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Curso de

BRINQUEDOTECA

MÓDULO III

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MÓDULO III

CLASSIFICAÇÃO DOS JOGOS E BRINCADEIRAS, POR PIAGET

O ato de jogar é tão antigo quanto o próprio homem, e o jogo fazem parte da
essência de ser dos mamíferos. O jogo é necessário ao nosso processo de
desenvolvimento, tem uma função vital para o indivíduo principalmente como forma
de assimilação da realidade, além de ser culturalmente útil para a sociedade como
expressão de ideais comunitários.

Na concepção piagetiana, os jogos consistem numa simples assimilação


funcional, num exercício das ações individuais já aprendidas gerando, ainda, um
sentimento de prazer pela ação lúdica em si e pelo domínio sobre as ações.
Portanto, os jogos têm dupla função: consolidar os esquemas já formados e dar
prazer ou equilíbrio emocional à criança. Segundo Vygotsky, o lúdico tem grande
influência no desenvolvimento da criança. É através do jogo que a criança aprende a
agir, sua curiosidade é estimulada, adquire iniciativa e autoconfiança, proporciona o
desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da concentração. Os jogos
mantêm uma relação estreita com a construção do conhecimento e possui influência
como elemento motivador no processo de ensino e aprendizagem. Existem certos
elementos que caracterizam os diversos tipos de jogos e que podem ser resumidos
assim:

● Capacidade de absorver o participante de maneira intensa e


total (clima de entusiasmo, sentimento de exaltação e tensão seguido por um
estado de alegria e distensão). Envolvimento emocional

● Atmosfera de espontaneidade e criatividade.

• Limitação de tempo: o jogo tem um estado inicial, um meio e um


fim; isto é, tem um caráter dinâmico.

• Possibilidade de repetição

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• Limitação do espaço: o espaço reservado seja qual for à forma
que assuma é como um mundo temporário e fantástico.

• Existência de regras: cada jogo se processa de acordo com


certas regras que determinam o que "vale" ou não dentro do mundo
imaginário do jogo. O que auxilia no processo de integração social das
crianças.

• Estimulação da imaginação e auto-afirmação e autonomia

1. Classificação dos Jogos


Os jogos podem ser classificados de diferentes formas, de acordo com o
critério adotado. Vários autores se dedicaram ao estudo do jogo, entretanto Piaget
elaborou uma "classificação genética baseada na evolução das estruturas" (Piaget,
apud [RIZ 97]). Piaget classificou os jogos em três grandes categorias que
correspondem às três fases do desenvolvimento infantil.
• Fase sensório-motora (do nascimento até os 2 anos
aproximadamente): a criança brinca sozinha, sem utilização da noção de
regras.

• Fase pré-operatória (dos 2 aos 5 ou 6 anos aproximadamente):


As crianças adquirem a noção da existência de regras e começam a jogar
com outras crianças jogos de faz-de-conta.

• Fase das operações concretas (dos 7 aos 11 anos


aproximadamente): as crianças aprendem as regras dos jogos e jogam em
grupos. Esta é a fase dos jogos de regras como futebol, damas, etc.

Assim Piaget classificou os jogos correspondendo a um tipo de estrutura


mental:
• Jogo de exercício sensório-motor

• Jogo simbólico

• Jogo de regras

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1.1 Jogos de exercício sensório-motor
Como já foi dito antes, o ato de jogar é uma atividade natural no ser humano.
Inicialmente a atividade lúdica surge como uma série de exercícios motores simples.
Sua finalidade é o próprio prazer do funcionamento, Estes exercícios consistem em
repetição de gestos e movimentos simples como agitar os braços, sacudir objetos,
emitir sons, caminhar, pular, correr, etc. Embora estes jogos comecem na fase
maternal e durem predominantemente até os 2 anos, eles se mantém durante toda a
infância e até na fase adulta. Por exemplo, andar de bicicleta, moto ou carro.

1.2 Jogos simbólicos


O jogo simbólico aparece predominantemente entre os 2 e 6 anos. A função
desse tipo de atividade lúdica, de acordo com Piaget, "consiste em satisfazer o eu
por meio de uma transformação do real em função dos desejos", ou seja, tem como
função assimilar a realidade. A criança tende a reproduzir nesses jogos as relações
predominantes no seu meio ambiente e assimilar dessa maneira a realidade e uma
maneira de se auto-expressar. Esses jogos de faz-de-conta possibilitam à criança a
realização de sonhos e fantasias, revela conflitos, medos e angústias, aliviando
tensões e frustrações. Entre os 7 e 11-12 anos, o simbolismo decai e começam a
aparecer com mais freqüência desenhos, trabalhos manuais, construções com
materiais didáticos, representações teatrais, etc. Com essa faixa etária, o
computador pode se tornar uma ferramenta muito útil, quando bem utilizada. Piaget
não considera este tipo de jogo como sendo um segundo estágio e sim como
estando entre os jogos simbólicos e de regras. O próprio Piaget afirma: "... é
evidente que os jogos de construção não definem uma fase entre outras, mas
ocupam, no segundo e, sobretudo no terceiro nível, uma posição situada ao meio de
caminho entre o jogo e o trabalho inteligente..."

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1.3 Jogos de Regras

O jogo de regras, entretanto, começa a se manifestar por volta dos cinco


anos, desenvolve-se principalmente na fase dos 7 aos 12 anos. Este tipo de jogo
continua durante toda a vida do indivíduo (esportes, trabalho, jogos de xadrez,
baralho, RPG, etc.). Os jogos de regras são classificados como: sensório-motor,
exemplo futebol, e intelectuais (exemplo xadrez). O que caracteriza o jogo de regras
é a existência de um conjunto de leis imposto pelo grupo, sendo que seu
descumprimento é normalmente penalizado, e uma forte competição entre os
indivíduos. O jogo de regra pressupõe a existência de parceiros e um conjunto de
obrigações (as regras), o que lhe confere um caráter eminentemente social. Este
jogo aparece quando a criança abandona a fase egocêntrica possibilitando
desenvolver os relacionamentos afetivo-sociais.

2. O jogo como recurso pedagógico

O jogo é uma atividade que tem valor educacional intrínseco. Leif diz que
"jogar educa, assim como viver educa: sempre sobra alguma coisa". A utilização de
jogos educativos no ambiente escolar traz muitas vantagens para o processo de
ensino e aprendizagem, entre elas:
• O jogo é um impulso natural da criança funcionando assim como
um grande motivador

• A criança através do jogo obtém prazer e realiza um esforço


espontâneo e voluntário para atingir o objetivo do jogo.

• O jogo mobiliza esquemas mentais: estimula o pensamento, a


ordenação de tempo e espaço

• O jogo integra várias dimensões da personalidade: afetiva,


social, motora e cognitiva.

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• O jogo favorece a aquisição de condutas cognitivas e
desenvolvimento de habilidades como coordenação, destreza, rapidez, força,
concentração, etc.

A participação em jogos contribui para a formação de atitudes sociais:


respeito mútuo, cooperação, obediência às regras, senso de responsabilidade,
senso de justiça, iniciativa pessoal e grupal. O jogo é o vínculo que une a vontade e
o prazer durante a realização de uma atividade. O ensino utilizando meios lúdicos
proporciona ambientes gratificantes e atraentes, servindo como estímulo para o
desenvolvimento integral da criança.

HISTÓRIAS E CURIOSIDADES SOBRE OS JOGOS E BRINCADEIRAS

"Jogos infantis" do flamenco Pieter Bruegel, de 1560, mostrando 84


atividades lúdicas com mais de 250 crianças

A história do brinquedo fornece informações valorosas sobre a origem da


industrialização e o avanço das técnicas de produção. Trata-se de um setor

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progressista, inovador e dinâmico por excelência. A indústria brasileira de
brinquedos é relativamente nova, em comparação àquelas de países como:
Alemanha, França, Inglaterra, Estados Unidos. Grande parte dos brinquedos
produzidos no Brasil tem sido resultado de intercâmbios internacionais.
Brinquedos há que, de tão importantes, de tão boa aceitação, além de serem
produzidos em larga escala em seus países de origem, atravessam fronteiras e são
reproduzidos fielmente em todos os continentes.
Assim como as brincadeiras tradicionais e as cantigas de roda, os
brinquedos artesanais também são transmitidos de geração em geração, de país
para país, recebendo, muitas vezes modificações que ora respeitam as
características fundamentais, ora, por um processo de criatividade que é inerente ao
ser humano, dão origem a outros brinquedos que passam inclusive a ser fabricados
industrialmente.
Desde tempos antigos, os brinquedos tiveram um importante papel na vida
das crianças. Por milhares de anos crianças brincaram com brinquedos dos mais
variados tipos. Bolinhas de gude foram usadas por crianças no continente africano
há milhares de anos atrás. Na Grécia Antiga e no Império Romano, brinquedos
comuns eram barquinhos e espadas de madeira, entre os meninos, e bonecas entre
meninas. Durante a Idade Média, fantoches eram brinquedos muito comuns entre as
crianças. Até o final do século XIX, a maioria dos brinquedos era fabricada em casa,
ou fabricada artesanalmente. Atualmente, a grande maioria dos brinquedos são
fabricados em massa, e comercializados. A partir da segunda metade do século XX,
vários países criaram leis que proíbem a venda de brinquedos considerados
perigosos - por exemplo, por conterem materiais tóxicos ou partes que se soltam
facilmente - ou que não possuem claros avisos. Por exemplo, não recomendado
para menores de três anos de idade por conter materiais que podem ser engolidos
pela criança. Tais leis também dão ao governo o direito de recolher do mercado,
todos os produtos que não atendem às especificações necessárias.
Alguns brinquedos, jogos e brincadeiras tradicionais entre as crianças
brasileiras têm origens surpreendentes. Vêm tanto dos povos que deram origem à
nossa civilização (o índio, branco e negro), como até mesmo do longínquo Oriente.

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Atualmente, no mundo cada vez mais urbanizado, industrializado e
informatizado, a tendência é que muitas das brincadeiras tradicionais percam espaço
nas preferências infantis. Mesmo assim, jogos e brinquedos como a peteca, a
amarelinha, a ciranda, a pipa e a cama de gato têm valor cultural inestimável, e o
lugar dessas brincadeiras no folclore já está garantido.

PETECA
Quando os portugueses chegaram ao Brasil, encontraram os índios
brincando com uma trouxinha de folhas cheia de pequenas pedras, amarrada a uma
espiga de milho, que chamavam de Pe´teka, que em tupi significa "bater". A
brincadeira foi passando de geração em geração e, no século 20, o jogo de peteca
tornou-se um esporte, com regras e torneios oficiais.

AMARELINHA

Essa brincadeira tão tradicional entre as crianças brasileiras também é


chamada de maré, sapata, avião, academia, macaca, etc. A amarelinha tradicional é
desenhada no chão com giz e tem o formato de uma cruz, com um semicírculo em
uma das pontas, onde está a palavra céu, lua ou cabeça. Depois vem à casa do
inferno (ou pescoço) e a área de descanso, chamada de braços (ou asas), onde é
permitido equilibrar-se sobre os dois pés. Por último, a área do corpo (ou quadrado).

CAMA DE GATO
A cama-de-gato é uma brincadeira com barbante. Consiste em trançar um
cordão entre os dedos das duas mãos e ir alterando as figuras formadas.
Provavelmente de origem asiática, a brincadeira é praticada em diversas partes do
mundo. Uma versão mais moderna é trançar um elástico com as pernas.

CINCO MARIAS
Também chamada de três Marias, jogo do osso, onente, bato, arriós, telhos,
chocos, nécara, etc. O jogo, de origem pré-histórica, pode ser praticado de diversas

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maneiras. Uma delas é lançar uma pedra para o alto e, antes que ela caia no chão,
pegar outra peça. Depois tentar pegar duas, três, ou mais, ficando com todas as
peças na mão. Na antiguidade, os reis praticavam com pepitas de ouro, pedras
preciosas, marfim ou âmbar. No Brasil, costuma ser jogado com pedrinhas,
sementes ou caroços de frutas, ossos ou saquinhos de pano cheios de areia.

PIPA
Pipa, papagaio, arraia, raia, quadrado, pandorga... As pipas apareceram na
China, mil anos antes de Cristo, como forma de sinalização. Sua cor, desenho ou
movimento poderia enviar mensagens entre os campos. Os chineses eram peritos
em construir pipas enormes e leves. Da China elas foram para o Japão, para a Índia
e depois para a Europa, chegando ao Brasil através dos portugueses. Os tipos de
pipa mais conhecidos são: de três varas, de cruzeta e o de caixa. Para confeccioná-
las bastam algumas folhas de papel, varinhas e linha. As pipas são muito comuns
em todo País, em alguns Estados recebem nomes diferentes, dependendo da sua
forma, é conhecida como papagaio, arraia, dentre outros nomes.
A pipa artesanal consiste basicamente em: uma armação de madeira (é
muito utilizado para fazer a armação taliscas de coqueiro, gravetos feitos com
bambu. Para Arraia, muito comum na Bahia, a armação tem forma de "X", para a
Pipa tem forma de "±", o Papagaio tem forma de " + "), que é colado no papel de
seda já cortado com o formato e cores desejadas, o único que não leva uma
armação é o Periquito que é feito com qualquer tipo de papel. Depois de
confeccionada a pipa, são feitos os preparativos para poder colocá-la em vôo
(empinar), deve-se fazer uma "chave" que consiste numa armação feita de linhas
presas nas armações de madeira, que dará a mobilidade a pipa. Deve-se também
colocar uma cauda (rabada, que é feita a partir de barbante, a qual se amarra
pedaços de plásticos, ou papel. Ou é feita com linha, amarrando pequenos pedaços
de algodão, e também pode ser utilizado um barbante de coloração marrom que é
retirado a partir de sacos de batata) que serve para estabilizar a pipa no ar.

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CIRANDA
A famosa dança infantil, de roda, conhecida em todo o Brasil, teve origem
em Portugal, onde era um bailado de adultos. O Semelhante a ela é o fandango,
baile rural praticado até meados do século XX no interior do Rio de Janeiro (Parati) e
São Paulo, em que homens e mulheres formavam rodas concêntricas, homens por
dentro e mulheres por fora. Os versos que abrem a ciranda infantil são
conhecidíssimos ainda hoje: "Ciranda, cirandinha/ Vamos todos cirandar/ Vamos dar
a meia volta/ Volta e meia vamos dar". De resto, há variações regionais que os
complementam como "O anel que tu me deste/ Era vidro e se quebrou./ O amor que
tu me tinhas/ Era pouco e se acabou".

BOLINHAS DE GUDE
Muito comum em muitos estados do Brasil, o Jogo de Gudes, como o nome
já diz se trata de uma disputa na qual os meninos cada um com suas Gudes, (Que
são pequenas esferas de vidro) competem com o intuito de serem vencedores. As
modalidades do jogo são muitas entre elas as mais jogadas são:

1. Buraco: Que consiste em acertar os adversários, e que pode utilizar três


buracos feitos na terra para se defender, pois não podem ser acertados dentro dele.

2. Triângulo: Um triangulo é desenhado no chão e dentro dele os jogadores


combinam o número de gudes que cada um tem que colocar (é a chamada mão =
número de gudes, ex: mão de 5 corresponde a cinco gudes de cada jogador a serem
disputadas), depois de acertado o número de gudes é então desenhada uma linha
distante do triângulo (chamada de linha do pão), esta linha é utilizada com o intuito
de classificar em ordem de aproximação quem será o primeiro a começar o jogo,
que se prossegue da seguinte maneira: da linha do pão a criança (em ordem de
classificação tem que jogar a sua gude com o objetivo de acertar e tirar gudes de
dentro do triângulo passando a ficar com as que tira, após todos jogarem ainda
restando gudes, repete-se o processo de tentativa de tirar as gudes. E cada criança
durante o jogo deve se comportar segundo as regras: Cada um só pode jogar na sua

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vez, ao jogar a criança deve dizer de que modo vai atirar a gude (se em posição de
pé = Altinho, ou se abaixado= Baixinho), se a gude do jogador ficar presa dentro do
triangulo ele é desclassificado e perde as gudes que já tirou, e caso não tenha tirado
nenhuma em algum caso é deixada a sua gude de jogar. E caso a gude ao ser
arremessada em direção ao triângulo ficar parada em cima das linhas do triangulo
ele é apenas punido voltando ao local anterior.

3. Sete, Quatorze, Vinte e um: Neste jogo a modalidade é de confronto


direto, ou seja, cada jogador tem que acertar a gude do outro 3 vezes( a primeira=7,
a segunda=14, a terceira=21), para iniciar o jogo é combinado os números de gudes
a serem disputadas (é comum que se jogue até a última gude de quem perde)
geralmente, dependendo do acerto quanto as normas do jogo, as crianças utilizarem
algumas normas que podem estar ou não em todas as partidas, como o ato de
limpar o local(chamado de limpinho= tira-se todo material que pode atrapalhar, como
folha seca, etc.) ou sujar (chamado de sujinho= consiste em sujar o local protegendo
a gude), outro apetrecho é colocar uma mão fechada embaixo da que está a gude
na hora de jogar (chamado de coqueirinho, consiste em aumentar a altura para
atingir melhor a gude do adversário, e quando uma criança perde todas as suas
gudes é comum dizer a seguinte expressão: "fui limpado".

SAIBA QUANDO, ONDE E COMO FORAM INVENTADOS ALGUNS DOS


BRINQUEDOS MAIS POPULARES DE HOJE

Autorama: o brinquedo foi inventado na Inglaterra em 1956. Na versão


profissional, os carros andam numa pista de 48 metros de comprimento. No
autorama amador, vendido em lojas, a pista é feita de peças de plástico que se
encaixam. O brinquedo chegou ao Brasil em 1963.

Bonecas: elas são muito antigas. Surgiram como figuras que eram adoradas
como deusas, há 40 mil anos. Mas só muito tempo depois, no Egito de 5 mil anos

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atrás, se transformaram em brinquedo. A primeira fábrica de bonecas surgiu na
Alemanha em 1413. Barbie, a boneca mais famosa do mundo, foi criada em 1959.

Ursos de pelúcia: eles foram inventados no século 19. Nos EUA, são
conhecidos como "teddy-bear" por um motivo curioso: o presidente americano
Theodore Roosevelt se recusou a participar de uma caçada de ursos em 1902. Um
fabricante de ursinhos de pelúcia decidiu batizá-los de 'teddy-bear' em homenagem
a Roosevelt (Teddy é apelido de Theodore).

Bicicleta: no século 15, o artista Leonardo da Vinci já brincava de desenhar


projetos de bicicletas. Mas a bicicleta só foi popularizada em 1790, pelo conde
francês Sivrac. Nesta época, era feita de madeira, não tinha correntes ou pedais e
era embalada pelos pés. Só depois de mais de cem anos as 'bikes' ganharam pneus
e correntes.

Skate: a história deste brinquedo radical começou na Califórnia, no final dos


anos 30, quando os surfistas decidiram levar suas pranchas para as ruas. Para fazer
isso, colocaram quatro rodas sob uma tábua de madeira e saíram surfando pelo
asfalto! A primeira fábrica de skates surgiu em 1958.

Bambolê: foi criado no Egito há três mil anos. Nesta época, era feito com
fios secos de parreira (o pé de uva). As crianças egípcias imitavam com os
bambolês as artistas que dançavam com aros em torno do corpo. O bambolê de
plástico colorido, como conhecemos, surgiu nos EUA em 1958.

Bola: a bola é um dos brinquedos mais antigos que existem. Há 6.500 anos
já eram feitas bolas de fibra de bambu no Japão e de pêlos de animais na China.
Romanos e gregos usavam bexiga de boi para confeccionar suas bolas. No Brasil, a
bola mais popular é sem dúvida a de futebol, que chegou por aqui em 1894, trazida
pelo inglês Charles Miller. E você sabia que a bola de futebol branca foi inventada

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por um brasileiro? Joaquim Simão teve essa idéia em 1935, para que os jogadores
pudessem enxergar a pelota à noite.

Jogos de tabuleiro: eles foram criados por sábios e conselheiros antigos,


que "liam" as respostas em peças marcadas. O jogo mais antigo de que se tem
notícia tinha sete peças e usava dados, mas ninguém conhece suas regras. Sabe-se
que até os faraós egípcios adoravam jogos de tabuleiro, há 4.300 anos.

Futebol de botão: foi inventado pelo carioca Geraldo Décourt, em 1930. Ele
começou usando botões de cueca para jogar (naquela época, as cuecas tinham
botões). Depois, passou a usar os botões da calça do uniforme escolar, o que fez o
jogo ser proibido na sua escola, porque os alunos estavam acabando com seus
botões!

Lego: foi criado na Dinamarca em 1949, por um marceneiro chamado Olé


Kirk Chirstiansen. Você sabia que com seis tijolinhos de lego é possível fazer
102.981.500 combinações diferentes? Existem parques feitos de Lego na
Dinamarca, Inglaterra e Estados Unidos, chamados 'Legoland'.

Playmobil: os bonequinhos foram criados em 1974, na Alemanha. Desde


então, Playmobil já assumiu diversas formas: índio, astronauta, cavaleiro medieval,
bombeiro...

Videogame: esta história começa em 1968, quando um engenheiro


americano lançou o Odyssey 100, primeiro console do mundo. No Brasil, o
videogame estreou com o Telejogo, em 1977. A nova geração dos videogames, que
se integram à internet, apareceu em 1998 com o Dreamcast. .

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HISTÓRIA DE ALGUNS BRINQUEDOS

1902 - O imigrante russo Morris Michtom fabricou os primeiros ursos de


pelúcia. Há versões que dizem que, antes dele, a alemã Margaret Steiff já fazia
animaizinhos de feltro.
1935 - O norte-americano Charles B. Darrow inventou o Banco Imobiliário
1947 - O inglês Peter Adolph lançou o futebol de botão.
1949 - Na Dinamarca, o marceneiro Olé Kirk Christiansen desenvolveu as
peças de encaixe que compunham o Lego.
1956 - O autorama, uma minipista de corrida com carrinhos movidos a pilha,
foi lançado na Inglaterra.
1959 - A norte-americana Ruth Handler criou a Barbie, uma das bonecas
mais famosas da história. O primeiro modelo vinha com um maiô listrado.
1965 - Surgiram os primeiros skates produzidos industrialmente. O
brinquedo foi criado pelos surfistas californianos, nos Estados Unidos, como forma
alternativa de diversão para os dias em que o mar estava de ressaca.
1972 - Quatro alunos da Escola Politécnica de São Paulo elaboraram uma
versão nacional de um jogo de estratégia de guerra europeu, o War.
1974 - A Metallwarenfabrik Georg Branstatter, uma fabricante alemã de
telefones e caixas registradoras, lançou o Playmobil, um brinquedo com kits
temáticos de bonecos feitos com um novo tipo de plástico (mais resistente e lavável).
1978 - Chegou ao Brasil o Genius, um jogo eletrônico de memória criado nos
Estados Unidos.
1996 - O Tamagochi, um bichinho de estimação eletrônico, foi criado no
Japão. O desenhista Kazuki Takahashi desenvolveu um jogo de cartas com
monstros chamados Yu-Gi-Oh

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Para saber mais:

A história do brinquedo para as crianças conhecerem e os adultos se


lembrarem
Cristina Von Editora Alegro

DICAS PARA ESCOLHER BRINQUEDOS

O Código de Defesa do Consumidor faz uma série de exigências no que diz


respeito à comercialização dos brinquedos.
A embalagem e o manual de instrução devem informar as características do
brinquedo, tais como: idade a que se destinam eventuais riscos que possam
apresentar, números de peças, regras de montagem, modo de usar e se faz parte de
uma série ou coleção. Nenhum produto deve ser adquirido sem uma clara
identificação do fabricante ou importador. Compras fora da loja, por telefone,
catálogo ou reembolso postal dão ao consumidor o direito de desistência no prazo
de 7 (sete) dias.

OBSERVAÇÕES ANTES DE COMPRAR

Antes de tudo, é importante que o consumidor defina o que vai comprar,


dentro de suas condições, levando em conta o gosto, idade e limitações da criança
e, que nem sempre, os produtos “da moda” são os mais adequados para a criança

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em questão. A seguir, faça uma pesquisa de preços, comparando as condições de
pagamento e vantagens oferecidas de loja para loja.

EMBALAGEM

Fique atento à embalagem que, de acordo com o Código de Defesa do


Consumidor, deve corresponder à publicidade impressa nos folhetos, anúncios de
jornal, revista ou televisão. Ela também deve trazer a identificação do fabricante ou
importador e, quando se destina a crianças de até 3 (três) anos, deve apresentar de
forma clara e legível a frase: “não recomendável para crianças de até 3 anos”.
Alguns brinquedos, como jogos químicos, devem conter na etiqueta principal do
produto, rótulos com a palavra “CUIDADO” e identificação dos riscos que possam
ocorrer, em cor contrastante aos outros dizeres e desenhos.

MANUAL DE INSTRUÇÃO

Diversos brinquedos necessitam de manual de instrução e possuem


certificado de garantia. Nesses casos fique atento. Verifique a relação de empresas
que prestam assistência técnica especializada. O manual deve trazer em português
e, em linguagem clara e precisa, todas as informações sobre o produto, tais como:
as peças, regras de montagem, modo de usar, se faz parte de alguma coleção, a
que idade se destina, e quanto a eventuais problemas que poderá causar se usado
de maneira inadequada. Quando se trata de brinquedos a pilha ou bateria, procure
saber se estes componentes acompanham a mercadoria.

SELO DE SEGURANÇA E QUALIDADE

Outro dado também a ser observado é que todo brinquedo deve ter um selo
de segurança fornecido pelo IQB – Instituto de Qualidade do Brinquedo – juntamente
com o do Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e qualidade
Industrial, o que indica que o produto foi fabricado e comercializado. De acordo com

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normas técnicas e, indicam também, a que faixa etária da criança o brinquedo é
destinado.
Os brinquedos importados seguem as mesmas regras dos nacionais,
portanto não estão livres das determinações do código de defesa do consumidor.
Os preços de brinquedos comercializados por marreteiros e vendedores
ambulantes, apesar de serem mais baratos, podem trazer problemas ao consumidor.
Não há garantia de estarem de acordo com as normas técnicas de segurança,
colocando em risco a saúde e a segurança da criança, além de não serem
fornecidas notas fiscais ou qualquer informação sobre sua procedência. Desta
forma, o consumidor deve avaliar bem a aquisição de produtos, desta maneira, uma
vez que não haverá a quem responsabilizar caso necessário.
Tratando-se de aquisição em feira itinerante, bazar e shopping de descontos
(outlets), não deixem de exigir a nota fiscal ou algum documento onde constem o
nome, o endereço, o telefone e o CNPJ do fornecedor. Sem esses dados fica difícil
identificar o responsável, em caso de problemas.
Fique especialmente atento ao adquirir brinquedo em promoção ou saldos,
pois nessas condições de compra nem sempre a loja possui estoque para a troca.
Informe-se junto ao vendedor se a criança for presenteada com um brinquedo que já
possui, ele poderá ser substituído por outro, mesmo que diferente, e em que
condições. Peça que esse compromisso conste por escrito na nota fiscal.
Dê preferência aos fabricantes que se preocupem com os seus direitos e
que respeitem o meio ambiente, como, por exemplo, aqueles que se utiliza de
embalagens recicláveis. Não jogue as pilhas usadas no lixo comum. Elas contêm
substâncias altamente tóxicas. Informe-se sobre os postos de coleta.

ESCOLHENDO O BRINQUEDO IDEAL

Selecione brinquedos considerando idade, habilidades, capacidades e


interesse das crianças.

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Avalie qualidade e siga recomendações do fabricante sobre segurança e
idade. Para lactentes evite brinquedos com partes pequenas, que podem oferecer
risco de sufocação ou aspiração.
Considere utilizar testadores de peças pequenas de brinquedos. Dica: utilize
uma embalagem de filme fotográfico como referência.
Selecione brinquedos leves que não causarão perigo caso caiam sobre a
criança.
Certifique-se de que os materiais dos brinquedos são atóxicos.
Evite brinquedos que produzem ruídos altos.
Para crianças com menos de cinco anos, evite brinquedos com pontas,
bordas afiadas, ou que possua qualquer objeto de arremesso ou lançamento.
Brinquedos com correntes, tiras e cordas com mais de 15 cm devem ser
evitados.
Após brincadeiras com balões, descarte-os juntamente com eventuais
pedaços, para evitar risco de aspiração.

MANUTENÇÃO
Inspecione os brinquedos novos e antigos com regularidade.
Observe ruptura, partes soltas e outros riscos potenciais.
Faça os reparos imediatamente ou tire-os do alcance das crianças.
Use tintas "atóxicas" para repintar brinquedos, caixas ou móveis de crianças.
Verifique as partes móveis, para certificar-se de que elas estão presas com
segurança.

ARMAZENAMENTO
Forneça local seguro para que as crianças guardem brinquedos.
Selecione um baú ou caixa para armazenamento de brinquedos que seja
ventilada, isenta de dispositivos de travamento que possa prender os dedos ou cair
sobre a cabeça da criança.
Ensine as crianças a guardarem os brinquedos após o uso, de modo a evitar
lesões quando tropeçam, escalam ou caem sobre eles.

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Brinquedos destinados a crianças com mais idade devem ser guardados em
prateleiras altas ou em armários fechados.

EVITANDO ACIDENTES
A maioria dos acidentes envolvendo brinquedos acontece quando se tropeça
ou se pisam em brinquedos desarrumados. Mas os acidentes mais relacionados com
o brinquedo em si, têm a ver com a existência de peças pequenas que são
engolidas ou aspiradas, introduzidas no nariz ou nos ouvidos.
Ainda outro acidente que pode ter conseqüências graves são os entalões em
mecanismos de dobragem (carrinhos de bonecas, tábuas de engomar, etc.) e que
podem provocar cortes mais ou menos profundos, ou mesmo amputações, nos
dedos frágeis das crianças.
A própria embalagem do brinquedo, sobretudo quando é de plástico, pode
representar um perigo de asfixia. Por isso convém guardar as referências do
brinquedo, mas inutilizar a embalagem.
A lei dos brinquedos procura garantir que os brinquedos, quando utilizados
para o fim a que se destinam, não sejam susceptíveis de pôr em perigo a segurança,
a saúde ou a vida das crianças.
Assim, quando os brinquedos são colocados no mercado Comunitário,
devem obrigatoriamente possuir as seguintes indicações:
Muitos fabricantes indicam a idade recomendada através de um Símbolo
gráfico para aviso de idade, o que poderá orientar os pais para a escolha de um
brinquedo com características pedagógicas mais adequadas.
Este símbolo significa que o brinquedo não deverá ser dado a crianças com
menos de 3 anos de idade, devido ao risco de poder causar acidentes graves.
O símbolo terá que ser colocado no brinquedo ou na embalagem em que é
comercializado, acompanhado da indicação do risco associado.

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BRINQUEDOS PARA DIFERENTES IDADES

CRIANÇAS COM MENOS DE 1 ANO:


Brinquedos que chiam - deverá verificar se existe alguma válvula que
possa se destacar, para além de ter em atenção o nível do ruído que produz.
Elásticos nas camas dos bebês - só devem ser utilizados até cerca dos 5
meses. A partir dessa idade deve ser retirado, pois há o perigo de a criança se
machucar no pescoço ou mesmo se asfixiar (estrangulamento).
Mordedores e chocalhos - não podem ter cabos compridos, pois podem
machucar a boca ou os olhos das crianças. Procure cabos largos e arredondados e
escolha modelos leves.
Caixas de música e outros brinquedos com fios ou cordas - atenção ao
comprimento dos fios, pois há o perigo de estrangulamento (não deverão exceder
220 mm). Preste igualmente atenção ao nível de ruído e ao peso.
Cubos para empilhar e outros - nesta idade - a partir dos 8-9 meses - é
divertido "atirar" tudo para o chão; atenção ao peso dos brinquedos e à resistência -
devem ser inquebráveis.

CRIANÇAS DE 1 A 3 ANOS
Brinquedos destinados a suportar o peso da criança - carrinhos, triciclos,
cavalos de pau - pensar na casa onde vão ser utilizados. Ter em atenção o tamanho
do brinquedo face ao tamanho da sala, a proximidade de escadas, de piscinas e de
lareiras.
Brinquedos a pilhas - verificar se o compartimento para as pilhas está
completamente vedado e inacessível aos dedos hábeis das crianças (só deve ser
aberto com uma ferramenta, por um adulto).
Livros - é importante começar a fomentar o gosto pelas histórias - hoje em
dia, muitos livros são de cartão mais grosso e trazem acoplados bonecos com olhos
salientes, caixinhas de música, etc. Atenção às características e às peças pequenas
que se possam destacar.

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Carrinhos, comboios - atenção às rodas e pneus que se podem destacar
com facilidade.
Bonecas – atenção ao tamanho dos acessórios (sapatos, bijuterias, etc.)
Pelúcias - deverão ser macios, laváveis e resistentes. Devem evitar pelúcias
com pêlo comprido, caudas, crinas, olhos, narizes, botões ou outras peças que
possam ser engolidas ou aspiradas para os pulmões, pois há perigo de asfixia.
Brinquedos com formas esféricas ou ovóides - alguns destes brinquedos
de dimensão reduzida têm surgido associados a acidentes. A criança deverá estar
sempre sob vigilância quando brinca com brinquedos com estas formas.

CRIANÇAS DE 3 A 6 ANOS
Tábuas e ferros de passar - atenção aos mecanismos de dobragem, ao
peso e "bico" do ferro.
Lápis, feltros e plasticina - não esquecer que também devem apresentar
marcação CE. Verificar se as tampas das canetas têm "buracos" de ventilação para
o caso de serem ingeridas.
Tesouras e jogos de colagem - tesouras sem bicos, colas não tóxicas.
Jogos de construção, animais domésticos ou selvagens - ter em
atenção o tamanho das peças e a existência de irmãos mais novos. Mas mesmo
nesta idade, continua a existir a possibilidade de ser engolido ou aspirado.
Skates, e patins - oferecer equipamento completo: capacetes, luvas e
joelheiras - verificar que o capacete não é um brinquedo, mas sim um equipamento
de proteção individual.
Brinquedos que imitam equipamento de proteção - não se deixe enganar
por capacetes ou óculos de sol "a brincar", que não protegem.
Pistolas com projéteis ou fulminantes - atenção à força de projeção das
peças e ao nível do ruído.
Espadas - muita atenção à existência de bordas cortantes e pontas
demasiado aguçadas.
Máscaras e disfarces - atenção à inflamabilidade de roupas largas, cabelos
compridos, etc., junto do fogo.

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INFORMAÇÕES DIVERSAS SOBRE JOGOS E BRINQUEDOS

LEI Nº11.104, DE 21 DE MARÇO DE 2005


Lei ordinária do Congresso Nacional que dispõe sobre a obrigatoriedade de
instalação de brinquedotecas nas unidades de saúde que ofereçam atendimento
pediátrico em regime de internação. Sancionada pela Presidência da República do
Brasil em 21/03/2005. Brinquedoteca, para o efeito desta lei, é o espaço provido de
brinquedos e jogos educativos, destinado a estimular as crianças e seus
acompanhantes a brincar.

Site: www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11104.htm

Classificação de Brinquedos segundo o lnternational Council for


Children's Play e o Centre National lnformation du Jouet (França).

1. Brinquedos para a Primeira Idade. Brinquedos para Atividades


Sensório-Motoras:

1.01 - Chocalhos e mordedores.

1.03 - Móbiles sonoros ou não - brinquedos com figuras ou formas diversas


para colocar suspensos sobre o berço.

1.05 - Brinquedos para o berço e cercado - esferas, figuras infladas em


cordão para instalar no berço, no carrinho, no cercado.

1.07 - Quadros de atividades - quadros com peças coloridas, de formas


diversas, espelhos inquebráveis, sinos, peças que correm em trilho, janelinhas que
se abrem, para colocar no berço.

1.09 - Animais, objetos em borracha - material macio com ou sem guizo


interno.

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1.11 - Brinquedos para o banho - animais, barquinhos, peças flutuantes.

1.13 - Bonecas e bichos Primeira Idade - bonecas em tecido com roupas


fixas, animais em tecido (não pelúcia), sem detalhes que possam ser arrancados.

1.15- Pelúcias de 20 a 50 cm.

1.17 - João-bobos sonoros ou não - bonecos e animais com movimento de


vai e vem, em plástico rígido ou inflável.

1.19 - Brinquedos para empurrar puxar, rolar - com corda para puxar, com
haste para empurrar cavalinhos de pau.

1.21 - Carrinhos de mão, veículos para encher e esvaziar.

1.23 - Caixas, arcos e baús, para guardar brinquedos.

1.25 - Bolas de 8 a 10 cm de diâmetro, cubos em tecido.

1.27 - Brinquedos para areia e água - baldes, pazinhas, formas, para brincar
na areia e água.

1.29 - Animais e cadeiras de balanço - cavalinhos no tamanho da criança,


para cavalgar e balançar

1.31 - Carrinhos para os primeiros passos - carrinhos com base sólida e alça
para a criança se apoiar ao começar a caminhar.

1.33 - Veículos sem pedais - tico-ticos, carrinhos sem pedais que se


movimentam pelo impulso dos pés da criança, no chão.

1.35 - Cubos, formas para empilhar - peças que pelos seus tamanhos
diferentes se encaixam umas nas outras e podem também ser empilhadas umas
sobre as outras.

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1.37- Contas, anéis, pirâmides com eixo central - peças que são empilhadas
enfiando-as em eixos, contas para enfiar em cordão.

1.39 - Caixas de encaixe de formas e cores - caixas, carrinhos com orifício


de formas geométricas diferentes para receber pecinhas que só passam pelas
aberturas correspondentes para cair dentro deles.

1.41 - Bancadas e brinquedos para martelar - brinquedos imitando bancadas


de marceneiro.

1.43 - Brinquedos animados mecânicos - figuras de animaizinhos de plástico


ou metal, bichinhos de pelúcia com movimentos a pilha ou bateria.

1.45 - Esferas - esferas transparentes ou com recortes cujo conteúdo é


visível externamente.

1.47 - Caixas de música - brinquedos de pendurar com alça para puxar e pôr
em funcionamento o mecanismo musical interno.

2. Brinquedos para Atividades Físicas

2.01 - Veículos com pedais, triciclos, patinetes. Karts, tico-ticos, carrinhos


imitação do real, com pedais, motos e bicicletas com três rodas.

2.02 - Veículos elétricos no tamanho da criança - carrinhos para a criança


dirigir, movidos a bateria ou pilha.

2.03 - Bicicletas - bicicletas com 2 rodas e rodinhas provisórias na roda


traseira, bicicletas com duas rodas de aros crescentes.

2.05 - Patins, skates - brinquedos para o equilíbrio corporal e seus


acessórios.

2.07 - Pipas, objetos voadores - pipas, bumerangues, aviõezinhos simples


(com elástico).

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2.09 - Boliches, jogos tipo bocha, jogos de argolas - boliches de plástico,
madeira, argolas para encaixar em um eixo.

2.11 - Bolas, petecas, balões de ar - bolas plásticas, bolas oficiais, petecas,


balões infláveis.

2.13 - Cordas de pular obstáculos, percursos - cordas, percurso tipo


amarelinha.

2.15 - Pingue-pongue, tênis, raquetes de praia, peças para atirar em alvo.

2.16 - lô-iôs, piões, bolhas d'água.

2.17 - Pernas de pau, bambolês, aros para equilibrar com uma haste.

2.19 - Golf miniatura, criquet. bilhar, pebolim, futebol de mesa.

2.21 - Equipamentos esportivos - redes para bola ao cesto, voleibol,


estilingues, arco e flecha.

2.23 - Equipamentos para playground ao ar livre e internos - tobogãs,


balanços-escorregadores, gangorras, balanços.

225 - Barcos, bóias, colchões infláveis, pranchas, flutuadores.

3. Brinquedos para Atividades Intelectuais

3.01 - Puzzles fáceis (de 20 até 150 peças).

3.03 - Baby puzzles e encaixes planos - quebra-cabeças até 20 peças e


encaixe de peças em bandejas.

3.05 - Puzzles com mais de 150 peças.

3.07 - Brinquedos com peças para girar e parafusar.

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3.09 - Brinquedos de construção por superposição de peças ou alinhamento
lado a lado - blocos de construção simples.

3.11 - Brinquedos de construção por encaixe de peças - blocos de


construção com detalhes modulados para encaixar.

3.13 - Brinquedos de mecânica simples - planos inclinados por onde descem


bolas, brinquedos em que água e areia fazem mover as pás de um moinho.

3.15 - Brinquedos que representam modelos técnicos - brinquedos que


demonstram leis físicas elementares.

3.17 - Caixas de experiência, caixas científicas - caixas de química, corpo


humano em detalhes, caixas de materiais orgânicos, cristais, herbários,
microscópios, habitats.

3.19 - Brinquedos e jogos de perguntas e respostas, enciclopédicos -


relógios, blocos de letras e números, jogos de alfabetização, brinquedos de tipo
resposta mágica (imã).

3.21 - Brinquedos, jogos de observação e reflexão - lotos, dominós, jogos de


memória, solitários tipo 'resta um'.

3.23 - Brinquedos didáticos - blocos lógicos, noções de frações, noções de


quantidade, tamanho, forma.

3.25 - Brinquedos e jogos lógicos e matemáticos - jogos com pareamento


lógico, seqüências temporais, jogos com operações matemáticas.

3.27 - Jogos informáticos - jogos por computador, xadrez eletrônico,


perguntas e respostas, línguas estrangeiras.

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4. Brinquedos que Reproduzem o Mundo Técnico

4.01 - Walkie-talkies, telefones, meios de comunicação - com funcionamento


real.

4.03 - Aparelhos audiovisuais com função real - rádios, toca-fitas, toca-


discos, karaokês, walkmen, microfones.

4.05 - Fogões, aparelhos eletrodomésticos reduzidos com função imitando o


real - máquina de costura, ferro de passar, liquidificador, batedeira.

4.07 - Veículos em miniatura, reprodução em escala - autos, motos,


caminhões.

4.09 - Veículos mecânicos e elétricos - carrinhos, caminhões, aviões, barcos


movidos a fricção, pilha.

4.11 - Veículos tele e rádio comandados - carrinhos, caminhões, aviões,


barcos movidos por controle remoto.

4.13 - Guindastes e máquinas simples, mecânicos ou elétricos - caminhões


basculantes, grúas, movidos a pilha, fricção ou simples.

4.I5 - Pistas para autos, trens elétricos, acessórios - autoramas, circuitos


sofisticados.

4.17 - Veículos e máquinas simples - autos, caminhões, aviões, barcos de


formas simples, leves, de plástico ou madeira.

4.19 - Brinquedos, objetos transformáveis - brinquedos representando


figuras cujas partes ao serem movimentadas passam a representar outros objetos.

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4.21 - Robôs.

5. Brinquedos para o Desenvolvimento Afetivo

5.01 - Pelúcias com mais de 50 cm.

5.02 - Bonecos, personagens imagináveis zoomorfos - bonecos que


representam figuras de ficção tipo tartarugas Ninja, dragões com aparência humana.

5.03 - Bonecas para vestir (não manequim) - todas as bonecas com cabelo,
olhos móveis, braços e pernas articulados, atividades animadas como: choro, fazer
xixi, rir, falar.

5.05 - Acessórios para bonecas - roupas, bijuterias, maquilagem, chapéus.

5.07 - Carrinhos, berços, móveis para bonecas.

5.09 - Louças, panelinhas.

5.11 - Fogões, aparelhos domésticos no tamanho da criança.

5.13 - Aparelhos audiovisuais de imitação, telefones baby - aparelhos


imitando rádios, TVs, cassetes, telefones de plástico, relógios.

5.15 - Miniaturas de figuras simples - animais, personagens de plástico de


tamanho reduzido para brincar de zoológico, far west, soldadinhos de chumbo.

5.17 - Personagens articulados e acessórios - heróis, personagens como


membros articulados, cabeça móvel, para simular estórias de ficção e de batalhas.

5.19 - Veículos e objetos de simulação. Quadros de bordo - veículos e


volantes imitando atividades de direção de carros, barcos, naves.

5 21 - Cartelas com objetos de imitação de personagens de lenda, fantasia -


espadas, capacetes, máscaras, fantasias no tamanho da criança.

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5.23 - Cartelas com objetos de imitação de atividades domésticas, de
profissões - apetrechos para limpeza da casa, ferramentas de marceneiro,
mecânico, instrumentos de médicos, enfermeiros, capacetes de polícia, revólveres.

5.25 - Acessórios de beleza para criança - materiais para maquilagem,


bijuterias, sapatos de salto, bolsinhas.

5.27 - Brinquedos de profissões - barracas de feira, loja, posto de correio, no


tamanho da criança.

5.29 - Cabanas, tendas, fortes, ranchos.

5.31 - Cidades, fazendas, zoológicos, arcas de Noé - bloquinhos imitando


móveis de uma cidade, casa e componentes de uma fazenda, do zoológico.

5.33 - Edifícios públicos - brinquedos representando salas de aula, estação


de trem, banco, correio, hospital.

5.35 - Estacionamentos, postos de gasolina, circuitos simples - bombas de


gasolina, postos com carrinhos e detalhes, sinais de trânsito, circuitos para carrinhos
e trenzinhos com funções simplificadas, em madeira ou plástico.

5.37 - Tapetes de jogo universo - tapetes com circuitos, imitação de cidades,


com ruas para brincar no chão, universo de personagens com seus acessórios.

5.39 - Casa de bonecas e acessórios - casas com compartimentos, móveis


na proporção, imitando cozinha, dormitório e sala de jantar.

5.41 - Bonecas manequim e acessórios - bonecas articuladas com cabelo e


atividades, móveis, objetos pessoais, equipamentos esportivos.

5.43 - Bonecas leves vestidas - bonecas plásticas ou de tecido, com olhos


frios, cabelos no próprio plástico ou de lã, roupas simples.

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6. Brinquedos para Atividades Criativas

6.03 - Mosaicos - peças geométricas ou pinos, em madeira ou plástico,


coloridos, para formar figuras.

6.03 - Carimbos para impressão, letras, máquinas de imprensa.

6.05 - Adesivos, materiais de colagem - adesivos de papel ou plásticos


coloridos ou ilustrados para formar cenas ou figuras, peças com imãs para formar
cenários.

6.07 - Tapeçaria em tear, tapeçaria bordada com agulha, trabalhos de


costura bordados, tecelagem.

6.09 - Trabalhos de furar, enfiar, amarrar, traçar e recortar.

6.11 - Gravuras e metal trabalhados em alto e baixo relevo.

6.13 - Trabalhos em barro, cerâmica.

6.15 - Dobraduras, origami.

6.17 - Maquetes, modelos técnicos - aviões em madeira balsa, carros com


partes para montar.

6.19 - Caixas de pintura, pintura sobre tecido, pintura a dedo - caixas com
cenas para pintar com lápis de cor, aquarela, serigrafia.

6.21 - jogos de desenho, quadros-negros - brinquedos com tela para


desenhar e apagar, brinquedos para reproduzir (pantógrafo) e imitação de fotocópia.

6.23 - Modelagem manual, moldagem com moldes - massa de modelar,


peças em gesso para moldar, utensílios para trabalhar com massas de modelagem.

6.25 - Brinquedos musicais - pianos, violões, tambores, pandeiros.

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6.27 - Música eletrônica - teclados eletrônicos, guitarras, baterias
eletrônicas.

6.29 - Marionetes, fantoches, teatrinhos.

7. Brinquedos para Relações Sociais

7.01 - Jogos de carta, jogos de famílias - jogos de cartas comuns, baralhos


de famílias (quartetos), mico-preto.

7.03 - Jogos de sociedade para famílias - jogos para vários participantes,


com regras pré-fixadas.

7.05 - Jogos de sorte - jogos com dados, jogos tipo bingo.

7.07 - Jogos de percurso - jogos de tabuleiro com percurso a ser percorrido


através da indicação por sorteio de dados

7.09 - Jogos de sociedade para crianças pequenas - jogos para vários


participantes envolvendo grau simples de dificuldades.

7.31 - Jogos de habilidade e destreza - jogos com peças para equilibrar,


pegar rapidamente, jogos exigindo rapidez nos reflexos.

7.13 - Jogos de habilidade e destreza eletrônicos – videogames.

7.15 - Jogos de estratégia e reflexão - xadrez, damas, gamão, trilha, xadrez


chinês.

7.17 - Jogos de simulação, jogos de interpretação - jogos em que são


sugeridos, por exemplo, detalhes de uma determinada cidade e em que os
participantes devem, analisando diversas situações, decidir aonde construir um
banco, uma farmácia, um cinema, um campo de futebol.

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7.19 - Jogos enciclopédicos, de conhecimentos - jogos que envolvem
conhecimentos de temas variados.

7.21 - Jogos de números e letras - jogos de palavras cruzadas, jogos de


descoberta de palavras ocultas, jogos de descoberta de números ocultos.

7.23 - Jogos de mágica.

7.25 - Coleções de jogos - caixas com jogos variados.

------------------------------------- FIM DO MÓDULO III --------------------------------------

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