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Papalia, Diane E; Feldman, Ruth D. Desenvolvimento humano. 12 ed.

Porto Alegre:
AMGH, 2013. Resumo referente ao capítulo 13.

Resenhado por: Maycon Douglas Silva Ribeiro

Início da vida adulta:

O início da vida adulta é marcado por inúmeras dúvidas a respeito da sua


definição e limitação. Alguns dizem que é vista de forma legal pela maioridade penal.
Pelo senso comum é identificado pela independência e a capacidade de tomar
decisões sozinho. Mas de forma geral, podemos colocar como uma fase marcada
pela maturidade cognitiva e emocional.

Questões físicas e bem estar:

Fisicamente os indivíduos que estão entrando na vida adulta estão em média


dentro dos parâmetros necessários para o seu bem estar. No entanto, ultimamente
eles têm mudado essa realidade com os comportamentos modernos inseridos em seu
cotidiano. Fatores genéticos influenciam minimamente, o que realmente entra em
questão são as já mencionadas atitudes comportamentais do indivíduo : se usa
drogas, bebidas alcoólicas , praticar atividades físicas, se dorme o suficiente, e outros.

Questões sexuais e de reprodução:

Algumas funções naturais e importantes nessa fase geram maiores


preocupações físicas. Algumas dessas preocupações são os distúrbios relacionados
à menstruação, infecções sexualmente transmissíveis e infertilidade.

Transições para o ensino superior, para o trabalho e o cognitivo:


O que caracteriza o pensamento adulto?

Houveram diversas perspectivas científicas em torno das características que


constituem o pensamento adulto. Piaget postulou que o pensamento adulto está
ligado ao que ele chamou nos seus estágios do desenvolvimento, o estágio operatório
formal, como sendo um indicador máximo da cognição. Por outro lado, em sua linha
de pensamento há o pensamento reflexivo que promove a condição de resolver
problemas, os mais ambíguos possíveis.
Más, a este pensamento reflexivo, o filósofo John Dewey diz ser um
pensamento complexo da cognição, em que se considera aspectos ativos,
persistentes e cuidadosos, das informações ou crenças que envolvem a cognição.
Já o pensamento pós-formal; geralmente começa no início da vida adulta, com
frequência pela exposição à educação superior (Labouvie-Vief, 2006). Ele é
caracterizado pela capacidade de lidar com inconsistência, contradição, imperfeição
e tolerância.
O pensamento pós-formal é flexível, aberto, adaptativo e individualista. Ele
recorre à intuição e à emoção, bem como à lógica, para ajudar as pessoas a lidarem
com um mundo aparentemente caótico. Ele aplica os frutos da experiência a
situações ambíguas.
É o tipo de pensamento maduro que recorre à experiência subjetiva e à
intuição, bem como à lógica, e dá espaço para ambiguidade, incerteza,
inconsistência, contradição, imperfeição e tolerância.

O desenvolvimento do raciocinio moral.

O desenvolvimento do raciocínio moral do adulto é dado a partir das


experiências de vida dele. Entende-se que de acordo com a subjetividade do indivíduo
é que ele constrói seus princípios e as definições de certo ou errado as quais vão
norteá-lo moralmente por sua vida.
Nesse percurso a experiência promove aos adultos uma reavaliação dos
critérios pelos parâmetros de certo ou errado, na constituição de sua moralidade.
Desse modo, podem de igual forma dar exemplos de suas próprias experiências para
nortear a vida do outro. Tudo isso, toda essa constituição do raciocinio moral está
atravessada por questões culturais e da constituição do gênero.
Educação e trabalho.

Nas gerações passadas o jovem saia diretamente da escola e já ingressa em


um trabalho, adquirindo assim uma independência financeira muito rápida. Hoje não
há de certo modo esse comportamento, uma vez que temos fatores socioeconômicos
envolvidos. Mas ainda assim, uns alteram entre so trabalhar, ou só estudar, e ainda,
os dois ao mesmo tempo. Por outro lado, estudar também demanda fatores
socioeconômicos, uma vez que qualquer declínio desse setor impossibilita o sujeito a
uma educação digna, sobrando-lhe apenas as vias de trabalho.
Outrossim, na oportunidade de adentrar ao ensino superior, há uma grande
reclamação por parte do acadêmicos em relação às demandas da universidade.
Contudo, essa oportunidade, de estar em uma universidade, contribui para o
crescimento intelectual e pessoal, sobretudo de habilidades verbais, formulação de
senso crítico, etc.
Já no mundo do trabalho, é na faixa dos 20 anos, a maioria dos adultos
emergentes ou estão trabalhando ou estão buscando educação superior, ou ambos
(Hamilton e Hamilton, 2006). São muitas oportunidades de trabalho e, quase nenhum
preparo, qualificação ou formação. Mas quando se encontra o emprego pretendido
ou não, logo se instala o que as gerações anteriores faziam; trabalhavam no mesmo
emprego até a aposentadoria, mas é cada vez mais raro esse comportamento.
Não é aconselhável o trabalhar e estudar, pois os dois ao mesmo tempo acaba
por trazer um mal desempenho as atividades acadêmicas, podendo acarretar na
desistência do curso. Por outro lado algumas pesquisas dizem que é possível o
crescimento cognitivo no trabalho, porque alguns empregos são desafiadores,
possibilitando um crescimento cognitivo com um bom desempenho para resolver
algumas questões que envolvem certa complexidade.