Você está na página 1de 2

1) Qual a discussão sobre o encurtamento do tempo que a autora adotada remete?

A autora expressa sua insatisfação com o termo psicoterapia breve, na medida que o
termo define inadequadamente esta técnica terapêutica. Há uma idéia equivocada de que
esta técnica “encurta” o tempo da terapia, não levando em consideração outros aspectos
e características da técnica de PB que são mais específicos e qualificam mais
adequadamente. Para autora é preferível à denominação “técnica focal” já que desta
forma se enfatiza uma característica e uma qualidade específica do método. Embora
continuemos a utilizar o termo PB, é importante deixar claro que esta técnica não é uma
psicoterapia a curto prazo e sim uma técnica especifica que tem como consequência a
possibilidade de atingir os objetivos terapêuticos em prazos mais curtos que os das
abordagens tradicionais.

2) Quais os componentes da tríade da PB? Explique-os.

Os componentes da tríade são atividade, planejamento e focalização. A atividade é


onde o terapeuta na área da PB tem uma postura ativa e participativa com relação ao
paciente. O planejamento terapêutico é a estrutura da ação do terapeuta, acontece após a
avaliação psicodinâmica. Já a focalização (foco) é a área a ser trabalhada no
atendimento terapêutico, pela qual o terapeuta dará mais atenção, destacará de outros
aspectos da vida do paciente. É o ponto onde vai direcionar todo o atendimento
terapêutico.

3) Quais as condições necessárias para o êxito de uma terapia breve-focal, segundo


a autora estudada?

Avaliar e diagnosticar as condições internas do paciente; Estabelecer um foco a ser


trabalhado durante o processo de PB; Combinar com o paciente um contrato terapêutico
discutindo o foco estabelecido; Planejar a estratégia básica a ser seguida durante este
determinado processo terapêutico; Estabelecer metas e objetivos terapêuticos a serem
atingidos ao término do processo de PB; Atuar uma linha de focalização que implica
interpretações seletivas, atenção seletiva e “negligenciar” seletivas; Agilizar o processo
terapêutico utilizando recursos alternativos à interpretação transferencial clássica; Opor-
se ao desenvolvimento de neurose de transferência através de interpretações que
valorizam também a realidade atual do paciente; Criar um clima que possibilite ao
paciente vivenciar seus impulsos sem a necessidade de lançar mão de defesas para se
proteger destes e da ansiedade por eles desencadeada, isto é, propiciar EEC.

4) Por que a PB não pode ser empregada indiscriminadamente?

A PB, como qualquer outra técnica psicoterapêutica, não deve ser empregada
indiscriminadamente, pois para sua indicação é imprescindível a avaliação da estrutura
da personalidade e das condições egóicas do sujeito, uma vez que um dos requisitos
essenciais para o sucesso da PB será o paciente dispor de recursos internos e de
potenciais que possam vir a ser estimulados por ECC.
5) Por que é necessária e no que se baseia toda e qualquer avaliação psicodinâmica
em PB?

É necessária porque a análise psicodinâmica estrutura a ação terapêutica, avaliando as


condições internas e a estrutura da personalidade. A análise psicodinâmica guia a ação
do terapeuta fazendo assim um bom planejamento dessa ação terapêutica, estabelecendo
estratégias e agir. A avaliação psicodinâmica baseia-se na Teoria da Personalidade e nos
dados coletados levando em consideração a estrutura, processos motivacionais,
psicopatologia, crescimento e desenvolvimento. Os testes psicológicos é um meio
complementar para coleta de dados. O terapeuta verificará se o paciente realmente se
enquadra na técnica da PB ou se é necessário encaminhá-lo para outra forma de terapia.

6) Quais são os recursos que a PB utiliza para atingir o foco no processo


terapêutico?

Os recursos técnicos utilizados pelo terapeuta para manter o trabalho terapêutico


direcionado para o foco é a Técnica Ativa de: Atenção Seletiva, busca-se relacionar
todos os fatos que o paciente faz ao foco; Interpretação Seletiva, busca-se interpretar
somente os conteúdos que estão relacionados ao foco; Negligencia Seletiva,
negligencia-se tudo o que não tiver ligação com o foco.

7) Como se chama a base na qual a PB se apoia para estimular EEC´s?

Aliança Terapêutica

8. Como se pode definir a EEC e porque ela pode ter características de “insigth
gestáltico”?

A EEC – Experiência Emocional Corretiva é uma experiência global, completa que


envolve aspectos cognitivos, emocionais, volitivos e motores. Ela pode ter
características de insigth gestaltico porque relação do indivíduo não poderá ser apenas
cognitiva ou apenas emocional, mais será sempre global. Ela vai investigar o passado
possibilitando o paciente reviver situações traumáticas reprimidas, permitindo assim que
o paciente trate essas situações diferentes do que fazia antes.

9. O que é necessário para que haja EEC e como se dá esse processo?

Essa experiência sempre se dá através de uma relação. O processo ocorre havendo um


fato cognitivo (C) segue-se um fato afetivo (A) e deste decorre uma fato volitivo (V), de
onde advém um fato motor (M).

10. Porque a EEC não se restringe apenas a relação terapêutica?

F. Alexander fala que existem influências mútuas das sessões terapêuticas e das
experiências de vida, ou seja, a EEC não se restringe apenas à relação terapêutica,
havendo também repercussão no cotidiano, acontecendo de até mesmo ser maior do que
as sessões terapêuticas.