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Direito Civil III

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Published by: Simone Souza on Jun 27, 2011
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É a possibilidade dada ao fiador de, até a contestação da lide, indicar bens do devedor livres e desembaraçados,
existentes no município e suficientes para solver o débito, a fim de evitar a execução dos seus próprios bens
(decorre da natureza subsidiária da responsabilidade do fiador), desaparecendo quando o fiador renuncia
expressamente a este benefício ou se obriga como principal pagador e devedor solidário, ou ainda sendo o
afiançado pessoa insolvente ou falida.

Geralmente quando o contrato de locação tem fiança e é elaborado pelo locador, é colocada cláusula através da
qual o fiador renuncia aos benefícios de ordem e de divisão.

Pode haver vários fiadores para um único débito. No caso de pluralidade de fiadores, entende-se que são
solidários, salvo se limitaram a responsabilidade de cada um ou convencionaram a divisão das
responsabilidades. Nesta última hipótese admite-se que aleguem, em juízo, na defesa de seus direitos quanto ao
credor, o benefício de divisão.

Pode haver mais de um fiador e o locador entrar com ação mandando citar somente um deles (apesar de não ter
havido renúncia).

Na relação interna, ou seja, o vínculo existente entre o fiador e o afiançado, admite-se a SUB-ROGAÇÃO do
primeiro nos direitos do credor. O fiador, tendo pago o débito do devedor, sub-roga-se nos direitos do credor
contra o afiançado, podendo obter não somente a devolução do que pagou, como ainda os juros do desembolso
e a indenização em perdas e danos.

A lei diz que ela pode se sub-rogar, para que não haja enriquecimento sem causa. O fiador pode se sub-rogar
porque é um terceiro interessado, e a lei fala que este se sub-roga automaticamente. É diferente do terceiro não
interessado, o qual, para se sub-rogar, precisa que o credor expressamente transfira aquele crédito.

Se o afiançado não paga, o credor pode ajuizar ação de cobrança cumulada com despejo. Ele manda citar o
afiançado e o fiador. O fiador, como garantidor, tem que pagar (senão o credor pode acionar os seus bens ± o
que garante uma dívida é o patrimônio. Se o fiador pagar, ele terá direito de se sub-rogar ± nos próprios autos
ele cobra do afiançado.

Na fiança por tempo ilimitado, admite-se que o fiador possa exonerar-se da fiança em qualquer tempo,
mediante acordo ou sentença, continuando responsável pelo débito existente até a sua exoneração.

A sentença é proferida em ação declaratória de exoneração, não bastando para isentar de responsabilidade o
fiador a simples notificação do credor (art. 835).

Há discussão na jurisprudência. Quando, na hora do contrato, existe cláusula dizendo que "se responsabiliza até
a entrega das chaves".

O contrato é temporário, e não perpétuo. Tem que haver possibilidade de se desobrigar. O fiador não pode ser
obrigado a sê-lo ad eternum.

A morte, por exemplo, extingue a fiança. Mas outro motivo justificável pode ser a idade do fiador, ou uma
viagem. Neste caso, notifica-se o locador dizendo que não se tem mais como se responsabilizar. Se ele não
resilidir (não houver resilição), ou seja, não haver ajuste amigável, pode-se entrar com declaratória de
exoneração. O locador, então, vai notificar o locador para arrumar outro, sob pena de infringir o contrato.

A ação é de despejo por infringência contratual. A ação de despejo pode ser por:

y Falta de pagamento

y Retomar (para uso próprio, para descendente ou para ascendente)

y Infringência contratual

Se a fiança tiver prazo, executa-se o mesmo processo (notificação, etc).

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