Você está na página 1de 10

Avaliação pré-anestésica (APA)

Características
-Obrigatória
-Pode ser realizada a beira do leito, em ambulatório ou consultório
próprio (deve ser remuneradas)
 A consulta a beira do leito deve ter seu pagamento juntamente com
a anestesia em sí
-O anestesiologista deve decidir da conveniência ou não da prática do ato
anestésico, de modo soberano e intransferível
 Em situações de emergência, realizar em algum momento antes da
cirurgia (utilizar informações coletadas do parente ou próprio
paciente)
-Objetivos
 Diminuir morbidade e mortalidade cirúrgica
 Diminuir ansiedade pré-operatória
 Diminuir custo do atendimento perioperatório
 Liberar, com segurança, o paciente para a cirurgia
-Divisão
 Anamnese (56% de efetividade)
 Exame físico (17% de efetividade)
 Exames complementares (5% de efetividade)
-Quando deve ser realizada
 Deve ser realizada tempo antes (10-15 dias) da cirurgia
 10 a 15 dias – Tempo necessário para realizar exames
complementares (se necessário), e para o paciente se preparar
psicologicamente para a cirurgia
 Não deve ser realizada muito tempo antes da cirurgia (meses antes)
 Estado físico pode ser alterado
 A relação médico-paciente pode se perder com o tempo
(principalmente em relação as crianças)
 Recomendável – 2 semanas a 2 meses antes da cirurgia (10-15 dias)

Ficha
-Identificação
-Histórico clínico
 Avaliação dos diversos sistemas e órgãos e de fatores de risco
 Uso de medicamentos
 Medicamentos normais – Não suspender até momentos antes
da cirurgia
 Hipoglicemiantes – Suspende dia anterior
 Cardíacos – Não suspende
 Tireoidianos – Não suspende
 Anticoagulante – Depende (pode-se mudar o
anticoagulante)
 Antidepressivo – Só o monoamino-oxidase
 Fitoterápicos – Suspender
 Efedra
 Alho, Gisen, Ginko, Ginger, Vit E
 Erva de São João – Prolongados efeitos da anestesia
 Uso de fitoterápicos e drogas ilícitas
 Antecedentes de reação alérgica a fármacos, atopia e reação aos
derivados do látex
 Reação ao látex – Choque anafilático  Morte
 Pacientes que tem contato frequente com o látex
 Profissionais da área de saúde
 Crianças com meningomielocele (atonia de esfíncter
urinário/anal)
 Pacientes com sondagem repetidas
 Trabalhadores que lidam com derivados de látex
 Usar Kit látex-free
-Exame físico
 Testes preditivos de intubação difícil
 Índice de Mallampati modificado
 Classe I: visualiza-se toda a parede posterior da
orofaringe, incluindo o polo inferior das tonsilas palatinas.
 Classe II: visualiza-se parte da parede posterior da
orofaringe.
 Classe III: visualizam-se a inserção da úvula e o palato
mole. Não é possível evidenciar a parede posterior da
orofaringe.
 Classe IV: visualizam-se somente parte do palato mole e o
palato duro.
 Distância esterno-mento
 Normal – Maior que 12,5cm
 Problema – ≤12,5cm

-Exames pré-operatórios – Os exames complementares devem ser


pedidos de acordo com os achados na história clínica e/ou no exame
físico
 Tempo de validade dos exames – 1 ano (ASA 1 e 2)
-Relatórios de consultas em clínicas especializadas
-Classificação de risco
 Grupos de risco

-Fitoterápicos – Podem ocasionar interação medicamentosa. Suspender


antes da anestesia
 Efedra – Interação com antidepressivos e vasopressores (Aumento
da pressão arterial)
 Alho, Ginsen, Ginko, Ginger, Vit E - Aumento do sangramento em
pacientes com anticoagulantes
 Erva São João – Prolongamento dos efeitos da anestesia

Classificação do paciente
-De acordo com o estado físico do paciente
 ASA1 – Normal, não tabagista e uso moderado de álcool
 ASA2 – Com cormobidade e controlado
 Via aérea da gestante sempre pode ser difícil
 ASA3 – Uma ou mais doenças moderadas graves
 ASA4 – Doença grave com ameaça de morte
 ASA5 – Paciente moribundo sem expectativa de sobrevida se não for
operado
 ASA6 – Paciente com morte encefálica declarada, cujos órgãos estão
sendo removidos para doação
-OBS – Estado físico é diferente de risco cirúrgico (o segundo depende de
mais variáveis além do estado físico)

Consultas em clínicas especializadas


-Indicação depende do:
 Estágio da doença
 Grau de disfunção
 Condição do paciente
-Tratamento da doença até nível ‘’ótimo’’ para a cirurgia
Importância da APA
-Condição emocional do paciente – Diminui a ansiedade do paciente,
diminuindo o medo do desconhecido (dor, perda de função, morte).
Além disso, diminui a:
 Aumento da demanda por analgésicos no pós operatório
 Aumento do consumo de anestésicos no intra-operatório
 Aumento da insatisfação com o tratamento
-Quesito legal – Diminuir erros médicos (procedimentos), e erros
eventuais

Jejum pré-operatório

Medicação pré-anestésica
-Funções
 Diminuir apreensão e ansiedade
 Produzir amnésia
 Diminuir atividade reflexa
 Diminuir secreções salivares e da árvore respiratória
 Potencializar ação das drogas anestésicas
 Redução de doses das drogas anestésicas
 Aumentando a margem de segurança das drogas
 Reduz efeitos colaterais das drogas usadas
 Diminuição do metabolismo basal
 Diminuição do consumo de drogas no intra-operatória
-Drogas
 Benzodiazepínicos – Diminuem ansiedade, causam amnésia e
sedação
 Diazepam (Dienpax)
 Comprimido 5/10 mg
 IV 10 mg
 Midazolam
 Dormonid – Comprimido 5/15 mg e IV 5/15/50 mg
 Dormonid xpe – 2mg/ml (infantil)
 Drogas adjuvantes
 Anticolinérgicas – Atropina
 Antieméticas – Ondasentron
 Gastrocinéticas – Cisaprida
Sindrome de merdenson
Amnesia anterógrada