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material educativo

patrocínio master patrocínio apoio promoção

apoio educacional

parceria institucional

Ministério das
Relações Exteriores
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realização
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20 E
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www.bienaldecuritiba.com.br

Ol á, pro fe sso r a e p ro f e sso r .


Aqui estão algumas das ideias contidas no material que você está recebendo. Convergimos, divergimos, criticamos e é tempo de sintetizar. Para isso, elaboramos
questões que, após o amadurecimento das opiniões e dos olhares do grupo pelo debate,
O nosso DESEJO é provocar debates, mover as percepções e, quem sabe, com isso, ter outros
alinhem algumas ideias: Então, isso pode significar que... Ah, então vocês estão dizendo que...
olhares, retirando as ideias dos seus assentos para, possivelmente, encontrar outras leituras.
Estas perguntas de síntese estão grafadas com S.
Apostamos no diálogo, na discussão do que possa ser, do que venha a ser a obra de arte para
Termos mantido as iniciais – Co, D, Cr, S – junto às questões é para orientá-lo quanto ao gê-
cada indivíduo, promovendo os debates de relações sociais, políticas e culturais. O material tem,
nero das perguntas, permitindo que esse esquema da museologia1 mediação seja incorporado a
além do suporte teórico de alguns educadores contemporâneos da arte e museólogos, a linda
seus princípios pedagógicos. Os estudantes não precisam ser informados sobre isso, OK?!
ideia de Abelardo BARBOSA, o Chacrinha, que repetia sempre ter vindo mais para confundir do que
para explicar. É isso... O material não responde, mas traz embutidas nas perguntas as ideias gera- Terminamos cada prancha com as proposições. Nela, oferecemos algumas ideias que
doras. Quanto às respostas, quem sabe? Larissa, Gilberto, Ana Carolina, Neimar, Maria, Pedro, você?! podem ou não servir-lhe, que dependem da sua coautoria para adaptar, recriar, de acordo
com a sua realidade. Por que não? traz sugestões de trabalho plástico, pesquisa poética,
Observando as obras e os artistas, listamos alguns dos conteúdos da arte que podem fazer
interferências e apropriações.
parte do seu planejamento de aula e elaboramos o objetivo de cada prancha como Desejo.
Ainda pensamos que poderiam ser feitas outras relações e, assim, em Mais? sugerimos
Passamos a O que já sabemos, lugar das perguntas convergentes (marcadas no texto com
músicas, filmes, livros que podem auxiliá-lo a criar.
Co), aquelas que escrutinam o que o grupo sabe que vê, quais as associações primeiras que
têm a partir da imagem. Contudo, nunca há homogeneidade. Entendemos também que materiais de apoio têm limites. Assim, buscamos a parceria do
Instituto Arte na Escola e relacionamos as obras dos dez artistas do elenco que compõe o
Partindo do que eles veem, passamos para uma conversa com vocês, professora e professor;
material de apoio aos Territórios da Arte da DVDteca Arte na Escola. Então, questões que
tentamos ajudá-los a problematizar o olhar do estudante no bloco Para fazê-los ver mais. São
possam dizer respeito a linguagens artísticas ou materialidade, por exemplo, indicadas no
sugestões para a apresentação das obras, da abordagem da imagem na discussão, sem, com isso,
material, podem ser amplificadas com o trabalho de outros artistas, representados naque-
dirigi-lo. Compreendemos a autonomia como fundamental em sua formação contínua.
les documentários. No fim do material estão estas indicações.
Passada esta avaliação – sobre o que o grupo conhece ou sobre como recebem a imagem
Tomara que o material lhe deixe SOLTO e Colado na Bienal de Curitiba!
da obra – passamos para as diferenças: no bloco A obra há perguntas divergentes, mar-
cadas no texto com um D, que mostrarão, nas respostas, os modos singulares de ver. Elas Bom trabalho!
exigem a interpretação individual: Eu acho que..., Para mim..., De meu ponto de vista é... Com a
Equipe do Provocativo/Educativo.
heterogeneidade surge o grande potencial educativo da arte: sermos segundos criadores ao
interpretar as obras. Seguem estas questões divergentes às Críticas, assinaladas por um Cr.
Visite e participe da programação do Espaço do Educador - de 31 de agosto a 1ª de dezembro
As questões críticas, em alguns momentos, são semelhantes às divergentes, mas estas Museu da Gravura da Cidade de Curitiba
exigem opiniões: Para mim isso não tem nada a ver... Talvez, mas acho que... Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 533, Solar do Barão - Centro

Mais informações: www.bienaldecuritiba.com.br / educativo@bienaldecuritiba.com.br

1
HOPPER-GREENHILL, Eilean. Los museos y sus visitantes. Madrid: Trea, 1998. p. 209.
www.bienaldecuritiba.com.br 2 O Q UE JÁ SA B EMOS... Esses pigmentos podem originar corantes? Por que não
(Co) O que faz esse homem? Será que ele pertence à equipe dos coletar os resíduos da salada, de suas cascas, do café, entre
servidores que atuam na coleta do lixo? Se este é o caso, por que outros, em uma pesquisa e produção dos corantes? Suge-
ele não veste uniforme e botas como é exigido? O que as luvas e rimos a interdisciplinaridade com as ciências e a exposição
o copo em sua mão indicam? dos resultados em pintura sobre uma parede branca. Haverá
fixação destas cores? Qual teria sido o destino dos detritos
3 PARA FAZ Ê - LOS VER MAIS ! usados nessa experiência?
O que sempre vemos da produção artística é seu resultado:
as obras. Dificilmente temos acesso ao processo de criação do 6 MAIS ?
artista. O que a foto mostra é isso, Adán Vallecillo recolhen- filme:
ADÁN VALLECILLO do materiais para a produção de suas cores. No Museu Oscar Estamira. Direção: Marcos Paulo. 2005, 121 min. O filme
danlí, honduras, 1977. Niemeyer estarão expostos os resultados da pesquisa de cor do de Marcos Paulo foi vencedor de 23 prêmios e apresenta
vive em tegucigalpa, honduras
artista com o chorume do lixo e outros resíduos, em Curitiba. Estamira, uma senhora que viveu 22 anos no lixão do Rio
registro do processo de criação Como os alunos chegarão à conclusão de que não é obra o que de Janeiro. Ela sofria de distúrbios mentais e falava de
no méxico, 2010, pintura mural eles veem? Pistas poderiam ajudar? Qual é a questão para que Deus, da vida, do trabalho e reflexões existenciais huma-
site-specific, 4 x 10 m. comecem a investigar? O que vemos em exposição na Bienal, nas, misturando lucidez e loucura.
exposto no museu oscar niemeyer
tem que origem? Como pesquisam os artistas? http://www.estamira.com.br/

conteúdos da arte
4 A O BRA EM PROCESSO
livros:
GAGE, John. A cor da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 2012.
No passado, o ofício da pintura exigia dos artistas pesquisa e
Processo de criação, pesquisa de materiais PEDROSA, Israel. O universo da cor. São Paulo: Senac, 2003.
conhecimento para a produção de tintas, diferente da atualida-
e cores, dimensões da cor, pigmentos,
de, quando os materiais das modalidades e técnicas tradicionais
procedimentos técnicos inventivos, pintura,
como as tintas a óleo são manufaturadas e comercializadas. (D)
site-specific.
Mas, e se hoje o artista resolver pintar com suas próprias tintas,
isso faria sentido? Caso essa modalidade de pintura inexista no
1 DESEJO mundo da arte e ninguém a conheça, o que exigiria do pintor?
A pintura é uma das modalidades mais tradi- (Cr) Você imagina que esse processo seria artístico ou científi-
cionais da arte; ao longo da história, alguns de co? E quanto ao resultado, seria o diferencial entre criação em
AMPLIAÇÃO DE PROPOSTA COM
seus materiais fixaram em nosso imaginário arte e produção de arte? (S) Com o processo de produção de A DVDTECA ARTE NA ESCOLA:
conceitos ou preconceitos sobre o que é pintu- cores e tintas a partir de chorume do lixo ou dos resíduos, o que
Arte e matéria. Direção: Maria Ester Rabello. São Paulo: Instituto
ra. Muito contrário a essa ideia de nobreza que podemos pensar sobre a arte que vemos em exposição e o seu Arte na Escola, 2000. DVD (23 min.), son. color.
a pintura a óleo fixou, a obra de Adán Vallecillo, com processo de criação? Foco: Processo de criação.
suas cores de baixa saturação e odor estranho,
permite-nos refletir sobre a arte, seus processos
5 POR Q UE N ÃO ?
A cor da criação (Paulo Pasta). Direção: Cacá Vicalvi. São Paulo:
Instituto Arte na Escola, 2000. DVD (23 min.), son. color.
de criação e produção na atualidade, além das Pigmentos são as substâncias que conferem cor a elementos – Foco: Processo de criação.
possíveis questões ambientais. a clorofila nas folhas, a melanina na pele, o caroteno na cenoura. Maiores informações: www.artenaescola.org.br
2
www.bienaldecuritiba.com.br
O Q UE JÁ SA B EMOS... e quando aparecem? Por que não propor a discussão em torno
(Co) O que você vê na imagem? O que ela lhe sugere? Qual foi do tema e a filmagem de uma encenação a respeito? Sugeri-
sua reação e qual será a de seus estudantes ao verem essa foto mos como apoio a prática do “Teatro do Oprimido”, de Augusto Boal.
e ao assistirem ao vídeo?
6 MAIS ?
3 PARA FAZ Ê - LOS VER MAIS ! livros:
Quem foi Midas? Qual é sua história e em que ela nos faz pensar?
SALGADO, Sebastião. Os trabalhadores. São Paulo: Cia. das
O que você conhece de Serra Pelada e o que ocorria neste local na
letras, 1996. Os trabalhadores, de Sebastião Salgado, traz uma
década de 1980? A situação na mina mudou? Em quê? Como estará
série de fotos sobre Serra Pelada e os trabalhadores da mina.
ARMANDO QUEIROZ hoje aquele local e a vida dos que lá estão? Quem é Midas hoje?
BOAL, Augusto. Teatro do oprimido e outras poéticas políticas.
Belém (PA), Brasil, 1968. Vive em Belém. Está distante ou é nosso vizinho? Ele nos habita e vive em nossa
ed. rev. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
sociedade? Qual é a melhor opção: contar a história de Midas para
Midas, 2009, vídeo, 9’59”. então apresentar a obra ou o contrário? A repulsa à imagem é im- Vídeos:
portante? Ela pode ser acolhida como uma primeira interpretação? Midas, de Armando Queiroz:
Expoxto no Museu Oscar Niemeyer
https://www.youtube.com/watch?v=HElemzBbFEM

4 A O B RA Serra Pelada: sonhos dourados, fatos opacos:


https://www.youtube.com/watch?v=j0B-nA7zGcg
conteúdos da arte O vídeo Midas tem dez minutos de duração. Foi criado em 2009
Videoarte, arte conceitual, imagem e imagem e exposto em diversos locais. Essa mídia é múltipla, pode ser vista
em movimento, enquadramento, cenas em em diversos locais ao mesmo tempo, como, por exemplo, na Bienal

palíndromo (vai e vem). Alegoria na linguagem de Curitiba e também no YouTube. No vídeo, vemos insetos em
uma boca, e isso pode causar reações diversas. Armando Queiroz
visual.
usa da alegoria, mostra a e, com isso, refere-se a b. (D) Mas... De
quem será essa boca com insetos? Os besouros, o que fazem eles aí?
(Cr) Quem eles representam? “Eles” sabem o que estão fazendo?
Sabem onde estão? (S) Qual é a relação que podemos estabelecer
entre Midas, os besouros e Serra pelada? Observando toda a obra, será
que os insetos são mastigados? Há um momento em que os besouros
1 DESEJO começam a retroceder. O que isso fala sobre a linguagem da vídeoarte? Ampliação da proposta com
Midas, na mitologia grega, foi o rei que recebeu o a DVDteca Arte na Escola:
dom de transformar em ouro o que tocasse. Sua
5 POR Q UE N ÃO ? Vídeoarte: experimento de imagem. Direção: Cacá Vicalvi. São Paulo:
escolha teve um preço... O mito de Midas é muito Instituto Arte na Escola, 2001. DVD (22 min.), son. color.
usado e sempre recorrente. Quais são os sentidos Os telefones portáteis, muitas vezes, possuem câmera de vídeo. Foco: Processo de criação.
que esse mito recebe no dia a dia? Qual é a relação Nossos alunos, sem nenhuma orientação profissional, subvertem Sebastião Salgado, cidadão do mundo. Direção: Aline Sasahara. São
que Armando Queiroz faz com Midas, Serra Pelada padrões e produzem pequenos documentários de seus cotidianos. Paulo: Instituto Arte na Escola, 2000. DVD (50 min.), son. color.
e a economia? Midas chegou ao máximo da riqueza. Todos nós conhecemos os Midas em nosso dia a dia: estão na fila Foco: Conexões transdisciplinares.
Nossa proposta é refletir sobre os nossos excessos. do mercado, no trânsito, nos esportes e na escola. Quem são Maiores informações: http://artenaescola.org.br/.
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quando pensamos em arte e cultura? De que modo intervimos cruz e o coloca transitando pela cidade, no espaço público.
na cultura e como podemos nela intervir com a arte? A partir dessa ideia, do que nossos alunos conseguiriam
apropriar-se simbolicamente da escola e colocar no mun-

2 O Q UE JÁ SA B EMOS... do público, ao acesso da população?

(Co) O que você vê na imagem? O que essa imagem aderida no


ônibus biarticulado lhe sugere? 6 MAIS ?
Site da artista:

3 PARA FAZ Ê - LOS VER MAIS ! www.reginasilveira.com


Vídeos da artista:
Quais serão as ideias que esta imagem sobre o ônibus causará na
REGINA SILVEIRA http://sites.itaucultural.org.br/ocupacao/#!/pt/artistas/99/
população? Sobretudo nos seus estudantes, que interpretação
Porto Alegre (RS), Brasil, 1939. Imigração em Curitiba:
terão? O ônibus teria sido transformado em engradado com uma
Vive em São Paulo (SP), Brasil. http://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/historiaimigracao/208
tela como as que vemos nas janelas e sacadas dos edifícios? O
Casulos, 2013, plotagem em vinil motivo dessa imagem é o aperto que a população vive no trans-
adesivo sobre ônibus.
porte público? Acolher essas ideias é o primeiro passo para de-
Arte Pela Cidade senvolver o pensamento estético. O desafio é fazê-los desenvolver
outras ideias, usando perguntas, fazendo com que se aproximem
de questões proposta de Regina Silveira: o bordado como um
conteúdos da arte
fazer feminino, um fazer relacionado a diversas culturas, inclusive
Intervenção artística, mediação cultural, educa-
dos costumes dos ascendentes aos grupos imigrantes na cidade.
ção estética, apropriação, poéticas do feminino.

4 A O B RA
(D) Desenhar, bordar, colar, fotografar, qual terá sido a operação artística
1 DESEJO de Regina Silveira neste trabalho? E se ela só o tiver arquitetado, isso muda
Se a caso perguntássemos qual é o lugar da em algo? Você imagina que a artista tenha pensado em quê para criar essa
arte, provavelmente, ouviríamos: museus, galerias, obra? Para você, quando as mulheres gestantes bordavam algo na roupa
espaços culturais etc. Muito ao contrário desses do filho, o que significava? (Cr) Você conhece bordados em ponto cruz?
locais tradicionais, várias obras de Regina Silveira Em que gênero de espaço os produtos assim bordados transitam, e o que
têm na cidade o seu suporte, o que permite-nos ele, em um ônibus, lhe faz pensar? (S) Diante do trabalho cuidadoso do
questionar não apenas a institucionalização da bordado e da obra de Regina Silveira, que relações podemos fazer pensan-
Ampliação da proposta com
arte, mas o espaço da arte na contemporâneidade. do em mulheres, bordados e trânsito? a DVDteca Arte na Escola:
Intervindo com suas obras, a artista nos faz pensar
Regina Silveira: linguagens visuais. Direção: Cacá Vicalvi. São Paulo:
sobre a vida na cidade e as perspectivas que temos 5 POR Q UE N ÃO ? Instituto Arte na Escola, 2001. DVD (23 min.), son. color.
do mundo, para, assim, também questioná-lo. A obra de Regina, pela apropriação e representação, retira de um Foco: Processo de criação.
Qual será o significado da palavra “intervenção” mundo privado – do lar e do fazer feminino – o bordado ponto Maiores informações: http://artenaescola.org.br/
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em que os carros e as motos transitam sobre um gramado, existe? 6 MAIS ?


O que você sabe sobre Mumbai, na Índia?
CALVINO, Ítalo. Cidades invisíveis. Disponível em:
http://www.marcodejacob.com/uploads/1/6/2/6/16264412/
3 PARA FAZ Ê - LOS VER MAIS ! italo-calvino-as-cidadesinvisiveis.pdf
O que é uma utopia? Onde transitam os carros na cidade? Seu LIVRO:
bairro possui estradas de chão, de macadame, de paralelepípedos, de
HERNANDÉZ, Fernandes e VENTURA, Montserrat. A organiza-
asfalto, concreto, pneu? Estes materiais, de onde foram retirados? Qual
ção do currículo por projetos de trabalho. Artmed editora, 1998.
o impacto da remoção e produção deles? As enchentes nas cidades são
JITISH KALLAT decorrentes apenas da quantidade de chuva ou da impermeabilização Documentários:
Mumbai, Índia, 1974. do solo pelo asfalto, fazendo com que os esgotos recebam toda a Raízes se tornam pontes em Meghalaya na Índia:
Vive em Mumbai. chuva? Há jardins ou apenas calçadas onde você mora? Como seria http://www.youtube.com/watch?v=hOXekVtITcs
se nossas ruas tivessem grama, em vez de pavimentação?
Chlorophyll Park (Mutatis Mutandis), Mutatis Mutandis:
2010, impressão digital, 101,6 x 152,4 cm http://www.recantodasletras.com.br/artigos/2566436

Exposto no Paço da Liberdade


4 A O B RA
(D) Que cidade será esta? Essa cidade existe, não é imaginária. Mas
as ruas dessa metrópole seriam como vemos na obra de Jitish Kallat?
conteúdos da arte
Qual será a operação artística dele? Um artista ou uma obra de arte
Imagem, fotografia, arte digital, manipulação
pode mudar o mundo? Para você, essa mudança consiste em quê?
de imagem.
(Cr) Jitish Kallat ao criar suas obras, imagens e coisas que antes não
existiam, não mudou o mundo? (S) O que podemos concluir sobre utopia,
aquilo que parece um sonho inalcançável, e a criação artística?

1 DESEJO 5 POR QUE N ÃO ?


As cidades são nosso meio ambiente e, muitas vezes,
As propostas fantásticas de Kallat carregam, dentro de si, a crítica
somos convidados a pensar em problemas ambien-
à atualidade. A partir dessa poética/política, o que os estudantes
tais distantes de nós. Quais são os problemas em seu
poderiam imaginar, se lhes fossem propostas soluções fantásticas
bairro? Propomos a reflexão sobre problemas atuais
que aliassem desenvolvimento urbano a ecologia aos problemas
do meio ambiente urbano imaginando/produzindo na
ambientais que envolvem moradia, bairro, escola e, até mes-
escola projetos/maquetes para solucioná-los. Ampliação da proposta com
mo, sala de aula? Uma discussão na turma poderia levantar os a DVDteca Arte na Escola:
problemas que lhes atingem e, disso, gerar, em pequenos grupos
2 O Q UE JÁ SAB EMOS. . . ou duplas, o desenho de projetos e a construção de maquetes?
Siron Franco: Natureza e Cultura. Direção: Sarah
Yakhni. São Paulo. 2001 DVD (23 min.) son. color.
(Co) O que você vê na imagem? O que ela lhe suge- Sugerimos que a metodologia de projetos seja empregada e a ação Foco: Conexões transdisciplinares.
re? O que essa imagem lhe faz pensar? Essa cidade, se desenvolva em várias aulas que antecedam a visita à Bienal. Maiores informações: http://artenaescola.org.br/
foram feitas pela mesma pessoa que imprimiu a imagem de suas jeitos anônimos? Por que não registrar com imagens a
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mãos? O que e quem esta obra representa? limpeza do banheiro pela equipe de manutenção, a grama
do jardim sendo cortada, a merenda sendo prepara-

3 PARA FAZ Ê - LOS VER MAIS ! da, enfim, essas atividades que notamos apenas quando
não foram feitas? Nesse caso, é importante conscientizar
Muitas obras de arte contemporânea são registros que represen- alunos e trabalhadores, para que compreendam tratar-
tam um momento do processo da criação. No caso de Mãos para se de uma homenagem e permitam o uso de suas ima-
São Paulo, o artista José de Quadros entra em contato com traba- gens, que podem ser “postadas” no Facebook da turma.
lhadores da construção civil paulista que sofreram acidentes
de trabalho e tiveram suas mãos, ou partes delas, mutiladas.
Nesse trabalho, ele homenageia estes homens, que não têm sua
6 MAIS ?
JOSÉ DE QUADROS
obra reconhecida. Junto à impressão das mãos, aparece o nome, Músicas:
Barretos (SP), Brasil, 1958.
Vive em Kassel, Alemanha. a procedência, as datas de nascimento e do acidente. José de Cidadão, composta por Zé Geraldo e interpretada por Zé
Quadros não pintou as obras. Qual será a sua operação? Ramalho. Pedro Pedreiro, de Chico Buarque de Holanda.
Mãos para São Paulo, 2011-2013,
impressões sobre papel, 42 x 59 cm. Material de apoio:

Exposto na Casa Andrade Muricy - MAC


4 A O B RA Artebr – Caderno; Colher o pão de todo dia.

(D) Você já parou para pensar na quantidade de pessoas que Disponível em: http://artenaescola.org.br/artebr/material/

trabalham diariamente e que, o fruto desse trabalho não é per- colher-o-pao-de-todo-dia.php. Acesso em: 10 jun. 2013. Livro.
conteúdos da arte
cebido pela população, mesmo sendo visto e usado todos os
Gravura, monotipia, registro documental,
dias? Quantas pessoas trabalharam para que a sua casa ou a sua
imagem e representação, artista propositor.
escola tenha sido construída? (Cr) Se você tivesse trabalhado
numa obra civil e nela sofrido um acidente, como essa experi-
ência mudaria seu olhar sobre a cidade? E o que a obra Mãos
para São Paulo representaria para você? (S) Cada uma dessas
1 DESEJO impressões e desses textos faz presente um operário e sua histó-
ria, mas a obra em seu todo representa mais: os sujeitos anônimos
O que vemos são mãos? De quem serão? Essas
do trabalho, os acidentes, a construção da cidade, entre outras
mãos são diferentes? Em que e por quê? O que a
ideias. O que essa obra nos revela sobre representação na arte?
imagem revela e o que nela está oculto? O que o
texto sobre as impressões das mãos nos ajuda a
decifrar nesse jogo proposto pelas imagens? Quantos 5 POR QUE N ÃO ?
homens e histórias estão representados nesta obra? Ampliação da proposta com
Quem são os sujeitos que desempenham funções importan- a DVDteca Arte na Escola:
tes para o funcionamento da escola, da cidade, do transporte Siron Franco: Natureza e Cultura. Direção: Sarah Yakhni. São Paulo.
2 O Q UE JÁ SA B EMOS. . . público e que, quase invisíveis em nosso dia a dia, não rece- 2001 DVD (23 min.) son. color.
(Co) O que vemos na obra? A obra consiste em bem nosso reconhecimento pelo que fazem? Quem são? Como Foco: Conexões transdisciplinares.
que? Qual é o trabalho do artista? As inscrições isso nos afeta? Como poderíamos dar visibilidade a esses su- Maiores informações: http://artenaescola.org.br/
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3 PARA FAZ Ê - LOS VER MAIS ! antropólogo que ajudou desenvolver os métodos etno-
Vladimir Kozák foi um ambientalista, fez documentários, fotogra- gráficos. Por que não utilizar uma encadernação que pode
fias e diversos desenhos sobre a vida dos índios xetás e de outras ser criada com os estudantes como bloco de papel, e seguir
etnias. Retratou também a Congada da Lapa e outros traços da nessa pesquisa/visita pela Bienal? A obra de Kozák é o
cultura. Assim como os antropólogos quando vão a campo, Kozák ponto de partida da viagem ou ela é o último destino? Essa
fazia registros, desenhos e descrevia suas observações. Vários de ação precisa acontecer com a turma toda em suas passa-
seus desenhos feitos nas suas expedições serviram de base a pintu- gens pelos espaços expositivos ou pode ser desenvolvida
VLADIMIR KOZÁK (1897 - 1979) ras. O caderno que vemos e outros desenhos, são exemplos. Qual individualmente nos finais de semana? Quais são suas su-
será a função desses desenhos? Terão essas obras valor artístico? gestões para o fechamento da expedição com Kozák: uma
Bystřice pod Hostýnem, República Tcheca, 1897.
Viveu em Curitiba (PR), Brasil, até sua morte. É possível negar a estética na obra de Kozák? exposição dos cadernos ou um blog na internet, constando
fragmentos dos seus textos e imagens? O blog não pode
Caderno de desenhos.
ser uma forma de avaliar a expedição por toda a Bienal?
Exposto no Museu da Gravura Cidade de Curitiba
4 A O B RA Atenção, nem sempre é permitida a fotografia de obras
(D) Kozák tinha pretensões artísticas quando fez essas imagens? Por nos espaços; então, é importante conversar com a equipe.
que esta obra está na Bienal? (Cr) O acervo Vladimir Kozák per-
conteúdos da arte tence ao Museu Paranaense e não a um museu de arte. No que isso
Desenho, meios tradicionais, registro, retrato, nos faz pensar? Vale a pena observar os valores do desenho de
6 MAIS ?
Acervo de Vladimir Kozák no Museu Paranaense:
livro de artista/ diário de itinerância, acervo Kozák claros, escuros, luzes e sombras além da expressividade
www.museuparanaense.pr.gov.br
histórico/acervo artístico. no conjunto. Kozák registrou imagens dos índios xetás, a última
Vídeo:
etnia do estado do Paraná a contatar a sociedade nacional. Nos
anos 1940 colonos invadiram suas terras e, dez anos depois, eles Vladimir Kozák, meu Paraná:
estavam praticamente exterminados. Foi durante suas viagens ao http://www.youtube.com/watch?v=-H-tjwy_Mso
Pará (1954 e 1955) que Vladimir Kozák desenhou esse índio caiapó,

1 DESEJO pertencente ao subgrupo kuben-kran-krên. (S) Observando a


expressão do índio no desenho, lembrando do extermínio dos xetás,
Para que registramos determinados fatos ou eventos?
da invasão de territórios indígenas atualmente, o que livremente
Quantas de nossas lembranças devemos ao fato de Ampliação da proposta com
podemos imaginar? Com a passagem do tempo, o que o cader- a DVDteca Arte na Escola:
termos fotografado ou escrito sobre os acontecimen-
tos? De que modo são compreendidos os registros de no de desenhos e as imagens que produzimos podem revelar? Rugendas: o ilustrador de mundos. Direção: Walter Silveira e Estela
viagens, na arte, na ciência e em nosso dia a dia? Padovan. São Paulo: Instituto Arte na Escola, 1999. DVD (30 min.),

5 POR QUE N ÃO ? son. color.


Foco: Conexões transdisciplinares.
2 O Q UE JÁ SA B EMOS. . . A educadora Mirian Celeste Martins compreende a saída dos estu- Desenho: arte e criação. Direção: Maria Ester Rabello. São Paulo:
(Co) O que vemos na obra? O que o desenho dantes para ver arte como expedição instigante. Por quê? Leia o texto Instituto Arte na Escola, 2000. DVD (23 min.), son. color.
retrata? O que o suporte deste desenho indica? O “Expedição Instigante”, dispolibilizado no site da Bienal e, a partir dessa Foco: Linguagens artísticas.
que o carimbo e a inscrição nos fazem pensar? ideia, sugerimos a pesquisa sobre a vida de Bronilaw Malinowsky, o Maiores informações: http://artenaescola.org.br/.
www.bienaldecuritiba.com.br
2 O Q UE JÁ SA B EMOS... res foram agregados? Por ser resultante do trabalho de todo
(Co) O que vemos na imagem? É um cabo de aço, são raios de luz, canos, o grupo de estudantes, quais são os valores, são financeiros
cordas? É metal? Qual? Mas, deste metal, o que foi feito? Você conhece ou simbólicos? Que preço teria essa obra se fosse a leilão?
esse material, já o utilizou! O que vemos são moedas de cobre, de cinco
centavos, perfuradas e perfiladas por um cabo de aço.
6 MAIS ?
Textos:
3 PARA FAZ Ê - LOS VER MAIS ! 1 HERKENHOFF, Paulo. Arte é Money. Dinponível em:

Algumas obras de Cuquinha propunham o seu leilão. Que ques- http://ensinandoartesvisuais.blogspot.com.br /


tões isso suscita? As reflexões estão no campo da estética, das 2008/04/arte-money-paulo-herkenhoff.html
LOURIVAL CUQUINHA
finanças, da economia, da economia simbólica ou do sistema
Artebr, Colher o pão de todo dia.
Olinda (PE), Brasil, 1975. artístico? Qual é o custo da produção do dinheiro? Qual é o
Vive em Olinda e São Paulo, Brasil. http://artenaescola.org.br/artebr/material/
custo das moedas que mantemos fora de circulação e o que esta
colher-o-pao-detodo-dia.php
Alicerce, 2013, moedas de real e aço, obra de arte, que utiliza em sua matéria moedas e tem na política
dimensões variáveis (preço por metro). Sobre Lourival Cuquinha:
o procedimento do artista, nos permite discutir? Quem ou o que
http://barogaleria.com/artist/lourival-cuquinha/
estabelece os limites entre o que se pode e não se pode fazer? É
Exposto no Museu da Gravura Cidade de Curitiba.
possível criar sem que o artista transgrida algo? http://www.museucapibaribe.com/index.php?option=com_
content&view=article&id=202
conteúdos da arte
Instalação, espaço, lugares da arte, sistema 4 A O B RA
artístico, arte e política.
(D) Qual o valor agregado na operação? (S) Uma vez que a moeda retirada
de circulação monetária é revertida em matéria artística, o que pode-
mos dizer que a obra insere no espaço social? O que a expressão
“valor crítico”1 pode nos fazer pensar sobre a obra de Cuquinha?

1 DESEJO 5 POR QUE N ÃO ?


Artistas, críticos, curadores, colecionadores, insti- Somar para dividir? De que modo fazer os estudantes compreen-
tuições e público fazem parte do sistema da arte. Ampliação da proposta com
derem essa obra que questiona o próprio sistema do qual fazem a DVDteca Arte na Escola:
Trata-se de uma organização abstrata, um con- parte? Quais são as outras situações parecidas em outras estrutu-
Cildo Meirelles: Gramática do objeto. Direção: Luiz Felipe Sá. São
junto de ideias que prescreve as práticas desses ras? Bolsa de valores, o que significa? Aqueles valores são reais ou Paulo: Instituto Arte na Escola, 2000. DVD (15 min.), son. color.
envolvidos. Nesse contexto, quais são as posições são títulos? Por que não propor para o grupo ações performáti- Foco: Saberes estéticos e culturais.
dos artistas? São peças ou proponentes? Haverá cas a partir dos leilões de arte? Será que aqueles investidores têm Isto é arte? Direção: Geraldo Santos. São Paulo: Instituto Arte na
disputa de poder dentro desse sistema? E nas o dinheiro ou a estratégia é a aposta da compra e venda? Quantas Escola, 1999. DVD (12 min.), son. color.
propostas de diálogo dos artistas com o público moedas de cinco centavos empilhadas são necessárias para que Foco: Saberes estéticos e culturais.
sobre questões atuais, como eles se posicionam? se alcance dez metros desta barra? Quanto isso pesa? Quais valo- Maiores informações: http://artenaescola.org.br/
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2 O Q UE JÁ SA B EMOS... dia. Coisas que passam sem ser percebidas quando retiradas dos

Quem faz coleção? O que percebemos dos objetos coletados de seus ciclos naturais – nascimento, uso e descarte – na coleção,
Poty? Em uma viagem, o que trazemos de longe? Como contamos ou em exposição, tornam-se vozes de um passado ou cotidiano
onde estivemos por meio de coisas? despercebido. Poty reunia artefatos; alguns tinham o sentido
de coleção como a de arte, mas há também, no acervo munici-
3 PARA FAZ Ê - LOS VER MAIS ! pal, a coleção de suas curiosidades. Adriano Costa, por sua vez,

O que seus alunos colecionam hoje? E o que, quando crianças, colecio- em visitas pelos lugares, coleta e, assim, revela por onde andou

Adriano Costa navam? Os pais deles fazem alguma coleção? De quê? Quantas peças e o que viu e nos faz pensar sobre modos de ver. Por que não

São Paulo (SP), Brasil, 1975. Vive em São Paulo. possuem? Onde as guardam? Qual é a importância das coleções? Essa coletar imagens? Por onde os alunos passam no final de semana,
Tapetes, 2007-2013, tecidos, dimensões variáveis. poderiam fotografar elementos, objetos e, com isso, revelar em
importância se torna subjetiva, pois o colecionador carrega com ele a

COLEção poty lazarotto chave do que recortar do mundo. O artista Adriano Costa, coleta, por que gênero de lugar eles estiveram. O que fazer com essa coleta?

Acervo Museu Municipal de Arte de Curitiba onde passa, coisas descartadas e do contexto geográfico. Isso faz
Fundação Cultural de Curitiba
dele colecionador, acumulador, contador de detalhes do mundo? 6 MAIS ?
Exposto no Museu Municipal de Arte – MuMA O que é um acervo? Para que serve? RIBEIRO JUNIOR, Geraldo de Andrade. Por que colecionar?
http://www.abrafite.com.br/artigo14.htm

conteúdos da arte 4 Obj e to s / peç as Sobre coleções:

Objeto que porta referência e objeto do coti- Coleção é a reunião de coisas da mesma espécie ou com alguma http://super.abril.com.br/cotidiano/colecoes-44429.shtml

diano a receber significação; objetos na cultura relação. Arco e flecha e zarabatana podem estar relacionados pela A obra da artista Jac Lerner (1961):
de origem e no contexto colecionista; visua- http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/
origem – são armas indígenas. Outras coleções reúnem objetos por
lidade dos objetos; materialidade e culturas. index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=2146&-
sua espécie. Por exemplo, revólveres podem ser antigos, novos, de
cd_item=18&cd_idioma=28555
pessoas importantes, mas, entre armas, a espécie é revólver. De todo

1 DESEJO modo, podemos perceber a variada atração de Poty Lazarotto pelas


coisas. (D) Adriano Costa, parte do mesmo princípio? Importa a ele
Coleções são reveladoras de muitas caracterís-
ticas de seu dono. De certa forma, sem perceber, a espécie ou há relação entre o que coleta? (Cr) Você entende que
coisas podem revelar seu contexto de origem? (S) Qual será a relação Ampliação da proposta com
o colecionador cria seu autorretrato ao coletar.
a DVDteca Arte na Escola:
Observando esses coletores e as peças da coleção entre a coleção de Poty e o procedimento artístico de Adriano Costa?
A obra monumental de Poty. Direção: Cacá Vicalvi. São Paulo:
de Poty Lazarotto, o que podemos supor sobre
Instituto Arte na Escola, 1998. DVD (23 min.), son. color.
o artista? Quais são os seus interesses? E caso
outro artista coletasse no mundo, em ateliês, em
5 POR QUE N ÃO ? Foco: Patrimônio.
Baravelli; colecionador de imagens. Direção: Kátia Klock. São Paulo:
determinado lugar, o que lhe chamaria a atenção? Como podemos fazer os alunos perceberem valor em determinadas
Instituto Arte na Escola, 2001. DVD (23 min.), son. color.
Esses objetos, fragmentos, conseguiriam fazer o coisas da cultura, objetos do cotidiano? A coleção é forma de valorizar, Foco: Materialidade.
retrato do seu lugar de origem ou de seu dono? de atribuir significados a alguns fragmentos materiais de nosso dia a Maiores informações: http://artenaescola.org.br/
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as alterações em nosso cotidiano, nossa economia, nossos hábitos 5 POR Q UE N ÃO ?


e,
consequentemente, em nossa cultura?
Dez ou cinco anos atrás, como era nosso dia a dia? Que roupas
usávamos? Com que brinquedos e jogos as crianças se diver-
2 O Q UE JÁ SA B EMOS... tiam? Que músicas e como esses grupos musicais pareciam?
(Co) O que conhecemos sobre a história da China? Nós, ocidentais, no- Alguns desses elementos permanecem em uso? Por quê? As fo-
ticiamos que chineses comem formigas, escorpiões, gatos, cães e animais tos de família, os vídeos no YouTube, as reprises de novelas, não
silvestres em extinção. O quanto disso será verdade? Da obra de Wang seria uma forma de flagrar essas alterações? O que mudou? Só
Cheng Yun, o que reconhecemos na imagem? Quais são as associações os objetos ou há por traz disso alterações de ordem econômica

WANG CHENG YUN que fazemos? Qual é a expressão no rosto dessas pessoas? Quando e social? O uso da cultura visual atrelada à operação de Wang
nós as usamos e o que essa expressão aliada à mesa de alimentos sugere? Cheng Yun, acima descrita, pode permitir diversas discussões e
Chengdu, China, 1959. Vive em Chengdu. a produção plástica. Por que não propor a discussão de temas
contemporâneos que perturbam os jovens – o padrão estéti-
Grande utilidade - comer, 2012, acrílica
sobre tela, 150 x 600 cm.
3 PARA FAZ Ê - LOS VER MAIS ! co físico, por exemplo – e, a partir desses temas, pesquisarem
O que podemos pensar a partir de um destes retratos isolados? E imagens nos sites de busca na Internet ou mesmo o tradicio-
Exposto na Casa Andrade Muricy - MAC
este acompanhado de outros dois, três ou quatro retratos? E, ainda, nal recorte e colagem e, assim, confrontar a realidade que os
quando justapomos aos retratos esta mesa farta? O que mudou? perturba, fazendo emergir posicionamentos críticos a ela?
conteúdos da arte
Pintura, acrílica, retrato, composição discursiva
pelo somatório de obras (uno, díptico, tríptico,
4 a o b ra 6 MAIS ?
Antigos altares e obras sacras, muitas vezes, eram compostos de Site do artista: http://www.wangchengyun.com/
políptico).
dois segmentos ligados por dobradiças. Essa estratégia foi incor- Informações sobre a China na TV Escola:
porada a linguagem da arte e obras assim compostas podem ser http://tvescola.mec.gov.br/images/stories/download_

1 DESEJO designadas por dípticos e trípticos ou polípticos ao excederem as aulas_pdf/fichas_ok/ensino_fundamental/o_que_a_


A China alcançou uma imagem moderna, industria- três secções. Essa justaposição, muitas vezes – como no caso de antiguidade_fez_por_nos_chineses.pdf.pdf
lizada e competitiva, que convive e, talvez se possa Wang Cheng Yun – permite aos artistas usar das imagens, crian-
dizer, compete com suas antigas tradições. O país do um nexo em sua ordenação. (D) Você acredita que, em quinze
já viveu anos de muita fome e mortes, advindas anos, costumes que você reconhece na comunidade como seus
Ampliação da proposta com
de fatores como ingerência de recursos somada a podem ser alterados? O que para você a expressão perspectiva a DVDteca Arte na Escola:
cataclismos e guerras, que são fatores determinan- pode significar ao tratar-se do olhar sobre costumes de um povo?
Imagens de Rosangela Rennó. Direção: Cacá Vicalvi. São Paulo:
tes em alguns hábitos chineses, como a consciência (Cr) O artista Wang Cheng Yun é chinês e ficou fora de seu país Instituto Arte na Escola, 2002. DVD (23 min.), son. color.
sobre o desperdício de alimentos. A globalização por 15 anos; você compreende que este tempo de ausência possa Foco: Forma e conteúdo.
e a nova economia chinesa causaram grandes fazer parte de sua obra? Como? Você considera possível que obras Siron Franco: natureza e cultura. Direção: Sarah Yakhni. São Paulo:
alterações culturais. Mas, essas mudanças são per- de arte possam exercer papel de porta-voz de um povo? Se sim, Instituto Arte na Escola, 2001. DVD (23 min.), son. color.
ceptíveis pelos chineses no dia a dia? Será que nós, nesses casos, qual é o papel que o artista desempenha? (S) Com Foco: Conexões transdisciplinares.
imersos em nossa cultura, conseguimos perceber a obra de Wang Cheng Yun, que ideias podemos desenvolver? Maiores informações: http://artenaescola.org.br/
4 A O B RA
(D) As roupas que vemos nos desfiles de moda, criadas por estilistas de
renome, servem ao dia a dia? Qual é a diferença entre aquelas roupas,
que consideramos estranhas, e as que estão nas lojas? A diferença seria o
resultado de uma ideia? A roupa criada pelo estilista concretizaria um
conceito? As roupas criadas por Efigênia foram feitas para quê? (Cr)
Elas são diferentes, na forma, no material e na sua origem; o que isso

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faz pensar sobre a padronização de nosso modo de vestir? As roupas
EFIGÊNIA ROLIM que você usa e seu modo de vestir, é seu ou...? Vestir-se na moda é
Abre Campo (MG), Brasil, 1931. uma imposição ou uma escolha? Na foto, vemos Efigênia Rolim com
Vive em Curitiba (PR), Brasil. uma de suas muitas roupas. Observando-a, o que as pessoas pensam?
(S) O que podemos concluir sobre diferenças e homogeneidade em
Exposto no Museu Oscar Niemeyer
nossa sociedade a partir da obra de Efigênia?
Muitos querem tudo
e o tudo não quer nada,
aqueles que pegam o escudo
se defendem da espada 5 POR Q UE NÃO?
Quando se ferem, não falam O artista Andy Warhol mantinha sobre sua mesa de trabalho, uma
Que estão sofrendo,
você mesmo é que prefere caixa de papelão na qual depositava coisas que passavam por suas
de dor viver morrendo.
mãos. Quando enchia uma caixa, lacrava-a e datava. Essas são as “cápsu-
ROLIM, Efigênia. Peso alculado. Org. Geraldo Rolim Guedes. Curitiba, 2005, p. 15. las do tempo”, que registram muito da vida do artista, entre 1974 e 1987
(ano de sua morte). Efigênia faz a coleta de um mundo desprezado
conteúdos da arte por quem quer o doce, o papel brilhante. Enquanto ela coleta, passa
Performance, multiartista, colagem, objeto, bidi- o tempo e algumas coisas desses fragmentos do mundo saem de
mensão e tridimensão, assemblage, Arte Povera. circulação, as marcas e até os produtos deixam de existir; pessoas
passaram por eles e se foram. Por que não abrir uma “cápsula do
1 DESEJ O tempo” em sala de aula e coletar os fragmentos do consumo, as
A transformação de materiais, sempre foi uma operação do fazer artís- marcas de uma semana imperceptível? Estipular limites do que a
tico. Efigênia Rolim transforma pedaços de coisas em poesia e estas em cápsula pode receber é indispensável. Após esse período de coleta,
objetos. Suas escolhas se deram pelo brilho, reflexo, estética, enfim, o que se pode fazer com o material, tendo em vista a obra de
e, tudo é passível de ser transformado. Propomos a reflexão sobre a Efigênia Rolim? Roupas, adereços, objetos, marcadores de livros?
passagem do tempo, a acumulação das matérias e a revelação,
mesmo que pequena, do consumo e, por ela, da história social. Tam- 6 MAIS ?
bém é possível refletir sobre a contradição entre efêmero e eterno e eru- Livro:
dito e popular do sistema artístico que este trabalho traz à Bienal. PINHEIRO, Dinah Ribas. A viagem de Efigênia Rolim nas asas do
peixe voador. Curitiba, 2012.

2 O Q UE JÁ SAB EMOS . . . Sites e vídeos:


(Co) O que você vê na imagem? O que ela lhe sugere? O que essa Tims capsules de Warhol: http://www.warhol.org/tc21/
imagem lhe faz pensar? Quais materiais que você reconhece na obra? Vídeo de Efigênia: http://www.youtube.com/watch?v=vnhhWKEFDXU
O que o modo como esses materiais foram reunidos lhe sugere?

3 PARA FA Z Ê -LOS VER MAIS ! Ampliação da proposta com


a DVDteca Arte na Escola:
Possivelmente, a artista Efigênia Rolim seja reconhecida pelos
Recortes de Leda Catunda. Direção: Amilcar Monteiro Claro. São Paulo:
estudantes de Curitiba. Aos domingos, na Feira de Artesanato Instituto Arte na Escola, 2001. DVD (23 min.), son. Foco: Linguagens artísticas.
da Ordem, ela comercializava obras, cantava, declamava e virava Arnaldo Antunes. Direção: Arnaldo Antunes, Célia Catunda, Kiko Mistrorigo,
cambalhotas. As muitas facetas de sua produção faz com que, IsabaMoreal. São Paulo: Instituto Arte na Escola, 1993. DVD (53 min.), son.
color. Foco: Linguagens artísticas.
muitas vezes, seu trabalho visual precise do complemento que
Processo de criação: as Fábulas de Antônio Poteiro. Direção: Sarah Yakhni.
a performance de Efigênia lhe dá. Esse trabalho que escolhemos
São Paulo: Instituto Arte na Escola, 2001. DVD (23 min.), son. color; Foco:
para essa conversa é um traje. Quais são os materiais dos trajes Saberes estéticos e culturais;
criados por Efigênia? O que esses elementos atribuem às peças H. O. Supra sensorial. Direção: Kátia Maciel. São Paulo: Instituto Arte na
e à artista? Questione seus estudantes e tente mover a reflexão para Escola, 1997 DVD (32 min.), son. color.
esses materiais coletados e para o significado que podem atribuir. Maiores informações: http://artenaescola.org.br/