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ATENÇÃO PRIMÁRIA

Roteiro da aula

• Rede de Atenção à Saúde (RAS);


• Atenção Primárias à Saúde (APS) ;
• Política Nacional da Atenção Básica (PNAB);
• Estratégia de Saúde da Família (ESF);
• Programa Mais Médicos para o Brasil (PMMB);
Questão orientadora
D. Maria, 62 anos, é diabética e hipertensa há pelo menos 7 anos, mas há 3 anos não vai ao médico. Acordou um dia com dor
nas costas e resolveu procurar a Unidade de Saúde. Chegando lá, foi orientada a retornar na sexta-feira para marcar uma
consulta para a semana seguinte.

Ela fez isso, e na segunda-feira estava diante do médico de família da sua área. Queria um referenciamento ao ortopedista. O
médico lhe sugeriu experimentar usar diclofenaco durante 4 dias e retomar o tratamento da pressão e diabetes, além de fazer
novo papanicolaou e mamografia. Sugeriu também exames laboratoriais e uma consulta de rotina com o oftalmologista. Os
exames foram coletados pela enfermeira da equipe na semana seguinte.

Em um mês, a paciente retornava ao médico de família com o resultado dos exames de sangue e o controle da pressão
realizado semanalmente. Tanto o diabetes quanto a pressão alta estavam malcontroladas. O médico de família alterou a dose
dos medicamentos prescritos na consulta anterior e orientou nova sequência de controle de pressão e novo exame
laboratorial em 3 meses.

Nesse meio tempo, foi chamada para o oftalmologista, para a mamografia e fez o papanicolaou com a auxiliar de
enfermagem da unidade. Enquanto aguardava o período determinado pelo médico de família para fazer novos exames, ela
perdeu o genro assassinado pela polícia e ficou extremamente abalada.
Questão orientadora
Procurou então o médico de família para “pedir um calmante”. Por causa desse episódio, atrasou a coleta dos novos exames
laboratoriais em 2 meses, mas procurou, então não se descuidar do uso dos medicamentos.

Passados 5 meses da última consulta, coletou novos exames com a mesma enfermeira e voltou ao médico de família em
seguida para retomar o tratamento da pressão e do diabetes. Segundo relatou ao médico de família, o oftalmologista dissera
que sua vista estava “ok” e que, embora tenha começado uma catarata, não tinha de operar naquele momento. Aproveitou
para queixar-se de dor na perna esquerda quando caminhava. Os exames laboratoriais haviam melhorado consideravelmente,
mas o médico de família detectou um pulso diminuído no membro inferior esquerdo. Ele solicitou uma ultrassonografia (US)
Doppler, resolveu referenciar ao cirurgião vascular para uma avaliação e orientou espaçar os retornos, já que havia adquirido
um controle aceitável da pressão e do diabetes.

Enquanto aguardava o resultado da US, ela teve um quadro de gripe prolongado e procurou novamente o médico de família da
unidade, tendo sido atendida por ele no “acolhimento”. Finalmente, realizou a US Doppler com um radiologista, que mostrou
uma obstrução arterial na altura da região poplítea. A paciente esperou 4 meses e finalmente conseguiu o cirurgião vascular,
que sugeriu programar cirurgia. A paciente ficou assustada e decidiu procurar novamente o médico de família.
Combinaram que tentariam o tratamento clínico por meio do controle do diabetes e da hipertensão, além de cuidados gerais
com as pernas, a fim de tentar evitar a cirurgia. Após 2 anos de seguimento e mais 6 consultas, encontra-se bem, sem lesão nos
membros e com controle clínico da dor na perna esquerda.
Questão orientadora

• A partir do problema apresentado:

• Observa-se a prespectiva de integração da APS com a rede de cuidado à saúde.


• Podemos apontar alguns dos atributos da APS,
• Identifica-se preceitos presentes na PNAB,
• Ainda conseguimos identificar elementos que apontam o processo de trabalho da ESF.

• Ao final, todos devem conseguir identificar os pontos citados acima.


APS como um modelo de organização
do sistema de saúde
• Um sistema de saúde é “o conjunto de organizações, indivíduos e ações cuja intenção primordial é promover,
recuperar e/ou melhorar a saúde”

• Uma forma de organização dos serviços, na qual há uma porta de entrada ao sistema de saúde, que se
configura como espaço de coordenação das respostas às necessidades dos indivíduos, suas famílias e
comunidade.
Rede de Atenção à Saúde
APS como um modelo de organização
do sistema de saúde
• APS foi posicionada como um dos
elementos da estrutura operacional de
uma rede de atenção à saúde (RAS):
centro comunicador e coordenador do
cuidado.

• Partindo do centro, ela tem a


responsabilidade de fazer a ponte entre
os diferentes níveis e pontos de atenção,
assim como integrar ao processo os
sistemas logísticos e de apoio,
garantindo, a integralidade da atenção.
Esse é o papel mais importante dentro de uma
RAS, já que se não houver um centro
coordenador, não há integração do sistema.
A mudança dos sistemas piramidais e
hierárquicos para as redes de atenção à saúde.
APS e sua integração na rede de atenção à saude

• Um sistema de saúde constitui-se de redes horizontais interligadas por pontos de atenção, de distintas
densidades tecnológicas, com suas estruturas de apoio e logística, não havendo hierarquia entre os
diferentes pontos de atenção à saúde

• Como exemplos, citam-se unidades de atenção primária, unidades de cuidados intensivos, hospitais-dia,
ambulatórios de cirurgia, ambulatórios de atenção especializada, serviços de atenção domiciliar. Os serviços
de atenção primária são a porta de entrada ao sistema, e coordenam o conjunto de respostas às
necessidades em saúde da população.
“Um sistema de saúde com forte
referencial na atenção primária à saúde é
mais efetivo, é mais satisfatório para a
população, tem menores custos e é mais
equitativo – mesmo em contextos de
grande iniquidade social.”
Atenção Primária à Saúde

Para entender a atenção primária, é fundamental compreender alguns conceitos básicos e algumas siglas
muito utilizadas.

• APS – atenção primária à saúde: “lugar” do sistema de saúde definido pelos serviços que oferece.

• PSF/ESF – Programa Saúde da Família/Estratégia Saúde da Família: programa de 1994 a 1998 e estratégia
do Estado para reorientar a atenção primária brasileira a partir de 1998.

• MFC – medicina de família e comunidade: especialidade médica.


Aspectos-chave

• Atenção primária à saúde (APS) é definida como “[...] atenção de primeiro contato, contínua, global e
coordenada que se proporciona à população sem distinção de gênero, doença, ou sistema orgânico”.1

• Prevenção, cuidado a pacientes crônicos e vulnerabilidade social são conceitos que têm afinidade com a
atenção primária, mas não são seus definidores.

• Há vários instrumentos para avaliar a APS, sendo que o mais completo e mais utilizado no Brasil é o
instrumento de Avaliação da atenção primária (PCATool, do inglês Primary Care Assessment Tool).

• O conceito de integralidade utilizado na APS diverge do utilizado em outros campos.


Valores, princípios e atributos de um sistema de
saúde orientado na atenção primária à saúde
Atributos Nucleares da APS
Atenção ao primeiro contato/acesso

• É o princípio soberano, representa a porta de entrada e o primeiro contato do paciente com o sistema;
outras nomenclaturas, algumas vezes entendidas como pejorativas, foram sendo usadas em parte, ou
mesmo em substituição a este atributo, como “acolhimento”, “gatekeeper” ou “porteiro”.
Atributos Nucleares da APS
Cordenação do cuidado

• A coordenação envolve a continuidade de informação dentro do sistema, seja pela continuidade do


profissional, seja via prontuário médico.

• Ela é importante em três níveis:


• Dentro do centro de saúde, quando o mesmo paciente é visto por diferentes profissionais (p. ex., um paciente
pode ser visto pela enfermeira, pelo dentista e pelo médico, sendo necessária a troca de informações entre
estes três profissionais);
• Na relação com outros profissionais chamados para fornecer consultoria ou acompanhamento de curta
duração;
• Na relação com especialistas, que vão acompanhar o paciente por um longo período de tempo devido uma
condição específica e mais rara.
Atributos Nucleares da APS
Longitudinalidade
• Longitudinalidade se relaciona com a existência de uma fonte regular de atenção e seu uso ao decorrer
do tempo.
• A longitudinalidade, que trata do acompanhamento do paciente ao longo do tempo por profissionais
da equipe de atenção primária em saúde (APS), é considerada característica central deste nível
assistencial. O atendimento a este atributo está relacionado com resultados positivos, o que justifica
sua utilização para fins de avaliação da APS.
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)

• A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) é


resultado da experiência acumulada por conjunto
de atores envolvidos historicamente com o
desenvolvimento e a consolidação do Sistema
Único de Saúde (SUS), como movimentos sociais,
usuários, trabalhadores e gestores das três esferas
de governo.
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)
Política nacional que direciona os trabalhos envolvidos nos diversos campos da APS

1. Dos Princípios e Diretrizes Gerais da Atenção Básica


2. Das Funções na Rede de Atenção À Saúde
3. Das Responsabilidades
4. Da Infraestrutura e Funcionamento da Atenção Básica
5. Implantação e Credenciamento das Equipes de Atenção Básica
6. Do Financiamento da Atenção Básica
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)
• Ministério da Saúde em setembro de 2017, estabelece a revisão de diretrizes da Política Nacional de
Atenção Básica (PNAB), no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
• A proposta de atualização da PNAB foi assunto principal entre profissionais da área, pesquisadores,
gestores, associações e conselhos de saúde em fóruns, conferências e reuniões e, após dois anos de
debate, ainda passou por Consulta Pública antes de ser aprovada.
• Na nova PNAB reafirmou-se o formato e avançou-se em outras diretrizes, como o financiamento de
equipes de Atenção Básica, a continuidade do uso dos sistemas de informação em saúde, a integração com
as vigilâncias, entre outros”

• Quais foram as mudanças em comparação com a PNAB de 2011?

https://www.youtube.com/watch?v=hBcX-qx3VAk
Comparativo com a nova PNAB
Comparativo com a nova PNAB
Comparativo com a nova PNAB
Comparativo com a nova PNAB
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017

• Dispõe que as UBS deverão assegurar o acolhimento e escuta ativa e qualificada das pessoas, mesmo que não
sejam da área de abrangência da unidade, com classificação de risco e encaminhamento responsável;
• Percentual de financiamento para as eAB (30% da eSF Modalidade 2);
• Recursos condicionados à abrangência da oferta de ações e serviços;
• Define prazo máximo de 4 meses para a implantação da equipe credenciada, com fluxo e critérios para
credenciamento de eAB, a ser publicado em manual específico;
• Inclui as Equipes de Atenção Básica Prisional;
• Reforça a importância da integração entre a Vigilância em Saúde e Atenção Básica: Agentes de Combate as
Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS);
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017

• Define prazo máximo de 4 meses para a implantação da equipe credenciada, com fluxo e critérios para
credenciamento de eAB, a ser publicado em manual específico;
• Inclui as Equipes de Atenção Básica Prisional;
• Reforça a importância da integração entre a Vigilância em Saúde e Atenção Básica: Agentes de Combate
as Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS);
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017

• ACS e ACE devem compor uma eAB ou uma eSF e • Nº de ACS e ACE estabelecidos por base
serem coordenados por profissionais de saúde de populacional, critérios demográficos,
nível superior realizado de forma compartilhada epidemiológicos e socioeconômicos, de acordo
entre a Atenção Básica e a Vigilância em Saúde; com definição local;
• Nas localidades em que não houver cobertura eAB • Quantitativo de ACS em eSF a depender da
ou eSF, o ACS deve se vincular à equipe da necessidade e perfil epidemiológico local; em
Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde áreas de grande dispersão territorial, áreas de
(EACS) e o ACE, deve ser vinculado à equipe de risco e vulnerabilidade social, recomenda-se a
vigilância em saúde do município e sua supervisão cobertura de 100% da população com número
técnica deve ser realizada por profissional com máximo de 750 pessoas por ACS em eSF;
comprovada capacidade técnica; • Adiciona atribuições comuns aos ACS e ACE e
acrescenta atribuições específicas do ACE;
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017

• Considera que em caráter excepcional e assistidos por profissional de saúde de nível superior, membro da
equipe, após treinamento especifico e o fornecimento de equipamentos adequados, os ACS poderão
realizar as seguintes atividades:

• Aferir pressão arterial;


• Realizar a medição da glicemia capilar;
• Aferição da temperatura axilar;
• Técnicas limpas de curativo.
Comparativo com a nova PNAB
Comparativo com a nova PNAB
Estratégia de Saúde da Família (ESF)

É componente estruturante do sistema de saúde brasileiro tem provocado um importante movimento com o
intuito de reor- denar o modelo de atenção no SUS. O principal propósito da ESF é reorganizar a prática da
atenção à saúde em novas bases e substituir o modelo tradicional, levando a saúde para mais perto das
famílias e, com isso, melhorar a qualidade de vida da população.
Estratégia de Saúde da Família (ESF)
EQUIPE DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF) - uma equipe multiprofissional, composta por no mínimo:

• Médico (preferencialmente da especialidade Medicina de Família e Comunidade);


• Enfermeiro (preferencialmente especialista em Saúde da Família);
• Auxiliar e/ou técnico de enfermagem; e
• Agentes Comunitários de Saúde (ACS).

• Podem ser acrescentados a essa composição os profissionais de Saúde Bucal (cirurgião-dentista,


preferencialmente especialista em Saúde da Família e auxiliar ou técnico de saúde bucal) e os Agentes de
Combate às Endemias (ACE).
Estratégia de Saúde da Família (ESF)
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:

• São a porta de entrada de um sistema hierarquizado e regionalizado de saúde;


• Trabalha com território adscrito, com uma população delimitada, sob a sua responsabilidade;
• Intervém sobre os fatores de risco aos quais a comunidade está exposta;
• Presta assistência integral, permanente e de qualidade;
• Realiza atividades de educação e promoção da saúde.
Processo de Trabalho das Equipes de
Atenção Básica
• Definição do território de atuação e depopulação sob responsabilidade das UBS e das equipes;

• Programação e implementação das atividades de atenção à saúde de acordo com as necessidades de saúde
da população, com a priorização de intervenções clínicas e sanitárias nos problemas de saúde segundo
critérios de frequência, risco, vulnerabilidade e resiliência. Inclui-se aqui o planejamento e organização da
agenda de trabalho compartilhado de todos os profissionais e recomenda-se evitar a divisão de agenda
segundo critérios de problemas de saúde, ciclos de vida, sexo e patologias, dificultan- do o acesso dos
usuários;

• Desenvolver ações que priorizem os grupos de risco e os fatores de risco clínico-comportamentais,


alimentares e/ou ambientais, com a finalidade de prevenir o aparecimento ou a persistência de doenças e
danos evitáveis;
Processo de Trabalho das Equipes de
Atenção Básica

• Realizar o acolhimento com escuta qualificada, classificação de risco, avaliação de necessidade de saúde e
análise de vulnerabilidade, tendo em vista a responsabilidade da assistência resolutiva à demanda
espontânea e o primeiro atendimento às urgências;

• Prover atenção integral, contínua e organizada à população adscrita;

• Realizar atenção à saúde na Unidade Básica de Saúde, no domicílio, em locais do território (salões
comunitários, escolas, creches, praças etc.) e em outros espaços que comportem a ação planejada;
Processo de Trabalho das Equipes de
Atenção Básica
• Desenvolver ações educativas que possam interferir no processo de saúde-doença da população, no
desenvolvimento de autonomia, individual e coletiva, e na busca por qualidade de vida pelos usuários;

• Participar do planejamento local de saúde, assim como do monitoramento e avaliação das ações na sua
equipe, unidade e município, visando à readequação do processo de trabalho e do planejamento diante das
necessidades, realidade, dificuldades e possibilidades analisadas;

• Desenvolver ações intersetoriais, integrando projetos e redes de apoio social voltados para o desenvolvimento
de uma atenção integral;
• Apoiar as estratégias de fortalecimento da gestão local e do controle social; e

• Realizar atenção domiciliar destinada a usuários que possuam problemas de saúde controlados/compensados
e com dificuldade ou impossibilidade física de locomoção até uma unidade de saúde, que necessitam de
cuidados
Ferramentas da ESF

• Territorialização
• Trabalho em Equipe
• Abordagem centrada na pessoa
• Abordagem familiar
• Abordagem comunitária
• Gestão da Clínica
• Matriciamento
Ferramentas da ESF

Territorialização:

• Caracterizar a população;
• Identificar os problemas de saúde-doença;
• Avaliar a situação sócio-econômica e vulnerabilidade social;
• Vínculo;
• Mapeamento do território vivo – elementos estáticos e dinâmicos, barreiras funcionais e sociais;
• Planejamento de ações da equipe;
Ferramentas da ESF
Mapa do Território:

• Área geográfica - ruas e avenidas, acidentes


geográficos
• Espaços de interesse comunitário: áreas de
lazer, templos religiosos, áreas de ocupação,
associações...
• Equipamentos Sociais (Centro de Referência
de Assistência Social (CRAS), Centro de
Assistência Psicossocial (CAPS), Creches...)
• Tensões no território
Ferramentas da ESF

Atuação das equipes de saúde da família: Território

• Número definido de famílias


• Território Vivo
• Adscrição: 2000 a 3.500 pessoas, a depender da vulnerabilidade e perfil
demográfico/epidemiológico
Ferramentas da ESF

• O Território da ESF é dividido em


áreas menores chamadas
MICROÁREAS;
• Essa divisão segue critérios de
natureza geográfica, demográfica e
social.
• Cada MICROÁREA fica sob a
responsabilidade sanitária de um
Agente Comunitário de Saúde.
Ferramentas da ESF

• Adscrição da clientela

• É um processo concomitante e interdependente da territorialização e da inserção comunitária;


• Tem objetivo de identificar as condições de vida, necessidades de saúde e acesso da comunidade,
vinculando o usuário à ESF;
• Busca por outras informações: lideranças comunitárias, colaboradores na comunidade.
Agente Comunitário de Saúde (ACS)

• Os ACS são parte integrante da AGENTE COMUNITÁRIO


equipe mínima da ESF;
DE SAÚDE
• São um elo entre as equipes de
saúde e a comunidade, buscam e QUANTOS AGENTES POR ESF?
trazem informações entre a  O número suficiente para cobrir 100% da
Unidade de saúde e a população; população adscrita;

• Acompanham mensalmente, em  Com um número máx. de 750 pessoas por


ACS.
domicilio todas as famílias

• Desenvolvem de forma constante


ações de promoção da saúde.
Núcleo Ampliado de Saúde da Família
e Atenção Básica - Nasf-ab
Núcleo Ampliado de Saúde da Família
e Atenção Básica - Nasf-ab
• O Nasf é uma estratégia inovadora que tem por objetivo apoiar, ampliar, aperfei- çoar a atenção e a gestão da
saúde na Atenção Básica/Saúde da Família. Seus requisitos são, além do conhecimento técnico, a
responsabilidade por determinado número de equipes de SF e o desenvolvimento de habilidades relacionadas
ao paradigma da Saúde da Família.

• Deve estar comprometido, também, com a promoção de mudanças na atitude e na atuação dos profissionais
da SF e entre sua própria equipe (Nasf), incluindo na atuação ações intersetoriais e interdisciplinares,
promoção, prevenção, reabilitação da saúde e cura, além de humanização de serviços, educação permanente,
promoção da integralidade e da organização territorial dos serviços de saúde.
Núcleo Ampliado de Saúde da Família
e Atenção Básica - Nasf-ab

• Equipe multiprofissional e interdisciplinar


• Composição conforme necessidades
• Suporte clínico, sanitário e pedagógico
• Atendimentos regulados pelas equipes que atuam na atenção básica
• Longitudinalidade do cuidado
• Planejamento do cuidado conjuntamente com as equipes
• Contribuição para a integralidade do cuidado
• Discussão de casos
Núcleo Ampliado de Saúde da Família
e Atenção Básica - Nasf-ab

• Interconsulta
• Construção conjunta de projetos terapêuticos
• Educação permanente
• Intervenções no território e na saúde de grupos populacionais de todos os
ciclos de vida
• Ações de prevenção e promoção da saúde
• Discussão do processo de trabalho das equipes, dentre outros.
Matriciamento
• O apoio matricial será formado por um conjunto de profissionais que não têm, necessariamente, relação
direta e cotidiana com o usuário, mas cujas tarefas serão de prestar apoio às equipes de referência (equipes
de SF). Assim, se a equipe de referência é composta por um conjunto de profissionais considerados
essenciais na condução de problemas de saúde dos clientes, eles deverão acionar uma rede assistencial
necessária a cada caso.
• o Nasf está inserido na rede de serviços dentro da APS assim como as equipes de SF, ou seja, ele faz parte da
APS.
• O apoio matricial apresenta as dimensões de suporte: assistencial e técnico-pe- dagógico. A dimensão
assistencial é aquela que vai produzir ação clínica direta com os usuários, e a ação técnico-pedagógica vai
produzir ação de apoio educativo com e para a equipe. Essas duas dimensões podem e devem se misturar
nos diversos momentos.
NASF - Princípios e Diretrizes Gerais

• Território
• Eduação popular em saúde
• Interdisciplinaridade
• Participação Social
• Participação Social
• Intersetorialidade
• Educação Permanente em Saúde
• Humanização
• Promoção em Saúde
Núcleo Ampliado de Saúde da Família
e Atenção Básica - Nasf-ab
• Nasf 1, composto por no mínimo cinco profissionais com formação universitária, entre os seguintes:
psicólogo, assistente social, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, médico ginecologista, profissional
da educação física, médico homeopata, nutricionista, médico acupunturista, médico pediatra, médico
psiquiatra e terapeuta ocupacional. Cada

• um desses Nasf deve estar vinculado a um mínimo de oito e máximo de 20 equipes de SF, exceto nos estados
da Região Norte, onde o número mínimo passa a ser cinco.

• O Nasf 2 deverá ter no mínimo três profissionais, entre os seguintes: psicólogo, assistente social,
farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, profissional da educação física, nutricionista e terapeuta
ocupacional; e sevincular a nomínimo três equipes de SF.
Núcleo Ampliado de Saúde da Família
e Atenção Básica - Nasf-ab
Modalidades No. de equipes vinculadas Carga horária*
NASF 1 5 a 9 eSF e/ou eAB para populações específicas Mínimo 200 horas semanais;
cada ocupação deve ter no
máximo 80 horas semanais.

NASF 2 3 a 4 eSF e/ou eAB para populações específicas Mínimo 120 horas semanais;
cada ocupação deve ter no
máximo 40 horas semanais.

NASF 3 1 a 2 eSF e/ou eAB para populações específicas Mínimo 80 horas semanais; cada
ocupação deve ter no máximo 40
horas semanais.

*Nenhum profissional poderá ter carga horária semanal menor que 20 horas.
Profissionais do NASF
“O Nasf organizará o seu processo de trabalho com foco nos territórios de sua responsabilidade,
conjuntamente com as equipes de SF que a ele se vinculam.”

•Assistente Social •Médico Pediatra


•Professional/Professor Educação Física •Médico Acupunturista
•Farmacêutico •Médico Ginecologista/Obstetra
•Fisioterapeuta •Médico Homeopata
•Fonoaudiólogo •Médico Psiquiatra
•Nutricionista •Médico Geriatra
•Psicólogo •Médico Internista (Clínica Médica)
•Terapeuta Ocupacional •Médico do Trabalho
•Médico Veterinário •Profissional Sanitarista
•Professor com Formação em Arte e
Educação
Recursos

•ESF Modalidade 1 - R$ 10.695,00 • ESF Modalidade 1: população até 50.000


•ESF Modalidade 2 - R$ 7.130,00 habitantes nos Estados da Amazônia Legal; ou
•ESB Modalidade 1 - RS 2.230,00 população de até 30.000 habitantes e IDH ≤ 0,7
•ESB Modalidade 2 - R$ 2.980,00 nos demais Estados do País;
•NASF Modalidade 1 - R$ 20.000,00
• ou quem já fazem jus ao acréscimo;
•NASF Modalidade 2 - 12.000,00 quilombolas/assentamentos e áreas priorizadas
•NASF Modalidade 3 - 8.000,00 para o Programa Nacional de Segurança Pública
com Cidadania (PRONASCI).

• ESB Modalidade 1: cirurgião dentista e ASB;

• ESB Modalidade 2: cirurgião dentista, ASB e TSB.


Programa Mais Médicos para o Brasil
Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos

O PMMB atua em três frentes principais: provimento imediato de profissionais


médicos, melhorias estruturais para a APS, e mudanças conceituais filosófica na
construção do currículo do curso médico paralelamente ao aumento do numero
de vagas e de cursos de medicina.
Programa Mais Médicos

Os três eixos do programa


Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos

RESIDÊNCIA
Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos
Supervisão Acadêmica
• Uma das especificidades do
programa, dentro da proposta de
promover educação permanente, é
por meio da figura do Supervisor
Acadêmico, realizado por um
colega médico, em geral, ligado a
uma universidade, que faz
acompanhamento mensal de um
grupo de médicos do programa,
para dar suporte técnico,
acompanhar o seu desempenho
clínico, o processo de trabalho, a
relação com a equipe e com a
comunidade.
Programa Mais Médicos

Supervisão Acadêmica

A Supervisão Acadêmica, tem como objetivos: O momento de supervisão pode ocorrer a qualquer
• Fortalecimento da educação permanente momento, por meios de comunicação diversa, para
em saúde, fortalecer o vínculo entre o supervisor e o
• integração ensino-serviço, supervisionado, de maneira que esse processo seja
• Fortalecimento da atenção básica; singularizado em todos os aspectos que possam
• Fortalecimento formação de profissionais influenciar no desempenho do profissional
nas redes de atenção à saúde. participante do programa.

Para a realização das atividades de Supervisão Acadêmica são


previstos momentos próprios, que se caracterizam enquanto
espaços de Educação Permanente, encontro de educação
permanente para qualificação da supervisão acadêmica,
encontro de supervisão locorregional, supervisão periódica in
loco.
Programa Mais Médicos

Supervisão Acadêmica
• O supervisor é sua referencia profossional e
pessoal dentro do programa;
• Estará ao seu lado para dar suporte nos
diversos assuntos da rotina do servico:
• Dúvidas clínicas
• Processo de trabalho
• Organizaçã da agenda
• Horário de estudos

• Conte com seu SUPERVISOR! Ele é seu colega.


Programa Mais Médicos – 5 anos

• Aumento da cobertura de atenção básica de 77,9% para 86,3%, entre 2012 e 2015, em mais de mil
municípios que aderiram à iniciativa;

• Neste mesmo período foi observado um crescimento de 33% no número de consultas em parogramas da
saúde da família contra 15% registrado nas cidades que não participam do Mais Médicos;

• E redução de internações evitáveis de 44,9% para 41,2%.


Programa Mais Médicos – 5 anos

• “O resultado mais significativo do Mais Médicos foi levar acesso à saúde para a população, especialmente
em populações vivendo em situação de vulnerabilidade. Isso é outorgar o direito à saúde previsto na
Constituição brasileira”,

• “O programa mostrou que é possível levar médicos para todos os lugares do país. Permitiu ainda que os
profissionais brasileiros, principalmente os mais jovens, perdessem o medo de ir para o interior. Além
disso, a chegada de médicos de 47 nacionalidades, com outros modos de atuar e outra formação,
promoveu um debate sobre a formação de médicos no Brasil”
Programa Mais Médicos – 5 anos
Dados do PMMB - Julho (em 12 de julho/2019)

• Médicos (total): 15.495


• * CRM BRASIL: 10.755
• *** INTERCAMBISTA INDIVIDUAL: 4.740
• Médicos em área indígena (DSEI*): 357
• Supervisores: 1.445
• Tutores: 137
• Média de médicos/supervisores (Geral): 10,72
• Municípios: 3.536
• *DSEI - Distrito Sanitário Especial Indígena
Médicos pelo Brasil
MAIS MÉDICOS MÉDICOS PELO BRASIL
Processo seletivo frágil Prova de conhecimentos
eliminatória e classificatória
Vínculo precário, sem Contrato CLT, carreira com
perspectiva de fixação nem progressão salarial,
livre arbítrio gratificação por
desempenho e bônus para
locais remotos e DSEIs
5 mil vagas em áreas 13 mil vagas em áreas
prioritárias prioritárias: 7 mil vagas a
mais, sendo 4 mil no Norte e
Nordeste
Supervisão insuficiente Acompanhamento do tutor
presencial e semi-presencial

Ausência de indicadores de Gratificação por


desempenho desempenho

http://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/45640-18-
mil-vagas-para-medicos-pelo-brasil#
Bibliografia

• BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. (Série E.
Legislação em Saúde)

• BRASIL. Ministério da Saúde. Núcleo de Apoio à Saúde da Família. v. 1. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
(Cadernos de Atenção Básica, n. 39)

• Tratado de medicina de família e comunidade : princípios, formação e prática [recurso eletrônico] /


Organizadores, Gustavo Gusso, José Mauro Ceratti Lopes, Lêda Chaves Dias; [coordenação editorial: Lêda
Chaves Dias]. – 2. ed. – Porto Alegre : Artmed, 2019.

• Lei no 12.871, de 22 de outubro de 2013. Institui o Programa Mais Médicos, altera as Leis no 8.745, de 9 de
dezembro de 1993, e no 6.932, de 7 de julho de 1981, e dá outras providências [Internet]. 2013 [citado 03 Fev
2016]. Disponível em: http://www.planalto. gov.br/cci vil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12871.htm
OBRIGADO (A)!

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