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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

ANA PAULA TASSE DOS SANTOS

NOVA IGUAÇU
DEZEMBRO/2015
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NAS EMPRESAS: AÇÕES E VANTAGENS

ANA PAULA TASSE DOS SANTOS

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado à Universidade Estácio de Sá
como requisito parcial para a obtenção do
grau de bacharel em administração.
Orientador: Prof°. Ms Normando dos
Santos Moreira.

NOVA IGUAÇU
DEZEMBRO/2015
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NAS EMPRESAS: AÇÕES E VANTAGENS

ANA PAULA TASSE DOS SANTOS

Aprovado em: ___/___/___

Justificativa:__________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________

___________________________________________________________________
Normando dos Santos Moreira
Professor Orientador
Mestre em Administração Pública EBAPE/FGV-RJ

_______________________________________________________________
ANA PAULA TASSE DOS SANTOS

NOVA IGUAÇU
2015
AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus por permitir qυе tudo isso acontecesse, е não
somente nestes anos como universitária, mais também еm todos оs momentos de
conquistas em minha vida.

Em especial aos meus pais Maria Geralda e Paulo César por terem me fornecido
condições e apoio para a realização deste trabalho junto com as minhas irmãs,
Priscila Tasse e Pâmela Tasse.

Aos meus colegas de faculdade, que sempre estiveram comigo nesses quatro anos
e participaram de todas as dificuldades dessa jornada e aos professores que
contribuíram para que eu chegasse onde estou.

Ao meu orientador Normando, pelo suporte no pouco tempo que lhe coube, pelas
suas correções e incentivos.

Finalmente, agradeço a todos que, de alguma forma, fizeram parte desse capítulo da
minha história.
RESUMO

Diante das conseqüências cada vez mais presentes e visíveis da não prática da
sustentabilidade, bem como seus riscos a saúde humana, a sociedade tem se
sensibilizado quanto às questões ambientais, e tem expressado essa consciência
ecológica dando preferência às organizações com imagem institucional de empresa
ecologicamente correta, ou seja, empresas que gerenciam o impacto ambiental
provindas dos seus produtos. Este artigo aborda se as práticas e ações de
sustentabilidade empresarial trazem vantagem competitiva às empresas que a
adotam e tem como tema: Desenvolvimento sustentável nas empresas: ações e
vantagens. Seu objetivo é responder objetivo responder: Qual propósito de
empresas que desenvolvem ações sustentáveis? A metodologia utilizada para
realizar este trabalho de natureza bibliográfica, foi qualitativa e descritiva.
Concluindo pode-se dizer que o ponto positivo da Sustentabilidade é que cada vez
mais as organizações estão se conscientizando e admitindo que são apenas
ecossistemas complexos, que integram comunidades, sociedade, governo, pessoas
e meio-ambiente.

Palavras-chave: Desenvolvimento Sustentável, Sustentabilidade Empresarial,


Vantagem Competitiva.
ABSTRACT

In the face of increasingly present and visible consequences of not practicing


sustainability, and its risks to human health, society has sensitized on environmental
issues, and has expressed this ecological awareness with preference given to
organizations with institutional image of ecologically correct company , ie companies
that manage the environmental impact stemmed from their products. This article
discusses whether the practices and corporate sustainability actions bring
competitive advantage to companies that adopt it and has as its theme: Sustainable
development in business: actions and advantages. Your goal is to answer objective
answer: What purpose companies that develop sustainable actions? The
methodology for conducting this bibliographical work was qualitative and descriptive.
In conclusion it can be said that the positive aspect of sustainability is that more and
more organizations are realizing and admitting that are just complex ecosystems that
integrate communities, society, government, people and the environment.

Keywords: Sustainable Development, Corporate Sustainability, Competitive


Advantage.
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO......................................................................................................07
1.1 OBJETIVOS ........................................................................................................07
1.1.1 Objetivo Geral....................................................................................................07
1.1.2 Objetivos específicos.........................................................................................08
1.2 JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIAS......................................................................08
2- METODOLOGIA....................................................................................................09
CAPÍTULO I
GESTÃO DO CONHECIMENTO SUSTENTÁVEL E SUAS DIMENSÕES...............10
I.I SUSTENTABILIDADE E A EVOLUÇÃO DOS SEUS CONCEITOS......................11
I.II AS DIMENSÕES DA SUSTENTABILIDADE........................................................14
CAPÍTULO II
SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL: DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
NAS EMPRESAS.......................................................................................................17
II.I TIPIFICAÇÕES DE AÇÕES SUSTENTÁVEIS NAS EMPRESAS.......................18
II.II DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NA CONCEPÇÃO DA AGENDA 21.....21
CAPÍTULO III
AÇÕES SUSTENTAVEIS E O SEU RETORNO NO INVESTIMENTO.....................24
III.I AÇÕES SUSTENTÁVEIS APLICADAS NAS EMPRESAS..................................25
III.IIRETORNO SOBRE O INVESTIMENTO COM A SUSTENTABILIDADE.............28
CONCLUSÃO............................................................................................................31
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................32
LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1 SUSTENTABILIDADE E SUAS DIMENSÕES........................................16


FIGURA 2 OS 3 R'S DA SUSTENTABILIDADE........................................................20
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1. INTRODUÇÃO

Esse Artigo Científico com o tema de Desenvolvimento sustentável nas


empresas: ações e vantagens foi desenvolvido por uma estudante do último período
do Curso de Graduação em Administração, da Universidade Estácio de Sá, campus
Nova Iguaçu e tem por objetivo responder: Qual propósito de empresas que
desenvolvem ações sustentáveis?
A sociedade em todas as partes do globo, tem se preocupado cada vez mais com a
sustentabilidade. Devido a isto surgem muitas inovações.
[...] A questão da preservação ecológica dirigira esforços das empresas para a
defesa de sua imagem corporativa e seus negócios [...]. (LEITE, 2003).
Diante das conseqüências cada vez mais presentes e visíveis do lixo tecnológico no
meio ambiente, bem como seus riscos a saúde humana, a sociedade tem se
sensibilizado quanto às questões ambientais, e tem expressado essa consciência
ecológica dando preferência às organizações com imagem institucional de empresa
ecologicamente correta, ou seja, empresas que gerenciam o impacto ambiental
provindas dos seus produtos. Segundo CASTELLS (2005), a sociedade é que da
forma a tecnologia de acordo com as necessidades, valores e interesses das
pessoas que utilizam as tecnologias. Essa nova realidade de mercado, de
consumidores cada vez mais sensibilizados e preocupados com as questões
ecológicas, tem mudado as estratégias competitivas empresariais. O presente
trabalho se divide em três capítulos: gestão do conhecimento sustentável e suas
dimensões, sustentabilidade empresarial: desenvolvimento sustentável nas
empresas, ações sustentáveis e o seu retorno no investimento.

1.1-OBJETIVOS

1.1.1 Objetivo Geral

Identificar e descrever as vantagens e ações que uma empresa sustentável


pode adquirir e fazer, para um retorno positivo, tanto financeiramente quanto no que
se refere ao aumento de sua eficiência operacional, além de favorecer positivamente
a imagem da mesma perante seus investidores e a sociedade.
08

1.1.2 Objetivos específicos

 Apresentar as dimensões e gestão do conhecimento sustentável;


 Relatar o desenvolvimento sustentável empresarial;
 Discutir ações sustentáveis e o seu retorno no investimento.

1.2 JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIAS

Este trabalho justifica-se pela necessidade em mostrar as vantagens e a


dimensão do desenvolvimento sustentável, nas empresas, para a preservação do
meio ambiente, que é composta por ações que elas realizam, visando a diminuição
dos impactos ambientais, a utilização de programas sociais que se mantêm
economicamente viáveis para o empreendimento e que seja relevante para entender
as razões que a sustentabilidade é bem quisto perante a sociedade.
A justificativa é definida por Gray (2012, p. 47) como, “Um argumento em favor da
realização da pesquisa, com referência nas atuais lacunas do conhecimento e na
potencial aplicabilidade dos resultados”.
Para a autora deste trabalho, este será um artigo para autoconhecimento teórico e
prático quanto a importância do Desenvolvimento sustentável nas empresas.
Figueiredo (1977, p. 76) afirma que: “Relevância é uma medida de informação
apresentada por um documento em relação a uma pergunta”.
No caso da pesquisa científica, a relevância é apresentada dentro da justificativa
tendo em vista o problema definido.
A Relevância Social aplica-se à importância do conhecimento teórico e prático
de promover informação da e sua forma de contribuição para um futuro melhor.
A Relevância acadêmica deve-se a importância para a universidade, pois
acrescentará conhecimentos teóricos e técnicos na atuação do Administrador e que
este estudo possa contribuir para demais pesquisas na área da Administração.
A Relevância Científica deve-se pela busca de contribuir para a produção de
material científico, para que possa ser utilizado para demais pesquisa, e buscar
conscientizar os estudante/futuros profissionais para a importância da pesquisa
científica tanto para a sociedade quanto para o crescimento profissional e pessoal.
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2- METODOLOGIA

A metodologia utilizada para realizar este trabalho de natureza bibliográfica, foi


qualitativa e descritiva. A pesquisa descritiva que é aquela em que se observa,
registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos sem manipulá-los. (JARDILINO,
ROSSI, SANTOS, 2000)
Para a construção foram utilizados livros, dissertações, jornais e redes eletrônicas
de acesso ao público em geral para que se pudesse obter o levantamento do tema.
A busca e seleção realizaram-se através da busca de artigos científicos
publicados e através do método de revisão da literatura, metodologia planejada que
tem a intenção de identificar, coletar, selecionar e analisar com um olhar crítico as
referências incluídas na revisão.
10

CAPÍTULO I
GESTÃO DO CONHECIMENTO SUSTENTÁVEL E SUAS DIMENSÕES

Por meio da gestão do conhecimento aplicada às práticas de sustentabilidade,


empresas passam a se preocupar não só com sua viabilidade econômica, mas
assumem a responsabilidade social perante todos os envolvidos na cadeia
produtiva, desde os acionistas, investidores e governos até a comunidade e o meio
ambiente, passando por clientes, colaboradores e fornecedores. A busca de
sustentabilidade pela adoção dos critérios da gestão do conhecimento é uma
proposta recente, que vem sendo aplicada por organizações, que estão
preocupadas com as gerações atuais e futuras, cujas práticas estão voltadas
visando o desenvolvimento sustentável a curto, médio e longo prazo. De acordo com
DAVENPORT e PRUSAK (2003, p. 86),
O conhecimento tácito é complexo, desenvolvido e interiorizado
pelo conhecedor no decorrer de um longo período de tempo, é
quase impossível de reproduzir num documento ou banco de
dados. Tal conhecimento incorpora tanto aprendizado
acumulado e enraizado que pode ser impossível separar as
regras desse conhecimento do modo de agir do indivíduo.

Define-se por Desenvolvimento Sustentável um modelo econômico, político, social,


cultural e ambiental equilibrado, que satisfaça as necessidades das gerações atuais,
sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazer suas próprias
necessidades.
Esta concepção começa a se formar e difundir junto com o questionamento do estilo
de desenvolvimento adotado, quando se constata que este é ecologicamente
predatório na utilização dos recursos naturais, socialmente perverso com geração de
pobreza e extrema desigualdade social, politicamente injusto com concentração e
abuso de poder, culturalmente alienado em relação aos seus próprios valores e
eticamente censurável no respeito aos direitos humanos e aos das demais espécies.
Neste capítulo pretende-se descrever sobre a difusão da evolução dos conceitos da
sustentabilidade e para melhor entender a sustentabilidade em sua plenitude, é
preciso olhar para o processo de desenvolvimento a partir de dimensões variadas.
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I.I SUSTENTABILIDADE E A EVOLUÇÃO DOS SEUS CONCEITOS

Nos finais dos anos oitenta e princípio dos noventa, começa-se a difundir um
novo conceito de desenvolvimento segundo uma perspectiva ambiental, não apenas
por uma clarificação dos limites permitidos (resiliência) e da sobrevivência coletiva,
mas também numa perspectiva de longo prazo, o direito das futuras gerações e da
justiça social. Aparece assim o conceito de desenvolvimento sustentável. A
aplicação do conceito de desenvolvimento sustentável implica uma transformação
estrutural do modelo existente devido aos princípios implícitos neste novo modelo
proposto e segundo o qual, o Clube de Roma em 1997, propõe “ produzir mais,
melhor e com menos” pensamento que hoje se designa por produzir o dobro dos
benefícios com metade dos recursos - isto referente à utilização de recursos e
energias; significa melhorar a eficiência dos processos produtivos através da
reciclagem da reutilização e promover melhoria da base tecnológica atual
impulsionando atividades econômicas ambientalmente sustentáveis. Iniciando assim
a “revolução da eficiência” procurando as múltiplas formas de combinar eficiência
sem desperdício. O primeiro grande passo global no âmbito do desenvolvimento
sustentável foi a realização da Conferência de Estocolmo em 1972 (UN Conference
on the Human Environment), onde se percebeu uma necessidade de reaprender a
conviver com o planeta. Porém, o desenvolvimento sustentável passou a ser a
questão principal de política ambiental, somente, a partir da Conferência das Nações
Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92). A Organização das
Nações Unidas, através do relatório Nosso Futuro Comum, publicado pela Comissão
Mundial para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento em 1987, elaborou o seguinte
conceito. “Desenvolvimento sustentável é aquele que busca as necessidades
presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atender suas
próprias necessidades.” Aprovaram uma série de documentos importantes, dentre
os quais a Agenda 21, um plano de ação mundial para orientar a transformação
desenvolvimentista, identificando, em 40 capítulos, 115 áreas de ação prioritária.
O conceito atual de desenvolvimento sustentável, que foi expresso na Cúpula
Mundial em 2002, envolve a definição mais concreta do objetivo de desenvolvimento
atual (a melhoria da qualidade de vida de todos os habitantes) e ao mesmo tempo
distingue o fator que limita tal desenvolvimento e pode prejudicar as gerações
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futuras (o uso de recursos naturais além da capacidade da Terra). O


desenvolvimento sustentável procura a melhoria da qualidade de vida de todos os
habitantes do mundo sem aumentar o uso de recursos naturais além da capacidade
da Terra. Enquanto o desenvolvimento sustentável pode requerer ações distintas em
cada região do mundo, os esforços para construir um modo de vida verdadeiramente
sustentável requerem a integração de ações nas seguintes áreas:
• Crescimento e Eqüidade Econômica – Os sistemas econômicos globais,
hoje interligados, demandam uma abordagem integrada para promover
um crescimento responsável de longa duração, ao mesmo tempo em que
assegurem que nenhuma nação ou comunidade seja deixada para trás.
• Conservação de Recursos Naturais e do Meio Ambiente – Para
conservar nossa herança ambiental e recursos naturais para as gerações
futuras, soluções economicamente viáveis devem ser desenvolvidas com
o objetivo de reduzir o consumo de recursos, deter a poluição e conservar
os habitats naturais.
• Desenvolvimento Social – Em todo o mundo, pessoas precisam de
emprego, alimento, educação, energia, serviço de saúde, água e
saneamento. Enquanto discutem-se tais necessidades, a comunidade
mundial deve também assegurar que a rica matriz de diversidade cultural
e social e os direitos trabalhistas sejam respeitados, e que todos os
membros da sociedade estejam capacitados a participar na determinação
de seus futuros. (Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável,
Joanesburgo 2002)

O “conceito ‘‘capital natural”, (ainda é chamado como capital ecológico)


somente recebeu a devida importância em pesquisas ambientais recentemente.
Apesar da existência de vários estudos referentes ao capital natural, recorre-se,
mais uma vez ao estudo do Constanza ( 1994), cujas referências ao capital natural
revelam a importância desse conceito e sua contribuição para determinação dos
aspectos teóricos e práticos da sustentabilidade. Segundo esse autor, o capital
natural é o estoque de todos os recursos naturais em si mesmo (renováveis e não
renováveis), e os outros elementos do meio ambiente: estrutura do solo e da
atmosfera, a biomassa de plantas e animais, todos recursos aquáticos, etc.
13

Na visão de Parizzi, sustentabilidade adquiriu uma importância sem precedentes e


já faz parte da rotina de inúmeras organizações. É analisada de duas formas:
enquanto para a sociedade a sustentabilidade significa uma forma de sobrevivência
do ambiente e do bem-estar social em longo prazo, para as empresas a
sustentabilidade é apresentada como forma de sobrevivência da empresa no mundo
dos negócios em longo prazo. O conceito de sustentabilidade para as empresas vem
evoluindo. Na década de 1980, o foco era evitar e reduzir a poluição das emissões
geradas pelas indústrias. Na década de 1990, com o crescimento das práticas
voltadas para o consumidor, o conceito foi estendido ao gerenciamento de produtos.
As empresas competiam para desenvolver produtos que não agredissem o meio
ambiente. Hoje, os recursos naturais tornam-se cada vez mais escassos e podem
não suportar o aumento acelerado do consumo no longo prazo. Os valores pagos
por determinados recursos são cada vez mais elevados, aumentando a carga de
custos das empresas e, em conseqüência, o preço pago pelos consumidores. As
empresas precisam conservar recursos e energia para enfrentar os desafios
ambientais. Aquelas que conseguirem gerenciar a escassez de recursos sairão
ganhando. Por isso, é fundamental um redesenho das organizações nessa nova
visão de posicionamento sustentável.
O tema da sustentabilidade implica um repensar da forma como interagem os
grupos humanos com o meio natural tendo em conta que nenhum sistema de
recursos está alheio ás mudanças que, de uma forma natural, vão sucedendo na
sua evolução. A existência de mudanças é inevitável. Estas devem ocorrer num
processo de renovação permanente com a inovação e criação de sistemas sociais
que estejam aptos para reconhecer os sinais ou os sintomas de insustentabilidade e
ter a capacidade de reagir a estes sinais de modo a que possam efetuar as
adaptações requeridas pelo sistema (recursos naturais) para corrigir tais disfunções,
sempre com o objetivo de alcançar um desenvolvimento mais sustentável.
14

I.II AS DIMENSÕES DA SUSTENTABILIDADE

Muito do debate sobre o Desenvolvimento Sustentável fica concentrado em


um discurso vazio, que visa apenas os aspectos econômicos, ou seja, o que é dito
não é revertido em ações que tragam melhorias socioambientais direcionadas à
sustentabilidade.
Uma das abordagens mais importantes sobre as dimensões da sustentabilidade nos
últimos anos é a de Ignacy Sachs (2002), com suas oito dimensões da
sustentabilidade, apresentadas a seguir: a dimensão social propõe homogeneidade
social, distribuição de renda justa, qualidade de vida e igualdade social;
a cultural sugere equilíbrio, tradição e inovação, autonomia na elaboração de
projetos nacionais integrados e a combinação entre confiança e abertura para o
mundo; a ecológica propõe a preservação do capital natural e a limitação no uso
desses recursos; a ambiental engloba o respeito aos ecossistemas naturais;
a territorial trata do equilíbrio entre as configurações urbanas e rurais, da melhoria
do ambiente urbano e das estratégias de desenvolvimento de regiões;
a econômica aborda o equilíbrio econômico entre setores, a segurança alimentar, a
modernização dos meios produtivos, a realização de pesquisas científicas e
tecnológicas e a inserção na economia internacional; a dimensão política
nacional envolve a democracia, os direitos humanos e a implantação de projetos
nacionais em parceria com os empreendedores; por fim, a dimensão política
internacional trata da promoção da paz e da cooperação internacional, do controle
financeiro internacional, da gestão da diversidade natural e cultural e da cooperação
científica e tecnológica. As oito dimensões da sustentabilidade propostas por Sachs
(2002) permitem visualizar os elementos envolvidos e afetados pelas interações
existentes em um contexto de desenvolvimento territorial ou regional, mas, na
perspectiva organizacional, os critérios abordados pelas dimensões não são claros.
Segundo Ignacy Sachs (2002, p. 85-89) existem oito dimensões da sustentabilidade
que devem ser levadas em conta:

1- Social: que se refere ao alcance de um patamar razoável de homogeneidade


social, com distribuição de renda justa, emprego pleno e/ou autônomo com
qualidade de vida decente e igualdade no acesso aos recursos e serviços sociais.
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2- Cultural: referente a mudanças no interior da continuidade (equilíbrio entre


respeito à tradição e inovação),
3- Ecológica: relacionada à preservação do potencial do capital natural na sua
produção de recursos renováveis e à limitação do uso dos recursos não renováveis.
4- Ambiental: trata-se de respeitar e realçar a capacidade de autodepuração dos
ecossistemas naturais.
5- Territorial: refere-se a configurações urbanas e rurais balanceadas (eliminação
das inclinações urbanas nas alocações do investimento público), melhoria do
ambiente urbano, superação das disparidades inter-regionais e estratégias de
desenvolvimento ambientalmente seguras para áreas ecologicamente frágeis.
6-  Econômica: desenvolvimento econômico intersetorial equilibrado, com segurança
alimentar, capacidade de modernização contínua dos instrumentos de produção,
razoável nível de autonomia na pesquisa científica e tecnológica e inserção
soberana na economia internacional.
7)- Política (Nacional): democracia definida em termos de apropriação universal dos
direitos humanos, desenvolvimento da capacidade do Estado para implementar o
projeto nacional, em parceria com todos os empreendedores e um nível razoável de
coesão social.
8-  Política (Internacional): baseada na eficácia do sistema de prevenção de guerras
da ONU, na garantia da paz e na promoção da cooperação internacional, Pacote
Norte-Sul de co-desenvolvimento, baseado no princípio da igualdade (regras do jogo
e compartilhamento da responsabilidade de favorecimento do parceiro mais fraco),
controle institucional efetivo do sistema internacional financeiro e de negócios,
controle institucional efetivo da aplicação do Princípio da Precaução na gestão do
meio ambiente e dos recursos naturais, prevenção das mudanças globais negativas,
proteção da diversidade biológica (e cultural), gestão do patrimônio global, também
como propriedade da herança comum da humanidade.
Estas dimensões refletem a leitura que Sachs faz do desenvolvimento dentro de
uma nova proposta, como uma estratégia alternativa à ordem econômica
internacional, enfatizando a importância de modelos locais baseados em tecnologias
apropriadas. (JACOBI, 1999).
Para que toda empresa adquira sustentabilidade corporativa, o capital financeiro, o
capital humano e o capital natural devem estar integrados e equilibrados. 
16

“(...) o desenvolvimento empresarial sustentável no alto prazo


deve ser expresso em um ambiente que condiciona a
qualidade e a disponibilidade do capital humano e natural,
associadas com o capital financeiro e industrial. Em
decorrência dessa nova prática empresarial surgiu o conceito
de Tripple Bottom Line (3P), que indica a interação entre os
resultados financeiros, ambientais e sociais na mensuração da
sustentabilidade corporativa (...)” (MICHELS, GRIJO e
MACHADO, 2012).
De acordo com Brandão, existe a administração sustentável, que é uma gestão
capaz de suprir as necessidades de uma sociedade, sem comprometer a
capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. O tripé da
sustentabilidade, Triple Bottom Line, conhecido como os três pês – People, Planet
and Profit (pessoas, planeta e lucro) – conceito que pode ser aplicado tanto de forma
geral (país, o planeta) como de forma particular (empresa, casa, comunidade). 
O primeiro “p” (People) se refere ao tratamento do capital humano numa empresa ou
sociedade. O próximo “p” de Planet é o fator ambiental do tripé, a empresa e a
sociedade precisam se responsabilizar como amenizar os impactos ambientais que,
em principio, toda a atividade econômica produz. O último “p”, de profit, tem relação
com o lucro, isto é, com o resultado financeiro positivo da organização, que precisa
pensar em lucrar sem devastar. “Quando se leva em conta o Triple Bottom Line,
essa perna do tripé deve levar em conta os outros dois aspectos. Ou seja, não
adianta lucrar devastando, por exemplo” (MICHELS, GRIJO e MACHADO, 2012).
Esses pilares do Triple Bottom Line (TBL) são conhecidos como social ambiental e
econômico.

FIGURA 1 – Sustentabilidade e as suas Dimensões


Fonte: J.Elkington apud M. Almeida, 2006.
17

CAPÍTULO II

SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL: DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


NAS EMPRESAS

Sustentabilidade empresarial é um conjunto de ações que uma empresa toma,


visando o respeito ao meio ambiente e o desenvolvimento sustentável da sociedade.
Logo, para que uma empresa seja considerada sustentável ambientalmente e
socialmente, ela deve adotar atitudes éticas, práticas que visem seu crescimento
econômico (sem isso ela não sobrevive) sem agredir o meio ambiente e também
colaborar para o desenvolvimento da sociedade.
 Além de respeitar o meio ambiente, a sustentabilidade empresarial tem a
capacidade de mudar de forma positiva a imagem de uma empresa junto aos
consumidores. Com o aumento dos problemas ambientais gerados pelo crescimento
desordenado nas últimas décadas, os consumidores ficaram mais conscientes da
importância da defesa do meio ambiente. Cada vez mais os consumidores vão
buscar produtos e serviços de empresas sustentáveis.
  Para Elisabeth Laville,

Sustentabilidade empresarial não são atitudes superficiais que


visem o marketing, aproveitando a chamada “onda ambiental”.
As práticas adotadas por uma empresa devem apresentar
resultados práticos e significativos para o meio ambiente e a
sociedade como um todo.

Nesta parte do estudo visa-se apresentar os tipos de ações sociais que uma
empresa pode adotar, visando à redução de impactos ambientais; a promoção de
programas sociais e mantendo economicamente viável no mercado, apresentado
também concepção da agenda 21.
18

II.I TIPIFICAÇÕES DE AÇÕES SUSTENTÁVEIS NAS EMPRESAS

Através de publicações da United Nations World Commission on Environment


and Development (WCED) em 1987, com seu relatório Our Common Future, onde
define “(...) desenvolvimento(...) que atenda as necessidades do presente sem
comprometer a capacidade das futuras gerações de atender suas próprias
necessidades” (WCED, 1987 apud KINLAW, 1997, p. 82). Para tanto, com base nas
afirmações de Sachs (1980 apud Sachs, 1986, p. 110): “(...) ecodesenvolvimento,
definido como um desenvolvimento socialmente desejável, economicamente viável e
ecologicamente prudente” o que faz um desenvolvimento sustentável (DS) segundo
este autor, é que este passa a ser um caminho de viabilidade para a harmonização
social, e onde os objetivos econômicos possam ser alcançados com gerenciamento
ecológico sadio, num espírito de solidariedade com as futuras gerações. Em
concordância com os mesmos princípios, a economia do desenvolvimento 18
sustentável (DS) segundo Montibeller (2001) seria a busca da eficiência econômica,
e ao mesmo tempo, a eficiência social e ecológica; um tripé de coisas que devem
caminhar juntas. Para que haja DS deve ocorrer, portanto, crescimento do PIB,
juntamente com a melhoria da distribuição de renda e a melhoria ambiental.
A sociedade passou a exigir clareza e transparência nas ações das empresas,
solicitando das entidades controladoras e competentes termos de regulação para
que estas passassem a agir de forma a responder pelos dolos causados e tomar
medidas que evitassem prejudicar os meios em que se inseria, além de se
comprometer com o desenvolvimento das comunidades que pudessem ter algum
tipo de envolvimento de aproximação com a organização.
Abaixo estão relacionados alguns tipos e exemplos de ações sustentáveis que uma
empresa deve tomar:

- Uso de sistemas de tratamento e reaproveitamento da água.


 - Uso racional da água e da energia elétrica. 
 - Reciclagem do lixo sólido.
 - Reutilização de sobras de matéria-prima.
 - Criação de projetos educacionais voltados para a preservação do meio ambiente.
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 - Adoção de projetos que visem o desenvolvimento educacional e cultural da


comunidade em que a empresa está inserida.
 - Uso de materiais recicláveis para a confecção de embalagens dos produtos.
 - Uso de sacolas biodegradáveis (caso de supermercados, por exemplo).
 - Uso de filtros que retém os poluentes emitidos em determinadas fases da
produção industrial.
 - Não descartar esgoto ou resíduos químicos em rios, córregos ou lagos.
- Não poluir o solo com produtos químicos ou qualquer outro material poluente.
 - Não utilização, em hipótese alguma, de trabalho infantil, forçado ou escravo.
 - Respeito total as leis ambientais do país.
 - Não adotar práticas que visem tirar vantagens em concorrências públicas. A
empresa sustentável não deve aderir, em hipótese alguma, à esquemas de
corrupção. Vale lembrar que recursos públicos desviados por corruptos significa
menos investimentos em áreas essenciais para a população (saúde, educação,
transportes, lazer e etc.).
 - Uso nos processos de produção, quando possível, de fontes de energia limpa e
renovável.
 - Não utilização de formas de discriminação (raça, cor, religião, opção sexual e etc.)
nos processos de seleção de funcionários. Uso de formas justas, respeitando os
princípios de igualdade de direitos no processo seletivo.
 - Respeito às leis trabalhistas do país, fazendo o pagamento de forma justa e
garantindo todos os direitos dos trabalhadores.
 - Uso de práticas de produção que garantam a total segurança dos funcionários no
ambiente de trabalho.
- Produção de mercadorias e prestação de serviços que não coloquem em risco a
saúde e a segurança física ou psicológica dos consumidores.
 - Uso de contratos com consumidores e outras empresas que sejam claros,
objetivos e justos.
 - Fornecimento de um sistema de atendimento ao consumidor (SAC) eficiente.
 - Informar de forma adequada os consumidores a respeito das características dos
produtos que vendem ou dos serviços que prestam. Além disso, é importante que a
empresa oriente seus consumidores a respeito do descarte das embalagens,
20

produtos com validade vencida ou que não serão mais utilizados por qualquer outro
motivo.
 - Adoção, quando for o caso, do sistema de *Logística Reversa (A Logística
Reversa é a área da logística empresarial que tem a preocupação com os aspectos
logísticos do retorno ao ciclo de negócios ou produtivo de embalagens, bens de pós
venda e de pós consumo, agregando-lhes valores de diversas naturezas:
econômico, ecológico, legal, logístico, de imagem corporativa, entre outros). É a
parte que mais utiliza os 3 R’s da sustentabilidade: Reduzir, reciclar e reutilizar. Este
visa evitar que determinados produtos sejam descartados no meio ambiente.
Empresas fabricantes de pneus, pilhas, baterias, medicamente e outros produtos
que possam poluir o meio ambiente devem utilizar este processo.

FIGURA 2 – OS 3 R’s Fonte:


http://www.unisoldsustentabilidade.com.br/

Outras formulações sobre desenvolvimento sustentável são oferecidas por (Sachs


1986) que considera os seguintes princípios:

“- estabelecer uma ideologia confiável; - políticas apropriadas


e integridade administrativa; - conseguir igualdade
internacional; - aliviar a pobreza e a fome; - eliminar doenças e
miséria; - reduzir armas; - mover-se próximo da auto-
suficiência; - arrumar a miséria urbana; - equilibrar as reservas
naturais com volume populacional; - conservar reservas
naturais; e - proteger o meio ambiente”
21

II.II DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NA CONCEPÇÃO DA AGENDA 21

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e a Agenda 21 são


considerados instrumentos irmãos para a consecução do desenvolvimento
sustentável, já que ambos foram aprovados e vêm sendo utilizados pelos Estados-
membros que compõem a Organização das Nações Unidas (CERQUEIRA;
FACCHINA, 2005). Conforme veremos a frente, a Agenda 21 tem como objetivo
preparar a população para os desafios do século e conclama a todos para uma
associação mundial em prol do desenvolvimento sustentável. A Agenda 21 Global foi
construída com a contribuição de governos e instituições da sociedade civil de 179
países, em um processo que tomou dois anos e culminou com a realização da
Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento
(CNUMAD) no Rio de Janeiro em 1992 (MMA, 2011). Visto a importância deste
Projeto de Agenda 21, vale salientar que, no início de suas discussões, houve quem
desejasse que as considerações se limitassem apenas a questões ambientais,
apesar do meio ambiente não existir como uma esfera desvinculada das questões
socioeconômicas e das ações, ambições e necessidades humanas (CMMAD, 1991).
Esta relação entre as esferas foi destacada pelos participantes da Agenda 21.
Apesar de ser um ato internacional, sem caráter mandatório, a ampla adesão aos
seus princípios tem favorecido a inserção de novas posturas frente aos usos dos
recursos naturais, a alteração de padrões de consumo e a adoção de tecnologias
mais brandas e limpas, e representa uma tomada de posição ante a premente
necessidade de assegurar a manutenção da qualidade do ambiente natural e dos
complexos ciclos da biosfera.
A Agenda 21 apresenta como um dos principais fundamentos da
sustentabilidade o fortalecimento da democracia e da cidadania, através da
participação dos indivíduos no processo de desenvolvimento, combinando ideais de
ética, justiça, participação, democracia e satisfação de necessidades. O processo
iniciado no Rio em 92 reforça que antes de se reduzir a questão ambiental a
argumentos técnicos, deve-se consolidar alianças entre os diversos grupos sociais
responsáveis pela catalisação das transformações necessárias.

 Dentre alguns dos focos discriminados na Agenda 21, podemos destacar: 


22

 Cooperação internacional;
 Combate à pobreza;
 Mudança dos padrões de consumo;
 Habitação adequada;
 Integração entre meio ambiente e desenvolvimento na tomada de decisões;
 Proteção da atmosfera;
 Abordagem integrada do planejamento e do gerenciamento dos recursos
terrestres;
 Combate ao desflorestamento;
 Manejo de ecossistemas frágeis: a luta contra a desertificação e a seca;
 Promoção do desenvolvimento rural e agrícola sustentável;
 Conservação da diversidade biológica;
 Manejo ambientalmente saudável dos resíduos sólidos e questões relacionadas
com os esgotos;
 Fortalecimento do papel das organizações não-governamentais: parceiros para
um desenvolvimento sustentável;
 Iniciativas das autoridades locais em apoio à agenda 21;
 A comunidade científica e tecnológica;
 Fortalecimento do papel dos agricultores;
 Transferência de tecnologia ambientalmente saudável, cooperação e
fortalecimento institucional;
 A ciência para o desenvolvimento sustentável;
 Promoção do ensino, da conscientização e do treinamento.

Como determina a Agenda 21 Global, os países signatários desse documento,


dentre eles o Brasil, deveriam incorporar os princípios nela contidos em suas
políticas públicas, envolvendo a participação da sociedade civil. Em 1997 o governo
brasileiro, através do Ministério do Meio Ambiente – MMA, designa uma Comissão
de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 21 Nacional – CPDS,
para elaborar e implementar a Agenda 21 Brasileira. Para tanto, seminários e
oficinas foram organizados com representantes de diferentes regiões do país, de
diversos setores do Estado e da sociedade civil. O documento resultante desse
23

processo, a Agenda 21 Brasileira – Bases para Discussão, foi publicado em 2000 e


tornou-se referência para a elaboração da Agenda 21 Brasileira, publicada em 2004,
em dois volumes: Ações Prioritárias e Resultado da Consulta Nacional. A
implementação da Agenda 21 Brasileira foi iniciada em 2003. Elevada à condição de
Programa do Plano Plurianual do Governo – PPA 2004/2007, foi definitivamente
incorporada à política de desenvolvimento do país. Atualmente é considerada “... um
dos grandes instrumentos de formação de políticas públicas no Brasil” (MMA). O
MMA instituiu o Programa Agenda 21 que prevê além da implementação da Agenda
21 Brasileira, a implantação das Agendas 21 Locais e a formação continuada em
Agenda 21 (MMA, 2005a, 2005b).
Outra premissa, que permeia quase todos os capítulos da Agenda 21, reforça
valores e práticas participativas, dando consistência à experiência democrática dos
países. Todos os grupos vulneráveis sob os aspectos social e político, ou em
desvantagem relativa, como crianças, jovens, idosos, deficientes, mulheres,
populações tradicionais e indígenas, devem ser incluídos e fortalecidos nos
diferentes processos de implementação da Agenda 21 Nacional, Estadual e Local.
Esses processos requerem não apenas a igualdade de direitos e participação, mas
também a contribuição de cada grupo com seus valores, conhecimentos e
sensibilidade. O desenvolvimento sustentável só será alcançado mediante estratégia
de planejamento integrado, que estabeleça prioridades e metas realistas. Portanto,
esse conceito demanda o aprimoramento, a longo prazo, de uma estrutura que
permita controlar e incentivar a efetiva implementação dos compromissos originários
do processo de elaboração da Agenda 21.
Portanto, a Agenda 21 tem provado ser um guia eficiente para processos de união
da sociedade, compreensão dos conceitos de cidadania e de sua aplicação, sendo
hoje um dos grandes instrumentos de formação de políticas públicas no Brasil.
24

CAPÍTULO III
AÇÕES SUSTENTAVEIS E O SEU RETORNO NO INVESTIMENTO

A iniciativa privada tem se mostrado cada vez mais engajada no movimento


pela adoção de práticas socialmente responsáveis o que tem gerado nos meios
empresarial e acadêmico questionamentos relativos ao retorno que este
investimento proporciona para as empresas. A conquista de mercados internacionais
e a preferência do consumidor por produtos fabricados por empresas socialmente
responsáveis são exemplos do retorno positivo e dos benefícios que o investimento
em responsabilidade social proporciona. As organizações passaram a adotar novas
políticas e princípios, em reconhecimento da responsabilidade socioambiental que
decorre de suas existências na sociedade. O lucro expandiu seus significados,
passando a contemplar uma faceta social: o lucro social. Além do retorno material, o
exercício da atividade econômica consciente passou a objetivar a promoção de bem
estar social e ambiental. Neste último capítulo do estudo será apresentado como a
sustentabilidade pode fazer com que a empresa seja bem vista com suas ações e
que alem de trazer inúmeros retornos positivos junto aos consumidores e
comunidade em geral, pode-se também tornar um diferencial competitivo. Veremos
também que a evolução dos processos de mudanças corporativas sustentáveis está
diretamente atrelada ao sucesso ou a dificuldade na implementação de um
programa de ecoeficiência, o qual passa rigorosamente pela percepção das
vantagens (tangíveis e intangíveis) inseridas na mudança de procedimentos e
atitudes da organização, desde os níveis de diretoria até os níveis operacionais.
Neste sentido, um dos grandes desafios das organizações sustentáveis é o de
colocar, entre seus planos estratégicos, as práticas de ecoeficiência para todos os
seus stakeholders.
25

III.I AÇÕES SUSTENTÁVEIS APLICADAS NAS EMPRESAS

Uma empresa sustentável atrai mais consumidores e fonte de renda. De


acordo com Pinheiro (2010) as marcas são escolhidas pela capacidade de atrair,
encantar e gerar identidade com o seu consumidor, logo, o comportamento das
organizações deve estar afinado com os valores de seu público de interesse. A
sociedade pauta suas escolhas em como uma determinada marca atua
internamente com os seus funcionários e em como essa marca atua no mundo e na
comunidade na qual se insere.
Empreendedores que visam somente o lucro, sem se preocupar com a inserção da
empresa na sociedade têm suas chances de sucesso reduzidas. Por isso, adotar
princípios sustentáveis faz com que todos saiam ganhando, o planeta e a empresa.
Além disso, ações sustentáveis tornam a corporação mais eficiente. Perceber
como suas ações impactam o meio ambiente e que parte delas são desnecessárias
ou geram desperdício pode resultar em uma economia para a empresa. Assim como
considerar a importância de funcionários satisfeitos e comprometidos pode aumentar
a produtividade da organização.
Para ser considerada sustentável, uma empresa tem que começar com a
adoção de práticas simples que envolvem recursos utilizados diariamente, como
reaproveitamento de papel, coleta seletiva de materiais e utilização de luz solar em
vez de luz artificial. Isso trará benefícios ambientais e economia financeira. Outro
passo é a preferência por fornecedores com práticas ecologicamente corretas e o
treinamento dos colaboradores para que pratiquem essas ações na empresa e nas
suas casas. Os produtos da empresa também devem ser considerados. Convém
que apresentem embalagens recicláveis e se possível sejam de material reciclável,
além de não apresentarem em sua composição elementos que prejudiquem o meio
ambiente.
É possível também requisitar o certificado ISO 14001, que mostra o sistema de
gestão ambiental das empresas. Para receber o certificado a empresa se submete a
auditorias que avaliam o cumprimento de legislação ambiental, os aspectos e
impactos ambientais de cada atividade da empresa, procedimentos para eliminar ou
26

diminuir os impactos ambientais e o pessoal treinado e qualificado para trabalhar


com gestão ambiental.
Existem várias razões que levam as empresas a adotar e praticar a gestão
ambiental, vão desde procedimentos obrigatórios de atendimento da legislação
ambiental até a fixação de políticas ambientais que visem à conscientização de todo
os funcionários da empresa. O fundamento predominante para o surgimento dessa
prática sustentável pode variar de uma organização para outra.
Algumas ações importantes de sustentabilidade nas empresas são simples e podem
ser aplicadas em qualquer local. Realizar mudanças no ambiente corporativo e no
hábito das pessoas, instalar lixeiras para reciclagem e realizar campanhas internas
para uso consciente é uma ótima forma de fazer o descarte correto do lixo. Juntando
uma comunicação interna eficaz e responsável com funcionários dispostos a
mudança, podemos fazer com que o tema ''sustentabilidade''passe a ser uma
obrigação nas organizações não só na teoria, para que assim, os danos ao planeta
sejam finalmente minimizados.
 Aos poucos as empresas estão ficando cientes da importância de ações
de sustentabilidade para preservação do meio ambiente, por conta disso é possível
utilizar e contar com benefícios fornecidos pelo Governo para instituições que
realizem atividades sustentáveis, como por exemplo, a redução de impostos.
  Albuquerque (2009) cita que as empresas têm investido em pesquisa e
desenvolvimento, materiais e processos que se adéqüem a legislação ambiental que
defende a diminuição ou até mesmo a não utilização de produtos nocivos ao meio
ambiente e a substituição de materiais com características não-renováveis, sem
acarretar o aumento dos custos ou perda de competitividade.
As principais ações que o Governo tem tomado para incentivar as Empresas
Sustentáveis:
–     Em muitas regiões do País há incentivos fiscais para as empresas que se
adéquam às regras ambientais, tanto a nível municipal quanto estadual ou federal.
–       Recentemente, foi aumentada a rigidez nas punições às empresas que
infringem as leis ambientais.
–       Desde março deste ano, o Governo Federal instituiu regras para licitações
que obrigam as empresas participantes a terem programas de sustentabilidade. Veja
quais os principais requisitos exigidos agora;
27

–       Emprego de sistemas que permitam reusa da energia e da água utilizadas na


empresa;
–       Comprovação da legalidade da origem da madeira utilizada em construções;
–       Utilização de energia solar;
–       Políticas de redução do consumo energético;
–       Priorizar o uso de materiais biodegradáveis, reciclados ou reutilizáveis.
Como mostrado anteriormente, para propiciar produto e serviço de modo eficaz,
éticos e ecologicamente corretos, as empresas precisam estabelecer relações legais
e transparentes com seus clientes e parceiros do negocio. Tal afinidade possibilitará
maiores chances de aumentar a vida da organização a partir dos ganhos alcançados
com o desenvolvimento de práticas responsáveis.
A atualidade requer das empresas e dos que as dirigem e constroem suas
políticas e estratégias, contemplar as suas ações algo que possa monitorar cada vez
mais como as pessoas e demais partes envolvidas nos processos a vêem. De forma
que a causa de sua existência venha ser valorizada e entendam a importância que a
sua atividade econômica representa e do valor agregado trazido para o
desenvolvimento dentro do segmento em que atua.
Ações sustentáveis e responsáveis têm atraído e promovido maior envolvimento
e comprometimento de seus colaboradores, agregando valor aos negócios e
promovendo diferencial competitivo, além de terem propiciado as empresas
melhores resultados perante clientes e fornecedores, colaboradores e sociedade.
Questões como escassez de recursos, degradação ambiental, exclusão e inclusão
social, valorização das diversidades, imagem das organizações perante a sociedade
entre outras, necessitam ser enfrentadas pelas empresas.
Assim, na consciência de seu papel social, empresas se mobilizam a compreender e
responder, interferindo sobre esta realidade, respondendo às necessidades dela,
exercendo sua cidadania de forma responsável, mais atuante e participativa.
28

III.II RETORNO SOBRE O INVESTIMENTO COM A SUSTENTABILIDADE

O gerenciamento das empresas atuais tende a se inserir no conceito de práticas


sustentáveis, uma vez que se as empresas que têm ou desenvolvem bons projetos,
competências e boas práticas de governança conseguem atrair investidores.
(Almeida 2010)
“Quem não estiver inserido nesse contexto está ameaçado de ficar à margem das
oportunidades” (Silveira, 2008). Existem duas teorias que abordam esse contexto:
 A teoria dos stackeholders trata da relação positiva entre Responsabilidade
Social Corporativa - RSC e performance financeira, uma vez que em sua doutrina os
administradores de uma organização empresarial devem considerar a alocação de
recursos e seus impactos em vários grupos de interesse dentro e fora da
organização. A teoria considera que os retornos das empresas devem otimizar os
resultados de todos os stackeholders envolvidos, e não apenas os resultados dos
acionistas (Freeman, 1984).
A definição do que venha a ser e compor o grupo dos stackeholders por Silveira
(2008) “são todas as partes interessadas que devem estar de acordo com as
práticas de governança corporativa executadas pela empresa. São elas: os
empregados, clientes, fornecedores, credores, governos, entre outros, além dos
acionistas”. E comenta que para a organização se preparar antecipadamente para
tratar as possíveis demandas das partes interessadas é necessário está informada
sobre seus interesses. A partir de então “quaisquer compromissos da empresa, além
dos estipulados em legislação, são voluntários”. Todavia ele considera que a
empresa é responsável do ponto de vista corporativo, quando cumpri todas as suas
obrigações legais e se for justa e ética no relacionamento com os seus
stackeholders. Para outros, ser responsável significa o que a empresa investiu em
iniciativas de responsabilidade social ou ambiental.
 A teoria dos shareholders (acionista/ sócio) compartilham uma visão de que
os gestores tem a atribuição exclusiva de incrementar o retorno aos proprietários da
20 empresa e devem atuar somente de acordo com as forças impessoais do
mercado, ou seja, as que demandam eficiência e lucro. Silveira (2008) considera
29

que os “shareholders correspondem a grupos que podem afetar ou serem afetados,


de modo significativo, pela empresa, incluindo os próprios acionistas”.
Entretanto, a corrente moderna de pensadores econômicos vai de encontro à visão
dos shareholders e argumenta que os gestores têm a função ética de respeitar os
direitos e promover o bem entre todos os agentes afetados e relacionados, direta ou
indiretamente com a empresa.
Outro autor que vai ao encontro da corrente Moderna é Friedman (1970) e considera
que a expectativa dos shareholders é que as organizações existem para maximizar
valor para o acionista.
Com a intenção de estimular a prática e de “premiar as empresas que procuram
aliar desenvolvimento com eco-eficiência e responsabilidade social, em 2005,
inspirado na metodologia do Índice Dow Jones de Sustentabilidade, instituído em
1999, em Nova York, , a Bovespa criou o índice para medir o grau de
sustentabilidade empresarial das empresas que tem suas ações negociadas na
bolsa de valores – BOVESPA. O índice de sustentabilidade empresarial – ISE. O
ISE “busca criar um ambiente de investimento compatível com as demandas de
desenvolvimento sustentável da 22 sociedade contemporânea e estimular a
responsabilidade ética das corporações” (Bovespa, 2010).
Recentes estudos apontam para cada vez mais empresas usufruindo de vantagens
oriundas dos investimentos em práticas socioambientais, associadas a fatores
determinantes como; boa reputação dos negócios, manutenção de licenças para
operação e boa cidadania. (Arantes). A pesquisa também indicou que investimentos
com valores médios resultam em aumento de vendas e conforme a empresa
aumenta os gastos os retornos diminuem Os estudos também apontam como
tendência o fato de que as empresas que adotam práticas sustentáveis
responsáveis têm obtido ganhos e esses ganhos podem ser, por exemplo, a
participação em mercados. Segundo Arantes cada vez mais tem ocorrido uma
maior valorização de ações de empresas que investem em práticas sustentáveis,
isso tem ajudado na preferência do consumidor por produtos fabricados por essas
empresas. Ao investir em sustentabilidade, as empresas contribuem não somente
para reduzir as desigualdades sociais existentes, mas minimizar os potenciais
impactos negativos de suas operações, garantindo a estabilidade do negócio ao
30

conquistar a preferência dos investidores e consumidores. A Sustentabilidade


Corporativa precisa ser vista como a possibilidade de lucratividade no longo prazo.
Os principais retornos são na imagem da empresa na comunidade e a
redução de custos nos seus processos produtivos e logísticos. A sociedade está
atenta às iniciativas empresariais de sustentabilidade e tendem a preferir produtos
de empresas com responsabilidade social e ambiental. Isso dispara um evento em
cadeia. As empresas que adotam práticas de sustentabilidade exigem que seus
fornecedores façam o mesmo. Isso acaba atingindo todos os níveis da cadeia de
produção, incluindo as empresas de logística de distribuição. Os investidores
também estão atentos e preferem investir em empresas que adotem práticas
ambientais.
Outra grande vantagem é a redução de custos da operação. A partir do
momento que as empresas começam a monitorar seus ativos ambientais tais como
energia, água, papel e outros insumos específicos é possível identificar
oportunidades de melhorias de processos. Essas melhorias reduzem os custos
operacionais, reduz a geração de resíduos e a emissão de gases de efeito estufa
(GEE). Investimentos em projetos ambientais trazem enormes resultados financeiros
no curto e longo prazo além de ajudar na melhoria de vida das pessoas, do meio
ambiente. Almeida, 2002 enfatiza que
“[...] Empresas que assumem e gerenciam sua
responsabilidade social têm um patrimônio extra a ser usado
em momentos de crise. A sociedade – aí incluídos
consumidores, fornecedores, legisladores e administradores
públicos – estará mais propensa a ser solidária com a empresa
se esta tiver a reputação de ser socialmente responsável. Sem
o diálogo com a sociedade, concessões terão que ser feitas em
momentos críticos[...]”

As empresas que agregam a sustentabilidade em suas atividades possuem maior


possibilidade de aquisição de empréstimos e financiamentos junto as instituições
financeiras, maximizam o desempenho e apresentam bons resultados,
demonstrando comprometimento com a sociedade. A atuação responsável,
respeitando as leis e normas ambientais, instalando-se em regiões menos
desenvolvidas e investindo em patrocínios e projetos sociais, pode propiciar a
organização ganhos também tributários. Tais ações podem possibilitar em isenções
fiscais em âmbito municipal, estadual ou federal, pois a empresa está contribuindo
31
para o desenvolvimento do país.

CONCLUSÃO

Este trabalho levantou o tema do desenvolvimento sustentável nas empresas


e mostrou que no Brasil está aumentando o índice de sustentabilidade, com a sua
participação em cooperação e projetos internacionais relativas a questão ambiental.
Concluindo pode-se dizer que o ponto positivo da Sustentabilidade é que cada vez
mais as organizações estão se conscientizando e admitindo que são apenas
ecossistemas complexos, que integram comunidades, sociedade, governo, pessoas
e meio-ambiente. Para que as empresas obtenham um crescimento sustentável é
necessário que elas se valorizem, que sejam sempre abertas, transparentes,
imbuídas de cidadania, preocupadas com o meio ambiente, verificando o que a pode
ser feito para contribuir com crescimento sustentável do seu Estado. Ao investir em
responsabilidade social e no desenvolvimento sustentável, as empresas contribuem
não somente para reduzir as desigualdades sociais existentes e minimizar os
impactos negativos que suas atividades podem causar para o meio-ambiente, mas
também garantem a perenidade do próprio negócio ao conquistar a preferência dos
investidores e consumidores.
Enfim as empresas estão buscando reorientar seus sistemas de produção,
adotando programas de produção mais limpa, assim como instrumentos
ambientalmente adequados, além de qualificar e conscientizar seus funcionários,
dando cursos qualifica tórios, para que ocorra melhoria nas instituições e dessa
forma conquistar cada vez mais consumidores que cada vez mais estão buscando
comprar produtos de empresas que estão investindo no desenvolvimento
sustentável.
E finalizando, o principal benefício que uma empresa sustentável possui em seus
negócios está atrelado ao fato de sua marca ser mais reconhecida, possuir uma boa
reputação perante a sociedade, facilidade na obtenção de créditos junto as
instituições financeiras que tem condicionado seus empréstimos as empresas que
demonstram estar comprometidas com a sociedade, além de gozar de incentivos
fiscais.
32

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