Você está na página 1de 55

Leonardo Coelho Corrêa Rosado

Doutorando em Estudos Linguísticos da UFMG


• Apresentação do
• O processo de leitura
palestrante
• O processo de
• Discussão sobre a
produção
Análise do Discurso e
sua perspectiva de
• A gramática na escola
língua e linguagem.
• A Redação do Enem
• Discussão sobre o
ensino de língua
portuguesa
 Doutorando do Programa de Pós-Graduação em
Estudos Linguísticos (Linguística do Texto e do
Discurso/Análise do discurso) da Faculdade de
Letras (FALE) da UFMG.

 Pesquisador em Análise do Discurso vinculado ao


Núcleo de Análise do Discurso (NAD) da UFMG, ao
Núcleo de Estudos sobre Transgressão, Imagens e
Imaginários (NETII) da UFMG e ao Núcleo de
Estudos Discursivos (NED) da UFV.
 Escola ESTADUAl “Carlos Trivellato” → Pré-
primário à 4ª série.

 Escola ESTADUAl “Professor Antônio Gonçalves


Lanna” → 5ª série ao 3ª ano.

 Universidade Federal de Viçosa →


 Graduação em Letras (Português/Inglês).

 Pesquisas de Iniciação Científica em Análise do


Discurso.
 Mestrado em Letras (Estudos Linguísticos/Análise
do discurso).
 Ramo da Linguística que surgiu no final da década de 1960, na
França, trazendo uma perspectiva diferente para o estudo da
linguagem.

 É um campo interdisciplinar que encara a linguagem no que diz


respeito ao seu uso por sujeitos sociais em contextos sócio-históricos
específicos.

 Preocupa-se, de modo geral, com a questão do sentido do texto,


observando sua relação com o contexto sócio-histórico, com os saberes
socioculturais que circulam no momento de produção/interpretação
do textos, com o sujeitos que utilizam a linguagem.
 Língua:

 A língua não é transparente → nem sempre os signos denotam aquilo que


parecem denotar.

 Possui uma organização própria → ela possui estruturas e regras próprias


que a diferem de outra língua.

 Ela possui um funcionamento parcialmente autônomo → a língua possui


suas próprias regras (morfológicas, sintáticas, fonológicas, semânticas), mas
seu funcionamento só se dá a partir do momento em que ela é apropriada
pelo sujeito falante/escrevente e engendrada em um texto/discurso.
 Linguagem/Discurso:

 O uso da língua (ou de outro sistema semiológico) em contexto por sujeitos sócio-
históricos.

 Pressupõe um determinado fazer → ao dizer alguma coisa sempre se está fazendo


algo, mesmo que esse algo seja o próprio ato assertivo, isto é, de fazer uma asserção
sobre alguma coisa (ex. “O céu está tão bonito hoje!”).

 Pressupõe uma interação ou mesmo um “diálogo” entre os sujeitos sócio-históricos


inscritos na troca, mesmo que esses sujeitos não estejam fisicamente presentes.

 Reflete a posição do locutor, sendo, por isso, orientado e intencional.


 Sentido:

 É antes de tudo um efeito → introduz a noção de efeitos de sentido.

 O sentido depende:

1. dos desejos e das intenções dos sujeitos presentes na troca

2. dos lugares de pertença desses sujeitos;

3. do jogo de interações;

4. dos saberes e visões do mundo;

5. das circunstâncias em que a troca se realiza


 Texto:

 Resultado material do uso da linguagem.

 Ele testemunha as escolhas conscientes (ou inconscientes) que o sujeito falante


faz dos elementos da língua, em função da situação de comunicação em que
ele se encontra.

 Possui uma organização própria que permite perceber sua gramática →


gramática do texto

 O texto está sempre vinculado a um determinado contexto/situação de


comunicação da qual ele retira sua legitimidade e também parte de sua
significação.
 Contexto/Situação de comunicação:

 Enquadre físico e material que circunscreve a interação entre os sujeitos.

 Enquadre mental e ideológico que orienta a posição dos sujeitos.

 Toda situação de comunicação é regida por certas “normas” à maneira de um


contrato jurídico. Essas normas impõem aos sujeitos certas maneiras de dizer
tanto em termos de modalidade linguística (qual variedade linguística usar?)
quanto em termos do conteúdo a ser dito (o que posso e o que não posso dizer
nessa situação?).
Leitura de textos Produção de textos
Representando...
Situação de comunicação
(elemento social)

Texto

Sujeito Real Sujeito Sujeito Sujeito Real


produtor do virtual destinatário receptor do
enunciador virtual
texto texto
do texto (ser
(ser social) (ser
(ser social)
discursivo)
discursivo)
• Vamos reler o texto e tentar responder as questões:

 Na sua opinião, quem é o sujeito produtor real do texto?

 E quem é o sujeito virtual que “fala” através desse texto?

 Para quem este texto é destinado, ou seja, quem é o destinatário virtual dele?

 Qual é a situação de comunicação em que esse texto se encontra?

 Com qual finalidade/objetivo ele é produzido?


Explicando melhor...
• O texto foi publicado em 21 de abril
de 1960 na seção “Nossa Conversa”
da coluna feminina “Só para
Mulheres”.

• A coluna foi publicada de segunda a


sábado (6 dias) entre 21 de abril de
1960 e 28 de fevereiro de 1961 no
jornal carioca Diário da Noite.

• “Nossa Conversa” → circulou na


coluna entre 21 de abril a 09 de
novembro de 1960.
• O cabeçalho da coluna “Só para a Mulheres” evidencia que a coluna era
assinada (e, em princípio, escrita) por Ilka Soares: atriz e modelo
brasileiro.

• Entretanto, o que parece óbvio, é a primeira parte do « problema »:

• Devido a perda da popularidade do jornal (queda na venda das edições), o


editor-chefe Alberto Dines utiliza a prática do ghostwriting para aumentar a
credibilidade.
• Várias personalidades passaram a assinar
colunas temáticas, como a de Esporte,
assinada por Nilton Santos, a de
Romantismo, assinada por Maysa
Matarazzo, de Moda/Feminina, assinada
por Ilka Soares.

• Porém, como essas personalidades nunca


haviam escrito uma coluna de jornal, pessoas
mais qualificadas foram recrutadas para
escrever as colunas no lugar dessas
celebridades, configurando o ghostwriting.

• A coluna “Só para Mulheres” de Ilka Soares


foi escrita, então, por Clarice Lispector.
• Depois das informações acima, o que você responderia?

 Suas hipóteses em relação ao sujeito produtor real coadunam-se


com o que agora sabemos das circunstâncias de produção desse
ato de linguagem? E quanto ao sujeito enunciador virtual?

 Por que elas são diferentes (ou iguais)? O que você levou em conta
para formular suas hipóteses?

 O destinatário que você imaginou para o texto é o mesmo que foi


imaginado pelo produtor?

 E a intenção? Ela é a mesma?


O que podemos concluir sobre o processo de leitura e
interpretação de textos?
 A leitura/interpretação de texto é sempre um processo INTERATIVO e
DIALÓGICO entre 3 elementos: AUTOR, TEXTO e LEITOR.

De um lado, há um sujeito, dotado de uma certa intenção, que


deseja atingir um outro sujeito (também dotado de intenção)
através de alguma forma através do texto, considerando
sempre as “normas” da situação de comunicação em que eles
se encontram.
Situação de comunicação
(elemento social)

Sujeito Real Sujeito Real


produtor do receptor do
texto Texto texto
(ser social) (ser social)
 Interpretar/ler é construir HIPÓTESES DE SENTIDO sobre:

 O sujeito que fala no texto.

 A intenção que o sujeito produtor tem ao produzir o texto.

 O conteúdo do próprio texto.

 A imagem que o sujeito produtor faz do receptor do texto.

 As condições e normas impostas pela situação de comunicação.

 Os saberes que o sujeito produtor possui.


Situação de comunicação
(elemento social)

Texto

Sujeito Real Sujeito Sujeito Sujeito Real


produtor do virtual destinatário receptor do
enunciador virtual
texto texto
do texto (ser
(ser social) (ser
(ser social)
discursivo)
discursivo)
 O Leitor/receptor é um sujeito ONIPRESENTE

Mesmo que em vários casos o leitor/receptor não possa


interferir diretamente no texto (é o caso dos textos
midiáticos, literários, publicitários), sua presença, em
forma de uma imagem, é inegável durante a produção de
um texto. A IMAGEM QUE FAZEMOS DO NOSSO
LEITOR/RECEPTOR INFLUENCIA O MODO COMO
FALAMOS/ESCREVEMOS.
 O Leitor/receptor é um sujeito RESPONSIVO ATIVO

Ao ler/interpretar o texto, o receptor está sempre “questionando”


o texto, mesmo que ele não verbalize esses questionamentos:
“será que essa informação é verídica?”; “quem foi que disse
isso?”; “posso acreditar no que ele diz?”; “Essa informação é
velha, não vou acreditar!”, etc.
 O Leitor/receptor é dotado de SABERES

Ao produzir um texto, o produtor considera que o leitor sabe


sobre certas coisas. Logo, nem toda informação precisa ser
explicitada no texto e o conhecimento prévio do leitor deve
ser levado em conta
Universo de discurso do EU

Zona de intercompreensão
EU Processo de produção => TU suposta

EU’ Processo de intepretação => TU’

Universo de discurso do TU
FONTE: Charaudeau, 2008, p 45
 O gênero textual/discursivo funciona como um HORIZONTE DE
EXPECTATIVA sobre o próprio texto

Quando o leitor reconhece um certo gênero textual/discursivo,


ele “adianta” parte de sua leitura, pois o gênero lhe permite
inferir que tipo de finalidade o texto tem, que está falando
naquele texto, quais materialidades semiológicas podem ser
usadas, que tipo de modalidade linguística ele vai
encontrar, entre outras expectivas.
Você conhece o Tinder?
• O Tinder é um aplicativo (App) de
paquera para celular e tablets.

• Por meio de cruzamento de


informações entre o facebook e a
localização geográfica, ele apresenta
um catálogo de pessoas para você
“paquerar”, por meio dos botões
Curtir e Não interessa.

• Caso dois perfis deem um Curtir


para um e outro, o App indica que
houve um match e os indivíduos
podem conversar e trocar números
de telefone e whatsapp.
Carlos é um rapaz de 32 anos que há muito tempo busca um relacionamento
sério. Num certo sábado, ele estava “folheando” o seu Tinder quando deparou
com o perfil de Fernanda. Impressionado com sua beleza e com a singela
descrição em seu perfil que dizia “Em busca da felicidade e de um
relacionamento sério”, Carlos não hesitou e logo deu um Curtir. No mesmo
instante, o App o notificou que Fernanda também o curtiu. Ao ver esse novo
match, ele iniciou a conversa com Fernanda, cumprimentando-a com um “Boa
tarde, Fernanda! Como vai?”.
Ansioso, Carlos ficou aguardando a resposta de Fernanda enquanto assistia o
jornal televisivo da tarde. Porém, o tempo foi passando, o fim da tarde
chegando, e nada de Fernanda responder a sua mensagem.
Diante disso, Carlos ficou imaginando uma série de coisas: por que será que ela
não me responde? Será ela uma interesseira que curte todo mundo e que só
está afim de curtição? Será que, após ver que foi curtida por mim, ela repensou
e não gostou de mim? Que tipo de mulher é essa?
Depois de muito pensar, Carlos resolveu deixar o celular de lado e assistir
televisão. No fim da noite, antes de dormir, ele resolveu olhar novamente o
perfil de Fernanda e se deparou com uma informação que ele não havia
prestado a atenção quando viu o perfil da garota pela primeira vez: a última vez
que Fernanda ficou online foi a 3 dias atrás...
No domingo de manhã, quando Carlos acordou, ele viu que havia uma
notificação de mensagem do Tinder em seu celular. Para sua surpresa, era a
resposta de Fernanda ao seu cumprimento. A mensagem dizia o seguinte:
“Bom dia Carlos, eu estou muito bem e você? Me desculpe pela demora em
responder, mas eu estava numa viagem a trabalho e só regressei hoje.
Geralmente, não costumo acessar o App quando estou envolvida com essas
coisas. Espero conversar com você em breve”.
Feliz com a resposta, Carlos respondeu imediatamente. Os dois trocaram
várias mensagens ao longo do dia e Carlos chegou a conclusão que Fernanda
era exatamente a mulher que ele buscava. Ele a convidou para sair e ela aceitou.
Carlos a levou para o restaurante mais caro e mais tradicional da cidade e,
querendo impressionar Fernanda, ele pediu o vinho mais caro e a comida mais
sofisticada. O jantar, muito agradável, transcorreu muito bem. Os dois
conversaram e, na volta para casa, Carlos e Fernanda se beijaram e passaram
um tempo abraçados no carro, trocando carícias e beijos.
Ao chegar em casa, Carlos pensa: “Que mulher maravilhosa é essa Fernanda!!!
Quero encontrá-la novamente.”
Por sua vez, Fernanda, ao chegar em casa, pega o seu celular, entra novamente
no Tinder e diz para si mesma: “Quem será o próximo que irá pagar um
maravilhoso e caro jantar para mim no final de semana?”
Como trabalhar essa concepção de leitura na sala de
aula?
 Explorar a dimensão interativa e dialógica do processo de leitura e
produção de textos.

 Contextualizar de forma abrangente (contexto sócio-histórico,


situação de comunicação, saberes e ideologias dos sujeitos, etc) o
texto.
 Explorar as circunstâncias da situação de comunicação e do gênero
utilizado.
 Levar o aluno a refletir sobre o que lê.
 Utilizar o conhecimento prévio do aluno, levando-o a levantar várias
hipóteses de sentido.
 Explorar a dimensão ideológica e intencional de cada texto

Que finalidade o autor pretende alcançar com o texto? Como ele


representa, por exemplo, a mulher/o negro/o homossexual/o
câncer?

 Explorar as marcas textuais que permitem observar as ideologias,


intencionalidades, interatividade, coesão e coerência do texto.
 Fazer o aluno se posicionar a respeito do texto lido.

 Comparar textos, gêneros e contextos diferentes sobretudo quando se


trata do mesmo assunto.
 Assim como na leitura/interpretação, a produção é também um
processo INTERATIVO e DIALÓGICO entre AUTOR, TEXTO e
LEITOR.
 Ao se produzir um texto, o produtor sempre projeta um SUJEITO
DESTINATÁRIO VIRTUAL que seria o destinatário IDEAL para
compreender o seu texto.

 Na produção, o autor deve considerar as “normas” da situação de


comunicação bem como as “regras” do gênero textual/discursivo que
ele vai utilizar se deseja ser aceito e compreendido pelo seu leitor.
 Diferentemente do processo de leitura, na produção, o produtor deve
organizar o texto (e as informações) de modo a deixar claro a sua
intencionalidade.

 Todo processo de produção é um processo que permite SIGNIFICAR o


mundo e os objetos nele presentes.

Ao se produzir um texto, deve se ter em mente que ele é um


elemento significativo e ideológico e que, dessa forma, ele
acaba criando uma imagem/representação sobre aquilo que
ele fala. É necessário deixar isso claro e tornar isso claro
para o aluno.
 Na produção, há que se observar:

a) A informatividade → as informações que eu apresento são pertinentes e


correntes?

b) A situacionalidade → o meu texto está adequado ao gênero e à situação de


comunicação?

c) A intencionalidade → minha intenção está clara para o meu interlocutor?

d) A coesão → os mecanismos coesivos estão corretamente empregados?

e) A coerência → as partes do meu texto estão coerentes uma com as outras?


 A Gramática Normativa é um compêndio que
PRESCREVE as normas para o bem falar e o bem
escrever (sobretudo esse último).

 Ela é o resultado de uma posição política-ideológica


(uma POLÍTICA LINGUÍSTICA) que privilegia as
classes dominantes, excluindo as minorias
(mulheres, negros, sertanejos, etc.)
 Por ser de ordem política, ela procura homogeneizar aquilo que é,
naturalmente, heterogêneo e dinâmico.

 Sua formulação se baseia na seguinte ideia: quanto melhor eu falar,


mais bem aceito socialmente eu serei.

 Seu conteúdo pressupõe que o bom falante da língua DEVE


NECESSARIAMENTE SABER/UTILIZAR suas normas.

 Pressupõe que a língua portuguesa é algo IMUTÁVEL (que não muda


de acordo com o tempo, a região, o falante, a classe social, a profissão,
o gênero textual, etc.).
 Toda língua apresenta uma organização própria
(conjunto de estruturas e regras de combinação e
associação) que denominamos GRAMÁTICA.

 Essa gramática é aprendida pelos falantes a


partir da interação com outros falantes e textos
ao longo do seu desenvolvimento intelectual.

 À medida que o falante vai adquirindo


experiência com a língua ele vai internalizando
essa GRAMÁTICA de forma natural e
automática.
 Quando ele precisa produzir um texto (escrito ou falado), ele utiliza
dessa GRAMÁTICA de forma natural como também pode usar da
outra GRAMÁTICA (modalidade formal) de que falamos a pouco.

 As GRAMÁTICAS DESCRITIVAS são uma tentativa de descrever essa


GRAMÁTICA considerando um determinado recorte sincrônico e
uma certa modalidade da língua (geralmente a formal).
 É um tipo de gramática DESCRITIVA que lida
com a modalidade falada formal da língua
portuguesa.

 Objetiva desconstruir a crença de que a


modalidade falada é aleatória e isenta de ordem
e organização.

 É bastante rica para a análise de textos orais.


 A gramática discursiva é uma gramática
SEMÂNTICA que está preocupada em observar o
modo como as categorias linguísticas são
utilizadas de maneiras variadas para produzir
efeitos de sentidos diferentes nos textos,
considerando sempre a situação de comunicação.

 Para a língua portuguesa, o melhor exemplo é a


Gramática da Língua Portuguesa de Mira
Mateus et al.
 Tal gramática parte da ideia de língua e linguagem que
apresentamos anteriormente.

 Longe de estabelecer critérios classificatórios e


prescritivos como as Gramáticas Normativas geralmente
fazem, seu objetivo é observar os mecanismos
linguísticos que produzem sentido em um texto,
considerando sempre seu valor e categoria semânticos.

 É um ótimo recurso para se usar na sala de aula, pois


mostra a língua em funcionamento.

 A Gramática do linguística francês Patrick Charaudeau,


Grammaire du sens et de l’expression, é uma ótima
ferramenta para uso em sala de aula.
 A gramática reflexiva é um tipo de gramática
PEDAGÓGICA que reúne várias das gramáticas
anteriores, sobretudo, a descritiva,
discursiva/semântica e normativa.

 Ela foi produzida com o intuito de auxiliar o


professor na sala de aula.
 A Gramática visual é uma gramática que
permite observar a maneira como os recursos
imagéticos (cor, posição, participantes da
imagem, participante da troca da imagem,
moldura, etc) são utilizados de modo a produzir
sentido numa certa imagem, considerando seu
contexto.

 Ela advém da Gramática Funcional (considera


que o uso da linguagem se faz a partir de 3
funções: representacional,
interacional/interpessoal, textual) e possui um
viés discursivo.
 Parte da ideia de letramento visual: é necessário dotar os
alunos/sujeitos com ferramentas para que eles possam interpretar
as imagens e atribuir sentidos.

 Vem sendo muito utilizada por professores britânicos e também por


analistas do discurso que se interessam pelo estudo das imagens.

 É um excelente recurso para se utilizar em sala de aula e também


para auxiliar na interpretação de textos de gêneros como: capa de
revista, publicidades, tirinhas, trailers, etc.
Como trabalhar a gramática na sala de aula?
 A avaliação do ENEM avalia o candidato em cinco competências.

 Ela parte de uma concepção discursiva da língua/linguagem e


sempre exige do candidato um certo posicionamento em relação a
uma questão social.
Competência Rótulo O que é avaliado
Competência I Demonstrar domínio da modalidade Domínio (pouco, regular, bom, excelente) da modalidade
escrita formal escrita formal
Competência II Compreender a proposta de redação • A proposta de redação (tema)
e aplicar conceitos das várias áreas
de conhecimento para desenvolver o • O padrão dissertativo-argumentativo
tema dentro dos limites estruturais
do tipo dissertativo-argumentativo • A articulação do tema com os conceitos das várias
em prosa áreas de conhecimento
Competência III Selecionar, relacionar, organizar e • Organização argumentativa (os argumentos
interpretar informações, fatos, selecionados são correntes com sua proposta? A
opiniões e argumentos em defesa de organização dos argumentos auxilia a compreender
um ponto de vista o texto?)

• Defesa de um ponto de vista (os fatos selecionados


defendem um ponto de vista?)
Competência IV Demonstrar conhecimento dos • Utilização adequada dos mecanismos linguísticos
mecanismos linguísticos necessários argumentativos.
para a construção da argumentação
• Coesão

• Repertório de recursos
Competência V Elaborar proposta de intervenção • Proposta de intervenção (ela existe?)
para o problema abordado,
respeitando os direitos humanos • Qualidade da proposta (ela é exequível?)

• Articulação da proposta (ela está articulada com a


argumentação do texto?)
OBRIGADO!!!
timtimcorre@hotmail.com