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Karl Popper

O Falsificacionismo
Biografia do autor

• Karl Popper nasceu em Viena, na Áustria, no dia 28 de julho de 1902 e


faleceu em Kenley, Inglaterra, no dia 17 de setembro de 1994.
• K. Popper foi um filósofo austríaco, naturalizado britânico, que elaborou
teorias que refutavam o ideal totalitário dos regimes comunistas e nazistas.
• Foi um dos maiores filósofos do século XX. Escreveu livros como a “Lógica
da Pesquisa Científica” e “A Sociedade Aberta e Seus Inimigos”.
• Com o fim da Segunda Guerra Mundial, tornou-se assistente de ensino na
London School of The Economics, em método científico, passou a professor
em 1949.

Fonte: https://www.ebiografia.com/karl_popper/
Introdução – Falsificacionismo
• Karl Popper criticou severamente a conceção indutivista da ciência,
por considerar que a observação cientifica não era imparcial, nem era
o ponto de partida para a ciência.
• Nesta perspetiva, concordava com Hume ao afirmar que o princípio
da indução não podia ser racionalmente justificado.
Indutivismo
• De acordo com a conceção indutivista da ciência, o método científico tem
três etapas:
• Observação – Os cientistas começam por observar os fatos de forma imparcial,
rigorosa e isenta de pressupostos teóricos, permitindo formar enunciados singulares.
• Formulação de hipóteses – Os cientistas procuram inferir enunciados gerais (teorias
e leis) a partir de enunciados singulares.
• Verificação experimental – A partir das teorias, os cientistas deduzem previsões e
explicações que possam ser confirmadas.
• Em conclusão, os indutivistas propõem como critério de
demarcação: a verificabilidade – uma teoria é científica se, e só se,
for constituída por proposições empiricamente verificáveis.
A teoria falsificacionista de Popper
• Popper defende que se a ciência pretende ser racional e objetiva, tem de
prescindir inteiramente do recurso à indução.
• Propôs uma nova abordagem do método científico – ‘’método das
conjeturas e refutações’’ :
• Problema – o ponto de partida para a investigação científica não é a observação pura
e imparcial dos fatos, mas um problema levantado por uma observação que entra
em confronto com as nossas teorias e espectativas prévias.
• Conjetura – o investigador conjetura uma possível explicação, isto é, uma hipótese
ou teoria para os fatos observados baseados na sua experiência passada.
• Tentativa de refutação – no final o cientista testa a sua hipótese, recorrendo a testes
experimentais, não para confirmar uma hipótese, mas para tentar provar a sua
falsidade, ou seja, para tentar refutá-la .
Falsificabilidade
• Para evitar os problemas associados à verificabilidade, Popper propõe
um novo critério de demarcação: a falsificabilidade – uma teoria é
científica somente se for empiricamente falsificável (se for possível
conceber um teste experimental que seja capaz de mostrar que ela é
falsa).
Argumento de falsificabilidade
→ Uma teoria que garante só verificações ou confirmações, e que
ignora possíveis refutações, não pode ser concebida ou mostrada como
falsa.
→ Se uma teoria é científica, então faz afirmações ou previsões que
poderiam ser concebidas ou mostradas como falsas.
→ Logo, uma teoria que garante só verificações ou confirmações, e que
ignora possíveis refutações, não é científica.
Análise crítica
• O critério de falsificabilidade não é uma condição suficiente para que
uma teoria científica seja boa, para isso seria igualmente necessário
que esta fosse clara, precisa, audaciosa e informativa – é preciso que
tenha bastante conteúdo empírico.
• Isto significa que, para podermos considerar uma teoria científica
como boa, é preciso atender ao seu grau de falsificabilidade.
• Quanto maior for a possibilidade de um enunciado ser refutado,
maior informação ele terá.
• As boas teorias científicas são aquelas que têm um elevado grau de
falsificabilidade.
Objeções ao falsificacionismo
• Nem todas as teorias científicas são falsificáveis – algumas teorias científicas
referem-se a objetos que não são diretamente observáveis.
• O falsificacionismo não está de acordo com a prática científica – na prática os
cientistas trabalham no sentido de confirmar as suas teorias e continuam a
defendê-las mesmo quando as suas previsões não se confirmam.
• Não é razoável abandonar uma teoria apenas porque foi refutada por um teste
experimental – o problema pode estar no preocesso de falsificação e não na
teoria.
• O falsificacionismo subestima a importância das confirmações no processo
científico – o fato de algumas teorias cientificas possibilitarem grandes avanços
tecnológicos e permitirem controlar a natureza e prever o seu comportamento,
pode significar que estas que estamos justificados a acreditar que estas são
verdadeira e não apenas conjeturas por refutar.