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NUTRIÇÃO E DIETÉTICA

DIETOTERAPIA
DIETOTERAPIA
 DIETOTERAPIA:
 Conceito:
 É uma das modalidades de tratamento de
que dispõe a equipe de saúde, podendo
construir-se na principal forma terapêutica
ou ser utilizada em combinações com
agentes terapêuticos, bem como, em
alguns casos, ser complementar a outras
modalidades de tratamento.
DIETOTERAPIA
 Conceito de dieta:
 Padrão alimentar do individuo, que difere do
conceito de cardápio, ou seja, tradução culinária
das preparações e da forma de apresentação
das refeições e alimentos.
 Finalidades:
 Ofertar ao organismo debilitado nutrientes
adequados da forma que melhor se adapta ao
tipo de doença e condições físicas, nutricionais e
psicológicas do paciente, mantendo o estado
nutricional do individuo ou recuperando-o.
DIETOTERAPIA
 Modificações da dieta:
 Segundo Behar e Icaza, a dieta modificada é aquela que, em qualquer de
suas características físico – químicas, deve ser ajustada a uma alteração e
processo digestivo ou de funcionamento geral do organismo.
 As dietas terapêuticas podem ser classificadas segundo as modificações
qualitativas e quantitativas da dieta normal, as quais incluem.

 Nutrientes: pode ocorrer a modificação de um ou mais nutrientes básicos


dependendo dos
 problemas manifestado com sua utilização.
 Energia: é modificado de acordo com o excesso ou déficit ponderal
apresentado pelo paciente ou é adotado como forma preventiva.
 Textura: a modificação na consistência da alimentação tem como objetivo
melhorar a aceitação do paciente.
 OBS: varias situações podem influenciar na dieta como: prevenção de
doenças, crenças religiosas, preferência por determinado estilo de vida ou
pela própria doença. Todos os hospitais possuem dietas padrão, sendo
classificadas de acordo com sua característica física.
DIETOTERAPIA
 Classificação das dietas:
Dieta normal:
 Destina-se a paciente cuja condição clinica não exige modificações
dietoterapêuticas. É portanto, uma dieta suficiente, completa,
harmônica e adequada, sem nenhuma restrição.
Dieta branda:
 Dieta de transição entre a pastosa e a normal. Consistência
atenuada e menor quantidade de resíduos. Os alimentos são
modificados pela cocção. Não há diferença quanto ao teor calórico.

 Indicações: pós – operatório, afecções gastrintestinais (quando a


motilidade a ação química do TGI está debilitado), problemas de
mastigação e em casos de diminuída absorção.
DIETOTERAPIA
Dieta pastosa:
 Inclui alimentos moídos e em forma de purê ou pastas,
as fibras são diminuídas ou modificadas pela cocção. Os
purês podem ser substituídos por vegetais cozidos mais
com poucas fibras. Favorece a digestibilidade
proporcionando certo repouso digestivo.
 Indicações: pacientes com falta de dentes, dificuldade
de deglutição, fases criticas de doenças crônicas como
insuficiência cardíaca e respiratória.
Dieta liquido – pastosa:
 Alimentos liquidificados, tipos de preparações: mingau,
sopa batida, batido de frutas, etc.
DIETOTERAPIA
Dieta liquida completa:
 Propicia mínimo de esforço digestivo e absortivo. É de baixo teor
nutritivo necessitando de suplementação vitamínico e/ou mineral ou
mesmo protéico – calórica. Administra-se +/- 200ml de 2 em 2
horas. Recomendada para pacientes que necessitam de alimentos
de fácil digestão e que sejam isentos de agentes mecânicos ou
condimentos, ou que tenham dificuldade de mastigação, ou uma
restrição severa de material não digerível pelo TGI por uma
diminuição da sua função. Fundamentalmente a base de leite e
bebidas a base de leite em casos de intolerância – leite de soja ou
mingau de frango.
Dieta liquida restrita:
proporciona um mínimo de resíduo para propiciar máximo
repousogastrintestinal. Valor nutritivo e calórico muito baixo deve
evoluir o mais rápido para líquida. Completa ou semi-líquida.
Consiste basicamente em água e carboidratos.
DIETOTERAPIA
Quanto a composição química:
* refere-se a quantidade de nutrientes na dieta

 HIPO: quando é necessário diminuir um ou mias nutrientes;


 HIPER: quando é necessário aumentar um ou mais nutrientes;

Exemplos:
 HIERCALORICA: visa o aumento de calorias;

 HIPERPROTEICA: visa o aumento de proteínas;

 HIPOSSODICA: visa reduzir a quantidade de sal da dieta;

 HIPOGRAXA: visa redução de gorduras;


 HIPOGLICIDICA: visa redução de carboidratos.
DIETOTERAPIA
Dietas Especiais:
 Diabéticos:
 Cardiopatas:
 Nefropatia:
 Úlcera gástrica:
 Diarréia e Obstipação Intestinal:
 Hepatite:
 Lesões Orais:
 Restrição Hídrica:
ENFERMAGEM E O SERVIÇO DE
NUTRIÇÃO E DIETÉTICA:
A ENFERMAGEM E O SERVIÇO DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA:
 O contato deve ser bem próximo entre a Enfermagem e o Serviço
de Nutrição Dietética (SND), para que desta forma a recuperação do
paciente e o andamento do serviço seja mais proveitoso.

Ao profissional de Enfermagem cabe:


• Estimular a ingestão hídrica e alimentar do cliente (ou sua restrição),
auxiliando-o quando necessário;
• Observar alterações do TGI, como vômitos, obstipação e diarréia, e
comunicá-las ao nutricionista;
• Efetuar higiene oral antes e após as refeições, promovendo o
conforto do cliente e mlhorando a aceitação da dieta;
• Realizar anotações de todos os itens observados de forma clara,
resumida e que permita ao nutricionista fácil acesso sobre o cliente.
FATORES QUE INFLUENCIAM
NA INGESTÃO ALIMENTAR:

 A maioria das pessoas ingere os alimentos


não pelo valor nutritivo, mas por vários
outros motivos,
 São eles: hábitos, condições orgânicas,
educação, fator psicológico, fator social, e
fator econômico.
FATORES QUE INFLUENCIAM
NA INGESTÃO ALIMENTAR:
 Os hábitos alimentares formam a partir do momento em que o bebê
começa a receber alimentos que, de certa forma, lhe são impostos. Nessa
fase, a influencia da família é primordial, pois ainda há como controlar a
alimentação da criança. Nessa fase, a influencia da família é primordial, pois
ainda há como controlar a alimentação da criança. Porém, à medida que ela
cresce, seu círculo social se amplia e novos hábitos alimentares nem
sempre adequados, vão incorporando aos já existentes.
 Outro fator de extrema importância é o aspecto psicológico. Sem dúvida, a
qualidade e a quantidade de alimentos que o indivíduo ingere podem ser
determinadas por suas emoções.
 Uma circunstância atual a ser levada em consideração é, o alto preço dos
produtos, tornando cada vez menor a disponibilidade das pessoas para
comprá-los. Vem juntar-se a esse fato a falta de conhecimento sobre o
valor nutritivo dos alimentos, além dos danos provocados por uma
propaganda que, muitas vezes enganosa, estimula as pessoas adquirirem
os produtos de baixa qualidade.
 Também as condições orgânicas individuais vão influenciar na seleção dos
alimentos. Intolerância e alergias alimentares, dificuldades de mastigação
ou digestão são exemplos dessas condições.
ESTADO NUTRICIONAL
 O estado nutricional dos indivíduos é
caracterizado por grande dinamismo e decorre
essencialmente do equilíbrio entre três fatores:
 composição da alimentação (tipo e quantidade
dos alimentos ingeridos),necessidades do
organismo em energia e nutrientes e eficiência
do aproveitamento biológico dos alimentos (ou
da nutrição propriamente dita).
DESNUTRIÇÃO
 A desnutrição pode ser o resultado de pouca alimentação ou
alimentação excessiva.
 Ambas as condições são causadas por um desequilíbrio entre a
necessidade do corpo e a ingestão de
 nutrientes essenciais.
Subnutrição
 É uma deficiência de nutrientes essenciais e pode ser o resultado de
uma ingestão insuficiente devido
 a uma dieta pobre; de uma absorção deficiente do intestino dos
alimentos ingeridos (má absorção); do
 consumo anormalmente alto de nutrientes pelo corpo; ou da perda
excessiva de nutrientes por processos
 como a diarréia, sangramento (hemorragia), insuficiência renal.
DESNUTRIÇAO
 Hipernutrição
 É um excesso de nutrientes essenciais e pode ser o resultado de
comer demais (ingestão excessiva); ou do uso excessivo de
vitaminas ou outros suplementos.
 A desnutrição se desenvolve em fases: primeiro ocorrem alterações
na concentração de nutrientes no sangue e nos tecidos, a seguir
acontecem alterações nos níveis de enzimas, depois passa a ocorrer
mal funcionamento de órgãos e tecidos do corpo e então surgem
sintomas de doença e pode ocorrer a morte.
 O corpo necessita de mais nutrientes durante certas fases da vida,
especialmente na infância e adolescência; durante a gravidez; e
enquanto a mãe está amamentando. Na velhice as necessidades
alimentares são menores, mas a capacidade de absorver os
nutrientes também está freqüentemente reduzida.
 Assim, o risco de subnutrição é maior nestas etapas da vida, e ainda
mais entre pessoas economicamente desprovidas
DESNUTRIÇÃO
 Deficiências nutricionais podem
causar várias doenças. Por exemplo:
 Hemorragia gastro-intestinal pode causar
anemia por deficiência de ferro.
 Uma pessoa sendo tratada com altas
doses de vitamina A para acne pode
desenvolver dores de cabeça e visão dupla
como resultado da concentração da
vitamina A.
 Qualquer sistema do corpo pode ser afetado por uma desordem
nutricional. Por exemplo:
 o sistema nervoso é afetado pela deficiência de niacina (pelagra), deficiência de
tiamina - vitamina B1(beribéri), deficiência ou excesso de vitamina B6 (piridoxina), e
deficiência de vitamina B12.
 O paladar e o olfato são afetados pela deficiência de zinco
 O sistema cardiovascular é afetado pelo beribéri, pela obesidade, por uma dieta com
muita gordura que leva à hipercolesterolemia e à doença coronariana, ou por uma
dieta com excesso de sal que conduz à hipertensão.
 O trato gastro-intestinal é afetado pela pelagra, deficiência de ácido fólico e
alcoolismo.
 A boca (lábios, língua, gengivas e membranas mucosas) é afetada pela deficiência de
vitaminas do complexo B e pelo escorbuto (deficiência de vitamina C).
 A deficiência de iodo pode resultar no aumento da glândula tireóide.
 Uma tendência aumentada para sangramentos e sintomas cutâneos como erupções,
secura e inchação por retenção de líquidos (edema) podem acontecer no escorbuto,
deficiência de vitamina K, deficiência de vitamina A e no beribéri.
 Os ossos e articulações são afetados pelo raquitismo (deficiência de vitamina D),
osteoporose e
 escorbuto.
DESNUTRIÇÃO
Fatores de risco
 As crianças formam uma faixa da população particularmente susceptível à subnutrição, pois elas
 precisam de uma maior quantidade de calorias e nutrientes para o seu crescimento e
desenvolvimento.
 Elas também podem desenvolver deficiências de ferro, ácido fólico, vitamina C e cobre se
receberem dietas inadequadas.
 A ingestão insuficiente de proteínas, calorias e outros nutrientes pode conduzir à desnutrição
 protéico-calórica, uma forma particularmente severa de subnutrição, que retarda o crescimento e
o desenvolvimento.
 Na medida em que as crianças chegam à adolescência, suas exigências nutricionais crescem
devido ao aumento das suas taxas de crescimento.
 As gestantes ou mães que amamentam têm uma necessidade aumentada de todos os nutrientes
para prevenir a subnutrição nelas e no seu bebê.
 O bebê de uma mãe alcoolista pode ser física e mentalmente prejudicado pela síndrome alcoólica
 fetal, pois o abuso de álcool e a subnutrição resultante afetam o desenvolvimento fetal.
 Uma criança que é amamentada exclusivamente ao seio pode desenvolver deficiência de vitamina
 B12 se a mãe for uma vegetariana que não come nenhum produto de origem animal.
Quem tem risco de
subnutrição?

 As crianças com pouco apetite.


 Adolescentes que passam por surtos de crescimento rápido
 Idosos
 Pessoas que têm doença crônica do trato gastrointestinal, fígado, ou rins
 Pessoas em dietas rigorosas por muito tempo
 Vegetarianos
 Pessoas com dependência de álcool ou outra droga que não se alimentam
adequadamente
 As pessoas que tomam remédios que interferem com o apetite ou com a
absorção ou exceção de
 nutrientes
 Pessoas com anorexia nervosa
 Pessoas que têm febre prolongada, hipertireoidismo, queimaduras, ou
câncer
DESNUTRIÇÃO
 Os sintomas variam de acordo com o tipo de
desnutrição severa:
 Kwashiakor - Tipo de desnutrição causada pela
carência de proteína. Privado de nutrientes o corpo
consome seus próprios recursos e modifica suas
funções, como o equilíbrio celular. A água das células
migra de forma diferente, formando edemas que incham
o corpo. Por isso algumas crianças desnutridastêm o
estômago, o rosto, os braços, as mãos e os pés
inchados. Além do inchaço, a pele ressecada se rompe
com a pressão e surgem úlceras que infeccionam. Os
cabelos se tornam brancos ou avermelhados.
DESNUTRIÇÃO
 Marasmo - Tipo de desnutrição causada pela
falta de calorias. Sem receber os nutrientes
 necessários para manter as funções vitais como
respiração e batimentos cardíacos, o corpo
passa a buscar energia nas reservas de gordura
e nos músculos. A criança com marasmo está
extremamente emagrecida,tem os traços
emaciados, os músculos atrofiados. A pele
parece grande demais para o corpo. É como a
pele de um idoso.
DESIDRATAÇÃO
 Definição:
 Falta de quantidade suficiente de líquidos
corpóreos para manter as funções normais
em um nível adequado (causada por
perda e/ou ingestão inadequada de
líquidos). A perda de uma baixa
porcentagem de líquido em adultos, e de
5% de líquido em crianças, já é
considerada uma desidratação leve.
DESIDRATAÇÃO
Causas, incidência e fatores
de risco:
DESIDRATAÇÃO
 -A desidratação pode ser causada pela perda excessiva de líquidos
corpóreos, como em casos de:
 vômitos
 diarréia (principalmente em casos de cólera)
 produção excessiva de urina (poliúria)
 sudorese excessiva
 -A desidratação também pode ocorrer em virtude da ingestão inadequada
de líquidos, como em casos de:
 náusea
 estomatite ou faringite
 doença aguda com perda de apetite
 Geralmente, a desidratação em crianças é uma combinação das duas
causas, como em casos de:
 mal-estar estomacal com vômitos e diarréia
 doença aguda em que a criança se recusa a ingerir líquidos e perde
líquidos em excesso por meio da sudorese provocada pela febre
DESIDRATAÇÃO
 Perdas de líquido de até 5% são
consideradas leves; de até 10% são
consideradas moderadas e de até
15% são consideradas graves. Se não
tratada rapidamente, a desidratação grave
pode provocar colapso cardiovascular e
morte.