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T T r r a a n n s s p p o o r

TTrraannssppoorrttee ddee PPrroodduuttooss PPeerriiggoossooss

Módulo I

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Material produzido por:

Marcos Aurélio da Costa

Sumário Unidade 1 – O surgimento do transporte de cargas no Brasil 6 1.1 –

Sumário

Unidade 1 – O surgimento do transporte de cargas no Brasil

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1.1 – A formação do sistema de transporte no Brasil

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1.2 – O sistema de transporte rodoviário nasce do transporte de produtos perigosos

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1.3 – O transporte de produtos perigosos

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1.4 – Definição de produtos perigosos

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1.5 – Sinalização no transporte de produtos perigosos

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1.6 – Modelos de símbolos especiais e de manuseio inserido pela resolução 3.632 de 09

de Fevereiro de 2011

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1.7

– Tipos de Transporte de Produtos Perigosos

54

Unidade 2 – Legislações específicas

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2.1 – A origem da Legislação para o Transporte de Produtos Perigosos

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2.2 – Atuação dos órgãos governamentais

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2.3 – Regulamentação para o Transporte Terrestre de Produtos Perigosos

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2.4 – A classificação dos produtos

75

2.5 – Sobre as alterações

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Apresentação O transporte de produtos perigosos é um segmento muito atrativo no mercado de trabalho.

Apresentação

O transporte de produtos perigosos é um segmento muito atrativo no

mercado de trabalho. Por ser uma área especial no ramo logístico, com regulamentação específica, busca profissionais diferenciados para as mais diversas tarefas associadas ao que mais merece destaque nesse campo:

atenção à segurança.

Essa atividade representa risco para a saúde das pessoas, para a segurança pública e para o meio ambiente, por isso é muito visada pelos órgãos de fiscalização, exigindo um preparo especial para o setor operacional.

O Curso Sobre o Transporte de Produtos Perigosos vem agregar valor

profissional àqueles que buscam ingressar ou já fazem parte desse mercado promissor e que exige mudanças contínuas, principalmente na área da regulamentação voltada à prevenção de acidentes ambientais.

O Curso apresenta um pacote de conhecimentos indispensáveis para a

execução das atividades ligadas ao transporte, especialmente o rodoviário, onde se encontra e se direciona a maioria dos interessados. De forma clara e objetiva, o acesso ao conhecimento vem abordando maneiras eficientes na condução das atribuições diárias do pessoal envolvido.

Outro ponto é o “Abre Aspas”, onde o autor convida a pensar sobre o assunto, comentando-o com a inclusão de informações atuais.

A importância da abordagem sobre o início do transporte no Brasil nos

faz compreender melhor a situação atual. Entendendo mais sobre os problemas, podemos enxergar melhor as soluções e tratá-las de forma coerente. Não diferente disso, abordamos a identificação dos produtos

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melhor as soluções e tratá-las de forma coerente. Não diferente disso, abordamos a identificação dos produtos
transportados com sua sinalização, pois é incômodo para o setor que o pessoal envolvido, principalmente

transportados com sua sinalização, pois é incômodo para o setor que o pessoal envolvido, principalmente os motoristas, não consigam diferenciar um Rótulo de Risco para um Painel de Segurança, tampouco identificar o tipo de produto com sua classe de risco ao ler essa sinalização. Conhecer o produto transportado é fundamental para o sucesso de uma operação que, neste caso, é considerada única a cada carga, trajeto e descarga.

A legislação constitui uma parte importantíssima para esse mercado. Com ela e por ela, passa todos os projetos imagináveis para a prática da armazenagem, transporte e consumo desses produtos. Mas, também sabemos que é uma leitura não desejada por muitos, embora de suma importância, repetimos.

Desta forma, procuramos agrupar e ordenar os artigos e seus parágrafos na busca de um aproveitamento maior sem a inserção de textos que possam confundir o entendimento sobre determinado assunto. A proposta de fornecer o conhecimento necessário abre as portas para o aprofundamento que cada um julgar necessário em sua área de atuação.

Desta

forma,

dividimos

interligam em dois módulos:

a

proposta

em

Módulo I – Conhecimentos:

quatro

unidades

que

se

Unidade I – Conhecendo o Transporte de Produtos Perigosos;

Unidade II – Legislações específicas.

Módulo II – Ações:

Unidade I – Qualidade, Capacitação e Atributos Profissionais;

Unidade II – Problemas e Soluções para o Transporte de Produtos Perigosos.

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e Atributos Profissionais; • Unidade II – Problemas e Soluções para o Transporte de Produtos Perigosos.
É nessa disposição que entregamos o conhecimento a cada aluno(a). O Curso expõe uma forma

É nessa disposição que entregamos o conhecimento a cada aluno(a). O Curso expõe uma forma de ensino diferente, com uma linguagem simples sem abandonar o lado técnico que o profissional vivencia diariamente, e sem tantas subdivisões nos textos preservando o assunto principal.

Boa leitura, bom aproveitamento e sucesso!

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e sem tantas subdivisões nos textos preservando o assunto principal. Boa leitura, bom aproveitamento e sucesso!
Unidade 1 – O surgimento do transporte de cargas no Brasil Começamos esta primeira unidade,

Unidade 1 – O surgimento do transporte de cargas no Brasil

Unidade 1 – O surgimento do transporte de cargas no Brasil Começamos esta primeira unidade, deste

Começamos esta primeira

unidade, deste primeiro módulo, trazendo

explanações sobre o transporte de cargas

no Brasil, com sua história e suas

características.

É importante introduzirmos o

segmento do transporte de produtos

perigosos e assegurar uma fácil

compreensão, possibilitando uma ligação

necessária àqueles que já fazem parte da

área de transportes e um maior

aproveitamento por aqueles que

ingressam agora num mercado disputado e muito promissor, não só pelas necessidades

que rodeiam esse mercado, como também, pelas atraentes possibilidades de crescimento

profissional diante da criatividade e de tomadas de decisões acertadas.

O transporte de cargas no Brasil surgiu com o Descobrimento que se deu,

segundo a história, pelo estudo logístico de uma rota alternativa que tornaria mais

eficiente o comércio predominante de especiarias orientais de Portugal com as Índias.

Desprovidos das tecnologias, que hoje nos auxiliam na precisão de nossas operações, os

portugueses se equivocaram na interpretação de sua carta náutica e se aproximaram de

uma costa desconhecida.

Contudo, há a necessidade se ressaltar que esse transporte se dava do Brasil para

Portugal, onde o extrativismo movimentava toda a riqueza do território recém

descoberto. A extração do pau-brasil para a pigmentação da produção têxtil na época foi

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do território recém descoberto. A extração do pau-brasil para a pigmentação da produção têxtil na época
o que mais se evidenciou na história, paralelo a isso, estão os relatos da extração

o que mais se evidenciou na história, paralelo a isso, estão os relatos da extração de ouro e de pedras preciosas.

Muitos têm a figura das mulas como o primeiro método de transporte de cargas no Brasil. Era através do comércio conhecido como os “caixeiros viajantes” que as mais diversas mercadorias eram transportadas. Mas, o foco era propriamente o comércio e não havia nenhum esboço, nenhum pensamento voltado às questões do transporte, nada que pudesse caracterizar uma atividade secundária e, já na época, tão necessária para o desenvolvimento comercial do País.

1.1 – A formação do sistema de transporte no Brasil

Até o ano de 1950, a economia brasileira consistia na exportação de produtos primários, o que limitava o sistema aos transportes fluviais e, de forma menos expressiva, ao ferroviário, que foi muito prejudicado pela aceleração do setor industrial na metade do século XX, onde os recursos foram concentrados no setor rodoviário, dando início a uma forte crise no setor de extração mineral.

Com a construção da primeira estrada de ferro até 1946, os projetos viários foram direcionados ao setor ferroviário e, de forma secundária, ao setor rodoviário. Isso já não faz parte da realidade que trata atualmente o setor rodoviário como carro-chefe, especialmente pela mudança na economia brasileira.

Com base nessa realidade, o modal rodoviário será mais destacado durante o Curso, sem deixarmos de explorar pontos importantes nos demais modais.

Conhecendo os modais de transporte de cargas

Vamos explorar as características dos modais de transporte de cargas de acordo com seu percentual de mercado, do menor ao maior, e entendermos o desenho atual do sistema de transporte no Brasil. Assim, os modais de transporte de cargas se dividem da seguinte forma:

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desenho atual do sistema de transporte no Brasil. Assim, os modais de transporte de cargas se
% DE ATIVIDADE NO BRASIL PRINCIPAL CARACTERÍSTICA MODAL Hidroviário Menos de 1% dificuldade de crescimento

% DE ATIVIDADE NO BRASIL

PRINCIPAL

CARACTERÍSTICA

MODAL

Hidroviário

Menos de 1%

dificuldade de

crescimento devido rios irregulares e outros afastados dos grandes centros.

Extrema

Aéreo

Menos de 1%

Rápido e eficaz. Mas, os custos altos justificam sua utilização apenas em casos urgentes ou por um seleto mercado.

Marítimo

Cerca de 17%

O destaque é para o crescimento da navegação de cabotagem.

Ferroviário

Cerca de 25%

o

rodoviário, porém, pouca estrutura. Os

governos vêm dando atenção e aumentando investimentos no setor.

Tem

menor

custo

que

Rodoviário

Cerca de 58%

Infraestrutura precária, que torna custo alto em relação a outros países e afeta a competitividade.

NOTA: O transporte dutoviário será visto no tópico do transporte de produtos perigosos.

Modal hidroviário

do transporte de produtos perigosos. Modal hidroviário 8 A navegação fluvial tem a menor participação no

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A navegação fluvial tem a menor participação no transporte de cargas no Brasil. Isto porque muitos rios do Brasil são irregulares, contêm cachoeiras e, assim, dificultam a navegação de longos trechos. É o caso dos rios Tietê, Paraná, São Francisco e outros. Outra característica que

a navegação de longos trechos. É o caso dos rios Tietê, Paraná, São Francisco e outros.
contribui significativamente é que os rios de planície, que têm uma navegação facilitada, como o

contribui significativamente é que os rios de planície, que têm uma navegação facilitada, como o rio Amazonas, encontram-se logisticamente distantes dos grandes centros econômicos do Brasil e outros possuem períodos de cheias e secas que afetam a navegabilidade.

Com o intuito de tornar o sistema de transporte mais interessante economicamente, além de investimentos, os governos vêm voltando seus olhares para as hidrovias e nos últimos anos têm sido realizadas algumas obras para a navegabilidade dos rios brasileiros. Uma das formas praticadas atualmente é a construção de eclusas para superar as diferenças de nível das águas, tendo como base as barragens das usinas hidrelétricas.

Existem também, projetos que ligam a Bacia Amazônica à Bacia do Paraná, é a hidrovia de Contorno, permitindo a ligação da região Norte às regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, mas sua implantação e efetividade ainda se discutem por questões financeiras e de impacto ambiental; embora seu significado econômico seja de grande importância, permitindo uma redução de custos que venha a desafogar o trânsito nas rodovias.

Para se ter uma ideia da viabilidade desse modal de transporte, enquanto o custo da construção de um quilômetro de rodovia representa, em média, R$ 700.000,00 e o custo por quilômetro de uma ferrovia representa R$ 800.000,00, o custo por quilômetro de uma hidrovia representa R$ 120.000,00.

O Brasil tem mais de quatro mil quilômetros de costa atlântica navegável e milhares de quilômetros de rios. O Porto de Manaus, situado à margem esquerda do rio Negro, é o porto fluvial de maior movimento do Brasil, além do de Corumbá, onde se escoa o minério extraído na região. Contudo, os trechos hidroviários de maior relevância econômica, estão situados no Sul e no Sudeste do País. Para a utilização de outros trechos em vias navegáveis depende de pequenas obras de dragagem, da construção de eclusas e de portos que possibilitem a integração intermodal (a combinação de modais de transportes diferentes).

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de eclusas e de portos que possibilitem a integração intermodal (a combinação de modais de transportes
são: Francisco, Hidrovia da Madeira, Hidrovia Tietê-Paraná e Taguarí-Guaíba. As principais hidrovias Hidrovia

são:

Francisco, Hidrovia da Madeira, Hidrovia Tietê-Paraná e Taguarí-Guaíba.

As

principais

hidrovias

Hidrovia

Araguaia-Tocantins,

Modal aéreo

Hidrovia

São

O transporte aeroviário vem crescendo substancialmente na movimentação de passageiros, não só pela acessibilidade e pelo aumento do poder aquisitivo do brasileiro, como também, pela necessidade de deslocamento rápido de pessoas a trabalho, para o lazer ou pela simples praticidade de reduzir o tempo de viagem. A globalização também tem forte contribuição para o aumento desses números.

tem forte contribuição para o aumento desses números. No entanto, para o transporte de cargas, há

No entanto, para o transporte de cargas, há anos não se nota melhorias na estrutura que viabilizem um preço praticável. Apesar da fusão e investimentos de algumas companhias aéreas, neste segmento, o modal detém menos de 1% do mercado de transporte, 0,7% precisamente.

Modal marítimo

O transporte marítimo utiliza os mares abertos para o transporte de cargas e passageiros. Mundialmente é bem estruturado com seus equipamentos desenvolvidos tecnologicamente e seus gigantescos e bem construídos canais de passagem, como o Canal do Panamá. Já no Brasil, não é bem assim, o Porto de Santos é o maior da América Latina, mas é também, exemplo de gargalo da logística nacional.

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bem assim, o Porto de Santos é o maior da América Latina, mas é também, exemplo
bem assim, o Porto de Santos é o maior da América Latina, mas é também, exemplo
O transporte marítimo cresceu consideravelmente entre 1920 e 1945 com a expansão da indústria da

O transporte marítimo cresceu consideravelmente entre 1920 e 1945 com a

expansão da indústria da construção naval, mas foi a partir dessa época que a navegação

de cabotagem não reagiu e, aos poucos, foi sendo substituída pelo transporte rodoviário.

Para evitar um declínio maior do setor, o Congresso Nacional aprovou em 1995 uma

emenda constitucional que retirava dos navios de bandeira brasileira a reserva de

mercado na exploração comercial da navegação de cabotagem, permitindo a

participação de navios de bandeira estrangeira no transporte costeiro de cargas. Mas, a

cabotagem ainda é pouco explorada, apesar de estudos comprovarem sua viabilidade,

esse transporte esbarra, mais uma vez, na falta de infraestrutura portuária do País.

Modal ferroviário

Após a invenção da locomotiva, pelo engenheiro inglês George Stephenson

(1781 - 1848) em 1814, a Europa e os Estados Unidos despontavam na era das ferrovias

somando cerca de 8 mil quilômetros de via férrea. Porém, no Brasil, onde a cultura do

café já se destacava, ainda se transportava a produção sobre o lombo dos burros. Esse

método permaneceria por mais de 40 anos até a construção da primeira ferrovia

brasileira e continuaria até a consolidação do sistema ferroviário.

e continuaria até a consolidação do sistema ferroviário. Os incentivos do Governo Imperial, que concedia privilégios

Os incentivos do Governo Imperial, que concedia privilégios às empresas que

investissem na construção de estradas de ferro, fracassaram. Até que Irineu Evangelista

de Souza (1813 - 1889), um empreendedor que mais tarde seria conhecido como Barão

de Mauá, hoje patrono do Ministério dos Transportes, em 1852 levou adiante a

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mais tarde seria conhecido como Barão de Mauá, hoje patrono do Ministério dos Transportes, em 1852
concessão do Governo e construiu a primeira estrada de ferro brasileira no Rio de Janeiro.

concessão do Governo e construiu a primeira estrada de ferro brasileira no Rio de

Janeiro.

A segunda estrada de ferro brasileira foi construída no estado do Pernambuco,

em Recife, e tinha o propósito de unir a cidade ao rio São Francisco. Mesmo sem

alcançar o objetivo, uma série de projetos foi iniciada, pois as cidades se desenvolviam

por onde passavam dos trilhos.

Em 1877, ocorria a ligação dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro através de

ferrovias. Era a aceleração das construções proporcionada por uma política de

incentivos, que pretendia unir todas as regiões brasileiras. Sem os devidos

planejamentos e recursos adequados, esse sistema nos deixou, até hoje, com extremas

dificuldades na ligação de importantes ferrovias devido à diversidade de bitolas

(distância que separa os trilhos de uma via férrea) e à sinuosidade dos traçados.

Modal rodoviário

Após a inauguração da rodovia Rio/Petrópolis, a atual Washington Luís, a

primeira rodovia brasileira pavimentada em 1928, coroando a década de 1920, que foi

marcada por várias implantações de rodovias (não pavimentadas) no Nordeste do Brasil,

tendo como intenção sanar problemas relativos à seca na região, a década de 1950

trouxe a aceleração do sistema rodoviário e, devido à criação de fundos próprios e

arrecadação de impostos destinados à construção de novas rodovias, a Petrobras iniciava

um papel importante na produção de cimento asfáltico de petróleo para a pavimentação.

Tendo início no governo de Washington Luís (1869 - 1957), os investimentos

em rodovias também se deram nos governos de Getúlio Vargas (1882 - 1954) e Gaspar

Dutra (1883 - 1974), mas foi com a chegada de grandes fabricantes de automóveis no

governo de Juscelino Kubitschek (1902 - 1976) que o sistema rodoviário brasileiro

avançou.

Na verdade, se o empenho nessa época houvesse continuado nos governos

seguintes, hoje teríamos uma estrutura diferente. O ritmo da infraestrutura no governo

JK, que é injustamente lembrado “apenas” pela construção de Brasília, foi

importantíssimo para o desenho atual do mapa rodoviário brasileiro.

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“apenas” pela construção de Brasília, foi importantíssimo para o desenho atual do mapa rodoviário brasileiro. 12
Duas décadas depois, em 1973, o Plano Nacional de Viação concretizou o sistema rodoviário federal

Duas décadas depois, em 1973, o Plano Nacional de Viação concretizou o sistema rodoviário federal contemplando 150 rodovias, sendo: 8 radiais com numerações iniciadas por zero, 14 longitudinais iniciadas em um, 21 transversais iniciadas em dois, 29 diagonais iniciadas em três e 78 rodovias de ligação entre cidades, com numerações iniciadas em quatro.

Hoje, no Brasil conta-se apenas com 14% da malha viária possível asfaltada e, desse número, mais de 70% das rodovias necessitam de manutenções. Esse modal é marcado pelo custo alto (três vezes e meia mais do que o ferroviário e nove vezes mais do que o fluvial, além de consumir mais de 90% do diesel utilizado em transportes no país).

mais de 90% do diesel utilizado em transportes no país). Uma das grandes controvérsias no setor

Uma das grandes controvérsias no setor rodoviário é a divisão de responsabilidades governamentais. Discutível e sem muita funcionalidade para os dias atuais, as rodovias federais conhecidas pela sigla “BR” são assistidas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), já as rodovias estaduais que carregam a sigla de cada estado brasileiro são assistidas pelos respectivos estados e ainda temos as rodovias vicinais ou municipais, assistidas pelo governo municipal correspondente.

O que acontece realmente é uma disputa política nessas esferas que prejudica muito o sistema rodoviário, que depende da harmonia desses poderes para fazer as ligações rodoviárias indispensáveis para o desenvolvimento da economia do País.

As questões de manutenção dessas rodovias também representam uma grande dificuldade para seu desenvolvimento, ainda devido a essas disputas políticas, pois não há o cuidado necessário com rodovias federais e estaduais, que passam por cidades administradas por opositores, nem das municipais ou estaduais na mesma situação. Mas,

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que passam por cidades administradas por opositores, nem das municipais ou estaduais na mesma situação. Mas,
não é difícil perceber que isso atrapalha, não só o modal rodoviário, como o ferroviário

não é difícil perceber que isso atrapalha, não só o modal rodoviário, como o ferroviário e hidroviário que necessitam das rodovias para escoar seus produtos e concluir suas operações.

“ABRE ASPAS”

“Verdadeiramente, nenhum dos modais de transportes atende às necessidades atuais do Brasil, que se desenvolve e avança economicamente ocupando uma posição de destaque no Mundo. Seus investimentos, mal planejados e de baixa qualidade, apontam para interesses escusos e minam as possibilidades de sucesso de um mercado que vem sobrevivendo graças às necessidades de outros mercados”.

1.2 – O sistema de transporte rodoviário nasce do transporte de produtos perigosos

Como mencionado anteriormente, o sistema rodoviário terá um maior destaque devido ao seu alcance no mercado e por ser complemento nos outros modais. Além de estar, neste modal, a maior concentração de riscos no setor de transportes.

Para unirmos a história do transporte no Brasil com a proposta do curso, o artigo abaixo, que mistura história, dados técnicos e atualidades políticas, se encarrega de finalizar essa etapa e dar sequência ao estudo dos produtos perigosos.

Logística de produtos asfálticos: por aqui começa o modal rodoviário.

A maioria das pessoas não faz ideia da história, da logística e engenharia envolvidas neste processo cujas pesquisas avançam se contrapondo à situação do mercado atual. O asfalto representa apenas 1% do faturamento obtido no refino do petróleo bruto.

As pavimentações asfálticas pioneiras datam de 1802 na França, 1838 nos Estados Unidos (Filadélfia) e em 1869 na Inglaterra e foram executadas com asfaltos

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datam de 1802 na França, 1838 nos Estados Unidos (Filadélfia) e em 1869 na Inglaterra e
naturais provenientes de jazidas. Esse material foi perdendo força a partir de 1909 para o

naturais provenientes de jazidas. Esse material foi perdendo força a partir de 1909 para

o asfalto derivado do petróleo, mais puro e economicamente viável. No Brasil, o piche,

como ainda é conhecido por muitos e, erroneamente, atribuído como matéria-prima do

processo de asfaltamento, foi deixando de ser utilizado na década de 60, dando lugar aos

produtos dos dias atuais.

Hoje, a base é o CAP (Cimento Asfáltico de Petróleo) que é o produto obtido

após a extração dos gases, querosenes, gasóleos, graxas e demais materiais que

compõem o petróleo bruto. É um material termossensível e sua temperatura ideal para

operação é em torno de 140º graus. Dele, podem ser produzidas diversas emulsões com

aplicações a frio, utilizá-lo puro ou misturado a polímeros e borrachas recicladas para

formar a massa asfáltica, que é o resultado da mistura desses ligantes aos agregados

(areia, pó de pedra, brita) usinados a quente.

Muitos acham que a pavimentação depende, pura e simplesmente, do emprego

da massa na superfície, o que não é verdade. O processo de aplicação da massa asfáltica

tem como objetivo a impermeabilização da base, conforto e segurança em diferentes

aspectos de solo e condições climáticas.

Para o CAP e derivados, a logística é exigida em suas particularidades. As

carretas podem ser quentes (com isolamentos térmicos dotadas de maçaricos) ou frias

para o transporte das emulsões e impermeabilizantes. Na dinâmica de utilização destas

carretas, não se pode misturar lastros ou transportar quantidades inferiores à capacidade

sob pena de rompimento das moléculas dos produtos e riscos de acidentes. Este

transporte também é feito em vagões ferroviários, navios e tambores de 200 litros para

pequenas obras.

Os problemas já podem começar nos carregamentos nas estações da Petrobras,

que passam por um check-list minucioso, que vai desde a documentação até a inspeção

do último carregamento realizado na carreta para evitar, dentre outros, a fervura.

A verdade é que o Brasil precisa dar mais atenção ao mercado de asfalto diante

do desenvolvimento, que se projeta para agregar valores em outros processos de cargas

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ao mercado de asfalto diante do desenvolvimento, que se projeta para agregar valores em outros processos
rodoviárias. É preciso aumentar os “investimentos fiscalizados”. O setor vem mudando um pouco a visão,

rodoviárias. É preciso aumentar os “investimentos fiscalizados”. O setor vem mudando um pouco a visão, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é um exemplo disso, mas numa velocidade abaixo da que o mercado opera e da que o Brasil necessita.

É possível entender algumas das deficiências do modal rodoviário. Na verdade, este modal depende da logística de asfaltos para ter rotas alternativas e mais seguras, todavia esta situação é afetada sempre ano após ano. Mas isso não pode ser atribuído apenas às condições climáticas, à falta de ética no mercado, aos baixos preços de fretes ou às condições de trabalho.

O mercado, com algumas exceções, ainda vive a nostalgia dos tempos de dinheiro mais fácil (décadas de 70, 80 e 90) e não se desenvolveu estrategicamente com novas soluções logísticas, tampouco traça um plano financeiro que atenue o cruel período de baixa, papel a ser desenvolvido por aqueles que tiverem o empreendedorismo nas veias e a capacidade de enxergar as oportunidades no mercado, não passando pela janela. Pois o sucesso existe nesses mercados difíceis, a questão está na busca e no tornar favorável uma situação adversa. Por: Marcos Aurélio da Costa.

Entraremos agora no assunto específico do curso. Você conhecerá um pouco da história e das características do mercado do transporte de produtos perigosos numa linguagem simples, mas que não despreza a forma técnica, agregando valor às informações que o mercado tanto cultiva.

1.3 – O transporte de produtos perigosos

O transporte de cargas existe desde o tempo em que o homem se viu com a necessidade de levar algo de um ponto a outro. Alguns historiadores dizem que o início ocorreu com a invenção da roda. Mas, não se pode desprezar o fato de que tenha iniciado antes disso, precária e penosamente, com o transporte manual.

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Mas, não se pode desprezar o fato de que tenha iniciado antes disso, precária e penosamente,
Os produtos perigosos foram surgindo com o avanço tecnológico da indústria. Porém, analisando a história

Os produtos perigosos foram surgindo com o avanço tecnológico da indústria. Porém, analisando a história da evolução e das descobertas, percebemos, por exemplo, a invenção da pólvora pela China durante a dinastia Han e a utilização no século X com propósitos militares. Sabendo disso, podemos afirmar que o transporte de produtos perigosos iniciou-se quando as descobertas inventivas da humanidade precisavam ser deslocadas pelas mais diversas razões.

O fator mais forte para o desencadeamento do processo de transportes, neste segmento, foi o início da utilização do combustível fóssil pelas indústrias. A evolução dos métodos de prospecção, extração e refino trouxe a necessidade de organizar o setor, que tentaria consolidar fatores como tempo, qualidade e segurança numa operação de transporte vital para o crescimento comercial. Afinal, o propósito de tamanha descoberta, que possibilitava a utilização de muitos produtos derivados era o bem-estar do ser humano e a promessa de uma ascensão dos padrões econômicos.

No início não foi bem assim, a falta do conhecimento daquilo que se explorava provocou a morte de muitas pessoas envolvidas no processo e de outras que participavam indiretamente. Tanto que foi cogitada, no início dessas operações de riscos, a possibilidade de desistir daquilo que seria, para o mundo moderno, motivo de guerras e de desenvolvimento.

“ABRE ASPAS” “Hoje, este setor, que degrada o meio ambiente e ainda provoca a morte de muitas pessoas, peca pela falta de interesse no conhecimento, que gera atos imprudentes e irresponsáveis. Tão necessário quanto o desenvolvimento de um setor, é o respeito pela vida, pelo meio ambiente”.

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irresponsáveis. Tão necessário quanto o desenvolvimento de um setor, é o respeito pela vida, pelo meio
1.4 – Definição de produtos perigosos São produtos encontrados na natureza ou produzidos por qualquer

1.4 – Definição de produtos perigosos

1.4 – Definição de produtos perigosos São produtos encontrados na natureza ou produzidos por qualquer processo,

São produtos encontrados na natureza ou produzidos por qualquer processo, que oferecem riscos à saúde das pessoas, à segurança pública ou ao meio ambiente. Quando manuseados, armazenados e transportados de forma incorreta podem envenenar, corroer, explodir, pegar fogo ou contaminar o solo, as águas e o ar.

Estes produtos podem causar danos à saúde humana, principalmente de quem os manuseia, como às estruturas de armazenagem e de transportes. Por isso, a atenção que a Organização das Nações Unidas (ONU) dá para esses mercados é voltada ao cumprimento de leis rígidas e de procedimentos, os quais conheceremos na unidade seguinte deste curso, que preservam a integridade dos seres humanos e do meio ambiente.

Qual a diferença entre perigo e risco?

O perigo está associado à função da composição química do produto. O risco está relacionado à combinação do perigo com outro fator que pode ser: a exposição, o armazenamento, o transporte, o contato etc.

Perigo x Fator = Risco

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com outro fator que pode ser: a exposição, o armazenamento, o transporte, o contato etc. Perigo
Por isso, é fundamental que conheçamos os produtos que transportamos. Classificação e definição das classes

Por isso, é fundamental que conheçamos os produtos que transportamos.

Classificação e definição das classes de produtos perigosos Para que fossem criados procedimentos específicos, que atendessem a cada particularidade, a ONU também classificou estes produtos perigosos dividindo-os em nove classes com suas subclasses de riscos:

CLASSE 1 – EXPLOSIVOS:

 

1.1

– Com riscos de explosão;

1.2

– Com riscos de projeção;

1.3

– Com risco de incêndio;

1.4

– Sem risco considerável;

1.5

– Pouco sensíveis e com riscos de explosão;

 

1.6

– Insensíveis e sem riscos de explosão.

 

CLASSE 2 – GASES:

2.1

– Gases inflamáveis;

 

2.2

– Gases não-inflamáveis, não-tóxicos;

 

2.3

– Gases tóxicos.

 

CLASSE 3 – LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS.

 

CLASSE 4 – SÓLIDOS INFLAMÁVEIS:

4.1

– Sólidos inflamáveis;

 

4.2

– Substâncias sujeitas à combustão espontânea;

 

4.3

– Substâncias que, em contato com a água, emitem gases inflamáveis.

CLASSE

5

SUBSTÂNCIAS

OXIDANTES

E

PERÓXIDOS

ORGÂNICOS:

19

emitem gases inflamáveis. • CLASSE 5 – SUBSTÂNCIAS OXIDANTES E PERÓXIDOS ORGÂNICOS: 19
5.1 – Substâncias oxidantes; 5.2 – Peróxidos orgânicos. • CLASSE INFECTANTES: 6 – SUBSTÂNCIAS TÓXICAS

5.1 – Substâncias oxidantes;

5.2 – Peróxidos orgânicos.

CLASSE

INFECTANTES:

6

SUBSTÂNCIAS

TÓXICAS

E

6.1 – Substâncias tóxicas (venenosas);

6.2 – Substâncias infectantes.

SUBSTÂNCIAS

CLASSE 7 – MATERIAIS RADIOATIVOS.

CLASSE 8 – CORROSIVOS.

CLASSE 9 – SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS DIVERSAS.

Para caracterizar uma substância química como um produto perigoso, a ONU

utiliza dados técnicos sobre cada classificação exposta acima. Estas informações

também estão no site da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e são

importantes para a identificação e sinalização nas operações de transportes.

Os produtos das Classes 3, 4, 5 e 8 e da Subclasse 6.1 classificam-se, para fins

de embalagem, segundo três grupos, conforme o nível de risco que apresentam:

– Grupo de Embalagem I - alto risco;

– Grupo de Embalagem II - risco médio;

– Grupo de Embalagem Ill - baixo risco.

O transporte de produtos perigosos deve atender às exigências prescritas para a

classe ou subclasse apropriada, considerando os respectivos riscos e os critérios de

classificação constantes destas Instruções. Os resíduos que não se enquadram nos

critérios aqui estabelecidos, mas que apresentam algum tipo de risco abrangido pela

Convenção da Basiléia sobre o Controle da Movimentação Transfronteiriça de Resíduos

20

tipo de risco abrangido pela Convenção da Basiléia sobre o Controle da Movimentação Transfronteiriça de Resíduos
Perigosos e sua Disposição (1989), devem ser transportados como pertencentes à Classe 9. Exceto se

Perigosos e sua Disposição (1989), devem ser transportados como pertencentes à Classe

9. Exceto se houver uma indicação explícita ou implícita em contrário, os produtos

perigosos com ponto de fusão igual ou inferior a 20ºC, à pressão de 101,3kPa (unidade

de pressão – Quilo Pascal), devem ser considerados líquidos.

Uma substância viscosa, de qualquer classe ou subclasse, deve ser submetida ao

ensaio da Norma ASMT D 4359-1984, ou ao ensaio para determinação da fluidez

prescrita no Apêndice A–3, da publicação das Nações Unidas ECE/TRANS/80 (Vol. 1)

(ADR), com as seguintes modificações: o penetrômetro ali especificado deve ser

substituído por um que atenda à Norma da Organização Internacional de Normalização -

ISO 2137-1985 e os ensaios devem ser usados para substâncias de qualquer classe.

Compreensão das classes e subclasses de acordo com suas substâncias e

artigos

Classe 1 – Explosivos

a) substâncias explosivas, exceto as que forem demasiadamente perigosas para

serem transportadas e aquelas cujo risco dominante indique ser mais apropriado

considerá-las em outra classe (uma substância que, não sendo ela própria um explosivo,

possa gerar uma atmosfera explosiva de gás, vapor ou poeira, não está incluída na

Classe 1);

b) artigos explosivos, exceto os que contenham substâncias explosivas em tal

quantidade ou de tal tipo que uma ignição ou iniciação acidental ou involuntária,

durante o transporte, não provoque qualquer manifestação externa ao dispositivo, seja

projeção, fogo, fumaça, calor ou ruído forte;

c) substâncias e artigos não-mencionados nos itens "a" e "b" e que sejam

manufaturados com o fim de produzir, na prática, um efeito explosivo ou pirotécnico.

É proibido o transporte de substâncias explosivas excessivamente sensíveis ou

tão reativas que estejam sujeitas a reação espontânea, exceto, a critério das autoridades

competentes, sob licença e condições especiais por elas estabelecidas.

21

exceto, a critério das autoridades competentes, sob licença e condições especiais por elas estabelecidas. 21
Para os fins destas Instruções, devem ser consideradas as seguintes definições: a) substância explosiva é

Para os fins destas Instruções, devem ser consideradas as seguintes definições:

a) substância explosiva é a substância sólida ou líquida (ou mistura de

substâncias) que, por si mesma, através de reação química, seja capaz de produzir gás a

temperatura, pressão e velocidade tais que possa causar danos a sua volta. Incluem-se

nesta definição as substâncias pirotécnicas mesmo que não desprendam gases;

b) substância pirotécnica é uma substância, ou mistura de substâncias, concebida

para produzir um efeito de calor, luz, som, gás ou fumaça, ou a combinação destes,

como resultado de reações químicas exotérmicas auto-sustentáveis e não-detonantes;

c) artigo explosivo é o que contém uma ou mais substâncias explosivas.

Como já apresentada, a Classe 1 está dividida em seis subclasses:

Subclasse 1.1 - Substâncias e artigos com risco de explosão em massa (uma

explosão em massa é a que afeta virtualmente toda a carga, de maneira praticamente

instantânea).

Subclasse 1.2 - Substâncias e artigos com risco de projeção, mas sem risco

de explosão em massa.

Subclasse 1.3 - Substâncias e artigos com risco de fogo e com pequeno risco

de explosão, de projeção, ou ambos, mas sem risco de explosão em massa.

Esta Subclasse abrange substâncias e artigos que:

a) produzem grande quantidade de calor radiante, ou

b) queimam em sucessão, produzindo pequenos efeitos de explosão, de projeção,

ou ambos.

Subclasse 1.4 - Substâncias e artigos que não apresentam risco significativo.

Esta Subclasse abrange substâncias e artigos que apresentam pequeno risco na

eventualidade de ignição ou iniciação durante o transporte. Os efeitos estão confinados,

22

pequeno risco na eventualidade de ignição ou iniciação durante o transporte. Os efeitos estão confinados, 22
predominantemente, à embalagem e não se espera projeção de fragmentos de dimensões apreciáveis ou a

predominantemente, à embalagem e não se espera projeção de fragmentos de dimensões apreciáveis ou a grande distância. Um fogo externo não deve provocar explosão instantânea de, virtualmente, todo o conteúdo da embalagem.

Subclasse 1.5 - Substâncias muito insensíveis, com um risco de explosão em massa, mas que são tão insensíveis que a probabilidade de iniciação ou de transição da queima para a detonação, em condições normais de transporte, é muito pequena.

Subclasse 1.6 - Artigos extremamente insensíveis, sem risco de explosão em massa. Esta Subclasse abrange os artigos que contêm somente substâncias detonantes extremamente insensíveis e que apresentam risco desprezível de iniciação ou propagação acidental.

NOTA: O risco proveniente desses artigos está limitado à explosão de um único

artigo.

A Classe 1 é uma classe restritiva, ou seja, apenas as substâncias e artigos constantes da relação de produtos perigosos podem ser aceitos para transporte. Entretanto, o transporte, para fins especiais, de produtos não-incluídos na relação pode ser feito sob licença especial das autoridades competentes, desde que tomadas precauções adequadas. Para permitir o transporte desses produtos, foram incluídas designações genéricas, do tipo "Substâncias Explosivas, N.E." (N.E.: não-especificado noutra parte) e "Artigos Explosivos, N.E.". Porém, tais designações só devem ser utilizadas se nenhum outro modo de identificação for possível. Outras designações gerais, como "Explosivos de Demolição, Tipo A", foram adotadas para permitir a inclusão de novas substâncias.

Para os produtos desta Classe, o tipo de embalagem tem, frequentemente, um efeito decisivo sobre o grau de risco e, portanto, sobre a inclusão de um produto em uma subclasse. Em consequência, determinados explosivos aparecem mais de uma vez na relação e sua alocação a uma subclasse, em função do tipo de embalagem, deve ser objeto de cuidadosa atenção.

23

relação e sua alocação a uma subclasse, em função do tipo de embalagem, deve ser objeto
Idealmente, a segurança do transporte de substâncias e artigos explosivos seria mais eficiente se os

Idealmente, a segurança do transporte de substâncias e artigos explosivos seria mais eficiente se os vários tipos fossem transportados em separado. Quando tal prática não for possível, admite-se o transporte, na mesma unidade de transporte, de explosivos de tipos diferentes, desde que haja compatibilidade entre eles. Os produtos da Classe 1 são considerados compatíveis se puderem ser transportados na mesma unidade de transporte sem aumentar, de forma significativa, a probabilidade de um acidente ou a magnitude dos efeitos de tal acidente.

Os produtos explosivos são classificados em seis Subclasses e treze Grupos de Compatibilidade, definidos no quadro abaixo:

 

DESCRIÇÃO DO PRODUTO

 

GRUPO

CÓD.

Substância explosiva primária.

   

A 1.1

A

   

B 1.1

B

Artigo

contendo

uma

substância

explosiva

primária

e

não

 

contendo dois ou mais dispositivos de segurança eficazes.

 

1.2

B

1.4

B

   

C 1.1

C

Substância explosiva propelente ou outra substância explosiva agrante, ou artigo contendo tal substância explosiva.

1.2

C

1.3

C

 

1.4

C

Substância explosiva detonante secundária, ou pólvora negra, ou artigo contendo uma substância explosiva detonante secundária, em qualquer caso sem meios de iniciação e sem carga propelente, ou ainda, artigo contendo uma substância explosiva primária e contendo dois ou mais dispositivos de segurança eficazes.

 

D 1.1

D

1.2

D

1.4

D

1.5

D

Artigo contendo uma substância detonante secundária, sem meios de iniciação, com uma carga propelente (exceto se contiver um líquido ou gel inflamável ou um líquido hipergólico).

 

E 1.1

E

1.2

E

1.4

E

Artigo contendo uma substância explosiva detonante secundária, com seus próprios meios de iniciação, com uma carga propelente (exceto se contiver um líquido ou gel inflamável ou um líquido hipergólico), ou sem carga propelente.

 

F 1.1

F

1.2

F

1.3

F

1.4

F

24

ou um líquido hipergólico), ou sem carga propelente.   F 1.1 F 1.2 F 1.3 F
 
 

Substância pirotécnica, ou artigo contendo uma substância pirotécnica, ou artigo contendo tanto uma substância explosiva quanto uma iluminante, incendiária, lacrimogênea, ou fumígena (exceto artigos acionáveis por água e aqueles contendo fósforo branco, fosfetos, substância pirofórica, um líquido ou gel inflamável, ou líquidos hipergólicos).

G

1.1

G

1.2

G

1.3

G

1.4

G

Artigo contendo uma substância explosiva e fósforo branco.

H

1.2

H

1.3

H

Artigo contendo uma substância explosiva e um líquido ou gel inflamável.

J

1.1

J

1.2

J

 

1.3

J

Artigo contendo uma substância explosiva e um agente químico

K

1.2

K

tóxico.

1.3

K

Substância explosiva ou artigo contendo uma substância explosiva e apresentando um risco especial (caso, por exemplo, da ativação por água, ou devido à presença de líquidos hipergólicos, fosfetos ou substância pirofórica), que exija isolamento para cada tipo de substância.

L

1.1

L

1.2

L

1.3

L

Artigo contendo apenas substâncias detonantes extremamente insensíveis.

N

1.6

N

Substância ou artigo concebido ou embalado de forma tal que, quaisquer efeitos decorrentes de funcionamento acidental fiquem confinados dentro da embalagem, a menos que esta tenha sido danificada pelo fogo, caso em que todos os efeitos de explosão ou projeção são limitados, de modo a não impedir ou prejudicar significativamente o combate ao fogo ou outros esforços de modo a não impedir ou prejudicar significativamente o combate ao fogo ou outros esforços de contenção da emergência nas imediações da embalagem.

S

1.4

S

Essas definições são mutuamente excludentes, exceto para as substâncias e artigos que possam ser incluídos no Grupo S e, como o critério de inclusão neste Grupo é empírico, a alocação de um produto a este Grupo está necessariamente vinculada aos ensaios utilizados para a inclusão na Subclasse 1.4.

25

de um produto a este Grupo está necessariamente vinculada aos ensaios utilizados para a inclusão na
Para fins de transporte, devem ser observados os seguintes princípios: • Produtos incluídos nos Grupos

Para fins de transporte, devem ser observados os seguintes princípios:

• Produtos incluídos nos Grupos de Compatibilidade A a K e N:

a) produtos do mesmo grupo e subclasse podem ser transportados em conjunto;

b) produtos do mesmo grupo, mas de subclasses diferentes podem ser

transportados juntos, desde que o conjunto seja tratado como pertencente à subclasse

identificada pelo menor número. Excetuam-se os produtos identificados por 1.5D

transportados juntamente com os identificados por 1.2D. Este conjunto deve ser tratado

como se fosse do tipo 1.1D;

c) produtos pertencentes a grupos de compatibilidade diferentes não devem ser

transportados em conjunto, independentemente da subclasse, exceto nos casos dos

Grupos de Compatibilidade C, D, E e S, conforme indicado a seguir;

d) é admitido o transporte de produtos dos Grupos de Compatibilidade C, D e E

numa mesma unidade de carga ou de transporte, desde que seja avaliado o risco do

conjunto e este seja classificado na subclasse e grupo de compatibilidade adequados.

Qualquer combinação de artigos desses grupos de compatibilidade deve ser alocada ao

Grupo E. Qualquer combinação de substâncias dos Grupos de Compatibilidade C e D

deve ser alocada ao grupo mais adequado, levando-se em conta as características

predominantes da carga combinada. Essa classificação conjunta deve ser utilizada nos

rótulos de risco, etiquetas e painéis de segurança (que veremos ainda nesta Unidade);

e) os produtos incluídos no Grupo N não devem, em geral, ser transportados com

produtos de qualquer outro grupo de compatibilidade, exceção feita ao Grupo S.

Entretanto, se vierem a ser transportados com produtos dos Grupos C, D e E, o conjunto

deve ser tratado como pertencente ao Grupo D.

• Produtos incluídos no Grupo S: podem ser transportados em conjunto com

explosivos de quaisquer outros grupos, exceto com os produtos dos Grupos A e L.

26

podem ser transportados em conjunto com explosivos de quaisquer outros grupos, exceto com os produtos dos
• Produtos incluídos no Grupo L: não devem ser transportados com produtos de qualquer outro

• Produtos incluídos no Grupo L: não devem ser transportados com produtos de qualquer outro grupo. Além disso, só devem ser transportados juntamente com o mesmo tipo de produto do próprio Grupo L.

Classe 2 – Gases

Gás é uma substância que:

Com 50ºC tem uma pressão de vapor superior a 300kPa;

É completamente gasoso à temperatura de 20ºC, à pressão de 101,3kPa.

Os gases são apresentados para transporte sob diferentes aspectos físicos:

Gás comprimido: é um gás que, exceto se em solução, quando acondicionado para transporte, à temperatura de 20ºC é completamente gasoso;

Gás liquefeito: gás parcialmente líquido, quando embalado para transporte, à temperatura de 20ºC;

Gás liquefeito refrigerado: gás que, quando embalado para transporte, é parcialmente líquido devido a sua baixa temperatura;

Gás em solução: gás comprimido, apresentado para transporte dissolvido num solvente.

Esta Classe abrange os gases comprimidos, liquefeitos, liquefeitos refrigerados ou em solução, as misturas de gases ou de um ou mais gases com um ou mais vapores de substâncias de outras classes, artigos carregados com um gás, hexafluoreto de telúrio e aerossóis;

A Classe 2 está dividida em três subclasses, com base no risco principal que os gases apresentam durante o transporte:

27

Classe 2 está dividida em três subclasses, com base no risco principal que os gases apresentam
Subclasse 2.1 - Gases inflamáveis: gases que a 20ºC e à pressão de 101,3kPa: a)

Subclasse 2.1 - Gases inflamáveis: gases que a 20ºC e à pressão de 101,3kPa:

a) são inflamáveis quando em mistura de 13% ou menos, em volume, com o ar;

b) apresentam uma faixa de inflamabilidade com ar de, no mínimo, doze pontos

percentuais, independentemente do limite inferior de inflamabilidade. A inflamabilidade

deve ser determinada por ensaios ou através de cálculos, conforme métodos adotados pela ISO (ver Norma ISO 10156-1990). Quando os dados disponíveis forem insuficientes para a utilização desses métodos, podem ser adotados métodos comparáveis, reconhecidos por autoridade competente.

NOTA: Os aerossóis (número ONU 1950) e os pequenos recipientes contendo gás (número ONU 2037) devem ser incluídos nesta Subclasse quando se enquadrarem no disposto na Provisão Especial nº 63.

Subclasse 2.2 - Gases não-inflamáveis, não-tóxicos: são gases que transportados a uma pressão não-inferior a 280kPa, a 20ºC, ou como líquidos refrigerados e que:

a) são asfixiantes: gases que diluem ou substituem o oxigênio normalmente

existente na atmosfera;

b) são oxidantes: gases que, em geral, por fornecerem oxigênio, podem causar

ou contribuir para a combustão de outro material mais do que o ar contribui;

c) não se enquadram em outra subclasse.

Subclasse 2.3 - Gases tóxicos: Gases que:

a) são sabidamente tão tóxicos ou corrosivos para pessoas, que impõem risco à

saúde;

b) supõe-se serem tóxicos ou corrosivos para pessoas, por apresentarem um valor da CL50 para toxicidade aguda por inalação igual ou inferior a 5.000ml/m³.

28

para pessoas, por apresentarem um valor da CL50 para toxicidade aguda por inalação igual ou inferior
NOTA: Os gases que se enquadram nestes critérios por sua corrosividade devem ser classificados como

NOTA: Os gases que se enquadram nestes critérios por sua corrosividade devem

ser classificados como tóxicos, com um risco subsidiário de corrosivo.

Classe 3 – Líquidos inflamáveis

Líquidos inflamáveis são líquidos, misturas de líquidos, ou líquidos contendo

sólidos em solução ou em suspensão (como tintas, vernizes, lacas etc., excluídas as

substâncias que tenham sido classificadas de forma diferente, em função de suas

características perigosas) que produzem vapores inflamáveis a temperaturas de até

60,5ºC, em teste de vaso fechado, ou até 65,6ºC, em teste de vaso aberto, conforme

normas brasileiras ou normas internacionalmente aceitas.

O valor limite do ponto de fulgor dos líquidos inflamáveis, indicado no

parágrafo anterior, pode ser alterado pela presença de impurezas. Na relação de

produtos perigosos só foram incluídos os produtos em estado quimicamente puro, cujos

pontos de fulgor não excedem tais limites.

Por esse motivo, a relação de produtos perigosos deve ser utilizada com cautela,

pois produtos que, por motivos comerciais, contenham outras substâncias ou impurezas

podem não figurar na relação, mas apresentar ponto de fulgor inferior ao do valor limite.

Pode também ocorrer que o produto em estado puro figure na relação como pertencente

ao Grupo de Embalagem III, mas, em função do ponto de fulgor do produto comercial,

deva ser alocado ao Grupo de Embalagem II. Assim, a classificação do produto

comercial deve ser feita a partir do seu ponto de fulgor real.

Classe 4 – Sólidos inflamáveis

– Substâncias sujeitas à combustão espontânea – substâncias que, em contato

com a água, emitem gases inflamáveis.

Esta Classe compreende:

Subclasse 4.1- Sólidos Inflamáveis: Sólidos que nas condições encontradas no

transporte são facilmente combustíveis, ou que, por atrito, podem causar fogo ou

29

que nas condições encontradas no transporte são facilmente combustíveis, ou que, por atrito, podem causar fogo
contribuir para ele. Esta Subclasse inclui ainda explosivos insensibilizados que podem explodir se não forem

contribuir para ele. Esta Subclasse inclui ainda explosivos insensibilizados que podem explodir se não forem suficientemente diluídos e substâncias auto-reagentes ou correlatas, que podem sofrer reação fortemente exotérmica.

Subclasse 4.2 - Substâncias Sujeitas a Combustão Espontânea: Substâncias sujeitas a aquecimento espontâneo nas condições normais de transporte, ou que se aquecem em contato com o ar, sendo, então, capazes de se inflamarem. São as substâncias pirofóricas e as passíveis de auto-aquecimento.

Subclasse 4.3 - Substâncias que, em Contato com a Água, Emitem Gases Inflamáveis: Substâncias que, por reação com a água, podem tornar-se espontaneamente inflamáveis ou liberar gases inflamáveis em quantidades perigosas. Nestas Instruções, emprega-se também a expressão "que reage com água" para designar as substâncias desta Subclasse. Devido à diversidade das propriedades apresentadas pelos produtos incluídos nessas subclasses, o estabelecimento de um critério único de classificação para tais produtos é impraticável.

Classe 5 – Substâncias oxidantes – Peróxidos orgânicos:

Esta Classe compreende:

Subclasse 5.1 - Substâncias Oxidantes: Substâncias que, embora não sendo necessariamente combustíveis, podem, em geral por liberação de oxigênio, causar a combustão de outros materiais ou contribuir para isto.

Subclasse 5.2 - Peróxidos Orgânicos: Substâncias orgânicas que contêm a estrutura bivalente −O−O− e podem ser consideradas derivadas do peróxido de hidrogênio, onde um ou ambos os átomos de hidrogênio foram substituídos por radicais orgânicos. Peróxidos orgânicos são substâncias termicamente instáveis e podem sofrer uma decomposição exotérmica autoacelerável.

30

orgânicos são substâncias termicamente instáveis e podem sofrer uma decomposição exotérmica autoacelerável. 30
Além disso, podem apresentar uma ou mais das seguintes propriedades: ser sujeitos a decomposição explosiva;

Além disso, podem apresentar uma ou mais das seguintes propriedades: ser sujeitos a decomposição explosiva; queimar rapidamente; ser sensíveis a choque ou a atrito; reagir perigosamente com outras substâncias; causar danos aos olhos. Devido à variedade das propriedades apresentadas pelos produtos incluídos nessas duas subclasses, é impraticável o estabelecimento de um critério único de classificação para esses produtos.

Classe 6 – Substâncias tóxicas (venenosas) – substâncias infectantes Esta Classe abrange:

Subclasse 6.1 - Substâncias Tóxicas (Venenosas): São as capazes de provocar a morte, lesões graves, ou danos à saúde humana, se ingeridas, inaladas ou se entrarem em contato com a pele.

Os produtos da Subclasse 6.1, inclusive pesticidas, podem ser distribuídos em três grupos de embalagem:

Grupo I – substâncias e preparações que apresentam um risco muito elevado de envenenamento;

Grupo

II

substâncias

e

preparações

que

apresentam

sério

risco

de

envenenamento;

– envenenamento relativamente baixo.

Grupo

III

substâncias

e

preparações

que

apresentam

um

risco

de

Na classificação de um produto, devem ser levados em conta casos conhecidos de envenenamento acidental de pessoas, bem como quaisquer propriedades especiais do produto, tais como estado líquido, alta volatilidade, probabilidade de penetração e efeitos biológicos especiais.

Subclasse

microorganismos.

6.2

Substâncias

Infectantes:

31

São

aquelas

que

contêm

e efeitos biológicos especiais. Subclasse microorganismos. 6.2 – Substâncias Infectantes : 31 São aquelas que contêm
Classe 7 – Materiais radioativos Para fins de transporte, material radioativo é qualquer material cuja

Classe 7 – Materiais radioativos Para fins de transporte, material radioativo é qualquer material cuja atividade específica seja superior a 70kBq/kg (aproximadamente 2nCi/g). Nesse contexto, atividade específica significa a atividade por unidade de massa de um radionuclídeo ou, para um material em que o radionuclídeo é essencialmente distribuído de maneira uniforme, a atividade por unidade de massa do material.

Classe 8 – Corrosivos São substâncias que, por ação química, causam severos danos quando em contato com tecidos vivos ou, em caso de vazamento, danificam ou mesmo destroem outras cargas ou o veículo; elas podem, também, apresentar outros riscos.

A alocação das substâncias aos grupos de embalagem da Classe 8 foi feita experimentalmente, levando-se em conta outros fatores tais como risco à inalação de vapores e reatividade com água (inclusive a formação de produtos perigosos decorrentes de decomposição). A classificação de substâncias novas, inclusive misturas, pode ser avaliada pelo intervalo de tempo necessário para provocar visível necrose em pele intacta de animais.

Segundo esse critério, os produtos desta Classe podem ser distribuídos em três grupos de embalagem:

Grupo I - Substâncias muito perigosas: provocam visível necrose da pele após um período de contato de até três minutos; Grupo II - Substâncias que apresentam risco médio: provocam visível necrose da pele após período de contato superior a três minutos, mas não maior do que 60 minutos; Grupo III - Substâncias de menor risco.

Classe 9 – Substâncias perigosas diversas Incluem-se nesta Classe as substâncias e artigos que durante o transporte apresentam um risco não abrangido por qualquer das outras classes.

32

as substâncias e artigos que durante o transporte apresentam um risco não abrangido por qualquer das
NOTA: Todas as informações sobre as Classes e Subclasses estão, na íntegra, no site da

NOTA: Todas as informações sobre as Classes e Subclasses estão, na íntegra, no site da ANTT (www.antt.gov.br).

1.5

Guia

PERIGOSOS:

PARA

UTILIZAÇÃO

DA

RELAÇÃO

DE

PRODUTOS

Guia PERIGOSOS: PARA UTILIZAÇÃO DA RELAÇÃO DE PRODUTOS Vejamos agora um guia resumido para a consulta

Vejamos agora um guia resumido para a consulta da relação dos produtos perigosos mais transportados. Caso não haja risco para o transporte terrestre, isto será indicado. Quando a designação de um produto incluir medidas de precaução (como, por exemplo, que ele deva ser estabilizado, inibido ou que deva conter x% de água ou dessensibilizante), tal produto não deve ser normalmente transportado se tais medidas não forem adotadas, exceto se estiver relacionado sob outra designação, com condicionantes diferentes. A relação é organizada segundo a sequência crescente dos números ONU.

• A primeira coluna contém as designações dos produtos. Deve-se notar que o nome apropriado para embarque está sempre escrito em letras maiúsculas e as especificações acessórias estão sempre em minúsculas. As designações "genéricas" ou contendo "N.E." foram adotadas para permitir o transporte de produtos cujo nome não é especificado na relação.

Esses produtos só podem ser transportados após seus riscos (classe ou subclasse e grupo de embalagem) terem sido determinados, de acordo com os procedimentos indicados nestas Instruções e seus Anexos, de forma a permitir que sejam tomadas as precauções para tornar seguro seu transporte.

Qualquer substância que possa ter características explosivas deve ser avaliada com vistas a sua inclusão na Classe 1. As designações coletivas do tipo "genérico" ou "N.E." só podem ser utilizadas para produtos com riscos subsidiários idênticos aos

33

"genérico" ou "N.E." só podem ser utilizadas para produtos com riscos subsidiários idênticos aos 33
constantes da relação; produtos que exijam condições especiais de transporte não devem ser incluídos nessas

constantes da relação; produtos que exijam condições especiais de transporte não devem ser incluídos nessas designações. Os produtos especificamente nominados na relação não devem ser reclassificados, a não ser por motivos imperiosos, ligados à segurança.

• A segunda contém o número ONU;

• A terceira coluna contém a classe ou subclasse que indica o risco principal, bem como o grupo de compatibilidade, caso o produto seja da Classe 1;

• A quarta coluna fornece quaisquer riscos subsidiários, indicados pelos números

das classes ou subclasses apropriadas. Como uma explosão é sempre acompanhada por chama, os produtos da Classe 1, invariavelmente, apresentam os riscos inerentes à Classe 3, no caso de líquidos, ou à Classe 4, quando se trata de sólidos;

• A quinta coluna apresenta o número de risco. O fabricante do produto é responsável pela indicação dos números de risco quando estes não constarem da relação e nos casos em que o risco do produto comercial se enquadrar em outro número de risco;

• A sexta coluna mostra o grupo de embalagem a que pertencem os diversos produtos;

• A sétima coluna indica se o produto está sujeito a provisões especiais;

• Na oitava coluna, está indicada a quantidade máxima (peso bruto) que pode ser transportada em uma unidade de transporte com as isenções estabelecidas.

Deve-se notar que nas designações secundárias, ao contrário do adotado para as designações principais, apenas as iniciais aparecem em letras maiúsculas. Indica-se, a seguir, o significado das abreviaturas utilizadas na tabela:

PFg = ponto de fulgor; PE = ponto de ebulição;

34

a seguir, o significado das abreviaturas utilizadas na tabela: PFg = ponto de fulgor; PE =
N.E. = não-especificado em outro local da Relação. Número de risco: Os números que indicam

N.E. = não-especificado em outro local da Relação.

Número de risco:

Os números que indicam o tipo e a intensidade do risco são formados por dois ou três algarismos. A importância do risco é registrada da esquerda para a direita. Os algarismos que compõem os números de risco têm o seguinte significado:

2 Emissão de gás devido à pressão ou à reação química;

3 Inflamabilidade de líquidos (vapores) e gases, ou líquido sujeito a auto- aquecimento;

4

Inflamabilidade de sólidos, ou sólidos sujeitos a auto-aquecimento;

 

5

Efeito oxidante (favorece o incêndio);

 

6

Toxicidade;

 

7

Radioatividade;

 

8

Corrosividade;

 

9

Risco de violenta reação espontânea.

 

A

letra

"X"

antes

dos

algarismos

significa

que

a

substância

reage

perigosamente com água.

A repetição de um número indica, em geral, aumento da intensidade daquele risco específico.

Quando o risco associado a uma substância puder ser adequadamente indicado por um único número, este será seguido pelo número zero.

NÚMEROS DE RISCO E SEUS RESPECTIVOS SIGNIFICADOS:

20

– Gás inerte

22

– Gás refrigerado

223

– Gás inflamável refrigerado

225

– Gás oxidante (favorece incêndios), refrigerado

23 – Gás inflamável

35

Gás inflamável refrigerado 225 – Gás oxidante (favorece incêndios), refrigerado 23 – Gás inflamável 35
236 – Gás inflamável, tóxico 239 – Gás inflamável, sujeito a violenta reação espontânea 25

236

– Gás inflamável, tóxico

239

– Gás inflamável, sujeito a violenta reação espontânea

25 – Gás oxidante (favorece incêndios)

26 – Gás tóxico

265

– Gás tóxico, oxidante (favorece incêndios)

266

– Gás muito tóxico

268

– Gás tóxico, corrosivo

286

– Gás corrosivo, tóxico

30 – Líquido inflamável (PFg entre 23ºC e 60,5ºC), ou líquido sujeito a auto-

aquecimento

323 – Líquido inflamável, que reage com água, desprendendo gases inflamáveis

X323 – Líquido inflamável, que reage perigosamente com água, desprendendo

gases inflamáveis (*)

33 – Líquido muito inflamável (PFg < 23ºC )

333 – Líquido pirofórico

X333 – Líquido pirofórico, que reage perigosamente com água (*)

336

– Líquido muito inflamável, tóxico

338

– Líquido muito inflamável, corrosivo

X338 – Líquido muito inflamável, corrosivo, que reage perigosamente com água

(*)

339 – Líquido muito inflamável, sujeito a violenta reação espontânea

36 – Líquido sujeito a auto-aquecimento, tóxico

362 – Líquido inflamável, tóxico, que reage com água, desprendendo gases

inflamáveis

X362

Líquido

inflamável,

tóxico,

que

reage

perigosamente

com

água,

desprendendo gases inflamáveis (*)

38 – Líquido sujeito a auto-aquecimento, corrosivo

382 – Líquido inflamável, corrosivo, que reage com água, desprendendo gases

inflamáveis

X382 – Líquido inflamável, corrosivo, que reage perigosamente com água,

desprendendo gases inflamáveis(*)

39 – Líquido inflamável, sujeito a violenta reação espontânea

40 – Sólido inflamável, ou sólido sujeito a auto-aquecimento

36

inflamável, sujeito a violenta reação espontânea 40 – Sólido inflamável, ou sólido sujeito a auto-aquecimento 36
423 – Sólido que reage com água, desprendendo gases inflamáveis X423 – Sólido inflamável, que

423 – Sólido que reage com água, desprendendo gases inflamáveis

X423 – Sólido inflamável, que reage perigosamente com água, desprendendo gases inflamáveis (*)

44 – Sólido inflamável, que a uma temperatura elevada se encontra em estado

fundido

446 – Sólido inflamável, tóxico, que a uma temperatura elevada se encontra em

estado fundido

46 – Sólido inflamável, ou sólido sujeito a auto-aquecimento, tóxico

462 – Sólido tóxico, que reage com água, desprendendo gases inflamáveis

48 – Sólido inflamável, ou sólido sujeito a auto-aquecimento, corrosivo

482 – Sólido corrosivo, que reage com água, desprendendo gases inflamáveis

50 – Produto oxidante (favorece incêndios)

539 – Peróxido orgânico, inflamável

55 – Produto muito oxidante (favorece incêndios)

556

– Produto muito oxidante (favorece incêndios), tóxico

558

– Produto muito oxidante (favorece incêndios), corrosivo

559 – Produto muito oxidante (favorece incêndios), sujeito a violenta reação

espontânea

56 – Produto oxidante (favorece incêndios), tóxico

568 – Produto oxidante (favorece incêndios), tóxico, corrosivo

58

– Produto oxidante (favorece incêndios), corrosivo

59

– Produto oxidante (favorece incêndios), sujeito a violenta reação espontânea

60

– Produto tóxico ou nocivo

63

– Produto tóxico ou nocivo, inflamável (PFg entre 23ºC e 60,5ºC)

638 – Produto tóxico ou nocivo, inflamável (PFg entre 23ºC e 60,5ºC), corrosivo

639 – Produto tóxico ou nocivo, inflamável (PFg entre 23ºC e 60,5ºC), sujeito a

violenta reação espontânea

66 – Produto muito tóxico

663 – Produto muito tóxico, inflamável (PFg até 60,5ºC)

68

– Produto tóxico ou nocivo, corrosivo

69

– Produto tóxico ou nocivo, sujeito a violenta reação espontânea

70

– Material radioativo

72

– Gás radioativo

37

ou nocivo, sujeito a violenta reação espontânea 70 – Material radioativo 72 – Gás radioativo 37
723 – Gás radioativo, inflamável 73 – Líquido radioativo, inflamável (PFg até 60,5ºC) 74 –

723 – Gás radioativo, inflamável

73

– Líquido radioativo, inflamável (PFg até 60,5ºC)

74

– Sólido radioativo, inflamável

75

– Material radioativo, oxidante

76

– Material radioativo, tóxico

78

– Material radioativo, corrosivo

80

– Produto corrosivo

X80 – Produto corrosivo, que reage perigosamente com água(*)

83 – Produto corrosivo, inflamável (PFg entre 23ºC e 60,5ºC)

X83 – Produto corrosivo, inflamável (PFg entre 23ºC e 60,5ºC), que reage perigosamente com água(*)

839 – Produto corrosivo, inflamável (PFg entre 23ºC e 60,5ºC), sujeito a violenta

reação espontânea X839 – Produto corrosivo, inflamável (PFg entre 23ºC e 60,5ºC), sujeito a violenta reação espontânea e que reage perigosamente com água(*)

85 – Produto corrosivo, oxidante (favorece incêndios)

856 – Produto corrosivo, oxidante (favorece incêndios), tóxico

86

– Produto corrosivo, tóxico

88

– Produto muito corrosivo

X88 – Produto muito corrosivo, que reage perigosamente com água(*)

883

– Produto muito corrosivo, inflamável (PFg entre 23ºC e 60,5ºC)

885

– Produto muito corrosivo, oxidante (favorece incêndios)

886

– Produto muito corrosivo, tóxico

X886 – Produto muito corrosivo, tóxico, que reage perigosamente com água(*)

89 – Produto corrosivo, sujeito a violenta reação espontânea

90 – Produtos perigosos diversos

(*) Não usar água, exceto com a aprovação de um especialista.

NOTA: A relação de produtos perigosos, aqui mencionada, encontra-se disponível para consulta e impressão no site da ANTT (www.antt.gov.br). Com cerca de 70 páginas, não seria apropriado incluirmos no material.

38

e impressão no site da ANTT (www.antt.gov.br). Com cerca de 70 páginas, não seria apropriado incluirmos
1.5 – Sinalização no transporte de produtos perigosos RÓTULOS DE RISCO: Como já sabemos, os

1.5 – Sinalização no transporte de produtos perigosos

RÓTULOS DE RISCO:

Como já sabemos, os produtos perigosos são divididos em classes de risco e, para a identificação desse risco, é obrigatório o uso dos rótulos de risco:

Classe 1 – Explosivos:

o uso dos rótulos de risco: Classe 1 – Explosivos: (Nº 1) Subclasses 1.1., 1.2. e

(Nº 1) Subclasses 1.1., 1.2. e 1.3.

Símbolo (bomba explodindo): preto. Fundo: laranja.

Número "1" no canto inferior.

* Local para indicação do grupo de compatibilidade. Não preencher este campo se Explosivo for o risco subsidiário.

** Local para indicação da subclasse. Não preencher este campo, se Explosivo for o risco subsidiário.

39

** Local para indicação da subclasse. Não preencher este campo, se Explosivo for o risco subsidiário
(Nº 1.4) (Nº 1.5) Fundo: laranja. Números: pretos. (Nº 1.6) Os numerais devem medir cerca

(Nº 1.4)

(Nº 1.5)

Fundo: laranja. Números: pretos.

(Nº 1.6)

Os numerais devem medir cerca de 30 mm de altura e cerca de 5 mm de

espessura (para um rótulo medindo 100 mm x 100 mm).

Número "1" no canto inferior.

* Local para indicação do grupo de compatibilidade. Não preencher este campo

se Explosivo for o risco subsidiário.

Classe 2 – Gases:

se Explosivo for o risco subsidiário. Classe 2 – Gases: (Nº 2.1) Subclasse 2.1 Gases inflamáveis

(Nº 2.1)

Subclasse 2.1

Gases inflamáveis

Símbolo (chama): preto ou branco. Fundo: vermelho.

40

Classe 2 – Gases: (Nº 2.1) Subclasse 2.1 Gases inflamáveis Símbolo (chama): preto ou branco. Fundo:
Número "2" no canto inferior. (Nº 2.2) Subclasse 2.2 Gases não-inflamáveis, não-tóxicos Símbolo (cilindro

Número "2" no canto inferior.

Número "2" no canto inferior. (Nº 2.2) Subclasse 2.2 Gases não-inflamáveis, não-tóxicos Símbolo (cilindro

(Nº 2.2)

Subclasse 2.2

Gases não-inflamáveis, não-tóxicos

Símbolo (cilindro para gás): preto ou branco.

Fundo: verde. Número "2" no canto inferior.

gás): preto ou branco. Fundo: verde. Número "2" no canto inferior. (Nº 2.3) Subclasse 2.3 Gases

(Nº 2.3)

Subclasse 2.3

Gases tóxicos

41

gás): preto ou branco. Fundo: verde. Número "2" no canto inferior. (Nº 2.3) Subclasse 2.3 Gases
Símbolo (caveira e ossos cruzados): preto. Fundo: branco. Número "2" no canto inferior. Classe 3

Símbolo (caveira e ossos cruzados): preto. Fundo: branco.

Número "2" no canto inferior.

Classe 3 – Líquidos inflamáveis:

no canto inferior. Classe 3 – Líquidos inflamáveis: (Nº 3) Símbolo (chama): preto ou branco. Fundo:

(Nº 3)

Símbolo (chama): preto ou branco. Fundo: vermelho.

Número "3" no canto inferior.

Classe4 – Sólidos inflamáveis; substâncias sujeitas à combustão espontânea; substâncias que, em contato com água, emitem gases inflamáveis:

à combustão espontânea; substâncias que, em contato com água, emitem gases inflamáveis: (Nº 4.1) Subclasse 4.1

(Nº 4.1)

Subclasse 4.1

42

à combustão espontânea; substâncias que, em contato com água, emitem gases inflamáveis: (Nº 4.1) Subclasse 4.1
Sólidos inflamáveis Símbolo (chama) preto Fundo: branco com sete listras verticais vermelhas. Número "4" no

Sólidos inflamáveis

Símbolo (chama) preto Fundo: branco com sete listras verticais vermelhas.

Número "4" no canto inferior.

verticais vermelhas. Número "4" no canto inferior. (Nº 4.2) Subclasse 4.2 Substância sujeitas à combustão

(Nº 4.2)

Subclasse 4.2

Substância sujeitas à combustão espontânea

Símbolo

vermelha.

(chama): preto.

Fundo:

Metade

superior Branca,

metade

inferior

Número "4" no canto inferior.

(chama): preto. Fundo: Metade superior Branca, metade inferior Número "4" no canto inferior. (Nº 4.3) 43

(Nº 4.3)

(chama): preto. Fundo: Metade superior Branca, metade inferior Número "4" no canto inferior. (Nº 4.3) 43

43

(chama): preto. Fundo: Metade superior Branca, metade inferior Número "4" no canto inferior. (Nº 4.3) 43
Subclasse 4.3 Substâncias que, em contato com a água, emitem gases inflamáveis. Símbolo (chama): preto

Subclasse 4.3

Substâncias que, em contato com a água, emitem gases inflamáveis.

Símbolo (chama): preto ou branco. Fundo: azul.

Número "4" no canto inferior.

5.1.5 - Classe 5 – Substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos:

Classe 5 – Substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos: (Nº 5.1) Subclasse 5.1 Substâncias oxidantes Símbolo

(Nº 5.1)

Subclasse 5.1

Substâncias oxidantes

Símbolo (chama sobre um círculo): preto. Fundo: amarelo.

Número "5.1" no canto inferior.

44

oxidantes Símbolo (chama sobre um círculo): preto. Fundo: amarelo. Número "5.1" no canto inferior. 44
(Nº 5.2) Subclasse 5.2 Peróxidos orgânicos Símbolo (chama): preto ou branco. Fundo: metade superior vermelha,
(Nº 5.2) Subclasse 5.2 Peróxidos orgânicos Símbolo (chama): preto ou branco. Fundo: metade superior vermelha,

(Nº 5.2)

Subclasse 5.2

Peróxidos orgânicos

Símbolo (chama): preto ou branco. Fundo: metade superior vermelha, metade inferior amarela.

Número "5.2" no canto inferior.

5.1.6 – Classe 6 – Substâncias tóxicas e substâncias infectantes:

5.1.6 – Classe 6 – Substâncias tóxicas e substâncias infectantes: (Nº 6.1) Subclasse 6.1 Substâncias tóxicas

(Nº 6.1)

Subclasse 6.1

Substâncias tóxicas

45

5.1.6 – Classe 6 – Substâncias tóxicas e substâncias infectantes: (Nº 6.1) Subclasse 6.1 Substâncias tóxicas
Símbolo (caveira e ossos cruzados): preto. Fundo: branco. Número "6" no canto inferior. (Nº 6.2)

Símbolo (caveira e ossos cruzados): preto. Fundo: branco.

Número "6" no canto inferior.

preto. Fundo: branco. Número "6" no canto inferior. (Nº 6.2) Subclasse 6.2 Substâncias infectantes A metade

(Nº 6.2)

Subclasse 6.2

Substâncias infectantes

A metade inferior do rótulo pode conter as inscrições: "SUBSTÂNCIA INFECTANTE" e " Em caso de dano ou vazamento, notificar imediatamente as autoridades de Saúde Pública".

Símbolo (três meias-luas crescentes superpostas em um círculo) e inscrições:

pretos. Fundo: branco.

Número "6" no canto inferior.

46

crescentes superpostas em um círculo) e inscrições: pretos. Fundo: branco. Número "6" no canto inferior. 46
Classe 7 – Materiais Radioativos: (Nº 7A) Categoria I – Branco. Símbolo (trifólio): Preto. Fundo:

Classe 7 – Materiais Radioativos:

Classe 7 – Materiais Radioativos: (Nº 7A) Categoria I – Branco. Símbolo (trifólio): Preto. Fundo: branco.

(Nº 7A)

Categoria I – Branco.

Símbolo (trifólio): Preto. Fundo: branco. Texto (obrigatório): preto, na metade inferior do rótulo:

"RADIOATIVO

"

- "CONTEÚDO

"

- "ATIVIDADE

"

Colocar uma Barra Vermelha após a Palavra "RADIOATIVO".

Número "7" no Canto Inferior.

" Colocar uma Barra Vermelha após a Palavra "RADIOATIVO". Número "7" no Canto Inferior. 47

47

" Colocar uma Barra Vermelha após a Palavra "RADIOATIVO". Número "7" no Canto Inferior. 47
(Nº 7B) Categoria II - Amarela Símbolo (trifólio): preto. Fundo: metade superior amarela com bordas

(Nº 7B)

Categoria II - Amarela

Símbolo (trifólio): preto. Fundo: metade superior amarela com bordas brancas, metade inferior branca.

Texto (obrigatório): preto, na metade inferior do rótulo:

"RADIOATIVO

- "CONTEÚDO

" "

- "ATIVIDADE

".

Em um retângulo de bordas pretas: "ÍNDICE DE TRANSPORTE".

Colocar duas barras verticais vermelhas após a palavra "RADIOATIVO".

Número "7" no canto inferior.

"RADIOATIVO". Número "7" no canto inferior. (Nº 7C) Categoria III - Amarela Símbolo (trifólio):

(Nº 7C)

Categoria III - Amarela

Símbolo (trifólio): preto. Fundo: metade superior amarela com bordas brancas, metade inferior branca.

Texto (obrigatório): preto, na metade inferior do rótulo:

"RADIOATIVO

"

– "CONTEÚDO

"

– "ATIVIDADE

".

 

48

inferior do rótulo: "RADIOATIVO " – "CONTEÚDO " – "ATIVIDADE ".   48
Em um retângulo de bordas pretas: "ÍNDICE DE TRANSPORTE". Colocar três barras verticais vermelhas após

Em um retângulo de bordas pretas: "ÍNDICE DE TRANSPORTE".

Colocar três barras verticais vermelhas após a palavra "RADIOATIVO".

Número "7" no canto inferior.

"RADIOATIVO". Número "7" no canto inferior. (Nº 7E) 5.1.7.1 - Classe 7: Material Físsil Fundo: branco.

(Nº 7E)

5.1.7.1 - Classe 7: Material Físsil

Fundo:

branco.

Texto

(obrigatório):

preto

na

metade

superior

do

rótulo:

"FÍSSIL". Em um retângulo de bordas pretas na metade inferior do rótulo:

"Índice de segurança de criticalidade".

Número "7" no canto inferior.

49

na metade inferior do rótulo: "Índice de segurança de criticalidade". Número "7" no canto inferior. 49
Classe 8 – Substâncias corrosivas: (Nº 8) Símbolo (líquidos, pingando de dois recipientes de vidro

Classe 8 – Substâncias corrosivas:

Classe 8 – Substâncias corrosivas: (Nº 8) Símbolo (líquidos, pingando de dois recipientes de vidro e

(Nº 8)

Símbolo (líquidos, pingando de dois recipientes de vidro e atacando uma mão e um pedaço de metal): preto. Fundo: metade superior branca. metade inferior preta com borda branca.

Número "8" no canto inferior.

Classe 9 – Substâncias e artigos perigosos diversos:

borda branca. Número "8" no canto inferior. Classe 9 – Substâncias e artigos perigosos diversos: (Nº

(Nº 9)

50

borda branca. Número "8" no canto inferior. Classe 9 – Substâncias e artigos perigosos diversos: (Nº
Símbolo (sete listras verticais na metade superior): preto. Fundo: branco. Número "9", sublinhado no canto

Símbolo (sete listras verticais na metade superior): preto. Fundo: branco.

Número "9", sublinhado no canto inferior.

NOTA: A relação dos rótulos de riscos encontra-se disponível para consulta e impressão no site da ANTT (www.antt.gov.br).

“ABRE ASPAS”

“Durante o estudo deste Módulo I, se faz necessário ressaltar que o aluno ou profissional da área esteja receptivo às leituras de atualizações, pois nessa área há sempre novidades nas Normas com Resoluções atuais que implicam na mudança e/ou complemento de itens importantes para a rotina de transportes”.

1.6 – Modelos de símbolos especiais e de manuseio inserido pela resolução 3.632 de 09 de Fevereiro de 2011

Símbolos de manuseio

3.632 de 09 de Fevereiro de 2011 • Símbolos de manuseio • Símbolo de “Frágil” •

Símbolo de “Frágil”

• Símbolos de manuseio • Símbolo de “Frágil” • Símbolo de “Não agitar - frágil” 51

Símbolo de “Não agitar - frágil”

51

de “Frágil” • Símbolo de “Não agitar - frágil” 51 • Símbolo de “Proibido usar gancho

Símbolo de

“Proibido usar gancho ou furar”

de “Frágil” • Símbolo de “Não agitar - frágil” 51 • Símbolo de “Proibido usar gancho
• Símbolo de “Face superior nesta direção” • Símbolo de “Centro de gravidade” • Símbolo

Símbolo de

“Face superior nesta direção”

• Símbolo de “Face superior nesta direção” • Símbolo de “Centro de gravidade” • Símbolo de

Símbolo de

“Centro de gravidade”

Símbolo de “Içamento”

“Centro de gravidade” • Símbolo de “Içamento” • Símbolo de “Proteger contra calor” • Símbolo de

Símbolo de “Proteger contra calor”

“Içamento” • Símbolo de “Proteger contra calor” • Símbolo de “Proteger contra umidade” • Símbolo

Símbolo de

“Proteger contra umidade”

calor” • Símbolo de “Proteger contra umidade” • Símbolo de “Proteger contra luz” • Símbolo de

Símbolo de “Proteger contra luz”

Símbolo de “Substância ou material magnetizante”.

52

umidade” • Símbolo de “Proteger contra luz” • Símbolo de “Substância ou material magnetizante”. 52
SÍMBOLO PARA SUBSTÂNCIAS QUE APRESENTAM RISCO PARA O MEIO AMBIENTE: Volumes contendo substâncias que apresentem

SÍMBOLO PARA SUBSTÂNCIAS QUE APRESENTAM RISCO PARA O

MEIO AMBIENTE:

Volumes contendo substâncias que apresentem risco para o meio ambiente

devem ser marcados com a simbologia apresentada na figura abaixo:

ser marcados com a simbologia apresentada na figura abaixo: Símbolo (peixe e árvore): preto sobre um

Símbolo (peixe e árvore): preto sobre um fundo de cor branca ou de cor

contrastante.

SÍMBOLO

PARA

O

TEMPERATURA ELEVADA.

TRANSPORTE

DE

SÍMBOLO PARA O TEMPERATURA ELEVADA. TRANSPORTE DE SUBSTÂNCIAS A Unidades de transporte carregadas com uma

SUBSTÂNCIAS

A

Unidades de transporte carregadas com uma substância em estado líquido, que

seja transportada ou oferecida para transporte a uma temperatura igual ou superior a

100ºC, ou uma substância em estado sólido a uma temperatura igual ou superior a

240ºC, devem portar, nas duas extremidades e nos dois lados, o símbolo indicado na

53

temperatura igual ou superior a 240ºC, devem portar, nas duas extremidades e nos dois lados, o
figura acima. O símbolo, de forma triangular, deve ser de cor vermelha e ter no

figura acima. O símbolo, de forma triangular, deve ser de cor vermelha e ter no mínimo 250mm de lado.

(Fonte: Resolução nº 3.763/12, de 26 de janeiro de 2012 – www.cnt.org.br).

1.7 – Tipos de Transporte de Produtos Perigosos

Os produtos perigosos são transportados nos cinco modais básicos: aéreo, aquaviário, ferroviário, rodoviário e dutoviário. Embora a classificação de risco seja igual para todos, pois ela é feita considerando a composição química dos produtos, há particularidades operacionais em cada um, devido o meio em que acontece com a elevação dos fatores de riscos e exigências legais para o transporte.

Desses modais, o aéreo, cuja operação é proibida, salvo com licenças especiais, chega a ser inexpressivo com a menor representação quantitativa.

AQUAVIÁRIO

A navegabilidade pouco explorada dos nossos rios, mesmo privilegiados com um desenho hidrográfico de causar inveja em muitos países, contribui para um número muito baixo do transporte fluvial em relação aos outros modais de transporte. No entanto, é o transporte marítimo que traz representação para o modal aquaviário. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), muitos investimentos estão previstos para os próximos anos para garantir operações mais seguras nos portos.

Estes números são bem representados pelos Navios Cargueiros e pelos Graneleiros, mas são os Navios Petroleiros que representam metade da frota mundial. Eles possuem maior capacidade de carga devido ao seu tamanho. São importantes meios para o transporte de produtos perigosos, mas a falta de infraestrutura portuária ainda obriga operações demoradas e pouco eficientes. Há registros sobre a espera das

54

de infraestrutura portuária ainda obriga operações demoradas e pouco eficientes. Há registros sobre a espera das
chamadas “janelas de atracação”, para carga e descarga de navios, representarem cerca de 50% do

chamadas “janelas de atracação”, para carga e descarga de navios, representarem cerca de 50% do custo logístico de uma viagem internacional e, pior que isso, é o aumento dos fatores de risco pelo acondicionamento da carga perigosa.

DUTOVIÁRIO

O transporte dutoviário é realizado por meio da gravidade e de força mecânica. Ele se faz representar por três modalidades:

Oleodutos:

Utilizados

para

o

transporte

do

petróleo

bruto

e

seus

derivados (diesel, gasolina, querosene, etc.) álcool e óleos industriais;

Gasodutos: Utilizados para o transporte de gases, fazendo a ligação entre

o produtor e o consumidor, como usinas termelétricas e indústrias;

Minerodutos: Utilizados para o transporte de minérios entre as regiões

produtoras e o consumidor, como siderúrgicas. Ultimamente essa modalidade vem sendo substituída por esteiras de transporte devido às mudanças logísticas de algumas instalações siderúrgicas apresentarem-se próximas à produção ou à zona portuária.

A

utilização

de

um

sistema

por

produtos

composições caracteriza os polidutos.

ou

substâncias

de

diferentes

Nos Estados Unidos da América, esta modalidade de transporte representa quase 17% da carga perigosa transportada. No Brasil, não há números precisos, mas se sabe

que poderia ser bem mais explorada, pois transporta grandes quantidades continuamente

e destaca-se a praticidade por dispensar embalagens.

FERROVIÁRIO

Este modal também é bem significativo no transporte de produtos perigosos, principalmente óleos industriais, químicos em geral e minérios. Mas, apesar de vias diferentes, este modal se assemelha muito ao marítimo no que diz respeito à falta de infraestrutura e de investimentos, que possam proporcionar não só um maior volume

55

no que diz respeito à falta de infraestrutura e de investimentos, que possam proporcionar não só
como maior segurança para as pessoas e para o meio ambiente. Ambos têm uma enorme

como maior segurança para as pessoas e para o meio ambiente. Ambos têm uma enorme capacidade de desenvolvimento e são excelentes alternativas para uma melhor divisão da matriz logística brasileira, desafogando as rodovias.

As empresas, que utilizam este modal para o escoamento de sua produção, procuram por maior capacidade de transporte, eficiência energética e maior segurança, pois nesse modal, o índice de acidentes e roubos é bem menor do que o do modal rodoviário.

RODOVIÁRIO

Como dito anteriormente, apresentaremos este modal mais detalhadamente, não só por se tratar do mais utilizado, mas porque no aspecto profissional, tornam as informações mais direcionadas para quem está ou pretende entrar na área. Com certeza, a probabilidade de ingresso é bem considerável pela acessibilidade a esse mercado.

O equipamento rodoviário mais utilizado para o transporte de produtos perigosos é o Caminhão-Tanque (CT) – “CT” também denomina o caminhão trator –. Já os produtos perigosos mais transportados são os combustíveis.

Identificação necessária dos equipamentos rodoviários para o Transporte de Produtos Perigosos

Essa carga perigosa é transportada a granel, ou seja, são comercializadas fora da embalagem, em quantidades fracionárias. E, para sua identificação, são adotados os Rótulos de Risco, que estudamos nos tópicos anteriores, devidamente afixados no seu exterior (na dianteira, nas laterais e na traseira) para advertir que seu conteúdo é composto por produtos perigosos e apresenta riscos, facilitando a visualização das autoridades competentes e dos envolvidos no processo do transporte de uma forma geral.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o órgão que descreve como esta identificação se dará de acordo com o tipo de equipamento e natureza da operação.

56

o órgão que descreve como esta identificação se dará de acordo com o tipo de equipamento
Vamos relembrar a leitura na forma do exemplo abaixo: Fonte: www.antt.gov.br.-Resolução 3.632. A colocação dos

Vamos relembrar a leitura na forma do exemplo abaixo:

Vamos relembrar a leitura na forma do exemplo abaixo: Fonte: www.antt.gov.br.-Resolução 3.632. A colocação dos

Fonte: www.antt.gov.br.-Resolução 3.632.

A colocação dos rótulos de risco e de painéis de segurança nos veículos com produtos perigosos obedece as seguintes regras:

 

CARGA A GRANEL

 

Produto/Risco

Painel de Segurança

Rótulo de Risco

01

Produto

Nas duas laterais com

Nas duas laterais Na traseira

01

Risco

números do produto e dos riscos Na frente e traseira com números do produto e dos riscos

Produtos diferentes

Nas duas laterais, um em

Nas duas laterais, um em cada compartimento Na traseira

01

Risco

cada compartimento, com o número do produto e dos riscos Na frente e na traseira, sem números

Produtos diferentes Riscos diferentes

Nas duas laterais, um em cada compartimento, com o número do produto e dos riscos

Nas duas laterais, um em cada compartimento

57

um em cada compartimento, com o número do produto e dos riscos Nas duas laterais, um
  Na frente e traseira sem números Na traseira, um de cada risco principal Vazio
 

Na frente e traseira sem números

Na traseira, um de cada risco principal

Vazio

Antes de lavar e descontaminar, continuar usando

Antes de lavar e descontaminar, continuar usando

Fonte: www.defesacivil.es.gov.br/files/meta/9c79332b-f0d2

Vejamos exemplos:

/91.doc

www.defesacivil.es.gov.br/files/meta/9c79332b-f0d2 Vejamos exemplos: /91.doc Fonte: www.antt.gov.br.-Resolução 3.632. 58
www.defesacivil.es.gov.br/files/meta/9c79332b-f0d2 Vejamos exemplos: /91.doc Fonte: www.antt.gov.br.-Resolução 3.632. 58

Fonte: www.antt.gov.br.-Resolução 3.632.

58

www.defesacivil.es.gov.br/files/meta/9c79332b-f0d2 Vejamos exemplos: /91.doc Fonte: www.antt.gov.br.-Resolução 3.632. 58
Os rótulos de risco para unidade de transporte devem atender a alguns requisitos, como: a)

Os rótulos de risco para unidade de transporte devem atender a alguns requisitos,

como:

a) ter dimensões mínimas de 250mm por 250mm, com uma linha da mesma cor

do símbolo a 12,5mm da borda e paralela a todo seu perímetro;

b) corresponder ao Rótulo de Risco estipulado para a classe do produto perigoso

em questão, quanto à cor e símbolo;

c) conter o número de classe ou subclasse dos produtos perigosos em questão,

para o rótulo de risco correspondente, em caracteres com altura mínima de 25mm.

Além dos Rótulos de Riscos, as unidades de transporte devem conter os Painéis de Segurança, que também devem ser afixados à sua superfície externa em posição adjacente ao Rótulo de Risco.

Assim como os Rótulos de Riscos, os Painéis de Segurança têm que atender a requisitos mínimos. Devem ter o número ONU e o número de risco do produto transportado exibidos em caracteres negros, não menores que 65mm, num painel retangular de cor laranja, com altura não inferior a 150mm e comprimento mínimo de 350mm, devendo ter borda preta de 10mm.

Fonte: htttp://www.sitivesp.org.br/sitivesp/download/manual_transporte_dez2010.pdf

NOTA: As unidades de transporte compostas por um veículo para o transporte de produto fracionado e outro para o transporte de carga a granel, quando este estiver trafegando vazio sem tiver sido descontaminado, devem permanecer com os Rótulos de Risco e Painéis de Segurança referentes ao produto que foi transportado no equipamento a granel e das embalagens que estejam contaminadas, assim como continuar portando a ficha de emergência dentro do envelope para o transporte estando sujeitas às mesmas prescrições que os veículos carregados. Vamos abordar este assunto com mais detalhes no Módulo II.

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às mesmas prescrições que os veículos carregados. Vamos abordar este assunto com mais detalhes no Módulo
Unidade 2 – Legislações específicas Daremos início ao estudo da Legislação para a atividade do

Unidade 2 – Legislações específicas

Daremos início ao estudo da Legislação para a atividade do transporte de produtos perigosos. Simplificaremos e buscaremos os pontos específicos para um maior proveito durante o aprendizado.

Sendo extremamente necessária, a Legislação compõe uma etapa considerada cansativa com suas alterações e demais dispositivos. Para que isso não ocorra, traremos os artigos de maior relevância e evitaremos o transbordamento de informações que possam não ser úteis em suas áreas específicas. Ou seja, abordaremos o assunto desta Unidade II de forma direta, objetiva e sem muitas citações adjuntas (aquelas que possam complicar o entendimento de um dispositivo e em nada acrescentar ao seu valor informativo). Porém, sem deixar a desejar em relação ao pacote necessário para sua finalidade.

O transporte rodoviário tem uma maior composição de normas específicas para suas operações. É este modal que apresenta mais divergências e uma maior necessidade de cobertura por parte dos Órgãos responsáveis para o cumprimento dessas normas que sofrem constantes alterações. Não muito diferente dos demais modais quanto ao excesso de revisões, as áreas regulamentadoras demonstram uma falta de visão que as leva para mais e mais alterações.

Diante disso, destacamos que é de suma importância para o aluno consultar constantemente as alterações, adequações e novos dispositivos, que venham compor esse imenso quadro de exigências que está em constante evolução. A surpresa na abordagem de uma lei pode trazer sérios danos financeiros e organizacionais para uma empresa.

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A surpresa na abordagem de uma lei pode trazer sérios danos financeiros e organizacionais para uma
2.1 – A origem da Legislação para o Transporte de Produtos Perigosos Desde a necessidade

2.1 – A origem da Legislação para o Transporte de Produtos Perigosos

Desde a necessidade de uma ação para unir produção às áreas de consumo, o transporte vem sendo observado como uma atividade comercial em constante movimento. Uma série de acontecimentos de determinadas operações despertaram olhares atentos por parte das áreas de segurança e, nos últimos anos, pelas áreas ligadas à preservação do meio ambiente, representadas pelo poder público e pela “pressão” da sociedade.

A origem da Legislação Federal

Em 6 de outubro de 1983 o Brasil criou o Decreto-Lei 2.063, sendo o primeiro país da América Latina a criar normas específicas para o transporte de produtos perigosos. Isso ocorreu após algumas tragédias, onde destacamos duas de maior impacto social: Uma em 1972 no estado do Paraná com a explosão de um caminhão carregado com dinamites; outra em 1977, no Mercado de São Sebastião na capital do estado do Rio de Janeiro, durante uma operação de descarregamento de pentaclorofenato de sódio, conhecido como Pó da China, vários operários se contaminaram causando a morte de seis deles e doenças graves em várias outras pessoas.

A falta de conhecimento com relação aos cuidados e procedimentos durante a operação e a falta de equipamentos de proteção individual contribuiu para a tragédia e para atestar a fragilidade de operações envolvendo produtos perigosos.

Posteriormente, esse Decreto seria revisado devido limitações sobre as operações de transporte e uma inserção mais objetiva da preservação da vida e do cuidado com o meio ambiente.

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as operações de transporte e uma inserção mais objetiva da preservação da vida e do cuidado
Seria aprovado então, o Decreto 96.044 de 18 de maio de 1988, com destaque para

Seria aprovado então, o Decreto 96.044 de 18 de maio de 1988, com destaque para os seguintes artigos e parágrafos:

Art. 9º – O veículo que transportar produto perigoso deverá evitar o uso de vias em áreas densamente povoadas ou de proteção de mananciais, reservatórios de água ou reservas florestais e ecológicas, ou que delas sejam próximas. Art. 10º – O expedidor informará anualmente ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) os fluxos de transporte de produtos perigosos que embarcar com regularidade.

§1º – As informações ficarão à disposição dos órgãos e entidades do meio ambiente, da defesa civil e das autoridades com jurisdição sobre as vias. §2º – Com base nas informações, o Ministério dos Transportes, com a colaboração do DNIT e dos órgãos e entidades públicas e privadas, determinará os critérios técnicos de seleção dos produtos para os quais solicitará informações adicionais como frequência de embarques, formas de acondicionamento e itinerário, parada, carga e descarga.

Art. 11º – As autoridades com jurisdição sobre as vias poderão determinar restrições ao seu uso, ao longo de toda extensão ou parte dela, sinalizando os trechos restritos e assegurando percurso alternativo, assim como estabelecer locais e períodos com restrição para estacionamento, parada, carga e descarga.

Art. 12º – Caso a origem ou destino do produto perigoso exigir o uso de via restrita, tal fato deverá ser comprovado pelo transportador perante a autoridade com jurisdição sobre a mesma, sempre que solicitado.

Art. 13º – O itinerário deverá ser programado de forma a evitar a presença de veículos transportando produtos perigosos em vias de grande fluxo de trânsito, nos horários de maior intensidade de tráfego.

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transportando produtos perigosos em vias de grande fluxo de trânsito, nos horários de maior intensidade de
Pertinente ao caso de 1972, hoje quem observa o transporte de produtos explosivos é o

Pertinente ao caso de 1972, hoje quem observa o transporte de produtos explosivos é o Ministério da Defesa composto pelas três Forças Armadas: Marinha, Aeronáutica e, nesse caso, o Exército.

A origem da Legislação Estadual

A Legislação nesse âmbito partindo dos estados brasileiros não tem uma história muito rica. Na verdade, é muito deficiente dada a importância que o caso exige. Algumas leis, resoluções e decretos mencionados tratavam, quase que na totalidade, do cadastro das transportadoras junto aos órgãos públicos e da necessidade de obtenção de licenças para transporte de produtos perigosos.

Podemos observar algumas, como a Lei 7.877 de 28 de dezembro de 1983 no Rio Grande do Sul que, além das exigências de cadastro, trata das especificações técnicas que os veículos precisam obedecer e sobre infrações e penalidades.

Na Bahia, a Resolução nº 1039 de 6 de dezembro de 1994, trata também do plano de emergência, atestado de sanidade física e psíquica dos envolvidos na linha de frente das operações.

Outras legislações no Paraná, Santa Catarina e Distrito Federal tratam do transporte de produtos perigosos com textos bem semelhantes.

A origem da Legislação Municipal

Se há dificuldades em verificar históricos de legislações estaduais, não se pode esperar algo diferente dos órgãos municipais. Poucas cidades brasileiras possuem

regulamentação específica para o serviço de transporte de produtos perigosos. As autoridades municipais tratam com descaso esse importante assunto.

Contudo, através de consulta na Secretaria Municipal de Transporte do Rio de Janeiro, encontramos a Lei nº 1.632 de 6 de novembro de 1990. Dentre outros pontos, determina que o período de trânsito urbano seja realizado apenas entre 21:00 e 06:00h, mas foi notada sua ineficácia.

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que o período de trânsito urbano seja realizado apenas entre 21:00 e 06:00h, mas foi notada
Também há casos de sucesso entre as cidades brasileiras. O Decreto 36.957 de 10 de

Também há casos de sucesso entre as cidades brasileiras. O Decreto 36.957 de 10 de julho de 1997, na cidade de São Paulo, que regulamenta a Lei nº 11.368 de 17 de maio de 1993, trata o transporte de produtos perigosos com todas as variáveis relativas a veículos de carga no município. A regulamentação evoluiu e hoje se pode afirmar que a cidade de São Paulo é a que possui uma legislação mais voltada ao assunto dentre as demais cidades brasileiras.

Legislação Internacional

O “United Nations Orange Book” é um livro publicado a cada dois anos pela

Organização das Nações Unidas (ONU). Neste livro, encontra-se o trabalho do Comitê de Especialistas de Transporte de Produtos Perigosos, tendo como objetivo a segurança do comércio mundial, incluindo todos os modais de transporte. A regulamentação de hoje na Inglaterra, assim como no Brasil, é toda baseada no Orange Book (Livro Laranja) que, mesmo com o desenvolvimento tecnológico, se mantém atualizada no controle do transporte de produtos perigosos.

A regulamentação federal mais importante está registrada no 49 Code of Federal

Regulations (49 CFR). Mas, há outras de sucesso diante não só do rigor, como na fiscalização e no retorno positivo à população. Um exemplo clássico é o U.S. Department of Transportation, do Ministério dos Transportes dos Estados Unidos da América que possui um departamento (Office Hazardous Material Safety) voltado à segurança nacional com o intuito de proteger a população contra problemas relativos ao

transporte de produtos perigosos.

O modelo deste departamento tem um desenho de eficiência a ser copiado por

outros países. Gerenciado pela Research and Special Programs Administration (RSPA), baseia-se em categorias voltadas ao desenvolvimento da regulamentação determinação de padrões, fiscalização, treinamento e informação com atividades cooperativas entre as agências.

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determinação de padrões, fiscalização, treinamento e informação com atividades cooperativas entre as agências. 64
Em relação às leis para as cidades desses países, podemos destacar, por exemplo, algumas cidades

Em relação às leis para as cidades desses países, podemos destacar, por exemplo, algumas cidades canadenses onde são bem definidas as áreas de circulação de cargas com produtos perigosos, inclusive com áreas para manobras nas entradas dessas cidades que possuem sinalização vertical que fornece informações sobre o movimento de veículos com produtos perigosos. Em outras, para transitar fora das rotas pré- estabelecidas, é necessário solicitar ao Corpo de Bombeiros, por telefone ou por meio de ofício, uma autorização especial válida por um ano. O descumprimento desse procedimento resulta em multa e prisão.

“ABRE ASPAS” “A necessidade de legislações específicas para o transporte de produtos perigosos no Brasil se faz diante da falta de condições operacionais e não são pautadas na informação e proteção da população como deveriam. Hoje temos verdadeiras “bombas” transitando entre ruas, nas rodovias, prestes a causar danos físicos às pessoas e contaminar outras através do meio ambiente. São combustíveis, ácidos e outros produtos trafegando sem planejamento ou sem fiscalização das leis que, por si só, não bastam. As BR’s 101 e 116 são as principais no escoamento expressivo de produtos perigosos e estão na lista das rodovias mais precárias.”

2.2 – Atuação dos órgãos governamentais

Existem vários órgãos governamentais brasileiros atuando desde as pesquisas, fiscalizações, controles e atendimentos, até a elaboração de documentos, que servem como base para os regulamentos dos transportes rodoviário e ferroviário de produtos perigosos. Dentre os mais atuantes estão:

– Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO) – Atua na elaboração de regulamentos técnicos, aferição, capacitação e certificação de veículos, equipamentos e embalagens; – Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) – Atua na regulamentação referente ao treinamento obrigatório dos condutores de veículos e codifica as multas

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– Atua na regulamentação referente ao treinamento obrigatório dos condutores de veículos e codifica as multas
relativas às infrações previstas no Regulamento Nacional de Transporte de Produtos Perigosos (RTPP); – Comissão

relativas às infrações previstas no Regulamento Nacional de Transporte de Produtos Perigosos (RTPP);

– Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) – Controla as substâncias radioativas;

– Exército Brasileiro (EB) – Controla o comércio de produtos explosivos;

– Polícia Federal (PF) – Atua no controle de produtos como acetona e ácido clorídrico, por serem utilizados também na produção de drogas ilícitas;

– Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Rodoviária Estadual (PRE)

Atuam diretamente na fiscalização e aplicação de penalidades para o transporte de

produtos perigosos; – Ministério da Agricultura – Atua no controle dos pesticidas;

– Departamento de Defesa Civil (DEDEC) e Corpo de Bombeiros – Atuam no

atendimento às comunidades quando das emergências químicas decorrentes de acidentes com transporte de produtos perigosos;

– Ministério e Secretarias Estaduais do Meio Ambiente – Atuam na fiscalização

e aplicação de penalidades em empresas de produção e transporte de produtos tóxicos ou que possuam atividades poluidoras;

– Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis

(IBAMA) – Atua na execução da Política Nacional do Meio Ambiente e desenvolve diversas atividades para a preservação e conservação do patrimônio natural, fiscalizando os recursos naturais.

NOTA: Outros órgãos fazem parte desse conjunto, como a Agência Nacional de

Transportes Terrestres (ANTT) e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)

já citadas nesse Módulo.

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de Transportes Terrestres (ANTT) e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) já citadas nesse Módulo.
2.3 – Regulamentação para o Transporte Terrestre de Produtos Perigosos Algo muito importante para considerarmos

2.3 – Regulamentação para o Transporte Terrestre de Produtos Perigosos

Algo muito importante para considerarmos é a estrutura proposta para a regulamentação para o transporte terrestre de produtos perigosos no Brasil. Sua complexidade não se dá pelas próprias exigências, mas pela facilidade que se tem em alterar algo que, exaustivamente, havia sido definido. O efeito disso é que a velocidade da readaptação por parte dos exigidos pode comprometer o cumprimento da segurança a que se propõe e, junto com a falta de entendimento ou de interesse, dá ares de desorganização ao sistema. Uma mudança ministerial, de um secretariado ou de uma comissão adjunta já é o suficiente para alterar procedimentos no Brasil.

Alterações são necessárias quando da inclusão de um novo produto ou de um novo método operacional. As leis devem ser pautadas com base num histórico, no momento atual e numa projeção da situação. As revisões são pertinentes, mas os exageros abrem brechas para o descumprimento.

Desta forma, vamos conhecer os modelos principais, que regulamentam o transporte terrestre de produtos perigosos, nas rodovias e ferrovias, e observar suas alterações.

As principais regras para o Transporte Terrestre de Produtos Perigosos

A Lei 10.233 de 5 de junho de 2001 promoveu uma reestruturação no setor de transportes no País. O Inciso VII do Artigo 22 firmou a competência reservada à ANTT para regulamentar o transporte de cargas e produtos perigosos em rodovias e ferrovias brasileiras.

“O transporte rodoviário, por via pública, de produtos que sejam perigosos, por representarem riscos para a saúde de pessoas, para a segurança pública ou para o meio ambiente, é submetido às regras e aos procedimentos estabelecidos pelo Regulamento para o Transporte Rodoviário de produtos Perigosos, Resolução ANTT nº 3.665/2011 e

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estabelecidos pelo Regulamento para o Transporte Rodoviário de produtos Perigosos, Resolução ANTT nº 3.665/2011 e 67
alterações, complementada pelas Instruções aprovadas pela Resolução ANTT nº 420/2004 e suas alterações, sem

alterações, complementada pelas Instruções aprovadas pela Resolução ANTT nº 420/2004 e suas alterações, sem prejuízo do disposto nas normas específicas de cada produto.” – ANTT.

Esses documentos estabelecem a aplicação exigida ao transporte rodoviário de produtos perigosos, seus veículos e condutores, a respeito da classificação dos produtos, sinalização das unidades de transporte, documentação, embalagens, resíduos, penalidades e demais dispositivos.

O transportador

O envolvimento na operação do transporte é bem estabelecido na Resolução nº

3.665/2001:

Art. 21. O transportador, antes de mobilizar o veículo, deve assegurar-se de que este esteja em condições adequadas ao transporte para o qual é destinado, conforme regulamentação das autoridades competentes, e com especial atenção para o tanque, carroceria e demais dispositivos que possam afetar a segurança da carga transportada.

No Capítulo IV, Seção III, Art. 46, nesta mesma Resolução, está bem definida a

responsabilidade do transportador, atualizado pelas Resoluções nº 3.762 e 3.886, ambas de 2012:

Art. 46. Constituem deveres e obrigações do transportador:

I – Assumir as responsabilidades atribuídas ao expedidor, sempre que efetuar quaisquer alterações no carregamento de produtos perigosos, inclusive quando efetuar operações de redespacho;

II – Dar adequada manutenção e utilização aos veículos e equipamentos de

transporte, bem como providenciar a limpeza ou descontaminação de resíduos de carregamentos anteriores;

III – Vistoriar as condições de funcionamento e segurança do veículo e

equipamento de transporte, de acordo com a natureza da carga a ser transportada;

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e segurança do veículo e equipamento de transporte, de acordo com a natureza da carga a
IV – Acompanhar, para ressalva das responsabilidades pelo transporte, as operações de carga, descarga e

IV – Acompanhar, para ressalva das responsabilidades pelo transporte, as

operações de carga, descarga e transbordo executadas pelo expedidor ou destinatário de

carga;

V – Providenciar o CIV (Certificado de Inspeção Veicular) e o CIPP

(Certificado de Inspeção para o Transporte de Produtos Perigosos), quando necessários,

e exigir do expedidor os documentos de que tratam os incisos II, III, IV, V e VI do

caput do Art. 28;

VI – Transportar produtos perigosos a granel de acordo com o especificado no

CIPP;

VII – Portar no veículo o conjunto de equipamentos para situações de

emergência e os EPIs em bom estado de conservação e funcionamento, conforme arts.

4º e 5º, respectivamente;

VIII – Instruir o pessoal envolvido na operação de transporte quanto à correta

utilização dos equipamentos necessários para situações de emergência e dos EPIs,

conforme as instruções do expedidor;

IX – Zelar pela adequada qualificação profissional de todo o pessoal envolvido

na operação de transporte, bem como observar os preceitos de higiene, medicina e

segurança do trabalho;

X – Utilizar corretamente, nos veículos e equipamentos de transporte, os

elementos de identificação adequados aos produtos transportados;

XI – Realizar as operações de transbordo observando os procedimentos e

utilizando os equipamentos recomendados ou fornecidos pelo expedidor ou fabricante

dos produtos;

XII – Assegurar-se de que o serviço de acompanhamento técnico especializado

preenche os requisitos do art. 29 e das instruções específicas existentes;

XIII – Orientar o condutor e o auxiliar quanto à correta movimentação da carga,

exigindo deles o uso adequado dos trajes mínimos obrigatórios e equipamentos de

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à correta movimentação da carga, exigindo deles o uso adequado dos trajes mínimos obrigatórios e equipamentos
proteção individual de segurança no trabalho sempre que, por acordo com o expedidor ou o

proteção individual de segurança no trabalho sempre que, por acordo com o expedidor ou o destinatário, seja co-responsável pelas operações de carregamento e descarregamento;

Parágrafo único. Se o transportador receber a carga lacrada ou for impedido, pelo expedidor ou destinatário, de acompanhar as operações de carga e descarga, fica desonerado da responsabilidade por acidente ou avaria decorrentes do mau acondicionamento da carga.

E ainda:

Art. 47. Quando o transporte for realizado por transportador autônomo, os deveres e obrigações a que se referem os itens VII, VIII, e de X a XIII do Art. 46, constituem responsabilidade de quem o tiver contratado.

Art. 48. O transportador é solidariamente responsável com o expedidor na hipótese de aceitar para transporte produtos cuja embalagem apresente sinais de violação, deterioração, mau estado de conservação.

Transporte misto:

Vejamos

o

3.665/2011:

Art. 12. É proibido:

que

descreve

os

Artigos

12

e

13

da

Resolução

I – Conduzir pessoas em veículos transportando produtos perigosos além dos auxiliares.

II – Transportar, simultaneamente, no mesmo veículo ou equipamento de transporte, diferentes produtos perigosos, salvo se houver compatibilidade ou se disposto em contrário nas instruções complementares a este Regulamento.

III – Transportar produtos perigosos juntamente com alimentos, medicamentos ou quaisquer objetos destinados a uso ou consumo humano ou animal ou, ainda, com embalagens de mercadorias destinadas ao mesmo fim.

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objetos destinados a uso ou consumo humano ou animal ou, ainda, com embalagens de mercadorias destinadas
IV – Transportar alimentos, medicamentos ou quaisquer objetos destinados ao uso ou consumo humano ou

IV – Transportar alimentos, medicamentos ou quaisquer objetos destinados ao uso ou consumo humano ou animal em embalagens que tenham contido produtos perigosos.

V – Transportar, simultaneamente, animais e produtos perigosos em veículos ou equipamentos de transporte.

Parágrafo único. Entende-se como compatibilidade entre produtos a ausência de risco de ocorrer explosão, desprendimento de chamas ou calor, formação de gases, vapores, compostos ou misturas perigosas, devido à alteração das características físicas ou químicas originais de qualquer um dos produtos, se postos em contato entre si (por vazamento, ruptura de embalagem, ou outra causa qualquer).

Art. 13. As proibições de transporte previstas nos incisos II e III do art. 12 não se aplicam quando os produtos estiverem segregados em cofres de carga, que assegurem a estanqueidade destes em relação ao restante do carregamento, e conforme critérios estabelecidos nas instruções complementares a este Regulamento.

O Capítulo1.2, Item 1.2.1 da Resolução nº 420/2004, destaca que cofres de carga são caixas com fechos para acondicionamento de carga geral perigosa ou não, com a finalidade de segregar produtos incompatíveis durante o transporte.

Transporte em quantidade limitada:

Apresentam riscos menores do que o transporte em grandes quantidades. Assim é possível dispensar tais operações do cumprimento de algumas exigências legais, conforme Capítulo 3.4 da Resolução nº 420/2004. Porém, no transporte de dois ou mais produtos perigosos, prevalece o total da carga.

Os veículos Quanto ao estacionamento:

Art. 20. O condutor de veículo transportando produtos perigosos só pode estacionar para descanso ou pernoite em áreas previamente determinadas pelas autoridades competentes e, na inexistência de tais áreas, deve evitar zonas residenciais,

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determinadas pelas autoridades competentes e, na inexistência de tais áreas, deve evitar zonas residenciais, 71
áreas densamente povoadas, de grande concentração de pessoas ou veículos, de proteção de mananciais, de

áreas densamente povoadas, de grande concentração de pessoas ou veículos, de proteção de mananciais, de reservatórios de água, de reservas florestais e ecológicas, ou que delas sejam próximas.

§ 1º Quando, por motivo de emergência, parada técnica, falha mecânica ou

acidente, o condutor do veículo parar ou estacionar em local não autorizado, o veículo deve permanecer sinalizado e sob a vigilância de seu condutor, exceto se a sua ausência

for imprescindível para a comunicação do fato, pedido de socorro ou atendimento médico.

§ 2º É recomendável que a vigilância do veículo seja compartilhada com a autoridade local.

§ 3º Somente em caso de emergência, o condutor do veículo pode estacionar ou parar no acostamento das rodovias.

Quanto ao itinerário (trajeto):

Art. 15. O condutor de veículo transportando produtos perigosos deve evitar o uso de vias em áreas densamente povoadas ou de proteção de mananciais, de reservatórios de água ou de reservas florestais e ecológicas, ou que delas sejam próximas.

Os condutores

Conforme o Artigo 22 da Resolução ANTT nº. 3665/2011, o condutor de veículo utilizado no transporte de produtos perigosos, além das qualificações e habilitações previstas na legislação de trânsito, deve ter sido aprovado em curso específico para condutores de veículos utilizados no transporte rodoviário de produtos perigosos e em suas atualizações periódicas, segundo programa aprovado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

NOTA 1: O Curso de Condutores de Veículos Transportadores de Produtos Perigosos, conhecido como MOPP – Movimentação e Operação de Produtos Perigosos, é disciplinado pela Resolução Contran nº 168/2004 e suas alterações, e ministrado pelos

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de Produtos Perigosos, é disciplinado pela Resolução Contran nº 168/2004 e suas alterações, e ministrado pelos
órgãos ou entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal e instituições vinculadas

órgãos ou entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal e instituições vinculadas ao Sistema Nacional de Formação de Mão-de-obra, como, por exemplo, o Sistema SENAI e SEST/SENAT. O porte desse documento é obrigatório conforme Resolução nº 3.665/2011, Parágrafo Único da Seção V. Sua validade é de cinco anos e agora está vinculado à Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

NOTA 2: O condutor do veículo está dispensado de ter realizado o curso MOPP quando o transporte é realizado em quantidade limitada por veículo/unidade de transporte de acordo com o Capítulo 3.4-Produtos Perigosos em Quantidade Limitada ou de acordo com o item 3.4.4.2 da mesma Resolução.

Art. 23. O condutor, durante a viagem, é o responsável pela guarda, conservação e bom uso dos equipamentos e acessórios do veículo, inclusive os exigidos em função da natureza específica dos produtos transportados.

Parágrafo único. O condutor deve examinar as condições gerais do veículo, verificando, inclusive, a existência de vazamento, o grau de aquecimento, o estado de uso dos pneus e as demais condições do conjunto transportador.

Art. 24. O condutor deve interromper a viagem e entrar em contato com a transportadora, autoridades ou entidades cujos telefones estejam listados no Envelope para o Transporte, quando ocorrerem alterações nas condições de partida, capazes de colocar em risco a segurança de vidas, de bens ou do meio ambiente.

Art. 26. Durante o transporte o condutor do veículo e os auxiliares devem usar o traje mínimo obrigatório, ficando desobrigados do uso dos EPIs.

Art. 27. O pessoal que participar das operações de carregamento, descarregamento ou transbordo de produtos perigosos a granel deve receber treinamento específico.

E ainda:

Artigo 12, Item VI - abrir volumes contendo produtos perigosos, fumar ou adentrar as áreas de carga do veículo ou equipamentos de transporte com dispositivos

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produtos perigosos, fumar ou adentrar as áreas de carga do veículo ou equipamentos de transporte com
capazes de produzir ignição dos produtos, seus gases ou vapores, durante as etapas da operação

capazes de produzir ignição dos produtos, seus gases ou vapores, durante as etapas da operação de transporte.

O polêmico Artigo 25:

Este Artigo, que trata das operações de carga e descarga por parte do condutor, já sofreu várias alterações e contestações por parte de empresas e de Órgãos ligados ao setor. Observe o texto original da Resolução nº 3.665/2011:

Art. 25. O condutor não deve participar das operações de carregamento, descarregamento ou transbordo da carga, salvo se devidamente treinado e autorizado pelo expedidor ou pelo destinatário, e com a anuência do transportador.

Depois, o texto da Resolução n º 3.762/2012:

Art.

25.

O

condutor

não

participará

das

operações

descarregamento ou transbordo de carga.

de

carregamento,

No mesmo ano, o texto da Resolução nº 3.886/2012:

Art. 25. As operações de carregamento, descarregamento e transbordo de produtos perigosos devem ser realizadas atendendo às normas e instruções de segurança e saúde do trabalho, estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego - MTE.

“Abre aspas”

“O que houve, na verdade, foi a tentativa de isenção por parte da ANTT diante da pressão sofrida em meio à incoerência e conflito de ideias e interesses. Este assunto ainda está presente no mercado”.

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sofrida em meio à incoerência e conflito de ideias e interesses. Este assunto ainda está presente
2.4 – A classificação dos produtos Como vimos na Unidade anterior, a classificação de um

2.4 – A classificação dos produtos

Como vimos na Unidade anterior, a classificação de um produto como perigoso

para o transporte é feito de acordo com o Manual de Ensaios e Critérios publicado pela

ONU. O Item 2.0.0 da Resolução nº 420/2004 determina que essa classificação seja

feita pelo fabricante ou expedidor orientado pelo fabricante que alocará o produto em

alguma das 9 classes e/ou subclasses de risco descritas nesta mesma Resolução.

Os produtos perigosos transportados com maior frequência estão na Relação de

Produtos Perigosos que consta no Capítulo 3.2 da Resolução nº 420/2004 que, em seu

Item 2.0.2.1, descreve a alocação em números ONU e nomes de acordo com as normas

técnicas para embarque.

A sinalização

O Capítulo II da Seção I da Resolução nº 3.665/2011 em seu Parágrafo Único

descrevia que, após as operações de limpeza e descontaminação (vapor) dos veículos e

equipamentos de transporte, conforme estabelecido pela autoridade competente, a

sinalização deveria ser retirada.

A Resolução nº 3.762/2012 revogou este Parágrafo e incluiu um segundo:

§ 1º Para veículos e equipamento de transporte que não apresentem

contaminação ou resíduo dos produtos transportados, a sinalização deve ser retirada

após o descarregamento.

§ 2º Para veículos e equipamento de transporte que apresentem contaminação ou

resíduo dos produtos transportados, a sinalização deve ser retirada após operações de

limpeza e descontaminação, observado o disposto nas Instruções Complementares a este

Regulamento.

A sinalização das unidades e dos equipamentos de transporte, como já vimos, é

feita por meio de Rótulos de Risco, Painéis de Segurança e demais símbolos aplicáveis

conforme Item 5.1.1.2.1 da Resolução ANTT nº 420/2004.

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Risco, Painéis de Segurança e demais símbolos aplicáveis conforme Item 5.1.1.2.1 da Resolução ANTT nº 420/2004.
Documentação exigida O Artigo 28 descreve os documentos necessários para a circulação de produtos perigosos

Documentação exigida

O Artigo 28 descreve os documentos necessários para a circulação de produtos perigosos por vias públicas:

I – Originais do CIPP (Certificado de Inspeção para o Transporte de Produtos Perigosos) e do CIV (Certificado de Inspeção Veicular), no caso de transporte a granel, dentro da validade (um ano), emitidos pelo INMETRO ou entidade por este acreditada;

II – Documento fiscal contendo as informações relativas aos produtos

transportados, conforme o detalhamento previsto nas instruções complementares a este

Regulamento;

III – Declaração do Expedidor de que os produtos estão adequadamente acondicionados e estivados para suportar os riscos normais das etapas necessárias à operação de transporte e que atendem à regulamentação em vigor, conforme detalhamento previsto nas instruções complementares a este Regulamento;

IV – Ficha de Emergência e Envelope para o Transporte, emitidos pelo expedidor, conforme o estabelecido nas instruções complementares a este Regulamento, preenchidos de acordo com informações fornecidas pelo fabricante ou importador dos produtos transportados;

V – Autorização ou licença da autoridade competente para expedições de

produtos perigosos que, nos termos das instruções complementares a este Regulamento, necessitem do(s) referido(s) documento(s); e

VI – Demais declarações exigidas nos termos das instruções complementares a

este Regulamento.

Licenças: A ANTT não exige qualquer licença/autorização específica para que a empresa realize o transporte de seus produtos perigosos. Entretanto, o exercício da atividade econômica, com a finalidade comercial, em que terceiros realizam essas

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Entretanto, o exercício da atividade econômica, com a finalidade comercial, em que terceiros realizam essas 76
operações de transporte remuneradas, depende de inscrição junto ao Registro Nacional de Transporte Rodoviário de

operações de transporte remuneradas, depende de inscrição junto ao Registro Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas (RNTRC).

Equipamentos de porte obrigatório

De acordo com o Artigo 4º da Resolução ANTT 3665/2011, os veículos devem portar conjunto de equipamentos para situações de emergência, adequado ao tipo de produto transportado. O Artigo 5º prescreve ainda que os veículos utilizados no transporte de produtos perigosos devem portar conjuntos de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados aos tipos de produtos transportados, para uso do condutor e auxiliar, quando necessário em situações de emergência, conforme instruções complementares a este Regulamento.

Estes Artigos são complementados pela Norma ABNT NBR 9735 - Conjunto de equipamentos para emergências no transporte terrestre de produtos perigosos.

Vale observar ainda os equipamentos relacionados no item 7.1.4.1 da Resolução ANTT nº 420/2004: extintores, jogo de ferramentas e dois calços por veículo. No caso dos trens, além dos extintores de incêndio, no caso da necessidade da inclusão de outra composição, esta deverá cumprir com os mesmos requisitos e ainda oferecer proteção ao pessoal encarregado do acompanhamento, equipamentos de primeiros socorros, equipamentos e dispositivos de atendimento à emergência, equipamentos para comunicação e outros complementos previstos de acordo com o tipo do vagão.

Embalagens A 4ª parte da Resolução nº 420/2004 estabelece as disposições relativas ao uso de embalagens, contentores e tanques para transporte.

A 6ª parte trata das exigências para a fabricação e ensaios de embalagens, recipientes para gás e projeto, fabricação, inspeção e ensaio de tanques portáteis (Capítulo 6.7).

Toda embalagem, IBCs e embalagens grandes descritas nos Itens 6.1.3, 6.5.2 e 6.6.3, destinadas ao uso devem portar marcas duráveis e legíveis com dimensões e

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descritas nos Itens 6.1.3, 6.5.2 e 6.6.3, destinadas ao uso devem portar marcas duráveis e legíveis
localização que as tornem facilmente visíveis. O conteúdo dessas marcas caracteriza que estas passaram nos

localização que as tornem facilmente visíveis. O conteúdo dessas marcas caracteriza que

estas passaram nos ensaios exigidos.

O

INMETRO

é

responsável

pela

regulamentação,

acompanhamento

e

fiscalização das embalagens previstas nessa Resolução.

Quanto à identificação, conforme o Item 5.1.1.2.2 desta mesma Resolução, é

feita por meio da afixação dos Rótulos de Risco, marcações e demais símbolos

aplicáveis. Essa regra consiste na disposição do número ONU e do nome para o

embarque do produto. Os modelos, cores e dimensões constam no Capítulo 5.2.

Resíduos

O Item 2.0.2.9 da Resolução nº 420/2004 define resíduos como substâncias,

soluções, misturas ou artigos que contêm, ou estão contaminados por um ou mais

produtos sujeitos às disposições de tal regulamentação, para os quais não seja prevista

utilização direta, mas que são transportados para fins de despejo, incineração ou

qualquer outro processo de disposição final.

O resíduo que contiver um único componente considerado produto perigoso, ou

dois ou mais componentes que se enquadrem numa mesma classe ou subclasse, deve ser

classificado de acordo com os critérios dessa classe ou subclasse que corresponda a esse

componente. Caso haja componentes distintos que pertençam a duas ou mais classes e

subclasses, deverá ser considerada a classificação de acordo com a precedência

aplicável a substâncias perigosas com riscos múltiplos, descrita no Item 2.0.3.

O Item 2.0.1.2 estabelece que os resíduos sejam transportados com todos os

critérios pertencentes à sua classificação. Caso não estejam enquadrados em critérios

previstos, mas que estejam abrangidos em convenções, devem ser transportados como

pertencentes à classe 9 – substâncias perigosas diversas.

Infrações e penalidades

No Capítulo VI da Resolução nº 3.665/2011 dispõe os Itens que tratam das

ao expedidor. Dentre eles,

infrações

e

penalidades aplicadas ao

transportador e

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dispõe os Itens que tratam das ao expedidor. Dentre eles, infrações e penalidades aplicadas ao transportador
destacamos que compete à ANTT a aplicação da multa sem o prejuízo da competência das

destacamos que compete à ANTT a aplicação da multa sem o prejuízo da competência das autoridades responsáveis pela via em que a infração foi cometida; deixar de dar apoio e prestar os esclarecimentos solicitados pelas autoridades públicas em caso de emergência, acidente ou avaria; manusear, carregar ou descarregar produtos perigosos em locais públicos e em condições de segurança inadequadas às características dos produtos e à natureza de seus riscos; transportar produtos perigosos em veículo ou equipamento sem a devida sinalização, ou quando esta estiver incorreta, ilegível ou afixada de forma inadequada e ainda, na falta dos equipamentos obrigatórios e/ou com embalagens violadas.

2.5 – Sobre as alterações

Além do Artigo 25, já citado e explicado, algumas alterações na Resolução nº 3.665/2011, tratam da não aplicabilidade do Regulamento a produtos perigosos que estejam sendo usados para propulsão dos meios de transporte. Como também, dispensa o transportador, de quantidades limitadas, portar e encaminhar o Fluxo de Transporte Rodoviário ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) e ainda dispensa a afixação no veículo do símbolo para o transporte de substâncias perigosas para o meio ambiente.

Outro destaque é para os Painéis de Segurança. Além de serem fixados no equipamento de transporte (containeres e tanques portáteis) eles deverão ser colocados também na superfície externa das unidades de transporte (veículo da carga e veículo tanque). Quanto à circulação de documentos, a legislação admite que o uso de veículos e equipamentos de transporte de produtos perigosos a granel, que possuam certificado internacional, será aceito, dentro do prazo de validade e de acordo com o INMETRO.

A Resolução nº 3.887/2012 altera o anexo da Resolução nº 420/2004, que aprova as Instruções Complementares ao Regulamento do Transporte de Produtos Perigosos sobre os ensaios de embalagens.

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as Instruções Complementares ao Regulamento do Transporte de Produtos Perigosos sobre os ensaios de embalagens. 79
Os veículos originais de fábrica (0Km) que não sofreram quaisquer modificações de suas características originais

Os veículos originais de fábrica (0Km) que não sofreram quaisquer

modificações de suas características originais ficarão isentos de inspeção veicular inicial

e do porte obrigatório de Certificado de Inspeção por um prazo de doze meses, contados

a partir do prazo de sua aquisição, comprovada através do documento fiscal de compra. NOTA: Consideramos importante o histórico das alterações da legislação, mas procuramos simplificar e sermos objetivos quanto às atualidades.

Autorização ambiental para o Transporte Interestadual de Produtos Perigosos

A partir de 10 de junho 2012, o IBAMA tornou-a obrigatória para os

transportadores de produtos perigosos nos modais rodoviário, ferroviário ou aquaviário (embarcações) que exercerem a atividade em mais de um estado, e os transportadores de produtos perigosos nos modais marítimos (embarcações).

Se o transporte for interestadual ou marítimo, esta Autorização substitui as

licenças estaduais para a mesma finalidade. Mas, ela se refere exclusivamente para a atividade de transporte. Instalações administrativas e operacionais deverão seguir a legislação local para a obtenção de licenças e demais autorizações, pois a Autorização Ambiental para o Transporte Interestadual de Produtos Perigosos não desobriga o transportador de obter outras licenças e autorizações exigidas em leis e seus regulamentos.

Esta Autorização é válida por três meses e, quando da sua emissão para um transportador, todos os veículos, trens ou embarcações que ele relacionar na solicitação estarão inseridos. É permitido também, inserir outro veículo, trem ou embarcação na relação da Autorização Ambiental que esteja ainda em vigência.

O Cadastro Técnico Federal (CTF) é o primeiro passo para a obtenção da

Autorização. Será cobrada a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA).

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primeiro passo para a obtenção da Autorização. Será cobrada a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental
Para evitar gastos de papel, a empresa poderá disponibilizar na unidade de transporte apenas a

Para evitar gastos de papel, a empresa poderá disponibilizar na unidade de transporte apenas a primeira página, a última, e a página que contém a placa do caminhão/veículo/equipamento.

(Fonte:http://www.ibama.gov.br/perguntas-frequentes/autorizacao-ambiental-

para-transporte-de-produtos-perigosos).

Legislação aérea:

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) é o Órgão que detém o controle do transporte de produtos perigosos pelo modal aéreo.

Para tanto, entre outras resoluções, destacamos a Resolução nº 129/2009 que estabelece os requisitos aplicáveis ao transporte aéreo doméstico e internacional de artigos perigosos em aeronaves civis registradas ou não no Brasil e a qualquer pessoa que executa, que intenciona executar ou que é requisitada a executar quaisquer funções ou atividades relacionadas ao transporte aéreo de artigos perigosos. Isto inclui: o operador do transporte aéreo e toda pessoa responsável pelo oferecimento ou aceitação de carga aérea; tripulações e empregados, inclusive pessoal contratado que recebe cargas, passageiros e bagagem ou que manuseia, carrega e descarrega carga; o passageiro do transporte aéreo que leve qualquer artigo perigoso consigo ou em bagagem de mão ou despachada; o fabricante e o montador de embalagens para o transporte aéreo de artigos perigosos; e o operador de um terminal de carga aérea.

O transporte de artigos perigosos em aeronaves civis brasileiras ou estrangeiras com origem, destino, trânsito e sobrevoo em território brasileiro, bem como a embalagem, a identificação, o carregamento e o armazenamento desses artigos, ficam condicionados aos cuidados e restrições previstos neste RBAC (Regulamento Brasileiro da Aviação Civil) e nas Instruções Técnicas para o Transporte Seguro de Artigos Perigosos pelo Modal Aéreo - DOC. 9284-AN/905 da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) ou regulamento equivalente vigente reconhecido e utilizado nacional e internacionalmente para embarques de artigos perigosos pelo modal aéreo.

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vigente reconhecido e utilizado nacional e internacionalmente para embarques de artigos perigosos pelo modal aéreo. 81
Em casos de extrema urgência ou quando outras modalidades de transporte não sejam apropriadas ou

Em casos de extrema urgência ou quando outras modalidades de transporte não

sejam apropriadas ou quando o cumprimento de todas as condições exigidas seja

contrário ao interesse público, a ANAC pode isentar o cumprimento do previsto neste

Regulamento, desde que em tais casos sejam tomadas as providências adequadas para

atingir um nível geral de segurança no transporte equivalente ao nível de segurança

previsto pelas disposições deste RBAC.

No caso de sobrevoo do território brasileiro, se nenhum dos critérios para

conceder uma isenção for relevante, uma isenção pode ser concedida pela ANAC

baseada unicamente nos critérios equivalentes de segurança para o transporte aéreo.

(Fonte: http://www.cnen.gov.br/seguranca/normas/RBAC-175-ANAC.pdf).

Limitações e proibições:

É proibido o transporte, em aeronaves civis, de substâncias suscetíveis de

explodir, reagir perigosamente, produzir chamas ou produzir, de maneira perigosa, calor

ou emissões de gases ou vapores tóxicos, corrosivos ou inflamáveis nas condições que

se observam habitualmente durante o transporte. As munições, por exemplo, são

totalmente proibidas para o transporte aéreo civil.

Exceto como previsto no Regulamento, os artigos perigosos não podem ser

transportados em aeronaves civis, como carga ou bagagem, sem o prévio conhecimento

do transportador e sem a necessária documentação exigida para o transporte.

(Fonte: http://www2.anac.gov.br/arquivos/pdf/17_RBAC175.pdf).

Legislação aquaviária

De acordo com o art. 23 da lei 10.233/2001, o transporte aquaviário de cargas

especiais e perigosas constitui a esfera de atuação da Agência Nacional de Transportes

Aquaviários (ANTAQ). O art. 27 da mesma Lei dá poderes à ANTAQ para estabelecer

padrões e normas técnicas relativos às operações de transporte aquaviário.

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dá poderes à ANTAQ para estabelecer padrões e normas técnicas relativos às operações de transporte aquaviário.
Diversos regulamentos nacionais e internacionais tratam das operações de armazenagem, manuseio e transporte de cargas

Diversos regulamentos nacionais e internacionais tratam das operações de armazenagem, manuseio e transporte de cargas perigosas nas instalações portuárias, entre os quais: IMDG Code (International Maritime Dangerous Goods), o documento atualizado da IMO "Revision of the Recommendations on the Safe Transport of Dangerous Cargoes and Related Activities in Port Areas", a NBR 14253/1998 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a Norma Regulamentadora 29 (NR - 29) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Como regulamentação interna, a ANTAQ publicou no Diário Oficial da União (DOU), de 15 de setembro de 2011, a resolução Nº 2.239, que aprova a norma de procedimentos para o trânsito seguro de cargas perigosas por instalações portuárias situadas dentro ou fora da área do porto organizado.

A norma aplica-se aos arrendamentos, terminais de uso privativo (TUP), estações de transbordo de cargas (ETC) e instalações portuárias públicas de pequeno porte (IP4) que movimentem produtos perigosos. Ela incorpora aspectos de segurança e saúde ocupacional, preservação da integridade física das instalações portuárias e de proteção do meio ambiente.

(Fonte: http://www.antaq.gov.br/portal/MeioAmbiente_CargasPerigosas.asp).

Para o trânsito marítimo de produtos perigosos, predominam normas internacionais que protegem o meio ambiente e as instalações e equipamentos. Elas constituem um ambiente complexo, mas bem estruturado, baseadas em legislações européias e acordos internacionais de comércio e de proteção do meio ambiente.

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baseadas em legislações européias e acordos internacionais de comércio e de proteção do meio ambiente. 83