Você está na página 1de 5

Introdução

No final de segunda unidade a professora Juvanete Alves Barreto propôs para o


semestre 2014.2, vários temas para serem apresentados em um seminário durante a
terceira unidade. Houve um intenso empenho de todos os alunos, em pesquisas e
também na apresentação em sala de aula. Os temas apresentados foram preconceito
linguístico, análises de provérbios, dialetos baianos, linguagem da internet,
características do falar rural e urbano, gírias, Libras e norma culta.

1- Preconceito Linguístico

Esse grupo apresentou o preconceito linguístico no nordeste, como o falar dos


nordestinos é visto perante a sociedade brasileira. Segundo Marcos Bagno, o
preconceito Linguístico refere-se a um fato social arraigado no comportamento de
muitas pessoas. Em um país como o Brasil de enorme extensão territorial, é impossível
ter uma unificação no dialeto, nas gírias, no modo de falar e etc. Mas como o nordeste é
a região mais pobre do Brasil sofre com preconceito.

2- Analises de provérbios populares e adágios

Foi apresentada uma breve avaliação dos conceitos sobre ditos populares mais
conhecidos como provérbios. Passados de geração em geração, e presentes em
diferentes momentos da história, os provérbios foram criados em sua maioria na
antiguidade e seus significados se relacionam a fatos da vida e por essa razão seu uso é
empregado até os dias atuais.

Provérbios; sentidos simples, sem deixar conotação de moralidade.

Adágios; refere-se a um conselho que precisa ser ouvido como sendo sábio, como um
bom conselho.

3- Dialetos Baianos

O dialeto baiano ou baianês, foi segundo o grupo o primeiro dialeto eminente brasileiro.
Sua formação foi graças a cidade de Salvador, a primeira capital da colônia do Brasil;
que abrigava a maioria da instituições administrativas do Brasil colonial e por isso
sofreu influencias de diversas ondas migratórias e contatos diversos povos desde os
europeus até indígenas e africanos.

Atualmente é considerado um dialeto muito rico sócio-culturamente, mas estigmatizado


pela mídia brasileira, que chega a ridiculariza-la, em certas ocasiões.

Tem como costume abreviar palavras e acabar criando outras com significado que pode
ser até diferente do inicial. Oxe, que é uma abreviação de oxente, que também é uma
abreviação de ô gente, perdeu significado original e hoje é utilizado para situações de
não entendimento. Já opaió é uma abreviação de olhe para ai, olhe, a palavra olhe é
comumente abreviada para ó ou oi (pronunciada em ditongo aberto) e para é
comumente abreviado para pá, juntando ó, pá, ai e ó, a palavra opaió surgiu.

4- A linguagem da Internet

Esse grupo trouxe uma linguagem muito vista dentro do meio jovem por causa da sua
expressão internetês que é um neologismo (de: Internet + sufixo ês) que designa a
linguagem utilizada no meio virtual, em que "as palavras foram abreviadas até o ponto
de se transformarem em uma única expressão, duas ou no máximo cinco letras", onde
há "um desmoronamento da pontuação e da acentuação", pelo uso da fonética em
detrimento da etimologia, com uso restrito de caracteres e desrespeito às normas
gramaticais.

Estudiosos, como Eduardo Martins, apresentam reservas em relação ao uso dessa


linguagem, observando que o "aprendizado da escrita depende da memória visual:
muita gente escreve uma palavra quando se quer lembrar sua grafia. Se bombardeados
por diferentes grafias, muitos jovens ainda em formação tenderão à dúvida".

5- Características do falar rural e urbano

Esse grupo por sua vez, trouxe para apresentação uma nova forma de ver a linguagem
envolvendo as falas das comunidades rurais; primeiro afirmaram que as áreas rurais, por
serem relativamente isoladas, tendem, mas que as urbanas, a conservarem traços
linguísticos são mais conservadoras (Mattos e Silva, 2000). Em segundo lugar, propõe
que em situação de intenso contato Interlinguístico, os processos naturais de mudança
linguística ocorrem de forma mais acelerada (Silva neto, 1950);ou seja, as inovações
ocorrem mais rapidamente nas áreas Urbanas. De acordo com Marcos Bagno(2001), do
ponto de vista da linguística não é possível dizer que as formas em destaque são
incorretas. Para ele, o problema que existe é uma redução da língua( que é um
fenômeno amplo e extremamente rico. Para ele, mesmo do ponto de vista da gramática,
muitos casos que são tidos como erros e desvios são questionáveis, pois todos eles têm
um padrão, uma certa coerência, e uma explicação cientifica.

6- Gírias

É um fenômeno de linguagem especial que consiste no uso de uma palavra não


convencional para designar outras palavras formais da língua. Pode ser empregado no
intuito de fazer segredo, humor ou distinguir o grupo que adota dos demais, muitas
vezes criando um jargão próprio. Assim, como uma expressão idiomática, é uma
palavra que se caracteriza por não permitir a identificação do seu significado através de
seu sentido literal. As gírias geralmente se originam de acordo com a cultura e
peculiaridades de cada região.

7. Língua de sinais brasileira (LIBRAS)

A língua brasileira de sinais( LIBRAS) é a língua de sinais(língua gestual) usada pela


maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros e reconhecida pela lei. É derivada
tanto de uma língua de sinais autóctone, que é natural da região ou do território que
habita, quanto da língua gestual francesa; por isso é semelhante a outras línguas de
sinais da Europa e da América. A LIBRA não é simples gestualização da língua
portuguesa, e sim uma língua à parte, como comprova o fato de quem em Portugal usa-
se uma língua de sinais diferente, a Língua gestual portuguesa.

8. Norma Culta

Esse grupo apresentou o ultimo slide do seminário apresentando a norma culta e seus
preconceitos com a seguinte definição; norma culta é um conjunto de padrões
linguísticos rigorosos que definem o uso correto de uma língua. Geralmente esse padrão
é usado por pessoas com elevado nível de escolaridade. A norma culta é vista como
uma linguage erudita, utilizada por um grupo de pessoas de elite, que utilizam a língua
portuguesa de forma culta. Pode ser dividida em duas modalidades, a formal e a
coloquial. A moralidade formal é usada na escrita, e é fundamentada nas regras da
gramática, com um elevado rigor. A vertente coloquial é relativa á parte oral de uma
língua, onde a rigidez é menor, há uma maior liberdade em relação as regras da
gramatica, no entanto, essas normas não podem ser transgredidas. Algumas alterações
são permitidas somente no contexto falado de uma língua.
Referencias Bibliográficas

Disponível em: http://www.suapesquisa.com/o_que_e/giria.htm

Acesso: às 22:41 min. 22/11/2014.

http://mundolucaz.blogspot.com.br/2012/09/as-girias-dos-asolescentes.html

Acesso: às 23:14 min. 23/11/2014.

http://tavernadoperegrino.blogspot.com.br/2011/09/mais-de-100-girias-da-linguagem-
popular.html

Acesso às 21:05 min. 24/11/2014.

Bagno, Marcos:. A norma culta: Língua e poder na sociedade brasileira São Paulo
editora Parábola 2003.

Resumo apresentados em sala de Aula.