–1–
ESTUDO DE LAYOUT OU
ARRANJO FÍSICO
ORGANIZAÇÃO SISTEMAS E MÉTODOS
PROF. LUCAS MACHADO
–2–
Arranjo físico (layout)
–3–
LAYOUT OU ARRANJO FÍSICO
Layout corresponde ao arranjo dos diversos postos de trabalho nos
espaços existentes na organização e envolve:
a) preocupação de melhor adaptar as pessoas ao ambiente de trabalho
segundo a natureza da atividade desempenhada;
b) arrumação dos móveis, máquinas, equipamentos, matéria-prima.
• Fazer o arranjo físico de uma área qualquer é planejar e integrar os
caminhos dos componentes de um produto ou serviço, a fim de obter o
relacionamento mais eficiente e econômico entre o pessoal, equipamentos
e materiais que se movimentam.
• Dito de uma forma simples, definir o arranjo físico é decidir onde colocar
todas as instalações, máquinas, equipamentos e pessoal da produção.
–4–
PRINCÍPIOS DO LAYOUT
1. Princípio da economia do movimento: encurtar a distância entre os
operários e ferramentas.
2. Princípio do fluxo progressivo: maior continuidade do movimento
entre uma operação e a subsequente, sem paradas, voltas ou
cruzamentos, tanto para homens quanto para os equipamentos.
3. Princípio da flexibilidade: propiciar rearranjos econômicos em face
das inúmeras situações que as empresas podem enfrentar.
4. Princípio da integração: integração entre os diversos fatores de um
processo de trabalho.
O arranjo físico procura uma combinação ótima das instalações industriais e de tudo que
concorre para a produção, dentro de um espaço disponível. Visa harmonizar e integrar
equipamento, mão de obra, material, áreas de movimentação, estocagem, administração, mão
de obra indireta, enfim todos os itens que possibilitam uma atividade industrial.
–5–
OBJETIVOS DO LAYOUT
1. Aparência e Conforto Aproveitamento racional do
espaço físico que permita a
2. Economia nas Operações criação de um cenário
organizacional para cada
3. Facilitar Fluxo de Pessoas posto de trabalho compatível
com o critério de
4. Facilitar Fluxo de Materiais departamentalização. Para
atingir esse objetivo é
necessário criar uma inter-
5. Otimização do Uso da Área relação espacial de forma
estruturada, racional e lógica
6. Permitir uma Futura Expansão em função dos processos
operacionais que nele serão
7. Permitir Controle da Produção realizados.
–6–
OBJETIVOS DO ARRANJO FÍSICO
MELHORAR A UTILIZAÇÃO DO ESPAÇO
DISPONÍVEL: REDUÇÃO DE MANUSEIO:
• menor quantidade de material em processo; • utilização da movimentação no processo
• distâncias minimizadas de movimentação de produtivo.
materiais, serviços e pessoas;
• disposição racional das seções. REDUÇÃO DO TEMPO DE MANUFATURA:
• reduzindo demoras e distâncias.
AUMENTAR A MORAL E A SATISFAÇÃO DO
TRABALHO: REDUÇÃO DOS CUSTOS INDIRETOS:
• ordem no ambiente e limpeza; • menos congestionamento e confusão;
• sanitários • menos manuseio (menor perda e danos de
materiais, etc)
INCREMENTAR A PRODUÇÃO:
• fluxo mais racional.
–7–
LAYOUT OU ARRANJO FÍSICO
• Basicamente, o arranjo físico busca integrar material,
mão de obra e equipamento.
• A modificação de qualquer um deles pode tornar
inadequado o arranjo físico existente.
• Dessa forma, é importante que o setor responsável
pelo arranjo físico possua um sistema de informação
adequado.
–8–
SINTOMAS DE PROBLEMAS
• Demora excessiva
• Perda de tempo no deslocamento
• Fluxo confuso de trabalho
• Decisões errôneas e consultas desnecessárias, por proximidade
• Excesso de fluxos secundários
• Excessiva acumulação de pessoas e documentos
• As unidades “incham” e aumentar o espaço físico é difícil
• Projeto deficiente de locais de trabalho
• Devido a vontades do grupo ou preferências pessoais
–9–
DEVEM SER QUESTIONADOS OS SEGUINTES ITENS
OBSOLESCÊNCIA DAS INSTALAÇÕES - Novos produtos ou novos serviços estão sendo
projetados ? - Estes produtos exigirão modificações no método de trabalho, fluxo de materiais ou
equipamentos empregados ? - Haverá utilização de novas áreas de estocagem ?
REDUÇÃO DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO - Haverá corte de pessoal e/ou paradas de
equipamentos e diminuição de movimentação de materiais ?
VARIAÇÃO NA DEMANDA - A produção atual satisfaz as estimativas de vendas ? - Os
equipamentos de transporte e manuseio serão suficientes? 5
AMBIENTE DE TRABALHO INADEQUADO - As condições de iluminação, ventilação e
temperatura são satisfatórias? - Pode o ruído ser isolado? - Os locais para lavatórios são
adequados?
CONDIÇÕES INSEGURAS - Existe excesso de material ao lado da máquina? - A área é adequada
para o posto de trabalho? Existência de área que comporta apenas um equipamento, onde na
realidade há dois ? - Os materiais inflamáveis estão colocados em área Segura? - Existem muitos
acidentes de trabalho? - Há espaço para tráfego e operação de máquinas? - O tipo de piso é
adequado para a atividade? - A faixa demarcatória protege o trabalhador dos meios utilizados para
o manuseio de materiais?
MANUSEIO EXCESSIVO - Os materiais percorrem grande distâncias ?
– 10 –
A CHAVE DOS PROBLEMAS DE ARRANJO FÍSICO
Os problemas de arranjo físico geralmente recaem em dois
elementos básico que são : produto e quantidade.
PRODUTO (ou material ou serviço) - entende-se por produto o
que é produzido ou feito pela empresa ou área em questão, a
matéria prima ou peças compradas, peças montadas,
mercadorias acabadas e/ou serviços prestados ou processados.
QUANTIDADE (ou volume): representa o quanto de cada item
deve ser feito ou serviços executados. Esses elementos, direta ou
indiretamente, são responsáveis por todas as características,
fatores e condições do planejamento. É importante, portanto,
coletar os fatos, estimativas e informações sobre esses dois
elementos. Eles representam a chave da resolução dos
problemas de arranjo físico.
– 11 –
LAYOUT OU ARRANJO FÍSICO
• Em função da variedades dos produtos e da quantidade, define-
se qual tipo de processo que será adotado : processo contínuo,
processo em massa, processo em lotes, processo por
encomenda e processo por grandes projeto.
• De posse das informações, devemos obter informações sobre o
roteiro (ou processo) segundo o qual o produto será fabricado ou
a serviço será executado.
• Os equipamentos e os postos de trabalho a serem utilizados
dependem das operações de transformação.
• Também a movimentação de materiais através das áreas
depende do roteiro ou sequência de operações.
• Logo as operações envolvidas no roteiro ou processo e sua
sequência são informações que devem ser obtidas.
– 12 –
TIPOS DE ARRANJO FÍSICO
1. ARRANJO FÍSICO POSICIONAL;
2. ARRANJO FÍSICO POR PROCESSO;
3. ARRANJO FÍSICO CELULAR;
4. ARRANJO FÍSICO POR PRODUTO;
5. ARRANJO FÍSICO MISTO;
ARRANJO FÍSICO ≠ PROCESSO
– 13 –
ARRANJO FÍSICO POSICIONAL OU PRO PROJETO
Caracteriza-se pelo fato dos recursos transformados permanecerem
estacionado enquanto os recursos transformadores se deslocarem até ele.
Utilizado quando a movimentação do produto final é muito difícil ou impossível.
Exemplo:
Construção civil
Estaleiros
Aviões de grande porte
– 14 –
ARRANJO FÍSICO POSICIONAL OU PRO PROJETO
Construção civil
– 15 –
ARRANJO FÍSICO POSICIONAL OU PRO PROJETO
Aviões de grande porte
– 16 –
ARRANJO FÍSICO POSICIONAL OU PRO PROJETO
Estaleiros
– 17 –
ARRANJO FÍSICO POSICIONAL OU PRO PROJETO
Características:
Baixa eficiência
Customização máxima ( produtos únicos ou feitos em
quantidades pequenas)
– 18 –
ARRANJO LINEAR OU POR PRODUTO
disposição fixa orientada para o produto. Os postos de trabalho
(máquinas, bancadas) são colocados na mesma sequência de
operações que o produto sofrerá.
Esta é a solução ideal quando se tem apenas um produto ou
produtos similares, fabricados em grande quantidade e o processo é
relativamente simples
– 19 –
ARRANJO LINEAR OU POR PRODUTO
Utilizado para processamento de grandes volumes com
sequência similar, ou poucos produtos com altos
volumes;
As peças passam uma a uma, de uma etapa do
processo a outra, num ritmo pré estabelecido, sempre
agregando valor ao produto;
Conexão entre as etapas é alta
Linha de montagem de veículos, aparelhos
eletrônicos, impressoras, televisores, indústria
química, commodities etc.
– 20 –
ARRANJO LINEAR OU POR PRODUTO
– 21 –
ARRANJO LINEAR OU POR PRODUTO
Preço principal fator de concorrência (não há
diferenciação de especificação ou marca)
Produzir itens padronizados em alta escala. Objetivo
é alocar as tarefas visando um fluxo produtivo suave
Vantagens: eficiência máxima
Desvantagens: pouca flexibilidade, muito difícil de
fazer qualquer alteração no roteiro
– 22 –
ARRANJO FUNCIONAL OU POR PROCESSO
No layout funcional, máquinas-ferramentas são
agrupadas funcionalmente de acordo com o tipo geral de
processo de manufatura;
tornos em um departamento, furadeiras em outro,
injetoras de plástico em outro e assim por diante.
Dessa forma o material se movimenta através das áreas
ou departamentos.
Este tipo de arranjo é adotado geralmente quando há
variedade nos produtos e pequena demanda. É o caso
de fabricação de tecidos e roupas, trabalho de tipografia,
oficinas de manutenção.
– 23 –
ARRANJO FUNCIONAL OU POR PROCESSO
Fábrica: tornos na tornearia, furadeira no
setor de furação etc.
Loja de departamentos: roupas femininas,
roupas masculinas, eletrodomésticos etc.
Supermercado: material de limpeza,
congelados etc
Hospital: setor de radiologia, setor de
ortopedia, análises clínicas etc.
– 24 –
ARRANJO FUNCIONAL OU POR PROCESSO
– 25 –
ARRANJO FUNCIONAL OU POR PROCESSO
Por fluxo de material Por fluxo de clientes
– 26 –
ARRANJO FUNCIONAL OU POR PROCESSO
Utilizado para produção de grande variedade de
produtos com os fluxos percorrendo múltiplos roteiros
Vantagens: flexibilidade dos fluxos que podem
percorrer diferentes trajetos
Desvantagens: piora a eficiência e aumenta o tempo
de atravessamento dos fluxos
– 27 –
ARRANJO CELULAR
Pode-se dizer que é um junção dos arranjo em linha e do
funcional;
Recursos não similares são agrupados visando processar
grupos de itens que requeiram etapas similares de
processamento
Objetivo: aumentar a eficiência do arranjo funcional sem
perder a flexibilidade
– 28 –
ARRANJO CELULAR
– 29 –
ARRANJO CELULAR
Algumas manufaturas de componentes de
computador;
Área para produção de lanches rápidos no
supermercado;
Maternidade em um hospital;
Manufaturas em geral com famílias de
produtos;
– 30 –
ARRANJO CELULAR
CÉLULA EM UM ESCRITÓRIO CÉLULA NA MANUFATURA
– 31 –
ETAPAS DE UM ARRANJO FÍSICO CELULAR
Identificar famílias de itens com volume suficiente
Identificar e agrupar recursos (máquinas e pessoas)
para processar famílias dos itens identificados
Arranjar em cada célula os recursos utilizando os
princípios de arranjos por produtos (operação dentro
da operação)
Localizar máquinas grandes próximas das células
– 32 –
RESULTADOS DO ARRANJO FÍSICO CELULAR
Não há perda de flexibilidade porque o mesmo conjunto de itens
continua sendo processado;
Maior velocidade e eficiência de fluxo pois os recursos estão
próximos na célula;
Distâncias dentro das células são menores;
Simplificação dos fluxos nas outras operações;
Tempo de preparação dos equipamentos tende a ser menor, já
que processa itens de formas e dimensões semelhantes;
Melhoria da qualidade, já que os funcionários que gerenciam as
células tem uma maior sensação de propriedade e
responsabilidade;
Melhor controle da produção;
– 33 –
ARRANJO FÍSICO MISTO
Hospital: arranjo físico funcional (departamento de radiologia,
salas de cirurgia etc.) e, dentro de cada departamento, diferentes
tipos de arranjos físicos.
Departamento de radiologia – processo
Sala de cirurgia – posicional
Loja de departamentos
Departamentos dos produtos (escolha do s produtos) –
funcional;
Pagamento dos produtos adquiridos – Em linha (Processo)
– 34 –
COMPARAÇÃO ENTRE OS ARRANJOS
– 35 –
POSICIONAL
FUNCIONAL
CELULAR
LINEAR
– 36 –
CENAS DO PRÓXIMO CAPÍTULO
SELECIONANDO E IMPLANTAÇÃO DO ARRANJO FÍSICO