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Diagnóstico da Situação da Implementação da Política Nacional de Educação Especial na

Educação Inclusiva 2008

Foram enviados instrumentos de pesquisa para as 27 Secretarias Estaduais de Educação


Estados com índice de resposta de 70% e para os 27 municípios das capitais obtendo o mesmo
índice de resposta. Além do instrumento foram pesquisados os sites oficiais das secretarias de
educação na busca de informações tanto da política adotada quanto dos resultados alcançados na
área da educação especial e colhidas informações No Censo Escolar do MEC/INEP.
Além da pesquisa documental e entrevistas estruturadas foram realizadas visitas técnicas a todos
os estados. Nas unidades da federação foram feitas entrevistas com secretários de educação,
ministério público, conselhos de educação, visitas às Salas de Recursos Multifuncionais, Centros
de Referência, escolas públicas e instituições privadas de educação especial.
A partir dos dados constituídos foram construídas categorias de análise para compor os relatórios
das consultorias.
Nas Universidades e institutos federais foram consultados os Programa de Desenvolvimento
Institucional (PDI) e os Projetos Pedagógicos Institucionais (PPI). Foi realizada análise de conteúdo
e o estudo foi desenvolvido a partir dos eixos do Programa Incluir, ou seja, Acessibilidade, Currículo,
Informação e Formação de Profissionais.
O resultado das consultorias demonstrou a necessidade de revisão e reelaboração do texto da
política, esclarecendo que o AEE tem como objetivo promover acessibilidade ao currículo
comum, com o planejamento de suas ações construídas em parceria entre o professor especialista
e o professor da sala comum, em vista do distanciamento que ocorre, na maioria dos casos, entre
esses dois profissionais.
Esse distanciamento muitas vezes se expressa na dimensão física visto que a própria Resolução
(Resolução 04/2009 – CNE/CEB) e Decreto (Decreto 7.611/2011) que estabelecem as diretrizes
para esse serviço, admitem tanto a oferta fora da escola de matrícula do aluno, no contexto das
redes públicas de ensino, e em instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins
lucrativos, conveniadas com o poder público para oferta do AEE. Ainda que realizado na mesma
escola de matrícula do estudante, o AEE ocorre no contraturno.
Todas essas circunstâncias de distanciamento físico podem ser minimizadas desde que sejam
adotadas estratégias de aproximação dos profissionais do AEE e da sala comum, como foi
constatado em alguns contextos pesquisados. Entretanto, a falta de articulação foi apontada como
um dos fatores que precisam ser resolvidos em muitas regiões e também no âmbito do ensino
superior, que nesse contexto se manifesta como necessidade de que as políticas e ações da
universidade sejam emanadas dos Programas de Desenvolvimento Institucional (PDI) e dos
Projetos Pedagógicos Institucionais da (PPI), uma vez que a política de inclusão deve ser “missão
das universidades, enquanto polo produtor e difusor de conhecimento, que precisa estar na
vanguarda das transformações da sociedade” não podendo ficar a cargo de um setor (Núcleos de
Acessibilidade e Núcleos de Atendimento a Pessoas com Necessidades Específicas), muitas vezes
sem estrutura e poder para implementar ações necessárias nas várias dimensões, como currículo,
formação de professores, informação e acessibilidade.
As consultorias realizadas na Educação Básica, indicaram a preocupação em relação à falta de
articulação desses profissionais e, não só entre eles, mas entre equipe
especializada/escola/família.
Estados e municípios apontaram preocupação quanto à sensibilização e colaboração das famílias
em relação aos estudantes considerados público da Educação Especial; a necessidade de
atividades colaborativas através de parcerias/convênios com instituições capazes de auxiliar a
escola; articulação entre a escola com a comunidade com a qual está localizada; atenção às
necessidades ou queixas dos professores, familiares e estudantes em relação à inclusão e ao
Atendimento Educacional Especializado e ainda articulação entre os professores da classe comum
e da sala de recursos multifuncional.
Dentre as recomendações feitas pelos consultores destaca a necessidade de “revisão e
reelaboração do texto da política esclarecendo de forma objetiva – sem dubiedade linguística – que
o AEE é um serviço que tem como objetivo promover a acessibilidade ao currículo comum, portanto
o planejamento deve ser construído em parceria entre professor da sala de aula regular e do AEE”.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA, ALFABETIZAÇÃO, DIVERSIDADE E INCLUSÃO-SECADI
DIRETORIA DE POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL-DPEE
Esplanada dos Ministérios, Bloco L, 4° andar – anexo I – sala 412 - CEP: 70047-900
Fone: (61) 2022-7661 -FAX: (61) 2022-7276
educacaoespecial@mec.gov.br

Ajuda Memória

Reunião de Apresentação da Proposta de Atualização da Política Nacional de Educação Especial

Data: 13 de abril de 2018.

Local: Ministério da Educação, Edifício Sede, sala 619, SASE.

Horário: 14:30 às 17:00 h.

Os slides da apresentação realizada pelo MEC e a lista de presença figuram em anexos.

PARTICIPANTES:

 Ivana de Siqueira (Secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão –


SECADI/MEC);
 Marcos Osório (Secretário da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino -SASE);
 Ektor Passini (Diretor da Secretaria Executiva - SE/MEC);
 Maraiza Azevedo (Consultora da SE/MEC);
 Aricélia Ribeiro do Nascimento (Representante da Secretaria de Educação Básica-SEB);
 Nara Maria Pimentel (Representante da Secretaria de Educação Superior -SESU);
 Amarilis Tavares (Representante da Secretaria de Regulação do Ensino Superior -SERES);
 Joana Paula Alves da Silva Noia de Sousa (Coordenadora de Articulação Acadêmica, da
Coordenadoria Geral de Programas e cursos a Distância -CAPES);
 Franclin Costa do Nascimento (Assessor Especial para Inclusão Social Produtiva e Diversidade -
DPR/SETEC/MEC);
 Adriano Almeida Dani (Chefe de Gabinete da SECADI/MEC),
 Adriana Rozinholi (Assessora do gabinete da SECADI/MEC);

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 Sueli Melo (Assessora do gabinete da SECADI/MEC),
 Ricardo Pires (Assessor do gabinete da SECADI/MEC);
 Patrícia Neves Raposo (Diretora de Políticas de Educação Especial – DPEE/SECADI/MEC);
 José Rafael Miranda (Coordenador Geral da Política Pedagógica da Educação Especial –
CGPEE/DPEE/SECADI/MEC);
 Iêdes Soares Braga (Coordenadora Geral da Política de Acessibilidade na Escola –
CGPAE/DPEE/SECADI/MEC);
 Marilene Pedrosa (Coordenadora da Diretoria de Políticas de Educação Especial –
DPEE/SECADI/MEC);
 Louise Moraes (Representante da Diretoria de Estudos Educacionais -INEP);
 Sabrina Trica Rocha (Representante da Diretoria de Estáticas Educacionais -INEP);
 Ana Paula Torres (Assessora Técnica para Assuntos de Gestão Estratégica e Governança – FNDE);
 Estevão Martins (Coordenador de Habilitação e Registro-FNDE);
 Suely Melo de Castro (Conselheira do CNE);
 Adriana Barufaldi (Gestora Nacional do SENAI)
 Daniel Ximenes (Diretor da DPEDHUC/ SECADI/MEC),
 Maria das Graças da Silva (Diretora da DEPAEJA/SECADI/MEC);
 Rita Potyguara (Diretora da DPECIRER/SECADI/MEC);
 Luiz Alexandre Paixão (Consultor da SECADI/MEC);
 Fabiana Tomaz Nunes (SECADI/MEC);
 Eneida Bueno Benevides (DPEE/SECADI/MEC);
 Marli Alves Flores Melo (DPEE/SECADI/MEC);
 Márcia Cristina Galvão Silveira (DPEE/SECADI/MEC);
 Vanessa Carvalho Soares (DPEE/SECADI/MEC);
 Jônatas Elienay Pacheco Portugal (DPEE/SECADI/MEC);
 Leandro de Souza Santos (DPEE/SECADI/MEC);
 Idalene Aparecida André (DPEE/SECADI/MEC).

PRINCIPAIS PONTOS ABORDADOS:

 Objetivo da reunião: apresentar ideias centrais da proposta, ainda em construção, de atualização da


Política Nacional de Educação Especial, coletar subsídios e compartilhar o processo de construção
coletiva da proposta, visando à elaboração de documento preliminar para dispor em Consulta Pública.
 De início, a Secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério
da Educação, Ivana de Siqueira, esclareceu não haver, ainda, documento pronto e destacou a

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importância da atualização da Política Nacional de Educação Especial, dada a evolução da própria
legislação a partir de 2008 (ano de edição da última política), considerando muitos normativos
publicados recentemente nos planos nacional e internacional.
 Destacou-se a abertura da SECADI/MEC para acolher contribuições e alinhar as propostas, antes de
colocar o documento para consulta pública.
 Considerou-se que foi realizado um levantamento de informações no país, a partir de 2016, por meio
do qual foram identificados pontos onde se precisa evoluir, adequar e aprimorar a política de educação
especial.

 A colaboração dos presentes foi solicitada para formação de uma proposta, destacando a importância
dessas contribuições para a preparação de uma política que contemple a todos. Também foi informado
que, após conclusão da fase de elaboração do documento com a proposta de atualização da política
nacional de educação especial, seguir-se-á a metodologia que o MEC vem adotando para consulta
pública, com ampla divulgação e roteiro de contribuições, havendo a intenção de consolidar a proposta
ainda em 2018.

 Destacou-se, também, a necessidade fundamental de envolvimento e responsabilidade de todos os


atores na educação especial e não somente dos professores que atuam em classes comuns. Para isso, é
importante ter clareza dos papéis de todos, para promover formação continuada e capacitação de
profissionais, fortalecer o AEE com mais suportes, entendendo a Educação Especial como necessária
ao longo da vida.
 A Diretora de Políticas de Educação Especial, Patrícia Raposo, apresentou, então, em linhas gerais, os
principais aspectos da proposta de atualização da Política Nacional de Educação Especial. Os slides
apresentados pelo MEC, contendo os principais pontos da proposta, encontram-se em anexo.

 Foram distribuídas fichas aos participantes, contendo apenas os principais tópicos que seriam
apresentados, para que pudessem tomar notas durante a apresentação e, em seguida, participar com
suas observações, sugestões, críticas, dúvidas e comentários diversos.
 Seguiu-se o debate. Utilizando-se o mesmo arquivo com os slides apresentados pelo MEC, ao final
foram inseridos dois slides em branco, para consolidação conjunta, ainda durante a reunião, de todas
as manifestações dos participantes.

ENCAMINHAMENTOS:

 Solicitou-se aos participantes, também, a colaboração posteriormente à realização daquela reunião,


enfatizando-se a disposição da SECADI/MEC em acolher as contribuições e a importância da
construção coletiva dessa proposta de atualização da política de educação especial, considerando a sua
transversalidade por todas as áreas ali representadas.

 A proposta apresentada pelo MEC teve boa acolhida entre os presentes, que se dispuseram a colaborar,
também, nas etapas seguintes desse trabalho.

 Após encerrarem-se as participações no debate, a equipe da SECADI, responsável pelo


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desenvolvimento da proposta de atualização da Política Nacional de Educação Especial, reiterou seu
compromisso de considerar todos os pontos discutidos e contribuições recebidas na elaboração de um
documento, que será colocado em Consulta Pública pelo MEC.
 Assim, registram-se os seguintes pontos que foram discutidos na ocasião:

1. Sistema Educacional Inclusivo


• Princípio de cultura da escola
• Educação Básica e Superior
• Todos os espaços precisam ser também espaços de formação
• Rever o papel dos Núcleos de Acessibilidade
• Caracterizar abordagem: respeitar e aprender com a diversidade (premissa)
• Quem faz a inclusão são as pessoas
• Acessibilidade: conceito universal
• Acessibilidade na escola não é só para o estudante
• Educação ao longo da vida

2. Identificação do Estudante
• Os dados não falam por si só; importante não só matrícula, mas o acolhimento/permanência para a
verdadeira inclusão
• Laudo médico: não é limitante

3. Envolvimento do estudante e da família no processo decisório


• Conceitos e princípios a serem resgatados

4. Plano Individual de Desenvolvimento Escolar


• Plano da escola, avaliado pela escola
• Como vai se configurar na prática
• Comprometimento do aluno
• Foco na aprendizagem – que é o campo de atuação da escola
• Agregar linhas diferentes de atuação dos profissionais
• Cada público tem especificidades que precisam ser atendidas;
• individualização do atendimento: no plano do AEE que o professor irá trabalhar
• Responsabilidade da escola, atrelado ao projeto pedagógico da escola
• Professor do AEE deve atrelado ao professor da classe comum
• PIDE deve ser INSTITUCIONAL
• Plano consolidado com suporte jurídico no regimento
• Plano institucional para IES?
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5. Ações voltadas para resultados de aprendizagem
• Relevância do PIDE
• Considerar todos os níveis e modalidades,
• tempos de aprendizagem de cada um

6. Formação para construção do Sistema Inclusivo


• Não só a formação dos professores mas também dos gestores;
• Condição de compreender a diversidade;
• Formação dos profissionais dos Setores de Assistência Estudantil dos Institutos Federais
• Responsabilidade das escolas e dos sistemas

7. Responsabilização dos atores


• Trabalhar de forma concreta
• Tomada de decisão conjunta
• Rever a postura diante da Educação Especial
• Profissionais jovens em início de atuação: formá-los
• Responsabilização dos atores é fundamental no processo
• Preocupação com as camadas de responsabilidade, definir claramente o papel de cada ator

8. Atuação local em rede


• Preocupação com a implementação da política

9. Instersetorialidade
• INEP/Censo
• Levar a discussão da implementação para CONSED e UNDIME
• Rede de atuação da SERES – parceria –
• Feramentas de comunicação com IES

10. Avaliação e monitoramento


• Reformulação do Censo Escolar INEP
• Melhoria do Caderno de conceitos (Censo Inep)
• Possibilidade de discutir junto ao órgão regulador (IES);
• Melhorar componentes de DH nos instrumentos regulatórios (avaliação de instituições e de cursos -
IES)
• Avaliar possibilidade de bônus
• Capacitação dos avaliadores que vão in loco.
SECADI/MEC, 13 de abril de 2018.
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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA, ALFABETIZAÇÃO, DIVERSIDADE E INCLUSÃO-SECADI
DIRETORIA DE POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL-DPEE
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Ajuda Memória

Reunião de Apresentação da Proposta de Atualização da Política Nacional de Educação Especial

Data: 16 de abril de 2018.

Local: Ministério da Educação, Edifício Sede, sala 619, sala de reuniões da SASE.

Horário: 14h30 às 18h.

Os slides da apresentação realizada pelo MEC figuram no Anexo I.

A lista de presença figura no Anexo II.

PARTICIPANTES:

Pelo MEC:

 Ivana de Siqueira, Secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão –


SECADI,
 Patrícia Neves Raposo, Diretora de Políticas de Educação Especial – DPEE/SECADI
 Adriano Almeida Dani, Chefe de Gabinete da SECADI
 Adriana Rozinholi, Assessora do Gabinete da SECADI
 Ricardo Pires, Assessor do Gabinete da SECADI
 José Rafael Miranda, Coordenador-Geral da Política Pedagógica da Educação Especial –
CGPEE/DPEE/SECADI
 Iêdes Soares Braga, Coordenadora-Geral da Política de Acessibilidade na Escola –
CGPAE/DPEE/SECADI
 Linair Moura Barros Martins, Coordenadora-Geral de Articulação da Política de Inclusão nos
Sistemas de Ensino/DPEE
 Marilene Pedrosa, Coordenadora da Diretoria de Políticas de Educação Especial – DPEE/SECADI
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 Eneida Bueno Benevides, membro da equipe da DPEE


 Idalene Aparecida André, membro da equipe da DPEE
 Marli Alves Flores Melo, membro da equipe da DPEE
 Vanessa Carvalho Soares, membro da equipe da DPEE
 Maria das Graças da Silva, Diretora de Políticas para a Juventude, Alfabetização e Educação de Jovens
e Adultos (DPAEJA/SECADI)
 Patrícia Mollo, Coordenadora-Geral de Direitos Humanos (DPEDHUC/SECADI)
 Luiz Alexandre Rodrigues Paixão, Estatístico, Consultor (SECADI)
 Sueli Mello, Assessora do Gabinete da SECADI
 Fabiana Tomaz Nunes, Assessora Administrativa Gabinete da SECADI
 Luiz Roberto Martins, Assessor Gabinete/SECADI
 Rafaela Osório, consultora da Secretaria Executiva (SE/MEC)
 Isabela Correia, consultora da Secretaria Executiva (SE/MEC)

Representantes das entidades convidadas:


 Ana Cláudia Mendes de Figueiredo (Vice-Presidente FBASD),
 Francisco Djalma de Oliveira (Conselheiro CONADE),
 Graziela Cristina Jara Pegolo dos Santos (Presidente ConBraSD),
 João Ricardo Melo de Figueiredo (Diretor-geral do Instituto Benjamin Constant - IBC),
 Paulo Roberto do Nascimento (Chefe de Gabinete do Instituto Nacional de Educação de
Surdos/INES),
 Terezinha Assman (Presidente UNDIME),
 Joana Saraiva (comunicação da UNDIME),
 Ester Alves Pacheco (Presidente CBRPD- Comitê Brasileiro de Organizações Representativas das
Pessoas com Deficiência e Fenapestalozzi),
 Maria Glória Batista da Mota (Secretária executiva ONCB),
 Maraísa Helena Estevão Pereira (Diretora pedagógica Pestalozzi),
 Sílvia de Souza Campos (Vice-presidente da Fenapestalozzi),
 Fabiana Maria das Graças de Oliveira (Coordenadora Fenapaes)
 Erivaldo Fernandes Neto (Coordenador Fenapaes),
 Maria Cecília Amendolla (Presidente Interina do CONSED),
 Eduardo Colen (Assessor/CONSED),
 Carolina Sanchez (Diretora Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência/MDH) e
Talita Dall’Agnol (Assessora).
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PRINCIPAIS PONTOS ABORDADOS:

 Objetivo da reunião: apresentar ideias centrais da proposta, ainda em construção, de atualização da


Política Nacional de Educação Especial, coletar subsídios e compartilhar o processo de construção
coletiva da proposta, visando à elaboração de documento preliminar para dispor em Consulta Pública.
 A Secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da
Educação, Ivana de Siqueira, esclareceu não haver, ainda, documento pronto e destacou a importância
da atualização da Política Nacional de Educação Especial, dada a evolução da própria legislação a
partir de 2008, que foi o ano de edição da última política. Citou alterações nas leis de Direitos
Humanos, na Educação, a inclusão da Educação ao longo da vida na LDB, o advento do Plano Nacional
de Educação, normativos recentes relacionados à superdotação, ao autismo, entre outros mecanismos
legais que surgiram depois de 2008, estando a política defasada. Salientou a necessidade e disposição
de acolher contribuições e alinhar as propostas, antes de colocar o documento para consulta pública.
Informou sobre o levantamento de informações realizado no país, a partir de 2016, por meio do qual
foram identificados pontos onde se precisa evoluir, adequar e aprimorar a política. Solicitou a
contribuição dos presentes, para formação de uma proposta, destacando a importância dessas
contribuições para a preparação de uma política que contemple a todos. Informou que após concluir a
fase de elaboração do documento, usará a metodologia que o MEC vem utilizando para consulta
pública, com ampla divulgação e roteiro de contribuições. Evidenciou que a intenção é conseguir
consolidar a proposta ainda nesse ano de 2018.

 Destacou-se, também, a necessidade fundamental de envolvimento e responsabilidade de todos os


atores na educação especial e não somente dos professores que atuam em classes comuns. Para isso, é
importante ter clareza dos papéis de todos, para promover formação continuada e capacitação de
profissionais, fortalecer o AEE com mais suportes, entendendo a Educação Especial como necessária
ao longo da vida.

 Após breve explicação sobre a metodologia da reunião, passou-se à apresentação da proposta de


atualização da Política Nacional de Educação Especial. A Diretora de Políticas de Educação
Especial, Patrícia Raposo, fez suas considerações aos representantes das instituições e apresentou, em
linhas gerais, os principais aspectos da proposta.

 Os slides apresentados pelo MEC, contendo os principais pontos da proposta de atualização da Política
Nacional de Educação Especial, encontram-se em anexo (ANEXO I).

METODOLOGIA DA REUNIÃO:
 Apresentação da proposta pelo MEC, seguida de dinâmica com os participantes e amplo debate.

 Para o debate, a fim de manter a fidedignidade das ideias apresentadas pelos participantes da reunião
e garantir o pleno registro das contribuições recebidas, utilizou-se de uma dinâmica que consistiu em:

 Distribuição de post-its aos participantes, solicitando-lhes que escrevessem seus comentários,


críticas, sugestões, dúvidas e observações;
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 Solicitou-se aos participantes que fixassem cada um de seus post-its em um grande painel
elaborado na parede da sala de reunião, contendo espaços reservados a cada item da
apresentação feita pelo MEC (contexto, objetivo, definição de educação especial, público,
diretrizes – sendo um espaço para cada diretriz), com o intuito de coletar o máximo de
comentários em relação a cada ponto da proposta que estava sendo apresentada;

 Em seguida, abriu-se espaço para o debate, onde todos os participantes tiveram a oportunidade
de apresentar seus comentários e desenvolver as ideias registradas nos post-its.

 Solicitou-se, ainda, que os participantes também pudessem colaborar posteriormente à


realização daquela reunião, e foi colocado à disposição o e-mail
(educacaoespecial@mec.gov.br) e telefone da Diretoria de Políticas de Educação Especial (61
2022-7661), restando claro que a participação em todos os momentos seria não só bem-vinda,
como desejável, e que não se esgotava nesta reunião, dada a grande disposição do MEC em
acolher as contribuições e construir coletivamente a proposta de atualização da política.

ENCAMINHAMENTOS:

De modo geral, os participantes da reunião demonstraram boa receptividade em relação à iniciativa


do MEC.

Após encerrarem-se as participações no debate, considerou-se que o objetivo da reunião foi cumprido
e a equipe do Ministério da Educação, presente na ocasião, comprometeu-se a considerar todos os pontos
discutidos, ponderações e contribuições recebidas, no desenvolvimento da proposta de atualização da Política
Nacional de Educação Especial, cuja versão preliminar de um documento, ainda a ser elaborado, será colocado
em Consulta Pública pelo MEC, ampliando ainda mais o debate, a participação da sociedade e garantindo a
transparência de todo o processo.

Assim, registram-se os seguintes pontos que foram discutidos na ocasião:

Diretriz 1: Sistema educacional inclusivo


 Estruturar melhor as salas de recursos.
 Criar protocolos iniciais para interligar o sistema inclusivo em atendimento à base comum.
 Além do AEE, devem aparecer no texto as classes e escolas especiais como integrantes do sistema
educacional inclusivo, contemplando os estudantes com deficiências das séries iniciais e ensino
fundamental.
 Promoção da educação especial com palestras, seminários, divulgação melhor do dia a dia da Educação
Especial em escolas, para contribuir com a redução de barreiras atitudinais.
 As escolas e classes especiais das organizações sociais devem ser reconhecidas como integrantes do
sistema educacional inclusivo, tendo direito a financiamento público para seu funcionamento.

Diretriz 2: Identificação do estudante para a educação especial o mais cedo possível


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 O diagnóstico é uma exigência muito forte presente nas escolas. Como ultrapassar as dificuldades
atuais para identificar o estudante da Educação Especial o mais cedo possível?
 Quem vai identificar e como? Quais serão as diretrizes ou fundamentos?

Diretriz 3: Envolvimento do estudante e da família no processo decisório


 Individualizar a solução com a participação das famílias.
 Deixar explícito o direito dos pais e familiares à escolha do modelo educacional do estudante com
deficiência, incluindo o direito de escolha pela escola ou classe especial.

Diretriz 4: Plano individual de desenvolvimento escolar (PIDE)


 Estabelecer diretrizes e ampliar ou deixar aberto p/ ter aprendizado também em outros espaços (escola,
centro, instituição).
 Considerar o documento da CIF para a elaboração do plano individual de desenvolvimento do aluno e
propiciar mecanismos de armazenamento de dados para uma continuidade dos atendimentos

Diretriz 5: Ações voltadas para resultados de aprendizagem


 Os resultados de aprendizagem resultam da participação ativa de todos. No caso da Educação Especial
é preciso acreditar que todos podem aprender.
 Como orientar o sistema para práticas que conduzam à superação das barreiras à aprendizagem?
 Organização curricular, flexibilização, diferenciação curricular.
 Garantir flexibilização curricular focando principalmente nos estudantes com deficiência intelectual e
múltipla.

Diretriz 6: Formação para construção de um sistema inclusivo.


 Estimular com benefícios os docentes que fizerem formação em Educação Especial.
 Envolver o professor, o dirigente, o estudante, a comunidade e outros profissionais da saúde.
 A frequência e continuidade do AEE deve levar em consideração as necessidades específicas dos
estudantes com deficiência.
 Realizar formação continuada em educação especial para os profissionais da educação.
 Cursos específicos para professores das escolas comuns e do AEE.

Diretriz 7: Responsabilização dos atores


 A responsabilização dos atores requer a aceitação das diferenças. Essa aceitação implica na ruptura
com elementos muitas vezes arraigados nas práticas de culpabilização. Como sensibilizar os atores
para se comprometerem e aceitarem esse desafio?

Diretriz 8: Atuação local em rede


 Intersetorialidade. Estabelecer diretrizes prontas e definir em lei a atuação conjunta das políticas
públicas.

Diretriz 9: Intersetorialidade
 Garantir o acesso do estudante às ações integradas da saúde e assistência social.
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Diretriz 10: Avaliação e monitoramento


Não foram feitas contribuições.

Outros:
 Público abrangente, necessita ser abordado com clareza.
 Recursos insuficientes para essa demanda.
 Detalhar os serviços da educação especial.
 Considerar dentro da padronização existente o conceito de DI, a abertura para análise da deficiência
socialmente construída frente às possíveis considerações errôneas da dificuldade de aprendizagem.

SECADI/MEC, 16 de abril de 2018.