o aparelho Bionator base
aqueles pacientes que possuíam man- lho. Os autores salientaram que o Bi- de Balters. Foram utilizados modelos de
díbulas menores, responderam melhor onator talvez seja o aparelho funcio- gesso de 31 pacientes em dentição mis-
ao tratamento. Os autores atribuíram nal mais utilizado na atualidade em ta, com uma idade média ao início do
os resultados encontrados a uma pos- todo o mundo devido as facilidades tratamento de 10 anos e 3 meses, nos
sível ação do Bionator que seria a de proporcionadas por este aparelho, quais foram realizadas medidas nos
atuar contra os fatores inibitórios do tanto no que se refere à confecção, modelos antes e após o tratamento (mé-
crescimento mandibular, liberando o como no manejo clínico e aceitação dia de duração de 11.9 meses), nos
potencial de crescimento que se en- por parte dos pacientes, pois apre- caninos, primeiros pré-molares e pri-
contraria mais restringido nos paci- senta uma estrutura mais simples e meiros molares. Três pontos de medi-
entes com maior retrognatismo. menor volume. ções foram usados para verificar se o
FALTIN JR.29 apresentou os resul- KESSNER42 realizou um estudo aumento esperado seria por movimen-
tados de um estudo de longo prazo, cefalométrico em telerradiografias ob- to de corpo ou inclinação do dente. Os
realizado sobre uma amostra formada tidas em norma lateral, com a finali- resultados sugeriram movimento de cor-
por pacientes de ambos os sexos, sele- dade de avaliar o efeito do tratamento po dos caninos superiores e pré-mola-
cionada consecutivamente com base no com o Bionator de Balters sobre a res inferiores. Um aumento significante
número de controle de fichas clínicas; mandíbula, em pacientes portadores na largura dos arcos para todas as
apresentou média de idade de 9,8 anos de má oclusão de Classe II, divisão 1 medidas foi observado, exceto para as
e tempo médio de tratamento de 2,2 com retrognatismo mandibular. A distâncias intercaninos inferiores e
anos. A reavaliação telerradiográfica amostra tratada contou com um total intermolares inferiores a nível alveolar.
pós- tratamento, abrangeu um perío- de 33 pacientes, com média de idade Os resultados indicam que normal-
do de 5 a 9 anos. Os resultados do de 10 anos e tempo médio de contro- mente ocorre uma expansão passiva
estudo avaliados pela análise cefalomé- le radiográfico de 18,6 meses. O au- dos arcos quando o Bionator é usado.
trica de Ricketts, mostraram que hou- tor averiguou o comportamento das Essa expansão foi significantemente
ve uma estabilidade do ângulo da Pro- variáveis da mandíbula: XI-PM, XI- maior no arco maxilar do que no arco
fundidade Maxilar, com média de 89,7 DC, AFP e CF-XI, comparando as di- mandibular.
graus, enquanto o Ângulo da Profun- ferenças encontradas em suas medi- BIGLIAZZI14 analizou cefalometri-
didade Facial, apresentou um incremen- das entre os momentos T1 e T2, com camente 35 pacientes utilizando a
to médio de 2,2 graus, estatisticamen- as respectivas expectativas de incre- análise das contrapartes de Enlow,
te significante ao nível de 5%. A com- mento, de acordo com a previsão de com a finalidade de avaliar as altera-
binação desses dois resultados, teria, crescimento de Ricketts. As variáveis ções anatômicas e morfológicas do
então, propiciado a correção da má XI-DC e XI-Co foram comparadas nos tratamento com o Bionator de Balters
oclusão de Classe II. dois momentos. A análise dos resul- em pacientes portadores de má oclu-
MCNAMARA JR. e BRUDON 53 con- tados indicou que as variáveis man- são de Classe II, divisão 1 com re-
sideram, a respeito do Bionator, que as dibulares apresentaram incrementos trognatismo mandibular, com uma
modificações verticais do crescimento significantes maiores do que suas pre- média de idade de 9 anos e tempo mé-
mandibular seriam as mais difíceis de visões, destacando-se as diferenças dio de controle radiográfico de 20 me-
serem obtidas no tratamento ortopédi- marcantes verificadas nas variáveis do ses. Após análise estatística dos re-
co da Classe II, principalmente quando ramo ascendente da mandíbula, cujas sultados verificou quais relações
a Altura Facial Ântero-Inferior fosse ex- concordâncias de resultados salienta- anatômicas responderam ao trata-
cessiva. Os autores indicaram o Bio- ram as mudanças ocorridas na estru- mento com o Bionator e quais perma-
nator para o tratamento dessas más tura do ramo ascendente durante o neceram inalteradas e concluiu que o
oclusões, com ênfase para pacientes período estudado.A frequência de ocor- Alinhamento da FCM, Alinhamento do
com extrema diminuição da Altura rência de incremento entre as variá- ramo, Alinhamento corpo-oclusal,
Facial Ântero-Inferior. Nesses casos, o veis Ba-Na,XI-PM e XI-DC só apon- Largura Ra/FCM e o ângulo goníaco
Bionator seria usado para aumentar a tou correlação entre Ba-Na e XI-PM. permaneceram inalterados durante o
dimensão vertical, através da erupção Segundo o autor o Bionator de Balters período de tratamento com o Biona-
diferencial dos dentes posteriores. Res- foi um recurso eficiente na aceleração tor. Responderam significantemente
saltaram também que o Bionator po- do crescimento mandibular. no sentido de reduzir a retrusão man-
deria ser usado nos casos que apre- ALMEIDA 1 realizou estudo com o dibular o Efeito agregado FCM.A/
sentassem uma Altura Facial excessi- propósito de avaliar as mudanças nas Ra.B, Efeito agregado FCM.PrS/Ra.Id,
va, promovendo a prevenção da sobre dimensões transversas dos arcos den- Maxila A/Mandíbula B, Maxila PrS/
erupção dos dentes posteriores, reali- tários no tratamento da má oclusão de Mandíbula Id e a Curva de Spee.

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 77


Caso 1 - Figs. 14 a 37:
Paciente do sexo masculino, nove anos e três meses
de idade, retrovertido, portador de uma anomalia de Classe
II, divisão 1 com retrognatismo mandibular.
Tratamento executado com Ortopedia Funcional dos
Maxilares: três Bionatores de Balters, durante 3 anos.

FIGURA 14, 15, 16 - Fotos faciais de frente no início do


tratamento, 3 anos após o término do tratamento e 7 anos
pós-tratamento. 14

FIGURA 17, 18, 19 - Fotos faciais de perfil no início do


tratamento, 3 anos e 7 anos pós-tratamento. 17

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 78


15 16

18 19

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 79


FIGURA 20, 21, 22 - Fotos bucais no início do tratamento. 20

FIGURA 23, 24, 25 - Fotos bucais 3 anos após o término


do tratamento.
23

FIGURA 26, 27, 28 - Fotos bucais 7 anos após o término


do tratamento. 26

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 80


21 22

24 25

27 28

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 81


FIGURA 29, 30, 31 - Telerradiografias laterais no início do
tratamento, 3 anos e 7 anos pós-tratamento. 29

MBS Analysis: FALTIN


Race: Caucasian
Born: 25/03/70
Sex: M
27.9

83.4 81.4

28.2 60.7

5.0
10.1

49.5
3.0 124.1

22.4
32
FIGURA 32, 33, 34 - Traçados cefalométricos: início do tra-
Initial - 07/06/79
tamento, 3 e 7 anos pós-tratamento.

MBS Analysis: FALTIN


Race: Caucasian
Born: 25/03/70 Superimposition:
Sex: M Basion-Nasion at CC

35

Initial - 07/06/79
FIGURA 35, 36, 37 - Superposições dos traçados Retention - 23/05/85
Final - 23/06/89
cefalométricos do início do tratamento, 3 anos e 7 anos
pós-tratamento.

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 82


30 31

MBS Analysis: FALTIN MBS Analysis: FALTIN


Race: Caucasian Race: Caucasian
Born: 25/03/70 Born: 25/03/70
Sex: M Sex: M
24.8 27.4

84.7
88.1
82.0 87.6

23.3
29.4
59.6 57.0

0.6
3.3

16.2 22.4

51.9
51.5 131.1
129.7
4.6
4.7

25.5
22.5

33 34
Retention - 23/05/85 Final - 23/06/89

MBS Analysis: FALTIN MBS Analysis: FALTIN


Race: Caucasian Race: Caucasian
Born: 25/03/70 Superimposition: Basion- Born: 25/03/70 Superimposition:
Sex: M Nasion at Nasion Sex: M Corpus Axis at Xi

36 37

Initial - 07/06/79 Initial - 07/06/79


Retention - 23/05/85 Retention - 23/05/85
Final - 23/06/89 Final - 23/06/89

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 83


Caso 2 - Figs. 38 a 64:

Paciente do sexo masculino, nove anos de idade,


neutrofacial, portador de uma anomalia de Classe II
maxilo-mandibular, apinhamentos e disfunções totais.
Tratamento realizado com preparação ortodôntica
com aparelho removível superior de expansão + arco
base inferior; extração de 4 primeiros pré-molares; Bi-
onator de Balters + arco base inferior e complementa-
ção com aparelhos fixos.

FIGURA 38, 39, 40 - Fotos faciais de frente no início do


tratamento, fase intermediária após extrações de quatro
1 pré-molares + uso de Bionator e 5 anos após a
complementação com aparelhos fixos. 38

FIGURA 41, 42, 43 - Fotos faciais de perfil no início do


tratamento, fase intermediária e 5 anos pós-tratamento. 41

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 84


39 40

42 43

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 85


Figura 44, 45, 46 - Fotos bucais no início do tratamento. 44

FIGURA 47, 48, 49 - Fotos bucais em fase intermediária:


Bionator + arco base inferior. 47

FIGURA 50, 51, 52 - Fotos bucais em fase intermediária. 50

FIGURA 53, 54, 55 - Fotos bucais 5 anos após a comple-


mentação com aparelhos fixos. 53

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 86


45 46

48 49

51 52

54 55

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 87


FIGURA 56, 57, 58 - Telerradiografias laterais no início do
tratamento, fase intermediária e 5 anos pós-tratamento. 56

AMGL Analysis: FALTIN


Race: Caucasian
32.9
Born: 29/01/75
Sex: M
81.0

86.6

64.9

9.6
14.6

118.9
52.3 0.5

59

25.9

FIGURA 59, 60, 61 - Traçados cefalométricos: início do tra- Initial - 30/12/84


tamento, fase intermediária e 5 anos pós-tratamento.

AMGL Analysis: FALTIN


Race Caucasian
Born: 29/01/75 Superimposition:
Sexo: M Basion-Nasion at CC

62

Initial - 30/12/84
FIGURA 62, 63, 64 - Superposições dos traçados Progress (bionator)
cefalométricos do início do tratamento, fase intermediária - 13/09/91
e 5 anos pós-tratamento. Final - 25/02/97

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 88


57 58

AMGL 31.8 Analysis: AMGL Analysis: FALTIN


Race: Caucasian FALTIN Race: Caucasian
Born: 29/01/75 Born: 29/01/75
Sex: M Sex: M 31.3
85.7
91.3 85.6

91.9

64.7
62.5

3.3 1.6
23.5
23.6

142.6 52.4 143.7


53.5
0.7
-1.0

19.3
60 17.3
61
Progress (bionator) - 13/09/91 Final - 25/02/97

AMGL Analysis: FALTIN


AMGL Analysis: FALTIN
Race: Caucasian
Race: Caucasian
Born: 29/01/75 Superimposition:
Born: 29/01/75 Superimposition:
Sex: M Basion-Nasion at CC
Sex: M Corpus Axis at Xi

63 64
Initial - 30/12/84 Initial - 30/12/84
Progress (bionator) Progress (bionator)
- 13/09/91 - 13/09/91
Final - 25/02/97 Final - 25/02/97

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 89


Caso 3 - Figs. 65 a 76:

Paciente do sexo feminino, oito anos e cinco meses de


idade, neutrovertida, com mordida aberta anterior e mor-
dida cruzada posterior do lado direito.
Tratamento executado com aparelho removível supe-
rior de expansão com plano de mordida posterior; Bionator
fechado de Balters; aparelhos fixos superiores e inferio-
res.

Figura 65, 66 - Fotos faciais de frente no início do tratamen-


to e 3 anos pós-tratamento. 65

FIGURA 67, 68 - Fotos faciais de perfil no início do trata-


mento e 3 anos pós-tratamento. 67

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 90


66

68

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 91


FIGURA 69, 70, 71 - Fotos bucais no início do tratamento. 69

Figura 72, 73, 74 - Fotos bucais 3 anos pós-tratamento. 72

FIGURA 75, 76 - Telerradiografias laterais no início do tra-


tamento e 3 anos pós-tratamento. 75

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 92


70 71

73 74

76

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 93


Abstract relation to maxilla restoring to the the final balance of masticatory
The bionator is a functional stomatognatic complex normal complex.
orthopedic appliance with an action setting through own body forces.
of muscular exercising and training. The Bionator therapy is Uniterms
It is designed to normalize function concerned with the facial structure Balters Bionator; Functional jaw
and change mandible position in balance to related teeth to achieve Orthopedics.

Referências Bibliográficas

01 - ALMEIDA, M.A.A. Alterações dimensionais tes Classe II, divisão 1 com lares. In : PETRELLI,E. Ortodontia Con-
transversas dos arcos maxilar e mandi- retrognatismo mandibular tratados com temporânea. São Paulo : Savier, 1988.
bular ocorridas com o uso do aparelho o bionator de Balters, empregando-se a p.211-246.
Bionator base de Balters no tratamento análise das contrapartidas de Enlow. 29 - FALTIN JR., K. The influence of the Balter’s
da Classe II mandibular. São Paulo, São Paulo, 1997, 155p. Monografia (Espe- Bionator in the treatment of Class II
1997. 82 p. Monografia (Especialização) - cialização) Faculdade de Odontologia da patients with mandibular retrognatism :
Faculdade de Odontologia da Universidade Universidade Paulista. long term orthopedic results. (Apresentado
Paulista. 15 - BIOURGE, A. Réflexions sur le mode d’áction no 24° Congresso Anual da Foundation for
02 - ALTUNA, G.; NIEGEL, S. Bionators in class II du bionator de Balters. Essai Orthodontic Research. San Antonio, Texas,
treatment. J Clin Orthod, v.19, n.3, d’interprétation de son mode d’áction. Estados Unidos da América, 1992).
p.185-191, mar. 1985. Orthod Fr, v.36, p.497-512, 1965. 30 - _____________. Differential diagnosis of
03 - ASCHER, F. Hemmung und Enthemmung bei 16 - ____________. Un bionator pour Classes II, clinical management of maxillary and
Anwendung moderner Aktivatoren. division 2. Rev Belg Med Dent, v.25, mandibular Class II, division 1
Fortschr Kieferorthop, v.25, n.4, p.490- p.113-117, 1970. malocclusions. (Apresentado no 97°
501, 1964. 17 - BOLMGREN, G.; MOSHIRI, F. Bionator Congresso da Associação Americana de
04 - ___________. Die stellung des Bionators im treatment in Class II, division 1. Angle Ortodontia. Philadelphia, Pennsylvania,
Rahmen der bisher bekannten Orthod, v.56, n.3, p.255-262, july 1986. Estados Unidos da América, 1997).
abnehmbaren und festsitzen 18 - BYLOF-CLAR, H. Der Umgang mit Bionatoren. H 31 - GYSEL, C. Introduction a la bionatortherapie
Behandlunsmittel in der Kieferorthopadie. Osterr Z Stomatol, v.70, p.342-352, 1973. de Balters (première partie) : aspects
In : Bionator-Symposium. Rev Belge Med 19 - CARELS, C.; STEENBERGHE, D. Changes in théoriques de la méthode. Rev Belge Med
Dent, v.25, p.279-288, 1970. neuromuscular reflexes in the masseter Dent, v.25, n.2, p.247-278, 1970.
05 - ____________. Bionator. In : GRABER,T.; muscles during functional jaw orthopedic 32 - __________. Introduction a la
NEUMANN, B. Removable orthodontic treatment in children. Am J Orthod bionatortherapie de Balters (deuxième
appliances. Philadelphia : Saunders, Dentofacial Orthop, v.90, n.5, p.410-419, partie) : aspects pratiques de la méthode.
1977. p.229-246. nov. 1986. Rev Belge Med Dent, v.25, n.3, p.465-496,
06 - ___________. Der Bionator in der 20 - CARELS, C.; VAN DER LINDEN, P.M.G. Concepts 1970.
Funkionskieferorthopädie. Inf Orthodont on functional appliances mode of action. 33 - HEIJ, D.G.; CALLAERT, H.; OPDEBEEK, M. The
Kieferorthop, v.16, n.3, p.215-246, juni Am J Orthod Dentofacial Orthop, v.92, effect of the amount of protrusion built
1984. n.2, p.162-168, aug. 1987. into the Bionator on condylar growth and
07 - BALTERS, W. Reflexmechanismus und 21 - CELESTIN, L. A. Thérapeutique Fonctionnelle displacement : a clinical study. Am J
Funktionsablauf. Fortschr Kieferorthop, d’Órthopédie Dentofaciale : la méthode Orthod Dentofacial Orthop, v.95, n.5,
v.16, n.4, p.325-327, 1955. du Professor Wilhem Balters. Paris : p.401-409, may 1989.
08 - ____________. Ergebnis der gesteurten Maloine, 1967. 116 p. 34 - HERRMAN, C. Eine Einfünbrung in die
Selbstheilung von Kieferorthopädischen 22 - CHARLIER, J.; PETROVIC, A.; HERMANN- Bionator-Heilmethode. Heildelberg : Ed.
Anomalien. Dtsch Zahnareztl Z, v.15, STUTZMAN, J. Effects of mandibular Druckerei Hoelzer, 1973. 141 p.
n.3, p.241-248, feb. 1960. hyperpropulsion on the prechondroblastic 35 - HOFFMEISTER, H. Bionatoren im
09 - BALTERS,W. Leitfaden der Bionatortechnik zone of young rat condyle. Am J Orthod, Rattenversuch. Fortschr Kieferorthop,
in Heftform. 1962. 79p. (texto v.55, n.1, p.71-74, 1969. v.48, n.3, p.223-224, juni 1987.
mimeografado). 23 - DECELLE, V. Orthopédie dento maxillo faciale 36 - JANSON, I. A cephalometric study of the
10 - ____________. Extrait de tecnique du Biona- selon Balters. Rev Franc Odontostomat, efficiency of the Bionator. Trans Eur
tor. Rev Franc Odontostomat, v.11, n.2, v.14, p.1598-1622, 1967. Orthod Soc, v.28, p.283-298, 1977.
p.191-212, 1964. 24 - DROSCHL, H. Der bionator in der interzeptiven 37 - _________. Zeitpunkt der
11 - ____________. Die Technik und Übung der Behandlung Indikation und Grenzen. Bionatorbehandlung in Abhängigkeit vom
allgemeinen und speziellen ZWR, v.93, n.10, p.786-792, okt. 1984. Wachstum. Fortschr Kieferorthop, v.38,
Bionatortherapie. Quintess, v.5, n.5, 25 - De VINCENZO, J. P.; WINN, N.W. Orthopedic and n.4, p.435-451, nov. 1977.
p.77-85, mai 1964. orthodontic effects resulting from the use 38 - JANSON, I. Skelettale und dentoalveoläre
12 - ____________. Guia de la tecnica del Biona- of a functional appliance with different Änderungen durch die
tor. (Trad por Victor Schulkin). Círculo amounts of protrusive activation. Am J Bionatorbehandlung in der vorpubertaren
Argentino de Odontologia. Buenos Aires : Orthod Dentofacial Orthop, v.96, n.3, und pubertaren Wachstumszeit. Fortschr
Mundi, 1969. 68p. p.181-190, sept. 1989. Kieferorthop, v.39, n.1, p.62-76, feb. 1978.
13 - BIEHLER, G.; FERNEX, E.; GERALDES,M.; 26 - EIREW, H. L. The Bionator. Br J Orthod, v.8, 39 - JANSON, I.; ÜBERLA, K. Faktorenanalytische
MAUCHAMP,R. A propos de quelques n.1, p.33-36, jan. 1981. Auswertung einer Untersuchung uber die
résultats obtenus avec le bionator. 27 - FALTIN JR., K. A Ortopedia Funcional dos Wirkungsweise des Bionators. Fortsch
Orthod Fr, v.41, n.5, p.533-540, 1970. Maxilares na Ortodontia atual. Colecta, Kieferorthop, v.40, n.6, p.494-503, dez. 1979.
14 - BIGLIAZZI, R. Estudo das Alterações v.1, n.3, p.1-9, 1983. 40 - JANSON, I. Morphologische Kriterien fur die
anatômicas e morfológicas em pacien- 28 - _____________. Ortopedia Funcional dos Maxi- Indikation einer Behandlung mit der

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 94


Bionatormodification nach Ascher. 57 - ________________________. Avaliação da 72 - ______________________________. Role of
Fortschr Kieferorthop, v.48, n.2, p.71- Previsão de Crescimento sem Trata- the lateral pterygoid muscle and
86, apr. 1987. mento, segundo Ricketts, em pacientes meniscotemporomandibular frenum in
41 - JUZWA, E. Leczenie Aparaten Baltersa portadores de má oclusão Classe II de spontaneous growth of the mandible and
nieprawidlowosciz grupy przodozgryzom U Dzieci Angle. São Paulo, 1997. 100 p. Tese (Dou- in stimulated by the postural
W WiekuPrzedkolnym. Czas Stomatol, v.33, n.4, torado) - Faculdade de Odontologia da hyperpropulsor. Am J Orthod, v.97, n.5,
p.319-324,1980. Universidade de São Paulo. p.381-392, may 1990.
42 - KESSNER, C.A. Estudo cefalométrico radio- 58 - PETROVIC, A.G..; STUTZMANN, J.; GASSON, N. 73 - TRAVESI, G. J. Balters appliance and its action
gráfico da influência do Bionator de The final length of the mandibular : is it on the neuromuscular system. Orthod Fr,
Balters sobre o crescimento mandibu- genetically predetermined? In : CARLSON, v.63, n.2, p.349-358, 1992.
lar nos tratamentos de más oclusões D.S. Mandibular growth. Michigan, 74 - TSAMTSOURIS, A.; VENDRENNE, D. The use of
de Classe II, divisão 1 com University of Michigan,1981. p. 105-125. ( the Bionator appliances in the treatment
retrognatismo mandibular. São Paulo, Monograph number 10. Craniofacial of Class II, division 1 malocclusion in the
1996. 157 p. Dissertação ( Mestrado) Growth Series). late mixed dentition. J Pedodont, v.8,
Faculdade de Odontologia da Universida- 59 - PETROVIC, A.G.; STUTZMANN, J.J. Teoria ciber- n.1, p.78-100, fall 1983.
de Paulista. nética del crescimento craneo-facial post 75 - WITT, E. Muskelphysiologische
43 - KUMAR, S.; SIDHU, S.S.; KHARBANDA, O.P. A natal y mecanismos de acción de los apa- Untersuchungen bei der
cephalometric evaluation of the dental ratos ortopédicos y ortodóncicos. Rev Ass Distalbissbehandlung mit dem aktivator
and facial-skeletal effectts using the Argent Ortop Func Maxil, v. 15, n.49/50, und Bionator. Schweiz Mschr Zahnheilt,
Bionator with stepwise protrusive p. 7-68, jul. 1981/ jun. 1982. v.79, p.469-478, 1969.
activations. J Clin Pediat Dent, v.20, n.2, 60 - PETROVIC, A.G.; STUTZMANN, J.J.; OUDET, C. 76 - WOODSIDE, D.G.; METAXAS, A.; ALTUNA, G. The
p.101-108, apr. 1996. Orthopedic appliances modulate the bone influence of functional appliance therapy
44 - LANGE, D.W. et al. Changes in soft tissue formation in the mandible as a whole. on glenoid fossa remodeling. Am J Orthod
profile following treatment with the Swed Dent J, v.15, p.197-201, 1982b. Dentofacial Orthop, v.92, n.3, p.181-198,
Bionator. Angle Orthod, v.65, n.6, p.423- (suppl). mar. 1987.
430, 1995. 61 - PETROVIC, A.G.; STUTZMANN, J.J. A new 77 - ZANINI, G. Considerazioni sull’uso
45 - LEE, R. T. Functional appliances. : theoretical parameter for indicating condylar growth dell’attivatore “Bionator” di Balters. Riv
concepts. Dent Update, v.11, n.3, p.181- direction. Apud GRABER, T.M. Ital Stomatol, v.20, n.7, p.759-779, giugl.
187, apr. 1984. Phisiologic principles of functional 1965.
46 - MAMANDRAS, A H.; ALLEN, L. P. Mandibular appliances. St. Louis : Mosby, p. 14-25,
response to orthodontic treatment with 1985.
the Bionator appliance. Am J Orthod 62 - PETROVIC, A.G. A cybernetic approach to
Dentofacial Orthop, v.97, n.2, p.113-120, craniofacial growth control mechanism.
feb. 1990. Nova Acta Leopoldina, v.262, n.58, p.27-
47 - MAUCHAMP, R. Comportement linguo-oro-jugal 67, 1986.
dans certaines dysmorphoses et correction 63 - PETROVIC, A.G.; STUTZMANN, J.J. Crecimiento
par appareillage fonctionnel de Balters. de la mandíbula humana y eficácia de los
Orthod Franc, v.35, n.1, p.13-20, 1964. aparatos ortopédicos funcionales : causas
48 - ________________. Trattamento delle biológicas de la variabilidad
dismorfosi com il Bionator di Balters. Dent interindividual. Rev Cubana Ortod, v.5,
Cadmos, v.35, n.7, p.897-922, ago. 1967. n.1, p.5-30, ene./jun. 1990.
49 - McNAMARA JR., J.A . Neuromuscular and 64 - PETROVIC, A.G.; STUTZMANN, J.J.; LAVERGNE,
skeletal adaptations to altered function J.M. Is it possible to modulate the growth
in the orofacial region. Am J Orthod, v.64, of the human mandible with a functional
n.6, p.578-606, Dec. 1973. appliance? Int J Orthod, v.29, n.1-2, p.3-
50 - McNAMARA JR., J.A.; CARLSON, D.S. 8, spring/summer 1991.
Quantitative analysis of the temporoman- 65 - POGGIO, F. Aggionarmente sulla terapia
dibular joint adaptations to protrusive funzionale mediante il Bionator. Dent
function. Am J Orthod, v.76, n.6, p.593- Cadmos, v.43, n.6, p.11-18, giug. 1975.
611, dec. 1979. 66 - ROBERTS, G. L. Functional appliances : wich
51 - McNAMARA JR., J.A. Components of class II one, when? (part 1) : rationale for
malocclusion in children 8-10 years of selection. Aust Orthodont J, v.9, n.1,
age. Angle Orthod, v.51, n.3, p.177-202, p.168-178, mar. 1985.
1981. 67 - SCHEFFLER, B. Ein Beitrag zur Indikation der
52 - McNAMARA JR.; BRYAN, F.A. Long term mandi- Bionatortherapie nach Balters im Rahmen
bular adaptations to protrusive function: der modernen Funktionskieforthopädie.
an experimental study in Macaca Mulata. Fortschr Kieferorthop, v.31, n.3, p.287-
Am J Orthod Dentofacial Orthop, v.92, 308, 1970.
n.2, p.98-108, aug. 1987. 68 - SCHULHOF, A. M.; ENGEL, G.A. Results of Class
53 - McNAMARA JR., J.A.; BRUNDON, W. L. II functional appliance treatment. J Clin
Tratamiento ortodóncico y ortopédico Orthod, v.16, n.9, p.587-599, sept. 1982.
en la dentition mixta. 2 ed. Trad. por 69 - SCHULKIN, V. El Bionator de Wilhem Balters.
Azucena Rivas de Montes. Ann Arbor : Rev Circ Argent Odont, v.30, p.33-36,
Needham Press, 1995. 365 p. 1967.
54 - MERONI, A.L.R. et al. La doctrina del Biona- 70 - STUTZMANN,J.J.; PETROVIC, A.G. Ist der Biona-
tor- parte II. Ortodoncia, v.37, n.73, p.66- tor orthopadisches und/oder ein
70, mayo 1973. orthodontisches Gerat? Fortschr
55 - OLIVI, O. Il Bionator di Wilhem Balters : 1950- Kieferorthop, v.47, n.4, p.254-280, aug.
1988. Riv Ital Odonto, v.25, n.4, p.14-61, 1986.
1989. ago. 71 - ___________________________. Durch Biona-
56 - ORTOLANI, C.L.F. Bionator de Balters : concepção e tor verusachtes zusatzliches
modo de ação. São Paulo, 1987. 76p. Langenwachstum des Unterkiefers beim
Monografia (Especialização) - Faculdade de kind. Fortschr Kieferorthop, v.48, n.6,
Odontologia da Universidade Paulista. p.556-558, dez. 1987.

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - V.3, Nº 6 - NOV./DEZ. 1998 95