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Modelo japonês de administração

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Modelo japonês de administração Na transição para o século XXI, o modelo japonês, uma versão sensivelmente melhorada das técnicas

e proposições ocidentais sobre administração, tornouse um modelo universal, e um dos principais pilares que sustentam a competitividade na economia global. O Sistema Toyota de Produção, que vem evoluindo desde os anos 50 do século XX, e é a base do modelo japonês de administração, baseia-se não apenas nos especialistas da qualidade (Shewhart, Deming, Juran), mas principalmente nas técnicas de Henry Ford e Frederick Taylor. Certos elementos do sistema Toyota e modelo japonês de administração são fortemente influenciados por hábitos herdados do período feudal e valores da cultura nacional japonesa, entre eles: combate ao desperdício, trabalho de grupo e consenso no processo decisório. Essas características específicas das empresas japonesas criam um clima de confiança mútua dentro da empresa. Os dois princípios mais importantes do sistema Toyota são: eliminação de desperdícios e fabricação com qualidade, que dependem do comprometimento, envolvimento ou participação dos funcionários. Por isso, a administração participativa, tornou-se o terceiro elemento importante desse sistema. 1º O sistema Toyota aplica três idéias principais para eliminar desperdícios: racionalização da força de trabalho (operários agrupados em equipes dom a missão de trabalhar coletivamente e chefiados por um líder), just in time (o princípio é estabelecer um fluxo contínuo de materiais, sincronizado com a programação do processo produtivo, para minimizar estoques) e produção flexível (consiste em fabricar produtos, em geral, em pequenos lotes, de acordo com as encomendas dos clientes). 2º A fabricação com qualidade tem por objetivo identificar e corrigir defeitos e eliminar suas causas, mas é também uma forma de eliminar desperdícios, porque, quanto menor a quantidade de refugos e retrabalho mais eficiente é o sistema produtivo. Os principais elementos da fabricação de qualidade são: fazer certo da primeira vez; corrigir os erros em suas causas fundamentais e utilizar círculos da qualidade. Os citados círculos de controle de qualidade são grupos de voluntários de um mesmo setor ou área de trabalho, que se reúnem regularmente para estudar e propor a solução de problemas que estejam comprometendo a qualidade e a eficiência dos produtos. O funcionamento dos círculos baseia-se na metodologia criada por Ishikawa: identificar os problemas na qualidade que causam prejuízos, identificar os problemas prioritários e propor soluções e formas de implementá-las. Duas técnicas fazem parte da metodologia: princípio de Pareto e diagrama da espinha de peixe (criado por Ishikawa). A crise econômica do final do século XX provocou a mudança da cultura organizacional no Japão. Precisando manter a competitividade, as empresas japonesas começaram a seguir o caminho de suas concorrentes ocidentais,

2002. Referencia bibliográfica. Capítulo 8 . Antonio César Amaru. Teoria geral da administração: da revolução urbana à revolução digital. descaracterizando uma das premissas mais importantes da base cultural do modelo japonês. Maximiano.abandonando as práticas de emprego seguro e vitalício. São Paulo: Atlas.

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