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INTRODUÇÃO

Neste trabalho de pesquisa realiza-se no âmbito da cadeira de Psicologia e subordina-se


ao tema: Teoria Psicodinâmica de Harry Stack Sullivan, onde apresentamos uma breve
bibliografia de Herbert "Harry" Stack Sullivan, sua teoria da interpessoal, a proposta de
Sullivan que é baseada em conceitos, também apresentaremos a experiência que
segundo este autor é apresentada os estágios de desenvolvimento humano na infância de
acordo com Sullivan.

Em breve palavras, Herbert "Harry" Stack Sullivan (1892 - 1949) foi um psiquiatra
americano cujo trabalho em psicanálise foi baseado, em contraste com as observações
mais abstratas do inconsciente de Sigmund Freud e seus discípulos, em observações
diretas e verificáveis de seus pacientes.

A palavra ‘personalidade’ é muito discutida entre os teóricos da Psicologia e por isso


envolve conceitos muito variados. Isso torna difícil precisar o seu significado. Seria
preciso, então, um estudo mais aprofundado sobre cada um desses teóricos, dentre os
quais destacamos Harry Stack Sullivan, um psicanalista controvertido que foi muitas
vezes mal compreendido e muito criticado no meio norte-americano.

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1.1. Objectivos

1.1.1. Objectivo geral:


 Analisar o posicionamento da Teoria da Personalidade de Harry Stack
Sullivan no contexto da Psicologia.

1.1.2. Objectivos específicos:


 Descrever a Biografia e os principais conceitos de Sullivan;
 Compreender a essência da Teoria Interpessoal de Sullivan;
 Destacar de forma sucinta os estágios do desenvolvimento na teoria interpessoal;
e
 Apresentar á critica á Crítica da teoria interpessoal.

1.2. Metodologia
Nesta abordagem usou-se consulta bibliográfica em várias obras que serviram como
fonte de inspiração na elaboração deste trabalho sobre a Teoria de Personalidade de
Harry Stack Sullivan. Toda via, esta consulta fez com que releva-se mais qualidade de
informação no desenvolvimento do trabalho, e de uma forma minuciosa foram
analisados os dados encontrados sobre o tema em discussão e apuradas as melhores
informações como produto final que resultou nesse trabalho, e usou se a internet para
fazer uma reflexão condigna das várias informações.

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REVISÃO DA LITERATURA

Descrição Geral da Teoria Interpessoal de Sullivan

Embora Sullivan tivesse uma infância solitária e isolada, ele desenvolveu uma teoria da
personalidade que enfatizava a importância das relações interpessoais. Ele insistiu que a
personalidade é quase inteiramente formada pelas relações que temos com outras
pessoas. A principal contribuição de Sullivan à teoria da personalidade foi sua
concepção dos estágios de desenvolvimento.

Biografia de Harry Stack Sullivan

Harry Stack Sullivan, nasceu em 21 de fevereiro de 1892, Norwich, Nova York. Ele era
o único filho de uma família de imigrantes irlandeses (um pai aposentado e uma mãe
infeliz que havia abortado duas vezes). Ele foi o primeiro americano a desenvolver uma
teoria abrangente da personalidade, nascida em uma pequena comunidade agrícola na
parte superior do Estado de Nova York em 1892. Uma criança socialmente imatura e
isolada, no entanto, Sullivan formou um relacionamento interpessoal próximo com uma
criança de 5 anos mais velho que ele. Em sua teoria interpessoal, Sullivan acreditava
que essa relação tem o poder de transformar um pré-adolescente imaturo em um
indivíduo psicologicamente saudável.

Sullivan cresceu em uma cidade anti-católica. Isso resultou em isolamento social que
pode ter sido o incentivo para seu interesse posterior em psiquiatria. Depois de uma
experiência infeliz em escolas públicas, Sullivan se matriculou na faculdade de
medicina da Universidade de Chicago e tornou-se médico em 1917. Seis anos depois de
receber seu diploma de médico e nenhum treinamento em psiquiatria, Sullivan ganhou
um prêmio uma posição no St. Elizabeth Hospital, em Washington, DC, como
psiquiatra. Lá, sua capacidade de trabalhar com pacientes esquizofrênicos lhe rendeu a
reputação de ser um assistente terapêutico. No entanto, apesar de ganhar o respeito de
um influente grupo de associados, Sullivan tinha poucas relações interpessoais próximas
com seus pares.

Ele fez sua reputação com base em sua sala de tratamento experimental para
esquizofrênicos no hospital Shepard-Pratt, entre 1925-29. Ele contratou atendentes
especialmente treinados da ala para trabalhar com os pacientes, a fim de fornecer-lhes

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relacionamentos com colegas que ele acreditava terem perdido, durante o período de
latência do desenvolvimento.

Médicos, enfermeiros e outras figuras de autoridade foram proibidos de permanecer na


sala. Ele acreditava que havia um elemento homossexual nas relações de idade de
latência do casal e que a incapacidade de passar por esse estágio levava ao auto-
detestamento, à retirada do mundo para a fantasia e à psicose, e à incapacidade de se
mover ao ajustamento heterossexual.

Assim, os pacientes, que eram todos jovens homens homossexuais, bem como
esquizofrênicos, em suas interações positivas com os assistentes, também jovens
homossexuais masculinos, curavam as feridas da intimidade masculina que estão
faltando como pré-adolescentes.

Em seguida, ele ensinou psiquiatria nas escolas de medicina das universidades de


Maryland e Georgetown, dirigiu a Fundação William Alanson White 1934-1943 e da
Escola de Psiquiatria em Washington, de 1936 a 1947. Em 1949, aos 56 anos, morreu
enquanto ele estava sozinho em um quarto de hotel em Paris.

TEORIA INTERPESSOAL

Para Sullivan (1953 cit in Hansenne, 2003), a personalidade é constituída pela


configuração duradoira das situações interpessoais recorrentes que caracterizam uma
vida humana. O conjunto destas relações a “dois” começa com a relação com a mãe e
termina com a escolha do parceiro. Harry Stack Sullivan tem várias obras publicadas.
As que serviram de base para este estudo foram "The interpersonal theory of
psychiatry", "Conceptions of modern psychiatry" e "Psychiatric interview" (SULLIV A
N 1953 a, 1953 b e 1970).

O pensamento de Sullivan foi voltado para o desenvolvimento de uma terapia efetiva, e


não para um sistema teórico de alta ordem de abstração; para ele o "eu" não é um fato,
mas um ato. A pessoa é o resultado de um processo social decorrente da experiência
com outras pessoas, desde o nascimento até a morte; a Psiquiatria, portanto, não pode
estudar o ser humano isoladamente, e sim inserido em suas experiências interpessoais,
tendo como foco o desenvolvimento da pessoa e a satisfação da necessidade de
segurança. Concluindo, a definição de pessoa só é possível em face de outra pessoa.

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Sullivan (1953) achava que o comportamento e a personalidade de um indivíduo são o
resultado directo das relações interpessoais. Antes de desenvolver seu próprio arcabouço
teórico, Sullivan aderia aos conceitos de Freud. Posteriormente ele passou o foco de seu
trabalho da perspectiva intrapessoal de Freud para uma perspectiva de conotação mais
interpessoal, em que o comportamento humano podia ser observado em interações
sociais com outras pessoas. Suas idéias, que não eram universalmente aceitas em sua
época, só foram integradas à prática da psiquiatria pela publicação depois de sua morte,
em 1949. Os principais conceitos de Sullivan incluem:

 Ansiedade é um sentimento de desconforto emocional, para o alívio ou a


prevenção do qual se dirige todo o comportamento. Sullivan achava que a
ansiedade é a “principal força desorganizadora nas relações interpessoais e o
principal fator na ocorrência de dificuldades graves na vida”. Ela se origina da
incapacidade do indivíduo em satisfazer necessidades ou obter segurança
interpessoal.

 Satisfação das necessidades é a satisfação de todos os requisitos associados ao


ambiente físico-químico de um indivíduo. Sullivan identificou exemplos desses
requisitos como oxigênio, alimento, água, calor, ternura, repouso, atividade,
expressão sexual praticamente toda e qualquer coisa que, quando ausente,
produz desconforto no indivíduo.

 Segurança interpessoal é o sentimento associado ao alívio da ansiedade.


Quando todas as necessidades foram satisfeitas, experimenta-se um sentimento
de bem- estar total, que Sullivan denominou segurança interpessoal. Ele achava
que os indivíduos têm uma necessidade inata de segurança interpessoal.

Sistema do eu é uma coleção de experiências, ou medidas de segurança, adotadas pelo


indivíduo pra se proteger da ansiedade. Sullivan identificou três componentes do
sistema do eu, que se baseiam em experiências interpessoais ao início da via:

 O “bom eu” é a parte da personalidade que se desenvolve em resposta ao


feedback positivo dos responsáveis pelo cuidado primário do indivíduo. São
vivenciados sentimentos de prazer, contentamento e gratificação. A criança
aprende quais os comportamentos que evocam esta resposta positiva quando esta
é incorporada ao sistema do eu.

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 O “eu mau” é a parte da personalidade que se desenvolve em resposta ao
feedback negativo do responsável pelo cuidado primário. A ansiedade é
vivenciada, suscitando sentimentos de desconforto, desagrado e angústia. A
criança aprende a evitar esses sentimentos negativos alterando alguns
comportamentos.

 O “não eu” é a parte da personalidade que se desenvolve em resposta a


situações que produzem uma ansiedade intensa na criança. Em resposta a essas
situações são vivenciados sentimentos de repulsa, medo, apreensão e ódio,
levando a criança a negar esses sentimentos na tentativa de aliviar a ansiedade.
Tendo sido negados, esses sentimentos tornam-se “não eu”, mas sim ma outra
pessoa. Este retraimento das emoções tem implicações graves para distúrbios
mentais na vida adulta.

Dinamismos de Harry Sullivan

Sullivan usou o termo dinamismo para se referir a um padrão típico de comportamento.


Dinamismos podem se referir a áreas específicas do corpo ou tensões.

 Malevolência O dinamismo disjuntivo do mal e do ódio chamado mal, definido


por Sullivan como um sentimento de vida dos inimigos. As crianças que se
tornam malignas têm grande dificuldade em dar e receber ternura ou ter
intimidade com outras pessoas.
 Intimidade O dinamismo da conjuntiva é caracterizado por uma estreita relação
pessoal entre duas pessoas da mesma condição, denominada intimidade. A
intimidade facilita o desenvolvimento interpessoal enquanto diminui a ansiedade
e a solidão.
 Luxúria Em contraste com as duas malevolências e intimidades, a luxúria é uma
dinâmica de isolamento. Ou seja, a luxúria é uma necessidade egoísta que pode
ser satisfeita na ausência de um relacionamento interpessoal íntimo. Em outras
palavras, apesar da intimidade ou ternura pressupõe amor, a luxúria é baseada
somente na satisfação sexual e não requer outra pessoa para sua satisfação.
 Autoestima: O mais inclusiva de todos os dinamismos é o autoestima, ou
padrão de comportamento que nos protege contra a ansiedade e interpessoal
mantém nossa segurança. O auto sistema é um dinamismo da conjuntiva, porque
sua função principal é proteger da ansiedade, que tende a sufocar a mudança de
personalidade.

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As experiências que não são consistentes com nosso próprio sistema ameaça a nossa
segurança e é necessário o uso de operações de segurança, que consistem de
comportamentos destinados a reduzir as tensões interpessoais. Uma operação de
segurança é a dissociação, que inclui todas as experiências que nos impedem de a
consciência. Outra é a falta de atenção seletiva, que consiste em bloquear apenas certas
experiências de consciência. O "self" ou "self system" é uma configuração de traços de
personalidade desenvolvidos na infância para evitar ansiedade e ameaças à autoestima.
É um sistema de orientação sobre as relações eu-você, chamado por Sullivan
"integrações paratáxicas". As maneiras pelas quais essas relações se desenvolvem
podem se tornar rígidas e dominar os padrões de pensamento adulto, limitando suas
ações e reações ao mundo e como elas o veem. As consequentes inadequações de
julgamento são chamadas de "distorções paratáxicas".

Personificações da teoria interpessoal

Sullivan acredita que as pessoas adquirem certas imagens de si e dos outros ao longo
dos estágios de desenvolvimento, e se referem a essas percepções subjetivas como
personificações.

 Mãe má, boa mãe A personificação da mãe ruim nasce das experiências de
bebês com um mamilo que não satisfazem suas necessidades de fome. Todas as
crianças experimentam a personificação da mãe ruim, mesmo que sua verdadeira
mãe seja amorosa e carinhosa. Mais tarde, as crianças adquirem uma boa
personificação da mãe, já que elas são maduras o suficiente para reconhecer o
comportamento liciatório e cooperativo de sua mãe-ser. Mais tarde, essas duas
personificações se combinam para formar uma imagem complexa e o contraste
da mãe verdadeira.
 Minhas personificações: Durante a infância, as crianças adquirem três
personificações de "eu": (1) o eu mau, que nasce das experiências de punição e
desaprovação; (2) o eu bom, que os resultados das experiências com o eu
recompensa e aprovação, e (3) o eu não, que permite a uma pessoa dissociar ou
seletivamente não participar de experiências relacionadas à ansiedade.
 Personificações eidéticas: Uma das observações mais interessantes de Sullivan
foi que as pessoas frequentemente criam características imaginárias que se
projetam nos outros. Incluídos nessas personificações eidéticas estão os amigos
imaginários que frequentam pré-escolares com frequência. Esses amigos

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imaginários permitem que as crianças tenham um relacionamento seguro com
outra pessoa, mesmo que essa pessoa seja imaginária.

Níveis de cognição na teoria interpessoal

Sullivan reconheceu três níveis de cognição, ou modos de perceber as coisas -


prototáxico, paratáxica e sintático.

 Nível prototáxico Experiências que são impossíveis de colocar em palavras ou


comunicar a outras pessoas são chamadas de prototáxico. Os recém-nascidos
experimentam principalmente imagens em um nível prototáxico, mas os adultos
também, muitas vezes, têm experiências pré-verbais que são momentâneas e
incapazes de serem comunicadas.
 Nível Paratáxica As experiências que são pré-lógicas e quase impossíveis de se
comunicar com precisão para os outros são chamadas de paratáxica. Incluídos
nestes são suposições errôneas sobre causa e efeito, o que Sullivan chama de
distorções paratáxicas.
 Nível sintático As experiências que podem ser adequadamente comunicadas aos
outros são chamadas de sintáticas. As crianças são capazes de linguagem
sintática em cerca de 12 a 18 meses de envelhecer quando as palavras começam
a ter o mesmo significado que para elas o que fazem para os outros.

Estágios do desenvolvimento na teoria interpessoal

Concebe o indivíduo como um "centro" de um conjunto de interações. Essas interações


são "de alguma forma" a pessoa, organismo em desenvolvimento, de necessidades
mutáveis, que passa por sete fases de crescimento ao longo de sua vida: infância,
infância, juventude, pré-adolescente, adolescente, adolescente tardio e adulto.

Sullivan viu o desenvolvimento interpessoal ocorrer em sete estágios, desde a infância


até a maturidade adulta. As alterações de personalidade são mais prováveis durante as
transições entre os estágios.

Sullivan considerava que a personalidade se desenvolvia segundo 6 estádios de


desenvolvimento da infância à adolescência, encontrando-se cada um centrado numa
relação interpessoal única, designadamente:

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 Infância O período desde o nascimento até o aparecimento da linguagem
sintática é chamado de infância, uma época em que a criança recebe a ternura da
mãe, uma vez que aprende a ansiedade por meio de um vínculo de empatia com
a mãe. A ansiedade pode aumentar até o ponto de terror, mas o terror é
controlado pela proteção integrada da apatia e da indiferença sonolenta que
permite que o bebê durma. Durante a infância, as crianças usam a linguagem
autista, que ocorre em nível prototáxico ou paratáxica.
 2. Infância O estágio que dura desde o início da linguagem sintática até a
necessidade de pares do mesmo nível que é chamado de infância. A relação da
criança interpessoal primária permanece com a mãe, que agora é diferenciada
das outras pessoas que alimentam a criança.
 3. Ele era jovem O jovem começa com a necessidade de colegas na mesma
categoria e continua até que a criança desenvolva a necessidade de um
relacionamento íntimo com um amigo. Neste momento, as crianças devem
aprender a competir, comprometer-se e cooperar. Essas três capacidades, assim
como uma orientação para a vida, ajudam a criança a desenvolver a intimidade,
o dinamismo geral do próximo estágio de desenvolvimento.
 4. Pré-adolescência Pré-adolescência, uma vez que os erros cometidos
anteriormente podem ser corrigidos durante a pré-adolescência, mas os erros
cometidos durante a pré-adolescência são quase impossíveis de serem superados
mais tarde na vida. A pré-adolescência estende o tempo da necessidade de um
melhor amigo apenas até a puberdade. Crianças que não aprendem intimidade
durante a pré-adolescência acrescentaram dificuldades relacionadas a possíveis
parceiros sexuais durante os estágios posteriores.
 5. Início da adolescência Com a puberdade, vem o dinamismo da luxúria e o
início do início da adolescência. O desenvolvimento nesta fase é geralmente
marcado pela coexistência de intimidade com um único amigo do mesmo sexo e
o interesse sexual de muitas pessoas do sexo oposto. No entanto, se as crianças
não têm a capacidade existente de intimidade, elas podem confundir luxúria com
amor e desenvolver relações sexuais que carecem de verdadeira intimidade.
 6. Adolescência tardia Cronologicamente, a adolescência tardia pode começar a
qualquer momento após os 16 anos de idade, mas, psicologicamente, ela começa
quando uma pessoa é capaz de sentir intimidade e desejo em relação à mesma
pessoa. O final da adolescência é caracterizado por um padrão estável de

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atividade sexual e pelo crescimento da modalidade sintática, à medida que os
jovens aprendem a viver no mundo adulto.
 7. Idade adulta A adolescência tardia até a idade adulta flui, uma época em que
uma pessoa estabelece um relacionamento estável com uma pessoa importante e
desenvolve um quadro persistente de ver o mundo.

Transtornos psicológicos

Sullivan considera que o comportamento desordenado tem uma origem interpessoal e só


pode ser entendido com referência ao ambiente social de uma pessoa. Ele desenvolveu
uma teoria psiquiátrica baseada nas relações interpessoais em que um ataque
prolongado ao eu interno do indivíduo ("sistema do self"), em situações de extrema
agressão psicológica, poderia causar esquizofrenia. Juntamente com Clara Thompson,
Karen Horney, Erich Fromm, Erik Erikson e Frieda Fromm-Reichmann, Sullivan
construiu as bases para entender o indivíduo com base na rede de relacionamentos
interpessoais em que ele se encontra. Nesta teoria, os males em estudo e tratamento da
psiquiatria são, em grande medida, o produto de forças culturais.

Psicoterapia

Sullivan foi pioneiro na ideia do terapeuta como um observador participante,


estabelecendo um relacionamento interpessoal com o paciente. Foi principalmente dos
pacientes para entender e ajudar a desenvolver a visão, melhorar as relações
interpessoais e restaurar sua capacidade de operar principalmente em um nível sintático.

O foco da terapia baseada na teoria de Sullivan é a ansiedade, uma vez que esta tem
papel preponderante no desenvolvimento da personalidade e surge sempre que a
satisfação das necessidades básicas é ameaçada. A ansiedade gera desconforto e a
pessoa tenta livrar-se dela ou evitá-la; quando surge em grau intenso, dificulta o
relacionamento interpessoal ou o uso de padrões habituais de comunicação, daí a
importância do terapeuta ouvir a descrição da experiência do paciente, como este a
experimenta e a sente. Ao ouvir a descrição da experiência do paciente, o terapeuta
esforça-se por perceber os aspectos que provocam sua ansiedade e tenta compreendê-lo,
o melhor possível, pela validação consensual da experiência. O descrever da experiência
leva o paciente a perceber seus sentimentos em relação à situação descrita, o que a
mesma significa para ele e os eventos que a precederam. Para Sullivan, isto facilita
qualquer processo terapêutico, porque o paciente começa a compreender o que está

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acontecendo com ele e torna-se capaz de encarar mais objetivamente suas dificuldades,
seus pensamentos e sentimentos, tais como os percebe; consegue, assim, aliviar sua
ansiedade e satisfazer sua necessidade de segurança.

Na terapia, deve-se prestar atenção às interações (chamadas por "relações objetais" de


outros autores) em vez de "intrapsíquicas". Essa busca de satisfação através do encontro
pessoal com os outros levou Sullivan a considerar a solidão como a mais dolorosa das
experiências humanas. Ele levou a psicoterapia para além dos limites da psicanálise
freudiana, para o tratamento da esquizofrenia.

Como Sullivan acredita que a doença mental é resultante de falha no processo


interpessoal ou de comunicação inadequada da pessoa com os outros, um aspecto
relevante de sua teoria é a sua crença no potencial do indivíduo para mudança e na
adaptabilidade do ser humano para responder a pessoas e à cultura; para ele, portanto, o
comportamento anormal é passível de observação, diagnóstico e tratamento por meio do
relacionamento interpessoal.

Relevância da Teoria Interpessoal para a Prática da Psicologia

A teoria interpessoal tem uma significativa relevância para a prática da Psicologia. O


desenvolvimento de relações é um importante conceito desta teoria e o desenvolvimento
de relações é uma importante intervenção da Psicologia. As psicólogas desenvolvem
relações terapêuticas com os clientes numa tentativa de ajudá-los a generalizar esta
capacidade de maneira a interagir eficazmente com outras pessoas. O conhecimento em
relação aos comportamentos associados a todos os níveis de ansiedade e os métodos
para o alívio da ansiedade ajuda as psicólogas a auxiliar os clientes a obter a segurança
interpessoal e um sentimento de bem-estar. As psicólogas usam os conceitos da teoria de
Sullivan para ajudar os clientes a atingir um grau mais elevado de funcionamento
independente e interpessoal.

Crítica da teoria interpessoal

Apesar das idéias de Sullivan sobre a importância das relações interpessoais, sua teoria
da personalidade e sua abordagem à psicoterapia perderam popularidade nos últimos
anos.

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Em suma, sua teoria de taxas muito baixas em falseabilidade, baixa em sua capacidade
de gerar pesquisa e a média em sua capacidade de organizar o conhecimento e orientar a
ação. Além disso, é apenas a média em auto consistência e baixa em parcimônia.

Conceito de Humanidade

Sullivan viu a personalidade humana como moldada, em grande parte, pelas relações
interpessoais. Devido a isso, sua teoria contém taxas muito altas de influências sociais e
muito baixas biológicas. Além disso, as altas taxais sobre os determinantes
inconscientes, com uma média de livre escolha, optimismo e causalidade, e baixa na
singularidade.

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Conclusão

Em forma de conclusão, pode-se constatar e avançar na ideia que a personalidade é um


conjunto de processos cognitivos e automáticos que nos fazem reagir sobre uma
determinada forma, tendo em conta os diversos contextos. Penso que actualmente, a
personalidade deve ser entendida como um misto de factores biológicos e ambientais,
estando ambos intimamente relacionados. De acordo com Sullivan, a personalidade é
um sistema energético com a energia, seja como tensão (potencial de ação) existente ou
como transformações de energia (ações em tesouraria). Está dividido nas necessidades
de tensões e ansiedade.

Para Sullivan (1953), as necessidades são específicas e podem ser atendidas; a


ansiedade, por outro lado, é geral e não pode ser satisfeita da mesma maneira. A
segurança é o que nos permite relaxar a ansiedade e você não pode obter segurança sem
a ajuda do ambiente externo. A satisfação, isto é, a satisfação das necessidades e a
segurança, isto é, o alívio da ansiedade são os dois principais objectivos dos seres
humanos. Uma pessoa adulta, com uma personalidade totalmente integrada, desenvolve
formas de comportamento que atendam às suas necessidades internas e às demandas
externas da sociedade. Ninguém pode buscar sua própria satisfação, sustenta Sullivan,
sem considerar as consequências de suas acções para os outros. Talvez essa seja uma de
suas contribuições mais valiosas para uma visão madura e equilibrada da vida individual
e social.

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Referencias Bibliográficas

I. Bernaud, J. (1998). Métodos de avaliação da personalidade. Lisboa: Climepsi.

II. Hansenne, M. (2003). Psicologia da Personalidade. Lisboa: Climepsi.

III. SULLIVAN, H.S. The interpersonal theory of psychiatry. Ne w York, Norton,


1953. 393p.(a).

IV. PORTUGAL, Apolenário: Apontamentos da Abordagem Psicodinamica (2017).

V. Harry Stack Sullivan in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto
Editora, 2003-2018. [consult. 2018-08-15 11:19:16]. Disponível na Internet:
https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$harry-stack-sullivan

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