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Engenharia de Produção

Engenharia de Métodos e Processos

Prof. Roberts Vinicius de Melo Reis


História, definição e finalidades
da Engenharia de Métodos

Leituras  Básicas:    
Capitulo  1  –  Estudo  dos  Métodos  do  livro:  Métodos  e  Tempos,  racionalizando  a  produção  de  bens  e  serviços  [livro  
digital].  Robson  Seleme,  editora  InterSaberes,  2012.  Livro  disponível  na  biblioteca  virtual  da  PUC  Minas.    
Estes  slides  foram  adaptados  a  parNr  do  material  do  Prof.  Raoni  Barros  Bagno  
 
Conceitos  
•   Método:  é  o  caminho  ordenado  e  sistemáNco  para  se  chegar  a  
um  fim.  
•    Este   caminho   pode   ser   estudado   como   um   sistema   ou  
processo,   tanto   em   nível   operacional,   tá6co,   estratégico  
como   o   filosófico.   Nos   três   úl6mos   ocorrem   os   processos  
intelectuais.  
•    Como   processo   intelectual,   entendemos   a   abordagem   de  
qualquer   problema   mediante   análise   prévia   e   sistemá6ca   de  
todas  as  vias  possíveis  de  acesso  à  solução.  
•    O   processo   operacional,   é   a   maneira   lógica   de   organizar   a  
seqüência   das   diversas   a6vidades   para   chegar   ao   fim  
almejado.  É  a  própria  ordenação  da  ação.  

Ref. SANTOS, L. Apostila de Administração: Organização, Sistemas & Métodos.


Conceitos  
•   Padronização:    Procura  a  unificação  e  a  simplificação  das  aNvidades,  
segundo  padrões,  parâmetros  e  modelos  preestabelecidos,  aceitos  pela  
empresa  ou  impostos  pela  criação  de  novos  hábitos  ou  mudanças  
organizacionais.  
•    Ao   desenvolver   as   estruturas   de   recursos   e   de  
operações   na   empresa,   ao   definir   procedimentos,  
ro6nas,  métodos,  se  estabelece  a  PADRONIZAÇÃO.  
•    Os   esquemas   padronizados   e   sistemá6cos,  
possibilitam   a   facilidade   de   consultas,   leitura,  
atualizações  e  formação  de  sistemas  integrados.  
•    A   padronização   influencia   o   comportamento,  
cultura,  além  de  permi6r  medições  e  comparações.  
Ref. SANTOS, L. Apostila de Administração: Organização, Sistemas & Métodos.
O  Estudo  de  Movimentos  e  de  Tempos  
•  ESTUDO DE TEMPOS (medida do trabalho): Introduzido por Taylor, foi
usado na determinação de tempos-padrão para as tarefas na indústria;
•  ESTUDO DE MOVIMENTOS (projeto de métodos): Desenvolvido pelo
casal Gilbreth com o objetivo de melhorar os métodos de trabalho de uma
tarefa específica;

•   Estudos  de  Taylor  e  Gilbreth  datam  do  fim  do  século  XIX;  
•    1930:   Inicia-­‐se   um   movimento   geral   para   o   estudo   do   trabalho  
buscando  simplificação  e  eficiência  na  execução  de  tarefas.  
•    Tempos   atuais:   Foco   na   (re)definição   de   sistemas   e   métodos   de  
trabalho   e   aplicação   prá6ca   na   diversidade   de   a6vidades   produ6vas  
existentes.  

As técnicas continuam fundamentais, respeitadas as diferenças de concepção e aspecto social do trabalho e


mercado da época em que foram difundidas!
O  Estudo  de  Movimentos  e  de  Tempos  
É  o  estudo  sistemáNco  dos  sistemas  de  trabalho.  ObjeNva:  
1)  Desenvolver  o  melhor  sistema  e  método  ($$$!);  
2)  Padronizar  o  sistema  e  método  definidos;  
3)  Determinar  o  tempo  necessário  para  se  executar  a  tarefa;  
4)  Treinamento  do  operador;    

Projetar  um  sistema,  uma  sequência  de  operações  e  procedimentos    que  mais  se  aproximem  da  solução  ideal.  
Emprego  do  método  ciendfico:  

1.   Definição  do  problema;  


P   2.  Análise;  
D   3.  Pesquisa  de  soluções  possíveis;  

C   4.  Avaliação  das  alterna6vas  (<$,  <tempo,  +qualidade);  

A   5.  Recomendação  para  a  ação  (apresentação  da  solução);  


O  Estudo  de  Movimentos  e  de  Tempos  
É  o  estudo  sistemáNco  dos  sistemas  de  trabalho.  ObjeNva:  
1)  Desenvolver  o  melhor  sistema  e  método  ($$$!);  
2)  Padronizar  o  sistema  e  método  definidos;  
3)  Determinar  o  tempo  necessário  para  se  executar  a  tarefa;  
4)  Treinamento  do  operador;    

Registro   do   método   padronizado,   que   consiste   em   dividir   a   tarefa   em  


trabalhos  ou  operações  específicos  e  descrevê-­‐los  em  detalhe.  Envolve:  

•   Conjunto  de  movimentos  do  operador,  


•    Dimensões,   forma   e   qualidade   do   material,   ferramentas  
e  disposi6vos,  
•   Gabaritos,  cálibres  e  equipamento.    
O  Estudo  de  Movimentos  e  de  Tempos  
É  o  estudo  sistemáNco  dos  sistemas  de  trabalho.  ObjeNva:  
1)  Desenvolver  o  melhor  sistema  e  método  ($$$!);  
2)  Padronizar  o  sistema  e  método  definidos;  
3)  Determinar  o  tempo  necessário  para  se  executar  a  tarefa;  
4)  Treinamento  do  operador;    

Tempo   padrão   ou   medidas   do   trabalho.   Determinar   o   número   de   minutos   que   uma   pessoa  
qualificada,   devidamente   treinada   e   com   experiência   deveria   gastar   para   executar   a   tarefa  
trabalhando  normalmente.  Aplicações:  

•   Planejamento  e  programação  de  trabalho;  


•   Controle  de  custos  da  mão-­‐de-­‐obra;  
•   Plano  de  incen6vos  salariais;  
A  cronometragem  é  o  método  mais  u6lizado  para  medição  do  trabalho  humano.  
O  Estudo  de  Movimentos  e  de  Tempos  
É  o  estudo  sistemáNco  dos  sistemas  de  trabalho.  ObjeNva:  
1)  Desenvolver  o  melhor  sistema  e  método  ($$$!);  
2)  Padronizar  o  sistema  e  método  definidos;  
3)  Determinar  o  tempo  necessário  para  se  executar  a  tarefa;  
4)  Treinamento  do  operador;    
Garan6a   de   execução   da   tarefa   segundo   o   método   pré-­‐estabelecido.   Registro   do  
método  de  padronizado  na  forma  de  instruções  de  trabalho,  normas,  etc.  

Instrução de
Trabalho CA-03
Nononon nono onon
no no n on nonon ono
n nono no nono n
non on on on ono
9
O  Estudo  de  Movimentos  e  de  Tempos  

Além  do  método,  um  estudo  sistemáNco  sobre  materiais  e  


ferramentas  pode  alcançar  melhor  uso,  qualidade  e  
menores  custos;  
Melhoria  con4nua:  o  uso  destas  técnicas  combinadas  
resulta  em  um  meio  sistemáNco  para  aumento  da  
eficiência  da  mão-­‐de-­‐obra,  máquinas,  equipamentos  e  
outros  insumos.  

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Histórico  
ESTUDO DE TEMPOS DE TAYLOR
Principais pontos:

•   Inicia  em  1881  na  Midvale  Steel  Company;  


•   Taylor  iden6fica  uma  incapacidade  da  administração  em  estabelecer  
carga  de  trabalho  correta;  
•    Na   mesma   época,   havia   pesquisas   em   desenvolvimento   sobre  
limitações   nsicas   do   homem   (fisiologia)   e   de   energia   nsica  
desprendida  no  trabalho  (na  perspec6va  de  engenharia);  
•    Taylor   preocupou-­‐se   em   determinar   o   trabalho   mais   eficiente  
possível  que  poderia  se  dar  de  forma  sustentável  no  tempo;    
•    Para   trabalhos   pesados,   verificou-­‐se   que   as   principais   variáveis  
estavam  ligadas  aos  períodos  de  trabalho  e  descanso  bem  como  sua  
duração  e  frequência;  
Histórico  
ESTUDO DE TEMPOS DE TAYLOR
Questões Condições
•   Qual  é  a  melhor  maneira  de  se  executar   •    Manter   constantes   as   condições   do  
esta  tarefa?   ambiente  de  trabalho;  
•    Qual  deveria  ser  a  tarefa  diária  de  um   •   Estabelecimento  de  tempos-­‐padrão;  
operário?   •    Remuneração   extra   para   aqueles   que  
•    Qual   é   a   produ6vidade   justa   e   cumprissem  as  instruções;  
adequada   que   se   pode   esperar   de   um  
trabalhador?  

Objetivos:
•   Estudo  ciendfico  dos  elementos  da  operação  em  lugar  do  empirismo;  
•   Escolha  e  treinamento  de  operários  para  cada  tarefa  segundo  sua  ap6dão;  
•   Cooperação  entre  a  administração  e  o  shop  floor;  
•   Divisão  de  responsabilidades  entre  trabalhadores  e  administração;  
Histórico  
ESTUDO DE MOVIMENTOS DO CASAL GILBRETH
Principais pontos:
•    Frank   Gilbreth,   engenheiro,   6nha   especial   habilidade   em   analisar   os  
movimentos  dos  operários;  
•    Lilian   Gilbreth,   psicóloga,   6nha   a   percepção   do   fator   humano   integrado  
ao  trabalho.  
•    Frank   fotografou   pedreiros   trabalhando   e   da   sua   análise   resultou   um  
andaime   que   posicionava   materiais   de   maneira   ó6ma   à   produ6vidade,  
usando  movimentos  reduzidos  e  simultâneos  das  mãos;  
•    A   introdução   da   filmadora   tornou   possível   o   estudo   dos  
micromovimentos  (ASME  1912)  com  a  análise  do  trabalho  elementar  e  o  
estabelecimento  de  tempos;  
•   Ciclográfico  e  cronociclográfico;  
•   Pouco  uso  da  cronometragem  direta.  

Inovação: A combinação de diferentes formações, tecnologias e criatividade aliadas à busca de objetivos


mensuráveis de especial conotação ao seu trabalho.
O  Estudo  de  Movimentos  e  de  Tempos  
Fluxograma  de  implementação  do  modelo  Taylorista  
Seleção Plano de
Científica do Incentivo
Trabalhador Salarial

Determinação
Estudo de Padrão
do Supervisão Máxima
Tempos e de
Método de Funcional Eficiência
Movimentos Produção
Trabalho

Lei Condições
da Ambientais
Fadiga de Trabalho
O  Estudo  de  Movimentos  e  de  Tempos  
Escolher cientificamente o trabalhador (força,
habilidade manual, etc.)
Será que isso mudou depois de 100 anos?

Estudo de
Desenvolver padrões mais eficientes de movimento (+
Tempos e
Movimentos trabalho útil, - fadiga)

Controle do tempo do operário para melhor controlar o


PCP
Aplicação  dos  Estudos  de  Taylor  
Movimentação  de  materiais  na  Benthlehem  Steel  -­‐  1898  
  Situação  anterior   Após  aplicação  do  método  

Número  de  operários   400  a  600   140  

Carga  por  pá:  minério  de  ferro   17,2Kg   9,75Kg  

Carga  por  pá:  carvão  e  outros  materiais  


1,6Kg   9,75Kg  
leves  

Ferramenta   Pá  padrão  ou  parNcular  do  operário   Pá  específica  para  cada  Npo  de  material  
60%  a  mais  de  salário  por  cumprimento  dos  
Bonificação  do  operário   Não  aplicável  
objeNvos  
Acompanhamento  de  operários  abaixo  da  
Desenvolvimento  do  operário   Empírico  
eficiência  esperada  

Custo  de  manuseio   US$0,07/ton   US$0,04/ton  

Custo  anual  da  operação   valor  de  referência   -­‐US$78mil  

Princípio de qualidade: Não se pode melhorar aquilo que não se consegue medir!
Aplicação  dos  Estudos  de  Gilbreth  
Assentamento  de  Njolos  na  Construção  Civil  
  Situação  anterior   Após  aplicação  do  método  

Movimentos  para  obter  argamassa  e  


Individuais  e  sequenciados   Integrados  
Hjolos  

Qualidade  da  argamassa   Aleatório   Consistência  controlada  

Ajustes  conforme  qualidade  da  


Operação  de  assentamento   Direta  
argamassa  

Movimentos  para  assentamento   18   4,5  

Feita  pelo  pedreiro  durante  o   Feita  pelo  servente,  durante  


Seleção  dos  Hjolos  
assentamento   descarregamento  

ProduHvidade  média   120  Njolos/homem/hora   350  Njolos/homem/hora  


ProduNvidade  
•   Ao  se  planejar  a  produção  de  determinado  item,    como  saber  qual  será  seu  custo  e/ou  tempo  
de  produção?  Componentes:  
•   Custos  fixos,  instalações;  
•   Materiais;  
•   ANvidades  de  suporte,  energia;  
•   Trabalho;  
•   Outros.  
•   Como  medimos  cada  uma  destas  variáveis?    
•   Qual  o  grau  de  incerteza  aceitável  em  cada  uma  delas  e  quais  as  consequências  destas  
imprecisões?  COMO  MEDIR  TRABALHO???  
•   Prazos  de  entrega,  capacidade  produNva,  previsão  de  invesNmentos,  PPCP,  qualidade,  etc.  

Em sistemas produtivos, precisão e controle são tão, ou talvez mais importantes do que
rapidez e quantidade.
ProduNvidade  
  o  máximo  possível  de  
•   ProduHvidade:  Faculdade  de  produzir  
produtos  e  serviços  de  uma  dada  qualidade  ao  menor  preço  e  
prazo  possíveis.  
ProduNvidade  =  QuanNdade  e/ou  Qualidade   OU Ganho  
Despesas  e/ou  Demoras   Despesa  Operacional  

•   Para  um  efe6vo  aumento  da  produ2vidade  é  preciso  melhorar  o  método  de  trabalho  e  
os  recursos  ou  meios  de  produção,  o6mizar  condições  de  trabalho  e  de  ambiente,  etc.;  
•    Manter   produ6vidade   elevada   requer   uso   racional   de   máquinas   e   equipamentos,  
ocupação   máxima   das   restrições,   eliminação   de   desperdícios   (matéria-­‐prima,   energia,  
tempo,  etc.  
ProduNvidade  
EXEMPLO:    

TRA
 
•  Produção  prevista  por  turno:  20  unidades  

BA
•  Tempo  de  produção  por  unidade:  17,70  horas  

LH
•  Mão  de  obra  disponível:  47  operários  

O
•  Jornada  de  trabalho:  8,80  horas  
•  ProduNvidade:  ???  
  20  UNID.  X  17,70  HORAS
X  100
  47  OPER.  X  8,80  HORAS
 
•  %  ProduNvidade  =  85,6%  
ProduNvidade  
•  Muda  –  Mura  –  Muri:  Os  3M’s  do  Sistema  
Toyota  de  Produção;    
–  MUDA:  Desperdício.  ANvidade  que  não  agrega  
valor  ao  cliente,  mas  consome  recursos;  

 
–  MURA:  Irregularidade  nas  vendas  e  na  
produção,  normalmente  com  pouca  relação  
com  o  desejo  do  cliente.  

 
–  MURI:  Sobrecarga,  causada  normalmente  por  
irregularidade  e  causadora  de  esperas,  
estoques,  etc.    
ProduNvidade  
• 
 
Muda  pode  ser  eliminada  com  
projetos  locais  e  rápidos  mas...  
 
•  Mura  e  Muri  são  causas  raízes  de  
Muda  e  podem  fazer  com  que  
esforços  anteriores  sejam  perdidos.  
Como  a  Engenharia  de  Métodos  e  
Processos  se  Relaciona  com  estes  
conceitos?  
ProduNvidade  
•  A  produNvidade  de  uma  organização     é  depreciada  por  uma  ou  mais  
causas  dentre  as  sete  perdas  (ou  despedícios)  que  devem  ser  
combaNdas  na  manufatura  enxuta:  

Sete tipos de Muda 1.  Superprodução  


2.  Transporte  
3.  Processamento  desnecessário  
4.  Movimentos  desnecessários  
5.  Espera  
6.  Defeitos  
7.  Estoque  
ProduNvidade  
 
"Taiichi  Ohno  definiu  os  7  Npos  de  desperdícios  como  todas  
aquelas  aNvidades  que  adicionam  custo  mas  não  agregam  valor.  
 
Numa  Empresa  Lean,  estes  7  Npos  de  “Muda”  são  objetos  de  uma  
perseguição  sem  fim  pela  eliminação  dos  desperdícios.    
 
Aprender  a  enxergar  o  “Muda”  a  sua  volta,  é  a  chave  para  começar  a  sua  
jornada  de  transformação  da  sua  organização  em  uma  Lean  Enterprise."  

Fonte: Total Qualidade http://totalqualidade.blogspot.com

Um  dos  melhores  indicadores  de  desempenho  da  eficiência  dos  sistemas  produ6vos  é  a  análise  de  estoques,  
que  estão  quase  sempre  in6mamente  relacionados  com  os  diferentes  6pos  de  perdas.  
Fonte: Total Qualidade http://totalqualidade.blogspot.com

ProduNvidade  
 
Fonte: Total Qualidade http://totalqualidade.blogspot.com

ProduNvidade  
 
Fonte: Sampaio (2005). Disponível em http://www.produtronica.pucpr.br/sip/conteudo/dissertacoes/pdf/MarcoSampaio.pdf

ProduNvidade  
 
Fonte: Sampaio (2005). Disponível em http://www.produtronica.pucpr.br/sip/conteudo/dissertacoes/pdf/MarcoSampaio.pdf

ProduNvidade  
 
Taiichi   Ohno   é   considerado   o   criador   do   Sistema   Toyota   de  
Produção   e   o   pai   do   Sistema   Kanban.   Nos   anos   40,   Ohno   foi  
diretor   da   Toyota   e   durante   esse   período   a   empresa   estava   à  
Taiichi  Ohno    
beira   da   falência   e,   por   isso,   não   poderia   fazer   novos  
invesNmentos  em  equipamentos  e  novas  invenções.  Foi  quando,  
nos   anos   50,   houve   o   início   de   uma   longa   colaboração   entre  
Ohno,   Shigeo   Shingo,   consultor   de   qualidade   da   Toyota,   e  
Edward   Deming,   principal   responsável   da   chegada   ao   Japão   do  
Controle   de   Processo   Esta|sNco,   para   criar   um   sistema   de  
estratégia   de   manufatura   que   fizesse   a   empresa   obter   lucro   e  
sustentabilidade   para   aNngir   o   crescimento.   Assim,   Ohno  
desenvolveu  o  Sistema  Toyota  de  Produção,  o  qual  foi  baseado  
em   duas   concepções:   a   primeira   foi   o   sistema   fundamental   de  
produção   publicado   em   1926   por   Henry   Ford   no   livro   “Today  
and   Tomorrow”   e   a   segunda   foi   a   maneira   de   operação   uNlizada  
pelos   supermercados   dos   Estados   Unidos,   observada   por   ele  
mesmo   em   uma   visita   feita   em   1956   (os   supermercados  
recolocavam   mercadorias   nas   prateleiras   a   parNr   do   momento  
em  que  elas  eram  vendidas).  
Conclusões  
•   O  estudo  de  movimentos  e  de  tempos  é  uma  ferramenta  aplicável  
em  bancos,  agências,  hospitais,  lojas,  agricultura  e  outros.    
•   Suas  origens,  entretanto,  estão  ligadas  a  aNvidades  industriais  em  
que  a  repeHbilidade  e  previsibilidade  da  tarefa  tornam  seus  ganhos  
mais  evidentes;  
•   Os  setores  de  serviços  apresentam  um  grande  campo  de  aplicação  
ainda  pouco  explorado,  devido  ao  seu  comum  distanciamento  das  
práNcas  de  engenharia  industrial.