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Relatório Perliminar

PRECISA PORTUGAL DE UM BANCO MAU?


Seminário da Licenciatura de Economia

Coordenadora: Professora Cândida Ferreira

Tutor: Professor Luís Teles Morais

3º ano, 2º semestre, 2017/2018

Beatriz Sousa, 46723

Catarina Morais, 46923

Joana Mendes, 47263

Sofia Tavares, 47238


EMF, Grupo 4, Economia, 3º ano Banco Mau: O quê? Porquê? Para quê?

PRECISA PORTUGAL DE UM BANCO MAU?


Por Joana Mendes, Catarina Morais, Beatriz Sousa, Sofia Tavares

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EMF, Grupo 4, Economia, 3º ano Banco Mau: O quê? Porquê? Para quê?

Agradecimentos

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EMF, Grupo 4, Economia, 3º ano Banco Mau: O quê? Porquê? Para quê?

Índice

Resumo

Abstract

1. Introdução, Motivação e Metodologia


2. Conceitos Técnicos
3. O Caso Português
4. Análise Macroeconómica
4.1 Argumentos a favor e contra
4.2. Perspetiva Internacional

5. Precisa Portugal de um Banco Mau?

6. Conclusão

Apêndice

Índice de Quadros
Índice de Gráficos

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EMF, Grupo 4, Economia, 3º ano Banco Mau: O quê? Porquê? Para quê?

Resumo
No âmbito da unidade curricular Seminário da Licenciatura de Economia, este
trabalho tem como objetivo responder à pergunta: “Precisa Portugal de um banco mau?”.

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Abstract

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1. Introdução, Motivação e Metodologia


Na última década do século XX, a sociedade portuguesa facilitou o acesso ao crédito
para os agentes económicos conseguirem investir em ativos reais, como por exemplo,
compra de habitação. Não obstante, o crédito trouxe uma melhoria significativa à Commented [BF1]: Como assim, não obstante? Tem tudo
a ver com o que foi referido
qualidade de vida de muitas famílias. Contudo, a utilização do crédito como recurso para
o crescimento económico nacional, foi mais uma razão que levou ao agravamento dos
fatores que desencadearam a crise financeira de 2007 2008, visto que os agentes não Commented [BF2]:

tinham como suprir todos os créditos que tinham contraído, levando a crédito malparado.

Num dos recentes relatórios da OCDE, foi dito referido que “resolver rapidamente
os NPL (Non-Performing Loans, é uma questão-chave para Portugal”. A acumulação de
NPL, ou crédito malparado, nos balanços dos bancos em Portugal é visto como um dos
principais obstáculos ao crescimento do país e um dos principais fatores causadores de
crises económicas.

Este trabalho pretende assim analisar os dados existentes sobre NPL em Portugal,
assim como uma das possíveis soluções para o problema: a criação de um banco mau. Commented [BF3]: Já disseste “assim”

Mellon Bank foi o primeiro banco, em 1988, a usar a estratégia de criação de um


banco mau. o Grant Street National Bank, como forma de reter os seus ativos tóxicos. A Commented [BF4]: Reter?

criação desse mesmo banvo Grant Street National Bank não envolveu qualquer depósito
público e teve um desfecho positivo em termos de lucro para os seus investidores. A crise
financeira de 2008 veio reavivar o interesse nesta solução, sendo Portugal um dos países
que recorreu à mesma.

Numa primeira abordagem, serão definidos os conceitos técnicos fundamentais para


a compreensão do tema em análise. De seguida, pretendemos analisarserá analisado o
Caso caso Português através detendo em consideração dados fidedignos recolhidos do
Banco de Portugal, entre outras fontes.

Consideramos fundamental, posteriormente, realizarPosteriormente, será realizada


uma análise aos argumentos a favor e contra a criação dos denominados “Bancos Maus”,
bem como um estudo da perspetiva internacional em que estes se encontram através do
estudo de casos de bancos maus na Europa: Suíça, Suécia, Irlanda, Alemanha ou França. Commented [BF5]: Já disseste “estudo”

Por último, depois de analisar todo o ambiente conjuntural, temos como objetivo
responder à pergunta central do trabalho – “Precisa Portugal de um Banco Mau?”.

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2. Conceitos Técnicos

Atualmente, muitos bancos na Europa sofrem de elevados níveis de nonperforming


loans. Um NPL (Nonperforming Loan), representa o montante em dívida por parte dos
agentes económicos para pagarem os financiamentos e obrigações que possuem. Uma vez
que esse empréstimo esteja em falta (crédito em incumprimento), a probabilidade de vir
a ser pago na totalidade é cada vez mais baixa – tornando-se em crédito malparado.

As possíveis causas para altos níveis de NPLs passam por: uma falta de preparação
dos bancos na gestão destes ativos (por inércia ou falta de estratégia clara – não tendo
recursos ou experiência suficientes), impedimentos estruturais, exigência de preço por
parte do investidor ou limitações por parte da assistência do Governo.

Crédito malparado é assim um exemplo de um ativo tóxico, um ativo cujo seu valor Commented [BF6]: <3

desceu drasticamente e que não pode ser vendido por ser uma garantia de dinheiro perdido
para o investidor, tornando-se ilíquido.

Apesar da taxa média de NPLs ter vindo a diminuir lentamente na União Europeia,
continua superior à maioria dos países desenvolvidos como os EUA e o Japão. É notável
que os países que mais sofreram com a crise (Portugal, Grécia, Chipre, Itália, Irlanda, ...)
são também os que sofreram maiores aumentos no rácio de NPLs. Isto justifica-se pela
forte correlação que existe entre altos níveis de NPLs e uma fraca performance prestação
na economia. Desta forma, altos níveis de nonperforming loans consomem capital,
requerem gestão de tempo e atenção de atividades centrais dos bancos, reduzem a
rentabilidade, aumentam os custos, influenciam negativamente o crédito ao consumo e ao
investimento e diminuem a viabilidade e sustentabilidade do banco.

Entende-se por Banco uma instituição financeira, regulada pelo Governo Nacional
ou pelo Banco Central, intermediária entre agentes superavitários e deficitários. Tem
múltiplas funções, entre as quais: captar os recursos dos agentes superavitários em forma
de depósitos e concedê-los a juros a agentes deficitários em forma de empréstimos,
fornecer serviços financeiros, realizar pagamntos, troca de moedas internacionais, entre
outros. Os bancos dividem-se em bancos comerciais e bancos de investimentos. Commented [BF7]: Not true

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Um performing loan concede ao banco o rendimento necessário para fazer lucro e


poder conceder novos empréstimos. Contrariamente a estes, um nonperforming loan é
um problema para os bancos, visto que, quando os mutuantes entram em incumprimento,
o banco começa a deixar de parte mais capital tendo consciência de que é provável que
este não venha a ser pago. Commented [BF8]: Este parágrafo não é óbvio? Já tinhas
dito isto

Existem várias soluções no que toca à resolução do crédito malparado, entre elas: a
criação de um banco mau, Asset Management Companies (AMC), aumento da Commented [BF9]: O nome formal de “banco mau” é
veículo qualquer coisa.
preparação do banco para estes ativos, dinamização dos mercados para NPLs, as
própriasmelhoramento das condições macroeconómicas ou a recapitalização do banco. Commented [BF10]:

Este trabalho pretende focar-se na primeira solução, a criação de um Banco Mau, um


banco que compra os ativos tóxicos de outro banco com um número significante de
NPLsativos tóxicos. Ao transferir tais ativos para o Banco Mau, o Banco original “limpa”
o seu balanço e resolve problemas governamentais, validação e transparênciaos seus
problemas de liquidez, reinstaurando a confiança dos depositantes. Além disso, o banco
mau, caso implementado, traria alívios de dívida para estimular o crescimento e extensão
de crédito.

Estes ativos podem ser vendidos mesmo se legal e economicamente baixados. Os Commented [BF11]: Falta um bocado contexto para este
parágrafo
compradores podem ser bancos de terceiros ou investidores institucionais. O Banco mau
pode comprar estes ativos tóxicos ao preço que está no balanço do banco original ou então
pode adquiri-los ao preço de mercado. No primeiro caso, o banco não irá registrar perdas,
todavia, estas serão dadas como pertencentes às finanças públicas. No segundo caso, os
bancos são obrigados a reconhecer as perdas com o intuito de melhorarem a imagem e
obterem a confiança de alguns organismos financeiros internacionais.

Perguntas para o professor:

Se o banco pode estar insolvente ou apenas problemas de liquidez?

O banco mau compra apenas o risco de deter ativos tóxicos? Estes só são vendidos a
terceiros quando voltam a ganhar valor?

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Referências Bibliográficas

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Disponível em: [Acesso em: 2018/03/22]


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Disponível em: https://www.investopedia.com/ [Acesso em: 2018/03/17].
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Disponível em: https://www.mckinsey.com/industries/financial-services/our-
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https://www.bankingsupervision.europa.eu/ecb/pub/pdf/ssm.stock_taking2017.en.pdf
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Garzón, Eduardo (2011). “Em que consite um banco mau?” Disponível em:
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Disponível em: https://assets.kpmg.com/content/dam/kpmg/xx/pdf/2017/05/non-
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