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Relátorio Estágio Supervisionado I - Curso Letras

Relátorio Estágio Supervisionado I - Curso Letras

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Ao planejar o projeto de estágio, a preocupação principal foi em elaborar aulas com conteúdo consistente aliado a uma grande dose de criatividade e a oralidade, logo que seriam trabalhadas leitura e interpretação de textos- gênero poético e música popular brasileira, e já havíamos detectado que um dos grandes problemas dos alunos eram a leitura e interpretação de textos, principalmente dos alunos em distorção série-idade.
Tivemos a preocupação em trabalhar atividades lúdicas, onde desenvolvesse a criatividade do público que estaríamos trabalhando. Foi nesses aspectos o ponto de maior dificuldade em todo o processo de estágio: como preparar aulas interessantes e criativas que despertassem o interesse dos alunos, e que trabalhasse a oralidade?
Ao planejar o projeto de estágio, a preocupação principal foi em elaborar aulas com conteúdo consistente aliado a uma grande dose de criatividade e a oralidade, logo que seriam trabalhadas leitura e interpretação de textos- gênero poético e música popular brasileira, e já havíamos detectado que um dos grandes problemas dos alunos eram a leitura e interpretação de textos, principalmente dos alunos em distorção série-idade.
Tivemos a preocupação em trabalhar atividades lúdicas, onde desenvolvesse a criatividade do público que estaríamos trabalhando. Foi nesses aspectos o ponto de maior dificuldade em todo o processo de estágio: como preparar aulas interessantes e criativas que despertassem o interesse dos alunos, e que trabalhasse a oralidade?

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1. Introdução O Estágio Supervisionado é uma atividade de extrema importância na formação inicial do professor, logo que, é o momento em que estagiários vivenciam as diversas situações do contexto escolar: o trabalho em sala de aula; a interação professor/aluno; os métodos de avaliação do professor; os recursos utilizados pelos professores. “O estágio é o eixo central na formação de professores, pois é através dele que o profissional conhece os aspectos indispensáveis para a formação da construção da identidade e dos saberes do dia-a-dia” (PIMENTA E LIMA, 2004). Para Silva (2005) no cotidiano acadêmico é perceptível que os graduandos se envolvam com muita disposição e ânimo quando a universidade lhes proporciona a participação em que consiga colocar conhecimentos teóricos em prática, acompanhados de um profissional supervisor. É necessário que o estagiário aprenda a observar e identificar os problemas, estar sempre aprendendo e buscando informações, questionar o que encontrou além de buscar trocar informações com professores mais experientes. De acordo com Francisco e Pereira (2004) o estágio surge como um processo fundamental na formação do aluno estagiário, pois é a forma de fazer a transição de aluno para professor “aluno de tantos anos descobre-se no lugar de professor”. Este é um momento da formação em que o graduando pode vivenciar experiências, conhecendo melhor sua área de atuação. “O Estágio Supervisionado consiste em teoria e prática tendo em vista uma busca constante da realidade para uma elaboração conjunta do programa de trabalho na formação do educador (GUERRA, 1995)”. Este “possibilita ao graduando desenvolver a postura de pesquisador, despertar a observação, ter uma boa reflexão crítica, facilidade de reorganizar as ações para poder reorientar a prática quando necessário (KENSKI, 1994:11 citado por LOMBARDI, 2005)”. Após muitos estudos teóricos chegou o momento de aplicar os conhecimentos adquiridos nas disciplinas estudadas, bem como confrontá-los com o exercício pedagógico propriamente dito, buscando firmar uma prática que seja significativa. 2. Caracterização da Instituição A Escola Municipal Antonia Fernandes de Moura foi criada em 1993, é uma instituição mantida pela Prefeitura Municipal de Santa Rosa do Purus, têm um corpo

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discente de 278 alunos, e 14 professores composto em grande parte por profissionais em regime de contrato provisório, apenas 02 professores com nível superior completo, os demais em fase de conclusão, conta ainda com dois coordenadores pedagógicos. A escola é dirigida pela Profª Alzilene Ferreira Braga, eleita através de eleição escolar realizada em Dezembro de 2008, a diretora trabalha de forma democrática, todas as decisões referente a instituição escolar, são discutidas e decididas conjuntamente com o Conselho Escolar, pais, alunos, professores e funcionários. É oferecido na Escola Ensino Fundamental (5ª a 8ª séries) nos turnos da manhã e tarde, e à noite, a modalidade de Educação de Jovens e Adultos – EJA. No primeiro contato com a escola realizamos uma análise e a observação do seu funcionamento cotidiano, bem como de sua infra-estrutura; posteriormente, conversamos com coordenadores, gestora, alunos a professora de Língua Portuguesa, nos prolongamos nas discussões com a professora regente a cerca das experiências, proporcionando a troca de conhecimentos em sala de aula de língua materna, a socialização e, finalmente, a regência dos estagiários. Funciona em um espaço apertado, tem um pátio com cobertura onde são realizados os eventos. As salas são pequenas, não há ventilação adequada; paredes e iluminação precisam de reparos bem como suas instalações sanitárias (banheiros); além de bebedouros sem higienização adequada; paredes, carteiras e mesas são rabiscadas e mal conservadas, não existem carteiras em quantidades suficientes para todos os alunos, não dispõe de refeitório, a cantina é pequena, com apenas uma janela por onde é distribuída a merenda. Possui um espaço para a biblioteca, porém não é adequado, tendo em vista a falta de mesas e cadeiras para os alunos realizarem suas pesquisas. Dentre os recursos disponibilizados na escola, encontra-se um instrumento ainda muito usado nas escolas: a bandinha (mimeógrafo). Antigo para os nossos dias, mas funcional, logo que é o principal recurso utilizado na escola. Existe ampla quantidade de livros fornecidos pelo MEC, mas pouco utilizados pelos professores como recurso. 3. Observação e Co-Participação Um período onde tudo o que acontece é novidade, principalmente para estagiários que ainda não têm ou possuem pouca experiência em sala de aula. É um

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momento muito enriquecedor para todas as partes envolvidas, pois, é onde professores, estagiários e alunos estão se encontrando pela primeira vez, então é natural que haja um clima novo, de descoberta ou mesmo, de incertezas e dúvidas que ao longo do Estágio vão se quebrando e quando o trabalho está no ápice do desenvolvimento, é hora de encerrar (o estágio). Durante essa etapa, percebemos que a professora regente trabalha de forma habitual, ou seja, em alguns momentos escrevia no quadro de giz, noutras ditava os assuntos e os alunos escreviam. Não usou vídeos ou qualquer outro tipo de dispositivo, fez diversas explanações sobre o conteúdo trabalhado, instigava os alunos a participarem. Mesmo estando em processo de aplicação de avaliações bimestrais, a professora regente trabalhou com leitura, interpretação de textos e construção de textos (gênero conto – 8ª série). Percebeu-se que muitos alunos são quietos e praticamente não fazem uso da oralidade, realizam suas atividades, porém na forma escrita, não sendo assim, explorada suficientemente a oralidade desses discentes. Observamos que mesmo o professor sabendo que na hora do planejamento precisa ter um cuidado especial com o processo oralidade, este não tem muita preocupação quando está na sala de aula, logo que não pareceu uma constante o estímulo ao desenvolver a oralidade dos alunos. Salientamos que “Não se trata de ensinar a falar ou a fala dita “correta”, mas sim as falas adequadas ao contexto de uso”, (PCN ensino fundamental, Língua Portuguesa, p.8). Sabendo-se que a prática da oralidade vem diminuindo, constantemente, educadores não estão se preocupando com a pronúncia correta ou se o aluno fala em sala de aula. 4. O Projeto: “Bom Leitor é Bom Escritor” As investigações para a execução do Projeto “Bom leitor é Bom Escritor”, foram realizadas na Escola Antonia Fernandes de Moura, com turmas de 5ª a 8ª série do turno vespertino, e teria regência aplicada no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – PETI, mas devidos alguns contratempos não foi possível desenvolver as atividades com os alunos do PETI, dessa forma houve uma adequação do Projeto para ser trabalhado com alunos em distorção idade-série (alunos na faixa etárias de 10 a 16 anos provenientes em grande parte da zona rural que ainda estão cursando as séries iniciais do Ensino Fundamental – 1º ao 4º ano) da Escola Dr. Celso Cosme Salgado Filho.

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Ao planejar o projeto de estágio, a preocupação principal foi em elaborar aulas com conteúdo consistente aliado a uma grande dose de criatividade e a oralidade, logo que seriam trabalhadas leitura e interpretação de textos- gênero poético e música popular brasileira, e já havíamos detectado que um dos grandes problemas dos alunos eram a leitura e interpretação de textos, principalmente dos alunos em distorção série-idade. Tivemos a preocupação em trabalhar atividades lúdicas, onde desenvolvesse a criatividade do público que estaríamos trabalhando. Foi nesses aspectos o ponto de maior dificuldade em todo o processo de estágio: como preparar aulas interessantes e criativas que despertassem o interesse dos alunos, e que trabalhasse a oralidade? A primeira opção partiu de conversas com os próprios alunos, onde decidimos desenvolver aulas com bastante música, já que esses disseram que gostavam muito de cantar e a sala de aula não oferecia esse espaço. Foram selecionadas músicas conhecidas como “A casa” de Vinícius de Moraes; “Aquarela” de Toquinho e Vinícius de Moraes; “É preciso saber viver” de Roberto Carlos; poemas “A porta” de Vinícius de Moraes e “No meio do caminho” de Carlos Drummond de Andrade. Para apresentações das músicas e poemas elaboramos um esquema de slides e karaokê. Pensamos que ao trabalharmos com gêneros textuais diferentes, como música popular e poemas, estaremos contribuindo com os alunos para um aprendizado significativo de prática de leitura, produção e compreensão. De acordo com os Parâmetros curriculares Nacionais de Língua Portuguesa, os textos que circulam socialmente cumprem um papel modelizador, servindo como fonte de referência, repertório textual, suporte de atividade intertextual. A diversidade textual que existe fora da escola pode e deve estar a serviço da expansão do conhecimento letrado do aluno. (PCN, 1997, p.34) Pensamos em atividades que possibilitem que a criança caminhe em direção à compreensão de unidades que estão além da sentença. Afinal, ler e escrever não são o mesmo que decodificar e codificar grupos de grafemas.

Se entendermos a linguagem como mero código, e a compreensão como decodificação mecânica, a reflexão pode ser dispensada; se a entendermos como uma sistematização aberta de recursos expressivos cuja concretude significativa se dá na singularidade dos

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acontecimentos interativos, a compreensão já não é mera decodificação e a reflexão sobre os próprios recursos utilizados é uma constante em cada processo (GERALDI, 1984, p. 18).

Nesse contexto, conforme Geraldi (1984), quanto mais à criança estiver exposta a diversidades de interações, maiores serão as construções de significados e as categorias com que ela vai construir suas interpretações da realidade. Por isso, a unidade lingüística básica para os processos de ensino/aprendizagem não é a sílaba nem a palavra ou a frase, mas o discurso em sua materialidade social e, também, textual. 4.1 Conhecendo “A Casa” – Maria do Socorro Silva Moura No dia 07 de Outubro de 2009, ás 15h00min dei início as minhas atividades de regência do projeto “Bom Leitor é bom escritor” de início apresentei a equipe que iria realizar as aulas e explique a finalidade do projeto, em seguida passei um vídeo da música a casa, onde todos puderam ouvir a música de forma divertida, já que o vídeo aparecia um palhaço construindo a casa; após a audição da música convidei todos os alunos a vir ao centro da sala, onde estava disposto um enorme tapete, solicitei que todos ficassem à vontade, e então passei a contextualizar o tema “A casa” com os alunos; enquanto conversava com os alunos, as acadêmicas auxiliares distribuíam folhas com letras da música, onde todos fizeram uma leitura compartilhada; a partir da leitura da letra da música instigui os alunos sobre o que compreenderam da letra da música: Como a casa era feita? Alguém podia morar naquela casa? Os alunos conheciam alguma casa como aquela? A casa era uma casa onde vivia pessoas felizes? Etc.. Fiquei muito satisfeita com a participação dos alunos, todos se manifestaram positivamente mostrando entender o significado da mensagem que a música passava. 4.2 Cantando e desenhando “A Casa” – Suzeny de Souza Mota As 16h00min do dia 07 de Outubro de 2009 dei seqüência ao tema “A casa”; após apresentar-me, comecei a aula fazendo perguntas quanto ao entendimento da música: Vocês conhecem a música? A música falava de que? Como era essa casa? Será que uma casa assim dá de morar dentro dela? Vocês conhecem alguém que mora em uma casa assim? Quem sabe desenhar uma casa assim? Vamos tentar

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desenhar uma casa semelhante a da música? Vocês gostaram da música? Vamos tentar juntos cantar a música? Quem sabe a letra da música? Quem quer cantar sozinho? Quem de vocês aqui tem sonhos? O que vocês gostariam de ser quando se formarem? Nos momentos dos questionamentos houve alguns instantes de barulho, todos queriam falar ao mesmo tempo, para que os alunos pudessem observar e participar foi necessário a intervenção dos professores auxiliares, a partir desse momento passei a fazer uso do microfone para que todos pudessem ouvir. Convidei todos os alunos para que fizesse um círculo no chão e disse que teríamos uma conversa franca, nessa conversa levantei alguns questionamentos como: Tem crianças que fala em ser médico, mas por falta de interesse nos estudos deixa seus sonhos tornarem igual à casa da música que acabamos de ouvir, sem teto, sem parede, sem nada. Vocês acham que dar de um médico trabalhar sem hospital, sem pacientes e sem estudos? Para surpresa geral todos ficaram quietos, começaram a falar de seus sonhos e de suas dificuldades. Foi entregue revistas para recortes e uma folha em branco para cada aluno e solicitado que recortassem ou desenhassem uma casa de acordo com a que a música falava; no momento em que desenhavam tinha o fundo musical bem baixinho da música “A casa”, havia muita conversa paralelas, todos discutiam como seria essa casa, para surpresa de todos os estagiários quando os desenhos iam sendo pregados no mural, percebia-se que nas folhas tinha apenas o nome de cada aluno. O principal objetivo que tinha em desenvolver essas atividades foi despertar a atenção, a curiosidade, e principalmente a reflexão quanto à mensagem da música, se os alunos conseguiam entender os detalhes pormenores contidos nos versos. Fique bastante feliz com o resultado, já que os alunos participaram ativamente e realizaram todas as atividades de forma esperada. Encerrei as atividades as 17h00min horas, no encerramento todos puderam cantar uma música. 4.3 “No meio do caminho tinha uma pedra....” por isso “É preciso aprender a viver – Giovanna Maria de Matos Souza A aula teve início às 15h00min do dia 08 de Outubro de 2009, iniciei as atividades com a dinâmica da flor artificial, onde coloquei uma flor em um vidro, com isopor em cima, representando os obstáculos que a impedem de crescer, contextualizando com a vida real, as dificuldades da vida. Falei que um pouco de

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confiança faz com que todas as dificuldades da vida sejam afastadas e os projetos sejam retomados. Por fim Derrubei água sobre os isopores que caíram, fazendo a flor subir à superfície. Após este trabalho, apresentei aos alunos o poema ”No meio do caminho”, de Carlos Drumonnd de Andrade, cuja função predominante é a poética, fiz indagações sobre a repetição do verso “no meio do caminho tinha uma pedra”, que procura reproduzir o cansaço, a monotonia e o eterno enfrentamento de obstáculos. Mostrando aos alunos que essa repetição traz a idéia da impossibilidade de fuga dos problemas: não importa a direção ou o sentido que se toma, a pedra está sempre no meio do caminho. Debati sobre o terceiro verso que transmite a impressão de mecanismo emperrado, girando sobre si mesmo? Em seguida, os alunos foram apresentados à música “É preciso saber viver”, composição de Roberto Carlos. Momento em que ouviram e acompanharam a canção com a letra em mãos. Na seqüência, a turma foi dividida em grupos e proposto aos alunos que cada grupo falasse um pouco sobre o poema e sobre a música, quais as diferenças marcantes, o que eles entendem por “pedra no meio do caminho” e porque “é preciso saber viver”, os alunos foram levados a fazer uma comparação entre o primeiro e o segundo texto, sobre a mensagem que cada um transmite, então escolheram um representante de cada grupo para que viesse a frente e expusessem suas idéias. Com o desenvolvimento dessas atividades procurei junto aos alunos destruir preconceito, mostrando a eles que, poesia não é só sentimento, coisa melosa e piegas, como muitos alunos pensam. Poesia é uma forma de protestar ou analisar as situações vividas cotidianamente, maneira de expor sentimentos que nem sempre falam de amor ou melancolia. Através das comparações os alunos puderam ver a diferença entre um texto em prosa e outro em versos. A aula terminou com todos os alunos cantando a música “é preciso saber viver” no karaokê. 4.4 Hora do Poema – Maria de Jesus Barros Dei início às atividades a partir das 16h00min horas do dia 08 de outubro de 2009, trabalhei a leitura e recital de poemas. Inicialmente distribui livros com poemas de autores diversos sobre um tapete no centro da sala, disse para os alunos que podiam folhear a vontade, e escolher seus poemas preferidos. Como música de

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fundo no momento da leitura dos poemas, podíamos ouvir a música “aquarela”; após alguns minutos perguntei se todos já haviam escolhidos suas poesias, assim separaram-se em grupos onde recitariam as poesias escolhidas, para que todos participassem, elaborei junto com as professoras auxiliares um esquema de gincana, onde ganharia a turma que melhor recitasse as poesias. Por fim dei espaço para que todos pudessem recitar poemas e versos de autoria própria. As razões pela quais trabalhei a leitura e a oralidade com os alunos, foram pela razão de acreditar que centrar o ensino na leitura de textos é ocupar-se e preocupar-se com o uso da língua. Quer dizer, que se trata de pensar a relação de ensino como o lugar de práticas de linguagem e a partir delas, com a capacidade de compreendê-las, não para descrevê-las, como faz o gramático, mas para aumentar as possibilidades de uso exitoso da língua. 4.5 “A Porta” – Daniela Nóbrega Duarte Dia 09 de outubro de 2009 às 15h00min iniciei a aula com a leitura de um texto reflexivo “As sementes”, logo após fiz uma breve explanação sobre a aula anterior. Entreguei cópias de letra do poema “a porta” e em seguida fiz a leitura juntamente com os alunos, entreguei também cópias da música “a casa” e pedi que os alunos fizessem uma análise das semelhanças entre os dois textos. Logo após foi solicitado que criassem uma pequena história real, tendo como base as letras das músicas trabalhadas. Para o encerramento das atividades foram formados grupos, onde houve um campeonato de recitação em forma de jogral. Procurei desenvolver atividades que explorassem o lado poético, por acreditar que a escola pode e deve ser um lugar em que a convivência com a poesia aconteça de fato, permitindo o contato com diferentes autores e estilos, e o exercício da capacidade de sentir e de conhecer o que é poético. Percebi que muitos dos alunos já leram ou ouviram poemas, canções, cantigas de roda, parlendas, travalínguas e que fazem parte de suas brincadeiras, assim como as quadrinhas e o cordel que podem ser considerados poemas. O objetivo desse trabalho é ampliar esse repertório de modo que os alunos possam compreender e gostar cada vez mais de ler poesia. Desse modo, a idéia não é um estudo de poemas para

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classificação de épocas ou tipos, mas realmente propiciar uma aproximação com a linguagem poética. 4.6 Momento de cantar – Maristela de Oliveira Pinheiro Moura Dando seqüência às atividades anteriores do dia 09 de Outubro de 2009, a partir das 16:00, apresentei-me aos alunos e comuniquei que tinha chegado o momento de cantar, de pôr em prática tudo aquilo que os alunos estavam treinando já há 2 dias, porém ficou decidido que iriam produzir uma paródia da música “A casa”, como sempre ficou aquele alvoroço na sala de aula, após algumas intervenções consegui a atenção de todos os alunos e estes começaram a produzir a paródia, que teve o seguinte resultado. A Escola (Paródia baseada no poema “A Casa” de Vinícius de Morais)* Era uma escola muito engraçada Não tinha mestre / Não tinha nada Ninguém ganhava uma lição Porque balé vive de tostão Ninguém podia pedir revista Porque a grana se cobra à vista Ninguém podia bailar ali Porque ali só se faz pipi Mas ela engana com muito esmero Baixos dos Chatos número zero Iniciamos os ensaios, nesse momento um verdadeiro alvoroço, uma disputa por quem seria o primeiro, após alguns chamados de atenção foi elaborado o esquema de primeiro vai um menino, depois uma menina e assim sucessivamente. As ajudantes ajudavam na organização da fila dos participantes do karaokê, todos queriam cantar muito visto que teriam de apresentar-se no dia da culminância do projeto. Antes do término das atividades, foi disponibilizado o uso do karaokê com músicas escolhidas de acordo com a vontade de cada aluno, assim foi uma verdadeira festa, todos dançavam, cantavam e sorriam.

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As atividades foram encerradas com premiações de chocolates para os grupos vencedores do karaokê. O objetivo desta atividade não é transformar os alunos em grandes cantores ou escritores de poemas, até porque se precisa ter dom para esta arte, mas sim transformá-los em leitores aptos a interpretar e compreender o que o poeta quis transmitir em meio aos versos; melhorar a oralidade, além de propor que os educandos não percam a poesia que nasce neles desde quando as mães cantavam cantigas de ninar para que dormissem e depois quando brincavam de cantigas de roda, adivinhas, trava línguas etc.. 4.7 Dia da Culminância Depois da construção das paródias e de todas as informações passadas aos alunos chegou então o dia 13 de Outubro de 2009, onde passamos então para a despedida do estágio. Como seria maravilhoso se tudo corresse como havíamos planejado, mas problemas não faltaram: o data show não funcionou, a microfone estava com mau contato, os alunos cansados, talvez em decorrência de 03 dias de festas referentes ao dia das crianças e para piorar tinham acabados de fazer uma avaliação de ciências. Todas as estagiárias retornaram seus assuntos anteriores, como forma de apresentar tudo aquilo que havíamos realizados nos 03 dias de atividades anteriores, entretanto, muito pouco funcionou como tinha acontecido anteriormente. Mesmo com todas as dificuldades apresentadas perante a avaliadora, o mais interessante surpreendente e gratificante foi que, ao chegar ao final da aula, nenhum aluno manifestou interesse em sair da sala de aula, todos queriam permanecer dançando, cantando e brincando, tivemos ainda direito à comemoração de resultados e abraços na hora da despedida. 5. Conclusão e Recomendações Analisando o Estágio Supervisionado I, por meio de suas etapas, desde a observação passando pela co-participação até a sua culminância na regência, verificou-se quão complexo e cheio de por menores é a sua consumação, como a parte burocrática dos papéis (documentos), os planejamentos, planos diários, planos de ação, tudo isso se torna um tanto complicado. É como juntar peças de um grande quebra-cabeça que é o estágio em toda a sua estrutura.

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Todas as etapas do Estágio Supervisionado I foram importantes e enriquecedoras, mas nenhuma delas se compara aos momentos mágicos vividos numa sala de aula que, apesar de todas as dificuldades encontradas, iniciadas pelo fato do Projeto “Bom leitor é bom escritor” ter sido elaborado para ser desenvolvido com alunos de 5ª à 8ª série, e termos que adaptá-lo para alunos para alunos de 4ª série em distorção idade-série, desta forma acreditamos que requereu mais envolvimento e companheirismo dos estagiários. Mesmo com todas as dificuldades como encarar frente a frente toda a dialética educacional, os problemas, como mudança da clientela, os atrasos, o cansaço visível na face da maioria dos alunos, foi muito prazerosa a troca de conhecimentos, a atenção que disponibilizaram cada um do seu jeito, para melhor compreensão dos assuntos e dos temas abordados, embora uma pequena parte, ou seja, dois (02) ou três (03) alunos que em alguns momentos precisaram ser chamados a atenção. Pode-se também observar que o retorno foi satisfatório não apenas pelo aprendizado, pelos gestos de aceitação, pelo retorno dado a cada atividade aplicada em sala de aula, via-se que a recíproca era verdadeira. No começo os alunos ficaram meio desconfiados, principalmente porque o professor estava sendo substituído por 06 estagiárias. Iniciado os trabalhos e com o andamento das aulas foram adaptando-se à metodologia aplicada ao longo das aulas. Procurou-se elaborar aulas diferenciadas que despertassem a curiosidade e atenção dos mesmos; percebeu-se também o interesse cada vez maior, a interação com os assuntos abordados e a relação de amizade com os estagiários, explícitos nas palavras de apoio, nos elogios e o carinho demonstrado nesse período. As atividades dadas em sala de aula, as produções textuais solicitadas foram realizadas com êxito por parte dos discentes, criou-se ainda, um laço afetivo muito forte, fato que proporcionou o sucesso no processo de ensino-aprendizagem bem como o reconhecimento do trabalho, empenho e profissionalismo dos estagiários. Os alunos tiveram uma participação bastante efetiva, realizaram todas as atividades, desde a produção da paródia, o sarau literário, e a concretização do projeto foi à participação de todos os alunos na hora do karaokê. Se colocados na balança, percebe-se que foram bastante positivos os resultados obtidos com o Estágio Supervisionado I, principalmente no que tange a motivação dos discentes, o interesse pelas aulas, que foram bastante produtivos, despertaram e saciaram a

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sede dos alunos em busca de tais conhecimentos. A cada dia um momento diferente, acontecimentos que envolviam os alunos e que chamavam a atenção para as aulas, como as palestras com apresentações de vídeos, as leituras compartilhadas, a hora do canto, as produções das paródias, dentre outras ações. Um fator de extrema importância que fora notado ao longo deste período, foi em determinados momentos controlar alguns alunos em conversas paralelas que atrapalhavam o desenvolvimento das aulas, assim nos levou a percepção de que este comportamento é uma constante nas salas de aulas. Dessa forma, sugere-se um trabalho com os professores para que tais fatos não aconteçam que tenham mais firmeza na hora de passar conteúdos e de chamar atenção dos alunos para que não fiquem dispersos a fim de atrapalharem o bom andamento das aulas. Recomenda-se organização da biblioteca com livros dispostos de forma que desperte a curiosidade dos alunos em manuseá-los, que tenha mesas e carteiras suficientes, além de contém um acervo significativo para utilização dos alunos. Também pensamos que o período destinado ao estágio supervisionado é insuficiente em detrimento do longo período de instrução teórica, pois somente ao término do curso é que se faz a ponte com as abordagens acerca da linguagem e conteúdos referentes à prática de ensino. Percebe-se pouco tempo para socialização e sistematização das experiências vivenciadas em sala de aula, dificultando a análise reflexiva destas teorias e seus desdobramentos e, assim, constata-se que o cotidiano de uma sala de aula é uma realidade bastante complexa e que requer, durante a prática docente, enorme esforço e dedicação. Portanto acreditamos que lecionar e aprender são uma constante, uma realidade de estágio, e ao que se parece, de toda carreira docente. Assim, tendo em vista todo o processo até aqui descrito, desde o planejamento até o último momento da execução projeto, consideramos ter atingido todos os objetivos que tivemos inicialmente com o presente estágio, inclusive tendo adquirido grande aprendizado, tanto com os acertos quanto com os erros, como por exemplo, o do planejamento da produção textual, bem como traçados outros objetivos e metas futuras durante o decorrer das aulas desse estágio. Metas tais como a elaboração de um projeto que desenvolvesse escrita e leitura por parte dos alunos de forma lúdica, fazendo assim com que eles saiam da escola sendo proficientes no que concerne ao ato de ler e escrever bem, o que deveria ser requisito primeiro no ato

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educativo, exigência a ser feita a todos os professores e educadores em geral: formar leitores e escritores proficientes, no mínimo, em sua própria língua. Sugerimos aos professores trabalhar músicas, poesias e textos poéticos com seus alunos, pois estes vêm sendo indicados como um dos meios mais eficazes para o desenvolvimento das habilidades de percepção sensorial da criança e do adolescente, do senso estético e de suas competências leitoras e, conseqüentemente, simbólicas. A interação com a poesia é uma das responsáveis pelo desenvolvimento pleno da capacidade lingüística da criança e do adolescente, através do acesso e da familiaridade com a linguagem conotativa, e refinamento da sensibilidade para a compreensão de si própria e do mundo, o que faz deste tipo de linguagem uma ponte imprescindível entre o indivíduo e a vida.

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6. Referenciais ANDRADE, Carlos Drummond de. No meio do caminho. Disponível em http://www.youtube.com.br. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Terceiro e Quarto Ciclos do Ensino Fundamental: Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1998. CARLOS, Roberto. É http://www.youtube.com.br. preciso saber viver. Disponível em:

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7. Anexos

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