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ANÁLISE GERENCIAL DOS CUSTOS EM INDUSTRIA DE REFRIGERANTES

Ivo Beron Martins Filho Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ) Catiucia Ellwanger Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ) Sonia I. Rauber Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ) Valdemir Viera Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ)

Resumo
Neste artigo, procura-se demonstrar a importância da Contabilidade para o processo decisório das empresa. Através deste estudo de caso, realizado em uma indústria de refrigerantes, são apurados os custos de fabricação e após são feitas algumas simulações envolvendo preço de venda e mix de produtos. Um aspecto a ser destacado é que um sistema de controles na empresa facilita muito na apuração dos dados tornando o processo mais ágil. A empresa analisada não possui nenhum tipo de controle, nem de produção e muito menos de custos. Nestas situações, torna-se muito difícil a realização de um estudo mais completo, porém serve de base para outras experiências. O custeamento dos valores dos produtos foi feito pelo sistema de custeio direto/variável, o qual é utilizado para as tomadas de decisão de curto prazo. Pretende-se evidenciar, através de análise do ponto de equilíbrio, que alterações nas quantidades produzidas geram resultados completamente diferentes e que isto deve ser levado em conta na hora de decisões sobre preço de venda e quantidades produzidas. O trabalho levou a concluir que esta empresa, para poder concorrer no mercado de refrigerantes precisa urgentemente implantar alguns sistemas de controle interno. INTRODUÇÃO A análise dos custos de uma indústria, seja ela de pequeno ou de grande porte, gera resultados que podem influir em algumas variáveis, como preço de venda e o mix de produtos. Em uma indústria de refrigerantes, o gerenciamento dos custos é um fator essencial para que se tenha resultados positivos, isto porque a concorrência é muito grande. Além de marcas multinacionais, há ainda muitas outras indústrias de médio porte neste mercado. Para se fazer uma análise gerencial nos custos de uma empresa, necessita-se ter um grande controle em alguns pontos principais, como quantidades produzidas, custo com mãode-obra direta etc. CREPALDI (1998, 111) cita que gastos variáveis são proporcionais ao volume da produção diferente dos gastos fixos que não oscilam em relação ao volume de produção. Neste estudo de caso, a totalidade da mão-de-obra da fábrica foi considerada como custo indireto, pois não foi possível determinar o tempo de produção de cada produto. Portanto, somente os valores de matéria-prima e de embalagem são considerados diretos.

236 GUARANÁ (50%) 11. um químico.573 .470 24. A EMPRESA O trabalho desenvolveu-se em uma indústria de refrigerantes localizada na região do Planalto Médio. >> COZINHA Na cozinha.2 A analise de custos transmite à administração várias informações como por exemplo “as mudanças nos custos das matérias primas devem ser avaliadas. sendo 400 de Guaraná (50%). 120). PRODUÇÃO A empresa não possui registros da produção específica de cada sabor. 1998. Esta empresa fabrica e comercializa somente refrigerantes em embalagem PVC de 2 litros. troca de fornecedores e diferenças na qualidade dos materiais. passando por uma máquina onde é injetado o líquido e logo em seguida outra máquina coloca a tampa. A unidade utilizada pela empresa para gerenciamento é o fardo com 6 unidades de 2 litros. Segundo informações da empresa.618 FEVEREIRO MARÇO 18. há somente um funcionário.020 9. a capacidade de produção é de aproximadamente 31. Inicialmente a substância armazenada no reservatório mistura-se à água e ao gás CO2. A produção ocorre de segunda-feira a sexta-feira. ele é distribuído em seis unidades e então passa por uma máquina onde o fardo é embalado.510 MAIO 17. durante 07 horas por dia. Tabela 01 . PROCESSO PRODUTIVO O processo produtivo da empresa divide-se em duas partes distintas: a “cozinha” onde são feitas as misturas dos sabores e a “embalagem” onde é feito o processo de engarrafamento e embalagem dos fardos.160 fardos em um mês (21 dias úteis). >> EMBALAGEM Esta parte da produção possui três funcionários. laranja e limão.940 9. que faz a mistura. Neste caminhão são carregados 800 fardos. No final da esteira. Daí a substância vai para os reservatórios.180 12. 240 de Laranja (30%) e 160 de Limão (20%). O primeiro coloca os vasilhames em uma esteira que leva-os para a sala de engarrafamento. após divide-a em três tanques. Portanto.146 8. Após isto o terceiro funcionário retira o fardo da esteira e empilha-o. juntando o sabor. o vasilhame (já vem com o rótulo) segue na esteira. outro funcionário cuida do engarrafamento. Para distribuir a produção aos três produtos (Guaraná.” (CREPALDI. Laranja e Limão) o critério utilizado foi o carregamento do caminhão de entregas.090 ABRIL 19.Produção /2002 JANEIRO 23. Nesta sala. Os custos por unidade podem cair em razão de descontos e de mudanças nas condições e nos valores dos fretes dos fornecedores ou podem modificar-se devido á substituição de matérias-primas. Possui três sabores diferentes: guaraná. a capacidade de produção é de 212 fardos por hora.

Na primeira parte cada produto possui uma matéria-prima diferente (sabor).8200 0.71 3.39 2. Gráfico 01 .836 5. decorrência do final do verão.41 3.58 Quant.429 A Tabela 01 mostra a produção dos cinco primeiros meses do ano.971 4.038 44. Vlr. Custo MP do Guaraná Unid Açúcar Ácido Cítrico Extrato Ácido Ascórbico 50 kg kg l kg Benzoato de Sódio kg Corante Caramelo kg Valor 22.3 LARANJA (30%) LIMÃO (20%) 6.Evolução da Produção PRODUÇÃO TOTAL 30000 25000 FARDOS 20000 15000 10000 5000 0 JANEIRO FEVEREIRO MARÇO MESES ABRIL MAIO MATÉRIA-PRIMA Entende-se por matéria-prima todos os materiais utilizados na fabricação de um produto.3613 1.4110 9.53 9. Custo MP do Laranja . Na segunda parte há diferença nos rótulos e na cor do vasilhame.400 1.9335 2.870 0.000 0.25 9.3640 80 Fardos 1 Fardo 59.000 0.647 5.1360 0.804 5.788 7. Nota-se que após o pico de produção em Março a produção vem decrescendo.706 3.682 3.e a segunda na embalagem. A matéria-prima está alocada em duas partes: a primeira na mistura dos sabores cozinha .7392 Tabela 03.254 4.144 3.2462 0. Total 2. Tabela 02.275 0.

9520 105. Vlr. pois esta quantidade representa a capacidade de estocarem de cada reservatório.8200 0.9219 0.4992 3.25 9. Custo Embalagem p/ 80 fardos Unid Tampa Rótulo Vasilhame Plást. .704 3.200 0.65 Quant.7600 80 Fardos 1 Fardo 139.017 0.083 0. Total 27.9020 5.3200 3.39 2.9906 0. Total 80 80 80 2.7761 80 Fardos 1 Fardo 79. Emb.704 8.8354 0.7397 Os valores utilizados nas tabelas referem-se à produção de 80 fardos.8200 0.9990 Tabela 04.9906 0.39 2.58 11.026 0.083 0.2490 0.7761 80 Fardos 1 Fardo 61.192 0.608 0.4885 0.400 0.1760 1.192 0.6985 0. Vlr. Vlr.66 3.000 0.334 0.9107 24.71 2.017 44.051 0.9107 8.58 11.6000 8.4 12.94 45. Total 2.1494 1.1608 0.25 9.6518 1.7729 Tabela 05. fd fd fd Kg Valor 0.000 44.6518 1.41 3.8640 11.4 Unid Açúcar Ácido Cítrico Suco Laranja Extrato Ácido Ascórbico Sorbato EDTA 50kg kg kg l kg kg kg Benzoato de Sódio kg Valor 1.6500 Quant.94 45.71 2. Custo MP do Limão Unid Açúcar Ácido Cítrico Suco Limão Extrato Ácido Ascórbico Sorbato EDTA 50kg kg kg l kg kg kg Benzoato de Sódio kg Valor 22.99 9.6217 0.66 9.65 Quant.

Deste total 48.5126 8616.41 Durante o mês em análise. Férias Func. O custo total com mão-de-obra direta no mês de Maio/ 2002 foi de R$ 1. somandose ao salário contribuições e provisões. Cálculo da MOD Ordenado Prov. Custo Total MP em Maio/2002.80 O salário básico é de R$ 273. Férias p/13º 7.07 90.35 17146 43955. principalmente nos valores dos sabores.35% foi gasto na produção de Guaraná. 273. Para este trabalho considerou-se todos os custos indiretos de fabricação fixos. Produtos GUARANÁ LARANJA LIMÃO SOMA Qtde/mês Valor Unitário MP Valor Total MP 8573 2. 32.61 5144 2. MÃO-DE-OBRA O termo mão-de-obra corresponde aos valores pagos aos funcionários ligados à produção somados aos encargos a esses valores inerentes.80).00 22.41 (quarenta e três mil novecentos e cinqüenta e cinco reais e quarenta e um centavos) com matérias-primas. observa-se que há uma grande diferença nos valores de matéria-prima dos três produtos. Tabela 07. os valores referentes a Mão-de-Obra Indireta não foram disponibilizados.45 3429 2. o custo real com cada funcionário. valor este 62% além do salário.7387 14087.74 Prov.955. Nesta empresa. totaliza R$ 442.74 SUB INSS FGTS TOTAL 326. PRÓ-LABORE .5 Através dos dados obtidos nas tabela 02/03/04. Porém.771.05% para produzir o sabor Laranja e o restante 19. 1/3 Prov.60% para produzir o refrigerante sabor Limão.09 TOTAL 442.80.00. CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO (CIF) Os Custos Indiretos de Fabricação são valores utilizados para fabricar os produtos mas que não podem ser diretamente identificados com nenhuma unidade. foi gasto R$ 43.4789 21251.20 (04 funcionários X R$ 442. A embalagem (tabela 05) apresenta os mesmos valores para qualquer sabor. A empresa analisada possui 04 (quatro) funcionários ligados à produção. Tabela 06.65 26.59 22.

Tabela 08.00 600.00 A empresa paga pró-labore para apenas um sócio.00 12000.67 33.00 1200.035.00 1000.00 de INSS.50 4.00.00 10 25000.00 25 35000.00 400.00 8000. Mês 62.00 50.00 1400.00 25 TOTAL 858.33 12.67 8.00 25 15000. sendo R$ 900.00 20 10 10 20 10 10 10 10 10 10 14000.00 300.00 50.00 25 15000.00 500.00 400.00 3500.00 INSS 135. Pró-Labore.00 600. Pró-Labore Sócio “A” 900.00 800.33 66.00 4000.00 3000.6 O pró-labore representa o valor retirado mensalmente pelos sócios como se fosse o pagamento de um salário.50 25.00 800.00 1000.00 referente a retirada mensal e mais R$ 135.00 150.00 Deprec. Depreciação DEPRECIAÇÃO Máquinas/ Equipamentos Cald Taxo Filt Resf Taxo M BE Compr A Resfr A Xiler Transf Compr AR Rin Mix Engar Tamp Empac 3000. Tabela 09.33 116.00 100.00 1400.00 Valor Vida Útil 15000.00 8000.17 33. o que representa a importância de R$ 1.00 29.33 .33 83.67 100. Ano 750.67 50.00 TOTAL 1.00 10 Deprec.00 350.00 4000.00 116. DEPRECIAÇÃO A depreciação é um custo não desembolsável que serve para que os empresários constituam reservas para a renovação de suas máquinas e equipamentos.17 66.035.

00 5760. Portanto.00. TAXA DE ENERGIA ELÉTRICA A energia elétrica é utilizada tanto na administração quanto na produção. OUTROS CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO Estão classificados como outros Custos Indiretos de Fabricação os produtos utilizados mensalmente na fabricação. TAXA DE TELEFONE Usado exclusivamente pela administração para comercialização e negociação com fornecedores.00./mês 18 18 3600 Vlr. Tabela 10. TAXA DE ÁGUA A água utilizada pela empresa na fabricação do produto provém de poço artesiano. Total 270. Neste mês de Maio/2002 os gastos com manutenção foram de R$ 650. OUTROS CIF Valor Lenha Gás GLP Gás CO2 M Kg 15.6 Und 21. notas etc. No mês de Maio/2002. No mês analisa do estes gastos totalizaram R$ 140. Uma falha na manutenção pode ocasionar prejuízos muitos grandes para a empresa.0 Quant. O valor deste mês é R$ 1.33 (oitocentos e cinqüenta e oito reais e trinta e três centavos).00 .7 Na tabela 09 estão relacionadas 16 máquinas/equipamentos e seus respectivos valores.00. MATERIAL DE EXPEDIENTE São os gastos principalmente da administração com blocos. MANUTENÇÃO Os valores referentes a manutenção são os gastos para manter as máquinas e equipamentos da empresa em condições de funcionamento.00. O valor referente a Maio/2002 foi de R$ 120. recibos. Outros CIF.00. Foi considerada vida útil de 10 anos para as máquinas que não possuem vida útil ou taxa de depreciação informada.0 1. R$ 800. esta valor refere-se somente a gastos com administração.260. O custo total da depreciação mensal é igual a R$ 858.00 378.

5126 0.7387 2. CIF Pró-Labore Depreciação Manutenção Água Energia Telefone Outros CIF TOTAL 1035. embora utilizados diretamente na produção.00).312.5 27.95 6448. .00 A Tabela 11 mostra o total de custos indiretos de fabricação da empresa. Tabela 11.2168 3.55 o fardo.00 120.7479 Custo Total Unitário Custo Total 3.4789 2.90 A Tabela 10 mostra que cada produto possui um custo unitário diferente.95 por mês e o maior custo é representado pelo gás CO2 (R$ 5.04 57.22) enquanto que o refrigerante de laranja é o mais “caro“ para a empresa custando aproximadamente R$ 3.90.3 TOTAL 40.00 800.95 11312.28 Material de Expediente 140.181.95 Estes produtos. são considerados fixos pois foi considerado sua quantidade utilizada no mês. Constata-se que os CIF custam para a empresa R$ 11.280.760.577. Estes custos totalizam R$ 6. O custo total de produção no mês de Maio/2002 representou R$ 57. O guaraná é o produto que tem o custo de fabricação menor (R$ 3.038. Custo Variável Total PRODUTOS MP/und CIF/und GUARANÁ LARANJA LIMÃO 2.2605 27.7379 0.8 Terra Diatomita Und 1.5539 3.448.33 650.00 858.00 6448.038.00 1260.8152 0. independente da produção. CUSTO VARIÁVEL TOTAL Tabela 12.64 11. Total CIF.448.22 18.28 (onze mil trezentos e doze reais e vinte e oito centavos).95). Nesta Tabela é importante notar que os outros CIF somam mais que a metade de todos os custos indiretos (R$ 6.

0.99 5.42 LARANJA 3.48 1. apud WERNKE.5 X 0.5% Tabela 13. . Nesta empresa o markup tem o valor de 0.42 5.5% IPI .13 2. MgCu TOTAL 0.45 0.9 ANÁLISE CUSTO-VOLUME-LUCRO PREÇO DE VENDA A determinação do preço de venda deve levar em conta o custo dos produtos somado a tributos.65% PV) 2. Diferença entre Preço de Venda encontrado e o Preço de Venda praticado Produtos PRODUTOS P. os custos variáveis e as despesas variáveis.65% -18.090 .5935 5. Observe-se que estes valores são para a quantidade produzida no mês de Maio/2002 Tabela 14. CDVT (35.62 4. margem de lucros etc. Cálculo do Preço de Venda a Vista Custo Unitário Mark-Up Preço Total Venda GUARANÁ 3. (Markup) P.74 1.2 X 0. despesas fixas e gerar lucro.80 -1. Com isso.87 Tabela 15.5935 5.5935 e é assim formado: COFINS . Total dos Custos e Despesas Variáveis GUARANÁ LARANJA LIMÃO MP/und Desp.39 2.17% Margem de Lucro . (R$) -0.65 4.5935 5.99 LIMÃO 3.62 -17. (%) GUARANÁ LARANJA LIMÃO 5.3 X 0.Var.23 0. pode-se avaliar o quanto cada venda contribui para pagar os custos fixos.65 4.32% -29.V.069 0.5539 0. o preço de venda calculado para os três produtos também são diferentes.83% DIF.2605 0.3% PIS s/fat.37 -0.” (BERNARDI.65% ICMS .65 4.49 4.10% Despesas c/vendas .52 1.49 Em decorrência de possuírem custos diferentes.245 0.17 MARGEM de CONTRIBUIÇÃO “Diferença entre o valor das vendas.V.49 0.62 4.2168 0. EMPRESA DIF. Margem de Contribuição Média Ponderada GUARANÁ LARANJA LIMÃO % Prod. 1999). para calcular o preço de venda é utilizado o markup.

578.235.251.10 0. 11% 5% 10% 39.842.119.404 Ponto de Equilíbrio CREPALDI (1998.45 R$ 7934.607.471.55 TOTAL 79.13 13.477*4. mês de Maio/2002 DIRETO/VARIÁVEL GUARANÁ LARANJA LIMÃO RECEITA VENDA ( .08 2234.193 X 32.65 13083.3 9.385 X 0.477 X Custo 0. menos que 24.” CF Total MgC.648.2 6.48 0.39) LIMÃO (6.49 0. 123) conceitua Ponro de Equilíbrio como sendo “nível de venda em que não há lucro nem prejuízo. onde os custos totais são iguais às receita totais. DE CONTRIB. Contribuição CDFT Resultado SIMULAÇÕES Tabela 17.98 7.70 136. Após algumas simulações feitas.385 X 0.193*4.48 0.204.45 8.90 14. Média .009. 13083.) DESPESAS C/VENDAS MARGEM CONTRIB.019.22 27.716 X 32.41 DRE (Custeio Variável) Receita Venda (35.872.35) 9% 149.214.385 X 0.404 PE = 32.653.764.) CUSTOS FIXOS LUCRO OPERACIONAL %MG.385*4.62) ref.62) CDV GUARANÁ (16.68 2914.85) o ponto de equilíbrio chega a níveis menores.083.00 1. Preço de Venda a Vista (R$ 4.35 5.064.66 23.087.99 1.99 4.083.08 13.22 66.000 unidades. constatou-se que com um aumento de 5% em seu preço de venda (R$ 4.36 15. .92 42.48 (6.5 16.17) Mg.535.955.52 43.61 14.41 28.62 é válido para pagamento à vista e na compra de no mínimo 100 fardos de refrigerantes. 32.616.00 9% 91% Este preço de venda de R$ 4.083.26 21.385 und Ponto de Equilíbrio em unidades e R$ por produto GUARANÁ LARANJA LIMÃO % Unid. ( .23 0.92 8.239.618. melhorando a situação econômica da empresa.13) LARANJA (9.716*4.) CUSTOS VARIÁVEIS ( .48 13. ou seja.

CONCLUSÃO Apesar de não ter obtido todos os dados necessários. PauloE. Como a política da empresa é ter o mesmo preço de venda para os três produtos. 1998.uma abordagem prática. Custos . BIBLIOGRAFIA CREPALDI. DUTRA. constata-se que a contabilidade de custos pode ser uma ferramenta muito importante nas tomadas de decisões. que deve ser destacado é a participação dos custo da embalagem. pois quanto maior a produção menor será seu ponto de equilíbrio e. São Paulo: Atlas. Para a empresa obter lucro.um enfoque direto e objetivo. Ao final deste estudo. portanto conseguindo a empresa aumentar sua produção. Silvério das. A capacidade de produção ociosa é muito grande. deverá fazer alterações em seu preço de venda e quantidades produzidas. conseqüentemente sua área de lucro. poderia tentar alterar os percentuais de produção e venda de seus produtos. NEVES. São Paulo: Atlas.11 SUGESTÕES Devido a empresa ter grande parte de seus preços de matéria-prima cotados em dólar. 1995. Outro fator importante. Outra sugestão é que a empresa tenha controle mais precisos sobre as quantidades produzidas de cada sabor. Devido a ser um valor significativo. Contabilidade Gerencial: Teoria e Prática. Sílvio Aparecido. Este custo representa 30. Para isto poderia ser feita uma avaliação da viabilidade do negócio..65% de seu faturamento. deveria a empresa manter sempre um bom valor em capital de giro. . Contabilidade de Custos . este trabalho propiciou alguns resultados importantes para um melhor gerenciamento dos custos desta empresa. René Gomes. São Paulo: Frase. propiciando ao administradores realizar simulações de valores futuros. seus custos fixos serão diluídos e seu custo unitário será bastante reduzido. Através deste estudo pode-se constatar que um fator determinante na formação do preço de venda e mesmo no gerenciamento da produção é a carga tributária imposta a empresa.V. evitando eventuais problemas financeiros nas altas do dólar. a empresa poderia cogitar a hipótese de ela própria fabricar a embalagem do produto. VICECONTI. 1995. aumentando a participação dos sabores guaraná e limão em relação ao sabor laranja.

12 WERNKE. . Relatório gerenciais para empresas varejistas com ênfase na margem de contribuição. Rodney. Setembro/Outubro de 1999. Revista Brasileira de Contabilidade nº 119.

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