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Orientação

Educacional

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Osmar Hélio Alves Araújo

Orientação
Educacional

Sobral
2017

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Sumário
Palavra do Professor-autor

Sobre o autor

Ambientação à Disciplina

Trocando ideias com os autores

Problematizando

Unidade de Estudo I: Algumas definições clássicas sobre quem é o


Orientador Educacional
Introdução
Quem é o Orientador Educacional

Unidade de Estudo II: Algumas definições clássicas sobre o que faz o


Orientador Educacional
Introdução
O que faz o orientador educacional?

Unidade de Estudo III: O trabalho do Orientador Educacional enquanto


sujeito da equipe da gestão escolar
Introdução
Construindo o debate

Explicando melhor com a pesquisa

Leitura Obrigatória

Pesquisando na Internet

Vendo com os olhos de ver

Revisando

Autoavaliação

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Bibliografia

Bibliografia Web

Vídeos

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Palavra do Professor-autor
Caro (a) estudante!

Seja bem-vindo a disciplina Orientação Educacional!

Nesta disciplina estudaremos sobre o Orientador Educacional na


contemporaneidade, isso é, sobre quem é esse profissional, assim como
discutiremos sobre atribuições, importância e necessidade de sua existência
nas escolas brasileiras, e, por último, argumentaremos a favor de integração
entre o Orientador Educacional, o coordenador pedagógico e o gestor escolar,
entre outros assuntos abordados.

Vale a pena salientarmos, a priori, a importância do trabalho do


Orientador Educacional no ambiente escolar, a fim de levar o estudante a
atribuir sentido a sua existência, enquanto sujeito histórico, ou seja, a se
descobrir como indivíduo em formação e com importante papel na sociedade
em constante transformação.

Deste modo, caro estudante, desejamos contribuir para o seu


desenvolvimento pessoal e profissional a partir de um exercício de reflexão
sobre o Orientador Educacional na contemporaneidade, pois para que exista
um serviço de orientação educacional de qualidade nas escolas brasileiras,
precisaremos de profissionais que busquem conhecer as necessidades,
características, subjetividades e modos de vida dos sujeitos que compõe a
escola e a comunidade, como um todo.

O autor!

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Sobre o autor

Osmar Hélio Alves Araújo, doutorando em Educação


pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mestre em
Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC);
graduando em Pedagogia; graduado em Letras;
especialista em Supervisão e Orientação Educacional pela
Universidade Cidade de São Paulo (UNICID). Atualmente
integra os Grupos de Pesquisas do CNPq: Formação Docente, História e
Política Educacional da Universidade Federal do Ceará (UFC) e Educação,
Trabalho e Formação de Professores (GEPET) na Universidade Regional do
Cariri (URCA). Está vinculado à Universidade Regional do Cariri (URCA) como
professor temporário. É membro da Associação Nacional de Política e
Administração da Educação (ANPAE) e da Associação Nacional pela
Formação dos Profissionais da Educação (ANFOPE). Pesquisa e escreve
sobre os seguintes temas: Didática e Pedagogia, trabalho docente e práticas
pedagógicas, formação de professores, organização e gestão da escola.

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Ambientação à Disciplina

Diante das mudanças ocorridas no contexto contemporâneo e


considerando os avanços tecnológicos, sublinharemos que o trabalho do
Orientador Educacional não pode mais ser o mesmo. Logo, ele não tem como
ignorá-las, ficar alheio às essas mudanças, posto que até a própria escola
venha paulatinamente adaptando-se e transformando-se a fim de oferecer uma
educação de modo articulada às necessidades dos sujeitos ditos
contemporâneos. De acordo com Sibília (2012, p. 47) adverte que hoje "são
outros os corpos e as subjetividades que se tornaram necessários”.

Considerando o exposto, enfatizamos, ainda, que a sociedade no


contexto atual vem exigindo uma educação coerente aos novos sujeitos,
subjetividades, comportamentos e crenças, logo a educação exige dos seus
profissionais, entre eles o Orientador Educacional novos olhares e reflexões,
pois a educação, como preconizou Paulo Freire, assume importante papel na
transformação da sociedade.

Entretanto, em uma mesma perspectiva, é visível nos dias hodiernos


discursos sobre a necessidade de uma educação pública de qualidade, em
face disso emerge a necessidade de um olhar crítico-reflexivo acerca do
Orientador Educacional e sua atuação no contexto escolar vigente, pois são
visíveis as interferências das mudanças e avanços das ciências em todas as
camadas da sociedade e, por consequência, na escola. Isso fortalece a
necessidade de se trazer para o debate as mudanças que atualmente tem
implicações na vida das pessoas e, especialmente, dos estudantes e como o
Orientador Educacional deve atuar diante deste contexto.

Por fim, esperamos que os temas tratados aqui venham fortalecer a


sua formação e atual/futura atuação como profissional da educação, assim
como fomentem a construção de uma imagem positiva do trabalho
desenvolvido pelo Orientador. Educacional nas instituições escolares, a qual,
quando consciente das atribuições do seu trabalho, não se limita somente ao
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desenvolvimento escolar dos discentes, mas busca ajudá-los em seu
desenvolvimento como um todo.

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Trocando ideias com os autores

Agora é o momento de você trocar ideias com os autores.

Propomos que leia a obra “Orientação Educacional


e suas ações no contexto atual da Escola” da
professora Mary Rangel. A obra, com foco
notadamente na Orientação Educacional e suas
ações no contexto atual da Escola, busca, sobretudo,
oportunizar uma discussão que serve como subsídio
aos Orientadores/as e Professores/as que estão nos
dias hodiernos exercendo a docência e lidando com
desafios, como: diversidade de situações e
problemas que carecem de um “novo” fazer
pedagógico. Logo, a obra em pauta aborda temas que abrangem/discutem
questões contemporâneas que estão a exigir dos/as Orientadores/as
Educacionais atenção, práticas mediadoras/dialógicas.

RANGEL, Mary. “Orientação Educacional e suas ações no contexto atual


da Escola”. Editora: VOZES, 2015.

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Propomos também a leitura da obra
“Orientação e Supervisão Educacional -
Reflexões Sobre o Fazer Pedagógico” da
professora Jaqueline Luzia da Silva. A obra é
fruto da experiência da autora nas aulas do
Curso de Pós-Graduação em Orientação e
Supervisão Educacional do Centro
Universitário Abeu (Uniabeu) e, sobretudo, a
partir dos seminários de apresentação de
trabalhos de conclusão, que traziam à tona
saberes, experiências dos/as alunos/as, professoras e das pesquisadoras
acerca da orientação educacional.

SILVA, Jaqueline Luiza da. Orientação e Supervisão Educacional -


Reflexões Sobre o Fazer Pedagógico. Editora: Walk, 2014.

Guia de Estudo:

Após a leitura das obras, escolha uma e faça a resenha, logo em seguida
disponibilize na sala virtual para socializar com seus colegas.

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Problematizando
Troca de experiências: aprendendo com Estudo de caso

Neste tópico, visando aguçar o senso crítico em relação à atuação do


Orientador Educacional no contexto das escolas brasileiras, bem como a
diversidade de funções que o mesmo exerce, o que faz, muitas vezes,
descaracterizar a necessária dimensão do seu fazer profissional, assim como
faz emergir dilemas e descompassos entre os diferentes profissionais que
compõem a equipe de gestão escolar, discutiremos a partir de um estudo de
caso a temática: “Orientador Educacional enquanto o mediador da escola”.
Esperamos levá-lo aprender algo novo, aprofundar e refletir sobre o Orientador
Educacional no espaço das escolas brasileiras.

Relato da professora

Em uma turma de 6º ano há um aluno chamado Amônio que tem um


humor que oscila entre alegria, irritabilidade, agressividade e teimosia. Além do
mais, provoca os colegas com críticas e atitudes inadequadas. Em relação as
suas tarefas escolares, nem sempre as realiza, pois sempre usa o tempo
pedagógico das atividades para percorrer a sala com um comportamento que
incomoda os colegas. E às vezes que realiza, não observa os comandos da
professora e comete erros.

Nos momentos de jogos e brincadeiras pedagógicas, quer sempre


impor-se e assumir posição de comando, em relação à turma, pela força ou
pelo grito. Assim, é claro que ele se dispersa nas atividades da aula e atrapalha
os colegas. Em alguns momentos em que a professora exige determinadas
atividades a todos, o mesmo nega-se a fazer e diz que não sabe. Somente
quando é atendido individualmente, com muita paciência e dinamicidade reage
positivamente, ou seja, a professora precisa demonstrar que está interessada
em ajudá-lo e acompanhá-lo, daí seu humor passa de irritado para o aceito e
acolhido por ela. Entretanto, na maioria das vezes, esquece as letras do
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alfabeto, os números e algumas palavras que já consegue escrever. Por outro
lado, demonstra interesse e habilidade com matemática, por cálculos, porém,
às vezes desiste de participar dos jogos que envolvem matemática e figuras
geométricas quando não consegue ou não é auxiliado individualmente pela
professora. Logo, acaba se frustrando e tornando-se agressivo.

No tocante às tarefas de casa, na maioria das vezes, deixa de realizá-las


ou faz parte das questões propostas. Assim como se percebe que a escola não
é prioridade, pois, além de todo o que já foi exposto em relação a esse aluno, o
mesmo sempre sai da escola antes do término das atividades escolares. No
que concerne à aprendizagem da Língua Portuguesa, está no nível silábico-
alfabético. Daí que na leitura já reconhece algumas palavras trabalhadas e seu
nome por completo.

Um fato que chama a atenção é o seu comportamento perpassado de


forte interesse, entusiasmo e participação ativa nas aulas de Educação Física,
dança e teatro. Entretanto, o professor de Educação Física relata que o mesmo
não atende, na maioria das vezes, os comandos para os exercícios e, como se
não bastasse, se irrita, provoca situações estressantes envolvendo os colegas,
pois diz não ter à atenção do professor.

Guia de Estudo:
Após a leitura do caso responda as questões:
Quem é o aluno? Contexto sociocultural? História de vida? Cenário educacional?
Como se articulam os processos: ENSINAR/ APRENDER no decorrer da atividade? A partir da
sua compreensão, como o Orientador Educacional poderá atuar visando contribuir com os
professores para a reconstrução dos processos de ensino e aprendizagem? E também poderá
contribuir com os professores para uma atuação docente que atenda as especificidades dos
alunos?
A prática do professor evidenciada no estudo de caso em questão possibilita e contribui para a
reelaboração da prática social e transformação do aluno ou para a progressão do aluno para
um nível escolar mais avançado? Se não, como o Orientador educacional poderá contribuir
neste contexto? Em que o estudo feito interferiu em suas concepções acerca da necessidade
dos serviços de Orientação Educacional no contexto educacional brasileiro?

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Algumas definições clássicas sobre quem é
o Orientador Educacional

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CONHECIMENTOS

Compreender a atuação do Orientador Educacional a partir de algumas


definições clássicas sobre quem é o Orientador Educacional.

HABILIDADES

Identificar e discutir as diversas concepções e definições acerca do Orientador


Educacional no Brasil e como isso interferiu e interfere na sua identidade.

ATITUDES

Posicionar-se criticamente em relação à atuação do Orientador Educacional ao


longo da história no contexto educacional brasileiro.

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Introdução

Saiba que esta unidade de estudo tem como propósito auxiliá-lo na


compreensão sobre quem é o Orientador Educacional, pois para aprender a
ser um Orientador Educacional, faz-se necessário conhecimentos específicos e
diferenciados sobre quem é este profissional que assume esta função no
contexto escolar. Assim, espero que você tenha um excelente estudo e um
bom aproveitamento desta importante unidade. Logo, para uma melhor
aprendizagem, recomendo que você retome todo o conteúdo desta unidade e
reveja suas anotações sempre que for necessário.

Como nas disciplinas anteriores, a leitura acurada do texto teórico, a


prática de assistir aos vídeos sugeridos e o desenvolvimento das atividades
são práticas elementares para o bom desempenho na disciplina, pois para que
você compreenda, de maneira crítica e reflexiva, as discussões teóricas aqui
apresentadas, todo o material oferecido na disciplina auxilia na compreensão
dos conceitos explorados, assim como na construção de novos conhecimentos.

Durante a leitura, aproveite para registrar os aspectos que achar mais


importantes e as dúvidas que surgirem. A princípio, é oportuno uma breve
reflexão: Quem é o Orientador Educacional? Ficou curioso? Então mãos à
obra, vamos ler, estudar e compreender quem é esse profissional no contexto
educacional brasileiro.

Quem é o Orientador Educacional?

Gostaria de iniciar refletindo com vocês sobre o Orientador Educacional


a partir das contribuições de Giacaglia e Penteado (2010), pois segundo as
autoras, considerando às exigências da profissão e o grau de exposição que se
impõe a esse profissional, faz-se necessário que o mesmo seja detentor de
uma apurada formação técnica, assim como certas características pessoais.
Logo, é necessário que goste de tratar e conviver diretamente com todos os

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tipos de pessoas e, notadamente, com estudantes de diferentes idades.
Entretanto, resumidamente, Grinspun (2006) diz que houve uma fase aclamada
de Romântica em que se acreditava que o Orientador Educacional resolvia
todos os problemas dos estudantes e de quem estava envolvido direta e
indiretamente com o processo educativo. Assim, como houve outra fase
chamada de Objetiva, na qual esse profissional seria uma espécie de
prestação de serviços que abarcava várias ordens, a qual não permitiria que os
estudantes tivessem problemas (GRINSPUN, 2006).

As contribuições das autoras acima nos ajudam a compreender o


trabalho executado pelo Orientador Educacional no contexto escolar. Logo, faz-
se necessário reportarmo-nos as indagações que abrem esta seção acerca
desse profissional, entretanto, cônscios que as definições são múltiplas e
diversas, pois são inúmeros os autores que se empenham ao seu estudo,
GIACAGLIA; PENTEADO (2010), GIACAGLIA (2002, 2003, 2010), GRISPUN
(2001, 2011), BALESTRO (2004/2005). Entretanto, a priori, as contribuições de
Giacaglia e Penteado (2010) são favoráveis aos questionamentos presentes
neste corpo teórico. Vamos conferir?

De acordo com Grinspun (2011), o Orientador Educacional é um dos


profissionais que integra a equipe da gestão escolar. O referido profissional,
segundo o mesmo autor, é o principal responsável em acompanhar o
desenvolvimento pessoal do discente, ou seja, possibilitar ao estudante o apoio
necessário para a sua necessária formação, o que exige do mesmo um
trabalho que envolva, entre outras temáticas, valores morais, éticos, entre
outros.

Grinspun (2011) explica ainda que o Orientador Educacional, a partir


de um trabalho articulado com os professores, contribui para o processo de
aprendizagem dos discentes ao auxiliar os professores na compreensão das
atitudes, posturas dos mesmos, ele é diferente do professor que centra seu
trabalho pedagógico, na maioria das vezes, nos conteúdos escolares,
desenvolve um trabalho coadunado aos conteúdos atitudinais, abarcando,

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entre outros elementos, a construção de valores, relações e comportamentos
sociais. Giacaglia e Penteado (2010) concordando com Grinspun (2011)
sinalizam que o Orientador Educacional desenvolve um trabalho diretamente
ligado aos discentes, de modo a auxiliá-los em suas necessidades escolares,
ou seja, seu trabalho está notadamente articulado a contribuir para que os
estudantes avancem no processo de aprendizagem, de modo a responder as
expectativas da escola, da família e da sociedade em relação a sua formação
escolar.

Considerando o exposto, podemos compreender que Orientador


Educacional é o sujeito integrante da equipe da gestão escolar que lida
diretamente com os estudantes, de modo coadunado ao trabalho dos
professores, auxiliando e promovendo os meios para que os mesmos avancem
em seus desenvolvimentos pessoais. Logo, os comportamentos dos discentes,
em relação à escola, à família e à sociedade são peças-chaves no trabalho
desse profissional, para que consiga orientá-los, ouvi-los e manter um efetivo
diálogo com a escola, família e sociedade, de modo geral.

Placco (1994) ressalta que a atuação do Orientador Educacional tem


estreita relação com o significado de ser professor, pois, segundo a autora:

[...] um dos educadores da escola deverá participar de uma


ação educacional coletiva, assessorando o corpo docente no
desencadeamento de um processo em que a sincronicidade é
desvelada, torna-se consciente, autônoma e direcionada para
um compromisso com uma ação pedagógica competente e
significativa para os objetivos propostos no projeto pedagógico
da escola (PLACCO, 1994, p. 30).

É oportuno, ainda, acoplar as contribuições de Garcia (1994) ao


pensamento de Placco (1994), pois segundo o referido autor a Orientação
Educacional, assim como a Supervisão Educacional, é, por sua vez, uma ação
educadora, posto que a intencionalidade das suas ações está diretamente
ligada ao processo educativo. Entretanto, precisamos compreender que a

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atuação do Orientador Educacional difere da atuação dos professores em
vários aspectos, como: o trabalho de sala de aula do professor está voltado
essencialmente para o processo de ensino que pauta-se, na maioria das vezes,
em uma das áreas do conhecimento, a saber: Geografia, Matemática; Ciências,
Português, entre outras. Já o Orientador Educacional, por sua vez, não
desenvolve seu trabalho a partir de um currículo específico, posto que seu foco
é o desenvolvimento dos estudantes como um todo. O trabalho desse
profissional abarca principalmente valores, comportamentos, sentimentos, as
experiências pessoas e profissionais dos discentes de modo a analisá-las e
levá-las a compreendê-las em uma perspectiva crítica e transformadora.

Em uma mesma linha de raciocínio, sublinhamos que o Orientador


Educacional deve atuar em uma perspectiva pedagógica buscando ser o
mediador entre os aspectos importantes envolvidos nos processos educativos,
como: os comportamentos, valores, crenças, atitudes e necessidades dos
discentes e o trabalho pedagógico dos professores. No rastro do exposto,
assinalamos aqui que é por meio do trabalho do referido profissional que os
estudantes receberão auxílio no que concerne às escolhas, relacionamentos
interpessoais, emoções, sentimentos, entre outros. Logo, como assinalam
Giacaglia e Penteado (2010):

Pode-se definir ou caracterizar o Or. E. como um profissional


técnico, da área de educação, que exerce uma profissão de
apoio a pessoas e, portando, de natureza assistencial. [...]. O
Or. E. tem seu trabalho voltado principalmente para o bem-
estar e a felicidade dos alunos matriculados na escola onde
desempenha suas funções. Ele se interessa pelo aluno como
um todo, não apenas como um ser que deva ser
adequadamente ensinado e que deva aprender (GIACAGLIA;
PENTEADO, 2010, p. 60).

Em uma mesma perspectiva, cabe compreendermos que o Orientador


Educacional deve atuar também como o mediador na relação do estudante
com o contexto social, discutindo e possibilitando aos mesmos
compreenderem, a partir de uma ótica crítica-reflexiva, os dilemas e

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descompassos que permeiam o espaço social em suas diferentes nuances:
econômico, político, cultural, entre outros.
Por fim, para fechar esta primeira unidade de estudo, não pode deixar
de enfatizar que o Orientador Educacional é integrante da equipe de gestão
escolar/pedagógica constituída pelo gestor escolar, coordenador pedagógico e
pelo próprio orientador educacional como apresentado no início deste material
didático-pedagógico, os quais, em sinergia, desenvolvem um trabalho coletivo
de ações e atividades pedagógicas necessárias para a concretização das
finalidades do processo educativo. Sublinhamos que não somente a execução
destas atividades, mas também o acompanhamento e a avaliação das mesmas
devem ser compartilhados com a população docente, às famílias e a
comunidade escolar, como um todo.

Enfim, é necessário que compreendamos que o Orientador


Educacional não deve existir na escola visando resolver todos os problemas e
dificuldades que perpassam, ou até obstaculizam, o processo de aprendizagem
dos estudantes. Pois, se ao longo da história, houve “Uma fase Romântica em
que se achava que a Orientação resolvia todos os problemas dos alunos e de
quem estava envolvido direta e indiretamente com ele”, como bem explicou
Grinspun (2006, p. 111). Atualmente, ainda segundo Grinspun (2006),
podemos entender que esse profissional vive uma fase crítica que busca
compreender quem é o estudante, seu contexto histórico, social e cultural,
entre outros. Logo, o trabalho dele deve auxiliar o estudante de modo a ajudá-
lo a se descobrir enquanto sujeito histórico, indivíduo em formação, assim
como enquanto cidadão com direitos e deveres específicos na sociedade.

Guia de Estudo:
Para concluirmos os estudos da nossa Unidade I, convido você a rever o
percurso histórico e a função do Orientador Educacional assistindo ao vídeo
“Histórico sobre o Orientador Educacional” com Roberta Guedes.

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Algumas definições clássicas
sobre o que faz o Orientador
Educacional

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CONHECIMENTOS

Compreender as atribuições do orientador educacional e algumas definições


clássicas sobre o que faz o Orientador Educacional.

HABILIDADES

Analisar e identificar as principais atribuições do Orientador Educacional.

ATITUDES

Desenvolver e pensar estratégias, ações que se articulem com o fazer


profissional/pedagógico do Orientador Educacional no contexto escolar.

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Introdução

Nesta unidade de estudo da disciplina Orientação Educacional, vamos


aprofundar nossos conhecimentos acerca do papel e atribuições do Orientador
Educacional no contexto escolar. Nosso objetivo é que você execute as
atividades com autonomia a partir da leitura dos textos disponibilizados na
unidade de estudo em pauta, na participação no fórum de discussão.

Lembre-se de que o seu desempenho depende de uma rotina de


estudo organizado e, principalmente, da sua responsabilidade! Então, vamos
começar?

O que faz o orientador educacional?

Introduzimos brevemente esta unidade apoiando-nos nas contribuições


de Grinspun (2006) ao explicitar que a Orientação Educacional deverá atender
os estudantes que, por sua vez, necessitam de orientação pessoal, entretanto,
não somente no âmbito da vida escolar, mas na vida particular, de modo a
auxiliá-lo em contextos de problemas, dúvidas, inseguranças, medos e
incertezas, entre outros. A autora enfatiza, ainda, que atividade terapêutica
volta-se essencialmente para os estudantes com dificuldades de estudo ou de
comportamento, os quais precisam, na maioria das vezes, de uma assistência
assídua e especializada. Sobre as atividades de recuperação, a autora explica
que estão voltadas para os estudantes que apresentam um déficit de
aprendizagem, o qual precisa de intervenção e recuperação. Logo, esta
atividade deve ser desenvolvida de modo coletivo com a Supervisão Escolar,
posto que a recuperação não vise somente levar o estudante a alcançar certas
notas, mas, também, a pesquisar e identificar as causas que os levaram a este
comportamento de desinteresse, conflito, desajuste e funcionamento fragilizado
da escola, dentre outros.

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Considerando as contribuições de Grinspun (2006), sublinhamos, a
priori, que é de extrema importância que o Orientador Educacional tenha plena
consciência das suas atribuições no contexto escolar, pois essa compreensão
o possibilitará atuar com segurança, assim como investir no seu processo de
formação contínua. Assim, o convidamos a discutir o papel desse profissional.
Vamos lá?

Deste modo, é oportuno, neste início da discussão, abordarmos as


atribuições do Orientador Educacional pautando-se nos ditames constitucionais
que regulamentam a profissão, delimitando, portanto, suas incumbências no
espaço escolar. Assim, conheceremos abaixo a Lei nº 5.564, de 21/12/1968,
regulamentada pelo decreto nº 72. 846, de 26/09/1973, mais especificamente
os artigos 8º e 9º, dada a sua importância para a discussão acerca do papel do
Orientador Educacional.

Art. 8º São atribuições privativas do Orientador Educacional:

a) Planejar e coordenar a implantação e funcionamento do Serviço de


Orientação Educacional em nível de:
1 - Escola;
2 - Comunidade.
b) Planejar e coordenar a implantação e funcionamento do Serviço de
Orientação Educacional dos órgãos do Serviço Público Federal, Municipal e
Autárquico; das Sociedades de Economia Mista Empresas Estatais,
Paraestatais e Privadas.
c) Coordenar a orientação vocacional do educando, incorporando-o ao
processo educativo global.
d) Coordenar o processo de sondagem de interesses, aptidões e habilidades
do educando.
e) Coordenar o processo de informação educacional e profissional com vista à
orientação vocacional.
f) Sistematizar o processo de intercâmbio das informações necessárias ao
conhecimento global do educando.

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g) Sistematizar o processo de acompanhamento dos alunos, encaminhando a
outros especialistas aqueles que exigirem assistência especial.
h) Coordenar o acompanhamento pós-escolar.
i) Ministrar disciplinas de Teoria e Prática da Orientação Educacional,
satisfeitas as exigências da legislação específica do ensino.
j) Supervisionar estágios na área da Orientação Educacional.
l) Emitir pareceres sobre matéria concernente à Orientação Educacional.

Art. 9º Compete, ainda, ao Orientador Educacional as seguintes


atribuições:
a) Participar no processo de identificação das características básicas da
comunidade;
b) Participar no processo de caracterização da clientela escolar;
c) Participar no processo de elaboração do currículo pleno da escola;
d) Participar na composição caracterização e acompanhamento de turmas e
grupos;
e) Participar do processo de avaliação e recuperação dos alunos;
f) Participar do processo de encaminhamento dos alunos estagiários;
g) Participar no processo de integração escola-família-comunidade;
h) Realizar estudos e pesquisas na área da Orientação Educacional.

Precisamos compreender, sobretudo, que as atribuições do Orientador


Educacional devem centrar-se, sobretudo, na orientação e acompanhamento
do estudante no que concerne ao seu processo escolar. Logo, faz-se
necessário o Orientador Educacional contribuir com os discentes no
direcionamento que deve dar a sua formação escolar, cidadã, ajudando-o,
sempre que for possível, a descobrir suas habilidades, competências,
preferências, motivações, predileções e colaborando, acima de tudo, para que
os mesmos se descubram profissionalmente. Logo, como explicam Pascoal,
Honorato e Albuquerque (2008):

[...] o papel do orientador educacional deve ser o de mediador


entre o aluno, as situações de caráter didático-pedagógico e as

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situações socioculturais. Além disso, a razão de ser da escola
e da própria educação é o aluno, centro dos estudos da
orientação educacional (PASCOAL; HONORATO;
ALBUQUERQUE, 2008, p. 108).

Faz-se oportuno acoplarmos as contribuições de Pascoal, Honorato e


Albuquerque (2008) o pensamento de Grinspun (2002). Segundo a referida
autora:
O principal papel da Orientação será ajudar o aluno na
formação de uma cidadania crítica, e a escola, na organização
e realização de seu projeto pedagógico. Isso significa ajudar
nosso aluno ‘por inteiro’: com utopias, desejos e paixões. [...] a
Orientação trabalha na escola em favor da cidadania, não
criando um serviço de orientação para atender aos excluídos
(...), mas para entendê-lo, através das relações que ocorrem
(...) na instituição Escola. (GRINSPUN, 2002, p. 29)

Visando endossar as contribuições dos autores, convém ressaltarmos


que a atuação do Orientador Educacional deve favorecer a aproximação da
escola com a comunidade na qual está inserida, abarcando, portanto, os
diversos grupos, organizações e segmentos da sociedade, como: associações,
clubes, igrejas, etc., pois compreendemos a partir da literatura especializada
que a atuação desse profissional não se limita ao espaço escolar, mas se
estende ao contexto que circunda a escola e, por consequência, a vida social
dos estudantes.

Dantas (2011) articula-se com essa linha de reflexão aqui apresentada


enfatizando a necessidade de o Orientador Educacional manter-se atento ao
desenvolvimento do estudante de modo a identificar e perceber suas
peculiaridades e necessidades. A mesma autora ressalta que esse olhar atento
exige que o Orientador Educacional acompanhe os estudantes não somente no
contexto da sala da aula, mas também nos intervalos e atividades
desenvolvidas em outros contextos da instituição escolar, como: biblioteca, sala
de informática, quadra, entre outros. Logo, emerge como vital uma estreita
relação entre o Orientador Educacional, os professores e as famílias dos
estudantes de modo a construírem um trabalho coletivo visando o bem-estar e

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o desenvolvimento, como um todo, dos discentes. Assim, convém frisarmos a
relevância do trabalho desse profissional como sujeito corresponsável pelo
desenvolvimento e aprendizagem dos discentes.

Em relação à integração do trabalho do Orientador Educacional e as


famílias, Pascoal, Honorato e Albuquerque (2008) lembram que:

O papel do orientador com relação à família não é apontar


desajustes ou procurar os pais apenas para tecer longas
reclamações sobre o comportamento do filho e, sim, procurar
caminhos, junto com a família, para que o espaço escolar seja
favorável ao aluno. Não cabe ao orientador a tarefa de
diagnosticar problemas e/ou dificuldades emocionais ou
psicológicas e, sim, que volte seu trabalho para os aspectos
saudáveis dos alunos (PASCOAL; HONORATO;
ALBUQUERQUE, 2008, p. 111).

Em um tom de finalização e com apoio nas contribuições de Grinspun


(2006), assim como nas de Pascoal; Honorato e Albuquerque (2008)
enfatizaram que o Orientador Educacional deve atuar de modo a ajudar os
estudantes a superarem seus conflitos e limites no que concerne ao processo
de aprendizagem, bem como no tocante aos relacionamentos interpessoais.
Logo, faz-se necessário que ele organize, planeje ações de forma a envolvê-
los, bem como seus familiares. Assim, reuniões, atendimentos individuais,
discussões, reflexões, serão bem-vindos para que o mesmo estabeleça uma
convivência com os estudantes e seus familiares e, por consequência, ajude-os
em situações problemas, dúvidas, medos, inseguranças e incertezas.

Guia de Estudo:

Para melhor compreensão do assunto e visando fixar o que estudamos na


Unidade II, leia o texto “O papel do orientador educacional”, segundo as
contribuições da professora doutora Mírian Paura S. Zippin Grinspun. O
orientador educacional tem muitas atribuições.

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30
O trabalho do Orientador
Educacional enquanto sujeito da
equipe da gestão escolar

3
CONHECIMENTOS
Compreender o trabalho do orientador Educacional enquanto sujeito da equipe
da gestão escolar.
.
HABILIDADES

Comparar e confrontar as principais atribuições do orientador educacional com


as ações pedagógicas dos demais sujeitos da equipe da gestão escolar.

ATITUDES

Posicionar-se criticamente em face da necessidade de um trabalho coletivo no


cotidiano escolar mediado pela equipe da gestão escolar.

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Introdução

É com satisfação que apresentamos a vocês esta unidade de estudo,


pois discutiremos o trabalho do Orientador Educacional enquanto sujeito da
equipe de gestão escolar. Logo, sublinharemos que a referida equipe deve
desenvolver seu trabalho em uma perspectiva de trabalho coletivo no cotidiano
escolar. É oportuno enfatizarmos que estamos nos aproximando do
encerramento da disciplina e, aproveitando o ensejo, gostaríamos de agradecê-
los pela parceria. Esperamos ter agregado aos processos de ensino e
aprendizagem de cada um, pois a ação dialógica que desenvolvemos,
certamente, contribuiu para a nossa práxis.

Realizar a leitura cuidadosa do texto, assistir aos vídeos, visitar os sites


e os materiais complementares indicados é essencial para o acompanhamento
e compreensão da linha de raciocínio desenvolvida nesta disciplina. Assim
como suas experiências pessoais e profissionais, também são elementos
fundamentais para que desenvolva uma reflexão crítica a partir do que
trataremos nesta unidade de estudo.

Construindo o Debate

O trabalho só é coletivo quando, além de possibilitar a


participação da coletividade na elaboração e na formulação de
propostas, assim como na sua execução, propicia também a
possibilidade de participação na tomada de decisão. É uma
forma de trabalho que busca a democratização das relações no
interior da escola, numa perspectiva contra-hegemônica de luta
que não se submete aos ditames do capital neoliberal (RUIZ,
2008, p. 225).

33
Equipe da gestão escolar

Gestor Coordenador
Escolar pedagógico

Orientador
educacional

Muito se fala na equipe da gestão escolar, mas como essa equipe,


incluindo o Orientador Educacional, realiza na prática seu trabalho de modo
integrado? Será que estão preparados para assumir e desenvolver um trabalho
pautado em uma ótica de coletividade no cotidiano escolar? Essas indagações
são necessárias quando se discute o trabalho do Orientador Educacional
enquanto sujeito integrante da equipe da gestão escolar. Nesta perspectiva,
precisamos compreender que esse profissional, assim como o coordenador
pedagógico assume papel importante no processo de formação do estudante.
Logo, por consequência, precisa ser possuidores de uma formação que os
possibilitem desenvolver qualitativamente sua função.

Sobre o coordenador pedagógico, com arrimos nas contribuições de


Franco, precisamos compreender que seu trabalho é uma das dimensões do
trabalho do pedagogo, neste caso, na esfera escolar. Nesta perspectiva,
Franco (2011, p. 108) definiu que “[...] o pedagogo que atua na escola, em
funções não docentes, eu o denomino de pedagogo escolar e considero que há
uma especificidade própria em seu fazer profissional [...]”.

No tocante a uma formação que os possibilitem desenvolver


qualitativamente sua função, Orientador Educacional e coordenadores
pedagógicos, de acordo com a legislação atual, faz-se necessário que os

34
mesmos sejam detentores de graduação em curso de Licenciatura Plena, pois,
os referidos profissionais desempenham funções específicas na Educação
Básica.

Nesta discussão, a Educação Básica, enquanto um dos níveis de


abrangência da educação escolar no Brasil é composto pela Educação Infantil
(primeira etapa), Ensino Fundamental (etapa gratuita e obrigatória) e Ensino
Médio (etapa final, gratuita, mas com oferta progressiva) (LDB - Art. 21 a 28). E
cabe-lhe desenvolver formação humana que assegure aos educandos
conhecimentos que propiciem o exercício da cidadania e forneça-lhes meios
para progredir no trabalho e em estudos posteriores (Art. 22). Os fins de cada
uma dessas etapas, alinhados a esse macro objetivo, estão detalhados em
seções e artigos específicos da mesma Lei (Art. 29 a 36).

No que segue, visando levá-lo a compreender o trabalho do Orientador


Educacional, enquanto sujeito integrante da equipe da gestão escolar ressalta-
se que a referida equipe deve pautar-se em uma perspectiva de gestão
democrática e, portanto, participativa, conforme assegura a Constituição
Federal de 1988 e em 1996 a atual LDBEN. Rodrigues (1985) endossa essa
ideia assinalando que

[...] é necessário eliminar os processos burocratizantes que


entravam os processos pedagógicos, e acabar com as diversas
formas de imposição ditatorial expressas através de decisões
emanadas de cima para baixo, quanto a conteúdos, métodos
ou ordens administrativas. [...] Que a escola não seja um lugar
onde se reproduzam as injustiças e as estruturas ditatoriais do
mandonismo. Devemos permitir que ela seja atravessada pelo
desejo de participação de toda a sociedade [...] (RODRIGUES,
1985, p. 34).

Em uma mesma linha de raciocínio, queremos acentuar que o trabalho


do Orientador Educacional, em uma perspectiva de gestão democrática,
pressupõe a participação da família, comunidade, bem como autonomia e um

35
trabalho articulado ao coordenador pedagógico, ao gestor escolar, entre outros.
Logo, não é demais reiterar que no cotidiano da escola, o Orientador
Educacional, o coordenador pedagógico e o gestor escolar, em parceria com
os professores, estudantes e familiares, bem como a comunidade escolar em
geral, devem consolidar um trabalho que pauta-se no exercício da democracia
e da participação. Como desdobramento, estarão formando estudantes que
assumirão essa mesma postura em relação às questões político-sociais do
País, ou seja, o Orientador Educacional, em parceria com o coordenador
pedagógico e o gestor escolar, estará cumprindo seu papal de intervir na
formação dos discentes.

Precisamos compreender que o papel desse profissional. , assim como


do coordenador pedagógico e do gestor escolar precisam se reconfigurar para
atender aos sujeitos contemporâneos, bem como as novas demandas exigidas
pela concepção de trabalho que se desenvolve em uma perspectiva
democrática. No entanto, o Orientador Educacional, o coordenador pedagógico
e o gestor escolar precisam desenvolver um trabalho coletivo que abarque
desde o planejamento das ações, até a execução das atividades necessárias
para cumprirem a missão social da escola, os objetivos e as finalidades
definidas no Projeto Político Pedagógico (PPP) e, sobretudo, a aprendizagem
dos estudantes. Sem esquecer, entretanto, que o desenvolvimento desse
trabalho deve ser compartilhado, como já sublinhado, com os professores, as
famílias dos discentes e com toda a comunidade escolar, de modo geral.

Sustentamos, ainda, que enquanto o coordenador pedagógico lida


diretamente com os professores, auxiliando-os no planejamento, execução e
avaliação dos processos de ensino e aprendizagem, bem como contribuindo
com momentos formativos para os professores, com sugestões, debates, entre
outras ações, o orientador Educacional, por sua vez, trabalha diretamente com
os estudantes e suas famílias. Ele trabalha analisando as dificuldades de
relacionamento dos estudantes, sugere, planeja e promove ações que os
possibilitem superarem as dificuldades detectadas. Convém acrescentarmos

36
que o trabalho do Orientador Educacional, sempre que necessário, se articula
ao conselho tutelar.

Considerando o exposto, fica em evidência que o Orientador


Educacional tem o papel importante de acompanhar os processos de ensino e
aprendizagem dos estudantes, zelando pela aprendizagem dos mesmos e
colaborando, como já enfatizado, com o coordenador pedagógico, o gestor
escolar e os professores para o alcance dos objetivos propostos para cada
nível que compõem a Educação Básica.

Diante de tantos desafios, é importante destacarmos, nesse momento,


que o Orientador Educacional, assim como o coordenador pedagógico e o
gestor escolar, deve construir seu plano de ação, também intitulado de plano
de trabalho pedagógico, pois constitui-se como importante documento. O
referido plano de ação, de um modo geral, deve ser elaborado de modo
coletivo, pois todos, gestores, professores, estudantes e familiares, bem como
a comunidade escolar, de modo geral, devem ter participação ativa na
elaboração, execução e acompanhamento do mesmo.

É importante destacar que o plano de ação desse profissional deve


apresentar articulação com o Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola, o
regimento escolar e a proposta pedagógica ou curricular. O trabalho do
Orientador Educacional deve está articulado com os principais documentos que
norteiam o processo educativo no contexto escolar e, por sua vez, deve
complementá-los. Esse plano de ação de um modo geral deve conter
apresentação, justificativa, objetivos (gerais e específicos), ações previstas,
prazo para execução (cronograma), avaliação e acompanhamento e
referências.

Em uma mesma perspectiva, compreendemos que o trabalho da


equipe de gestão escolar tem implicações diretas nas práticas pedagógicas dos
professores, ou seja, o trabalho do Orientador Educacional, assim como do

37
coordenador pedagógico e gestor escolar é de fundamental importância para o
trabalho docente, pois como assinala Vasconcellos (2007):

O movimento da democratização e qualificação da educação é


um amplo e complexo processo, que tem como meta a
mudança da prática em sala de aula e na escola. Neste, a
equipe diretiva (direção, supervisão, coordenação pedagógica,
orientação educacional) tem um importante papel, dada sua
influência na criação de um clima organizacional favorável
(VASCONCELLOS, 2007, p. 51).

É de se destacar, ainda, considerando as contribuições de


Vasconcellos (2007), que o Orientador Educacional, bem como os demais
membros da equipe de gestão escolar, deve apresentar, ainda, entre as
diversas competências necessárias para o desempenho da sua função,
liderança e motivação para envolver os estudantes e suas familiares, de modo
a desenvolver um trabalho que seja perpassado de participação e democracia,
o qual fará emergir um clima saudável de confiança entre todos, no caso o
Orientador Educacional, estudantes e, por consequência, as famílias. Em
linhas conclusivas, reiteramos que o Orientador Educacional é um profissional
indispensável para a concretização de um processo educativo que, de fato,
proporciona o desenvolvimento dos estudantes, os quais necessitam de ações
de apoio, acompanhamento e orientação no que concerne ao processo escolar
e profissional.

Por fim, as contribuições de Grinspun (2002), são oportunas para


fechar nosso debate. Segundo a autora, o orientador educacional deve atuar:

Junto aos alunos: o seu desenvolvimento pessoal, visando à


participação dele na realidade social. Junto aos professores: a
colaboração e participação na construção do projeto político
pedagógico da escola, contribuindo para a discussão sobre as
questões técnico-pedagógicas da escola. Junto à direção:
participando junto tanto nas decisões tomadas pela direção
como a obtenção de dados inerentes aos aspectos
administrativos. O Orientador deve participar de toda a prática

38
que organiza a escola. Junto aos pais: fazer com que eles
participem da escola do projeto da escola de diferentes formas,
desde o planejamento do projeto pedagógico até as decisões
que a escola deve tomar (GRINSPUN, 2002, p. 107-109).

E, ainda, segundo a mesma autora: “[...] A Orientação deve trabalhar


com um planejamento participativo, sempre voltado para uma concepção
crítica. Um diálogo entre as comunidades das disciplinas teóricas e das
disciplinas práticas permitirá a busca dessa concepção crítica” (GRINSPUN,
2002, p. 109). Ou seja, a autora sinaliza que para o orientador educacional
obter sucesso é preciso desenvolver um trabalho articulado às ações dos
professores, coordenador pedagógico e gestor escolar, entre outros sujeitos
que compõem o contexto escolar.

Guia de Estudo:

Para saber mais convido você a refletir sobre o tema: “O papel do orientador
educacional na promoção do relacionamento interpessoal entre alunos e
professores contribuindo no processo ensino aprendizagem”.

39
Explicando melhor com a pesquisa
Prezado estudante, para você compreender sobre o processo histórico
da Orientação Educacional em nosso país, leia na íntegra o Artigo intitulado:
“Conhecendo a história da Orientação Educacional” de Priscila Maria
Romero Barbosa, pois ela enfatiza, entre outros assuntos, o início do processo
de Orientação Profissional/educacional no contexto das escolas brasileiras; a
implantação da Orientação Educacional no Brasil; os países que influenciaram
os avanços e entidades que contribuíram para a implantação da Orientação
Educacional nas escolas brasileiras e os ditames constitucionais

Para uma melhor compreensão acerca dos assuntos discutidos nesta


disciplina, sugerimos a leitura da seguinte pesquisa: “O Papel do Orientador
Educacional na Escola” de Hausblene Carvalho. O artigo em pauta apresenta
uma interessante discussão sobre o papel do Orientador Educacional dentro da
escola; as principais atividades desta função, como: atividade existencial,
terapêutica e de recuperação. Aborda, ainda, ética profissional, assim como
reitera, por fim, o papel do Orientador Educacional. .

Propomos também o artigo “A contribuição do Orientador


Educacional na política da educação – um estudo na rede municipal de
ensino de Pelotas – RS” da professora Margarete Hirdes Antunes. A
professora Margarete Antunes enfatiza a prática profissional dos Orientadores
(as) Educacionais – OE nas Escolas da Rede Pública Municipal de Pelotas/RS;
assim como sua pesquisa aponta para a “[...] necessidade de investimentos do
poder público municipal para o fortalecimento da rede de proteção social às
crianças, adolescentes e adultos que buscam a escola, a designação de
apenas uma escola para o Orientador Educacional, redução da jornada de
trabalho, qualificação profissional permanente, aumento do número de
profissionais na rede e sistematização das reuniões com os Orientadores da
Rede Municipal”.

40
Guia de Estudo:

Após a leitura dos artigos, realize um texto argumentativo sobre a contribuição


do Orientador Pedagógico e disponibilize no ambiente virtual para socializar
com seus colegas.

41
Leitura Obrigatória

Caro estudante, a seguir visando contribuir


para a ampliação dos seus conhecimentos,
propomos que você leia a obra da
professora doutora Mírian Paura S. Zippin
Grinspun, “A Orientação Educacional:
Conflito de Paradigmas e Alternativas para
a Escola”. A obra aborda a Orientação
Educacional na sua origem, nos seus
aspectos legais, na sua história e nas próprias
relações que ela mantém dentro da escola. Os
aspectos sociais, políticos, culturais, o advento
das novas tecnologias, inserem os indivíduos
dentro de um novo cenário em que suas ações, fruto desta nova realidade,
precisam ser pensadas, analisadas à luz de uma reflexão sobre esse novo
contexto. Não é a Orientação Educacional a responsável pelos problemas dos
alunos; todos são responsáveis na escola, mas o Orientador revela/desvela,
analisa/reflete, ajuda/colabora na crítica desse processo.

GRINSPUN, Míriam P. S. Zippin. A Orientação Educacional: conflito de


paradigmas e alternativas para a escola. 5ª Edição. CORTEZ, 2011.

42
Propomos também a leitura da obra: “Orientação
Educacional na Prática - Princípios Técnicas
Instrumentos” das professoras Wilma Millan Alves
Penteado, Lia Renata Angelini Giacaglia. Esta
obra foca essencialmente a realidade educacional
brasileira, contribuindo, sobretudo, para a
formação e um melhor desempenho por parte do
Orientador Educacional.

PENTEADO, Wilma Millam Alves; GIACAGLIA, Lia Renata Angelini.


Orientação Educacional na Prática – princípios técnicas Instrumentos. 6ª
Edição, 2010.

Guia de Estudo:

Após a leitura das obras indicadas, faça um texto abordando o que você
encontrou de mais relevante e disponibilize na sala virtual para socializar com
seus colegas.

43
Pesquisando na Internet

Prezado estudante, com o objetivo didático e a fim de buscar outras


visões sobre a Orientação Educacional no contexto escolar brasileiro, nosso
alvo nesta disciplina, é convidar você a realizar na Internet investigações a
partir dos seguintes assuntos:

 Os limites e possibilidades da atuação dos Orientadores Educacionais


junto às escolas brasileiras;
 O trabalho desenvolvido pelos Orientadores Educacionais no atual
contexto educacional visando o crescimento pessoal e profissional dos
estudantes; bem como as políticas de formação, inicial e contínua, dos
Orientadores Educacionais.

Guia de Estudo:

Após suas pesquisas faça um texto abordando os assuntos acima e


disponibilize na sala virtual.

44
Vendo com os olhos de ver

Prezado estudante, assista à entrevista com a professora Doutora


Heloisa Lück sobre as dimensões em gestão escolar e suas competências.

Em foco – Eloísa Luck.

Assista também aos vídeos com a professora Ana Vital sobre:

Orientação Educacional.

Orientação Educacional – implementação e importância.

Guia de Estudo:

Após assistir aos vídeos responda:

a) Quais as ideias chaves abordadas nos vídeos?


b) Estabeleça uma comparação (semelhanças e diferenças) entre as ideias
exploradas no vídeo e as práticas cotidianas de Orientação educacional que
você conhece nas escolas brasileiras.

45
Revisando

O sucesso da disciplina é determinado também a partir das


aprendizagens apreendidas e retomada das ideias apresentadas em cada
unidade de estudo, isto é, a retomada das questões que nortearam as
reflexões, assim como a apresentação das ideias consumatórias são
elementos essenciais para a construção de novas práticas docentes.

Na primeira unidade de estudo aprendemos diferentes definições


clássicas sobre quem é o Orientador Educacional. Entretanto, trabalhamos com
a definição e compreensão que o Orientador Educacional é aquele profissional
que deve, entre inúmeras atribuições, acompanhar e zelar pela frequência dos
estudantes. Assim como desenvolver um trabalho socioeducativo com foco no
estudante e sua família e, como desdobramento, contribuindo para o sucesso
do processo educativo, bem como para seu bem-estar social.

Na segunda unidade de estudo, tratamos de aprofundar nossos


conhecimentos acerca do papel, atribuições do Orientador Educacional no
contexto das escolas brasileiras. Fica claro que há ainda divergências em
relação às atribuições desse profissional. O que torna seu trabalho, muitas
vezes, perpassado por dilemas e descompassos, pois o Orientador
Educacional acaba assumindo responsabilidades em relação aos estudantes,
que são, na maioria das vezes, dos familiares, dos professores, entre outros.

Por fim, na terceira unidade de estudo, enfatizamos que o Orientador


Educacional deve desenvolver seu trabalho em uma perspectiva de
coletividade, ou seja, de modo articulado ao trabalho dos professores,
coordenador pedagógico e gestor escolar, assim como deve construir uma
estreita relação com as famílias dos estudantes de modo a envolvê-los no
processo escolar e, por consequência, contribuir para a suplantação da
repetência e evasão escolar, dificuldades de aprendizagem, entre outros
problemas que tem implicações no processo de aprendizagem.

46
Autoavaliação

1) Trabalhando-se no sentido do “ainda não”, do “vir a ser”, e com a certeza


de que não existem modelos de orientação educacional perfeitos na
educação básica, mas vislumbrando mudanças sob a ótica do possível,
vale a pena pensarmos:
 Em que os estudos feitos interferiram em minhas/nossas concepções e
práticas acerca da atuação do Orientador Educacional?
 Como sonhamos concretizar os estudos realizados em torno da atuação
do Orientador Educacional?
 O que foi novo enquanto fundamentação teórica para minha formação?
 Que marcas de aprendizagem eu destaco desta disciplina?

2) Visando aguçar o seu senso crítico em relação ao Orientador


Educacional, preencha a tabela abaixo:

Concepção de O que faz o Como faz? O que é


Orientador orientador necessário
Educacional educacional? fazer?

47
Bibliografia

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Vídeos

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