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ASSOCIAÇÃO EDUCATIVA DO BRASIL - SOEBRAS

FACULDADES INTEGRADAS DO NORTE DE MINAS - FUNORTE


CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO

O PRINCIPIO DA PARIDADE DE ARMAS NO TRIBUNAL DO JURI

IVANIO ALVES MANGUEIRA


ÉRIKA DANIELLA RABELO

MONTES CLAROS- MG
2014
IVANIO ALVES MANGUEIRA
ÉRIKA DANIELLA RABELO

O PRINCIPIO DA PARIDADE DE ARMAS NO TRIBUNAL DO JURI

Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado à Banca Examinadora do Curso de
Graduação em Direito das Faculdades
Integradas do Norte de Minas – FUNORTE –
como requisito final para obtenção do título de
Bacharel em Direito.
Professora Orientadora: Érika Daniella
Rabelo.

MONTES CLAROS- MG
2014
RESUMO

O presente projeto busca orientar os principios basilares que norteiam o rito do tribunal do
júri, com ênfase ao principio da paridade de armas. Tal principio busca colocar em pé de
igualdade as partes litigantes, ou seja, busca se equiparar a parte de acusação e a parte de
defesa. Sob essa ótica trataremos sobre a importancia do principio para obejtivar a verdade
real dos fatos. O Ministério Publico, como fiscal da lei, tem se portado perante a outra parte
litigante com determinada autoridade no que se refere a arguição oral, onde o mesmo, tem
uma posição privilegiada, pois o órgão acusatório se encontra em um grau de dificuldade bem
superior a da parte de defesa. De tal forma buscaremos salientar toda efetividade ou
desrespeito ao principio acima narrado no ângulo pratico nos tribunais do júri.

Palavras-Chave: 3 a 5 palavras.
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO....................................................................................................... 4
1.1 Objetivos.................................................................................................................. 6
1.1.1 Objetivo geral........................................................................................................... 8
1.1.2 Objetivo específico.................................................................................................. 10
1.2 Justificativa.............................................................................................................. 11
3 METODOLOGIA PROPOSTA............................................................................... 12
4. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO........................................................................ 14
5 ORÇAMENTO FINANCEIRO............................................................................... 16
REFERÊNCIAS ................................................................................................................. 18

1 INTRODUÇAO

O presente tema da pesquisa configura uma abordagem jurídica acerca dos


princípios que regem o conjunto de atos em plenário do tribunal do júri. O presente princípio
tratado pela doutrina como indispensável à ordem jurídica no que tange a busca implacável
pela justiça, dessa forma se mostra eficaz entre os princípios basilares do direito. Destacados
nos artigos (5º, caput, CF/88 E ART. 5º, LV, CF/88), elencados em nossa carta magna.
Segundo a própria doutrina é indispensável que a disputa se desenvolva lealmente entre as
partes onde o principio acima narrado se faz extremamente necessário. Tais princípios tendem
a agir em absorver possíveis irregularidades encontradas pelas partes em realização de atos
processuais.
Dentre inúmeros princípios de direito processual, o que mais chama atenção
nesse contexto narrado, é o principio da paridade de armas, que concentra uma enorme
relevância a garantia do principio da igualdade e da busca real em se tratando do tribunal do
júri.
Paulo Rangel traz que:

Cabe mais uma vez ressaltar a importância de se respeitar esses


princípios, pois o princípio do contraditório traz, como conseqüência
lógica, a igualdade das partes, possibilitando a ambas a produção, em
idênticas condições, de provas trazidas, bem como de suas
pretensões(Rangel, Paulo. P.18).

O princípio da paridade de armas, busca alcançar o equilíbrio em plenário,


tornando assim indispensável a marcha de uma igualdade processual. De tal grandeza é
indispensável que o princípio da paridade de armas seja resspeitado como uma granantia
constitucional.Tratar de mitigação pelo principio do favor rei, segundo o qual interesse do
acusado possui certa prevalencia sobre a pretensao punitiva estatal. Por força desse principio,
encontrado no art. 5º, LV, da Constituição Federal, entende-se que o réu tem direito a um
amplo arsenal de instrumentos de defesa como forma de compensar sua enorme
hipossuficiencia e fragilidade em relação ao Estado, que atua no processo penal por meio de
diversos órgãos ( Policia Judiciária, Ministério Publico e Juiz), de forma especializada e com
acesso a dados restritos.
Em suma o principio da paridade de armas esta entrelaçado com outros
princípios, ou seja, estão interligados na busca de uma finalidade, que são os princípios da
isonomia, ampla defesa, do contraditório, da plenitude de defesa, mais adiante o ilustre
professor discerne esses princípios da seguinte forma:

Corolário do princípio da igualdade perante a lei, a isonomia processual obriga que a


parte contrária seja também ouvida, em igualdade de condições (audiatur et atera
pars). A ciência bilateral dos atos e termos do processo e a possibilidade de
contrariá-los são os limites impostos pelo contraditório a fim de que conceda as
partes ocasião e possibilidade de intervirem no processo, apresentando provas,
oferecendo alegações, recorrendo das decições, etc. Do princípio do contraditório
decorre a igualdade processual, ou seja, a igualdade de direitos entre entre as partes
acusadora e acusadora e acusada, que se encontram num mesmo plano, e a liberdade
processual, que consiste na faculdade que tem o acusado de nomear o advogado que
bem entender, de apresentar as provas que lhe convenham, etc. (1998, p. 43)

Diante o exposto, a doutrina moderna justifica que se torna indispensável o


principio tendo em vista o posto ocupado pelo estado, de tal forma que se encontra numa
posição já privilegiada em relação ao indiciado. Em relação a essa questão se dispõem sobre o
assunto o autor Jimez Asenjo citado por Tourinho Filho;

É difícil estabelecer igualdade absoluta de condições jurídicas entre o individuo e o


estado, no inicio do procedimento, pela desigualdade real, que o momento tão critico
existe entre um e outro. Desigualdade provocada pelo próprio criminoso. Desde que
surge em sua mente a idéia do crime, estuda cauteloso um conjunto de precauções
para subtrair-se a ação da justiça e colocar o poder publico em situação análoga à da
vitima, a qual sofre o golpe de surpresa, indefesa e desprevenida. Para restabelecer,
pois, a igualdade nas condições da luta, que se pretende que procedimento criminal
ser se não um duelo ‘nobremente’ sustentando por ambos os contedores , é preciso
que o Estado tenha alguma vantagem nos primeiros momentos, apenas para recolher
os vestígios do crime e os indícios da culpabilidade do seu autor. (1998, p. 53)

Conforme já mencionado e consagrado pela Constituição Federal os princípios


acima supracitados, aos que sejam:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade
do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos
seguintes: XLI- a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e
liberdades fundamentais; LV- aos litigantes, em processo judicial ou administrativo,
e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os
meios e recursos a ela inerentes.

Dessa forma concluímos que se torna indispensáveis a observância de todos os


princípios regimentais no tocante ao rito do tribunal do júri, e em especial ao princípio da
paridade de armas, que, se torna uma arma que contribui e interfere em toda marcha
processual. A não observância poderia acarreta graves prejuízos a finalidade do processo que
é o ápice da justiça.
1.1 Objetivos

1.1.1 Objetivo geral

Evidenciar a importância do Princípio da Paridade de Armas no Tribunal do Júri.

1.1.2 Objetivos Específicos

 Analisar os princípios constitucionais pertinentes. Princípios da ampla defesa e da


isonomia.
 Demonstrar a finalidade do princípio da Paridade de Armas. Igualdade entre as partes
em litígio.
 Verificar a efetividade dos princípios em se tratando de julgamentos em plenário. Que
eles sejam respeitados assim como manda nossa Lei Maior.
 Analisar a indisponibilidade do princípio, tendo em vista a sua contribuição no
equilíbrio processual. Analisar sua eficácia em plenário do Júri.
 Evidenciar a posição doutrinaria e jurisprudencial acerca do tema.
1.2 Justificativa

A escolha do tema se justifica diante do desequilíbrio visualizado em plenário


do tribunal do júri, momento que a figura da acusação em grande parte dos processos toma
uma posição de favorecimento em desfavor ao réu propriamente dito. Tendo em vista que tais
princípios são consagrados na carta magna de 1988 e, não são obedecidos na Constancia do
julgamento em plenário.
O presente principio faz jus a segurança da paridade das partes em litígio,
tendo em vista a segurança de defesa do réu. Essa desigualdade muitas vezes e clara e injusta
para os indiciados ora no banco dos réus. A busca de esclarecimento dos fatos, muitas vezes
se torna escura e desigual, muitas vezes a parte mais forte trás fatos que são impróprios e
desiguais.
Logo a presente pesquisa mostra-se quando partimos do pressuposto da não
observação dos princípios em se tratando o poder judiciário, sob esse prisma resta
indispensável no tocante a busca incessante do equilíbrio processual.
REFERENCIAS

BRASIL. Constituição (1988). In: Vade Mecum Saraiva. 9. ed. atual. e ampl. São Paulo:
Saraiva, 2010.
CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal: parte especial. 5.ed. São Paulo: Editora Saraiva,
2006, volume 2;
MIRABETE, Julio Fabbrini. Manual de direito penal: parte especial (arts. 121 a 234 do CP),
volume 2. 13.ed. São Paulo: Editora Atlas, 1998;