OAB 2011.

1 - 2ª FASE PENAL
Direito Penal Geovane Moraes Resposta a Acusação 1. Introdução. O presente assunto é um dos mais importantes nas provas da OAB, seja pela grande incidência em questões práticas ou pela vasta quantidade de assuntos que envolve, o que também faz com que ele seja bem explorado em provas discursivas. Iremos abordar primeiramente a resposta a acusação no rito comum ordinário e sumário, mencionando todas as peculiaridades desta peça de defesa. Posteriormente, iremos abordar a resposta a acusação no rito do tribunal do júri de forma isolada, tendo em vista as suas particularidades próprias. 2. Resposta a acusação. 2.1 Resposta a acusação no Rito Comum Ordinário e Sumário. a) Diferenciação dos ritos. Primeiramente temos que saber quando ocorre o rito comum ordinário e o sumário. Nos termos do art. 394, § 1o, I, do CPP o rito comum ordinário ocorrerá quando tiver por
objeto crime cuja sanção máxima cominada for igual ou superior a 4 (quatro) anos de o pena privativa de liberdade. Por sua vez, como bem prevê o art. 394, § 1 , II e III, do CPP, o rito comum sumário ocorrerá quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade e superior a 2 (dois) anos de pena privativa de liberdade.

b) Momento em que ocorre a resposta a acusação. A resposta a acusação é o procedimento a ser adotado após o recebimento da denúncia ou da queixa, onde o acusado deve, no prazo de 10 dias, argüir, se for o caso, matéria preliminar, ou seja, toda e qualquer falha de natureza processual apresentada na peça acusatória, objetivando induzir a uma possível absolvição sumária ou motivar exceções. Além disso, na resposta a acusação o réu deverá alegar tudo o que interesse à sua defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas, qualificando-as e requerendo sua intimação, quando necessário Ou seja, deve-se procurar três elementos para haver a resposta a acusação, ter havido denúncia, esta ter sido recebida e o réu ter sido citado. Vale lembrar que a resposta a acusação é uma peça obrigatória, ou seja, se ela não for feita o processo não anda, havendo nulidade por afronta ao princípio da ampla defesa e do contraditório. A antiga defesa previa era antes um ato meramente formal, mas com as mudanças ocorridas em 2008, mais precisamente coma o advento da Lei 11.719 de 2008, regra geral, a resposta a acusação e a única oportunidade de apresentar TODA a tese de defesa por escrito, pois os memoriais, via de regra, são realizados de forma oral, sendo exceção a apresentação desta última peça por escrito. Tamanha é a importância da resposta a acusação que caso ela não seja apresentada no prazo legal, ou se o acusado, citado, não constituir defensor, o próprio juiz nomeará um defensor para oferecê-la, concedendo-lhe vista dos autos por 10 dias, nos termos do Art. 396A, § 2º, do CPP. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.renatosaraiva.com.br | (81) 3035 0105 1

OAB 2011.1 - 2ª FASE PENAL
Direito Penal Geovane Moraes Caso a resposta a acusação seja feita pela defensoria pública o prazo DOBRA, pois a lei que institui a defensoria publica previu este benefício, nos termos da Lei Complementar n. 80/94, Art. 44, I. O prazo de 10 dias da resposta a acusação inicia-se a partir da citação, valendo salientar que é um prazo contado de forma processual. Quanto aos tipos de citação elas pode se dar da seguinte forma:  Citação por mandado – esta é a REGRA, sendo uma citação realizada de forma pessoal. Em estando o réu preso deve ser realizado por Oficial de Justiça. OBS: Existem três situações em que a citação deve ser pessoal de forma OBRIGATÓRIA: 1ª) Quando o estiver Réu preso. 2ª) Quando se tratar de citação do Ministério Público. 3ª) Quando se tratar de citação da Defensoria Pública. OBS: Caso NÃO seja observada esta formalidade haverá nulidade que será argüida em sede de preliminar na própria resposta a acusação.  Citação por hora certa - a partir de 2008 passou a existir esta modalidade de citação e ela ocorre quando o Oficial de Justiça percebe que o réu está se ocultando para evitar a citação. Neste caso o procedimento a ser seguido é o trazido no Código de Processo Civil, mais precisamente em seus arts. 227 a 229. Este tipo de citação ocorre após a terceira tentativa de citação pessoal em que o oficial percebe que o réu está se ocultando. Após ocorrer esta tentativa ele marcará dia e hora para efetuar a citação, independentemente da realização de nova citação. Se o oficial de justiça perceber novamente que o réu está se ocultando irá dar por citado o réu. Ainda que o réu esteja se ocultando em outra comarca será considerado citado. Caso o Oficial de Justiça faça a citação por hora certa na segunda tentativa, haverá nulidade ABSOLUTA.

RESUMINDO:  Citação por mandado (pessoal) ou por hora certa do acusado  prazo de 10 dias para resposta a acusação; 

Citação por Edital – Ocorre quando o citando encontra-se em local incerto e não sabido. Vale observar o Art. 366 CPP, tendo em vista que se o réu é citado por edital e não comparecer, nem constituir advogado, ficarão SUSPENSOS o processo e o curso do prazo prescricional. Ou seja, NÃO corre mais prazo nenhum. O prazo de 10 dias para a resposta a acusação do réu citado por edital somente vai voltar a correr na hora de o réu ou o advogado constituído aparecerem no cartório onde está o processo. 2

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corresponde ao que está fixado no art. considerando também o lapso de aproximadamente 03 (três) meses decorridos entre o recebimento da denúncia e data de suspensão do processo. III . 155. com o encerramento da suspensão do feito. CITAÇÃO POR EDITAL. inciso III c/c 115. HABEAS CORPUS. na hipótese do art. OBS: A tendência dos tribunais superiores.com. não se operou. observada a pena máxima cominada para a infração penal (Precedentes). Ordem denegada. inciso III c/c 115. a denúncia foi recebida em 02/02/2000 e a suspensão do processo e do prazo prescricional foi determinada em 27/04/2000. neste sentido.renatosaraiva. 366 do CPP. INOCORRÊNCIA. ESTELIONATO. o prazo da suspensão do processo e da prescrição deve ser de 06 (seis) anos. FIXAÇÃO DE PRAZO PARA A SUSPENSÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL. ART. ART.Tendo-se em conta a pena máxima do delito de furto qualificado perpetrado por menor de 21 (vinte e um) anos. PROCESSUAL PENAL.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes RESUMINDO:  citação por edital ficam suspensos o processo e o prazo prescricional (art. 366 DO CPP.br | (81) 3035 0105 3 . 109. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. abre-se o prazo de 10 dias para resposta a acusação. § 4º. haja vista que não ultrapassou o prazo de 06 (seis) anos previsto arts. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. ex vi dos arts. 1. como as decisões do STJ. I .O período máximo de suspensão da fluência do prazo prescricional. ARTIGO 366 DO CPP. Processo HC 69377 / SP HABEAS CORPUS 2006/0239867-3 Relator(a) Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA (1131) Órgão Julgador T6 .QUINTA TURMA Data do Julgamento 15/06/2010 Data da Publicação/Fonte DJe 02/08/2010 Ementa PENAL. 366 do CPP) até o comparecimento pessoal do acusado ou de seu defensor  após este comparecimento. vale mencionar a seguinte decisão da 5ª e 6ª Turma do STJ: Processo HC 159429 / SP HABEAS CORPUS 2010/0005660-6 Relator(a) Ministro FELIX FISCHER (1109) Órgão Julgador T5 .SEXTA TURMA Data do Julgamento 06/08/2009 Data da Publicação/Fonte DJe 31/08/2009 PENAL. SUSPENSÃO DO PROCESSO E DO PRAZO PRESCRICIONAL. NÃO COMPARECIMENTO. 109. PERÍODO MÁXIMO DE DURAÇÃO DA SUSPENSÃO DA FLUÊNCIA DO PRAZO PRESCRICIONAL.1 . INCISO I DO CÓDIGO PENAL. é de considerar que o prazo máximo de interrupção do prazo prescricional seria o da pena máxima abstratamente cominada para o crime.OAB 2011. do Código Penal. Em 26/04/2006. 109 do CP. do Estatuto Repressivo. retomou-se a contagem da prescrição. ACUSADO CITADO POR EDITAL. a qual.In casu. II . HABEAS CORPUS.

a resposta a acusação é a oportunidade que o réu possui de apresentar. Deve-se fazer o levantamento de todas as falhas técnicas. 1. diante do não comparecimento do acusado. não sendo contado da data da devolução do mandado cumprido. por conseguinte. como ocorre no direito processual civil. MEDIDA ADEQUADA.sujeito está em local certo e sabido. citado por edital. na contagem do prazo deve-se excluir o dia de início e incluir o dia de vencimento. fixou o limite temporal para a suspensão do prazo prescricional OBS: A citação pode ainda ser feita por:  Carta Precatória – ocorre quando o sujeito está em local certo e sabido mas em território de outra comarca. fato atípico ou qualquer outro fator que possa motivar exceções ou gerar absolvição sumária.renatosaraiva. TODA a sua matéria de defesa. mas no estrangeiro. crime prescrito.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes LAPSO PRESCRICIONAL PREVISTO EM RELAÇÃO À PENA EM ABSTRATO DO DELITO. deste Código.1 . Vale lembrar que comarca deprecante é a que EXPEDE a carta precatória. o juiz deverá absolver sumariamente o acusado quando verificar: Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. Após o cumprimento do disposto no art. 397. Vale lembrar o conteúdo deste artigo: Art. 2. razão pela qual o candidato deve ter um bom domínio acerca de quais matérias podem ser alegadas nesta peça. o prazo da resposta a acusação começa a correr da data do cumprimento da precatória e não e da devolução da carta precatória. de natureza processual. não comparecer nem constituir advogado. OBS STJ fala que o prazo da resposta a acusação é contado da data da citação. Ordem concedida para cassar o acórdão que deu provimento ao recurso em sentido estrito. Isto posto. que possam existir na peça de acusação. desta forma. c) Conteúdo da resposta a acusação. já a comarca deprecada é a que RECEBE a carta precatória. seguem as matérias que podem ser alegadas na peça referida: 1ª) Argüição de preliminares. ENTENDIMENTO PACÍFICO. 396-A. a decisão de primeiro grau que. nos termos do art. 397 do CPP. A fixação do prazo máximo de suspensão do prazo prescricional no caso em que o paciente. a inépcia da peça acusatória. OBS: O prazo da resposta a acusação é processual.OAB 2011.br | (81) 3035 0105 4 . ORDEM CONCEDIDA. é matéria pacífica no âmbito desta Corte. Como já foi dito anteriormente. 2. restabelecendo-se. por escrito. como a ausência de justa causa. de acordo com a pena em abstrato. e se pauta pelo prazo prescricional máximo previsto para o crime.  Carta Rogatória .com. e parágrafos. falta de interesse processual da ação.

ou IV .2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes I .a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato. Ainda em relação a prescrição. 397.Art. não se deve entrar no mérito propriamente dito da defesa. 107 CP – Causas extintivas de punibilidade. 109 CP – Prescrição.extinta a punibilidade do agente. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. A prescrição da pretensão punitiva é a ANTERIOR ao trânsito em julgado da sentença penal condenatória. Existe uma seqüência a ser seguida para a alegação das preliminares.OAB 2011. pois você alegará em preliminar da resposta a acusação a ocorrência destes institutos. razão pela qual na resposta a acusação NÃO precisa se preocupar com este tipo de prescrição.que o fato narrado evidentemente não constitui crime. OBS: O STJ vem interpretando que o Estatuto do Idoso NÃO alterou o prazo prescricional previsto no Art. deve-se ter cuidado com as hipóteses em que o prazo prescricional são reduzidos a metade. Assim sendo. mas apenas discutir questões formais ou técnicas. etc. perempção. Normalmente em queixa-crime é muito comum haver a existência de uma preliminar desta natureza.1 . 109 do CP em quanto o crime prescreve. salvo inimputabilidade. pois não será o momento oportuno para alegá-la. Na argüição de preliminares.br | (81) 3035 0105 5 .com. somente ocorrerá no caso de já ter ocorrido o trânsito em julgado da sentenca penal condenatória. II . como o perdão.Art.renatosaraiva. III . nos termos do Art. o que ensejará a absolvição sumária do réu. Vale lembrar que existem duas grandes modalidades de prescrição. Deve-se ficar atento para verificar se já houve a prescrição do crime que foi supostamente praticado pelo réu. Como no caso de o réu ser menor de 21 anos a data do crime ou maior de 70 anos de idade na data da sentença. No caso de existir uma causa de extinção da punibilidade não era para sequer ter havido ação penal razão pela qual elas devem ser argüidas preliminarmente. 60 CPP. IV e 109 do CP e que acarreta a absolvição sumária nos termos do Art.a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente. pois a prescrição é outra causa extintiva da punibilidade prevista no Art. nos termos do Art. 107. A prescrição da pretensão executória. do CPP. basta pegar a data do crime e a pena máxima cominada ao delito e olhar no Art. Este é o tipo de prescrição que será alegada na resposta a acusação. a prescrição da pretensão punitiva e a prescrição da pretensão executória. 115 do CP. Ou seja. do CPP. 397. IV. Se o caso for de queixa crime deve-se verificar se houve decadência ou perempção Art. 115. 2 . é importante observar os seguintes artigos na seqüência: 1 . por sua vez. IV. quais sejam. razão pela qual ainda prevalece que o réu deverá ter 70 anos de idade na data da sentença para poder se beneficiar da redução do prazo prescricional.

MOTIVOS DO DELITO (VINGAR-SE DOS POLICIAIS MILITARES QUE EFETUARAM SUA PRISÃO POR DESACATO). de acordo com os autos. na data da sentença. PENA APLICADA: 2 ANOS E 2 MESES DE RECLUSÃO. mas cumprindo a pena alternativa que lhe foi imposta. No caso. 115 DO CPB PELO ESTATUTO DO IDOSO. substituída a pena privativa de liberdade por prestação de serviços à comunidade. isto não alterou o CPB. II da Lei de Execução Penal. No caso dos autos. em razão do reconhecimento de circunstâncias judiciais desfavoráveis. 1º da Lei 10. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. ORDEM DENEGADA HABEAS CORPUS CONCEDIDO DE OFÍCIO. Eventual impossibilidade de seu cumprimento em razão de doença.QUINTA TURMA Data do Julgamento 02/12/2008 Data da Publicação/Fonte DJe 19/12/2008 Ementa PENAL. 1. 117. que prevê a redução do prazo prescricional para o agente com mais de 70 anos na data da prolação da sentença condenatória. Precedentes do STF e STJ. EM REGIME INICIAL ABERTO.OAB 2011. ART. não há redução do prazo da prescricional. PARECER MINISTERIAL PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. deve ser submetida à apreciação do Juiz da VEC competente. 115 do CP. os motivos do crime (vingança dos policiais militares que efetuaram sua prisão por crime anterior de desacato). AGENTE MAIOR DE 60 ANOS NA DATA DO JULGAMENTO DA APELAÇÃO. Processo HC 95029 / MG HABEAS CORPUS 2007/0275988-5 Relator(a) Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA (1128) Órgão Julgador T5 . APLICAÇÃO DO ESTATUTO DO IDOSO. INAPLICABILIDADE. em consonância com o parecer ministerial.com. prevê a redução de metade dos prazos de prescrição quando o criminoso for.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes Processo HC 155437 / RS HABEAS CORPUS 2009/0234952-6 Relator(a) Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO (1133) Órgão Julgador T5 . No entanto. DOSIMETRIA DA PENA. SUBSTITUÍDA POR PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS À COMUNIDADE E MULTA. PRECEDENTES.1 . em seu art. 2. o paciente tinha 63 anos de idade na data da sentença. A prisão domiciliar somente pode ser admitida nos exatos termos do art. Writ denegado. Instância foi o aberto. HABEAS CORPUS. REDUÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS.741/03 não alterou o art. INOCORRÊNCIA DE ALTERAÇÃO DO ART. sendo certo que o paciente não se encontra recolhido à Casa do Albergado. na data da sentença. 3. IMPOSSIBILIDADE DE SUBSTITUIÇÃO DA PENA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS À COMUNIDADE POR PRISÃO DOMICILIAR. O regime inicial de cumprimento de pena fixado em 1a. PRESCRIÇÃO NÃO CONFIGURADA. que. PENA-BASE 2 MESES ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. A Lei 10. DECISÃO FUNDAMENTADA. 115 DO CP. 115. quais sejam. IMPOSSIBILIDADE DE BIS IN IDEM.QUINTA TURMA Data do Julgamento 07/12/2010 Data da Publicação/Fonte DJe 14/02/2011 Ementa HABEAS CORPUS. 4. a fixação da pena-base pouco acima do mínimo legal foi realizada de forma proporcional e suficientemente justificada. maior de 70 anos. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. inexistindo qualquer ilegalidade na espécie. CIRCUNSTÂNCIA DUPLAMENTE CONSIDERADA PARA A CONFIGURAÇÃO DO FATO TÍPICO E DE CAUSA DE AUMENTO DE PENA. Precedentes.br | (81) 3035 0105 6 . WRIT DENEGADO. HOMICÍDIO CULPOSO. O entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que o art.741/03 (Estatuto do Idoso) considera idosa a pessoa a partir de 60 anos de idade. Portanto.renatosaraiva.

121 do Código Penal e. se tiver uma das hipóteses do Art. só que na resposta a acusação e memoriais elas são essenciais. Ordem denegada. 564 CPP – Nulidades – O Art. Ela é uma peça processual a ser usada quando a peça acusatória deveria ter sido rejeitada.234. Habeas corpus concedido. em conseqüência. porém se não for qualquer das hipóteses do Art. Peremptórias – quando buscam o encerramento do processo sem apreciação do mérito. suspeição e suborno. valendo lembrar as seguintes nulidades de suma importância contidas neste artigo: I – incompetência. mas apenas a sua regularização.1 . o juiz acaba recebendo a denuncia ou queixa. A mesma circunstância fática não pode ser considerada para a configuração do fato típico e de circunstância majorante. regra geral.br | (81) 3035 0105 7 . sob pena de configurar bis in idem.com. As principais Exceções são as seguintes:  Suspeição – dilatória  Impedimento – dilatória  Incompetência – dilatória Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. Vale lembrar que o rol das exceções é TAXATIVO. cuja substituição.Art.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes 2. porém mesmo sendo caso de rejeição liminar. 44. 3.renatosaraiva. inicialmente. e não mais de 2 anos. 3 . que a regra é que as matérias das exceções sejam apresentadas de forma apartada e ANTES da resposta a acusação ou SIMULTANEAMENTE a esta. Entretanto. Vamos supor que existia uma falha técnica da ação. 564 CPP lista todas as nulidades. pois houve falha no recebimento da peça acusatória. 95 do CPP. já reconhecida pelas instâncias ordinárias. 95 será cabível a exceção. vem se admitindo a alegação de toda a matéria das exceções na própria resposta a acusação e em sede de preliminar. de ofício. conforme entender o Juízo de 1º grau. de 2010. para excluir da condenação do paciente a majorante prevista no § 4º do art. OBS: Atualmente prazo prescricional mínimo da pretensão punitiva é de 3 anos. em decorrência da alteração legislativa trazida pela Lei nº 12. 95 não caberá exceções. como a peça de Exceções dificilmente será cobra de forma isolada em uma questão prática da OAB. 95 CPP.OAB 2011. deverá se adequar ao disposto no § 2º do art. se o máximo da pena cominada for inferior a 1 (um) ano. Neste caso será cabível a exceção prevista no art. A alegação deste tipo de nulidade está intimamente ligada ao assunto “Exceções” previsto no Art. Vale ressaltar. fixar a pena privativa de liberdade a ele imposta em 1 ano de detenção. Estas Exceções subdividem-se em duas espécies:   Dilatórias – quando não buscam o encerramento do processo. também do Código Penal. mas foi recebida.

Ex.os crimes políticos. iniciada a execução no País. Ex. excluídas as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral. Na hipótese de Incompetência do Juízo muitas vezes nas questões são trazidas as competências da justiça federal. Ex. ele se inicia dentro ou fora do Brasil e deve terminar fora ou dentro do Brasil. 171. Falsificação de moeda é crime sujeito a justiça federal. havendo o aumento de pena de 1/3. 171 do Código Penal.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes  Litispendência – peremptória  Coisa Julgada – peremptória  Ilegitimidade da parte – peremptória a) Suspeição e Impedimento. em que figure como vítima entidade autárquica da Previdência Social. do CP.as infrações penais praticadas em detrimento de bens. 109 CF. Ex. III . parágrafo 3º. serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas. Estelionato previdenciário praticado contra o INSS.Aplica-se ao crime de estelionato. previstos na lei 7170\83. art. a exceção de suspeição ou impedimento pode ser alegada contra os demais serventuários da justiça. Todos os crimes transnacionais são da justiça federal. Crimes contra o sistema financeiro.1 . Neste sentido a Sumula 24 do STJ . em razão disto. pois toda emissão de papel moeda é de competência da justiça federal. o crime começa a execução em um pais e termina em outro. o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro. Juiz e MP ambos casados com parceiros diferentes. a qualificadora do § 3º do Art. ou reciprocamente. Além disso. Tráfico internacional de seres humanos. Ex. mesmo que nada exista entre eles é colocada em suspeição a imparcialidade do julgamento. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. b) Incompetência do Juízo.renatosaraiva.com. II .OAB 2011. ele esta no Art.os crimes previstos em tratado ou convenção internacional. foram pegos em praia tomando uma cerveja juntos. vale lembrar a competência da justiça federal: I .br | (81) 3035 0105 8 . Vale ressaltar que o impedimento também está incluso. quando. A Suspeição ocorre toda vez que a conduta das relações das pessoas envolvidas no processo possam viciar o processo.

2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes IV . Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. como bem prevê o ART. se o tributo for estadual ou municipal a competência será da justiça COMUM. somente neste caso é que a competência será da justiça federal. salvo se tiver interesse coletivo envolvido.br | (81) 3035 0105 9 . em qualquer fase do inquérito ou processo. perante o Superior Tribunal de Justiça.os "habeas-corpus". VI – crimes contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira. nos demais casos. o ProcuradorGeral da República.26 da Lei 7492/86. por expressa disposição do Art.  NA REGRA GERAL os crimes contra a organização do trabalho são de competência da Justiça Estadual.os crimes contra a organização do trabalho. Mas os crimes contra a ordem tributária previstos a partir do Art. 1 a 3º da Lei 8.as causas relativas a direitos humanos (EC 45\2004)  Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos. Logo. X – cumprimento de cartas rogatórias. nos casos previstos na lei 7492\86. sendo a ação penal pública incondicionada intentada pelo MP federal perante a justiça federal.137/1990. 206 do Código Penal.com. IX .  Deve-se levar em consideração apenas navios ou aeronaves de carga e passageiro de grande porte. como o art.os crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro. VII . não é todo e qualquer crime cometido a bordo de navios ou aeronaves que será de competência da justiça federal.renatosaraiva.  Originalmente o feito será intentado na justiça estadual.os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves. 4º são de competência da justiça estadual. ressalvada a competência da Justiça Militar. VIII . V . com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte.OAB 2011. poderá suscitar.  Apenas os crimes que ofendam interesse coletivo da organização do trabalho ou o interesse coletivo e geral dos trabalhadores. em matéria criminal de sua competência ou quando o constrangimento provier de autoridade cujos atos não estejam diretamente sujeitos a outra jurisdição.1 . incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal. capazes de fazer viagens internacionais se necessário. após exame e expedição do STJ.  Nos crimes contra a Ordem Tributária a competência somente será da justiça federal se houver ofensa a competência de tributo da UNIÃO.  Todos os crimes contra o sistema financeiro nacional são de competência da justiça federal.

renatosaraiva. será competente a Justiça Estadual: Súmula 140 do STJ – “Compete a justiça comum estadual processar e julgar crime em que o indígena figure como autor ou vitima”. ainda que o documento seja utilizado em empresa ou instituição privada.com. no exercício de suas funções. II. a competência será da justiça federal.  Tráfico de Drogas – regra geral será a competência da Justiça Estadual.)  No caso de crimes políticos (LSN). quando relacionados com o exercício da função. compete à justiça dos estados o processo e julgamento dos crimes relativos a entorpecentes”.OAB 2011. após homologação do STJ. 91. Súmula 147 STJ: “Compete a justiça federal processar e julgar os crimes praticados contra funcionário publico federal.  Falsificação e uso de documento relativo a autarquia federal – competência será da justiça federal. neste caso a competência será da justiça estadual.  NÃO é todo crime contra indígena que é da competência da justiça federal. a terceira seção deliberou pelo CANCELAMENTO da súmula n. b).  Crimes contra ou praticados por indígenas – regra geral.Compete a justiça federal processar e julgar os crimes praticados contra a fauna. em recurso ordinário (CF. Súmula 91 do STJ foi revogada .br | (81) 3035 0105 10 . ainda que no exercício da função. art. sendo área de proteção ambiental da união. quando.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes XI – aplicação de sentença estrangeira. Súmula 522 do STF – “Salvo ocorrência de tráfico para o exterior. se houver interesse individual de indígena envolvido. 102.  Crimes contra a fauna – a competência dependerá do local em que foi praticado o crime. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. XII – crimes contra comunidades e direitos coletivos dos indígenas. OBS: Cuidado com as cascas de banana !  Justiça Federal – cabe processar e julgar crimes cometidos contra funcionários públicos federais.  Justiça Estadual – na regra geral cabe processar e julgar crimes praticados por funcionários públicos federais. então. apenas os crimes que ofendam interesses coletivos ou difusos dos índios é que são da competência da justiça federal. caso estes crimes sejam da alçada estadual. a competência será da Justiça Federal. Grau de jurisdição será o STF.(Na sessão de 08/11/2000. a competência será da Justiça Federal e o 2º.1 .

o prefeito é julgado pelo Tribunal a que ele tiver o mandato. mesmo que o crime tenha sido cometido fora do município a que ele tem mandato. além disso. OBS Se o crime for cometido contra a CAIXA ECONOMICA FEDERAL a competência será da JUSTIÇA FEDERAL.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes OBS: Competência do Tribunal do Júri:  Compete julgar os crimes dolosos contra a vida. d) Exceção de ilegitimidade da parte. desde que estabelecida na Constituição Federal. 2ª T.  Cuidado com as cascas de banana: A competência por prerrogativa da função. entra-se com exceção de competência pois o crime foi contra funcionário público federal em detrimento das razões que ele exerce e a competência é da Justiça Federal OBS: Cuidado a história do assalto ao Bando do Brasil e o processo esta na Justiça Federal. 2004). pois o Banco do Brasil é SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA e a competência é da JUSTIÇA ESTADUAL.renatosaraiva.com.543/PE.br | (81) 3035 0105 11 . A Exceção de ilegitimidade da parte ocorre quando a ação penal é mal feita. tentados ou consumados. Ellen Gracie. pois era para ter havido rejeição liminar da denúncia em face da Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.OAB 2011. OBS: Prefeito pode ser julgado pelo TJ ou TRF a depender de o crime ser da alçada estadual ou federal. prevalece sobre a competência do júri ( STF. 2º) Não pode argüir exceção de coisa julgada em inquérito policial. Presidente da república em infrações penais comuns tem prerrogativa de foro no STF. se ele vem a matar uma pessoa não será julgado pelo Tribunal do Júri e sim pelo STF. pois este é mero procedimento administrativo. Ex. Rel. HC 83. Sobre a exceção de coisa julgada e importante saber duas coisas: 1ª) Da sentença que decreta a extinção da punibilidade com base em certidão de óbito falsa não caberá exceção de coisa julgada pois a sentença não fará coisa julgada. c) Exceção de coisa julgada.1 . Ex. Prefeito-PE que comete homicídio contra fiscal do ministério do trabalho quando este estava fazendo investigação do crime de redução a condição de escravo. caberá exceção de incompetência.

quando da abordagem do assunto exceção de ilegitimidade da parte. AUSÊNCIA. Logo. ainda que haja união estável. É outra nulidade que poderá ser argüida em sede de preliminar. segundo este Tribunal Superior nos crimes que deixam vestígios é indispensável o exame de corpo de delito. EXAME DE CORPO DE DELITO. Porém. vale lembrar as seguinte decisão da 6ª Turma do STJ.SEXTA TURMA Data do Julgamento 23/02/2010 Data da Publicação/Fonte DJe 22/03/2010 EMENTA RECURSO ESPECIAL. 158 do CPP. no caso especifico do estupro não se deve argüir a nulidade referida. salvo o de estupro. PENAL E PROCESSUAL PENAL. É bastante comum a ocorrência das seguintes nulidades referentes a este ponto: b) Ausência do exame de corpo de delito nos crimes que deixam vestígios. ou o amancebo em paralelo. Neste sentido. OBS: Cuidado com a Jurisprudência do STJ referente ao estupro. mesmo não tendo a parte legitimidade para ingressar com a ação penal publica ou privada. relação homoafetiva. tendo em vista que nos crimes que deixam vestígios o exame de corpo de delito é obrigatório. sendo ela esclarecida no item anterior.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes ilegitimidade da parte.br | (81) 3035 0105 12 . III – por falta das fórmulas ou dos termos seguintes.OAB 2011. ESTUPRO. DENÚNCIA. ou o amancebo e a esposa (ou marido) é separada de fato e entra com ação será cabível a exceção de ilegitimidade da parte. O Tribunal leva em consideração que o exame de corpo de delito no estupro é altamente invasivo e não é razoável obrigar a realização do exame de corpo de delito. II – ilegitimidade da parte.com. se a pessoa já mantém união estável. Deve ser observado o art. relação homoafetiva. sob pena da alegação da nulidade ora mencionada. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. mas a denuncia acabou sendo recebida.1 .renatosaraiva. APLICAÇÃO DO ARTIGO 167 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. pois este pode ser demonstrado de outros meios. REJEIÇÃO. respectivamente: Processo REsp 401028 / MA RECURSO ESPECIAL 2001/0128991-6 Relator(a) Ministro OG FERNANDES (1139) Órgão Julgador T6 . Vale ressaltar que ainda que o sujeito seja casado a regra do CADE será obedecida.

06). No caso acima ou o MP se habilita ou irá haver nulidade.renatosaraiva. ao concluir pela ausência de prova material do estupro. 3. ou seja. normalmente. qual seja a instrução criminal. Quando o juiz recebe este tipo de ação o processo é baixado e deve o MP se habilitar no processo.1 . d) ausência de intervenção do MP nos casos em que for necessário. incursionou em profunda análise da prova e assim antecipou-se. que devem ser alegadas em preliminar. deve haver a intervenção do MP sob pena de nulidade. 4.OAB 2011. em lei. Recurso ao qual se dá provimento.Art.br | (81) 3035 0105 13 . DJ de 13. na simples decisão de recebimento. uma vez inexistente o exame de corpo de delito.Deve-se buscar todo e qualquer outro defeito que levaria a ocorrência rejeição liminar da peça acusatória. em momento sabidamente inoportuno. 167 do Estatuto Repressivo. "A ausência de laudo pericial não tem o condão de afastar os delitos de estupro e atentado violento ao pudor. em sede de ação penal originária. cada uma delas deve ser justificada normativamente. ao julgamento de mérito da lide. nos quais a palavra da vítima tem grande validade como prova. não contam com testemunhas e sequer deixam vestígios" (HC47. A rejeição da denúncia somente tem cabimento em casos em que se verifique de plano a atipicidade da conduta.212⁄MT.3. 2. na maior parte dos casos. se existir uma preliminar de excludente de ilicitude a tese principal de mérito também será a da excludente de ilicitude. no qual é vedada a análise exauriente da prova. esses delitos. conforme previsão do art.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes 1. OBS: Cada preliminar deve estar em um parágrafo. 23 CP. 23 CP – Causas de justificação (excludentes da ilicitude do fato) O art. 4 . Relator Ministro Gilson Dipp. Conforme a jurisprudência desta Corte. indevidamente. 396-A do CPP fala de justificações – nada mais são do que as hipóteses de exclusão de ilicitude do Art. 5 . Se não há crime em decorrencia de uma excludente de ilicitude NÃO era para ter havido sequer processo. Esta hipótese ocorre muito na ação penal privada subsidiaria da pública. 5. e além disso não irá aprofundar as discussões de mérito. por sua própria natureza. O Tribunal a quo. especialmente porque. tal fato não tem o condão de descaracterizar a tipicidade da conduta narrada na exordial acusatória. As Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. Vale ressaltar que. Neste caso o MP poderá aditar a queixa em 3 dias ou oferecer denuncia substitutiva. efetuar um exame aprofundado da prova. sem a necessidade de o magistrado. cuja apreciação deve aguardar momento oportuno. haja vista a possibilidade de ser suprido por depoimentos testemunhais.com. se ele não o fizer no prazo de 3 dias o juiz irá presumir que não há o que ser editado.

há a indicação da falha e no mérito é que serão apresentadas as teses que foram levantadas nas preliminares. havendo nulidade por afronta ao principio da ampla defesa. passando-se imediatamente aos debates orais e à prolação da sentença. previstos no artigo 23 do CP que acarretarão a absolvição sumária nos termos do Art. acareações.  Nos Juizados Especiais Criminais a resposta a acusação é feita oralmente. regra Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. mas com as mudanças ocorridas em 2008. 81 da Lei 9099\95. Estas justificações nada mais são do que a argüição de possíveis excludentes de ilicitude. DICAS MUITO IMPORTANTES:  A resposta a acusação. o que pode prejudicar substancialmente a defesa. recomenda-se fazer o pedido de expedição de intimação. nem substituídas por outras. Art. Aberta a audiência. após o que o Juiz receberá. do crime. 532 do CPP). deve tentar levar a uma absolvição sumária. DICA 2 – Rito ordinário até 8 testemunhas por parte e por acusado (art. como forma de tentar forçar a absolvição sumária. Não se admite arrolamento de testemunhas sem a devida qualificação.com. Ex: caso a defesa entenda que no caso analisado existe um estado de necessidade.OAB 2011. será dada a palavra ao defensor para responder à acusação.  A resposta a acusação e obrigatória.1 . do CPP.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes preliminares são de natureza técnica processual. entre outros). se presente. Rito sumário  até 5 testemunhas por parte e por acusado (art. bem como de produção de provas que a defesa julgue necessário (exame de corpo de delito. 401 do CPP). 397. 4º ) Arrolar testemunhas e qualificá-las Devem ser listadas todas as testemunhas e obrigatoriamente qualificadas. deve argüir já na resposta a acusação. causa de exclusão de ilicitude e conseqüentemente.br | (81) 3035 0105 14 . I. 3º ) Oferecimento de justificações. devendo este pedido ser explicito na peça. as testemunhas não poderão ser conduzidas coercitivamente. busca e apreensões. alvarás e atestados. A antiga defesa prévia era antes um ato meramente formal. havendo recebimento. DICA 1 – O requerimento de intimação das testemunhas não é obrigatório. ou não. 2º) Oferecimento de documentos e requerimento de produção de provas Deve haver uma solicitação formal de juntada de documentos como certidões.renatosaraiva. mediante indicação de todos os elementos de identificação possíveis destas. sempre que possível. a denúncia ou queixa. serão ouvidas a vítima e as testemunhas de acusação e defesa. podendo estas ser arroladas independentemente de intimação. Todavia. Caso não tenham sido intimadas e não compareçam para serem ouvidas. interrogando-se a seguir o acusado. se ela não for feita o processo não anda.

I.I.OAB 2011. tendo elas o prazo de 20 dias para oferecer resposta a acusação. 397 do CPP.O juiz. devendo ser realizada no prazo de 10 dias a contar da citação do acusado ou do momento que este ou seu defensor constituído.com.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes geral. respectivamente nos Arts. o acusado poderá argüir preliminares e alegar tudo que interesse a sua defesa.1 . 406 do CPP . especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas. Art. no prazo de 10 dias. concedendo-lhe vista aos autos. 408 do CPP . via de regra. do Distrito Federal e Territótios e dos Estados.br | (81) 3035 0105 15 . até o máximo de 8 (oito). quando necessário. oferecer documentos e justificações.renatosaraiva. vale lembrar os seguintes artigos que fundamentam a resposta a acusação neste no rito do júri: Art. 44. no prazo de 10 (dez) dias. 89. além das matérias tratadas na resposta a acusação do rito comum ordinário e sumário que poderão ser objeto de pedidos também no rito do tribunal do júri. ordenará a citação do acusado para responder a acusação. nos termos dos arts. a resposta a acusação e a única oportunidade de apresentar a tese de defesa por escrito. qualificando-as e requerendo sua intimação. § 3o Na resposta. Art. tendo em vista que NÃO existe um artigo específico que trate desta hipóteses Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. A resposta a acusação no rito do Tribunal do júri segue a mesma lógica da resposta a acusação no rito ordinário e sumário. na denúncia ou na queixa. por escrito.lá. e a exceção é que ele seja realizado por escrito. do acusado ou de defensor constituído.  Caso a resposta a acusação seja feita pela defensoria pública o prazo DOBRA. até o máximo de 8 (oito). pois a lei Complementar n. 407 do CPP . tendo em vista que. § 1o O prazo previsto no caput deste artigo será contado a partir do efetivo cumprimento do mandado ou do comparecimento. I e 128. quando se pretender tratar do mérito já na resposta a acusação no rito do tribunal do júri. Um ponto de suma importância no rito do Tribunal do Júri diz respeito aos pedidos que poderão ser feitos neste rito. em casos de citação inválida ou feita por edital. o pedido poderá ser de: 1ª) ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA Neste caso utiliza-se por analogias as hipóteses de absolvição sumária constantes no Art. 2. comparecer em juízo. § 2o A acusação deverá arrolar testemunhas. concedendo-lhe vista dos autos. em juízo. Neste sentido. pois os memoriais. 95 a 112 deste Código.As exceções serão processadas em apartado. no caso de citação inválida ou por edital.Não apresentada a resposta no prazo legal. 80/94 previu este beneficio para a defensoria pública da União. o juiz nomeará defensor para oferecê-la em até 10 (dez) dias. o juiz nomeará defensor para oferece . ao receber a denúncia ou a queixa. é realizado de forma oral. Não sendo procedida esta resposta.2 Rito do Tribunal do Júri.

Porém se aparecer fato novo pode haver o prosseguimento do processo. 419 do CPP. Lembrese que a competência é da função. Ocorrerá a desclassificação no caso de não ser hipótese de julgamento pelo Tribunal do Júri. Vale lembrar o teor do Art. da existência de crime diverso dos referidos no § 1o do art. objetivando a decretação da absolvição sumária. inclusive a do Tribunal do Júri. Há relações que exigem hierarquia. 419 do CPP . atualmente muitos doutrinadores defendem a tese de que a defesa deve adentrar. no mérito da questão. fundamentadamente. Vale transcrever o teor do Art.Não se convencendo da materialidade do fato ou da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação. poderá ser formulada nova denúncia ou queixa se houver prova nova. Enquanto não ocorrer a extinção da punibilidade. As prerrogativas de função servem para preservar as hierarquias da federação brasileira. neste caso será julgado perante o STF e não perante o tribunal do júri. o juiz. impronunciará o acusado. no rito do júri.Quando o juiz se convencer. Ou seja. 414 do CPP. 414 do CPP . à disposição deste ficará o acusado preso. Parágrafo único. por mais especializadas que sejam. 414 do CPP. 419 do CPP: Art. em alguns casos. Art. A impronúncia ocorre quando não há certeza quanto a prova da materialidade e os indícios suficientes de autoria. sob pena de haver uma desordem no Estado Democrático de direito dentro da Federação Brasileira deve ser preservada a hierarquia. Remetidos os autos do processo a outro juiz. Deputado Federal comete crime doloso contra a vida.br | (81) 3035 0105 16 . Parágrafo único. sendo chamada de sentença interlocutória própria e o processo fica em suspenso em face da ausência dos mencionados requisitos. embora não exista previsão em lei a manifestação da absolvição sumária. Ela é uma sentença que não resolve mérito. Ex.renatosaraiva. A competência por prerrogativa da função PRESUME que o sujeito esteja no exercício da função. 2ª) IMPRONÚNCIA Será utilizada nas hipóteses do art. caso ele perca a função PERDERÁ o foro privilegiado. inclusive a do Tribunal do Júri. 3ª) DESCLASSIFICAÇÃO Será utilizada nas hipóteses do art. ou seja.1 . em discordância com a acusação.OAB 2011. no caso de não ser crime doloso contra a vida tentado ou consumado. OBS: A competência por prerrogativa de função se sobrepõe a qualquer outra desde que prevista na Constituição Federal. 74 deste Código e não for competente para o julgamento. já na resposta à acusação. caso o sujeito deixe de exercê-la ele perde a prerrogativa. Quanto a este tema pode-se fazer o seguinte resumo:  Competência por prerrogativa da função prevista na CF – irá se sobrepor a todas as demais. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes de absolvição no rito do tribunal do júri. Existem certas funções e atividades que precisam ser preservadas e uma das formas de preservar estas funções é estabelecer foro por prerrogativa de função. remeterá os autos ao juiz que o seja.com.

sendo uma EXCEÇÃO. mas neste caso NÃO se estenderá o foro privilegiado para os demais sujeitos que não tenham competência por prerrogativa da função e tenham cometido crime de competência do Tribunal do Júri. Senador se junta com particular para praticar crime. Além disso. no caso do rito da Lei de drogas e no Rito dos crimes afiançáveis praticados por funcionário público. conforme o Art. sendo julgado onde ele é prefeito. ela NÃO é prestada em TODOS os crimes praticados por funcionário público. DICA ! Quanto ao nome da peça processual existe a seguinte diferenciação: Resposta a Acusação = é o nome da peça no Rito comum ordinário. Por fim.com. Houve homicídio qualificado pelo emprego de fogo. Ex. Ela ocorre com o processo penal já em curso. NÃO é considerada obrigatória e tem como objetivo que a ação penal NÃO comece. ela ocorre APENAS em duas hipóteses. fique ligado no seguinte detalhe: se for oferecida a defesa preliminar. Defesa Preliminar = é o nome da peça no Rito dos crimes afiançáveis praticados por funcionário público ou crimes da lei de drogas.1 . SOMENTE os crimes AFIANÇÁVEIS praticados por funcionário público é que ela poderá ocorrer (dois crimes funcionais NÃO são afiançáveis – excesso de exação e facilitação de contrabando e do descaminho. este começa com o RECEBIMENTO da peça acusatória. Lei 9099 95 e não caberia a resposta a acusação escrita. EX. Entretanto. neste caso há a extensão da competência por prerrogativa da função ao particular. rito comum sumário e no rito do tribunal do júri. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. A defesa preliminar é feita ANTES do recebimento da peça acusatória. 514 do CPP. Prefeito se junta com particular para matar outra pessoa. neste caso o particular será julgado pelo Tribunal do Júri. Ela é considerada obrigatória e caso NÃO seja apresentada deverá ser nomeado um defensor público. pois. Ou seja. não sendo cabível a defesa preliminar). 81. O prefeito goza de competência por prerrogativa de função. sendo de natureza PRÉ-PROCESSUAL.renatosaraiva. Ela é considerada de natureza PROCESSUAL e tem como objetivo promover a absolvição sumária do réu. Competência por prerrogativa da função x crime do Tribunal do Júri praticado em concurso por quem NÃO tem prerrogativa de função – a competência por prerrogativa da função se sobrepõe a competencia do Tribunal do júri. ela ocorre após o inicio do processo.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes Na regra GERAL a competência por prerrogativa da função irá atrair os coautores e participes que NÃO gozem desta competência.br | (81) 3035 0105 17 . OBS: No rito Sumaríssimo – Juizados Especiais – a resposta a acusação deve ser verbal. conforme o Art. mas o juiz vier a receber a denúncia haverá neste caso a oportunidade para oferecimento de resposta a acusação. tendo competência no TJ a qual estiver cumprindo mandato.OAB 2011.

também de 4 ou 3 dedos.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes 3. EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE _______________________ ( Regra Geral) EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA ____ VARA CRIMINAL DA SECÇÃO JUDICIÁRIA DE _______________________(Crimes da Competência da Justiça Federal) EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____ VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI DA COMARCA DE________________________ (Regra geral) EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA ____ VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI DA SECÇÃO JUDICIÁRIA DE _______________________(Crimes da Competência da Justiça Federal) Porém. (Pula-se uma linha) 1. Endereçamento. conforme procuração em anexo. Qualificação. Dos Fatos Deve-se escrever colado na margem (daqui para frente sem saltar linha) Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.br | (81) 3035 0105 18 . pois ela será de forma mais resumida. uma vez que se foi indicado o processo e pode-se fazer referencia as folhas do processo. (Fazer parágrafo – regra dos dois dedos) Nome.com. apresentar com fundamento nos artigos 396 e 396–A (OU Art. Para começar o parágrafo coloque sempre dois dedos.renatosaraiva. já qualificado nos autos do processo às folhas ( ) _____________. Estrutura da resposta a acusação. Este dado já facilitará a qualificação. muito respeitosamente a presença de Vossa Excelência. por seu advogado e bastante procurador que a esta subscreve.1 .OAB 2011. vem. se a comarca for a CAPITAL do Estado coloque: EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE _______________________ CAPITAL DO ESTADO DE__________________ Processo número: Coloque 4 dedos ou 3 dedos de espaçamento. desde que quando for colocar o rol de testemunhas colocar o mesmo espaçamento. 406 CPP – No caso de Tribunal do Júri) do Código de Processo Penal (não colocar abreviatura) apresentar a sua (sem saltar linhas) RESPOSTA A ACUSAÇÃO pelos motivos de fato e de direito a seguir aduzidos.

esta é uma indicação inicial de um erro. Toda vez que falar de uma preliminar deve-se falar no mérito sobre ela em um parágrafo. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. como no caso da preliminar de exclusão da ilicitude. devendo demonstrar conhecimento. devendo mencionar o fundamento legal. Abra os artigos na seguinte seqüência: 1º) Art.br | (81) 3035 0105 19 . ou conforme o entendimento dos tribunais superiores. Os períodos devem ser sempre curtos. Das Preliminares Buscam-se falhas. Deve-se mencionar de forma geral. Deve-se fazer uma síntese.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes O candidato deve externar os fatos de forma sucinta. 107 CP – Causas extintivas de punibilidade. 3.1 . Não copie igual os fatos. por exemplo. 564 CPP – Nulidades 4º) Art. as preliminares são apenas mencionadas. ou segundo o entendimento da doutrina dominante. 2. tendo em vista que é melhor primeiro mencionar os fatos para depois se argüir eventuais defeitos decorrentes dos fatos. segundo a melhor doutrina. umas 15. no mérito e que se poderá aprofundar alguma tese das preliminares. Deve-se discorrer sobre os institutos demonstrando os requisitos do instituto. 5 ou 6 linhas. 2º) Art. Se nas preliminares citou-se o instituto jurídico. 23 CP Causas de exclusão de ilicitude. NÃO se deve entra no MERITO. de um equivoco existente no processo. 109 CP – Prescrição 3º) Art. Do Mérito Deve-se alegar o que mais salta aos olhos. ex legitima defesa.renatosaraiva. OBS Com já foi dito. deve discorrer sobre os requisitos da legitima defesa.com. Nas alegações da preliminares basta fazer um parágrafo apontando a preliminar. 5º) Deve-se buscar todo e qualquer outro defeito que levaria a ocorrência rejeição liminar da peça acusatória. se a questão deu 20 linhas para os fato deve-se usar menos linhas. DICA – indique as preliminares na seqüência a seguir abaixo: Como já foi explicado existe uma seqüência a ser seguida. Recomenda-se primeiro narrar os fatos e depois argüir as preliminares no próximo ponto. Ela é uma indicação de ordem técnica. defeitos que possam inviabilizar a defesa. trazer os fatos de forma resumida.OAB 2011.

. OBS: Ao elaborar sua tese de defesa tente sempre demonstrar a necessidade de absolvição sumária do réu. 22 do CP. (Fazer parágrafo – regra dos dois dedos) Diante de todo exposto. nos termos do Art. 397 do CPP: Art. simples e que todos conhecem. de 2008). (Incluído pela Lei nº 11.com.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes Não se deve discorrer sobre temas controversos.a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente. requer-se a Vossa Excelência que decrete a Absolvição Sumária do acusado. comentando-as de forma mais resumida do que a tese principal.1 . DICA ! Sempre quando for discutir o mérito deve-se discorrer sobre o instituto de direito penal já demonstrando que em cada elemento do instituto há o enquadramento deste no caso concreto. II .O caso foi de isenção de pena do cliente em decorrência da exclusão da culpabilidade. Estrito cumprimento manifestamente ilegal. o juiz deverá absolver sumariamente o acusado quando verificar: (Redação dada pela Lei nº 11. deve-se falar o que todo mundo sabe. de superior hierárquico a ordem não Ex. 397 do CPP) como medida de preservação da mais lídima justiça. Vale transcrever o Art. 4. Deve-se explorar bem a tese principal. juntando nesta oportunidade o rol de testemunhas abaixo arroladas e identificadas. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.OAB 2011. I . Entretanto vale ressaltar que no mérito também se deve mencionar as preliminares que já foram suscitadas. Após o cumprimento do disposto no art. e parágrafos.br | (81) 3035 0105 20 .719. no máximo de 5 ou 6 linhas.719. Use ideias fáceis. 397. de 2008).renatosaraiva. salvo inimputabilidade. Ex. deste Código. 397 do Código de Processo Penal .indicar o inciso correspondente ( Rito do Júri – peça também a absolvição sumária.a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato. Ex. 396-A. Faça períodos sempre curtos. mencionando também o Art. Inexigibilidade de conduta diversa. Sujeito estava submetido a coação moral irresistível Art. Dos Pedidos  Pedido Principal = Absolvição Sumária.

Esta absolvição sumária ocorre após o recebimento da denúncia e antes da instrução probatória. neste caso o sujeito é “louco” nos termos do Art. como não existe artigo de lei que fundamente a absolvição sumaria no Rito do Júri para a resposta a acusação. no caso de não ser acolhida a tese de absolvição sumária. mas os institutos jurídicos são distintos. ou Ex. 26 do CP. Ex. 415 ocorre no FINAL DA INTRUCAO PROBATORIA e é alegada nos MEMORIAIS. OBS: Salvo a hipótese de inimputabilidade. Por conta disso. Neste caso NÃO se pode fundamentar a inimputabilidade no pedido de absolvição sumária. O Código de Processo Penal não prevê a resposta a acusação com pedido de absolvição sumaria para o rito do Tribunal do Júri. 397 CPP – é para os crimes do Rito Ordinário. e INDIQUE por ANALOGIA o ARTIGO 397 do CPP. 397 do CPP.   Pedido Subsidiário (Fazer parágrafo – regra dos dois dedos) Apenas por cautela. requer que seja decretada a anulação do recebimento da peca acusatória em razão da visível nulidade(alegar a nulidade ou outra tese subsidiária) com a conseqüente extinção do processo. Não se deve confundir a absolvição sumaria da resposta a acusação com a absolvição sumária do Art. pois a absolvição sumária do Art. pois ele é doente mental.br | (81) 3035 0105 21 . IV . pois a absolvição sumaria do ART. 415 CPP. deve-se alegar por analogia o Art. DICAS !   O pedido de absolvição sumaria do réu é um pedido obrigatório. 415 CPP é um instituto completamente diferente do Art. devendo receber medida de segurança.renatosaraiva. Absolvição Sumaria do rito do tribunal do júri . Absolvição Sumaria do Art.extinta a punibilidade do agente. 397 CPP. Pessoa é acusada de invadir o próprio domicilio. se for nulidade pede-se a anulação do recebimento da peca acusatória Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. A absolvição sumaria na resposta a acusação do júri não esta prevista em artigo especifico. III .se a resposta a acusação for no rito do tribunal do júri peça apenas a absolvição sumária.com. este artigo fala de absolvição sumária. o sujeito era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de comportar-se de acordo com este entendimento. o nome é o mesmo. Contaram a historia de algum que cometeu crime de dano contra o próprio patrimônio Ex.1 .que o fato narrado evidentemente não constitui crime.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes OBS: A coação física irresistível elimina a tipicidade pois interfere na conduta do agente. Aponta a arma na cabeça do sujeito e pede para assinar cheque. Ex.OAB 2011.

(no canto da página) Pede deferimento. 4. César. brasileiro. Pedro não conhecia as práticas maliciosas de seu amigo César. tendo esta vara um grande volume de processos. data (Centralizado) Advogado. ( Não colocar nome.com. Rol de testemunhas. No final dos pedidos deve-se fazer parágrafo pedido o arrolamento e intimação das testemunhas ao final arroladas. ambos com residência e domicílio na Comarca X – Estado Z. oficial de justiça do TRF. Caso Prático resolvido. brasileiro. pede deferimento em diante. Atualmente. e Pedro. pedindo apenas para datar no ultimo dia do protocolo. casado.1 . Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes Arrolamento e intimação das testemunhas. trabalham a mais de 10 anos no referido tribunal e sempre foram muito amigos.OAB 2011. Apesar de serem muito amigos. vá para o meio da pagina e coloque Comarca. endereço. houve uma denúncia anônima informando que haveria a prática do crime de corrupção passiva por funcionários da referida Seção. ambos trabalham na Vara da Justiça Federal da Comarca X e são responsáveis pelo andamento de vários processos. analista processual do TRF com 45 anos. solteiro. o que encadeou uma investigação pela Polícia Federal para verificar a procedência da informação. Em virtude da lentidão do andamento processual que ocorria na Seção Federal de X. somente colocar do jeito apresentado) 123OBS: DICA – Para evitar que o corretor não vire para outra página o ideal é que se termine na mesma página nestes termos.br | (81) 3035 0105 22 . com 42 anos de idade. Após terminar os pedidos pula 1 linha e coloca Nestes termos. OAB OBS: A FGV poderá pedir para contar o prazo processual e neste caso desconsiderará o dia da semana. ( em outra linha sem saltar) Após salte 2 ou três linhas. deixando de praticar atos de ofício inerentes as suas funções. Este espaço e o mesmo do inicio. Este sempre recebeu vantagens pecuniárias para retardar o andamento de alguns processos. Não esqueça de pedir intimação.renatosaraiva.

no dia 09/09/2010. tendo confirmado esta versão em seu depoimento constante do inquérito policial.br | (81) 3035 0105 23 . informando ao causídico que nunca teve conhecimento dos crimes praticados pelo seu amigo César. pois apesar de trabalharem na mesma Vara Federal. redija. inclua a fundamentação legal e jurídica. a peça processual.000. juntamente com o réu César. A denúncia teve como base um inquérito policial realizado pela polícia federal. Pedro.00 reais para deixarem de efetuar a penhora de bens da Construtora Y S/A. tendo a citação sido efetivada em 15/09/2010. EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA____ VARA CRIMINAL DA SECÇÃO JUDICIÁRIA DA COMARCA X ESTADO Z Processo número: Pedro. Em face da situação hipotética apresentada. 317.000.1 . por seu advogado e bastante procurador que a esta subscreve. contratou um advogado para realizar a sua defesa.com. situada no Estado Z. imputando a ambos a prática do crime previsto no Art. explore as teses defensivas e date o documento no último dia do prazo para protocolo.OAB 2011. pela suposta prática do crime de corrupção passiva previsto no Art. recebido para si a importância de R$ 2. pois suspeitou de alguma participação. por meio de uma denuncia anônima. o promotor de justiça resolveu denunciar ambos. O juiz federal da Vara Criminal da comarca X recebeu a denúncia e determinou a citação dos réus para se defenderem no prazo legal. 317. o recebimento da importância de R$ 2. § 1º do Código Penal. O réu Pedro foi denunciado. pertinente à defesa de seu cliente. bem como houve a quebra do sigilo bancário da conta de César que comprovou o depósito do valor mencionado na conta corrente deste. que não foi identificado. existia uma interceptação telefônica. já qualificado nos autos do processo às folhas ( ). na qualidade de advogado(a) constituído(a) pelo acusado Pedro. privativa de advogado.000. conforme procuração em anexo.00 reais para deixarem de efetuar a penhora de bens da Construtora Y S/A. vem. Além disso. entretanto como os dois denunciados trabalhavam na mesma vara e eram amigos.00 reais para deixar de efetuar a penhora dos bens da empresa. que. sempre exerceu de forma exemplar o seu trabalho. recebido para si a importância de R$ 2. não crie fatos novos. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. autorizada judicialmente. do Código Penal.renatosaraiva. Dos Fatos. muito respeitosamente a presença de Vossa Excelência. § 1º. em nenhum momento do inquérito policial existiam indícios de que Pedro teria cometido algum crime. o que efetivamente ocorreu.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes O promotor competente recebeu o inquérito policial e após a sua apreciação denunciou César e Pedro. 1. no dia 09/09/2010. por terem. Em seu texto. Vale salientar que no inquérito policial. porque teriam. desesperado com a situação a que estava passando. onde este acertou com um funcionário da Construtora Y S/A. apresentar com fundamento nos artigos 396 e 396–A do Código de Processo apresentar a sua: RESPOSTA A ACUSAÇÃO pelos motivos de fato e de direito a seguir aduzidos. nunca tendo recebido qualquer tipo de vantagem indevida. do celular de César. foi investigar a razão da lentidão de alguns processos da Vara Federal da comarca X.

Além disso. pelo simples fato de os réus trabalharem na mesma vara e serem amigos. No caso em comento. 2. do celular do réu César. o que existe é tão somente a prova da quebra do sigilo bancário da conta do réu César. conforme se depreende da simples leitura do inquérito policial.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes No inquérito policial foi realizada uma interceptação telefônica. devendo haver a concomitância destes dois requisitos para que se possa falar em justa causa.1 . entretanto não existem provas cabais de que o réu Pedro tenha cometido o crime de corrupção passiva. Além disso. tendo em vista que não foi provado. não existem indícios de que o réu Pedro tenha participado do crime de corrupção passiva previsto no Art. cumpre elucidar ao douto julgador a visível e patente falta de justa causa para o exercício da ação penal contra o réu Pedro. o que por si só já seria suficiente para descaracterizar a falta de justa causa para o exercício da ação penal. o recebimento da importância de R$ 2. a importância de R$ 2.OAB 2011. afora o fato de não existirem os indícios suficientes de autoria.renatosaraiva. cumpre esclarecer que a falta de justa causa para o exercício da ação penal caracteriza-se pela ausência de indícios suficientes de autoria ou da prova da materialidade do fato.com. 3. o réu Pedro informou que nunca teve conhecimento dos crimes praticados pelo seu amigo César.br | (81) 3035 0105 24 . 317. muito menos prova da materialidade do crime. aliás. o que existe é tão somente uma interceptação telefônica do celular do réu César que demonstra a autoria única e exclusiva deste em relação ao referido crime. Ensina a doutrina que a prova da materialidade do fato caracteriza-se pela certeza de que o fato existiu. o promotor de justiça. mesmo não existindo indícios suficientes da participação do réu Pedro no crime de corrupção passiva de autoria exclusiva do réu César. em nenhum momento. § 1º. pois o dinheiro do crime estava exclusivamente na conta do réu César.00 reais para deixar de efetuar a penhora dos bens da referida empresa. mesmo verificando a falta de participação do réu Pedro no cometimento da corrupção passiva cometida pelo réu César.000. sempre exerceu de forma exemplar o seu trabalho. Ensina a melhor doutrina que para que sejam configurados os indícios suficientes de autoria do crime devem existir indicativos de que o réu tenha efetivamente participado da empreitada criminosa. que o referido réu teria recebido para si. o que efetivamente ocorreu. que não foi identificado. Do Mérito Inicialmente. do Código de Processo Penal. o que já deveria ter acarretado a rejeição liminar da denúncia em relação ao referido réu. 395. onde restou comprovado que este acertou com um funcionário da Construtora Y S/A. nunca tendo recebido qualquer tipo de vantagem indevida. nos moldes do Art. III. resolveu também denunciar Pedro. o que representa um grande equívoco. o que denota uma patente ausência de justa causa para a propositura da ação penal.00 reais para deixar de efetuar a penhora de bens da Construtora Y S/A. em virtude da falta de indícios suficientes de autoria e de materialidade do fato. o que em momento nenhum do presente processo foi demonstrado. Em seu depoimento perante a autoridade policial. demonstrando que este recebeu todo o dinheiro do Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. também não estão presentes a prova da materialidade do crime em relação ao réu Pedro. o promotor de justiça. imputou a prática deste crime a Pedro pelo simples fato deste ser amigo de César e trabalhar na mesma vara. Aliás. como será esclarecido a seguir. Além disso. pois apesar de trabalharem na mesma Vara Federal. Das Preliminares Preliminarmente. do Código Penal. autorizada judicialmente. bem como houve a quebra do sigilo bancário da conta de César que comprovou o depósito do valor mencionado na conta corrente deste.000.

4. requer. Desta forma. requer que seja decretada a anulação do recebimento da peça acusatória em razão da visível ausência de justa causa para o exercício da ação penal. pleiteia-se a decretação da absolvição sumária do réu. Bairro de Boa Viagem. com a conseqüente extinção do processo. 397. 397 CPP. em razão de sua falta de participação e da ausência de materialidade do crime. Agostinho.renatosaraiva. na cidade de Recife-PE. empresário. 25/09/2010 Advogado. III. comarca do Estado Z. do Código de Processo Penal.OAB 2011. foi denunciado pelo Ministério Público Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. que sejam intimadas e inquiridas as testemunhas ao final arroladas.1 . OAB Rol de testemunhas: 123- 5. residente e domiciliado a Rua Frei Caneca. Pede deferimento. de 30 anos de idade. desde logo. do Código de Processo Penal. não existindo o cometimento de qualquer crime por parte de Pedro em face da sua falta de participação na empreitada criminosa e da ausência de materialidade do crime. 395.com. como bem esclarece o Art.br | (81) 3035 0105 25 . Por fim. os fatos narrados no inquérito policial em relação ao réu Pedro evidentemente não constituem crime. nos termos do Art. por não existir a prática de qualquer crime por parte do réu Pedro. Nestes termos. o que não se espera. não havendo nenhuma prova de que o réu Pedro tenha recebido qualquer forma de vantagem indevida para deixar de praticar ato de ofício.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes crime sozinho. do Código de Processo Penal. Dos Pedidos Ante o exposto. III. Caso prático proposto. nos moldes do Art. no caso de não ser acolhida a tese de absolvição sumária. Apenas por cautela. III. X.

no dia 5.  Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. redija. não crie fatos novos. restando apenas um colete salva-vidas. Em face da situação hipotética apresentada. senão bater em Soares. na cidade do Recife-PE. começou a afundar. estudante. Pedido – absolvição sumária com base em existência manifesta de causa de exclusão da ilicitude de estado de necessidade mencionando o Art. na qualidade de advogado(a) constituído(a) pelo acusado Agostinho. quando então o navio de Agostinho. No Mérito falar dos requisitos do estado de necessidade.   Endereçamento – Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Recife Capital do Estado de Pernambuco.br | (81) 3035 0105 26 . Art 23. conforme laudo tanatoscópico constante do inquérito policial. com animus necandi. que ficou desacordado e morreu afogado.2ª FASE PENAL Direito Penal Geovane Moraes como incurso nas penas previstas no art. causandolhe a morte. O juiz recebeu a denúncia e determinou a citação do réu para se defender no prazo legal. tendo sido a citação efetivada em 15/04/2010. em alto mar. 397 do CPP.renatosaraiva. Tese – Preliminarmente falar que no caso concreto há a ocorrência do estado de necessidade. a peça processual. inclua a fundamentação legal e jurídica. Agostinho informou ao advogado que no dia do ocorrido estava ele e seu amigo Soares velejando em alto-mar. pertinente à defesa de seu cliente. por volta das 21h00. tudo conforme o seu depoimento prestado na delegacia. afogou Soares.com. explore as teses defensivas e date o documento no último dia do prazo para protocolo. Agostinho procurou a ajuda de um profissional para que ele o defendesse. I e 24. de 20 anos de idade. mesmo sendo de grande porte. Agostinho. demonstrando os seus elementos que estão no caso concreto. 121 do Código Penal por crime praticado contra Soares. Soares se desesperou e começou a bater em Agostinho.OAB 2011. foi quando então não restou outra alternativa a Agostinho. estando eles ainda no navio em deriva. privativa de advogado. Em seu texto.1 . Consta da denúncia que no mês de abril de 2010.

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